Pratinho de Couratos

A espantosa vida quotidiana no Portugal moderno!

domingo, abril 26, 2009

Yes nós can

As estopinhas suaram, os
Drs. em Propaganda do Dr. Oliveira Salazar, para o passado engastalhar numa bela filigranagem de heróicas façanhas e façanhudos heróis. Nas escolas assaram Camões, com sal e pimentos, num manducativo pitéu de que os portugueses tiveram o mundo na mão, resultado de navegadores e reis bem norteados. Salazar carregava nos quilómetros: “somos um país grande, não somos um país pequeno. Comanda­mos interesses muitas vezes importantes, e isto no Mundo”. Alguns, poucos, desacreditaram do conta-quilómetros, como Jorge de Sena, no seu preito “A Portugal”, lhe apelidava de “torpe dejecto do Império Romano”, olvidando as rotas das especiarias da Índia e do ouro do Brasil e, que só por um pinote histórico, a Austrália, por Cristóvão de Mendonça descoberta, não é um PALOP (País de Língua Oficial Portuguesa). Felizmente, este negativismo foi asfalto que deu pouco semáforo, e o “arroto de passadas glórias”, alavancou tenção de posteridade e ao portuga do século XXI apenas se diz: “Go Motherfucker Go”, tu can.
.
[
The Asteroids Galaxy Tour – grupo dinamarquês portador da boa nova da influência do rock psicadélico no século XXI. Na sua base estão Mette Lindberg e Lars Iversen, acompanhados depois por vários músicos nos concertos. E, as velhas cassetes pirata do século XX, trocadas de mão em mão, como meio de divulgação dos menestréis de Buenos Aires, em fuga para Montevideu, cedem lugar às tecnologias na moda. Pelo menos, enquanto o sucesso não fulge e o cartel das editoras não tranca tudo na rentabilização veloz e feroz dos “direitos de autor”, Mette responde aos fãs no “Ask Mette Anything(parte2 v parte3) e colocam no YouTube o Vlog (parte2) da tournée americana de 2009. O seu primeiro CD sai em Maio – “The Sun Ain’t Shining No More” v “The Golden Age” v “Crazy” v “Bad Fever” v “Push the Envelope” v “Hero].
.
Sobre o português, pequeno, médio e grande, circula a lenda, de quem prestar atenção, ouve os seus
neurónios a falar. Quando essa actividade cerebral sai amplificada pelas cordas vocais, expele um canto das sereias, encantador de instituições e pessoas. António Vitorino, que segundo os jornais “factura 5 000 mil € por reunião”, em Outubro de 2008, na condição de avatar da Fundação República, pregava a “evolução do ideário socialista”. E, para quem não sabe o que isso é, explanava que era um pack com coesão social, mobilização e envolvimento da sociedade civil e combate à pobreza e exclusão, e um asterisco em letra miúda: “uma primeira evolução no ideário socialista é que o Estado não pode fazer tudo”. No calor da noite política incitava o Governo a prosseguir o seu núcleo de políticas sociais que começavam a dar sinal positivo. Citando a Brooke Shields, “não tenho nada entre mim e os meus jeans”, também, entre os políticos e a realidade não há nada.
.
[
Kyuss – desfraldaram a sua carreira tocando no deserto, ao redor das cidades, do sul da Califórnia na década de 90. Um gerador para fornecer electricidade, cerveja, marijuana, vento e poeira facultavam uma “festa do gerador” nessas vilórias defendidas da poluição sonora dentro de portas. O guitarrista Josh Homme explicou que o deserto moldou a banda: “não há clubes aqui, assim só podemos tocar de borla. Se as pessoas não gostam, dizem-no. Não podemos feder”. Os Kyuss formaram-se no final da década de 80 em Palm Desert, o antigo campo de treinos do Terceiro Exército do general George “Sangue Velho e Tripas” Patton, remodelado em zona fina, onde a jogadora de golfe Michelle Wie e o cadastrado Bill Gates compraram uma mansão doce mansão. Além de Josh, o grupo estabilizou com o vocalista John Garcia, o baixista Nick Oliveri e o baterista Brant Bjork, e representam a fase mais criativa do “Stoner Rock”, uma mescla de rock psicadélico e heavy metal – “One Inch Man” v “Hurricane” v “Supa Scoopa and Mighty Scoop” v “Green Machine” v “Freedom Run” v “Odyssey” v “50 Million Year Trip” v “Thumb”.
.
O nome deriva de um
semideus do jogo “Dungeons and Dragons”, e em Outubro de 1995 fragmentaram-se numa prole rica em tecnologias anti-envelhecimento. Homme, ainda integrou os The Screaming Trees, e em 1998, com Alfredo Hernández, baterista nos Across the River, substituto de Bjork nos Kyuss, que desistira das tournées chateado com o clima pesado na banda, formam os Queens of the Stone Edge – “The Bronze” v “If Only” v “Sick Sick Sick” v “Avon” v “Feel Good Hit of the Summer” v “Better Living Through Chemistry” v “I Think I Lost My Headache” v “Hangin’ Tree” v “Song for the Dead” v “No One Knows” v “Thumb” v “Go With the Flow” v “The Lost Art of Keeping a Secret” v “Little Sister” v “You Can’t Quit Me Baby”.
.
Nick Oliveri funda a banda de metal/punk
Mondo Generator – “Lie Detector” v “So High” v “I Never Sleep” v “Ode to Clarissa” v “Like a Bomb”. Alfredo Hernández saltitou pelos Fatso Jetson, dos primos Larry e Mário Lalli, considerados os pais do “Stoner Rock” – “Yourself on Fire” v numa festa do gerador v “Too Many Skulls”. Pelos Yawning Man, também dos primos Lalli, formados em 1987, mas que só editaram discos a partir de 2005 – “Samba de Primavera” v “Perpetual Oyster” v “Stoney Lonesome” v “Manolete”. E pelos fugazes Ché de Brant Bjork que apenas editaram um CD - “The Day the Pirate Retired” v “Sounds of Liberation” v “Pray for Rock”.
.
Brant Bjork reune os Brant Bjork and the Bros - “Gonna Make The Pony Trot” v “Freaks Of Nature” v “I Miss My Chick” v “Too Many Chiefs... Not Enough Indians”. E também tocou nos Fu Manchu – “Written in Stone” v “Hung out to Dry” v “Hang On” v “Evil Eyes”. John Garcia entre 1996-97 forma os Slo Burn – “Pilot the Dune” v “Positiva” v “Snake Hips”. Passou brevemente pelos Karma to Burn e em 1998 inicia os Unida – “Black Woman” v “Wet Pussycat” v “One Inch Man” v “Puppet Man”. E os Hermano – “Green Machine” v “Madrid” v “Kentucky” v “My Boy” v “The Bottle” v “Landetta”.
.
The Eagles of Death Metal – constituídos por Josh “Baby Duck” Homme e Jesse “The Devil” Hughes. Homme explicou a origem do estranho nome da banda. Um amigo tentava interessá-lo no death metal através de um CD dos polacos Vader e Homme, notando a qualidade do grupo, comentou que eles eram os Eagles do death metal – “Wanna Be in LA” v “Cherry Cola” v “Only Want You” v “Whorehoppin’ (Shit Goddamn) I’m a Man” v “Speaking in Tongues” v “Wastin’ Time” v “I Want You So Hard (Boy's Bad News)].