Pratinho de Couratos

A espantosa vida quotidiana no Portugal moderno!

terça-feira, setembro 10, 2013

Dissolvendo-se

1983. Neste ano, ainda não nados os peixes irrevogáveis (latim Portae irrevocabilis), as águas políticas turvavam-se por primo ministro, bisonho Pinto Balsemão [1] demitira-se a 20 de dezembro de 82, suspirando por calamistrar o país introduzindo como seu sucessor Vítor Crespo [2]. O imposto sucessório não vingou para o pote da nação e no domingo, dia 23 de janeiro, o presidente Ramalho Eanes discursa a dissolução da Assembleia da República: “temos vivido, nas últimas semanas, numa situação de inesperada crise política que assume aspetos de especial gravidade. A primeira manifestação dessa crise foi a apresentação do pedido de demissão do sr. primeiro-ministro. Semelhante decisão é sempre motivo de justificada preocupação. Porém, esse pedido de demissão surgiu quando ninguém ignorava o agravamento da crise económica, apesar das políticas de restrição e dos sacrifícios impostos a um grande número de portugueses” [3].
Na sexta-feira, 4 de Fevereiro, na última sessão do Parlamento, o PS estava pronto a substituir o CDS para aprovar o Orçamento: “com o PS o discurso foi outro. Almeida Santos entendeu avançar com um discurso extremamente bem construído em que pretendia preparar o terreno para uma eventual abstenção (ou quem sabe…) caso o CDS votasse contra. Fundamentalmente o dirigente socialista quis provar que a proposta governamental não era inconstitucional. De tal modo que Magalhães Mota diria: ‘pensava já vê-lo como membro do Governo! … Aqui está o tipo de discurso que talvez alguém da maioria pudesse ter feito em defesa desta proposta’” [4]. Nessa sessão foi também aprovado o controlo da riqueza dos “homens públicos”. “O CDS foi o único partido a votar contra o art. 42º que prevê o recurso pela fiscalização do Imposto Complementar à utilização dos sinais exteriores do nível de vida no caso ‘de se verificar desproporção notória entre o rendimento que serve de base ao imposto e o nível de vida do contribuinte’. Os sinais exteriores do nível de vida considerados são: a posse de moradias com piscina ou campos de jogos, automóveis com preço superior a 1500 contos, motas de grande cilindrada, barcos de recreio e aviões de turismo” [5].
Segunda-feira, 24 de janeiro, Itália, “no final de nove meses e de cem audiências, o Supremo Tribunal de Roma pronunciou esta manhã 25 penas de prisão perpétua, no âmbito do julgamento do assassínio do presidente da Democracia Cristã italiana, Aldo Moro. Recorda-se que o dirigente da DC foi assassinado em 1978 pelas Brigadas Vermelhas, após 55 dias de cativeiro num prisão do povo das BV, Antonio Savasta [6] e Emilia Libera [7], réus que colaboraram com a justiça italiana foram condenados a 16 anos e um mês de prisão. Outros dois brigadistas, Massimo Cianfanelli e Ave Maria Petricola, igualmente arrependidos foram condenados respetivamente a 13 e 5 anos de prisão” [8].
Terça-feira, 8 de fevereiro, Israel, “a responsabilidade dos principais dirigentes civis e militares israelitas nas chacinas dos campos de Sabra e Chatila [9], em Beirute, em setembro 1982, foi estabelecida, formalmente, e condenada, hoje, pela comissão israelita de inquérito conduzida pelo juiz Kahane. Num relatório de 115 páginas, extremamente duro, a Comissão Kahane põe em causa o primeiro ministro israelita, Menahem Begin [10], considerando-o ‘responsável em certo grau’, porque, ‘dois dias depois de ter sido informado da entrada dos falangistas, manifestou uma indiferença total sobre o comportamento destes nos campos’. A Comissão recomenda a demissão ou o afastamento do ministro da Defesa Ariel Sharon, porque este ‘subestimou o risco representado pela entrada das forças falangistas em Sabra e Chatila’ e ‘não tomou as medidas adequadas’ para evitar as chacinas. A Comissão Kahane, cujo relatório teve o efeito de uma bomba nos meios políticos israelitas, critica duramente o comportamento de Menahem Begin, do ministro dos Negócios Estrangeiros, Yitzhak Shamir [11] (pelo desdém manifestado a propósito de informações alarmantes que recebia) e do chefe dos Serviços Secretos israelitas. A demissão destas personalidades não é recomendada formalmente, ‘bastou-nos estabelecer as suas responsabilidades’, dizem os três juízes da Comissão. Estes últimos também não recomendam o afastamento do chefe de Estado-Maior das Forças Armadas israelitas, general Raphael Eytan, ‘unicamente pelo facto de que ele deve passar proximamente à reforma’”.
Quinta-feira, 10 de fevereiro, “reunido em sessão extraordinária para avaliar os efeitos do relatório da Comissão Kahane, o gabinete israelita aprovou a demissão do ministro da Defesa Ariel Sharon (…) aprovando, ao mesmo tempo, as conclusões da Comissão no seu todo. Na votação registou-se um único voto contra: o do próprio Sharon. Cá fora, manifestantes do movimento Paz Já, entre os quais se encontrava o próprio filho do ministro do Interior, Avraham Burg, reclamavam a demissão do Governo. Contramanifestantes, (onde se encontrava o conhecido fascista rabino Meir Kahan), partidários de Begin-Sharon (‘os nossos únicos salvadores’) reclamavam a manutenção do contestado ministro. De repente, este grupo lançou uma granada contra o outro, matando Emil Grunzweig e ferindo cinco pessoas (duas das quais gravemente). Demitido pelo Governo, Ariel Sharon recusou a demissão. [Permaneceu no Governo até 1984 como ministro sem pasta]. O debate foi dos mais tempestuosos da história israelita, e, segundo as agências, era notória a crispação de Sharon (chegado ao Conselho com hora e meia de atraso e saído em último lugar de uma sala já há muito vazia) e a tensão e o cansaço dos outros membros do gabinete, nomeadamente de Menahem Begin. (…). Além da demissão de Sharon, o gabinete decidiu passar à reserva em abril o CEM, Raphael Eytan, e afastar o chefe da espionagem militar, Yehoshua Saguy, enquanto se limitou a suspender durante três anos as funções de comando em operações do general Amos Yaron” [12].
Em Portugal, eram tempos tumultuosos para as carteiras. Sexta-feira, 4 de fevereiro, “uma portaria publicada esta manhã no Diário da República fixa as margens de comercialização do peixe congelado. (…). Assim, a margem de comercialização passa a ser de 15% para o armazenista ou industrial de congelação e de transformação, e de 20% para o retalhista. Quanto à venda ao público e já em função destas novas taxas de comercialização e também das condições de apresentação, a portaria 124/83 autoriza o seu agravamento em 10 escudos o quilograma, sempre que os produtos sejam acondicionados em embalagem comercial, e em 3$50 quando se tratar de embalagem industrial”. Quarta-feira, dia 23, “galão a 18 escudos (agora custa 15), torrada a 25 (21,5), cachorro a 27,5 (22,5), copo de leite a 14 (11,5), sandes de fiambre a 20 (16,5), bolos secos a 19 (16,5)… dentro de dias, um considerável número de produtos de cafetaria voltam a subir de preço, uma subida globalmente estimada em 20%. Estes aumentos, os primeiros desde abril do ano passado, são considerados como bastante abaixo dos exigidos pelos industriais do setor, que entretanto conseguem o regime de ‘preço livre’ para parte dos seus produtos: a chávena de café com leite, o nescafé, o chá e os bolos de creme. Aparentemente só a bica mantém o seu custo atual, classificado de ‘político’: os industriais tinham pedido que ela subisse para 16 escudos”.  
Ano de perigos, 1983, António Variações edita o seu 1.º álbum, “Anjo da guarda”, com canções do fado nacional: “…O corpo é que paga”; “É p’rá amanhã…”; ou “Quando fala um português…”: “Ai! São tantos a falar / Quando fala um português / Falam dois ou três / Todos se querem escutar” [13].
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[1] A 2.ª demissão, duas demissões em dois anos de mão no pote da nação. Pinto Balsemão, sobre a sua alcunha: “não, não, a minha é o Hugo (pronunciado em sotaque britânico), por causa do Hugo Boss, como eu sou o boss, sou o Hugo”; na sua famelga há 5 franciscos e uma francisca todos têm alcunhas para se distinguirem.
[2] Ministro da Educação e das Universidades de Balsemão. Um vulto nacional. “Doutorado em Química numa universidade da Califórnia sem ter ido a laboratórios – foi o próprio Vítor Crespo que de tal se gabou a dirigentes sindicais que protestavam contra o facto de se estar a criar escolas do 12.º ano sem laboratórios – VC deu que falar no ensino, depois do 25 de abril, mesmo antes de ser titular da Educação. Numa cena pouco dignificante ocorrida na universidade de Coimbra onde fora professor de Química, (…), Vítor Crespo apareceu (e ainda permanece) aos olhos de muita gente, em posição horizontal. Saneado da universidade de Coimbra e reintegrado pelo seu antecessor Sottomayor Cardia, o antigo professor apresentou-se na academia para cumprir a reintegração. Só que os estudantes não abriram mão das razões que os haviam levado a saneá-lo e insistiram em que não o queriam lá. Obstinado, o agora indicado pelo primeiro-ministro deitou-se no chão e, como para grandes males, grandes remédios, os alunos, nessa posição o arrastaram para fora da sala. Tal obstinação em não reconhecer as razões dos outros, mesmo estando em minoria, marcaria a sua gestão como ministro da Educação e das Universidades. (…). De facto, na segunda parte do seu mandato, o ministério que chefiou não recebia representantes de professores nem estudantes, quando solicitado (com exceção do sindicato da Zona Norte). (…). Foi na gestão de Vítor Crespo que apareceu o 12.º ano, o qual, todos os que, por uma ou outra forma, lá passam, sabem que apenas representa um desperdício de dinheiro (apesar da época ser de austeridade), de espaço, de tempo, de energias. Isto, para falar apenas da via de ensino do 12.º ano, na via profissionalizante a situação é de absurdo: a maioria dos cursos desta via não pode ser completada porque não foram criadas as escolas para esse fim, sendo, portanto, em absoluto inúteis a). (…). Foi ainda no MEU de Crespo enviado às escolas um conjunto de princípios de gestão das escolas que, a ser aplicado, seria a liquidação da gestão democrática conquistada no 25 de abril e o regresso à forma autocrática do antigo reitor. Os protestos foram tantos que VC viu-se obrigado na sessão da Assembleia da República em que foram debatidos na generalidade os projetos de lei da Autonomia Universitária, a dizer que esse conjunto de princípios fora apenas ‘uma provocação no bom sentido’ aos professores. (…). Numa cerimónia na embaixada de França em que um grupo de professores portugueses foi agraciado pelo Governo francês através do seu embaixador, o ministro da Educação e das Universidades esteve presente e fez um discurso. Mas, ao que consta ter-se-á dado a certa altura que o seu francês era insuficiente para expressar o seu pensamento. E, no meio do discurso, lançou mão do seu inglês e nesta língua acabou a intervenção, ante a estupefação dos agraciados e do embaixador” b).
a) Em 2013, já não há turbulências ou situações mal cogitadas, com a introdução do cratês nas escolas, Portugal é uma barriga de aprendizagem. “Milhares de alunos do ensino regular e profissional sem turma, centenas de professores enviados para horário zero, diretores desesperados e alunos a ser contactados pelas escolas para mudar de disciplinas”.
b) Um artista português. Aplausos. “Applause” (2013), primeiro single do último CD, “ARTPOP”, de Lady GaGa; a cantora mostra tudo quando se despe sem maquilhagem para fotos na revista Daring (2013); mostrara antes para a revista V Magazine (2009) e para a Tatler (2010). E mostra-se como veio ao mundo para a artista choque Marina Abramovic no vídeo “The Abramovic Method” (2013). – Outras aventuras gagalianas: “Bad Romance” (2009), versão dos fãs “Badder Romance”, no YouTube Doubler, e a paródia “Rad Bromance”. O vídeo de Bad Romance era prejudicial à saúde. “Lentes circulares, que são as lentes de contacto que cobrem toda a íris e parte do branco do olho, ajudam aspirantes a Ladies Gagas a conseguir o olhar assustador, embora elas sejam ilegais nos EUA”. Em 2009, para a tournée Fame Ball, explicava Lady GaGa: “a instalação de bolhas foi inspirada num vestido que Houssein Chalayan fez há uns anos. Eu não poderia conseguir o vestido, porque está, tipo, meio milhão de dólares num museu algures, mas refi-lo e construí um piano de alguma forma inspirado nele”. “Born This Way” (2011), vídeo com o tatuado modelo canadiano Rick Genest, “que até janeiro de 2011, morava nas ruas de Montreal, onde vivia como um vagabundo, fazendo de tudo desde lavar janelas até atuar como uma aberração de circo, para pagar a sua próxima tatuagem”; a mãe descreve-o como um “amoroso rapaz, calmo”; em 2006, para a revista Bizarre, Genest explicava as suas tatuagens, a maioria delas do tatuador de Montreal Frank Lewis: “sobre o corpo humano como cadáver em decomposição, a arte de um cadáver a apodrecer. É também uma homenagem aos filmes de terror, que eu adoro”. Lady Gaga e Pink em trajes licenciosos (2009) ▪ bunny (2009) ▪ botão de cabelo (2009) ▪ borracha (2009) ▪ em palco (2009) ▪ rabinho em palco (2009) ▪ Jingle Bell Ball em Londres (2010) ▪ rabo big in Japan (2010) ▪ nádegas (2013) ▪ fotos. – Noutro local, o forno real cozeu um herdeiro que, ao avô Carlos chamará grandpa, e a Camila, duquesa da Cornualha, gaga.
[3] Nesse discurso Eanes avaliou a situação política: “No que respeita à evolução política distingo três fases neste período dos dois últimos anos. A primeira fase, é aquela que se segue às eleições legislativas e presidenciais de 1980 e que termina com a apresentação do primeiro pedido de demissão do sr. primeiro-ministro, em agosto de 1981. Contrariando as previsões de críticos e de responsáveis políticos, respeitei inteiramente as indicações eleitorais, concedendo preferência ao entendimento e à concertação com o Governo e a maioria parlamentar, sempre que se verificavam diferenças de conceções políticas”. A Comissão Política Permanente do PSD, reunida na Quinta da Marinha, em casa de Pinto Balsemão, depois das 23:00 desse domingo, emitia um comunicado em que agradece a “disponibilidade patriótica” de Vítor Crespo e o habitual não fui eu foi o menino do lado: “disse então o presidente da República que não encararia como oportuna e legítima essa decisão, enquanto se não prefigurassem no horizonte político, soluções consubstanciadas de novas maiorias parlamentares pós-eleitorais. É manifestamente contraditório que o presidente da República impute ao pedido de demissão do atual primeiro-ministro a causalidade essencial da situação e a responsabilização pela não adoção oportuna de medidas económicas urgentes, quando é certo que o próprio PR se aprestou a aceitar o pedido de demissão do primeiro-ministro sem lhe suscitar qualquer óbice. É patentemente, incoerente a proclamação da necessidade de um poder político prestigiante, capaz de responder à crise, quando na altura oportuna o próprio PR não analisou, com comportamentos positivos e claros, as propostas de reformas estruturais apresentadas pelos governos AD”.
[4] Almeida Santos, um vulto português. Um homem. Maiúsculo. De homens, duas apreciadoras excelentes. A primeira, Angela Merkel gosta de olhos bonitos, de voz grave e da capacidade para cortar madeira. A segunda, Kátia Aveiro: “o homem perfeito é aquele que leva a mulher a passear. Que vai buscá-la num carro topo de gama para um jantar romântico... e que pelo caminho muda de ideias e decide apanhar o avião para jantar em Veneza. (…) O homem perfeito é aquele que se deita cheiroso, acorda cheiroso e que, mesmo depois de ir embora, ainda sentes o perfume dele no ar. (…). Tem que ser ocupado, ativo, com pouco tempo disponível, para que todos os encontros sejam sempre intensos. Homem perfeito não fala de problemas, mas resolve os teus problemas. Homem perfeito só tem que te ligar para te convidar para um jantar romântico, para te levar a viajar e não para falar sobre coisas sem interesse. (…). Tem que ser independente, ter casa de praia e de campo, tratar-te como uma rainha. Porque, afinal, meninas, o amor e uma cabana não existem... Abram os olhos!...”. – A irmã de Cristiano Ronaldo arrasou, no estio de 2013, uma plateia de gourmets de música, em Vilamoura, na apresentação do seu novo singleBoom sem parar”. O mano CR7: “estou muito orgulhoso da minha irmã Kátia e do seu novo projeto musical” – ele não vibrou junto com a erudita plateia ida de Lisboa para a discoteca Seven no Algarve, Kátia explica: “ele disse uma coisa engraçada que foi: o mano não vai porque ‘tá a trabalhar, vai trabalhar, mas também se eu for, eu vou-te tirar o brilho, porque as pessoas, infelizmente, fazem com que isso aconteça. Então, como eu sei que tu és a estrela neste dia, eu vou-te deixar brilhar, porque tu mereces brilhar, é o teu dia, eu o meu coração vai ‘tar contigo … acho que isso é muito importante, mas eu sei que ele, como meu irmão para, era como a minha irmã, como a minha mãe, mas ao ponto de vista dele, infelizmente, é isso que acontece, e então ele preocupa-se muito connosco, e ele usou exatamente essas palavras, por isso, não ‘tou triste”. O nano namora com Irina Shayk, a mana Elma explica: “a Irina é diferente de nós… exatamente, ela é russa, nós somos portugueses, é diferente, mas olhe, Ronaldo gosta, anda com ela, a gente tem que respeitar”. – Irina nua apenas com as partes pintadas no Sports Illustrated Swimsuit 2009; e no libertino vídeo “L’Agent by Agent Provocateur” campanha outono / inverno 2013, escrito e realizado por Penélope Cruz, c/ Miguel Ángel Silvestre, Irina Shayk e o marido de Penélope, Javier Bardem. As irmãs Cruz, Mónica e Penélope, desenharam a coleção para o próximo outono desta marca inglesa de lingerie.
[5] O homem público português tem pressa de enriquecer. Ashley Zeitler: “não cresci a vestir roupas caras. Teria sido bom, mas aprendi a trabalhar duro pelo que quero”. Nascida a 17 de fevereiro de 1992, San Antonio, Texas, 1,55 m, 44 kg, 81-58-86, tatuagens: pulso esquerdo, crânio e flor acima da vagina, Ashley foi Cybergirl do mês de outubro 2012: “quero mudar-me para LA, quero fazer algo realmente bom, pôr a minha vida em linha e prosperar. Talvez fazer alguns cursos de cosmética ou ir para a escola de beleza”.
[6] “Chefe do comando que a 17 de dezembro de 1981 raptou em Verona o general americano James Lee Dozier, vice-comandante das forças aliadas terrestres para o sul da Europa. O sequestro termina a 28 de janeiro de 1982 com a erupção dos NOCS (Nucleo Operativo Centrale di Sicurezza) no apartamento onde as BV tinham prisioneiro o refém. Savasta, preso, começou imediatamente a colaborar com as forças da ordem. ‘As confissões de Savasta revelam-se cruciais para derrotar os últimos resíduos da coluna veneziana e comprometer a própria existência das Brigadas Vermelhas - Partido Comunista Combatente’, Adalberto Baldoni, Sandro Provvisionato, em ‘Os anos de chumbo’, 2009. Desde 1992, em liberdade, depois de dez anos de prisão por eventos relacionados com homicídio e outras atividades da coluna veneziana das BV”.
[7] Militante das BV com o nome de guerra Nadia, participou no sequestro do general Dozier. “Na cadeia de alta segurança de Paliano conhece o terrorista neofascista Sergio Calore, arrependido e colaborador da justiça. Os dois iniciam um relacionamento e casam-se em junho de 1989, em liberdade condicional. Depois de cumprir a pena, constituiu família e foi viver para Tivoli com o marido, que ela mesma descobriu sem vida, trágica e brutalmente assassinado por desconhecidos, num terreno propriedade dele em Guidonia”.
[8] Aldo Moro irritou os russos, irritou os americanos e poucos amigos tinha em Itália. Em 1980, o Partido Comunista Italiano condena a invasão soviética do Afeganistão, Moscovo despacha para Roma o seu cãozinho francês, Georges Marchais, para reeducar Enrico Berlinguer. Com insucesso. Berlinguer, em 1970, apesar de os comunistas estarem excomungados - por Pio XII - desde o final da Segunda Guerra Mundial, assinara um acordo de colaboração institucional, o compromesso storico, com a Democracia Cristã, sustentado pela ala esquerda do partido, do secretário Benigno Zaccagnini e Aldo Moro, enjeitado pela ala direita de Giulio Andreotti: “na minha opinião, o compromisso histórico é o resultado de uma profunda confusão ideológica, cultural, programática, histórica. E, na prática, seria a soma de dois males: o clericalismo e o coletivismo comunista”. Do lado americano, bastava o som da palavra comunista para os enfurecer. Em Washington, em 1974, Henry Kissinger ameaçara Aldo Moro: “se não desistir dos seus planos políticos de trazer os comunistas para o poder, você vai pagar caro por isso”. Os socialistas italianos, Bettino Craxi e Riccardo Lombardi, roíam-se, viam no compromesso o anátema político supremo: uma forma de os privar de poleiro. Em 16 de março de 1978, estava em marcha o primeiro Governo do Ocidente Livre com comunistas. Aldo Moro sai de casa em direção ao Parlamento, na Via Mario Fani o seu carro é emboscado, os cinco polícias da escolta mortos, e ele é raptado pelas Brigadas Vermelhas a). Primeiro exigiram a libertação de 13 brigadistas, sabendo que nisso seria impossível o Estado ceder, alteraram para melhorias nas condições de prisão e a elite italiana fez tudo para que Aldo Moro não fosse encontrado. Steve Pieczenik, gestor de crises internacionais e negociador de reféns do Departamento de Estado, disse que Aldo Moro foi “sacrificado” pela “estabilidade” da Itália. As suas condições de trabalho: “encontrei-me numa sala com vários generais e políticos b), tudo pessoas que conheciam bem [Moro], e… bem, senti que nenhum deles gostava de Moro ou apreciava-o como pessoa, incluindo Cossiga. Ficou claro que eu não estava a falar com os seus aliados. (…). Depois de algum tempo apercebi-me que o que acontecia na sala de reuniões era divulgado lá fora. Sabia disso porque havia pessoas que – as BV inclusive – estavam a produzir declarações que só podiam vir de dentro do nosso grupo. Portanto, decidi reduzir o número de participantes, mas a fuga continuou a crescer, assim, no final, havia apenas duas pessoas. Eu e o Cossiga. Mas a fuga não parou”. Francesco Cossiga, ministro do Interior, presidia a Comissão de Crise que embrulhou as buscas. Foi a Comissão que emitiu a 18 de abril uma falsa declaração das BV, a Comunicação n.º 7, anunciando a morte de Moro e que o cadáver estaria enterrado perto do lago Duchessa. O objetivo era amolecer a opinião púbica italiana para que aceitasse a morte e avisar as Brigadas que o Estado não negociaria e considerava Aldo Moro já morto. Nas últimas cartas, Moro acusava o responsável pela sua morte: “Andreotti ficou indiferente, ferido, ausente, fechado nos seus sonhos obscuros de glória”. Foi executado com uma Walther PPK 9 mm, e depois desta encravar, uma Škorpion vz. 61 7.65 mm, por Mario Moretti a 9 de maio de 1978.  
a) As Brigadas Vermelhas foram fundadas no início de 1970 por Renato Curcio e Margherita “Mara” Cagol, estudantes da universidade de Trento, e Alberto Franceschini, militante comunista de Reggio Emília. Em 8 de setembro de 1974, Curcio e Franceschini são presos pelo general Carlo Alberto Dalla Chiesa, depois de informações de “frei Mitra”, Silvano Girotto, um ex-monge, ex-legionário, ex-guerrilheiro no Chile, infiltrado nas BV, ao serviço dos carabineiros do general Dalla Chiesa. – Mara Cagol, casada com Curcio, foi abatida pela polícia. No dia 4 de junho de 1975, o industrial do espumante Vittorio Vallarino Gancia é raptado e escondido na fazenda Spiotta, na localidade de Arzello, no município de Melazzo, nas colinas de Acqui Terme. Na manhã seguinte, quatro carabineiros rondam a casa e batem à porta, no tiroteio várias balas travam o combate da camarada Mara.  
b) Na maioria membros da loja maçónica P2. “Abreviatura de Propaganda 2, organizada pelo ativista Licio Gelli, com a finalidade de infiltrar a classe dirigente para assegurar o controlo direto do poder político. (…). As autoridades atribuíram à P2 responsabilidades em vários atentados e ligações à máfia, o que serviu de justificação para ser dissolvida em 10 de dezembro de 1981 como associação de malfeitores (‘associazione per delinquere’), por uma lei do Parlamento italiano, apesar de se suspeitar que tinha o apoio extra-oficial da CIA. (…). O programa da P2 foi parcialmente adotado nos anos 90 pelo movimento político Forza Italia, cujo dirigente Silvio Berlusconi teria sido membro da loja”, no livro “Ação direta”, John Andrade. 
[9] “Na noite de 16 de setembro de 1982, o exército israelita permitiu a entrada de uma milícia da extrema-direita libanesa em dois campos de refugiados palestinianos em Beirute. Na fúria de três dias que se seguiu, a milícia, ligada ao partido Falange Cristã Maronita, violou, matou e desmembrou pelo menos 800 civis, enquanto os sinalizadores israelitas iluminavam as ruelas estreitas e escuras dos campos. Quase todos os mortos foram mulheres, crianças e velhos”. O assassino Ariel Sharon dizia para Morris Draper, enviado americano ao Médio Oriente: “bem, nós vamos matá-los. Eles não vão ficar lá. Você não vai salvá-los. Você não vai salvar estes grupos do terrorismo internacional”.
[10] Menahem Begin, um terrorista com prémio Nobel da Paz em 1978. “Durante a Segunda Guerra Mundial Begin estava sob custódia na União Soviética, antes que, com uma sorte incrível, conseguisse chegar a Jerusalém. Lá tornou-se o líder do Irgun Zwai Leumi (Organização para a Defesa do Povo) que recorria ao terror, tanto contra as autoridades britânicas, como contra os habitantes árabes da Palestina. O Irgun também combateu o exército israelita até Begin aceitar a suprema liderança de David Ben Gurion”. “Em 22 de julho de 1946 o Irgun fez explodir uma bomba no hotel King David, onde estava instalado o quartel-general da administração britânica da Palestina, destruindo o edifício e causando 91 mortos. (…). Entretanto, o Irgun continuou a insurreição contra as tropas inglesas. Em 9 de abril de 1948, com a ajuda do Lehi [acrónimo de Lohamei Herut Israel = Combatentes para a Liberdade de Israel], atacou e ocupou a aldeia árabe de Deir Yassin, provocando um massacre que teve largas repercussões por todo o Médio Oriente. Ao ser declarada a independência de Israel em 14 de maio seguinte, rebentou a guerra entre o novo Estado e os seus vizinhos árabes, e foi necessário utilizar todas as reservas disponíveis; assim, a maioria dos operacionais do Irgun alistaram-se no exército israelita em 21 de setembro”, em “Ação direta”, John Andrade.  
[11] Yitzhak Shamir um terrorista membro do Stern Gang que, sem surpresa alguma, foi primeiro-ministro de Israel. “Em 1941, Shamir foi preso e encarcerado em Acre, mas escapou um ano depois. Avraham Stern tinha sido morto uns meses antes e Shamir ajudou a reorganizar o gang e tornou-se chefe de operações. Com ele neste papel de liderança, o gang tentou assassinar Sir Harold MacMichael, o alto-comissário britânico, em agosto de 1944. Três meses depois os seus membros assassinaram lorde Moyne, o ministro residente britânico no Médio Oriente. Consta que Shamir esteve envolvido em ambas operações, e de acordo com um colega desses tempos, Israel Eldad, ele esteve diretamente implicado no assassinato, em setembro de 1948, do conde sueco, Folke Bernadotte, que era o mediador da ONU na guerra israelo-árabe. O facto é que o Stern Gang nunca teve mais do que cerca de 100 membros, e como Shamir era uma figura chave, ele provavelmente teve uma mão em todos os três atentados”.  
[12] “Em junho de 2001, parentes das vítimas do massacre de Sabra iniciaram procedimentos na Bélgica para indiciar Sharon por crimes de guerra. Elie Hobeika, o líder da milícia falangista que executou o massacre, foi assassinado em janeiro de 2002, alguns meses antes ele tinha sido notificado para testemunhar contra Sharon no julgamento”.
[13] Falecido a 13 de junho de 1984 em Lisboa. Em Portugal, dava-se os primeiros passos na SIDA, tímidos, com encolher de ombros, ainda era coisa de rotos. “O cantor agora falecido nasceu no distrito de Viana do Castelo e veio para Lisboa após a conclusão da instrução primária. (…). O corpo do cantor António Variações será transportado ao fim da tarde de dia 14 para a basílica da Estrela, após autópsia no Instituto de Medicina Legal. O funeral sairá dia 15, às 9 horas, daquela igreja para o cemitério de Amares, Braga. Entretanto, as causas da morte de António Rodrigues Ribeiro, mais conhecido por António Variações, continuam a ser alvo de versões algo contraditórias. Na altura da morte, os médicos não tinham ainda conseguido confirmar o diagnostico da doença que há alguns meses acometia o cantor, falando-se de uma ‘doença desconhecida’. Uma informação recente sobre o seu estado dava-o como tendo ‘as defesas imunitárias extremamente debilitadas’ (uma das características conhecidas da SIDA), e frequências respiratórias anormais, que atingiam as 70 por minuto”. – Já doente, António Variações, no programa de Júlio Isidro “A festa continua”, dos domingos à tarde, 13 de novembro 1983 / 29 de julho 1984. – Entrevista com a mãe, Deolinda de Jesus e um dos 12 irmãos, Jaime Ribeiro, no programa de Júlio Isidro “Sons do sol” (1992).

na sala de cinema

Electric Dreams” (1984), real. Steve Barron, estreia quinta-feira, 1 de agosto de 1985 nos cinemas Londres e Las Vegas sala 1. “Miles Harding (Lenny von Dohlen), um arquiteto que trabalha para uma grande empresa de São Francisco, tendo problemas em chegar a horas ao trabalho, compra um computador para organizar a sua agenda e ajudá-lo a desenhar o seu ‘tijolo terramoto’, que manterá os edifícios de pé durante perturbações sísmicas. Acabada de se mudar para o seu prédio, está a bonita violoncelista Madeline Robistat (Virginia Madsen), por quem Miles é intensamente atraído. A fim de facilitar o seu trabalho no tijolo, Miles decide ligar o seu computador ao imensamente poderoso supercomputador da sua empresa, acidentalmente derrama champanhe na placa-mãe, é surpreendido quando isso produz um computador senciente”. Trivialidades: “Edgar, o nome do computador, é muito provavelmente uma homenagem a Edgard Varèse, que é amplamente reconhecido como o pai da música eletrónica”. “O filme estava dedicado ao Univac One, que era um dos primeiros supercomputadores construído nos anos 50, no tempo em que computadores eram apenas para negócios e Governo, e eram do tamanho de vários frigoríficos”. A mente é lenta, a vida demasiado rápida, são dois tempos diferentes, e nessa época dois mundos chocavam: a mecânica e a eletrónica [1]. O filme reproduzia uma nova realidade na realização audiovisual, o aumento do número de cortes na composição de uma cena, prova esta diferença de tempos, o crítico Jorge Leitão Ramos: “alguns colegas da crítica veem neste filme não sei que méritos. A verdade, porém, é que Eletric Dreams tem uma primeira ideia gira e, depois, gasta-se em sucessivos e agitados telediscos. Ora adeus…”. Steve Barron realizara inúmeros vídeoclips, tais como: Adam and the Ants “Antmusic” (1980) ♫ Heaven 17 "Penthouse and Pavement" (1981) ♫ The Human League “Don't You Want Me?” (1981) ♫ Joe Jackson "Steppin' Out" (1982) ♫ Styx "Haven't We Been Here Before?(1983) ♫ A-ha “Take on Me" (1985). “Deadly Friend” (1986), real. Wes Craven, estreia quinta-feira, 12 de fevereiro de 1987 no cinema Império. “O génio adolescente e professor universitário, Paul (Matthew Labyorteau) muda-se para um novo bairro com a sua mãe e o seu senciente robot B.B. e logo conhece a vizinha do lado Samantha (Kristy Swanson [2]) e o seu abusivo pai. As coisas começam bem e os jovens passam um bom bocado, mas não demora muito antes de uma série de tragédias acontecer: B.B. é destruído por uma vizinha idosa paranóica depois de eles lhe terem pregado uma partida; Samantha é morta pelo seu pai numa fúria de bêbedo; Paul decide trazer Samantha de volta à vida através do transplante de cérebro, usando o chip de B.B. mas o transplante torna-a mais robot que humana e as coisas descambam a partir d”. Ilustres cenas de Craven: o sonho de Samantha / a morte de Elvira"Short Circuit" (1986), real. John Badham, estreia quinta-feira, 9 de julho de 1987 nos cinemas Nimas, S. Jorge e Star. “A robótica NOVA demonstra cinco robots experimentais para uso militar. Com lagartas móveis de tanques, impressionante resposta tátil, I.A. limitada e uma arma laser muito perigosa, eles são o topo de gama de máquinas de ponta. Durante uma tempestade, SAINT # 5 (acrónimo de "Strategic Artificially Intelligent Nuclear Transport), é atingido por um raio que frita os seus circuitos e causa um mau funcionamento crítico na sua programação. Ele vagueia despercebido, dirige-se para os incautos habitantes de uma cidade pequena, em particular uma moça indefesa e amiga dos animais chamada Stephanie Speck (Ally Sheedy). É uma corrida contra o tempo para recapturar o robot desobediente antes que o desastre aconteça, mas já é demasiado tarde. Número 5 está a adaptar-se… aprendendo… e ignorando deliberadamente as ordens”. Trivialidade: “Os robots são muito semelhantes às máquinas de combate nas futuras cenas de batalhas em ‘Terminator’, o que talvez não seja surpreendente, porque o Número 5 foi desenhado por Syd Mead, aclamado artista conceptual / futurista, que também trabalhou em ‘Alien’ e ‘Blade Runner’”.
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[1]Arcade Attack!” (1982), real. por Mike Wallington, meio documentário meio animação, este é um azado filme sobre os jogos arcade do final dos anos 70. Na verdade, o foco principal é sobre o mago dos flippers Geoff Harvey e Stephen Highfield, o campeão de Space Invaders e Defender. Ambos têm uma adoração inflexível pela sua preferência que os levou a criar ódio, um pelo outro. Highfield acha que não há habilidade envolvida, não inteligência contra que lutar, nos flippers, enquanto que Harvey acha que Space Invaders é apenas mais uma aborrecida razão para ficar colado à caixa idiota e pensa que devia ser lançado no espaço para os homens da lua jogarem”.
[2]Este foi o primeiro papel principal de Kristy Swanson como a homicida Samantha. Swanson tinha apenas 16 anos. Nesse mesmo ano ela teve um pequeno papel [como Simone Adamley] em O rei dos gazeteiros”.

no aparelho de televisão

Os jovens heróis de Shaolin / Ying Xiong Chu Shao Nian” (1981), série de 20 episódios produzida em Hong Kong, transmitida ao início das tardes de sábado, estreada dia 17 de maio de 1986 na RTP1. O último episódio será transmitido dia 4 de outubro. “Nos últimos anos da opressiva dinastia Ching, surgiram vários grupos revoltosos constituídos por chineses patriotas, dos quais se destacaram a Sky Union e a Hung School. Três jovens – Hung Hay Koon (Shek Sau), Fong Say Yuk (Stephen Tung) e Wu Wai Kin (Michael Miu) – unidos por uma preciosa placa de ouro, símbolo da autoridade da dinastia Ming, ao serem perseguidos por camponeses da Manchúria, refugiaram-se no templo de Shaolin e as suas vidas foram de luta, em condições adversas. Esta é a história da juventude destes homens que foram os três mais famosos especialistas de Kung Fu de Shaolin, a mais importante de todas as artes marciais”. Episódio 1.“Strike Force” (1981-82), na RTP1, sextas-feiras perto do fecho da emissão, 12 de novembro de 1982 / 11 de Fevereiro 1983, substitui a série “A balada de Hill Street”. “A série é protagonizada por Robert Stack, como o capitão Frank Murphy, o líder de um grupo de detetives especializados e agentes da polícia cuja função é parar criminosos violentos a qualquer custo (geralmente com uma saraivada de tiros). Misturando elementos da clássica série de Stack de há 20 anos, Os intocáveis, com doses de Missão: Impossível e Dirty Harry, a série imediatamente provocou controvérsia sobre a sua violência – a dado momento foi rotulada a mais violenta na história de TV americana [1] – embora, a série tentasse entrepor grandes quantidades de humor nos seus personagens regulares, e equilibrar a violência focando-se na vida privada dos detetives. Por exemplo, o personagem de Stack é um recém divorciado que está amarrado a uma casa que foi pintada de cor de rosa pela sua ex-mulher; a sargento Rosie Johnson tornou-se polícia depois de o marido desaparecer no Vietname e gosta de fazer piadas sobre o tamanho das suas mamas[2]. “Os cinco” (1978-79), sábados ao fim da manhã na RTP1, 22 de janeiro / 16 de julho de 1983, o primeiro episódio foi “Five Go To Kirren Island”. As aventuras de Júlio, David, Ana, Zé e o cão Tim, jovens parentes entre os 8 e 12 anos, como narradas nos livros de Enid Blyton. Todavia, por questões de direitos de autor, não foi transposto para TV o 1.º livro, “Os cinco na ilha do tesouro” (1942): “escutem: desta vez o paizinho quer que eu o acompanhe à Escócia, – explicou a mãe. – Vamos só nós os dois. E como vocês já são bastante crescidos para cada qual tratar de si, pensámos que gostariam de passar umas férias só os três, sem mim e sem o pai. O pior é que ainda não sabemos para onde os havemos de mandar. – E de fossem para casa do Alberto? – lembrou o pai de repente. O Alberto era seu irmão, tio dos pequenos. (…). Concordo – disse a mãe dos pequenos. – Também têm uma filha, não é? Deixem-me ver se me lembro do nome; Maria José, parece-me. Que idade terá ela? Por volta de onze anos, penso eu. – Então é da minha idade! – notou o pequeno David. – Que engraçado termos uma prima que nunca vimos. Deve sentir-se muito sozinha por não ter irmãos! Eu tenho a Ana e o Júlio mas a nossa prima é filha única. Com certeza que vai gostar de nos conhecer”. O local: “não me lembro muito bem, – disse o pai. – Mas estou certo que é um lugar muito curioso. Chama-se baía Kirren. A vossa tia Clara tem lá vivido toda a vida e nem por nada sairia de lá”. – Os atores desta série inglesa: Michelle Gallagher, a Zé, suicidou-se aos 36 anos em Nova Iorque [3].
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[1] Mário Castrim acusou-a neste lado do Atlântico: “realmente, Strike Force – Força de Intervenção (brrrrrr!, cheira a Ângelo Correia!) percorre toda a gama da violência gratuita, como se quisesse esvaziar de um só trago o cálice do medo”. Ministro da Administração Interna caceteiro no século XX, mecânico de opinião no século XXI, o bom Ângelo Correia: “a presente crise evidenciou, e com abundância, aquilo que se tem vindo a diagnosticar, no âmbito da insuficiente preparação do pessoal político dirigente para assegurar o comando institucional do Estado. A questão a colocar é, então, como conseguir que tal não venha a suceder no futuro, sob pena de, perante o permanente clima de crises que iremos atravessar nos próximos anos, não dispormos de pessoas capazes e com a maturidade adequada para as enfrentar”. E não se poderia cloná-lo? Uma fábrica de clonagem de Ângelos abasteceria o mercado de políticos.
[2] As tetas aumentam a popularidade de qualquer programa. “Top 5 jornalistas seios livre”. “13 cenas de TV mais sexys topless: edição Showtime”. “The Boob Tube”, lista dos melhores lugares onde caçar pele dos ídolos da TV. As tetas também ferem o olho. Desde a escola, nos finais da década de 90, que Holly Willoughby gosta de se enfarpelar, até que entrou pelo olho dentro de 139 ingleses. “A BBC pede desculpas após 139 pessoas queixarem-se do vestido decotado inapropriado de Holly Willoughby no The Voice”; o porta-voz da BBC: “lamentamos que alguns espetadores considerassem o vestido de Holly inapropriado. Holly gosta de moda e encaramos que o vestido que ela usou na final ao vivo de The Voice UK, era glamoroso e totalmente apropriado para a ocasião. Não pensamos que iria contra as expetativas da audiência de um espetáculo de TV como este”.
[3]Famous 5: On the Case” (2008), série de animação anglo-francesa, modernizada, mais educativa para as crianças, mais amiga dos mercados, por isso a Zé escureceu a pele. Na Inglaterra, ela é uma indiana, familiarizando as crianças com o seu meio cultural, na América confunde-se com uma preta, facilitando a venda para TV.

na aparelhagem stereo

Gajas boas do metal”. “Rossz időket érünk, / Rossz csillagok járnak. / Isten ója nagy csapástól / Mi magyar hazánkat! // Királyasszony kertje / Kivirult hajnalra: / Fehér rózsa, piros rózsa... / Szőke, leány, barna” Dalriada, folk metal húngaro - Deus Google traduz - “Em tempos ruins, temos, / Estrelas dar errado. / Deus Oja grande golpe / Nós Hungria! // Jardim da sra. Rei / Floresceu na madrugada: / Rosas brancas, rosas vermelhas… / A menina loura de castanho”. Angela Gossow, vocalista dos Arch Enemy. “Nasci em Colónia, Alemanha, a 5 de novembro de 1974, no meio da noite. O que faz de mim Escorpião com ascendente em Caranguejo ou, noutras palavras, uma personalidade ambivalente que ama o extremo. Tive uma infância selvagem e maravilhosa no campo com os meus três irmãos, até que decidi tornar-me uma adolescente furiosa, trocando os meus vinis dos Queen por LPs dos Carcass, Morbid Angel e Cannibal Corpse. Tinha cerca de 16 anos e consegui perturbar completamente os meus, outrora muito virados para o cristianismo, pais. Entrei na minha primeira banda de death metal em 1991: Asmodina. Pouco depois saí de casa (como que fugi, tinha 17 anos na altura). Num piscar de olhos a minha infância transformou-se no inferno adolescente. Os meus pais divorciaram-se. O seu negócio faliu. A nossa casa foi leiloada”. Os Asmodina separaram-se em 1997 e Angela formou os Mistress. Em 2001 junta-se aos Arch Enemy Lição vocal” ♫ “Under Black Flags We March” (2012). ♠ Doris Yeh, viola baixo da banda taiwanesa Chthonic, onde tem a alcunha de Thunder Tears: “eu acho que depois que entrei na banda, diferentes aspetos da música começaram a aparecer, é por isso que o meu outro nome é Thunder Tears. Acho que imprimi alguns sentimentos suaves mas profundamente enraivecidos e dolorosos na música”. Doris começou a tocar piano aos 5 anos de idade e só mais tarde, como autodidata, a viola baixo, entrando no grupo em 1999; no cinema fez o papel de Xuan Xuan no filme “Tears” (2009); em 2012, publica o fotoalbum “Set Fire to the Island” c/ o single homónimo dos Chthonic apresentando o baixo Andromeda D ♫ “Defenders of Bú-Tik Palace” (2013) ♫ Sail into the Sunset's (2013). ♠ Gazelle Amber Valentine, guitarrista e vocalista dos Jucifer, duo de sludge metal de Athens, Georgia, com o marido Edgar Livengood, baterista. “Por alguma razão, quando começámos, mudávamos o nosso nome cada dois meses. Acho que passámos por cerca de vinte nomes diferentes. Um dia, depois de andarmos por aí um par de anos, Edgar estava a trabalhar lavando pratos num restaurante. O rádio sintonizava o NPR e o painel discutia o O.J. Simpson, cujo julgamento começara. Alguém disse algo do tipo, Se ele o fez, ele é o diabo. O Juice [alcunha de Simpson] é Lúcifer. Essa frase nadou na mente de Edgar até que se tornou Jucifer” Pontius of Palia” (2006). ♠ Katherine Katz. “Comecei a fazer vocais grito / gutural quando tinha quinze anos. Era amiga de alguns miúdos que estavam numa banda local de death metal e eles convidaram-me para o micro. O que era diversão tornou-se num profundo interesse que eu queria perseguir e fi-lo desde então. Por um breve período, não tinha uma banda com quem trabalhar. Desenvolvi a minha voz por mim própria, gritando para as minhas bandas favoritas no meu quarto, até que encontrei pessoas com quem cantar. Tenho a certeza que levei a minha mãe à loucura. Durante os primeiros anos, a minha garganta ficou ferida, ocasionalmente. Descobri que, se se cantar do estômago, não há muito impacto na garganta”. Vocalista nos Salome, nos Agoraphobic Nosebleed ou na faixa “Lost Cause”, no CD “Terrifyer” (2004), dos Pig Destroyer. ♠ Maria Brink vocalista dos This Moment. “A minha mãe era uma mãe muito jovem. Ela era uma marada do rock ‘n’ roll que adorava Sabbath e Queen e AC/DC. Ela costumava levar-me a concertos quando era muito nova, tipo aos cinco anos. Então, ela era uma verdadeira roqueira e levava-se a esses concertos e eu simplesmente adorava. Eu acompanhava os músicos em palco e estava no meu sangue. Eu, definitivamente, sou um tipo de pessoa profunda, apaixonada, artística, assim, sempre quis ser uma cantora, era como eu sentia que podia expressar-me. Mudei-me do norte do estado de Nova Iorque para a Califórnia há dez anos com o meu filho. Queria ir para a cidade dos grandes sonhos para ser uma estrela de rock, todo esse cliché! Demorei algum tempo a encontrar uma banda, isso de certeza. Eu soava fofinha ao telefone, soava como uma rapariguinha, assim as pessoas não me levavam realmente a sério. Até o meu próprio guitarrista, Chris, não me faria uma audição quando me encontrou pela primeira vez porque eu era uma rapariga. No começo foi muito difícil mas eu não aceitava um não como resposta. Acho que não importa quem você é ou o que está a tentar fazer, você apenas tem que estar mesmo apaixonado por isso, ser muito direcionado, e não deixar que quaisquer obstáculos ou opiniões das pessoas barrem o seu caminho. Você tem que saber o que você quer e seguir em frente. Além disso, tem que ser honesto consigo mesmo, e não ser o que as pessoas esperam que você seja. Teria sido fácil para mim no mundo do metal dizer Ok, então isto é o metal, toda a gente é dura, então vou vestir jeans apertadas, uma t-shirt sem mangas e uma corrente de carteira, mas isso não é o que eu sou e nunca fiz isso. Estou mais no lado feminino, gosto de usar vestidos, é o que eu sou” Beautiful Tragedy” (2007) ♫ “Blood” (2012). ♠ Alexia Rodriguez, guitarrista, Anissa Rodriguez, viola baixo, Lindsey Vogt, vocalista, fundaram a banda Eyes Set To Kill em 2003. Alexia: “bem, na verdade, a frase When eyes set to kill é um verso de um poema que eu escrevi no liceu. Quando estávamos a tentar descobrir um bom nome, a única coisa que não queríamos era chamar-nos algo apenas porque pensávamos que soaria fixe. O poema é, basicamente, apenas sobre ter os nossos olhos focados num objetivo e não desistir do sonho por nada nem ninguém. Acho que nos representa bem, porque nós somos uma banda muito diversificada e original e ainda temos muitos obstáculos para ultrapassar de forma a chegar ao ponto que queremos como banda” The best dancers in the world ♫ “Young Blood Spills Tonight” (2008) ♫ “The World Outside” (2009); Lindsey Vogt abandonou o grupo. ♠ Cristina Scabbia vocalista da banda italiana de metal gótico Lacuna Coil. “Bem, ele é retirado de duas línguas, na verdade, Lacuna significa Vazio em italiano. Quando formámos a banda, chamávamo-nos Ethereal, mas havia outra banda da Grécia que já tinha esse nome. Uma vez que tivemos de mudar o nome da nossa banda, pensámos que inventaríamos algo que ainda tivesse o mesmo significado de Ethereal, mas sem hipótese de mais alguém ter o mesmo nome” Our Truth” (2006) ♫ “Spellbound” (2009) ♫ “Trip The Darkness” (2012). Ashley “Ellyllon” Jurgemeyer pianista nas bandas de black metal sinfónico Abigail Williams e Cradle of Filth. “Entre compor, gravar, fazer tournées e orquestrar, precisava de um teclado que pode literalmente fazer tudo, e finalmente encontrei esse teclado em Nord Stage 2. Como pianista clássica, a percussão das teclas é crucial para mim, e apaixonei-me com a resposta do design do martelo de percussão que capta todas as expressivas subtilezas das minhas performances”. Ashley é pianista, teclista e compositora do supergupo OrbsCandance Kucsulain vocalista dos Walls of Jericho. “Alguns membros faziam parte de uma outra banda chamada Earth Mover de Detroit, que se separou. Então, alguns deles começaram outra banda e procuravam uma cantora. Portanto, eles escolheram um nome antes de eu entrar. Portanto, segundo conta a história Mike, o guitarrista, tinha gostado do nome que veio de um álbum da banda de heavy metal Helloween chamado Walls of Jericho. O nosso baixista, Aaron, sabia que esse nome Walls of Jericho vinha de uma história na Bíblia, em que este lugar estava fechado numa cidade onde criminosos estavam, então as trompetas soaram e as pessoas acometeram e derrubaram as muralhas”. “Não somos nem anti nem prócristãos. Pessoalmente, não gosto do nome, mas não tenho voz na matéria porque cheguei depois de os outros se decidirem sobre este patronímico tirado da Bíblia” A Trigger Full of Promises” (2006) ♫ “The American Dream” (2008). ♠ Alissa White-Gluz vocalista da banda canadiana de death metal The Agonist. “Nós trocámos de nome para evitar confusões com outras bandas chamadas Tempest. Um agonista é uma droga usada para induzir sensação nos pacientes, como o oposto de um analgésico, e é também o nome do personagem dividido entre o bem e o mal, no sentido literal” …and Their Eulogies Sang Me To Sleep” (2009) ♫ “Panophobia” (2012). Alissa concorreu ao Canadian Idol em 2006. “Foi uma brincadeira que foi longe demais. Nós já tínhamos assinado um contrato com a Century Media, e eu estava na escola, que era perto de onde eles estavam a fazer as audições. O meu namorado foi tipo Vai fazê-lo, vai ser divertido, e eu fui e fi-lo. Os produtores pareciam gostar de mim e filmaram um monte de imagens de mim e ficavam metendo-me no programa. Chegou a um certo ponto onde eles obrigam todos a assinar um contrato de exclusividade, e então disse-lhes Não vou assinar merda nenhuma. Eu já tinha um contrato, mas eles queriam-me no programa, eu disse-lhes que ficava se me isentassem do contrato. Assim, depois de uma reunião de duas horas e meia, decidiram manter-me lá por um determinado período, e então deixaram-me ir”. ♠ Lauren Harris nascida a 6 de julho de 1984, filha do baixista dos Iron Maiden, Steve Harris. “Comecei a cantar quando tinha 9 anos e adorava música na escola. Era tipo a única coisa que eu realmente adorava fazer. Costumava ter aulas de canto na escola e, em seguida, depois da escola, tinha aulas de canto fora da escola com, se quiser, uma espécie de profissional. E costumava cantar em bares e coisas assim com um amigo meu aos fins-de-semana. E então sucedeu, eu estar num bar, e também Russ Ballard, um dos seus amigos perguntou-me se eu estaria interessada em cantar numa demo. Claro, disse Sim, e fui a casa dele e fiz a demo e tudo e regressei e contei ao meu pai e ele foi tipo Qual é o seu nome? Eu disse Russ Ballard, e ele foi tipo Ó meu Deus, sabes quem ele é? E eu não fazia ideia na altura” Steal Your Fire” (2008) ♠ Kira Leigh vocalista dos Shadows Lie. “A forma como chegámos a Shadows Lie é bem interessante. Eu escrevi uma canção chamada ‘Shadows’ que está no nosso álbum de estreia ‘Echoes’. Na canção estava a frase ‘sometimes shadows lie’. Quando procurávamos nomes… aquela frase como que surgiu na cabeça (de C.T. Tamura)” Invited”. ♠ Angelina DelCarmen modelo e vocalista dos Charetta. “Adoro fazer modelo artístico. Adoro trabalhar com fotógrafos que têm ideias criativas e sabem como realizá-las. Contudo, eu absolutamente não faço nus! Por favor, não peçam” Runs in the Blood” (2009) ♫ “Lights Out” (2011). Kimberly Goss vocalista dos Sinergy. “Então, a minha primeira impressão de Oslo, entrei num bar e estávamos sentados, e cinco minutos depois entrava Hellhammer e sentava-se à nossa mesa, em seguida, Maniac entra e Fenriz estava lá, e eu fiquei tipo Ó meu Deus é isto normal? e tirava fotos. Eles pediram o almoço, e parecia bizarro, porque eles comiam sandes abertas. Você deve ver a forma como eles comem aqui, é terrível. Eles têm um pedaço de pão e põem manteiga, e depois um pedaço de presunto e isso é a sandes deles: fatia de pão, manteiga e uma fatia de presunto. E eu sou tipo Uhhh, desculpem-me? Onde está a carne?” ▬ “Shadow Island” (2002) ♠ Alana Potocnik teclista da banda Winds of Plague. Comecei na música quando era jovem, embora começasse a tocar guitarra quando tinha 8 anos, fui convencida a ter lições de piano também. Fui adestrada no piano jazz primeiro e depois mudei para o clássico” Drop the Match” (2011) ♫ “Refined in the Fire” (2011) ♠ Sanna Salou vocalista da banda grega Dimlight. “Não bebo álcool de todo. Sou muito do tipo pessoa saudável. Tento comer saudável, fazer exercício, comer satisfatoriamente, dormir muito e não fumo nem fico acordada até muito tarde, e esse tipo de coisas. Gosto do tipo de vida chato” Absence of Light” (2009) ♫ “Dark Emotion” (2009). ♠ Arven banda alemã de metal melódico. Anastasia Schmidt: “com todos os nomes de grupos que existem, é difícil encontrar qualquer coisa de original. Mesmo que não seja novidade ter uma formação que utiliza um nome inspirado num personagem de Tolkien. Nós achamos que Arven é o perfeito símbolo para o nosso grupo, pois é uma elfo que doou a sua imortalidade por amor de um homem mortal. Nós permanecemos cinco raparigas que sonham e temos sentimentos como todas as mulheres. É importante para nós exprimir os nossos sentimentos através da nossa música, e de escolher o nosso caminho de vida. Arven representa tudo isso enquanto caráter forte, donde o nosso nome” Ruined Castle” (2009) ♫ “Till Death Do Us Apart” (2011) ♫ “On Flaming Wings” (2011). ♠ Daria Stravrovich i.e. “Nookie” vocalista do grupo russo de new metal SLoT. A sua alcunha: “se eu lhe disser que foi de uma canção dos Limp Bizkit, acreditaria? Para mim, não foi só porque gostava da canção, foi por causa do que esta palavra representa. Porque é que tem que haver tanta culpa com o sexo? Porque é que fazer sexo tem que significar que você tem alguma expetativa de algo mais como compromisso ou casamento ou qualquer coisa? Reagimos dessa forma a um abraço ou a um beijo ou a um aperto de mão? Eles não são pessoais, também? Penso que não é necessário ter tanto stress porque você quer divertir-se um pouco com alguém. Nookie é uma maneira divertida de dizer o que todos nós sabemos o que isso realmente significa, e é o que eu penso acerca disso: deve ser apenas divertido e sem consequências sérias ou minhocas na cabeça depois”. “O nosso cantor, Cache, e o guitarrista, I.D., juntaram-se depois de um concerto em 2001 ou 2002. Eu entrei no grupo em 2006. Eles disseram que deviam fazer algo parecido ao que tinham acabado de ouvir, mas fazê-lo melhor e diferente. Juntaram outro par de amigos e encontraram uma cantora. Então, tinham três guitarristas, uma cantora e um baterista. Cache abandonou a viola em palco e tem sido a voz masculina desde o princípio, mas ainda escreve muitas canções com o resto da banda, musicalmente. A banda teve duas canções escolhidas para um filme russo de sucesso chamado Boomer antes mesmo de decidirem um nome para a banda. Tiveram literalmente um dia para escolher o nome, então votaram e decidiram no SLoT” 2 Voiny” (2006) ♫ “Angel O. K.” (2009) ♠ Kaisa Jouhki vocalista dos Battlelore, nascida a 7 de Julho de 1980 em Sumatra, hobbies: música, filmes, ler, caminhar, tricotar; bebida favorita: água, chá, leite, cerveja; cor favorita: verde House of Heros” (2006) ♫ “Third Immortal” (2008) ♠ Veronica Freeman vocalista dos Benedictum. “ me perguntaram isso antes, não sei sobre modelo, mas mentor é fixe. Eu diria uma coisa, persigam o vosso sonho e permaneçam fiéis ao que funciona para vocês e, em segundo lugar, arranjem um bom advogado! Este negócio é desagradável, para dizer o mínimo, e eu tinha um bom conselho a acontecer mas não teve seguimento por causa de um monte de coisas que me estão a chatear agora!” Dark Heart” (2011). ♠ Nadja Puelen ex-viola baixo nos Coal Chamber, baixo e vocalista no duo Vera Mesmer. “Trabalhar com o Chris tem sido verdadeiramente uma transformação para mim. Aprendi e ainda estou a aprender muito com ele na composição e gravação / produção. Ele foi-me pressionando musicalmente e fazendo-me explorar território desconhecido, tal como cantar. Temos esta ligação musical estranha em palco e é muito fácil trabalharmos juntos como temos o mesmo gosto, ideias e pensamentos. Este tipo de parceria não aparece muitas vezes, visto que tenho procurado por ela há cerca de oito anos. Ele trouxe-me de volta dos mortos, sem trocadilhos, visto ser o nome do nosso primeiro single e vídeo”. ♠ Mya Mortensen vocalista da banda croata Omega Lithium. “Tenho ouvido metal a maior parte da minha vida. Na verdade, começou com os meus pais, quando eu era muito nova, e eles ouviam música rock o tempo todo. Assim, comecei com o rock e depois passando para bandas mais de metal. Mas as bandas que fizeram Omega Lithium aquilo que somos hoje são, sobretudo, Rammstein, Nine Inch Nails, Type O Negative, Ministry, Laibach e Pendulum” Andromeda” (2007). ♠ Nina Vetterli-Treml vocalista da banda suíça 69 Chambers. “Para ser honesta, não fui para Los Angeles para ser descoberta ou perseguindo algum sonho, simplesmente queria experimentar algo de novo e diferente. Estava meio farta com o estilo de vida suíço, onde as pessoas têm tanto a perder, que não estão dispostas a arriscar nada ou a libertarem-se por um momento. Muitos jovens americanos, especialmente em L. A., têm uma atitude perante a vida diferente, podem parecer superficiais, mas são realmente abertos, prestáveis e simplesmente mais relaxados” ▬ “The Day of the Locust” (2009) ♠ Runhild Gammelsæter doutorada em fisiologia celular, vocalista dos Thorr’s Hammer e dos Khlyst. “Quando saí dos Estados Unidos e os Thorr’s Hammer se dispersaram, estudei durante dez anos em diferentes universidades para me doutorar. Os Khlyst apareceram em 2006, mas o James [Plotkin] e eu estávamos a trabalhar nisso há um ano ou mais, antes do lançamento. Eu trabalhei minimamente a música enquanto estudava, gastando todo o meu tempo com livros e no laboratório. Toquei um pouco de guitarra em casa, cantei Nirvana e Gram Parsons, o que talvez me preparou para o meu disco a solo lançado no ano passado”. ♠ O futuro do metal grita-se nos programas televisivos de talentos Aaralyn O’Neil Zombie Skin” ou Rachel Aspe, a nova vocalista dos Eths. “Não, aprendi sozinha. Para a anedota: a minha avó pensa que canto metal porque quando eu era bebé, ela gostava de fazer ruídos estranhos. Mas não penso que seja hereditário. Trabalhei seis anos para ter esta voz e continuo a aprender” Emma O”.
Gajos do metal português nos anos 80:
Vasco da Gama, “foi fundado em 1982, a formação consistia em Carlos Jorge Miguel, guitarra, Tó Andrade, baixo, Gil Marujo, bateria e Luís Sanches, voz. O primeiro e único álbum foi gravado entre junho e julho de 1983, produzido por Carlos Jorge e Tó Andrade. A banda abriu para os britânicos Diamond Head e Spider a 11 de maio de 1984 no pavilhão Os BelenensesAvé rei do mal” (1983) ♫ “Varinaice” (1983) ♫ “Vasco da Gama” (1983). Braindead, “foi formada em Almada em dezembro de 1987, João Nobre, guitarrista e Michael Stewart, vocalista. Algumas semanas mais tarde junta-se ao grupo o baterista Marco Franco. Só em abril de 1988 eles encontraram um baixista, Miguel Fonseca. Ainda em abril, gravaram a sua primeira demo, intitulada ‘The Final Judgement’, que incluía quatro faixas: ‘Trapped In Solitude (intro)’, ‘Warriors of Pain’, ‘Mortal Malignance’ e ‘Bloody Nightmare’. Em 9 de junho de 1988, tocaram o seu primeiro concerto na Escola Secundaria de Cacilhas, Almada, e o segundo no 1.º de julho no Fogueteiro, na ‘festa da amizade’” Cry Alone” (1992) ♫ “Never Did, Never Will” (1992). Casablanca, “na verdade, os Casablanca existiam desde 1982 mas como o nome Valium. Com a substituição do baterista original, Rui Pereira, por Rui Dâmaso (ex-Trains in a Station), e a nova filosofia de banda, eles decidiram no final de 1988 mudar o nome para Casablanca. O grupo entrou em estúdio em outubro de 1988 e reescreveu duas faixas dos Valium: ‘Perfeição’ e ‘Tanto’, estes serão o cartão de visita para os Casablanca, um som numa veia mais comercial, Hard FM. O primeiro concerto teve lugar a 11 de junho de 1989 na AmadoraLá te vejo” (1990) ♫ “O encanto” (1990). Dinosaur, “banda de Sta. Iria de Azóia, Loures. Começou com Tó, voz, e Courela, guitarra, em setembro de 1989. Logo depois Cordeiro junta-se como baterista, contudo ele teve algumas dificuldades em acompanhar a banda e foi substituído pelo Orlando. Mas o Orlando sai logo porque estava envolvido com outra banda, o Paulo entra. Para o lugar de baixo entra Rolando. Na segunda guitarra junta-se Rui mas devido a divergências pessoais foi convidado a sair. Para substitui-lo vem Mika. Em março de 1990, os Dinosaur tocam pela primeira vez em Sta. Iria de Azóia. Pouco depois o Paulo sai e entra o Diko. Pouco tempo depois do seu segundo concerto numa escola de Sacavém os Dinosaur separam-se devido a problemas com a sala de ensaio junho, 1991, no programa Clip Clube da RTP2, “Noise On Peace / Warfare” ♫ “Life Is For The Living”.