Pratinho de Couratos

A espantosa vida quotidiana no Portugal moderno!

sexta-feira, novembro 28, 2008

Heróis das botas altas

Uma das mais religiosamente respeitadas tradições americanas é…
limpar o sebo aos seus eleitos presidentes. Como todos os empreendimentos no mercado livre, numas ocasiões eram bem sucedidos, com glória, lugar na História e campa anónima para desencorajar peregrinações fundamentalistas ao cemitério, noutras, falhavam e enterravam-se na vergonha da improficiência, na realização do seu sonho americano. Mas, na terra dos sonhos realizados, todos os anjos com crachá ajudam.

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Os Mutantes – formados em 1965, na cidade de São Paulo, pelos irmãos Arnaldo e Sérgio Dias Baptista, mais a vocalista Rita Lee, são excelsos representantes do prog rock e do rock psicadélico brasileiros. Rita Lee abandonou o grupo em 1972. E, Arnaldo Baptista em 73 por abusar do LDS e confusões com os outros membros. Posteriormente foi internado, atirou-se de uma janela e ficou seis semanas em coma. A banda continuou com Sérgio Dias. Em 2006 houve um reagrupamento com Zélia Duncan no lugar de Rita Lee – “Panis Et Circenses” yy “Banho de Lua” yy “Dois Mil e Um” yy “Misteriosas Rosas Brancas” yy “A Minha Menina” (utilizado pela McDonald’s num anúncio em 2008) yy “Preciso Urgentemente Encontrar Um Amigo” yy “Fuga Nº 2” yy com Gilberto Gil yy nos anúncios da Shell yy “Balada do Louco” yy “Ando Meio Desligado” yy “El Justiciero” yy “Virgínia” “Caminhante Noturno” yy “Ave Lúcifer].

Com uma pequena ajuda dos amigos polícias qualquer borra-botas recebe os créditos de um xeque-mate ao king of America (consta que a palavra xeque-mate” provém da expressão persa “Shah Mat” = “o rei está morto”). Nestas últimas eleições, os Estados Unidos e o “mundo” governado pelo Durão Barroso clamavam por um
santo. Logo, a sua segurança inscreveu-se na secretária dos melhores justiceiros, com a imprescindível ajuda do povo. Raymond Hunter Geisel, 22 anos, vive num barco com a namorada em Marathon, na Florida. Durante um seminário gabou-se para os colegas, referindo-se a Obama, que “se ele for eleito, matá-lo-ei eu próprio”. E o telefone tocou na sede do FBI. Na investigação uma colega acrescentou que o ouvira dizer “que odiava George W. Bush e que queria meter uma bala na cabeça do presidente”.

Para descomplicar, esqueceram-se de Bush, e processaram-no pelas ameaças contra Obama. No tribunal foi absolvido. Todavia, a máquina da sociedade livre funcionou. A Liberdade melhora com a informação da Polícia sobre o cidadão, quanto mais exacta ela for – qual é o seu
hidratante ou as cuecas que veste – mais Liberdade há para distribuir.

No Tennessee,
Daniel Cowart, alvo rapagão de 20 anos, e Paul Schlesselman, 18, foram presos e acusados do sonho americano confundido com Hollywood. Garante o FBI que eles pretendiam matar 88 pessoas e decapitar mais 14. (Estes números rigorosos fornecidos pela polícia associam-se à simbologia neonazi. O 8 corresponde ao “H”, a oitava letra do alfabeto, portanto 88 equivale a “Heil Hitler”. E o 14 significa as catorze palavras, cunhadas por David Lane, que sustentam a ideologia da superioridade branca nos E.U.A.: “nós devemos acautelar a existência do nosso povo e o futuro das crianças brancas” ou “porque a beleza da mulher branca ariana não deve desaparecer da face da Terra”). E, para culminar o day’s work, continua a bófia, eles “planeavam conduzir o carro, o mais rápido que conseguissem contra Obama, disparando das janelas”.

A máxima de Séneca, “a malícia bebe metade do seu próprio veneno”, não se aplica aos polícias americanos, cuja pureza de intenções celebra-se no
mundo livre. Ninguém admite que eles aldrabem ou fantasiem conspirações para dominar através do medo. Proteger a vida do americano essencial implica meios bélicos sofisticados. Na caravana do presidente dos E.U.A. acompanha este SUV para repelir pessoas más que ambicionam despojar o planeta da sua luz. Sem esta aurora borealis as pessoas caminhariam um vale de sombras. As pessoas e… os perus. A aparente presidente dos E.U.A. em 2016, Sarah Palin, discursou numa capoeira, perdoando um peru de terminar os seus dias numa travessa do Thanksgiving, como é hábito entre políticos de poleiro americanos, nessa quadra festiva. Depois, na sua voz nada irritante, concedeu uma tocante entrevista, com o criador de aves, degolando perus, como pano de fundo.

Se os polícias americanos têm uma mission: possible fulcral, os portugueses são-lhes superiores no mandato de defender os oprimidos, porque são benquistos e recebidos de braços abertos. Atribui-se, erradamente, as entusiásticas recepções, em Timor, Afeganistão, Líbano etc. ao cachecol da Selecção de Futebol, enrolado no pescoço, quando desembarcam nessas plagas. A causa de tanta euforia está nas botas dos GNRs.

Quando se cogita num monumento, que resuma a História portuguesa, subsulta na mente o mosteiro dos Jerónimos ou o convento de Mafra. Nada mais desacertado. O verdadeiro receptáculo da História nacional é a bota do GNR. Nela está o
perfume da nobreza portuguesa desde os confins dos tempos. Quando um GNR descalça as botas, impregna-se-nos o cheiro de D. Teresa, ou do seu filho Afonso Henriques, e de todos os lusos navegadores. Esse odor entranhou-se nos genes dos povos descobertos pelo valente povo de marinheiros, transmitiu-se de geração em geração, e irrompe como uma familiar recordação proustiana nas actuais populações.

A Guarda Nacional Republicana assegura, no território pátrio, as rusgas para caçar imigrantes ilegais. Não é admissível a repetição dos chocantes casos de
Francis Obikwelu, Nelson Évora ou Naide Gomes, que por cá ilegítimos, ouviram o nosso Fado, viram o nosso Futebol e rezaram na nossa Fátima e, mal-agradecidos, roubaram as medalhas aos nossos atletas.

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Giles, Giles and Fripp – os irmãos Giles, Michael e Peter, em meados da década de 60, pertenciam ao grupo Trendsetters Ltd. (I’m Coming Home” yy “Shot On Sight). No ano de 67 procuravam um organista que cantasse para formarem uma banda nova. Respondeu ao anúncio, Robert Fripp, que era guitarrista e não sabia cantar, “e ainda hoje não sabe se foi contratado”. O trio gravou um disco chamado “The Cheerful Insanity of Giles, Giles and Fripp” – “Suite No.1” yy “Erudite Eyes” yy “She Is Loaded” yy “I Talk to the Wind”.

King Crimson – banda resultante da entrada de Ian McDonald para os teclados, do letrista Peter Sinfield e do amigo de infância de Fripp, Greg Lake, substituindo Peter Gilles na bateria. O nome “Rei Carmesim” foi proposto por Sinfield como sinónimo de Belzebu, príncipe dos demónios – “Epitaph” yy “21st. Century Schizoid Man(versão das japonesas Seasons) yy “A Man, A City” yy “Elephant Talk” yy “Sartori in Tangier” yy “Vrooom Vrooom” yy “One Time” yy “The Power to Believe” yy “Facts of Life”.

21st Century Schizoid Band – uma sucursal dos King Crimson formada por alguns dos seus músicos – “21st Century Schizoid Man” yy “Progress” yy “Pictures of a City”.

Robert Fripp – tem longa vida na técnica de tocar guitarra, só ou acompanhado – “Frippertronics” yy “Exposure”. Com os League of Gentlemen – “Cognitive Dissonance”. Com Brian Eno, membro original dos Roxy Music, que, após a saída, se transformou num músico e produtor realmente enfadonho – “I’ll Come Running” yy “The Heavenly Music Corporation” yy “The Equatorial Stars”. Com David Sylvian vocalista dos Japan (Adolescent Sex” yy “Communist China” yy “Don’t Rain on My Parade” yy “Gentlemen Take Polaroids” yy “Methods of Dance” yy “Still Life in Mobile Homes) – “God’s Monkey” yy “Wave”. Com Andy Summers dos Police. Com Peter Gabriel dos Genesis. Com a sua amada esposa Toyah Wilcox.
Asia – supergrupo proveniente da fragmentação de várias bandas do prog rock inglês. John Wetton, baixista dos King Crimson, juntamente com Steve Howe, guitarrista dos Yes, Geoff Downes, teclista nos Yes e depois nos Buggles, Carl Palmer, baterista dos Emerson, Lake & Palmer, lançaram o primeiro álbum dos Asia em 1982. Um estrondoso sucesso comercial, mas uma desilusão para os fãs das suas antigas bandas, pela sua cedência ao som do rock, formatado para transmissão radiofónica americana, conhecido como rock AOR. Contudo, o estilo Asia, canções mais curtas e inclusão em cada álbum de, pelo menos um potencial êxito da rádio, será copiado pelos outros grupos de rock dos anos 80. Uma tropa de músicos desfilará pela banda: Greg Lake, baixista dos King Crimson e dos Emerson, Lake & Palmer; Mandy Meyer guitarrista do grupo suíço de heavy metal Krokus; Steve Lukather guitarrista dos Toto etc. etc. E ainda hoje, os Asia palmilham estrada, tocando músicas próprias e dos antigos grupos dos seus elementos – “Heat of the Moment” yy “Praying for a Miracle” yy “Sole Survivor” yy “The Heat Goes On” yy “Video Killed the Radio Star” yy “Fanfarre for the Common Man” yy “Roundabout” yy “In The Court of the Crimson King].

sexta-feira, novembro 21, 2008

Boa criação

O termo “criatividade” teve a sua
origem na poesia. Foi aplicado pela primeira vez, aos quefazeres humanos, pelo poeta polaco Maciej Kazimierz Sarbiewski. Na carroça cristã, muçulmana ou judaica – que conduzem os apaniguados ao the end do filme da vida – “creatio” significava “fazer a partir do nada”, obviamente, uma actividade criativa exclusiva do seu Deus. “Creatio ex nihilo” opunha-se a “creatio ex materia” (“criar a partir de matéria existente”). Nesta última acepção, a palavra chega aos nossos dias, ou seja, para criar é necessário haver algo no balde, e postijou por todas as laborações humanas, que não apenas a poesia.

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Jethro Tull – banda de Ian Anderson, baptizada com o nome de um agricultor inglês do século XVIII, inventor de uma máquina de semear, que atravessou muitos géneros musicais e teve uma incursão no prog rock a partir do álbum “This Was” – “A Song for Jeffrey” JJ “Living in the Past” JJ “Back to the Family” JJ “For A Thousand Mothers” JJ “My God” JJ “Songs from the Wood” JJ “Minstrel in the Gallery” JJ “Thick as a Brick” JJ “Locomotive Breath” JJ “Aqualung” JJ “Moths & Mouse Police Never Sleeps” JJ “North Sea Oil & Old Ghosts” JJ em 1973, a apresentação ao vivo do álbum “A Passion Play“, composto de apenas uma faixa, com canções e palavras ditas, como “The Hare Who Lost His Spectacles”, foi arrasada pelos críticos, apesar disso o disco chegou ao 1º lugar do top nos Estados Unidos.

David Palmer, teclista do grupo até 1980, quando atingiu a idade da razão, 66 anos, mudou de sexo. Hoje é uma bela senhora chamada Dee Palmer, vive em Lanzarote, quer ser apreciada pela sua “habilidade musical” e também pelas suas “mamas novas”. E promete continuar sob o pseudónimo de Granny D.

Ian Anderson explicou, numa entrevista, a natureza fálica da flauta, que tanta glória lhe granjeou na década de 70. Actualmente, é defensor dos gatinhos de toda a espécie, deram-lhe um doutoramento Honoris Causa e provê, aos paladares picantes, receitas de comida indiana. E ainda flauteia como se não houvesse amanhã. Anderson com Tinkara Kovač (extraordinária flautista eslovena – ao vivo JJ com Carlos Nuñéz JJ “Reason Why” / “Veter Z Juga” JJ “Od Zvezd Pijan” JJ “Madame Guitar” JJ com Massimo Bubola JJ com Bruno Lauzi). Anderson com Lucia Micarelli (violinista que vendeu a alma ao rock – ao vivo JJ ao vivo JJ “Nocturne” / “Bohemian Rhapsody). Anderson com Anna Phoebe (violinista que nos últimos anos integra a Trans-Siberian Orchestra JJ “Gypsy” JJ “Bombay to Beirut” JJ com os Oi Va Voi JJ com Breadfoot)].

Na terra dos lusos, povo pertetto, a imaginação é acendida na lareira da infância e acompanha a vida adulta como o
cobertor do Linus. Então, na causa pública, a criatividade arrebenta. Estampilha-se na testa de uma classe política luminosa cujo discurso directo governa. Correia de Campos, ex-ministro da Saúde, e português muito importante por ter feito… coisas, não se inibe: “tenho uma personalidade abrasiva”. Este fogo que arde vendo-se, guindou os políticos ao mais alto ponto da eficiência. A riqueza portuguesa não vem das minas de pirite alentejanas, mas dos líderes, que agarram os problemas pelos fundilhos, e resolvem-nos. Quando era primeiro-ministro, Durão Barroso, um português vital na História Universal por ter feito… coisas, para uma boa governação, receitou: “claro está, se a oposição não nos estimula, temos de ser nós próprios a estimular-nos”. Durão amoldou o onanismo à política. Onanismo produtivo, que não faz crescer pêlos na mão, mas ideias na cabeça.

A estimulação do órgão certo é essencial, quer se esteja no Governo, ou na oposição. No seu corgo para o Poder, a líder da oposição, Manuela Ferreira Leite, uma portuguesa muito conceituada por ter feito… coisas, tem estimulado a zona do cérebro situada à direita de quem entra. Num almoço bem frequentado por convivas de fato escuro, a Sr.ª Leite gongorizou o seu
discurso de ocasião com: “e até não sei, se a certa altura, não é bom haver seis meses sem democracia, mete-se tudo na ordem, e depois então, venha a democracia”. A Sr.ª Leite, licenciada em Finanças, naturalmente, não percebe nada de Matemática. Para suspender a democracia, 48 anos é um número mais redondo, afinal, elucidou-se depois, ela não expôs em público o sonho húmido de todo o democrata, mas só contou um daqueles chistes que necessita explicação no final.

Noutros países a criatividade não vale um chavelho. Nos Estados Unidos, se os jovens apenas lessem a
Playboy ou a Penthouse, convivessem com supermodelos, como Natalia Vodianova, Freja Beha Erichsen ou Sheila Márquez, sonhariam com Mary had a little lamb mas o pesadelo mora ao lado. No liceu Cary-Grove, no norte do Estado de Illinois, Allen Lee, aluno de 18 anos, num ensaio de Escrita Criativa libertou a caneta, como é requerido nesse tipo de aulas, e o professor leu assustado: “sangue, sexo e copos. Drogas, drogas, drogas são fixes. Esfaqueia, esfaqueia, esfaqueia, esfaqueia, esfaqueia, esfaqueia… e… s… f… a… q… u… e… i… a… vomita. Na noite passada tive este sonho quando entrei num edifício, saquei duas P90 e comecei a disparar contra todos. Então, tive sexo com os corpos mortos. Bem, na realidade não, mas seria engraçado se tivesse”.

Uns dias antes acontecera o
massacre de Virginia Tech, uma actividade extra-escolar, onde Seung-Hui Cho limpou 32 frequentadores do seu estabelecimento de ensino. Por isso, os responsáveis da escola não viram um futuro James Elroy, um Stephen King ou um Harold Robbins, mas um Michael Myers que lhes cortaria o gasganete no intervalo de duas pizzas, e chamaram a bófia. Allen Lee, um aluno de nota máxima, sem problemas disciplinares e ficha para ingresso nos U.S. Marines preenchida, defende-se: “em Escrita Criativa, dizem-nos para exagerar. Supõe-se ser porcaria… há um conteúdo violento, mas eles estão a tirá-lo do contexto e a fazer dele algo que não é”. Em resposta os procuradores instauraram-lhe dois processos por conduta desordeira.

Posteriormente, as acusações foram retiradas, mas os U.S. Marines recusaram a sua candidatura. A máquina de propagação da democracia americana não quer nas suas fileiras elementos desconcentrados da nobre arte de matar subdesenvolvidos. Um Marine mata e missão cumprida. Não pensa em sexo. Quem ganhou com este episódio foi os psicólogos. Serviço não lhes faltará a escabichar os Trabalhos Para Casa dos alunos para prever e evitar futuros tiroteios made in U.S.A.

Portugal resfolega boa criatividade. O Banco de Portugal serviu-se dela para explicar as obscuras razões do desemprego de longa duração: a culpa é do subsídio de desemprego que é “generoso”. Os fiscais das Finanças não a dispensam para cumprir os objectivos dos seus serviços: cobrar 3 mil euros por dia…

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Yes – grupo formado em Londres por Jon Anderson e Chris Squire em 1968. Squire pertencera aos The Syn considerados, por ele, precursores dos Yes (14 Hour Technicolor Dream” JJ “Grounded” / “Flowerman” / “14 Hour... Dream). Vários músicos tocaram nesta banda caracterizada por canções longas, letras abstractas e um som sinfónico, e ainda activa na actualidade com Chris Squire, Alan White, Steve Howe, o vocalista Benoît David e Oliver Wakeman, filho de Rick Wakeman, nos teclados – “Close to the Edge: parte1 JJ parte2 JJ “Roundabout” JJ “And You And I” JJ “Sweet Dreams” JJ “Soon” JJ “Parallels” JJ “Colors of the Rainbow” / “Turn of the Century” JJ “Awaken” JJ “Siberian Khatru” JJ “Changes” JJ – “Cinema” / “Owner of a Lonely Heart”.

Jon Anderson, vocalista, responsável pela maior parte das letras. O seu gosto pela experimentação de sons causou a saída de vários membros. Queria gravar “Tales From Topographic Oceans” no meio da floresta, depois decidiu decorar o estúdio com feno e animais, infestando um dos órgãos de Rick Wakeman de piolhos. Este ficou tão desagradado com o resultado final do álbum que, durante um concerto, parou de tocar para comer um caril em palco. Saiu da banda e foi substituído por Patrick Moraz. Anderson abandonou a banda em 1980 para se juntar a Vangelis – “I’ll Find My Way Home” JJ “The Friends of Mr. Cairo” JJ “State of Independence”. E uma carreira a solo pontuada com outras colaborações – “Candle Song” JJ com Kitaro JJ “Hold On To Love” JJ “O’er” JJ “Sound and Color” JJ com Mike Oldfield JJ “Cage of Freedom” JJ “I Saw Three Ships”. Também compôs filhas com tendências artísticas: Deborah Anderson – “Lonely without You” JJ ela também participou no grupo francês Télépopmusik. E Jade Andersonparte1 JJ parte2. E o filho, Damion Anderson, é vocalista e guitarrista dos Zen State.

Chris Squire, menino de coro na igreja, foi suspenso da escola por ter o cabelo demasiado longo, os avaliados profs deram-lhe dinheiro e mandaram-no cortar o cabelo. Ele foi para casa, gastou a massa em coisas úteis e nunca mais regressou à escola. Na década de 60, após uma bad trip de LSD, ficou tão aterrorizado que se trancou na casa da namorada. Foi nessa reclusão do mundo que aperfeiçoou a sua técnica de tocar o baixo – “Hold Out Your Hand / You by My Side” JJ “Fish” / “Amazing Grace” JJ com os Conspiracy: “Red Light Ahead” JJ “Confess”.

Steve Howe – recebeu a primeira guitarra como presente de Natal aos 12 anos. Gravou pela primeira vez com os Syndicats (You Can’t Judge a Book” JJ “Crawdaddy Simone). Em 1970 substituiu Peter Banks nos Yes. Toca guitarra no álbum “Welcome to the Pleasuredome”, dos Frankie Goes to Hollywood e no “Innuendo” dos Queen. Em 1981 forma os Asia (Only Time Will Tell” JJ “Don’t Cry) – “Beginnings” JJ “Clap” JJ “Sketches in the Sun” JJ “Mood for a Day”.

Rick Wakeman, o mago Merlin dos teclados, tocou com os Strawbs, (Lay Down” JJ “Hangman and the Papist), entrou nos Yes em 1971, substituindo Tony Kaye, que se recusava tocar outra coisa que não fosse o órgão Hammond. Gravou a solo discos famosos como “The Six Wives of Henry VIII”, “Journey to the Center of the Earth” e “The Myths and Legends of King Arthur and the Knights of the Round Table”, cuja apresentação pública incluia uma pista de gelo com patinadores, uma orquestra, a sua banda e dois coros. Os elevados custos de produção obrigaram-no a declarar falência – “Jane Seymour” JJ “Catherine Howard” JJ “Catherine Parr” JJ “Journey to the Centre of the Earth” JJ “Arthur” JJ “Guinevere” JJ “The last Battle”.

Oliver Wakeman primeiro filho de Rick Wakeman, que tem uma catrefada deles, e teclista como o pai, integra a tournée de 2008-2009 dos Yes – “Mother’s Ruin” JJ “Onward” JJ “Tempus Fugit].

quinta-feira, novembro 13, 2008

O capitalismo está com sorte

A durabilidade do corpo aumentou. Plastificação a tecnologia laser esporeou-lhe “máquinas” internas com nomes esquisitos, como
colagénio e fibroblastos, dilatando-lhe a possibilidade de rendimento até provecta idade. É o caso de Tempest Storm. Stripper, modelo e actriz, nascida em 1928, teve os seus momentos de glória em meados do século XX. O seu cobiçável par de melões, a que chamava “moneymakers”, esteve assegurado, nos anos 50, por um milhão de dólares na Lloyds. John F. Kennedy, Vic Damone, Elvis Presley e Sammy Davis Jr. experimentaram-lhe a fruta e o chocolate. Transcorridos 50 anos, Tempest continua a desnalgar-se em Las Vegas e promete não parar enquanto o G-String não lhe doa.

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Van Der Graaf Generator – grupo de prog rock formado em 1967, na Universidade de Manchester, por Peter Hammil, Nick Pearne e Chris Judge Smith. Por sugestão de Chris Judge Smith retiraram o nome do aparelho de electrostática o gerador de van de Graaff, ficando o título da banda com duas gralhas casuais. Em 68 Hugh Banton substitui Pearne. O grupo alcançou o seu som característico, com a entrada de David Jackson, e os seus saxofones electronicamente manipulados, em 1969 – “Theme One” @ “Darkness” @ “Plague of Lighthouse Keeper’s: parte1 @ parte2 @ parte3 @ “Whatever Would Robert Have Said” @ “Dance in Frost” @ “Arrow” @ “Lizard Play” @ “Man Erg” @ “Killer” @ “Gog” @ “Undercover Man” @ “Still Life”.

Peter Hammill – prosseguiu uma carreira a solo, em 1969, quando os VdGG se separam pela primeira vez. O primeiro álbum saiu em 1971 – “Four Pails” @ “This Side of the Looking Glass” @ “My Room” com os Sparks @ “Ophelia” @ “The Sleeper” @ “Train Time].

Riscar a reforma do mapa e iniciativa privada são as duas tábuas de salvação do capitalismo no seu efervescente estado actual A ciência e a tecnologia mandaram para depois da morte a reforma. Mas a iniciativa privada reclama afoita imaginação para ligar o motor da sadia concorrência. João Maldonado, bacharel em leis e cânones, amigo de Bocage, poetizou-lhe um
caminho: “Todas no mundo dão a sua greta: / Não fiqueis pois, oh Nise, duvidosa / Que isso de virgo e honra é tudo peta”. O poeta socorre-se da “greta” no seu sentido hiperbólico “de alma e coração”, de empenho na tarefa de singrar na vida, como Cleópatra ou as “fidalgas” de Lisboa.

Numa selectiva escola do Ensino Básico de Stockport, na Inglaterra, os catraios, instruídos no acesso à Internet, toparam no YouTube um
vídeo da sua professora de inglês. Sarah Green, dois anos antes de enveredar pelo gratificante futuro no ensino, tentara uma carreira de actriz. Nessa condição, fora contratada para um anúncio de roupa para operários da marca Scruffs, onde simulava sexo com pedreiros. O vídeo, restrito às construtoras, ganhou dois prémios em Cannes e apareceu no YouTube, aos olhos inocentes das crianças. As mentes culpadas dos pais ordenaram logo a depuração do corpo docente do corpo indecente de Sarah Green. O reitor Andrew Chicken promete ordem no seu endinheirado galinheiro, despedindo a professora para ir dar a “greta” numa melhor oportunidade no mercado de trabalho.

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Simon Dupree and the Big Sound – foi uma banda pop inglesa formada pelos irmãos Shulman em 1966. Dudley Moore teve uma passagem meteórica ao piano. Contrataram o desconhecido Reginald Dwight para os teclados, recusaram-se tocar-lhe as composições e riram-se quando ele lhes disse que ia adoptar o pseudónimo de Elton John – “I See The Light” / “Day Time Night Time” @ “Kites” @ “Thinking About My Life”.

Gentle Giant – fundada pelos irmãos Shulman em 1970 é uma banda de topo do prog rock. Na capa do segundo álbum declaram as suas intenções de guerra: “expandir as fronteiras da música popular contemporânea arriscando torná-la muito impopular” – “Cogs in Cogs / Proclamation @ “Funny Ways” @ “Knots” @ “The Advent of Panurge” @ “I Lost My Head” @ “Playing the Game” @ “On Reflection” @ “Betcha Thought We Couldn’t Do it].

A iniciativa privada desemborra a concorrência, baixa os preços, cria emprego, diviniza a Terra, mas com calma. São obrigatórios valores. Sem valores é a barafunda no Oeste livre. O maior filósofo português e Presidente da Madeira, Alberto João Jardim, alertou: “não há dúvida que a religião traz valores ao dia a dia de cada homem e de cada mulher, que lhe permitem trabalhar melhor, com mais esperança, objectivos claros, honestos, que acabam por ser convergentes com a actividade económica, com toda a moral e a fé, no sentido de uma sociedade melhor”. A religião comanda a vida de valores pró menino e prá menina.

Katy Perry nasceu num meio religioso. Em 2001, com 16 anos, sob o nome Katy Hudson lançou um disco de música cristã (“Faith Won’t Fail” @ “Last Call” @ “Trust in Me” @ “Growing Pains” @ “Search Me”). Sete anos depois, Katy mandou o Senhor às urtigas, e regressa alteando a ira dos senhores da poderosa comunidade gay americana. O single “Ur So Gay” foi acusado de desenterrar estereótipos, desfeitos nas séries de TV, na longa caminhada pela aceitação do alternativo comportamento, como natural. A canção seguinte, “I Kissed a Girl”, levantou poeira por conservadoras declarações nos versos como “não o que, bem-comportadas moças fazem… não como elas devem comportar-se”. Todavia, Katy mantém-se moderna, não escolheu nenhuma das sexualidades actualmente em cardápio, é elogiada por Madonna e Jared Leto, e considerada “the next big thing” na indústria discográfica. Para justificar a transmutação dos valores cristãos, confessou a uma revista, que não era uma cristã típica, tinha feito “montes de coisas más” na adolescência.

Quem não manteve dúbia sexualidade, afirmando-se como fanchona, foi
Jill Sobule. Em 1995, editou uma canção também chamada “I Kissed a Girl”. No vídeo de suporte, duas mulheres dos subúrbios descobrem uma cumplicidade prazenteira, longe dos homens, mas o modelo Fabio aparece no meio, para chancelar a heterossexualidade, e ambas emprenham, como todas as donas de casa suburbanas, perpetuando o celeiro moral da América. Assumir-se como pescadora de berbigão, quebrou-lhe a linha nas rádios do sul dos Estados Unidos, que lhe baniram a canção. O capitalismo ainda não estava maduro desse fruto, mas agora, afastado o fantasma da reforma e a iniciativa privada acarretada por valores religiosos, a árvore, florejante na sua plenidão, granjeia aos homens e mulheres possibilidade para darem a “greta” isto é, o seu melhor, para haver dinheiro na próxima crise e salvarem aqueles que enriquecem com esta.

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Triana – banda da Andaluzia dos anos 70 incluída no género prog rock com misturas de flamenco – “Abre la Puerta” @ “En el Lago” @ “Hasta Volver” @ “Quiero Contarte” @ “Corre”.

Los Canarios – banda de Las Palmas que nos anos 60 tocava rock e soul. Quando “Teddy” Bautista saiu da tropa, iniciou-se na experimentação de sons nos sintetizadores, resultando num disco de prog rock chamado “Ciclos” influenciado pelas “Quatro Estões” de Vivaldi – “Paraíso Remoto” @ “El Eslabón Recobrado” @ “Free Yourself” @ “Palabra de Dios” @ “Get on Your Knees” @ “Shake].

quinta-feira, novembro 06, 2008

O meu banco

No momento de esticar o pernil, Voltaire, perante a insistência do padre, debruçado sobre o seu leito, empunhando o crucifixo, para que renunciasse a Satanás, respondeu prudente: “agora, agora meu bom homem, não é tempo para fazer inimigos”. Diante do desconhecido convém ter somente amigos. E, nas incertezas actuais, os políticos são os nossos melhores amigos. Nessa safra Portugal teve sorte. Maria José Nogueira Pinto, uma activa velhota, muito importante porque fez… coisas, nas Jornadas Parlamentares do PSD, insurgiu-se contra o complemento de reforma para idosos: “dar 80 euros a um idoso é um ultraje, é um insulto”. Elucidou, que, eles carecem de quem lhes limpe o rabo e vá às compras, arrematando: “disso é que eles precisam. Eles não precisam de 80 euros para irem beber cervejas, para irem comer doces, que são diabéticos e ficam doentes, para serem roubados pelos filhos. Eu conheço essa realidade e é o que vos digo”.

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The Wilde Flowers – grupo inglês de meados da década de 60, baseado na Cantuária. Não editou nenhum disco em vida, mas continha músicos, que são instituições no prog rock, e que formarão os Soft Machine, os Matching Mole, os Gong e os Caravan – “Impotence” HH “Never Leave Me”.

The Soft Machine – Daevid Allen obteve autorização de William S. Burroughs para utilizar o título do seu livro, “The Soft Machine”, como nome desta banda, formada por músicos vindos dos Wilde Flowers. Em 1967, alcançaram grande sucesso em França, com um som de fusão entre jazz e rock psicadélico. Contratados por Eddie Barclay, num espectáculo, cantam o refrão de “We Did It Again” durante 40 minutos, numa experiência zen, convertendo-os no encanto do meio artístico parisiense. Terminado o Verão, regressam à Inglaterra, Daevid Allen, guitarrista australiano, viu recusado o visto de entrada e ficou-se por Paris, a banda continuou como trio, por algum tempo – no início HH “Why Am I So Short” HH “Soon, Soon, Soon” HH “Moon In June” HH em França 1970 HH “Esther's Nose Job” HH “Tale of Taliesin” HH em França 1973 HH “Floating World” / “Bundles” HH “Out Of Season”.

Robert Wyatt – após saída dos Soft Machine, funda os Matching Mole, um grupo essencialmente instrumental – em França 1972 HH registo ao vivo na BBC: parte1 HH parte2 HH parte3. No dia 1 de Junho de 1973, numa festa de Gilli Smyth e Lady June, enfrascado com muito álcool, Wyatt caiu da janela de um terceiro andar, ficando paralisado das pernas. Entretanto, a vida continua. A solo: “Sea Song” HH “Alifib” HH “Shipbuilding” HH “Free Will and Testament” HH com Nick Mason HH com David Gilmour HH “This Summer Night(com o amigo de longa data e génio francês Bertrand Burgalat – “Gris Metal” HH “Spring Isn’t Fair” HH “Follow me).

Kevin Ayers – um dos compositores mais influentes do rock psicadélico, recrutado para integrar os Wilde Flowers, diz ele, talvez por ser aquele que tinha o cabelo mais comprido. Tocou baixo e guitarra e partilhou a vocalização com Wyatt nos Soft Machine, seguiu-se uma carreira a solo e infinitas colaborações com outros músicos. No entanto, quando o sucesso parece sorrir-lhe, arruma as malas e foge para um sítio com bom vinho e boa comida – “Oh My” HH com John Cale HH com Mike Oldfield HH “Stranger in Blue Suede Shoes”.

Richard Sinclair – tocou guitarra, e ocasionalmente cantou, nos Wilde Flowers antes de formar os Caravan – “A Place of My Own” HH “Magic Man” HH “Golf Girl”. Em 1972 partiu para fundar os Hatfield and the North – “Going for a Song” HH em Paris 1973. Em 1977 é convidado para se juntar aos Camel.

Daevid Allen – nasceu em Melbourne, Austrália. Influenciado pelos poetas da Beat Generation, no ano de 1960 partiu para Paris, instalando-se no Beat Hotel, no Quartier Latin, no quarto anteriormente ocupado por Allen Ginsberg e o seu namorado Peter Orlovsky. Depois de conhecer William S. Burroughs e inspirado por Sun Ra funda um grupo de free jazz chamado Daevid Allen Trio. Num quarto alugado, na Cantuária, conhece o filho do senhorio, Robert Wyatt, jovem de 16 anos. Com os Soft Machine participa na triunfante tournée francesa de 67, quando é proibido de entrar na Inglaterra, regressa a Paris. Na cidade da torre envolve-se no Maio de 68 oferendando ursos de peluche aos bófias e a declamar poesia. E forma os Gong – ao vivo em 1972 HH “Master Builder” HH também toca a partir de 98 com os University Of Errors – “Stoned Innocent Frankenstein” HH “Earthbound” HH com Kevin Ayers HH ainda recita “Conscience Strike].

“… e é o que vos digo”, 80 euros não dá para ir ao
Bunny Ranch, tentar a sorte com a Sunset Thomas, a Sunny Lane ou a Air Force Amy, nem para um, inflacionado pela crise, lap dance. Mas um velho com 80 euros iria depositá-los no seu banco, acudindo ao sufoco do banqueiro, que acarinha “tiopatinhasmente” qualquer cêntimo. A crise financeira expôs o lado sensível dos ricos, condensado no pungente vagido de Ferreira de Oliveira, presidente da Galp: “não gosto que nos chamem ladrões”. E, desacreditou Honoré de Balzac, que escrevia: “por detrás de cada grande fortuna está um crime”. Hoje, está patente, que a retaguarda de “uma grande fortuna”, é a compreensão e o apoio dos pobres. Os pobres não são gestores, não sabem multiplicar a riqueza, e por isso não vale a pena dar-lhes muito dinheiro, iriam desperdiçá-lo em futilidades, mas gratificados com a quantia certa, são os salvadores da economia.

“… e é o que vos digo”, no tempo das notas magras, a solidariedade faz sentido. Para a época da bagalhoça
a sério voltar, ricos e pobres, devem dar as mãos. Ou melhor, os ricos dão as mãos e os pobres, o dinheiro. E, milagrosamente resulta em “grande fortuna” para todos. A maioria dos portugueses nunca ouviu falar no BPN, contudo, agora, são donos desse Banco, a troco de alcagoitas. Milagre? Sim, mas também mérito do Banco e do Governo. O Banco Português de Negócios tem curta vida e longo historial de aldrabices que lhe desfalcaram, por enquanto, 700 milhões de euros. E o Governo, refastelado na otomana da crise mundial, argumentou com peso. O Primeiro-ministro trombeteou que o Banco foi nacionalizado para salvar os trabalhadores, defender os depositantes e, missão das missões, defender o sistema bancário e a economia.

“… e é o que vos digo”, mais vale ter um Banco que uma padaria. Esta falia, sem dó nem piedade, e o padeiro estava entalado com as dívidas. Os accionistas de um Banco não são donos no “sentido padeiro” do termo. Escolhem administração e gestores para lhes darem muito lucro, mas não são responsáveis pela sua empresa, e ainda arrecadam massa em caso de falência. Estes negócios 100% seguros são praticáveis, porque servem de regaço aos políticos que terminam a carreira pública. Um posto lucroso, e certeza de enriquecimento, transformam estas instituições em peças chave da economia nacional. Proibidas de falir, descabelam-se para aprazer os accionistas, e o BPN ainda mais, pois, até o nosso querido Luís Figo possui 2% de acções. Quando já não era possível tapar a contabilidade com os números, contrataram Miguel Cadilhe, um português muito inteligente, com um grande currículo de ter feito… coisas. Cadilhe topou o desafio pela sua dificuldade, aceitando um miserável plano de reforma de 10 milhões de euros, na saída, para outra intricada incumbência. Vendeu a
colecção Miró e umas moedinhas do Euro2004, mas o buraco, entretanto negro, sugava a luz das notas e nada se via de melhoras. Vai bater à porta do Estado com uma “proposta estrutural”, 600 milhões de euritos bastavam para agasalhar as “imparidades” detectadas no Banco.

“… e é o que vos digo”, Miguel Cadilhe ficou iracundo com a nacionalização, em vez do cheque para ele salvar o BPN. Num
sotaque de tia de Cascais acusa o regulador, o Banco de Portugal, de falta de supervisão. O governador do BdP, Vítor Constâncio, outro português igual a ele, muito famoso por ter feito… coisas, embrulhou-se em explicações, sem nunca referir a verdadeira. Porque os remendões do capitalismo ainda têm sonhos da transparência nas relações comerciais e da regulação dos mercados. Um gestor, que não aprendeu no seu MBA, como fintar as entidades reguladoras, merece um pontapé no rabo e olho da rua directo, por mais normas que inventem.

“… e é o que vos digo”, a Igreja Católica tem a solução, para uma supervisão eficaz. Os primeiros bispos tomavam ao seu serviço o
sincelo, (do grego syn = “com” + kellion = “cela”), um funcionário que dormia na cela dos prelados, para confirmar a pureza das suas vidas, e participar nos rituais sagrados. A sábia Igreja não confiava em regras, normas ou leis, quando um homem está na sua privacidade. Ainda não se publicava a revista Gina, mas as iluminuras dos livros sagrados, surtiam semelhante erótica propensão para pecar. Esta solução de acompanhamento personalizado garante que gestores e administradores, na solidão dos seus quartos, digitais e virtuais, longe dos olhares dos reguladores, não se meterão em maroscas financeiras.

[Aphrodite’s Child – na Grécia, o esbelto Demis Roussos e o seu primo Vangelis Papathanassiou, juntavam-se num banda de prog rock, em 1967. Na viagem para altos voos em Londres, ficaram retidos em Paris, por causa do Maio de 68. Aí assinaram um contrato com a Mercury Records e lançaram o seu primeiro single e um grande êxito na Europa, “Rain and Tears”, recomposição do “Canon em Ré Maior”, de Johann Pachelbel – “Spring, Summer, Winter and Fall” HH “I Want To Live” HH “It’s Five O’ Clock” HH “Lontano Dagli Occhi” HH “The Four Horsemen”].