Pratinho de Couratos

A espantosa vida quotidiana no Portugal moderno!

sábado, setembro 06, 2014

O FMI desce na Portela

1983. Lisboa, cidade malparecida, mal borrada nuns montes de terra, nos seus arcos enfeitados pouco poisaram as estrelas de escritores, artistas, poetas. William Beckford: “Nunca vi tão detestáveis subidas e descidas, tão escarpadas vertentes e íngremes ladeiras como aqui em Lisboa”. Amadeo de Souza-Cardoso: “Cidade anémica, onanista”. Roger Vailland: “Em Lisboa e pela primeira vez travara encontro com um povo que se tinha desinteressado”. Stefan Zweig: “Agradável deceção… o esplendor dentro da miséria e a miséria dentro do esplendor”. E, o sortudo, que nunca a visitou, Charles Baudelaire: “A cidade é à beira mar; diz-se que é construída em mármore e o povo odeia os vegetais a um ponto tal que arranca as árvores” [1]. Todavia, há anjos debruçados nos telhados das vielas, em Lisboa, são aqueles obrigados a visitá-la, os economistas e técnicos do FMI. Julho, segunda-feira, dia 18, “uma delegação do Fundo Monetário Internacional inicia hoje, em Lisboa, contactos com as autoridades portuguesas tendentes à assinatura de um acordo stand by para a obtenção de um empréstimo de 300 milhões de dólares (cerca de 36 milhões de contos)” [2].
Julho abrira-se promissor, sábado, dia 2, na RTP 1, Veiga Simão, ministro da Indústria e Energia, alteava o custo de vida. “O ministro justificou que os aumentos agora anunciados ‘são maiores porque os combustíveis contribuem substancialmente para o Fundo de Abastecimento (que foi criado em 1974 e se destina a suportar o custo de bens essenciais ao consumo público) e o seu passivo, em fins de 1982, ascendia a 126 milhões de contos’. Acrescentou que a energia consumida em Portugal deriva em 80 % do petróleo e que a seca prolongada encarece o custo de produção de eletricidade. Em petróleo, produtos petrolíferos e energia elétrica, Portugal importou em 1982 240 milhões de contos. Veiga Simão, depois de referir que ‘a dimensão global da crise tem que ser conhecida pelo povo português’ revelou que o Governo ‘vai providenciar para que seja publicado um livro branco sobre a situação económica e financeira do país’” [3].
Terça-feira, 12 de julho, Itália. “Termina hoje o prazo concedido pelos raptores da jovem Emanuela Orlandi para a sua libertação em troca de Ali Agca, o jovem turco que, em maio de 1981, tentou assassinar o Papa João Paulo II. Emanuela, de 15 anos, filha de um funcionário da Santa Sé, foi raptada quando, em 22 de junho, esperava o autocarro que normalmente a conduzia à escola. Após quatro chamadas telefónicas para os pais da jovem Orlandi, os raptores, em contacto com a ANSA, agência de imprensa italiana, expuseram publicamente as condições para a libertação da jovem. Ali Agca, em declarações à imprensa, após ter sido ouvido pelas autoridades policiais, desmentiu categoricamente o seu envolvimento no rapto de Emanuela Orlandi, manifestando, ao mesmo tempo, a sua solidariedade para com os pais da jovem”. Emanuela Orlandi está desaparecida há 31 anos. Em maio de 2002, “o padre Gabriele Amorth, que foi nomeado por João Paulo II como chefe exorcista do Vaticano, e que afirma ter realizado milhares de exorcismos, disse que Emanuela Orlandi foi assassinada e o seu corpo descartado. ‘Este foi um crime com motivação sexual. Eram organizadas festas com um gendarme do Vaticano como ‘recrutador’ de raparigas. A rede envolvia pessoal diplomático de uma embaixada estrangeira na Santa Sé. Acredito que Emanuela acabou vítima deste círculo’, contou o padre Amorth, presidente honorário da Associação Internacional de Exorcistas, ao jornal La Stampa”.
Sexta-feira, 29, FMI exige despedimentos nas empresas públicas. “O atraso das negociações deve-se a desencontros na área das empresas públicas e nomeadamente, à exigência de cortes radicais nos créditos no setor público o que, a concretizar-se implicaria o despedimento de trabalhadores e o adiamento de muitos projetos já em curso. As negociações principiaram no dia 18, sendo a delegação do Fundo chefiada pela economista italiana Teresa Ter-Minasean, que por outras vezes já viera a Portugal para se inteirar dos dados estatísticos e informações de ordem económico-financeira fundamentais para o FMI”. (…). “Paralelamente às negociações do acordo stand by, a delegação portuguesa pretende que o Fundo desbloqueie um crédito de 100 milhões de dólares, solicitado em 1982, ao abrigo da compensatory facility, modalidade de crédito mediante a qual os países membros do FMI podem obter apoios financeiros para compensar uma queda brusca das receitas da exportação, por motivos exteriores à sua economia. Durante o ano passado, o FMI solicitou ao Governo elementos para fundamentar a queda das exportações em 1981, sempre os considerando insuficientes, pelo que não desbloqueou o empréstimo".
Quarta-feira, 10 de agosto, “FMI: a pior receita de sempre. Maior quebra dos salários reais, aceleração do desemprego, travagem no desenvolvimento nacional durante vários anos” [4]. “O ministro das Finanças Ernâni Lopes e o governador do Banco de Portugal, Jacinto Nunes, assinaram na terça-feira a Carta de Intenções, que estava a ser negociada em Lisboa desde o dia 18 de julho, e vai ser enviada ao FMI para que este organismo a aprecie de modo a assiná-la em meados de outubro”. O comunicado do ministério das Finanças justifica que os ajustamentos “deveriam ter sido progressivamente concebidos e executados desde o segundo choque petrolífero de 1979/ 80. [Governo de Sá Carneiro / ministro das Finanças Cavaco Silva; e Governo de Pinto Balsemão / ministros das Finanças Morais Leitão / e depois João Salgueiro]. Nenhum governo responsável poderia evitar a aplicação de uma política conjuntural restritiva apesar das suas consequências negativas no plano do emprego e no nível de vida dos portugueses. (…). O Governo possa realizar o objetivo principal da sua ação: reestruturar e modernizar o aparelho produtivo, isto é, descer à raiz das dificuldades, para criar as condições do progresso a que o povo português justamente aspira. Sem a estabilidade financeira que agora se procura repor, o desenvolvimento económico não passaria de uma miragem permanentemente adiada. É só em nome desse desenvolvimento que se justificam os verdadeiros sacrifícios que a situação efetivamente exige. Cabe a todos os portugueses a responsabilidade de lhes dar conteúdo útil e construtivo”.
O alegre caminho da bancarrota. “Em 1979, a balança de transações correntes estava praticamente equilibrada: o défice atingia, então, 57 milhões de dólares, equivalentes a 0,3 % do PIB. No final de 1982, o desequilíbrio cifrava-se já em 3,2 mil milhões de dólares, que representam 13,5 % do PIB. Para financiar estes défices sucessivos e crescentes, o país foi-se endividando a um ritmo insustentável. Do final de 1979 até abril de 1983, a dívida externa total quase duplicou, passando de 7,3 para 14,2 mil milhões de dólares. Deste modo, a relação entre a dívida externa e o PIB situou-se, em 1982, num nível próximo de 58%. Em 1983, os juros a pagar ao exterior atingem 1,3 mil milhões de dólares e em 1984, mesmo com a introdução de medidas corretoras, subirão, inevitavelmente, para 1,5 mil milhões de dólares” [5].
Objetivos do programa do FMI. “1. – A redução do défice da balança de transações correntes para 2 mil milhões de dólares em 1983 e cerca de 1,25 mil milhões em 1984. No final de 1982, o saldo negativo desta balança atingiu 3,2 mil milhões de dólares. 2. – A limitação do endividamento externo total a 14,6 mil milhões de dólares em 1983 e 16 mil milhões em 1984. No final de 1982, a dívida externa total atingia 13,6 mil milhões de dólares”.
Meios financeiros de apoio “1. Acesso ao mercado financeiro internacional, particularmente importante numa conjuntura como a atual, perturbada pelas repercussões da acumulação da dívida dos países em desenvolvimento. 2. Ao longo do período de vigência do acordo, o acesso a um crédito de estabilização (stand by) no total de 445 milhões de direitos de saque especiais (equivalentes a cerca de 480 milhões de dólares). A utilização deste crédito é repartida em três fatias e condicionada ao progressivo cumprimento dos objetivos contidos na Carta de Intenções. 3. A possibilidade de acesso a um financiamento suplementar, ao abrigo de um outro mecanismo de crédito do FMI, designado por Compensatory Financing Facility. Segundo estimativas preliminares, tal financiamento – disponível ainda em 1983 – deverá cifrar-se em cerca de 200 a 250 milhões de dólares”.
Medidas de política económica “1. Subidas de dois pontos nas taxas de juro das operações passivas e de dois pontos e meio nas taxas das operações ativas. 2. Revisão global dos atuais sistemas de bonificação de juros. 3. Manutenção da atual política cambial, recusando o recurso a novas desvalorizações discretas e mantendo a taxa mensal de 1 % para a desvalorização deslizante, utilizada como instrumento de salvaguarda da competitividade externa das exportações. 4. Controlo dos aumentos salariais das empresas públicas e na função pública – disposição que deverá ter efeitos de arrastamento em relação ao setor privado. 5. Compensação de despesas e recurso a novos instrumentos de fiscalidade direta e indireta ainda nos terceiro e quatro trimestres de 1983, com o objetivo de contrair o défice do orçamento do setor público administrativo, que deverá ser reduzido para cerca de 8 % do PIB em 1983 e cerca de 6,5 % em 1984. 6. Contenção das necessidades de financiamento e aumento do autofinanciamento das empresas públicas. 7. Controlo e redução dos programas de investimento das empresas públicas. 8. Execução de uma política realista nas empresas públicas. 9. Adoção de medidas de acompanhamento e de saneamento económico e financeiro nas empresas públicas que venham a ser abrangidas pela declaração formal de ‘empresa em situação económica difícil’. 10. Como orientação da política económica, a introdução progressiva de elementos de flexibilidade nos processos de formação de preços (sobretudo os preço fixados administrativamente), de modo a criar uma maior transparência e racionalidade no funcionamento da economia”
Sexta-feira, 23 de setembro. FMI à rasca de massa [6]. “O ministro das Finanças Ernâni Lopes, o secretário de Estado do Tesouro António de Almeida, o governador do Banco de Portugal Jacinto Nunes e dois vice-governadores Rui Vilar e Vítor Constâncio, afadigam-se em Washington na tentativa de romper o estrangulamento das disponibilidades portuguesas em divisas para cumprir os compromissos externos. O empréstimo de 300 milhões de dólares (mais de 35 milhões de contos) acordado com o FMI no quadro das negociações da Carta de Intenções com o Governo português era a salvação momentânea: mas está comprometido com o anúncio da suspensão de empréstimos pelo Fundo até meados de outubro. O FMI está sem fundos disponíveis dado o crescimento em flecha de pedidos de auxílio por países como o Brasil, a Índia, o México e a Argentina, com dívidas externas monstruosas. Na base desta crise de tesouraria no FMI está a recusa do Congresso americano em aumentar a quota dos Estados Unidos. Os países industrializados da Europa fizeram saber que enquanto os americanos não aumentarem a contribuição para o Fundo, então não contem com o dinheiro europeu”.
Quarta-feira, 19 de outubro, o ministério das Finanças divulga o texto da Carta de Intenções. “Caro sr. de Larosière [Jacques de Larosière, diretor do FMI, 1978 / 1987]. 1. Nos dois últimos anos, o défice das operações correntes da balança de pagamentos de Portugal deteriorou-se para um nível claramente insustentável a médio prazo. Esta deterioração constitui, em parte, o reflexo de fatores fora do controlo das autoridades portuguesas, incluindo a recessão internacional e as altas taxas de juro no estrangeiro. Outros fatores importantes foram também a manutenção de uma taxa de crescimento da procura interna substancialmente mais elevada que nos outros países e a ausência de adequada flexibilidade nas políticas de taxas de juros e cambial. Por último, a balança de pagamentos continuou a ser afetada por sérios problemas estruturais, incluindo a elevada dependência em importações de energia e produtos agrícolas e uma base de exportações relativamente estreita. A escalada do défice da balança de operações correntes, que cresceu de um nível equivalente a cerca de 5 por cento do PIB em 1980 para 11 ½ por cento em 1981 e 13 ½ por cento em 1982, resultou num acentuado aumento da dívida externa e do peso do seu serviço, que atingiu 27 por cento das receitas de divisas em 1982. (…). Por conseguinte, considera altamente prioritária a redução do défice das operações correntes para US$ mil milhões (9 ¼ por cento do PIB) em 1983 e para cerca de US$ 1 ¼ mil milhões (6 por cento do PIB) em 1984. 2. A melhoria visada para as contas externas será obtida através de um programa global de contenção monetária e orçamental, acompanhado por políticas realistas e flexíveis ao nível das taxas de juros, taxa de câmbio e preços administrativos, e por esforços destinados a moderar o crescimento dos rendimentos nominais. Ao promoverem o crescimento continuado das exportações e a redução das importações, espera-se que estas políticas moderem o impacto da necessária redução da procura interna sobre a produção e o emprego. (…). 5. (…). Do lado da despesa, o Governo limitará as taxas de aumento dos vencimentos dos funcionários públicos em 1984 e alargará o congelamento de admissões em vigor a novas categorias de funcionários públicos até agora isentas, ao mesmo tempo que intensificará esforços para promover a mobilidade de pessoal dentro da administração pública. Procederá igualmente à revisão do sistema de prestações sociais, com vista à eliminação de abusos e à limitação do seu crescimento, de acordo com a capacidade económica do país. (…). 7. O Governo propõe-se iniciar imediatamente a preparação de uma reforma global do sistema fiscal, o qual se carateriza por excessiva complexidade e inelasticidade em relação ao rendimento. O imposto de transações e outras formas de imposição indireta serão substituídos por um imposto sobre o valor acrescentado, que representará a maior fonte de receita indireta do Orçamento do Estado. (…). 9. O Governo atribui elevada prioridade à melhoria substancial e duradoura da situação financeira das empresas públicas. Para tal, será feito um esforço global destinado a conter as necessidades de financiamento dessas empresas e aumentar o seu autofinanciamento. (…). 10. A política monetária será conduzida por forma a assegurar a melhoria programada para a balança de pagamentos e a desaceleração da inflação, que deverá passar de um nível próximo de cerca de 29 por cento no final de 1983 para cerca de 20 por cento no final de 1984. (…). 12. (…). O total do crédito interno concedido pelo sistema bancário (que se situava em Esc. 2,148,9 mil milhões em 31 de dezembro de 1982) não deverá exceder Esc. 2,786.5 mil milhões em 31 de dezembro de 1983, e Esc. 3,416.5 mil milhões em 31 de dezembro de 1984. (…). 13. As políticas financeiras terão que ser coadjuvadas por políticas destinadas a moderar os custos do trabalho, para que a desejada desaceleração da inflação possa realizar-se sem sacrificar indevidamente o crescimento da produção e do emprego. (…). O esforço para moderar o aumento de salários será acompanhado de medidas estruturais, para melhorar a produtividade do trabalho, através do aumento da mobilidade da mão de obra, de programas de formação profissional e outras medidas destinadas a dar maior flexibilidade à utilização da mão de obra (…) [7]. 18. (…). O Governo consultará o Fundo por iniciativa do Governo ou a pedido do administrador-geral, sobre as políticas de balança de pagamentos de Portugal”. Com os melhores cumprimentos, Ernâni Rodrigues Lopes ministro das Finanças e do Plano. Manuel Jacinto Nunes, governador do Banco de Portugal.
Segunda-feira, 26 de setembro, como sempre, nos processos de ajustamento, a Madeira estava falida. “A situação económica da Madeira foi o principal motivo das preocupações de Mário Soares que esteve naquela região autónoma durante três dias, acompanhado por uma delegação governamental em que se integravam o ministro do Trabalho e três secretários de Estado. De acordo com fontes madeirenses, o Governo central teria feito sentir a Alberto João Jardim a necessidade de um programa de emergência estilo FMI para sanear as finanças da Madeira, que está ‘mais que falida’ conforme afirmou um membro da delegação governamental”. “O défice acumulado vai já em 16 milhões de contos e as dívidas das autarquias locais da região, que são apenas onze, ultrapassam os 4 milhões de contos (as autarquias do continente, mais de 160, têm dívidas no valor de pouco mais de 8 milhões de contos). (…). No Funchal correm rumores apesar de desmentidos por Alberto João sobre a grave situação da Caixa Económica do Funchal, que teria já provocado a intervenção, por duas vezes, do Banco de Portugal. Esta situação derivaria, tanto da expansão daquele banco privado sem para tanto ter as infra-estruturas necessárias, em termos técnicos e de capital, como, por outro lado, do crédito malparado, em grande parte concedido às autarquias locais madeirenses. Perante esta situação, que quase se pode considerar desesperada, Soares terá regressado do Funchal no domingo com a garantia do apoio de Alberto João Jardim a um programa de emergência para a região que se traduziria na manutenção da cobertura dos défices, desde que o Governo regional garanta a compressão das despesas públicas[8].
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[1] A era do comércio global – freneticamente, todos vendem a todos – extinguiu as declarações honestas sobre povos, países ou cidades. Os produtores responsáveis, desembarcando num país estranho, instruem-se nas últimas palavras-chave descobertas pelas Relações Públicas para se misturar, massajando a alma coletiva e predispondo ao consumo. A cortesia reina. Durante a tournée de promoção do seu primeiro romance, “The Juliette Society”, declarava, de circunstância, Sasha Grey: “Já cá estive em 2009. (…). Mas passei todo o meu tempo em Lisboa, durante a noite e no Estoril durante o dia. Como tal, desta vez, é uma experiência completamente diferente, ver a cidade durante o dia. É diferente”, no programa Herman 2013. – Sasha Grey, 1,70 m, 49 kg, 83-66-78, sapatos 40, olhos cor de avelã, cabelo castanho escuro, nascida a 14 de março de 1988 em Sacramento, Califórnia, com o toque de Midas: tudo o que ela toca transforma-se em Cultura: na Penthouse julho 2007, fotos de Terry Richardson Em dezembro de 2008, as suas áreas matriciais são moldadas para o Sasha Grey's Deep Penetration Vibrating Pussy and Ass ®, “e agora a Doc Johnson vende a sua réplica da rata e olho do cu de Sasha Grey, completada com pelos púbicos (e também vibração)” Para completude das capelinhas, a mesma empresa também copiou a boca num Deep Throat Pocket Pal No Twistys agosto 2009 Nesse ano interpretou Molly no trabalho de Brody Condon de adaptação contemporânea de “Neuromancer”, uma novela de William Gibson, no New Museum de Nova Iorque Sasha Grey (2011), curta-metragem de Richard Phillips, rodada na Chemosphere House, à saída de Mulholland Drive Em novembro de 2011, no programa Read Across America, leu livros infantis para alunos da 1.ª classe da Emerson Elementary School, em Compton. “Sasha twittou sobre a experiência – chamando aos alunos os mais ‘queridos’ de sempre. (…). Um representante do distrito escolar nega categoricamente que Sasha tenha estado dentro de uma das suas salas de aula” No videojogo Saints Row: The Third (2011) Equal Pay Day” (2012) No BlackBook Mag, fotografada no Sunset Marquis Hotel, em Los Angeles (2012) La comicità di Sasha Grey” (2013). O top 5 dos seus filmes favoritos de todos os tempos: “Escape from New York” (1981), “A Woman under the Influence” (1974), “Pierrot le fou” (1964), “Fat Girl” (2001) e “Stroszek (1977).
No cinema Sasha estreou-se no cinema em “Fashionistas Safado: The Challenge” (2006), e soma mais de 200 filmes no seu palmarés: foi bónus em “So You Think You Can Squirt” (2006) ● “Tight Teen Twarts 2” (2006) ● “GrandTheft Anal 11” (2007) ● “Throat: A Cautionary Tale” (2009)… “Ela não gostava de atores masculinos que pedem: ‘Podemos preparar-nos para a cena fodendo agora durante uns minutos?’. ‘Não sou paga para ser uma fluffer’, diria ela. Ela não gostava de homens que tentavam beijá-la diante das câmaras. ‘Não estou aqui para fazer amor, não estou aqui para ser cortejada’, dizia. ‘Estou aqui para foder’. Ela não gostava de parceiros, masculinos ou femininos, que apareciam pedrados com Vicodin, Valium, cocaína ou metanfetamina. ‘Se você tem que andar metido nas drogas não deveria fazer porno’. (…). Finalmente, ela não gostava de realizadores que a queriam vestir como uma adolescente. ‘Eles pedem-lhe para você trazer roupas de uma miúda de 12 anos’, diz Sasha. ‘Ou vão vesti-la em minúsculas cuecas brancas com uma faixa cor de rosa. É horrível. Vão esticar-lhe o cabelo como uma jovem, ou vão pôr uma maquilhagem ligeira para produzir uma cara fresca de adolescente. Eu tenho 18 anos, é a idade que cada realizador quer. E o porno existe apenas para a masturbação. Mas ninguém deve bater uma punheta sobre uma miúda de 14 anos’”. Sasha, a 8 de abril de 2011, retirou-se do porno aos 23 anos: “Tornou-se evidente que o meu tempo como atriz do cinema adulto expirou. Não se preocupem. Não encontrei Jesus. Uma coisa é certa. Estou orgulhosa em dizer que não tenho arrependimentos. Sinto genuinamente que realizei tudo o que podia como artistaa).
A sua produtividade também enlaçou a música na banda de noise aTelecine. “Telecine é a transferência do filme para vídeo. Faz parte do processamento do filme. Decidimos colocar um ‘a’ antes porque havia uma banda cristã chamada Telecine, e não queríamos lutar por causa de nomes”. Sasha descreveu a sua música como experimental psychedelic death dub. Editaram o álbum “The Falcon and the Pod” (2011): 1. A Secret Ratio” ♪ 2. “Whisper” ♪ 3. “Sodium Vapor” ♪ 4. “A Moist Duck” ♪ 5. “None” ♪ 6. “New Future! ” ♪ 7. “Light Through the Leaves” ♪ 8. “No Other Way” ♪ 9. “4AM” ♪ 10. “Lost” ♪ 11. “Magazine” ♪ 12. “Pathless” ♪ 13. “The Falcon and the Pod”.
a) As diferenças explicadas, através da comida, entre sexo nos filmes e sexo na vida real: “Porn Sex vs Real Sex”.
[2] “Este empréstimo será concedido mediante a assinatura de uma Carta de Intenções, na qual o Governo português de compromete a aplicar determinadas medidas concretas de política económica, que deverão situar-se particularmente nas áreas do crédito e das despesas públicas. (…). Em 1978 o acordo [o primeiro com o FMI] entrou em vigor em março e prolongou-se até março de 1979 altura em que já era uma realidade o reequilíbrio da Balança de Transações Correntes, que havia atingido um nível recorde de 1500 milhões de dólares em 1977 e foi reduzido para cerca de 800 milhões em 1978 e para 50 milhões em 1979”. “A partir de 1980 verificou-se uma rápida deterioração das contas externas da economia portuguesa, tendo o défice das transações correntes passado sucessivamente para 1,3 mil milhões de dólares, 2,8 mil milhões de dólares (1982) e 3,2 mil milhões de dólares (1983). Em virtude desta rápida deterioração das contas externas, a dívida externa do país praticamente duplicou em dois anos, atingindo 13,4 mil milhões de dólares em dezembro de 1983, se se verificar o défice perspetivado para as contas correntes (cerca de 2 mil milhões de dólares). (…). Durante a aplicação do primeiro acordo de Portugal com o FMI (em 1978) foi possível equilibrar as contas externas em virtude de um forte crescimento nas remessas dos emigrantes, nas receitas do turismo e nas exportações. (…). Agora – disseram à ANOP vários economistas – a situação é substancialmente diferente, porque não existem cotas de mercado para recuperar, as receitas do turismo têm decrescido ou estagnado quando expressas em dólares (95 milhões no primeiro trimestre deste ano, igual montante nos primeiros três meses de 1982 e 150 milhões em igual período de 1979), e as remessas dos emigrantes apresentam uma tendência para decrescer quando expressas em divisas. Estes factos vão implicar a utilização de instrumentos de política económica diferentes dos de 1979, mais virados para a redução das importações e do consumo, os quais se situam na área do crédito e da contenção das despesas públicas. Estas medidas terão repercussões ao nível do investimento e consequentemente do emprego. (…). Diferentes economistas disseram que se verificará um significativo agravamento do desemprego, que, segundo o novo inquérito permanente lançado pelo Instituto Nacional de Estatística, era de 11 % da população ativa no primeiro trimestre deste ano. O Governo já adoptou uma série de medidas habitualmente exigidas pelo FMI como foi o caso da desvalorização do escudo em 12 % em termos efetivos e a subida dos preços de um conjunto de bens essenciais, particularmente os combustíveis b). (…). A dureza da política económica a implementar na sequência do acordo com o FMI fica bem expressa no facto de, dos 2 mil milhões de dólares perspetivados pelo Governo para o défice das transações correntes, cerca de 1,2 mil milhões correspondem a juros da dívida externa, valor que em 1978 era de 200 milhões”.
b) “Este tratamento de choque foi, aliás, comunicado ao FMI por uma delegação ad hoc que recentemente esteve em Washington, chefiada por Cavaco Silva, diretor do gabinete de estudos do Banco de Portugal, e de que fazia parte, nomeadamente Maria José Constâncio, subdiretora dos Serviços Centrais de Planeamento, figura chave em anteriores negociações com o FMI. (…). O Governo pretende reduzir o défice das transações correntes de 3,2 mil milhões de dólares (uns 380 milhões de contos) em 1982 para 1,5 mil milhões em 1984, ou seja menos 200 milhões de contos”.
[3] Gasolina super 84$00 (custava 74$00), normal 81$00 (70$00), petróleo carburante 46$00 (40$00), gasóleo 46$00 (40$00), gás em garrafa 51$00 (41$50), gás de cidade 16$50 (12$50). “Um adicional de 65 centavos por quilovátio, no consumidor doméstico, foi aplicado sobre as tarifas de energia elétrica, nos termos de uma portaria publicada no Diário da República, com data do dia 9. A nova taxa é de 55 e 50 centavos para os consumidores em média e alta tensão, respetivamente. (…). O adicional agora introduzido deverá ter caráter temporário, de acordo com a portaria subscrita por Veiga Simão. A sua criação é justificada com a situação de seca que assola o nosso país desde 1980 e o valor cobrado pela EDP deverá ser afeto ao Fundo de Apoio Térmico, que apresentava, em fins de 1982, um défice de 43 milhões de contos. A portaria indica que em 1979 a produção de energia elétrica foi assegurada em 75 % pelas centrais hidroelétricas, enquanto em 1980 esse valor já decrescia para os 50 %. Em 1981, a energia com essa origem cifrava-se nos 31 % e em 1982 crescia para 40 %. Os cálculos para este ano são de 45 %”.
[4] Portugueses suarão as estopinhas e além: “Young Nudist – Boobs Palace”.
[5] Lição aprendida e decorada. Nunca mais as elites portuguesas falirão o país. O povo, reconhecido, vota e dança: “Já não quero olhar, eu quero sentir teu balançar / Eu quero tocar no teu corpo e poder bailar / Eu quero dançar, bem juntinho colado a ti, / ao ritmo do som”: “Já não quero olhar”, p/ músico angolano Adi Cudz. Vídeo c/ Aryane Steinkopf [blindada por Deus], DJ e modelo brasileira, 1,64 m, 59 kg, 94-67-103, cabelo loiro, nascida a 14 de dezembro de 1986 em Vila Velha, Espírito Santo, Brasil. Começou a sua carreira como assistente de palco no programa “Pânico na TV”. Perfil: comida preferida: italiana e japonesa. Defeito: impaciência. Qualidade: determinação. Viagem de sonho: Dubai. {Playboy abril 2012} {Instagram} {site}.
[6] Lei de Murphy: tudo o que pode correr mal vai correr mal. Portugal teso. FMI teso. Bunda no chão. “Bunda”, p/ Putzgrilla Music Gang Bang, banda formada por Hugo Rizo, Rui Martins, Miguel Lamelas e Joana Pitty. Joana Janeiro “Pitty” foi concorrente da “Casa dos Segredos 1”, da TVI e pormenorizou: “A parte do corpo de que mais gosto são as costas”. Os Putzgrilla atuaram na Semana Académica de Lisboa 2014. Felizmente, o dinheiro também aterrou em Lisboa ou não haveria nem para as bananas: “Хочу банан!” (traduz Deus Google “Eu quero uma banana”), p/ Группа Маша Пирожкова ♪ “Я промокла мама” (traduz Deus Google “Tenho mãe molhado”).
[7] No século XXI, os Economistas Portugueses manusearão uma nova medida estrutural: o velho. “O Governo quer incentivar o trabalho a tempo parcial de trabalhadores mais velhos, apoiando, simultaneamente, a contratação de desempregados jovens ou de longa duração. Neste processo, o trabalhador mais velho deverá acompanhar o mais novo, transmitindo ‘conhecimentos e experiência’. O objetivo é ‘promover o envelhecimento ativo e incentivar os trabalhadores seniores a preparar a sua reforma, através da redução do seu horário de trabalho, bem como permitir a entrada no mercado de trabalho de desempregados, designadamente jovens, a quem é igualmente dada tutoria pelo trabalhador sénior’”, em Diário Económico, fevereiro 2014.
[8] O susto acagaçou Alberto João Jardim que nunca mais queimará dinheiro público: “You can tell your ma' / I moved to Arkansa' / Or you can tell your dog to bite my leg / Or tell your brother Cliff / who's fist can tell my lips / He never really liked me anyway”: “Achy Breaky 2”, p/ Buck 22 ft. Billy Ray Cyrus.

na sala de cinema

Night of the Zombies” (1981), real. Joel M. Reed. “Investigadores procuram cadáveres desaparecidos de soldados e ouvem inacreditáveis rumores sobre zombies. Rejeitando esses rumores começam a investigar. Após dois homens serem encontrados mortos, o agente especial da CIA, Nick Monroe, é enviado para eliminar o que se suspeita serem desertores da antiga unidade dos Army Chemical Corps dos EUA. A investigação implacável de Nick descobre um plano macabro de dominação do mundo[1]. Night of the Creeps” (1986), real. Fred Dekker, c/ Jason Lively, Steve Marshall, Jill Whitlow… estreia sexta-feira, 27 de fevereiro de 1987 no cinema Xenon. “Em 1959, a bordo de uma nave espacial, dois alienígenas esforçam-se para evitar que uma experiência seja libertada por um terceiro membro da tripulação. O aparentemente possuído terceiro alienígena atira o contentor no espaço que cai na Terra. Nas proximidades, um universitário leva o seu par a um parque de estacionamento quando veem uma estrela cadente e vão investigar. Aterra no caminho de um paciente mental criminalmente insano em fuga. Enquanto o seu par é atacado pelo maníaco empunhando um machado, o rapaz encontra o contentor, do qual uma pequena coisa semelhante a uma lesma salta para a sua boca. Vinte e sete anos depois, Chris Romero lamuria sobre um amor perdido, apoiado pelo seu amigo deficiente J.C. Durante a semana da praxe na Corman University, Chris vê uma rapariga, Cynthia Cronenberg, e apaixona-se instantaneamente”. “Twice Dead” (1988), c/ Tom Bresnahan, Jill Whitlow… “A família Cates está excitada ao saber que herdou uma velha mansão do endoidecido ator de teatro Tyler Walker. Chegam para descobrir que a mansão se transformara num campo de jogos para um gang de rua local. Mas o gang não é a única preocupação dos filhos dos Cates, visto que o fantasma de Tyler faz saber que não está satisfeito com a sua intrusão[2]. “Nos tempos da vaselina” (1979), real. José Miziara, c/ João Carlos Barroso, Kate Lyra, Aldine Müller, Nídia de Paula … “Em Macacu, cidade do interior, o caipira Onofre recebe uma carta do seu primo Paulinho convidando-o para uma viagem ao Rio de Janeiro para desfrutar a Cidade Maravilhosa. Quando o ingénuo Onofre chega, é roubado na estação de autocarros e enganado pelo taxista. Ele tem que dormir na rua e pedir para comer sem a morada do Paulinho que estava na sua mala. Quando ele conhece o músico Carlinhos Lyra, usa o programa de televisão para encontrar o Paulinho. Onofre é recebido por Paulinho e os seus amigos na praia de Ipanema, mas o recém-chegado é desajeitado e é troçado pelo pessoal todo da praia. Contudo, Onofre sai com a Dadá e a namorada de Paulinho, Patrícia (Almavar Taddei), e outras moçoilas acreditam que ele é ‘bom na cama’” [3]. “O título é uma oportunista brincadeira com ‘Grease – Nos tempos da brilhantina’, (título no Brasil), de 1978”.
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[1] “Muitas cenas foram filmadas na casa e na propriedade do realizador porno Shaun Costello”, que tem no seu palmarés “Heaven’s Touch” (1983), título português “Cama quente, amor ardente”, estreado no fabuloso cinema Olímpia, segunda-feira, 6 de fevereiro de 1989, em sessões contínuas a partir das 14 horas. “Henry Ottinger (Michael Knight) trabalha num escritório nas Torres Gémeas, onde apenas tenta meter-se na sua vida. De alguma forma, ele exerce uma atração sobre as suas colegas de trabalho. Não demora muito tempo até que três dessas colegas persuadam o sr. Ottinger a serviços extra para dentro dos seus orifícios”. C/ Gayle Sterling (Wendy), cabelo loiro; Jade East (Louise), 1,63 m, 86-61-86, olhos castanhos, cabelo preto, nascida a 6 de fevereiro de 1954 em Los Angeles; Veronica Hart (miss Penny), 1,68 m, 56 kg, 91-68-96, olhos azuis, cabelo castanho, nascida a 27 de outubro de 1956 em Las Vegas; Sharon Kane (Linda Armstrong), 1,67 m, 58 kg, 86-63-91, sapatos 37 ½, olhos azuis, cabelo loiro, nascida a 25 de fevereiro de 1956 em Canton, Ohio; Kelly Nichols (Carlotta Munro), 1,66 m, 91-71-99, sapato 42, olhos e cabelos castanhos, nascida a 8 de junho de 1956 em West Covina, Califórnia; Joanna Storm (Ultrasleaze), 1,52 m, 55 kg, 96-71-96, olhos cor de avelã, cabelo loiro, nascida a 23 de agosto de 1958 em San Diego
[2] A família moderna tomou profundeza. La mosquitera” (2010), real. Agustí Vila, c/ Emma Suárez, Eduard Fernández, Martina García, Anna Yacobalzeta, Geraldine Chaplin… “Uma família abastada, inequivocamente urbana, vive presa no pequeno mundo que construiu à sua medida. Cada um dos membros luta por si próprio para salvar aquilo que o justificaria. Luís atravessa a adolescência descobrindo à sua volta mulheres e homens ora culpados ora inocentes”. De Bogotá, Colômbia, para este filme, a classe de saber estar nua de Martina García, nascida a 27 de junho de 1981. “Em Paris fez os seus estudos de licenciatura em Filosofia, na Sorbone”. Diz ela: “Em 2011 foi a mesma história, viajando por diferentes lugares para filmar, tem sido complicado a tema da universidade. Procuro não gerar frustrações onde não as há, e se não posso ir à universidade, não importa, para mim a filosofia está no quotidiano, está presente em mim”. Entrevista: “Soy de repeticiones, de releer libros, de oír la misma canción durante horas, de volver a ver las películas. En la literatura suelo remitirme a autores como Camus y Cioran, y recientemente a Paul Auster, sobre todo ‘La invención de la soledad’, que me fascinó. De Camus me encanta ‘La caída’, soy fetichista de ese libro; también ‘El extranjero’ y ‘Una muerte feliz’. De Cioran, soy fanática de ‘Los silogismos de la amargura’ y de ‘Ese maldito yo’. ¿Y las películas? ‘Mrs. 45’, de Abel Ferrara; ‘La dolce vita’, de Fellini; ‘Amores perros’, de González Iñárritu; ‘Los 400 golpes’, de Truffaut; y ‘Dogville’ y ‘Antichrist’, de Lars Von Trier”.
[3] Desde os anos 60 do século XX, antecipando o século XXI, a vagina substitui o coração como órgão mais importante para a carreira pessoal, social e profissional da mulher plenificada a). As Kardashian, por exemplo, uma típica família americana, como em todas, a vagina é o ganha-pão, dedicam-lhe extremoso cuidado, inspecionando-a, antes de saírem à rua. “‘Eu disse, nós temos de fazer verificações da vagina’ disse Khloe, explicando que é apenas o que se faz quando se veste uma saia com uma fenda. (…). ‘Eu disse, não, Kim, a tua vag está perfeitamente aconchegada’”. Metáfora do feminino moderno, a vagina é também um órgão anatómico. “A ciência não sabe onde é o clítoris. A nova ciência descobriu que o clítoris é muito maior do que qualquer pessoa jamais imaginou e que fica mais para dentro, perto da pélvis”, disse a escritora americana Naomi Wolf, autora do livro “Vagina: A New Biography”. “Por fim, em se tratando de uma autora que se orgulha tão ostensivamente de sua realização sexual, “Vagina – Uma biografia” parece estranhamente esvaziado de qualquer elemento erótico ou, por assim dizer, espiritual: a vagina é reduzida a uma parte da anatomia feminina que, em condições normais, responderá de tal ou qual maneira quando devidamente estimulada”. Fiduciárias, as mulheres de hoje mijam de . Modelo: Nettie Harris, 1,68 m, 52 kg, 81-66-91, sapatos 39, olhos azuis, cabelos ruivos. Entrevista: “O meu sonho é criar arte… em muitas formas de expressão”. Entrevista Vimeo ∆ fotos p/ Stephane Bienfaittumblr Creative Rehab ∆ no vídeo musical “The Beautiful Ones” do produtor, realizador, diretor de fotografia, editor e músico Dutch Rall (canção: Prince).
a) O pleno evidencia-se na autonomia. “Leva Boy” (2012), p/ Lizha James ft. Pérola: “Leva, boy, o que quiseres, baby! / Leva, boy, o que quiseres, baby! / Leva o carro, leva a casa / Que eu vou construir / Leva, boy!”. “All the Little Things” (2011), p/ The Icarus Line, banda de Los Angeles, formada em 1998, por Joe Cardamone, voz, Lance Arnao, baixo, Aaron North, guitarra e Aaron Austin, bateria. “Steps” (2013), p/ DJs Pareja, duo de produtores e remixers argentinos de Buenos Aires, Mariano Caloso e Diego Irasusta. “I Was Where Were You” (2013), p/ DTCV (pronuncia-se “detective”), trio franco-americano formado em 2012 em Los Angeles por The Lola Freakout, James Riot e Ringo.

no aparelho de televisão

O foguete” (1983), programa da autoria de António Sala, Carlos Paião e Luís Arriaga, transmitido cerca das 21:00 horas, aos sábados na RTP 1, de 30 de julho até 1 de outubro de 1983. “Olhó foguete ó ó ó / Olhó foguete ó ó ó / Não vai à lua nem quer lá chegar! / Olhó foguete ó ó ó / Olhó foguete ó ó ó / Toma o bilhete para ir e voltar!”. “Um divertido programa de música e cultura portuguesa, apresentado por António Sala (c/ a sua engraçada expressão: ‘Chiu! Calou! Deitou!’), Carlos Paião e Luís Arriaga, gravado em 1983, no interior de um comboio. [Neste episódio] Luís Mascarenhas e Raquel Almeida interpretam os sketches cómicos. Os convidados são: João Maguy (mágico), o grupo Heróis do Mar, Peter Petersen (elemento do coro da canção ‘Playback’), João Maurílio (pianista), Artur Lucena (poeta), e Vítor de Sousa (ator), Suzy Paula (cantora), Vasco Rafael (fadista), e Belle Dominique (travesti)”. (Outro Foguete desembarcara Américo Thomaz em Viana do Castelo). “Adventurer” (1987), série australiana filmada na Nova Zelândia, transmitida cerca das 17:20, aos sábados na RTP 1, de 29 de agosto até 3 de outubro de 1987. Conceito do primeiro episódio em Portugal: “o último e (invulgar) condenado levava para a cela do navio Success, Jack Vincent (Oliver Tobias), um oficial naval demitido por ter desobedecido às ordens recebidas. Na cela, encontravam-se já Pat Cassidy (Peter Hambleton) e dois jovens detidos. Vincent descobre que o navio é comandado por um parente, Harry Anderson (Paul Gittins), com o qual tem uma relação de ódio por razões familiares e profissionais. Anderson resolve destruir psiquicamente Vincent, mas este consegue organizar um motim com os outros detidos e conquistam o navio”. Sinopse: “Jack Vincent, um aristocrata ex-capitão da marinha britânica, forçado pelas circunstâncias a tornar-se contrabandista, é capturado e transportado no HMS Success para a colónia penal na Norfolk Island, ao largo da costa da Nova Zelândia. Infelizmente para Vincent, o comandante do navio não é mais nem menos que o seu cunhado, o tenente Harry Anderson. Os dois discutiram violentamente no passado sobre a forma como Anderson tratava a irmã de Vincent, e agora Anderson submete-o a um particularmente duro e humilhante tratamento[1]. “Stingray” (1985-1987), produzida por Stephen J. Cannell, c/ Nick Mancuso “Ray, que vive no sul da Califórnia, dedica o seu tempo a ajudar aqueles em aflição. O seu passado é sombrio, tudo o que é dito sobre ele é que ele anuncia sub-repticiamente nos jornais, ostensivamente oferecendo um ‘Stingray preto de 65, para troca apenas para o parceiro certo’, e incluindo um número de telefone (555-7687). Aqueles que desejam recorrer aos seus serviços, presumivelmente, sabem o verdadeiro significado do anúncio por passa palavra, e telefonam-lhe a pedir ajuda. Não é claro se ‘Ray’ é mesmo o seu nome verdadeiro, ou simplesmente uma alcunha que ele retirou do carro que conduz, aquele descrito no anúncio. No episódio piloto, ele diz que é um diminutivo de ‘Raymond’, mas não se torna claro se ele está a ser honesto ou a usar um disfarce”.  
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[1] Outros mares do “duo de indie rock formado em Toms River, New Jersey, em março de 2008. O duo é composto pelo líder Brandon Asraf (baixo, voz) e John Tacon (bateria, samples eletrónicos, voz)”: Brick + Mortar Move to the Ocean” (2011), c/ extratos dos vídeos “Christina by Lelyak Production”, “Sasha + Masha (Hot russian girls by ‘baLOVEstvo’ 2012)”, ou “Clams Casino // I'm God”.

na aparelhagem stereo

O baile mandado é a dança dos povos, livres, e para liberdade perliquitete, o estado de ignorância é bênção e um imperativo geográfico. O capitão James Flint (Toby Stephens): “Deve haver, pelo menos, uma hipótese em três de que o horizonte continue despido e nunca mais vejamos o Andromache. É essa a verdade. Mas que bem é que esse conhecimento faria a qualquer homem desta tripulação que esteja a concentrar-se em fazer o seu trabalho? Esta tripulação precisa de certezas e eu preciso do apoio deles, para atingir um objetivo, que vai ao encontro do interesse de todos. Portanto, dançamos ao som da música. (…). Nunca houve um César que não soubesse cantar” [1].
Pia Zadora sabia [2]. Porém, a sua luta pelo lugar ao sol esbarrou com “o ressentimento, que é em sumo grau prejudicial ao doente” (“Ecce Homo”, Friedrich Nietzsche), da crítica musical e pelo goto popular, “avançavam, obscuros, na noite” (“Eneida”, Virgílio), e Pia Zadora passou como uma personagem picaresca dos anos 80. Em 1984 modilhou Pia por Portugal. Sábado, 28 de janeiro no Porto e domingo, 29 em Lisboa. Espostejou-a o Diário de Lisboa: “petulante, atrevida, mais que ousada, foi lançada definitivamente na película ‘The Lonely Lady’ (1983) [3], apoiada pelos muitos milhões do marido, um sujeito chamado Meshulam Riklis [4], que é considerado dono da 6.ª fortuna mundial e 31 anos mais velho que a menina. Ele não tem qualquer dificuldade em dar-lhe prendas como o avião particular em que chegou a Portugal para atuar no Porto (no ‘Sábado Vivo’, 21:50 horas, na RTP 2, que tem como convidado entrevistado Mário Dorminsky, o fadista José Freire, os Heróis do Mar e a artista americana Pia Zadora) e amanhã, pela tardinha, ofuscar a concorrência a Alvalade e às Antas, oferecendo os seus atributos físicos e alguma voz em ‘A festa continua’ (de Júlio Isidro). Apenas com 1 e 55 de altura, 27 anos declarados, criadora de ‘The Clapping Song’ (1983), anda agora apresentando um 45 rpm que inclui ‘Rock It Out’ e ‘Give Me Back My Heart’. Na segunda-feira volta a meter-se no jatozinho e tornará a Las Vegas, certamente para os braços apaixonados de um marido que nada se importa que os atributos da pequena sejam exuberantemente explorados”.
Na década de 80, o gosto das funçanatas das esfolhadas, no campo, ou do cantor romântico, nas cidades, tramitava. “O recorte do dia, é a tabela do top do programa ‘Rock em Stock’, referente a junho de 1980. Interessante constatar que a maioria dos 10 lugares do top foram ocupados por álbuns da turma do punk e da new wave. A começar pelo magistral ‘London Calling’ dos Clash, que destronou os intragáveis Genesis. Outro pormenor engraçado é a inclusão do 3.º álbum dos 999 no top, ‘Biggest Prize in Sport’ (1980), disco que nunca chegou a ser prensando em Portugal, somente saiu em Portugal um single retirado do álbum, ‘Trouble’” [5]. A via punk em Portugal. “Corriam os anos de 1978 e 1979, Paulo Ramos (guitarra) e Paulo Borges (voz) [6] tinham acabado o liceu, haviam passado um ano sem fazer nada no Serviço Cívico e acabavam de entrar para a faculdade: o primeiro em História, e o segundo em Filosofia. Ouviam então The Sex Pistols, The Clash, Damned, Television e Dr. Feelgood. Numa conversa num dos corredores da Faculdade de Letras resolveram criar um grupo punk a que chamaram Minas & Armadilhas”. “Em fevereiro de 1978 realizou-se a ‘primeira tarde’ punk em Lisboa, no Archote Clube no Arco do Cego em Lisboa. Foi uma organização do António Sérgio, do Joaquim Lopes e do José Guerra com passagens comentadas de vários discos de bandas de punk rock inglesas, americanas e francesas. Neste primeiro evento público de punk, houve passagem de discos, mas ainda não houve atuação de bandas. As primeiras reportagens sobre concertos de bandas punk portuguesas remontam a 1978: em maio e junho na Música & Som (concertos dos Faíscas no pavilhão de Os Belenenses e dos Aqui d’El Rock no Clube Atlético de Campo de Ourique); em junho no jornal Pop Clube (fez capa com os Aqui d’El Rock e os Faíscas); e em julho desse ano da revista Rock em Portugal”.
Nesse ano, nasciam os Social Distortion “banda de punk rock americana formada em 1978 em Fullerton, Califórnia. (…) Entraram num hiato temporário a meados da década de 80, devido ao vício em drogas do vocalista Mike Ness e problemas com a lei, que resultaram em períodos longos de internamento em vários centros de reabilitação, que duraram dois anos” Machine Gun Blues” (2010): “Well I'm a gangster 1934 / Junkies, Winos, Pimps & Whores / And all you men, women and kids / best get out the way” [7], – vídeo c/ Hidalgo’s Brunette Girl: Lacy Phillips e Hidalgo’s Blonde Girl: Dora Yoder, 1,68 m, 81-61-88, sapatos 37 ½, modelo de Los Angeles {site}.
Nova geração, Juliet “My First Hardcore Song”.
Punk-Kecas, “formados em 1995, são oriundos de Faro e percursores de uma geração punk hardcore, para a qual se tornou referência de culto. [João Dias (Sonecas), voz, Pedro Laranjeira (Laranja), guitarra, Francisco Aragão (Xico), guitarra, Bruno Augusto, baixo e Armando Brito (Chibo), bateria]. Apostando nas letras em português e de ideal niilista, fizeram assim passar a sua mensagem através dos concertos, sempre energéticos e bem lotados. Em 1996, gravaram para a rádio Super FM uma maquete com 3 faixas, das quais apenas uma (“Braços Cruzados”) seria tocada nas playlists da rádio. Essa maquete manter-se-ia desaparecida até 2007, quando finalmente surgiu uma cópia completa do master de estúdio em mp3. A banda separar-se-ia em meados de 1999, mas regressaria aos palcos, com presenças casuais em 2005, 2007, 2012 e 2013, sendo estas 3 últimas em concertos de beneficênciaSalazar” (Cover de Xunga-Core): “Empurrei-o da cadeira / Foi fácil de empurrar / Eu matei esse cabrão / Que se chamava Salazar // Morre Aníbal” ♫ “Pimba Kore”: “Pimba pimba lavagem cerebral / Musica para otários made in Portugal / E o cabrão do bico que te vai devorar / Fode-te os cornos e não te deixa pensar ♫ “Paxilfaro”: “Às vezes fico tão anormal que pareço um Serenal // Paxilfaro // Rhoypnol, Prozac e Dinintel para andar sempre pedrado quando não há papel // Paxilfaro”. Pé de Cabra, “grupo de Linda-a-Velha que nasceu a partir das cinzas dos Antiporcos, um outro grupo punk com alguma história no movimento. Tiveram existência entre 1988 e 1996. Ensaiavam na localidade de Sassoeiros numa garagem dividida com os metálicos Shrine. O grupo era constituído por Mário (voz), Sarrufa (guitarra), Pudim (bateria), Luís Pedro (baixo) e Alex (guitarra)” Discriminação” ♫ “Prostituição musical” ♫ “Aníbal”. Kaganisso, “nasceram em Alvalade, em Lisboa em 1990 e deram por findas as suas atividades em 1994, logo imediatamente a seguir à edição do seu primeiro e único álbum, ‘Princípio do Fim’ (1994) pela Polygram. Durante a sua existência, venceram, em 1991, a 2. ª Edição do Concurso Força Total à Música Nacional, organizado pela Rádio Super FM e decorrido no Johnny Guitar. Já haviam igualmente vencido, em 1990, o concurso de música moderna do Pavarte, organizado pela Escola Secundária Padre António Vieira. O grupo era formado por Miguel Pernes (guitarra), Bernardo Ribeiro (bateria), Pedro Careca (guitarra), Rui (baixo) e Juja (voz). O som praticado era um rock mainstream que mais não era que uma aproximação medíocre à música dos U2 de então ou aos espanhóis Héroes del Silencio, tão em voga na épocaO que me resta” ♫ “O que é feito?”.
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[1] Na pirática série de TV, estreada no mês de fevereiro de 2014, quartas-feiras 22:20 horas, no canal AXN, “Black Sails” (2014). “1715. Índias Ocidentais. Os piratas da ilha Nova Providência ameaçam o comércio marítimo na região. As leis de todas as nações civilizadas declaram-nos hostis humani generis (‘inimigos da humanidade’). Em resposta, os piratas aderem a uma doutrina própria… guerra contra o mundo”. Joviais tempos em que após saque proveitoso marinheiros gritavam confiantes no prostíbulo: “Rum e pachacha para todos!”. – Alguns diálogos sem pala nem perna de pau: Sanderson (Paul Snodgrass): “Vai-te foder, pachacha”, Eleanor Guthrie (Hannah New): “Mandaste-me foder? Sr. Scott, quem é este homem?”, sr. Scott (Hakeem Kae-Kazim): “O sr. Sanderson. É da tripulação do capitão Burgess, do Trinity”, Eleanor: “De quanto foi o último saque?”, sr. Scott: “Um lucro de quase mil. Foi o melhor saque em meses”, Eleanor: “Bem, sr. Sanderson, é um prazer ter a sua companhia. Sabe porquê? Porque é um ganhador. Sabe o que acontece quando estou perto de um ganhador? A minha rata fica molhada. Assim sendo, vou mesmo foder-me”. Eleanor mergulha dois dedos na caneca de cerveja induzindo-os como acendalhas desse ato a). | Sra. Mapleton (Fiona Ramsey): “Deste-lhe autorização, querida, temos de cumprir a nossa palavra”, puta stressada (Melissa Haiden): “Eu disse-lhe que ele podia pôr um dedo no meu cu, não três”, sra. Mapleton: “Então, da próxima vez, cobra-lhe ao número”. | Billy Bones (Tom Hopper): “E também o Christian Thoms, o Willy Robbins, o Jean Dubois, aquele português sopinha de massa, como se chamava ele…?”. | Montando na posição cowboy reverse, Anne Bonny (Clara Paget): “Mas que raio, Jack. Está outra vez mole”, Jack Rackham (Toby Schmitz): “A sério? Não reparei”, Bonny: “Então, queres que te enfie algo no cu?”, Rackham: “Não, não obrigado”. Problemas económicos amoleciam-lhe a piça desaplicando-o do sexo. Rackham: “Não temos qualquer plano, exceto este bordel de merda, que, por algum milagre da economia parece incapaz de dar lucro”, Bonny: “Como é que se pode ter aqui um bordel e não fazer dinheiro?”, Rackham: “Não faço ideia!” b). | Max (Jessica Parker Kennedy): “Quem te pagou aquelas moedas? Foi o capitão Hollindale, que eu vi, a sair do teu quarto, não foi? Um homem cujo único desejo é ser enrolado em tela, enquanto mama nuns peitos gordos, sem leite, como um bebé? E o preço que sempre cobrámos por maternalismos foi 20 peças, não 5”, Idelle (Lise Slabber): “Quem pensas que estás a acusar? Uma punheta são 5 peças. O capitão Hollindale hoje só teve tempo para um puxãozinho”.
a) A publicação do privado através da net matou simbologias que, reacionariamente, persistem nos rituais de efusão partidária. Os dois dedos que as mulheres do PSD, protérvias, brandem em alto, em baixo, enceram esses sicofânticos dois dedos. Modelo: Dillan, de Los Angeles, 1,75 m, 81-60-81, olhos cor de avelã, cabelo castanho. Obra pictórica ou cinematográfica: Dillian no LittleMuttDillan no Little Gray Guy ∆ Dillan Lee no Sexy Models ∆ Dillan no Jizz Bomb ∆ Felicity no FTV Girls. Dillion no Karups ∆ no BangbusDilion no First Time Auditions ∆ Dillian Lee no First Time Swallows ∆ Dillian Lee no Porn.com ∆ Dillan no Ron Harris Studio ∆ Dillian Lee no Holly Café.
b) Alguns nomes desta série correspondem a piratas verdadeiros como Anne Bonny, Jack Rackham, Charles Vane e Benjamin Hornigold. “Outra pirata desses mares foi Anne Bonney, que era uma irlandesa espampanante, de seios altos e cabelos fogosos, que mais de uma vez arriscou o corpo na abordagem de navios. Foi companheira de armas de Mary Read, e finalmente de forca. O amante, capitão John Rackam, teve também o seu nó corredio nessa função. Anne, com desprezo, encontrou esta áspera variante da censura de Aixa a Boabdill: ‘Se te tivesses batido como um homem, não te enforcariam como um cão’”, Jorge Luis Borges em “História universal da infâmia”.
[2] Pia Zadora, 1,52 m, 86-53-86, sapatos 38 ½, olhos pretos, cabelo castanho, nascida Pia Alfreda Schipani a 4 de maio de 1954 em Hoboken, New Jersey. Atriz-criança, estreia-se nas peças da Broadway: “Midgie Purvis” (1961) c/ Tallulah Bankhead, “a premissa é: uma mulher pueril de 50 anos abandona a sua desprezível família, disfarça-se de mulher de 80 anos e torna-se babysitter. Ela acaba corrompendo as crianças que cuida. Ensina-as a fumar e fumar. Pia tinha 7 anos na época. Isso extravasou o palco também. Ela era selvagem. Pia ia ao seu camarim e Tallulah dizia-lhe: ‘Toma, querida, dá um bafo nisto. Vai ajudar-te. Vais sentir-te bem’. No palco, fumar consistia numa espécie de dispositivo de soprar pó. Fora do palco, Tallulah tentava mostrar-lhe como era realmente feito para que as pessoas acreditassem nela”. Pia foi também substituta em “The Garden of Sweet” (1961) c/ Katina Paxinou, apareceu em “We Take the Town” (1962) c/ Robert Preston, uma versão musical de “Villa Villa”, e foi Bielke em “Fiddler on the Roof” (1964-66) c/ Zero Mostel. No cinema interpreta a jovem marciana Girmar em “Santa Claus Conquers the Martians” (1964). “Pia casou com o empresário Meshulam Riklis em 1977, quando ela tinha 23 anos e ele 54. Riklis costumava chalacear sobre a diferença de idades. Quando ela engravidou, ele disse: ‘Graças a Deus! Agora, terás alguém da tua idade com quem brincar’”. Um esposo rico dá felicidade c) e a carreira dela desencabrestou com “Butterfly” (1982), uma história de ambição e incesto c/ Pia Zadora, Stacy Keach, Orson Welles… música de Ennio Morricone. “A cena mais notória do filme foi a da banheira, na qual, Jess Tyler (Stacy Keach) ajudava a sua sedutora filha a tomar banho numa bacia de metal para relaxar após um dia de trabalho na mina. Enquanto mergulhava nua na banheira, ela disse: ‘Sabe bem. Vai ser assim todos os dias? Castigar o corpo e nada nos bolsos?’. Ajoelhando-se atrás dela massaja-lhe os ombros (‘Isso sabe tão bem, Jess. Boas, boas mãos’), e então ele segurou e apertou os fartos seios. Rapidamente larga-os. ‘Não está certo’, embora ela o tranquilizasse como uma mulher adulta: ‘Sabe-me bem. Não te sabe?... está certo se é bom’. Quando ele protestou: ‘Mas tu és a minha filha, Kady’, ela acrescentou: ‘E também sou uma mulher’. Ela prende-lhe o braço debaixo de água quando ele lhe acariciava entre as pernas, mas ele resistia ainda mais”. “Acabou sendo um dos filmes mais vilipendiados da década. Porque (alegadamente) o seu marido, Meshulam Riklis, convidou os membros da Imprensa Estrangeira de Hollywood, que dão os Globos de Ouro, para o seu casino, o Riviera Hotel, em Las Vegas. E também os convidou para a sua casa onde comeram do bom e do melhor, enquanto ele lhes mostrava o filme, e Zadora acabou vencendo o Globo de Ouro para Nova Estrela do Ano (sobre Kathleen Turner em ‘Body Heat’ e Elizabeth McGovern em ‘Ragtime’)”. Pia arrasou Cannes em maio de 1982. Na revista Oui de junho 1982. Aos 28 anos, cobriu o seu pudor com um patriótico cachecol para a Penthouse outubro 1983, neste mesmo ano posou para o artista pop Andy Warhol. Outra digna obra desconsiderada: “Voyage of the Rock Aliens” (1984), “o início do filme revela-nos alienígenas a escolher o seu próximo destino a fim de extravasar a sua febre de rock ‘n’ roll. Depois de uma breve incursão num planeta habitado por motards vestidos de branco, à porrada ao ritmo do imparável êxito ‘When the Rain Begins To Fall’ de Pia Zadora e Jermaine Jackson, o alienígena ABCD (pronunciado ‘Absid’) e a sua tripulação decidem visitar a cidade de Speelburg na Terra”.
c)Vai Anna| Go Anna”: “O meu nome é Anna / E estou aqui a chorar / Saí do velório pro meu marido enterrar / Estou muito triste / Mas não vou ficar assim / Quero me mexer / E dar ainda mais de mim / Eu quero começar / Eu quero começar / Quero mais da vida / O que quero é namorar / Quando eu era pequena / Minha mãe me ensinou / Anna cresce linda / E arranja um homem bom / Que tenha dinheiro e que te faça feliz”.
[3] Pia Zadora resume: “Do romance de Harold Robbins. É uma história de uma rapariga e a sua luta com Hollywood. É uma espécie de paródia do que se passa em Hollywood. Ela casou-se e divorciou-se, engravida e tem um aborto, mete-se nas drogas, tem uma relação lésbica e, finalmente, ganha um Oscar”. 
[4] “Meshulam Riklis foi pioneiro na aquisição alavancada (“leveraged buyout”) e títulos de alto risco (“junk bonds”), e desenvolveu um talento notável para ações virtuais (“paper trades”) entre várias companhias de sua propriedade, que os críticos afirmam fez desaparecer as suas dívidas nos momentos oportunos. (…). Segundo um relatório da Forbes de 2002, seis das maiores empresas controladas pela Riklis Family Corp. declararam falência nos anos 90 e início de 2000, deixando dívidas totais superiores a 2 mil milhões de dólares”. “Em 1987, Riklis e Pia doaram 1000 dólares cada um para a campanha presidencial de Joe Biden
[5] No over noticioso blogHoje Há Punk Rock no Liceu”. “Mike Read, conhecido locutor / dj de rádio, que passou muito do seu tempo de radialista na Radio One (BBC). Durante o período do punkismo, Mike Read editou 3 singles, um em nome pessoal, ‘Are you ready?’, powerpop como linha condutora, o single ostenta uma fotografia do próprio à porta do Roxy Club. A segunda pedrada em forma de vinil, foi já sob a chancela de Trainspotters, com o mui aclamado ‘High Rise’, tema que figura em algumas coletâneas punk / powerpop. Uma música que teve como base criativa o jingle do próprio programa de rádio do Mike Read. Resultando num tema punk pegajoso, no bom sentido claro, um clássico da fornada de 79”. Repartição do pão deste blog em som & imagem no Canal YouTube, Rock no Liceu, ou apenas som “Keeping up with the Drones” (1983), dos ingleses D.N.A.
[6] Editor do fanzine Estádio de sítio.
[7] Nada está seguro. “Um grupo satânico encomendou uma estátua do diabo, angariando o dinheiro para pagar ao escultor, que não vai identificar-se, como uma forma de protesto pela colocação de um monumento aos dez mandamentos no relvado da Câmara de Oklahoma City. A estátua, que está a ser esculpida num estúdio em Nova Iorque, está quase pronta, segundo Lucien Greaves, porta-voz do Satanic Temple. (…). A estátua de Baphomet, ou Bode Sabático, uma figura que tem sido usada para representar Satanás ao longo dos séculos, é feita de bronze derramado sobre um molde de barro. Imagens fornecidas à FoxNews, mostram a hedionda figura num trono, com crianças a sorrir, uma de cada lado. A organização de Greaves procura forçar Oklahoma a permitir a colocação da sua estátua ou demonstrar o que ele considera dois pesos e duas medidas inconstitucionais. As autoridades de Oklahoma dizem que, não há nenhuma maneira no inferno, que a estátua de Satanás alguma vez assuma posição no Capitólio”. The Mars Volta Days of the Baphomets”: “Give me a plague / Give me a plague / Make it blank / Nothing you own is safe”.