Eu gostaria
que os emigrantes que aqui trabalham e vivem razoavelmente não regressem ao
país (tl;dr)
Desembarcam
em Bruxelas, de mochila Violetta ou Soy Luna, bolsa de ombro Disney Frozen my
sister my hero, os mais másculos, os governantes europeus, inconscientes e
adamados, de incapacidade em incapacidade, diante de uma multa irrisória
comparada aos lucros banqueteados a burlar pessoas choramingam. “A tensão em
torno do banco germânico tem sido uma constante. Também Jeroen Dijsselbloem,
quando falava no parlamento holandês disse estar «genuinamente preocupado» com
as pesadas multas impostas pelo regulador norte-americano a bancos europeus. O
presidente do Eurogrupo afirmou mesmo que esta situação pode ser «prejudicial e
arriscada para a estabilidade financeira» mundial. Citado pelo jornal holandês
Financieeldagblad, salientou que os bancos que cometeram erros, devem ser
multados. Mas não faz sentido, acrescentou, as multas serem pesadas a
ponto de colocarem os bancos numa situação tão débil que sejam forçados a
recorrer a ajudas públicas e, logo, a dinheiro dos contribuintes
[1]. Ainda assim, mostrou-se confiante de que o
banco terá capital suficiente para acomodar a penalidade que eventualmente
venha a ser fixada em definitivo. O Departamento de Justiça dos Estados Unidos
quer aplicar ao Deutsche Bank uma multa no valor de 14 mil milhões de dólares
[reduzido para metade]. Tudo para encerrar um processo ligado aos créditos
imobiliários de baixa qualidade (subprime),
que provocaram a crise de 2008, sendo o banco acusado de ter vendido produtos
tóxicos aos clientes sem os avisar”, em jornal Negócios n.º 3347.
1984. Maio. Terça-feira,
8 de maio “a chama dos «jogos desunidos» nas instalações das Nações Unidas, Nova
Iorque, Gina Hemphill (neta do famoso campeão olímpico Jesse Owens) e Bill
Thorpe Jr. (neto de Jim Thorpe) tocam o facho na pira: depois, são quinze mil
quilómetros de percurso até Los Angeles, em que sucessivas passagens de
testemunho que, vendidas a xis o metro, defraudaram (pelo sentido comercial)
todo o ideário da Carta Olímpica e o espírito do barão Pierre de Coubertain, ao
criar a maior festa de confraternização mundial.” No dia seguinte, o Comité
Olímpico Soviético divulga um comunicado: “O Comité Olímpico Nacional da URSS
fez uma análise global da situação em torno dos Jogos da 23.ª Olimpíada em Los
Angeles e estudou a questão da participação neles da delegação desportiva
soviética. Como é sabido, na sua declaração de 10 de abril de 1984, o Comité
Olímpico Nacional da URSS manifestou séria preocupação sobre as rudes violações
pelos organizadores dos Jogos das regras da Carta Olímpica e da campanha
antissoviética lançada por círculos reacionários nos Estados Unidos, com a
conivência das autoridades oficiais, e pediu ao Comité Olímpico Internacional
(COI) para estudar a situação emergente. (…). O COI considerou a posição do
Comité Olímpico Nacional da URSS como justa e fundamentada. Mas, desrespeitando
a opinião do COI, as autoridades dos Estados Unidos continuaram rudemente a
interferir em questões pertencentes exclusivamente ao Comité Organizador
Olímpico de Los Angeles. É sabido que, desde os primeiros dias de preparativos
para os presentes Jogos, a administração norte-americana fixou como rumo
utilizar os Jogos para os seus objetivos políticos. Sentimentos chauvinistas e
uma histeria antissoviética estão a ser desencadeadas em todo o país.
Organizações extremistas e agrupamentos de todos os tipos, procurando
abertamente criar «condições insuportáveis» para a estada da delegação
soviética e a atuação de atletas soviéticos, incrementaram substancialmente a
sua atividade, com conivência direta das autoridades norte-americanas.
Manifestações políticas hostis à URSS estão a ser preparadas, ameaças não
disfarçadas estão a ser feitas contra o Comité Olímpico Nacional da URSS,
atletas e responsáveis soviéticos. Chefes de organizações antissoviéticas e
antissocialistas são recebidas por funcionários da administração norte-americana
e a sua atividade é largamente publicitada pelos meios e comunicação. (…).
Nestas condições, o Comité Olímpico Nacional da URSS é compelido a declarar que
a participação de desportistas soviéticos nos Jogos da 23.ª Olimpíada, em los Angeles, é impossível.”
“O anúncio
surgiu quatro anos depois de a administração Carter ter deliberado boicotar os Jogos de Moscovo, como medida de protesto contra a
intervenção militar soviética no Afeganistão. O boicote liderado pelos
norte-americanos foi seguido por 64 outras nações e os soviéticos acreditam que
a adesão à sua não participação será ainda maior. (…). Em Washington, o
presidente do Comité Organizador dos Jogos de Los Angeles, Peter Ueberroth,
declarou: «Parece que estamos a pagar o preço de 1980». Ueberroth fez esta
declaração após uma reunião na Casa Branca, com o presidente dos Estados Unidos
Ronald Reagan e o presidente do COI, o espanhol Juan Antonio Samaranch. «Tal
como os Jogos de Moscovo, os atletas serão os mais
prejudicados», acrescentou o presidente do Comité Organizador dos Jogos, que se
declarou «muito desiludido com a decisão soviética: as acusações da URSS são
infundadas».” Os Jogos Olímpicos de Los Angeles foram boicotados por 14 países:
Afeganistão, Angola, Bulgária, Cuba, Checoslováquia, Alemanha de Leste,
Etiópia, Hungria, Laos, Mongólia, Coreia do Norte, Polónia, União Soviética,
Vietname. A Albânia, Irão e Líbia também não compareceram por outras razões
políticas que não o apelo soviético.
“A hipótese
de a União Soviética e outros países do leste europeu organizarem uns Jogos
Olímpicos alternativos foi levantada pelo jornal londrino Evening Standard. O
vespertino publica na 1.ª página uma informação nesse sentido prestada por
Victor Louis, considerado porta-voz oficioso da URSS. A informação aponta a
Bulgária como país escolhido para «esses Jogos Olímpicos comunistas, já
preparados até aos detalhes mais insignificantes». Por questões legais
chamaram-se Jogos da Amizade e realizaram-se entre 2 de julho e
18 de setembro desse ano em vários países que não se apresentaram Los Angeles: União
Soviética, Checoslováquia, Cuba, Alemanha de Leste, Hungria, Polónia, Bulgária,
Coreia do Norte e Mongólia. Porém, vários países do Ocidente Livre enviaram
equipas constituídas por atletas que falharam a qualificação para Los Angeles.
“Embora os Jogos tenham começado a 2 de julho com o torneio de ténis na Coreia
do Norte, a cerimónia da abertura oficial realizou-se a 18 de agosto em
Moscovo. A cerimónia de duas horas incluiu «miúdas em collants brancos girando
bolas de praia vermelhas e brancas em sincronia. (…). Dezenas de crianças em
trajes tradicionais das repúblicas soviéticas», «um esquadrão de jovens
artistas» que criou «um tear humano mergulhando e girando as suas bandeiras
coloridas para se entrosarem» e «raparigas vestidas de vermelho com hula hoops prateados»,
os quais diziam «URSS» e «paz». A cerimónia foi descrita como sendo
«reminiscente das galas olímpicas».”
Quarta-feira,
9 discursava o presidente da República, Ramalho Eanes, em Estrasburgo: “Eu
gostaria que os emigrantes que aqui trabalham e vivem razoavelmente não
regressem ao país.” “Considerou Eanes que os «estímulos» que os governos
francês e alemão-federal estão a conceder aos emigrantes portugueses com vista
ao seu regresso ao país de origem, «embora aliciantes» não são do seu interesse
(…). «Vim a Estrasburgo como convidado do Conselho da Europa, e não me
permitiria visitar esta área sem vos dizer que o Estado e o povo português têm
por vós admiração e orgulho. (…). Que a vossa frustração seja transformada em
agressão, mas em Portugal todos os órgãos de soberania vos olham com carinho».
O presidente da República afirmou ainda que «a comunidade portuguesa no
estrangeiro deve unir-se, o que é essencial tanto a nível local como nas
relações com as autoridades portuguesas e dos países de acolhimento».”
Segunda-feira,
14 de maio “o traficante de cocaína que, no princípio da semana passada, foi
detido no aeroporto da Portela, com dois quilos de estupefaciente, no valor de
25 mil contos, chama-se de facto Juan Manuel Spieha, tem 24 anos, está
naturalizado argentino, mas não é fotógrafo de modas como afirmou, mas sim
descendente de nobres polacos que estão exilados desde a Segunda Guerra Mundial
em França. Juan Manuel Spieha, cuja mãe vive, atualmente, com grande fausto em
Biarritz, declarou ser de nacionalidade suíça ao ser detido pelos Serviços
Alfandegários na Portela, no momento em que acabava de chegar do Rio de Janeiro
num voo da Varig, acompanhado por um cão da raça Scotchs Terrier, que dava pelo
nome de Hitler e que posteriormente, a pedido do dono, foi enviado para Málaga.
A droga era transportada em quatro sacos dissimulados numa pequena mesa de
fórmica com fundo falso. De acordo com a Polícia Judiciária, Juan Manuel Spieha,
que desde o início do ano já entrara mais duas vezes em Portugal, tem-se
recusado a revelar o destino da droga, apenas tendo referido como presumível
local de contacto um prédio no Bairro Alto e como previsão para a sua
hospedagem, por três ou quatro dias, um hotel na rua Castilho, em Lisboa.” [2]
Quarta-feira,
16 de maio «Algo daquilo que nos foi dado observar, e somente entre uma pequena
parte das casas de entretenimento de Lisboa, leva-nos a constatar que temos
vivido num mar de sorte, em não termos tido algumas tragédias como têm ocorrido
lá fora» assinala-se num relatório da Assembleia Municipal elaborado
especialmente por uma comissão nomeada para o efeito. (…). O Xénon, situado
numa cave [3], não tinha saída de emergência, no
Mundial [4], a saída de emergência foi fechada
por ter sido vendida uma sala contígua; que nessa mesma sala o ar condicionado
e o sistema de ventilação não funcionavam por avaria. Se isso não basta veja-se
o caso do City [5]: «a saída de emergência
conduz a um alçapão, no chão dos lavabos, o qual tem uma porta de saída com
cerca de 0,8 metros de altura. Para cúmulo, essa saída está no fundo do
corredor do centro comercial respetivo. O caso do Cine 222 [6] também é exemplar: a saída de emergência está
prevista por uma escada de ferro vertical, de difícil subida, só o podendo
fazer os mais aptos. Claro que idosos, mulheres e deficientes ficam eliminados.
(…). No Trumps, ninguém sabia da chave para fugir do local; no Happenings o
rés-do-chão e a cave estão ligados por uma escada em caracol. Algumas boas
situações foram constatadas em alguns locais de divertimento deste tipo: por
exemplo, no Banana
Power [7], onde um botão permite abrir de uma só vez meia
dúzia de portas de emergência; ou no Stone’s, onde houve a preocupação de
dissimular, ao fundo da sala, uma ampla porta de saída.”
Segunda-feira,
21 de maio “a Câmara Municipal de Lisboa deliberou, por unanimidade, mandar
encerra o centro
comercial City, por falta
de condições de segurança. É o segundo encerramento de um centro comercial
determinado pelo município lisboeta, com o intervalo de uma semana. O centro
comercial Habib, na avenida Almirante Reis, foi mandado fechar há uma semana,
com o mesmo fundamento de falta de condições de segurança. Mas continua por
cumprir a expetativa no que se refere ao Gália, situado na mesma artéria
lisboeta. (…). O City encontrava-se a funcionar em termos ilegais, «pois além
de outras deficiências graves, o cinema que lá funciona não tem saída de
emergência [8]. Por outro lado, tem havido por
parte dos responsáveis daquele estabelecimento total desrespeito pelas
instruções emitidas pela Câmara, encontrando-se há cerca de dois anos, para
pagamento, a respetiva licença de construção». (…). O centro emprega cerca de
200 pessoas. No caso do restaurante, são ali servidos diariamente um número
indeterminado de almoços e uma centena de jantares nos «melhores dias». Além do
restaurante, funciona um pub, um sandwich bar, um cabeleireiro, um centro
de estética, uma livraria e uma ourivesaria, entre várias lojas de modas.”
Domingo, 20
de maio custa mais caro molhar o pão no leite. O papo-seco aumenta para 3$25
(antes era 2$75). O litro de leite pasteurizado custa 38$50; o ultrapasteurizado
47$50 (antes 39$50); o esterilizado (1,5 litros) gordo 66$00 (antes 55$00), o meio
gordo 61$50 (51$00) e magro 57$00 (57$00). O litro do especial pasteurizado
passou de 47$00 para 55$00. Quinta-feira, 24 de maio “o metro cúbico de água
fornecida pela EPAL - Empresa Pública de Águas Livres - passa a custar um
mínimo de 27$00, segundo a portaria ontem publicada em suplemento ao Diário da
República. O anterior preço era de 17$50. Este preço mínimo aplica-se aos
consumos até cinco metros cúbicos por mês, elevando-se o preço para 97$50 no
caso de consumos superiores a 25 metros cúbicos por mês.” Segunda-feira, 28 de
maio o transporte aéreo interno passou a praticar os seguintes preços:
Lisboa-Faro: 4000$00; Lisboa-Porto: 4000$00; Lisboa-Funchal: 10 080$00
(ida e volta, em excursão: 13 110$00 / ida e volta, residente:
10 590$00); Lisboa-Açores: 16 270$00 (ida e volta, excursão:
21 150$00 / ida e volta, residente: 17 090$00). Sexta-feira, 1 de
junho sobem os transportes rodoviários. Passes sociais: L 1320$00 (preço antigo
1100$00); L-1 1750$00 (1460$00); L-2 1260$00 (1050$00); L-12 2110$00 (1760$00;
L-23 1680$00 (1400$00); 23 1260$00 (1050$00); L-123 2400$00 (2000$00); 3.ª
idade L 660$00 (550$00); 3.ª idade L-1 875$00 (730$00); 3.ª idade L-12
1055$00 (880$00); 3.ª idade / fins de semana 275$00 (230$00). Os módulos da
Carris passam de 11$25 para 13$50 e os bilhetes dos autocarros com preço único
passam de 50 para 60 escudos. “A partir de 1 de junho, atravessar o Tejo nos
barco da Transtejo custará em média mais 25 %. Nos termos da portaria
respetiva, as carreiras da zona estreita, cujos bilhetes custam 30$00, passarão
a ter o preço de 37$50. A zona estreita da Transtejo compreende as carreiras
entre Terreiro do Paço-Cacilhas Cais do Sodré-Cacilhas, Belém-Trafaria,
Belém-Porto Brandão e Porto Brandão-Trafaria. Os bilhetes pré-comprados para
estas carreiras passam a custar 27$00 contra os 22$50 anteriores. Os bilhetes
das carreiras Terreiro do Paço-Montijo e Terreiro do Paço-Seixal, que
atualmente têm o preço de 85$00 e 65$00, respetivamente, passam a custar 100$00
e 80$00, respetivamente.” Sexta-feira, 1 de junho “a bandeirada dos táxis passa
para 50$00, de acordo com um despacho normativo dos ministérios do Comércio e
do Turismo e do Equipamento Social publicado em suplemento ao Diário da
República de ontem. O preço das frações mantêm-se nos 3$00 e corresponde agora
a uma distância de 121 metros (anteriormente eram 142) no serviço diurno e a
100 metros no serviço noturno (anteriormente eram 118). (…). Este é o 10.º
aumento das tarifas dos táxis desde 1974, altura em que a bandeirada custava
5$00 e as frações eram de cinco tostões.”
Sábado, 19
de maio “o número de alcoólicos nas camadas mais jovens, em especial entre as
mulheres, aumentou nos últimos cinco anos, afirmou o presidente da SAAP
(Sociedade Antialcoólica Portuguesa), Silva Neves. Causas? Várias, entre as
quais os problemas de ordem social, disse aquele médico que acrescentou que o
consumo de bebidas brancas cresceu ultimamente devido à propaganda de
multinacionais que monopolizam a indústria desses produtos. Entre os 30 ou 40
casos de jovens alcoólicos contactados nos últimos anos pela SAAP, em 1983 somente
foi possível recuperar dois. (…). Quanto às mulheres, o maior número de
doentes alcoólicos encontra-se entre as que não têm ocupação profissional e
que, por conseguinte, passam a maioria do dia em casa, isoladas. A solidão é
uma das causas do alcoolismo. Silva Neves esclareceu que o caso do tratamento
das doentes alcoólicas é mais difícil do que nos homens, dado que a sociedade
não está preparada para isso e também porque há uma inibição da parte das
pessoas do sexo feminino. (…). A grande maioria dos doentes alcoólicos, os que
por si só não conseguem deixar de beber, são tratados no Centro António Flores,
a funcionar no hospital Júlio de Matos, em Lisboa. (…). Portugal continua a
ocupar o segundo lugar dos países europeus, logo a seguir à França, entre os
que têm mais bebedores de álcool. Aliás, esclareceu Silva Neves, na maioria dos
países latinos está provado que 10 % da população é alcoólica.”
___________________
[1] A gestão criativa do Deutsche Bank
para obtenção de luteranos lucros máximos e falsa solidez de negócio valeu-lhe
uma condenação em 2015 de 1,9 mil milhões de dólares. Lista dos bancos
condenados por causa do subprime: Bank
of America (2014) – 16,7 mil milhões de dólares: JP Morgan Chase (2013) – 13
mil milhões de dólares; Citigroup (2016) – 7 mil milhões de dólares; Goldman
Sachs (2016) – 5,1 mil milhões de dólares; Deutsche Bank (2015) – 1,9 mil
milhões de dólares; Morgan Stanley (2016) – 1,25 mil milhões de dólares; UBS
(2015) – 885 milhões de dólares”
A Comissão
Europeia, uma feliz confluência de maus políticos e piores técnicos, fritam o
tempo multando empresas americanas operando em paraísos fiscais europeus. Na
Holanda, Starbucks (20 a 30 milhões €); no Luxemburgo, Amazon (198 milhões €); no
Luxemburgo, McDonald’s (450 milhões €); na Irlanda, Microsoft (2 mil milhões €);
na Irlanda, Google (3 mil milhões €); na Irlanda, Intel (1060 milhões €); na
Irlanda, Apple. “Bruxelas decidiu aplicar uma multa de 13 mil milhões de euros
à Apple por impostos não cobrados entre 2003 e 2014, e, em resposta, recebeu
por parte dos principais grupos empresariais americanos o aviso de que poderá
haver represálias, nomeadamente no que respeita ao investimento. O Business
Roundtable, uma das organizações mais influentes no mundo já começou a enviar
várias cartas a todos os governos europeus a pedir que intervenham na decisão
que foi tomada pela Comissão Europeia. O influente grupo conta com 185
presidentes de importantes empresas como a Catterpillar, AT&T ou Walmart”,
em jornal i n.º 2269. O amigo americano, “o Departamento do Tesouro dos Estados
Unidos acusa a Comissão Europeia de assumir funções de fiscalização que não são
próprias da entidade e de mostrar preconceito relativamente às empresas
americanas.”
[2] Lisboa visitada por facínora de
futuro, Juan Manuel Sapieha, dito el Sapo. “Os agentes da Brigada Central do Crime Organizado do
Comissariado Geral da Polícia Judiciária deu como terminada a operação iniciada
juntamente com a Guardia Civil em 2009, com a qual conseguiram desmantelar o
bando de Ángel Suárez Flores «Cásper», uma das organizações criminosas mais
violentas e com maior capacidade operacional em Espanha. Em maio de 2011,
deu-se a detenção do cabecilha, que residia na comarca de Alicante e cometeu na
província os assaltos através de buracos em bancos e roubo a narcotraficantes
mais espetaculares de uma trajetória criminosa que remonta à década de 90, e
que teve no roubo dos quadros de Esther Koplowitz o maior efeito mediático por
se tratar de um dos roubos de arte mais importante da história de Espanha. (…).
Entre os detidos encontra-se o seu lugar-tenente, Juan Manuel Candela Sapieha,
de 59 anos, nascido em San Sebastián, criado em França e conhecido nos círculos
criminosos como «Sapo», «Napo» ou «Cris». Este último, aliás, tirou-o do
protagonista de uma conhecido filme de ação de um grupo de ladrões e
assaltantes de bancos. [Provavelmente “The Heat” (1995)]. Foi preso em Elda a 10 de
novembro de 2011, mas a Polícia Nacional manteve a importante captura sob o
mais absoluto segredo para que a operação não se prejudicasse, evitando, desse
modo, que outros membros do grupo mafioso, que estava sendo vigiados, pudessem
fugir. El Sapo, braço direito de Cásper, foi localizado por um carro
patrulha do Comissariado do Corpo Nacional de Polícia de Elda-Petrer. Circulava
na avenida do Mediterrâneo num Porsche Cayenne no valor superior a 90 000
euros. Estava acompanhado de outro homem, não foi detido mas, desde o primeiro
momento, levantou suspeitas aos agentes que o seguiram de forma discreta.
Depois de o mandarem parar, identificou-se com um nome francês e mostrou um
crachá do Centro Nacional de Inteligência, assegurando que era um espião imerso
numa importante operação, pelo que pediu aos polícias que o deixassem ir embora
para não pôr em risco a missão confiada.” “Escreveu durante o tempo em que
cumpre a pena. O título da obra é sugestivo: Por amor al arte. E a capa está ilustrada com «El columpio» de
Goya, uma das obras que subtraiu da residência da empresária madrilena. Agora, Napo procura um editor atrevido que
ponha o seu livro no mercado. (…). Juan Manuel Candela, que nasceu em San
Sebastián em 1953, criou-se em França e quando um dos seus professores do colégio
jesuíta onde estudava lhe perguntou que queria ser quando fosse grande,
respondeu rápido e claro: «Quando for grande quero ser gangster». O seu
professor, segundo Candela, não lhe recriminou a escolha, mas aconselhou-o:
«Terás que estudar muito».”
[3] Av. da Liberdade, 8, tel. 368480,
exiba suspense e ineditismo no melhor de John Carpenter “Christine, o carro assassino”.
[4] Rua Martens Ferrão, 12-A, tel. 53
87 43 exibia às 21h20 “Laços de ternura” (1983), real. James L. Brooks.
[5] City Cine, rua Tomás Ribeiro, 34,
tel. 54 99 99 exibia às 21h30 “Fanny
e Alexandre” (1982), real. Ingmar Bergman.
[6] Av. Praça da Vitória, 37, tel. 57
94 60 exibia “Finalmente ao domingo” (1983), real. François Truffaut.
[7] “Certa noite o então
primeiro-ministro, Francisco Pinto Balsemão, chegou com a namorada, Tita
Presas, para mais uma noite de descontração e muita dança. Ao deparar-se com
Manecas Mocelek, um donos da boîte, Balsemão disse em tom de brincadeira:
«Então Manecas como vai a noite?». O outro retorquiu em tom irónico: «A noite
vai bem, não sei é como vai o dia. Você trate do dia que eu trato da noite». A
gargalhada foi geral e o episódio ficou para a história do Banana Power
conhecido, simplesmente, como Bananas (…). Entre os novos investidores
encontrava-se Tomás Taveira. Com a construção das torres das Amoreiras, o
arquiteto estava na berra e tinha conseguido entrar em certos círculos da alta
sociedade. Todos juntos à frente dos desígnios do Bananas duraram pouco.
Primeiro saíram Manecas Mocelek e Jorge Caiado, depois o escândalo sexual que
envolveu o arquiteto e a abertura da discoteca Alcântara-mar a poucos metros de
distância encarregaram-se de afastar a clientela e de acabar com a boîte mais
famosa de Lisboa.”
[8] A fome de arte do português médio
supera o medo, e é capaz dos maiores atos de coragem para consumir alta
cultura, e o City Cine continuou a iluminar o grande ecrã. Sexta-feira, 25 de maio
de 1984 “Victor, Victoria” (1982), real. Blake Edwards. Sexta-feira, 1 de junho “Frankenstein Jurnior” (1974), real. Mel Brooks. Quinta-feira, 12 de julho “O leopardo” (1963), real. Luchino Visconti. Quinta-feira, 19 de julho “Poltergeist” (1982), real. Tobe Hooper.
Quinta-feira, 26 de julho “Taxi
Driver” (1976), real. Martin Scorsese. Quinta-feira, 9 de agosto “Um cadáver à sobremesa” (1976), real. Robert Moore. Quinta-feira, 23 de agosto “Artur, o alegre conquistador” (1981), real. Steve Gordon. Sexta-feira, 7 de setembro “Feliz Natal, Mr. Lawrence” (1983), real. Nagisa Oshima. Quinta-feira, 13 de setembro “O espetáculo vai começar…” (1979), real. Bob Fosse. Quinta-feira, 20 de setembro “Vingança selvagem” (1984), real. J. Lee Thompson. Quinta-feira, 27 de setembro “Prego a fundo” (1983). Real. Hal Needham. Quinta-feira, 11 de outubro “Só
contra todos” (1983),
real. Alain Delon e Robin Davis. Sexta-feira, 26 de outubro “Academia de Policia” (1984), real. Hugh Wilson. Sexta-feira, 30 de novembro “Momento da verdade” (1984), real. John G. Avildsen. Sábado, 22 de dezembro
“Os amigos de Alex” (1983), real. Lawrence Kasdan.
Sexta-feira, 8 de março de 1985 “America 1998” (1979), real. Neal Israel. Sexta-feira, 22 de março de 1985 “O lugar do morto” (1984), real. António-Pedro Vasconcelos. Quinta-feira, 18 de abril
de 1985 “A Educação de
Rita” (1983), real. Lewis Gilbert. Quinta-feira, 2 de maio de 1985 “O dueto da corda”
(1980), real. John Landis. Quinta-feira, 16 de maio de 1985 “O meu tio da America”
(1980), real. Alain Resnais. Quinta-feira, 23 de maio de 1985 “Aeroplano” (1980), real.
Jim Abrahams, David Zucker, Jerry Zucker … e continuará por muitos anos.
na sala de cinema
“Beaches” (1988), real. Garry Marshall, adaptação
de Mary Agnes Donoghue do romance homónimo de Iris Rainer Dart, c/ Bette Midler,
Barbara Hershey, John Heard … com o título local “Eternamente amigas” estreado
quinta-feira, 25 de maio de 1989 nos cinemas Mundial e Star. “A história de
duas amigas de origens sociais diferentes, cuja amizade se estende por mais de
30 anos através da infância, o amor e a tragédia: Cecilia Carol «C.C.» Bloom
(Bette Midler), uma atriz e cantora de Nova Iorque, e Hillary Whitney (Barbara Hershey),
uma herdeira e advogada de São Francisco. O filme começa com C.C., de
meia-idade, a receber um bilhete durante um ensaio de «Under The Boardwalk» para o seu próximo concerto em Los
Angeles. Ela abandona o palco em pânico e tenta desesperadamente viajar para
junto da sua hospitalizada amiga. Incapaz de conseguir um voo para São
Francisco por causa do nevoeiro, aluga um carro e conduz durante a noite,
rememorando a sua vida com Hillary. É 1958, a menina rica Hillary (Marcie
Leeds, trocará a
carreira de atriz pela de cirurgiã) conhece a criança-artista C.C.
(Mayim Bialik) na bancada da praia em Atlantic City, New Jersey, onde
debaixo, C.C. fumava um paivante. Hillary está perdida e C.C. esconde-se da sua
autoritária mãe (Lainie Kazan) [1]. Elas
tornam-se rapidamente amigas, crescendo e criando laços através de cartas para
se apoiarem uma à outra. Já adulta Hillary torna-se advogada dos direitos
humanos, enquanto a carreira de cantora de C.C. não está exatamente a avançar.
Elas escrevem regularmente uma à outra contando novidades das suas vidas.
Hillary aparece no bar nova-iorquino onde C.C. está a atuar, no seu primeiro
encontro desde Atlantic City. Ela vai morar com C.C. e arranja trabalho na
ACLU. C.C. está agora a trabalhar nos telegramas cantados, conduzindo a uma oferta de emprego
de John (John Heard), o diretor artístico da companhia de teatro Falcon
Players, depois de ela cantar, vestida de coelho, o telegrama de aniversário dele.” Factos: “Mayim Bialik não cantou
no filme embora tivesse boa voz. Bette Midler queria alguém que soasse como ela
naquela idade, assim usaram a voz de Melissa Garcia.” “Barbara Hershey levou injeções
de colagénio nos lábios para fazê-la parecer mais nova (ela tinha 40 anos na
altura e estava a interpretar Hillary desde a idade da faculdade até os trinta
e tal).” “Dead Ringers” (1988), real. David Cronenberg, baseado
no romance “Twins” de Bari Wood e Jack Geasland, c/ Jeremy Irons, Geneviève Bujold,
Heidi von Palleske … com o título local “Irmãos inseparáveis” estreado
quinta-feira, 25 de maio de 1989 nos cinemas Alfa Club, Amoreiras sala 5 e
Mundial sala 2. “Elliot e Beverly Mantle são gémeos idênticos e ginecologistas que,
em conjunto, gerem uma muito bem-sucedida clínica em Toronto, especializada no
tratamento de problemas de infertilidade feminina. Elliot, o mais confiante e
cínico dos dois, seduz as mulheres que consultam a Mantle Clinic. Quando se
cansa delas, passa-as ao tímido e passivo Beverly, sem que as mulheres tenham
consciência da substituição. Uma atriz, Claire Niveau, vem à clínica por causa
da sua infertilidade. Acontece que Claire tem um «colo trifurcado», que
significa que provavelmente não será capaz de ter filhos. Elliot seduz Claire e
incita Beverly a dormir com ela. Porém, Beverly liga-se emocionalmente a
Claire, e isto perturba o equilíbrio entre os gémeos. Beverly começa também a
partilhar do abuso de medicamentos prescritos de Claire, de que ele é cúmplice
através do seu estatuto médico. Quando Claire descobre que Elliot tem se
aproveitado sexualmente dela, fazendo-se passar por Beverly, fica furiosa e
confronta-os num bar, mas depois decide continuar uma relação com Beverly,
exclusivamente.” Factos: “Durante as filmagens,
Jeremy Irons marcava se estava a representar Elliot ou Beverly, interpretando
sempre um com o seu peso apoiado na sola dos pés e o outro com o peso apoiado
nos calcanhares.” “Inicialmente, Irons tinha dois camarins e dois guarda-roupas
separados, que usava dependendo da personagem que interpretava no momento. Depressa
ele percebeu que «o objetivo da história era por vezes confundir quem é quem»,
depois disso, ele mudou-se para um único camarim e misturou os guarda-roupas, e
encontrou um «caminho interior» para interpretar cada personagem de forma
diferente usando a técnica Alexander para lhes transmitir «pontos de
energia diferentes», o que lhes deu aparências ligeiramente diferentes.” “Punchline” (1988), real. David Seltzer, c/ Sally
Field, Tom Hanks,
John Goodman … com o título local “O ponto final” estreado quinta-feira, 25 de
maio de 1989 no Amoreiras sala 3 e Apolo 70. “Steven Gold (Hanks) é um
esforçado estudante de Medicina que faz uma perninha como comediante de stand-up. Rapidamente torna-se evidente
que ele é péssimo na primeira e excelente na segunda. E, todavia, quando lhe é
dada uma oportunidade de estrelato, vai-se abaixo sob a pressão. Lilah (Fields)
é uma devotada dona de casa que anseia ser comediante [2].
Ela tem o talento bruto, mas não o domínio da arte que Steven possui. De início,
ele não lhe passa cartão. Steven flipa pela inesperada aparição do pai e do
irmão, ambos médicos. O inabalável apoio de Lilah, ganha o reconhecimento de
Steven, que lhe ensina os fundamentos da comédia de stand-up. Lilah gastou o seu pé-de-meia a comprar piadas. Steven
aconselha-a a ligar-se ao público para revelar o humor real na sua vida como
esposa e mãe. Lilah descobre o seu dom natural de fazer as pessoas rirem. Uma
inconfortável amizade desenvolve-se entre os dois, enquanto partilham os
conflitos pessoais que devem resolver. O desejo de Steven de sucesso contra a
sua inabilidade de o conseguir, e o amor de Lilah pela comédia contra o seu
amor pela família.” “Les possédés” (1988), real. Andrzej Wajda, argumento
de Jean-Claude Carrière, com a colaboração de Andrzej Wajda, Agnieszka Holland
e Edward Zebrowski, baseado no romance de Feodor Dostoievski c/ Isabelle
Huppert, Jutta Lampe, Philippine Leroy-Beaulieu … estreado sexta-feira, 26 de maio
de 1989 no Quarteto sala 3. “Na década de 1870, na Rússia. Um grupo de jovens niilistas
brincam às revoluções. Na liderança estão Pierre Verkhovenski, filho de um
professor humanista, e Nicolas Stavroguine, um aristocrata cínico que fascina
Pierre pela sua beleza e desprezo pela vida e pelos outros. Stavroguine não
hesita em matar a demente com quem outrora casara por provocação, e de seduzir
Lisa, a filha do governador da cidade. Pierre, ele próprio, está possuído e
cego pela raiva, que guia todos os seus atos. Sob as suas ordens, os jovens
terroristas fanatizados assassinam Chatov, um dos seus, que exprimira intenção
de abandonar o grupo.” O livro: “Publicado pela primeira
vez em 1871, «Os possessos» são o resultado de um processo de escrita complexo:
«A obra nasceu no meio de uma criação dolorosa; o autor estava literalmente
possuído pela sua ideia que o comandava e levava nas direções mais imprevistas,
fazendo-o descobrir horizontes desconhecidos, paisagens aterrorizantes». Os
cadernos de trabalho deixados pelo autor testemunham os seus esforços de
pesquisa e revelam as suas hesitações, as suas dúvidas e contradições. Segundo os
comentários do editor, Dostoievski, movido pelo seu instinto nacionalista,
desejava expressar os seus receios sobre o destino da Rússia, denunciando os
movimentos revolucionários influenciados pelo liberalismo da Europa ocidental e
o ateísmo. Inspirando-se no caso
Netchaiev como ponto
de partida do seu romance, Dostoievski, preocupado com todas as correntes da
oposição, defende uma Rússia conduzida por «um homem russo novo», contaminada por
aquela de uma Rússia pouco a pouco gangrenada pelo socialismo e o niilismo.” “The Stepfather” (1987), real. Joseph Ruben, c/ Terry O’Quinn, Jill
Schoelen, Shelley Hack … com o título local “Assassínios premeditados” estreado
quinta-feira, 25 de maio de 1989 no Império e Politeama. “O filme começa com
Henry Morrison lavando o sangue do corpo, na casa de banho, antes de mudar o
seu aspeto físico e colocando a indumentária antiga numa mala. Após arrumar
algumas coisas, Henry sai pela porta da frente da sua casa, passando
indiferente pelos restos chacinados da sua família e outros, assobiando «Camptown Races». Embarcando num ferry, Henry atira
borda fora a mala contendo os objetos da sua vida antiga. Um ano depois, Henry
– agora vivendo como agente imobiliário chamado Jerry Blake – casou-se com a
viúva Susan Maine. O relacionamento de Henry com a filha de Susan, Stephanie,
de 16 anos, é tensa. O psiquiatra dela, o Dr. Bondurant, aconselha-a a dar uma
oportunidade a Jerry.” Factos: “Filme vagamente baseado
na história de John List, um homem de New Jersey, que matou a família em 1971,
e esteve fugido até 1989, quando a exibição do seu perfil no programa de TV
«America’s Most Wanted», resultou na sua captura.” “Stephanie pega na cassete
dos U2, «Wide Awake in America» e coloca-a no leitor, para abafar os sons da
formicação da mãe. Quando ela carrega no play,
ouvimos «Run Between The Raindrops» de Pat Benatar.” “Stephanie tem 16
anos, mas Jill Schoelen, a atriz que a interpreta, tinha 23
na época, legalizando as cenas de nudez.” “O realizador Joseph Ruben pretendia,
originalmente, Jerry Blake a assobiar a canção de Barbra Streisand, «The Way We Were», mas os direitos sobre a música
revelaram-se demasiado caros.”
____________________
[1] Entre os vários tipos de mãe – mãe
galinha, mãe desleixada, mãe promíscua, mãe extremosa, mãe presente, mãe
compulsiva, etc. – a stage mother é aquela mais amiga dos mercados
da Cultura e das Artes e do desenvolvimento psicomotor da criança. “Stage mother é um termo para a mãe de uma criança-artista. Esta mãe,
frequentemente, leva a criança a audições e ensaios, assegura-se que está no set a horas, paga-lhe formação, etc. O
termo, por vezes, tem uma conotação negativa, sugerindo que a progenitora está
propensa a grosseiramente reclamar tratamento preferencial para o seu rebento,
ou sugerindo que colocou pressão imprópria na sua criança para esta ter sucesso. Alguns acreditam
que a mamã de palco vive os seus
sonhos através da criança.” O cinema retratou-as, por
exemplo, no filme “Bellissima” (1951), real. Luchino Visconti, c/
Anna Magnani, Walter Chiari, Tina Apicella … estreado terça-feira, 24 de maio
de 1955 no cinema Alvalade. Na vida mais real possível, algumas, celebrizaram-se,
como Minnie Marx, mãe-agente dos Marx Brothers ou Dina Lohan, mãe-agente de Lindsey
Lohan. Na Arte, não
putrefaz a exploração do trabalho infantil, uma gangrena entre os pobres
obrigados a trabalhar para comer, à cabeça, as agências
de casting alistam oportunidades para os mais
novos, na publicidade, propaganda política, reclames humanitários, moda,
cinema, teatro, televisão, propulsionando eficácia na mensagem, sem gerar um
grama de exploração infantil. Neste segmento sociológico, o canal TLC rende um
grande serviço ao centro artístico do mundo, os EUA, franqueando múltiplos
espaços para as mamãs de palco e os
seus dotados frutos do seu ventre: “Toddlers & Tiaras” (2009), “Cheer Perfection” (2012), “Raising Fame” (2013) e, para as crianças pretas
- uma sociedade evoluída erradicou totalmente a discriminação - “Little
Miss Atlanta” (2016).
Thamiris Moço Saraiva, medidas aos 12 anos 1,60 m,
75-63-84, sapatos 36, “nasceu em 21 de dezembro de 1998 na cidade de Niterói,
RJ. Aos 2 anos de idade veio com a sua família residir em Itaipuaçu, Maricá.
Cidade na qual iniciou seu caminho ao mundo artístico. O seu primeiro concurso
de beleza foi realizado em Itaipuaçu no ano de 2006, onde concorreu ao título
de Garota Primavera sendo classificada em 1.º lugar.
Logo após foi convidada a fazer parte de um grupo cover, onde dançava e dublava cantoras de sucesso, como Kelly Key, Perla, Calypson, Claudinha Leitte entre outras, em eventos na cidade
de Maricá, Niterói e Rio de Janeiro. Participou de vários desfiles de moda para
roupas de marca e era sempre convidada a participar de eventos na sua região,
pois sua beleza e desenvoltura chamavam a atenção de todos. A sua família vendo
que a garotinha levava jeito para esse mundo fashion resolveu matriculá-la num curso de Passarela
Nit-Models em Icaraí com o renomado João Pedro Sampaio, e a cada dia que
passava mais destaque ela ganhava, e era carinhosamente chamada pelos seus amigos
de Gisele Bitchem mirim. Mas só isso não bastava, ela queria aprender muito
mais, além dos palcos das passarelas, ela queria os palcos dos teatros, e aí a
menininha não parou mais. [Legalmente autorizada pela mãe, Vera Lúcia]. (…). Entre seus trabalhos
artísticos realizados de 2006 até hoje, consta participações especiais na
novela: «Chamas da Vida» - Record / «Fantástico - Quadro Cilada» - Globo /
Anúncios: Bradesco, Renault / Supermercado Mundial / Tang, e um para Austrália
de uma rede de Departamentos. Além de um videoclip do cantor Gusttavo Lima. Na
área de modelo fotográfico tem realizado trabalhos para revista Julie da
França. Para o cinema, está para estrear o curta “O
Hospede” onde ela é
a personagem principal, interpretando a menina Laura.” Em 31 de julho de 2011, “Thamiris
apresentou-se no show cover das Paquitas e também concorreu na categoria
principal do concurso Mini Famosinhas, onde foi consagrada como grande campeã,
conquistando o título de Top Model Famosinha.” {Desfile Lezon Models} {Thamiris entrevistada no programa Veredas}.
Nem
todas as mães acompanham a sua prole na ribalta, muitas dotam na sombra do lar as
descendentes de saber feminino de experiência feito, skills, que sobressairão entre a concorrência, triunfando na
corrida para o degrau classe média, média alta, como, por exemplo, melhores
atrizes da sua geração. Selina
18, 1,70 m, 53 kg, 86-64-89, sapatos 37 ½, olhos verdes, cabelo castanho,
nascida a 14 de fevereiro de 1990 em São Paulo, Brasil. Sites: {Indexxx}
{The Nude} {site}. Obra fotográfica: {fotos1}
{fotos2}
{fotos3}
{fotos4}
{fotos5}
{fotos6}
{fotos7}
{fotos8}
{fotos9}
{fotos10}
{fotos11}
{fotos12}
{fotos13}
{fotos14}
{fotos15
+ Paulina} {fotos16} {fotos19}
{fotos20
+ Paulina} {fotos21
+ Melinda} {fotos22
+ Paulina} {fotos23}
{fotos24}
{fotos25}
{fotos26}.
Obra cinematográfica: {Selina 1} ѽ {Selina 2} ѽ {Selina 3} ѽ {Selina 4}
ѽ {Selina 5} ѽ {Selina 6}
ѽ {Selina
7} ѽ {Selina 8}
ѽ {Selina 9}
ѽ {Selina
10} ѽ {Selina
11} ѽ {Selina
12} ѽ {Selina
+ Melinda} ѽ {Selina
+ Paulina} ѽ {Selina
+ Melinda} ѽ {Selina
+ Paulina} ѽ {Selina +
Paulina} ѽ {Selina
+ Paulina} ѽ {Selina
+ Melinda}. ▬ Paulina 18.
Obra fotográfica: {fotos1
+ Serena} {fotos2}
{fotos3}
{fotos4
+ Serena} {fotos5}
{fotos6} {fotos7} {fotos8
+ Selina} {fotos9}
{fotos10}
{fotos11}. Obra
cinematográfica: {Paulina
1} ѽ {Paulina
2} ѽ {Paulina
3} ѽ {Paulina
+ Melinda}. ▬ Serena 18,
1,65 m, 50 kg, 86-61-86, sapatos 38, olhos castanhos, cabelo ruivo, nascida a 3
de dezembro de 1990 em Cali, Valle del Cauca, Colômbia, t.c.c. Nagore Zabala,
Tania, Tania Spice. Sites: {Babes and Stars} {Define Babe} {Nude
Reviews} {All
Solo Girls} {blog} {site} Obra fotográfica: {fotos4} {fotos5} {fotos11}.
Obra cinematográfica: {Serena
1} ѽ {Serena 2}
ѽ {Serena
+ Cassandra} ѽ {Serena 3}
ѽ {Serena 4}
ѽ {Serena 5} ѽ {Serena 6 + Gigi Spice}
ѽ {Serena
7
+ Isabella Martinez} ѽ {Serena
8 + Isabella Martinez + Gigi Spice}.
[2] «Dona de casa» é a abstração mais
englobante da língua de Camões, nela chapuzam o trolha, o caixa de supermercado,
o operador de call center, o rapaz da
pizza, o escritor, o cientista, o comentador, o colunista público. O ato
cultural mais influente da rua e da academia, em Portugal, foi a novela
radiofónica “Simplesmente Maria”. “Emitido pela Rádio Renascença a partir de março
de 1973, das 13:30 às 14:30, teve duzentos episódios, que passaram para além do
25 de abril de 1974, data da mudança de regime político no país, o que fez
perigar a continuação da radionovela. Esta contava a história de Maria Ramos,
uma rapariga de 20 anos, analfabeta e com oito irmãos, chegada de uma pequena
aldeia a Lisboa para trabalhar como empregada (criada de servir, na designação
da época), enviando todo o dinheiro ganho para a família. Maria (interpretada
por Francisca Maria, já falecida) acabaria por conhecer um jovem de boas
famílias a acabar medicina, Alberto (João Lourenço, atual responsável pelo
Teatro Aberto), de quem engravidou e teve um filho, Tony (interpretado por
Carlos Queiroz, a trabalhar atualmente no Reino Unido). A família de Alberto,
que condenou o romance entre ele e Maria, mandou-o para África. Outras
personagens principais seriam a patroa de Maria (Adelaide João no papel, já
falecida), Teresa, a criada da casa ao lado (com Mimi Gaspar no papel), Carlos,
o amigo de Alberto (desempenhado por Rui Mendes), que namorava Teresa. Se
Teresa critica a jovem criada de trabalhar muito e lhe dava dicas para se
relacionar com a patroa, Carlos gracejava sobre os avanços da conquista de
Alberto. A radionovela traçava uma realidade social das décadas de 1950 e 1960,
quando jovens mulheres arribavam à grande cidade para trabalhar em casas
abastadas. Na história, Maria, por exemplo, trazia uma autorização do pai para
trabalhar, marca significativa da época e da condição da mulher. Original da
Argentina, com Tomé de Barros Queiroz como produtor e Paulo Renato como diretor,
a radionovela teve um enorme impacto na sociedade portuguesa em grande
transformação. Na altura, as alterações tecnológicas favoreciam a escuta, sendo
habitual as pessoas levarem os seus pequenos rádios transistorizados ao ouvido,
como hoje se veem as pessoas a telefonar. Não se conhecia a identidade das
personagens. Esse segredo aumentava o mistério e a curiosidade em volta de «Simplesmente
Maria». Só agora é que se terá revelado publicamente o nome de Francisca Maria,
então com 29 anos, no papel de Maria Ramos. Mas, na época, o nome do ator que
desempenhava o papel de Tony, o filho de Maria, foi revelado acidentalmente.
Carlos Queiroz casou-se (na vida real) com Rossalyn Edwards e a revista Plateia
conseguiu revelar que ele era a personagem Tony, o que o obrigou a pedir
desculpas a toda a equipa de produção da radionovela, por ter quebrado a
obrigação de não mostrar a sua identidade. Então, Francisca Maria vinha dos programas
radiofónicos infantis da Emissora Nacional, Mimi Gaspar, a mulher do produtor
Tomé de Barros Queiroz tinha 40 anos e uma atividade ligada ao canto lírico e
ao teatro e João Lourenço e Rui Mendes eram já dois atores confirmados. A
história, como escrevi acima, provinha da Argentina, assente em contornos
reais, com a verdadeira Maria a chegar a ser proprietária de lojas de roupa,
depois de se dedicar à costura, recebendo apoio de um homem mais velho.”
Esta radionovela
temporalizou uma hora sagrada na sociedade portuguesa. E
aligeirou a circulação de bens culturais. Primeiro, o tema de abertura cantado
pela Tonicha, editado no single “Parole, Parole”, (com João Perry, versão
portuguesa Ary dos Santos) / Simplesmente
Maria (música
Augusto Algueró Dasca, letra Antonio Guijarro Campoy, versão portuguesa Ary dos
Santos, orquestração e direção musical José Calvário) (Orfeu, 1972). “O maestro
Algueiró fez questão que fosse a Tonicha a cantar o tema da radionovela que
fora comprada a Espanha, visto que ele era o autor da música. Ele tinha
orquestrado a «Menina» e trabalhou muito com a cantora em Espanha”. José Cheta também gravou o tema
no EP “Simplesmente Maria (Augusto Alguero, Guijarro, versão
de António José) / História Sem Glória (Sequeira Afonso / José Cheta) / Amor Sobre A Neve (Sequeira Afonso / Paulo / Clareza)
/ Canção De Infância”
(Sequeira
Afonso / Paulo / Clareza) (Decca - SPEP 1429 - 1973). Depois, no campo
editorial foi publicada uma revista
semanal de enorme
sucesso, diretor, José Maya, impressa em Espanha e distribuída pela
Regimprensa. Naturalmente, o Parque Mayer encenou uma rábula, esta pela Ivone
Silva editada no single “Simplesmente
Maria” (Aníbal Nazaré / H.
Santana / J. Nobre / Parreirão / Vitor Bonjour) (Roda - RPE 1285 - 1974). “A
pobre Maria / Chegou à cidade,/ Só para servir / Tinha habilidade... // Não
sabia nada / Chegou de Moncorvo / E foi pra uma casa / pra servir de
estorvo..." Parte da revista
“Ver, ouvir… e calar” (1973) em cena no teatro Maria Vitória, aquando do 25 de abril. “Com a liberdade conquistada a 25 de abril de 1974,
Aníbal Nazaré, Henrique Santana e Henrique Parreirão – os autores da revista
que estava em cena nesta casa com o título «Ver,
ouvir… e calar» – mudaram
rapidamente o seu nome para «Ver, ouvir…e falar», assumindo um ponto de viragem
na liberdade criativa e de expressão dos autores de revista.” E, por fim, o inestimável Cândido
Mota deu ar da sua graça com o single
“Maria…
simplesmente” (Movieplay
- SP 20 088 - 1973).
A telenovela
“Simplemente María”, uma produção da Panamericana
Televisón, Peru,
baseada na história original da escritora argentina Celia Alcántara, com
adaptação da dramaturga mexicana Caridad Bravo Adams. “María Ramos Flores (Saby
Kamalich) é uma humilde camponesa que viva numa zona rural (Apurimac) com seu
pai e vários irmãozinhos menores que deve sustentar. Viaja para Lima, cidade
que nunca conheceu em busca de trabalho digno que lhe permita enviar dinheiro
para os seus familiares. Na capital, consegue um emprego como empregada
doméstica, faz amizade com Teresa (Mariella Trejos), a criada da casa ao lado,
com quem começa a passear aos domingos, o seu dia de folga. Numa dessas tardes dominicais, as
moças conhecem Roberto Caride (Ricardo Blume), um estudante de medicina aristocrático
que, acompanhado do seu melhor amigo Carlos (Hernán Romero), propõe-se
conquistar aquela humilde, mas bela mulher. Logo, Roberto seduz e engravida
María. Ao tomar conhecimento da gravidez, o jovem abandona-a por pressão da
família e amigos, que o induzem a deixá-la, porque casar com ela só lhe traria
problemas, devido à simplicidade da moça provinciana, empregada doméstica e sem
nenhum tipo de educação. Paralelamente a estes acontecimentos, Teresa conta a
María que perto dali vive Esteban Pacciarotti (Braulio Castillo), um professor
primário que no horário noturno ensina gratuitamente adultos a ler e escrever. Esteban
vive com a mãe, dona Pierina (Elvira Travesi), e os seus quatro irmãos menores.
Graças a Teresa, María conhece o professor que lhe propõe ensinar-lhe a ler e
escrever. Com o apoio de Teresa, Esteban e dona Pierina, María segue em frente
com a gravidez. Pouco depois do nascimento do filho Antonio, Roberto regressa
para ela e promete que se casará mal termine os estudos. Com o tempo, Maria
compra, com as suas economias, uma máquina de costura Singer (a Singer
Corporation presenteou Saby Kamalich com uma máquina de costura de ouro pelo
aumento de vendas no Peru), que termina de pagar a longo prazo graças à ajuda
dos seus amigos mais queridos que vivem na pensão propriedade de dona Pierina. Entretanto,
o tempo passa, María aprende a costurar e arranja trabalho de modista. Mas,
quando Roberto se licencia casa-se com a frágil Angélica (Ines Sanchez Aizcorbe) e María,
desenganada, decide esquecer o amor e seguir em frente.”
Extraído da
telenovela o filme “Simplemente María” (1969), real. Carlos Barrios
Porras, c/ Saby Kamalich, Ricardo Blume, Braulio Castillo … estreado
segunda-feira, 1 de outubro de 1973 nos cinemas Aviz e Odéon*, provocou enormes filas nas bilheteiras, estimulando
um próspero empreendedorismo de venda de bilhetes na candonga.
__
* “Foi uma das maiores salas de
cinema do país (uma das preferidas de Salazar), palco das estreias dos grandes
clássicos portugueses como o «Pátio das Cantigas» ou o «Leão da Estrela» e
local escolhido pelas estrelas da época como Madalena Iglésias ou António
Calvário para as suas atuações. Inaugurado em 1927, o cinema Odéon, com 5 mil metros quadrados e
situado numa das zonas mais nobres de Lisboa (tendo por vizinhos o Condes,
atual Hard Rock Café, e o Ateneu de Lisboa, nas Portas de Santo Antão) foi
durante décadas um espaço de cultura e glamour, ainda que tenha terminado os
seus dias a passar filmes pornográficos. Está há 20 anos encerrado, num penoso
processo de degradação que corre o risco de ser irreversível.” “Na sequência da estreia de «Uma hora de amor» (1964), quarta-feira, 24 de junho
de 1964, de que eram protagonistas António Calvário e Madalena Iglésias, dois
cantores que integrariam outros desses filmes durante quase uma década. Tantos
foram os admiradores que os quiseram ver na noite de estreia do filme que a
Presidência da República alertou os responsáveis do cinema Odéon, mítica
sala de espetáculos onde, por norma, se exibiam melodramas portugueses,
espanhóis e mexicanos e onde se apresentara «Uma hora de amor», para o facto
de nunca em Portugal deverem concentrar-se mais pessoas, fosse para que
evento fosse, em número superior ao verificado aquando de qualquer
presença pública do Chefe de Estado, na época o almirante Américo Thomaz
(1894-1987).”
no aparelho de televisão
“Anna” (1987),
real. Frank Strecker, c/ Silvia
Seidel, (suicidou-se a 31 de julho de 2012, a sua mãe,
Hannelore Seidel, suicidara-se em outubro de 1992), Patrick Bach, Eberhard Feik,
João
Ramos … minissérie alemã de
seis episódios transmitida na RTP 2 pelas 18h40, às quintas-feiras, de 19 de
outubro / 23 de novembro de 1989. Anna, jovem aprendiz de bailarina, vê os seus
sonhos tragicamente comprometidos ao sofrer um acidente de automóvel que a
impede de continuar a dançar. Desmoralizada, sente o mundo desabar à sua volta,
até ao momento em que Rainer Hellwig (Patrick Bach) entra na sua vida.
Paraplégico, constrangido a viver numa cadeira de rodas, Rainer tem um
inquebrantável gosto pela vida que acaba por contagiar Anna: pouco a pouco,
recobra o ânimo e volta às aulas de dança. “A minissérie foi um dos programas
de muito sucesso da estação ZDF transmitida todos os Natais. Uma sequência de tango, [canção: «My Love Is a Tango» (1988), p/
Guillermo Marchena], causou uma corrida às escolas de dança entre adolescentes
e jovens adultos na Alemanha (1987-88).” [1] “Pisca Pisca” (1989),
real. Nuno Teixeira, c/ Armando Cortez, Luísa Barbosa, Natalina José, Florbela
Queiroz, Rosa do Canto, Júlio César, Fernando Mendes e Paula Cruz. Série portuguesa
transmitida na RTP 1 pelas 22h40, aos sábados, de 23 de novembro / 9 de
dezembro de 1989. “O centro de ação é a família Cabrita, cujos sonhos,
anseios e devaneios são o ponto de partida para as «fantasias musicais» que se
sucedem. Vítimas do problema da habitação, vivem todos num apartamento por cima
da garagem que dá sustento à família. Quarto de dormir, só há um. Assim, os
mais novos disputam, à noite, um sofá de napa para passar a noite. Todos os
dias sonham, claro está, que poderão chegar a ser ricos e passar umas férias –
sabe-se lá – em Badajoz… Em casa, é Cabrita (Armando Cortez) quem dá as
sentenças e Berta (Luísa Barbosa) quem trabalha. Na garagem, João (Florbela
Queiroz) sonha com um marido e recorda o seu amado Sebastião, que desapareceu
no nevoeiro; enquanto isso, Miló (Rosa do Canto) controla os táxis pela rádio.
Belarmina (Natalina José) conduz um deles e tem alguns problemas com os
fregueses. Ao lado, no cabeleireiro, acontecem as coisas mais insólitas, em
parte devido ao facto de Orlando (Júlio César) fingir que é homossexual para
agradar as clientes. Enquanto isso, Juvenal (Fernando Mendes) tenta namorar a
Alicinha (Paula Cruz). O membro mais sensato da família – ainda não referido –
é o peixinho Peixoto, que estabelece a ligação com o público, fazendo o relato
dos acontecimentos.” “Water Under the Bridge” (1980), real. Igor Auzins
c/ Robyn Nevin, Jacki Weaver, David Cameron … minissérie australiana, com o
título local “Quanta água correu debaixo da ponte”, transmitida na RTP 1 pelas
18h05, aos dias de semana, de quinta-feira, 3 de agosto / quinta-feira, 10 de
agosto de 1989. Baseada na novela homónima do escritor Summer Locke Elliott
“Water Under the Bridge” é uma série produzida pela televisão australiana. A
série conta a história de uma cantora que abdica de grande parte da sua vida
privada e profissional para criar o filho de um casal amigo, vitimado pela
epidemia de gripe de 1919. “A tribo das
penas brancas” (1989), real. Jorge Cabral, série
transmitida na RTP 1 pelas 13h10, aos sábados, de 5 de agosto / 16 de setembro de
1989. “Tudo começa quando Laura (Isabel Bernardo), uma jovem de 17 anos, vem
morar para Portimão. Após alguns percalços iniciais de adaptação, acaba por se
tornar amiga de dois irmãos, Ana (Rita Blanco) e Guilherme (João Cabral).
Unidos pelo gosto pela aventura e tendo como sede um jipe abandonado, o trio
autonomeado a Tribo dos Penas Brancas [2]. 2.º
episódio “O segredo de Edward Simpson” / 3.º episódio “O resgate de Helen
Simpson”: “O célebre físico-nuclear canadiano Edward Simpson (Ruy de Carvalho)
vem a Portugal com a sua filha Helen (Suzana Borges) para uma conferência sobre
física nuclear (apesar de canadianos, falam um português corretíssimo e sem
qualquer sotaque). Um par de malfeitores composto por uma elegante vamp de sotaque espanholado (Manuela
Carona) e um homem mal-encarado (João de Carvalho) raptam Helen para que o seu
pai lhes entregue um dossier com informação top
secret. Ana, Laura e Guilherme acabam por se envolver na intriga para
resgatar Helen e impedir que os bandidos se apoderem do dossier.”
[3] “Een gang strømer...” c/ Jens
Arentzen, Jens Okking, Suzette Kempf … série dinamarquesa, com o
título local “Era uma vez um polícia…”, transmitida na RTP 1 pelas 21h35, às terças-feiras, de
13 de junho / 18 de julho de 1989. 1.º episódio: dois polícias diferentes têm
um objetivo comum: descobrir o Mr. Big que eles julgam responsável por uma onda
de crimes. O jovem e ambicioso Sten Dahl (Jens Arentzen) consegue a muito custo
convencer os seus superiores a darem-lhe um pequeno grupo que o apoie nas
investigações tentando descobrir ligações entre os vários crimes. 2.º episódio:
o cunhado de Lis (Suzette Kempf) foge da prisão com Hassan (Sebastian
Sabatt), o seu melhor amigo. Eles querem vingar-se. O que podia ser uma vulgar
fuga atinge proporções trágicas. Entretanto o político Poul Bremer (Henrik
Larsen) está a torna-se num peão de um jogo quase impenetrável – as ligações
entre o grande capital e o crime violento. 3.º episódio: fugidos da prisão,
Frank (Martin Rode) e Hassan apenas pensam em vingar-se. Certos de que existe
uma ligação entre o dinheiro e o crime cometido, dirigem-se à casa que Poul
Bremer possui na praia, e exigem-lhe que os ajude a sair do país. John Sparking (Torben
Jensen), amigo de Bremer e dono de um estaleiro, promete ajudá-los. 4.º
episódio: o chefe da polícia nunca gostou particularmente do trabalho de Sten
Dahl e resolve dissolver a Brigada Especial, alegando que os resultados
apresentados são insuficientes. Essa decisão é tomada precisamente na altura em
que Sten está prestes a capturar Big. Os acontecimentos também afetam Karl (Jens Okking),
o velho polícia, que, forçado a sair da apatia em que se encontra, resolve
interferir no caso. 5.º episódio: Karl resolve tirar umas férias. Vai procurar
desmantelar uma rede de contrabando com a ajuda dos informadores de Sten. Ele
vai seguir uma pista que o leva ao Mónaco, França e Itália. 6.º episódio: Mr.
Big está quase encurralado. Karl e Sten conseguiram reunir as provas de que
necessitavam. Chegou a altura de o prender para que a sociedade possa respirar
de alívio, com o desmantelar desta rede. Pelo menos é o que pensa toda a gente…
____________________
[1] Nas
sociedades de mercado evolucionado, os jovens expressam-se através da arte. Assim
se expressa Penelope
B, 1,68 m, 47 kg, 89-62-91, olhos e cabelo castanhos, nascida a 2 de março
de 1992, t.c.c. Anna S (Euronudes), Evie (Errotica-Archives), Lilly (avErotica}, Linda (Amour Angels), Penelope
(Rylsky Art), Penelope
B (Met-Art) ∙ (Eurotic Beauty) ∙ (Met
Models}, Rada (Just
Teens Porn), Raia (Femjoy), Silvia (ePantyhose
Land) ∙ (Lacy
Nylons) ∙ (Nylon
Feet Line) ∙ (Panty
Job), Slava Foltos (Defloration), Synny (Fedorov HD}, Vinona (Domai) ∙ (Goddess Nudes) ∙ (Rigin
Studio). “Estuda num instituto (uma especialização em
Relações Públicas). Desde a infância que estuda música. Toca piano e violino
perfeitamente. Estuda inglês e francês. Rapariga atlética. Profissionalmente
está envolvida em corrida e participa em competições. Miúda alegre e sociável.” Sites: {Indexxx} {Porn
Teen Girl} {Elite Babes} {The Nude} {Define
Babe} {Euro
Babe Index} {LiveSisters} {Motherless} {Nudes.cz}. Obra
fotográfica: {fotos1} {fotos2} {fotos3} {fotos4} {fotos5} {fotos6} {fotos7} {fotos8} {fotos9} {fotos10} {fotos11} {fotos12} {fotos13} {fotos14} {fotos15} {fotos17} {fotos18} {fotos19} {fotos20} {fotos21} {fotos22} {fotos23} {fotos24} {fotos25} {fotos26} {fotos27} {fotos28} {fotos26} {fotos27} {fotos28} {fotos29} {fotos30} {fotos31} {fotos32} {fotos33} {fotos34} {fotos35} {fotos35} {fotos36} {fotos37} {fotos38} {fotos39} {fotos40} {fotos41} {fotos42} {fotos45} {fotos46} {fotos47} {fotos48} {fotos49} {fotos50} {fotos51} {fotos52} {fotos53} {fotos54} {fotos55} {fotos56} {fotos57} {fotos58} {fotos59} {fotos60} {fotos61} {fotos62}. Obra
cinematográfica: {Flashing
Outdoor 1} ѽ {Flashing
Outdoor 2} ѽ {Flashing
Outdoor 3} ѽ {Slava
Foltos Solo 1} ѽ {Slava
Foltos Solo 2} ѽ {Panty
Job} ѽ {Shells}.
[2] No século XX, os diamantes foram os
melhores amigos da mulher, no século XXI, são os melhores manos dos jogadores
de futebol e a mulher amistou-se com novo cúmplice: a webcam. A arte de Talma de uma desconhecia, Keeaira Mckee, produtora
de duas obras-primas {“Masturbates in Shower”} ѽ {“Teen Shower Head Fun”} ∙ {fotos}. Sem perfil, dados biográficos ou
métricos na net, louva-se-lhe a
excelência performativa. “O vício é tremendo nesta jovenzinha, basta ver as
caretas que faz e como se vem de prazer. Inclusive chupa os dedos para lamber o
seu delicioso fluxo orgásmico.”
[3] A vontade
de saber. “Morrem mais pessoas todos os anos da queda de cocos do que de
ataques de tubarão.” “Triscaidecafobia é o medo irracional do n.º 13. E o medo
específico de sexta-feira 13 é a frigatriscaidecafobia.” “As corujas são os
únicos pássaros capazes de ver a cor azul.” “O primeiro automóvel em Portugal
foi um Panhard & Levassor, importado de Paris pelo conde de Avilez, em
1895.” “A idade média da mãe ao nascimento do primeiro filho, em Portugal, é de
29,7 anos.” “Em japonês, karaoke vem da junção das palavras «orquestra» e
«vazia».” “O coração de uma baleia azul é do tamanho de um Volkswagen Carocha.”
“O papagaio do presidente Jackson, dos EUA, foi expulso do funeral dele por
dizer palavrões.” “Num dia, 20 de fevereiro de 1913, o México teve três
presidentes: Madero, Lascuráin e Huerta.” “O ketchup chegou a ser vendido como
medicamento por volta de 1835 nos EUA, em pílulas contra a diarreia e a icterícia.”
“O Nepal é o único país no mundo que não tem uma bandeira retangular.” “O
primeiro livro impresso em Portugal saiu da oficina de Samuel Gacon, no
Algarve, em 30 de junho de 1487”.
na aparelhagem stereo
No fértil
prado da imaginação a liberdade artística corre livre, “Não Papo Grupos”, p/ David
Carreira, c/ o novel Herói Nacional, Ricardo Quaresma. Na trapeira com cheiro a
fado o povo da arte de bem receber papa grupos, e às paletes. “O valor
acumulado dos juros que as empresas públicas de transportes devem ao banco
Santander Totta (BST) atingiu 396 milhões de euros em junho último, mais 27%
que o registado no final do ano passado. Em dezembro, estas empresas deviam 311
milhões em juros não pagos ao BST. Estes encargos dizem respeito aos contratos
de swaps assinados entre aquelas
empresas e o banco entre 2005 e 2007 e cujos pagamentos de cupões forem
suspensos por decisão do governo anterior em 2013, invocando que os mesmos
eram inválidos, já que lesivos para as empresas públicas envolvidas.
Esta decisão motivou o início de uma disputa judicial entre o Estado e o
Santander, com o banco a levar a questão para os tribunais ingleses – conforme
previsto pelo assinado entre as partes aquando da celebração dos contratos. O
tribunal acabou por decidir a favor do BST em fevereiro último, tendo o Estado
avançado com um recurso em março – recurso esse que ainda corre.” [1]
A carantonha
da preocupação do Estado português sobre os dinheiros públicos fá-lo chover
dinheiro em busca da decisão conhecida: o Estado português perderá o recurso. “A
Cardigos apresenta uma fatura-extra de 215,8 mil euros, dos quais 105 mil serão
suportados pela Metro de Lisboa. O resto será dividido entre as outras três
empresas representadas: a STCP, a Carris e a Metro do Porto. Também a
Lipman Karas apresentou nova conta, de 453 mil euros, não ficando na
comunicação claro se este valor é só para a Metro de Lisboa ou a dividir pelas
quatro empresas. A divisão, a fazer-se também neste caso, obedece ao rácio da
exposição total das companhias aos swaps
do Totta: 4% da Carris, 48,5% da Metro de Lisboa, 39,5% da Metro do Porto e 8%
da STCP.” [2] Dinheiro que se evaporará como um perfume… Kenzo World
(79.00 €). “Kenzo World de Kenzo é um perfume Floral Amadeirado Almiscarado
Feminino. Esta é uma nova fragrância. Kenzo World foi lançado em 2016. O
perfumista que assina esta fragrância é Francis Kurkdjian. A nota de topo é
Frutas Vermelhas as notas de coração são Peônia, Notas florais e Jasmim egípcio
a nota de fundo é Ambroxan.”
– Especificações do vídeo, interpretação, Margaret Qualley, 1,75 m, 56 kg,
84-61-86, sapatos 40, olhos azuis, cabelo castanho claro, nascida a 23 de
outubro de 1995 em Montana, filha de Andie MacDowell. Realizado por Spike Jonze,
com música do seu irmão, Sam Spiegel. Jonze sacolejara Chistopher Walken no
vídeo “Weapon Of Choice”
(2001), p / Fatboy Slim.
Fragrância
de 80:
█ “Breathe” ♫ “Holy” ♫ “Whore
Of Satan” (1997), p/ Rockbitch.
“Quando uma mulher nem sequer se pode despir da cintura para cima e tocar um danado
solo de guitarra de cabeça para baixo, estando a cantora principal a fodê-la
com um strap-on, enquanto um membro
do público lhe lambe os pés, sem que as autoridades queiram proibir maiores de
18 anos de virem vê-lo, bem, ao que chegou o mundo do rock e da rebelião?” “Rockbitch foi uma banda britânica de metal composta por expatriados,
maioritariamente feminina, mais conhecida por atuarem nuas e incorporando atos
sexuais e rituais pagãos nos seus espetáculos. Rockbitch foi originalmente
formada em 1989, como Cat Genetica, pela baixista Amanda Smith-Skinner (The
Bitch) e o guitarrista Tony Skinner (The Beast). A banda foi mais tarde
rebatizada Red
Abyss [3], e envolveu outros
membros da comunidade matriarcal, poliamorosa, pagã e feminista, que os
Smith-Skinner foram os primitivos fundadores. Musicalmente, os Red Abyss inspiravam-se
no jazz, funk e rock, liderados
pelos vocais, influenciados por Janis Joplin, de Julie Worland. Com o tempo, a
sua música tomou uma forma punk
pesado e metal. Os Red Abyss trocaram
para o nome Rockbitch quando a formação mudou: o baterista masculino (Steve)
foi substituído por Jo Heeley. A composição variou ao longo do tempo com
personagens como «Luci a porca do palco», Kali [4],
Martina e Chloe, as Sacerdotisas do Sexo Mágiko. As duas primeiras eram
inicialmente uma combinação de artistas performativas sexuais e equipa de
filmagem direta, captando grandes planos da ação no palco para serem exibidos
no ecrã atrás. Elas também eram responsáveis pelo enredo dos vídeos artísticos
dos assuntos relacionados com as canções. Estes incluíam imagens explícitas e
perturbadoras de clitoridectomia infantil, apedrejamento de mulheres adúlteras,
compulsão alimentar / modelos a vomitar, etc. No seu projetado último concerto
(num festival motard), a decisão de materializar em palco o sexo orgiástico
pagão da sua vida doméstica deu origem às Rockbitch. «Rockbitch
Full Concert – Fist Fucking and Dildo Games on Stage». A banda
fez uma tournée pela Alemanha, França, Suíça, Holanda, Suécia, Dinamarca, Reino
Unido (mas foram banidos na Escócia), Itália, Finlândia, Eslovénia, República
Checa e Estónia, e fizeram uma tournée promocional que envolveu o Canadá (mas
acabaram sendo banidas das pretendidas salas sem terem tocado), enquanto
divulgavam a sua nova filosofia de emancipação através da liberdade sexual. As
Rockbitch tornaram-se infames não só por realizarem atos sexuais ao vivo, mas
também por fazê-lo com membros do público através do «Preservativo Dourado». A
determinado momento do seu espetáculo, um preservativo é atirado para a
audiência e, seja quem for que o apanhasse (homem ou mulher), era levado para
os bastidores para ter relações sexuais com um ou mais membros da banda. (…).
Após o lançamento do seu primeiro álbum de estúdio, «Motor Driven Bimbo», que
recebeu críticas favoráveis em muitos países (revista OOR na Holanda, Reino
Unido e Japão), as Rockbitch foram despedidas pela sua editora. Um segundo
álbum, com influência gótica, chamado «Psychic Attack», nunca foi publicado.
(…). Em 2005, a formação completa dos últimos dias da banda emergiu sob o nome MT-TV. Este foi
apenas um projeto musical, sem sexo ou nudez dos tempos das Rockbitch, mas que
incorporava encenações em palco.” [5] “Babe” (Lisa Wills) em “This
Is Rockbitch”: “Tocamos rock.
Vivemos juntas numa comuna. Amamo-nos umas às outras. Fazemos sexo em conjunto.
Somos principalmente mulheres. Somos exatamente o que afirmamos ser. Somos o
que se obtém quando mulheres fortes [6]
inteligentes decidem libertar-se das expetativas das outras pessoas, e vivem
perto do coração, da verdade, do sexo. Acreditamos na emancipação através da
liberdade sexual e através da evolução da mente e do espírito, exatamente através
dela. A vertente Rockbitch foi um acidente. É o que se obtém quando feiticeiras
do sexo decidem formar uma banda.”
█ “Main dans la main” (1980) ♫ “Le telephone” (1982), p/ Elli
et Jacno. “É um duo
de pop francês ativo no início dos
anos 80, composto por Elli Medeiros (palavras e canto) e Denis Quilliard,
t.c.c. Jacno (composição e teclados) [7]. O
grupo formou-se em 1980 pela dupla motora dos Stinky Toys, grupo punk francês. A sua música é reconhecida
pelas melodias minimais de Jacno, essencialmente composta por acordes obtidos
no sintetizador e as palavras de Elli, evocando muitas vezes o amor, seja ele
triste ou alegre. Multinstrumentista, Jacno tocava, depois misturava ele
próprio sintetizador, guitarra e caixa de ritmos, na gravação, e acompanhava
por vezes Elli nos coros. Da sua colaboração nascem três álbuns, dos quais «Les nuits de la pleine lune» (1984),
banda sonora do filme homónimo de Eric Rohmer. O duo separa-se no início de
1985, Elli Medeiros prosseguiu
a sua carreira de cantora e atriz. Quanto a Jacno, editou vários álbuns e continuou
a sua carreira de produtor.” “Denis
Quilliard, dito «Jacno», era um músico, cantor e produtor francês, nascido a 3
de julho de 1957 em Paris, falecido de cancro na mesma cidade, a 6 de novembro
de 2009. Ele escolheu este nome artístico, porque nos maços de cigarros
Gauloises, que apreciava, figurava um capacete gaulês, assinado «Jacno», do
designer Marcel Jacno. Mesmo que ele nunca se assumisse como tal, foi o
fundador de um dos primeiros grupos associados à primeira vaga do punk francês, os Stinky Toys, com Elli
Medeiros, desde julho de 1976, donde resultarão dois álbuns publicados pela
Polydor e produzidos pela Celluloïd, louvados entre outros por Alain Pacadis.
Mudando radicalmente de estilo em 1979, alcançou sucesso a solo com uma peça
instrumental tocada no sintetizador e guitarra, «Rectangle», que
encontramos mais tarde na publicidade da marca Nesquik, e que
conhecerá versões posteriores, incluindo uma de 1999, de Gigi d’Agostino sob o
título «La passion». «Rectangle»
impõe o «som Jacno», limpo e cristalino, cuja claridade e simplicidade acertam
em cheio no início dos anos 80. O que ainda não se chamava um videoclip, mas
que consistia numa espécie de curta-metragem promocional com duração de 8
minutos, chamada «Rectangle, deux chansons de Jacno», foi
rodada por Olivier Assayas numa das torres Perspective do bairro Beaugrenelle,
em 1979, para a nova etiqueta Dorian Le Disque Moderne, fundada por Jean-Luc
Besson, que coproduzirá o primeiro 33 rotações de Jacno.” [8] █ “Oh! tous les soirs” (1987) ♫ “Natalie Wood” (1990), / Jil Caplan. Nascida Valentine Guilen, a 23 de outubro
de 1965, em Paris, é uma cantora e compositora francesa. “Depois de um bacalaureato
literário obtido por milagre, arrumo os meus estudos de literaturas modernas na
Sorbonne para me inscrever na Cours Florent. Tenho 19 anos, e saio quase todas
as noites para as discotecas mais underground
de Paris, coleciono biscates, e vivo num cubico acanhado sob os telhados de St.
Ambrose. Mas, enfim, curto tudo o que gosto. Encontro uma noite, depois de um
concerto dos Fleshtones, Rico,
Trambert e JP, que formavam um grupito de garagem, Les Innocents. Eu não sabia,
naquele momento, até que ponto encontrá-los iria mudar a minha vida, e de forma
definitiva. Um amigo de um amigo envia uma maqueta dos Inno a um músico,
compositor, orquestrador… um tal Jay Alanski, que compôs «Banana split». O tipo em
questão gosta particularmente da faixa «Jodie», que JP
compôs escutando «Night Shift» dos
Commodores, e desejava entrar em estúdio com o grupo. No verão de 1986, todo
este pequeno mundo estava efervescente, a bombar. Naquela altura, eu trabalhava
numa casa de moda para ganhar dinheiro, e junto-me a eles à tardinha no estúdio
Garage, aninhado nos confins do 20.º arrondissement…
Jay Alanski estava aos comandos. Bombardei-o com perguntas: Porque é que grava
três guitarras em vez de uma? E por que é que mete eco no teclado? Resumindo,
uma tagarela… Mas isso agradou-o, esta garota curiosa, que parece não ter medo.
No final das sessões de gravação, ele propôs-me que nos voltássemos as
encontrar, para fazer um teste numa das suas canções… Neste ponto da minha
vida, faço audições para a publicidade de Mr Propre e outras biscas, vivo ainda
no meu quarto de criada de 6x2 e sentia-me bem longe da atriz dramática em que
iria tornar-me. No mês de janeiro de 1987, finalmente, o encontro com Jay
acontece. Encontramo-nos no café Mac-Mahon e como me sentia muito nervosa, num
gesto desajeitado, atiro o seu walkman
ao chão. Bom, felizmente o resto passou-se bem. Escuto «Tard dans la nuit» e
decidimos encontrarmo-nos para trabalhar na canção.” [9]
_________________
[1] O
capitalismo obsequia oportunidades justas para todos, para as jovens é a Arte. Valentina, 1,73 m, 53 kg, 83-59-89, sapatos 39, nascida Irina
Aleksandrovna Pischasova (Ирина Писчасова) a 4 de setembro de 1982 em Grozni.
“No inocente corpo esguio desta miúda esconde-se o mistério do grande reino antigo
do oriente. Aí, vive a graça felina e a feitiçaria enigmática da deusa egípcia
Bastet. Você pode apanhar um vislumbre da sua implícita sexualidade em cada
gesto, olhar, curva do corpo. Pernas bem torneadas, apetitosa forma das ancas,
seios trémulos, lábios sensuais e olhos expressivos compõem uma imagem única de
santidade e vício. Alegria cintilante e franqueza de alma refletem a luz que
atrai os seus numerosos amigos e admiradores. A facilidade com que ela
estabelece contactos pessoais é surpreendente e inconcebível. Sem nada fazer
para atrair a atenção ela está sempre na encruzilhada de desejos secretos e
impulsos sexuais. Aparência multifacetada, ela é brilhante e, escrupulosamente,
cria uma realidade da ideia básica do artista. Ao ponto que, Valentina, com
êxito, combina simplicidade elegante e requintada mestria, ela é uma serva dos
admiradores da bela arte erótica.” Escreve Galitsin:
“Digite no Google Valentina, Galitsin Valentina, Irina Pischasova, Irina
Galitsina, Irina, Irishka, Kosulechka, e muitos mais outros ternos e doces nomes…
Valentina é o nome da sua mãe, a sua fiel e honesta mãe… A sua amiga Julia
também é conhecida sob o nome Valentina. (…). A sua amiga Julia Zankina
apresentou-nos a 13 de março de 2001. Vivemos juntos desde 2004. Casámo-nos a
17 de janeiro de 2009. Ela é uma modelo insubstituível, uma talentosa
organizadora e também uma amiga fiel. E agora ela é a minha esposa e também a
mãe dos nossos filhos… Não tiramos muitas fotos… Sobretudo, gostamos de tirar
fotos um ao outro. Também temos um sonho.” Sites: {jeuneart} {The
Nude} {hqcollect} {Which
Pornstar}. Obra fotográfica: {fotos2} {fotos3} {fotos4} {fotos5} {fotos6} {fotos7}. Entrevista: P: “Quais
pensas que são as tuas melhores características?”, Valentina: “A minha bela
personalidade, sou muito alegre e gosto do meu sorriso. Também gosto da
interessante forma dos meus olhos.” P: “Cor favorita”, Valentina: “Dourado e
laranja.” P: “Programas de TV favoritos, lista de nomes”, Valentina: “Silver
Balls e Good Night, Kids.” P: “Livros favoritos, lista de títulos”, Valentina:
“Anatom e Merciful, The Magus, John Fowles.” P: “Filmes favoritos, lista de
títulos”, Valentina: “Kill Bill, Holidays in Rome.” P: “Música favorita, lista
de títulos”, Valentina: “Gosto de trip-hop
e música pop como os Europe.” P:
“Altura favorita do dia, porquê?”, Valentina: “A manhã, levanto-me às 12h00,
tenho muito tempo e estou com boa disposição.” P: “Qual é a tua formação?
Curso?”, Valentina: “Aluna de uma escola de fotografia.” P: “Falas
outras línguas?”, Valentina: “Não.”, P: “Lugar favorito para viajar, relaxar ou
visitar”, Valentina: “A natureza nos arredores da cidade, a beira-mar
(Lazarevskoye) e gosto de ir ao cinema à noite.” P: “Quais foram os locais que
visitaste?”, Valentina: “Moscovo e Lazarevskoye.” P: “Qual é o teu feriado
preferido? (Natal, dia dos namorados, dia de ação de graças, etc.)”, Valentina:
“O dia dos namorados.” P: “Comida favorita, lanches, doces”, Valentina: “Arroz
da Turquia, caviar preto, chocolate e panquecas com morangos frescos.” P: “Qual
é o teu carro de sonho?”, Valentina: “Porsche Cayenne S.” P: “Qual é o teu
emprego de sonho?”, Valentina: “Fotojornalista.” P: “Descreve o teu lugar
favorito para fazer compras”, Valentina: “Park House.” P: “Quais são os teus
passatempos?”, Valentina: “Gosto de ler, conhecer raparigas e convidá-las para
trabalharem comigo e o Grig Galitsin.” P: “Ocupação?”, Valentina: “Assistente
de Grig Galitsin.” P: “Tens algum animal de estimação?”, Valentina: “Na casa
dos meus pais tenho um cão e dois gatinhos.” P: “Estado civil”, Valentina: “Vivo
com o Galitsin.” P: “O meu pior hábito é…”, Valentina: “Morder.” P: “A única
coisa que não suporto é…”, Valentina: “Eu aguento tudo.” P: “Que animal melhor
descreve a tua personalidade e porquê?”, Valentina: “Um macaco, sou barulhenta
e engraçada.” P: “As pessoas que me conheceram no liceu pensavam que eu era…”, Valentina:
“Sensível e gentil.” P: “Como é que descontrais ou passas o teu tempo livre?”, Valentina:
“Vou a cafés e ao cinema com o Galitsin, converso com os meus amigos.” P: “Qual
foi o momento mais feliz da tua vida?”, Valentina: “A nossa viagem a
Lazarevskoye.” P: “Quais são as tuas esperanças e sonhos”, Valentina: “Quero
ser uma grande fotógrafa e publicar um livro com as minhas fotos.” P: “O melhor
conselho que já me deram foi…”, Valentina: “Posar nua para o estúdio Galitsin,
depois disso mudei a minha maneira de pensar e valores de vida.” P: “Que tipo
de cuecas usas, se algumas”, Valentina: “Odeio usar cuecas.” P: “O tamanho
importa? Qual é a tua medida ideal?”, Valentina: “Quanto a mim, o tamanho não
importa nada.” P: “Descreve a tua primeira vez (pormenores, local, reflexões,
satisfação, etc.)”, Valentina: “Foi numa grande banheira com o Galitsin, fiquei
satisfeita.” P: “O que te excita?”, Valentina: “Corpos de mulheres bonitas.” P:
“O que te desliga?”, Valentina: “Mãos sujas.” P: “O que te faz sentir mais
desejada?”, Valentina: “Palavras sobre o amor.” P: “Melhor maneira de te dar um
orgasmo?”, Valentina: “Não sei.” P: “Qual foi o teu melhor ou mais prazeroso
orgasmo?”, Valentina: “Todos os meus orgasmos são muito prazerosos e
inesquecíveis.” P: “Masturbas-te? Com que frequência? (dedo, brinquedos ou
ambos)”, Valentina: “Não.” P: “Qual foi o teu primeiro fetiche, se algum?”, Valentina:
“Com a minha boneca Barbie despida.” P: “Qual é o lugar mais exótico ou invulgar
em que fizeste sexo? Ou onde gostarias que fosse?”, Valentina: “Num carro perto
do lago Elton.” P: “Posição sexual favorita, porquê?”, Valentina: “A normal com
algumas particularidades.” P: “Descreve um dia típico da tua vida”, Valentina:
“Levanto-me as 11h00 ou 12h00. Em seguida, faço os exercícios matinais (quando
o Galitsin me obriga a fazê-los) e tomo o pequeno-almoço. Então, ajudo o
Galitsin a fotografar as modelos e verificar o site. À noite, geralmente, jantamos fora e vamos ao cinema.” P:
“Tens alguma curiosidade sexual que gostasses de explorar ou tivesses
explorado? Por favor, descreve com pormenores (rapariga / rapariga, voyeurismo,
etc.)”, Valentina: “Gosto de posar com modelos novos, às vezes faço amor com
elas ou faço-as fazer amor comigo (para boas fotos), mas não é por muito
tempo.” P: “Descreve em detalhe a tua fantasia sexual favorita”, Valentina: “Quero
fazer sexo numa casinha antiga que está situada no interior de uma floresta com
o Galitsin (longe das pessoas). E encontrámos um lugar assim perto de um lago,
então quero ir lá outra vez.” P: “Conta-nos a tua ideia de um encontro de sonho”,
Valentina: “Às vezes, gostaria de ir a um belíssimo baile, pôr o meu melhor
vestido, e encontrar lá o Galitsin vestido de smoking.” P: “Se pudesses ser fotografada
de qualquer forma, em qualquer cenário, qual escolhias? O que te faria sentir
mais desejada, mais sensual?), Valentina: “Gostaria de ser fotografada com
todas as modelos; com as modelos que não tenho visto ultimamente.” Obra
cinematográfica: {“Awakening” + Alice +
Katia + Liza} ѽ {“A
Model Agency” + Alice + Natcha + Valya} ѽ {“Hands Up” + Katia +
Liza} ѽ {“Twins
Interview 1” + Twins + Katia} ѽ {“No Name” + Alice +
Liza + Sandra} ѽ {“Girls From Paris” + Belka} ѽ
{“Bath Russian Traditions” + Alice +
Katia}
ѽ {“Fruit
Desert” + Alice + Katia} ѽ {“Healing
From Masturbation 1” + Alice + Natia} ѽ {“Healing From Masturbation 3” +Alice +
Natia} ѽ {“Naughty Cook
1” +
Aksinya +
Katia + Katrin} ѽ {“Naughty
Cooks 2” + Aksinya + Katia + Katrin} ѽ {“Naughty Cooks
3” + Aksinya + Katia + Katrin} ѽ {“Dirty Games” + Abelina}
ѽ {“Let’s
Wash Now” + Abelina}
ѽ {“Steppe Shower” + Abelina}
ѽ {“Boat Trip” + Abelina}
ѽ {“Examining
the Housewife” + Alice} ѽ {“Hot
Horsewomen” + Aksinya + Masha} ѽ {“Fishing
Trip” + Alice + Liza} ѽ {“Picking
Up Alice” + Alice + Katia} ѽ {“Sea
Madcaps” + Alice + Liza} ѽ {“Julia
Interview 2” + Julia + Katia} ѽ {“The
Guerilla” + Katerina} ѽ {“Water
Games” + Lina} {“Pool
Fun”}
ѽ {“Indian
Impressions”} ѽ {“Road
to the Jungle”} ѽ {“First Shooting
2” + Katia + Gera} ѽ {“Call
Girls 1” + Alice + Gera} ѽ {“Call
Girls 2 Wet Course” + Alice + Gera} ѽ {“Call
Girls 3 Lesbian Games” + Alice + Gera} ѽ {“Call
Girls 4 Bed Battle” + Alice + Gera} ѽ {“Tender
Katia Washing” + Alice + Katia} ѽ {“Punishment
For Disobedience” + Alice} ѽ {“Twins
Interview 2” + Katia + Twins} ѽ {“Explicit
Macro” + Alice} ѽ {“Dinner
Time” + Katerina + Olesia} ѽ {“Two
Nymphs in the Forest” + Julia}.
Belka, 1,67 m, 49 kg, 82-60-82, sapatos 49, nascida Svetlana
Denisova (Светлана Денисова) a 6 de setembro de 1984, em Moscovo, t.c.c. Adel
K, Belochka, Beryl, Danielle, Eira, Sibille, Sveta, Svetlana, Svetlana
Belochkina (Светлана Белочкина), Zhanna. “O seu nome vem da palavra russa belka
que significa esquilo. Veem alguma coisa em comum? Ela tem as mesmas orelhas
engraçadas e cabelo ruivo. Esta miúda é muito viva e brincalhona. Você não a
encontra a fazer sempre a mesma coisa. A modelo é muito espontânea e ninguém é
capaz de prever o seu próximo passo. Belochka é extremamente tesuda. É por isso
que o seu namorado tem medo de deixá-la vir fotografar sozinha. Ela adora sexo e
pode violar alguém se estiver só. Esta miúda junta energia e modéstia. Ela pode
fingir-se tímida, mas atacar nos 5 minutos seguintes. Nunca se consegue
adivinhar do que ela é capaz. Belka irradia sexualidade e multidões de homens
querem arrastá-la para a cama. Mas a visível inexpugnabilidade desta miúda
permitiu-lhe construir uma reputação de pessoa que ferve em pouca água. Isto,
sem dúvida, ajuda-a muito, e ela pode conseguir atingir os seus objetivos
apenas olhando nos olhos de um homem e começando a ofegar. Ó, sim! Funciona na
perfeição! O seu olhar é inocente e sedutor, alegre e convidativo, doce e
sensual, ao mesmo tempo. E uma profundidade de carácter maior que todos os
oceanos. O rosto de Belka é brilhante como o sol de verão, o seu brilho reflete
a deslumbrante alma por trás dele. A beleza de Belochka é divina, e recorda a
Grig a forma como os poetas e escritores clássicos descreviam algumas das belas
mulheres mitológicas, com Helena de Troia ou Étaín dos mitos irlandeses, descrições
de Afrodite ou Vénus. Alguma vez conheceu uma rapariga que é apaixonada e, ao
mesmo tempo, fria? É a Belka. Ela consegue realmente provocar sentimentos discrepantes.
Mas isto faz os homens voltarem para ela uma e outra vez, porque nunca se sabe
se ela vai beijar ou bater. Se estiver com ela nunca ficará aborrecido. A miúda
tem montes de passatempos e está sempre a inventar novos.” Sites: {jeuneart} {egafd} {iafd} {Indexxx} {The Nude} {hqcollect}. Obra
fotográfica: {fotos1} {fotos2} {fotos3} {fotos5}. Obra
cinematográfica: {“Gifts
From Paris” +
Valentina} ѽ {“Bathing”} ѽ {“New Year’s Light” +
Valentina} ѽ {“Corridor Striptease”} ѽ {“Lewd
Maid Leisure 2” + Valentina} ѽ {“Hardcore War”} ѽ {“Golden
Woman” (2004)} ѽ {“Романтика тёплого
лета” (2005), real. Sergey
Loginov}
ѽ {“Счастливые трусов не надевают” (2005),
real. Sergey Loginov, c/ Ольга Миленина (Olga Milenina), Лиза Романова (Elizaveta
Romanova), Люба Лав (Luba Love), Юля Стрелецкая (Yulia
Streletskaya), Ксения Нестерова (Kseniya Nesterova), Светлана Белочкина (Svetlana
Belochkina)} ѽ {“Summer Photoalbum” (2005),
real.
Sergey
Loginov (Сергей Логинов), c/ Luba Love (Люба Лав),
Elizaveta Romanova (Елизавета Романова), Olga Millennia (Ольга Миленина),
Victoria Rusakov (Виктория Русакова), Elena Senezh (Елена Сенеж), Svetlana
Belochkin (Светлана Белочкина), Elena White (Елена Белая),
Svetlana Radishteva (Светлана Радищева), Milena Artest (Милена
Артени)}.
[2] “Os
argumentos das duas firmas de advogados são semelhantes, embora a Cardigos seja
mais clara e longa na explicação apresentada. Por um lado, o julgamento demorou
mais tempo do que o inicialmente estimado; «o Banco Santander Totta suscitou
inúmeros incidentes processuais, v.g. correção de traduções, pedidos de
invalidade de prova, que tiveram tramitação autónoma não constando de todo dos
trabalhos inicialmente orçamentados»; «o volume acima do esperado da
documentação factual junta aos autos - cerca de 100 mil documentos», entre
vários outros argumentos. A Lipman Karas também cita a duração do julgamento e
outros serviços-extra prestados, e chega mesmo a argumentar com o trabalho tido
devido à «atitude agressiva e não-colaborativa dos especialistas do Banco
Santander Totta». O adjetivo «agressivo» é aplicado também ao Banco Santander
Totta e aos seus «conselheiros».”
[3] “Vermelho:
para sangue; Abismo: uma profunda e insondável fenda na Terra, simbolizando uma
vagina menstruada.”
[4] Kali: “Todas
as mulheres são ninfomaníacas – eu tenho orgulho de o ser; para mim é um estado
sagrado. O que quer dizer que não tenho receio de tomar a iniciativa quando me
apetece foder. As mulheres são sexuais – por isso é que temos clítoris e certas
culturas o cortam. Eu pus a minha cona no sítio a que pertence: num lugar
sagrado, praticando sexo sagrado. A cona está na origem de toda a vida, e no
entanto é incompreendida e demonizada.”
[5] “A banda
britânica Rockbitch, (cuja baterista faleceu em janeiro de 2012 após sofrer de
cancro de mama), era uma coletividade feminista lésbica que abraçou a música metal com «consciência vaginal» durante
os anos 90. O grupo, que vivia conjuntamente numa beatitude doméstica
poliamorosa na sua comuna em Metz, França, realizava rituais pagãos e atos
sexuais explícitos umas com as outras ao vivo no palco, (e por vezes com um
membro do público que fosse afortunado o suficiente para apanhar o
«preservativo dourado» que elas atiravam para a multidão), e aplicaram uma
política de fêmeas apenas, quando sentiram que as audiências masculinas
ultrapassavam o lugar das mulheres, na generalidade secundário, nos espetáculos
dos Rockbitch. Elas levaram o seu orgiástico roadshow através da Europa oriental e ocidental e Canadá até início
da década de 2000, combatendo, ao longo do percurso, contra a oposição
continuada da Interpol e contra as moralmente indignadas autoridades locais.”
{“Rockbitch - Part
1” / “Rockbitch - Part
2” / “Rockbitch - Part
3”}.
[6] “Mulheres
fortes”, a rica língua portuguesa tinha uma palavra precisa para este tipo de
mulher, mulher independente, culta, audaciosa, protagonista, mulher à qual não
fazem ninho atrás da orelha nem chora sobre leite derramado: a bela palavra “fressureira”.
Entretanto caída em desuso pela adoção de estrangeirismos que encaracolam os
nomes e massificam as coisas, furtando a mulher portuguesa da tradição pátria
de Isabel Antónia, “a de veludo” (assim alcunhada por usar um instrumento de
veludo, em 1576, degradada para o Brasil pela prática de tribadismo).
“– Até aos
treze anos fiquei na prisão com raparigas de vida fácil. Já que sabes tantas
coisas, diz o que são as diretoras e as ajudantes de professoras que têm vocação
para viver a sua porca de vida num bordel de internato.
– Um pouco
fressureiras?”, Pierre Louÿs, em “Tal mãe, tal filhas…”.
“Tão longe
quanto remontam as minhas lembranças, vi enrabar a mamã. Ela era como eu, fazia
tudo. De vez em quando, arranjava um homem que preferia que o chupassem. Ou
então levava uma fressureira. Como possuía mais peito do que eu, tinha todas as
semanas, aos domingos, um amigo a quem fazia uma punheta de mamas; isso
divertia-me, porque ele descarregava-lhe na cara. Por fim, ela chegava mesmo a
foder, pois teve três filhas. Mas tudo isso era exceção. A mamã era conhecida
por levar no cu. Enrabavam-na, e eis tudo”, ibidem.
“– Mais uma frase de menina. Não só chupas mas
também falas como uma menina casadoira.
– É que
tenho feito muita fressurice – disse Charlotte com um suspiro – molhei tanto os
lábios com esporra de virgem que me encontras um ar inocente…”, ibidem.
“–
Nesse ano tive mais um sucesso entre as fressureiras. Há raparigas que começam
a gozar aos dezoito ou aos vinte anos ou até mais tarde. Eu comecei cedinho, e
a ideia que a mamã tivera de rapar-me fazia de mim um fenómeno.
Uma
fressureira que se estende sobre uma cama, em sessenta e nove debaixo de uma
virgenzinha sem pelos, que lhe faz minete e que recebe na boca tanta esporra (e
que esporra!) como uma ama pode dar leite… podes crer que fica excitada! Disse
‘e que esporra’… Sabes que há duas espécies de fressureiras: as que lambem o cu
da criada, porque tem mais sabor do que o da amiga, e as que procuram, pelo contrário,
tudo o que há de mais delicado. Para estas, uma virgindade sem pelos que se
baba como a cona de uma cigana não poderia ficar sem elas por lá passarem a
língua…”, ibidem.
“E,
aliás, eu tinha fressureiras de todas as espécies: uma jovem inglesa que não se
despia e que se masturbava enquanto me dava beijos de amor na fenda; uma mulher
gorda que fazia fressura de costas e que dissimulava o primeiro gozo a fim de
vir-se duas vezes pelo mesmo preço; uma gaiata de catorze anos que ainda não
sabia vir-se e que a sua amiga nos fez trabalhar, à mamã e a mim, durante uma
hora, e como ela tinha a rata coberta de saliva a mamã fê-la acreditar que se
tinha vindo; enfim, uma tríbade, como se diz, que se vestia de homem e que me
enrabava com um godemiché enquanto a mamã a enrabava com outro…”, ibidem.
“Quando eu
tinha sete anos, a mamã aleijou-se no ombro e, como já não tinha agilidade,
deixou o circo, as irmãs e tudo. Então arranjou-se com uma fressureira de
Marselha, uma fressureira que era cem vezes mais puta do que ela e que se
chamava Francine; uma bela moça, mas puta ao ponto de chupar um cão por vinte
francos. Deitávamo-nos as três juntas. Francine arranjava os clientes à tarde.
A mamã não fazia nada, era o chulo dela; comia-lhe o cu toda a noite e
excitava-me para me desenvolver o botão”, ibidem.
“As minhas
três filhas são o meu bordel. Ponho-as em pelo no salão, para mim, a mãe delas.
Escolho uma delas, a que me tenta na altura, e essa, diante das irmãs chupa-me
as pregas do cu, lambe-me a racha das nádegas, enfia-me a língua no traseiro,
depois faz-me fressura no botão e engole tudo o que eu descarrego. E
preparei-as tão bem que lhes cago na boca a esporra dos homens que me enrabam.
Disse-te que há pouco tinha chamado Charlotte à parte. Não é verdade. Acordei
as pequenas. Elas viram tudo! E Lili teve ciúmes! Foi lamber-me o cu em seguida
porque ficara nele uma gota!”, ibidem.
“A mamã
fez-me jurar que nunca mais retomaria o funesto hábito da «masturbação»! Uma
palavra assim mesmo em cheio na cara! Em cima de uma rapariguinha, senhor!
– É
permitido?... E nunca mais retomou esse funesto hábito?
– Não,
porque só tenho uma palavra.
– E não se
suicidou?
– Não,
porque estava-me nas tintas, tal como para as minhas três virgindades. Já que
não posso masturbar-me, faço fressura”, ibidem.
A expressão “fazer
fressura”, numa casa portuguesa, plasmava a venustidade da amicícia feminina nos
finalmentes quando, a importação do mais masculino “fazer amor”, do new oikos,
insaciável de igualdade e emulando os machos, matou a cor da diferença. Na
insensata luta pela paridade, a mulher cosmopolita massificada substituiu a
harmonia da “fressura” da vida simples, pelo mecanicismo do “amor” das
sociedades empilhadas em andares uniformizados.
“As poses
estavam alteradas. As minhas sáficas mantinham-se escarranchadas uma na outra,
buscando misturar as suas penugens espessas, esfregar as partes uma na outra.
Atacavam-se, repeliam-se com um encarniçamento e vigor que só a proximidade do
prazer pode dar às mulheres. Dir-se-ia que queriam fender-se, quebrar-se, de
tal forma eram violentos os seus esforços, de tal forma a respiração ofegava
estridente.
– Ai! Ai! –
exclamava Fanny –, não aguento mais, isto mata-me. Continua sozinha,
continua!...
– Outra vez!
– respondia Gamiani – alcanço a felicidade! Empurra! Aguenta aí! Aguenta!...
Estou a esfolar-me, creio! Ah!, sinto, escorro!... Ah!... ah! ah!...
A cabeça de
Fanny tornava a cair sem força. Gamiani rebolava a sua, mordia os lençóis,
mastigava os cabelos que a cobriam”, Alfred de Musset, em “Gamiani ou duas
noites de prazer”.
[7] Jacno
produziu “Amoureux
solitaires” (1980) para a voz da mangualdense de 17 anos, residente
na Bélgica, Lio. Uma versão
de “Lonely Lovers” dos Stinky Toys, traduzida
e adaptada por Jacques Duvall. “Eh toi dis-moi que tu m’aimes / Même si c’est
un mensonge et qu'on n'a pas une chance / La vie est si triste, dis-moi que tu
m'aimes / Tous les jours sont les mêmes, j’ai besoin de romance // Un peu de
beauté plastique pour effacer nos cernes / De plaisir chimique pour nos
cerveaux trop ternes / Que nos vies aient l'air d'un film parfait.” “Lonely Lovers” (1977), “Come
on, man! Tell me you love me, even if we know you're lying! / Come on! Let's
add some romance to this dirty life! / Some plastic beauty to our dying bodies
/ Some chemical fun in our rotten brains / Let's make our lives look as perfect
as a movie!”
[8] Olivier
Assayas: “Enquanto isso, Elli apresentou-me a sua banda, Olivia
Clavel, designer gráfica do coletivo Bazooka, Laurence
Dupré, irmã de Loulou Picasso (Jean-Louis
Dupré), que fez as roupas e, depois, o seu companheiro, Jacno. Ele
impressionou-me imediatamente pela sua classe, inteligência, humor. Perguntei a
Elli se ele não queria compor a música do filme. (…). Na época, os Stinky Toys
tinham acabado de editar na Vogue o seu segundo álbum, que não funcionou. Não
interessava nada à Vogue que as suas crias fizessem a música de um filme. Jacno
teve então de utilizar o seu nome artístico em vez de o do grupo. Foi lá que
interveio alguém muito importante: Jean-Luc Besson, um jovem que queria fundar
uma etiqueta para contratar toda a cena emergente da new wave francesa. Ele
propôs publicar a música do filme na sua nova etiqueta, Dorian, que seria o
primeiro disco. (…). Para espanto de todos, uma das faixas explodiu nas
discotecas e na radio: «Rectangle». De repente, a etiqueta Dorian tinha
dinheiro, Jean-Luc contratou os Artfact (o grupo de
Maurice G. Dantec), Mathématiques Modernes (de Edwige
Belmore), Modern
Guy e também o primeiro álbum dos Rita Mitsouko. Então, propusemos-lhe realizar
um pequeno filme sobre «Rectangle». Na época, não duvidávamos que éramos
pioneiros do videoclipe em France.”
[9] No inverno
português, guardas da PSP têm medo de água fria. “A esquadra da PSP de Rio de
Mouro, no conselho de Sintra, está há cerca de dois meses sem água quente. A
situação tem obrigado os agentes a alguma ginástica para garantir a atividade
normal – aquecer água em panelas foi uma das soluções – e está a gerar incomodo
entre os elementos destacados para a esquadra. Neste momento há mais de 100
agentes a prestar serviço direto naquele espaço (onde opera a Divisão da PSP de
Sintra). E há cerca de dois meses que as instalações estão sem água quente,
desde que a caldeira avariou – um problema particularmente relevante para os
agentes que ali costumavam tomar banho. As
instalações onde a PSP se encontra foram inauguradas há menos de dez anos –
altura em que esta força de segurança substituiu a GNR no patrulhamento daquela
freguesia de Sintra, e não foi esta a primeira vez que o equipamento avariou
nos últimos meses. Mas agora foi de vez. (…). Noutros
casos, quando um elemento faz o turno da manhã e está escalado para o turno
dessa mesma noite, em vez de ir a casa – «porque os agentes não vivem todos
perto da esquadra» – aproveitava o tempo livre para fazer exercício na zona,
com uma corrida ou um passeio de bicicleta. Mas no regresso o problema
mantinha-se. «Não é muito agradável vestir roupa lavada quando estamos
transpirados, da mesma forma que não é agradável tomar banho de água fria com
este tempo», lamenta-se. Para remediar, alguns agentes improvisaram. Pegaram em
tachos e panelas, aqueceram a água num fogão e tentaram tratar da sua higiene
dessa forma. Mas essa solução, queixam-se os agentes, põe em causa a dignidade
das forças de segurança”, no jornal i n.º 2070.
