Pratinho de Couratos

A espantosa vida quotidiana no Portugal moderno!

quinta-feira, abril 03, 2014

Com paciência e vaselina

1983. Maio. Um mês antes, a 18 de abril, mas de 1692, Leibniz escrevia a Bossuet: “Hoje, é quase todo o norte que se opõe ao sul da Europa; é a maioria dos povos germânicos oposta aos latinos”. Aludia ele ao cerne da divisão norte / sul, ao natal da aliança intelectual, moral e depois económica, que nunca mais será desatada, por mais chernes [1] que lhe atirem. Fénelon: “Mas que terrível palavra de cerceamento fez Deus ouvir sobre a terra no século passado! A Inglaterra rompeu o único sagrado laço de unidade capaz de reter os espíritos, entregou-se a todas as visões do seu coração. Uma parte dos Países Baixos, a Alemanha, a Dinamarca, a Suécia, são outros ramos que o gládio vingador cortou e que já não se agarram ao tronco antigo” (“Sermon pour la fête de l’Épiphanie”, 6 de janeiro de 1685). Do rompimento com a autoridade do papado de Roma nasceram duas Europas, não são velocidades diferentes, são dois mundos apartados. Cita R. H. Tawney, em “Religion and the Rise of Capitalism”, um contemporâneo, que relatava uma inaptidão natural para os negócios na religião papista; enquanto que, um maior despertar para a realidade, entre os reformadores, favorecia a inclinação para o comércio e a indústria, pois consideravam ilegítima a preguiça [2].
Se na Europa há dois, em Portugal há dois em um. Dois partidos, um desígnio. É a “coisa portuguesa” [3]. Sábado, 7 de maio de 1983, Lisboa, também se enviava uma carta, não para participar cisões, mas para dar parte de que há orçamento para comer, tachos para distribuir e as cinco ou seis famílias, donas do país, desapossadas no 25 de abril de 1974, esperavam… clima económico. Isto é, lã política para tricotar uma economia robusta que agasalhará o país no mais rico da Europa em 2014. “Uma carta deve seguir ainda hoje da Comissão Nacional do PS para o Conselho Nacional do PSD, ambos reunidos em Lisboa: ela conterá o convite socialista aos sociais-democratas para um entendimento sobre a constituição do próximo Governo. A aceitarem o convite, os homens do PSD parecem já ter acertado agulhas quanto às suas exigências: querem Vaz Portugal na Agricultura, Mota Pinto vice-primeiro-ministro, acumulando com outra pasta (Reforma Administrativa ou Justiça), além da Defesa e das Obras Públicas” [4]. Segundos, minutos, horas, dias de luta pelos despojos ou, em linguagem política, pelo superior interesse do país [5]. “A banca, os seguros, a comunicação social dependente do Estado e os governadores civis são outros setores que irão ser também apreciados conjuntamente, para além da presidência da Assembleia da República. Se é certo que cada um dos partidos procurará obter o mais que puder para si, há todavia uma regra basilar que estará sempre sobre a mesa das negociações: a proporcionalidade dos resultados eleitorais (36,3 % PS; 27 % PSD)” [6].
Os jovens, fruta dessa década, não girovagavam na colagem de cartazes ou agitação de bandeiras, contribuíam com coisas jovens. “O vice-presidente da JSD afirmou que a sua organização só viabilizará um eventual Governo PS / PSD se forem contempladas algumas das suas exigências. Questões ligadas ao desemprego, ao ensino, à habitação e ao serviço militar fazem parte daquelas exigências. Segundo Rui Rio, estas matérias estão a ser negociadas no seio da organização para serem apresentadas à Comissão Política do PSD” [7].
O eterno clássico, o cargo de ministro das Finanças, também aperreou Mário Soares. “Soube-se que durante a sua curta estada em Paris, 19 de maio, o líder socialista se avistou com o economista Ernâni Lopes, embaixador de Portugal junto da CEE. Admite-se que, perante as recusas sucessivas aos convites de Soares para o preenchimento da pasta das Finanças (Vítor Constâncio, Rui Vilar e Francisco Veloso) este contacto esteja orientado para a formação do novo Governo”. Sexta-feira, 27 Soares é indigitado pelo presidente da República, general Ramalho Eanes, para formar governo, depois do conluio nacional com o PSD. “São os seguintes os pontos acordados: implicação dos dois líderes (Mário Soares e Mota Pinto) no Governo; não revisão da Constituição durante a próxima legislatura; rotatividade do presidente da Assembleia da República, começando pelo PS (Manuel Tito de Morais); cooperação parlamentar; entrega da Provedoria da Justiça à oposição (para permitir ao CDS ter um representante no Conselho de Estado); estabelecimento de um plano económico que inclui a abertura de determinados setores (banca, seguros, adubos e cimentos) à iniciativa privada; assinatura de um pacto de solidariedade social; proporcionalidade de lugares no Governo, ao nível de ministérios e secretarias de Estado; definição das quatro pastas políticas - Negócios Estrangeiros, Justiça, Administração Interna e Defesa - que serão repartidas igualitariamente com a garantia de que nenhum dos partidos poderá ficar com as duas primeiras ou com as duas últimas; defesa e consolidação das autonomias regionais; definição de uma ‘estratégia comum’ para as eleições presidenciais de 85, sem impedimento de que cada um dos partidos apresente o seu candidato; e, por último, a não extensão do acordo às eleições autárquicas”.
Terça-feira, 31 de maio a 1.ª sessão plenária durou cerca de 30 árduos minutos. “Recomeçou esta manhã a Assembleia da República. Nos corredores, os deputados cumprimentam-se, reencontram-se. As caras novas, no hemiciclo, adaptam-se aos próximos meses de nova atividade. São 250 deputados que, a partir de hoje, legislarão e fiscalizarão a atividade do Governo. Se, pela primeira vez desde o 25 de abril, a extrema-esquerda não tem qualquer representante na Assembleia (com o afastamento da UDP), entra um Verde. Integrado nas listas da APU, o PCP pediu a suspensão de José Luís Judas (dirigente da Intersindical) e abriu a porta a António Gonzalez, o Verde”. Com 36 anos, técnico de computadores, filho de um espanhol e uma portuguesa, amadureceu aos jornalistas que a sua “imagem de marca” é a “criatividade e imaginação”. “Vou-me comportar no Parlamento como sempre fui na vida. Já não me lembro, por exemplo, da última vez que usei gravata. Mas, se um dia me apetecer, ponho-a e ninguém tem nada com isso”.
A conta. (O salário mínimo na época era 13 000$00). Então, “os deputados recebem pela letra A da função pública, isto é, 51 600$00. Os deputados por Lisboa e concelhos limítrofes têm 800$00 por cada sessão plenária e 1032$00 por cada senha de presença em comissão e passe gratuito; quanto aos deputados pela província, recebem 2400$00 por cada dia de plenário (isto inclui o pagamento do hotel e refeições, que manifestamente não chega) e 15$00 por quilómetro ou caderneta de comboio, avião ou autocarro. Todos os deputados se podem deslocar, uma vez, por legislatura, à Madeira e aos Açores. Os deputados, pelo círculo da Emigração podem ir três vezes por legislatura ao círculo da Emigração por que foram eleitos. Tal como os deputados em comissão internacional, recebem 7500$00 por dia (incluindo o da partida e o da chegada), para além do pagamento (menos 15 %) do hotel”. – Sábado, 4 de junho no Hotel Altis oficializa-se o conluio nacional. “Mário Soares e Mota Pinto foram os únicos a apor a sua assinatura aos dois textos que consubstanciam as bases da aliança PS / PSD. Mas encontravam-se rodeados pelas direções dos dois partidos - Eduardo Pereira, Jaime Gama, Almeida Santos, Cal Brandão e António Macedo, pelo PS. António Capucho, Vítor Crespo, Eurico de Melo, Nuno Rodrigues dos Santos, Ângelo Correia e Fernando Condesso, pelo PSD. Na sala, as flores retratavam também a aliança. Enquanto na mesa rosas vermelhas, que têm sido emblema do PS, davam a coloração socialista, um enorme ramo de flores cor de laranja e brancas marcava a presença do PDS” [8].
Quinta-feira, 9 de junho tomada de posse do IX Governo Constitucional no palácio da Ajuda pelas 12:00 [9]. “No seu discurso de posse, Soares foca a gravidade da crise económica (agravamento da dívida externa que está a afetar em cerca de 10 % as nossas reservas de ouro) e refere a elaboração de um programa de gestão conjuntural de emergência (18 meses) que dará prioridade à vertente externa da economia. Outros programas previstos: de recuperação financeira e económica (2 a 3 anos) ‘que visa criar condições sadias para o investimento, estimular a produtividade, gerar poupanças e fomentar uma atividade empresarial ativa e dinâmica’; e de modernização da economia (4 anos), tendo em conta a adesão à CEE”. – Quarta-feira, 6 de julho fez-se História, os socialistas meteram o socialismo na gaveta e, coligados com o PSD, lançaram-se as bases de uma economia pujante que tornará o país no mais rico da Europa em 2014. Na Assembleia, discutia-se: “‘Só os burros não mudam de opinião…’ – diziam deputados socialistas, de Roque Lino a Almeida Santos. Só que, responde Carlos Brito (PCP), em tarde de grande inspiração. ‘mudam, mudam, às vezes depende das rações’”. “Cerca das duas da madrugada, o Parlamento votava a proposta do Governo presidido por Mário Soares, de abertura da banca, seguros, adubos e cimentos à iniciativa privada”. “Dois ex-ministros das Finanças defenderam a abertura da banca e seguros ao setor privado: João Salgueiro (PSD) e Morais Leitão (CDS). Este último tribuno exaltava: “Tratava-se, quanto mais rápida tivesse sido tomada, de uma grande e significativa vitória política dos defensores da liberdade e de um modelo económico europeu sobre todos os coletivistas que comandaram o golpe de 11 de março de 1975 e organizaram o assalto comunista mais brutal e completo de que foi vítima desde há muitas décadas qualquer economia do mundo ocidental”. Este Governo, mandado pelo FMI, fará muitos estragos, com paciência e vaselina, o povoléu aguenta aguenta [10].
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[1] Momento europeu da mais terna fofura. Durão Barroso, o nosso peixe no aquário, recebe, em Bruxelas, a comissão de trabalhadores dos estaleiros de Viana do Castelo: “Não posso ser eu, para falar com franqueza, a dizer Ó comissário Almunia, de quem sou muito amigo, Ouve lá, resolve lá este assunto porque são amigos meus lá em Portugal. Não! O que eu tenho é que dizer Vamos resolver o assunto de acordo com as regras. E aí estamos num processo em que tem que ser o Governo português, as autoridades portuguesas, a apresentar soluções (…) mas o Governo até agora, português, não me fez chegar nenhuma posição oficial sobre isto, o que eu sei, da parte do Governo, é aquilo que vejo na imprensa, e confesso que na imprensa, vejo tanta coisa diferente, que francamente,,," (28 de janeiro de 2014) a).
a) Tão fofinho como garotas com cócegas. Tão amiguinho como Annabelle para a sua amiga Cassie: “Os meus pés são coceguentos”. Habilíssimas atrizes. Annabelle Lee, 1,57 m, 49 kg, 86-60-86, sapatos 37, olhos castanhos, cabelo ruivo, nascida Anna Pierceson a 9 de setembro de 1982 no Arizona. Cassie Courtland, 1,56 m, 45 kg, 86-60-86, sapatos 36, olhos castanhos, cabelo loiro, nascida a 3 de dezembro de 1982 em Atlanta.
[2] Preguiça manifesta na obediência, oração, contemplação e mendicidade dos papistas. Para os protestantes, o seu progresso pessoal, não colidia com o plano de Deus. “Chamado a exercer a sua profissão, ou, dizendo melhor, a sua função, por um decreto irrevogável do céu; predestinado para a compra e venda, como outros para escrever e pregar; praticando as mesmas virtudes exigidas, a um tempo, pela vontade de Deus e pela prosperidade do negócio: atividade, consciência, prudência, economia – o comerciante, que vai ganhar na sociedade europeia um lugar cada vez mais considerável, passa sem remorsos, sem escrúpulos, sem hesitação, do escritório para o templo, cabeça alta, ciente de obedecer ao seu duplo dever, orgulhoso por assegurar, ao mesmo tempo, o lugar presente na terra e o lugar futuro no céu. Desforra do Calvinismo: assim se carateriza pelo menos em parte, a deslocação do poder que se faz do sul para o norte”, em “A crise da consciência europeia”, Paul Hazard.
[3] Quinta-feira, 31 de março de 1983, a RTP 1 transmite no programa “1.ª Página”, apresentado pela locutora Margarida Marante, um debate televisivo entre Mota Pinto (PSD), Mário Soares (PS), Álvaro Cunhal (PCP) e Lucas Pires (CDS). “Um debate em que, para surpresa, sem dúvida, do seu próprio eleitorado, o prof. Mota Pinto, nervoso, hesitante e pouco à vontade no seu novo papel de líder do PSD, não aguentou o fogo cruzado de Soares e de Cunhal, por um lado, e as ‘mordidelas’ de um Lucas Pires apostado em demonstrar que a ‘social democracia não é senão uma espécie de euro-socialismo’”. Com o FMI em Lisboa era obrigatória uma coligação PS / PSD para assinar os contratos. Por isso, “convencido de que tudo, nestas eleições, joga a seu favor, Mário Soares trata Mota Pinto com bonomia, como um primeiro-ministro trataria um seu ministro da Administração Interna de um partido coligado: eles são um pouco a caricatura do marquês de Pombal e o seu leão domesticado na estátua da rotunda”. No caldo do debate, Mota Pinto defendeu-se com portugalidade das arranhadelas de Lucas Pires: “O PSD está muito no cerne da coisa portuguesa. (…). Nós, no PSD, quando ganharmos as eleições vamos para um Portugal ligado aos valores portugueses. Democrático mas com firmeza e autoridade do Estado”.
A situação do país era simples bancarrota. “Dos cerca de 9 mil milhões de dólares da dívida de médio e longo prazo, Portugal tem de pagar, este ano, 13 % (1,7 mil milhões de dólares), 15 % em 1984 (1,35 mil milhões) e 14 % em 1985 (1,26 mil milhões). A conjugação da dívida de curto prazo (cerca de 3,6 mil milhões) com o serviço da dívida externa (juros e amortizações), que ascende a 2,47 mil milhões, verifica-se que Portugal tem de pagar este ano mais de 6 mil milhões de dólares ao estrangeiro”. O país sem um chavo, o FMI não emprestaria para leviandades, tais como comer ou vestir, mesmo assim, Mota Pinto prometia como um cura: garantiu aos portugueses casa própria e rendas baixas, à juventude asfixiada, primeiros empregos, aos reformados, melhores reformas, “tudo sem demagogia” b).
Nas ações da campanha eleitoral de 83, a luta de classes refletia uma luta de culturas. “Quanto ao CDS, as ações de campanha previstas para sábado, 2 de abril, são um comício, em Coruche, às 18:15, onde usarão da palavra Adriano Moreira, Caldas de Almeida e Soares Cruz, num convívio rock com o agrupamento Da Vinci, na Feira Nacional da Agricultura em Santarém, enquanto Lucas Pires se desloca à Régua, na qualidade de ministro da Cultura”. Na segunda-feira, 4 de abril “no Porto, a APU (Aliança Povo Unido, coligação entre PCP, MDP/CDE e Os Verdes) promove no circo Povo Unido, instalado na avenida Fernão de Magalhães, uma noite de jazz com o quarteto de António Pinho Vargas”. 
b) Em Pombal, um concelho laranja, a 27 de julho de 2013, em frente da estátua de Mota Pinto, no lançamento da primeira pedra do Centro Carlos Alberto da Mota Pinto, o 1.º ministro Passos Coelho torce a História fazendo o milagre da transformação do pechisbeque em ouro: “Apesar das diferenças que existiam entre os partidos, ter sido possível com a liderança dele, colocar muitas das diferenças de lado, e essas diferenças existiam, mas podermos mostrar um! espírito de união para o país, que era necessário para ultrapassar aquelas grandes dificuldades”. O Centro Mota Pinto, orçamentado em 750 mil euros, segundo o presidente da Câmara, Narciso Mota, “permitirá ‘atribuir uma nova dimensão e valorização à casa onde nasceu e viveu’ o ex-primeiro-ministro, ‘como espaço privilegiado e orientado para a promoção, estudo e investigação da vida e da obra’ daquele ‘ilustre pombalense’”.
[4] O suspense adensava-se. “Em termos de gabinetes ministeriais a proporção será de nove para o PS e seis para o PSD. Nesta base, admite-se que o próximo Governo venha a ter a seguinte distribuição de pastas: Assuntos Parlamentares - PS, acumulada com a função de vice-primeiro-ministro; Justiça e Reforma Administrativa - PSD, acumulada pelo vice-primeiro-ministro; Finanças e Plano - PS; Negócios Estrangeiros - PS; Defesa - PS; Mar - PS; Trabalho e Assuntos Sociais - PS; Indústria - PS; Educação - PS; Cultura - PS; Administração Interna - PSD; Saúde - PSD; Agricultura - PSD; Habitação e Obras Públicas - PSD; Transportes e Comunicações - PSD. Não estando ainda totalmente decidida esta estrutura, a Cultura é uma das pastas que poderá ir para o PSD, enquanto que, na troca, o PS ficaria com as Obras Públicas ou os Transportes”. “Tem-se falado na proporção nove / seis, mas tudo indica que o mais correto venha a ser de oito / seis, ou seja: oito ministérios para o PS, além do lugar de primeiro-ministro, e seis para o PSD. Contrariamente às pretensões do PS, deverá haver apenas um vice-primeiro-ministro (Mota Pinto), ficando Almeida Santos como ministro de Estado”.
[5] As lutas políticas para trazer o país ao estado de mais rico da Europa em 2014 foram duais e violentas. Os dois líderes gritaram-se: “you bitch, I'll make you suffer!” – Chun-Li vs. Vega no filme de animação “Street Fighter II” (1994). Chun-Li vs. Tifa (Street Fighter II vs Final Fantasy VII) c/ a atriz, dupla de cinema e especialista de artes marciais canadiana Samantha Jo (Chun-Li) e a dupla de cinema, atriz, especialista em parkour, corrida livre, artes marciais e ginástica, também canadiana, Irma Evangelista. Nos jogos: Chun-Li: “Sou a mulher mais forte do mundo!”. Tifa Lockhart é “esplendorosa e otimista, Tifa anima sempre os outros quando estão em baixo. Mas não se deixe enganar pela sua aparência, ela consegue dizimar praticamente qualquer inimigo com os seus punhos”.
[6] A “repartição de outros cargos fora do Governo, caso das empresas do Estado, banca, seguros, direções regionais, etc. será feita, também, na base da proporcionalidade dos resultados eleitorais de 25 de abril. Recentemente, numa reunião de militantes, Mário Soares garantiu que serão readmitidos nos seus lugares, se o pretenderem, os quadros socialistas que foram afastados pelos Governos da AD (Aliança Democrática). Quanto à estrutura orgânica do novo Governo, ela está totalmente estabelecida: serão quinze pastas, repartidas na proporção oito / seis, mais o ‘independente’ Ernâni Lopes”.
[7] Jovens maduros, um futuro certo, orgulho de pais e país, exceto nos invisíveis cromossomas, não havia hipsters na multidão em Portugal c). “Lesbian Hipsters”, Cassie Laine e Kiera Winters no filme “We Live Together: Bang Me Fever” (2013): “Cassie Laine estava ocupada a estudar para o seu curso, – talvez na Lusófona e corresse contra o tempo por causa do Conselho Oficial da Praxe Académica –, mas Kiera não estava satisfeita. Kiera estava aborrecida e queria galhofa, por isso pôs-se a distrair Cassie até conseguir o que queria. Realmente não demorou muito para pôr a Cassie toda amável e com tesão”. Atrizes do método, bolseiras de conservatório e escolas superiores de cinema, ambas, ofuscam, na arte de representar, as canastronas de Hollywood oscarizadas. Kiera Winters, 1,57 m, 45 kg, 86-60-91, sapatos 36, olhos azuis, cabelo castanho, nascida a 2 de fevereiro de 1993 em Meridian, Idaho. No site Digital Desire ♣ {blog} ♣ {blog}. No cinema “Early Morning” ♣ c/ Natasha Malkova  ♣ c/ Veronica Rodriguez ♣ a deusa latina Veronica Rodriguez, a gira Kiera Winters e a aboborinhas pequeninas Odette Delacroix em "Circle of Friends". Odette é uma atriz nascida a 15 de outubro de 1989 em Los Angeles, Califórnia, 1,52 m, 40 kg, 81-58-81, sapatos 35, olhos verdes, cabelo loiro {site}. – Magnificat Cassie Laine, 1,55 m, 43 kg, 81-60-86, sapato 35, olhos castanhos, cabelo castanho, nascida a 23 de outubro de 1991. Posição favorita: à canzana. No site TwistysMatrix ModelsBabes.com. No cinema: solo ♣ “O melhor brinquedo alguma vez feito” ♣ “Confortando uma amiga”, c/ Lola Foxx. Atriz americana, 1,52 m, 50 kg, 81-60-91, sapatos 37, olhos castanhos, cabelo castanho, nascida em Los Angeles a 1 de novembro de 1991 ♣ “Burro lambido e mastigando gatinho”, c/ Alyssa Reece. Atriz canadiana nascida a 3 de maio de 1985 em Vancôver, 1,65 m, 52 kg, 86-61-84, sapatos 38 ½, olhos castanhos, cabelos castanhos. Posição favorita: “diria à canzana, provavelmente, e por cima e também a posição do missionário, essas três” {site} ♣ “Cassie gosta de brincar com os pés sensíveis a cócegas e lábios cor-de-rosa da Shyla”. Shyla Jennings, 1,57 m, 44 kg, 81-63-83, sapatos 35, olhos verdes, cabelo castanho. Posição preferida: o 69. “Adorável, bem torneada e compacta, a estonteante morena Shyla Jennings nasceu Brenda Reshell Kibler a 16 de junho de 1985 em Estugarda, Baden-Württemberg, na Alemanha. Ela é de descendência holandesa, alemã e espanhola. Ademais, o seu pai era militar e ela cresceu no Texas. Shyla perdeu a virgindade aos 15 anos”. Entrevista: Shyla tem dois cães, um pássaro e peixe de água salgada. Ouve desde Led Zeppelin, Sneaker Pimps a Radiohead. Filmes de sempre: “Big Fish” (2003), “True Romance” (1993). Lugar favorito no mundo: a sua cama. Parte preferida do seu corpo: “as minhas mamas, pequenas mas atrevidas e divertidas de se brincar”. Lugar mais estranho onde fez sexo: “em cima do meu carro no estacionamento do meu apartamento”. Brinquedo favorito: o coelho. Fodes no primeiro encontro? “Nunca”. Vês porno, qual é o teu nicho favorito? “Rapariga com rapariga trituração de rata”. Tens orgasmos reais quando rodas uma cena? “Absolutamente”. No ATK Uniforms ♣ {site} No cinema: “Masturbação” ♣ “Shyla vê bichano e chapim”.
c) “Investigadores determinaram que o homem do mesolítico tinha olhos azuis e pele escura, após testarem um dente encontrado numa gruta em Espanha. (…). O retrato robot do homem do mesolítico revela que o homem moderno não é assim tão diferente dos seus antepassados das cavernas como se pensava, apresentando o retrato uma semelhança impressionante com a fauna barbada hipster de Brooklyn”.
[8] As flores de Portugal desabrocham graças à Filosofia. Em junho de 2013, aconteceu uma mudança de filosofia na Playboy portuguesa, a revista decide apostar em jovens desconhecidas. “Maria João Domingues foi a primeira ‘não-celebridade’ (apesar de ter já realizado trabalhos de fotografia sensual para diversas revistas) a ser capa da Playboy Portugal. A modelo de 21 anos, protagoniza na praia uma sessão ousada, da autoria de Maria Vasconcelos, a recordar que é já este mês que se inicia o verão”. Aos 19 anos, ela foi a vencedora do mês de março 2012 da Miss Fanática Record. – Maria João, 1,65 m, 57 kg, 93-65-83, nascida a 30 de janeiro de 1992 em Arcos de Valdevez. “Depois de ter ganhado o título Miss Escola, quando andava no Secundário, a jovem decidiu apostar numa carreira na moda. ‘Desde essa altura, tenho feito vários trabalhos como modelo fotográfico, e este verão vou fazer uma formação nessa área’, revela. Paralelamente, estuda Ciências da Comunicação, no Porto. ‘Vou sempre conciliar os estudos com a moda’”. Mais disse: “Estou em muito boa forma e, se há coisa que me dá prazer, é cuidar do meu corpo e valorizar-me”. “Acho que tenho um corpo escultural e bem delineado, mas é graças ao meu esforço. Tenho muitos cuidados”. “A parte de que mais gosto são as pernas, porque estão muito tonificadas. De uma forma geral, estou muito contente como meu corpo”. “Recebo muitos piropos, mas eu não sou só peito e rabo. Sou uma pessoa muito criativa, determinada e sonhadora. Mas gosto de ser elogiada, não nego”. A Playboy Portugal de julho / agosto de 2013 introduz a segunda jovem desconhecida, Patrícia Lage, natural de Portimão, estudou hotelaria em Lagos e tem como ambição ser uma Relações Públicas.
[9] Composição do Governo. Primeiro-ministro Mário Soares; vice-primeiro-ministro Mota Pinto; ministro de Estado e dos Assuntos Parlamentares Almeida Santos (PS); Negócios Estrangeiros Jaime Gama (PS); Administração Interna Eduardo Pereira (PS); Justiça Rui Machete (PSD); Finanças Ernâni Lopes (independente): Indústria e Energia Veiga Simão (PS); Agricultura Manuel Soares da Costa (PSD); Equipamento Social e Transportes Rosado Correia (PS); Cultura Coimbra Martins (PS); Educação e Universidades José Augusto Seabra (independente); Mar Carlos Melancia (PS); Comércio e Turismo Álvaro Barreto (PSD); Trabalho e dos Assuntos Sociais Amândio de Azevedo (PSD); Saúde Maldonado Gonelha (PS); Qualidade de Vida e do Ambiente António Capucho (PSD). E Sottomayor Cardia ganhou o cargo de líder parlamentar do PS.
[10] “Se realmente queres ganhar o amor completo desta mulher, com paciência e vaselina, chega-se longe nesta vida”, sábia sentença no “Caso cerrado”, da juíza Ana María chamada a arbitrar o conflito entre, uma desvalida esposa, que reclamava divórcio assustada pela enormidade do pilão do marido, e o cônjuge que exigia o seu direito de penetração. “Umas queixam-se porque é pouquinho, outras queixam-se porque é muito, aqui ninguém está feliz”, concluía a juíza uma verdade existencial. – “Caso cerrado é um programa de televisão transmitido a partir de 20 de novembro de 1998 pela estação Telemundo desde Miami, Estados Unidos, cujo formato se baseia na resolução de conflitos. A sua apresentadora é a doutora em leis cubano-americana Ana María Polo”.

na sala de cinema

Nana” (1983), real. Dan Wolman, música Ennio Morricone, produção Yoram Globus e Menahem Golan, filme livremente adaptado do romance de Émile Zola c/ Katya Berger, Debra Berger [1], Jean-Pierre Aumont, Annie Belle [2], Mandy Rice-Davies [3]... “Na década de 1880, Paris, uma cândida moçoila chega a um bordel, ela é Nana, autêntica, sincera, mas rapidamente aprende a usar a sua sensual inocência para conseguir o que quer. É atriz para um cineasta de softcore e em breve é a mais popular cortesã em Paris, traduzindo isso numa casa, comprada por um banqueiro abastado. Ela despacha-o e ocupa-se com o seu vizinho, um conde de retidão impecável e com o impressionável filho do conde. Rapidamente, o conde está pela trela como um cãozinho e a hipotecar as suas terras para satisfazer os caprichos dela. Nana leva-o à falência, organiza a corrupção sexual da sua esposa e seduz-lhe o filho no dia do seu casamento”. {poster} {YouTube} [4]. “A gozar, a gozar, que el mundo se va a acabar” (1990), real. Miguel M. Delgado, filme mexicano c/ Roberto ‘Flaco’ Guzmán, Eduardo de la Peña, Joaquín Cordero, Guilherme Rivas, Lina Santos… “Um padre embebeda-se e, durante um tremor de terra, um santo avisa-o que o mundo vai acabar. Comunica a notícia ao povo e todos se confessam, mas quando chega o dia, não acontece nada e discutem todos uns com os outros. Entretanto, uns engenheiros regressam aos trabalhos numa barragem e a aldeia desaparece submergida nas águas” [5].
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[1] Katya Berger “nascida em Munique, Alemanha Ocidental, 1964. É filha de Hugh Russell Bebb e da cantora, compositora e atriz croata Hanja Kochansky, e enteada do ator austríaco, veterano dos western spaghetti, William Berger. O seu meio-irmão é Kasimir Berger (nascido em Londres a 3 de outubro, 1974), que atuou com o seu pai na minissérie ‘Christopher Columbus’ (1985), como Diego em criança; em ‘Taureg: il guerriero del deserto’ (1984), [estreia no Odeon, sexta-feira, 26 outubro de 1990], como o filho de Gacel; e com a sua mãe e irmã em ‘Rosso sangue’ (1981), como Willy Bennett. E ela é meia-irmã da atriz Debra Berger. Katya apareceu apenas num punhado de filmes entre 1978 e 1983, muitas vezes em cenas e papéis sexualmente muito explícitos mas, depois de um hiato na representação de mais de 20 anos, reapareceu recentemente na curta-metragem ‘13/14’ de Ingrid Gogny”. – Decantados filmes com Katya Berger: “Piccole Labbra” (1978), o regresso do soldado a casa com os genitais estraçalhados na guerra que se enrabicha pela filha de 12 anos do estalajadeiro. Ou “Storie di ordinaria follia” (1981), estreia quinta-feira, 3 de fevereiro de 1983 no cinema Castil. Katya é a miúda na praia que pergunta: “De onde te vem a poesia?”, Charles Serking (Ben Gazzara): “Mostra-me as tetas e faço-te um poema só para ti”, ela: “Vem para a minha ilha, vem. Podes saber tudo sobre poesia, mas não conheces o caminho”, Charles Serking: “E o sol brande misericórdia / mas como uma tocha lá no alto, / e os jatos cruzam ao seu lado / e os foguetões saltam como sapos, / a paz já não é, por alguma razão, preciosa / a loucura flutua como almofadas de lírios / numa lagoa circulando insanamente / os pintores pintam molhando / os vermelhos e os verdes e os amarelos, / os poetas rimam a sua solidão, / os músicos morrem de fome como sempre / e os escritores erram o alvo, / mas não os pelicanos, as gaivotas / os pelicanos mergulham, sobem, / arrepiados quase mortos / com peixes radioativos nos bicos; / o céu acende-se de vermelho e laranja, / as flores desabrocham como sempre / desabrocharam mas cobertas de uma fina poeira / de combustível e cogumelos / cogumelos envenenados; / e em milhões de alcovas / os amantes se entrelaçam e perdidos / e doentes como a paz; / Não podemos acordar? devemos para sempre / queridos amigos, morrer enquanto dormimos?”, extratos do poema The Sun Wields Mercy, de Charles Bukowski. {YouTube} a).
a) Que se lixe o espetáculo, a arte deve continuar. “Primeiras cenas de nudez das estrelas”. Mischa Barton: “Não me importo com a nudez, desde que seja necessária para a história, quero dizer, é um pouco estranho, porque estamos, tipo, nuas num quarto cheio de estranhos”. Há um momento de reserva do corpo feminino que lhe aumenta o valor, escreve Georges Bataille: “Na maior parte dos casos, o objeto oferecido à procura masculina esquiva-se. Esquivar-se não significa que a oferta não se dê, mas que as condições requeridas não tiveram lugar. De resto, mesmo que o tenham tido, a fuga inicial, aparente negação de oferta, sublinha o seu valor”, em “O erotismo”. Valorizada, Mischa, desnuou-se em frente de eventuais estranhos em “The Oh in Ohio” (2006), “Closing the Ring” (2007), "Assassination of a High School President" (2008)…
[2] Annie Belle, nascida em Paris, 10 de dezembro de 1956. “Belle teve o seu primeiro papel, antes dos 18 anos, no filme de 1974 de Jean Rollin ‘Tout le monde il en a deux (ou Bacchanales sexuelles)’ b), no qual tem apenas um pequeno mas memorável papel. Rollin adorou trabalhar com Belle, então decidiu recrutá-la para o seu filme de 1975 ‘Lèvres de sang’, e essas foram as únicas vezes que ela trabalhou com o realizador. Pouco depois de rodar ‘Lèvres de sang’, Belle mudou-se para Itália e depressa se tornou uma das mais requisitadas atrizes do cinema exploitation italiano, protagonizando, apenas em 1976, três filmes maiores: ‘Laure (ou Forever Emmanuelle)’, real. Emmanuelle Arsan, ‘Blue Belle (ou La fine dellinnocenza)’ e ‘Veluto nero’ c/ Laura Gemser [estreia quinta-feira, 10 de maio de 1979 no cinema Pathé]. ‘Blue Belle’ foi um dos pontos-chave na carreira de Belle, um filme onde é mencionada como co-argumentista, e chamou ao realizador Massimo Dallamano ‘um grande profissional e um homem talentoso’. Um dos filmes de Belle mais controversos foi ‘Veluto nero’. Belle recorda-se de ‘Forever Emmanuelle’ como um filme ‘não muito bom’. No início de 1980, Belle trabalhou em filmes italianos, ‘La casa sperduta nel parco’ (1980), o qual recorda como sendo muito ‘cruel’ e também muito ‘interessante’ e, em dois filmes de Joe D’Amato, ‘Absurd (ou Rosso sangue)’ e ‘L’alcova’ (1985). Belle adorava D’Amato, chamando-o um grande diretor de atores e também disse que ele poderia ter sido, de facto, ‘um dos maiores cineastas de sempre’. Problemas pessoais abrandaram a sua carreira nos anos 80 e em 1989 entrou no seu último filme ‘Luna di sangue’, depois retirou-se”. 
b)As amizades descolam com um bom começo, quando a insaciável Joëlle Coeur e a sua amiga Michelle (Marie-France Morel) chegam a um apartamento parisiense bacano, onde vão passar algum tempo a cuidar da casa do primo de Joëlle, um jornalista que está fora cobrindo uma grande reportagem. Com desenhos de Phillipe Druillet emoldurados na parede, bugigangas góticas sobre a cornija da lareira e prateleiras cheias de estranha e rara literatura francesa, de certeza parece-se com o apartamento de Jean Rollin. (…). ‘Tens algo que se beba?’, pergunta Michelle. Embicando de imediato Joëlle para a cozinha, volta com vodka e vermute, que elas emborcam diretamente das garrafas. Para completar o ambiente, Michelle dirige-se para o gira-discos e coloca a agulha no LP ‘Go Home’, do grupo de jazz avant-garde Art Ensemble of Chicago”.
[3] Mandy Rice-Davies foi uma das prostitutas, ditas call girls, que na alvorada da década de 60 animaram o Governo conservador inglês. A outra foi Christine Keeler. A imprensa chamou-lhes “vice girls”. O ministro da Guerra John Profumo comeu. Christine Keeler “a call girl e modelo, cujo caso com o ministro John Profumo perseguiu o Governo de Harold Macmillian, foi presa durante nove meses em dezembro de 1963 por perjúrio. Contando isso aos seus pais atrás das grades na prisão de Holloway, ela tenta tranquilizá-los dizendo que está a aguentar-se. Então com 21 anos, escreveu: ‘Não se preocupem, estou bem, na verdade, é como regressar à escola, e há aqui uma rapariga com quem andei na escola’. Keeler tinha apenas 19 anos, quando começou o seu caso com Profumo em 1961, após ele tê-la visto a sair nua da piscina na Cliveden House, perto de Marlow, durante um passeio ao fim da tarde com a esposa. A subsequente mentira de Profumo, na Câmara dos Comuns, sobre o caso, precipitou a sua renúncia, e, possivelmente, a derrota dos conservadores em 1964”. Working girl de Stephen Ward, “um osteopata com um biscate na prostituição para a classe alta, Keeler ascendeu à fama durante o julgamento de Ward, em 1963, acusado viver de ‘rendimentos imorais’ c). A sua reputação foi lacrada por uma foto, dela, escarranchada numa cadeira, sem nada vestido, tirada nesse verão”.
O fotógrafo Lewis Morley recorda: “Esta foto era uma de uma série de fotografias publicitárias para um presumível filme que nunca viu a luz do dia. Só em 1989 é que um filme dos acontecimentos de 1963 foi lançado, com o título ‘Scandal’. A sessão fotográfica aconteceu no meu estúdio que, na altura, estava situado no primeiro andar do Establishment, um clube noturno satírico, em parte propriedade de Peter Cook, famoso pela comédia teatral ‘Beyond The Fringe’. Os números satíricos ocorriam num pequeno palco no rés-do-chão do clube. O Dudley Moore Trio tocava jazz na cave. (…). Os produtores do filme estavam presentes e exigiram que ela se despisse para algumas fotos nuas. Christine estava relutante em fazê-lo, mas os produtores insistiram, dizendo que estava escrito no seu contrato. A situação ficou bastante tensa e chegou a um impasse. Sugeri que todos, incluindo o meu assistente, saíssem do estúdio. Virei-me de costas para a Christine dizendo-lhe para se despir, e se sentasse com cadeira ao contrário. Ela estava agora nua, cumprindo as condições do contrato, mas ao mesmo tempo estava tapada”.
“A cadeira, inspirada num do mais bem sucedidos designs de mobília do século XX, está no centro da história de uma das mais inesperadas aquisições do Museu Victoria and Albert. A cadeira em que se sentou Christine Keeler na célebre sessão fotográfica, foi corretamente identificada como uma falsificação, ou imitação, da cadeira clássica, modelo 3107, de Arne Jacobsen. O fotógrafo Lewis Morley tinha comprado meia dúzia delas nuns saldos no Heal’s por 5 xelins cada em 1960. A cadeira está inscrita, por baixo, por Lewis, com os nomes dos muito famosos que a obsequiaram com o seu traseiro, incluindo Sir Robert Frost, Joe Orton e Dame Edna Everage”.
“Em março de 1964, Keeler escreveu que esperava capitalizar com a sua celebridade quando fosse libertada. ‘Sou apenas jovem e devo começar uma carreira de algum tipo, visto o meu nome ser bem conhecido. Poderia muito bem continuar com isso e fazer-nos muito dinheiro ha! ha!’, escreveu ela aos pais. Contudo, a sua carreira como uma pin-up foi relativamente curta e ela acabou a viver numa série de casas da Câmara”. “Naquela época, lembra um contemporâneo, ‘cada homem na sala queria fazer sexo com ela’. Atualmente, a avó de 71 anos vive sozinha numa habitação social (sheltered house) em Beckenham, sul de Londres, com os seus gatos”. A outra, “Mandy Rice-Davies capitalizou a notoriedade que o julgamento lhe trouxe, comparando-se a Lady Hamilton, a amante de lorde Nelson. Converteu-se ao judaísmo e casou com o empresário israelita Rafi Shauli, abrindo vários clubes noturnos e restaurantes em Telavive. Foram chamados Mandy’s, Mandy’s Candies e Mandy’s Singing Bamboo. Em meados dos anos 60, Rice-Davies gravou uma série de singles pop fracassados para a etiqueta Ember, incluindo ‘Close Your Eyes’ e ‘You Got What it Takes’. (…). No auge do escândalo Profumo, o primeiro primeiro-ministro da Malásia independente, Tunku Abdul Rahman, veio a Londres para uma visita. Numa receção, no aeroporto de Heathrow, quando lhe perguntaram o que queria fazer primeiro, ele retorquiu ‘Eu quero Mandi’, o que chocou a festa de receção, porque eles não sabiam que ‘Mandi’ significa ‘tomar um banho’ em malaio”.
“Talvez o mais fascinante de tudo, é que, apesar de antigamente serem tão unidas que alinhavam em comboios de sexo a três, incluindo com Douglas Fairbanks jr., as duas mulheres não se falam há 30 anos. Rice-Davies, que também é avó, afirmou que não sabe por que a ex-amiga nunca mais lhe falou. ‘Por alguma razão ela não gosta de mim, talvez por que vivi no estrangeiro e escapei a muito do óbvio preconceito que ela sofreu’. Mas segundo um antigo conhecido de Keeler, a visão de Rice-Davies envolvendo-se na ribalta outra vez, seria demasiado para Keeler suportar. ‘Ela sempre considerou Mandy como uma arrivista, que viu o que Christine tinha, no início, e queria-o. É muito irritante para ela ver quão bem Mandy se safou. Christine não chega perto da obstinação ou espírito empresarial de Mandy. Teve sempre uma certa ingenuidade. Sente-se usada por tantas pessoas e ela acabou com nada’. (…). O veredito de Keeler sobre a sua ex-amiga é mais amaldiçoador. ‘Uma verdadeira pega’, é como ela descreve Rice-Davies na sua mais recente autobiografia, ‘Secrets and Lies’, acrescentando: ‘Havia sempre uma surpresa na sua cara sempre que ela pensava que devia fazer mais do que deitar-se na horizontal para ganhar a vida. Ou balançar-se de lustres. Nos anos desde que nos conhecemos, sinto que ela tem deturpado os eventos e me deitado abaixo. Ela deve ter gostado do meu estilo, no entanto, pois imita-o nas suas fantasias, tomando conta da minha vida’. (…). Elas conheceram-se no Murray’s Cabaret Club, no Soho, onde os escalões altos da sociedade londrina bebericam champanhe, enquanto assistem a espetáculos de raparigas de seios nus – incluindo Keeler e Rice-Davies – a dançar nas suas mesas em trajes de lantejoulas e meias de rede. Keeler, que cresceu na pobreza em dois vagões adjacentes em Wraysbury, Berkshire, tinha 17 anos quando começou a trabalhar lá, na primavera de 1959. Filha de um polícia, Rice-Davies tinha acabado de fazer 16 anos quando apareceu no ano seguinte vinda de Solihull, nas West Midlands. Forçada a dividir o seu camarim pela primeira vez, Keeler logo antipatizou com ela. ‘Tudo nela dizia Quero casar com um milionário, ela poderia muito bem ter carregado um letreiro’, escreveu ela na sua autobiografia, acrescentando: ‘Ela tinha impregnado o cheiro da ambição. Parecia-me sem tato’. Mas atiradas no mesmo fosso de ursos social, muitas vezes incapazes de ganhar o suficiente para se alimentarem, as duas adolescentes tornaram-se companheiras, vagueando por Chelsea e Belgravia, à procura de cafés baratos ou amigos endinheirados para as alimentarem. ‘Descobrimos que dando-nos bem era mais fácil do que sermos más uma para a outra’, lembra Keeler. Foi no Murray’s Cabaret que Keeler conheceu o osteopata Stephen Ward, que contava entre os seus clientes Winston Churchill, Frank Sinatra e Elizabeth Taylor, e tinha a reputação de fornecer jovens atrativas acompanhantes aos seus amigos ricos”.
c) Stephen Ward introduzira Christine Keeler na cama de Profumo e na do adido naval russo e espião Yevgeny Ivanov e Mandy Rice-Davies na do visconde de Astor, entre outros, no mundo de orgias frequentadas por aristocratas, políticos e estrelas de cinema. “Quando o ministério público notou que lorde Astor negou o caso e mesmo de alguma vez a ter conhecido, Mandy respondeu: ‘Ele o negaria, não negaria?’”.
[4] A alegria da liberdade. “Fashion Monster” (2013): “Não quero ser uma boa rapariga como as outras, não sentes o mesmo / Não quero ser amarrada pelas regras dos outros / Ser egoísta, coração a bater, quero continuar assim”. “Kiriko Takemura nasceu a 29 de janeiro de 1993, conhecida pelo seu nome artístico Kyary Pamyu Pamyu, é uma modelo, bloquista e cantora japonesa. A sua imagem pública está associada à cultura kawaisa [significa ‘adorável’, é a qualidade de fofura no contexto da cultura japonesa] e decora [subcultura de moda jovem caraterizada por roupas coloridas com excesso de acessórios e brinquedos], concentrada no bairro Harajuku de Tóquio. (…). Kyary explicou o seu nome artístico numa entrevista para a MTV japonesa. Ao usar perucas loiras como uma afetação de moda no liceu, uma amiga começou a chamar-lhe Kyari, porque ela adotou a cultura ocidental e parecia-se ‘como uma rapariga estrangeira’. O nome pegou. Ela pensou que o nome Kyari – a soletração fonética japonesa do nome ocidental Carrie – era muito curto e ‘faltava-lhe algo’. Juntou-lhe Pamyu Pamyu porque soava fofo. Ela refere o seu nome artístico completo como Caroline Charonplop Kyary Pamyu Pamyu” ▬ “PonPonPon” (2011) ♫ “Tsukematsukeru / pestanas postiças” (2011), “Kyary declarou que a música foi criada após trocar mensagens com o seu produtor, Nakata Yasutaka. Kyary disse que se tornara viciada em colocar pestanas postiças e Nakata respondeu-lhe que ‘Tsukematsukeru soava bem’”.
[5] Ou acaba o mundo ou acaba o corpo. (Futuros não existem na vida real, só na Economia e apenas por inépcia da atual classe política). “Un amour de jeunesse” (2011), real. Mia Hansen-Løve, c/ Lola Créton, Sebastian Urzendowsky… “Paris, 1999. Camille tem 15 anos e está apaixonada no amor e no sexo por Sullivan, que tem 19 anos. Sullivan planeia uma viagem de dez meses à América do Sul com os seus amigos. Não leva Camille com ele, o que a faz sentir-se bastante insegura e ressentida. Antes de Sullivan partir, eles passam algum tempo na casa de montanha de Camille em Ardeche, a cavalgar pelos campos, a colher amoras, a desfrutar do sol e a nadar no Loire. Quando regressam, no outono, Sullivam parte, escrevendo cartas a Camille, enquanto ela traça a rota dele num mapa na parede do quarto de dormir. O tempo passa, e Sullivan deixa de escrever. Camille entra em depressão e acaba num hospital depois de uma tentativa de suicídio. Mas ela segue a sua vida em frente. Em 2003, quatro anos decorreram, e Camille é uma estudante de arquitetura. Seguiu com a vida, cortou o cabelo, tem um emprego, e lentamente começa a apaixonar-se pelo seu professor Lorenz”.
Banda sonora deste amor adolescente: Violeta Parra “Volver a los 17” ♫ Violeta Parra “Gracias a la vida” ♫ Matt McGinn “Little Ticks of Time” ♫ Patrick Street “Music for a Found Harmonium” ♫ Andrew Cronshaw “Wasps in the Woodpile” ♫ Miss Kittin & The Hacker “Frank Sinatra” ♫ We in Music “Now That Love Has Gone” ♫ Johnny Flynn e Laura Marling “The Water”.

no aparelho de televisão

LHeure Simenon” (1987-88), duração 52 min., coprodução franco-germano-hélvetico-austro-holandesa baseada nos romances de Georges Simenon. Transmitida às terças-feiras cerca das 22:30 na RTP 1. De 12 de julho / 23 de agosto de 1988. Episódio 3 “Strip-tease”: “durante os anos 50, no universo glauco de uma boîte de província, a vida sem alegria de uma bailarina a envelhecer”. Episódio 4 “Les demoiselles de Concarneau”: “levando uma existência sufocante entre as suas duas irmãs, um homem vê a sua vida irremediavelmente desperdiçada por um acidente, pelo qual ele não é totalmente responsável”. Episódio 5 “Le fils Cardinaud”: “saído de uma família proletária, um homem, tornado burguês de moral muito estrita, não pode aceitar a partida da sua mulher e faz tudo para a reencontrar”. “Fantasy Island” (1977-1984), duração 45 min., transmitida às quintas-feiras pelas 13:30 na RTP 1. De 30 de junho de 1988 / 6 de abril de 1989. “Antes de ser uma série de televisão, A ilha da fantasia, foi apresentada ao público em 1977 através de dois telefilmes. Transmitida entre 1978 e 1984, a série era interpretada por Ricardo Montalbán, como Mr. Roarke, o enigmático supervisor de uma ilha misteriosa no oceano Pacífico, onde as pessoas de todas as classes sociais podiam vir e viver todas as suas fantasias, ainda que por um preço”, 50 mil dólares. “A série foi filmada principalmente em Burbank, Califórnia, sendo as cenas do litoral da ilha mágica, no genérico, filmadas em Moorea, Polinésia francesa. A casa com a torre do sino, onde Tattoo toca, é o Queen Anne Cottage, localizado no arboreto e jardim botânico de Los Angeles, em Arcadia. O avião [1], ‘a chegar’ com os convidados, era filmado na lagoa atrás do Queen Anne Cottage. Às vezes, as cenas exteriores eram filmadas no arboreto”. Muitos(as) convidados(as) famosos(as) aterram na ilha como Linda Cristal, Lola Falana, Sue Lyon, Tracey Gold, Samantha Eggar, Jo Ann Pflug ou Dorothy Stratten. Em 1998, a ABC ressuscitou a série com Malcolm McDowell no papel de Mr. Roarke. “Enquanto esta versão teve alguns elementos interessantes, não teve o mesmo charme da série original. Produzida entre 1998 e 1999 rodaram-se 13 episódios. Mr. Roarke é o anfitrião da nova Ilha da fantasia [2]. Trocou o antigo fato branco por modelos de Giorgio Armani para melhor receber os seus novos hóspedes. Mr. Roarke está mais irónico, mais misterioso e já não conta com a assistência de Tattoo[3]. “Vivá Música” “programa da autoria de Jorge Pêgo, João Igreja e Manuel Medeiros. Produção de Manuel Medeiros e apresentação de Jorge Pêgo. Nasceu para fazer o aproveitamento dos telediscos que iam chegando todos os dias à RTP. O autor e apresentador era Jorge Pêgo que na mesma altura apresentava o programa ‘TNT - Todos No Top’ na Comercial. Trabalhava em rádio desde o início da década de 70 tendo colaborado em televisão no programa ‘Ligeiríssimo’ (1977) [4] e na segunda fase de ‘Semi-Breves’ (1979). Depois de ser convidado para fazer o programa sugere que ele passe a apoiar a música portuguesa que vivia o emergente ‘boom’ do rock português. O programa começa por ser transmitido, quinzenalmente, na RTP 2. Graças à popularidade obtida passa a ser transmitido, todas as semanas, pela RTP 1. [Domingos, cerca das 17:20, de 1 de agosto a 27 de setembro de 1981, no período de férias do ‘Passeio dos alegres’, de Júlio Isidro]. Os três primeiros programas foram apresentados na RTP 2. O primeiro foi dedicado ao rock, [quarta-feira, 27 de maio, 1981, 21:00H], o segundo à Banda do Casaco [10 de junho, 22:00 H] e o terceiro ao último álbum de Sérgio Godinho (‘Canto da Boca’) [24 de junho, 21:00 H]. No programa de 10 de junho foram divulgados Banda do Casaco (‘No Jardim da Celeste’), Dina, Sérgio Godinho e Fisher Z”. Reaparece aos domingos, 17 de outubro de 1982, cerca das 18:00, para a 2 de julho de 1983 trocar para o sábado, (com Dina e Heróis do Mar), cerca das 16:00, substituindo o ‘Festa é festa’, do Júlio Isidro / termina a 10 de setembro de 1983, com um especial Kajagoogoo, Clube Naval, novo duo português, Grupo Novo Rock (GNR). Regressa  pelas 18:15 aos sábados, 2 de janeiro / 10 de setembro de 1988. “Philip Marlowe, Private Eye” (1983-1986), duração 60 min., transmitida às quintas-feiras cerca das 21:30 na RTP 1. De 2 a 30 de agosto de 1984. “Durante a década de 30, o detetive de Los Angeles, Philip Marlowe, confia na sua esperteza, instinto, arma e whisky para resolver muitos dos piores crimes da cidade”. Dos livros de Raymond Chandler: “Ela cheirava da mesma forma que o Taj Mahal parece ao luar”, em “The Little Sister” (1949). “Cagney & Lacey” (1981-1988), duração 60 min., transmitida aos domingos pelas 19:00 na RTP 1. De 16 de dezembro de 1984 / 6 de janeiro de 1985. “O produtor Barney Rosenzweig foi influenciado pelo feminismo através da sua então namorada Barbara Corday, que lhe recomendou o livro ‘From Revenge to Rape’ de Molly Haskell. Depois de saber por Haskell que nunca tinha havido um filme de compinchas feminino, Rosenzweig procurou fazer um, uma comédia inicialmente chamada ‘Newman & Redford’ (antes de alterar o título por razões legais). Barbara Avedon & Corday escreveram o guião. Nenhum estúdio queria fazer o filme [5], então Corday ponderou levá-lo para a televisão. Rosenzweig pegou no guião, removeu a trama principal (deixando apenas os traços dos personagens), e levou-o a todas as estações de televisão, mas só a CBS lhe pegou”. “A maioria dos episódios de Cagney & Lacey lidavam com as dificuldades quotidianas encontradas por duas mulheres numa profissão predominantemente masculina. Isso implicou muito mais do que simplesmente apresentar conflitos de género no local de trabalho, embora certamente havia muitos deles. Em vez disso, esta estrutura dramática requeria uma reconsideração de toda a estrutura genérica da ‘série policial’. Enquanto as duas mulheres tratavam com questões como ‘violência’, ‘armas’, ‘criminosos masculinos’ ou ‘as ruas’ – todos os elementos da ficção policial – os argumentistas e produtores, bem como as audiências eram obrigados a refletir sobre as novas ressonâncias dentro do género”. Trivia: “no início das suas carreiras, Miguel Ferrer e o seu irmão Rafael estiveram ambos em papéis convidados na série. Na filmagem do seu episódio estavam tão juntos que os irmãos foram de férias para o local de filmagem, acompanhados pelo seu pai José Ferrer. Convidado para ir ter com eles, estava o seu primo George Clooney, que falhara encontrar trabalho como atleta profissional e estava sem rumo quanto à sua escolha de uma carreira. Foi durante estas férias que Miguel o encorajou a enveredar pela representação”. “O produtor executivo Barney Rosenzweig estava casado com a cocriadora Barbara Corday quando a série estreou. Eventualmente, divorciaram-se e Rosenzweig, mais tarde, casou com a protagonista Sharon Gless”.
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[1]Da plane! Da plane!”, esta pacata vida feliz, que lhe trazia sorrisos nas suas hélices, liberdade nas suas asas, decairá no mais negro sofrimento de um motor engripado na oficina de um mecânico malévolo. Após o cancelamento da série o avião foi vendido e, segundo o Oklahoma Bureau of Narcotics, usado para traficar cocaína para o sudeste de Oklahoma.
[2] Fantasy Island é… Eau de Toilette para mulheres lançada em 2013 por Britney Spears. “A fragrância pertence à popular linha de perfumes doces. A linha inclui a Fantasy original de 2005, Midnight Fantasy de 2006, Hidden Fantasy de 2008 e Circus Fantasy de 2009. O perfume é anunciado como uma escapadela a uma ilha tropical feita de aromas florais e frutados. Ele abre com um cocktail de citrinos, tangerina, clementina, arando vermelho e melancia. Flores de jasmim, violetas e frésias excedem o baixo apontamento de almíscar e cana-de-açúcar”. – Também é uma compilação de desenhos animados com Duffy Duck e Speedy Gonzales parodiando Mr. Roarke e Tattoo: “Duffy Duck’s Movie: Fantastic Island” (1983). – E… cereja, bolo e refrescos com bolhas, um programa de TV australiano: “Fantasy Island Reality TV”: “200 belas mulheres, 100 homens ricos e bonitos deixados à solta numa ilha paradisíaca tropical”.
[3] Hervé Villechaize canta. “Embora popular para o público, Villechaize provou-se um ator difícil na Ilha da fantasia, onde continuamente importunava as mulheres e discutia com os produtores. Eventualmente, foi despedido depois de exigir um salário equivalente a Ricardo Montalbán”. Nos anos 80, tornou-se muito famoso em Espanha com as suas imitações de Felipe González no programa “Viaje con nosotros” de Javier Gurruchaga. Villechaize suicidou-se na sua casa em Los Angeles em 1993. Na carta datada, 3 de setembro, escreveu: “03:00 não posso falhar com uma bala idiota – Ah! Ah! Nunca ninguém soube da minha dor – por 40 anos – ou mais. Tenho que fazer isto lá fora menos sujeira”.
[4] Programa que estreou o vídeo promocional de “Aquele fim de verão” (1978), uma balada estival pop de Tozé Brito para o primeiro LP das Cocktail – a primeira girl band portuguesa, c/ Fernanda de Sousa (i.e. Ágata), Rita Ribeiro (filha de Curado Ribeiro, atualmente bisavó) e Maria Viana (filha de José Viana).
[5] Um estúdio apoiava o filme desde que o produtor contratasse Raquel Welch e Ann-Margret para os papéis principais. “‘Danny Melnick ia fazer o filme, se conseguíssemos Raquel Welch e Ann-Margret, e orçamentá-lo abaixo de um milhão e seiscentos mil dólares, mas, infelizmente, o preço e o elenco excluíam-se um ao outro. Francamente, por um milhão e seiscentos mil dólares não poderia fazer aquele filme com a minha tia e tio, muito menos com Welch e Ann-Margret’, observou Barney Rosenzweig”.

na aparelhagem stereo

“Rockin” Reece Undercut prevê os êxitos musicais para 2009 [1]. Disponíveis ao grande público estão infindos métodos de adivinhação. Gerais, como: tiromancia (queijo), pelomancia (lama), rapsodomancia (textos), oomancia (ovos), nefelomancia (nuvens), antracomancia (carvão incandescente), aritmomancia (números), bibliomancia (Bíblia), cleromancia (dados), alectoromancia (galo). Ou, outros mais particulares da tradição portuguesa como: oinomancia (vinho), onicomancia (azeite) ou onfalomancia (número de filhos de uma mulher) [2]. A fertilidade da mulher portuguesa, sobretudo, a sua fidelidade, permitem prever acroamático êxito de Canuco Zumby ft. BernardinaMinha xuxa”: “Isso é p’ro meu marido / P’ra mais ninguém”, canta ela com compostura pelo lar e altar. – Nas sociedades livres, a vida das pessoas não o pode ser, e o seu consumo tem que ser controlado, para autonomia nula, orientado, para lucro supremo, sintonizado, na tinta (cola social) da classe dominante [3]. No caso da música esse instrumento produtor chama-se versificador. George Orwell em “1984”: “Havia semanas que a canção estava em voga em Londres. Era uma das inúmeras músicas publicadas para as proles por uma subsecção do Departamento de Música. As letras eram compostas, sem intervenção humana, num instrumento chamado versificador”.
Na criação da sociedade perfeita, aquela com controlo absoluto sobre os cidadãos para que estes, por sua vez, possam ser livres, a ciência desmoça territórios. “O Projeto Genoma da Música foi inicialmente idealizado por Will Glaser e Tim Westergren no final de 1999. Em janeiro de 2000, uniram forças com Jon Kraft para fundar a Savage Beast Technologies para levar a ideia ao mercado. O Projeto Genoma da Música era um esforço para ‘capturar a essência da música ao nível fundamental’ usando quase 400 atributos para descrever as canções e um algoritmo matemático complexo para os organizar. Sob a direção de Nolan Gasser, a estrutura musical e execução do Projeto Genoma da Música, composto de 5 genomas (pop / rock, hip-hop / eletrónica, jazz, world music e clássica), estavam avançados e codificados. Uma determinada canção é representada por um vetor (uma lista de atributos), contendo aproximadamente 400 ‘genes’ (análogos aos genes determinantes de uma caraterística para os organismos no campo da genética). Cada gene corresponde a uma caraterística da música, por exemplo, sexo do vocalista, nível de distorção na guitarra elétrica, tipo de coros, etc. As canções rock e pop têm 150 genes, as canções rap têm 350 e as canções jazz têm aproximadamente 400. Outros géneros de música, como world e música clássica, têm 300-500 genes”.
A sociedade perfeita é biológica, debaixo da pele tocam estações de rádio, basta a estrutura política rodar os botões para o cidadão dançar (trabalhar). “A música do ADN e as proteínas”. “A estrutura do ADN e os genes subentendem uma harmonia que certos artistas e compositores transcreveram na sua música. Para além destas visões de artista, a física quântica mostra, graças a Joël Sternheimer, que a cada aminoácido, compondo uma proteína, está associada uma onda de escala, que pode ser transcrita numa nota de música. Através da música das proteínas ou protéodias, é possível entrar em diálogo íntimo com o organismo, o que abre perspetivas apaixonantes e novas na agricultura e na medicina. (…). Acontece que certas músicas populares contêm protéodias, naturalmente, sem que o seu compositor tenha consciência. É, por exemplo, o caso do tema ‘O Sole Mio’, uma canção popular de Nápoles tornada célebre pelo tenor Enrico Caruso. Corresponde à estimulação de uma proteína que tem um papel de acumulação de energia nas células do girassol. (…). Como é divertido, quando pensamos que o girassol armazena continuamente energia nas suas células, quando lhe cantamos ‘O Sole Mio’ sob um sol brilhante de verão! É também o caso do ‘Canon’ de Pachelbel, cujo tema corresponde a um proteína antistress, e da canção ‘Aimer’, extraída da comédia musical ‘Romeu e Julieta’, cujo tema corresponde a uma proteína que favorece a fertilidade. Efetivamente, houve um aumento da natalidade na época (em 2002)”.
Os músicos também estão no compasso certo da sociedade perfeita. David Cope: “Comecei as Experiências em Inteligência Musical em 1981, como resultado de um bloqueio criativo. A minha ideia inicial envolvia a criação de um programa informático que tivesse a perceção do meu estilo musical geral e a habilidade de seguir as ideias de um trabalho em processo criativo, de tal forma que, num determinado momento, eu pudesse requer a próxima nota, o próximo compasso, os próximos dez compassos, etc. A minha esperança era que esta nova música fosse, não apenas interessante, mas relevante para o meu estilo e trabalho atual. Porém, tendo muito pouca informação sobre o meu estilo, comecei a criar programas informáticos que compunham obras completas nos estilos de vários compositores clássicos, sobre os quais eu sentia que conhecia algo de mais concreto”.
Dave Solder e Nina Mankin, com base num inquérito realizado na primavera de 1996 a 500 pessoas, escreveram a música e letra das músicas Mais Desejadas e das Mais Indesejadas. “Este inquérito confirma a hipótese que, atualmente, a música popular fornece, realmente, uma estimativa precisa dos desejos da vox populi. O conjunto mais apreciado, determinado pela atribuição de uma notação por parte dos participantes à combinação dos seus instrumentos favoritos, compreende um grupo de tamanho moderado (três a dez instrumentos), consistindo em guitarra, piano, saxofone, baixo, bateria, violino, violoncelo, sintetizador, com vocais baixos masculinos e femininos cantando no estilo rock / R&B. As letras favoritas narram uma história de amor e o ambiente favorito para ouvir era em casa. A única caraterística, nos temas das letras, comum a ambas as categorias, mais desejadas e mais indesejadas, é ‘estimulo intelectual’”.
Conselhos. Dos bons. “The Manual (How to Have a Number One the Easy Way)”: “Em primeiro lugar, você deve estar teso e no desemprego. Qualquer pessoa com um emprego decente ou dedicada a tempo inteiro à educação, não terá tempo para despender para conseguir realizá-lo. Além disso, estando no desemprego dá-lhe uma perspetiva clara de como grande parte da sociedade é gerida. Se você já for um músico pare de tocar o seu instrumento. Melhor até, venda droga. Tornar-se-á mais claro à frente, por enquanto, acredite na nossa palavra. (…). Ainda pior do que ser um músico é ser um músico numa banda. Bandas a sério nunca chegam a Número Um, a menos que sejam fantoches. (…). Não ter dinheiro aguça o engenho. Força-o a nunca tomar a decisão errada. Não há rede de segurança para o apanhar quando você cair”. The Manual “é um livro de 1988 dos Timelords, (Bill Drummond e Jimmy Cauty), mais conhecidos como The KLF. É um guia, passo a passo, para alcançar um single n.º 1, sem dinheiro ou competências musicais, e um estudo da sua paródia popDoctorin’ the Tardis’”, n.º 1 no Reino Unido.
A indústria não ficou de ouvidos moucos. “A Polyphonic HMI anunciou (2004) que orientou a produção de uma canção de êxito. A primeira canção a ser lançada, cujo produtor usou o Hit Song Science (HSS), como instrumento de produção, atingiu ‘alta rotação’ no lançamento e estreia no mercado. A canção, ‘Left Outside Alone’, foi lançada para a rádio na Europa no final de fevereiro e já está a queimar os tops. O diretor de programas do Rádio Hamburgo, Marzel Becker diz que a canção ‘porta-se muito bem (pela reação dos ouvintes) e pusemo-la em alta rotação’. A canção foi produzida por Glen Ballard e Dallas Austin, com produção adicional e mistura feitas pelo produtor vencedor de um Grammy, Ric Wake, que usou o serviço da Polyphonic HMI para calibrar o trabalho para padrões matemáticos ideais”. A “uPlaya fornece a músicos independentes ou sem contrato retorno imediato da sua música. O Hit Song Science da uPlaya analisa tecnicamente canções carregadas pelo seu potencial de sucesso através da deconvolução espetral”. “Desde músicos a sonhar na sua garagem a multinacionais, tais como a Sony ou a Universal, toda a gente está a usar clandestinamente uma nova e controversa tecnologia para ganhar vantagem sobre os seus concorrentes. E, tal como nos atletas e as drogas que melhoram o desempenho, há uma relutância notável em falar disso. Mas o segredo está na rua: a indústria de gravação, antigamente um bastião do talento criativo rebelde, está a sucumbir à simples, fora de moda, ciência da análise estatística. (…). Este equivalente computorizado do programador de televisão Juke Box Jury é conhecido como Hit Song Science. Foi desenvolvido por uma empresa espanhola, a Polyphonic HMI, que usou décadas de experiência a desenvolver tecnologia de inteligência artificial para o setor bancário e indústrias de telecomunicações, para criar um programa que analisou os padrões matemáticos subjacentes na música. Isolou e separou 20 aspetos da construção de uma canção, incluindo a melodia, harmonia, progressão de acordes, batida, tempo e altura, e identifica e cartografa padrões recorrentes numa canção, antes de a fazer corresponder a uma base de dados contendo 30 anos de singles de sucesso da Billboard – três milhões e meio melodias no total. O programa então atribui à canção uma pontuação que regista, de facto, a probabilidade e ser um sucesso nos tops”. David Meredith, CEO da Music Intelligence Solutions, sobre o software Hit Song Science: “(É) uma série de algoritmos que usamos para procurar qual é possibilidade de uma canção ficar no ouvido, para ter esses padrões na música, que corresponderão àquilo que as ondas cerebrais humanas achariam agradável”. O negócio de vender ao povo o que o povo quer e precisa é um hit. Mike McCready, cofundador da Polyphonic HMI, no final de 2005, partiu para fundar em 2006 a Music Xray.
Clientes satisfeitos. Os Tyrannosaurus Grace. Diz o seu teclista e engenheiro de som Justin Foss: “Adoramos que uPlaya seja um serviço que se dedica a ajudar artistas, e ajuda a fortalecer-nos ainda mais, para tomarmos a nossa carreira musical nas nossas mãos”.
Nota final. “A fórmula científica para prever uma música de sucesso”. “Deve notar-se que nem todas as tentativas para prever êxitos se focam na desconstrução do ADN das caraterísticas da canção. Há outras abordagens que tomam um rumo completamente diferente, tal como a que se baseia na análise linguística de opiniões Online sobre a canção. Todavia, talvez a mais impressionante de todas seja a abordagem do grupo da Universidade Emory, que usa imagens de ressonância magnética do cérebro das pessoas, quando ouvem uma canção, como base para as suas previsões”.
Êxitos retumbantes:
Agricultor Debaixo do Tractor “oriundo de Aveiro, o grupo era liderado por Ivar Corceiro, um dos urbano-depressivos locais que um dia desejou criar uma banda experimental com influências de Nurse With Wound e Negativland, projetos que, à data, estavam na baila. Ivar Corceiro (teclas, voz, recolhas sonoras), Paulo Corceiro (teclas, voz, sampler), Carla, Pôlas e Pedro Serrazina (colaborações diversas) foram os integrantes da banda que, formada em outubro de 1990, gravou duas maquetes utilizando apenas órgãos infantis, colagens sonoras de sons pilhados algures, samplings de discursos e algumas linhas rítmicas para dar um tom modernaço. Os amigos logo anunciaram que se havia descoberto o futuro da arte. Deram por encerrada a sua actividade logo a seguir. Ivar Corceiro foi também mentor dos projetos Criança Carbonizada, Grupo Excursionista e Astrólogo Perneta. Trabalha atualmente na área do cinema, faz ilustração infantil e está a preparar um novo projeto designado Annoying Pop Up. Paulo Corceiro integrou ainda na década de 90 – conjuntamente com o seu irmão Ivar, Zé Tó e Filipe Álvelos – outros projetos como os Paul Aroid, bem mais sério e tecnicamente coerente que os anteriores devaneiosÉ pra todos” (1991) ♫ “Super scope antitártaro” (1991). Friedrich que se lixe “originários de Alcobaça nunca alcançaram grande sucesso comercial mas os seus concertos esgotavam sempre e eram seguidos por uma legião de fãs por todo lado. Considerados por muitos a melhor banda rock de Portugal para a sua época. Eram uma das poucas bandas portuguesas com algumas letras em inglês. Ainda hoje é assumida como uma banda lendária da cena musical portuguesa dos anos 80 & 90” no Bar Ben ♫ “Prece a Deus” ♫ “Last One”. Tu Metes Nojo “nascidos em 94, estes rapazes eram (e continuam a ser) uns verdadeiros parolos-billys. O tipo que berra dava pelo nome de Xano Maxi Lino e andava na escola Quinta das Flores e era guarda-redes de pólo aquático. Tinha umas sapatilhas nojentas e umas calças de ganga que, meu deus... (deus com letra minúscula é mesmo assim).... Bem, o guitarrista de nome To Douglas (o cabelo à Kirk Douglas é uma delícia) era o maior dos putos parolos. Poupa e hard-creepers e era vê-lo a consumir King Kurt, Klingonz e apagar fogos com o Paul Fenic. Quanto ao baixista, esse era o maior (atenção que não é o Brunh quem escreve isto). Brunh era um senhor. Uma pequena poesia: parece que de luto ando, todo de preto vestido, é o preço que se paga, por ser um gótico assumido. Quanto ao tipo da bateria, o Miraldinho, esse puto era um pró. Acho que a palavra pró resume tudo. Assim em 94 estes tipos juntam-se e até 2005 fazem mais concertos que ensaios. Alguns lemas da banda: ‘faz uma banda e tem prejuízo’, ‘música rápida implica violência’, ‘o papa está connosco’, ‘opá metes-me cá um nojo se tu soubesses’, ou ainda, ‘esta banda é uma manta de retalhos’. Alguns ícones da banda: Zé Guru (fundador dos Tu Metes Nojo), Zé Porco, Tony Fortuna, Papa, couves e nabos, o violador... Frase favorita dos técnicos de som: mal empregado P.A. para estes gajos...
Alguns momentos altos: expulsos do palco principal da latada depois de terem dito que o Olavo Bilac era o namorado da Ruth Marlene e que a queriam violar, concerto com os Gothic Sex na via latina em que no jantar ainda tentaram falar com o promotor para receberem 10 contos, ou ainda quando na Fuzeta um pescador mostrou a pila e queria atirar um tijolo aos cornos do vocalista. Alguns momentos menos bons: não há. Bem, esta banda acabou quando o papa João Paulo 2 (este 2 também tem a sua classe) morreu. Tinham prometido que assim seria desde o primeiro dia e cumpriram. Deram o seu último concerto no palco RUC, na queima das fitas no dia 13 de maio de 2005. No presente momento são todos homens de sucesso, menos o vocalista” ► “Lição de moral” ♫ álbum “À papo seco” (2001).
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[1] Desenho animado de David John Firth “nascido em 23 de janeiro de 1983 é um animador, videoartista, cineasta amador e músico inglês. Como cartunista o trabalho de Firth é amplamente distribuído via Internet principalmente no popular site de animação em Adobe Flash, Newgrounds, assim como nos seus próprios sites”.
[2] Falta coniculomancia, s. f. (do Lat. cuniculu + Gr. mancia): adivinhação através das caganitas depositada por um coelho passeando num prado. Esta adivinhação é fulcral quando há milagre económico, novo ciclo, sinais positivos da economia, exportações, crescimento, lato sensu, inversão. Durão Barroso, o turista propositado europeu a), consultou uma coniculomante, concretizou o prognóstico, enaltece: “Permitam-me também agora, na minha língua materna, uma palavra muito especial ao primeiro-ministro de Portugal, dr. Pedro Passos Coelho. Fiquei muito sensibilizado sr. primeiro-ministro, caro amigo, por se ter deslocado para participar nesta cerimónia. Agradeço-lhe também as suas palavras generosas e aproveito para lhe expressar a minha sincera admiração pela determinação e coragem com que tem enfrentado os desafios verdadeiramente históricos que agora se colocam a Portugal. Gostaria também de lhe agradecer a forma empenhada, competente e construtiva com que tem contribuído para um aprofundamento do projeto europeu” (16 de janeiro 2014, em Cáceres, ao receber o merecido prémio Carlos V).
a) Don DeLillo: “Ser turista é fugir da responsabilidade. Os erros e os defeitos não se colam em nós como em casa. Somos capazes de vaguear por continentes e línguas, suspendendo a atividade do pensamento lógico. O turismo é a marcha da imbecilidade. Contam que sejamos imbecis. Todo o mecanismo do país hospedeiro está adaptado aos viajantes que se comportam de um modo imbecil. Andamos às voltas, aturdidos, olhando de esguelha para mapas desdobrados. Não sabemos falar com as pessoas, ir a lado nenhum, quanto vale o dinheiro, que horas são, o que comer ou como o comer. Ser-se imbecil é o padrão, o nível e a norma. Podemos continuar a viver nestas condições durante semanas e meses, sem censuras nem consequências terríveis. Tal como a outros milhares, são-nos concedidas imunidades e amplas liberdades. Somos um exército de loucos, usando roupas de poliéster de cores vivas, montando camelos, tirando fotografias uns aos outros, fatigados, desintéricos, sedentos. Não temos mais nada em que pensar senão no próximo acontecimento informe”, em “Os Nomes”.
Turismo responsável só em Gustávia, capital de St. Bart’s ou de… Bikini micro, c/ Veronika Fasterová, em Magaluf, Maiorca. Veronika Fastero, 1,71 m, 48 kg, 82-60-87, sapatos 40, olhos castanhos, cabelos castanhos, nascida a 8 de outubro de 1987 em Praga. “No mesmo ano os Guns N’ Roses lançaram o ‘Appetite for Destruction’. Depois de ouvir o álbum pela primeira vez, ela disse que lhe mudou a vida, inspirando-a a ter uma rosa tatuada no tornozelo direito”. Fotografou para a Playboy maio 2012 ♣ fotos Massimiliano Uccelletti ♣ no lagola belle Veronika Fasterová porte le plus petit bikini du monde.
[3] A liberdade obriga a controlo de camadas que vão desde a música, o cinema, a literatura, a arquitetura, a política, o trabalho ou… a comida. Guy Debord: “A utilidade essencial da mercadoria moderna, que apenas pôde desenvolver-se à custa de todas as outras, é o facto de ter de ser comprovada: e é por isso que, devido a um milagre cujo segredo só ela conhece e à mediação do capital, é capaz de ‘criar emprego’! Mas o emprego que nós lhe podemos dar e o uso que dela podemos fazer é postulado automaticamente ou evocado falaciosamente e, no caso dos alimentos, conservando-lhes artificialmente algumas caraterísticas da sua antiga origem”, em “Enganar a fome” b).
b) Réplica do situacionismo no século XXI – “The Love Kills Theory” (2007), dos The Love Kills Theory, banda de Nova Iorque, fundada em 2006 pelo escritor, músico, produtor cinematográfico Cevin Soling, para publicar as suas canções após a separação da sua banda The Neanderthal Spongecake. Em 2007, editam o CD “Happy Suicide, Jim!”, referência a Jim Jones, líder do Templo do Povo, um culto que se suicidou na Guiana em 1978. “the love kills theory é uma tentativa artística para trazer a filosofia contemporânea para a narrativa dominante [ou “história dominante”, precisão teórica inventada pelo brilhante ministro Poiares Maduro, como uma app para users de discurso descontaminado de José Sócrates] onde pode ser acessível e relevante. O grupo é liderado por Cevin Soling, que atualmente está a estudar filosofia para o seu mestrado na Universidade de Harvard. Os the love kills theory são baseados numa amálgama das obras de Guy Debord, fundador da Internacional Situacionista, Aldous Huxley e outros, fundidos com estudos biogenéticos atuais sobre a evolução do desespero”.

58 Comments:

  • At 9:32 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    10.º post sobre 1983, mais precisamente sobre o nascimento do Bloco Central, uma aliança de governação PS-PSD – que atiram uns ossos também ao CDS – para receberem ajuda económica do FMI. Que isto de política é muito bonito, mas se não há cacau não compensa a distribuição de tachos, perdão, a distribuição de pelouros pelos mais competentes. Portugal estava em risco de não ter orçamento. E sem orçamento, quer dizer, dinheiro para distribuir, primeiro, pelas elites, depois, por ser uma democracia, e eles serem necessários de 4 em 4 anos, pelos pobres, a política perde o seu fascínio. Havia para pagar da dívida portuguesa: 13 % em 1983; 15 % em 1984; 14 % em 1985. A massa tinha que aparecer e muita gente passou fome. Felizmente, isso nunca mais sucedeu, as elites portuguesas têm sido do lombo.

    Começo com a conhecida divisão europeia norte / sul, já topada por Leibniz, fundamentalmente uma divisão que vem da Reforma. (Claro que se pode recuar ainda mais, ao tempo dos vikings, ou ao tempo em que a Germânia ainda não era totalmente homo sapiens, em guerra contra Roma). Apesar da base comum, o cristianismo, formaram-se de facto duas religiões, e são as ideias religiosas que orientam as sociedades. Não propriamente as vidas individuais das pessoas, nas sociedades alguns até são ateus ou de minorias religiosas, mas a sua alma coletiva. Enquanto os papistas preconizavam a oração e a mendicidade para cumprirem os desígnios do seu deus, os protestantes procuravam o enriquecimento para realizarem o seu deus. E hoje ainda predomina esta ideia já com séculos de história. E não há unidade que lhe chegue, nem com o nosso homem na Europa, o cherne Durão Barroso ou com o outro senhor com nome de esquentador. Por muito que o Bruno Maçães queira ser alemão, nunca poderá sacudir aquilo que é. Mesmo que se converta ao luteranismo e case com uma alemã (ou alemão), dê-se-lhe tempo e ele regressará á sua verdadeira natureza.

     
  • At 9:33 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Os donos de Portugal expulsos pelo 25 de abril estavam em pulgas para recuperarem os bons negócios do país, e o remédio para os problemas do país foi: PRIVATIZAR. Privatizar tudo o que fosse lucrativo, os adubos, cimento, banca, seguros, comunicação social (nesta houve ainda umas certas nuances). Foi uma legislatura que começa no fim de no final de maio de 1983 para vender a retalho. Meti a tabela dos vencimentos para se comparar com a população em geral, que grande parte nem chegava ao ordenado mínimo.

    Há um momento de ternura, este já de 2014 que não resisti mencionar: a audiência de Durão Barroso aos trabalhadores dos estaleiros de Viana, em Bruxelas, aquilo é fofura melhor que gatinhos na net.

    Na campanha eleitoral, o povo soberano votou em abril, mas antes os partidos apresentaram as suas promessas: Mota Pinto, apesar do país estar na bancarrota, prometia como uma máquina de casino. O que permitirá a Passos Coelho apresentá-lo como um grande estadista – como já ninguém se lembra de nada, e não existe História mas Histórias, está tudo bem. Também nessa altura está a origem cultural de Paulo Portas poder entrar nas salas CSD ao som de AC/DC, os CDesses são roquistas, os comunas eram mais de jazz.

    É muito de louvar a consciência dos jovens partidários, desinteressados na política, sempre na procura de ajudar os outros, como o jovem Rui Rio, na época um jota.

    Na secção cinema, a propósito de Mandy Rice-Davies estendi-me na história dela e Christine Keeler, sobretudo depois de ver uma foto de Keeler atual. Muito andou da foto icónica em que até a cadeira ficou famosa, aos dias de hoje. O tempo põe tudo no seu lugar certo.

    Só há liberdade num Estado altamente policiado e controlado, e isso implica conhecer como funcionam as pessoas, individual e coletivamente. Na música, como nos outros aspetos da vida humana, o conhecimento de padrões é fundamental para a vender às pessoas, citei alguns métodos que se usam atualmente. E com certeza usados por Emanuel para nos representar na Eurovisão, claro que houve contestação, muitos a dizer que gostam de Ornette Coleman ou de canção francesa, que consomem qualidade, mas é dar-lhes uns copitos que cantam logo o bacalhau que alho ou qualquer coisa da Rute Marlene.

    Fui obrigado a criar uma palavra nova, coniculomancia, que não pode ser assim, é composta de grego e latim, mas não faço ideia como se diz coelho em grego, e os especialistas, em vez de criarem palavras novas para o bom momento económico, andam preocupados com “c” e “p”, que já ninguém lê, a começar por eles.

    Bill Ward, é neste post que está o tal filme “‘Tout le monde il en a deux”, o melhor início de porno, e se aquele é o apartamento de Rollin, então ainda melhor.

     
  • At 10:11 da manhã, Blogger Panurgo said…

    Muito bom, muito bom.

     
  • At 5:35 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Panurgo: não consegui encontrar o livro de Leibniz com escritos políticos, tenho os livros empilhados em filas e, se não estão à vista, encontrá-los é pior que o trabalhão dos governantes em pintar o cabelo (suponho que para se parecerem a si próprios não-velhos, que para o observador a imagem é outra). A sua polémica com os papistas mostrava a definição do que é "Europa".

    Bom, mas ao menos consegui fazer o elogio a várias atrizes porno, as atrizes mais perfeitas porque conseguem representar algo que não existe: o orgasmo feminino. Uma vez disse a um gajo que ia casar em breve, numa conversa profunda sobre fingir orgasmos, que elas fingem sempre, que não existe orgasmo feminino, e o gajo ficou deveras preocupado. Não sei o fim da história, nunca mais o vi, mas dever havido happy end, ele descobriu o ponto G, como a Linda Lovelace na "Garganta funda", e viveram felizes para sempre.

     
  • At 7:58 da manhã, Blogger Panurgo said…

    Há qualquer coisa nessa suposta divisão que não me soa bem e que não me convence de todo. Trabalho e negócio sempre houve no Sul, por exemplo. Enfim. Já tentei abordar o tema de diversas perspectivas e não chego a nenhuma conclusão. Talvez não haja mesmo nenhuma.

     
  • At 8:58 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Panurgo: claro, o norte não é mais trabalhador, a questão é de perceção. Organizou-se de outra forma através do protestantismo, e criou uma representação do sul, agora, alguns acreditam que o modelo do norte é bom, Sócrates era a Finlândia (ou a Suécia ou lá o que era), estes é a Alemanha, os próximos será as ilhas Foaroé e por aí fora.

     
  • At 9:41 da manhã, Blogger Panurgo said…

    Mas a minha questão é outra. Eu interrogo-me como é que o norte da europa gerou riqueza sem acesso ao mar, tenho de estudar melhor a economia do iluminismo e do sacro-império.

    Estou convencido de que os povos conservam certas características desde a sua origem, e a origem deles é a floresta, mas a floresta bárbara, não a celta cheia de deuses e mistérios. Bom, nada que não tenha sido descrito por um grego qualquer.

    A ver se falo disto lá no meu tasco quando tiver mais cabeça para isso.

     
  • At 9:43 da manhã, Blogger Panurgo said…

    Sem acesso ao mar, entenda-se, ao mediterrâneo. Tinham parte do norte de itália. Quando o perderam, atingiram quase um apogeu civilizacional. Malta estranha, aquela.

     
  • At 10:31 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Panurgo: a liberdade religiosa deslocou a inteligência de França (o francês que substituíra o latim como língua erudita) para a Inglaterra (como língua de comércio e universal) quando Luís XIV revogou o Edito de Nantes, e talvez esse ato, em 1685, marque o ano da vitória da Reforma, e depois temos a supremacia dos mares: a Inglaterra, não Portugal, que nisso só ganhou uns pretos (ou muitos, no sec. XVI toda a família de bem de Lisboa tinha um dois dois pretinhos criados em casa); e o conhecimento desloca-se para a Holanda.

     
  • At 10:44 da manhã, Blogger Panurgo said…

    Isso é verdade, mas nos países baixos (a geografia é magnífica) havia muita influência italiana. Ou seja, aquilo que os nórdicos e ingleses reclamam para si, é, digamos, na verdade, de origem latina - italiana, para ser mais preciso. Isto é que me faz uma confusão desgraçada.

     
  • At 10:51 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Panurgo: tem que haver uma razão para Lisboa não ser o porto de entrada na Europa,(para além dos maus genes da casa de Bragança), e ser Roterdão ou mesmo Barcelona . Talvez fosse a falta de porto de águas profundas que o ministro Álvaro queria construir na Trafaria.

     
  • At 11:06 da manhã, Blogger Panurgo said…

    Mas de droga é ahaha a gente somos uns parvos de todo o tamanho. De Império a Colónia em 3 anos, é de nação valente.

    Eu fico cada vez mais confuso, honestamente, como aquele Fausto do Goethe, lá está. Creio que o momento chave foi a chegada dos ingleses à Índia e à América do Norte. E, aí sim, acabou-se.

     
  • At 11:13 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Panurgo: sem dúvida, a descoberta da América mudou o mundo. O comércio da Índia perdeu logo a sua importância, e Portugal faliu.

     
  • At 11:32 da manhã, Blogger Panurgo said…

    Também não consigo encontrar um livro, o do Crosby. Depois procuro.

    Epá e que coboiada é aquela do novo mapa de Portugal? Não percebi a tourada que se montou.

     
  • At 11:40 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Panurgo: também não vi o mapa, mas acho que é Pequenos em terra, grandes no mar. Portugal seria 97 % de água, tem alguma lógica já que é o elemento principal do corpo humano (exceto nas raparigas com tetas muy grandes, aí é o leite, e não a água). Mas melhor que essa foi uma notícia que vi num rodapé de um canal qualquer: sniper britânico mata 6 talibãs com uma única bala. Que economia. Tenho que ir à procura de mais informação e mandá-la ao Aguiar Branco, mas agora tenho que fechar o computador e ir salvar o país.

     
  • At 4:35 da tarde, Blogger Mariazita said…

    É bem verdade, a poesia do olhar só existe quando não se vê muito bem :)))
    Todos os poetas são míopes...

    Bom fim de semana.
    Beijinhos

     
  • At 7:04 da tarde, Blogger São said…

    O CRistianismo fou utlizado por Constantino com arma política a fim de o Império Romano não se desmenbrar de vez...mas , ironia das ironias, é o mesmo cristianismo que provoca a cisão entre o Norte protestante e o Sul católico e faz com que a Irlanda ainda hoje viva , a Norte, esse conflito em carne viva!

    Bom fim de semana

     
  • At 12:44 da manhã, Blogger Jose Torres said…

    "Os sinos da velha Goa e as bombocas, digo, bombardas de Diu serão sempre portugueses

    .
    Nunca fomos pequenos, não seria agora que encolhíamos.
    Nem uma lagoa somos capazes de administrar devidamente...
    (não digo o mesmo dos particulares, veja-se o que fizeram em 2008 à Lagoa dos Salgados.
    Com tanta chuva, para não inundarem um campo de golfe, abriram um canal, por onde escoaram a água para o mar; os seres vivos que ali viviam e as mais de duzentas espécies que nidificavam foram à vida.
    Com tanta água, esperto que não caminhemos por ela abaixo.
    Não era nada disto que tinha escrito, mas hoje a culpa foi minha e tudo o vento levou... e virou do aveeso o que trazia.
    Enfim...

    Nunca foi adepto de história, mas leio-a como um romance e como aqui é mais apetitoso...
    Não posso deixar passar a valorosa e valiosa luta de galinhas... (e não são chocas!), estava convencido que estas lutas se circunscreviam mais com galos.
    É tudo.

     
  • At 12:49 da manhã, Blogger Jose Torres said…

    É tudo uma questão de como pego no pau, digo no lápis, para escrever...
    Não era bem isto que queria, mas a esta hora, como é tarde, o lápis já não responde aos estímulos.
    Para agravar a minha azelhice, o Blogger lembrou-se de me criar problemas e não consegui "mostrar" a cadeira, que aquela empresa de Paços de Ferreira, ofereceu ao Barrote, digo, CavacoS.
    Já tem anteparas laterais para não cair do burro, digo cavalo abaixo, quando se está a babar.

    Agora sim vou.
    Um bom fim de semana cheio de coisass cheias (ou magras; melhor sejam a gosto)

     
  • At 12:01 da tarde, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Mariazita: os prosadores também não andam melhor, numa terra de cegos, um tipo com óculos, é uma pessoa na moda :))

     
  • At 12:28 da tarde, Blogger Táxi Pluvioso said…

    São: são duas formas completamente diferentes de ver o mundo, que criou uma cisão de mentalidades na Europa, o protestantismo foi responsável (um dos responsáveis) pelo progresso comercial e industrial do norte e o catolicismo romano, subscrevendo políticas de saque (Cortez na América) ou a escravatura atrasaram a entrada na modernidade. Hoje são duas éticas diferentes numa Europa que deveria ser una - veremos se é possível, se há mais jovens Bruno Maçães para abraçar o norte - para agravar as coisas: os governantes do sul caíram em contos do vigário, orquestrados pela indústria financeira, que vendia o paraíso, como o nosso vendedor de porta a porta, Pais Jorge, que no Citigroup, vendia mezinhas para governar países.

    Tem sido muito hilariante a troada psdista de que não há mais cortes, se vivêssemos no Tibete, seria oração nos templos. Quando o problema principal do país - a dívida, não for encarada como o principal problema - e façam como todos fizeram, Teixeira dos Santos, Gaspar, Albuquerque, e anteriores: que é adiar os prazos de pagamento "pra futuro", esse futuro inexoravelmente chegará. E um segundo resgate, é o mais provável depois da saída limpa. Pode demorar um ou cinco anos ou mais, mas chegará.

    Mais piada terá a apresentação de mais cortes pelo Passos, deve esperar pelos chumbos do Constitucional, e depois virá com a conversa do costume: Viram, nós não íamos, mas o TC obriga. Aliás, já ouvi aquele velhote, tomado de peste grisalha, não se qual é o trabalho dele, que vem apresentar as as medidas do governo, diz coisa igual para esta recalibragem do CES.

     
  • At 12:38 da tarde, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Jose Torres: ó diabo! dois ministros para inaugurar um mapa? pela ordem de importância, quando inaugurarem um fontanário, vão três ministros, uma rotunda, cinco ministros, uma estrada secundária, 10 ministros, e para inaugurar uma auto-estrada teremos que pedir ministros emprestados a Espanha, que os nossos não chegarão.

    Por falar em Espanha, o mapa não são favas contadas, excluíram as ilhas Canárias, e a pretensão de Castela a parte de essa água que o mapa deita como nossa. Só depois de guerra com Castela é que poderemos reivindicar a água como nossa, assim, parece-me que estão a deitar dinheiro ao mar (mas quem sabe, talvez alguma boa alma na governação tem um filho com uma gráfica, que precisava de negócio).

    Vi que um tipo qualquer entrou numas Finanças e roubou 20 mil euros, só gostava de saber que taxa de imposto lhe aplicarão. Talvez os 5 % aplicados aos prémios do Euromilhões.

     
  • At 8:23 da tarde, Blogger São said…

    Bruninho tem cara de parvinho!!!

    E bem poderia emigrar para junto das suas mulheres preferidas: Merkel ( que nem para capacho o deve querer) e a estado-unidense estúpida que se candidatou e a filha apareceu grávida ( essa, como caça, só para alvo o deveria aceitar).

    SE não fazem mais cortes, que irão fazer? Só pode passar por despedimentos colectivos e em massa na função pública...e lá vão mais uns milhares para as redes sociais para grande preocupação dessa inteligência rara que é Isabelinha Jonet, a Cilinha Supico Pinto do século XXI.

    Mas , segundo , o jotinha da oposição , assim que se tornar o novo jotinha do Governo, os sem-abrigo desaparecerão em quatro anos: será que tenciona fazer o que Hitler fez aos deficientes ou o que a santa e caridosa Igreja Católica faz em Fátima e S. Bento da Porta Aberta, isto, proibir a mendicidade ou, ainda, cpmo Salazar, que afastava os pedintes para sítios inlocalizáveis?

    Não sou católica e admiro Lutero, mas também - embora creia profundamente em Algo que nos transcende totalmente - não pertenço a nenhuma Igreja organizada, pois detesto mediações e regras absurdas.

    Bom resto de domingo

     
  • At 10:33 da tarde, Blogger Pérola said…

    Isto não é um pratinho,mas antes uma grande travessa de história.

    Voltarei para nova digestão.

    beijinhos

     
  • At 12:10 da manhã, Blogger Jose Torres said…

    5% ao "desviador"????????????
    Não, são 20% que estes anjinhos não deixam nada ao acaso.
    É sempre a somar++++++++
    Mas alguém tem de contribuir... que o pessoal pesado não bebe água e come sopas.
    Vamos voltar a ser ricos. O Láparo e “sus muchchos”, (espero que todos), aceitam discutir a subida da riqueza dos portugueses. Vai ser um fartar vilanagem.
    Eu cansado de chamar ladrões a esta vilania (o que é uma perissologia) e afinal…
    Pena que as eleições não sejam de seis em seis meses, é que estes milhafres não nos vão deixar descansados (veja-se este caso).
    Posso dizer que estes animais têm o cunho cuniculado de atingir os fundos das algibeiras, quais mineiros que cunilinguam.
    Afinal a chuva e o vento desmentem o mineiro e espantalho "gaspacho"
    Uma boa semana cheia de histórias boas ou boas histórias

     
  • At 10:07 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    São: a culpa não é das redes sociais, como diz Jonet, é dos bancos que não executam as hipotecas, com 181 mil em incumprimento, se fossem para debaixo da ponte não teriam acesso a net, e andariam pelas ruas à procura de trabalho em vez de no Farmville ou no Second Life.

    Na Hungria também retiraram os sem-abrigo de locais mais visitados, e a coisa resultou, na Madeira o Alberto também proibiu há muito tempo a mendicidade, e a coisa resultou, o que está longe da vista está longe do coração, e todos podem seguir a vida cor de rosa. Um problema efetivo é o Catroga estar a perder dinheiro na EDP, 35 mil dele por mês não paga um génio luso, é inadmissível que estrangeiros, chinocas, venham explorar um português, nado e crescido na melhor cuba nacional, se a Marine Le Pen fosse portuguesa isto não sucedia. Melhor está o Menezes de Gaia, 3282 euros de reforma, e uma empresa que anda a comprar na zona do Douro, não lhe faltará pão na mesa. Foi enternecedor a sua presença no congresso do PSD no coliseu, não pôde fazer de velho choné, corneando Coelho e o Governo, para não embaraçar a carreira política do filhinho, apoiou Passos Coelho com o coração, respondeu a perguntas idiotas dos jornalista e lá foi à vidinha.

     
  • At 10:09 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Pérola: de facto é uma travessa, mas leva muita batata para encher, a carne está cara, (já esteve fraca, mas agora está cara). Isto só vai com um azeite em PPP ou molho Worcestershire em swap.

    Que nunca nos falte a colher.

     
  • At 10:10 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Jose Torres: ah, pois era, 20%, já estava imbuído de espírito positivo, de milagre, no espírito que se lixem as eleições vamos ganhá-las, subida de salário mínimo, descida de IRC e IRS e mais outras siglas quaisquer, festa de saída limpa, que me enganei no valor do imposto. O mais provável é eu também ter que escolher o mesmo expediente deste assaltante se quiser pagar o IRS este ano, já estamos em abril e as notas ainda não chegaram a mil. Ainda não tenho aferrolhado a minha côngrua deste ano.

    20 mil euros, uma pechincha, com os 250 euros que ele recebe antes dos 90 anos tem tudo pago e a viver dentro da lei como um bom cidadão cumpridor dos seus deveres para que outros vivam bem.

    Isto realmente, tínhamos um idiota como o Gaspar no governo, - ele é bom é nas instituições internacionais que mandam bitates e engordam com salários elevadíssimos – e não a trabalhar no concreto em que é preciso ter-se conhecimentos e boa preparação académica. E o seu dono, Passos Coelho, também é do melhor. Eu fico parvo quando ele abre a boca para dizer imbecilidades, e muitas pessoas tomam essas imbecilidades por boa palavra e repetem-nas nas tascas – ou nos programas de opinião pública nos canais de TV. Neste fim de semana ouvi-o dizer uma baboseira destas: “Não há nenhum parte do mundo em que uns poupam p’rós outros gastarem. Não há em nenhum parte do mundo (aplausos dos assistentes), gente que faça sacrifícios, para porem as suas contas em ordem, para que outros possam ter défices e dívidas. Isso não existe”. Que eu vá para a tasca, e entre pedreiros e trolhas, se diga isto, é normal, agora um primeiro-ministro de um país (mesmo um ex-país como Portugal) dizer uma idiotice destas, é muito grave. É natural que ele ganhe as eleições pois o povo soberano gosta de idiotas.

    A propósito de ganhar. Também quem vai ganhar é o Durão Barroso. Acabou-se o tacho e ele prepara-se para ser presidente da República. Se não agora, dentro de dez anos lá o teremos em Belém, tal como sucedeu com Cavaco. Quando este perdeu para Sampaio, toda a gente sabia que ele ficaria na prateleira até as pessoas esquecerem a sua atuação como primeiro-ministro e depois estava a cuidar das anoneiras nos jardins de Belém. Durão Barroso é um rato, tem a estatura política de um réptil, por isso o povo soberano português o escolherá para seu presidente.

     
  • At 2:14 da tarde, Blogger São said…

    Tens facebook? Vê se consegues apanhar no Youtube os vídeos de Carlos Paz, professor de Economia.

    Acho que irás gostar.

    Quanto a Catroga, a Vítor Bento, a Medina Carreira , ao cherne podrido e ao reformado algarvio - sem esquecer o "príncipe de Cabo verde " e Duarte Lima, por exemplo - é melhor ficar por aqui , para eu não chegar a comentários impublicáveis.

    Fica bem

     
  • At 12:54 da manhã, Blogger Tétisq said…

    acho que bem feitas as contas os deputados, daquela época, ganhavam mais num mês do que eu ganho agora num ano

     
  • At 12:48 da manhã, Blogger Jose Torres said…

    QUE MAIS NOS IRÁ ACONTECER???

    Segundo o El País, Portugal está à venda a retalho

    Como não consigo vender uns terrenos que só dão silvas e ervas, (mesmo junto ao rio Minho), vou começar a fazer publicidade do “lado de lá” para vender o do “lado de cá”.

    Não gosto nada destes dois meses, (Março quando começa a Primavera e as alergias com os pólenes) e Abril (com as doenças inerentes ao IRS) e portanto tenho andado afastado das grandes faenas na n/Praça. Sei que voltámos aos tempos em que os animais falavam (disseram-me que apareceu um na SIC – salvo erro - ) onde tudo era ouro sobre azul e ao mesmo tempo a ultrapassagem das louras platinadas, ou oxigenadas, ou alcoolizadas… pela reformada de luxo (segunda figura parva, digo, figura do regime).

    Bem, mas mesmo antes de me despedir, os desejos de uma Páscoa cheia de amêndoas, para tirar os amargores de boca, com saúde para aturar e afastar estas doenças todas que nos colocam os nervos em franja (franja, de ornatos) e boa disposição para nos rir-mos da eloquência do barrote, digo, CavacoS.

     
  • At 10:36 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    São: não tenho Facebook, não tenho tempo para essa útil ferramenta. Isso é mais para a geração indignada, sentada, ao computador pode protestar em segurança, além de que o Facebook é para se ter uma opinião, e eu não tenho nenhuma.

    Não vi aquele regresso de Durão Barroso na Gulbenkian. Com muita pena minha pelos resumos que vi é histórico, um dos acontecimentos do ano. A euforia pelo trabalho de Zé Manel foi contagiante, se ele não for presidente em 2016, sê-lo-á dez anos depois (ou até 5, seria raro, pois o presidente vence sempre dois mandatos, mas tudo pode acontecer). É a História e repetir-se. Quando Cavaco se candidatou após sair de 1.º ministro, eu fiquei espantado, não percebi, seria que ele pensava que o povo não se lembrava das patifarias que fez quando no poleiro. Ele perdeu e eu disse logo: este fica na prateleira para daqui a dez anos voltar para o seu justo lugar. E o povo soberano não falhou, elegeu-o como era esperado que o fizesse, assim como o fará com Barroso.

    Está muito interessante esta nova vaga de fundo do Governo para ajudar o Rangel. Ele é um tribuno, um génio da política, sobe ao palanque e incendeia as multidões com as suas ideias consubstanciadas em palavras, mas um empurrão do Governo também ajuda. Esta apresentação dos cortes para 2015 (que deviam ser de 700 milhões, segundo o Documento de Estratégia Orçamental de 2013, mas agora é de 1 400 milhões, no entanto foram apresentados, vi locutores de TV dizer, como sendo menores do que o previsto). É evidente que faz parte da estratégia, dizer que são menores do que o previsto, e foi o laranjinha Mendes que inflacionou o valor para agora o Governo poder publicitar que é menor.

    Mas melhor foi a apresentação dos cortes. Genial. Deve ter saído da cabeça do ministro Maduro. Foi apresentado sob a ênfase do NÃO. Não haverá cortes de pensões. Não haverá subida de impostos. Não haverá descida de salários. E o otimismo que rodeou a apresentação foi genial, com o morcão lá do Porto que agora é porta-voz do partido a se regozijar com previsões, já não são as realidades, previsões, já são boas para euforia. É o bom momento.

     
  • At 10:37 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Tétisq: os deputados sempre ganharam muito bem (olhando para a realidade portuguesa e não para o sonho ou o ideal). Mas melhor do que isso é a rede de contactos que se arranja. Amigos nos lugares certos são melhores que prémios na lotaria. Veja-se o Agostinho Branquinho, não sabia o que era a Ongoing e para lá foi ganhar para os seus alfinetes.

     
  • At 10:37 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Jose Torres: claro que se deve vender Portugal aos espanhóis. 60 metros quadrados a 60 metros quadrados deve dar um milhão e tal de talhões. Portugal seria espanhol se a elite não fosse cobardolas, quando o Filipe chamou 40 para combaterem na Catalunha, mijaram-se todos, e desencantaram a casa de Bragança (ou melhor, desencantou o cardeal Richelieu) para levar o país à desgraça.

    Do IRS estou de facto com muita espetativa, pensei que o grande aumento de impostos tivesse sido já em 2012, pois sobre esse ano paguei três vezes mais do que o habitual, quando vejo os locutores da TV dizerem que isso só se reflete nas contas deste ano (2013 pagável em 2014). Deve ser uma boa conta.

    A propósito da velhota loira da Assembleia de República, por acaso, estava a pensar que o país não avançou mais no progresso, por falta de mulheres em posições de destaque na vida política ou empresarial nacional. Se houvesse velhas loiras antigamente, o regime de Salazar caía logo em 1934, nem teria durado um ano, mas não, naquela altura eram todas de cabelos brancos, não suscitavam desejo nem suscitavam atenção, e como cantava o Max rasgavam os lençóis.

    O Correio da Manhã faz hoje escarcéu com o tal cigano que levou o filho para o assalto. O GNR que disparou e matou o futuro ladrão (adulto, que era-o menor) parece ter sido condenado. O engraçado disto é que parece que a defesa se baseava em testemunhas. Ora, se alguém espera que se vá a tribunal testemunhar contra ciganos, ou é tolo da cabeça, ou é desses que pensam que somos todos iguais, (o que é a mesma coisa que ser tolo), e não conhece a vida real. Testemunhar contra ciganos só mesmo para rir, isso só acontece no mundo da fantasia.

    Notei uma empreendedora tendência. Há pessoas a alugar quartos em troca de sexo. Pedem senhora limpa (para saídas e entradas limpas), oferecem quarto e serventia da casa em troca do fruto de Eva. A PJ diz que a lei não é clara, que não é ilegal, mas que talvez de possa atacar pela via fiscal. Se for só sexo o pagamento, se não existir pagamento extra em dinheiro, sempre gostaria de ver qual é a taxa aplicada a cada descarga das gónadas.

     
  • At 11:48 da manhã, Blogger Rafeiro Perfumado said…

    Mas qual vaselina, quem nos anda a fecundar parece ter gosto em substituí-la por areia.

     
  • At 2:58 da tarde, Blogger São said…

    Bom , se não tens facebook( eu tenho, mas é só para contactos rápidos e como , graças a Deus, não faço parte da trágica enxurrada de quem não tem emprego estou a salvo dos estúpidos juízos de valores da luminária caritativa que é Isabelinha Jonet)podes tentar através do youtube.

    Aquele asco ambulante do Barroso tem o descaramento de dizer que o ensino da ditadura era de excelência e eu fico esperando o momento em que a criatura dirá que o próprio Estado Novo era um maravilhoso regime.

    Estes comportamentos inexplicáveis do povo português têm muito a ver (claro que poderei estar enganada) com um regime monárquico que deu, por exemplo, um D.João V (para mim, um dos piores reis, senão o pior ,do país), uma nobreza orgulhosa e analbeta(ou quase) como os Távoras e uma religião produtora de Gabriel Malagrida e da Companhia de Jesus e de uma Inquisição de três séculos seguida de uma ditadura de quase cinquenta anos!

    Juntemos a tudo isto os programas de horas sobre futebol, as telenovelas, os programas mais do que medíocres e temos o caldo de cultura perfeito para estafermos sem cultura nem classe nem visão são eleitos para altos cargos, mesmo após o péssimo desempenho que têm à vista de toda a gente.

    Lamento muito , mas acho que , em certa medida, só temos o que merecemos ...

    Desejo-te uma Páscoa com saúde e esperança (embora não veja muito bem como, sinceramente) , junto a quem te é importante

     
  • At 3:06 da tarde, Blogger São said…

    Desculpa, esqueci o Rangel e os cortes...

    Rangel ensandece por completo quando entra em eleições, não sei se lhe dão alguma coisa a beber ou se ele solta o Mr Hyde que tem lá dentro,

    Quanto Marco é uma criatura que não consigo ouvir, não percebo como se pode ser tão assim como ele é!

    Maduro , pois...bem poderia regressar a Florença ou a Roma ou aos canais de Veneza que ficaríamos bem melhor.

    Agora , sim, é que me vou.~

    Bom fim de semana

     
  • At 4:05 da tarde, Blogger Tétisq said…

    desconhecia este percurso do Ivar Corceiro, costumo segui-lo no blog e nas novidades dos livros mas, este percurso desconhecia... os nomes dos projectos deixam, de facto adivinhar muita criatividade :)

     
  • At 10:06 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Rafeiro Perfumado: Passos tem sido muito suave, meiguinho, se vão subir o gás este ano para descê-lo em 2015, é querido, é fofinho, é amiguinho e o povo agradecerá nas urnas, com o anúncio, Rangel soma pontos por estar num partido que salva Portugal, e na execução, como há eleições em 2015 convém dar algo. E anúncios de coisas boas não faltam, e por muito se falar as pessoas acreditam que é verdade. Vi agora nas notícias mais uma grande vitória nos despedimentos ilegais – algo que não consigo perceber, é ilegal, mas abençoado pelo Estado? É difícil perceber – Mota Soares chegou à troika na sua mota, bateu pé e a troika cedeu.

     
  • At 10:07 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    São: ao ler os jornais dos anos oitenta, para os post, notei que os portugueses não avançaram um milímetro, o que se dizia naquela altura é exatamente a mesma coisa que se diz hoje. Estive a ler as medidas de austeridade e o que dizia o ministro das Finanças, sem tirar nem pôr, quase parece Quinta Dimensão ou déjà vu. Já me tinha esquecido que Portugal é o país mais pobre da Europa e creio que do mundo – Timor e o Gabão já são mais ricos, ou serão em breve. Um país pobre que queria hospitais com médicos e enfermeiros de batas brancas impecáveis, máquinas com luzinhas, material novo, atendimento em caso de doença (para todos e não só para ricos), escolas com quadros eletrónicos, salas arejadas, pintadas de cores garridas, livros nas bibliotecas, computadores e todas as maravilhas que o dinheiro pode comprar. E que agora vai ter que entregar tudo ao credor.

    Devia ter lido jornais africanos ou árabes que esses sabem caraterizar os portugueses, em vez de jornais europeus, por isso passou-me completamente da cabeça que Portugal é o país mais pobre da Europa.

    E basta olhar para as elites, ou melhor para as futuras elites. Então se os estudantes universitários (as futuras elites, os mais bem formados) não sabem que não se vai para a praia no Inverno, ou não se vai à parva, por causa das ondas, - e se calhar até eram de biologia ou de alguma engenharia - e agora em Braga não têm capacidade para avaliar a perigosidade de um muro, algo que uma criança de 5 anos teria, como é que, com esta elite, o país sairá do atraso de 900 anos? Acho muita graça à ideia dominante que circula: de que agora sim, agora vai, há uma nova geração empreendedora, que aprendeu com os erros do passado e vai criar um país moderno. Falta de espelho. Se olhassem bem veriam que são iguais aos pais e às mães.

    A imagem do país, como foi e como será, vem num Jornal de Notícias de há dias. Três notícias, uma a seguir à outra: “câmaras sem dinheiro para salários” – “”bolsa engorda em 336 milhões fortuna dos mais ricos” – “”sopa dos pobres já mata fome a crianças”. O jornal é que não chega aqui à Amadora ou tê-lo-ia comprado, isto é História.

    O querido Rangel, estive a ler no Público uma entrevista dele, repete as asneiras que há no ar, será ganhador pela certa.

     
  • At 10:07 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Tétisq: escolhi estes grupos por causa dos nomes, apesar de já entrarem na década de 90. Com nomes daqueles o sucesso seria impossível. A rádio não passaria e a TV muito menos, e Agricultor Debaixo do Tractor, choca logo à primeira, somos um país de labroscas, apesar de haver umas cidades, somos camponeses.

     
  • At 3:31 da tarde, Blogger São said…

    Os portugueses eram designados, penso que no tempo do rei beato ( a tal ponto que até as amantes eram freiras) , pelo "cafres da Europa" e assim continuamos.

    Elites?! Já alguma vez as tivemos a sério?Nem é possível, saem do mesmo caldo de cultura que toda a população!

    Estive fora, mas parece que proibiram as benditas praxes ou algo semelhante, felizmente e por fim.

    Crianças passarem fome faz parte do sucesso do programa, para a cabeça iluminada de Coelho, pois "todos os ajustamentos são dolorosos".

    Enfim, como estou na parte descendente da vida,embora esteja a ser muito roubada e caluniada,o pior nem será para mim, mas sim para as novas gerações..se não puserem mãos à obra.

    Estou tentada a pensar que o país está seriamente nas vascas da agonia: como os suicídios diários aumentando assustadoramente, os velhos a morrerem naturalmente ou por falta de cuidados e os novos a não terem crianças ou a emigrarem....não vejo futuro!

    Boa semana

     
  • At 12:36 da manhã, Blogger Panurgo said…

    Tenho andado com uns problemas na máquina, deve ter sido do 25 de abril, aquilo para vomitar é melhor do que quimioterapia. Vi a tipa dos orgasmos, não queria daquilo para mim, dava-me logo má fama, entupiam-me a porta, as histéricas.

    Morreu o Vasco Graça Moura, entretanto, o que me deu pena, um gajo que arranjou sempre maneira de mamar em todo o lado dava-me jeito ter conhecido, assim não vou a lado nenhum.

    Tenho andado às voltas com os ateus do norte, os protestantes. Como é que uma coisa tão estúpida como aquela pegou é que estou para perceber. Mas enfim, o que importa é isto:

    https://www.youtube.com/watch?v=yYWtLxRt2G8

     
  • At 11:51 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    São: as freiras daquele tempo tinham vocação diferente de hoje, metiam-se nos conventos por, como se fossem asilos, um lugar para estar a salvo do mundo exterior. Viúvas, órfãs, iam lá bater, e com elas levavam os seus apetites humanos que se sobrepunham aos espirituais. Era boa época para ser jardineiro de convento. Não sei se D. João era tão beato assim, o certo é que ele ao ter dificuldade em fabricar herdeiro, prometeu conventos, e a padralhada logo fez o milagre. Também era boa época para ser confessor.

    Por elites e “caldo de cultura que toda a população”. Ontem estava ver o pré-match do Juventus – Benfica, e uma locutora está no Porto a fazer questões sobre quem vai ganhar, pergunta a um velho, ele responde a Juventus: eu sou italiano e mais umas baboseiras; a locutora que tem que produzir ou é despedida tenta avançar com a conversa e pergunta ao velho: quais serão as principais dificuldades do Benfica e responde o velho: todas! E mais umas baboseiras. Ele podia ser do FCPorto, ser contra o Benfica, mas também podia e devia articular as suas ideias, dizer-se “todas”, é uma forma de não dizer nada. É deste povo que vem as elites, é natural que não caíam muito longe da árvore.

    Passos vai dar a machadada final no PS com a saída limpa. Ontem, ele deu uma grande machada no PS ao anunciar o financiamento das pensões com o IVA. Foi a opção correta. Até eu fiquei espantado, não estava à espera, mas isto de eleições tem estas coisas, veremos como fica depois de o povo soberano votar. O conceito de trabalho mudou bastante, por exemplo, com a automatização. Quando um empreendedor mete uma máquina que faz o trabalho de x colaboradores, não há cobrança de Segurança Social a essa máquina. As mudanças do conceito de trabalho exigem, dos Estados, mudança no financiamento das reformas. Os jornalistas económicos devem ter ficado fulos, pois querem cortes na inutilidade social, os funcionários públicos e os pensionistas, dizem que são do privado, que não têm que sustentar aquilo. Esquecem-se que sempre que um destes compra o jornal onde eles trabalham ou contrata a Meo ou Zon, está a contribuir para o seu salário. E até das Neves, não pode cuspir no Estado, pois é o Estado que financia os alunos (do privado) que lhe aparecem nas aulas.

    Aliás, esta malta sábia que anda sempre com o privado na boca. Anda confundida com as diferenças. Eu que não andei a dormir na vida, a única diferença que encontrei entre setor privado e setor público, é que no privado não se pagava impostos, e no público como vinha tudo na folha não possível fugir a nada. Muitos dos meus amigos não pagavam impostos nenhuns.

     
  • At 11:51 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Panurgo: deve ser do verão, também o meu computador está na via para a avaria.

    A nossa mourinha encantada do Centro Cultural de Belém deixou-nos, um bom comissário político, tão bom como ele, só o PC soviético tinha. Intelectuais de partidos políticos, é preciso dar tempo para serem apreciados, talvez quando Portugal for rico em 3000, Graça Moura possa ser considerado poeta.

    Era destas que o Fisco devia dar, em vez dos carros. Apesar de a mulher lusa ser, por tradição, feia, tal como o homem, deve haver algumas sofríveis que estejam falidas e que o Fisco possa sortear.

     
  • At 7:19 da tarde, Blogger São said…

    tens razão, os conventos eram assim uma espécie de hotel polivalente e onde ia parar toda a espécie de gente.

    Beato , era...pois os estrangeiros espantavam-se com as inúmeras procissões e devoções.

    Enquanto Pedro, o Grande, construiu S.Petersburgo (linda, por sinal), João V esbanjou fortunas no Convento de Mafra e o Aqueduto das Águas Livres ,única obra pública que deixou, foi paga pelos impostos da população de Lisboa.

    Essa do "Todas" está na linha de banalidades generalistas da classe política.

    Agora por isso, pois a criatura acumulava, não foi o erudito e sapiente Graça Moura (CCB) que advogou o regresso da pena de morte? Ou estou a ser injusta?

    O bando do Poder está mas é dividir para reinar e eu dispenso que aumentem o IVA para "reporem " um euro que seja na minha reforma...ou será que quando chegar à mercearia não pago IVA por ser reformada?

    Estas criaturas acham que enganam quem? O pior é que ainda gente tão idiota que até acham que é assim como lhes é dito.

    Os meus impostos e descontos também estão em dia desde sempre, porque como funcionária pública ( que me orgulho de ter sido) tudo era retido na fonte.

    Bom fim de semana

     
  • At 6:27 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    São: mas a questão é a seguinte: com o desemprego nos níveis atuais, os descontos dos ativos para financiar os inativos não chega (a mesma coisa na função pública, com a agravante de a redução de trabalhadores ser definitiva ou de longo prazo, já se foram mais de 100 mil, creio, e outros se seguirão. Logo, dos que ficam nem por sombras os seus descontos chegarão para os reformados). Assim, esse dinheiro em falta tem de vir de algum lado, o IVA é uma opção, como haverá outras, ainda me lembro de quando havia uma taxa sobre os produtos petrolíferos para subsidiar bens de primeira necessidade (era algo que vinha do tempo do Salazar). Resumindo, o dinheiro virá sempre de nós, seja IVA, seja outra coisa qualquer. Claro que, se as pensões fossem privatizadas, (a ambição de muitos), no dia seguinte estavam a dar lucro.

     
  • At 4:01 da tarde, Blogger São said…

    Estou de acordo contigo....mas, então, que criem emprego!!

    É para fazerem alguma coisa de proveitoso que lá estão e estão lá porque querem e ganham muitissimo bem para isso!!

    Ou , então, não inventem, não ponham as pessoas umas contra as outras, pelo menos!

    Cambada de parasitas comandada pelo reformado de Boliqueime , que é medíocre , mesquinho e rancoroso ...como mais uma vez provou no texto que escreveu ontem no facebook!!

    Só de garoto de escola mal educado, francamente...

    Fica bem

     
  • At 10:46 da tarde, Blogger Henrique ANTUNES FERREIRA said…

    Táxiamigo


    Como certamente já sabes, estou (infelizmente…) de volta a este vale de lágrimas em que os criminosos que dizem que nos governam reina a felicidade e até consegui(mos?)ram uma saída limpa (???) depois de quase três anos de sofrimento, de penúria, de pobreza e de resignação. Somos assim, masoquistas, gostamos de levar na cabeça, que raio de vida e de estar de cócoras.

    Goa ficou para lá voltar no próximo ano. Entretanto, estarei por cá e tentarei ir acompanhando, como habitualmente faço, este teu blogue. E, sempre que possível, comentando. Mas, hoje, ainda não comento…

    Abç


     
  • At 11:11 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    São: e têm criado emprego, a malta nas jotas, se se aplicar, tem boas perspetivas de ter bom futuro, um futuro como o Catroga, esse génio da gestão.

    Essa do Cavaco estar a fazer política partidária (e em favor do seu Governo) no Facebook não lembra ao diabo. Acho que o povo soberano devia fazer uma exceção e deixar Cavaco mais um mandato.

    Enfim, fomos safos, não pelo gongo, mas pelas eleições – é pena não haver umas, todos os anos, até ao fim do século –, as promessas, que são do domínio da hipótese (se, talvez, o governo quer), fervem nos jornais. Parece que a Inglaterra também terá eleições e fizeram um orçamento para a peste grisalha, dando-lhe doces. Para que os velhos votem nos salvadores de pátrias. Por cá estamos na mesma. Depois de passar as eleições é que serão elas. O foguetório de não ser necessário segundo resgate, veremos se não é precipitado, desta vez a Europa está preparada (ou seja, os grandes bancos europeus já não têm dívida lusa, e já não será necessário que desenhem programas para engonhar enquanto se desfazem dela). De qualquer maneira, Portugal tem que descer o défice para perto de zero, e o que ainda é preciso cortar em saúde, educação, salários e pensões, deve ser mais do que foi cortado até agora.

     
  • At 11:11 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Henrique ANTUNES FERREIRA: ó saída limpa, é pena não haver bardo para cantá-la em poemas bucólicos. Acho que todos os dias vejo o Governo a festejar. E todos com bom aspeto, vê-se que foram a um SPA ou clínica de rejuvenescimento tirar as rugas para aparecerem vitoriosos ao povo. É o que fazem as eleições. É pena só serem de 4 em 4 anos.

     
  • At 2:34 da tarde, Blogger São said…

    Os Jotinhas têm o futuro assegurado, desde que se vão apunhalando pelas costas mutuamente até à traição final!

    O reformado de Boliqueime nunca me enganou e tenho mais desprezo ainda por quem tem votado na criatura para tudo e mais alguma coisa quando a destruição do país começou na sua fase de Primeiro-Ministro , com euros a jorrar aos milhões todos os dias; e quando já se sabia do que fizera à família de Salgueiro Maia , recusando-lhe uma pensão que dera a dois agentes da PIDE; das escutas inventadas, das acções do BPN e da sua mediocridade que o leva a pôr os seus interesses pessoais à frente das suas funções oficiais!!

    DEpois das eleições , veremos o que aí vem mais até porque a raiva do bando do Poder é ainda termos o Tribunal Constitucional e estarmos num Estado de Direito, embora já torcido.

    O debate de ontem foi um dos pontos mais baixos da vida da AR.


    Tudo de bom

     
  • At 9:06 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    São: o que virá depois das eleições é fácil de adivinhar: despimentos e cortes nos salários da função pública e cortes nas pensões. São estes os grandes instrumentos da governação moderna (durante os períodos eleitorais são suspensos, pela imparcialidade do voto, para não distorcer a vontade do povo soberano, mas passadas as eleições o governo pode governar que é... despimentos e cortes nos salários da função pública e cortes nas pensões.

     
  • At 9:08 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    São : claro que estou a exagerar, também há ainda margem para distribuir uns cargos a apoiantes e financiadores.

     
  • At 3:47 da tarde, Blogger São said…

    Como a vitória do PS foi pífia , o que se não compreende dada a situação do país e o desastre da actuação da coligação, aparece - finalmente - António Costa!!

    Alarme nas hostes...todas !

    Como temos eleições em 2015 , Portugal será até lá poupado o mais possível por passos, Portas e Cavaco.

    Agora vou ver o debate da AR

    Fica bem

     
  • At 8:57 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    São: qual vitória do PS? eu só vi duas derrotas, e colossais derrotas, dos dois partidos que alternam no poleiro.

     
  • At 9:29 da manhã, Blogger São said…

    Vitórias numéricas, porque quanto ao significado político concordo contigo: hou derrota e das enormes e os votos andam a fugir para todos os lados.

    Seguro deveria pura e simplesmente convocar o Congresso assim que Costa o desafiou. A criatura está a fazer no Partido aquilo que critica a Passos e Portas , o que só prova a excelente qualidade das jotinhas partidárias e de quem delas sai.

    Apareceram agora umas figurinhas que eu jamais vira a falar em alta traição de Costa por um lado e de falta de honra e de ética , além de ataque a Seguro, relativamente a quem discorda de votar favoravelmente a moção de censura do PCP ao Governo, cujo conteúdo visa e muito também o próprio PS.

    Seguro, ouvi eu , diz que é lamentável o comportamento de Costa e que se está a transformar uma grande vitória do PS em derrota.

    Incrível como as pessoas se vitimizam e se refugiam atrás de estatutos , forjados à maneira dos SWAPS e PPPS, para não discutirem uma questão sómente política!

    Fica bem

     
  • At 7:08 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    São: Seguro, esse líder triunfador, duas eleições de seguida (como se ele tivesse alguma coisa a ver com o assunto. Tal como Rangel, quando venceu as Europeias, andou a pavonear-se como vencedor, quando o que sucedeu foi que as pessoas votaram contra Sócrates), esse líder Seguro, ou muito me engano, ou dará um bom vice-primeiro-ministro de Passos Coelho.

     

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