Pratinho de Couratos

A espantosa vida quotidiana no Portugal moderno!

quinta-feira, maio 28, 2015

Estar um cavaco (tl;dr)

1983. Dezembro. Um povo conquistador de credibilidade lampeja inspiradora veia nas artes e letras de outros povos, seus sábios de arregaçado canudo bitolam na ponta da tecnologia escabechando a solução única e exclusiva. “Após o tremor de terra que destruíra três quartos de Lisboa, os sábios do país não haviam encontrado um modo mais eficaz de prevenir uma ruína total que o de dar ao povo um belo auto-de-fé. Fora decidido pela Universidade de Coimbra que o espetáculo de algumas pessoas queimadas a fogo lento, em grande cerimónia, era um segredo infalível para impedir a terra de tremer. Consequentemente, foram apanhados um basco condenado por ter desposado a sua madrinha e dois portugueses por rejeitarem o toucinho que adornava o frango que comiam. Após o jantar, eles vieram e prenderam o Dr. Pangloss e seu discípulo Cândido, um por dizer o que pensa, o outro por ouvir com ar de aprovação. (…). Cândido foi açoitado ritmicamente enquanto eles cantavam; o basco e os dois homens que recusaram comer o toucinho foram queimados; e Pangloss foi enforcado, embora isto não fosse o costume”, Cândido, cap. VI in Voltaire Roman et contes. Paris: Gallimard, 1972, p 150-I [1]. O gabarito dos respeitados catedráticos de Coimbra e quejandos, – o quejando João Duque, um dos mais respeitados catedráticos de Economia do mundo, Masteriza o método científico chamado “se eu soubesse”, num estrambólico algoritmo, e extrai uma solução numérica correta: “Se fosse hoje não teria entregado o honoris causa a Ricardo Salgado” (2015) –, esta sólida catedratice valoriza tanto a vida académica que, o curso, é uma segunda pele em Portugal. Até 10% das putas, profissionais, têm formação universitária [2].
Em dezembro de 1983, o Governo de povo tão bafejado agasalhava-o do frio da bancarrota com as miraculosas mantas da loja económica: liberalização e impostos. “A portaria que liberaliza os serviços de cafetaria determinando a ‘afixação clara e bem visível’ dos preços foi já assinada pelo secretário de Estado do Comércio Interno, Agostinho Abade, mas ainda não saiu no Diário da República. (…). A liberalização do precário dos produtos vendidos nos cafés e cervejarias de 3.ª categoria e estabelecimentos sem interesse para o turismo abrange o carioca de café, garoto, galão, chávena de café com leite, copo de leite, torrada seca, sanduiche de filete afiambrado, fiambre popular, queijo tipo flamengo, cachorro, prego no pão, salgados, pastelaria variada e bica, para a qual a União das Associações dos Hoteleiros e Similares do Sul reivindica 17$50 como preço único. Diz ainda a portaria que os preços sejam afixados em local facilmente referenciável pelo consumidor, com letra e números de altura não inferior a um centímetro, e àquele seja sempre entregue documento comprovativo da despesa efetuada, mesmo que não o exija.” No novo ano, os impostos compensarão os aumentos de rendimentos. “Os trabalhadores passam a descontar a partir de janeiro, para o Fundo de Desemprego, 25 % da remuneração devida pelo seu trabalho extraordinário, em vez dos atuais 3,5 % - estipula um decreto publicado sexta-feira, 2 de dezembro no Diário da República. O decreto do ministério do Trabalho, que tem o número 421/83, determina que ‘a entidade empregadora e o trabalhador ficam obrigados, uma e outro, a contribuir para o Fundo de Desemprego com 25 % dos acréscimos de remunerações resultantes da prestação de trabalho suplementar’. (…). O diploma fixa como acréscimos mínimos de remuneração do trabalho extraordinário 50 % da retribuição normal na primeira hora e 75 % nas seguintes, ou 100 % da retribuição normal se for prestado em dia de descanso ou feriado.”
Na crise de 1983-85, assegurada a queda dos rendimentos pela inflação e pelos impostos, havia margem para subir o salário mínimo, fora dos anos de eleições. “Corresponde a 20 % o aumento do salário mínimo decidido quinta-feira, 29 de dezembro pelo Conselho de Ministros. Passa de 13 000$00 para 15 600$00 para todos os setores, exceto o serviço doméstico (10 000$00 era 8300$00) e os trabalhadores rurais (13 000$00 era 10 900$00). (…). Também hoje, o salário mínimo foi aumentado na Espanha em 8 %, correspondendo à subida previsível do índice de custo de vida em 1984. O salário mínimo interprofissional passa a ser de 37 400 pesetas, ou seja 32 contos em moeda portuguesa. Os trabalhadores com 17 anos de idade têm um salário mínimo garantido de 19 contos e os menores dessa idade, 12 contos. Foi também conhecido em França que o salário mínimo dos trabalhadores franceses em julho passado foi de 80 contos, se corresponde a 50 horas semanais e de 58 contos em 39 horas semanais. O salário médio dos franceses é atualmente de 97 contos, o que corresponde a cerca de cinco vezes mais o salário médio dos trabalhadores portugueses (menos de 20 contos).”
La vie en France, em 83. “Crise? Se quiser fazer sorrir o Sr. Tajan, responsável por um dos mais importantes salões de leilões oficiais, pronuncie esta palavra. ‘Nunca os móveis de estilo venderam tão bem. Este ano, o nosso montante de negócios aumentou 30 %’. (…). A trufe (espécie de cogumelo que cresce debaixo da terra) está a 3 mil francos o quilo (cerca de 48 contos) nos retalhistas, ou seja o dobro do preço do ano passado. ‘Não conseguimos dar vencimento à procura e tivemos de cessar as entregas aos restaurantes’, lamenta-se um importante negociante parisiense. Acontece o mesmo com o caviar (4 mil francos o kg) e com o foie gras, cujas vendas aumentaram 30 % num ano na casa Petrossian, o grande especialista parisiense. Por seu turno, o champanhe registou vendas 10 % superiores às do ano passado. (…). Há também os carros. Na Porsche – tudo acima de 130 mil francos – os responsáveis esfregam as mãos de contentamento: 20 % de aumento das vendas, relativamente a 1982. Acontece o mesmo na Ferrari, que propõe modelos de 338 mil a 572 mil francos, mas com uma lista de espera de três meses. Por seu turno, a BMW afirma que manteve em 1983 os ‘resultados excecionais’ do ano passado: 37 % de aumento das vendas. Na Mercedes são os modelos 280 (cerca de 200 mil francos) que registam o maior aumento: 17 % num ano. (…). ‘Os nossos aderentes fizeram um ano excelente’, indica o comité Vendôme, que agrupa os principais costureiros e joalheiros parisienses. O joalheiro Bulgari apresenta um montante de negócios 35 % superior ao de 1982. Vem logo atrás a casa Cartier, que só aumentou este ano o seu montante de negócios em 32 %. (…). Na Hermès, onde se vendem, diariamente, 1200 lenços de seda a 500 francos cada um e 70 sacos Constance ou Kelly, a maior parte dos quais em pele de crocodilo, a 20 mil francos a unidade, as coisas também não vão mal.”
Sexta-feira, 2, pelas 20:20, faz-se História, o Tollan vira. Encalhado no Tejo desde a manhã de nevoeiro de 16 de fevereiro de 1980, depois de 3 anos 9 meses e 17 dias ou 198 semanas ou 1386 dias ou 33 264 horas ou 1 995 840 minutos ou 119 750 400 segundos, a empresa Sealift, de Bremen, na República Federal Alemã, deu o casco pelo convés postando-o corretamente. Os barcos que navegavam o Tejo apitaram para comemorar a proeza. “O dinheiro cobrado pela Sealift ao Estado português dá qualquer coisa como 128 mil contos, grande parte dos quais ficarão no nosso país. É uma cláusula contratual que obrigou a empresa alemã a encomendar a um estaleiro português mais um dos pontões que utiliza para as suas operações de salvamento, um pouco por todo o mundo.” Antes, terça-feira, 30 de agosto, durante uma tentativa falhada, a jovem turista francesa, Denise Lejeune, de Dreux, que todos os anos viaja até Almada, enfiara um barrete: “Falaram-me num monumento português muito importante e eu aqui vim. Mas já vi que era brincadeira. Ou melhor: lá brincadeira não é bem, mas quase.” E, nesse dia, entre a multidão assistente, foi apanhado um apalpador, gritou o apanhador: “Levas no focinho, eu já te estava a topar. Uma miúda de treze anos, uma criança.” Na onda cultural arribada pelo porta-contentores abriram portas o restaurante Tollan, na rua dos Remédios, n.º 134, Alfama, “o menu concentra-se em pratos de peixe, contudo não comam peixe às segundas-feiras, geralmente não é fresco”; e o café Tolan na rua Doutor José Eduardo Vieira Lote 49 - loja E, Arcena, Alverca do Ribatejo, Vila Franca de Xira.
Sábado, 17 “à tarde, membros do IRA estacionaram um carro-bomba perto da entrada lateral do Harrods, na Hans Crescent. A bomba continha 14 kg de explosivos e estava montada para ser detonada por um relógio. Foi deixada num berlina azul marca Austin 1300 GT de quatro portas, com teto preto de vinil, matrícula KFP 252K. Às 12:44, um homem usando um código do IRA ligou para a linha telefónica da filial londrina da instituição de beneficência Samaritans. A pessoa que ligou disse que havia um carro-bomba em frente do Harrods e outra bomba no interior, e deu a matrícula do automóvel. Contudo, segundo a polícia, ele não deu nenhuma outra descrição do veículo. A bomba explodiu cerca das 13:21, quando quatro polícias num carro, um a pé e um tratador de cães da polícia se aproximavam do carro suspeito. Seis pessoas morreram (três polícias e três transeuntes) e 90 ficaram feridas, incluindo 14 polícias. A explosão danificou 24 carros e os cinco andares laterais do Harrods, projetando uma chuva de vidro na rua. O carro da polícia absorveu grande parte do estouro e isso, provavelmente, impediu mais vítimas.” Margaret Thatcher, a primeira-ministra, ferroou: “Perverso crime contra a humanidade e um crime contra o Natal, também. É difícil compreender as mentes de pessoas que conseguem fazer isso. Há pessoas muito más na nossa sociedade, e temos de fazer tudo para apanhá-las.” O IRA emitiu um comunicado: “A operação no Harrods não foi autorizada pelo Exército Republicano Irlandês (IRA). Tomamos medidas imediatas para assegurar que não haverá repetição deste tipo de operações. Os voluntários envolvidos deram uma advertência específica com 40 minutos, que deveria ter sido suficiente. Mas devido à ineficiência ou falha da Metropolitan Police, que se gabava de conhecimento prévio da atividade do IRA, esta advertência não resultou numa evacuação. Lamentamos as baixas civis, apesar de a expressão da nossa compaixão seja repudiada. Finalmente, lembramos ao governo britânico que enquanto mantiver o controlo de qualquer parte da Irlanda o Exército Republicano Irlandês continuará a operar na Grã-Bretanha.” [3]
Domingo, dia de Natal morria Joan Miró, o pintor que enriquecerá a língua portuguesa com a expressão “vender mirós”, para as interrogações ou exclamações em situação de falência financeira do sujeito: “andas a vender mirós?” ou “vou vender os mirós!” [4], upgrade de “vender as pratas da família”. “Com 90 anos e enfermo há várias semanas faleceu às 15:00 horas locais (14 de Lisboa), o pintor espanhol Joan Miró, um dos mais importantes pintores do século XX. O grande artista catalão encontrava-se em estado muito grave e recebera já a extrema-unção na passada segunda-feira. O seu cunhado e médico assistente, Dr. Luis Juncosa, indicara na quarta-feira que Joan Miró se encontrava em estado de extrema fraqueza, devido simultaneamente à sua avançada idade e às variações de temperatura frequentes nesta altura do ano. (…). Desde 12 de janeiro do ano passado que Joan Miró usava um estimulador cardíaco e nesse mesmo ano foi também operado às cataratas depois de ter perdido parcialmente a vista. Tinha festejado os 90 anos em 20 de abril passado. (…). O rei Juan Carlos e a rainha Sofia enviaram um telegrama de condolências à família de Joan Miró, exprimindo a sua aflição ‘perante a notícia da morte desse espanhol tão ilustre’. (…). O chefe de Estado italiano, Sandro Pertini, considera que o desaparecimento de Miró ‘é uma perda grave para a cultura espanhola’ e diz que conserva com ‘ciumento cuidado’ um esplêndido quadro dele, que ‘ele me ofereceu’.” [5] “Neto de um ferreiro, filho de um ourives catalão, Joan Miró nasceu em 20 de abril de 1893, em Barcelona. Apesar dos seus dotes evidentes para a pintura, o pai sonha fazer dele um burguês respeitável. Aos 17 anos, com a morte na alma, Miró cede às solicitações familiares entra, como empregado de escritório, para uma grande casa comercial. Tão a contragosto que, com uma depressão nervosa, tem de interromper o trabalho. Essa depressão, seguida de uma febre tifoide, resulta das ambições paternas. Finalmente, autorizado a seguir a sua vocação, Miró recebe, na Escola de Arte de Barcelona, um ensino aberto e orientado para o vanguardismo.” Traçava-se ele enquanto vivo: “Eu tenho uma natureza trágica e taciturna. Sou bastante equilibrado mas tudo me desconsola: a vida parece-me absurda, penso que tudo vai sempre correr muito mal. Se há algo de humorístico na minha pintura, não foi conscientemente procurado.”
Domingo, 27 “‘Ali Agca é um irmão a quem perdoei’, declarou o Papa João Paulo II após o encontro de 20 minutos que manteve com o jovem (25 anos) terrorista turco, ex-estudante de Ciências Económicas, que, em 13 de maio de 1981, alvejou o Sumo Pontífice. Durante a visita efetuada ao presídio de Rebibbia, João Paulo II encontrou-se a sós com Agca. Sentados lado a lado, mantiveram uma conversa em voz baixa que, segundo o Papa, foi um pouco como uma confissão. (…). No final, o preso ajoelhou-se aos pés de sua Santidade e beijou-lhe as mãos, uma das quais apresenta ainda vestígios de ferimento causado pela bala de pistola de Ali Agca. Ao despedir-se deste, o chefe da igreja católica formulou-lhe os melhores votos e ofereceu-lhe um rosário de prata e madrepérola. ‘Grazie, grazie’, agradeceu o terrorista.” Disse o Papa aos jornalistas: “Sim, Ali Agca declarou que se arrependia do seu ato. Perdoei-lhe e ele tem toda a minha confiança.” [6] “Em Rebibbia, o Soberano Pontífice apetou a mão a ladrões, proxenetas, assassinos, terroristas, inveterados ou arrependidos (…) entre os 450 reclusos presentes na capela. Os presos que assistiram à liturgia da palavra celebrada pelo Papa tinham sido designados por sorteio na véspera. João Paulo II deu a cada um a possibilidade de falarem com ele. Alguns entregaram-lhe cartas, outros beijaram-lhe a mão, outros ainda limitaram-se a apertá-la. O brigadista vermelho Valerio Morucci, um dos responsáveis pelo rapto de Aldo Moro, e Giuseppe Funaro, um militante da Autonomia Operária, movimento ligado a Toni Negri, trocaram algumas palavras com o Soberano Pontífice. (…). Mario Appignani, por alcunha o Cavalo Louco, um libertário de choque, conhecido pelos seus protestos extravagantes (reclama designadamente a legalização do roubo), foi o único a não respeitar a boa ordem da cerimónia. Acercou-se do Papa para lhe entregar um documento que pretendia ler ao microfone. O Soberano Pontífice controlou muito bem a situação. ‘Trata-se de uma mensagem que me é dirigida e não de uma carta aberta’ – disse. ‘Lê-la-ei mais tarde’.”
Quarta-feira, 28 “cento de cinquenta funcionários da Direção-Geral da Fiscalização Económica estão a atuar em todo o país junto das principais instituições hoteleiras que organizam réveillons de fim de ano. Objetivo expresso: fiscalização de preços e deteção de fraudes. Na zona de Lisboa atuam cerca de 30 funcionários (10 brigadas) em Sintra, Cascais e Estoril, uma brigada. Os alvos preferenciais das brigadas são essencialmente hotéis e restaurantes de luxo e de primeira categoria, de acordo com a orientação dimanada da Direção-Geral.” 
Quinta-feira, 29 “O primeiro-ministro Mário Soares recebeu esta manhã em S. Bento, os membros do Governo que lhe foram apresentar cumprimentos de Ano Novo. (…). Durante o discurso que proferiu, acentuou duas ideias força: este governo de emergência, para controlar a situação, é uma equipa coesa que tem sabido superar as divergências e a sua estabilidade é indispensável; mas o ano de 1984 continuará a ser difícil, só se podendo esperar melhorias significativas na situação económica depois do primeiro semestre.” [7] O povo emagrecia, o ano terminava com grande parte dos portugueses 28 porcento mais pobre, nesse Natal, o bacalhau não foi com todos, só alguns o trincaram. “O bacalhau, o especial tem 565$00 marcado, depois desce-se na qualidade, com o graúdo a 530, o sortido de 2.ª fixado nos 400 e o miúdo que não desce para cá dos 350. (…). As caras, se forem um pouco mais avultadas, chegam aos 268$00 por quilo. E as línguas, coisa que caiu para o desuso, vai nos 820. Contas feitas, se não se sentarem muitas pessoas a fazer consoada, preparem-se quatro postas, meio quilo mais coisa menos coisa. A esses 280$00, junte-se mais 400$00 de polvo, 200 de couves e nabiças e 200 para batatas, cenouras, azeite e quejandos. Soma feita já uma nota de mil no termo da consumição.” [8]
Melhores do ano. “Rui Veloso foi considerado o melhor intérprete português de 1983, segundo um inquérito da ANOP junto da comunicação social. (…). Votaram também em ‘Guardador de margens’ de Rui Veloso como o melhor álbum de rock do ano. Os inquiridos escolheram ‘A cantar ao sol’ de Janita Salomé, ‘Por este rio acima’ de Fausto e ‘Coincidências’ de Sérgio Godinho, ex aequo, como os melhores discos de música popular portuguesa, enquanto ‘Adeus tristeza’ de Fernando Tordo foi considerado o melhor LP de música ligeira de 1983. Os grupos Sétima Legião e Vai de Roda foram considerados as revelações de 1983, mas os melhores foram escolhidos os Heróis do Mar, que foram também considerados os mais promissores para 1984, enquanto que ‘Fado bailado’, o casamento do jazz com o fado de Rão Kyao, foi considerado quase unanimemente a ‘grande surpresa’ do ano (…). No entanto, o vocalista dos Heróis do Mar, Rui Pregal da Cunha, foi considerado o pior do ano. (…). No setor estrangeiro, Michael Jackson foi eleito o melhor interprete, Culture Club o melhor grupo, Marillion a revelação, David Bowie e Rod Stewart, ex aequo, as superestrelas do ano e ‘Inarticulate Speech of the Heart’ de Van Morrison o melhor álbum, logo seguido de ‘Infidels’ de Bob Dylan. Eddy Grant foi eleito o melhor intérprete de reggae, ‘Mama Africa’ de Peter Tosh o melhor álbum de reggae, ‘Nighthawks at Diner’ (1975) de Tom Waits o melhor álbum de blues e jazz [lapso, o álbum seria ‘Swordfishtrombones’ (1983)] e o trompetista Winton Marsalis a revelação do ano no jazz. (…). O concerto de Rod Stewart no Restelo, o melhor do ano em Portugal, enquanto que o dos Whitesnake no pavilhão de Cascais como o pior. (…). ‘Quando o coração chora’ do duo Romeu & Julieta foi o primeiro single a obter um disco de platina, cuja atribuição foi iniciada em 1 de janeiro do ano findo, ao vender mais de cem mil cópias.”
Vendas de música. “Com cerca de sete milhões de discos vendidos, entre singles, LPs e cassetes, a indústria discográfica portuguesa termina o ano de 1983 com a confirmação de uma crise iniciada em 1982. O número exato de discos produzidos e vendidos é neste momento quase impossível de saber, mas uma coisa é certa: dos cerca de sete milhões de discos vendidos (menos de um por cada português), a maior predominância do comprador foi para ‘a boa música e os nomes consagrados’, segundo os responsáveis pelas editoras e distribuidoras portuguesas. (…). Em 1983 foram vendidos, aproximadamente, 7 milhões de discos, contra 8 milhões em 1982, 9 milhões em 1981 e 7 milhões em 1980. (…). ‘Na indústria discográfica, com exceção da mão-de-obra, praticamente tudo é importado, desde a fita de gravação até à tinta das capas’, refere um funcionário de uma editora, adiantando que ‘devido a isso, um LP que custava 320 escudos no começo de 1982 passou a um preço médio de 525 escudos em 1983’. No entanto, 1983 viu nascer quatro novas editoras e distribuidoras, a Dacapo, a MVM, a Fundação Atlântica e a Disco-Dance. (…). A CBS, implantada em Portugal em 1982, alargou a sua atividade neste país indo buscar alguns dos artistas portugueses mais importantes de outras editoras, das quais a mais esvaziada foi a Rádio Triunfo com três deserções (Ana Faria, José Malhoa e Cândida Branca-Flor).”
Best Songs of 1983” – “Blue Monday”, p/ New Order Separate Ways”, p/ Journey ♫ “Let’s Dance”, p/ David Bowie Terra Titanic”, p/ Peter Schilling Sunday Bloody Sunday”, p/ U2 Hungry Like The Wolf”, p/ Duran Duran Jeopardy”, p/ Greg Kihn Band Original Sin”, p/ INXS Africa”, p/ Toto Electric Avenue”, p/ Eddy Grant She Works Hard for the Money”, p/ Donna Summer Do You Really Want To Hurt Me”, p/ Culture Club Uptown Girl”, p/ Billy Joel Always Something There (To Remind Me)”, p/ Naked Eyes Maneater”, p/ Daryl Hall & John Oates Maniac”, p/ Michael Sembello Der Kommissar”, p/ After The Fire Gloria”, p/ Laura Branigan Come On Eileen”, p/ Dexy’s Midnight Runners Give It Up”, p/ KC & The Sunshine Band Mickey”, p/ Toni Basil Mr. Roboto”, p/ Styx Down Under”, p/ Men At Work Flashdance… What A Feeling”, p/ Irene Cara Up Where We Belong”, p/ Joe Cocker & Jennifer Warnes Back on the Chain Gang”, p/ The Pretenders Sweet Dreams (Are Made of This)”, p/ Eurythmics Total Eclipse of the Heart”, p/ Bonnie Tyler Girls Just Want To Have Fun”, p/ Cyndi Lauper Every Breath You Take”, p/ The Police.
Para além das melhores, as ótimas foram: “The Safety Dance”, p/ Men Without Hats (She's) Sexy & 17”, p/ Stray Cats I Know There's Something Going On”, p/ Frida Can't Shake Loose”, p/ Agnetha Faltskog Wham Rap (Enjoy What You Do)”, p/ Wham! True”, p/ Spandau Ballet Our House”, p/ Madness Temptation”, p/ Heaven 17 Owner of a Lonely Heart”, p/ Yes Rockit”, p/ Herbie Hancock Undercover of the Night”, p/ The Rolling Stones She Blinded Me With Science”, p/ Thomas Dolby Puss 'n Boots”, p/ Adam Ant This Is Not A Love Song”, p/ Public Image Limited The Politics Of Dancing”, p/ Re-Flex Gimme All Your Lovin'”, p/ ZZ Top Holiday”, p/ Madonna Rebel Yell”, p/ Billy Idol Rip it Up”, p/ Orange Juice High Life”, p/ Modern Romance Waiting for a Train”, p/ Flash And The Pan Moonlight Shadow”, p/ Mike Oldfield ft. Maggie Reilly Don't Talk To Me About Love”, p/ Altered Images Windows”, p/ Missing Persons Working with Fire and Steel”, p/ China Crisis She’s in Parties”, p/ Bauhaus We Are Detective”, p/ Thompson Twins Dance With Me”, p/ Lords Of The New Church; e a canção de todas as décadas: “Too Shy”, p/ Kajagoogoo.
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[1] Sábia em todas as ciências e lavores femininos: Barbamiska. Nome verdadeiro Dasha Poteenko (Дарья Потеенко), t.c.c. Barbara, Barbariska, Darya, Diana, Elina Heaton, Emma C., Mirjam, Polly, Pocahontas, Sally, Stevie, Trinity, 1,70 m, 51 kg, 85-66-89, sapatos 37, olhos verdes, cabelos loiros, nascida a 12 de agosto de 1990, em S. Petersburgo, Rússia. Pictogramas: {fotos} {fotos} {fotos} {fotos} {fotos} {fotos} {fotos} {fotos} {fotos} {fotos} {fotos} {fotos} {fotos} {fotos} {fotos} {fotos} {fotos} {fotos} {fotos} {fotos} {fotos} {fotos} {fotos} {fotos} {c/ Veleska} {c/ Verunka}. Cinemateca: {Smack My Bitch} {Smack My Bitch} {Smack My Bitch} {First Anal Quest} {Teen Girls} {Teen Girls} {c/ Verunka} {Nailin’ The Babysitter 6} {24} {Barbamiska} {Mirjam} {Pocahontas} {Trinity}.
[2] Segundo um estudo de Alexandre Teixeira, doutorando da Faculdade de Psicologia do Porto, as colaboradoras sexuais “metade são solteiras, 72% têm filhos, 10% têm formação superior e 27% o ensino secundário.” Os estudos melhoram todas as classes profissionais: Como pescar um americano, prostituta revela a tática para fisgar um ianque, no filme “O que farei eu com esta espada” (1975), de João César Monteiro, estreado sábado, 19 de junho de 1976 no cinema Universal.
Ataque de tusa no nordeste transmontano, desde janeiro de 2004, putas e polícias digladiavam pelo espaço vital. “Depois da invasão de mulheres vindas da Europa de Leste para trabalhar em casas de alterne portuguesas no final da década de 90, as sul-americanas, com predomínio das brasileiras, ocupam o topo da hierarquia da prostituição em Portugal. (…). ‘Trabalho de dia, por anúncio, e à noite no bar’, Paula não esconde o seu jogo: ‘Era stripper no Brasil, sou prostituta em Portugal’. Encantou-se com a perspetiva de uma vida fácil, promessa de um empresário português por quem se apaixonou. Cobra 50 euros a cada cliente. ‘Mas se pagar bebida já não é mau. Fico com metade’. Praia, casa, filhos. É nisso que pensa quando tem relações sexuais com os clientes. Não tem prazer. ‘Nunca se tem’, confessa. ‘Senti-me suja, mas tinha de sobreviver’, recorda Paula dos primeiros tempos em Portugal. ‘Um dia hei de casar-me e ser feliz. Quero ter uma vida comum’. (…). Maria bem mais velha do que Paula não trabalha em bordéis: ‘Metem-me nojo’. Maria comprou um apartamento no bairro Mantas, em Vila Real. Os clientes são angariados através de um anúncio no jornal. É a mais velha prostituta do bairro. Irrita-se com as raparigas mais novas, porque estragam o negócio: ‘Elas chegam aqui e praticam preços mais baixos, o que chateia toda a gente. É burrice, pois assim todas saem prejudicadas. Não têm consciência de classe’. (…). Conta que nasceu sem problemas financeiros na mesma terra do que Lula da Silva, em Garanhuns, no interior de Pernambuco. Diz que viveu uma adolescência politizada, que foi fundadora do PT, que conheceu Lula e que participou em vários movimentos sindicalistas contra o regime que mergulhou o país numa ditadura militar que durou até 1985.”
“Cláudia é portuguesa, tem 22 anos e não sabe ler. Aliás, nunca foi à escola. ‘Até tenho vergonha de dizer isso’, mas diz. Trabalha no Brasão, na zona raiana de Chaves. Tem duas enormes argolas de ouro nas orelhas, veste umas calças brancas coladas ao corpo e uma camisola azul de alças. Tem olhos e lábios muito pintados, um cabelo comprido e encaracolado. Não fuma, nem bebe. Partiu de Lisboa para o interior norte do país, para trabalhar em casas de alterne. Numa fábrica de confeção arrecadava o salário mínimo nacional [426 €]. Agora, recebe entre dois e três mil euros mensais e livres de impostos. Os pais não sabem o que faz. ‘Se soubessem, matavam-me’. (…). ‘Hoje já não há casas de alterne. Só casas de putas’, afirma Gui, dona da Taverna D’el Rei, uma casa de fados no centro da Covilhã onde também se faz alterne. Correu o país em espetáculos de striptease com o marido. Depois do show, bebia uns copos com os clientes. ‘Dava para ganhar mais algum. Nunca me prostitui, fazia o verdadeiro alterne’. (…). As casas de alterne são minas de ouro e o filão parece nunca mais se esgotar. É fácil ganhar muito dinheiro. Veja-se: uma grade de 24 cervejas custa pouco mais de oito euros. Dentro do bar, cada cerveja é vendida a, pelo menos, cinco euros. Feitas as contas, por cada grade vendida o proprietário tem um lucro de 112 euros. E a cerveja é a bebida mais barata, porque, por exemplo, com o whisky as contas são outras – uma garrafa compra-se por cerca de 10 euros e rende 12 bebidas, cujos valores oscilam entre os 15 e 25 euros. O champanhe, outra das bebidas consumidas, tem garrafas a rondar os 250 euros. O copo pago à menina, fica-se pelos 25 euros. Se for um sumo, a conta diminui para 15 euros. Continue-se a somar: cada subida aos quartos custa, em média, 35 euros, sendo que para as raparigas ficam 25 e o patrão ganha 10. Ainda há os quartos que lhes são normalmente alugados. Por exemplo, no caso do Hot Playboy, a diária ronda os 45 euros. ‘a trabalhar normalmente, uma casa destas chega a render entre os dois e os três mil euros por noite’, garante um antigo proprietário”, 7 de maio de 2005, na revista Única, do jornal Expresso n.º 1617.
[3] Quinta-feira, 28 de janeiro de 1993 “o Harrods foi outra vez o alvo. Às 9:14, foram emitidos dois avisos telefónicos, dizendo que duas bombas tinham sido colocadas, uma no exterior outra no interior do Harrods. O armazém devia abrir às 10:00. A polícia isolou a área e começaram as buscas. Contudo, alguns transeuntes ignoraram o cordão policial. Cerca das 9:40, um pacote contendo 450 gramas de Semtex explodiu num caixote do lixo em frente do armazém. Feriu quatro pessoas e danificou a frente da loja. O custo dos danos e perda de vendas foi estimado num milhão de libras. Os responsáveis foram ativistas ingleses de extrema-esquerda associados ao IRA. Jan Taylor, um ex-cabo de 51 anos que serviu no Royal Signals Corps do exército inglês, e Patrick Hayes, um programador de computadores de 41 anos, com um diploma em ciências empresariais pela Central London Polytechnic e membro da Ação Vermelha. Em março de 1993, a polícia capturou-os na casa de Hayes em Stoke Newington, no norte de Londres. Cada um deles foi condenado a 30 anos de cadeia pela explosão no Harrods em janeiro e por um segundo ataque a um comboio um mês depois, que causou grandes danos mas sem vítimas. Hayes foi também condenado por conspiração para causar três outras explosões em 1992.”
[4] “Em cinco anos, a administração da Galilei (nome da antiga Sociedade Lusa de Negócios – SLN), liderada por Fernando Lima, teve de arrumar a casa debaixo de forte pressão. (…). No ano de 2013, a empresa e o Estado, através da Parvalorem, conseguiram negociar uma pequena parte da dívida que estava em offshores. É o caso de três offshores onde estavam 68 obras do pintor Joan Miró e dívidas à Parvalorem que acabaram por ser assumidas pela Galilei. A dação em cumprimento da dívida através da entrega das obras à Parvalorem foi de 62 milhões de euros mas se o Estado conseguir vender os quadros acima deste valor, o remanescente abate à dívida da Galilei à Parvalorem”, 7 de junho de 2014, no suplemento de Economia, jornal Expresso n.º 2171.
[5] Neste ano nascera uma obra de arte. Sara Malakul Lane, 1,72 m, 57 kg, 99-61-89, sapatos 38, olhos e cabelos castanhos, nascida a 1 de fevereiro de 1983, em Guam. Modelo e atriz tailandesa-inglesa estreou-se no cinema em “Belly Of The Beast” (2003), como Jessica, a filha de Steven Seagal; e filmou noutros como “Nature Unleashed Volcano” (2005), “Phayak Rai Sai Na” (2005), “Sharktopus” (2010), “12/12/12” (2102), “100 Degrees Below Zero” (2013), “Jailbait” (2013), “Pernicious” (2015). Entrevista: “Que filosofias orientam a tua vida?” R: “Sou relativamente conservadora na minha vida pessoal, assim, gosto de correr riscos no que diz respeito ao trabalho. Gosto de estrutura, rotina e disciplina, mas no outro lado da moeda, gosto de ser um pouco perigosa, assim construi uma caixa e passo-me dos carretos dentro dela (penso que foi o Dustin Hoffman que inventou o conceito, mas não estou 100 % segura).” Óperas: {Ballers} {Cassie} Weird Loners} {The Mysteries of Laura} {Elite Models} {fotos} {selfies} {FHM} {Yume Magazine} {The Head Huntr} {Celebrity Movie Archive} {gif Jailbait} {gif Erin O’Brien} {cont.} {gif Jennifer Robyns Jacob} {vídeo Jailbait}. – Morreu Miró no dia de Natal de 1983, pela lei da compensação, nasceu Juliette Fretté. Juliette, 1,70 m, 55 kg, 86-63-91, cabelo loiro, olhos verdes, nascida a 25 de dezembro de 1983, em Santa Clara, Califórnia. Modelo pintora, escritora e ativista, “foi Playmate do mês de junho de 2008 na revista Playboy. Como estudante da UCLA posou pela primeira vez nua para as Girls of the Pac-10 da Playboy de outubro de 2005. Em 2006, foi destaque no Playboy Cyber Club como Coed da semana (janeiro) e Coed do mês (março), sob o nome Juliette Rose. (…). Escreveu para o Huffington Post”. “Durante os seus estudos ela teve de decidir um tema para a tese e quando o fez chamou-a Posing for Playboy from a Feminist Perspective: How Media Images Impact Women’s Empowerment. Atualmente, ela está a rever e a expandir a tese num livro: ‘Será uma narrativa contando a minha viagem feminista através da Playboy, começando com a experiência original contida na minha tese: Posing for Playboy from a Feminist Perspective: How Media Images Impact Women’s Empowerment’. Com a expansão da sua tese ela abordará uma série de questões: coisificação, livre arbítrio, pornografia e capacidade de julgar, para enumerar algumas.” {Fotos} {fotos} {fotos} {fotos} {fotos} {fotos} {fotos}. {Playboy Tubes} {Shower} {Breast} {Pink Top} {Bikini Top} {Ass and Breast} {Underboobage}.
[6] O jornal liberal turco Milliyet, cujo chefe de redação, Abdi Ipecki, foi morto por Agca em fevereiro de 1979, discordava: “Agca não é apenas um simples pecador, é um assassino feroz, um dos mais terríveis que a história recente conheceu. Penetrar na sua cela e perdoar-lhe não pode ser considerado como uma prova de tolerância, é atentar contra a memória de Abdi Ipecki.”
[7] Luís Montenegro, líder da bancada do PSD na Assembleia da República, num jantar do grupo parlamentar em 17 de dezembro de 2014, caçoava sobre estas idas governações: “Por exemplo, na discussão do Orçamento de Estado de 1984, o Dr. Mário Soares dizia que a austeridade era a condição para a esperança em Portugal”, da assistência ouve-se um ah ah ah parecido com um grugulejar de peru.
[8] Curiosidades natalícias. Cartões de boas-festas: “foi sir Henry Cole (1808-82) quem sugeriu a ideia ao pintor John Calcott Horsley. Imprimiram-se 100 numa litografia e vendiam-se baratos em 1843. Árvore de Natal: “ao que parece foi Lutero, no século XVI, que na noite da véspera de Natal ia a passar e viu uma árvore cheia de palhetas de neve iluminadas pela lua. Era tal a beleza que ao chegar a casa o famoso reformador da Igreja tentou copiar o que vira na natureza.”

na sala de cinema

Angel” (1984), real. Robert Vincent O’Neill, c/ Cliff Gorman, Donna Wilkes… estreado quinta-feira, 3 de outubro de 1985 no cinema Roma. “Com 15 anos, Molly é a melhor aluna da sua turma no liceu. Ninguém suspeita que a aluna modelo ganha o seu dinheiro na noite: como a prostituta Angel, no Sunset Boulevard. A bem organizada separação das suas duas vidas é despedaçada quando duas amigas dela são mortas por um serial killer necrófilo. Ela é a única testemunha e torna-se ela própria um alvo. O detetive Andrews, que tomou conta da ocorrência, ajuda-a, não só a sobreviver, mas também a interrogar-se porque continua a humilhar-se e a parar.” [1] Na banda sonora, “Something Sweet”, p/ The Allies. “A banda começou em 1982, quando Matt Preble encontrou Bernard Duvau através de um amigo comum. Quando descobriram um interesse comum na música, houve uma ligação instantânea. (…). Uma noite, num clube local, eles ouviram Pam Neal, uma vocalista atuando na banda da casa, e souberam que estavam a um passo de formar uma banda extraordinária, se ela concordasse em fazer parte dela. Pam Neal cantava e tocava teclados, Bernard Duvau tocava guitarra e Matt Preble partilhava os vocais e tocava guitarra e alguns teclados. Eles eram três músicos talentosos que se complementavam uns aos outros em todos os sentidos.”Adamo ed Eva, la prima storia d’amore” (1983), real. Enzo Doria e Luigi Russo, c/ Mark Gregory, Andrea Goldman… estreado sexta-feira, 4 de maio de 1984 no cinema Castil. “Depois de Adão e Eva terem sido expulsos do Jardim do Éden, enfrentam milhares de desafios. Os dois cruzam-se com três grupos de pessoas: os Yukka, que querem acasalar com Adão e Eva para melhorar a sua raça; os Kuntha, uma raça altamente desenvolvida, que estabelece amizade com Adão e Eva até um dos Kuntha se apaixonar por Eva e fugir com ela; e os Kuzaam, uma raça canibal. Ao longo das suas aventuras, o amor de um pelo outro persiste através da sua busca para encontrar o paraíso que perderam.” [2]Death in the Shadows” (1985), título original “De Prooi”, filme holandês, baseado no livro “Henriette Who?” da escritora inglesa Catherine Aird. Realizado por Vivian Pieters, c/ Maayke Bouten, Marlous Fluitsma, Johan Leysen, Erik de Vries… “Valerie Jaspers, de 18 anos, e a sua mãe, Trudy, vivem juntas na rural Oostdijk, uma pacata vila (fictícia) perto de Amesterdão. Quando Trudy regressa a casa uma noite, é atropelada por um carro. Morre. A autópsia revela que ela nunca deu à luz. Logo depois mais factos estranhos começam a aparecer. Quando o inspetor da polícia, Mellema, caça o condutor do carro, Valerie começa a procurar os seus pais verdadeiros, ambos levando à mesma triste verdade.” “My Tutor” (1983), título indígena “A minha professora”, uma comédia da era Porky’s realizada por George Bowers, c/ Caren Kaye, Matt Lattanzi (1.º marido de Olivia Newton-John), Clark Brandon, Crispin Glover… estreado sexta-feira, 9 de agosto de 1985 no cinema Mundial. “O adolescente do sul da Califórnia, Bobby Chrystal, tem dois problemas. Primeiro, ele vai reprovar a francês na escola. Segundo, não consegue perder a virgindade, um problema que atinge o cúmulo do absurdo cómico quando os seus amigos Billy e Jack fazem uma malfada visita a um bordel. Uma possível salvação para ambas as questões, chega, quando o seu pai rico decide contratar uma tutora para viver lá em casa, Terry, que gosta de nadar nua na piscina de noite e está ainda a remendar o coração partido de uma relação que deu errado.” 
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[1] Desde a década de 80, o capitalismo cometeu horrores de crimes contra a pobreza, saqueando-a, violando-a, chacinando-a, concentrando campos de riqueza em que as jovens tergiversam da prostituição arrostando a vagina e a sua propriedade, como privada. A saída da vagina do setor público para mãos privadas oportuniza a introdução das medidas certas das melhores práticas de gestão, pelas suas legítimas donas, nesta área estratégica de especialização inteligente, distribuindo dividendos sob tel est notre plaisir (expressão protocolar dos reis franceses para que uma lei fosse promulgada). A jovem, mandachuva dourada do seu entrepernas, desestorva com Carlos Drummond de Andrade, “nunca pensei ter entre as coxas um deus”, o pito, que propriedade, liberta o corpo da sua proprietária saciando-o de belos manjares, camas macias e American Express Centurion Card. Olya: fotografia {fotos} {fotos} {fotos} {fotos} {fotos} {fotos} {fotos} {fotos} {c/ Kristy} {c/ Kristy} {c/ Kristy} {c/ Kristy} {c/ Kristy} {c/ Kristy} {c/ Kristy} {c/ Kristy} {c/ Kristy} {c/ Kristy} {c/ Kristy} {c/ Kristy} {c/ Kristy} {c/ Kristy} {c/ Kristy} {c/ Kristy} {c/ Kristy} {c/ Kristy} {c/ Kristy} {c/ Kristy} {c/ Kristy} {fotos} {fotos} {fotos} {fotos}. Cinemateca {filme} {filme} {filme} {filme} {filme} {c/ Kristy} {c/ Kristy} {c/ Kristy} {c/ Kristy} {c/ Alexey + Klark}. – Kristy, t.c.c. Irina: fotografia {fotos} {fotos} {fotos}. Cinemateca {filme} {filme} {filme} {filme} {filme}. “‘Não tem o espirito sede de liberdade?’ – Ah, não é só o meu espirito, também o meu corpo aspira a ela hora a hora! Quando o meu nariz, de frente para os cheiros da cozinha do palácio, conta ao meu palato como são saborosas as iguarias que ali se preparam, ele sente uma terrível nostalgia, agarrado ao seu pão seco; quando os meus olhos falam às costas doridas da penugem macia sobre a qual se dorme melhor do que sobre a palha dura que elas conhecem, apodera-se delas uma raiva surda. (…). E a isso chamas tu sede de liberdade? Mas, de que coisa te queres libertar? Do teu pão seco e da tua enxerga de palha? Então deita-as fora! – Mas, pelos vistos, isso não te satisfaz; tu preferes a liberdade de desfrutar de belos manjares e de camas macias. E os homens deveriam dar-te esta ‘liberdade’, permitir-te tê-la? Tu não esperas isso do seu amor ao próximo, porque sabes que todos eles pensam como tu: o próximo começa em nós próprios! Como queres tu então chegar a desfrutar daquelas iguarias e camas? Sem dúvida fazendo delas propriedade tua! Pensando bem, o que tu queres não é a liberdade de ter essas coisas boas, porque com essa liberdade tu ainda as não tens; o que tu queres é tê-las de facto, chamar-lhes tuas e possuí-las como propriedade tua. De que serve uma liberdade que não te dá nada?”, Max Stirner em “O único e a sua propriedade”.
[2] Posters de normas de etiqueta nas salas de cinema em 1912.

no aparelho de televisão

Upstairs, Downstairs” (1971-1975), título indígena “A família Bellamy”, série inglesa, de degolada transmissão, da 4.ª e 5.ª temporadas, de segunda a sexta na RTP 1, pelas 18:25, de terça-feira, 7 de julho / sexta-feira, 14 de agosto de 1987. “1.º Episódio: James Bellamy (Simon Williams) está na frente de batalha e Richard (David Langton) e Hazel (Meg Wynn Owen) aguardam ansiosamente que ele mande notícias. Quando lady Prudence (Joan Benham) insiste com Hazel para a ajudar no trabalho voluntário, Hazel acaba por concordar em receber em sua casa uma família de refugiados belgas. Depois de findos todos os preparativos para o alojamento, o espanto é enorme quando a família belga chega.” Na vida indígena a preto e branco, esta série fora transmitida às quartas-feiras, estreada pelas 22:45, dia 11 de abril de 1973 na RTP 1, (na época chamada 1.º programa, distribuída em dois períodos: 1.º período das 12:45 às 14:15, 2.º período das 19:00 às 23:05). “A série acompanha as vidas da família e criados numa residência de Londres em Eaton Place, 165. Richard Bellamy, o chefe da família, é membro do parlamento, e a sua mulher membro da aristocracia nobiliária. Em baixo, Hudson (Gordon Jackson), o mordomo escocês, dirige e orienta os outros criados sobre as suas tarefas e (algumas vezes) o seu devido lugar. Acontecimentos da vida real de 1903-1930 são incluídos nas histórias da casa Bellamy.” “Upstairs, Downstairs nasceu de uma ideia concebida por duas atrizes amigas, Jean Marsh e Eileen Atkins. A sua ideia imaginava uma série de comédia chamada ‘Behind the Green Baize Door’, que seguia as aventuras de duas criadas (a serem interpretadas por Marsh e Atkins), que trabalhavam numa casa de campo vitoriana. Originalmente, o formato referia-se apenas ao pessoal em baixo, mas, gradualmente, as pessoas do andar superior foram sendo incorporadas: ‘Os criados têm de servir alguém’, disse Jean Marsh. No verão de 1969, as duas atrizes apresentaram a ideia a uma empresa de criação chamada Sagitta, gerida conjuntamente por John Hawkesworth e John Whitney, dois experientes produtores de TV. Hawkesworth tinha passado a infância entre criados e, portanto, conhecia bem as relações complexas e protocolos que existiam entre senhor e servo.” [1]The Secret Diary of Adrian Mole, Aged 13¾” (1985), série inglesa transmitida aos domingos na RTP 2, pelas 20:40, de 18 de janeiro / 29 de fevereiro de 1987, c/ Gian Sammarco (Adrian Mole), Stephen Moore (George Mole), Julie Waters (Pauline Mole), Lindsey Stagg (Pandora Braithwaite), baseada no livro homónimo escrito por Sue Townsend. “O livro é escrito em estilo de diário e foca as preocupações e pesares de um adolescente que acredita ser um intelectual. A história decorre entre 1 de janeiro de 1981 e 3 de abril de 1982, e faz referência a muitos factos históricos mundiais da época, tais como a guerra das Malvinas e o casamento do príncipe Carlos e lady Diana. Além dos eventos humorísticos descritos no diário, muito do humor do livro deriva da narração inverosímil de Mole que, ingenuamente, ainda que positivamente, deturpa os acontecimentos à sua volta.” Extrato em pdf. O genérico composto por Ian Drury e Chaz Jankel, e cantado por Drury, “Profoundly in Love with Pandora”, alude à miúda mais bonita da escola a quem Adrian arrasta a asa. “The Growing Pains of Adrian Mole” (1987), título indígena, “Adrian Mole na crise da adolescência”, transmitida às terças-feiras na RTP 2, pelas 21:30, de 9 de agosto / 13 de setembro de 1988, retoma onde a série anterior terminara, abarcando o período entre 4 de abril de 1982 e 2 de junho de 1983. A cantora Lulu substitui a atriz Julie Waters no papel da mãe, Pauline Mole, nesta série. 1.º Episódio: “A avó de Adrian, por causa da guerra das Malvinas, quer evitar que se comam bifes argentinos em casa, mas Pandora, a namorada, organiza na escola manifestações e abaixo assinados a exigir o fim da guerra. Adrian pede a Pandora que lhe mostre o peito o que ela recusa dizendo que ele está obcecado com o sexo. Manda-o tratar-se no psiquiatra. Adrian decide, então, matar-se e escreve uma longa carta a Pandora. Mas quando, no dia seguinte, vai entregar-lha, descobre que Pandora está a organizar um baile de máscaras, sobre o qual nada lhe dissera. E pior: George diz-lhe que ela está grávida de três meses.” [2]Moonlighting” (1985-89), título indígena, “Modelo e detetive”, série americana transmitida às terças-feiras na RTP 1, pelas 21:00, de 11 de outubro de 1988 / 9 de maio de 1989. “Maddie Hayes (Cybill Shepherd) é uma modelo em final de carreira burlada pelo seu contabilista, que fugiu com todo o seu dinheiro para a América do Sul, só lhe deixando a casa e uma agência de detetives falida. David Addison Jr. (Bruce Willis) é o detetive mulherengo que dirige a agência Blue Moon e que tenta desesperadamente convencer Maddie a não a fechar. Sem alternativa, Maddie vê-se forçada a aceitar as novas regras e a encarar a sua nova profissão de detetive numa agência em que resolvem casos de infidelidade, de pessoas desaparecidas, entre outros. A série tinha algumas características inovadoras, incluindo uma técnica chamada de quebrar o quarto muro, que se referia ao muro existente entre o programa de televisão e o público. Consistia nos diálogos em muitos episódios com referências diretas aos argumentistas, ao público, à televisão e à própria série. ‘Modelo e detetive’ foi a primeira série a fazer referências pessoais ao próprio programa em diálogos.” 1.º Episódio: “David recebe uma inesperada visita do pai, David Addison Sr. (Paul Sorvino), divorciado e estabelecido em Filadélfia. David vem anunciar-lhe o seu próximo casamento com Stephanie (Brynn Thayer), uma jovem esplendorosa, e deseja que o filho seja o padrinho.” [3] “Cybill Shepherd e Bruce Willis não se davam bem durante a série. A sua relação ficou ainda mais tensa devido ao sucesso de Willis com ‘Die Hard’ (1988). Enquanto Willis se tornava uma grande estrela de cinema, ele arrufar-se por ser segundo lugar na série. Ele também despeitava Shepherd, quem, sentia ele, provocava muitos atrasos nas filmagens.” “Boletim agrário do ministério da Agricultura[4] (1988-…), transmitido de terça a sexta-feira na RTP 1, pelas 20:00, de terça-feira, 31 de maio de 1988 até finais de 1990; no mês de agosto a RTP exibe-o de terças a sábados; a partir de janeiro de 1989 será transmitido de segundas a sextas; quarta-feira, 16 de agosto de 1989 o Boletim é interrompido até quarta-feira, 1 de novembro; segunda-feira, 6 de novembro é interrompido outra vez; regressa segunda-feira, 4 de dezembro; desde sábado, 22 de setembro de 1990, o mais importante programa da TV portuguesa, pelo carater formativo de intelectuais, banqueiros e políticos nacionais, será transmitido de segunda a sábado para sachar as novas elites até, pelo menos, 3 de dezembro de 1990. Com o Boletim tuteava-se, por exemplo, o fungicida Rubigan 12: “Muitos cuidados poupámos / e a vinha ficou sã, / prevenida com Rubigan / 12! / O oídio não entrou.” Produto icónico inspirativo do nome da banda de punk / ska ribatejano, os R12, “Punk agricultor”, composta por Tiago Cardoso (voz), Karamelo (voz / guitarra), Marcelo (guitarra), Morgado (baixo) e Bussas (bateria). De Glória do Ribatejo “os R12 juntaram-se para ensaiar em finais de junho de 2006. O nosso primeiro local de ensaio foi uma sala desocupada de uma casa em Glória do Ribatejo onde morava um ucraniano. Posteriormente tivemos de mudar de local de ensaio devido às infiltrações na casa já que quase ficamos sem amps, não fosse o cuidado do nosso ‘colega de casa’ em mudar a localização dos amps para outra divisão da casa durante uma chuvada.” Outro êxito da banda cavava na elite nacional, “Ka-Va-Ku”: “Ó Cavaco / Ó Cavaco / Anda cá / Anda cá / Vira o cu p’a gente/ Vira o cu p’a gente / Toma lá / Toma lá.” E foi o Boletim, que lançado à terra, ao fértil chão português, medrou a maior riqueza do país, um povo e elite de dandies saloios [5].
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[1] “Uma das mais amadas (pelos os ingleses) séries de TV de todos os tempos é trazida de volta à vida com um novo elenco e sumptuosos valores de produção.” “Upstairs, Downstairs” (2010), “criada por Heidi Thomas, esta série é uma nova versão do clássico criado pelas atrizes Jean Marsh (Rose) e Eileen Atkins (Maud), produzido entre 1971 e 1975. A história original iniciou no ano de 1903 encerrando na década de 1930. Retratando as mudanças sociais e culturais, a série narrou em cinco temporadas as relações entre a família Bellamy e seus empregados, que viviam na casa localizada na rua Eaton Place, nº 165. Esta nova versão, produzida em 2010, é uma minissérie em três episódios. Situada no ano de 1936, o enredo acompanhou a história do casal Holland, ele um diplomata, que vai morar na antiga casa da família Bellamy. A única personagem que fez a transição entre a série original e a nova versão é a governanta Rose, novamente interpretada por Jean Marsh.”
[2]Adrian Mole: The Cappuccino Years” (2001). “Adrian Mole (Stephen Mangan) é agora um pai solteiro de 31 anos trabalhando como chef de sobras e tentado fazer o seu percurso no mundo. Ele sonha tornar-se um romancista de sucesso. O amor da sua vida, Pandora Braithwaite (Helen Baxendale), concorre, como candidata trabalhista, na sua cidade natal na Eleição Geral de 1997. O pai de Adrian, George (Alun Armstrong) está deprimido e amargurado como sempre, e a sua mãe Pauline (Alison Steadman) está entediada com a vida. Outros personagens principais são os pais de Pandora, Ivan (James Hazeldine) e Tania (Zoë Wanamaker). Esta série é uma continuação do ‘The Secret Diary of Adrian Mole’ (1985) e ‘The Growing Pains of Adrian Mole’ (1987).”
[3] Esplendor russo. Koika, 1,77 m, 55 kg, 86-60-89, sapatos 38, olhos azuis, cabelo loiro, nascida Maria Kuzovkova (Мария Кузовкова) a 15 de novembro de 1982 em S. Petersburgo, Rússia, t.c.c Ailene, Daniela, Elle, Ellie, Emily, Gina, Jane, Judy, Jodi, Maria, Maria Kuznetsova, Mary, Masha, Melissa, Michelle, Rose, Sabrina, Teen Judy, Tudy, Valeria. Entrevista: “Gosto de blues e cantores lendários de blues, como John Lee Hooker, Muddy Waters, Eric Clapton e B.B. King.” P: “Pior conselho que te foi dado?” R: “Não posar nua.” P: “Que tipo de cuecas usas, se algumas?” R: “Biquíni.” P: “O que te faz sentir mais desejável?” R: “Quando ele me diz que quer casar-se comigo.” P: “A melhor maneira de te dar um orgasmo?” R: “Massajar-me e depois beijar o meu corpo em todos os sítios.” P: “Qual foi o teu orgasmo com mais prazer?” R: “Na praia.” P: “Masturbas-te?” R: “Sim, gosto de fazê-lo no banho.” P: “Posição sexual favorita, porquê?” R: “Gosto de ficar por cima. Posso fazer o que quero.” P: “Descreve um dia típico da tua vida.” R:”Levanto-me às 11:00. Tomo um duche e faço jogging durante meia hora. Então, tomo o pequeno-almoço e vou para um estúdio. Normalmente, tenho sessões fotográficas o dia todo, então vou para casa às 22:00 e passo pelas brasas.” Fotografia: {c/ Elena L} {fotos} {fotos} {fotos} {fotos} {fotos} {fotos} {fotos} {fotos} {fotos} {fotos} {fotos} {fotos} {fotos} {fotos} {fotos} {brd teen gal} {Indexxx} {Babes and Stars} {Met-Art}. Audiovisual: {c/ LikaSapphic Desire”} {Lavagem} {“Bath”, BSO, Annie Lennox, “A Whiter Shade of Pale”} {Estúdio} {Eroica} {Bedgames} {Bedgames} {Masturbation}.
[4] Este episódio “A poda de Citrinos”, sobre a poda e os vários tipos de poda, iluminou mais que uma geração. “A poda é uma prática cultural essencial para o sucesso da cultura de citrinos. Árvores não podadas formam um emaranhado de ramos e com o tempo alguns deles morrem, ficando a árvore desguarnecida. Existem três tipos de poda: a de formação, a de frutificação e a poda de reconstituição ou tratamento. A poda de formação visa a constituição de uma estrutura sólida, nunca deve ser exagerada para não atrasar demasiado a entrada da árvore em produção. A poda de frutificação tem por objetivo melhorar a produção. Deve ser moderada e recorrer sobretudo a atarraques sobre os ramos laterais. Recomenda-se podar pouco mas com frequência, favorecendo-se a frutificação. A poda de reconstituição visa as árvores idosas, que têm tendência para ficarem muito densas, dificultando a iluminação da copa. Não se devem, no entanto, suprimir os ramos grandes, evitando sujeitar os ramos estruturais às queimaduras solares. (…). Senhor produtor, uma poda correta é fundamental para a boa qualidade dos seus frutos.”
[5] Uma elite cultora. Cavaco Silva, presidente da República, fez o seu discurso mais impactante na inauguração do X Congresso Nacional do Milho, em 2015: “O milho apresenta-se hoje, mais do que nunca, como um setor agrícola estratégico na economia portuguesa, num momento em que o desenvolvimento da nossa agricultura e o equilíbrio da balança externa são objetivos nacionais claramente assumidos. O milho é a cultura arvense que mais explorações agrícolas envolve, representando cerca de 80 % da produção de cereais em Portugal. É, por outro lado, uma cultura com particular impacto transversal na economia portuguesa. O milho, como componente fundamental das rações de animais, integra as fileiras da produção de leite e de carne. (…). O sector do milho, que nos traz hoje aqui, tem sabido investir no conhecimento e na inovação através da implementação de campos de ensaio, mas também do aperfeiçoamento dos sistemas de informação geográfica e de gestão de rega, da utilização de alfaias autorreguladas e do controlo da evolução da cultura com recurso a vídeo, entre muitos outros avanços científico-tecnológicos.” Paulo Portas, 2.º primeiro-ministro, prenunciou umas palavras impactantes na Ovibeja, em 2014: “Um em cada quatro investidores que procuram Portuga. Um! vai para a agricultura. O Alqueva é uma espécie de Autoeuropa de agricultura.” Passos Coelho, 1.º primeiro-ministro, pronunciou umas palavras impactantes em 2012: “Espero que os pastéis de nata possam ter uma grande expressão internacional. Eu adoro pastéis de nata! … este vinho também é muito bom. Também é muito bom. Nós temos excelentes produtos na agricultura, e a valorização desses nossos produtos pode ser determinante para os mercados externos. Claro que nós sabemos que não basta bons produtos.” Durão Barroso, emigrante de sucesso, pronunciou umas palavras impactantes em 2011: “E permitam-me que vos dê uma informação que não se pode transmitir na televisão nem na rádio. Porque vejo ali que os produtos polacos são saborosos, mas aqui cheira bem. Cheira muito bem! Porque se trata de boa agricultura, porque… quero dizer, normalmente este tipo de fruta, de alguma maneira, e algumas vezes, perdeu o seu cheiro. Mas estas são realmente excecionais. Por isso, parabéns, porque precisamos deste tipo de frescura para a nossa União.”

na aparelhagem stereo

“Ok! Qual de vocês tem a pichota maior?” – perguntava Grace Slick ao público num concerto em 1967, em Fort Wayne, Indiana. “Sob os seus ritmos flower power, a cantora dos Jefferson Airplane é uma provocadora de alto voo: ela disfarça-se de Hitler em 1969 para um concerto no Filmore East, embrulha-se com os bófias quando está bêbeda e teria mesmo conseguido enfiar um ácido no presidente Nixon se a segurança não a tivesse parado a tempo”, em “Les inrockuptibles hors série Les filles du rock” [1]. Contados os dias, nunca lhe faltou discernimento. Em 1998, numa entrevista para a VH1, dizia: “Todos os roqueiros com mais de 50 anos têm ar estúpido e deveriam reformar-se”; em 2007 guisa o mesmo coelho: “Você pode tocar jazz, música clássica, blues, ópera, country até aos 150 anos, mas rap e rock and roll são formas dos jovens mandarem cá para fora aquela raiva” e “é idiota cantar uma canção que não tem relevância alguma para o presente ou expressar sentimentos que você já não tem”. Nos anos 60, a pichota era sobreavaliada, nas décadas seguintes, a mulher alforriada [2] reajusta-a à caganifância métrica convivial do new. Novos planos, novos sexos, nova educação, novo homem [3].
Jani Gabriel, 1,78 m, 84-64-88, sapatos 40, olhos castanhos-claros, cabelos castanhos, nascida a 26 de janeiro de 1991 em Vila Real de Santo António: “Todas as mulheres tem o seu lado sexy e podem até estar vestidas de pijama. Não é preciso estar produzida num editorial de moda ou com roupa mais ou menos provocante.” “Tudo depende da ocasião. Como qualquer mulher, consigo ser sexy até de pijama. Não é só a roupa que conta, é uma questão de atitude.” “Decidi que queria ser modelo aos 14/15 anos, quando ganhei o Elite Model Look. Inscrevi-me por mero acaso, numa aposta de escola, uma brincadeira, nem sabia o que era a moda. E foi assim: perdi a aposta, ganhei o concurso e cheguei onde cheguei. Os meus pais sempre me apoiaram, desde o início que me deram muita força.” “Trabalhar em Nova Iorque foi das experiências mais marcantes que já vivi. Conhecer a Karolina Kurkova e receber conselhos dela, que é uma das manequins que mais admiro, foi muito importante. De repente, ali estou eu a falar com uma top-model.” “Gosto de tudo, cada coisa à sua maneira, editoriais adoro ver o resultado final e posso guardar de uma forma material, desfiles é o que me dá mais adrenalina, gosto daquele nervoso miudinho antes de entrar na passerelle.” “Ainda não consegui pensar em nada. O problema é que estou a estudar ao mesmo tempo que trabalho, estou a tirar o mestrado em Neuropsicologia. Sei que não quero passar temporadas fora. Tenho o cordão umbilical muito ligado a Portugal, não consigo estar muito tempo longe da minha família, por isso não consigo atirar-me seis meses seguidos para Nova Iorque, por exemplo. Então optei por continuar a fazer moda em Portugal, tal como no estrangeiro, mas trabalhos diretos. E estas opções já dão para conciliar com os estudos. São opções. Há quem diga que me vou arrepender. Neste momento, não me arrependo de nada. Não abdiquei da moda, continuo a fazer devagarinho, e depois tenho a segurança de, quando isto não der, ter um plano B, que é a psicologia.” {Revista GQ maio 2012} {fotos} {fotos} {fotos}.
As séries americanas de TV são signífera mostradela do novo sexo. Na série “Being Human” (2011-2014) vampiros e lobisomens são inimigos ancestrais, dois deles, Josh, lobisomem e Aidan, vampiro, partilham uma casa em Boston com Sally, um fantasma. Ray (Andreas Apergis): “Não é só fazer sexo, é agarrar a vida pelo pescoço e fazê-la cantar, é por isso que eles nos odeiam. Os vampiros estão mortos e nós estamos vivos. Batem-nos, humilham-nos, até a nossa amiga lua estar grande e gorda, depois é a nossa vez. Sentamo-nos no trono e esfregamos as caras deles na rua. Sabes o que nós podemos fazer-lhes nesta altura do mês?” Josh Levison (Sam Huntington): “Nem todos os vampiros são maus.” - Emily Levison (Alison Louder): “A Jackie (Rhiannon Moller-Trotter) está à minha espera lá em cima. Céus! E se ele não conhecer a Jackie? Queria esfregar-lhe na cara que estou com uma deusa judia.” - Sally Malik (Meaghan Rath): “E agora percebo tudo. Mas fico ofendida por teres pensado que te julgaria por seres lésbica.” Zoe Gonzales (Susanna Fournier): “Primeiro, não sei o que sou. Talvez tenha que ver com o facto de o meu primeiro namorado não poder tocar-me.” - Aidan Waite (Sam Witwer): “Houve uma época nos anos 80 em que todos os vampiros sabiam karaté. Entravas numa briga com um vampiro, não tinhas hipótese. E os pontapés e os movimentos das pernas.”
Pontapeando nos anos 80:
◘ ♪ Craze ▬ “Motions” (1979), formados por Gerry Lambe (voz), Frank Cornelli (guitarra), Hugh Ashton (baixo) e Clive Pierce (bateria), produtor executivo Pete Townshend. Hugh Ashton tocou nos Skunks, c/ Gerry Lambe (guitarra), Franco Cornelli (guitarra), Ashton (baixo) e Pete Sturgeon (bateria); nos Danta (2); nos Hard Corps, c/ a falecida Regine Fetet (voz), Ashton (sintetizador), Robert Doran (sintetizador) e Clive Pierce (sintetizador); e nos Sunkings, c/ Taz Alexander (voz) ◘ ♪ Фирюза (Firyuza) ▬ “Ашхабад” (1979), grupo de jazz rock / prog rock de Asgabate, Turquemenistão, liderado por Dmitry Sablin e Dmitry Manukyan ◘ ♪ Гунеш (Gunesh) ▬ “The Oriental Souvenir” (1980), grupo de jazz rock / prog rock sedeado no Turquemenistão soviético, em que Dmitry Manukyan também tocou ◘ ♪ John Cale ▬ “Mercenaries (Ready For War)”, no programa alemão “Rockpalast” (1984) John Cale, Nick Cave & Chrissy Hynde ▬ “I’m Waiting For The Man” gravado para o Songwriters Circle no Subterania Club, Londres a 12 de maio de 1999 ◘ ♪ The Jon Hassell Concert Group ▬ “Live”, gravado em 16 de setembro de 1989, no Centro Financeiro, situado nas esbarrondadas Torres Gémeas em Nova Iorque. “Compositor e trompetista, Jon Hassell é o visionário criador de um estilo de música que ele chamou Fourth World, que descreve como “clássica cor de café” – um hibrido único de músicas que se desdobra entre as polaridades do antigo e do digital, o composto e o improvisado, o oriental e o ocidental” ◘ ♪ Cowboy Junkies ▬ “Sweet Jane” no “Tonight Show” (1989). “Formados em 1985, os Cowboy Junkies alcançaram o estrelato internacional com o relançamento do seu segundo álbum, gravado de forma independente, The Trinity Session, em 1989. A banda é composta pelos irmãos Margo Timmins (vocalista), Michael Timmins (guitarrista / compositor), Peter Timmins (baterista) e o seu amigo Alan Anton (baixista). Michael Timmins e Alan Anton, antes, pertenceram às bandas The Hunger Project e Germinal, mas tendo falhado atrair o público em Nova Iorque e Inglaterra, regressaram a Toronto. De volta ao Canadá, Michael Timmins começou a trabalhar em músicas novas com o seu irmão Peter. Anton juntou-se-lhes e Margo Timmins (que tinha trabalhado como assistente social) foi convidada a contribuir com os vocais.”
◘ ♪ Mr. Bungle ▬ “Travolta” (1991) lado A: “Mi Stoke Il Cigaretto” lado B: “Porco Dio Contra Mancini / Il Forzo Del 1000 Finger / Junior High Introduction”, no EP “Uremia”, gravado no Cabaret Metro, Chicago, a 26 de março de 1992, prensados 500 exemplares numa edição pirata em Itália, pela Andiamo al ospedale ber placere!!! Records Pink Cigarette” (1999). “Mr. Bungle foi um grupo experimental americano de Eureka, Califórnia. A banda formou-se em 1985, quando os seus membros ainda andavam no liceu, e recebeu o nome de um filme educacional de 1959, ‘Beginning Responsability: Lunchroom Manners’, sobre os maus hábitos, que foi apresentado num especial de Pee-wee Herman na HBO, em 1981. (…). Inicialmente, a banda consistia em Trevor Dunn (baixo), Mike Patton (voz, teclados, samples), Trey Spruance (guitarra, teclados), Theo Lengyel (saxofone, teclados) e Jed Watts (bateria)◘ ♪ Roky Erickson and The Aliens ▬ “Don't Shake Me Lucifer” (1981), “Roger Kynard ‘Rocky’ Erickson (nascido em 15 de julho de 1947) é um cantor, compositor, tocador de harmónica e guitarrista do Texas. Ele foi membro fundador dos 13th Floor Elevators e um pioneiro do rock psicadélico. (…). Em 1968, durante uma atuação na HemisFair, em San Antonio, Texas, Erickson começou a dizer coisas sem nexo. Foi logo diagnosticado com esquizofrenia paranoide e enviado para um hospício de Houston onde, sem o seu consentimento, recebeu terapia electroconvulsiva. Os Elevators eram defensores do uso de LSD, mescalina, DMT (dimetiltriptamina) e marijuana, e estavam sujeitos a uma atenção extra das forças da ordem. Em 1969, Erickson foi preso por posse de um único charro de marijuana em Austin. Enfrentando um potencial encarceramento de 10 anos, Erickson declarou-se não culpado por motivo de insanidade mental para evitar a prisão. Primeiro, foi enviado para o Austin State Hospital. Depois de várias fugas, é enviado para o Rusk State Hospital em Rusk, Texas, onde foi submetido a mais terapia electroconvulsiva e tratamentos com Thorazine, em última instância, permanecendo sob custódia até 1972◘ ♪ Army Of Lovers ▬ “Crucified” (1991) Obsession” (1991), “Army Of Lovers é uma banda de dance music sueca formada em 1987, e que obteve vários sucessos na Europa durante a década de 90, com canções como Crucified, que foi número um no Eurochart durante oito semanas consecutivas. Continua a sua canção mais conhecida internacionalmente. O nome da banda faz alusão a um documentário, ‘Armee der Liebenden oder Revolte der Perversen’, do ativista dos direitos dos homossexuais Rosa von Praunheim, título que, por sua vez, alude ao Batalhão Sagrado de Tebas”, força de elite do exército tebano no século IV a.C. Constituída por 150 pares de amantes masculinos, organizada pelo general Gorgidas em 378 a.C.
◘ ♪ Orquesta Los Melódicos ▬ “El sucu sucu” (1961), cantores: Emilita Dago, Rafa Pérez e Víctor Piñerona, na Feria Internacional de San Sebastián em San Cristóbal, estado de Táchira Plantación adentro” (1977), cantores: Perucho Navarro, Chico Sensación Salas, Doris Salas e Manolo Monterrey Yo tenía mi Cafetal” (1980), cantores: Gustavo Farrera, Ciro Rodríguez e Molly Dick I Just Called To Say I Love You” (1985), cantores: Iona Capriles e Roberto Antonio Rosales Caprichito” (1985), cantores: Iona Capriles, Roberto Antonio Rosales e Hildemaro Ugas Papachongo” (1988), cantores: Diveana Pereira [4], Tony Huerta, Jesús Chuchu Bravo e Ramón Alberto Urdaneta Que rico” (1989), cantores: Diveana Pereira, Socrates Cariaco e Eddy Mendez Tabú” (1989), cantores: Diveana Pereira, Milton Pereira, Socrates Cariaco e Eddy Mendez Que rico” (1990), cantores: Liz Freitez, Milton Pereira, Socrates Cariaco e Eddy Mendez Sal y menta” (1993), cantores: Ramón Alberto Urdaneta, Liz Freitez, Alexander Faria e Franklin Ferrer La sabrosita” (1994), cantores: Liz Freitez, Ramón Alberto Urdaneta, Alexander Faria e David Soteldo Amanhecer” (1996), cantores: Liz Freitez, Juan Pineda, Oliver Urdaneta e Jhonny Gutierrez Zúmbalo” (1992), cantores: Liz Freitez, Milton Pereira, Ramón Alberto Urdaneta e Alexander Faria “Yo tengo lo que quieres tu” (1996), cantores: Lennis da Silva, Ramón Alberto Urdaneta, Oliver Urdaneta e Guillermo Gudiño Maria de la O” (1996), cantora: Floriana González Procura” (1999), cantores: Ramón Alberto Urdaneta, Yamile Freitez, Jhonny Gutierrez e Armando Mendoza Llego el bombón” (2005), cantores: Guillermo Gudiño, Víctor Ugas, Angie Melean e Roseliano Hernández Papachongo” (2012), cantores: Angie Melean, Alexander Hurtado, Ramón Alberto Urdaneta e Iliana Capriles, na Feria de San Sebastián em San Cristóbal, estado de Táchira, Venezuela Rebelión” (2012), cantores: Ramón Alberto Urdaneta, Alexander Hurtado, Pamela Rincones, Reymert Sanguino e Iliana Capriles. – “Los Melódicos é uma orquestra de dança fundada em 15 de julho de 1958 por Renato Capriles, diretor musical, com apoio do maestro Luis María ‘Billo’ Frómeta, como resposta à dissolução circunstancial da orquestra Billo’s Caracas Boys. Como a maioria das orquestras tipo banda, Los Melódicos consta de cinco saxofones, dois trombones, três trompetes, baixo, piano e percussão correspondente de congas, bongo, reco-reco, maracas e timbales. Teve auge importante nas décadas de sessenta, setenta e oitenta, com ressonância internacional com o desempenho de vários cantores. Nos primórdios participaram Víctor Piñero El Rey del Merecumbé, Niro Keller e a cantora cubana Emilita Dago.” {“Grandes Exitos”} {a nova cantora Pamela Rincones}.
“Durante a década de oitenta, na Venezuela, produz-se uma alteração nas condições de acumulação que se carateriza pela perda de importância das receitas do petróleo como mecanismo de acumulação e distribuição. Sem negar a importância dos rendimentos do petróleo, nesta década e no desenvolvimento futuro da economia venezuelana, pode afirma-se que a queda do seu valor, junto com uma maior proporção comprometida com o pagamento da dívida externa, originam uma mudança na estrutura económica da Venezuela com uma progressiva perda da importância do Estado como agente económico. Os sucessivos ajustamentos económicos, que ocorrem após a desvalorização do bolívar em fevereiro de 1983, afetam negativamente o mercado do trabalho e as suas consequências mais visíveis são a queda dos salários reais e da capacidade de consumo das classes populares que desembocam na agitação social (revolta de sobrevivência) de fevereiro de 1989.” [5]
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[1] China Wing Kantner, filha de Grace Slick e Paul Kantner, que aparece em criança na capa do álbum a solo dos seus progenitores, “Sunfighter” (1971), em julho de 1986, com 15 anos, era a VJ mais nova da MTV, onde trabalhou 4 anos durante as férias de verão. China cantou em “Declaration Of Independence” e “The Sky Is No Limit”, no álbum a solo do pai,Planet Earth Rock and Roll Orchestra” (1983), e aparece no vídeo “The Planet Earth Rock and Roll Orchestra”. Em 2 de março de 1984, subiu ao palco dos 7th Bay Area Music Awards, em San Francisco, para cantar com a mãe “All The Machines”, do álbum “Software” (1984).
[2] V.g. Germaine Geer: “Se você se julga emancipada, deve considerar a ideia de provar seu sangue menstrual — se isto a deixa enojada, tem um longo caminho a percorrer, querida.”
Kaizen:The Power of the Music”, c/ Chiara. Nome verdadeiro Lucie Weinreichová, t.c.c. Olivia Laroche, Olivia, Chiara A, Lucie Von Weinreich, Lucie W, Lucy W, Lucille, Lola, Natalie Brooke, Olivia La Roche, 1,75 m, 56 kg, 89-69-97, sapatos 37 ½, olhos e cabelo castanhos, nascida a 6 de julho de 1988 em Brno, República Checa. Entrevista: P: “Que tipo de música gostas?” R: Rock.” P: “Quantas vezes te masturbas?” R: “Uma vez por dia.” P: “Com que frequência gostas de ter sexo?” R: “Todos os dias.” P: “Cuspir ou engolir?” R: “Cuspir.” P: “Já fizeste sexo anal e gostaste?” R: “Sim, e foi bom.” P: “Normalmente usas cuecas ou sais sem elas?” R: “Sim, uso cuecas.” Fotografia: {Kindgirls} {Bird’s Eye View} {Met-Art} {Met-Art} {Met-Art} {Met-Art} {Met-Art} {Met-Art} {Met-Art} {Met-Art} {InFocusGirls} {Club Seventeen} {Club Seventeen} {Club Seventeen} {Eva’s Garden} {W4B} {Errotica} {Errotica} {My Sexy Kittens}. Audiovisual: {Club Seventeen} {Club Seventeen} {Club Seventeen} {c/ Sanne} {Star} {Teen models} {Lampada} {Nillox} {Sofa} {Boiling} {High Heels} {Yatch} {Yatch} {c/ Lilly A} {In the Wild} {Beach} {Beach} {Errotica}.
[3] Num combativo mundo por mercados globais a educação das jovens é a única prioridade das sociedades que apetecem o emprego e o crescimento. A mulher nalgada na asquerosa violência doméstica tem na carreira, empresarial ou política, o seu soft power para romper o vergastado ciclo, todavia, as reformas estruturais no comportamento sexual debilitaram o seu sexy power no elevador social, abrir as pernas arrevesou-se. Por um lado, o homem perdeu o interesse, pelo outro, as mulheres interessam-se cada vez mais, e a jovem debutada em sociedade, ou imputa novas skills ou deputa no rendimento mínimo. Disputou a jovem desde 1927 a inovação pedagógica do “Manual de civilidade para meninas” de Pierre Louÿs, caducado pela complexificação do sexo e a compulsão de o praticar em inglês, a língua universal, a língua da Economia. As mutações fisiológicas nos presidentes da república, findo mandato ou perspetivos, frustram as recomendações de Louÿs: “Se tiveres a honra de ser chamada a recitar um cumprimento ao Sr. Presidente da República, quando ele te beijar a mão resiste a segredar-lhe: Aparece lá em casa e vais ver a tesão que eu te faço!” Ou a queda dos banqueiros nulificaram: “A um homem de posição nunca perguntes ‘se lha deves mamar’, pois só as raparigas da rua assim se exprimem. Diz-lhe antes ao ouvido: Não deseja a minha boca?” E, o glossário, desatualizadíssimo: “Julgamos inútil explicar o significado de palavras como rata, pássara, grelo, gaita, pichota, pila, tomates, foder, tesão, mamada, broche, minete, enrabar, vir-se, fressura, fufa, sessenta e nove, puta, pintelho. São familiares a todas as meninas.” Se estas palavras, o abecedário do amor bíblico, são sobejas, as novas ações em inglês impõem educação, nova instrução. Por exemplo, rimming: “o ato de passar a língua nas bordas do olho do cu com o objetivo de obter e / ou dar prazer sexual. A inserção da língua não é necessária. Movimentos circulares dextrorsos, isto é, no sentido dos ponteiros do relógio são, supostamente, melhores no hemisfério norte e no sentido sinistrorso, no meridional”; licking: “o ato de passar a língua sobre uma superfície, geralmente, ou para depositar saliva na superfície ou para recolher líquido, comida ou minerais através da língua ou para comunicar com outros animais” ou colegas de partido ou trabalho; fingering: “é a manipulação manual do clitóris ou outras partes da vulva, vagina, prepúcio ou ânus com o propósito de excitação sexual e outra estimulação sexual”; como na demonstração de serviço público por duas celebradas atrizes: “Rimming, Licking e Fingering”, c/ Dila t.c.c. Carmen Fox, Janet, Lena, Iriska, 1,63 m, 52 kg, 76-58-81, olhos e cabelos castanhos, nascida a 1 de janeiro de 1990 na Rússia. Fotografia: {First Anal Quest} {Tricky Masseur} {Young Libertines} {Web Young} {Trabalho de casa} {Ginásio} {c/ Angel} {Nubiles} {Nubiles}. Audiovisual: {Sell Your GF} {lingerie nova} {Equitação} {Dildo pela manhã} {Geómetra} {Discussão} {Sofá amarelo} {Back Door Boogie} {Magic Wand Masseger}. – E Edita t.c.c Alice Marshall, Daniela C, Dunya, Olga, Alice, Serpente Edita, Sofi, Vita, 1,73 m, 65-58-81, olhos cor de avelã, cabelos castanhos, nascida a 15 de março de 1995 na Rússia. Fotografia: {Dirty Coach} {Nubiles} {Nubiles} {Nubiles} {Nubiles}. Audiovisual: {c/ Dila} {Bachelorette Party} {Teen Sex Mania} {Teen Sex Movs} {X Angels}.
Luta de almofadas filmadas por James H. White e Thomas Edison Seminary Girls” (1897). Esta nata convivialidade das jovens lubrifica a função do ministério da Educação, quando em grupo, elas próprias cogitam jogos lúdicos de aprendizagem e integração, que o Estado apenas tem de reforçar a Ação Social para pagar as residências e os técnicos superiores fazerem a lida da casa. Mais que o batismo, a primeira comunhão, a crisma ou o sagrado matrimónio, as praxes são a cerimónia mais importante na vida de uma jovem. São mais que uma simples integração de caloiras. Se a dux veteranorum lambeu as sebentas, as bichos porão grelo em conhecimentos substantivos, sensibilidade social, introduzirão skills na sua formação cívica e profissional que a universidade manca, mérito do praxismo bom: College Teen Lesbian Oral.
A grande falha da indústria do ensino universitário é a inexistência de um MBA em engenharia de máquinas de boudoir e gestão de strap-on aplicado. Quando estudantes, ainda sem carreira, no partido político, no setor empresarial ou laboral, é motivo de pegada galhofa, a exploração do strap-on, c/ Natasha Shy t.c.c. Inna, Inna Y, Inna R, Kate, Lena O, Natasha, Nikki, Sascha, Tanya, Tiger, Tigra, 1,75 m, 47 kg, 77-60-87, olhos verdes, cabelos castanhos nascida a 2 de dezembro de 1984 na Ucrânia {Coed Cherry} {Errotica} {College} {College} {College} {College} {Gallery Bee} {Erotic Villa} {Erotic Villa} {Femjoy} {Femjoy}. Audiovisual: {c/ Guerlain A} {c/ Guerlain A, Beata} {Treino} {Ass} {Dildoing} {White Shorts} {c/ Guerlain A} {c/ Guerlain A} {c/ Guerlain A, Alexandra Kroha} {c/ Beata Undine} {c/ Alexandra Kroha} {Playing Outdoors} {Paint her Room}. – E Alice B t.c.c Alisa Tretyachenko, Anisja Shkarupa, Adrenalyn, Aleksandra, Alica, Alice, Alice Wonderbang, Alisa, Allie, Anita, Dasha, Elisa, Erika A, Gerda, Jen, Olena, Sandora, Sasha B, Sveta, 1,64 m, 86-59-87, sapatos 37 ½, cabelo loiro, nascida a 25 de maio de 1988 em Kiev, Ucrânia, frequentou a Universidade de Kiev e mora em Berlim. Fotografia: {Met-Art} {Amour Angels} {Morey Studio} {Coed Cherry}. Audiovisual: {Sensual Solo} {Alice} {Alice} {Alice} {Alice} {Alice} {Alice} {Alice} {c/ Loly} {Tribute} {Dildoing} {c/ Beata Undine} {c/ Helena C} {c/ Alexandra Kroha} {c/ Alexandra Kroha} {c/ Alexandra Kroha}. – Na idade adulta, dos indispensables na mala da mulher com carreira, o smartphone ou tablet e o strap-on, facilmente se esquecem os primeiros na mesa-de-cabeceira, que não afeta a produtividade, os serviços têm outros terminais substitutivos, esquecer o strap-on entre os lençóis, sobrecarregaria de stress arruinando o dia de trabalho, não produzindo um avo para o patrão nem um bem para o povo, se deputada ou funcionária de um partido. Na idade adulta, o strap-on não é um brinquedo, com o qual gargalhem as jovens, é um insubstituível órgão social, quod erat demonstrandum em “Beyond Feelings”, c/ Candy (morena), perfil de empresária inovadora, “adora experienciar sexo e disse durante a produção fotográfica que fica toda molhada quando tenta algo novo e excitante”, e Tracy (loira), perfil de política do arco da governação, “é uma amante sensacional, quer com um homem quer com uma mulher, e põe sempre as necessidades deles em primeiro lugar, qualquer pessoa suficientemente sortuda de receber a atenção da língua de Tracy é seguro que nunca o esquecerá.”
[4] Diveana - “Houve uma grande época na Venezuela que se caraterizou pela difusão de um tipo de música tropical inesquecível: o tecnomerengue. Artistas como Miguel Moly, Roberto Antonio, Pecos Kanvas, Los Melódicos, Natusha e Diveana, brilharam no alto e cativaram muita gente.” “Diveana começou a sua carreira musical desde muito cedo, no colégio, depois de ter ganhado muitos festivais em que participou. Aos 13 anos, canta com a Orquesta La Única de Maracaibo, e mais tarde é chamada por Renato Capriles para cantar na Orquesta Los Melódicos, que nessa época estava a gravar o seu novo disco. Com apenas 15 anos, se dá a conhecer em todo o país, impressionando todos pela sua facilidade para cantar e interpretar todos os géneros (merengue, salsa, pasodoble, cumbia, guaracha, bolero, etc.). Estando na Orquesta Los Melódicos, também pertenceu e gravou com a Orquesta La Inmensa. Após de três anos na Orquesta Los Melódicos, lança-se como solista, sendo catapultada para o topo, e conhecida, a nível nacional e internacional.” {Discografia} “Tus Ojos” (1991) Furiosa” (1991) Noches de Media Luna / De Amor y Miel” (1993) Agarradera” (1998).
[5] Em janeiro de 2015, Vatal Nagaraj, líder do partido Kannada Chalavali Vatal Paksha, de Karnataka, sul da Índia, condecorou dois burros: “Decidi honrar todos os animais domésticos, como burros, cães, búfalos, vacas e bois, pois eles são mais leais que os seres humanos, trabalhadores, disciplinados e obedientes.” Nesse mesmo mês, em Portugal, condecorações aparcam. Para elas, um peito enfola, dizia-se que tinha economia e fazia frases, provas dadas de alguma coisa de doutoral e de casquilho, cervejando nos verões durante campeonatos de futebol, Pires de Lima, saco de ADN empresarial, esmagador de respeito, de desempenada estrutura, à broxa larga palpabilizava a “Cidade do sol” de Campanella: “Não existe coisa mais saudável do que uma economia não ter donos e mobilizar-se em função da atividade de milhares de empresários e gestores e de milhões de trabalhadores. O que está a passar-se em Portugal é um braço de ferro entre todos os que puxam a economia para cima e estes casos, típicos de economias menos desenvolvidas e menos transparentes, que estão finalmente a ser denunciados e julgados. Mas esses casos não tiveram origem em práticas de 2013 ou 2014. Têm um histórico. E esta renovação leva-nos certamente a uma economia que nos interessa mais do que aquela que herdámos” (2015) em jornal Sol n.º 439. A final idade de ouro, achada pelo ministro da Economia português, ministra-se em forma de ameixa. No centro o Patrão, o putâmen da sociedade, depois a polpa (ele, Pires, os chief executives) e na casca milhões de obreiros em doce calda: “Whistle While You Work”, “Branca de Neve e os sete anões” (1937), [estreado na segunda-feira, 21 de novembro de 1938 no cinema Tivoli. Quinta-feira, 24 “estreia no Politeama, o público fica, pois, de hoje em diante, com duas casas de espetáculos, para poder ver essa suprema obra-prima do cinema. A sua dupla exibição é de enormes vantagens. Tem, pelo menos, estas: permitir ao público escolher o cinema que lhe fica mais perto de casa e não ter que esperar dias e dias, visto que o Tivoli está tendo enchentes sucessivas.” Segunda-feira, 12 de dezembro “o filme é apresentado hoje no Tivoli numa versão em língua portuguesa, o que está a provocar um novo movimento de curiosidade pela obra admirável de Walt Disney, que desde logo se torna acessível a todo o público, permitindo que se admire a beleza do diálogo espirituoso, que a par das imagens maravilhosas constitui um dos encantos da fita.”] Esse país do sol não é a proverbial utopia, a veneranda barba do ideal, o coelho da cartola de filósofos e frades, já se construiu, com assobio, enquanto working, “Blazing Saddles” (1974). “Um país capaz de ser campeão na redução do desemprego a nível da União Europeia. Não há nenhum país na Europa que tenha reduzido o desemprego em 2,4 pontos percentuais ao longo dos últimos 12 meses”, Pires de Lima, novembro 2014. “Work”, Iggy Azalea, “I’ve been up all night, tryna get that rich / I’ve been work, work, work, work, working on my shit.”