Pratinho de Couratos

A espantosa vida quotidiana no Portugal moderno!

sábado, dezembro 31, 2016

Desejo tão só ser julgado como primeiro-ministro. Em nenhum caso seria capaz de sacrificar os interesses nacionais às conveniências de uma eventual candidatura à residência da República (tl;dr)

Atropelar os direitos humanos, literalmente, com um carro, acontece em adiantado século XXI. Não na América, não na Hungria, entre o povo de linhas mais retas escrito [1]. Esta marcha atrás civilizacional envergonha egrégios netos e Panteão, e marquesmendemente se denuncia: Um trabalhador tem a folha feita, proveu a féria, já não precisa de trabalhar mais nesse ano, quer férias, e os dirigentes de classe chocalham-lhe alienatórias cenouras frente ao nariz no maior atropelo aos direitos adquiridos e travagem das conquistas sindicais. “A edição desta sexta-feira do Jornal de Notícias [07 outubro 2016] dá conta dos valores: os taxistas querem que a bandeirada passe a ser de seis euros no Natal e no Ano Novo e querem subir em 20% os valores cobrados aos passageiros no verão, nomeadamente em julho e agosto. O presidente da associação, Florêncio Almeida, diz que os cálculos tiveram por base aquilo que é praticado em vários países da Europa e lamenta não ter recebido ainda um feedback por parte do Governo.” [2] Tais ignominiosas propostas contra a organização do tempo de trabalho combustam de um dirigente sem-medo, um traga-mouros, Florêncio Almeida: “Tenho medo que haja porrada e tenho dito desde o principio e continuarei a dizer e tenho medo que haja problemas, porque se eles existirem as culpas tem que se assacadas ao governo.” Um bate e culpa o outro, sem valoração axiológica, atestado de carburação monetarista. “Sem rodeios, assume não viver com a moral: Vivo com dinheiro para me governar.” [3]
1984. Maio. Terça-feira, 29 “o Ministério Público pediu uma pena de seis meses de prisão para o major Otelo Saraiva de Carvalho, no tribunal judicial de Évora por alegado «incitamento à violência». Otelo compareceu hoje pela terceira vez naquele tribunal, na sequência da acusação suscitada pela sua intervenção numa sessão de esclarecimento da FUP, realizada em março de 1980, na região de Évora. Recorde-se que o processo teve início em 1981 e, na última audiência, em 4 de outubro de 1983, o tribunal considerou extinto o procedimento criminal contra o acusado. Apesar da decisão, o delegado do Ministério Público recorreu para o Tribunal da Relação e este marcou novo julgamento. A audiência de hoje começou cerca das 11h00 e terminou às 17h00, com uma interrupção para almoço entre o meio-dia e as 1400. Ao pedido do delegado do procurador da República, Pereira dos Santos, contrapôs o patrono do acusado, José Madureira, a proposta da sua absolvição, por improcedência da acusação face ao novo código penal.” Segunda-feira, 11 de junho “o tribunal judicial de Évora absolveu esta manhã o tenente-coronel Otelo Saraiva de Carvalho, num processo em que o antigo comandante do COPCON está a ser julgado por alegado «incitamento à violência», durante a sua intervenção numa sessão de esclarecimento da FUP, realizada na capital do Alto Alentejo em março de 1980. (…). Ao absolver agora Otelo Saraiva de Carvalho o tribunal entendeu que «falta provar pelo menos o elemento subjetivo da infração imputada ao réu».”
Quinta-feira, 31 de maio, Mário Soares, primeiro-ministro, discursa ao sensato povo. “Existe em Portugal «um plano de aviltamento das instituições que uma minoria organizada quer impor à grande maioria dos portugueses», afirmou Mário Soares, numa mensagem difundida através da rádio e da televisão e que pretendia ser o balanço de um ano de ação governativa. Concretizando o que chamou de «plano de aviltamento», o primeiro-ministro referiu-se às inscrições nas paredes e disse que esta situação constitui um abuso de liberdade «uma verdadeira agressão quotidiana que é intolerável que não seja punida por lei». «Sê-lo-á» ameaçou, a propósito, Mário Soares. O primeiro-ministro, justificando a apresentação da Lei da Segurança Interna, referiu-se aos atos terroristas reivindicados pelas Forças Populares 25 de Abril e afirmou que «há semanas está em curso uma campanha de instigação à desobediência civil». «Procura-se, designadamente, que a população não aceite o aumento do preço dos transportes públicos», acrescentou. Sobre o governo, Soares anunciou ter chegado à conclusão, juntamente com Mota Pinto, de que «a hipótese de uma eventual remodelação da equipa governativa não se justificaria no atual momento». Entre as razões por ele apontadas, destaca-se o facto de o executivo estar a «lançar uma série de medidas verdadeiramente estruturais, que uma vez implementadas modificarão a situação real do país». (…). O primeiro-ministro justificou a necessidade da lei que institui os Serviços de Informação e da Lei de Segurança Interna e de Proteção Civil, pelo facto da «democracia portuguesa não poder ser uma imprudente exceção na Europa de hoje», permanecendo o «Estado perfeitamente desarmado». (…). Mário Soares, citando exemplos, referiu «as ações violentas, os assaltos a empresas, os sequestros de administradores, os espancamentos de trabalhadores que não se submetem, os desafios às forças de segurança, o terrorismo seletivo contra gestores reivindicado pelas FP-25 de Abril». Para o primeiro-ministro, o perigo da presente situação também está expresso «nas inscrições das paredes» que refletem «um plano de aviltamento das instituições» e que por isso passarão a ser punidas pela lei. (…). Soares referiu-se ao que chamou «uma campanha de instigação à desobediência civil», em curso «há semanas» e que procura, designadamente, a não-aceitação, por parte da população, do aumento do preço dos transportes. A serem seguidos, tais incitamentos, afirmou Soares, «seriam uma forma insidiosa de desagregação do Estado democrático». A concluir o capítulo da sua comunicação dedicado aos «abusos de liberdade», Soares diria: «O país está perfeitamente calmo. As forças de segurança estão atentas. O governo está seguro de si e sereno». (…). Para Mário Soares, a «virulência de certas oposições resulta da consciência que ela tem que o governo está no ponto de viragem em que a obra realizada começa a aparecer». (…). O primeiro-ministro diria que não era possível, em escassos onze meses, com os bloqueamentos estruturais existentes e os reflexos persistentes da crise internacional, «dar emprego a quem o não tem, continuar a pagar subsídios a empresas sem viabilidade, diminuir os preços dos artigos importados quando o dólar sobe, aumentar os salários e os vencimentos, obrigar a investir quem o não quer fazer e, ao mesmo tempo, reduzir o défice externo». (…). Mário Soares reconheceria, no entanto, que a «redução drástica da nossa balança com o exterior, não conforta o estomago dos que passam mal» e disse reconhecer que a «situação é difícil para todos e que, para alguns, principalmente nas zonas urbanas da periferia das grandes cidades, se tornou mesmo muito difícil, duríssima». Contudo, segundo Soares, «ninguém tem o direito de dizer que foi enganado, porque a política que está a ser seguida não lhe tenha sido anunciada e previamente explicada não só como necessária, mas como inevitável». (…). «A situação que este governo veio encontrar era pior, muito pior do que pensávamos em maio / abril de 1983. Às dificuldades económicas e financeiras juntara-se a degradação acelerada do aparelho de Estado». (…). «O governo tem uma política e está a aplicá-la com determinação e coragem». Exemplo dessas «virtudes» estão patentes no facto de terem atacado «algumas matérias que constituíam, desde 1974, verdadeiros tabus». «Fizemos aprovar a lei da delimitação dos setores, que permite a banca privada nacional e estrangeira. Temos pronta a lei das rendas. Temos pronto o projeto de revisão da lei da Reforma Agrária e a proposta de lei do arrendamento rural».”
Junho. Segunda-feira, 4 “o ministro da Qualidade de Vida, António Capucho, deverá entregar, ainda hoje, a sua carta de demissão ao primeiro-ministro, Dr. Mário Soares. Todavia, e no sentido de evitar especulações quanto à sua atitude, Capucho terá aceitado que a demissão apenas seja formalizada na próxima quinta-feira, imediatamente após a votação, no parlamento, da moção de confiança apresentada pelo governo. Na intervenção de ontem, no Conselho Nacional do PSD, o antigo secretário-geral deste partido considerou «não estar galvanizado», ou não ter «força anímica» para continuar num executivo de cuja eficácia e durabilidade duvida. (…). Sabe-se, entretanto, que numa reunião, quinta-feira passada, entre Mota Pinto e os restantes ministros do PSD, António Capucho adiantou logo não estar motivado para continuar no governo, em contraste com a generalidade dos restantes presentes, particularmente José Augusto Seabra, muito entusiasmado pela possibilidade de continuar por mais algum tempo à frente do ministério da Educação.” Sexta-feira, 8 de junho “o ministro da Qualidade de Vida, António Capucho, entregou hoje ao primeiro-ministro a sua carta de demissão.”
Quarta-feira, 6 de junho, discussão da moção de confiança. «Tanto o vice-primeiro-ministro como eu temos lutado por evitar que os problemas internos dos partidos extravasem ou se transfiram para dentro do governo. Temo-lo conseguido em parte. O governo e as suas deliberações, que se situam ao nível do Estado, não pode nem deve ser comandado, nem sequer condicionado de fora, pelos estados-maiores partidários. Que fique bem claro: comigo não o será, em caso nenhum». A garantia é de Mário Soares e foi hoje revelada na Assembleia da República, no discurso que iniciou o debate da moção de confiança pedida pelo executivo ao parlamento. (…). O primeiro-ministro afirmou que o governo se apresenta no parlamento para apresentação da moção de confiança «sem complexos e numa postura que não é defensiva». «Não pretendo que tudo tenha corrido na ação governativa como gostaríamos», reconheceu o dirigente socialista, acrescentando que terá de ser aperfeiçoado o trabalho da equipa «e sobretudo a sua coordenação». Mário Soares insistiu em que este governo «fez o suficiente para merecer o respeito dos portugueses de boa-fé, porque evitou a ameaça iminente de uma grande catástrofe nacional» e acrescentou que nenhum outro governo posterior ao 25 de abril «estará em condições de lhe atirar a primeira pedra». O primeiro-ministro reafirmou que não há alternativa ao seu governo no atual quadro político-partidário e que «o passo seguinte à queda do governo seria a improvisação, talvez a aventura ou mesmo o caos». (…). O primeiro-ministro rejeita também a hipótese de os problemas do país poderem ser solucionados pelo aparecimento de um novo partido, «sem definição ideológica e com tensões obviamente contraditórias dentro de si, até pelas pessoas que, aparentemente, aparecem a impulsioná-lo». Esse novo partido, disse Soares, teria também de resolver a questão das alianças: ou se aliava ao PCP, «como acreditaria o Dr. Cunhal que aconteceria e, por isso, com tanto carinho o apadrinha», ou rejeitaria uma aliança desse género, e «estaria necessariamente obrigado, a prazo, a realinhar-se pela fórmula da atual coligação». (…). Sobre as presidenciais Mário Soares afirma não ver razão para alterar o que foi acordado entre o PS e o PSD na altura da constituição do governo, ou seja, que os dois partidos «diligenciarão» com vista a uma estratégia comum, na altura oportuna. Aos que lhe atribuem «desígnios próprios» sobre este assunto, responde Mário Soares: «Desejo tão só ser julgado como primeiro-ministro. Em nenhum caso seria capaz de sacrificar os interesses nacionais às conveniências de uma eventual candidatura à residência da República» [4]. E explica que, se essa fosse a sua prioridade, ter-se-ia «resguardado politicamente, como outros porventura fazem», e não teria aceitado ser primeiro-ministro em tempo de crise. «Diga-se em homenagem aos trabalhadores portugueses que não obstante a agitação fomentada, de uma violência sem precedentes, não houve greves significativas, a contratação coletiva tem-se processado pacificamente e mesmo no domínio dos despedimentos coletivos a que algumas empresas, como a Setenave, tiveram de recorrer, não houve lugar a grande contestação». (…). «O governo tem uma política coerente e um projeto de transformação e modernização do país que está em curso e é exequível». (…). «Não abrandaremos no ritmo da sua implementação. Há uma saída para Portugal. Mas requere algum tempo, perseverança e estabilidade política e social». (…). «Compreendo que haja impaciências, discordâncias e incompreensões, estamos no mais cavado da vaga, no momento da viragem. O ano de 1984, como dissemos, é de resto, um ano de viragem essencial». «A crise é profunda e não é só económico-financeira: é também moral e cultural. A via é estreita. A democracia implica uma grande e longa aprendizagem e as tentações de recorrer às soluções de facilidade são grandes. Tenho, porém confiança. O bom senso do povo português tem-nos salvo sempre, nos momentos cruciais. Não se deixará arrastar pelas pressões da contrapropaganda nem pelos aproveitamentos oportunistas. O governo também não».
«Que é que vem aqui o Sr. primeiro-ministro fazer? Quem é que pretende enganar? Em vez de remodelação, moção! Poderá obter aqui a confiança dos deputados. Mas lá fora, nas ruas, nas fábricas, nos campos, a contestação à política deste governo continuará e aumentará». Estas palavras da deputada comunista Zita Seabra, no parlamento, quando se iniciava o período de perguntas a Mário Soares depois do discurso do chefe do governo provocou imenso burburinho e levou à suspensão da sessão. A mesa da AR afirmava que aquilo era uma intervenção. Zita Seabra respondia que era apenas uma pergunta.”  
Quinta-feira, 7 de junho “há dois anos e meio, o velho cinema Cinearte, rosto voltado ao Tejo e ao Largo de Santos, dava a sua última sessão e fechava definitivamente as portas ao público. Esteve para ser demolido, mas as suas características arquitetónicas salvaram-no da destruição. Está à venda, mas continua a morrer um pouco mais em cada dia que passa. Por volta da meia-noite de uma chuvosa e fria noite de novembro, o projecionista do Cinearte arruma as bobinas do filme que acabara de ser projetado [5]. Os porteiros fecham as portas nas costas do último espetador, os bombeiros de piquete partem e as luzes são apagadas. A última sessão do Cinearte, o cinema que apresentava «todos os dias um filme», pode bem ter conhecido este epílogo, corria o ano de 1981. (…). Assim caía o pano sobre a história viva do derradeiro sobrevivente da chamada «década de ouro» dos grandes e faustosos cinemas lisboetas. Foi autor do Cinearte, no ano de 1938, o arquiteto Raul Rodrigues Lima, que viu nestes termos a sua obra: «Na elaboração do projeto do Cinearte, procurei o melhor que me foi possível dar satisfação ao programa estabelecido pelo cliente, que se resumia num objetivo principal a atingir: atrair o público». (…). Técnico conhecido, Rodrigues Lima deixou a marca das suas conceções estéticas em obras de caraterísticas nacionalistas, como os pavilhões «Fundação, Formação e Conquista» e «Independência» da Exposição do Mundo Português (1940), tribunal do Porto e cinema Monumental (1944-50), tendo ainda participado no projeto da praça do Arrieiro, em Lisboa. Muito pouco resta, hoje, destas obras maiores. Dir-se-ia que uma estranha «maldição» parece perseguir os projetos do arquiteto. «A sala tinha 800 lugares, mas a frequência do público, nos últimos tempos, não ultrapassava os 17 %», afirma Horácio Pimentel, principal sócio da Sociedade Administradora de Cinemas, proprietária do Cinearte e do Europa (e, em tempos, do Monumental). [No Largo de Santos, muito antes de ser um bairro de diversão noturna, foi apresentado em 1937 um projeto para se erigir um cinema à Inspeção Geral dos Espetáculos, que tinha como nome original El Dorado. No projeto original, esta sala tinha uma lotação de 790 lugares, distribuídos pela plateia (478) e balcão (312). No ano seguinte a construção do novo cinema é licenciada com uma outra designação de Vasco da Gama, obedecendo a algumas alterações. Em 1939/1940, o projeto volta a sofrer alterações, como também um novo nome de Cinearte. A obra é concluída em 1940 e a licença de exploração é concedida com as exigências de se limitar a lotação da sala e a colocação de corrimões nos dois lados de todas as escadas. Quinta-feira, 28 de março de 1940, o Cinearte abria as suas portas com a exibição do filme «A Varanda dos Rouxinóis» (1939), real. José Leitão de Barros, c/ Oliveira Martins, Madalena Sotto, Noé de Almeida … estreado segunda-feira, 11 de dezembro de 1939 no Tivoli.]. A perder cerca de dois mil contos por ano só com a exploração da primeira daquelas salas, a empresa não encontrou outra saída. (…). O que fazer, então, do velho Cinearte, ocupando uma valiosa e apetecível área de 42 por 15 metros, no coração da cidade? Tudo parecia bem encaminhado para os proprietários do terreno e para os donos do edifício: um projeto de construção naquele local, de um complexo de escritórios, integrando uma pequena sala de cinema, não suscitou, inexplicavelmente, qualquer obstáculo da parte da Câmara de Lisboa. (…). Outra era a opinião do Instituto Português do Património Cultural (IPPC), que em dezembro de 1980 determina a abertura de um processo de classificação do edifício como «imóvel de interesse público». (…). O edifício não pode ser demolido, nem alterado na traça externa ou interna. Para os donos do Cinearte, começaram nessa altura as «dores de cabeça». «Nós pagamos uma renda ao senhorio, temos encargos com o cinema, e estamos a perder dinheiro», explica Horácio Pimentel. «Tivemos que pensar na venda». Desde há uns oito meses, é esse o «filme» em permanente exibição no Cinearte, seguido de dois números de telefone.”
Quinta-feira, 7 de junho “ainda mal começou a funcionar, o Panda Bingo, na avenida de Paris e já tira o sono a muitos dos habitantes das redondezas. E que trará para aquela área a inevitável movimentação caraterística dos «jogadores». Os problemas, porém, não terminam aí. Como a instalação de um bingo implica uma grande movimentação automóvel, com reflexo no estabelecimento. Abecassis, bate-se por ceder um terreno, logradouro público, no interior de um quarteirão, para construção de um autossilo. Mas, se as obras da sala de jogo decorreram, até meio, de forma «clandestina», acontece agora que a autorização de cedência de direito de superfície ainda não devidamente autorizada pelos órgãos com competência para tanto: a vereação e a Assembleia Municipal. (…). As preocupações dos moradores da zona da avenida de Paris não se resumem, porém, ao que inevitavelmente será arrastado pela instalação de um bingo. O problema, também, é que lhes querem «roubar» uma boa fatia da zona verde, logradouro público, no interior do quarteirão formado por aquela artéria, mais a Almirante Reis, Presidente Wilson e João XXI. (…). É que o bingo, já autorizado pelas competentes instâncias governamentais, está já instalado numa antiga garagem da avenida de Paris, cujas obras terão começado sem a competente licença camarária. Um vereador da APU, Fernando Torres, apercebeu-se logo de início de que algo se passava. E levou o caso à Câmara e ao seu presidente. Krus Abecassis não teve dúvidas e prometeu imediatamente que ia mandar embargar as obras. Só a meio das obras o embargo foi caraterizado, mas a «troco» da continuação do autossilo. (…). O presidente Abecassis parece apostado em fazer cumprir a sua decisão, provavelmente resultante de um compromisso pessoal com os empresários interessados no bingo. Com aquilo a que muita gente chama um «rebuçado»: um ginásio coberto no piso superior do edifício a construir. A tentativa de conciliar boas vontades para este problema terá mesmo levado a que os empresários tenham chegado a oferecer à Junta de Freguesia da área, a utilização gratuita do ginásio, durante três horas por dia (das 15 às 18), para as «criancinhas». (…). A contestação, porém, vai por outros caminhos, ainda: a que título se vai oferecer, por 15 anos, a exploração do parque subterrâneo e do gimnodesportivo, à empresa que também ficará na exploração do jogo? (…). Enfim, mais um caso típico desta Lisboa, agora ameaçando «levantar» gentes de uma zona de bem.”    
Quinta-feira, 7 de junho “João Gilberto esteve pouco mais de uma hora no palco do Coliseu dos Recreios de Lisboa, dando parte do espetáculo combinado. Durante cerca de 70 minutos de espetáculo, João Gilberto provou que ainda merece o nome de «papa da bossa» e encantou, do «Desafinado» a «O pato», uma sala meia cheia apesar dos preços exorbitantes dos lugares (3.ª plateia, 1250$00). Porém, alguém lhe tinha mudado tudo, no palco: a posição dos microfones da marca austríaca AKG, modelo C414, os agudos e os baixos do violão e da voz, a distância a que ele devia sentar-se da orquestra. O artista foi-se queixando com amargura, entre cada duas canções, de que não ouvia o seu instrumento, não era aquele o enquadramento previsto, e até de que não eram os tocados pela orquestra os arranjos previstos para determinada interpretação. Saiu uma vez do palco, cerca das onze, com ar desolado e parecendo procurara alguém junto de quem protestar. Voltou a sair às onze e meia e não voltou. Durante a meia hora seguinte, e enquanto os presentes passavam os «encores» à pateada, a organização manteve as luzes do palco centradas sobre o lugar vazio de João Gilberto sublinhando, assim, a sua ausência. À meia-noite, sem uma explicação, mandaram acender as luzes da sala, correr o pano e passaram a aguardar que o público abandonasse o Coliseu, dando-se por satisfeito com o que lhe fora dado ver e ouvir. A sessão terminou entre apupos e imprecações, exigindo parte dos presentes o reembolso do valor da entrada.”
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[1] “Indivíduos ou grupos, somos feitos de linhas, e tais linhas são de natureza bem diversa. A primeira espécie de linha que nos compõe é segmentária, de segmentaridade dura (ou, antes, já há muitas linhas dessa espécie); a família-a profissão; o trabalho-as férias; a família-e depois a escola-e depois o exército-e depois a fábrica-e depois a aposentação. E a cada vez, de um segmento a outro, nos dizem: agora você já não é um bebé; e na escola, aqui você não é mais como em família; e no exército, lá já não é como na escola... Em suma, todas as espécies de segmentos bem determinados, em todas as espécies de direções, que nos recortam em todos os sentidos, pacotes de linhas segmentarizadas”, em “Diálogos”, Gilles Deleuze / Claire Parnet.
[2] Em Portugal é muito perigoso ir-se de carro, e bem vestido, buscar um amigo a um aeroporto ou estação de comboios, pois habilita-se a que lhe amolguem o veículo e as trombas, ao ser confundido com um motorista da Cabify ou da Uber.
[3] O rei da bandeirada”. “A polémica marca a vida de Florêncio de Almeida, presidente da Antral, a maior associação de taxistas. Quando chegou ao cargo tinha um táxi, hoje tem 18, além de ligações a 14 empresas do sector. Construiu o seu império ultrapassando conflitos de interesses e contornando todas as denúncias de ilegalidades. Tem, por exemplo, táxis da província a fazerem concorrência desleal aos da capital. Sem rodeios, assume não viver com a moral: Vivo com dinheiro para me governar. (…). Florêncio de Almeida é presidente, sócio ou gerente de 14 empresas: a maioria gira à volta da indústria dos táxis. A maior fonte de rendimentos é a Auto Táxis Serra D'Arga. Foi criada em 2003 para fazer transporte ocasional de passageiros e hoje é nela que Florêncio, que é sócio da empresa juntamente com a mulher, concentra a maior parte dos carros que tem ao serviço. Em 2014, a sociedade faturou perto de 924 mil euros e teve lucros de 126 mil euros. O presidente da ANTRAL tem ainda empresas como a ContinentalBus e a Lisboa Táxis, que fazem transporte de passageiros, ou a MEDIFLOR, consultório médico e de fisioterapia que também oferece aos seus clientes a possibilidade de terem transporte por conta da empresa. A última aposta da família é a Fenetosauto, a oficina criada em 2014 para manutenção e reparação de veículos automóveis. Junta-se à lista uma série de pequenas empresas de que o presidente da ANTRAL é gerente.”
[4] Na tradição do bijuteiro Winston Churchill, Soares também refaz a História com o que não se passou. “O dia 25 de abril de 1974 mudou tanto a existência de Soares como mudou a dos portugueses. «O 25 de abril foi a coisa mais extraordinária que me aconteceu na vida». Na véspera dessa data, ao deitar-se em Bona, ele não imaginava, porém, estar em curso uma transformação tão radical no seu país. «Eu estava no hotel a dormir profundamente quando o telefone tocou às 7h». Quem atendeu, nesse momento em que as tropas do capitão Fernando Salgueiro Maia (1944-1992) haviam ocupado o Terreiro do Paço e o Rádio Clube Português difundia comunicados dos militares rebeldes, foi Maria Barroso. «Era uma secretária [do serviço internacional o SPD] que trabalhava com Willy Brandt. Disse-me: ‘Olhe que houve uma revolta em Portugal’. E eu: ‘Espere, que passo ao meu marido’». Soares terá ouvido do outro lado do fio: Mário, parece que afinal você tinha razão. Passa-se qualquer coisa em Portugal. (…). «Em pijama, corri ao quarto do Ramos da Costa e do Tito de Morais e acordei-os. Fomos imediatamente para a sede do SPD, donde telefonamos para Lisboa, (…) para os meus filhos e para o Raul Rego. O João estava eufórico, foi logo para a rua». (…). Nada antecipara, contudo, o delírio à chegada a Santa Apolónia *, com um atraso de duas horas sobre a tabela. «Surpresa máxima! Recebeu-nos uma massa de gente que extravasava da estação e enchia a praça fronteira. Gritos de Viva o MFA!, Viva o socialismo!, Vivam os exilados! Conduziram-nos ao primeiro andar, a uma sala que dava para a praça, onde estavam jornalistas, fotógrafos, camaradas do PS, do PCP e o Palma Inácio, que saíra da prisão de Caxias na noite anterior. (…). Depois, mais uma vez, meteram-me na mão um megafone, para falar da varanda às massas que enchiam a praça, frente à estação. Senti, pela primeira vez, a responsabilidade das palavras que dizia, visto saber que tudo estava a ser transmitido pelas rádios e televisões, para o país inteiro e o estrangeiro, ávidos de ouvir a voz dos políticos vindos do exilio». Ao fim dessa jornada, chegou o momento de Soares suspender a vertigem. «Essa noite, de 28 para 29 de abril, para mim, foi uma noite sem sono, o que rarissimamente me acontecia. Alguém me tinha dito, o turbilhão da chegada, uma frase que fixei: ‘A partir de agora deixaste de ter vida privada, és uma referência, quase um mito’».
Soares foi saudar e abraçar Cunhal no regresso do exilo, dois dias depois da própria chegada, mas o ritual desagradou-lhe: «Como tínhamos tido, há umas semanas, em Paris, uma reunião conjunta, PS/PCP, na perspetiva da revolução, que finalmente ocorreu, recebi-o não só com cordialidade mas com manifesta genuína alegria. No entanto, percebi que Cunhal, com a sua frieza habitual, não terá gostado de me ver lá. À saída do aeroporto estava uma pequena multidão à espera de Cunhal. E, paradoxalmente, havia um tanque estacionado. Para quê, pensei eu? Cunhal subiu para o tanque e, salvo erro, entre um soldado e um marinheiro, retirou um discurso do bolso e começou a falar. Um dirigente comunista, que não me recordo quem fosse, convidou-me a subir para o tanque, o que fiz com alguma relutância, diga-se. Quando Cunhal se apercebeu de que eu estava ao lado dele, disse qualquer coisa a um camarada, o qual, pouco depois, me pediu para descer, porque – disse – tinha havido um equívoco. Desci com grande gosto, porque percebi o cenário: Cunhal entre um soldado e um marinheiro, em cima de um tanque, era algo que lembrava Lenine, no seu regresso a Moscovo» [na verdade a S. Petersburgo]. Tendo desembarcado com Cunhal, Domingos Abrantes desfará as comparações com a tomada do Palácio de Inverno: «É tudo uma fantasia completa. O tanque estava ali para fazer segurança ao aeroporto, não era para receber Álvaro Cunhal. Não estava nada combinado, não sabíamos rigorosamente de nada. Foi um dos militares, creio que Jaime Neves [1936-2013], comandante do Batalhão de Comandos, que então fazia segurança à Portela, a ter a ideia de ele subir lá para cima» [foi um soldado de apelido Casanova que convidou Cunhal a subir ao blindado]. De qualquer modo, Soares também não apreciou o que se seguiu: «Chocou-me o facto de Cunhal chegar a Lisboa – após tantos anos de exilio, perante uma revolução tão bela e pacífica – e, em vez de pronunciar um discurso caloroso e espontâneo, ler um discurso sem chama nem emoção e debitar meia dúzia de teses políticas ultra-racionalizadas. Foi frio, insipido, convencional, sem alma!”» E mais: «Depois do discurso no tanque (…), organizaram um cortejo para conduzir Cunhal até à Cova da Moura, onde Spínola o esperava. Eu tinha vindo sozinho, espontaneamente, a guiar um pequeno Fiat que era da minha filha. Quiseram, no entanto, que fosse com eles. Entrei para um carro que me indicaram e que seria o terceiro ou quarto a seguir ao de Cunhal. Mas entalaram-me nos lugares de trás, entre dois militantes do PCP». A Soares, tudo pareceu tratar-se de uma manobra para apagar presença: «Enquadraram a sua de modo a que a multidão não me pudesse ver, nem aplaudir. Quando o carro passou pelo Campo Grande, perto da minha casa, mandei-o parar, apeei-me e saí». (…).
Celebrarem o 1.º de maio de 1974. Mais uma vez aí a desconfiança terá ganho ascendente sobre a convergência: «Combinámos mobilizar os socialistas na Duque de Ávila, em frente à nossa cooperativa e, de lá, rumar para a alameda Afonso Henriques, local anunciado para a concentração dos manifestantes. A dado momento, estava eu com a minha mulher e os meus camaradas, sindicalistas encarregados da organização vieram dizer-me que eu devia ir para a frente, para o lado do Cunhal. (…). Desde a alameda até o estádio 1.º de Maio, fui sempre ao lado do Cunhal. (…). Falávamos muito pouco, mas, naturalmente, com cordialidade». O líder comunista terá, porém, uma visão diferente acerca da agregação à sua pessoa do antigo discípulo e subordinado político, ao comentar nesse dia a Carlos Brito, seu colega na direção do PCP, «que durante o desfile teve de fugir de Mário Soares, que queria à viva força dar-lhe o braço para partilhar a sua impressionante popularidade», o que Soares pouco contrariará: «Penso que não foi assim, mas o importante é que se tratou de uma enorme festa da liberdade e fraternidade que legitimou, pela sua dimensão e pacifismo, a revolução dos capitães de abril». (…).
Cavaco Silva dirá como do seu lado sentia essa pressão. «Os grupos de interesses (…), para conseguirem maior impacte mediático para as suas acusações, iam em audiência ao palácio de Belém, com ar grave, apresentar queixas ao presidente da República. (…). Quando Mário Soares me falava das queixas que lhe eram feitas, eu costumava responder que o governo não podia ‘sacrificar os grandes objetivos de uma nação aos interesses instalados ou a forças ultrapassadas e avessas às exigências de modernização’». Estrela Serrano desvendará como a presidência aberta da Grande Lisboa foi preparada em Belém com a minúcia de uma operação militar, visando acima de tudo, aspetos debilitantes para o executivo. «Mediante um programa estrategicamente delineado, Soares deixou que as coisas naturalmente acontecessem, proporcionado a outros (sindicatos, ambientalistas, desempregados, idosos) a iniciativa das críticas ao governo». (…). A narrativa de Serrano contrariará a forma desprendida como Soares abordou o papel dos jornalistas na presidência aberta de Lisboa: «O aspeto mediático não foi programado, (…) resultou de uma coincidência fortuita. Mas não nego que terá tido a sua importância». Corria semanas depois esse rumor, ao ser noticiado que Soares se reunira em maio com alguns dos amigos políticos mais próximos, num jantar no restaurante Aviz, ao Chiado, onde o prato principal teria sido uma discussão sobre como afastar Cavaco Silva do poder. Estavam presentes Carlos Monjardino, Jorge Sampaio, Manuel José Homem de Melo, António Dias da Cunha, Joaquim da Silva Pinto, ministro das Corporações e Segurança Social do governo de Marcelo Caetano (membro das Comissões Política e Executiva do MASP I e do MASP II, então deputado do PS), Vítor Cunha Rego (regressado ao soarismo), Gomes Mota, Jaime Gama, Manuel Alegre e António Campos. Soares reclamará sempre total inocência quanto à iniciativa: «Não havia ordem de trabalhos nenhuma. Um presidente da República vai jantar com um grupo de amigos, para estar bem-disposto, fumar um charuto – como eu fumava na altura –, andar para ali, beber uns copos, contar umas coisas engraçadas, divertir-se um bocado… se eu quisesse fazer uma conspiração contra o Cavaco não ia meter-me no Aviz com os jornalistas todos à volta. O jantar não teve conteúdo político nenhum». (…).
«A partir de certa altura, eu percebi que o Cavaco estava a conduzir mal as coisas. Embora eu fosse presidente e não o demitisse nunca – e tive sempre relações de cordialidade com ele (até quando lhe abri os olhos duas ou três vezes ele amochou sempre) –, não tinha nenhuma razão para ter sentimentos com o Cavaco. Toda a gente queria que eu o demitisse (mesmo o) Torga [1907-1995], já doente com cancro, sem se poder levantar, se soergueu da cama quando fui vê-lo e me perguntou: ‘Ó Mário, você ainda não pôs o tipo na rua?’» O «direito à indignação», expressão que Soares usou pela primeira vez num seminário com juristas no dia em que discutiu com o primeiro-ministro o caso da ponte, passou a constituir outra das suas divisas como presidente da República: «Invoquei o direito à indignação na questão da ponte. Os reclamantes estavam a ficar desesperados pela falta de diálogo, que é fundamental numa sociedade democrática, a qual é feita de compromissos». (…).
«Para poder avançar – disse-lhe [a Sócrates] – que precisava que ele me prometesse três coisas: responsabilizar-se pelo dinheiro necessário para a campanha, que eu não tinha; fazer com que o PS – os seus quadros e militantes – participassem na campanha; e, finalmente, aceitar ter eu liberdade, no plano político, para orientar a campanha como melhor entendesse. Disse-me a tudo que sim, sem qualquer dificuldade. Foi uma conversa a dois, sem qualquer documento escrito, nem isso me passou pela cabeça. (…). Nesse verão Sócrates foi fazer esqui para a Suíça, com os filhos. Deu uma queda e ficou com um pé partido. Entretanto a campanha começou, e como não havia dinheiro – e era necessário –, resolvi pedir a um banqueiro amigo uma quantia, para mim não pequena, assinando, como garantia, uma livrança. Simplesmente, passados 15 dias já não havia dinheiro de novo… Sócrates tinha já regressado, mas andava ainda de muletas. Telefonei-lhe e pedi-lhe uma audiência urgente. Recebeu-me nesse mesmo dia». (…). «Eu tinha-lhe dito que ia para diante com uma condição: ‘Quem paga é o PS. Vocês pagam ou não pagam?’ E ele: ‘Não se preocupe que nós pagamos’. Sócrates não sabia que eu levava duas pessoas ao encontro, mas não estranhou. ‘Ó Sócrates, eu preciso absolutamente de dinheiro, porque a campanha está sem dinheiro e eu já desembolsei tanto’. Ele diz: ‘quê? Não tem dinheiro?’ E dá-lhe um ataque de fúria, daqueles ataques pelos quais é conhecido. Falou para o tesoureiro do partido, que fiquei a saber que era o José Lello, e então disse-lhe: ‘Quero que tu tenhas o dinheiro imediatamente no banco, não sei quê!’ E no dia seguinte o dinheiro estava todo, o que era preciso para o futuro e o que ele me devia. Isto é uma atitude exemplar». (…).
A noção do fracasso eminente de um empreendimento amplifica as divergências entre os seus protagonistas, e assim aconteceu em plena campanha entre Alfredo Barroso e o candidato: «Estamos numa reunião ultraconflituosa sobre estratégia e organização, e não havia nada. (…). Houve vários incidentes, e eu demito-me e passo a campanha toda demitido. Ele diz: ‘Tu não te podes ir embora’. Mas eu não estava ali a fazer nada. O José Manuel dos Santos até me disse: ‘Ó Alfredo, você já reparou? O Soares é o candidato, é o presidente da Comissão de Honra e é o diretor de campanha’. ‘Eu já reparei, mas que é que hei de fazer agora?’ Foi desagradável comigo à frente de outras pessoas, eu disse-lhe: ‘Desculpe lá, da primeira vez eu tinha 41 anos, agora tenho 61, já não estou disposto a ouvir ralhetes nem reprimendas dessas em público (se fosse em privado ainda era como o outro), de maneira que não estou para aturar isto, vou-me embora’. (…). Mas há mais: o Mega [Ferreira], que foi o tipo que nós arranjámos para tudo quanto era comunicação, também se demitiu, e também não disse nada a ninguém. Veio-se embora porque há uma menina que foi escolhida para mandatária da juventude [Joana Amaral Dias] que começa a fazer imposições e faz chantagem porque vai direta ao Soares. E o Soares vem ter connosco e diz: ‘Eh pá, mas cedam lá, eles precisam de ter meios’, e não sei que mais. E altera coisas que estavam já concebidas e até preparadas. (…). O António-Pedro Vasconcelos [responsável pelos tempos de antena] demitiu-se, mas contra mim, fazendo uma campanha brutal contra mim. Eu dava-lhe liberdade total, mas ele não a queria ter: ‘E falta-me isto, e falta-me aquilo, e falta-me aqueloutro, e até me falta uma porta na casa de banho’. E eu: ‘Não tratas dessas merdas comigo, tratas diretamente com os gajos administrativos. Julgas que eu agora vou tratar da porta de uma casa de banho?’» em revista Sábado n.º 460.                        
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* Condição eufórica com paralelo só aquando da chegada de Marta Quatro, a Rainha da Dupla Penetração, a Santa ApolóniasketchDo comboio para a cama” / “Come-me o cu”. Na folhuda árvore das grandes atrizes portuguesas, de Amélia Rey Colaço, Eunice Muñoz a Rita Pereira, Marta Quatro, olhos castanhos, cabelos pretos, nascida a 19 de junho de 1982, por mérito próprio assoberba mais alto galho. Sem qualquer formação académica, workshop, palco ou passagem pelos Morangos com Açúcar, meneia a moderna linguagem cinematográfica, fingering, cocksucking, ass fucking, cumshot, com incompreensível a fortiori perfeição. Os seus quadros são puro repentismo às circunstâncias do plateau, “De quatro no sofá”, “O castigo”, “Dois buracos cheios”, alguns incluídos na obra de fundo, de pesquisa psicológica, de exploração da mente profunda, “Caseiradas Portuguesas Vol 8 - Marta” (2012). “Uma nova conquista do já famoso realizador amador Bererdou, mostra que ainda há muitos segredos sexuais de mulheres portuguesas por revelar. Desta vez, Marta Quatro faz justiça ao seu nome e é penetrada na sua posição preferida.”
[5] O Cinearte projetou farturas de obras de peso da História do Cinema. Por exemplo, terça-feira, 18 de agosto de 1981, o filme holandês “Naakt over de schutting” (1973), real. Frans Weisz, banda sonora Ruud Bos, canção “Hey, A Letter Came Today” p/ Sylvia Kristel, c/ Rijk de Gooyer, Jennifer Willems, Jon Bluming, Sylvia Kristel … com o título local “Nua em cima do muro” estreado quarta-feira, 28 de janeiro de 1981 no Estúdio 444. A sala encerrou segunda-feira, 30 de novembro de 1981 com a intumescente obra francesa “Brigade mondaine: Vaudou aux Caraïbes” (1980), real. Philippe Monnier, banda sonora Cerrone, c/ Patrice Valota, Jacques Bouanich, Julie Margo … com o título local “Aventura nas Caraíbas” estreado quinta-feira, 23 de julho de 1981 no cinema Condes, Av. da Liberdade, 2, tel. 32 25 23.

na sala de cinema

Amici miei” (1975), real. Mario Monicelli, c/ Ugo Tognazzi, Gastone Moschin, Philippe Noiret, Silvia Dionisio … com o título local “Oh! Amigos meus” estreado quinta-feira, 23 de dezembro de 1976 no cinema Londres, Av. de Roma, 7-A, tel. 80 13 13. “O filme narra as aventuras de quatro inseparáveis amigos de infância cinquentões florentinos que enfrentam o seu fastídio existencial com partidas à custa dos incautos. O conde Raffaello Mascetti é um nobre empobrecido que, tendo esbanjado duas heranças (a sua e a da mulher), não renuncia aos bons prazeres da vida, e tem uma amante menor de idade, Titi (Silvia Dionisio) [1], é forçado a viver num primeiro momento como hóspede dos amigos, depois numa cave (cuja renda, sem seu conhecimento, é dois terços paga pelos amigos). Rambaldo Melandri é um arquiteto anónimo na perene demanda de uma mulher, pela qual estaria até disposto a abandonar os amigos, salvo arrependimento de última hora. Giorgio Perozzi (narrador do filme) é um jornalista que procura escapar à desaprovação pela sua pouca seriedade e pelas aventuras extraconjugais que o filho (terrivelmente sério e carrancudo, o contrário do pai) e a mulher lhe reservam. Guido Necchi administra com a mulher Carmen (muito mais empenhada no trabalho que ele) um bar com sala de bilhar, ponto de encontro pontual do grupo de amigos. Aos quatro amigos de sempre junta-se, no decorrer da história, o professor doutor Alfeo Sassaroli, brilhante hospitalário entediado com a profissão e proprietário de uma clinica, que se tornará em breve um pilar do grupo e sob cujo impulso a bravata toma uma nova vitalidade.” “Amici miei - Atto II°” (1982), real. Mario Monicelli, c/ Ugo Tognazzi, Gastone Moschin, Philippe Noiret, Adolfo Celi … com o título local “Oh! Amigos meus… 2.ª parte” estreado sexta-feira, 1 de novembro de 1983 nos cinemas Castil, R. Castilho, tel. 53 01 94, Quarteto sala 4 e Vox, Av. Miguel Conteiras, lote 879, tel. 88 06 06. “Reduzidos a quatro depois da morte de Giorgio Perozzi, «Lello» Mascetti, Guido Necchi, Rambaldo Melandri e Alfeo Sassaroli continuam desenfreados nas suas partidas boémias. Uma visita ao cemitério, onde repousa o amigo, torna-se no cenário de uma partida terrível à custa de Paolo, um inconsolável viúvo diante da tumba da esposa, Adelina; Sassaroli faz o homem acreditar que a defunta também foi amante dele. «Nós os dois a amamos. E ela amou-nos aos dois. Ou mais fisicamente, mais carnalmente, mais adiante espiritualmente, Paolo». Depois, recordam o amigo desaparecido com flashbacks narrativos. Assim, o filme retrocede dos anos 80 para 1966, em Florença, aqui Perozzi mal termina o turno no jornal, passa por casa de Anita, a quente mulher do padeiro. Laura, a mulher de Perozzi, desmascara-o pela terceira e última vez e decide voltar para casa dos pais, deixando-lhe a cargo o filho, Luciano.” “Amici miei - Atto IIIº” (1985), real. Nanni Loy, c/ Ugo Tognazzi, Gastone Moschin, Adolfo Celi … “Envelhecidos, mas sempre com o desejo de prosseguir na caçoada em detrimento dos outros, o paralítico Mascetti, o arquiteto reformado Melandri, o tasqueiro Necchi e o doutor Sassaroli continuam a reunir-se regularmente. Enviuvado há pouco tempo, Mascetti resolve relutantemente estabelecer-se na casa de repouso Villa Serena, onde faz amizade com Valeria, companheira de asilo. Nostálgicos da estroinice em conjunto com Mascetti, Melandri, Necchi e Sassaroli decidem retomar o contacto. Os idosos residentes de Villa Serena continuam as vítimas das partidas dos quatro, e desta vez colaboram na trapaça algumas personagens estranhas ao quarteto, em particular o zelador Cecco. “Amici miei - Come tutto ebbe inizio” (2011), real. Neri Parenti, c/ Christian De Sica, Michele Placido, Paolo Hendel … “Uma prequela dos filmes anteriores. Florença, fim do século XV. Duccio (Michele Placido), Cecco (Giorgio Panariello), Jacopo (Paolo Hendel), Manfredo (Massimo Ghini) e Filippo (Christian De Sica) são protagonistas de partidas em prejuízo dos outros numa tentativa de prolongar o estado de felicidade da juventude e fugir às responsabilidades da vida adulta. Nem a peste lhes faz desistir das suas pândegas. Na verdade, aquela situação dramática parece mais fértil para agir em liberdade e imperturbáveis e dar seguimento às suas travessuras. A cidade apavorada é de facto ideal para fazer cair os desprevenidos nas judiarias urdidas pelos cinco amigos para exorcizar o medo da morte. E quando, depois da última partida a expensas do carpinteiro e herói de futebol em traje de época, Alderighi (Massimo Ceccherini), parecem escassas as vítimas, porque não visar um deles? É assim que Cecco torna-se objeto de uma memorável farsola dos galhofeiros amigos, farsola na qual desempenhará um papel até Lorenzo, o Magnifico (Alessandro Benvenuti), em pessoa.”Ten Brothers of Shaolin / 十大弟子” (1977), real. Ting Chung, c/ Chia Ling, Wang Tao, Chang Yi … com o título local “Os guerreiros de China-Town” estreado sexta-feira, 4 de novembro de 1983 no Politeama, R. Portas de S. Antão, 109, tel. 32 67 16. “Wang Tao interpreta Chi Yueng um discípulo do templo Shaolin que deve escoltar Master Chu, um importante líder Ming deposto, a um local de encontro, enquanto luta contra a força reacionária de Qing que quer o dignitário morto. Este discípulo de Shaolin não está só na sua missão: os seus nove irmãos (também hábeis lutadores do templo) secretamente fornecem ajuda ao longo do caminho.” “Un mauvais fils” (1980), real. Claude Sautet, c/ Patrick Dewaere, Brigitte Fossey, Jacques Dufilho … com o título local “Um mau filho” estreado no Estúdio 444, Av. Defensores de Chaves, 83-B, tel.77 90 95 e no Quarteto sala 1, R. Flores de Lima, 16, tel. 77 13 78. “Bruno Calgani regressa a França após cumprir cinco anos de prisão numa penitenciária americana por tráfico e uso de estupefacientes. Em Roissy, a polícia informa-o dos testes a que deverá ser submetido. Sem residência, Bruno vai para casa do pai, René, trabalhador da construção. O encontro não será caloroso. A mãe do jovem morreu durante a sua detenção e René culpa o filho. Finalmente, Bruno encontra trabalho na livraria de Adrien Dussart, um homossexual que recolhe ex-toxicodependentes, como a bela jovem que se chama Catherine.” “Aqui, é o abuso de drogas que marca a linha de fratura geracional. Nem o pai de Bruno nem o atento empregador de Catherine podem entender a necessidade de drogas, e consideram-no um sinal da falta de estaleca da jovem geração de hoje – a sua posição moral é ligeiramente beliscada pelo facto de ambos consumirem álcool. Os próprios julgamentos morais de Bruno são mostrados como sendo tão imperfeitos e triviais como os de seu pai, e a brecha que se abre entre eles através de uma incompreensão mútua e falta de vontade de ver as coisas do ponto de vista do outro, em breve parece intransponível. Sautet é, se algo, um otimista, e o filme termina não com uma separação permanente mas com a possibilidade de uma reconciliação duradoura entre as gerações. O sangue é, apesar de tudo, mais denso o que a água. Sautet tinha considerado inicialmente Gérard Depardieu para o papel de Bruno, mas depois mudou de ideias quando pensou que o ator era demasiado autoconfiante para interpretar de forma convincente o frágil protagonista. Patrick Dewaere era o substituto ideal, um ator famoso por interpretar falhados atormentados, multifacetados e geralmente simpáticos. Como homem, Dewaere era um enigma, uma força da natureza afável e temperamental – ele teve uma enorme desavença com os média por volta da altura em que fez este filme (resultado de ter esmurrado um jornalista) e suicidou-se (por razões que permanecem desconhecidas) somente poucos anos depois.” “The Concrete Jungle” (1982), real. Tom DeSimone, c/ Jill St. John, Tracey E. Bregman, BarBara Luna … com o título local “A selva de cimento” estreado quinta-feira, 2 de fevereiro de 1984 no Vox. “O desprezível Danny (Peter Brown) usa a sua inocente enamorada Elizabeth Deming (Tracey Bregman) para transportar um carregamento de cocaína nos esquis. «Com uma cara de anjo daquelas, nenhum bófia no mundo alguma vez sonhará que aquela coelhinha esquiadora transporta a sua própria neve». Todavia, os cães farejaram a droga na bagagem e ela é filada no aeroporto. Depois de um julgamento sumário, é enviada para a Instituição Correcional para Mulheres na Califórnia. Aí ela aprende rapidamente que tem que abrir a pestana se quiser sair inteira. «Calminha cabra, não vou comer-te… talvez vá». Elizabeth descobre que a diretora (Jill St John) não é só cruel e antipática, está também conivente com uma reclusa, Cat (BarBara Luna), a mandachuva da cadeia, que é sua sócia numa rede de droga e prostituição na prisão. Quando Elizabeth testemunha um assassinato cometido por Cat e as suas capangas, ela despreza os seus salamaleques e torna-se sua inimiga. Entretanto, a diretora-adjunta Shelly Meyers (Nita Talbot), ciente do negócio de drogas e prostituição dirigido pela diretora e Cat, também suspeita que Elizabeth tem conhecimentos que poderiam ajudar a condenar as vilãs, e começa a espremê-la para obter informação. «Quer que meta a cabeça no cepo e espere por justiça? Estaria morta pela manhã». Isto não é bom auguro para Elizabeth, por esta altura, a diretora também está desconfiada e procura destruir a rapariga antes que ela possa falar.” “Yellowbeard” (1983), real. Mel Damski, c/ Graham Chapman, Peter Boyle, Cheech Marin … com o título local “As Loucas Aventuras de Barba Amarela, o Pirata” estreado quinta-feira, 29 de março de 1984 no Império, Av. Afonso Henriques, 35, tel. 55 51 34/5 e no Roxy, Av. Almirante Reis, 20, tel. 54 85 60. “O pirata Barba Amarela (Chapman) está preso há 20 anos por evasão fiscal. Ele sobreviveu à sentença, mas não revelou o paradeiro do seu vasto tesouro. A Royal Navy congemina um plano para aumentar a sua sentença em 140 anos, sabendo que ele escapará para ir buscar o tesouro. Assim o faz recrutando uma chusma eclética de companheiros. Ele tinha deixado o mapa do tesouro na chaminé do pub da mulher, mas ela queimou-o. E diz-lhe que tatuou o mapa na cabeça do filho deles. As coisas começam a correr mal quando o seu traiçoeiro antigo contramestre, Mr. Moon (Boyle) se apossa do navio. Com o chefe dos Serviços Secretos Britânicos (Eric Idle) no encalce, eles por fim encontram a ilha, onde o terrível déspota El Nebuloso e o seu mordomo El Segundo (Tommy Chong e Cheech Marin) assentaram praça com o tesouro, e a batalha pelo prémio começa.” Factos: “Último filme de Marty Feldman. Morreu durante a produção a 2 de dezembro de 1982 de um ataque cardíaco fulminante.” “O filme foi inspirado por Keith Moon, baterista dos The Who, que era amigo pessoal de Graham Chapman. Moon queria desempenhar o papel de Barba Amarela, mas não pôde devido a problemas de saúde, morrendo em 1978, cerca de cinco anos antes de o filme ser realizado e lançado. Chapman declarou uma vez que Moon vivia como um pirata com o seu jeito selvagem. A personagem chamada Moon, interpretada por Peter Boyle, leva o seu nome como homenagem.” “Eric Idle disse que este é um dos piores filmes que alguma vez fez, mais tarde disse: «Os melhores tempos podem estar nos piores filmes e vice-versa, por exemplo, Barba Amarela, que eu não teria perdido por nada no mundo.” “John Cleese chamou a este filme: «Um dos seis piores filmes da história do mundo».” “Barba Amarela é baseado e é uma paródia do infame e sanguinário pirata Edward «Barba Negra» Teach. Barba Negra entrelaçava cordões de linho no cabelo e acendia-os para assustar as suas presas, como Barba Amarela faz no filme. Além disso, Teach era conhecido por assassinar de forma horrível as tripulações dos navios abordados se oferecessem qualquer resistência.” “A piada sobre Barba Amarela ter cometido atos de violência horrendos e roubo, mas ter sido preso por evasão fiscal, é uma óbvia referência a Al Capone.” “Adam Ant foi originalmente escolhido para o papel de Dan, mas desistiu depois de perder a paciência com os atrasos na produção. Sting foi então sondado e queria o papel, mas os produtores insistiam num ator americano. Martin Hewitt foi por fim contratado.” “Beau-père” (1981), real. Bertrand Blier, c/ Patrick Dewaere, Ariel Besse, Maurice Ronet … com o título local “O padrasto” estreado quinta-feira, 3 de fevereiro de 1983 no Londres. “Rémi é um pianista nas lonas com uma esposa chamada Martine, uma modelo que está a ficar velha demais para encontrar trabalho satisfatório, e uma enteada de 14 anos, Marion. Quando Martine morre num acidente de viação, Marion expressa o desejo de ficar com Rémi no apartamento deles, mas é levada pelo seu pai, Charly, um alcoólico que embirra com Rémi. Marion regressa, muito para desagrado do seu pai, e cuida de crianças para ajudar nas despesas, enquanto Rémi dá lições de piano. «Não te incomodes, tu lês o teu jornal, eu leio o meu Dickens» - diz Marion metendo-se na cama dele. Dentro de pouco tempo, Marion diz a Rémi que se sente fisicamente atraída por ele, mas ele resiste aos avanços dela por causa da sua pouca idade. «Rémi, quero absolutamente que o meu primeiro homem sejas tu». Quando lhe é diagnosticada uma anemia, Marion é enviada para as montanhas com o pai, entrementes Rémi perde o apartamento e muda-se para casa de amigos. Um homem abatido, encontra-se com Marion e fazem sexo num hotel. Ela regressa para viver com ele numa casa degradada e condenada, e embora ele primeiro resista a ter mais sexo, gradualmente cede. Durante uma visita, o pai de Marion a determinada altura vê os dois abraçados. Pergunta-lhes se estão a ter um caso, mas quando Rémi contesta, Charly pede desculpa e sai. Por fim, Rémi interessa-se por uma mulher mais velha, Charlotte, que é também uma talentosa pianista, enquanto Marion também procura um substituto para ele e muda-se de volta para casa do seu pai. (…). Ariel Besse, no seu primeiro papel, tinha 15 anos na época. Embora esteja nua no filme, os seus pais deram consentimento, dizendo que ela foi trata com sensibilidade. Besse ficou com o papel depois de Sophie Marceau tê-lo recusado.” [2]
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[1] Silvia Dionisio estreou-se no cinema aos 14 anos, como a filha do príncipe Cesare della Romita no filme “Darling” (1965), real. John Schlesinger, estreado sexta-feira, 24 de março de 1976 no cinema Roxy; vencedora aos 16 anos do concurso Miss Teen Ager em 1967; é vista pela última vez em 1984 no anúncio publicitário para a Campari, “Oh, che bel paesaggio!”, realizado por Frederico Fellini.
[2] “No caso de Ariel Besse, os seus pais processaram os distribuidores e produtores do filme por um cartaz mostrando-a sentada, de mamas de fora, nos joelhos de Patrick Dewaere. [Na Argentina, desenharam-lhe um penteado diferente para disfarçar os mamilos]. A mãe da atriz alegou que o cartaz fora difundido sem sua permissão, e que o seu contexto – mostrado em outdoors em toda a França – fez um uso abusivo de Besse; contrastando com o que ela dissera que tinham sido a delicadeza e a sensibilidade com as quais o filme em si a tratara. O juiz decidiu em favor dos produtores, dizendo que havia cenas no filme que eram ainda mais explícitas que o cartaz, ignorando o pormenor que o contexto provido por um cartaz na rua e um filme podem ser diferentes para alterar o sentido do que está a ser exibido.”

no aparelho de televisão

Traquenards” (1987), real. Christian Alba, Bruno Carrière, Jean-Claude Charnay, Raoul Held, François Labonté, Marianne Lamour, c/ Louise Marleau, Septimiu Sever, Marie-Chantal Labelle, Suzy Delair, Jacques Godin, Macha Grenon, Marie-Andree Courchesne, Khanh Hua … série franco-canadiana com o título local “Armadilhas” transmitida na RTP 1 pelas 23h25, às terças-feiras, de 4 de abril / 11 de julho de 1989. Esta série de 13 episódios é uma coprodução da France 3 e da Société Radio-Canada com a Via le monde Daniel Bertolino Inc. e é um autêntico tributo à juventude. Ela foca toda a força e as várias qualidades que a gente jovem usa para ultrapassar as dificuldades e os obstáculos com que vão deparando [1]. Locais extraordinários, situações bizarras, testes que desafiam a coragem dos jovens e espírito de humor, são alguns dos ingredientes que se combinam para fazer desta série um divertido e estimulante programa de televisão para toda a família. 1.º episódio: Em 1948, numa ilha, uma família vivendo numa mansão, comemora o aniversário de Miss Lucy. Esta, tomando conhecimento que a sua mãe não a ama e tem ciúmes da sua juventude, foge para a floresta e esconde-se junto de uma rocha onde encontram apenas a sua boneca. Ao mesmo, a sua mãe faz um encantamento alquímico e Miss Lucy é atingida por um raio. Miss Lucy desaparece mas uma fonte começa a brotar da rocha. 3.º episódio: Uma senhora e a sua filha chegam à Bretanha e ficam alojadas num castelo. As suas férias não vão ser muito calmas, pois o proprietário da casa encontra uma caveira, que irá inquietar as veraneantes. 5.º episódio: Um talismã-escorpião está na origem de situações insólitas, de grandes perigos e de estranhas aventuras. 7.º episódio: Um estranho cavaleiro medieval ataca uma jovem, deixando-a em estado de choque. 8.º episódio: Ao visitarem uma fortaleza, uns estudantes encontram uma grande quantidade de bonecos que servem para fazer experiências. Durante a noite, duas alunas entram na fortaleza para roubarem um vestido para o baile de finalistas, mas são assustadas por outros alunos que se encontram ali escondidos. 9.º episódio: Claudis é pintora. Quando a sua afilhada a visita para umas férias de verão, descobre que aquilo que pinta tem semelhanças com acontecimentos passados, muito estranhos. 10.º episódio: A caminho das praias do sul aonde vão passar férias, dois amigos aproveitam para visitar alguns locais de interesse turístico. Ao encontrarem uns falsos frades, um arqueólogo e um barão à volta de uma gaiola-prisão em ferro, do século XV. 11.º episódio: Durante as férias de verão, o jovem Dennis resolve ir trabalhar para a biblioteca de um seminário, onde existe uma secção chamada «O Inferno» ou «Biblioteca Esquecida». 13.º episódio: Dois jovens procuram no jardim botânico um bonsai milenário, para levarem como ideia original à festa de Carnaval da escola. Catherine, que anda a tomar comprimidos para a alergia, adoece. “Anzacs” (1985), real. Pino Amenta, John Dixon, George Miller, Ray Daley, c/ Andrew Clarke, Paul Hogan, Jon Blake, Megan Williams … minissérie australiana com o título local “Heróis de guerra” transmitida na RTP 1 pelas 21h00, às segundas-feiras, de 22 de maio / 26 de junho de 1989. Anzacs é uma série de cinco episódios que nos conta a história de um grupo de soldados e de enfermeiras, durante a Primeira Guerra Mundial. Os Anzacs eram os membros do Australian and New Zealand Army Corps, que lutou bravamente durante os quatro anos que durou a guerra e que se cobriu de glória escrevendo uma página brilhante nos anos da guerra. Esta série relata-nos as suas esperanças e as suas aspirações, os seus conflitos e as suas relações de amizade. Há momentos de comédia, drama, ação e romance. “1914. Distrito Ocidental, Victoria, Austrália. Martin Barrington, filho de um rico proprietário rural nascido na Inglaterra, Sir Rupert Barrington, (que ainda se considera «britânico») e de Lady Thea Barrington, regressa a casa mais cedo dos seus estudos universitários com planos para se estabelecer no norte, na propriedade da família em Queensland, numa tentativa de melhorar a produção pecuária. O seu melhor amigo, o feitor Dick Baker, inicialmente concorda acompanhá-lo, mas depois quer alistar-se para combater na Grande Guerra que acaba de eclodir na Europa e Martin concorda segui-lo (após recusar uma comissão como segundo tenente no antigo regimento britânico de infantaria do pai), acompanhado pela irmã de Dick (e namorada de infância de Martin), Kate, que se tornará enfermeira do exército.” 2.º episódio: Em abril de 1916, depois da sangrenta batalha de Gallipoli, as tropas australianas desembarcam finalmente em França. Após um primeiro contacto com as gentes da região, os soldados preparam-se para enfrentar de novo a dura realidade da guerra. E o confronto não se faz esperar: em Pozières, rodeados pela artilharia pesada, os homens caem, mortos ou feridos ao som do ribombar ensurdecedor dos canhões. Numa carta ao reverendo Lonsdale, Martin descreve o episódio como um dos mais terríveis de toda a história. 3.º episódio: O rigor do inverno força os dois exércitos inimigos a fazerem uma trégua. Esgotados por seis meses de guerra, os australianos são mandados para Hindenburg Line, fortaleza inexpugnável onde os alemães estabeleceram uma base de defesa. Entretanto, os soldados começam a acusar os efeitos do desgaste provocado pelas duras condições a que têm sido sujeitos. Martin é ferido e transportado para o hospital, onde recebe a visita de Kate. Esta, alarmada com a gravidade da situação, pede ao médico que não lhe dê morfina, pois poderia apressar a sua morte. 5.º episódio: Apesar da apreensão manifestada por Monash face à retirada de um grande número de soldados americanos, a batalha de Hamel terminou com uma derrota estrondosa para os alemães. “Monte Carlo” (1986), real. Anthony Page, c/ Joan Collins, George Hamilton, Lisa Eilbacher, Lauren Hutton … minissérie americana transmitida na RTP 1 pelas 21h05, às quintas-feiras, de 1 a 22 de junho de 1989. 1.º episódio: A Alemanha invadiu a Bélgica e a Holanda. Os rumores de uma Segunda Guerra Mundial começam a fazer-se ouvir nos casinos e praias de Monte Carlo. A elite que aqui veio procurar a diversão e o alheamento dos problemas mundiais chega à conclusão de que não pode ignorar a realidade cinzenta da guerra. 2.º episódio: Katrina Petrovna (Joan Collins), a espia britânica que forneceu a lista de notáveis fascistas italianos e alemães que iriam estar presentes na festa, tenta arranjar uma desculpa para se retirar antes da meia-noite, hora para que estava previsto o ataque da força aérea inglesa. À hora marcada, os aviões britânicos começam a disparar e gera-se uma grande confusão. Katrina vê que Humberto foi atingido e consegue escapar com Harry Price (George Hamilton). 3.º episódio: O piloto de um dos aviões que bombardeou Monte Carlo foi capturado pelos alemães. Katrina tem que arquitetar um plano para o conseguir libertar. Entretanto Christopher Quinn (Malcolm McDowell), que está a ser vigiado pelos homens da Gestapo, oferece dinheiro a Harry para que este entregue os diamantes em Lisboa, para conseguir que os judeus refugiados fujam da Alemanha. 4.º episódio: Quinn é morto pela Gestapo, Harry e Katrina são surpreendidos de noite, por Pabst (Peter Vaughan), que descobrira o rádio transmissor da espia. Ela é presa e torturada para que confesse e denuncie a sua ligação com os serviços secretos britânicos. Harry consegue contactar com elementos da resistência para organizar a libertação de Katrina. [2]In Search of the Trojan War” (1985), documentário da BBC escrito e apresentado por Michael Woods … com o título local “Guerra de Troia” transmitido na RTP 2 às sextas-feiras, pelas 18h10, de 28 de abril / 2 de junho de 1989. Os sucessores de Schliemann tentam dar corpo ao seu sonho romântico de provar que a história de Homero era verdadeira. Expedições alemãs (1890) e americanas (1930) dirigiram-se à colina onde se supõe ter existido na antiguidade a cidade de Troia e realizaram-se escavações para tentar obter dados concretos sobre a guerra contada na «Ilíada». Porém as conclusões a que chegaram levam a interpretações diferentes. Episódios: “«A era dos heróis» – a história da guerra de Troia. O tesouro perdido de Troia. Relato da vida de Heinrich Schliemann e investigação sobre Troia. «A lenda sitiada» – a pesquisa de Wilhelm Dörpfeld. Descobertas e teorias de Arthur Evans. As descobertas de Carl Blegen, a decifração da escrita linear B e o papel de ambas na credibilidade da guerra de Troia. «O cantor de contos» – o papel e a muito antiga fidedignidade das tradições orais. A fiabilidade de Homero desafiada. «As mulheres de Troia» – pilhagem na Idade do Bronze. A tomada de mulheres e crianças como escravos e o seu papel económico e político. O recente paralelo da escravatura africana. «O império dos hititas» – evidências documentais decisivas dos hititas. Conflitos recorrentes com os micénicos. «A queda de Troia» – o conflito de Troia e colapso do final da Idade do Bronze mediterrânica.” “The Day My Kid Went Punk” (1987), real. Fern Field, c/ Jay Underwood, Christine Belford, Bernie Kopell … episódio do programa “ABC Afterschool Specials” desenhado para formar a consciência étnica americana através do entendimento de temas vários do seu quotidiano: sida, alcoolismo, divórcio, gravidez adolescente, etc. transmitido na RTP 2 pelas 18h05 segunda-feira, 10 de abril de 1989. Trata-se de um telefilme que nos conta a história de um jovem e talentoso violinista que resolveu modificar a sua aparência, como forma de atrair sobre si a atenção da sua própria família. “Vale a pena dar uma vista de olhos, especialmente quem está numa de retratos grotescamente desnaturados do movimento punk num contexto confrangedoramente anódino e burguês – mas atenção: o espírito neste programa não tem nenhuma semelhança com a insana hostilidade encontrada no clássico episódio de 1982, «Next Stop, Nowhere», da série «Quincy, M. E.» – o que seria pedir muito de um «ABC Afterschool Special». Ainda há muito que casquinar aqui. Há muitos rostos conhecidos – Bernie Kopell (o Doc de «The Love Boat»), James Noble (o governador de «Benson»), Roxie Roker (dos «Jeffersons») e Craig Bierko (Cinderella Man) – e este tareco todo é uma meiga facada sob-John Hughes na alienação adolescente. A estopada é que o «punk» no episódio será quase irreconhecível para qualquer um familiarizado com a coisa real. Fiel ao título, o jovem Terry Warner faz realmente uma mudança total, de um banana na orquestra do liceu para um eriçado punk numa rápida sessão de transformação autoaplicada numa casa de banho do aeroporto.” “The Voyage of the Mimi” (1984), c/ Ben Affleck, Mary Tanner Bailey, Edwin De Asis … transmitido na RTP 2 pelas 18h50, às quartas-feiras, de 29 de junho / 28 de setembro de 1988. “Série de 13 episódios da televisão educacional americana retratando a tripulação do Mimi explorando o oceano e fazendo um recenseamento das baleias-corcundas. A série foi transmitida no Public Broadcasting Service (PBS) e foi criada pelo Bank Street College of Education em 1984 para ensinar alunos do liceu acerca de ciência e matemática de forma interessante e interativa, onde cada lição relacionava-se com aplicação no mundo real. Depois de um segmento de aventura fictícia na primeira parte, um correspondente «documentário de expedição», na segunda parte, ensinava aos telespetadores algo cientifico relacionado com o enredo do episódio que acabaram de ver. Por exemplo, houve um episódio cuja ação consistia na obtenção de água potável, e no decorrer da segunda parte o espetador recebia lições sobre condensação, calor e os três estados da matéria.”   
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[1] Os jovens despacharam o último problema, o problema da escravidão sexual da mulher, a mulher negregada picotada por um rolo assovelado como mero chanato nas mãos grassentas de um sapateiro remendão. Felizmente, nas economias digitais, há startups para fazer sexo e a mulher já não tem que se arriar a essa peste milenar. Finalmente, elas assinaram o tratado de Versalhes com as suas vaginas, pondo um ponto final em todas as guerras, a da violência doméstica, a do assédio sexual, descativando-se para forte chuva de presidentas (irá cair). Lilit A, 1,67 m, 48 kg, 80-60-87, olhos verdes, cabelos castanhos, nascida Natasha Udovenko (Наташа Удовенко) em 16 de outubro de 1994, na Ucrânia, t.c.c. Ariel, Rufina T. Tipo de vagina: esguia. “Vaginas esquias são para raparigas invulgarmente magras. Este tipo de vagina é agraciado com uma estrutura estreita e adelgaçada. A melhor parte de ter uma vagina esguia é a habilidade de ter um ajuste mais apertado. É por isso que as raparigas magras são mais apertadas. E mais fundas. A experiência é sexo-sensacional.” Entrevista: P: “O que é que te atraiu para a indústria para adultos?” Ariel: “Bem, começou com posar nua, porque adoro nu artístico, gosto tipo expressar os meus sentimentos nessas fotos, talvez seja por isso que comecei a participar em filmes, e gostei imenso e gostei mesmo imenso do nosso conceito de site, é por isso talvez que comecei a trabalhar nesta indústria.” P: “Dirias que sentes-te mais desinibida de te expressares quando estás no set com uma realizadora ou um realizador? Se sim, como?” Ariel: “Eu acho… não tenho assim uma grande experiência, para mim sinto-me à vontade com mulher assim como homem.” P: “Qual é a tua parte favorita de trabalhar no set com uma produtora? Era eu.” Ariel: “Podemos falar, ser como amigas e divertirmo-nos muito.” P: “A tua vida sexual ou perceção do sexo mudou com a Yonitale, se sim explica como.” Ariel: “Sim, mudou muito, porque antes eu pensava como fazer a minha parceira sentir-se melhor, sentir-se à vontade, mas depois da Yonitale, quando estava a trabalhar com a Yonitale, e agora, estou a tentar dar prazer à minha parceira e também tê-lo. O meu primeiro orgasmo tive-o depois de algumas massagens com Yonitale.” P: “O teu primeiro orgasmo de sempre?” Ariel: “Sim.” P: “Tem havido sempre a opinião que o porno é degradante para as mulheres ou não é compatível com a ideologia feminista, qual é a tua opinião?” Ariel: “Acho que é um bocado verdade, porque não gosto quando as mulheres fazem coisas pesadas, não aprecio, é por isso que trabalho para a Yonitale porque fazemos coisas suaves, eróticas e eu gosto.” P: “Com todo o talento feminino na indústria, quem te influenciou mais e como?” Ariel: “As raparigas Yoni que conheci na produção da Yonitale, tal como a Olivia Y, a Katya Clover, a Kiki, claro, e outras raparigas, elas influenciaram-me imenso, porque têm muita experiência e eu recebo sempre algo novo delas.” P: “O que há no teu estilo de posar que sentes que te diferencia do resto?” Ariel: “Eu acho que sou autêntica, tento mostrar o meu melhor lado e mostrar o verdadeiro eu.” P: “Alguma vez pensas fazer realização, se sim, como caracterizarias o teu potencial estilo de realização?” Ariel: “Penso que no futuro gostaria de fazer isso, mas neste momento sinto que não tenho grandes ideias, não tenho muita experiência, mas, por exemplo, para orgasmos, também gostava de dirigir, talvez no futuro o faça.” P: “Que conselhos davas às outras mulheres na indústria?” Ariel: “Acho que gostaria de aconselha-las a não fazer coisas pesadas, e talvez que pensem nos seus orgasmos, no seu próprio prazer, e não só ganhar dinheiro, tipo produções diferentes, mas também ganhar dinheiro por prazer, trabalhar por prazer, estar satisfeita com isso.” Sites: {brdteengal} {Lucious Club} {The Nude} {Wikipédia} {Instagram} {Facebook} {Twitter} {Secret of Pleasure} {European Pornstars} {Indexxx} {Erotic Beauties} {Met-Art} {Nude Gals} {Nexto Models} {Euro Babe Index} {PornHub} {Elite Babes} {Kindgirls} {Define Babe} {Eternal Desire} {Coed Cherry}. Obra fotográfica: {fotos1} {fotos2} {fotos3} {fotos4} {fotos5} {fotos6} {fotos7} {fotos8} {fotos9} {fotos10} {fotos11} {fotos12} {fotos13} {fotos14} {fotos15} {fotos16} {fotos17} {fotos18} {fotos19} {fotos20}. Obra cinematográfica: {“Yoni Kisses” + Sindy Black} ѽ {“Holidays with Ariel”} ѽ {“Monologue”} ѽ {“Orgasm World Championship: Public” vs Katya Clover} ѽ {“Tropical Satisfation”} ѽ {“Tropical Lovers” + Kiki} ѽ {“Shaving”} ѽ {“Public Pleasure”} ѽ {“Sisters”} ѽ {“Secret of Plearure # 3”} ѽ {“Backstage с МК С.Ковбасюка”} ѽ {“Backstage Pylypko vs Kazarinov”} ѽ  {“Natalie Feminine”} ѽ {“Магниты (фан видео)”}.
[2] A ação do filme decorre em 1929, todavia Katrina Petrovna canta “The Last Time I Saw Paris”, canção composta por Jerome Kern com letra de Oscar Hammerstein II, publicada em 1940. Será cantada por Ann Sothern no filme “Lady Be Good” (1941), real. Norman Z. McLeod, estreado terça-feira, 17 de novembro de 1942 no cinema São Luís. “A canção não tinha sido escrita para o filme, e Hammerstein disse que «não foi escrita por encomenda». Ainda assim venceu o Oscar de Melhor Canção Original em 1941. Era o segundo Oscar de Kern (depois de «The Way You Look Tonight» em 1936), e o primeiro de Hammerstein. Kern ficou tão chateado em vencer com uma canção que não tinha sido escrita especificamente para um filme, e que já tinha sido publicada e gravada antes mesmo de o filme ser lançado (havia seis versões em dezembro de 1940, entre elas Tony Martin com Victor Young & His Orchestra ou Kate Smith), que pediu à Academia de Cinema para mudar as regras. Desde então, a canção nominada para o Oscar tem de ser escrita de propósito para o filme onde é cantada.”

na aparelhagem stereo

Durão Barroso, orador no painel «União Europeia, Continuidade e Mudança», no âmbito do XXIV Internacional Meeting in Political Studies, promovido pela Universidade Católica: «Temos de contar com a sra. Merkel. Ela é o ponto de equilíbrio essencial. O único país que tem valorizado a União Europeia é a Alemanha». (…). «Quando o partido de Cameron saiu do Partido Popular Europeu, eu e a sra. Merkel dissemos-lhe que era um erro. Como conservador que é, não devia ir contra o establishment» [1]. Citou ainda um outro acontecimento vivido com o líder conservador britânico, desta vez na capital portuguesa, em dezembro de 2007. «Chegou atrasado de propósito à assinatura do Tratado de Lisboa porque não queria estar na fotografia de família. Eles procuraram sempre mostrar a sua excecionalidade entre um setor mais moderno e educado e um setor mais retrógrado».” 
A urbanidade europeia não se cinge aos bons políticos e ao bom trabalho dos bons políticos, derrama-se sobre o território em si terra de segurança e eficiência económica. “As festas de San Fermín, em Pamplona, Espanha, terão, este ano, um aliado para travar um gesto pouco cívico: um novo líquido que faz a urina ressaltar para as pernas e pés das pessoas. As festas de San Fermín levam milhares de pessoas às ruas de Pamplona. Os touros, largados pelas ruas, são as estrelas das festas. Estima-se que os gastos provocados pela urina nestas festas alcancem os 10 mil euros. Este ano, os serviços de limpeza vão combater o problema com o lançamento do repelente «CK-Splash Back». Este líquido «provoca um ressalto da urina na parede e a pessoa acaba por urinar as calças e os sapatos», explica Ezenarro Iñaki, responsável dos serviços públicos da cidade espanhola de Hernani, que já experimentou o «CK-Splash Back». (…). Também na Alemanha há iniciativas idênticas. Em Hamburgo é utilizado um aerossol que resulta, igualmente, num ressaltar de urina para os pés e pernas das pessoas. Os alemães apelidaram o evento de «pintura hidrofóbica».”
Enquanto se pintam as canelas, um povo inteiro carrega-se nos ombros de heróis do mar de golo alto. “Quaresma voltou a ser decisivo ao marcar o último penálti que garantiu as meias-finais do Euro 2016 a Portugal. Na flash interview, o extremo falou do momento decisivo e das hipóteses de Portugal na prova. «Uma pressão enorme. Tinha um país nas minhas costas. Fiquei feliz, sabia que ia ser golo. Não tive muito tempo para pensar. Antes de ir para a bola estava muito confiante. Estamos no caminho certo e vamos continuar».”
No dobrar do cabo da década de 80:
Super Europe” (1989), p/ Monique I Want Your Body” (1991), p/ Nymphomania feat. Monique. “Monique Sluyter (Sneek, 27 de julho de 1967) é uma modelo e apresentadora holandesa. Tornou-se conhecida na Europa no final dos anos 80 início de 90 graças à sua participação como assistente nos programas «Colpo grosso» e «Tutti Frutti» [2]. Após o sucesso na TV, estabeleceu-se como modelo e apresentadora de televisão, concentrando a sua atividade principalmente na Holanda. Quando tinha 18 anos, foi descoberta em Heerenveen por um caçador de talentos da Mediaset, enquanto assistia a um concurso de beleza. Pouco depois, formou-se e mudou-se para Milão, onde iniciou a sua carreira de modelo e viveu até aos 24 anos. Estreou-se na televisão na temporada 1989/90 no programa do canal Italia 7, «Colpo grosso», como assistente do apresentador Umberto Smaila. Manteve a mesma função na versão alemã do programa, chamada «Tutti Frutti», ajudando neste caso Hugo Edon Balder, transmitida na RTL (visto em Portugal via satélite na era da moda das antenas parabólicas ao nascer dos anos 90). Além disso, nesses anos gravou o single «I Want Your Body» [3], juntamente com o grupo Nymphomania, incluído em 1993 na banda sonora do filme «True Romance», de Tony Scott. Gravou também a música de abertura, sempre da temporada 1989/90, do «Colpo grosso», «Supereurope», editada como 45 rotações pela Five Records SRL (depois mudou o nome para RTI Music), junto com o tema do genérico final, «Cia' Presente Colpo Grosso?», cantado por Umberto Smaila.” Cin Cin'” (1990) Mambo Mambo” (1991), p/ The Tutti Frutti - Girls. “«Tutti Frutti» era a versão alemã do concurso italiano «Colpo grosso». Foi transmitido de 21 de janeiro de 1990 até 21 de fevereiro de 1993 na RTL, durante três temporadas, totalizando aproximadamente 140 episódios. Foi o primeiro programa erótico na televisão alemã, também disponível aos telespetadores em toda a Europa, uma vez que foi emitido sem encriptação via satélite Astra, captado nos lares portugueses através de antenas parabólicas, montadas nos telhados dos prédios, por uma taxa de instalação mais mensalidade de 27$00 pagas pelos condóminos aderentes, os outros, viam à borla na mesma. O programa causou considerável indignação na época, visto que a nudez parcial era a sua principal característica (apresentava mulheres escassamente vestidas e striptease). Foi inovador na transmissão de videoclips em 3D, para óculos bicolores, onde o fundo era passado lateralmente a uma velocidade mais lenta daquela das dançarinas em primeiro plano, dando assim o efeito de profundidade num ecrã 2D, usando o efeito Pulfrich.” “Parte das raparigas presentes no programa já tinha experiência na fotografia erótica. Em alguns casos, as raparigas que eram apresentadas como concorrentes voltavam depois como strippers, e por sua vez, algumas strippers eram promovidas as raparigas Cin Cin. Algumas das strippers e das raparigas Cin Cin continuaram a sua carreira no mundo do espetáculo ou entraram no chamado star system. Entre elas:
A holandesa (mais tarde naturalizada francesa) Esther «Amy» Koolman, a «cereja» das raparigas Cin Cin 89/90, que, uma vez saída do programa, tornou-se célebre como estrela porno com o nome artístico Zara Whites. A modelo sueca Jasmine Lipovsek, que já havia participado no programa como concorrente, e depois como rapariga Cin Cin, (a «morango»), posteriormente casou-se com o piloto da Fórmula 1, Ivan Capelli. A holandesa Monique Sluyter e a italiana Tiziana D’Arcangelo, embora aparecendo na edição de 89/90 de «Colpo grosso», participaram na versão alemã «Tutti Frutti» em 89/90 e na temporada seguinte, 90/91 (Sluyter fez um breve regresso ao «Colpo grosso» para alguns episódios em 1991 substituindo Amy «Tripla» Charles). Monique Sluyter continuará a sua carreira como playmate (obtendo por quatro vezes a capa na edição holandesa da Playboy), e fará também algumas aparições especiais em filmes não eróticos, assim como tentará a profissão de cantora com um single (I Want Your Body), produzido pela Emi-Bovema B.V. (depois chamada EMI Music Holland B.V.). Em 2005, Sluyter participou num remake do «Colpo grosso» chamado «ShowGirl», transmitido pelo Happy Channel. Tiziana D’Arcangelo, por sua vez, aparecerá em papéis secundários em filmes italianos e holandeses. A belíssima galesa Amy Charles, stripper principal, em seguida, ao lado de Smaila, com o papel de «assistente-caixa», depois do fim do programa gravou algumas canções de dança, publicadas em diversas coletâneas durante os anos 90. A húngara Deborah Wells apresentou-se como stripper no programa, mais tarde tornou-se célebre como estrela porno, trabalhando em várias produções hardcore europeias e americanas. A atriz californiana Tracy Dali, presente em 1991 na edição alemã como stripper, participará em anúncios e diversas dezenas de filmes, seja como protagonista seja como figurante (papel para o qual tinha alguma experiência antes de «Colpo grosso», tendo uma breve aparição em «Regresso ao futuro II»). A italiana Nadia Picciurro, mamalhuda e desafortunada assistente da primeira edição, em 1988, morre com apenas 19 anos a 10 de junho desse ano num acidente de viação. Voltava de uma discoteca com o seu agente, finda a noite, o Audi colidiu com um camião perto de Forli. Os vinte episódios gravados foram, não obstante, transmitidos contra a vontade da família. Ela participou também como convidada permanente no programa «L’araba fenice» de Antonio Ricci, apropriadamente como assistente do «Colpo grosso». Nascida em Piacenza, mas orgulhosa das suas origens sicilianas começou a trabalhar no mundo do espetáculo em 1987, participando no concurso Miss Seno Fantastico que vence batendo a concorrência. Experiência fantástica que lhe permite conhecer Berlusconi. Logo depois, foi escolhida numa audição de «Colpo grosso», continuando, todavia, a atuar com um grupo de raparigas, «Nadia e il balletto country di Ezio Venturi», em várias discotecas de Itália. A italiana Nadia Visintainer, licenciada em Medicina e cantora, nascida a 30 de junho de 1963, em Cles, no Trentino, no «vale das maçãs», e rapariga Cin Cin (assinalada com o «ananás») na edição de 89/90; em 2009, participou num episódio do programa televisivo «Matrix» (durante o qual afirmou ter recebido, naquele tempo, alguns «avanços» da parte de um político, o qual, em troca, prometia-lhe uma brilhante carreira no mundo do espetáculo, mas por ter oposto uma nítida recusa encontrou assim muitas dificuldades para permanecer «na corrida». Convidada nos programas «Lucignolo», «Soliti ignoti», e num serão dedicado inteiramente ao «Colpo grosso», na RAI Due, apresentado por Alda d’Eusanio, revelou a sua nova profissão de produtora teatral e músico, anunciando a saída do seu livro dedicado precisamente à sua experiência como rapariga Cin Cin, livro que saiu em março de 2016, intitulado «Piacere, sono quella si Colpo Grosso» [4]. A italiana Alma Lo Moro era «amuleto da sorte» com o símbolo do trevo e, posteriormente, rapariga Cin Cin com o «mirtilo». Depois, em 1989, entrou nos filmes eróticos «Racconto immorale» de Salvatore Bugnatelli e «Boutique» de Lorenzo Onorati. A alemã Elke Jeinsen, nascida em Estocolmo a 25 de julho de 1966, mas vivendo na Alemanha desde um ano de idade, onde, em 1986, se tornou Miss Hanôver, classificando-se em segundo lugar na Miss Alemanha e, em outubro desse ano, posou para a edição alemã da Playboy. Em 1991 estava no elenco de «Colpo grosso» como rapariga Cin Cin (o «morango»). Em seguida, continuou a sua carreira de modelo, participando em vários programas, filmes e séries de TV (incluindo um episódio de «Baywatch» e um papel em «Crocodile Dundee in Los Angeles»). Também aparece no teledisco de «Night Calls» de Joe Cocker. Na década de 2000, dedicou-se a filmes softcore como «Every Man’s Fantasy 2», «Hellcats in High Heels 2» ou «Real Tickling». Elke, 1,74 m, 60 kg, 91-61-86 é cinturão negro em karaté. A alemã Simone Burkhard, que foi rapariga Cin Cin («tangerina») em várias edições e, por diversas vezes, interpretou o papel de «superestrela» (com o nome Simone). Inesquecível o seu strip integral junto com a sua compatriota Elke Jeinsen. Simone, nascida em Mannheim a 30 de outubro de1967, foi playmate na edição alemã da Playboy no mês de janeiro de 1988, e mais tarde foi protagonista da Playboy Special Edition (Playboy girls of summer 1993), e também na revista Perfect (em 1988). As suas medidas eram 92-52-89, bem distribuídas por 1,69 m de altura. A alemã Stella Kobs, nascida em Esslingen a 28 de fevereiro de 1963, que era o «limão» no primeiro grupo das raparigas Cin Cin. Kobs trabalhou durante 15 anos como modelo na Europa e Los Angeles, e foi playmate do mês (julho de 1986 e seguidamente junho 1987 com o nome Stella Adorf) e playmate do ano (1987) da edição alemã da Playboy. Comprometida com o meio ambiente, foi deputada pelos Verdes alemães no Parlamento regional e Baden-Vurtemberga. Atualmente é hipnoterapeuta de treino autógeno e promove nas redes, no seu site, um sistema de cura e beleza do corpo através de sessões em que se induz estados de transe. A italiana Debora Vernetti (ou Deborah) foi stripper com o nome «Orbetella». Entrou no filme «Paprika» de Tinto Brass e nalguns para a televisão nos anos 90. A alemã Mikki Brenner, rapariga Cin Cin («chuchu»), foi modelo para a Penthouse e atriz porno. A húngara Antónia Valéria Bálint, nascida a 30 de maio de 1969, em Budapeste, foi stripper de «Colpo Grosso» (e da sua versão alemã «Tutti Frutti») com o nome «Annalisa». Miss Hungria em 1991 (título revogado, porque tinha posado nua, e depois restituído resultado de um processo judicial), e seguidamente apresentadora de TV no seu país; em 2014 foi eleita vereadora no distrito de Angyalföld na lista do partido conservador Fidesz.”     
Apache” (1977) Hip hurra, det' min fødselsdag” (1982), p/ Tommy Seebach Band. “Tommy Seebach (14 de setembro de 1949 - 31 de março de 2003), nascido em Copenhaga, foi cantor, compositor, organista e produtor. (…). Seebach começou a carreira musical como organista no seu próprio grupo, The Colours, aos 14 anos. Nos anos seguintes, tocou em muitos grupos pop e beat. Tocou piano em muitas orquestras e grupos, às vezes sob o pseudónimo Boogie Woogie Tommy. Ganhou popularidade comercial na Dinamarca em 1965, quando se tornou membro da banda Sir John and his Butlers, escrevendo muitos dos seus mais populares êxitos. Também trabalhou como engenheiro de som no Rosenberg Studio em Copenhaga, entre muitos projetos gravou em 1963 o lendário álbum islandês de rock progressivo, «Icecross». Em 1976, surgiu a solo como artista de sucesso. O seu álbum «Tommygum» foi lançado em 1977. Ao mesmo tempo tinha grande procura pela sua editora, a EMI, onde estava envolvido em projetos de artistas como Lecia & Lucienne. Foi nessa época que tocou e gravou «Apache». (…). Seebach foi casado durante muitos com Karen Seebach; tiveram três filhos Nicolai Seebach, Rasmus Seebach e Marie. O casamento acabou quando Seebach desenvolveu uma séria dependência do álcool. O seu filho Rasmus, após se tornar cantor pop, escreveu um canção sobre ele chamada «Den jeg er» (Quem eu sou), declarando a grande influência que o pai teve na sua vida apesar do seu vício dele.” Ota vaan” (1982) Anna rakas raju hetki” (1985), p/ Nisa Soraya. “Nascida a 21 de março de 1957 em Birmingham, Inglaterra. Quando Nisa tinha duas semanas de idade, a família mudou-se para França e seis anos depois para Singapura, onde começou a cantar em várias bandas aos 15 anos. Em 1980, mudou-se para a Finlândia a convite de Markku Aron quando tinha 23 anos e começou a sua carreira musical. Uma das suas primeiras canções foi “Mun suothan tulla vierees sun”, um dueto com Markku Aron, para o Euroviisut 1981, o programa de seleção finlandês para o Festival da Eurovisão. Antes disso tinha gravado um single «Singapora / First Be A Woman» (Polydor - 2055 090). Atingiu maior sucesso entre 1983 e 1985 cantando canções disco em finlandês e inglês, quando apareceram «Anna rakas raju hetki» (com a versão em inglês «Twilight Children»), «Mister Moonlight», «Queen of the Night» e «Kiiruhda hiljaa». O seu maior êxito na Finlândia foi «Huone 105» em 1982.”
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[1] É expetável o fascínio de Durão Barroso, as mulheres fortes atraem os homens com dois dedos de testa, perfilam-se como primeiras candidatas ao matrimónio. Julietta1,68 m, 61 kg, 89-65-94, sapatos 41, nascida a 9 de março de 1987, em Krasnodar, Rússia, t.c.c. Alina, Eve, Gabriella, Julia, Julia Ae, Julietta, Lidia. Sobre Julietta: este é o nome que a nossa famosa e celebrada Julia gosta de chamar a si própria. Embora a rapariga seja muito mais nova que Julia ela tem a mesma natureza sórdida. Mas isso não a impede de ser uma criatura bela e malvada. Muitas pessoas gostam desse tipo de beleza. Talvez, uma amante perfeita possa sair dela, mas o problema é que nem Valentina nem Grig suportam tais temperamentos. O primeiro dia de relação com Julietta foi espantoso! Ainda não estava danada, trabalhar com a modelo foi agradável. Mas após um dia a posar, a nossa rapariga começou a entender Galitsin como sua propriedade e até como futuro marido. Ela prontamente confessou que não fazia sexo há muito tempo. Tendo mostrado um pequeno interesse por Julietta, ela subitamente atirou-se ao Grig como uma diabólica maníaca sexual. Grig ficou a saber que o namorado não a satisfazia e que ninguém consegue. Se quiser ter uma enorme quantidade de adrenalina, a cara arranhada e a piça mordida, pode ir a Krasnodar! Se é forte o suficiente, pode encontrar o seu destino lá. Mas há uma condição – você deve satisfazer a Julietta finalmente. Se a índole perfeita de Christina, a sua facilidade em comunicar e complacência lembram Julia na sua juventude, então o caráter de Julietta lembra Julia atualmente. A única coisa que ainda segura a Julietta é que o namorado lhe chega a roupa ao pelo bastante frequentemente. Talvez o mesmo tratamento se adeque à Julia também, mas não há uma mão forte para ela em Volgograd.” “Grig involuntariamente comparou-a com Julia. Julietta também consegue fazer sexo com o frasco de perfume, a lâmpada ou vegetais. Os brinquedos que Grig trouxera de Moscovo arrebataram muito a nossa modelo. O único problema é que ela não queria brincar com eles diante da câmara. O clitóris de Julietta era duro e resiliente e Galitsin espera que a sua evasiva acabe em pouco tempo. O namorado controla-a com rédea curta e só lhe permite encontrar-se com raparigas. Mas a verdade que Galitsin descobriu pelas suas amigas ultrapassou todas as expetativas. Julietta fodeu todas elas! Mas nem rapazes nem raparigas conseguem satisfazer a sua carne. (…). Julietta vive não muito longe de Krasnodar, numa aldeia cossaca – isto pode explicar o seu carácter belicoso. Há uma tradição na aldeia de cascar nas raparigas com um chicote não menos que uma vez por semana. Mas se um homem chega a casa um pouco tocado, de certeza que leva forte e feio com o rolo da massa ou uma panela. Uma esposa pode meter o marido num barril de água fria, deixá-lo a dormir na neve, num canil ou num celeiro com os porcos. Tudo isto não é de todo parecido com o sadomasoquismo ocidental. Isto é o verdadeiro sistema russo do sul. Quando vê o corpo perfeito de Julietta, as suas tetas grandes e macias, o seu deslumbrante cabelo longo basto, ficará em êxtase! Talvez tenha um desejo indomável de puxá-la pelos cabelos… mas não se esqueça, Grig avisou-o.” Sites: {The Nude} {Indexxx} {Which Pornstar} {Met-Art} {Amour Angels} {Galitsin’s Angels} {jeuneart} {Erotic Beauty} {Domai} {Round 2}. Obra fotográfica: {fotos1} {fotos2} {fotos3} {fotos4} {fotos5} {fotos6} {fotos7} {fotos8} {fotos9} {fotos10} {fotos11} {fotos12} {fotos13} {fotos14}.
Christina, 1,70 m, 53 kg, 90-58-93, sapatos 38, olhos castanhos, cabelos castanhos-escuros, nascida a 1 de dezembro de 1985, em Krasnodar, Rússia, t.c.c. Christina B, Kristina, Rebecca, Renata. Sobre Christina: esta rapariga esbelta, bonita e muito garrida é extremamente agradável para uma cavaqueira. Este arquétipo de beleza, Galitsin só o encontrou em Krasnodar. Essa cidade é uma capital meridional da Rússia. À superfície, Christina é muito semelhante à sua namorada Julietta. O mesmo espesso cabelo escuro deslumbrante. Mas as suas personalidades são completamente diferentes. Valentina e Galitsin trabalharam com ela não muito tempo, mas, todavia, descobriram muitos pormenores sexuais. Drogas leves tal como a erva estão amplamente disseminadas em Krasnodar e as raparigas usam-nas frequentemente. Quanto aos homens, também fumam erva ficando incapacitados para o sexo, e é por isso que o safismo é uma coisa extremamente reiterada. Christina tem duas namoradas. Amiúde, elas praticam sexo as três juntas e acham que é excitante e maravilhoso. A modelo aprecia ser fotografada e sonha encontrar um homem probo bem na vida. O dono do hotel onde Grig se hospedou era ideal para Christina, ela estava apaixonada por ele. Mas a rapariga apressou-se a apresentá-lo aos seus pais e o rapaz não estava preparado para aquele passo sério. Christina privilegia pessoas ricas interessantes, carros de luxo, belos hotéis, iates magníficos, saunas e roupas caras. Na opinião de outro fotógrafo ela gosta de participar nas produções mais sexuais. É extremamente aprazível lidar com ela e faz com facilidade qualquer coisa que lhe peçam! (…). A avaliação geral de Grig sobre o trabalho com modelos de Krasnodar é que elas estabeleceram um preço elevado. É o mesmo que as raparigas moscovitas, mas ao contrário de Moscovo, não há fotógrafos em Krasnodar que possam ensinar as raparigas a trabalhar de uma forma frutífera e adestrada. Houve mesmo um certo conflito – elas não quiseram posar para vídeo ainda que por uma quantia alta.” Sites: {Galitsin’s Angels} {The Nude} {Indexxx} {Femjoy} {Met-Art} {jeuneart} {Round 2}. Obra fotográfica: {fotos1} {fotos2} {fotos3} {fotos4} {fotos5} {fotos6} {fotos7} {fotos8}.
[2] “O programa tinha um cenário a fazer lembrar um navio de cruzeiro e os jogos assemelhavam-se aos dos típicos jogos de casino, como o «vinte e um» e a «slot machine». Havia dois concorrentes: um homem e uma mulher. Para angariarem mais dinheiro para apostarem nos jogos, havia dois recursos. Um deles era mandar despir as «estrelas internacionais» que vinham de vários pontos da Europa, sendo que cada peça que estas meninas tiravam significava mais crédito na conta dos concorrentes. O outro era os próprios concorrentes darem o corpo ao manifesto e subirem ao palco para eles próprios despirem-se e depois continuarem o resto do jogo em roupão. Nos casos mais extremos, elas ficavam de mamas ao léu e em cuecas e eles num maillot tipo fato de banho dos anos 20. Sim, pode-se falar de tratamento desigual, mas como a maioria da audiência era masculina, não devia haver muitas vozes a insurgirem-se contra isso. Eu cheguei a ver senhores de uma certa idade como concorrentes a terem relutância de literalmente baixarem as calças em palco. Já as concorrentes eram sempre mulheres ainda relativamente jovens, se bem que algumas não tinham propriamente as formas esculturais das Cin Cin. E estas participavam ativamente nos jogos mais famosos. Um deles era pura e simplesmente adivinhar qual delas albergava debaixo de soutien uma estrela dourada autocolante a cobrir o mamilo (em vez do habitual autocolante do fruto correspondente). O outro era o jogo do «Quente e frio» e a dinâmica era semelhante ao do célebre concurso «Jogo de Cartas» da RTP. Mas em vez de adivinhar se a carta seguinte era para cima ou para baixo, os concorrentes tinham que descobrir se na carta seguinte uma moçoila aparecia com mais ou menos roupa, dizendo «frio» ou «quente», conforme o caso. Ou melhor, diziam em italiano, fredo ou caldo. Atrás deles, as Cin Cin davam os seus palpites para influenciar e/ou confundir, com umas a dizer em coro Fredo! e outras Caldo! Pelo menos essas palavras em italiano, elas sabiam. «Água na boca» foi transmitido em 1992/93, aos sábados à noite, depois da meia-noite. Nos serões de televisão ao sábado, o «Parabéns» do Herman José reinava supremo. (O Herman, como não podia deixar de ser, chegou a parodiar o «Água na boca», dizendo que representava o fruto marmelo). Mas não eram poucos que logo no início da SIC, trocavam a expectativa de saber se os concorrentes do «Parabéns» ganhariam o prémio final para apreciar o festim de maminhas, qual salada de frutas. O último jogo era o da roleta e em caso da vitória, não só o concorrente levava o prémio final (que julgo que era um cruzeiro a sério) como o espetador tinha um bónus. Além das Cin Cin e das estrelas internacionais, havia uma superestrela que no final do programa atrevia-se a ir onde as outras não se atreviam, ou seja fazia um striptease integral. Nada de muito vulgar, limitava-se a tirar a tanga que todo o outro mulherio mantinha como barreira final.”
[3] O desejo do corpo português é irrevogável. “Um homem de 40 anos tentou violar uma tia, de 58, num pasto em Lagoa, S. Miguel, Açores. Tudo se passou no fim de semana. A vítima resistiu e o homem, motorista, acabou por se masturbar em frente à familiar e levá-la de volta a casa. A mulher foi enganada, tendo entrado no carro do sobrinho sob o pretexto de uma ida às compras, e molestada. A PJ deteve o homem, que é casado. O tribunal deixou-o solto, com apresentações diárias à PSP e proibição de contactar a vítima e testemunhas, como uma outra familiar mais velha que há alguns anos tentou violar e que não apresentou queixa”, em Correio da Manhã, 29-09-2016.
[4] Afim, a mulher portuguesa instruída, bacharelada, licenciada, deu dois passos em frente, dois dedos abaixo, na sua contribuição para produção de riqueza. Expeta-se que a Autoridade Turística Nacional saiba aproveitar a galinha dos ovos de ouro, alimentada na saborosa cozinha portuguesa, constituirá uma aromatizada entrada para os turistas atingirem o objetivo de 12,4 mil milhões de euros no PIB nacional em 2016. “Logo após Helena ter enfrentado Teresa Guilherme durante a gala de domingo da «Casa dos Segredos 6», os concorrentes garantiram à jurista que esta estava «feita». Mas a verdade é que, depois de discutir com a apresentadora, a popularidade de Helena disparou. Durante a semana, Helena discutiu com Tucha, depois de esta a acusar de não lavar a roupa interior – «Eu sou delicada, eu sou delicada, não posso estar com uma vassoura na mão. Eu sou chique. Eu sou chique. Não, eu no cu enfio o mangalho. Eu gosto é de mangalho. Mangalho no cu. Agora vassoura?». De seguida, na gala, Teresa Guilherme confrontou-a com isso mesmo, mas a jurista não gostou e fê-lo saber. «Vim p’a a Casa dos Segredos, não vim p’a a casa do tanque p’a lavar cuecas, compreende? Acho que foi muito mau. (…). Pode brincar comigo com tudo, agora com a minha dignidade, e com aquilo que ‘tá a passar aí pra fora, permita-me dizer-lhe que não gostei, Teresa», disse Helena. Resposta imediata de Teresa Guilherme: «Olhe, eu fico tão preocupada». Desta troca de acusações acabou por ser a apresentadora da TVI a sair a perder. Teresa tem sido arrasada nas redes sociais, enquanto Helena ganha popularidade. Já depois do programa terminar, a jurista fez saber aos concorrentes que não irá admitir ser «novamente enxovalhada». Dentro da casa, há quem ache que Helena assinou a sua sentença de morte. Enquanto Teresa Guilherme está debaixo de fogo, Helena, que tinha começado o reality show na «casa de vidro», ganha terreno e muitos fãs. Até antigos concorrentes da «Casa dos Segredos» vieram a público defendê-la, como aconteceu com Liliana Bastos e até Jéssica”, na revista Vidas, do Correio da Manhã, 01-10-2016.