Pratinho de Couratos

A espantosa vida quotidiana no Portugal moderno!

quinta-feira, março 06, 2014

Ação que baste

1983. Domingo, 10 de abril, traços de balas sobressaltaram a moinha estrovinhada do 16.º congresso da Internacional Socialista (IS) em Albufeira, no Algarve. “São 09:05 de domingo, Issam Sartawi encontra-se no hall do Hotel Montechoro com o seu secretário, Anwar Eisheh (31 anos), junto à receção. Às 09:07, um homem alto, jovem, de fato acastanhado e de óculos entra no hall. O hall é uma superfície vasta, com uma fachada de vidro que permite que seja visto do exterior. O desconhecido, que se aproxima de Sartawi, alveja-o pelas costas, fazendo duas séries de disparos 9 mm com silenciador. Uma das balas, pelo menos, atinge Sartawi na nuca. [“A autopsia revelou que Sartawi foi atingido por duas balas na cabeça – uma na nuca e outra na testa – e uma no pulso”]. Outra, atinge na perna Eisheh, que se lança a chorar sobre o corpo do dirigente da Organização de Libertação da Palestina (OLP) [1]. Às 09:08, o autor do atentado está no exterior do hotel, de onde saiu num passo apressado. Dois agentes da PSP vão no seu encalço e disparam três tiros. Então começa a correr. Os guardas perseguem-no durante 150 metros, até que o assassino, saltando um muro, desaparece na zona de bungalows do aldeamento turístico de Montechoro [2]. Um dos guardas que perseguiu o autor do atentado, em declarações à Rádio Comercial, afirmou estar certo de o ter atingido com um tiro, ‘talvez num ombro’” [3].
“Entretanto, Issam Sartawi jaz, no hall do hotel, no meio de uma poça de sangue, Rui Mateus, dirigente do PS para os assuntos internacionais, chega ao local do atentado momentos depois deste se ter consumado e corre a informar do sucedido os membros do Burreau da IS reunidos numa sala perto [4]. Mário Soares, presente na reunião, informa de imediato o presidente da República Ramalho Eanes e o primeiro-ministro Pinto Balsemão, que ordenou a montagem de um regime de alerta especial em todas as fronteiras. (…) [5]. Cerca das 11:20, o corpo de Sartawi, coberto com um cobertor castanho-escuro, é transportado por uma ambulância dos bombeiros voluntários de Albufeira para uma casa mortuária desta vila. Anwar Eisheh é transportado para o hospital de Faro, ferido com uma perfuração da coxa por uma bala que, ao sair, raspou a outra perna”.
“Entretanto, agentes da secção de Justiça da Polícia Judiciária prenderam, às 17:30, no Hotel Fénix, do grupo Torralta, em Lisboa, o marroquino Al Awad Yousis (nome constante no passaporte) hospedado no quarto 504. A detenção seguiu-se a uma denúncia feita pelo próprio hotel (…). O marroquino, de 26 anos, residente em Casablanca, não ofereceu resistência aos agentes. (…). Sabe-se já que o passaporte de Yousis é falso. Quanto ao dinheiro, ele trazia consigo 10 990 escudos, algum dinheiro iraquiano, além de 2240 dólares americanos, entre os quais algumas notas de 100 são falsas [“Exames realizados nos laboratórios da polícia revelaram que o dinheiro ‘era legítimo’”]. Yousis entrou em Portugal no dia 8 de abril, por Valência de Alcântara, e chegou dia 10 ao Hotel Fénix, vindo de Albufeira, onde apanhou um táxi que o transportou até Lisboa. [No Algarve, depois do atentado, Yousis “dirigiu-se ao Hotel da Aldeia, pagou a conta e pediu um táxi para o transportar a Lisboa”. “O motorista do táxi que o transportou até à avenida da Liberdade, em Lisboa, sr. Domingos Bentes, da Rádio Táxis Albufeira, condutor do táxi Opel FU-73-15, disse a jornalistas da RTP que o seu cliente de domingo praticamente não falou durante a viagem, e que esta decorreu normalmente”]. Yousis apresentava uma esfoladela superficial na perna direita quando foi detido. Na sua bagagem, os agentes da PJ encontraram um par de calças castanhas e um camisolão aberto, da mesma cor, semelhante a um casaco. A sua mala é do tipo James Bond e não trazia arma consigo”.
Hussein Abdel Khalik, representante da OLP, em Madrid, afirmou à sua chegada ao aeroporto de Lisboa: “Estamos habituados a ouvir essas declarações, atribuindo este tipo de ações a grupos palestinianos, mas queremos afirmar, uma vez mais, como temos feito em outras ocasiões, que este foi um ato dos serviços de espionagem israelitas”. Provável, ganas não lhes faltavam, mas a impunidade dos agentes israelitas no mundo descarta qualquer conclusão. Houve duas reivindicações do assassinato. Uma tomada a sério. “‘Somos responsáveis pela operação de Montechoro. Confirmaram-nos telefonicamente o seu êxito. Publicaremos, em breve, um comunicado pormenorizado’. Este o conteúdo do telefonema, dirigido ao escritório da agência France-Presse, em Beirute, por um porta-voz do grupo Abu Nidal” [6]. Outra mais jocosa. “Às 14:30, a delegação da ANOP, no Porto, recebia também um telefonema no qual o atentado era reivindicado por um autodenominado Comando Ibérico Antiterrorista. Na chamada, que durou poucos segundos, um homem com forte sotaque castelhano, definiu o assassínio de Issam Sartawi como uma ação conforme aos ‘mais altos valores do patriotismo judaico’”.
Quarta-feira, 13 “a arma que se supõe ter sido ter sido utilizada no assassínio do dirigente da OLP foi encontrada ao meio da tarde, a cerca de trezentos metros do Hotel Montechoro pelo correspondente da ANOP no Algarve, Humberto Ricardo. Trata-se de uma Beretta, uma pistola italiana com o calibre de 9 mm”. Estava “num buraco coberto por um velho tronco de árvore, embrulhada num dos papéis que, habitualmente, os hotéis dispensam aos hóspedes para limpeza dos sapatos. O esconderijo fica junto a um muro de uma residência ao lado de um poço que fornece água a uma piscina particular”. No primeiro fim de semana de maio Al Awad Yousis confessa. “Mostrando-se orgulhoso pelo seu ato que considera simples execução de um adversário, admitiu pertencer à organização de Abu Nidal”. Também em maio, numa entrevista para a France-Presse, um dirigente do Abu Nidal, dizendo chamar-se camarada Yussef, definia as linhas do movimento: “Lutamos para quebrar os elos de uma solução de capitulação imposta pelo sionismo, pelos Estado Unidos e pela reação árabe. Temos atingido e vamos atingir os traidores palestinianos nos seus locais de trabalho. É o castigo e é também um aviso aos países europeus contra a sua participação numa tal solução”.
Segunda-feira, dia 18 na embaixada americana no Líbano. “Pouco passava das 11:00 locais quando um camião armadilhado com 227 kg de explosivos, portador de uma matrícula diplomática falsa, forçou o avanço até ao portão da embaixada, situada num moderno edifico da Corniche, junto do mar, na parte ocidental de Beirute. Pouco depois era a explosão. Segundo uma testemunha que se encontrava à janela de um edifício fronteiro ‘a embaixada parecia que se estava a levantar antes de voltar a cair com um ruído infernal’. (…). Sabe-se que o embaixador dos EUA que se encontrava no último piso do edifício, conseguiu sair ileso dos escombros, onde esteve bloqueado durante algum tempo. Visivelmente emocionado, porventura em estado de choque, o embaixador Robert Dillon abandonou o local a bordo de um veículo blindado”. Relato do correspondente da France-Presse: “Há mãos e pés pelo passeio, sangue por todos os lados, e muitos carros calcinados ou ainda a arder projetados a dezenas de metros”. No jardim das rosas, na Casa Branca, Ronald Reagan adjetiva com o habitual “vicioso atentado terrorista … ato cobarde”. “Setenta e nove mortos eis o balanço mais provável do atentado. Sabe-se que há vinte pessoas por identificar ainda sepultadas sob os escombros. Desconhece-se o paradeiro dos 40 empregados libaneses da embaixada, presumindo-se que estão mortos. Oito americanos pereceram também: um deles era Robert Ames, de 49 anos, agente da CIA para o Médio Oriente e Sudoeste Asiático, o qual se encontrava há dias no Líbano para ‘efetuar consultas’. O outro era Frank Johnston, de 47 anos, o qual desde janeiro passado exercia as funções de primeiro-secretário. Os outros americanos mortos eram fuzileiros”. [“Um total de 63 pessoas morreram na explosão: 32 funcionários libaneses, 17 americanos e 14 visitantes e transeuntes. Dos americanos mortos, 8 trabalhavam para a CIA, incluindo Robert C. Ames, chefe analista do Médio Oriente e diretor do Sudoeste Asiático, o chefe da delegação, Kenneth Haas, e a maior parte dos funcionários da CIA em Beirute”]. “Duas organizações reivindicaram: a Jihad Islâmica e um grupo desconhecido denominado Organização da Vingança dos Mártires de Sabra e Chatila”.
Líbano, atentados contra os americanos. “Em junho de 1976, o embaixador Francis Meloy, o adido económico da missão diplomática, Robert Waring, e um motorista da embaixada foram raptados e assassinados, num atentado nunca reivindicado. Em abril de 1979, a embaixada foi danificada por granadas e uma bomba rebenta frente ao centro cultural americano sem causar vítimas. Em agosto de 1980, desconhecidos baleiam a viatura do embaixador John Gunther Dean, em que se encontravam também a mulher e a filha do diplomata, sem danos pessoais. Em março de 1981, o embaixador Dean escapa mais uma vez a um atentado quando a embaixada é alvo de disparos de uma arma automática. Em abril de 1982, desconhecidos disparam sobre o adido militar, coronel Frederich Holf, ferindo-o quando atravessava a linha que separa Beirute leste e oeste. Em junho de 1982, o presidente da Universidade Americana de Beirute, David Stuart Dodge, é raptado por elementos xiitas pró-iranianos”, transportado para uma prisão perto de Teerão, só libertado um ano depois.
Domingo, 17 “o principal organizador do chamado Movimento Nacional de Resistência Moçambicana, Orlando Cristina, foi abatido a tiro, em Pretória, na Africa do Sul. Ex-agente da PIDE e íntimo colaborador de Jorge Jardim, Cristina participou na formação dos GEP e, mais tarde, dos Flechas, grupos paramilitares que durante a guerra colonial, cometeram atrocidades não só contra elementos da Frelimo como contra populações indefesas. (…). Cristina era um aventureiro e pretenso caçador na província do Niassa, situada no norte de Moçambique, entre 1950 e 1960. Mais tarde, tornou-se agente da PIDE, e tentou, por volta de 1963, infiltrar-se na Frelimo através da Tanzânia. (…). Cristina conseguiu ligação com o membro do Comité Central da Frelimo, Leo Milas, que arranjou forma de o mandar para um campo de treino para guerrilheiros na Argélia. No entanto, Milas não era moçambicano, mas um americano preto que não só conseguiu chegar até à Frelimo com enganar o próprio presidente Eduardo Mondlane, durante algum tempo. Agora é tido como agente da CIA. (…). Os Flechas foram responsáveis por algumas das piores atrocidades cometidas durante a guerra colonial, designadamente pelo conhecido massacre de apoiantes da Frelimo da cidade de Inhaminga, na província de Sofala, em 1973”.
Quinta-feira, 21 “Juan Fernández Krohn, o padre sedevacantista espanhol acusado de tentar matar o Papa em Fátima, transformou o seu julgamento no tribunal de Vila Nova de Ourém num autêntico comício anti-25 de abril, perante a passividade dos juízes e da segurança. Em dada altura chegou mesmo a puxar de um isqueiro com que tentou queimar um poster vermelho com a figura de João Paulo II ao lado de uma foice e um martelo. (…). Krohn apresentou-se com a sotaina verde-alface, desta vez bem mais desbotada, cingida por uma faixa vermelha ‘homenagem a quantos se bateram contra o comunismo’, acariciando com frequência uma flor amarela, ‘flor do amor, casto e pobre, revelado por S. Francisco de Assis’. (…). A sotaina verde-alface ‘sinal de vida, de esperança, de ressurreição’ foi confecionada numa alfaiataria da zona do Cais do Sodré, sob encomenda de uma cidadã alemã ocidental, Anne Lotte, há vários anos radicada em Lisboa. Casada com um português, Lotte já freguesa antiga da referida alfaiataria, onde mandava fazer fardamentos para empregados da indústria hoteleira, é uma pessoa das relações do pai de Krohn, antigo oficial da aviação franquista na Divisão Azul”. Seja qual for a pena, o padre Krohn beneficiará de quinze meses de amnistia decretada por motivo da… visita do Papa.
“Frente ao tribunal estava um homem em pose de profunda meditação, indiferente à chuva forte que caía, um homem de 30 anos, túnica de lã riscada, sandálias e cabelos sobre os ombros. Ao ser interpelado pelos jornalistas, disse ser a encarnação de Jesus e estar ali para ajudar Krohn e ‘para lhe mostrar que o seu único Papa é o sol’. (…). Afinal Jesus é de Setúbal, vende colares, e chama-se simplesmente Carlos da Cruz”. O padre Krohn é condenado a seis anos e meio de prisão por tentativa de assassinato do Papa João Paulo II, em Fátima, na noite de 12 de maio de 1982, e por uso de arma proibida, mais sete meses por desrespeito ao tribunal. “Após leitura da sentença Krohn, que envergava a mesma indumentária das sessões anteriores – sotaina verde atravessada de uma faixa vermelha – de dedo indicador em riste para o tribunal, apelidou os juízes de assassinos, os quais disse considerava ‘incompetentes para o julgar, uma vez que não condenaram os que fizeram derramar sangue em Africa’. Acto contínuo, o juiz presidente, Políbio Flores, ordenou a expulsão do padre Krohn da sala do tribunal, ao mesmo tempo que o delegado do procurador da República, dr. José Pereira Guerreiro, mandou que fosse exarada na acta o seu pedido de procedimento criminal contra o réu, pela sua atuação em tribunal. No início da audiência, Krohn dissera para os juízes que ainda que o condenassem se considerava inocente perante a Mãe de Deus. E a minutos da leitura do acórdão, virando-se para os jornalistas, lançara as seguintes frases: ‘Viva o Portugal católico’, ‘Morte ao 25 de abril’ e ‘Morte a Roma’. (…). O tribunal reuniu e condenou o réu, sem a sua presença, em julgamento sumário, a sete meses de prisão e 90 dias de multa, devido a ofensas aos magistrados no desempenho das suas funções, consubstanciadas nas expressões ‘fantoches’, assassinos’ e ‘comunistas’”.
Sexta-feira, 15 de julho “o padre Krohn e Maria Judite Lorena decidiram adiar o casamento até conseguirem as condições mínimas de privacidade que o ato merece, revelou a noiva”, uma senhora com uma vida muito calma, vivida entre a casa, o trabalho e a igreja [7]. Esclarece Judite: “Tínhamos pedido para que o casamento se realizasse no estabelecimento prisional, longe de repórteres. Quase ninguém sabia, apenas os familiares mais próximos, os meus filhos e os pais dele. Depois caiu-nos tudo em cima, os pais dele tinham reagido negativamente, temos religiões diferentes, tudo isso acabou por transformar a calma com que queríamos rodear o nosso casamento”. “Judite Lorena, tem ‘40 e poucos anos’ – como ela própria diz, é divorciada e mãe de dois rapazes. Refere-se a si mesma como uma pessoa ‘muito simples e calma’ que vive ‘uma vida para Cristo’, palavras que coincidem com o relato que vizinhos e colegas de trabalho fizeram. (…). Foi missionária dos Adventistas do Sétimo Dia, durante vários anos em Angola, particularmente na localidade de Bongo, onde deu aulas de português, francês, ciências e matemática [8]. Atualmente é chefe da secção de finanças num escritório de uma multinacional em Lisboa, facto que refere, fazendo questão de sublinhar a propósito que o cargo que exerce demonstra que vive com honestidade” [9].
“‘Na minha missão em Angola contam-se muitas visitas a reclusos, mas o meu caso com Juan Maria foi diferente. Quando o vi pela primeira vez na televisão senti que ele me transmitia alguma coisa, que precisava de mim, por isso decidi entrar em contacto com ele’. (…). Desde dezembro de 1982 até 20 de março, os noivos continuaram em contacto um com o outro apenas através de correspondência. ‘Nessa altura, o Juan Maria telefonou-me a dizer que havia autorização para o visitar. Até essa data nunca nos tínhamos visto’. Judite Lorena guarda consigo cerca de meia centena de cartas escritas pelo seu noivo, que recusa mostrar. ‘ Nunca, haja o que houver entre nós, divulgarei o que quer que seja do seu conteúdo que diga respeito à vida dele’. Admite divulgar uma única frase ‘tes lettres sont comme des roses qui caressent nom visage’ – mas faz questão que o seja em francês, língua em que estão escritas muitas das cartas, ‘porque de outro modo perderia o sentido especialmente espiritual puro’”.
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[1] Issam Sartawi (50 anos) “tendo nascido na Cisjordânia em 1933, Sartawi fez o ensino secundário em Djenine, deslocando-se depois para Bagdade, para estudar medicina, onde ficou até 1958, altura em que foi para os Estados Unidos. Foi neste país que se especializou em cirurgia cardiovascular, na Universidade de Ohio, Michigan”.
[2] Carolina Quina, uma testemunha ocular: “O homem que ia a fugir era jovem, era alto, magro e ia de fato cuja cor me pareceu castanha. Ia a correr com um passo firme e devia conhecer a zona, pois não hesitou sobre o caminho a tomar. Quando cheguei ao pé do hotel vi ainda um grupo de GNR que, pareceu-me, estavam numa atitude mais ou menos passiva, que se devia, talvez, ao facto de não entenderem bem qual era a situação”.
[3] Fanfarrear é típica da classe baixa. As elites, de xifoide língua, batem sempre no cravo. O presidente da EDP, António Mexia, faz luz: “Eu acho que Portugal irá conseguir acesso aos mercados. Pra isso é decisivo o quê? Que não se passem algumas decisões como houve. A do Tribunal Constitucional, acho que foram decisões relativamente complicadas que, no fundo, não têm em consideração o contexto, ou seja, nós temos que ter a noção que temos que ter acesso ao mercado, e a os direitos são também função daquilo que seja a capacidade que a economia tem de financiar. (…). Houve algumas decisões que me parecem desenquadradas, a leitura da Constituição tem que ter obviamente em conta aquilo são as restrições do mercado. (…). A decisão do Tribunal Constitucional vai ser decisiva, porque nós temos uma noção clara que a capacidade de discutir uma empresa portuguesa, ou mesmo um país, são momentos muito curtos junto dos investidores. E se se criasse uma noção de alguma dificuldade ou de alguma rigidez e de alguma intransigência interna sobre essa redução de custos, obviamente isso seria negativo, nesses poucos minutos, e as pessoas passam a discutir outro país, outra empresa, outro assunto qualquer. (…). Temos que ter noção, nós muitas vezes perdemos a noção daquilo que é o mundo, gigante, onde nós temos a dimensão que temos, e temos que ser pragmáticos nessa abordagem, ou seja, não falhar as oportunidades que temos, e evitar becos” (setembro 2013). Fenomenalmente, a posição portuguesa elitizada é a posição favorita de Franziska a).
a) Franziska Facella, 1,70 m, 48 kg, 81-63-86, sapato 38 ½, olhos cor de avelã, cabelo loiro, nascida a 28 de agosto de 1989 na Baviera, profissão: pornstar. O seu lema é “fumar erva o mais possível” e a sua obra distende-se por infinitos sites. Foi o doce do mês de março 2010 no Twistys. Noutros sites: Nubiles | 18eighteen | X-ART. Entrevista c/ Franziska – P: “O que fazias antes do porno?”, R: “nada… vivia como uma boa menina de liceu”; P: “Qual é a tua posição preferida?”, R: “À canzana”.
[4] Em 2013, o Hotel Montechoro participa do milagre económico português, ou seja, na redução do custo do trabalho. Os trabalhadores reclamavam o pagamento de 8 meses de salário. “‘Numa primeira fase a greve será de cinco dias, mas os trabalhadores estão decididos em continuar a luta até que lhes sejam pagos os salários em atraso’, sublinhou Tiago Jacinto, coordenador distrital do sindicato. De acordo com o sindicalista, os trabalhadores exigem também que sejam afixados os mapas de horários e de férias, bem como o respetivo contrato coletivo de trabalho. ‘Como a situação se arrasta sem que a administração manifeste disponibilidade para a resolver, os trabalhadores decidiram avançar para a greve, numa altura em que a unidade hoteleira está com uma ocupação elevada’, frisou. Segundo o responsável, o atraso no pagamento dos salários levou já à saída de cerca de 250 trabalhadores do quadro, ‘restando apenas cerca de 50 ao serviço’. Para Tiago Jacinto, o não pagamento dos salários ‘é uma forma de a administração obrigar os trabalhadores a saírem’, até, porque, sublinhou, ‘para preencher os lugares dos que saíram, foram contratadas empresas de trabalho temporário’. ‘Não se compreende como é que não há dinheiro para pagar aos funcionários do quadro e existe para as empresas de trabalho temporário’, questionou”.
[5] A velocidade de ação dos líderes portugueses não é defeito é apanágio. O 1.º ministro Passos Coelho: “Só podemos olhar com confiança os grandes espaços económicos do mundo, e estar próximos dos centros mais dinâmicos da economia global, se a nossa presença na Europa estiver firme e credível. Isso depende de escolhas que temos que fazer como país, e escolhas que temos de fazer agora e nos tempos mais próximos. Não se tratam pois de escolhas de um governo, nem sequer de uma coligação de partidos, mas de escolhas verdadeiramente nacionais. (….). Se estamos comprometidos com o projeto de sermos uma democracia europeia, livre e aberta, parceira das restantes democracias europeias, e economicamente integrada com elas, se é esse o nosso desígnio coletivo, então temos de mobilizar os meios indispensáveis para lhe dar seguimento. Este é portanto o nosso momento da verdade. (…). Esse grande compromisso nacional tem agora que ser confirmado com escolhas concretas, assentes em critérios de justiça e de equidade, e todos sabemos o que isso quer dizer, todos sabemos quais são as condições que temos de cumprir para fechar o programa de assistência económica e financeira em junho de 2014, recuperar a nossa economia e trilhar um caminho sustentável de crescimento e de prosperidade para todos os portugueses. (…). Sinto, como primeiro-ministro, que não estou a cumprir um programa partidário, mas nacional. E aqueles que vierem a seguir, mandato nacional terão de cumprir, para que os portugueses tenham, como merecem legitimamente, um futuro de prosperidade, como não tem tido nos últimos anos” (no Fórum Empresarial do Algarve, outubro, 2013). Infelizmente, Portugal não tem órgão que aplauda condignidade um homem assim, arraigado de missão – “Renatinha batendo palma com o bumbum”, canção “Bate palma com bumbum”, das Abysolutas do Funk b).
b) Renata Molinaro, 1,77 m, 62 kg, 90-63-90, sapato 39, olhos castanhos, cabelo castanho, nascida a 19 de janeiro de 1988 no Rio de Janeiro. Renata: “Perdi a virgindade com 16 anos no sofá da sala, com a empregada na cozinha. Foi estranho, porque era a primeira vez dos dois”. “Apaixonada por desportos, dança, são atividades que ela pratica nas horas vagas e tem experiência profissional em jazz, ballet e natação”. “Renata sempre se interessou por televisão e conciliando o com seu trabalho, escolheu cursar a faculdade de comunicação na PUC do Rio de Janeiro”. A sua mãe, Verónica: “Ela nasceu pronta, sempre gostou de posar”. Renata é uma funkeira assumida e uma das Panicat: “Ser Panicat é buscar ser o melhor que se pode ser e tomar cuidado para não beirar a vulgaridade”. Atividades: no Bertini Hair Studio, que tem um spa, na Barra da Tijuca, teve uma tarde com direito a esfoliação nos pés, massagem com pedras quentes e um sensual banho de banheira. Renata com apenas 13% de gordura no corpo no Paparazzo | Renata arruma o biquíni no camarim | exibe abdómen sarado e pernões num ensaio com microshorts.
[6] “Pseudónimo (que significa ‘Pai da Luta’) do advogado Sabri Khalid al Banna, adotado aquando da sua inscrição na Al Fatah, a seguir à guerra israelo-árabe de 1967. Nascido em Jaffa, na Palestina, em 1935, mas residente no Líbano a partir de 1948, Abu Nidal não tardou em subir na hierarquia da OLP, que representou no Sudão em 1970 e depois no Iraque. Por discordar da orientação dada à OLP por Yaser Arafat, de quem se tornou inimigo declarado, a seguir à guerra israelo-árabe de outubro de 1973, limitando as ações violentas a Israel e aos territórios ocupados, deixou esta organização e criou um grupo mais radical, o Conselho Revolucionário da Fatah, em 1974. (…). Desde 1974 tem procurado assassinar ou neutralizar os aliados de Arafat na OLP (Husayn Kamal em junho de 1982, Ismail Darwish em dezembro de 1984, Abu Iyad (Salah Khalaf), Abu Hol (Hayel Abd al Hamid), em janeiro de 1991, etc.”, em “Ação direta”, John Andrade. Abu Nidal morreu no Iraque, abatido pelo Office 8, o esquadrão das limpezas físicas dos serviços secretos iraquianos Mukhabarat. Foi enterrado a 29 de agosto de 2002 no cemitério islâmico de al-Karakh, em Bagdade, numa campa marcada M7.
[7] A esposa perfeita. Zahia Dehar 1,70 m, 55 kg, 90-68-90, sapato 40, olhos azuis, cabelo loiro, nascida a 25 de fevereiro de 1992 em Ghriss, na Algéria. Em 2008, aos 16 anos, despenteava-se a trabalhar na horizontal clientes famosos e ricos como Franck Ribéry, Sidney Govou ou Karim Benzema. “Ela explica que foi a Munique para se encontrar com Franck Ribéry. Foi ele que a fez vir de avião. Ficou alojada num palácio a 7 de abril de 2009 para celebrar o 26.º aniversário do jogador do Bayern e Franck Ribéry lhe terá pagado 700 €. Com Karim Benzema é diferente. Eles encontraram-se num hotel perto da Porte Maillot em Paris. Tocou-lhe 500 € por essa noite”. Os jogadores lixaram-se, 15 anos é a idade do consentimento em França e a prostituição é legal, mas uma jovem só pode iniciar a sua carreira profissional aos 18 anos. Zahia: “Dormi com os homens, mas não fui honesta sobre a minha idade. Amei-os todos. Eles trataram-me com o maior respeito e devem ser deixados em paz. Eles mimaram-me e cuidaram de mim, eles eram os meus homens”. Segundo a bófia, Zahia ganharia 20 000 euros brutos mensais, ela justifica estes honorários de gestor de topo: “Eu queria comprar roupas. Creio que todos os homens pagariam por sexo se pudessem”. Em 2010, Zahia assentava-se no Café Zaman, o famoso bordel dos Campos Elísios. Aos 21 anos, depois de muita rejeição de currículos – “Não conseguia arranjar um emprego normal, por aquilo que eu podia fazer? Ia a uma entrevista e as pessoas dizem Ó, olha, é você!” – é uma designer de lingerie. Elogia-a Karl Lagerfeld: “Uma cortesã muito francesa como Liane de Pougy ou a Belle Otéro”. Feitos vários: Zahia em The Cat Cave p/ Nick & Chloé | “Hollywood” real. Alix Malka c/ Eric Roberts | “Bionic” real. Greg Williams.
[8] Ensinar, uma missão divina. Nika, 1,70 m, 50 kg, estudante, ucraniana no site hegre-art | num “Blue Bikini” | nos “Momentos privadosc).
c) O constitucionalista Jorge Bacelar Gouveia: “A educação é um bem misto. A educação tem um lado que beneficia toda a sociedade, portanto, a educação tem um lado que beneficia toda a sociedade, e portanto é por isso que as pessoas que não têm filhos devem pagar uma parte da educação, porque ficam beneficiados da qualidade de vida por terem pessoas mais ilustradas e mais qualificadas à sua volta. Mas também é um bem individual, na medida em que beneficia diretamente quem tem acesso à educação” (dezembro 2012).
Vítor Gaspar: “A minha participação no Governo tem como único propósito retribuir ao país o enorme investimento que o país colocou na minha educação, a minha educação, foi extraordinariamente cara” (outubro 2012).
[9] Viver com honestidade. Lidia Savoderova, 1,70 m, 57 kg, 87-62-89, sapatos 39, olhos castanhos, cabelo castanho, modelo russa nascida a 5 de maio de 1991. fotos | fotos | fotosfotos | fotos | fotos | fotos | foto | foto | tumblr | tumblr. Vídeo: “Head”, canção “Minimal”, de Me & Kate. – Outra melodia dos Me & Kate, “Nerdy Blood”, em “Body” c/ Kristina Yakimova e Anastasia Tarakanova.

na sala de cinema

The Filthy Rich: A 24 K-Dirty Movie” (1980), c/ Vanessa del Rio, Samantha Fox, Jesie St. James, Lisa De Leeuw… [1]. “Era uma vez… Na terra dos muito muito, muito ricos, vivia a bela adormecida que ainda tinha de ser acordada, sexualmente. E, o seu muito frustrado príncipe encantado. Porquanto, nem mesmo todos os cavalos do rei nem todos os homens do rei conseguiam dar-lhe um orgasmo. A nossa história começa numa manhã, clara e festiva, quando encontramos o príncipe encantado beijando, lambendo e mordendo uma muito frígida bela adormecida…”. Estas ternas histórias de príncipes, princesas, rainhas e fadas, muitas fadas, novos clássicos em videocassetes VHS, ejetam Homero, Virgílio, Dante, a baronesa Emmuska Orczy de Orczi (autora de “O pimpinela escarlate”) das prateleiras e intumescem de sólida cultura as novas bibliotecas de Alexandria na sala de estar: a videoteca. “De acordo com John Heidenry (1997), a invenção do videogravador de cassetes (VCR) foi ‘o acontecimento mais significativo na História do cinema adulto e, junto com a ‘Garganta funda’ (1972), o impulso para uma revolução na pornografia hardcore’. Os primeiros VCR no mercado foram: o Betamax da Sony Corporation (10 de maio de 1975) e o Video Home Sistem (VHS) da Victor Company of Japan (JVC) [as vendas do HR-3300 começaram a 31 de outubro de 1976 em Akihabara, Tóquio]. A Sony Corporation recusou licenciar a sua tecnologia Beta aos pornógrafos, enquanto que a JVC tomou a estratégia contrária. Em parte, esta opção tornou as videocassetes VHS o formato mais popular, o mercado queria ver pornografia no recato do lar e, consequentemente, a Sony Corporation pagou o preço por não ter faturado com isso[2]. “Rockin' with Seka or... Seka's Cruise” (1980), estreia na sexta-feira, 9 de outubro de 1981 na sala de cinema de alta qualidade Cinebolso, sita na Rua Actor Taborda, 27-B. “É uma comédia hardcore vintage que se apresenta como uma série de quadros sexuais, protagonizada pela Seka [3], membro do AVN Hall of Fame, que interpreta uma hospedeira que relata quantos homens encontra e fode na sua profissão. Os quadros estão ligados de uma forma perfeita na história disponível, em oposição a algum tipo de sensação de compilação. Seka desempenha o seu papel muito bem. Ela exala borbulhante alegria e parece-se, a cada momento, com a hospedeira que só pode fazer os homens e as mulheres desejarem ter reservado um bilhete no seu avião. A colega de quarto de Seka, Brooke West, é uma mulher tímida e reticente que parece não conseguir encontrar homem algum. Felizmente, para ela, que tem a luxuriante Seka para protegê-la e mostrar-lhe os cordelinhos, enquanto Seka cogita e conta-lhe histórias das suas mais memoráveis conquistas sexuais passadas, relacionadas com o seu mester. O primeiro quadro é uma brincadeira de quatro figuras, protagonizada pelo multitalentoso Jamie Gillis, como o realizador porno europeu Franco, em cena com Seka, e Juliet Anderson e Liza Dwyer, onde a estrela principal é um dildo pneumático”. C/ admirável som eletrónico na banda sonora.
A década de 80 é úbere, tetuda de talento e fruta madura. A fornada de futuras atrizes nela nada, esbracejará, esperneará, mergulhará, dando cabeça aos benefícios do ensino em todas as posições (sociais). Dani Jensen, 1,55 m, 47 kg, 86-60-76, sapato 36, olhos azuis, cabelo ruivo, nascida a 26 de dezembro de 1987 em Ontario, Califórnia. Dani exemplifica bem esta importância da instrução como eréctil social, aplicando, aos seus explicandos, a estratégia pedagógica correta na revisão da matéria escolar, reforçando-a com um “Gangbang[4]. Outra obra em “Naughty” e fez o seu primeiro anal em 2012 para a produção de “Buttsluts” da Evil Angel [5]. Entrevista c/ Dani – P: “O que é que preferes, trio ou gangbang?”, R: “Um trio, porque sou bissexual. Tenho uma namorada e ela é capaz de comer rata melhor que qualquer gajo. Mas depois, quero sempre penetração”; P: “Consideras-te uma puma, milf, totó ou rapariga de festas?”, R: “Nenhuma dessas. Sou uma moça roqueira. Adoro rock clássico, como o Van Halen”; P: “Qual foi a coisa mais marota que alguma vez fizeste?”, R: “Fiz sexo no cinema durante uma matiné da Disney. Acho que o filme era o Madagáscar”. Anikka Albrite, 1,68 m, 57 kg, 86-60-99, sapato 38, olhos azuis, cabelo loiro, de descendência checa, francesa, alemã e dinamarquesa, nascida a 7 de agosto de 1988 em Denver, Colorado. Diz, Anikka: “A educação é muito importante para mim e pretendo ir até ao fim. Formei-me em Biologia e Gestão de Negócios. Vou tirar o meu mestrado em Negócios” [6]. Sobre a sua arte: “A minha cena favorita foi para ‘Sport Fucking 9’. Tive orgasmos intermináveis durante essa cena e a melhor lambidela… por um gajo… de sempre! Além disso, adorei a ideia das correntes penduradas no teto. Erik Everhard é muito criativo e visionário… para não falar de… uma grande foda!”. Sobre si própria: “Adoro fazer broche e brincar com a pichota… e rata!”. Obra, sempre prima: “Purple Haze”, com Juelz Ventura e Jenni Lee e interpreta Daenerys Targaryen em “Game of Bones: Winter is Cumming” (2013). Chanel Preston, 1,73 m, 59 kg, 81-71-76, sapato 39, olhos castanhos, cabelo castanho, nascida a 1 de dezembro de 1985 em Fairbanks, Alasca. Chanel “cresceu no Alasca com amor pela execução artística. Seja recitando versos de William Shakespeare no teatro da comunidade ou aterrorizando a sua família com recitais dos concertos de Sergei Rachmaninoff. Chanel alimentava-se da energia da multidão. Dança, pintura e tocar trompete foram opções adicionais que ela experimentou. Agora, ela capta a mesma sensação protagonizando filmes adultos”. Entrevista c/ Chanel – P: “Qual foi a cena mais hardcore que alguma vez fotografaste?”, R: “Fotografei muito para Kink.com e é material muito hardcore e intenso, enfiei um pepino no cu para eles no outro dia”; P: “Há alguma coisa que já recusaste fazer?”, R: “Pediram-me para fazer um clister de leite (o ato de injetar líquido no ânus para limpá-lo dos seus ‘conteúdos’)”. Obra, prima: para o siteBrazzers”, “Fuck the school teacher[7] e interpreta Lara Croft em “Tomb Rider XXX” (2012).
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[1] Vanessa del Rio, 1,68 m, 61 kg, 107-66-91, sapato 41, olhos castanhos, cabelo preto, nascida Ana Maria Sanchez a 31 de março de 1952 no Harlem, Nova Iorque. “Em 1974 comecei a fazer filmes, mas já tinha trabalhado como dançarina go-go. Comecei como programadora de computadores, mas não durou muito, porque eu não era do tipo trabalho de escritório”. “Num período de cerca de 25 anos, del Rio apareceu em mais de 100 filmes porno e em vários telediscos, designadamente ‘Get Money’ (1995) de Junior M.A.F.I.A., que também a refere na canção ‘I Need You Tonight’ (1995). Ela é conhecida por ter um clítoris particularmente grande”. E, afamada, como a “rainha do anal”: provas no filme “Joint Venture” (1977), de Gerard Damiano, “uma divertida e erótica paródia das Olimpíadas Sexuais realizadas todos os anos em New Jersey”. Em 2013, com som desenhado por Paul D’Amour, primeiro baixista dos Tool, Thomas Mignone escreve e realiza (ainda em processo) “Vanessa del Rio Featured Film Project”, “o filme segue a vida freneticamente emocionante da lendária ícone do cinema adulto Vanessa del Rio, situado no Times Square, controlado pelo crime organizado, durante os anos 70 e 80”.
Samantha Fox, 1,65 m, nascida Stasia Therese Angela Micula a 3 de dezembro de 1951, em Nova Iorque. “Atualmente é crítica da indústria do cinema adulto. Culpa o stress de nela trabalhar de a ter levado ao alcoolismo, que demorou vários anos a superar”. “Quando a indústria passou da rodagem em filme para o vídeo, Samantha não se saiu bem. Mulheres com corpos magros naturais, como Samantha, perderam os favores do público, que se virou para atrizes mais largas, aumentadas com silicone, que se tornaram proeminentes no final de 1980 e durante 1990. A sua integridade impediu-a de saltar nesse comboio (o seu carregado sotaque noo yawk também não ajudava nada)”. Conheceu o amor da sua vida, Bobby Astyr (1940-2002), no plateau de “Double Your Pleasure”; relembra Samantha: “Este tipo com cabelo encaracolado, um pouco mais baixo do que eu, passa-me à frente e vai ‘Ei, tetas, como estás? Ouvi dizer que és a nova brasa no bairro’. E eu pensei ‘Ó, poupa-me’”.
Jesie St. James, 1,70 m, 57 kg, olhos azuis, cabelo loiro, nascida a 23 de agosto de 1954 na Califórnia. “Durante o final de 1970 e início de 1980, a vedeta Jesie St. James foi uma das caras mais bonitas no porno. Uma beleza loira absolutamente deslumbrante, Jesie St. James trouxe um toque de classe a todos os seus papéis. Jesie St. James tinha o aspeto de uma rapariga de capa de revistas e a descarada natureza sexual de uma atriz porno inata. A silhueta, naturalmente curvilínea, perfeitamente proporcionada de Jesie St. James era uma visão que podia induzir luxúria em cinquenta passos. Boa atriz também, Jesie St. James tem um dos rostos mais expressivos da indústria. Jesie St. James entrou no hardcore em 1975, com uma breve aparição em “Blue Heat” (1978). (…). Jesie St. James era um pouco mais velha que algumas das suas contemporâneas, mas isso não a abrandou nada. Jesie St. James é conhecida como uma das mais confiáveis atrizes eróticas, e a sua energia e entusiasmo eram material de lenda na indústria. A especialidade de Jesie St. James era representar donas de casa insatisfeitas sexualmente ou professas que são introduzidas no mundo do prazer erótico”.
Lisa De Leeuw, 1,65 m, 60 kg, 96-76-91, olhos cor de avelã, cabelo ruivo, nascida a 3 de julho de 1958 em Moline, Illinois. Perdeu o cabaço, ainda na terrinha, antes dos 16 anos: “Na altura em que perdi a virgindade estava zangada com o meu namorado, mas os seus dois melhores amigos estavam disponíveis. Comeram-me durante cerca de três horas no banco de trás de um Firebird. Eles revezavam-se a conduzir e a foder-me nas estradas do campo, chocalhando e bombeando”. “Decidi que gostava da Califórnia e queria ficar aqui. Era muito mais caro do que viver no Illinois, calculei que tinha que ganhar muito dinheiro rápido e ser modelo soou como uma maneira de o fazer… Tinha 18 anos na altura, tinha acabado de fazer 19 quando comecei como modelo… Comecei a fazer girlie modeling em agosto de 1978. Não sabia que ia haver fotos nuas, mas as minhas mamas eram tão grandes que eles não se importaram que eu tivesse um pouco de peso a mais. Trabalhei todos os dias durante um mês, então havia tantas produções minhas nas revistas que tive de procurar noutro lado. Alguém disse-me que podia ganhar bom dinheiro no porno, então fiz um salto… Foi a primeira e única vez que um parceiro teve um acidente e veio-se dentro de mim demasiado cedo. Tivemos que esperar um bocado e fazê-lo outra vez… De certa maneira, fez-me sentir bem, porque o tipo tinha experiência e veio-se comigo imediatamente.”. “Só comecei a fazer bicos um ano antes, então como é que eu podia saber que o serviço de lábios era requerido quando eles ladravam ‘Levanta o gajo!’? Aprender a usar cintas de ligas também foi um pincel. Conheço mesmo artistas experientes que ainda, ocasionalmente, vestem as cuecas por debaixo das cintas, o que contribui para uma boa dose de comédia involuntária quando estamos a tentar removê-las em frente da câmara”.
[2] A tecnologia VHS murchou, e a vida sexual, tal como os telemóveis, descomplicou-se: “Autoerotic” (2011), real. Adam Wingard e Joe Swanberg, c/ Kate Lyn Scheil, Amy Seimetz, Lane Hughes, Kris Swanberg, Frank V. Ross. “Entrelaçando fragmentos de vidas de alguns casais brancos, urbanos, heterossexuais, o filme pinta o zeitgeist sexual contemporâneo como uma vívida ilustração de um dos mais confusos ditos de Lacan: não há relação sexual”. Na banda sonora “Candy Girl” (2001), do grupo retro eletrónico Soviet.
[3] Seka 1,72 m, 99-58-86, olhos cor de avelã, cabelo loiro platinado, nascida Dorothea Hundley Patton a 15 de abril de 1954 em Radford, Virgínia. Dorothea adotou o nom de plume Seka de uma croupier de blackjack de Las Vegas sua conhecida. (Ou, noutra versão, do termo servo-croata para “queridinha” ou “amorzinho”). “Entesando piças há três gerações”: “sexo nos anos 70 era Seka. Metade cherokee, metade irlandesa e parecendo um troféu perfeito de Hollywood ou uma adivinhação de morte dos deuses nórdicos, Seka era a miragem impiedosa de qualquer fantasia que se pudesse ter. A revista porno High Society alcunhou-a de ‘Marilyn Monroe do porno’. Os seus colegas também eram efusivos. Jamie Gillis: ‘Ela era porno, mas um pouco acima dele, uma espécie de rainha branca do lixo num sentido em que acho realmente erótico’. Veronica Hart: ‘Enquanto eu tiver cara, a Seka tem um lugar onde se sentar’”. Seka “tornou-se uma estrela na época em que o porno fazia a transição da película para o vídeo. A primeira atuação de Seka foi no filme de 1978 ‘Dracula Sucks’ (‘Lust At First Bite’ ou ‘Blonde Fire’), quando foi protagonista com John Holmes. Seka apareceu em 24 filmes só em 1980, e outros 37 em 1981, os anos mais importantes e prolíferos da sua carreira”. “As performances de Seka na tela incluem lesbianismo, sexo anal, dupla penetração e uso de brinquedos sexuais tais como vibradores, dildos e strap-ons. Ela é também conhecida por, algumas vezes, rapar os pelos púbicos, alguns 15 ou 20 anos antes de a prática começar a ser comum entre as estrelas porno americanas”. Relata, Seka: “Casei-me uma semana depois de completar 18 anos, queria sair de casa. Acho que estava apaixonada pelo rapaz, mas acabara de fazer 18 anos, pelo amor de Deus. Eu era uma criança. Quando me casei em 21 de abril de 1972, nunca tinha tido sexo. Era virgem. E não tive sexo na minha noite de núpcias, estava demasiado assustada. Escondi-me na casa de banho”. “Então, vi montes de filmes e pensava: Deus, estas mulheres têm uma aparência horrível! Não era culpa delas, não era que fossem mulheres feias. Os filmes representavam-nas mal: tinham borbulhas no rabo, pés sujos, sem maquilhagem e o cabelo parecia que precisava de ser lavado”.
Na sua autobiografia “Inside Seka”, sobre Woody Allen e Mia Farrow: “No princípio, pensei que era maravilhoso, mas eles eram realmente muito aborrecidos. Woody parecia desgrenhado e desleixado. O seu cabelo estava revolto e as suas roupas amarrotadas. Nunca suspeitei que ele andasse realmente assim no dia a dia. Mia era muito calma e tinha uma lindíssima pele de alabastro. Ela era muito apropriada e um pouco tímida para o meu gosto. Nunca pensei nela como uma mulher extremamente bonita, mas era bastante elegante”. Seka contratou a mãe de Whoopi Goldberg como figurante num dos seus filmes: “Assim mesmo. Ela apenas sentava-se no avião. Era um papel sem falas onde ela supostamente reagia ao piloto e à hospedeira a terem sexo, que não estava realmente a acontecer no momento. Apenas se via ela e o resto dos figurantes a esticarem o pescoço para verem a ação que supostamente estava a acontecer”.
[4] As estratégias pedagógicas boas, quentinhas, brotam da concorrência entre o público e o privado. O ministro da Educação Nuno Crato: “É necessário que os pais tenham uma maior liberdade de escolha, neste momento, exista uma maior concorrência entre o público e o privado, e que isto seja feito com regras de total transparência. Isto, este ehm diploma é um progresso neste sentido, porque este diploma estabelece que, progressivamente, deixarão de ser decididas centralmente as crianças que vão para um lado e as crianças que vão para o outro, mas passará a ser dada uma liberdade aos pais e uma concorrência de sistemas” (setembro 2013).
[5] No século XXI, nas sociedades de cama cristã, democrática, livre, a porta das traseiras é serventia da casa. Entre as filhas de Maria, muitas vezes, esta porta é a primeira a abrir-se aos convidados, para conservar a entrada principal intacta até ao sagrado enlace. “Joven y alocada” (2012), filme chileno, real. Marialy Rivas, c/ Alicia Rodríguez, María Gracia Omegna... “Daniela é uma rapariga de 17 anos criada no seio de uma família evangélica conservadora. Dividida entre a culpa cristã e a sua rebeldia congénita, Daniela vive uma noite traumática de excessos que lhe trará o castigo dos seus pais e seu próprio questionamento existencial. Nesse passo forçado para a idade adulta, Daniela tentará redimir-se do seu tórrido passado adolescente, encontrando, contudo, um novo obstáculo: a irrupção do seu primeiro amor homossexual”. Meditações metefísicas de Daniela: “Diziam-me: logo que te fodem pelo cu, cagas o dia todo. Diziam: a experiência mais dolorosa, depois do parto. E eu digo nada. Nada, sem muito pisco e cerveja no meu corpinho. Não sei em que momento fiquei de barriga no colchão. Disse: não, pá, por aí não. Mas enfiou-mo na mesma. Assim que voltei a dizer: por aí, não. O costume é fazer-se alguma oposição e eu faço o que as pessoas fazem. Resumo: meteu-mo um bocado, nem bom nem mau, só uma… como a maioria das minhas perdas. Vontade de cagar? Sim. Mas, mais me doíam os supositórios quando era pequena. Não foi uma perda total, não me ejaculou no cu, ainda espero o homem”. – “Esta é a lista de fornicação em lugares públicos de Joven y alocada: ‘A vez que chupei um pirilau atrás da faculdade de Arte da Universidade do Chile. Apoiada contra o lavatório, na casa de banho do colégio evangélico, enquanto o meu ex ex ex ex mo enfiava. Racha com racha no quarto andar de Filosofia e Humanidades. A vez que me punhetaram nos pastos de Juan Gómez Millas’”. Filme inspirado nos escritos do blog de Camila Gutiérrez, convidada como argumentista e vencedora do prémio de Melhor Argumento no Festival Sundance de 2012. Entrevista c/ Camila – P: “Acreditas realmente em Deus?” R: “Foda-se, já não, na verdade não. Quando ando sensível e estranha ponho-me pachamâmica [deidade máxima inca] e vejo energias e coisas estranhas, mas não tenho um discurso elaborado. Obviamente, como qualquer pessoa que foi educada muito religiosamente continua-se na onda, um ex-religioso, então estamos vinculados por negação”. – A atriz Alicia Rodríguez é rapariga de gostos banais: “Gosto muito do Dexter (agora estou na última temporada), também vejo o Dr. House, e soube que saiu a última temporada de Damages, que também me encanta pois entra a Glenn Close, (…), mas, sem dúvida, nenhuma série no mundo inteiro pode superar Six Feet Under. Também gosto muito de Big Love”. E, também dentro do mesmo padrão, a atriz María Gracia Omegna, gosta de David Bowie, Radiohead e Rubén Blades.
[6] Em Portugal, a importância da educação vê-se pelo andar do ministro. Nuno Crato: “Há uma maior autonomia das escolas, há um maior envolvimento dos pais, há um maior envolvimento da escola e dos pais em con e em conjunto com os pais e com os municípios, em toda a oferta curricular, e quando há autonomia é evidente que as decisões têm que ser tomadas pelos próprios e têm que ver como é que elas são aplicadas” (setembro 2013).
[7] Em Portugal, os professores têm tanto, molham tanto o pincel, que multidões concorrem à profissão. O que obrigou o ministro à introdução de taxas moderadoras para esfriar a excitação. Nuno Crato: “É uma taxa, é uma taxa, que é uma taxa bastante reduzida, repare-se que se compararmos esta taxa com taxas que são aplicadas em muitas outras áreas. É uma taxa, de facto… é uma taxa é uma taxa, é uma taxa de facto pequena… são 20 euros, são 20 euros pra dois exames, é uma taxa pequena” (novembro 2013) a).
a) “Durante as férias de Natal, muitas cantinas escolares continuam de portas abertas. Uma iniciativa de nove autarquias, que se preparam para servir mais de 20 mil refeições a pensar nos alunos mais carenciados. Braga, Faro, Gaia, Matosinhos, Mondim de Basto, Olhão, Porto, São João da Madeira e Setúbal são municípios que ‘sabem que as suas crianças só têm uma refeição diária se a cantina da escola permanecer aberta durante o período de férias’, explica António José Ganhão, vice-presidente da Associação Nacional de Municípios (ANMP), com o pelouro da Educação”: “Today we’re having vegetables / I’m in a nice mood / When you stick them in the pot”, “Vegetarhythm” (2012), de Tempura Kidz.
Com as barrigas forradas, o fim do eduquês e o advento do cratês nas escolas portuguesas, todos os alunos e alunas serão fisicamente reis como… Bianca King 1,60 m, 48 kg, modelo, atriz e realizadora filipina nascida a 18 de março de 1985 na Alemanha. “Esta rapariga pode apresentar, cantar, dançar e mesmo espancá-lo até à submissão se o papel o exigir. É esta dedicação ao seu ofício que a separa do vulgar bando faminto por fama”. Bianca diz: “Sou financeiramente independente desde os 17 anos. A minha carreira é algo pelo qual definitivamente trabalhei duro. Não sou a maior estrela e não aspiro ser a maior estrela. Quero expressar-me através da representação e ganhar algum dinheiro para que possa tirar uma folga e aprender a realizar. Esse é o meu objetivo de um ano neste momento. Pag marami na akong naipon (‘quando economizar bastante’), posso parar a representação seis meses ou um ano para me concentrar na realização”. O seu lema: “Seja fiel a si própria e simpática para todos, não importa o quanto tentam empurrá-la para baixo. Porque o karma é uma foda”. Bianca no filme “Wapakman” (2009).

no aparelho de televisão

Buck Rogers in the 25th Century” (1979-1981), 60 min, c/ Gil Gerard, Erin Gray, Mel Blanc na voz de Twiki… estrelas galácticas convidadas Dorothy Stratten, Julie Newmar, Jamie Lee Curtis etc. [1]. Série transmitida aos sábados cerca das 18:00, na RTP 1, 10 de março / 17 de novembro de 1984. Exclamou-lhe Mário Castrim: “Buck Rogers no século XXV, santo Deus, que bodega! Uma daquelas americanices que, no fim, nos deixa com remorsos de sermos telespetadores. A ficção científica é uma fraude, assim entendida. A tentação da coboiada é a suprema doença infantil dos americanos. No século XXV, praticamente a única mudança é que já não existe a sanduíche de queijo – meu Deus, que catástrofe!”. Peripécias: “em 1987, o capitão William ‘Buck’ Rogers é um solitário astronauta a bordo do vaivém espacial Ranger 3. É durante uma missão de cinco meses para investigar os confins do espaço, que ele suporta forças para além da imaginação e é congelado, colocado em animação suspensa, até que retorne à Terra quinhentos e quatro anos depois, em 2491. Buck é encontrado pela princesa Ardala e Kane, perfeitamente preservado, com o vaivém ainda intacto, e é levado para bordo da nave almirante Draconia. Buck acorda confuso e é interrogado pela princesa e por Kane. Em seguida, ele é enviado de regresso à Terra, desconhecendo que a princesa está a usá-lo como parte do seu plano para conquistar o planeta. Contudo, a Terra é agora um mundo muito diferente e a história de Buck é difícil de acreditar, o dr. Hauer e a coronel Deering suspeitam que ele possa ser um espião dos draconianos. As aventuras de Buck estão prestes a começar”: 1.º episódio. “Blue Thunder” (1984), 60 min, transposição para uma série de TV do filme com o mesmo nome realizado por John Badham em 1983. Transmitida nas quintas-feiras cerca das 21:45, na RTP 1, 8 de março / 24 de maio de 1984; reposta na RTP 2, cerca das 20:00, também às quintas-feiras, 25 de outubro / 27 de dezembro de 1984. Disparou-lhe Mário Castrim: “Raio Azul é a recuperação da antiga coboiada. Não será por acaso o título. Raio se chamava o cavalo de Tom Mix. Só que a violência de outrora era aquela coisinha artesanal, e esta de agora veste-se do terror do naplam, dos canhões elétricos, dos mísseis. Não há mais nada. Há só a perseguição, a morte e os sorrisos imbecis. São jogos vídeo-idióticos animados de figuras humanas. A tanto chega a degradação das pessoas”. Peripécias: “o tenente Frank Chaney (James Farentino), da polícia de Los Angeles, é um bófia rebelde com métodos pouco ortodoxo, que é destacado para a equipa Blue Thunder, que usa um helicóptero muito avançado [um Aérospatiale Gazelle modificado], cheio de engenhocas, na sua luta contra o crime. O Blue Thunder é capaz de grande velocidade e manobrabilidade, pode voar silenciosamente no ‘whisper mode’, e está armado com as armas experimentais mais poderosas. O seu companheiro é um caloiro cara de bebé com o nome improvável de Wonderlove (Dana Carvey), e o apoio em terra é prestado por dois ex-atletas, Richard ‘Ski’ Butowski (Dick Butkus) e Lyman ‘Bubba’ Kelsey (Bubba Smith), que conduz uma sofisticada carrinha”. “Bluebell” (1986), 50 min, série inglesa transmitida nas quintas-feiras cerca das 22:00, na RTP 1, 29 de janeiro / 19 de março de 1987. Resumo: “a história verdadeira, ora divertida, outras vezes dramática e romântica, movimentada sempre, de Margaret Kelly [2], uma órfã originária de Dublin que se tornou internacionalmente famosa como Miss Bluebell, a criadora das lendárias Bluebell Girls do Folies Bergère. Fascínio, coragem, amor e perigo são os principais ingredientes desta série de oito episódios que segue o percurso de uma jovem excepcionalmente determinada, desde o anonimato até à fama. Uma caminhada difícil para Miss Bluebell que se viu muitas vezes dividida entre a ambição e o amor e constantemente vítima de emoções instáveis – triunfo, desespero e medo”.
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[1] “A linha da cintura de Gil Gerard flexionava diária e semanalmente. Gil foi avisado, por Bruce Lansbury, sobre enfardar no bufete ‘aberto todo o dia’ da equipa de serviços da empresa. O macacão branco apertado de Buck atormentava Al Lehman (guarda-roupa) quando Lansbury perguntou se a roupa podia fazer o Gil ‘mais magro’. Al Lehman deu a Gil a alcunha de ‘a salsicha polaca branca’”.
Erin Gray, 1,71 m, 67 kg, 80-65-77, sapato 37 ½, olhos azuis, cabelo castanho claro, nascida a 7 de janeiro de 1950, em Honolulu, Havai. “Começou como modelo aos 15 anos, e aos 17 já era uma das modelos fotográficas mais solicitadas nos Estados Unidos. Logo enveredou pela representação e também conquistou essa área, com o auge da sua fama a acontecer no final dos anos 70 e início de 1980 com os papéis da coronel Wilma Deering na série de ficção científica ‘Buck Rogers no século XXV’, e como Kate Summers na comédia ‘Silver Spoons’ (1982-1987)”. Erin, sobre o guarda-roupa: “Eu tinha sido uma das primeiras modelos do Sports Illustrated, de modo que a minha sexualidade, mostrando o meu corpo, estava confortável como isso. A questão era, eu não me importava estar em frente da câmara dessa forma, mas não podia andar pelo estúdio com o meu spandex, tinha que usar sempre um roupão por cima. Nunca me esqueço, uma vez, estava em casa a ver um episódio de Buck Rogers, e havia um momento em que me afastava da câmara, então via-me por trás, e corei. Estava a pensar que era bastante… hum!”. – Erin fez sóbrio strip no episódio “The Specialist”, da série “Dark Justice” (1991-1993), e uma filha, Samantha Gray Hissong, que será Maddy, a namorada de Buck Rogers no episódio piloto da websérie “Buck Rogers”, produzida por James Cawley
No século XXV, o disco sound reinará o universo, nas reuniões das mais altas esferas, “roller disco”, espalhado por Buck Rogers, “disco dancing” – Twiki diz: “Biddi-biddi-biddi é expressivo”, Wilma responde: “É asqueroso”. Twiki: “Biddi-biddi-biddi, groovy, get down”. – A mais famosa voz dos desenhos animados, Mel Blanc, na aventura espacial de Tex Avery: “Duck Dodgers and the Return of the 24½th Century” (1953).
[2]Kelly, Margaret, conhecida como Bluebell, (1910-2004), dançarina e empresária, nasceu a 24 de junho de 1910 no Rotunda Hospital, Parnell Street, Dublin, filha de James Kelly e Margaret O’Brien. Três semanas após o nascimento, a mãe entregou-a a um padre, dizendo que estaria ausente no estrangeiro três meses. O bebé foi posto ao cuidado de Mary Murphy, uma costureira solteira, e os pais nunca mais foram vistos. Ela era uma criança frágil, com pernas finas, que não andou até aos três anos, o seu médico, impressionado pelos seus olhos azuis-claros, chamava-a a sua pequena ‘Bluebell’, e foi assim que ela será conhecida para o resto da vida. Em 1916, Mary Murphy, que adotou a criança, mudou-se com ela para Liverpool, e ela cresceu no subúrbio de West Derby”.

na aparelhagem stereo

“Exmo. Presidente da República – Queria formalizar o convite a V. Ex.ª para o espectáculo dia 29 de Outubro [2013] na Meo Arena”, tuítou Jared Leto, vocalista dos 30 Seconds To Mars, para o de facto fixe presidente Cavaco Silva [1]. A dura faina presidencial não lhe esfuracou uma frincha para ir chocalhar a casa junto das adolescentes que decifraram a convocação geral: “Portugal!! Vão para a Praça Luís de Camões AGORA! (dica: vamos levar as nossas guitarras)”. Esta banda de Los Angeles cruzou mares revoltos. Em 2008, “a Virgin Records processou o grupo em 30 milhões de dólares, dizendo que falharam em cumprir. (…). Alegando que eles se recusaram a entregar os três álbuns exigidos em contrato”. “O processo foi resolvido de acordo com uma defesa baseada num caso de contrato envolvendo a atriz Olivia de Havilland décadas antes. Leto explicou: ‘o Tribunal de Recursos da Califórnia decidiu que nenhum contrato de serviço na Califórnia é válido após sete anos, e ficou conhecida como a Lei De Havilland, depois de ela a usar para sair do seu contrato com a Warner Bros’”. E, o seu vocalista, Jared Leto, assanha a bicha americana e desatravanca canalizações como um Super Mário. “No verão passado [2008], Isabel Lucas [2] desfrutou relações próximas com Adrian Grenier e Shia LaBeouf, mas parece que Jared Leto é o homem de Hollywood de sua preferência. O hipotético duo romântico tinha sorrisos rasgados nos seus rostos, no domingo [1 de março 2009], quando visitaram uma mercearia em LA para comprar flores e alguns cestos da Páscoa. Jared já namorou tudo, desde Scarlett a Lindsey, por isso não é difícil apanhá-lo”. Por isso, por mar e por virilidade, em menos de 140 caracteres, intuiu Leto a profundíssima alma lusa: “Aqui os nossos sonhos não são realizados, são ganhos” [3].
Ter um supremo representante da nação tão solicitado pelos tuítes é salário para um povo de só grandes, de maiores, de macronautas – o invertido de The Micronauts “Reaction” (2007) {making of} [4]. Povo pleno de políticos que, pela Graça de Deus, nados com a Verdade Política, constrangê-los ao arcaísmo da separação de poderes, é cuspir no valor acrescentado. Rui Rio, líder polegar para cima, quer acabar com “isto de estarmos suspensos de medidas no Tribunal Constitucional” (dezembro, 2013). Fisicamente conduzido pelos que sabem (mesmo), isto é, uma classe política caramelizada, espiritualmente conduzido pelos que veem (mesmo), isto é, os locutores de TV, ferra o povo futuro certo. Diálogo sinestésico, no funeral de Mandela, a locutora da RTP Alberta Marques Fernandes: “Este abraço ahm que é um momento, que é um momento único, e este beijo na boca, ternurento, entre as duas mulheres de Nelson Mandela, Graça Machel e Winnie Mandela (pausa) António Mateus junta-se à conversa”. O locutor António Mateus: “É um momento único, Alberta, confesso que quase que senti um arrepio a assistir esta imagem nos monitores do estádio, todo calor por uns instantes, a imagem estava a ser espelhada em todos os ecrãs à nossa volta, as duas viúvas de Samor… perdão, de Nelson Mandela a cumprimentarem-se com carinho, um carinho assumido…”, Alberta: “O que a comunicação social faz, António Mateus, por que não é alheio o facto de esta cerimónia estar a ser transmitida para todo o mundo. Estas duas mulheres não se falam”.
E é deste úbere húmus que nasce um povo de maiores. Dos maiores, talham-se os melhores, depois de descoberta a Verdade Pedagógica pelo ministro Nuno Crato: “Todos nós somos avaliados por vários processos, e a avaliação melhora-nos a todos” (dezembro, 2013) [5]. Outrossim, os homens preferem os loiros… da política, a milhas da rota do SS Île de France. Gravatas azuis sobre peitaça saliente são as suas melhores amigas, porque se sentam no lado certo do salão, as mulheres, ignoradas, não baralham as notas do “Liebestraum nach dem Balle, Intermezzo Op.356” (Alphons Czibulka, 1890). Fazem de Portugal, estes novos príncipes, um destino turístico seguro. Na soalheira Madeira, “Sunny Madeira with Sapphira” (2013): modelo Sapphira A, 1,68 m, 53 kg, 88-58-88, olhos castanhos, cabelo preto, nascida em 1995 na República Checa. Qualquer donzela vai segura na Florida da Europa, seu pote intacto, tão só corre o risco de vozes varonis lhe perguntarem onde comprou o sainho de charmalote, a vasquinha de cote e a gravata do boyfriend. “Lila Lost in Paradise”: modelo Lila, 1,73 m, 89-62-92, nascida em 1988 na Ucrânia. “Maria Warm Up”, “Maria Blue Dream”: modelo Maria Ryabushkina, 1,70 m, 80-60-89, nascida em 1990 na Rússia. “Hi There I’m Emily”: modelo Emily, 1,68 m, 92-64-94, nascida em 1993 na Ucrânia. Emily Grey X Naz X EMS: fotógrafo Dave Naz, modelo Emily Grey, 1,68 m, 50 kg, olhos azuis, cabelo castanho. “Lilly Rae Rock Wall”: modelo Lilly Rae, 1,57 m, 46 kg, 81-66-88, sapatos 38, olhos azuis, cabelo preto, australiana de Melbourne; em “entrevista nua” para a Nude Muse Magazine, p/ encantadora Emily, 1,57 m, 78-68-81, olhos cor de avelã, cabelos castanhos.
Com um supremo dançarino da nação optimus homens focados fashion multiplica-se automaticamente a superstrutura cultural desenhada do melhor para o excelente. Cá não se ludibria os mercados, como Björk que desveste as tetas pela poesia – “Pagan Poetry” (2001), na capa do CD single; entre as amigas plantas – nem se desce dois palmos ao tutorial “How to play guitar with your vagina”, sobe-se, embrulhados em papel de glória. Do melhor, “Neca careca” (1981): “Neca careca / Todo o dia / De careca luzidia / Vai à discoteca / Cobre a nuca / Com peruca / Que mania / Que peruca mais maluca / Tem o Neca na careca / Penteado / Risca ao lado / Que coisa fina”. Para o excelente, “Quem quer amor” (2013): “Quem quer amor / Quem quer carinho ou paixão / Bata na palma da mão / Bata na palma da mão / Quem quer folia, alegria ou emoção / Bata na palma da mão”. Os Albatroz, “grupo de Gondomar formado em 1979. Em 1981 editaram os singles ‘Concerto no Porto’ e ‘O Júlio é um duro’ [inicialmente, chamava-se O Júlio é um chulo, “era só para rimar”, justifica Júlio Isidro]. Este último, inspirado no apresentador de televisão Júlio Isidro, obteve um grande sucesso. Em 1984 decidiram mudar de estilo musical face às exigências comerciais do mercado. Zé Mário, o fundador da banda, convidou músicos portuenses especialistas na música ligeira de baile, entre eles o vocalista Jorge Vilhena e assim seguiram para arraiais, festas e romarias, conseguindo cerca de 120 espectáculos anuais” → “Querida amiga” (2011) ♪ “Levante a mão” (2012).
No lado errado dos mercados:
Blizzardbanda de heavy metal de Algés, Lisboa, formada em 1983. Considerada uma referência no seu género pelo impacto dos seus concertos, fogo de artifício e pelas suas atuações ao vivo chocantes e inesquecíveis. A primeira formação foi: Pedro Sousa, voz / baixo, Luís Marques ‘Bola’, guitarra, Luís Filipe, guitarra e Pedro Barroso, bateria. Com esta formação, os Blizzard tocaram ao vivo pela primeira vez por volta de 1983 numa festa particular. ‘Mercado negro’, ‘Só tu’ faziam parte do seu repertório, cantado em português. Acabaram por vencer o Festival de Verão em Paço d’Arcos com a canção ‘Mercado negro’. A segunda formação foi: Paulo Boto, voz, Ilídio Praia, bateria, Paulo Azevedo, baixo e os guitarristas Luís Filipe e Luís Marques ‘Bola’, e Fernando Pires, teclados. No início de 1987, Luís Marques ‘Bola’, Ilídio Praia e Pedro Azevedo abandonam a banda a fim de transitarem para outro projeto. Com a terceira formação, consistindo em Paulo Boto, voz, Luís Filipe e Luís Moreno, guitarras, Pedro Santos, bateria e Rui, baixo, eles gravaram uma demo de 6 faixas que incluía ‘Blondie One’, ‘Tormentor’, ‘Angels Retiring’, ‘Back to Hell’, ‘Metal Advice’ e ‘Time to Rock’”. Arabian Penthouse, “banda do início dos anos 90, oriundos da Baixa da Banheira, Seixal. Tocaram ao vivo no Johnny Guitar no dia 9 de dezembro de 1992, com os Black Sheep e em 1993 lançaram uma cassete partilhada com os Ibéria, com a canção ‘Dream With Me”. O alinhamento consistia em Luís Silvério, voz, Paulo Miguel, baixo, Nuno CC, guitarra, Leonel Rosado, teclas e Rui Fernando, bateria”. Black Sheep, “fundados no verão de 1991 no Monte da Caparica, a formação inicial incluía Matias, baixo, Zé António, bateria, Pedro, voz e os guitarristas Sérgio e Zé Carlos. Ensaiaram até ao primeiro concerto que foi na escola secundária do Monte da Caparica, no final de novembro. Pouco depois a banda entrou nos estúdios Heaven Sound e gravaram duas faixas: ‘Blindman’ e ‘It’s Coming”. Morbid Death “é uma banda de thrash / gothic metal portuguesa, fundada em Ponta Delgada no ano de 1990. Inicialmente, a banda chamava-se ‘Mortuary’, mas como pouco depois descobriram que já existia uma outra com o mesmo nome mudaram para ‘Asphyx’, tendo que mais uma vez mudar de nome pelas mesmas razões. A banda formou-se na ilha de São Miguel, nos Açores, por Ricardo Santos e Dinis Costa, onde mais tarde entraram Veríssimo Pereira e Pedro Rodrigues. A sua primeira atuação foi a 31 de agosto de 1991, na freguesia da Achadinha, Nordeste, na ilha de São Miguel” ▬ “Miséria” (1993) ♫ “Darkest Side of Paradise” (1993).
___________________
[1] Cavaco Silva é o presidente mais impactante da História Portuguesa, ele, com uma perna às costas, acrescentou valor ao país. “Tenho uma agenda muito intensa, normalmente ocupa-me durante 10 horas por dia, e muitas horas ao sábado e ao domingo. E há uma coisa que eu sei, por experiência, por ter sido primeiro-ministro e presidente da República: é que há uma relação inversa entre o protagonismo mediático dum presidente da República e a sua capacidade de influência nas decisões políticas” (março 2013). “Vou dispensar hoje o meu almoço, vou-me ficar pela degustação, porque já sei que tenho ali carne de vaca, carne de ovinos, tenho ali carne de porco, tenho ali ovos, tenho ali aves e tenho ali os laticínios. Portanto chegará para o meu almoço e provavelmente até vou dispensar o meu lanche, o meu chá, as minhas torradas, obrigado a todos vós” (palácio de Belém, abril 2010). “É sabido que para conseguir uma desvalorização, num país que não tem moeda própria, nós temos que jogar mão de impostos que incidem sobre o fator trabalho. Diminuindo os impostos que incidem sobre o fator trabalho e eventualmente aumentando os impostos que incidem sobre o consumo. Demonstra-se na economia, de que uma economia, de que é possível ganhar competitividade. Isso é uma matéria que está referida em termos gerais para o próximo governo [Passos Coelho] tomar decisões nessa matéria” (2011).
[2] Isabel Lucas, atriz australiana, 1,67 m, 50 kg, 81-60-86, sapato 37 ½, olhos verdes, cabelo loiro, cristã, nascida em Melbourne dia 29 de janeiro de 1985. Ela foi Tasha Andrews (2003-2006) na telenovela “Home and Away” (1988-presente). Em 2008 mudou-se para Los Angeles, para outros papéis, tais como: a cyborg Alice em “Transformers: Revenge of the Fallen” (2009); Alison Bromley em “Daybreakers” (2009); Gwen no episódio “Melbourne” da minissérie “The Pacific” (2010); Athena em “Immortals” (2011); Lena em “Careful What You Wish For” (2014).
[3] Os bancos ganham dinheiro comprando ativos de povos atrasados. “O banco de investimento norte-americano Goldman Sachs, onde trabalhou o secretário de Estado Adjunto do Primeiro-Ministro, Carlos Moedas, tem 5% dos CTT. O banco de investimento norte-americano Goldman Sachs é para já o maior acionista dos CTT, com 4,99%. A compra foi feita no dia 5 de dezembro, já depois da privatização. O Deustche Bank anunciou que detém 2,04%. (…). O banco alemão foi o primeiro a anunciar que tinha adquirido uma participação qualificada (acima dos 2%) nos CTT. O Deutsche Bank tornou-se acionista dos Correios antes da estreia em bolsa, durante a privatização, ao comprar três milhões de títulos, por 16,9 milhões de euros”.
[4] The Micronauts discotique, micronautique et politique. “The Micronauts é um projeto a solo do compositor e produtor Christophe Monier. Ele decidiu tornar-se músico aos 4 anos de idade depois de ouvir ‘O pássaro de fogo’ de Igor Stravinsky. Então, aprendeu piano clássico, guitarra clássica e guitarra jazz. Um dos seus professores na faculdade de arte foi Iannis Xenakis. Monier é também metade da banda de deep house Rituel e gere a etiqueta Micronauts”.
[5] Um dos grandes de Portugal, ministro da Educação maior, arguto a inovações pedagógicas. A incubadora da educação moderna está em Hogwarts. Noticiava o Daily Prophet: “Ministério deseja reforma educativa. Nova era começa em Hogwarts”, Nuno Crato abraçou logo os métodos do seu colega Pius Thicknesse: “Como vosso novo Ministro da Magia, prometo devolver este templo de tolerância à sua anterior glória. Portanto, a partir de hoje, cada funcionário terá de se apresentar para… avaliação, mas saibam que nada têm a temer, se nada tiverem a esconder”, em “Harry Potter e os talismãs da morte Parte 1” (2010).

68 Comments:

  • At 6:58 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    9.º post sobre 1983, um post cheio de ação nacional e internacional e com o inevitável happy end como sucede em todos os bons filmes de ação. O assassinato de Sartawi no Algarve, no Hotel Montechoro – que falta nos faria hoje uns tiritos para incrementar o negócio, pois o hotel agora, a viver o milagre económico, está a despedir e, se calhar, a falir. Este assassinato foi um grande momento nacional, os PSP fanfarrearam como é habitual e os GNR pescaram bonés e os PJ prenderam logo um marroquino que confessou e a coisa foi atribuída ao grupo de Abu Nidal, mas nestas coisas nunca há certezas. Fanfarrear é uma caraterística das classes baixas, nas elites a coisa pia mais fino. Nunca me canso de ouvir Paulo Portas, o gajo que comprou dois submarinos mais umas despesitas, dizer que os socialistas gastam e que lá vem depois a direita pôr as contas em ordem.

    António Mexia não é homem de chinesices e deu para a História do mundo uma definição de direitos. Direito é aquilo que a economia pode pagar. Se a economia não puder pagar a liberdade, o arrendamento do Tarrafal não deve ser muito caro. E a sua descrição de como os investidores discutem os países é também outra contribuição, esta sociológica, para o mundo.

    No Líbano, também em abril, rebenta a embaixada americana. Na África do Sul é morto um facho português, mas ainda não consegui descobrir por quem, alguns serviços secretos, a Frelimo ou algum merceeiro a quem ele devia massa. Será interessante no futuro, quando Portugal começar a levar com processos judiciais a pedir compensações e indemnizações por causa da guerra colonial. É só esperar um pouco até que o nível de vida por lá cresça um pouco, e a economia sustentável histórica de Passos vai pela água abaixo, com os cofres outra vez vazios.

    O padre Khron é julgado e como diz o ditado (ou devia dizer): julgamento quer casamento, logo uma senhora portuguesa se apaixonou por ele através da televisão (tinha que ser, e agora com os plasmas, ainda mais o aparelho é a vida).

    Como a educação é um bem misto, como bem diz um nosso constitucionalista, desdobrei exemplos como a Zahia, empreendedora abriu as pernas a jogadores franceses, causando um problema pois a segundo a lei francesa os 15 anos é a idade do consentimento, mas só aos 18 é que pode enveredar pelo métier.

    Nos anos 80, a videoteca é a nova biblioteca, e as cassetes porno os novos clássicos. E as atrizes, uma perde os três no banco de trás de um carro, com dois amigos do namorado, fornicando durante três horas, e outra vai para o casamento virgem, dão um quadro do colorido da variedade humana, da riqueza das gentes que fará das sociedades muros para serem competitivas. E com exemplos de amizade sem par, dizia a Veronica Hart sobre a Seka: “Enquanto eu tiver cara, a Seka tem um lugar onde se sentar”, ainda espero ouvir a mesma coisa de Passos sobre Relvas, ou de Pires de Lima sobre Portas e o Paulo Rangel ó! que dirá o Paulo Rangel?

     
  • At 6:59 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    (cont)
    E a fornada de atrizes nascidas nessa década mostrarão como a educação é uma alavanca social, o tal elevador que o CDS sempre bem nos lembra.

    As meditações do filme Jovem e aloucada são as “Meditações metafísicas” de Descartes mas meditações metefísicas, pois é esse a via desta sociedade moderna.

    Jared Leto tuítou a Cavaco Silva, claro que se fosse agora, credibilizado pelo Óscar, Cavaco era homem para responde ir a um concerto dos 30 Seconds To Mars, ele até gosta de Mirós! O belo diálogo entre locutores de TV no enterro do Mandela é mais um momento histórico. Há umas referências obscuras no texto, partindo de um princípio simples: os homens preferem os loiros, aparece uma mistura entre o filme de Wilder e Camões. “Liebestraum nach dem Balle é a canção que toca quando a Monroe e a Russell entram no salão e a orquestra fica baralhada – coisa que por cá não sucederia pois os homens preferem os loiras – e o sainho de charmalote e a vasquinha de cote são da Leonor que vai à fonte do Camões – coisa improvável por cá que alguém lhe parta o cântaro.

    O grupo Albatroz é um exemplo do empreendedorismo, os mercados pediram, eles deixaram de tretas e tocam a música que realmente gostamos.

    Bill Ward, na secção dos links, aconselho fugir da secção cinema, um bom cristão não deve sujeitar às tentações do inferno. Na secção música meti várias moças que me parecem com estudos universitários, tenho ainda que confirmar que os links estão ativos, nem acredito que o estejam, mas isto é como dizia o Lavoisier Nada se perde, tudo se tira e põe.

     
  • At 3:48 da manhã, Blogger Bill Ward said…

    (no outro dia pus aqui um link que depois desapareceu, mas não foi só isso: a caixa de comentários estava toda diferente; tenho de deixar o sumol de ananás e os iogurtes magros, provocam irmãlucinações)

     
  • At 8:57 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Bill Ward: acho que a explicação é bem mais simples. Como por cá o tempo demora muito... tempo, quando pub um post, o tempo dá um grande salto no... tempo. Esse link, está há dois meses, no post de janeiro, e até respondi (se for aquele que dizias que tinha gajas nuas).

     
  • At 2:29 da tarde, Blogger São said…

    Lembro-me muito bem desse assassinato no Algarve.

    Para mim, que sou suspeita, todos esses crimes têm a marca Mossad( a Gestapo israelita).

    O Líbano foi invadido e destruído por Israel , incluindo Beirute. Sharon, o assassino sem escrúpulos recentemente falecido,permitiu alegremente durante três dias o massacre de toda a gente que estava nos campos de refugiados de Sabra, Chatila e outro que não recordo o nome .

    Surpreendente como não recebeu o Nobel da Paz : injustamente, a paz dos cemitérios não conta para a atribuição...

    Se não leste, lê:!A Grande Guerra para a Civilização" de Robert Fisk, jornalista que vive há décadas em Beirute.

    Porém, é um livro que apesar de seu extremamente interessante não se consegue ler de rajada, porque as atrocidades e o cinismo em vigor nos diversos regimes juntamente com a dupliciidade ocidental são de tal maneira chocantes e pesadas, que temos de parar para conseguirmos respirar ...e só depois continuar.

    Bom domingo

     
  • At 5:42 da tarde, Blogger Bill Ward said…

    Táxi, quando é que o teu blog vai aparecer em versão livro? E tem de ser um calhamaço. Exige-se uma petiçao pública.

     
  • At 8:27 da tarde, Blogger Bill Ward said…

    Protege-te do fisco Táxi:

    https://www.youtube.com/watch?v=zwxdyRyROY4

     
  • At 12:30 da manhã, Blogger Jose Torres said…

    Será que consigo escrever algo???

     
  • At 12:31 da manhã, Blogger Jose Torres said…

    Não sei o que se passa
    O meu blog "DIZ" que o "Pratinho de Couratos" não é actualizado há um ano...

     
  • At 12:32 da manhã, Blogger Jose Torres said…

    Não posso escrever mais do que 87 letras...
    Aqui anda algum FdP dum coelho

     
  • At 12:38 da manhã, Blogger Jose Torres said…

    Estou a "ferver"...
    O "aparelho" não é vida não, é um não "ser vida", mas isto merece muito aplicação do factor "fazer" ou "não fazer".
    Não sei se isto vai ficar nos anais da história do "Pratinho"...
    PORRA BLOGGER!!!!!
    Que mal fiz eu a V/deus, se nem religioso sou (porque nunca consegui perceber a Béblia - seu que sou néscio - mas depois de duas leituras completas do Novo e do Velho, fiquei no Actual Testamento-

     
  • At 12:48 da manhã, Blogger Jose Torres said…

    Hoje só ás pinguinhas...
    Até já molhei as ... Bem...
    E que tal a Nova Boblioteca deste maralhal.
    O povo está fo****, mas o país está melhor.
    Grandes homens que a história elevará (espero que ao cadafalso, já que agora os algozes estão todos num poleiro) e que a "morte volte a sair á rua"...

     
  • At 12:51 da manhã, Blogger Jose Torres said…

    Então se os senhores do mundo, matam no Iraque, Afeganistão, panamá, Colômbia... e sei lá que mais, por que não matar (auxiliados pelo GPS dos EUA) no n/AlL Garve.
    A faca pare-me que tem mais de dois gumes, mas o resultado é que fica "prá" história.

     
  • At 12:56 da manhã, Blogger Jose Torres said…

    Por falar em históris, vou começar a escrever o início da vendetta do Miguelito Ervas...
    Como dizia Breno (o do gauleses), VAE VICTIS, mas agora já não deve haver muito ouro...

     
  • At 11:20 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    São: não me admirava nada que houvesse mãozinha da Mossad no atentado algarvio, espertos são os espiões judeus para o fazer sem se sujarem e com o apoio de qualquer governo do mundo livre. O Abu Nidal ficou com as culpas e a coisa ficou por aí.

    Sharon, nestes últimos oito anos antes da morte, foi o político mais influente do mundo, se fosse possível repetir a receita com outros, isto endireitava num instante. Até o glorioso Portugal teve um governo se, não tivesse feito nada, os resultados seriam melhores. Mas Passos como cata-vento que é anda a pescar. Diz coisa mais tarde diz loisa. Agora é a reestruturação da dívida – já todos perceberam que é inevitável – mas Passos lá diz a sua asneira. Como disse da união bancária, do crescimento, do emprego, dos eurobonds, de tudo, um autêntico cata-vento, espera que soprem os ventos para apanhar alguma boleia.

    “A reforma do Estado”, este remédio que está na boca de todo economista, jornalista e salvador da pátria, decorre a bom ritmo. “Reforma do Estado” significa apenas cortar na educação, saúde, prestações sociais, pensões e investir nos aparelhos repressivos do Estado. Aquela sede da PJ ontem inaugurada, upa! upa! até a malta dos CSI americano gostaria de trabalhar ali, com heliporto e tudo, que luxo, uma coisa muito importante para os bófias (faz lembrar os submarinos, uma coisa muito importante para os magalas). Resta esperar que construam algo semelhante para a GNR, para que o cabo Almeida possa fazer umas exibições de strip.

     
  • At 11:24 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Bill Ward: para atingir o paraíso da publicação é preciso ser conhecido na praça. Lugar a que não costumo ir, compro tudo no minimercado. Mas melhor seria publicar, e como a Margarida Rebelo Pinto, ser feito o filme e sem uma única gaja nua, sendo produção portuguesa.

    Epá! Como o peixe balão não dá. Ficávamos com mais superfície para levar biqueiros, até a Maria Luís, descendente de Albuquerques, não falhava castigo… do chinês (é o que te sucederá se te atrasares na continha da eletricidade)

    Talvez com estas nos defendamos melhor.

     
  • At 11:25 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Jose Torres: um ano? Bolas, mais dia, menos dia Deus Google fecha-me o blog por falta de uso. Antigamente havia manutenção, suponho que para apagar coisas que deixaram de existir, meter um post por mês nem acusa movimento no blogger e corro o risco de delete. Ou então tenho isto virosado. O computador deve ter mais vírus que um hospital depois dos cortes na lixívia e na criolina. No blog não sei, todos os dias que o “acendo” penso sempre se já não foi sequestrado por algum pirata.

    Também há tempos não conseguia entrar na caixa de comentários de Inséte, uso o Chrome e ele mandava-me para o Google +, onde tenho página, - não tenho Facebook -, mas só porque uma vez andei a clicar e fiquei no Google +, serve-me apenas para meter uns vídeos para mais tarde ver.

    Os dizeres dos nossos dirigentes são obras de arte em si – enfim, Mirós -, como há uns anos costumo anotá-los da TV, com estas coisas modernas que permitem andar com a imagem para trás, tenho uma grande coleção, dava para mais que uma biblioteca. Tenho tentado ir metendo nos posts – visto não haver nenhum Bordalo que os faça em loiça – mas é muita coisa, e que salta diretamente para a História, que tenho muita dificuldade em selecionar.

    Ainda será Miguel Relvas que vai salvar o país, porque uma saída limpa, só com empresários angolanos, e muita reza para que descubram petróleo na Guiné-Bissau mais os empresários guineenses Portugal será rico, e para facilitar todos estes negócios só Relvas.

     
  • At 6:28 da tarde, Blogger Jose Torres said…

    Tinha um comentário mais ou menos longo mas os "deuses" que nos deixam escrever e não gastar papel, sem pagar cheta, também se devem chatear... e... coisa nunca vista, contavam-me as letras, não as palavras. Mas enfim... já passou
    Se vir na barra lateral do INSÉTE, o "Pratinho de Couratos", já não é actualizado há um ano.
    Já gastei duas borrachas a safar a "escrita antiga", substituindo-a por uma mais moderna, mas não dá mais.
    Quando não percebo, faço que percebo, para que quem percebeu, perceber que eu percebi...
    Então um resto de boa semana.
    Como tenho tempo à brava, faço uma colectânea das grandiosidades que os pequenos protozoários (é propositado o pleonasmo) ladram. Sei que não deverá ser ladrar, mas ignoro como se chama a voz desses unicelulares.
    O secretário de estado dos assuntos europeus – um tal de bruno maçãs, já podre - (tudo em minúsculas, que um protozoário destes, não merece mais, para além de um chuto no cu, de tal forma bem dado que o eleve tão alto que morra de fome no ar!!!), fez-se ouvir nuns bitaites, bitytes, bytytes ou ainda bytaites, (como dizia o outro, daqui do Porto, que também era professor da mula russa, ou ruça, que tinha (tem) genes de galinha) … que zurrou numas alarves e asininas palavras (palavrões): “defende que a Alemanha precisa de realizar muitas reformas estruturais que Portugal fez recentemente…”
    Esta cambada de glutonaria que formam a pandilha de láparos, tem elementos de grande valor. Sempre que abrem a cloaca, digo, boca sai… isso mesmo, MERDA! Este merdoso, já se tinha burrificado, há uns tempos na Grécia…
    Bem, mas nem tudo é mau; salve-se ao menos, a contrapartida do guindaste dos estaleiros de Viana, que esteve estes anos todos, (desde que o “outro” se aboletou a 35 milhões do dito cujo submarino), no estaleiro…
    HAJA DEUS!!!

     
  • At 6:36 da tarde, Blogger Jose Torres said…

    Faltou um parágrafo, mas como não desvirtua as alarvidades da alimária, deixo a "escrita", escrita desta maneira.
    (como já fiquei de mãos a abanar, escrevo o comentário noutra "folha" de outro local, (não vá o Blogger eliminá-la) e depois é que cuspo no selo e envio a carta para aqui.

     
  • At 6:51 da tarde, Blogger São said…

    Já tivemos o maior estádio de futebol da Europa, uma sede da Caixa Geral de Depósitos principesca, im Centro de Cutural de belém faraónico , agora, temos a melhor sede de polícia do mundo...tudo isto é próprio de um país subdesenvolvido!!

    Se me afirmassem que temos os melhores polícias do mundo, até ficaria orgulhosa! Assim, são mais uns milhões que nós pagamos!

    Sabes que os dois assessores do reformado de Boliqueime que assinaram o Manifesto da reestruturação da dívida já o deixaram de ser? Ora aí temos a vocação pidesca da múmia vagueante de Belém a vir ao de cima!

    O consenso de que ele e o seu abençoado Passos é tão só submeter o PS às linhas desta sua obsessão com a austeridade e nada mais!!

    Abraço

     
  • At 3:52 da manhã, Blogger Tétisq said…

    Desconhecia essa história do assassinato. Era coisa para já ter dado um filme...
    O sr Cavaco mais sua senhora, dona Maria estão descansados e esperam gozar o resto da reforma sossegados, lá no palacio deles...

     
  • At 10:46 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Jose Torres: ah, bom! isso é uma aplicação, que nem deve ser de Deus Google, fico mais descansado, pois Deus Google, na sua omnisciência sabe que eu atualizo o blog, que não estou apenas a ocupar espaço no Seu espaço.

    Bruno Maçães é um grande vulto nacional e, além disso, é um dos coelhinhos que escrevem os discursos de Passos. Temos ali comendador, é dar-lhe tempo e a pátria muito lhe deverá. (Em sentido figurado, claro, que esta malta cobra-se bem. Tacho no Governo ou lá perto significa contactos, amizades, as pessoas certas e depois fortuna e prosperidade, para se ter a barriguinha cheia e fazer mais ajustamentos no futuro. Que até ao fim do mundo será preciso fazer muitos ajustamentos. O mal foi a entrada na CEE que impediu que o FMI viesse cá em 1990 pôr ordem nas contas, choveram subsídios e os Governos Cavaco Silva puderam fazer brilharetes e a coisa foi andando, depois, com massa emprestada pois o euro garantia taxas de juro baixas).

    Quem pela pátria anda feroz é a padralhada. Houve um que amaldiçoou os ladrões das caixas de esmolas, pois lhe ficavam com as moedas para a palha da burra, os remendos da batina e outras despesas do culto. Outro, não esteve de modas, pediu um dia de salário aos fiéis. Se querem serviço que paguem. Isto faz lembrar Passos, que em matéria de dinheiro não o deixa em mãos alheias.

    Há uma boa notícia. Relatório do FMI diz que a crise tirou 10 % e 5 % aos pobres, como um gajo com 500 € / mês é rico, já se vê que ficou a apitar. O relatório devia ser feito com os muito ricos. De repente, Passos tirou-se de uma cartola, aparece com 1,3 mil milhões de € para obras pública, deve ser depois de muita insistência da Mota-Engil, Alves Ribeiro, etc. tudo malta a passar fome… de dinheiros públicos.

     
  • At 10:46 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    São: já o dr. Salazar nos tinha posto nos píncaros, pequenos na Europa, grandes no mundo, com tudo melhor que os outros, melhor sol, melhor comida, e com Passos esse espírito volta. Há pouco ganhamos a honra da melhor baguette de Paris. Além de sermos os melhores em tudo, menos em contas, que para isso tem que vir etíopes ou indianos, ensinar. Mas com as reformas de Crato a próxima geração já nasce a contar.

    Estou a gostar muito da campanha eleitoral, Passos está imparável, vende a sua versão da economia, e a malta compra, e Paulo Rangel não levará uma coça nas europeias. Quando se abater a desgraça, a falência do país, ele já deve estar em lugar europeu, bajulado pelos seus, como génio que Portugal deu ao mundo. Tenho estado a repescar dos meus apontamentos dizeres dele e dos seus para um post que estou escrever, coisas que eles diziam no tempo do Sócrates, aquilo é de partir a moca a rir.

    Imagino o que não disseram os redessociais sobre o manifesto dos 70 (amanhã ou depois já ninguém se lembrará dele). Mas agora deve ter sido só comentários inteligentes, como é apanágio, sobre algo que nunca leram, como também é apanágio. Os sentinelas do Governo na net devem ter tido um trabalhão para passar a mensagem do seu dono e denegrir os outros. É na net que se joga o poder atualmente, foi ela, por exemplo, responsável pela eleição de Obama. Algo, que se julgava impossível, vender um preto aos americanos (claro que não foi a única responsável, o dinheiro da área do entretenimento, e o seu poder daquela malta em moldar a opinião dos americanos também ajudou).

    É natural que Cavaco corra com aqueles que dizem o que ele não quer ouvir. Mantê-los por lá seria como ter uma sogra chata em casa (neste caso um palácio) a chagar o juízo. Cavaco e Passos deveriam ter promovido os consensos em 2011, para evitar o pedido de ajuda externa, em vez de quererem poleiro, para os seus, do seu partido. Sócrates estava a fazer o que os alemães mandavam, reduzir a despesa, isso poderia ter sido feito sem a destruição da economia e o lançamento do país na desgraça (que inevitável chegará, não é a banha dos sinais positivos da retoma – já não me lembro de um governo que não tenha anunciado a retoma – não será o paleio de Passos que apagará as despesas incomportáveis que o país tem até ao próximo século, e além, porque entretanto foi criada mais dívida.

     
  • At 10:47 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Tétisq: aquilo no Algarve foi coisa à americana, tiros, bófias a correr, sangue no mármore, uma aventura, estes anos depois o mesmo hotel, em reestruturação, (se é que já não faliu), passa por cenas de sangue, mas desta vez é dos despedimentos. Cavaco e Cavaca terão bom descanso, acho que foi o Oliveira e Costa que lhes vendeu a casita, é garantido que é boa e sossegada.

     
  • At 1:28 da tarde, Blogger São said…

    A violentissima reacção ao Manifesto tem todas as nuances: vai desde o insulto pessoal à acusação de anti-patriotismo , passando pelas acusações de recusa de reformas, de agendas políticas próprias e de irresponsabilidade.

    Passos , ainda sem ler o documento , vociferava contra "aquela gente", presume-se que com deficiência mental profunda face à sua brilhantisssima inteligência e defesa dos interesses portugueses.

    Rangel, que quando entra em campanha ensandece , esquecendo-se que inventara no governo de Sócrates a famosa "asfixia democrática" declarou que quem assinou deveria estar calado.

    José Gomes Ferreira , na linha da coligação, acha que os velhos devem morrer urgentemente para dar lugar à geração mais nova, pois é uma geração errada com culpas na situação presente . Convenhamos que algumas das pessoas que assinaram têm mesmo responsabilidade nisso : só que , então, Portas não deveria estar no Governo!!...Penso que se refere a génios com o "Dr" Relvas, Carlos Moedas, Lomba, Maduro, .....

    A Assembleia da República dá um tremendo exemplo de coerência, de princípios e convicções e do respeito que lhe merece o tão proclamado "superior interesse da criança" e vota contra a co-adopção, deixando em risco real e eminente crianças que que já estão em situação.

    Ontem foi o Festival da Canção, do qual só tive pachorra para ouvir as dias primeiras cançonetas.

    Só que aterrei na notícia de que Jardim Gonçalves, com a perversidade característica da OPUS DEI ( e não entendo porque só a Maçonaria é acusada publicamente de tudo mais um par de botas), depois de fazer tudo para fazer prescrever o seu processo vem lamentar não ter ido a Tribunal!!

    Fiquemos por aqui e que o Sporting não perca como Porto e que vença o jogo, de preferância.

    Tem bom domingo, rrss

     
  • At 5:52 da tarde, Blogger Jose Torres said…

    Então uma boa semana.
    Para a iniciar e não ficar baralhado, quem terá razão?
    (ou será como o outro papagaio - já não bastava um colelho - que disse que as pessoas estão mal, mas o país está melhor).

    VALE A PENA LER

     
  • At 6:01 da tarde, Blogger Jose Torres said…

    Como não consegui enviar tudo o que queria num só comentário e além disso o texto ainda ficou truncado (esta minha habilidade, digo, inabilidade) aqui fica a segunda dose da refeição.
    "Falemos de coisas concretas e consumadas: o casamento da ANA uma historieta que tem tudo para sair muito cara.
    Passo a explicar: a ANA geria os aeroportos com lucros fabulosos para o seu pai, Estado, que, entretanto falido, leiloou a filha ao melhor pretendente. Um francês de apeli-do Vinci, especialista em autoestradas e mais recentemente em aeroportos, pediu a nossa ANA em casamento. E o Estado entregou-a pela melhor maquia (três mil milhões de euros), tornando lícita a exploração deste monopólio a partir de uma base fabulosa: 47% de margem de exploração (EBITDA).*
    *O Governo rejubilou com o encaixe... Mas vejamos a coisa mais em pormenor.
    O grupo francês Vinci tem 37% da Lusoponte, uma PPP (parceria público-privada) e assente numa especialidade nacional: o monopólio (mais um) das travessias sobre o Tejo. Ora é por aqui que percebo por que consegue a Vinci pagar muito mais do que os concorrentes à ANA. As estimativas indicam que a mudança do aeroporto da Portela para Alcochete venha a gerar um tráfego de 50 mil veículos e camiões diários entre Lisboa e a nova cidade aeroportuária. É fazer as contas, como diria o outro...

    Mas isto só será lucro quando houver um novo aeroporto. Sabemos que aconstrução de Alcochete depende da saturação da Portela. Para o fazer, a Vinci tem a faca e o queijo na mão. Para começar pode, por exemplo, abrir as portas à Ryanair. No dia em que isso acontecer, a low-cost irlandesa deixa de fazer do Porto a principal porta de entrada, gerando um desequilíbrio turístico ainda mais acentuado a favor da capital. A Ryanair não vai manter 37 destinos em direção ao Porto se puder aterrar também em Lisboa.
    Portanto, num primeiro momento os franceses podem apostar em baixar as taxas para as low-cost e os incautos aplaudirão. Todavia, a prazo, gerarão a necessidade de um novo aeroporto através do aumento de passageiros. Quando isso acontecer, a Vinci (certamente com os seus amigos da Mota-Engil) monta um apetecível sindicato de construção (a sua especialidade) e financiamento (com bancos parceiros). A obra do século em Portugal. Bingo! O Estado português será certamente chamado a dar avais e a negociar com a União Europeia fundos estruturais para a nova cidade aeroportuária de Alcochete. Bingo! A Portela ficará livre para os interesses imobiliários ligados ao Bloco Central que sempre existiram para o local. Bingo! Mas isto não fica por aqui porque não se pode mudar umaeroporto para 50 quilómetros de distância da capital sem se levar o comboio até lá. Portanto, é preciso fazer-se uma ponte ferroviária para ligar Alcochete ao centro de Lisboa.

    E já agora, com tanto trânsito, outra para carros (ou em alternativa uma ponte apenas, rodoferroviária). Surge portanto e finalmente a prevista ponte Chelas-Barreiro (por onde, já agora, pode passar também o futuro TGV Lisboa-Madrid). Bingo! E, já agora: quem detém o monopólio e know-how das travessias do Tejo? Exatamente, a Lusoponte (Mota-Engil e Vinci). Que concorrerá à nova obra.
    Mas, mesmo que não ganhe, diz o contrato com o Estado, terá de ser indemnizada pela perda de receitas na Vasco da Gama e 25 de Abril por força da existência de uma nova ponte. Bingo! Um destes dias acordaremos, portanto, perante o facto consumado: o imperativo da
    construção do novo grande aeroporto de Lisboa, em Alcochete, a indispensável terceira travessia sobre o Tejo, e a concentração de fundos europeus e financiamento neste colossal investimento na capital.
    O resto do país nada tem a ver com isto porque a decisão não é política, é privada, é o mercado...

    E far-se-á. Sem marcha-atrás porque o contrato agora assinado já o previa e todos gostámos muito de receber três mil milhões pela ANA, certo?
    O casamento resultará nisto: se correr bem, os franceses e grupos envolvidos ganham. Correndo mal, pagamos nós.
    Se ainda estivermos em Portugal, claro."
    (Jornal de Notícias)

     
  • At 10:57 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    São: dobrado o cabo da semana, já ninguém se lembra do Manifesto dos 70 (pelo menos, até que os mercados obriguem a reestruturar a dívida, talvez nessa altura, dentro de um ano ou dois, algum jornalista faça grande trabalho de investigação e se lembre desse Manifesto). O que acho curioso em Passos é ele ser mentiroso, isso é normal num político, mas ser mentiroso e cínico, e o povo soberano achar que é ok – ou like ou lá como é que se diz agora – e, a coligação, se as coisas se mantiverem como estão, vencer as legislativas de 2015. O povo soberano quer mais 4 nos com Passos e Portas e o morcão do Marco António Costa, é impressionante mas o povo é soberano, ele lá sabe.

    Quem sabe é Marques Mendes. Essa jóia nacional vem com a história de que em 2015 só serão cortados mil milhões e tal e não os 2 mil milhões que a imprensa fala. Também acho que já todos esqueceram do Documento de Estratégia Orçamental apresentado pelo Governo em 2013. Era necessário cortar (poupar, no léxico querido de Moedas) 6,5 mil milhões, e que decidiram assim ser repartidos:
    2013 – 1,8 mil milhões
    2014 – 2,8 mil milhões
    2015 – 700 milhões
    2016 – 1,2 mil milhões
    Até, foi Mendes, ou o outro a quem carinhosamente chamam Professor – e que ir quer para Belém, espero que o consiga – não os consigo distinguir, um ou o outro, notou aquela quebra em 2015, serem só 700 milhões de poupanças e lucubrou, Não deveria ter nada a ver com o facto de ser ano de eleições, e se tivesse seria mau.

    O querido Rangel! A TV deveria passar outra vez o seu discurso no Parlamento Europeu sobre a asfixia democrática, a mim comove-me ver homens empolgados a falar para cadeiras vazias, faz-me lembrar os filmes de animação em stop-motion dos países de leste apresentados pelo Vasco Granja. E Rangel foi brilhante, as cadeiras quase que aplaudiram.

    O outro querido José Gomes Ferreira! Tenho notado ultimamente os jornalistas económicos ou económicozantes, uma bela flora, que sem nada perceber, vai fazendo-se ao piso de assessor de um Governo qualquer. O povo soberano deve acarinhá-los pois pensam o futuro, sobretudo o seu.

    A co-adoção é um belo momento histórico, no entanto, contrário à linha reformista do Governo. Lançaram reformas estruturais, apontam-se e apontam números como os mais reformistas-estruturais de sempre, e neste caso ficam-se pelas ramas, e querem tirar os filhos a fufas e larilas, em vez de proibirem, as fufas, de terem relações sexuais com homens, e os homens casados com filhos, de virarem paniscas. Isto é que era uma reforma estrutural, não haveria filhos para adotar em caso de algum morrer.

    No caso do Jardim Gonçalves e dos outros que se seguirão, assim é que deve ser. Aqueles que tanto deram à nação não podem agora estar a ser punidos, a justiça para ricos tem que funcionar.

     
  • At 11:00 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Jose Torres: bolas, não tinha reparado nesse prémio. Tenho que comprar um caderno para apontar provas numa rubrica “Os portugueses são bons”. Muito nos orgulha mais este prémio.

    É bom ver a família Mota a pensar em futuro, é mesmo assim, as oportunidades de negócio, idealizam-se, pensam-se, criam-se, que o povo é muito sereno e meio apatetado e paga tudo, quer é festa. O dr. Salazar deu-nos os três F – fado, futebol e Fátima – a “democracia” deu os dois “efes” que faltavam para sermos o povo dos cinco “efes” – fado, futebol, Fátima e feira de fumeiro. Haja construção, haja inauguração, que queremos dançar. E já temos par para muitos anos. Passos e Portas podem sempre ser o casal para iniciar o baile.

    Os jornais de hoje deixaram-me contente. A SIC tira o João Baião à RTP por 25 mil € / mês. Tenho que dar uma volta pelo bairro para ver o impacto dos programas da manhã e da tarde sobre a população. Já as outras – a Fátima Lopes e a Júlia Pinheiro – também recebem balúrdios, e é coisa que me faz confusão: há assim tanta velha em frente do televisor que o mercado de publicidade consiga prosperar? Por outro lado no Jornal de Noticias diz um estudo que metade dos portugueses acordam cansados. Que diabo, das duas uma, ou trocam de mulher ou trocam de colchão.

    Uma grande notícia. Vão produzir caviar no Alentejo. Já estou a ver os compadres indecisos se vão dormir a sesta debaixo do chaparro ou debaixo do esturjão. Será um grande progresso.

     
  • At 1:30 da tarde, Blogger São said…

    Ai, credo, tu não me assustes!

    Eu recuso-me a acreditar que o povo português seja, em simultâneo masoquista e portador de estupidez militante, sinceramente.

    Não é possível o Zé Povinho cair sempre na patranha habitual dos anos de eleição!!

    Não é que eu veja nada de brilhante no Seguro (é outro jotinha sem conteúdo nem visão como Coelho), mas esta coligação de novo????!!!...

    Quanto ao Manifesto, pois agora há um documento de setenta economistas estrangeiros a apoiar.Claro que essa sumidade chamada Vítor Bento ( conselheiro de Estado a convite do inteligente reformado algarvio) já disse uma série de alarvidades e que o governo tirou importância ao caso, pois que o único apoio que tem qualidade e lhes interessa é o de Merkel.

    Já agora, a criatura apoiou as "corajosas manifestações " contra um Presidente eleito que levaram nazis assumidos directamente da rua para o "Governo " de Kiev , mas já veio dizer que a Ucrânia vai ter que pagar bem pelo gás natural, ou seja , "amigos, amigos; negócios à parte".

    A Ucrânia nem sabe no que se meteu e vai arrepender-se amargamente , ai vai.

    Quanto a Putin, que não um santo, desta vez tem razão e fez exactamente o que os EUA fariam em situação semelhante. Depois de gerir a situação como um elefante em loja de cristal da boémia , a UE estava à espera de quê??



    Mas que pecados ando eu a expiar para ter nascido aqui?!Caramba, que devo ter sido uma boa peste!

    E ainda há quem se ofenda muito no seu amor à pátria com Jorge de Sena ( embora, de verdade, eu também ache que mesmo com razões de queixa , não deveria ter escrito o que escreveu).

    Os assuntos estão mais ou menos entremeados, mas tu percebes de certeza.

    Bom domingo




     
  • At 12:49 da manhã, Blogger Carolina Mustur said…

    Este comentário foi removido pelo autor.

     
  • At 11:17 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    São: é o que dizem as sondagens. CDS + PP ficam à frente do PS, e como não há em Portugal nenhuma Marine Le Pen teremos Passos Portas por muitos anos. É muito interessante como a conversa da inevitabilidade e do único caminho pegou e toda a gente acredita: só que o único caminho levará o país à falência entre cinco a dez anos, entretanto as irão à falência antes (quase todas, claro que neste caldeirão muitos ficarão mais ricos, são as leis da vida). Não é bem como dizia o Montenegro, que o país está bem, as pessoas é que estão com dificuldades. Ele, para fazer jeito ao seu dono, quer acreditar que está bem, vem atirar números desgarrados para mostrar bons sinais macroeconómicos, a questão é que o maior problema português não foi resolvido: e esse problema é e sempre foi a dívida. Passos é que veio com a conversa que toda economia estava mal – restaurantes a mais, cabeleireiros a mais, tudo a mais e insustentável – e que até as pessoas estavam mal costumadas e mal educadas, não estavam educadas para o empreendedorismo, a inovação e a competitividade.

    Por isso, é que Passos forçou a vinda da troika, para ter quem o ajudasse a limpar o país de toda este chorrilho de coisas más. Se ele fosse patriota, mais o gajo que está em Belém, apelavam ao consenso, com Sócrates para evitar a vinda da troika, porque medidas de austeridade já estava Sócrates a aplicar, mandado e orientado pelos alemães, seria possível um ajustamento sem a destruição da economia e o disparar da dívida para o céu. Agora, creio que só resta bater na parede, virão mais cortes nas pensões e nos funcionários públicos, pelo menos, durante mais três ou quatro anos, neste caminho certo do PSD.

    Mas isto não está tão mal, ainda só estão 1,9 milhões na pobreza, neste caminho certo termos que chegar a 5 milhões. O que resta a todos é ganhar Audis nas Finanças, sempre poderão dormir dentro deles – partindo do princípio que os impostos sobre carros de luxo são mais baratos do que os impostos sobre as casas.

     
  • At 11:19 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Carolina Mustur: que chatice, deitares abaixo o blog, queria anotar umas coisas que lá tinhas sobre o pensamento grego, mas já não fui a tempo.

    Está muito na moda shakar o ass, até as brandas já o fazem. É um tipo de concurso e divertimento de massas que Paulo e Passos podiam pedir para o nosso país, para aumentar a natalidade, é que Portugal corre o risco de dentro de uns anitos não ter ninguém para emigrar. Seria muito bom ver o Lomba e o Maduro a shakarem that ass, para abrirem o baile, e depois era festa até à engravidação final.

     
  • At 2:02 da tarde, Blogger São said…

    Sabes o que mais me assusta? É que, como bem dizes, estas aberrações de duas patas estão a conseguir passar a mensagem: ontem uma miúda com 21 anos disse-me que a culpa da crise era nossa porque não queríamos trabalhar, pois -ao contrário dos emigrantes - não aceitávamos qualquer trabalho!

    Carlos Barbosa de Almeida perguntou-me se já lera o mais recente livro da socióloga Filomena Mónica, que o deixara aterrado.E eu fui ler os excertos no Expresso: devo dizer que como comecei pelo dos idosos já nem tive coragem para ler mais nada: @s jovens apresenta, relativamente às pessoas de idade os mesmíssimos argumentos que o nazismo apregoou relativamente aos deficientes: eram um peso para a economia, não eram úteis à sociedade e o melhor para toda a gente era morrerem!!

    Como fui ontem ao médico a Lisboa , passei pela Bertrand do Chiado e acabei por comprar o livro, do qual já li uma centena de páginas, "Diários de uma Sala de Aula". E quero comprar o outro a que que este deu origem:"A Sala de Aula".

    Não aprecio grandemente a autora, mas concordei com tudo quanto ela disse na recente entrevista na SIC a propósito do lançamento destes dois livros.

    Sócrates tentou para a troika não entrar em Portugal e eu respeito-o por isso, pelo menos é patriota.

    Esta cambada ( incluída a múmia de Belém) não têm patriotismo , sentido de Estado nem vergonha e o sofrimento das pessoas é-lhes completamente indiferente!!

    Ontem ouvi Prós e Contras e gostei imenso de ouvir Pedro Lains e o colega assim como o constitucionalista da plateia.

    Ainda assim quem estava contra o Manifesto em palco não era completamente cego a tudo, como o é Passos.

    E Fátima , a moderadora, também não se portou muito mal.

    Estas inteligências estão a destruir o país de propósito e só não nos assassinam directamente porque não podem (ainda).

    Neste momento, penso que se não houver uma viragem , Portugal acabará mesmo por desaparecer, a sério.

    Fica bem

     
  • At 9:32 da tarde, Blogger Jose Torres said…

    Então uma boa semana (ou o que falta dela).
    Chegado a sexta, vou até um local onde as ondas (de rádio, eurovisão, internet, mar e quejandos, - são tantas que nem as coneço -)não me “molham” e fico placidamente à espera que o Láparo destile algo de palpável. Sei que nunca mais vou recuperar o que me roubaram, (mas quem se interessa por velharias e quejandos que só gastam e não dão lucro?) e que vou continuar a ser o fiambre da perna extra, que alimenta esta súcia. Nada para espantar, sempre houve (ou será ouve) vencedores e vencidos e esta equipa de rapinagem não deixa os créditos por mãos alheias (FICA MESMO COM ELES).
    Em tempos, as poucas forças que me restavam, fizeram-me lutar contra o conFISCO. Tive a sorte de vencer e agora, atulhado de ”lecas”, vou investir na Cª. das Lezírias, onde os abutres gordos já chegaram. O Sócas e o seu Freeport vão ser uns “mirioliriogarbo”, (este é o bichinho mais pequeno que existe na natureza e habita nos ‘tomates’ dos chatos – piolhos -), no baixo ventre destes fanchonos e proxenetas ou chulos (enquanto houver contribuintes!!!).
    Mas tenhamos fiúza, ainda só 24,7% está na pobreza… veja-se os milhões que ainda não estão!!!
    Ainda ando á procura que me expliquem para que servem as metralhadoras…

    Mas que servem estas mixórdia

     
  • At 3:44 da manhã, Blogger josé fontes said…

    Que seca ter de criar uma conta google só para te comentar, cá para mim trabalhas pró Poiares.


    Táxi, japoneses que descobrem russas:

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Yulia_Nova

    O mundo está a ficar um local perigoso.

    Ando a ouvir outra vez em repeat um disco que ouvi milhares de vezes a meio dos eighties:

    http://www.youtube.com/watch?v=EbLGrZ_X4K8

    O Hugo (não o jogo televisivo):

    https://www.youtube.com/watch?v=9fRZpxGHwDM

     
  • At 11:17 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    São: a mensagem é fundamental. Agora é muito fácil passa-la. O dono manda-a cá para fora – depois de aconselhado por assessores e peritos muito especializados – e há um exército nos partidos que salta nos blogs, nos comentários de jornais, Facebooques, etc. a repetir, e, para usar uma expressão cara ao CDS, água mole em pedra dura… e, as pessoas da cor do partido, acreditam logo e propagam, muitos dos outros, como não é possível ter-se um conhecimento aprofundado dos assuntos, (só uma opinião vaga sobre eles) também são convencidos. E temos uma construção do mundo, uma visão das coisas (a única, dizem), que mantém no poder um partido político e a classe social, da qual, ele defende os interesses.

    E depois vem os disparates em que as pessoas acreditam. Como ter-se vivido acima das possibilidades, como se fosse possível as pessoas viverem fora do tempo e da economia. Isso é aquela sensação de olhar para o passado, e por vaidade apenas, pensarmos que faríamos melhor; é condenar o nazismo, mas possivelmente aqueles que condenam, se vivessem nessa altura, seriam nazis. É como a miúda de 21 anos, soube-lhe bem os brinquedos, as viagens, os bolos, as pastilhas Gorila, etc. que os pais a viverem acima das possibilidades, compraram.

    Ontem comprei o Público por causa do herói cabo que descobriram (que também tem essa conversa que há no ar agora). O artigo elucidou-me, estava convencido que o traidor fora o brigadeiro Junqueira dos Reis, que não dera ordem para disparar contra o herói Maia. Afinal ele deu ordem, os traidores eram os seus soldados. Não é que tivesse adiantado, pois o regime cairia, mas o filme da Inês de Medeiros ficaria muito melhor com uma batalha no Terreiro do Paço, e hoje estaríamos a ganhar muito dinheiro com turismo, charters de turistas para verem o histórico local.

    Mas o cabo herói diz “muita gente começou a ir longe de mais e agora puxam pelas orelhas – acham que lhes estão a tirar aquilo a que não tinham direito, e daí criticam”. Esta perversão – que devia ser de extrema-direita, de que não há direitos, mas que se espalhou pelo PSD / CDS, é um bom modelo para construir uma sociedade “pra futuro”, como diz Passos. Ou como bem diz Mexia, numa declaração que coloquei no post: Direitos - é aquilo que a sociedade pode pagar. Se não pode pagar pensões, não se paga, se não puder garantir horário de 8 horas, trabalha-se 24, etc. se não for possível liberdade, mete-se na gaveta (ao lado do socialismo do Soares). E pensar que há pessoas que julgam piamente que a “crise” foi consequência da má regulação e, também, de valores, isto é, o sistema financeiro tornou-se ganancioso. É pena a próxima “crise” ainda estar a uns anos de distância, muitos dos teóricos de hoje já estarão mortos, seria engraçado ouvir as suas opiniões nessa altura.

    Não conheço essa socióloga Mónica, vi-a na TV, tipo enjoada Ah, eu sou muito esperta, eu estive em Londres, isto por cá é uma chatice. E para mim, emigrante luso é coisa pior que uma carga de pulgas, chegam de popó artilhado, mostrando prosperidade, e palavras em english, quando lá na terra onde estão (andam a lavar escadas como a socióloga Mónica) e são tão irrelevantes como eram por cá, ninguém lhes passa cartão, (até a Linda de Suza teve de levar de cá), exceto o ministro Álvaro, que no Canadá, vinham até esquimós assistir ao seu saber académico.

     
  • At 11:18 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Jose Torres: um grande da nação, tenho que anotar o nome deste jovem, e aquelas patilhas fazem lembrar os tempos de Camilo Castelo Branco. De facto, atualmente, estudar sem colar cartazes numa jota qualquer, é deitar dinheiro fora, e os pais, ao nascerem os filhos, já não basta inscreve-los como sócios de um clube de futebol, têm também de inscreve-los num partido político do arco da governação.

    E eu a contar com mais uma guerra da Crimeia, com Durão Barroso à frente dos exércitos, como um Napoleão, sentado num cavalo, e afinal o presidente Barack só quer é vender gás à Europa, é preto mas não é parvo, à pala de sanções à Rússia, arranja negócios para os seus empreendedores.

     
  • At 11:18 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    josé fontes: tive que desativar os comentários anónimos por causa do spam dos bots, era uma praga pior que coelhos ou portas sem maçaneta.

    No Japão há uma subcultura, aliás por lá deve haver subculturas de tudo, mas há uma de modelos com tetas grandes, a Yulia é um espanto de aerodinâmica, consegue equilibrar-se sem cair para a frente e ainda por cima tem ar de intelectual. Por falar em intelectual, tenho que ir comprar a revista Sábado, vai estrear o filme “Sei lá” sobre a obra da Rebela Pinta, talvez a maior intelectual de hoje em Portugal, uma pintora de almas dos jovens adultos do século XXI – e a revista traz quelque chose alusiva. Ouvi também muito Génesis, e por acaso comprei há tempos esse Vender a England pela libra. Desta vez acho que só ouvi uma vez e meti na estante. Grande vídeo, o do Cornell, um que Vasco Granja passaria na sua divulgação da animação a leste, vai direto para os apontamentos dos oitentas.

    Reparaste que vai haver no Algarve um concerto sobre os oitentas, com Hasselhoff, Samantha Fox, Sabrina, Rick Astley… se tivesse massa até ia, só para ver como o time is not on our side. Duvido que a Samantha ainda use jeans rotas, a Sabrina peça boys (agora deve preferir um velho que lhe pague as contas) ou Astley tenha cabelo. O Hasselhoff deve estar na mesma, o KITT mantém-no na linha.

    E aquela no Egito? Condenar à morte 529 gajos de uma vez, e num julgamento de três dias apenas. A Teixeira da Cruz devia ir lá fazer um workshop para aprender como resolver o problema luso da “justiça lenta”. Que magnifica cerimónia daria, executá-los ao mesmo tempo num estádio de futebol, com todos os líderes mundiais a assistir, seria melhor que enterrar dez Mandelas. E Barack faria mais um selfie com uma loira nórdica (e comê-la que deste mundo não se leva nada exceto o que se comeu, bebeu e fo…). Em homenagem à humanidade, cada um poderia ser executado por um método diferente: o garrote, em homenagem a Espanha; o tiro na cabeça, a China; o enforcamento, o Japão; o apedrejamento, as arábias; e claro a cadeira elétrica. Seria uma transmissão televisiva melhor que todas as aberturas de Jogos Olímpicos ou prémios MTV ou Oscares juntos.

     
  • At 11:40 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    josé fontes:

    (cont)

    Era de suspeitar que a história da Bela adormecida estivesse mal contada.

    Uma jovem do Montijo.

    E intelectualidade do Japão.

     
  • At 12:03 da tarde, Blogger Táxi Pluvioso said…

    josé fontes:

    (cont)

    a Alissa White-Gluz foi para os Ach Enemy.

     
  • At 4:34 da tarde, Blogger São said…

    A propaganda teve sempre - e terá - efeito. Goebells sabia-o bem e Relvas também(por isso coordenou a campanha contra Sócrates )

    Mas, caramba, as pessoas são assim tão tolas? Porque há sempre quem consiga pensar por si.

    Como bem dizes, temos que contextualizar os acontecimentos e não podemos avaliar com o olhar actual o que se passou há muito tempo, algumas vezes séculos.

    Porém, O brutal massacre de Béziers, sob o beneplácito(senão mesmo por ordem )do abade de Citeaux, delegado papal, na Cruzada que o Papa Inocêncio III lançou sem compaixão sobre os Cátaros foi duramente censuradp logo na época!!

    Quanto a Mónica e a Barreto, enfim, acham-se as sumidades nacionais e , afinal, a autobiografia dela é uma ....isso mesmo!

    Nesse aspecto, Vasco Pulido Valente , rezingão sempre, diz exatamente o que tu dizes: que como no estrangeiro não singram voltam para Portugal e dão-se ares ( incluindo-se a ele próprio no grupo, o que achei fantástico).

    Aqui para nós, serás tu, porventura, Vasco Pulido Valente?...É que , muitas vezes,a tua análise um pouco ácida me traz à memória o estilo dele.

    Fica bem

     
  • At 8:33 da tarde, Blogger Panurgo said…

    ahaha ó Táxi então tu és aquele gajo que, segundo o testemunho da Filomena, fode mal?

    Olha este,

    https://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=663444407056487&id=169045036496429

    A minha passagem favorita:

    as o que se está a passar com ele é que muita gente fala mal nas costas e ninguém pelos vistos se atreve a colocar-lhe as questões frontalmente. Fui educado fora de Portugal e há coisas que me escapam sobre o país, mas dizem-me que é um traço normal da cultura portuguesa: falar mal pelas costas e calar quando se está diante da pessoa. Acho isso, devo dizer, lamentável.

     
  • At 11:04 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    São: curiosamente, quem viu (e inventou) a importância da propaganda em tempo de guerra, não foram os alemães, foram os ingleses, Goebbels só aproveitou a papinha feita, tal como os americanos. Há uma história engraçada do início da guerra, em que os submarinos e barcos alemães andavam à vontade, mesmo junto da costa americana, e a propaganda nas rádios só noticiava afundamentos de material alemão, (atiravam números, que dá sempre aspeto de verdade), mas o pessoal que vivia junto à costa não via nada, porque… era apenas propaganda.

    Não é questão de tolice, apesar de as pessoas serem tolos – eu sou tolo, se o não fosse nesta altura estaria num terraço de algum hotel de luxo a beber champanhe, comer camarão e atirar as cascas para a rua ou a aproveitar ou caviar alentejano – os mecanismos de controlo das pessoas é que estão muito desenvolvidos. Neste caso, os americanos, não andaram a brincar com a psicologia, com teorias, desenvolveram-na para aspetos práticos, tendência que já vinha de Watson e o behaviorismo. E o aspeto prático é o controlo das pessoas. Por exemplo, seja para consumir seja para votar. E um dos grandes que desenvolveu a ciência do controlo foi o sobrinho do Freud. Como não tenho tempo para reescrever vai aqui copy / paste de partes de um post antigo sobre ele.

    Edward Bernays é o mestre da manipulação e considerado o fundador das Relações Públicas. Nascido em Viena, sobrinho de Freud, (o pai é Ely Bernays, irmão de Martha Bernays, mulher de Freud), vai usar as descobertas do tio, no âmbito do funcionamento do inconsciente, para controlar as pessoas. É sua a frase que condensa toda a essência do agir democrático: “a consciente e inteligente manipulação dos hábitos organizados e das opiniões das massas é um factor importante na sociedade democrática”. E o seu maior feito foi mudar os hábitos alimentares americanos. Na altura, o american breakfast era composto por café e torradas. Contratado pelos produtores de bacon para promover as vendas deste porcino manjar, Bernays convenceu o público que, bacon e ovos, era o verdadeiro pequeno-almoço americano. A sua técnica favorita de manipulação da opinião pública consistia no uso indirecto de especialistas isentos. Dizia ele que “se pudermos influenciar os líderes, com ou sem a sua cooperação consciente, automaticamente influenciamos o grupo que eles conduzem”. No caso do mata-bicho americano, ele socorreu-se de um inquérito aos médicos e das suas recomendações para que as pessoas comessem pequenos-almoços substanciais. Mandou o inquérito para 5 000 médicos sugerindo que, bacon e ovos eram um pequeno-almoço substancial, e os médicos, zelosos pela saúde dos seus pacientes, passaram a palavra.

    No princípio do século XX não era socialmente aceite uma mulher fumar. Foi esta interdição que a campanha de Bernays mudou. Aquilo que as mulheres mais ansiavam na sociedade da altura era Poder (alteração da sua posição social) e Liberdade (económica, política etc.). Utilizando o seu método Bernays associou o acto de fumar a estes dois desejos. Em 1920, Bernays trabalhava para a American Tabacco Company com o objectivo de aumentar as vendas do tabaco. Para incluir as mulheres no grupo dos consumidores de cigarros organiza um desfile de modelos nas ruas de Nova Iorque. Telefona à imprensa insinuando que um grupo cívico de defesa dos direitos das mulheres ia acender as “tochas da liberdade” nas ruas. Quando o quadro está composto faz um o sinal e as modelos acendem cigarros Lucky Strike. As câmaras dos fotógrafos fizeram o resto. Fumar torna-se sexy.

     
  • At 11:07 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    São:
    (cont)
    Estas jogadas que vimos ultimamente, como o Cavaco vetar a Contribuição Extraordinária de Solidariedade, que regressa tal e qual à Assembleia, volta a ele, e ele promulga. Faz parte desta estratégia de controlo das pessoas dando-lhes circo. Ou, o Passos espantado pela “fuga” da informação sobre os cortes definitivos nas pensões, também é circo, entretém e prepara a pessoas para o “pra futuro”, como ele diz.

     
  • At 11:34 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Panurgo: epá, não sei nunca a fodi, no entanto devo dizer que eu fomento a luta de classes, nas senhoras queques, senhoras da alta, só me interessa um óstio em particular, (das muito poucas que me tocaram), o resto nem lhe toco, deixo para namorados e amantes; só convivo com gajas do barracal, não sabem um linha de Hegel ou Montaigne ou quem foi T. S. Eliot ou Júlio Dantas, mas são danadas para a fuçanguice. Ou era, que agora levo uma vida mais santa do que um Papa.

    Muito bom o Rodrigues. Vou guardar isto. É de escola. Esta tirada também está de antologia “Uma leitora chega mesmo a perguntar em que escola aprendi jornalismo. A resposta é: na BBC. Sei que se calhar não é suficientemente boa, mas foi o que se pôde arranjar, O que ensina a BBC? Quais as regras da nossa profissão? É obrigado um jornalista a ser sempre isento? Há ocasiões em que não deve ser isento? São perguntas interessantes e todas elas têm resposta, embora o público em geral, e como me parece normal, não as conheça”.

    Como se a BBC fosse exemplo para alguém. Convencionou-se ser coisa boa e todos acreditaram. Fez-me lembrar que aqui há uns tempos, todos os jornalistas leram “O meio é a mensagem”, não é nenhum livro, nem sei se existe algum livro com esse título, era mesmo só essa frase, e era tudo dito com muita circunspecção e sabedoria e ficava-se por aí o conhecimento sobre McLuhan.

    E depois o Rodrigues ataca-se ao jornalista desconhecido do Avante, (muito bom), como se os outros fossem isentos nalguma coisa, e nem é preciso ir para a história do ressentimento em Nietzsche, basta ler os jornais económicos e ver que a esperança de um putativo tacho faz saltar peças de teoria cientifica.

     
  • At 8:40 da tarde, Blogger josé fontes said…

    Agora percebe-se pq o Hitler quis invadir a Rússia:

    http://yulianovacoll.tumblr.com/post/79561226880/yulia-nova

     
  • At 11:06 da tarde, Blogger Jose Torres said…

    Afinal os piegas dos portugueses
    ganham o dobro de lituanos, búlgaros e romenos e ainda reivindicam o quê?
    O animal de quatro patas tinha razão... são mesmo uns piegas (não escrevi "somos", porque o único som vindo de quatro patas que aceito é o lafrar furioso do meu cão, quando me embebedo e fico caído no passeio)

    Um bom fim de semana.

    Não consegui colocar o link directo, aqui fica o local do que ganhamos:
    http://www.jn.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=2438690

     
  • At 1:12 da manhã, Blogger São said…

    Jesus, as coisas que tu sabes!!

    Sem falsas modéstias, acho que possuo uma cultura bem acima da média, mas face a ti...é complicado manter o nível!

    E como quem cala consente, és mesmo o Vasco Pulido Valente!

    Até rima, rrss

    Bons sonhos

     
  • At 10:51 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    josé fontes: o Hitler era um visionário, hoje a Yulia poderia ser alemã e o euro estaria melhor moldado, ou pelo menos poderia haver fotos dela nas notas de 5 €. Deve ter sido nela que os cientistas se basearam para concluir que, como vem hoje na imprensa de referência CM, que “beijinhos e abraços são melhores do que sexo”, como foi um estudo científico apresentado no Porto, devem ter perguntado à esposa do Pinto da Costa, que não quis ser indelicada nas respostas.

    Tens que ver o link “Reaction”, uma canção dos Micronauts, como da simplicidade se faz arte, ou de um bom cabelo. Acho que é no próximo post que vem o melhor início de filme porno, de que te falei há tempos, a ver se publico no princípio de abril, se é que os links ainda estão ativos, acho que o escrevi no ano passado.

    E um pouco de arte nuclear.

    Ou de Max.

    Ou o povo a fazer arte (precisávamos de umas destas por cá, as mulheres e as Kalashes, que os homens lusos estão amaricados, e só querem saber do seu Linic ou contas no BES, como o CR7).

    A Yulia ficava muito bem com rockabilly.

    Ou a tocar o velho Hammond.

     
  • At 11:13 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    josé fontes:

    (cont)

    Suponho que é o correspondente à estátua da Liberdade em África (e sim, foi feita por uma empresa Norte Coreana).

    Dizem que é o primeiro (e não é o slogan do canal 1, que agora venho a saber que é da Rebela Pinta, quando trabalhava em publicidade. Confirma-se o que eu pensava, o livro "sei lá" é a obra mais importante da literatura portuguesa, uma análise do modus dos jovens adultos).

    Eis o que Passos deveria pedir a todos(as).

    E mais rockabilly.

     
  • At 11:35 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Jose Torres: é verdade, muito verdade, os portugueses ganham muito. Mas não são fortunas como os alemães dizem. Estive a ver agora o Correio da Manhã, o Catroga só ganha 490 mil, e os seus outros colegas da EDP também estão um pouco acima da linha da pobreza, a Cardona com 69 mil, esse génio do Braga de Macedo com 51 mil.

    Mas somos baixos, deve ser por causa do Marques Mendes, como diz aqui um eurodeputado austríaco: “Todos se riem dos alemães e dos austríacos, dos portugueses aos do Leste, dos suecos aos sicilianos, não se pode levá-los a sério, porque eles têm todos só um metro e sessenta". Diz que a malta trabalhar é mentira, mas eu também não me lembro nada de bom saído da Áustria depois de acabado o Anschluss, a não ser o Rex, o cão policia. Trabalham muito mas não produzem nada.

    É muito curiosa esta nova noção (nova é como quem diz tem 400 anos) de progresso, toda a gente a produzir, toda a gente a exportar. Para os irlandeses a salvação está nas exportações. Para os gregos a salvação está nas exportações. Para os portugueses a salvação está nas exportações, etc. se não descobrem depressa vida em Marte para escoar tanta produção, o próximo chilique do capitalismo vai ser pior que uma intifada.

     
  • At 12:10 da tarde, Blogger Táxi Pluvioso said…

    São: o livro do Bernays, The Engineering of Consent, de meados do século passado, ainda continua a ser uma bíblia de manipulação (não num sentido negativo, as pessoas têm de ser conduzidas, pelas suas elites, não podem ser deixadas em liberdade ou temos o caos: como sucedeu com as eleições na Palestina, não foi manufacturada a opinião pública e deu borrada: o Hamas venceu). Só pode haver liberdade com um bom policiamento e técnicas apuradas de gestão da opinião pública. Uma coisa são as pessoas individualmente, outra coisa são elas coletivamente. Já o Freud tinha analisado esta diferença no seu Mal-estar na civilização, o coletivo não é a soma das partes. Há uma diferença de comportamento individual e comportamento em massa. E é este comportamento em coletividade que as nossas elites têm de gerir.

    Um bom exemplo é a apresentação dos números. Uma coisa pode estar muito negra mas ser apresentada como cor-de-rosa. Saiu agora o Relatório Anual de Segurança Interna, mais uma coisa bonita, está tudo a descer, (exceto os chapadões dentro de portas, mas também era preciso deixar algo a destoar, para significar “crise” ou as pessoas podiam desconfiar), uma maravilha, o crime desce em todo o lado, e não estão a mentir. O segredo está no critério para formar as estatísticas. Parece que desta vez “excluíram” 39 assassinatos (não comprei o jornal não sei qual o critério para os excluir), e o ministro pode dar pulos de alegria na TV que o crime desceu em Portugal. Toda a gente sabe que o crime subiu, as estatísticas dizem que não, e é assim que se manipula (forma) a opinião.

    E não, não sou o valente Pulido, que luta contra os moinhos Moulinex do país, as Bimbys de la Mancha, as varinhas mágicas da cavalaria.

     
  • At 1:52 da tarde, Blogger São said…

    O Freud , conheço bem , por causa da minha profissão. Sabia também da sua filha Anna , mas desconhecia de todo esse tal sobrinho.

    Li um livro muito badalado sobre o comportamento das multidões escrito por um francês, mas não me lembro do nome( primeiro, porque sou péssima para nomes;segundo, porque já passaram muitooos anos)

    Também ouvi essa da descida da criminalidade e concordo com a tua análise.

    Só o que me espanta ( se calhar , estou a ser parva) é que achem ser possível as pessoas acreditarem e ainda mais impossível haver alguma alma que creia em mentiras tão evidentes!!

    SE não és o Vasco, então quem és? Vá lá, abre um pouquinho a cortina, sim? rrss

    Ao menos , vives em Portugal ou estás livre deste inferno ?

    Bom fim de semana

     
  • At 2:34 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    São: sucedeu o que eu estava à espera, não consigo ligar o computador, e logo, convenientemente para o Governo, na altura em que termina o prazo para entrega do IRS em papel; estava convencido que essa particularidade - o papel antes do eletrónico - se destinava mesmo a apanhar multas, porque a sequência lógica deveria ser, primeiro a entrega pela net e depois em papel, ou então as duas em simultâneo. Tenho um netbook, nem sei se o poderei entregar a declaração através disto, estou lixado, a multa não deve ser meiga, numa ideologia política - o psdismo - que parte do princípio que todo o cidadão é um criminoso.

    Infelizmente vivo em Portugal.

     
  • At 2:55 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    TENHO QUE INTERROMPER OS POSTS, O COMPUTADOR AVARIOU, E NESTA COISA DE REPARAÇÔES NUNCA SE SABE QUANTO TEMPO DEMORA, A MIM PARECE-ME QUE O PROBLEMA É PRISÂO DE DISCO, OU SEJA, O DISCO RÍGIDO FICOU PRESO E NÂO ARRANCA, JÁ ONTEM TINHA DADO SINAL, HOJE FOI FATAL; NEM FAZENDO O QUE ´
    E NORMAL NESTAS COISAS DE INFORMÁTICA - DESLIGAR E LIGAR - RESOLVE O PROLEMA. COM CERTEZA SERÃO 100 EUROS PARA QUE AS ESTATÍSTICAS CONFIRMEM A RETOMA.

     
  • At 2:05 da tarde, Blogger São said…

    Grande aborrecimento , sem dúvida!

    Acho completamente estúpido o Poder partir do princípio que toda a gente tem computador, acesso à Internet e que sabe trabalhar perfeitamente com estas tecnologias todas.

    Em desgraçadamente, tens razão: o Estado encara o cidadão como um potencial criminoso de alto calibre e, par cúmulo, ele mesmo não é de fiar!

    ESpero que resolvas tudo sem delongas nem multas.

    Abraço grato pela informação e que o teu domingo tenha luz . Boa semana!

     
  • At 11:49 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    São: os computadores têm vida própria, depois de ter desligado todos os fios para o alindar para levar ao dr. eng., por um descargo de consciência ligo-o mais um vez e o farsante iniciou. Tive que voltar a montar tudo e, desde aí, tem correspondido como uma chaleira velha: apita de um lado verte do outro, dá-me com o temível ecrã azul. Vou contando tostões para que chegue ao dia de amanhã, devo ser o primeiro a entregar o IRS, se amanhã ele iniciar, atropelo-me para o site da descendentes dos Albuquerques, não vá o barco afundar antes de chegar às índias orientais. Depois, logo verei a reparação, que o meu problema ainda é encontrar uma empresa que inspire confiança, onde o comprei, era especializada em informática, mas foi comprada pela Worten, e com certeza que os informáticos que faziam as reparações foram despedidos. E a Worten não é empresa de confiança, vende barato e fé em Deus, quando surge problema é o diabo.

    Afinal o BPP só vai custar mais 37 milhões, é baratucho, deveria haver cursos de empreendedorismo para criar bancos em nome do PIB luso. E o nosso Vítor Gaspar vai mandar muitas remessas para cá, com o seu ordenadito de 23 mil / mês no FMI, uma prova de que emigrar é bom para a economia.

     
  • At 12:28 da manhã, Blogger Jose Torres said…

    No Staples recuperam o disco por pouco mais de 30 euros. Acvresce o valor de um novo que é muito subjectivo.
    Fala a experiência de quem, mais ano menos ano, já deixou ir pró outro mundo 5 discos...
    Vim desejar uma boa semana e se necessitar de ajuda para o disco, não me vou oferecer, não passo de um r/chão e andar, o que não mata, não mói, nem desmoraliza nada.
    Que a demora seja de ir ali e voltar e não sair perto da meia noite e só regressar anos depois.

     
  • At 12:11 da tarde, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Jose Torres: não conhecia a Staples, e até há uma perto de onde me situo, agradeço imenso a informação, porque ao consultar Deus Google, que nunca nos abandona, mostrou-me o PCclinic que também tem quitanda aqui próximo, e que ainda por cima vêm buscar a casa. Onde eu o comprei também tinham essa comodidade e não ficava muito mais caro do sendo eu a carregar - agora tenho de decidir entre os dois, a qual destes drs entregarei o computador, que é já um filho, tantas vezes lhe mudei as fraldas.

    Por enquanto ele inicia com o ecrã azul da morte, através da última configuração correta, mas isso em breve seguramente deixará de acontecer, se fosse esperto faria um back up disto tudo, não vá o diabo mordê-las. Ao menos tentei limpar qualquer imagem de mulher nua, não vá pensarem que sou desses, depreciadores e achincalhadores da dignidade da mulher. Para mim, mulher quer-se vestida e em lugares sociais de destaque - CEO de empresas, chefes de polícias, padres, ou padras, não sei como se diz, ou até Papas, que, neste caso, a palavra para homem Papa deveria ser Papo, o Papo Francisco, a Papa Maria qualquer coisa. A ver se amanhã publico mais um post, depois logo se verá se a máquina aguenta mais alguns dias, não posso é desligá-la da corrente, - ficam a ganhar os chineses e a economia - porque então é que ela não deve voltar a ligar.

     
  • At 2:00 da tarde, Blogger Jose Torres said…

    No Staples (foi uma coincidência coincidente a descoberta) recuperaram o disco e fizeram um backup. Sei que para lé de ter tido de comprar um novo disco, o que paguei, não chegou a 40 euros.
    Parece-me que o preço é igual ou idêntico em todas as lojas que têm assistência técnica.
    Tive até a vantagem de ter aprendido que não se deve desligar o computador (disseram-me que o pára-arranque é que "lesiona" os discos - talvez como no futebol os 'discos' dos joelhos).
    Era um disco por ano e, apesar de estarem na garantia, perdia tudo o que estava gravado. Faz mais de dois anos (que eternidade!) que nenhum me tem abandonado e só desligo o "bicho" quando vou de férias...
    Felizmente tenho todas as senhoras vestidas (ainda não descobri o porquê de não se despirem) não podendo ser acusado de qualquer nome menos próprio e que não conste do BI.
    Carne ao natural e ao dependuro, só no talho. Como não sou talhante, nem tenho licença, vejo-me obrigado a abrigá-las num disco externo (mas mantêm todo o conforto do original).

    Bem, é tudo!
    As melhoras para o doente e que não perca a "cabeça", (a zona pensante)

     
  • At 2:15 da tarde, Blogger Jose Torres said…

    Nos posts aparecem letras trocadas.
    Não consigo corrigir tudo.
    O teclado está com cataratas e só a ponta dos dedos "sabem" onde teclar. Por vezes falham... as m/desculpas

     
  • At 3:55 da tarde, Blogger São said…

    Concordo: os computadores são seres vivos que nós não dominamos de todo.

    O meu , agora , deu-lhe para negar acesso à Net não sei porque razão...e foi arranjado muito recentemente.

    Até agora tê-lo deixado todo desligado durante noite tem resultado.

    E já tens tudo depositado no regaço da loura Albuquerque?

    Mas não há ninguém que seja responsabilizado neste desgraçado país?! Ninguém vai para a prisão (exceptuando o garoto das pizzas , o que roubou galinhas , a velhota que levou um creme e o sem abrigo a quem lhe apeteceu polvo)???

    Gaspar teve o prémio que lhe prometeram por desgraçar o país...e não será o único!!

    Fica bem...e o computador também, rrss

     
  • At 11:51 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Jose Torres: ah, bom, não se deve desligar. Há uns anos que o desligo da corrente, como tenho uma daquelas extensões com interruptor, quando acabo de computar desligo-o. Nunca gostei do “liga desliga” quando o volto a ligar, penso sempre que é desta que ele não funciona. Não é que seja pessimista: apenas penso em todas as hipóteses, e todas, para mim, têm a mesma percentagem de acontecer.

    Não é normal “gastarem-se” 5 discos em tão pouco tempo, computo há dez anos e o disco é o mesmo. Suponho que nesta área, por ser eletrodoméstica, se aplique as regras dos eletrodomésticos, que no fundo são as mesmas que aquelas aplicadas nas oficinas de automóveis: arranjam de um lado mas deixam rabo pendente para se estragar do outro lado. Assim o cliente tem que estabelecer uma relação duradoura – fidelização – com a loja, tem que lá voltar de vez em quando. Sucedeu-me com um televisor, pus a arranjar por problemas na imagem, algum tempo depois do arranjo o som começou a falhar.

    Parei de desligar o computador da corrente – sempre serão mais uns trocos para o Mexia, Catroga, Cardona, Braga de Macedo e mais todos os nossos bons gestores, de tão bons que até na China são conhecidos, se Bocage fosse vivo também a ele lhe conheceriam por lá mal baixasse as pantalonas. Hoje, pela primeira vez, esta porcaria ligou normalmente, se continuar assim, declararei milagre, - terei que escolher um santo para atribuir tamanha proeza -, direi que estava a pensar no João Paulo II, no cardeal patriarca falecido, na santa Lúcia ou nos seus primos, tudo, menos na vizinha do lado, (medo de marido ciumento), para que a Igreja de Roma faça jus na biografia de algum santificado. Se o PDS me pagar até posso dizer que é mais um sinal do milagre económico.

     
  • At 11:52 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    São: felizmente, a descendente dos Albuquerques já tem a minha declaração, foi a primeira coisa que fiz, mal o computador deu sinal de corresponder às minhas marciais ordens, este ano a Albuquerca não ganhará extra de multa para uma mala Chanel.

    Fiquei um bocado confuso com este dever cívico dos impostos. No ano passado paguei três vezes mais que o costume, e deduzi ser pela alteração dos escalões do IRS, do “enorme aumento de impostos”, como gosta a imprensa de referência referir Gaspar. Agora, a mesma imprensa de referência refere que é este ano que será sentido esse aumento, o ano passado foi uma espécie de antecâmara ou ensaio no atol de Bikini, suponho eu. De facto, estranhei, era muito o que paguei, mas não era muuuuiiito. Pelo que percebi, Passos queria tirar os dois subsídios, o TC disse Não, não, meu menino. Passos não desarmou e disse Ah ele é isso, então tiro-os de outra maneira. E não foi isso que me tiraram no ano passado, espero que este ano seja reposta a legalidade, e os dois subsídios vão para pagar contas que o Estado tenha para com as elites do país.

    Não há dúvida que na matéria política as coisas inovam. Então o Hollande escolheu um “socialista de direita” para seu ministro. “Socialistas de direita”, bela evolução teórica, vamos no bom caminho, há pretos e judeus nazis porque não “socialistas de direita”? A Europa continua a ser o farol da civilização. A forma como está a gerir os imigrantes é genial. Como não se pode vedar – a fortaleza de Sarkoky – a entrada de imigrantes, nem se pode estar a gastar dinheiro em formação escolar e profissional para lhes desenvolver úteis capacidades, então fá-los passar por uma prova, onde só os mais aptos chegam a Lampedusa. Como os fracos morrem pelo caminho e não têm continuidade genética, os fortes sobrevivem, e só esses se reproduzirão, assegurando descendência forte e arguta para trabalhar na Europa. Os maus genes ficaram no fundo do mediterrâneo.

    Li que chegou às escolas o mapa que mostra que Portugal é 97 % mar, o dr. Salazar ficaria satisfeito, Pequenos em terra, grandes no mar. Salazar definiu o português e não há volta a dar-lhe.

     
  • At 2:40 da tarde, Blogger São said…

    Fico satisfeita por a menina loura não te poder meter a mão na carteira, mais ainda do que já mete----Eu estou em pulgas esperando O IMI!

    Hollande tem desculpa, "tadinho": o homem anda tão atarantado com com casos amorosos ( já viste? tem uma realção extra-conjugal e mete-se notra extra-extra conjugal, é complicado!) que nem tem tempo para gerir coisas menores como os problemas do país,

    Quando , enfim, é obrigado a tal, mete as mâos pelos pés e aranja essa coisa extraordinária de um "socialista de Direita"!!

    Fica bem

     
  • At 7:21 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    São: melhor ainda foi a Ségolène estar "à mão de semear" (como se costuma dizer). Sempre quero ver como é que a França se safa sem uma moeda própria e controlo alfandegário.

     
  • At 3:24 da manhã, Blogger Love Kpop said…

    Not all are true. Everyone has their own way of thinking but I think they have to reconsider. I like to argue for the most accurate results.
    http://fivenightsatfreddysplay.com

     

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