Pratinho de Couratos

A espantosa vida quotidiana no Portugal moderno!

sábado, julho 27, 2013

1983

“Comer laranjas em janeiro, é dar que fazer ao coveiro” [1], pela nossa saúde a hipótese de comer, laranjas ou outro, é prudente pelo anual lavático dos aumentos. Dinheiro no bolso, estagnado, não é amigo da economia. “Aumentos das tarifas de eletricidade na ordem dos 30%, passes sociais onerados com percentagens entre os 14 e os 30%, gasolina a 74 escudos e gasóleo a 35 escudos e bandeiradas dos táxis mais caras em 24%, são algumas das medidas de agravamento do custo de vida que os portugueses passarão a ter que suportar a partir deste mês” [2]. Ritualística de janeiro, os aumentos não surpreendiam, a moeda tirada ou atirada ao ar em Portugal não faz História – (Ritchie Valens morreu por moeda ao ar [3]) – História fez-se, dia 2, primeiro domingo desse mês. “Foi o lance que marcou o embate Sporting-Benfica mais rodeado de multidão de todos os tempos. Alvalade erguia-se como uma mola, quando o árbitro bejense Rosa Santos assinalava o inexorável penálti cometido por Humberto Coelho sobre Jordão, que o angolano iria cobrar sem apelo nem agravo, fazendo o resultado tangencial (1-0) que significou a perda da invencibilidade benfiquista na era Eriksson (ao 29.º jogo)” [4].
“Em janeiro saltinho de carneiro”. No dia 10 de janeiro, a revista Time publica o artigo de Jay Palmer “A ameaça da dívida-bomba”. “Nunca na História tantas nações deveram tanto dinheiro com tão escassas probabilidades de o pagar”, e concluía Palmer que “a economia mundial descansa em cima de uma dívida-bomba[5]. Solução? assar a batata quente: “a dívida-bomba não é algo que vai desaparecer num futuro próximo. O melhor que se pode esperar é que os países devedores pratiquem, tanta austeridade quanto for viável, e que os bancos continuem a apoiar os países em dívida, com reescalonamento da dívida e novos empréstimos” [6]. Causas? “depois de 1973, os bancos privados tiveram um influxo de fundos de países ricos em petróleo e acreditaram que a dívida soberana era um investimento seguro. Entre 1975 e 1982, a dívida da América Latina aos bancos comerciais aumentou a uma taxa anual acumulada de 20.4%. Este elevado endividamento levou a América Latina a quadruplicar a sua dívida externa de 75 mil milhões em 1975 para mais de 315 mil milhões de dólares em 1983, ou 50% do PIB da região” [7]. – “Negras tormentas agitan los aires, / nubes oscuras nos impiden ver, / aunque nos espere el dolor y la muerte, / contra el enemigo nos llama el deber”, o hino anarquista, “¡A las barricadas![8].
“Janeiro quente, traz o Diabo no ventre”. Quinta-feira, 6, “valor dos passes de Sintra voa em assalto à faroeste. ‘Só faltaram os cavalos para ser um filme de cowboys’, afirmavam de madrugada populares no local”. “Cinco indivíduos armados e embuçados apoderaram-se de um cofre da CP transportado no furgão de um comboio que saiu de Sintra às 22:27 e passou na estação da Cruz da Pedra às 23:08. O assalto não durou mais de três/quatro minutos (…). A desmontagem da caixa do carril que desgovernou o comboio foi impecável, ouvimos de um dos trabalhadores da CP. Os dois/três assaltantes que, provavelmente com uma alavanca, mudaram a agulha, percebiam do assunto. ‘nem se enganaram na caixa’, ouvimos também, em alusão a uma outra distante dois metros da que levou ao descarrilamento do comboio. (…). O cofre com a receita apurada pelas estações da linha de Sintra até à Cruz da Pedra - na ordem dos seis mil contos - foi roubado ao agente da PSP que o guardava, trajando à civil, sob ameaça de uma espingarda de canos serrados e pistolas por três assaltantes, que irromperam no furgão sem qualquer possibilidade de defesa para o homem. ‘Se estivesse fardado teria sido morto’, terá afirmado o guarda, ferido durante o assalto, ao ser transportado para o Hospital de S. José. (…). José Augusto Amorim, e 53 anos, natural de Caminha e residente em Lisboa, reagiu aos atacantes quando estes retiravam com o cofre e seria atingido com dois tiros de uma caçadeira de canos serrados. Não teve tempo de fazer frente aos assaltantes com a pistola que usa em serviço, não só pela desproporção numérica como pela pouca eficácia da sua arma”. Os assaltantes fugiram, pela rua de S. Domingos, na direção de Monsanto. “De concreto apenas se sabia que terão escapado num automóvel de cor vermelha, com tejadilho preto. Duas letras ficaram nos olhos de quem viu o bando partir: FL. O único número fixado foi um 6. (…). ‘Fugiram a alta velocidade pela rua acima e iam-nos cegando com os máximos’, disse um dos moradores da área, que descia a rua de S. Domingos com a esposa, depois de ter visto o folhetim da ‘Cabocla’ na coletividade Sociedade Amigos do Futebol, situada naquela rua, no largo de S. Domingos, Guilherme Maria Almeida descia a rua com a esposa, Maria Emília Fernandes, em direção à quinta onde habitam”. O guarda da PSP “ferido com estilhaços de chumbo na mão direita e no pescoço, reentrou esta manhã ao serviço [sexta-feira dia 7]. (…). Inicialmente, João Augusto Amorim afirmara que fora atacado por cerca de uma dezena de indivíduos ‘com cachecóis a encobrir o rosto’. No local, ouvimos dizer que dois ou três se terão apresentado de capacete próprio de moto” [9].
“Janeiro fora, cresce uma hora”. Segunda-feira, 18 de julho, “a Polícia Judiciária desmantelou uma das mais perigosas quadrilhas de delinquentes, responsável, nos últimos dois anos, por numerosos assaltos à mão armada, dos quais resultou a morte de uma pessoa e doze feridos – seis dos quais eram agentes da PSP, GNR e guardas-noturnos. A quadrilha era ainda a responsável pelo assalto ao comboio de Sintra. (…). Os alvos prediletos do grupo eram ourivesarias e estabelecimentos de eletrodomésticos.  Os investigadores da 2.ª Brigada da 6.ª Secção da PJ de Lisboa calculam em 52 000 contos o total dos valores roubados, muitos dos quais foram recuperados. As áreas de atuação da quadrilha eram diversificadas: Barreiro, Sintra, Laranjeiro, Sacavém, Caldas da Rainha, Armamar, Viseu, Lisboa e Linda-a-velha”.   
“Pintainho de janeiro, vai com a mãe ao poleiro”. Sexta-feira, 7 de janeiro, “Helena Roseta começou, esta manhã, a ser julgada no tribunal da Boa Hora. A presidente da Câmara de Cascais foi processada, em 1976, quando exercia o cargo de diretora do Povo Livre pelo presidente da República, general Ramalho Eanes. A publicação no jornal de um artigo, escrito por Paulo Portas (então com 15 anos), no qual acusava Mário Soares e Ramalho Eanes de ‘traidores’ levou a incriminação de Helena Roseta. Paulo Portas era, nessa altura, inimputável. O processo só agora foi desencadeado, já que Helena Roseta tinha imunidade parlamentar como deputada”. 
“Quando julho está a começar, as cegonhas começam a voar”. Cantava Björk Guðmundsdóttir, vocalista dos Sugacubes: “She lives in this house over there / Has her world outside it / Scrapples in the earth with / her fingers and her mouth / She's five years old”, em “Birthday”, no álbum de estreia do grupo islandês, “Life’s Too Good” (1988). E, cinco anos antes, o mundo assistia ao nascimento de um piqueno anjo a 07/07/1983 que viria a adotar o nome de Tétisq, e nesse dia, todos os anos, os conimbrigenses choupos, salgueiros e ulmeiros da varanda arramalham: “Happy Birthday”, os Ting Tings, no programa infantil “Yo Gabba Gabba!”, versão dos Altered Images (1981).
___________________
[1] Diálogo das covas em 2013, Cavaco Silva: “eu sou um especialista a plantar árvores”, Braga de Macedo: “já me disseram…”, Cavaco: “eu, ao longo da minha vida, plantei dezenas de árvores, e abri dezenas de covas, dezenas de covas”. O arborista a 4 de junho de 1981 numa entrevista a Paulo Portas, um Lois Lane de 19 anos, para o semanário Tempo, plantava-se: “entrei para o PSD em maio de 1974; juntamente com outras pessoas escrevi uma parte do programa do PSD. Fui chamado muitas vezes pelos líderes partidários para o meu conselho, dei o meu parecer sobre várias questões. Participei muitas vezes em sessões de esclarecimento. Já antes de ser ministro das Finanças visitava, a convite, secções do partido, para falar sobre a vida económica e política do país. Senti-me sempre muito bem nessa posição de base do PSD e continuo a sentir-me. Não estou a fazer nenhum tirocínio partidário para ascensão a lugares do aparelho do PSD, em relação aos quais sempre demonstrei ao longo da minha vida não ter qualquer tipo de apetite. Tenho da política uma conceção mais linear do que vejo na atuação de muitos políticos. Vejo a política muito como a resolução dos problemas concretos do país e nada como exercício de tricas, de fintas, de jogadas. Recuso-me a entrar em intrigas palacianas ou de café a); a minha forma de estar na vida política é muito próxima da forma de estar na vida não partidária. Eu luto por ideias, não por lugares. Como sabe, não preciso, nunca precisei e espero nunca precisar da vida partidária para me sentir plenamente realizado b). Sinto-me realizado como professor universitário, como economista, como investigador. Procuro é sempre realizar as minhas funções o melhor que sei e o melhor que posso. Mas acredito na social-democracia como vida de progresso económico, social e cultural para o nosso país e por isso estou no PSD”.
a) Exceto se forem cafés discretos e na av. de Roma, no ilustre caso da espionagem de São Bento a Belém. Caso que foi exemplo do “clima de asfixia democrática” da sra. Leite na sua campanha eleitoral de 2009. “As suspeitas de escutas por parte do gabinete do primeiro-ministro [José Sócrates] à presidência da República foram levantadas por Fernando Lima, assessor de imprensa e homem de confiança de Cavaco Silva. Lima terá, segundo documentos  a que o DN teve acesso, procurado o jornalista do Público Luciano Alvarez, segundo este último, em nome do próprio Presidente. Num encontro, que terá decorrido em Abril de 2008, ‘num café discreto da Av. de Roma’, o assessor de Belém entregou a Luciano Alvarez um dossier sobre Rui Paulo de Figueiredo, adjunto jurídico de José Sócrates, cujo comportamento levantou suspeitas aquando da visita de Cavaco Silva à Madeira. Lima estaria convencido que este adjunto de Sócrates integrou a comitiva para ‘observar, o mais dentro possível, os passos da visita do Presidente e o modo de funcionamento interno do staff presidencial’”, Diário de Notícias, 18 de setembro, 2009.
b) Exceto quando um amigo bate à porta com o negócio irrecusável. “Meses antes de Cavaco Silva ter comprado ações da Sociedade Lusa de Negócios (SLN, que controlava o capital do BPN), a empresa tinha realizado um aumento de capital. Aí, no dia 24 de novembro de 2000, o valor dos títulos foi fixado em três categorias: a 1,8 euros para venda aos acionistas, a 2,2 euros a outros investidores e a um euro para um lote de ações que Oliveira Costa reservou para si e para algumas sociedades do grupo, entre as quais a SLN Valor. Deste lote de ações a um preço inferior ao que fora fixado para os acionistas, 105 378 acabaram por ser vendidas a Cavaco Silva, que na altura estava afastado de qualquer cargo de responsabilidade política”, no Público, 8 de janeiro, 2011. “Cavaco e a filha [Patrícia Cavaco Silva], tinham comprado as ações em abril de 2001, diretamente a Oliveira Costa, pelo mesmo preço a que só este enquanto presidente da SLN podia adquirir: um euro. A venda das suas ações seria despachada também por Oliveira Costa, no canto superior das cartas que Cavaco e a filha lhe dirigiram: ‘autorizo a aquisição pela SLN-Valor SGPS Lda, ao preço de 2,40 por acção. 03.11.17 José Oliveira Costa’”, no Sol, 7 de janeiro, 2011. Sobre o caso, Cavaco Silva fez o que toda a gente faz, mandou ver na net: “eu não alimento campanhas sujas e desonestas. Quem quiser vai à página da Internet da presidência de República, se não me engano do mês de novembro do ano 2008, e os portugueses sabem muito bem que eu falo verdade”.
[2] Portugal, sovado pelo Governo Balsemão, na sala de espera do FMI, os aumentos de 1983 serão credo para todos os meses. Logo em janeiro – gasolina super: 74$00 (preço anterior 62$50); normal: 70$00 (anterior 58$50); gasóleo: 35$00 (anterior 32$00). Passes sociais: L 850$00 (preço anterior 655$00); L1 1120$00 (anterior 860$00); L2 1350$00 (anterior 1055$00); L3 1540$00 (anterior 1230$00). Passes da 3.ª idade: L 425$00 (anterior 327$00); L1 560$00 (anterior 430$00); L12 675$00 (anterior 527$50). Metro, na bilheteira: 22$50; nas máquinas: 20$00; cadernetas: 150$00. “A bandeirada dos táxis passa de 22 para 30 escudos, a partir das zero horas do dia oito e o custo de cada fração deverá subir também de dois para três escudos, alargando-se a distância correspondente a cada fração de contagem, provavelmente de 135 para 170 metros. Tudo isto para ajustar custos e distâncias a percorrer, a um aumento médio de 23,5%”.“A taxa de televisão subiu de 1125 para 1300 escudos no caso dos aparelhos com imagem a preto e branco e de 2250 para 2600 a receção de imagem a cores. (…). O aumento da taxa de televisão foi cerca de 15% para os aparelhos a preto e branco e de 16% para o sistema de receção a cores”.
[3] Moedas ao ar que mudaram a História. Uma moeda ao ar batizou Portland, Oregon: “dois nativos de Nova Inglaterra que fundaram Portland - chamado Clearing na altura -, ambos, disputavam o direito de nomear os 640 hectares conforme as suas respetivas cidades de origem. Os pioneiros, Asa Lovejoy (de Boston) e Francis Pettygrove (vindo de Portland, Maine), dividiam a reivindicação do local, e resolveram a questão atirando uma moeda”. Uma moeda ao ar decidiu o primeiro voo: “Wilbur Wright ganhou a oportunidade de fazer história quando venceu uma moeda ao ar ao seu irmão Orville no seu campo em Kill Devil Hills, Carolina do Norte, em 1903”. Uma moeda ao ar selou o destino de Ritchie Valens: “Tommy Allsup, um guitarrista na banda de Holly, atirou uma moeda com Valens pelo último assento, e perdeu o lugar para a jovem estrela latina. Em 3 de fevereiro 1959, o avião despenhou-se num campo de milho depois de um par de erros de pilotagem e condições atmosféricas adversas”. Uma moeda ao ar decide o dono de Secretariat: “a verdadeira história de Secretariat começa em 1969, quatro anos antes de o cavalo galopar para a Triple Crown. Penny Chenery do estábulo Meadow e Ogden Phipps do estábulo Wheatley atiraram uma moeda pela escolha de dois potros gerados pelo proeminente cavalo de corridas Bolder Ruler. Phipps venceu e escolheu um potro nascido de Bold Ruler e uma égua chamada Hasty Matelda”.
[4] Portugal, futebol, função principal: homens apreciarem homens. Em junho de 2013 a Seleção de Futebol está na Suiça para um jogo amigável contra a Croácia. Reportagem, locutor: “tem um penteado à Cristiano Ronaldo?, jovem emigrante gordochito: “é, eu faço sempre. Cada vez que ele faz um novo, eu vou, pego numa imagem e vou ao cabeleireiro e digo, é assim que eu quero”. Mundo, futebol, função principal: apreciar as mulheres dos futebolistas. Yolanthe Cabau atriz espano-holandesa, casada com o futebolista Wesley Sneijder, nascida a 19 de março de 1985. “Yolanthe Sneijder-Cabau nasceu na ilha espanhola de Ibiza. O seu pai, Xavier Cabau (1954-2007), era espanhol, enquanto que a mãe, Richarda ‘Rici’ van Kasbergen, é holandesa. Xavier Cabau era um empreendedor rico conhecido como o ‘Rei de Ibiza’, que possuía várias discotecas, restaurantes e bares. A infância de Sneijder-Cabau, em Espanha, foi marcada pela violência doméstica, depois de o seu pai ter problemas financeiros e viciar-se nas drogas. Quando ela tinha cinco anos a mãe mudou-se com os filhos para a sua nativa Holanda”. {fotos} {fotos} {fotos} fotos}. Filmes: “Turkse Chick” (2006) real. por Lodewijk Crijns; “Complexx” (2006); “Het geheim van Mega Mindy” (2009); “Pain & Gain” (2013).
[5] “‘Se escaparmos durante os próximos três meses, as circunstâncias podem ser bastante melhores do que têm sido ultimamente’, numa referência direta às advertências do economista Alan Greenspan, segundo as quais existe o perigo de colapso no sistema financeiro internacional nos próximos três meses”. “Em dificuldade para pagar dívidas totais que ascendem a 706 000 milhões de dólares, tanto os países do bloco capitalista como os países de leste”. “Relação dos países com maior dívida externa, a qual é encabeçada pelo Brasil, com 87 000 milhões, 30 800 milhões de dólares deveriam ser pagos no ano em curso, valor que corresponde a 117% das exportações. Segue-se o México com 801 000 milhões, dos quais terão que ser pagos 43 100 milhões este ano, o que constitui 126% das suas exportações. Em terceiro lugar está a Argentina, com 43 000 milhões e depois figuram a Coreia do Sul, 36 000 milhões, Venezuela, 28 000 milhões, Israel, 26 700 milhões, Polónia, 26 000 milhões e União Soviética, 23 000 milhões. O montante deste débito é quase igual ao rendimento anual dos Estados Unidos, mais do triplo do do Japão, e equivale a 154 dólares por cada habitante da terra”. Portugal devia 11 600 milhões. – Em 2013, com a falência dos bancos, a dívida externa e a dívida pública casaram-se e dormem na cama dos contribuintes. Dados sobre a dívida pública no Economist. Brasil: 1,429,190,710,383 dólares; 54.5% do PIB; 7,311.38 dólares por pessoa. México: 452,144,262,295 dólares; 36.2% do PIB; 3,915.16 dólares por pessoa. Argentina: 188,025,683,060 dólares; 40.1% do PIB; 4,535.13 dólares por pessoa. Portugal: 270,050,546,448 dólares; 129.9 % do PIB; 10,724,453 dólares por pessoa. – E a austeridade ainda é a solução. Na Inglaterra, o chanceler do Tesouro, George Osborne, disse que o Governo vai cortar gastos de 13,6 mil milhões de euros no ano fiscal 2015/2016. “A ação que tomámos junto com o povo britânico tirou… a nossa economia da beira da bancarrota”, disse Osborne referindo-se às medidas aplicadas desde que tomou posse em 2010. – A única diferença entre 1983 e 2013 está no rebolar pelo chão a rir dos banqueiros privados. “Transcrições de conversas telefónicas de 2008, entre banqueiros no Anglo Irish Bank, causaram indignação na Irlanda e estrangeiro nos últimos dias. Nas fitas, que fez luz sobre a decisão do Governo irlandês a), no auge da crise financeira global, para garantir os seus passivos, e falam sobre pedir ‘moolah’ – calão para dinheiro – do banco central do país. Eles também são ouvidos a cantar a versão pré-guerra do hino alemão, com as palavras ‘Deutschland über alles’. Questionada sobre as gravações na cimeira da União Europeia em Bruxelas, Merkel disse: ‘para as pessoas que vão trabalhar todos os dias e ganhar a vida honestamente, este tipo de coisa é muito difícil de engolir, é impossível para o estômago. Isto é realmente prejudicial para a democracia, a economia social de mercado e tudo para o que trabalhamos’, disse ela, acrescentando que isto tornou mais difícil para os políticos convencerem os seus cidadãos a suportar ajuda para os parceiros europeus em dificuldades”.
a) “A decisão custará eventualmente aos contribuintes irlandeses cerca de 30 mil milhões de euros”.
[6] Em 2013, os “reescalonamentos de dívidas” e os “novos empréstimos” ameaçarão o dinheiro, ou dos contribuintes ou dos depositantes. Jeremy Warner: “A Espanha está oficialmente falida: tirem o vosso dinheiro enquanto ainda podem”. “Eu não me tinha apercebido disto até alguém me chamar à atenção, mas o último Monitor Fiscal do FMI, publicado em abril, chega o mais perto de declarar a Espanha insolvente que provavelmente alguma vez se verá numa análise oficial deste tipo. Claro, não diz isso abertamente. O FMI é muito diplomático para esse tipo de linguagem. Mas é esse o significado básico das suas últimas previsões, que, ao menos, têm um ar de realismo, em vez de ser a dose usual de desejo fantasioso”.
[7] Portugal por um acaso singular, em 2013, albergará o maior economista de todos tempos (e espaços, também), que ultimará a causa primeira das distorções da economia, João César das Neves: (sobre a aplicação do programa troika / Passos Coelho) “o que eu acho espantoso é que as pessoas ao fim de 6 meses já estavam a dizer: bem, a receita não está a funcionar (som irreconhecível sai da sua boca). Nós andámos 20 anos a comer acima das nossas posses, com uma dívida a subir astronomicamente que passou de 28% do produto, a dívida bruta, já expliquei isso vá… repito as vezes que for preciso, 28% em 2000 em 1992 p’a 240 em 2010, portanto pass (som) quase 10 vezes em peso do produto, a dívida externa, o que evidentemente criou uma enorme, não só uma enorme quantidade de despesa pra lá do que era razoável, mas pior do que isso, a própria economia foi distorcida e houve uma data de setores que foram artificialmente criados pelo dinheiro barato”.
[8] “Tragam-me a minha metralhadora / Umshini Wam” (2011), dos sul-africanos Die Antwoord, (afrikaans para “A resposta”), eles são: Watkin Tudor Jones i.e Ninja; Anri Du Toit i.e. Yo-Landi Vi$$er; Justin De Nobrega i.e DJ Hi-Tek; e DJ Vuilgeboost (ao vivo). Fotos de Clayton Cubitt, realizador, fotógrafo, escritor, realizador de vídeos para Nicky Da B, Cocorosie, Big Freedia, Xiu Xiu. ♫ “Enter The Ninja” (2009) ♫ “Never Le Nkemise” (2012) ♫ “Fatty Boom Boom” (2012) ♫ “Baby's on Fire” (2012) ♫ “Cookie Thumper” (2013): “There once was a little girl / Who had a crush on a bad, bad boy / But when that bad boy got out of prison/ That girl's ass was in big, big trouble … Aquele rapaz Anies é um fodido rapaz agreste / Eu descanso com Anies agradável no sofá / Ele ama Yo-Landi porque sou loura em todo o lado / Mas caramba! Aquele Anies, ele ama realmente a minha peida!”.
[9] “A recordação do assalto ao comboio-correio de Glasgow-Londres que tornou célebre o inglês Ronald Biggs e levou à descoberta do bando, de que fazia parte Wilson ‘Doninha’, entre outros, chegou a pairar esta madrugada na Cruz da Pedra. Recorde-se que desinteligências na partilha do produto roubado estiveram na origem, muito tempo depois desse famoso assalto (mundialmente referido como ‘o assalto do século’) da identificação e prisão dos seus autores. Ronald Biggs viria a fugir da cadeia”. [Ronnie Biggs no funeral do cérebro do assalto Bruce Reynolds, março 2013].

na sala de cinema

Chained Heat” (1983): “Linda Blair, como Carol Henderson, uma adolescente imatura e ingénua que é condenada a 18 meses numa prisão de mulheres depois de matar, por acidente, um homem ao conduzir com excesso de álcool. Quando chega, conhece o vicioso e perverso diretor Backman (John Vernon). Ela encontra também as duas chefas das prisioneiras, Ericka (Sybil Danning [1]) e Duchess (Tamara Dobson [2]), que são as líderes das fações no estabelecimento fervendo de tensões raciais” /- cenas excluídas [3]. – Exploração de gajas em ambiente prisional será grade na carreira de Linda Blair [4]. Também “Red Heat” (1985): “Christine Carlson (Linda Blair), uma estudante universitária americana, viaja para a Alemanha Ocidental para visitar o seu noivo Mike (William Ostrander), que cumpre lá serviço militar no Exército. Tenta convencê-lo a se casar com ela rapidamente, mas ele decide adiar o casamento, a fim de se realistar. Perturbada pela decisão de Mike, Christine dá uma passeata noturna em que testemunha um rapto pela Stasi da Alemanha de Leste e é sequestrada também. É transportada para a Zona Leste, onde é brutalmente interrogada pela Stasi, forçada a admitir falsas acusações de espionagem, e atirada numa prisão de mulheres com presas de delito comum, incluindo a líder do gang Sofia (Sylvia Kristel), que é a cabra-mor das presas e tem de facto o controlo de toda a população prisional” /- reeducação /- balneário /- luta Linda Blair contra Sylvia Kristel. E ainda “Savage Island / Mulheres em fúria” (1985), estreia quinta-feira 9 de abril de 1987 no Politeama: “tendo escapado de um vida de degradação e tortura numa ilha prisão não-cartografada, uma jovem chamada Daly (Linda Blair) dirige-se para a cidade com uma coisa em mente: vingança. Com o seu antigo captor sob ameaça de arma, ela regala os espetadores com um sórdido conto de sexo, jóias, morte e, finalmente, revolução”. “Este filme é montado por Edoardo Mulargia a partir de dois outros rodados ao mesmo tempo (com o mesmo elenco, cenários e enredo básico), mais 10 minutos de cenas inéditas adicionais com Linda Blair. Os dois filmes, (‘Escape from Hell / Femmine infernali’ e ‘Orinoco: Prison of Sex / Orinoco: Prigioniere del sesso’), são standard, embora filmes lúbricos bastante divertidos com o famoso transexual Ajita Wilson [5], a obscura atriz Cristina Lai, a estela de ação ítalo-brasileira Anthony Steffen e o permanentemente sarcástico vilão Serafino Profumo”. “Jungle Warriors” (1984): “um designer de moda leva as suas modelos para uma secção fotográfica num lugar exótico apesar das advertências em contrário”, c/ Nina van Pallandt, John Vernon, Sybil Danning, Ava Cadell [6]… “Dennis Hopper foi preso pela polícia mexicana por vaguear nu na povoação perto de onde o filme estava a ser rodado. Foi despedido e substituído por Marjoe Gortner. Mais tarde, ele disse que tinha um problema com drogas na altura e nem sequer se lembra de ter sido preso, e muito menos de ter sido despedido do filme”.
___________________
[1] “A rainha dos filmes de ação”, atriz austríaca, 1,70 m, 93-58-88, Sybil Danning: “bem, realmente entrei na indústria cinematográfica por engano. Portanto, ao contrário de alguns atores que o desejaram toda a sua vida, eu fui convidada para participar num filme, e então como que me atingiu na cara e rolou como uma bola de neve a partir daí. Eu nasci na Áustria, como o nosso ex-governador aqui na Califórnia, e crescer lá era muito difícil. E os meus primeiros anos foram muito, muito graves. Tive que sair da escola, tinha que trabalhar. Portanto, na Europa não era como aqui na América. Lá os bilhetes de cinema eram caros, e simplesmente não era a coisa certa a fazer, e ainda por cima o cinema que tínhamos lá era frio no inverno e quente no verão, por isso simplesmente não era a coisa certa a fazer. Eu gostava realmente de música, era uma fã do Elvis e por isso não estava realmente numa de filmes. Não há realmente um filme que visse onde pensasse Quero fazer isto”.
[2] “A elegante rainha do kung fu dos anos 70”, (1947-2006), 1,88 m, 53 kg, 96-66-99. No Guinness como a atriz principal mais alta, heroína do “black fu” com o filme “Cleopatra Jones” (1973), “foi o terceiro papel de Dobson que a estabeleceria como uma estrela. Ela estava fantástica em nada menos que 15 guarda-roupas diferentes (de Georgia de Saint Angelo), e deveria ter feito pelo Corvette [Stingray preto e prateado de 1973] o que Burt Reynolds fez pelo [Pontiac] Trans Am e Steve McQueen fez pelo Mustang. O toque novo de Cleopatra Jones era que, numa era de grande desconfiança pela autoridade, Cleo trabalhava para o Governo e conseguia ser incrivelmente fixe”.  
[3]Chained Heat II” (1993): “uma mulher inocente é enviada para uma prisão checa, onde o sádico diretor e guardas violam e praticam bizarros actos sexuais com as prisioneiras”, c/ Brigitte Nielson, dinamarquesa, 1,83 m, 66 kg, 80-70-82, sapato 43. Em 2012, o Tempo contestou o seu quinhão. Antes disso, no programa de Herman José, “Parabéns” (1995); cantou com o Falco, “Body Next To Body (1987), ou no seu álbum a solo “Every Body Tells a Story” (1987). – E c/ Kari Kennel Whitman, 1,65 m, 45 kg, 86-55-83, Playmate de fevereiro 1988. “Chained Heat 3: Hell Mountain” (1998): “num futuro apocalíptico, o mundo está completamente destruído e governado pelo tirânico Stryker (Andrew McIlroy). Ele controla a única fonte de alimento e usa jovens como escravas para explorar as minas em Hell Mountain. Quando ele rapta Shira (Nicole Nieth), o seu amante Kal (Bentley Mitchum) reúne-se com o último professor na terra, Garrett (Jack Scalia), que o ajuda a resgatar Shira
[4] Linda Blair, 1,57 m, 45 kg, 86-60-86, sapato 37, “recebeu ameaças de morte após a estreia do ‘Exorcista’ (1973). A Warner Brothers, o estúdio que lançou o filme, contratou a polícia para viver com a família Blair 24 horas por dia, 7 dias por semana durante 6 meses. O culpado nunca foi apanhado. Assim que o trabalho promocional do filme acabou e o estúdio parou de pagar pela segurança, ameaças de fanáticos e agitadores religiosos continuaram, incluindo depois do lançamento da sequela do filme. A sua família acabou por encarregar-se do assunto e escondê-la entre amigos no Vermont, Connecticut e New Jersey”. Linda Blair inocente criança na publicidade, declarou: “foi sempre muito estranho para mim quando era jovem e encontrava alguém que parecia estar genuinamente com medo de mim. Não conseguiam separar-me do monstro em que me tornei num filme. Você não acreditaria quantas vezes as pessoas me pedem para fazer girar a cabeça”.
[5] Ajita Wilson “nasceu homem. George Wilson começou como artista travesti no distrito da luz vermelha de Nova Iorque. Wilson mudou de sexo em meados da década de 70. Depois da operação, ela começou a aparecer em filmes para adultos em Nova Iorque. Mas foi descoberta por um produtor europeu de filmes hardcore que lhe conseguiu papéis em vários filmes franceses e italianos de natureza hardcore. Em 1978, ela fez uma passagem para filmes europeus softcore. Trabalhou numa série de filmes soft e hardcore ao longo dos anos. Em 1981, Wilson sofreu um acidente de automóvel e morreu de uma hemorragia cerebral”. Alguns filmes: “La principessa nuda” (1976), c/ Tina Aumont; “La bravata” (1977), c/ Franca Gonella; “Candido Erotico” (1978), c/ Lilli Carati: “fazia porno para ganhar dinheiro e comprar droga. Eu usava heroína, cocaína, tudo. Entrei e saí da clínica, enquanto os meus pais não me levaram de volta para casa”, e María Baxa; “Sadomania” (1980), real. por  Jesús Franco, c/ Ursula Buchfellner, nascida em Munique, 8 de junho 1961, 1,68 m, 47 kg, 83-55-83, olhos verdes, cabelo loiro, na Penthouse 1985, Nadine Pascal; “Apocalipsis sexual” (1982), c/ Lina Romay, Emi Basallo, Kati Ballari; “La doppia bocca di Erika” (1983), c/ Laura Levi, Nadine Roussial e Guia Lauri Filzi; “The Pussycat Sindrome” (1983), c/ Tina Eklund.
[6] Ava Cadell, na revista Mayfair, volume 10 n.º 7, julho 1975. “Cadell obteve um doutoramento em comportamento humano na Newport University (Califórnia) e posteriormente, um doutoramento em educação em sexualidade humana do Instituto para o Estudo Avançado da Sexualidade Humana em São Francisco. Então dedicou-se ao ensino, escrita e palestras, a partir de Los Angeles. Cadell aconselha pessoas e casais em questões pessoais, que vão desde gestão de raiva e medo da intimidade, até à falta de comunicação e falta de desejo

no aparelho de televisão

ALF” (1986-90), estreia sábado 18 de junho de 1988 na RTP 1, “o personagem título é Gordon Shumway, um simpático extraterrestre apelidado ALF (um acrónimo de Alien Life Form), que despenha a sua nave na garagem de uma família suburbana da classe média, os Tanner”, – pai William Francis “Willie” Tanner (Max Wright) e mãe Katherine Daphne “Kate” Halligan Tanner (Anne Schedeen: “acredite em mim, não havia nenhuma alegria no estúdio. Era um pesadelo técnico, extremamente lento, quente e fastidioso. Se tínhamos uma cena com o ALF demorava séculos. Trinta minutos de programa demorava vinte, vinte e cinco horas a filmar”), a filha Lynn (Andrea Elson, bulímica na segunda temporada da série: “eu era um pau de virar tripas no início e depois comecei a desenvolver seios e ancas e não gostei disso”), o filho Brian (Benji Gregory) e o gato Lucky – vivendo em Hemdale Street, n.º 167, Los Angeles, Califórnia, ao lado, no n.º 169, moram os Ochmonek, Rachel (Liz Sheridan) e Trevor (John LaMotta). ALF tem 229 anos e 4 dentes. Diálogos: Kate: “vou ter um bebé”, Lynn: “estás a brincar?!”, Kate: não. Não estou a brincar”, Lynn: “isso é fabuloso. É tão anos 80” (o bebé será Eric William Tanner, introduzido no guião porque a atriz Anne Schedeen engravidara). / ALF: “ela é bonita, em Melmac seria um pepoon”, Jake (Josh Blake): “o que é um pepoon?”, ALF: “é o número a seguir ao dez” (Jake, sobrinho dos Ochmonek apaixonara-se por Laura, (Carla Gugino aos 17 anos), filha de um polícia, moradora na Hicks Street n.º 111. - Os nomes melmaquianos eram apelidos de membros da equipa: executive story editor Steve Pepoon. A moeda, o wernick, equivalente a 10 dólares: executive consultant Sandy Wernick. Em Melmac, o Dia de Ação de Graças chamava-se Fappiano: personal assistent de ALF Bob Fappiano). / Nathan Peal (Brian Mitchell), congressista do Oregon: “para responder à sua pergunta, direi como Joe Biden disse uma vez. Nada temos a temer a não ser o próprio medo. E se nos armarmos contra o impossível, evitamos que o impensável se torne inevitável”. / ALF: “nunca é tarde demais para estrume”, Kate: “isso dava um bom autocolante”. / O namorado de Lynn: mãe, pai, este é o Lizard”, Kate: “olá Lizard”, Lizard (Geoffrey Blake): “ pode tratar-me por Eric”, Lynn: “ele ganhou a alcunha na aula de Biologia porque removeu um tumor cerebral a um lagarto e agora está como novo”, Lizard: “nem por isso, só consegue agitar a língua para a esquerda”. / ALF: “pobre Lucky… gostava dele como gato. Adoro-o como cocktail”. / A mãe da Kate, Dorothy Halligan (Anne Meara) casa com Whizzer Deaver (Paul Dooley); Lynn: “ALF, tens de tirar o arroz da caixa antes de o atirar”, ALF: “a seguir vais dizer que não devemos atar um gato à traseira do carro”. / ALF: “venham, sentem-se, desfrutem, comam”, Willie: “obrigado”, Kate: “obrigada, ALF”, ALF: “ia preparar um maravilhoso Chateaubriand, mas não faço ideia do que isso é, por isso vão comer hambúrgueres”, Willie: “e champanhe”, ALF: “sim, é seco e frutado com um pequeno toque de loucura. Até coloquei uma minhoca para lhe dar um sabor do outro lado da fronteira”. / ALF: “evitar uma guerra é fácil. Basta dizer às pessoas que estão zangadas que se beijem e façam as pazes”, Willie: “esperas que Reagan e Gorbachov se beijem?”, ALF: “não na boca”. / Jake: “não te preocupes, eu sigo o código dos Ochmonek: não nos chibamos nem damos gorjeta”. / Kate: “já ouviste a expressão: a curiosidade matou o gato?”, ALF: “já, normalmente é acompanhada pela expressão: passa o molho”. / Brian: “temos uma prenda para ti, pai”, Willie: “para mim? Que atenciosos, vocês! vejam só, livros clássicos em cassetes, Crime e castigo, Madame Bovary, Twisted Sister”, Lynn: “se não gostares dessa, eu fico com ela”. / ALF: “é o meu comunicado à imprensa. Decidi revelar-me ao mundo. Assim poderei conhecer novas pessoas, viajar, ver um concerto dos Grateful Dead”, Willie: “não creio que as autoridades te deixem aparecer em público, quanto mais tornares-te um dead head. Serás propriedade do Governo”. / ALF: “é para ajudar a Lynn” (encomendou ao Book Club o livro “Shelley Winters’ Guide To True Love”), Willie: “será uma grande ajuda. Capítulo um, ‘o amor é como uma pizza’”, ALF: “brilhante!” (no quarto de Lynn lê) “às vezes é frio e chato, outras é quente e pegajoso. O segredo está em retirar uma fatia de cada vez, e não comer as anchovas”, Lynn: “ALF, não quero falar de amor ou pizzas”. / O namorado mais velho, Lynn: “mãe, pai, este é o Eddie”, Eddie (Michael Des Barres, vocalista dos Silverhead, dos Detective, dos Chequered Past, e que substituiu Robert Palmer nos Power Station [1]): “têm uma bela casa, tem bons ossos”, Kate: “osso?”, Lynn: “Eddie foi finalista de arquitetura”, Willie: “em que ano?”, Eddie: “vejamos, foi antes de começar a dar aulas”, Lynn: “Eddie, deu aulas de História durante algum tempo”, Willie: “e viveu grande parte dela”. / Lynn: “tenho de ir enquanto o tio Rocky trincha o peru, Mr. e Mrs. Ochmonek vão cantar ‘Das Cornucopia’ da ‘Der Feaster Famine’ de Wagner Strauss, é uma tradição Ochmonek”. / Brian: “não percebo porque dá azar queimar um livro de História”, ALF: “porque os melmaquianos têm um grande respeito pelos livros, se destruíres um livro de História roubas às futuras gerações o conhecimento do passado”, Willie: “isso é muito profundo para um planeta cujo lema era: vais acabar essa sandes?”. / Willie: “do que estás a falar, ao certo?”, ALF: “da terceira fase do namoro em Melmac. Trocar as meias do pé esquerdo, trocar cotão do umbigo e cuspir na sopa um do outro. Têm de admitir que estabelece uma ligação”. / Num restaurante em Melmac, Stella: “quem fica com o gato com chili?”, Skipper: “é para aqui, beleza”, Stella: “o felino com batatas fritas sem molho?”, Rick: “aqui”, Stella: “omoleta de bigodes com cauda à parte?”. / ALF: “toda a canalização da minha nave era feita de ouro, exceto o bidé que era de platina”. / Willie: “o que estás a escrever?”, ALF: “quem, eu?”, Willie: “não, o homem na lua”, ALF: “ah, o Fred! Não sei. Nunca escreve, nunca telefona”. / Lynn: “mãe, não achas estranho o sr. Ochmonek sair de casa sem os dentes?”, Kate: “talvez fosse comer sopa com alguém”. / ALF: “quem é laranja? Eu sou ocre torrado”, Willie: “desculpa, não queria ofender”, ALF: “não ofendes, seu suburbano, careca cor-de-rosa”. / ALF: “mas eu existo. Perco pêlo, logo existo”. / ALF: “essa tarte é de quê?”, Willie: “de maçã”, ALF: “é um cliché com crosta”, Willie: “então porque comeste seis fatias ao jantar?”, ALF: “a questão é: porque não comi oito fatias? Porque é aborrecida, como tudo o resto aqui, não é como na Gilligan Island, onde todos os dias são recheados com uma tarte de creme de coco da Mary Ann”. / Willie: “é um audímetro (marca Thomson), mede o que vemos na TV” [2], ALF: “ótimo, finalmente poderei saber quem é mais alto, se eu, se o Michael J. Fox”. / ALF: “a tradição é como os pratos, serve para ser quebrada”. / Lynn: “como era a morte em Melmac?”, ALF: “previsível. Todos morriam com a mesma idade, 650, não havia surpresas e podíamos planear”, Lynn: “podiam acumular fruta e outras coisas”, ALF: “exatamente, e uma semana antes de morrer podias dar os bens pessoais. Um ano antes, os cartões de crédito eram cancelados”. / ALF: “o Willie é um herói! Como o Rackey”, Willie: “não tenho nada a ver com o Rocky”, ALF: “não disse Rocky, disse Rackey, era o nosso herói em Melmac. Era um pequeno guaxinim que nos ensinava a lavar a comida antes de a comermos”. / ALF: “o que é um beijo? Um sacramento de rosas, um anel no horizonte de duas almas … quatro lábios a lambuzarem-se como um cão com um pedaço de carne”. / ALF: “mas nunca acontece nada numa quinta de formigas. É como ser segurança num concerto do Pat Boone”. / ALF: “em Melmac, o pai tem que se afastar e gritar: puxa! puxa! puxa! (pull)”, Kate: “não queres dizer, empurra? empurra? (push)”; ALF: “não, em Melmac, enquanto a mãe dá à luz, o pai vai ao tiro aos pratos”.
___________________
[1] O ator que representa “Murdoc”, o arqui-inimigo de MacGyver, o engenhoso herói dos anos 80 cujo corte de cabelo é sensação de cabeleireiro no Bangladesh
[2] “O estudo do esperma da Escola de Saúde Pública de Harvard, publicado no British Journal of Sports Medicine, determinou que homens colados ao televisor mais de 20 horas por semana têm menos 44 % de espermatozóides do que aqueles que não veem TV”.

na aparelhagem stereo

Nada mais importa… que um balde de dólares. “Os Metallica foram fundados em Los Angeles, Califórnia, no final de 1981 quando o baterista Lars Ulrich colocou um anúncio num jornal local – The Recycler – que dizia Baterista procura outros músicos de metal para tocar Tygers of Pan Tang, Diamond Head e Iron Maiden. (…). Em maio de 1983, os Metallica viajaram para Rochester, Nova Iorque, para gravarem o seu primeiro álbum Metal Up Your Ass, com os deveres da produção manejados por Paul Curcio”. A juventa rebeldaria logo na aurora oxidou. E, na hora de empilhar sacos de dinheiro, “Kill ‘Em All” [1], substitui o intrusivo título de “Metal Up Your Ass”: “vejam o que eu tenho – proferia James Hetfield ao vivo em Francisco, 1983 – é o nosso álbum de estreia saído na Megaforce Records, chama-se Kill ‘Em All, estamos felizes por vos matar todos esta noite. Quem quer esta merda? (atira o LP para a assistência), acho que ninguém apanhou esse, vamos arranjar-vos outro. Tudo bem, íamos chamar ao álbum algo diferente, íamos chamá-lo ‘Metal Up Your Ass’, mas não pudemos fazer isso porque as malditas editoras não aceitavam, vamos todos fazer-lhes uma coisa, sabem? Matem todas as distribuidoras de discos e quero que todos repitam comigo, Metal Up Your Ass, perceberam? Metal Up Your Ass!” … “esta é a nossa mensagem: matem todas as editoras discográficas”.
Ninguém matou ninguém. Todos enriqueceram. Ao desenho previsto para a capa – de uma mão segurando um punhal emergindo de uma sanita – puxaram-lhe o autoclismo, e a nova capa terá a sombra de uma mão largando um martelo ensanguentado. Os Metallica publicarão em 1986 o outro disco audível da sua carreira, “Master of Puppets” (versão de bateria pela Meytal Cohen), antes da enxameada travessia da floresta tropical da árvore-do-dólar, muita parra, muito dinheiro, pouca chuva, até desenferrujarem e brilharem com Lou Reed [2] em “Lulu” em 2011 já o baterista estava careca. Lars Ulrich: “foi uma sensação natural e sem esforço, contrariamente ao que muita gente diz, que se trata de uma colaboração invulgar. Mas foi completamente… não conseguimos imaginar ninguém mais óbvio com quem colaborar” … “a ideia original era pegarmos em jóias perdidas do Lou, em canções que o Lou gostaria de dar uma nova roupagem e que nós podíamos arranjar à nossa maneira. E essa ideia ficou no ar durante alguns meses, e uma semana ou duas antes de começarmos a trabalhar, em abril, o Lou ligou-nos e disse Ouçam, tenho outra ideia. Alinham? E foi então que a peça Lulu, produzida por Robert Wilson, entrou nas nossas vidas e nos tocou e mudou para sempre”.
Como os Queensrÿche no CD “American Soldier” (2009), em 2008 os Metallica empilharam mais sacos-dólar com a moda da estação: a guerra dos americanos - em “The Day That Never Comes”, (vídeo realizado pelo dinamarquês Thomas Vinterberg e filmado no deserto nos arredores de Los Angeles). Em 2013, ainda mais sacos-dólar ceifarão com um filme ficção-concerto “Through the Never”: “a colisão de uma carrinha precipita o colapso total da sociedade humana”, realizado pelo húngaro Nimród Antal: “Metallica sempre foi uma grande parte da minha vida, e é uma oportunidade incrível quando trabalhamos com os nossos heróis. Vamos aproveitar a poderosa e omnipotente energia dos concertos dos Metallica, injetar-lhe uma história, e filmar em 3D para elevar toda a experiência”. Nimród Antal realizou “Vacancy” (2007), “Armored” (2009), “Predators” (2010) c/ Alice Braga, 1,64 m, 56 kg, nascida a 5 de abril 1983, São Paulo, sobrinha de Sónia Braga.
Servência dos Metallica: a) sustentar a ideia de que se é fã de heavy metal, Paulo Rangel: (jornalista pergunta-lhe qual a sua banda preferida) “assim não sei dizer, mas assim, talvez, como banda mais completa, os Metallica, talvez”; b) produzir canções novas, Kid Rock “American Bad Ass” (2000) é Metallica “Sad but True” (1991); c) contrastar antípodas, Katie White, do duo inglês Ting Tings: “sentíamos que podíamos gravar um disco que parecesse uma lista de reprodução, é assim a cultura pop atualmente. Tudo é instantâneo, tudo é variável, ouvimos Metallica e depois ouvimos Spice Girls [3]. É assim que ouço música, é variado e maravilhoso. Foi interessante gravá-lo assim. Deixou-nos excitados. Durante algum tempo não nos sentimos excitados, estávamos cansados, e dissemos tanto no primeiro disco, com raiva, precisávamos de incluir outra emoção neste disco”, o 2.º álbum, “Sounds from Nowheresville” (2012): 3. “Hang It Up”. Primeiro CD “We Started Nothing” (2008): 2. “That’s Not My Name” ♫ 5. “Shut Up and Let Me Go”.
Vencidos 30 anos, esmorecida a militância metálica e o détournement do trash metal em música pop pelas editoras que nunca duvidaram desta oportunidade de negócio, a única valia dos Metallica para a História é, no MTV Icon para 2003, (os ícones desse ano foram os Metallica), a encantadora Avril Lavigne cantar: “Fuel”.
Metalomecânica lusa nos anos 80:
Bico D’Obra, “grupo da Bairrada, composto por Jorge Caetano (voz, baixo), José Arromba (guitarra), Arnaldo ‘Nolas’ Ribeiro (teclados) e Filipe ‘Fininho’ (bateria, morreu em agosto de 2001). A banda lançou dois 7 polegadas, um em 1981 ‘A rasgar é c’a gente s’ entende / Não és nada” e outro em 1982 ‘Portugal / Os fora da lei’, na Roda Rock, uma pequena etiqueta do Porto, subsidiária da J.C. Donas Lda. e ligada ao grupo Valentim de Carvalho, [“que, na altura do boom do rock português, lançou vários trabalhos de bandas pouco conhecidas e integradas na denominada segunda linha que, aliás, nunca fizeram grande sucesso: FM, Bico d'Obra, Tilt, King Fisher's Band, Siclave, Má Fila, Banda do Cidadão, Rocktrote, MegaHertz ou TIR”]. Eles participaram na Grande Maratona do Rock Português, junto com Xeque Mate, Jarojupe, NZZN, entre outros. A maratona de três dias foi organizada pelo antigo jornal Musicalíssimo, entre 18 e 20 de dezembro de 1981 no pavilhão do Cevadeiro em Vila Franca de Xira”. V12, “eram de Algueirão, Sintra, e a sua história começa em 1984/85, quando cinco amigos decidem formar uma banda. Eles eram Rui Fingers (guitarra), Paulo Ossos (guitarra), Rafael Maia (voz), Zé Pedro (baixo) e Carlos (bateria). Em 1985 Carlos sai. Alberto Garcia (dos Rádio Macau) junta-se como baterista. Oficialmente os V12, como banda, nasceram em março de 1987”. “Em 18 de julho de 1987 o grupo grava a sua primeira demo tape num pequeno estúdio instalado na casa de Xana, vocalista dos Rádio Macau. Produzida por Ricardo, irmão de Xana, a demo incluía 4 temas: ‘Demon’s Call’, ‘Born To Die’, ‘Hot ‘n’ Sweet’ e ‘Tales of Glory’. Nesse mesmo dia os V12 proporcionam o seu primeiro concerto no Pavilhão dos Ferroviários, Barreiro, dividindo o palco com os Black Cross. Um mês depois, em 15 de agosto, atuam em Mem Martins com os STS Paranoid e os Satan’s Saints. Mil novecentos e oitenta e oito abre com uma estreia no palco do Rock Rendez Vous num memorável concerto que é gravado e ainda hoje é recordado pelos headbangers mais veteranos” ▬ “Comandos” (1987) ♫ 1. “Sinais dos tempos” (1990) ♫ 2. “Sol da Lua” (1990) ♫ 6. “Claustrofobia” (1990) ♫ 10. “Invocação” (1990) ♫ ensaio c/ entrevista de Sérgio Godinho.
___________________
[1] É também título de um filme. Kill ‘em All” (2012), c/ Johnny Messner (Gabriel), Chia Hui Liu (Snakehead), Ammara Siripong (Som)… Ammara Siripong, 1,71 m, atriz e cantora tailandesa ▬ “หวาน: ส้ม อมรา (Sweet: Zom Amara Siripong)” ♫ “ภาวะโลกร้อน ส้ม อมรา (Pa Wah Loke Ron / O aquecimento global)”; as suas tatuagens: “a dama no meu braço é uma deusa da sabedoria, artes, religião e filosofia. O seu nome é Sarasavati… mais informação sobre ela? Googlem. A razão por que gosto da sua imagem no meu braço é o significado de todos ao meus interesses, sabedoria, artes, religião e filosofia. Nas minhas costas está uma flor que representa outro dos meus grandes interesses, que é a natureza”. Siripong também participou no filme de artes marciais “Chocolate” (2008), filme de estreia da fantástica Yanin “Jeeja” Vismitananda, 1,62 m, atriz tailandesa, nascida a 31 de março 1984 em Banguecoque, cinturão negro 3.º dan de taekwondo e especialista em muay thai. A alcunha Jeeja, Deus Google, na Sua infinita sabedoria, traduz por “G Sergeant”. Em “Chocolate” “Yanin ‘Jeeja’ Vismitananda desempenha o papel de Zen, a filha autista de uma agiota tailandesa e um japonês da Yakuza exilado. Antes de ela nascer, a mãe e o pai são obrigados por um gang rival a separarem-se (por razões financeiras e sádicas), portanto, Zen foi criada apenas pela mãe. À medida que os anos passam, a mãe adoece de cancro, e Zen é incapaz de lidar com isso, mas encontra um escape espancando as pessoas que devem dinheiro à mãe e pagando pelo tratamento” -/ “cena de luta no armazém” -/ “cena de luta no dojo” (muay thai vs. breakdancing). Outros filmes de Jeeja: “Raging Phoenix” (2008) “Yanin Jeeja interpreta Deu, uma rapariga rija mas solitária que se mete nos copos depois de descobrir o namorado a traí-la e sendo expulsa da sua banda de rock and roll. Depois de uma tentativa fracassada de rapto por travestis, ela é resgatada por Sanim (o artista de artes marciais e campeão franco-vietnamita Kazu Patrick Tang) e os seus três amigos com um parafuso a menos, deliciosamente chamados Pig Shit, Dog Shit e Bull Shit”; “จั๊กกะแหล๋น Jak Ka Ran” (2011); “The Kick” (2011).
[2] “O primeiro conjunto musical de Reed com [John] Cale foi The Primitives a), um grupo de pouca duração reunido para lançar gravações de baixo orçamento e apoiar um single antidança escrito por Reed, ‘The Ostrich’, no qual Cale acrescentou um trecho de viola”. Em 2009, na New York Public Library, os membros dos Velvet Underground, Lou Reed, Maureen “Moe” Tucker e Doug Yule, refrescavam para David Fricke, jornalista da Rolling Stone. “Reed e Tucker relataram os primeiros espetáculos no Café Bizarre, onde tocavam cinco vezes por noite e eram pagos em hambúrgueres. Uma vez, um restaurante em Jérsia estava cheio de marinheiros que interromperam o seu número a gritar: ‘não toquem mais nada disso outra vez!’ Eles tocaram na mesma e ‘o inferno rebentou com cadeiras a voar e esse tipo de coisas’”. O escritor e jornalista Richie Unterberger publicou em 2009 “White Light / White Heat: The Velvet Underground Day-By-Day”, “de longe o mais completo livro sobre os Velvet Underground jamais publicado”. Explicava ele no Inkwell: “a canção White Light / White Heat é muitas vezes assumida como sendo uma experiência narcótica, particularmente sobre tomar speed cristal ou metedrina. O próprio Reed numa entrevista em 1971 disse que era sobre anfetaminas. Tudo isto encaixa confortavelmente dentro do estereótipo do grupo como celebradores do lado sórdido do consumo de drogas. Mas uma inspiração igualmente provável e talvez mais interessante é o livro sobre o oculto ‘A Treatise on White Magic’ de Alice Bailey. Ele aconselha o controlo do corpo astral através de um ‘método direto de relaxamento, concentração, imobilidade e libertando toda a personalidade com Luz Branca pura, com instruções sobre como fazer descer um fluxo de Luz Branca pura’. E é conhecido, com certeza, que Reed estava familiarizado com o livro, que chama ‘um livro incrível’ numa entrevista a uma rádio em Portland, Oregon, em novembro de 1969”. – Documentário inglês “Velvet Underground - The South Bank Show” (1986), John Cale diz: “a única razão por que usávamos óculos escuros em palco era porque não conseguíamos suportar a visão do público”.
a) Water De Maria, compositor e escultor, falecido na quinta-feira 25 de julho de 2013, foi baterista nesta banda.
[3] Spice Girls antes de serem famosas. São elas pimentas-do-reino, todas, com lotes de mostarda a solo: Mel B 1,65 m, 50 kg, 75-64-80, sapato 37 ½, suspeitosas tetas (2009), chupa chupa-chupa (2009), neste ano, participou no espetáculo de burlesco Peepshow no Planet Hollywood, em Las Vegas; Melanie Brown descreveu a sua atuação como “escassamente vestida, mas com classe” I Want You Back” (1998) Victoria Beckham 1,67 m, 45 kg, 75-57-72, sapato 37 ½, anúncio Armani (2009), magra (2009); “a cantora virada designer alegadamente tem uma coleção de malas estimada num milhão de dólares e é vista regularmente com uma mala Hermès no braço. Militantes da PETA estão a incitar Victoria a desistir da marca de luxo porque frequentemente utiliza pele de animais” Not Such An Innocent Girl” (2001) Emma Bunton, 1,59 m, 45 kg, 75-57-75, sapato 37 ½, “gosto de ser curvilínea. Não acho que ficaria bem magra. Sou cuidadosa. Não como carboidratos ao jantar, mas adoro batatas fritas e Coca-Cola e um bom vinho e comida chinesaFree Me” (2004) Melanie C 1,68 m, 60 kg, 65-65-77, sapato 36, “quando aparecemos era tudo boy bands e esbarramos em muitas dificuldades porque as editoras, revistas, e mesmo programas de televisão, diziam que girl bands não funcionavam, não vendiam, e foi daí que veio o girl power. Pensámos Que se foda isto, vamos mostrar-lhes, e vamos fazê-lo melhor que os boysNever Be the Same Again” (1999) Geri Halliwell, 1,56 m, 48 kg, 75-60-77, sapato 36, “na campanha para as Eleições Gerais do Reino Unido em 1997, Halliwell declarou: ‘eu vi muito do que Margaret Thatcher fez. Ela era definitivamente a Spice Girl original, ascendendo de filha de hortaliceiro a primeira-ministra’. E ela afirmou que o seu passado estava profundamente enraizado no apoio ao Partido Conservador e que Thatcher era a pioneira do Girl Power e o sexto membro espiritual das Spice Girls”; em 2013 Geri derrama-se para fora do vestido na Austrália Look At Me” (1999).