Pratinho de Couratos

A espantosa vida quotidiana no Portugal moderno!

segunda-feira, novembro 04, 2013

Jovens e sol

1983. Março, quarta-feira, 2, um avião da Alitalia desceu à terra, ainda portuguesa do aeroporto de Lisboa [1] e, logo, um arraial popular aterrou. “Jovens e sol saudaram esta manhã o Papa no aeroporto da Portela, na sua escala técnica a caminho da América Central. Inicialmente prevista para durar 45 minutos, a escala técnica prolongou-se por cerca de hora e meia, em virtude da calorosa receção que os portugueses lhe prestaram. João Paulo II assomou a uma das varandas do aeroporto pouco depois das 10:15”, após ter sido “recebido pelo presidente da República e mulher, Manuela Eanes, que beijou a mão do Sumo Pontífice, e, depois, ainda na apresentação de cumprimentos por Ribeiro de Almeida, presidente da Assembleia da República, primeiro-ministro Pinto Balsemão, cardeal patriarca, núncio apostólico, membros do Governo e episcopado português”. Beijocada a elite o rebanho ao sol empunhava cartazes: “a Casa Pia de Lisboa saúda-vos”, “paz e justiça na América Central – monsenhor Romero presente”, “jovens saúdam o Papa”, “a universidade está com o Papa” [2]. “Milhares de pessoas, muitas delas desde esta manhã ali madrugadas. Dormiram ao relento ou abrigadas nas galerias, na esperança de guardarem os melhores lugares perto da janela onde Sua Santidade surgiu para falar durante cerca de um quarto de hora aos portugueses”. Assomado o Papa, durante dois minutos, bradaram-lhe: “a paz é possível”, “João, amigo, o povo está contigo”. Cerca das 10:20 João amigo hissopou-os de pias palavras: “é motivo de grande alegria para mim pisar de novo, ainda que por breves instantes, a terra de Santa Maria…”. Pelas 11:20, o avião prossegue viagem, o fumo das turbinas, sugado pelas dilatadas ventas em terra, como uma lavadora “Purple Rain” (2012) [3].
Em terra, as deslocações encarecem. “O preço do gasóleo aumentou a partir da meia-noite de 4 de março, passando de 35 para 40 escudos. (…). Segundo uma nota da Direção-Geral da Informação, a correção agora introduzida tem em vista ‘contrariar as distorções que estavam a acentuar-se nos consumos da gasolina e do gasóleo pelas viaturas ligeiras, ficando, agora, o novo sistema de preços ajustado aos sistemas existentes entre os dois combustíveis em outros países da Europa” [4]. Sentar o rabo nos assentos pela primeira vez também aumenta [5]. “Uma lição prática de condução automóvel, com duração de 50 minutos passa a custar 469$00. (…). A portaria n.º 255/83 explica estas subidas pronunciadas de preços pelo ‘aumento do custo dos veículos destinados ao ensino da condução, da subida do preço dos combustíveis e o agravamento dos encargos fiscais e salariais que recaem sobre as escolas de condução’. Atendendo que para tirar hoje a carta é obrigatório um mínimo de 20 aulas práticas e 15 teóricas, (…), o custo total da aprendizagem não ficará por menos de 12 300 escudos. Ou seja: a inscrição custa 471 000 as 20 lições práticas ficam agora por 8 250 e 15 lições teóricas importam em 2 641 escudos”.
Até o acompanhamento do whisky aumentava. “O metro cúbico de água para consumo privado doméstico subiu para 17$50, no primeiro escalão (para quem consome de 0 a 5 metros cúbicos/mês), 27$50 no segundo, 42$50 no terceiro e 62$50 no quarto escalão (consumo de mais de 25 metros cúbicos/mês)” [6].
Quinta-feira, 3 de março, em Moçambique. As autoridades encerraram a Faculdade de Marxismo-Leninismo da Universidade Eduardo Mondlane, de Maputo [7]. Sexta-feira, 4, na Bélgica morre Hergé. Nascido Georges Prosper Rémi a 22 de maio de 1907 em Etterbeek, publicou o seu primeiro desenho no Jamais assez, o boletim dos escuteiros de São Bonifácio e, entre 10 de janeiro de 1929 e 8 de maio de 1930, o jornal católico Le Vingtième Siècle, no seu suplemento Le Petit Vingtième, publica a primeira aventura do rapaz repórter Tintin e o seu fox terrier, Milou, “Tintin no país dos sovietes”. Os seus livros ainda se traduzem em línguas esquisitas: galês ou, em setembro de 2013, escocês. Segunda-feira, 14, no mundo comemora-se o centenário da morte de Karl Marx. Descreveu-a Friedrich Engels numa carta a Adolph Sorge: “ontem à tarde pelas 2:30 – que é a melhor hora para visitá-lo – cheguei para encontrar a casa em lágrimas. Parecia que o fim estava próximo. Perguntei o que tinha acontecido, tentei chegar ao fundo da questão, para oferecer consolo. Tinha ocorrido uma ligeira hemorragia mas, subitamente, ele começou a piorar rapidamente. A nossa velha e valente Lenchen, [Helene “Lenchen” Demuth], que cuidou dele melhor que uma mãe cuida de um filho, subiu as escadas para o ver e então desceu. Ele estava meio adormecido, disse ela, eu podia subir. Quando entrámos, ele estava deitado a dormir mas não acordaria novamente. O pulso e a respiração tinham parado. Naqueles dois minutos ele falecera, tranquilamente, e sem sofrimento” [8].
Terça-feira, 8, Mário Soares numa conferência de imprensa analisa o estado da economia. “ A AD [Aliança Democrática] não soube adaptar a política económica e financeira do país ao segundo choque petrolífero, não soube gerir a crise, limitou-se a deixar correr sem intervir, impondo uma política sem plano nem coerência, feita dia a dia sob pressão dos acontecimentos e dos interesses de grupos constituídos, deixando proliferar as atividades especulativas e os circuitos de economia paralela”. “O líder socialista revelou depois alguns dados de natureza económica – a AD aumentou o défice da balança de transações correntes 125 vezes em três anos; a dívida externa atinge 1200 milhões de contos e as receitas do turismo não são suficientes para o pagamento do respetivo juro; o défice das contas públicas de 1982, no valor de 150 milhões de contos, deveria incluir também outras operações não orçamentadas que o fariam subir para 200 milhões de contos; o investimento desacelerou e a fuga de capitais aumentou; o PNB por habitante é o segundo mais baixo da Europa, depois da Turquia; a produção nacional cobre apenas 80% das necessidades; importam-se 50% dos bens alimentares; a produtividade industrial é quatro vezes inferior à da CEE” [9].
Sábado, 12, numa entrevista publicada no Diário de Lisboa, Mário Soares publicita o seu produto: “O PS apresenta-se como um mediador, como um partido que quer ser o agente de um grande consenso nacional. Não pode começar por impor as suas ideias. Tem, sim, de pôr ideias à discussão, a partir do conhecimento exaustivo e completo da realidade nacional. (…). A ideia fundamental é esta – não é o governo, qualquer governo, que pode só por si resolver os problemas nacionais. Se houver um governo dinâmico, responsável e nacional, esse governo pode promover determinadas grandes reformas – em primeiro lugar estabilizar a situação financeira, em segundo lugar lançar reformas de estrutura que permitam, a um prazo médio fazer sair Portugal da situação de atraso. Mas isso tem de ser feito de acordo com a vontade política dos agentes produtivos, quer dos empresários, quer dos trabalhadores, dos homens de cultura, de ciência, da juventude [10]. (…). Não há ninguém com cinco réis de bom senso que perceba como é possível a um partido como o PC dizer que quer ser do governo e sabendo que é minoritário e que o grande partido do poder é o PS, insulta diariamente o PS e quer intervir mesmo no interior do Partido Socialista. E se der ao trabalho, o que eu faço aliás raramente, de ler um jornal como o Diário ou como o Avante, ficará espantado com a esquizofrenia de certos ataques ao Partido Socialista, que é privilegiado como o inimigo principal. É evidente que com essa raiva incontida, telecomandada porventura do exterior, o PCP está a conduzir os trabalhadores que votam comunista para um verdadeiro impasse. Não lhes oferece nada além de uma raiva impotente. (…). É lamentável que em 1976 o PS tenha tido que salvar o país do colapso económico e que em 83 o eleitorado se volte de novo para o Partido Socialista como uma tábua de salvação. Mas o eleitorado português tem de saber, de acordo com a política de verdade e de rigor que defendemos, que ninguém pode fazer milagres, que uma política de estabilização tem de ser feita pelo menos a dois anos, uma política de recuperação económica tem de ser feita pelo menos a quatro anos. (…). Tenho vindo a notar com algum prazer que hoje é pacifico reconhecer-se que os governos socialistas foram os melhores de todos os governos que houve neste país. Pelo seu equilíbrio e por aquilo que efetivamente fizeram. Isso tanto da parte dos trabalhadores como da parte dos próprios empresários. Hoje até se fala de milagre económico em relação à recuperação feita no ano de 1978. Não havia, na altura, termos de comparação e quando apareceram as promessas da AD, as pessoas pensaram que era fácil mudar e era fácil fazer mais”.
Quinta-feira, 24, para o Governo de Balsemão demissionário governar era aumentar, também as taxas de juro aumentam. “A asfixia do aparelho produtivo, em termos tão violentos que se espera uma vaga de falências e de letras protestadas, deverá ser a consequência imediata da elevação brutal das taxas de juro em cinco pontos, a mais alta de uma só vez desde que o dinheiro a crédito começou a tornar-se caro em Portugal. Esta medida foi de todo em todo inesperada. Quando muito, podia aguardar-se uma subida proporcional à da desvalorização do escudo (dois pontos em média e 3,7 em relação ao dólar); mas logo cinco pontos foi um autêntico murro no estômago do setor empresarial. (…). Com a nova desvalorização do escudo, o dólar já foi esta manhã cotado a 98$50 (mais 4,8 pontos que na sexta-feira passada) e como a desvalorização deslizante também vai acelerar, passando de 0,75 ao mês para 1%, o dólar está prestes a atingir a linha dos 100 escudos. Para um governo que já ultrapassou a barreira dos mil milhões de contos de dívida externa, este é outro recorde que o caracteriza perfeita e negativamente” [11]
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[1] António Costa, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, em julho de 2012 venderá os terrenos do aeroporto de Lisboa ao Governo por 286 milhões. “Reconhecendo a propriedade do Estado sobre a totalidade dos terrenos do perímetro aeroportuário, a Câmara de Lisboa autoriza a transferência dos seus registos a favor da administração central. Em contrapartida, o Governo assume 277 milhões de euros do pagamento da dívida de médio e longo prazo do município, acrescidos do pagamento de mais uma parcela de nove milhões – valores resultantes da avaliação dos terrenos, feita, segundo a autarquia, por uma entidade externa aceite por ambas as partes”.
[2] A academia nacional fabrica enchidos culturais que, emigrados, ensopam de mérito e prestígio, voltados à pátria, escarrancham de excelência quando predicam aos simples, como o ministerial Poiares Maduro: “aqueles! que nos levaram ao tapete, procuram não fazer política, uma forma diferente, mas é fazer política. E criam de novo uma realidade alternativa. Agora, como estudaram Filosofia e que até têm uma expressão em termos filosóficos, chamam-lhe narrativa (pausa), passa-se por Paris e subitamente fica-se mais sofisticado (risos, na sala, o pessoal percebeu). A narrativa, que é o paradoxo pra quem conhece filosofia, a narrativa é a construção duma realidade que não existe. É particularmente (som) que quem usa essa expressão, se refira a ela dessa forma. Mas é uma realidade falsa mas que… que constantemente repetida procura passar pela verdade, mas o país não pode viver mais de narrativas” a). Na política, como no aquário ou na mata de Monsanto, a boca é o órgão agente, e durante as amnésias do ex-secretário de Estado do Tesouro Joaquim Pais Jorge, – enquanto diretor do Citibank em 2005 vendia swaps aos governos – Poiares Maduro, o ideógrafo do Governo, careceu de substantivo filosófico para conceptualizar a troca de correspondência institucional do Governo anterior, e duas folhas A4 circuladas nos meios de comunicação, uma, com o nome de Pais Jorge outra sem, e, já matara a palavra “narrativa”: “foi construída uma história b), q’ era uma história que o Governo anterior teria recusado e teria impedido o negócio q’ era pouco ético, ilegal até, q’ agora verificámos que não é exatamente verdade, porque esse Governo tinha até interésse e considerava absolutamente normal as operações em causa, mas mais que isso (…) a falsificação dum documento, que se traduz numa manipulação da comunicação social. Isso é um atentado à própria democracia” (agosto 2013). Britney Spears no seu último single narra o defeito dos ministros fabricados à pistola de paintball: “Work Bitch” (2013): “You wanna hot body / You want a Bugatti / You wanna Maseratti / You better work bitch! / You want a Lamborghini / Sip martinis / Look hot in a bikini / You better work bitch! / You wanna live fancy / Live in a big mansion / Party in France // You better work bitch” c).
a) O conceito “narrativa” amadureceu ao longo dos séculos. Na Grécia antiga, distinguiam: “narração”, diegese (διήγησις) - o relato da história pelo narrador; de “imitação”, mimese (μίμησις) - mostrar a ação ou um modelo através da cópia. – No cinema, por exemplo, a música na banda sonora que pontua, dramatiza, sublinha a ação de uma cena é não-diegética porque não é um elemento narrativo do filme. Será diegética quando o personagem liga um rádio ou desata a cantar consciente desse seu ato. No filme da Disney, “Teen Beach Movie” (2013), a banda sonora deleitava o espetador ainda com o balde de pipocas quente, e no ecrã Mack (Maia Mitchell) e Brady (Ross Lynch) viviam numa paz sonora surfista não-diegética: “Oxygen”: “Querido, diz-me, isto é bom para ti? / Para mim, é um sonho realizado / Penso em ti dia e noite / Se isto estiver errada / Não quero ter razão / Uma coisa é certa / Não me falta inspiração / Quando estamos juntos”. – Quando, após uma tempestade, caem no filme musical favorito de Brady, o “Wet Side Story”. Mack: “talvez estejamos mortos. Morremos e viemos parar a um musical”: “Surf’s Crazy”: “Vou a caminho / Sinto-me bem / Vejo o meu reflexo / No brilho da minha prancha / Estou ansioso por festejar”. – Brady: “Mack, estamos num filme”, Mack: “que filme?”, Brady: “no meu filme! No Wet Side Story!”, Mack: “o quê? Como? Porquê?”, Brady: “são todas perguntas válidas”; Mack: “o que fazemos?”, Brady: divertimo-nos!”. – Na narrativa deste filme surfistas e motards lutam pelo domínio do restaurante Big Momma. Butchy (John DeLuca): “surfistas, bem me cheirou a peixe”, Seacat (Jordan Fisher): “Rodents, bem me cheirou a óleo”: “Cruisin’ for a Bruisin’”: “Toca a fugir / Estamos a chegar / Sob o sol a acelerar / Prontos para arrasar / A viver o momento / Cheios de estilo / Cabelos ao vento / Prontos para arrasar”. No epílogo, Mack e Brady escapados do filme musical, imitam-no na narrativa original: “Surf’s Up”: “Estão todos a curtir o verão / A areia e as ondas / São sinónimo de diversão / Venham todos / E mostrem o que sabem”.
No episódio 7.º da 6.ª série de “Buffy the Vampire Slayer”, “os personagens veem-se compelidos a irromper num canto estilo musical. Os espectadores são levados a supor que este é um episódio musical, no qual os personagens não estão conscientes de que estão a cantar (não-diegético). Contudo, fica logo claro que os personagens estão todos muito conscientes dos seus interlúdios musicais, (diegéticos), e que determinar as causas sobrenaturais do canto será o foco da história do episódio”. “Numa patrulha rotineira noturna no cemitério, Buffy lamenta-se numa canção sobre quão insípida a sua vida se tornara (‘Going through the Motions’). Na manhã seguinte, na Magic Box, os amigos de Buffy contam que também eles cantaram naquela noite. Liderados por Giles, o grupo teoriza sobre a causa da cantoria, não pressentindo perigo imediato, mas concordando que trabalhando juntos ultrapassarão qualquer coisa (‘I've Got a Theory / Bunnies / If We're Together’). Buffy descobre que toda a cidade está afetada quando olha para fora da loja e vê um grande grupo (liderado pelo escritor e produtor da série David Fury) cantando e dançando sobre como o serviço de limpeza a seco tirou as suas nódoas (‘The Mustard’)”. (…). Quando o demónio Sweet lhe pergunta o que ela pensa sobre a vida, Buffy dá a sua visão pessimista sobre o seu significado ‘Something to Sing About’”.
Apesar de Poiares, numa fase madura da vida, sem narrativa, não há comunicação. A semiótica narrativa de A. J. Greimas: “ele postula pelo contrário que a coerência textual baseia-se, de um lado, sobre a repetição contínua de certos componentes semânticos e, de outro lado, sobre a forma como um texto é, por assim dizer, gerado por um número limitado de eixos semânticos (que Greimas concebe sempre em termos de oposições fundamentais). A este respeito, é sobretudo a noção de isotopia (*) que se impõe à atenção. As isotopias, que indicam a repetição de certos elementos semânticos ou gramaticais, são uma condição necessária, não somente para a coerência de um texto, mas também e sobretudo para estabelecer um sentido mesmo no interior de um texto ou de um fragmento textual. Da mesma forma, a noção de isotopia é muito útil para refletir certos fenómenos estilísticos como a metáfora, o trocadilho ou a ambivalência, que Greimas analisa em termos de interação isotópica e de poli-isotopias”. (*) Definição de Greimas: “por isotopia, entendemos um conjunto redundante de categorias semânticas que torna possível a leitura uniforme da narrativa, tal que ela resulta das leituras parciais dos enunciados e da resolução das suas ambiguidades que é guiada pela procura da leitura única”.
b) O ministro é um homem in love. E um homem apaixonado apenas lucubra pelo seu primeiro-ministro. A falácia narrativa “refere-se à nossa tendência para construir histórias em torno dos factos que no amor, por exemplo, pode servir um propósito mas, quando alguém começa a acreditar nas histórias, e a acomodar os factos em histórias, é susceptível de errar. O historiador Hayden White discute este fenómeno nos seus escritos”. Esta expressão disseminou-se com o êxito de Nassim Nicholas Taleb no livro: “The Black Swan: The Impact of the Highly Improbable”: “A falácia narrativa aborda a nossa limitada capacidade de olhar para as sequências de factos sem verter uma explicação nelas, ou, equivalentemente, forçando uma ligação lógica, uma flecha de relacionamento em cima delas. As explicações vinculam os factos uns com os outros. Fazem-nos mais facilmente recordados, ajudam-nos a fazer mais sentido. Onde esta propensão pode errar é quando aumenta a nossa sensação de entendimento”. A teoria do cisne negro é uma metáfora para um acontecimento raro e imprevisível, correlacionado, após facto, pela suposição post hoc ergo propter hoc (“depois disto, portanto causado por isto”). Ou seja, um acontecimento cisne negro é: inesperado, tem um efeito massivo, depois, em retrospetiva, é racionalizado como menos fortuito e mais previsível. Esta é uma doença muito comum nos historiadores diagnosticada por Hayden White. Na sua produção de História “para tornar uma história compreensível e significativa como História, os historiadores (consciente ou inconscientemente) adequam-na às suas preferências. (…). Estas preferências surgem sob a forma de ideologia [o seu lugar político]; argumento ou explicação, que é o modelo geral que os historiadores têm sobre como unidades históricas (por exemplo, agentes individuais, ideias, estatísticas comerciais, etc., qualquer coisa que possa ser isolada como uma entidade distinta no campo histórico) estão relacionadas entre si e com conjuntos maiores; e o enredo (emplotment), que é o género literário no qual a história é incluída”. White “argumentou que a escrita histórica espelha a escrita literária em muitos aspetos, compartilhando a forte dependência na narrativa para o significado, portanto, descartando a possibilidade de História objetiva ou verdadeiramente científica.
c) O melhor amigo da mulher moderna, o Photoshop, velou pelo corpo de Britney Spears. As fotos divulgadas pelo HOAX Films, o estúdio de efeitos especiais que trabalhou no vídeo “Trabalha cadela”, mostram cintura e coxas mais largas de antes e depois da limpeza da imagem. Britney tuítara no primeiro dia de filmagens: “dia quente no plateau… ;) Um pouco sujo, pouco sedutor, dancei o meu rabo às estopinhas. Excitada para amanhã!”. No segundo dia, #WorkBitchDay2, tuítou uma foto em biquíni azul, dos seus 31 anos ainda muito bem analógicos.
[3] Chelsea Redfern, cantora, compositora, modelo de Chesterfield, Derbyshire, Inglaterra, 1,68 m, 86-66-91, olhos castanhos, cabelo castanho. “Os seus pais descobriram a sua voz quando ela acompanhava faixas como ‘How Do I Live’ de LeAnn Rimes e era uma fã das Spice Girls. Os pais encorajaram-na inscrevendo-a em aulas de canto, concursos de karaoke e aulas de dança”: “Sweet Romance” (2012) ♪ “BMW” (2013).
[4] O automóvel um bem essencial. Dentro de um Toyota Supra, os botões saltam da blusa da modelo russa Manizha Faradey (Манижа Фарадей), 1,65 m, 45 kg, 85-60-85.
[5] Em 2013, será a ara da mulher portuguesa. “Elogiam-me o rabo”, Ana Piscarreta 1,75 m, olhos castanhos, cabelo castanho, no cardápio da Flying Star, “produzimos e organizamos eventos como estrelas”, e da New Exit. A agência de hospedeiras e promotores New Exit “foi criada no ano de 2004 com o objetivo de oferecer um serviço completo não só a nível de recursos humanos pelo qual somos reconhecidos, mas também noutras vertentes dos eventos e promoções”. {Menu}. – “Gosto muito do meu rabo”, Filipa Monteiro 1,60 m, 50 kg, 81-61-91, olhos castanhos, cabelo castanho, sapato 37, nascida em 28 de outubro de 1988, modelo desde 2007, enfermeira desde 2010. Foi a Maxim Girl de março 2013, uma mulher desinibida nas produções fotográficas: “Gostei imenso de ser fotografada na piscina, foi um ambiente muito relaxante. É uma equipa muito organizada, muito divertida”. “O que me destaca das outras mulheres é ser sensual, é a minha imagem. A minha barriga é bem tonificada, há uma proporção bonita com a anca, mas gosto muito do meu rabo”.
[6] Sob o signo da água. Cecilia Carrillo nos fatos de banho Johnnie Team nas praias da Venezuela (canção “Apaga las luces”, Franco Lsquadron). Mariell Andreina nos fatos de banho Johnnie Team (canção “One, Two, Three”, Britney Spears), modelo e animadora venezuelana, foi a Twitti no programa “En pelotasd), e apresenta o “En estreno”. Mediterranean Micro Bikinis na Playa El Arenal, Galpe, Alicante (canção “Bailando va” p/ duo francês La Caina, formado por Jean Pierre Plisson e a sua filha Maxime Plisson). Andreína Samudio, 1,68 m, 86-66-91, olhos azuis, cabelo castanho, modelo da Costa Rica (canção “She’s Royal”, Tarrus Riley). Ziany Mora, estudante de Psicologia, Inglês e Português, modelo da Costa Rica (canção “Bad Romance”, Lady GaGa). Na Isla Tortuga, no Pacífico. Ziany e Andreína na produção “un día en África Mía” para a revista SoHo (canção “Climbing up the Walls”, Chris Cornell).
d) Neste vídeo, a única mulher perfeita para dançar a “Balada boa” de Gusttavo Lima, Diosa Canales. Nome completo Dioshaily Rosfer Canales Gil, 1,76 m, 90-60-90, cabelo preto, olhos cor de café, sapato 39, nascida a 11 de janeiro de 1987, em El Tigre, Anzoátegui, Venezuela, modelo, atriz e cantora. Classificada “a bomba sexy de Venezuela” depois de se despir na histórica madrugada de 8 de julho de 2011 para a Twitcam. As roupas não aquecem no seu corpo, num ámen vão para o diabo: no calendário 2008; na MatrixHot 2011; nas revistas Playboy de agosto 2011 e de junho 2013. Diosa deseja casar-se “como Dios me trajo al mundo, y creo que no voy a encontrar un cura que lo acepte; creo que tendré que hacer una Iglesia para casarme”. Ela tem no seu Olimpo vários singles: “Tu boquita” (2010) ♪ “La falda (tanga, tanga, tanga)” (2011) ♪ “Rompe el celofán” (2011) ♪ “En cuerpo y alma” (2013).
[7] “A decisão, que faz parte de uma comunicação interna da reitoria, foi acompanhada da suspensão da Cadeira de Marxismo-Leninismo, incluída nos currículos de outras faculdades. Entre as razões que terão sido invocadas pelas autoridades académicas avulta a de que tanto a Faculdade como a Cadeira carecem de ser readequadas às realidades nacionais. Os professores de marxismo-leninismo eram todos estrangeiros – com predominância para os da República Democrática Alemã – e chegou-se à conclusão de que a sua interpretação da doutrina não se ajustava às especificidades nacionais. A Faculdade de Marxismo-Leninismo era obrigatoriamente frequentada pelos alunos do primeiro ano de todas as outras faculdades. (…). As autoridades académicas disseram aos professores da Faculdade que a Cadeira seria retomada logo que houvesse professores moçambicanos disponíveis para assegurar o seu funcionamento”.
[8] Karl Marx: “o primeiro trabalho que realizei para resolver as dúvidas que me assaltavam foi uma revisão crítica da ‘Filosofia do Direito’ de Hegel. (…). As minhas investigações conduziram à conclusão de que as relações jurídicas – assim como as formas de Estado – não podiam ser compreendidas nem em si, nem pela chamada evolução geral do espírito humano, mas que, inversamente, tinham as suas raízes nas condições materiais da existência. (…). O resultado a que cheguei, e que, uma vez atingido, me serviu de fio condutor nos meus estudos pode resumidamente formular-se do seguinte modo: na redução social da sua existência, os homens entram em relações determinadas, necessárias, independentes da sua vontade, relações de produção que correspondem a um dado grau de desenvolvimento das suas forças produtivas materiais. O conjunto destas relações de produção constitui a estrutura jurídica e política, à qual correspondem formas de consciência social determinadas. O modo de produção da vida material condiciona o processo da vida social, política e intelectual em geral. Não é a consciência dos homens que determina o seu ser, é, inversamente, o seu ser social que determina a sua consciência” e).
e) O ópio. Ana Paula da Silva Oliveira, i.e. Ana Paula Bandeirinha, nascida em São Paulo, a 26 de maio de 1978, jornalista, empresária, árbitro. Antes de entrar em campo: “sempre faço uma oração, pedindo proteção a Deus”. Posou para a Playboy de junho 2007 {vídeo} {making of}: “foi uma decisão pessoal porque a minha família não tinha dinheiro, sou a mais velha de três irmãos e não tínhamos condições, os meus pais estavam com problemas de saúde e tomei a decisão de posar nua porque o dinheiro podia dar uma condição digna à minha família, comprar uma casa…”. “Como profissional a revista não ajudou muito. Havia muitos preconceitos, eu não sei porquê, agora, depois de três anos está tudo mais tranquilo, tenho a possibilidade de voltar (à arbitragem)”. Bruna Marquezine 1,71 m, 62 kg, 95-61-101, namorada do jogador do Barcelona, Neymar. “A família de Bruna estaria preocupada com a possibilidade de a jovem repetir os passos de Sthefany Brito, que deixou temporariamente a carreira para ir morar com Alexandre Pato na Europa. O casamento durou menos de um ano”. Bruna começou a carreira aos 7 anos como Salete na telenovela “Mulheres apaixonadas” (2003); foi Lurdinha da telenovela de Manoel Carlos, “São Jorge” (2012-2013): “quando provei o figurino, decidi ficar mais definida e malhei coxa e bumbum”. “Eu quando era mais nova era muito mais extrovertida, hoje em dia eu sou muito mais tímida, sou extrovertida com os meus, mas quando eu era pequenininha eu tomava a frente de tudo. Era líder na escola. Todos os casais eu sabia, eu ajudava. Meu primeiro beijo foi com 11 anos, eu era bem novinha, ?”. “Com seus 18 anos recém-completados, Bruna Marquezine resolveu adotar também novo cabelo. (…). A transformação aconteceu na sexta-feira (09.08.13) no salão da peruana Gladys Acosta, especialista em megahair”. Posa para a revista Joyce Pascowitch de setembro. A sua irmã mais nova, Luana Marquezine, 10 anos, estreia-se na telenovela de Manoel Carlos, “Em família”, onde Bruna desempenhará o papel de Helena, na primeira fase, e de Luiza, filha de Helena. {blog}. Melissa Satta 1,76 m, 88-60-92, olhos verdes, cabelo castanho, sapato 39, nascida a 7 de fevereiro de 1986, em Boston, Massachusetts, modelo, namorada do jogador do AC Milan Kevin-Prince Boateng. Na Sports Illustrated 2010. Na Maxim agosto 2013.
[9] O estado atual da economia portuguesa. Dados da revista Sábado: a dívida é de 214 573 milhões de €, ultrapassou os 130% do PIB. São 681 vezes a fortuna de Américo Amorim (3,15 mil milhões). São 2 282 vezes o preço pago pelo Real Madrid por Cristiano Ronaldo (94 milhões). São 22 351,4 vezes o valor que os partidos dizem gastar nas autárquicas (9,6 milhões de €). São 1 129,3 quadros “Os jogadores de cartas”, de Cézanne, comprado pela família real do Qatar (190 milhões). São 239,2 pontes Vasco da Gama (897 milhões). São 429,2 submarinos (500 milhões). – Por isso, cada português deve 20 453,8 €. São 30,1 iPhones 5 de 16GB (preço 679,9 €). São 73,1 prestações da casa (valor médio 280 €). São 510,1 vezes o custo diário de um preso (40,10 €). São 1,5 Renaults Clio, o carro mais vendido em Portugal (13 800 €). São 3 099 bilhetes para ‘A gaiola dourada’, o segundo filme mais visto do ano (preço do bilhete 6,60 €). São 23,6 vezes o salário médio (867,50 €). – E esta é apenas a dívida pública, porque a total, pública + privada, é de 453,8% do PIB (agosto 2013).
[10] No novo milénio a juventude ainda tem vontade. A Miss Estudante Santàl 2013 é Solange Mullens, tem 19 anos, é aluna da Licenciatura de Relações Internacionais da universidade de Évora. – Adriana Xavier, estudante, aos 18 anos abraçou um PSP na manifestação de 15 de setembro de 2012. “Adriana olhou para um dos polícias em particular. ‘Já tinha olhado para ele, quando ele ainda não tinha a viseira. Tinha um olhar triste. Mas tinha um olhar aberto também. Sou muito sensível nestas coisas’, conta a estudante. ‘Fui ter com ele e perguntei-lhe: ‘Por que é que vocês estão aqui? Para provocar alguma reação má?’. Ele disse: ‘É o meu trabalho’. Depois perguntei: ‘Não gostava de estar deste lado?’. E ele não respondeu. Olhou em frente’”. Agora, aos 19 anos, ainda estudante, é candidata do Bloco de Esquerda à Assembleia Municipal de Lagos. Comunicado do Bloco: “Adriana, tal como referiu anteriormente, não é uma cidadã ativa na política, nem o pretende ser. Muito menos se assume como bloquista, ou quer de alguma forma estar ligada à ideologia do BE. Prestou sim, o seu apoio à candidatura como candidata independente por conhecer e confiar no trabalho e dedicação que os principais candidatos da lista podem vir a desempenhar no desenvolvimento da cidade de Lagos. A Adriana Xavier é apenas uma das jovens que compõem a lista do BE de Lagos. (…). O Bloco de Esquerda de Lagos quer com este comunicado repor a verdade e minimizar quaisquer tipos de danos que possam ter sido causados à propriedade intelectual, intenção ou ideologia da Adriana Xavier”.
[11] Demolição. “Wrecking Ball”, Miley Cyrus, vídeo de Terry Richardson f), com a brava Miley em cima de uma bola de demolição, nua, apenas com um par de botas Dr Marten de 100 libras. As lágrimas no vídeo são verdadeiras, a sua cadela Lila acabara de morrer: “o meu coração nunca esteve tão partido”, tuítou Miley. – Em 25 de agosto de 2013, a sua atuação nos MTV Video Music Awards g) - a língua de fora, o dedo de esponja e o twerk (chocalhar a peida) ao Robin Thicke durante a canção “Blurred Lines” - gerou 306 100 tweets por minuto e entrou diretamante para a cultura pop ao lado da revelação da identidade da “Gossip Girl”, do episódio 9 da 3.ª temporada da “Guerra dos tronos”, do concerto dos docinhos do folk, Joan Baez e Bob Dylan, na marcha de 1963 em Washington pelo Emprego e Liberdade, a cadeira de Salazar, os corninhos de Mário Lino, a mala Chanel da Pépa… h). O reagente social foi padronizado: atacaram-lhe o escandaloso look, ganhou título de pior vestida e conselhos da sua amiga Kelly Osbourne: “põe a merda da língua dentro da boca”. Perdeu a capa de dezembro da Vogue, a poderosa editrix Anna Wintour i) “achou toda a coisa de mau gosto”, disse uma fonte ao Daily Mail, “entendemos de onde Wintour vem – não conseguimos imaginar Lauren Santo Domingo ou outra das suas queridas da Vogue sacudindo o rabo (a não ser numa after party privada de Alexander Wang)”. As mulheres falaram do seu rabo pão mal cozido, como é rotineiro nas conversas femininas pós-posição do missionário (no ano passado, Germaine Greer zombou do tamanho da peida da então primeira-ministra australiana, Julia Gillard, na televisão). Robin Thicke inseriu este novo folclore - twerkers, dedos de esponja, bailarinas deitando a língua de fora - no seu novo vídeo “Give It 2 U”. – Miley Cyrus, em campanha promocional do seu 4º CD, “Bangrezj), - (com uma foto nua na capa alternativa, na edição deluxe) -, é pela primeira vez notícia de capa da Rolling Stone: “no quarto dos fundos de um estúdio de tatuagem em North La Brea Avenue, em Los Angeles, Miley Cyrus está prestes a obter nova tinta. ‘Tudo bem, barriga para baixo’, diz o tatuador, um tipo careca chamado Mojo. Miley gira sobre o seu estômago e espeta o rabo no ar. Nas solas dos seus pés sujos, com esferográfica, estão escritas as palavras: rolling (pé direito) e $tone (esquerdo)” k).
f) Miley, fotos de Terry Richardson.
g) Lições desta atuação. Peter Shankman, autor de “Nice Companies Finish Last”, “disse que a transição de Miley foi calculada e planeada por especialistas experientes em gestão de marcas e, embora a estrela pop reconhecesse que as suas palhaçadas foram um pouco escandalosas, ela permaneceu sem remorsos acerca das suas escolhas. ‘Ela sabia o que estava a fazer desde o primeiro dia. Ela mostra que é importante acreditar em si própria e ignorar os odiadores. As pessoas dirão sempre que o que estás a fazer é louco, mas se souberes que vai funcionar, então dá-lhe tudo o que tiveres. (…). Você deve ter cuidado em quem confia. Isto não funciona para todos, mas ela está claramente acompanhada de algumas pessoas inteligentes do marketing’”. Roy Cohen, autor de “The Wall Street Professional's Survival Guide”: “ela não mostrou remorso e reconheceu-se que isto era um exercício de rebranding. Eles disseram ‘sim, ela está a tentar redirecionar a sua careira agora como uma adulta’”. – Um dos ursos na coreografia deste espetáculo, a bailarina anã Hollis Jane, escreveu no seu blog: “eu era um urso na performance de Miley Cyrus nos VMA e era a minha primeira vez a fazer algo parecido… algo onde estava a ser usada pela minha altura, não por causa do meu talento. E serei a primeira a dizer-vos que, estar naquele palco naquele fato, foi uma das coisas mais degradantes, que alguma vez pensei poder fazer. (…). Nunca vou esquecer essa performance porque foi o que me forçou a desenhar minha linha vermelha. Depois do nosso primeiro ensaio nos trajes com a equipa, publicistas, artistas etc. a olhar-nos, saí do Barclay Center a tremer e a chorar. (…). Eu estava a ser fitada e gozada por todas as razões erradas. Estava a ser encarada como um adereço… como algo menos que humano. (…). Pela primeira vez senti-me verdadeiramente envergonhada de ser uma pessoa pequena. Estávamos a ser usados simplesmente porque éramos pequenos. – Miley parodiou-se na sua apresentação do Saturday Night Live de 5 de outubro 2013. Na afterparty na STK Steakhouse, em Nova Iorque, apresentou-se com um vestido transparente e uns sapatos T.U.K. Mondo Lo Sole de 75 libras.
h) E no dicionário. É um das novas palavras no dicionário de Oxford: twerk: “dançar música popular de uma maneira sexualmente provocante, envolvendo movimentos arremessadores dos quadris e uma posição baixa de cócoras”; apols: “desculpa”; bitcoins: “moeda digital”; food baby: “barriga saliente causada pela ingestão de uma grande quantidade de alimentos”; squee: “expressar grande prazer ou excitação”: selfie: “autofotografia”. – O twerk é uma torção para vender. Em junho, num evento da iHeartRadio, em Miami, Miley recebeu as fãs num quarto decorado com um grande balão que dizia twerk, patos insufláveis gigantes, balões em forma de palmeira e dinheiro falso espalhado na cama. Natalie Berger, a vencedora do Ultimate Pool Party, assistiu-lhe quando fecho do top rebentou e lhe saltaram as tetas, agradecida Miley assinou-lhe um poster: “Natalie! Twerk Bitch/Love, Miley/PS Sorry about da titties!”.
i) A última ilusão: a cosmética. As caras besuntam-se de Revitalift X3 Laser, os cabelos mascarram-se de Garnier Olia e os corpos reprimem a descentralização no tempo. Cristina Ferreira: “aos 45 anos vou ser uma brasa” sem medo da idade aos 36 anos.
j) Sean Garrett, produtor do disco, classificou a colaboração de Britney Spears na faixa “SMS”, no Twitter: “merda é uma loucura!!!”. Miley e Britney tinham trocado tuíts. Dia 20 de junho Britney tuítou: “Adorando o teu vídeo para #WeCantStop! Talvez me possas ensinar como abanar a peida um dia LOL”. Miley respondeu: “Nós podíamos abaná-la em troca de tu me ensinares os movimentos para ‘slave for you’ (tenho praticado nos últimos 10 anos)”.
 – k) Miley disse na entrevista que o vídeo de “Nothing Compares 2 U” inspirou “Wrecking Ball”: “é o oposto dos VMA. É como o vídeo de Sinéad O’Connor, mas tipo, a versão mais moderna. Queria ser dura mas realmente bonita – é o que Sinéad fez com o seu cabelo e tudo o resto. O truque é colocar a câmara por cima, assim quase parece que estás a olhar para cima para alguém e a chorar. Penso que as pessoas vão odiá-lo, elas vão ver o meu rabo e dizer tipo ‘ó meu Deus, não acredito que ela fez aquilo’, e então quando chegarmos à ponte, vão verter um lagrimazinha e dizer tipo ‘vai-te foder!’. Penso também que será um daqueles vídeos icónicos. Acho que é algo que as pessoas não vão esquecer. Esperemos que daqui a 30 anos um artista diga tipo ‘yo, lembras-te daquele vídeo da Miley Cyrus? Temos que fazer algo assim”. Logo, se afligia a idosa senhora Sinéad O’Connor numa carta aberta: “estou extremamente preocupada porque aqueles que te rodeiam te levaram a acreditar, ou encorajaram a tua própria crença, que é de alguma forma ‘fixe’ estar nua e lamber marretas nos teus vídeos. A questão é, de facto, que obscurecerás o teu talento ao permitires ser chulada, seja o negócio da música ou a ti própria fazendo o proxenetismo”. “Nada, exceto prejuízo, virá a longo prazo, de permitir-se ser explorada e, absolutamente, não é de forma alguma um empoderamento de ti própria ou de quaisquer outras raparigas, por mandares a mensagem que deves ser valorizada (até por ti), mais pela tua atração sexual do que pelo teu óbvio talento”. Sinéad avisa que a indústria está-se nas tintas para “qualquer de nós”. “Eles vão prostituir-te por tudo o que valeres e, habilmente, farão pensar-te que é o que tu queres… e quando acabares na reabilitação como um resultado de seres prostituída, ‘eles’ estarão apanhando sol nos seus iates em Antígua, que compraram vendendo o teu corpo e encontrar-te-ás extremamente sozinha”. Miley tuítou-lhe: “Sinead. Não tenho tempo para te escrever uma carta aberta porque apresento & atuo no SNL esta semana. Então se queres encontrar-te comigo e falar deixa-me saber na tua próxima carta. :)”.

na sala de cinema

Una rata en la oscuridad” (1979), México, real. Alfredo Salazar, c/ Ana Luisa Peluffo (Josefina), Anaís de Melo (Sonia) [1] … “Josefina e Sonia são duas irmãs que adquiriram a um preço muito acessível uma velha mansão. Logo após se instalarem, ocorrem uma série de eventos inexplicáveis que lhes fazem a vida impossível. Paralelamente, a irmã mais nova, Sonia, começa a comportar-se de maneira estranha. Josefina, muito preocupada, tenta por todos os meios ajudá-la, mas a presença maligna que habita a casa é muito poderosa”. “El erótico enmascarado” (1980), Espanha, real. Mariano Ozores, c/ Fernando Esteso (Manolo), Antonio Ozores (Ramón Alcañiz), África Pratt (Azucena), María Salerno (Marta), Azucena Hernández (Julia) [2] … “Um professor de Ciências Políticas, ex-ator (mascarado) num filme pornográfico, sofre de impotência devido a um acidente. Como está quase a casar-se recorre a um psiquiatra para solucionar o seu problema”. “Cada quien su madre (Ratero II)” (1982), México, real. Ismael Rodríguez, c/ Carmen Salinas, Ana Luisa Peluffo, Blanca Guerra … “Um ladrão promete no leito de morte de sua mãe portar-se bem e não voltar a roubar, mas montam-lhe uma armadilha, o seu meio irmão mata um segurança e culpa-o a ele” [3]. “L’alcova” (1984), Itália, real. Joe D’Amato, c/ Lilli Carati (Alessandra), Annie Belle (Wilma), Al Cliver (Elio De Silveris), Roberto Caruso (Furio), Laura Gemser (Zerbal) … “Itália 1936: Elio regressa de África planeando escrever as suas memórias para liquidar as suas crescentes dívidas. Mal sabe ele que a sua solitária esposa, Alessandra, tem dormido com a sua secretária Wilma. Além das sedas, máscaras africanas e esculturas, Elio trouxe também para casa Zerbal, uma princesa abissínia transformada em escrava sexual”. “3 mexicanos ardientes” (1986), México, real. Gilberto Martínez Solares, c/ Alfonso Zayas, Alberto Rojas, José René Ruiz, Ana Luisa Peluffo, Lina Santos, Patricia Rivera … “Conta a história de um homem casado que conhece Lina, uma mulher sensual que o enlouquece. Quando ele lhe propõe que se tornem amantes, Lina concorda, mas em troca o homem terá que lhe comprar um carro, um apartamento, roupas e dar-lhe dinheiro para gastar. O emprego do homem não é suficiente, então traz dois dos seus melhores amigos e chegam a um acordo: se eles contribuírem com dinheiro, podem passar dois dias por semana com Lina. Infelizmente, os amigos são também casados e depressa as três esposas tomam conhecimento do que se passa. No final, ninguém tem sexo com Lina. Em vez disso, os amigos têm sexo com as esposas uns dos outros”. “El manosanta está cargado” (1987), Argentina, real. Hugo Sofovich, c/ Alberto Olmedo (Alberto Capelleti), Javier Portales (Alvarez), Adriana Brodsky (Adriana), Adrián Martel (Adrián Martínez), Silvia Pérez (Silvia), Susana Romero (Susana), Beatríz Salomón (Beatríz) [4] … “Um homem vulgar, farto da sua má sorte e de não conseguir trabalho, decide fazer-se passar por um curandeiro milagroso que chega do Brasil: um manosanta (curandeiro com poderes curativos nas mãos), o Pai Alberto Capelleti. Ele está apaixonado pela filha do seu chefe, Alvarez, e faz todo o tipo de loucuras com o intuito de que o pai de Adriana o aceite de uma ou outra forma”. “El inocente y las pecadoras” (1990), México, real. Víctor Manuel Castro, c/ Miguel Manzano, Alberto Rojas, Lizbeth Olivier, Adriana Rojas, María Cardinal … “Um tímido e ingénuo sacristão de província vê-se inocentemente envolvido nas situações mais divertidas, quando ao chegar da grande cidade tem que servir como mediador entre a igreja, as autoridades e um pervertido social, que quer abrir uma casa do pecado”.
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[1]Anaís de Melo é uma atriz portuguesa que apareceu com Alfonso Zayas no filme ‘Hilario Cortés, el rey del talón’ (1980). Nesse filme tem uma cena quente no duche. Mas Anaís não esteve apenas com Zayas nesse filme, eis que, como confessou no programa da TV Azteca ‘La Tombola’, foi amante de Zayas durante algum tempo. A este respeito, a bela atriz portuguesa confessou que gostava de homens feios”.  
[2] Azucena Hernández nascida em Sevilha, 22 de março de 1960. “Aos 17 anos foi eleita Miss Catalunha na localidade de Agramunt e mais tarde concorreu a Miss Espanha em Campello (Alicante). Depois foi para Madrid começando a sua carreira de atriz em 1978 com o filme “Las eróticas vacaciones de Estrela”, do subgénero conhecido como ‘Cine S da la transición’. Seguiram-se outros filmes similares como “Bacanal en directo” (1979), e outros de trato humorístico como ‘El consenso’ (1980). (…). A sua vitalidade juntamente com a sua beleza e a sua grande vocação com ganas de triunfar, conseguiu fazer dela uma atriz importante durante a década de 80. Mas, depois de fazer o filme ‘La estanquera de Vallecas’, um gravíssimo acidente de viação em Las Rozas de Madrid, na noite de 15 para 16 de outubro de 1984, fez com que acabasse tetraplégica e que tivesse de usar, desde então, uma cadeira de rodas frustrando a sua emergente carreira no cinema”.
[3]Ratero” (1979), real. Ismael Rodríguez. “Em Tepito, um dos bairros mais antigos da cidade de México, encontra-se um bairro habitado por famílias miseráveis que tratam de melhorar as suas vidas, porém, vários deles são obrigados a roubar, a enganar as pessoas e a todos os polícias corruptos para sobreviver. Um desses inquilinos, alcunhado Solovino, por não saber de onde vem, entra para roubar uma casa do dono de um jornal, obtendo um grande saque de jóias. Dois agentes da polícia oferecem-lhe a liberdade a troco do saque, e com isto converte-se em presa do assédio da polícia. Formando um quadro completo: ladrão que rouba as pessoas, polícias que roubam os ladrões e advogados que roubam os ladrões, os polícias e as pessoas”.
[4] História da televisão argentina. Las chicas de Alberto Olmero: Susana Romero, a quem a Virgem apareceu já por duas vezes, uma, em 2004 numas fotos tiradas no jardim, a outra, em 2012 num pinheiro; Beatríz Salomón, em 2013 “estou coberta de dívidas, devo 15 mil pesos de despesas e estão para me cortar a TV por cabo”. E o ex-marido deve-lhe a pensão de alimentos: “fode-me que a justiça demore 9 anos, na vida de uma mulher são como 900 anos”.

no aparelho de televisão

Shōgun” (1980), minissérie c/ Richard Chamberlain (John Blackthorne), Toshirô Mifume (Yoshi Toranaga), Yoko Shimada (Lady Toda Mariko) … transmitida na RTP 1, terças-feiras à noite de 1 de março / 17 de maio de 1983. “A história é baseada nas aventuras do navegador inglês William Adams. A série acompanha as aventuras do piloto John Blackthorne no Japão no princípio do século XVII. Depois de o seu navio, o Erasmus, ser destruído na costa do Japão, Blackthorne deve conciliar a sua identidade como inglês, associado a outros europeus, ou seja, comerciantes portugueses e padres jesuítas, com a cultura japonesa para a qual é empurrado. Como inglês, Blackthorne está em conflito com os portugueses e com jesuítas”. Esta “foi a primeira série a permitir o uso da palavra mijo no diálogo e, na verdade, mostrar o ato de urinar (como um ato simbólico da subserviência de Blackthorne para com a classe dominante japonesa e puni-lo por ter dito: ‘mijo em você e no seu país’, um nobre / samurai urina sobre Blackthorne”. “Beauty and the Beast” (1987-1990), transmitida aos domingos na RTP 2 cerca das 18:00 horas de 21 de agosto de 1988 / 16 de abril de 1989. “A versão atualizada do autor Ron Koslow do conto de fadas [1] tem um duplo foco: a relação entre Vincent (Ron Perlman), um nobre homem-animal mítico e Catherine Chandler (Linda Hamilton), uma experiente procuradora do Ministério Público de Nova Iorque e uma comunidade utópica de párias sociais vivendo num santuário subterrâneo. Através de uma ligação empática, Vincent sente as emoções de Catherine e torna-se o seu guardião”. Linda Hamilton engravida e abandona a série. O seu personagem, Catherine Chandler, morre na 2.ª temporada e, no episódio 47, é substituída Diana Bennett, uma profiler da 210 Divisão do Departamento de Polícia de Nova Iorque, interpretado por Jo Anderson. “Lovejoy” (1986-1994), transmitida aos domingos cerca das 17:30 na RTP 2 de 4 janeiro / 8 março de 1987. “Lovejoy (Ian McShane) é um encantador patife e negociante de antiguidades com um talento espantoso para descobrir tesouros escondidos. Quando não está à procura de colecionáveis únicos, Lovejoy gasta a maior parte do seu tempo usando as suas habilidades de vigarista para ajudar os menos afortunados. Os seus parceiros no crime são: a abastada Lady Jane Felsham (Phyllis Logan), o seu fraco assistente Eric Catchpole (Chris Jury) e o genialmente embriagado Tinker Dill (Dudley Sutton)”. 
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[1] “Foi publicado pela primeira vez em 1740 na ‘La Jeune Américaine et les contes marins’, como ‘La Belle et la Bête’, escrito por Gabrielle-Suzanne Barbot Gallon Villeneuve, uma escritora francesa menor que alcançou imortalidade pela sua ligação a esta história em particular. Realmente, não se tornou popular durante 16 anos, quando Jeanne-Marie Leprince de Beaumont publicou uma versão abreviada que retirou boa parte da história de ambos os personagens, e também mudou a Bela de uma humilde filha de um comerciante numa princesa, para sua própria surpresa. Em ambas as encarnações, contudo, a história era sobre a transformação de Bela de uma mulher que julga com base nas aparências numa que reconhecia a beleza interior e encontrou a felicidade por causa disso”.

na aparelhagem stereo

Música clássica na Cisjordânia – “por toda a Cisjordânia, várias novas escolas de música clássica estão a dar às crianças uma forma de escapar aos muros que cercam os territórios palestinianos” [1]. Ramallah, Cisjordânia, “Dalia Moukarker é uma das alunas da Fundação Barenboim-Said. Ela mora em Beit Jala, uma aldeia perto de Belém, onde partilha um quarto com a irmã Roudy, uma clarinetista em embrião. Ela é a mais velha de cinco crianças numa família cristã. O seu pai, Sulieman, é segurança na universidade de Belém, e a família sobrevive com o dinheiro enviado pelos irmãos expatriados do pai. Posters do franco-suíço Pahud [2] estão colados na janela do seu quarto, com vista para Belém e uma confusão de casas brancas”. Dalia estuda flauta. “Ela pratica tão arduamente – às vezes retirando-se para a casa de banho no seu apartamento superlotado, às vezes saltando refeições – que o seu pulso doía, limitando-a a duas horas por dia”. Para ela a flauta: “leva-me para outro mundo, que é muito longe daqui, um mundo mais bonito. Porque aqui não é um lugar bonito. É um lugar feio”. “Mas a coisa mais importante era o sentimento que a música me dá. Sente-se como se se estivesse a voar”. Ela deseja ganhar uma bolsa de estudo para França “e sonha ser maestrina[3].
Ramallah, Cisjordânia, “o jovem era habilidoso com as ferramentas. Sobrinho de um carpinteiro, gostava de consertar cadeiras, janelas e fechaduras. Noutras ocasiões ele ficava de braços cruzados na esquina da rua. Ramzi Aburedwan [4] reparou nele. Como o flautista mágico, Aburedwan, um violinista treinado pelos franceses e criado num campo de refugiados palestiniano, estava a tentar levar as crianças palestinianas para o mundo da música: a saber, um centro de música que ele estava a fundar num bairro antigo da cidade. Mas ele tinha outros planos para o jovem. O centro recebia dúzias de instrumentos de corda doados da Europa, instrumentos propensos a fendas, cavaletes partidos e volutas danificadas. O jovem, Shehade Shelaldeh, tornar-se-ia restaurador de violinos. E assim, dois anos mais tarde, depois de absorver lições de luthiers visitantes voluntários e um estágio de três meses em Itália, Shelaldeh tem a sua própria oficina de reparação de instrumentos. Está numa antiga garagem ao virar da esquina do centro de música Al Kamandjati (O Violinista). Ele aprendeu a consertar instrumentos e a substituir a crina nos arcos. Já construiu dois violinos, um com uma pequena bandeira palestiniana no estandarte, que prende as cordas. ‘É um sentimento belo’, disse ele um dia no final de abril. ‘Eu quero trabalhar aqui e ensinar as pessoas’. É a precisão do trabalho que o atrai, acrescentou, bem como a paz que vem de trabalhar por si mesmo, até altas horas da noite. Num lugar muito familiarizado com sons de disparos, veículos militares e explosões, ‘Al Kamandjati ensinou-nos a ouvir música’, disse ele”.
Entretanto, nas terras de paz e abundância, o Deus bom serve latte macchiato de caramelo apolentando-se depois do néctar da latria. Justin Bieber: “só quero agradecer muito, não só a Deus, mas a Jesus”, agradece nos MTV Awards 2011. Paula Teixeira: “sabes, é uma relação muito pessoal. É mesmo eu e Ele. Exatamente… eu telefono, falo com Ele e e e e é muito fácil. Muito simples. Muito tranquilo. É uma relação muito pacífica”. “Crystalline[5]. Fagulhas de fé, acendalhas de graças por trabalho lucrativo na pacífica mina da claridade sem estilhaços ou cerimónias fúnebres. Vídeo dos Klepht “A idade da estupidez”, filmado nas minas de S. Domingos, Mértola, realizado por Afonso Pimentel e Vítor Guerreiro. Pimentel esclarece: “houve várias ideias iniciais relativamente a isto. Havia uma vontade muito grande por parte da banda de se fazer um vídeo que fosse muito mais agressivo do que aquilo que eles ‘tavam habituados a ser, até porque a música assim o pedia. (…). E foi sendo, foi um pouco entre garrafinhas de vinho e conversas com a própria banda”.
Estilhaços metálicos em Portugal:
Alarme, “grupo da Nazaré formado por Carlos Cavalheiro (voz), Altino Borda D'Água (guitarra), Silvino Pais da Silva (guitarra), Orlando Borda D'Água (baixo) e Vítor Bombas (bateria). Em 5 de julho de 1981 foram os vencedores do festival Só Rock que se  realizou em Coimbra. É editado em 1982, através da Imavox, um single com os temas ‘Desconto especial’ e ‘Autocarro diariamente’”. Em 1982, quarta-feira 11 de agosto, tocaram na praça de touros figueirense, na primeira parte do concerto dos Dr. Feelgood na Figueira da Foz, preço do bilhete 400$00. E a 3 de dezembro abriram para as Girlschol e os Rainbow no pavilhão Dramático de Cascais, preço do bilhete 450$00. “Após a dissolução da banda, ocorrida em 1983, Carlos Cavalheiro, o seu mentor, emigra para o Canadá onde fará carreira ligada ao setor televisivo. Retornará a Portugal e à sua terra natal em 2009. Nesse ano, talvez com saudades desses tempos, Cavalheiro reforma o grupo na companhia de dois outros músicos que não estiveram ligados à formação original, Abílio Caseiro (guitarra) e Abílio Ferro (bateria)” ▬ “Estamos aqui” (2009). Devil Across, “de Lisboa, formados em 1981 pelos guitarristas Ricardo ‘Bon’ Santos e Fernando Pascoal Martins. Em 1983, Pedro ‘Rato’ Inglês, bateria, junta-se ao grupo, e finalmente no início de 1987 juntam-se dois novos membros, Pedro ‘Balto’ Batalha, baixo e Carlos Ramalhete, voz. Canções como ‘Defenders of the Metal’, ‘Kings of the Bubbles’, ‘Metal Attack’, ‘You’ll Die’, ‘Lisbon Night’, ‘Love’s Curse’, ‘Stand To Suffer’, ‘Alju Battle’, ‘Guards of Hell’, ‘Rise’ e ‘You’ve Got Love On Me’ faziam parte do repertório. Os Devil Across entraram em estúdio para gravar uma demo em 1987. A 3 de abril de 1987 os Devil Across tocaram ao vivo pela primeira vez no Rock Rendez Vous”. Hardness, “nasceram no início de 1990, em Vermoim, Maia, Porto, por Fernando Vilela, guitarra, Paulo Monteiro, bateria, Alberto Gomes, baixo / voz e Abel Duarte, guitarra. Em junho de 1990 tocaram o primeiro concerto no liceu da Maia. A banda decide gravar a sua primeira demo chamada ‘Trashing Up…’, entre julho / agosto na garagem e sala de ensaios do baterista. A demo incluía uma introdução e 6 canções: ‘Beirut’, ‘Another Death To Die’, ‘Acid Rain’, ‘Bailinho da Madeira’, ‘Intro’, ‘Silent Scream’. A 1 de setembro de 1990 tocaram com os W.C. Noise nos Restauradores do Brás-Oleiro, em Águas Santas, Maia. Com a entrada de Nuno Tavanez para a guitarra e a passagem de Abel para o baixo, liberta Alberto para os vocais. Em março de 1992 lançaram a sua segunda demo ‘Promo Tape 92’, gravada no Rec n’ Roll Studios, Valadares. Demo com três faixas ‘Euthanasia’, ‘Remember When I Die’ e ‘Face Death’. A banda abriu para o grupo brasileiro Sarcófago a 12 de dezembro de 1992”. Metal Brains, “formados em setembro de 1986 na cidade do Porto, por Jorge Santos, baixo e Pedro Santos, bateria, pouco depois junta-se-lhes João Leite, guitarra solo e Paulo Monteiro, guitarra rítmica, seguidos pelo vocalista Carlos Roque. Carlos fica na banda entre dezembro de 1986 e janeiro de 1987 e então é substituído por Paulo Cruz, que ocupou o cargo entre janeiro e abril. Segue-se um período de ensaios até março de 1987 quando a banda toca ao vivo pela primeira vez, numa pequena festa para 50 pessoas, seguido de outro concerto para cerca de 70 pessoas. Entretanto, a 7 de junho de 1987, gravaram uma demo de três faixas no Studios X, ‘Portas do Inferno e ‘Praga social’. Para o terceiro concerto, tocaram para cerca de 300 pessoas na escola secundária de Águas Santas, a 13 de junho”.   
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[1] Muros de cimento, ideologia religiosa e imposição política. E muita comédia política após George W. Bush, ótimo cantor, melhor presidente americano, ter sonhado com a teoria dos dois Estados: “sou o primeiro presidente de sempre a ter articulado uma solução de dois Estados, dois Estados vivendo lado a lado em paz”. Uma quadrifólia fantasia tragada pelo gang de choque da política, como Zbigniew Brzezinski, que já tem data marcada para a independência do Estado palestiniano: NUNCA. Em 2009, t-shits do exército israelita tresandavam a vontade real judia: retratavam uma mira de um rifle com várias legendas. Sobre uma grávida: “um tiro mata dois”. Sobre uma criança com uma arma: “mais pequeno, mais difícil”, segundo um soldado entrevistado: “é uma criança. Então, você tem um pouco mais que um problema, moralmente, e também o alvo é mais pequeno”. Sobre uma mãe palestiniana que chora junto do túmulo do bebé: “melhor usar Durex”. A teoria dos dois Estados - com hilárias negociações - é um arranjinho diplomático entre os Estados Unidos e Israel para desembarque de vantagens: “o presidente Barack Obama iria pedir ao Congresso para aprovar a venda de 20 caças avançados a Israel”. Um Estado palestiniano, com fronteiras definidas, que impeçam uma supervisão judaica da população palestiniana – (a polícia ordenava o encerramento do teatro na noite de abertura do Festival de Literatura da Palestina. “A polícia trouxe uma carta do ministro da Segurança Interna, que dizia que o evento não se poderia realizar porque era uma atividade política ligada à Autoridade Palestiniana”) – nem o banaboia John Kerry, fornecedor de cimento e tijolo para a construção de colonatos, crê. Contudo, a teoria dos dois Estados é uma ideia simpática, positiva, aquece com fogo ideológico as boas almas, envergonhadas em confessar a única solução judaica: a da expulsão total dos palestinianos. Já as ideias antipáticas, negativas, são perseguidas pelos mastins judeus alerta. Roger Waters é defensor ativo da campanha Boicote, Desinvestimento e Sanções contra Israel: pelo fim da ocupação e colonização de terra árabe, igualdade para os árabes-palestinianos cidadãos de Israel e o regresso dos refugiados. Nos seus concertos Waters usa uma imagem da modelo judia Bar Rafaeli. Bar Rafaeli tuítou em hebraico: “Roger Waters, você deve remover a minha foto dos vídeos nos seus concertos. Se vai boicotar, então vá até ao fundo” l).
l) O radar judeu não dorme. O filme “Inch’Allah” (2012), da canadiana Anaïs Barbeau-Lavalette, foi retirado do Festival Israelita de Cinema, realizado no mês de agosto de 2013, na Austrália. Barbeau-Lavalette é uma dos 500 artistas de Montreal que assinaram a campanha Boicote, Desinvestimento e Sanções contra Israel. David Schulberg, um patrono do festival: “deturpa gravemente a situação que existe no conflito israelo-palestiniano, destacando o alegado sofrimento dos palestinianos às mãos dos israelitas, distorcendo e distendendo os factos no terreno”. Albert Dadon, presidente da Australia Israel Cultural Exchange: “representa uma ideologia que, obviamente, não podemos subscrever. Ele justifica o suicídio bombista. Poderia ser okay estar noutro festival, mas certamente não no nosso”.
Após 1982, Roger Garaudy também violou um tabu: “a crítica da política israelita, protegida agora pela celerada lei Gayssot-Fabius de 13 de julho de 1990, que restaura em França o delito de opinião do Segundo Império, substituindo por uma lei repressiva a carência de argumentos”. Lei proposta pelo deputado comunista Jean-Claude Gayssot, fixa, por lei, aquilo que muitas vezes os acontecimentos não corroboram porque, através de uma versão oficial do passado, controla-se o presente. Quando Garaudy publica em 1995 “Les mythes fondateurs de la politique israélienne” (pdf) disparou outra vez os alarmes nos vigilantes da imagem de Israel no mundo. Atiçaram os cães de guarda e Garaudy é acusado de negador do holocausto m). Ora, não há nada para negar, pois o holocausto não é um facto histórico, é um dogma religioso, não se prova nem se nega, tal como a virgindade de Maria, é dogma, acredita-se. O facto histórico é que 25 % da população mundial, 60 milhões de pessoas, morreram na Segunda Guerra, foram chacinados mais chineses que judeus, facto mesquinho para a História europeia, logo não está legislado nesse cacho de países a sua compulsividade. Em 27 de fevereiro de 1998 os tribunais franceses proíbem futuras publicações do livro, e Garaudy é multado em 240 mil francos e pena suspensa. Porque a História, na sua vulgata, não é a descrição do passado, mas um instrumento de controlo do presente, e o holocausto, além de novo preceito do judaísmo, é uma arma de chantagem política de Israel sobre os Governos americanos e europeus que os faz advogar que os mortos palestinianos são meras estatísticas.
m) Garaudy foi defendido pelo advogado do diabo, Jacques Vergès, falecido a 15 de agosto de 2013, no quarto onde morrera Voltaire, em frente ao Louvre. Vergès, advogado dos escorraçados do exclusivo clube Humanidade, com uma estratégia: questionar a legitimidade dos tribunais, acusando de hipocrisia os regimes ocidentais, culpados de crimes mais graves do que aqueles dos seus constituintes. Em 1957, defendia Djamila Bouhired da Frente de Libertação Nacional: “conhecia-a à saída da sala de tortura”. Sob tortura, ela não cedeu e apenas dizia: “a Argélia é a nossa mãe”, acusada de atentados é condenada à guilhotina pelas autoridades francesas. As petições de Vergès adiaram a execução e em 1958, Djamila é enviada para a prisão de Rheims. Em maio de 1962 são assinados os Acordos de Évian proclamando o cessar-fogo, a libertação de prisioneiros e a independência da Argélia. Quando Djamila foi libertada, Vergès converteu-se ao islamismo e casaram. Um dos seus clientes foi Carlos, o Chacal: “escolho este advogado porque ele é mais perigoso do que eu”. Vergès: “sou um pouco como D. Juan. Gosto de revoluções como ele gostava de mulheres. Fascinam-me quando são jovens, mas quando envelhecem, perco o interesse”. “Um dia, alguém me perguntou: defenderia o Hitler? Eu disse Mas eu defenderia até o Bush. Mas sob que condições? Na condição de ele declarar-se culpado”.
Escreveu, sobre a ocupação da Palestina, Gandhi (1938): “o pedido por um lar nacional para os judeus não me é muito apelativo. O fundamento para isto é procurado na Bíblia e a tenacidade com a qual os judeus cobiçaram depois do retorno à Palestina. Por que não deveriam eles, como os outros povos da Terra, fazer o seu lar no país onde nasceram e onde ganham o seu sustento? A Palestina pertence aos árabes. … Certamente, seria um crime contra a humanidade rebaixar os orgulhosos árabes, para que a Palestina possa ser restaurada para os judeus, parcialmente ou no todo, como o seu lar nacional. … A Palestina da conceção bíblica não é um tratado geográfico. Está nos seus corações. … Eles podem estabelecer-se na Palestina somente pela boa vontade dos árabes. Eles devem procurar converter o coração árabe. … Eu não defendo os excessos árabes. Gostaria que tivessem escolhido o caminho da não-violência para resistir ao que eles justamente consideram uma invasão injustificável do seu país. Mas, de acordo com os adotados cânones de certo ou errado, nada pode ser dito contra a resistência árabe em face de esmagadoras adversidades”.
[2] O flautista Emmanuel Pahud: “Introduction and Variations” (Franz Schubert).
[3] Lógico seriam outros sons como “Nephicide” (2013), Jonathan Larroquette e Amir Yaghmai, o duo de Los Angeles Jogger. Exemplos de jovens que na Comunidade Internacional (ex-Ocidente Livre) pegaram em instrumentos: os Heene Boyz – “Chasing Tornadoes” (2013), eles são Falcon, Ryo e Brandford, filhos de Richard Heene. No dia 15 de outubro de 2009, Heene “perdeu o controlo de um dos seus muitos projetos, um balão de hélio prateado em forma de OVNI de 700 dólares. Ele flutuou para longe do quintal da família em Fort Collins, Colorado, e a sua mulher, Mayumi, chamou o 112. Com Mayumi em aflição audível, disseram aos operadores que o pequeno Falcon tinha rastejado para dentro da engenhoca e estava lá em cima. O aeroporto de Denver foi fechado, helicópteros da Guarda Nacional perseguiram o artefacto fugitivo, e a CNN pôs no ar o voo do disco voador numa dramática transmissão ao vivo. Enquanto isso, o pequeno Falcon Heene esteve escondido no sótão o tempo todo”, depois foi o circo americano da fama, até se descobrir que tudo fora um embuste para conseguir um contrato para um reality show. Os meios de comunicação chamaram a Falcon Heene o “Balloon Boy”. Ele cresceu e numa banda de metal outros balões lhe imploram, Falcon: “Nós autografámos maminhas!!!!!”. Os Unlocking the Truth – no programa Totally Biased, “amigos praticamente desde o berço Malcolm Brickhouse e Jarad Dawkins formaram a sua primeira banda de metal, Tears of Blood, em 2007, quando tinham ambos 5 anos. Agora no sexto ano, ao duo de Flatbush, Brooklyn, juntou-se o amigo de infância Alec Atkins no baixo para soltar os Unlocking the Truth sobre desavisados nova-iorquinos que não esperam que miúdos de 12 anos toquem tão pesado”. Os Old Skull – “Pizza Man” (1992), grupo punk dos anos 80 de Madison, Wisconsin. Os DeathKids – “Bleeding and Praying” (1998), de Lindenhurst, Nova Iorque. Matt Rega, (baixo), tinha 16 anos, Harley Wootton, (guitarra, voz), 10 e Kenneth Edward Wootton Jr., (bateria), 12, quando gravaram o primeiro CD. Os Decapitated – “Winds of Creation” (2000), “formados em Krosno, Polónia em 1996, pelo guitarrista Wacław ‘Vogg’ Kiełtyka, que tinha 15 anos na altura, o seu irmão Witold ‘Vitek’ Kiełtyka, baterista, que tinha 12, e o vocalista Wojciech ‘Sauron’ Wąsowicz, que tinha 16. Um ano depois, o baixista Marcin ‘Martin’ Rygiel, 13, juntou-se à banda”. Os Light of Doom – “We Will Rock You”, de Escondido, Califórnia, formados na primavera de 2005. The Stinky Puffs – “Buddies Aren't Butts” (1995), “banda rock do princípio dos anos 90, iniciada por Simon Fair Timony, então enteado de Jad Fair, e por Cody Linn Ranaldo, filho do guitarrista dos Sonic Youth, Lee Ranaldo”.
[4] Ramzi Aburedwan é arte para a Comunidade Internacional (ex-Ocidente Livre). É ele o miúdo de 8 anos numa foto da Primeira Intifada (1987-1993), lágrimas nos olhos, que atirava pedras aos soldados judeus.
[5] Do álbum “Vaccine” (2011), dos Younger Brother, capa de Storm Thorgerson, (28 fev.1944 / 4 abril 2013), autor de capas para os Pink Floyd, Led Zeppelin, T. Rex, Genesis, Black Sabbath… Os Younger Brother são Simon Posford e Benji Vaughan, duo de música eletrónica, formado em 2003. O nome provém de uma profecia dos kogui, povo ameríndio da Colômbia, habitando a encosta norte da Sierra Nevada de Santa Marta. “Os kogui consideravam-se como o Velho Irmão e dizem que a destruição da Terra e do meio ambiente seriam feitos pelos ocidentais chamados Irmão Mais Novo”. Fragmentos dessa profecia estão em “Evil and Harm” (2003).

81 Comments:

  • At 6:19 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    5.º post sobre 1983, principalmente o mês de março. Não era minha intenção que isto ficasse tão grande, é a segunda vez em que o post ocupa toda a página do blog, espero um dia escrever um e que o blogger me mande postar no WordPress. Até calha bem ser longo pois há vários temas que não podem ser lidos, como a sempre curiosa questão judaica. Negar o holocausto é proíbo por lei em Portugal, - apesar de achar que deve ser assim, a História tem que ser determinada por lei, e acaba-se a discussão, existiu, não existiu a Atlântida? A lei deve determinar e ponto final – apesar disto, o holocausto não existiu, não é um facto histórico, é um dogma religioso, claro que foram chacinados judeus, o seu número varia, foram chacinados ainda mais chineses, ninguém se chateou com isso, morreu 25% da população mundial. Agora o holocausto, além de dogma religioso, é um instrumento de chantagem sobre os governos ditos ocidentais, que benzem as mortes palestinianas como meras estáticas. Até o Gandhi percebeu o ninho de ratos que se criaria, ao roubar terra árabe, para um Estado que era uma conceção bíblica, daria mau resultado.

    Em março o João Paulo II aterra numa paragem técnica em Lisboa. O povo aproveitou para festa. Nem imagino a festa em 2017 quando o Papa Chico peregrinar a terra de Maria, será de comer hóstias e chorar por mais. Em março o custo de vida continuava a aumentar. Morria Hergé. É uma grande coincidência que no ano em que se comemorava o centenário da morte de Marx – autor atualmente apenas lido em Wall Street – tenha fechado a faculdade de marxismo-leninismo de Moçambique.

    Quando Sócrates apareceu na TV com a palavra “narrativa” a onda de choque foi como se esperava nos redessociais, mas foi mais engraçada no ministro mais engraçado do Governo, Poiares Maduro, homem de mérito, chacoteou em nome da defesa de sua dama Passos Coelho, mas a vida prega partidas. Quando sucedeu a trapalhada de Joaquim Pais Jorge, vendedor do Citigroup, das folhas em que numas estava o nome dele, nas outras não estava, foi-se investigar, grande alarido, o povo já se esqueceu, e está tudo bem. Ora, nesse momento histórico da nossa História, Poiares precisou de palavra idêntica, mas “narrativa” estava contaminada, era socialista, então usa “história”, “foi criada uma história”, é tão patusco aquele ministro que vale todo um governo.

    O post aumentou exponencialmente com a Miley Cyrus, tinha escrito um pequeno parágrafo, a coisa evoluiu e tive que completar. É histórico porque depois dela abanar o rabo a palavra twerk entrou para o dicionário de Oxford. Claro que por cá, a língua entregue aos redessociais contra o Acordo Ortográfico, será mais um conceito da nova economia que se usará em inglês, como player, startup, strap-on, cumshot, gangbang, etc.

    A parte do cinema já está a sair daquilo que tinha planeado, ou seja, de filmes exibidos em Portugal nos anos 80, estes são de língua espanhola e um italiano, mas não sei se foram alguma vez exibidos por cá. A música clássica na Cisjordânia é uma espécie de anacronismo, eles deviam estar a tocar death metal. Nela está envolvido um tipo que o povo já esqueceu, ele era o miúdo, Aburedwan, a chorar e a atirar pedras aos soldados judeus nos anos 80.


    A teoria dos dois Estado é uma patetice, nunca sucederá, serve para entreter meninos. E não se criticar Israel, qualquer que o faça é logo etiquetado de negador do holocausto, como é crime dá chatice, como sucedeu a Roger Garaudy.

    Quando escrevi isto, em agosto, Jacques Vergès tinha acabado de morrer no mesmo quarto em que morrera Voltaire.

     
  • At 10:30 da tarde, Blogger Dupond Pereira said…

    "In human behavior, denialism is exhibited by individuals choosing to deny reality as a way to avoid dealing with an uncomfortable truth."

    Parece-me uma boa atitude para se sobreviver no Portugal Contemporâneo...
    Como nos desenhos animados: o boneco só cai quando toma consciência que está a pisar o vazio...

    Táxi, um filme com o Alan Ladd a fazer de Mário Soares:

    http://www.youtube.com/watch?v=4bSdND13L5E

     
  • At 11:05 da tarde, Blogger Dupond Pereira said…

    Sara Jay's Guide to Fan Etiquette:

    http://www.youtube.com/watch?v=8svzVFHq2lc

     
  • At 7:11 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Dupond Pereira: a realidade é independente dos homens, não há verdade, ou melhor como existem milhões delas, uma cada ser humano, prevalece a democrática, aquela votada por maioria.

    Passos a ensinar o povo a voar.

    A pensadora.

    A vida é assim,

    ou assim,

    até que a vida acontece.

     
  • At 7:19 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Dupond Pereira: enganei-me no segundo assim, deveria ser este.

    A Olga era lixada.

    As gémeas também.

    À lareira.

    Eu também não.

     
  • At 7:27 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Dupond Pereira: a Furstenberg.

    E a Etchika.

    E a Alcorn.

    Música para a ressaca.

     
  • At 7:49 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Dupond Pereira: Enquanto isso, na Lituânia.

    Desconfia da fartura.

     
  • At 7:59 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Dupond Pereira: morreu o homem do SAS.

    A Béatrice.

     
  • At 1:59 da tarde, Blogger Dupond Pereira said…

    Por falar no Rod Steiger (que entra naquele filme com o Alan Ladd) e em judeus, um bom filme:

    http://www.youtube.com/watch?v=xNL7wno_wOY&list=PLA0BE4273C4F89A26

    A "Casa da Olga" é muito instrutiva, o Crato devia projectá-la nas escolas, em vez de reintroduzir aqueles escritores boring que torturaram gerações e formaram os carrapatos que estão no poder.


     
  • At 4:15 da tarde, Blogger Brontops Baruq said…

    Passei rapidamente só para deixar um oi, caro Táxi. Como estão as coisas por aí do outro lado do Atlântico? Abraços tupiniquins (ou tupinipunks). Brontops.

     
  • At 12:13 da manhã, Blogger São said…

    Gandhi se ouvisse hoje como eu ouvi o desplante de Benjamim N.,o cínico racista depravado que é o Primeiro Ministro de Israel, ficaria , como eu fiquei , indignado com tanta desfaçatez e com o apoio estúpido e completamente acrítico dos EUA à agressão brutal e diária dos sionistas aos palestinianos!!

    Bons sonhos

     
  • At 10:32 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Dupond Perreira: a Olga sabe de pedagogia. Ela disciplina as suas prisioneiras da mesma forma que um treinador disciplina um cavalo, este é o segredo do sucesso empreendedor da Olga, método que Crato devia conhecer, já que ele, e o bando que escreve nos jornais como ele, é viajado, aprendeu coisas na estranja. Insistir na matemática, para desenvolver o pensamento lógico, é patetice a puxar a brasa ao seu Pitágoras de bolso. Ele podia insistir na aprendizagem do mandarim que é capaz de ter (esse) efeito, superior ao da matemática. A matemática é inata, ou se nasce com cérebro com o lado esquerdo prevalente ou não se nasce, ensinar matemática vai dar poucos resultados. Ou então passa-se do ensino democrático, isto é, massificado, igual para todos, para um ensino personalizado, e respeita-se o tempo de aprendizagem (para os que o têm, que há burros que nunca aprendem). Fazer exames em cada esquina (da vida ou dos prédios) não chega.

    A outra solução foi a que eu propus ao Cavaco quando ele foi à Índia: trazer esperma desse país, com muitos barras em matemática, para inseminar a mulher portuguesa. Ele até poderia ter trazido na mala diplomática uns tubos da preciosa secreção para começar logo a nova colheita de lusos, que já estariam crescidotes, com 9 anos, (creio), prontinhos para pegar no novo ciclo económico português e fazer de Portugal a 2.ª Alemanha da Europa.

    Tens que ver alguns links: “Purple Rain”, ela canta-o melhor que o artista uma vez chamado Prince, mas que já não é, mas que é outra vez, etc.; “Toyota”, o poder das rotações; na música há vários exemplos de bandas de putos no metal ou punk, os Deathkids são espertos na escolha da animação de palco; tem a banda do Balloon Boy, não sei se viste isso, foi algo viral há uns anos, 2009, um puto que tinha ficado num balão que se soltou, parou tudo na zona com as autoridades a tentar apanhar o balão e o puto estava escondido em casa. Era truque dos pais para conseguirem um reality show. Ele cresceu e os irmãos e formaram uma banda de metal com o pai como manager, claro, e a darem tacadas nas patranhas dos média; e a banda da Nazaré, os Alarme.

    Isto não é bem verdade, muitos, quase todos, ganham que se fartam, e estão bons da carola.

     
  • At 10:40 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Brontops Baruq: tenho sido muito mau interlocutor, não tenho desculpa, nunca mais lhe escrevi, para trocarmos experiências de um país no caminho da falência total, com as de um a crescer e com grandes festas pela frente, futebol e olímpicos. E onde ainda podem vir para a rua protestar, por cá nem dinheiro para ir a manifestações há. Um dia destes pego no e-mail.

     
  • At 10:47 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    São: também vi o Benjamim, gostei de ver o pateta do Kerry ao lado, foi pena este não ter sido presidente da América, tem o perfil. Os palestinianos estão lixados, no final serão abrigados a ir para a Jordânia, que sempre foi o objetivo de Israel. Ali não há entendimento, a não ser que se homossexualize (não existe o verbo mas devia) a sociedade, entre os gays palestinianos e israelitas que há entendimento, e casos de amor, e são perseguidos por ambas as partes.

    Estava a ver se, com as armas químicas da Síria, Israel assinava o tratado e destruía as suas, mas nada.

     
  • At 12:31 da tarde, Blogger Panurgo said…

    Falaste nele. No youtube nota-se que Portugal começou a ripostar forte contra as avarias do sistema jurídico-capitalista angolano.

    http://www.youtube.com/watch?v=2SHhQxGyaLQ

    Há ali qualquer coisa na matemática do homem que me escapa. Mas bom. É um dos grandes da nossa nação. E por detrás de um grande homem, está sempre uma grande mulher:

    http://www.youtube.com/watch?v=mX3eUe7rGS4

    Só se estraga uma casa.

     
  • At 6:08 da tarde, Blogger Panurgo said…

    Fui agora ao café. Espero que amanhã esteja no youtube a actuação de há pouco do Emanuel na tvi. Foda-se, 2 brasileiras e uma ucraniana, e outra, que talvez seja portuguesa. Foda-se. Que canhões.

     
  • At 8:07 da tarde, Blogger Dupond Pereira said…

    O meu pai deve ter visto o CR7 com a sua nova televisão, então comprou uma em promoção quase do mesmo tamanho...Bem...senti-me mal ao jantar...tiveram de ir buscar sais de frutos...até tremo só de pensar que a partir de agora vou ter de jantar com aquela Mega Coisa ao lado....

     
  • At 9:08 da tarde, Blogger Dupond Pereira said…

    Perigo de contaminação:

    http://www.publico.pt/cultura/noticia/album-de-katy-perry-confiscado-na-australia-por-risco-de-contaminacao-1611654

    Imagina se fosse um álbum da Floribella...

     
  • At 10:08 da tarde, Blogger Dupond Pereira said…

    Wanted:

    http://racionalistasusp.files.wordpress.com/2010/05/cat.jpg

     
  • At 6:26 da manhã, Blogger Dupond Pereira said…

    A propósito do prior do crato e da matemática:

    "a filosofia não pode começar nem apoderar-se do real político, a não ser que substitua a autoridade do poema pela do matema." (A. Badiou a comentar a "República" do Platão)

     
  • At 6:43 da manhã, Blogger Dupond Pereira said…

    Ainda o Badiou:

    "Essa oposição entre a língua da transparência do materna e a obscuridade metafórica do poema coloca, no entanto, para nós modernos, problemas temíveis."

    Um desses problemas é, precisamente*, o Crato.

    *vocábulo inútil que se usa para dar pseudoprofundidade a uma frase.

     
  • At 6:58 da manhã, Blogger Dupond Pereira said…

    Uma entrevista com a Gianna Michaels, que parece estar sempre contente e não tem o ar ressabiado da Rebelo Pinto:

    http://www.youtube.com/watch?v=EN2hbJJ8zu0

     
  • At 11:20 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Panurgo: ah, bom! Ele está ou passou por Angola, agora está explicado. Há dias estava no zapping e parei pela TPA e apanhei uma autoridade, funcionário público, com certeza, eles têm dinheiro para isso, a incitar os jovens a irem aos centros que havia cursos de empreendedorismo e formação à brava. Agora compreendo a insistência, ele estava contaminado pelo otimismo criador do jovem Miguel.

    Esta malta empreendedora parece que passa a maior parte do tempo a inventar profissões ou nomes para profissões: professional problem solver, que raio! Já existe esta profissão com outro nome e por vezes é apanhada por Deus Google.

    A empresa deve dar massa, a moça está vestida com um quadro do Mondrian, acho que aquilo é Yves Saint Laurent, prêt-à-porter, talvez, mesmo assim deve ser mais caro que a feira de Carcavelos. Aqui, uma rapariga que também é empreendedora e compartilhadora de experiências, só que algo nela distrai as atenções.

    Mas empreendedorismo empreendedorismo é isto.

     
  • At 11:26 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Panurgo:

    (cont)

    O Emanuel sempre soube dar vida a um palco, espero que sejam asseadas.

    E para terminar, uma feia, mas como é canadiana, é quase de um povo irmão.

     
  • At 11:42 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Dupond Pereira: a televisor tem que ser grande, e cada vez maior, para nos envolver, como aquele método de projeção de cinema, o Cinerama, creio, só me lembro de ver um filmes desses, o Como o oeste foi conquistado. Na TV, além de sermos comidos, salvo seja, pela imagem, vamos interagir com os bonecos através do comando multibotões.

    Não eras tu que tinhas medo de ser hipster? Pois já medicamento curativo.

    Um supeherói que faz falta por cá para nos defender dos bandidos.

    Se receberes uma pela Natal, uma guitarra, claro, não a outra coisa, já sabes como tocar.

     
  • At 12:17 da tarde, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Dupond Pereira:

    (cont)

    Os australianos deixaram sair o Russell Crowe e o Mel Gibson e armam-se em esquisitos com as entradas? Bonito. Se fosse da Floribela, se calhar não deixavam entrar o Yannick Djaló, ou as filhas de nome estranho. A grande questão, o gato já deve estar morto, mas se vale o mesmo ainda tem valor de mercado.

    Um matema, mas em romeno, para se te cruzares com alguém dessa terra que tem uma língua muito parecida com o português: “Doar Cu Tine".

    (nada de sustos, Deus Google traduz como”Só com você”)

    Ou outra “Zile Cu Tine".

    (Deus Google “Dias com você”, assim já sabes; “cu” em romeno é “com”)

    Elas em armas.

    E para terminar na paz do Senhor, a hora de rezar.

     
  • At 1:11 da tarde, Blogger Dupond Pereira said…

    ahahahah o Unpretentiousil!

    O meu medo é só pelo aspecto: barba e óculos (nunca tive óculos de massa), mas acho que pareço mais um daqueles intelectuais de esquerda dos tempos do prec, com ar de necessitar uma chuveirada urgente.

     
  • At 5:44 da tarde, Blogger Panurgo said…

    Tenho que vos ensinar tudo,

    http://www.youtube.com/watch?v=6Qw1j2CLdwo

     
  • At 11:47 da tarde, Blogger Dupond Pereira said…

    Vi o vídeo do Panurgo hoje à tarde, lembro-me vagamente que tinha uma guitarra...

    "What am I doing here, in the middle of the ocean, alone in a boat, surrounded by frozen corpses?"

    http://www.youtube.com/watch?v=9DocwBZyESU

     
  • At 12:12 da manhã, Blogger Dupond Pereira said…

    Esta noite convidamos-te a subir até ao quarto da Danielle e contemplar as suas Magnânimas Fontes Leiteiras!

    http://ainanas.com/must-see/beleza-must-see/boa-noite-com-danielle-sharp/

     
  • At 10:50 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Dupond Pereira: os intelectuais são todos de esquerda, até a Guiducha Rebelo Pinto é de esquerda, não precisa de uma chuveirada, no entanto, é senhora para banho de espuma ou escova de crina num banho turco. Estamos na Gomorra ideológica. Há dias ouvi o Cavaco dizer que os trabalhadores são o capital mais precioso, ora, esse é precisamente o título de um livro de Stalin que eu tinha (e que tenho imensa pena ter perdido, o maior teórico da sociedade moderna, com a ideia de Estado mínimo, Estado forte, - o Portas disse algo parecido quando serviu o Guião da Refundação do Estado. Ainda tenho o livro do outro grande teórico moderno, Mein Kampf, um dia destes meto-me a lê-o, tentei uma vez, mas era chato como um intelectual, agora que a práxis mudou e a sua ideia social está em marcha, deve ser mais fácil ler).

    Outro sinal de Gomorra foi a notícia de 1ª página no Público. Dia de greve na Função Pública, e que é que lá aparece? uma entrevista com o careca Rosalino, que recebe através do Banco de Portugal, a dizer que a FP vai receber menos, pois o Governo vai revogar alguns suplementos.

    Estes parecem ser uns hipsters,

    porque têm uns instrumentos muito estranhos.

    Deves comprar um iPhone, o homem moderno não passa sem ele.

     
  • At 11:02 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Dupond Pereira:

    (cont)

    E do fim da Europa, de Vladivostok.

    Não fiques em casa, bom, eu se tivesse TV gigante, nem me levantava para ir à casa de banho, nem pestanejava, para não perder uma imagem - são 24 piscadelas por minuto, cada dura 50 milésimos de segundo (médias), aos 70 anos (média de vida do macho) um homem perdeu 21 dias com as piscadelas. Apesar disso sai de casa e faz escalada.

    E para acabar com um toque intelectual, mas com hipsters, creio eu.

     
  • At 11:10 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Panurgo: já que levantaste a lebre da pedagogia, vamos destapar essa panela.

    Com a lição principal.

    Acho que já me tinhas mostrado este, mas é sempre uma boa lição para dizer à namorada:
    Fuck your money
    Fuck your fame
    Fuck my life
    I'll walk away
    Fuck our love
    Fuck I'm sorry for anything I've ever done.

    E numa estética mais clássica.

     
  • At 11:14 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Panurgo:

    (cont)

    ... e houve um autor que fez um compêndio para ajudar os melómanos.

     
  • At 4:16 da tarde, Blogger Dupond Pereira said…

    Afinal o Poiares Maduro percebe da coisa:


    http://portugaldospequeninos.blogs.sapo.pt/3504763.html

    Mas há outro serviço público que não seja futebol e pornografia? Queriam poesia de Cesare Pavese?

     
  • At 4:45 da tarde, Blogger Dupond Pereira said…

    Meu, o conceito mais irritante de todos os tempos é o de "identidade". Um gajo que escreva qualquer merda e fale de "identidade" merece logo uma esporradela nos olhos.

     
  • At 5:20 da tarde, Blogger São said…

    Deus me perdoe, mas estou farta dos sionistas e da sua vitimização e do seu racismo e do seu poder económico!!!

    Daniela Ruah, filha do médico que foi dirigente máximo da comunidade judaica portuguesa, foi para Hollywwod e arranjou logo um papel bom e permanente numa das séries mais conhecidas dos EUA.

    Ela é uma mulher bonita e nem sequer ponho em causa o seu talento, mas acho de um cinismo atroz , a criatura vir negar , com ares de virgem ofendida, que o facto de ser judia e o pai ser quem é estar relacionado com o seu imediato êxito!!

    Até parece que nunca nenhum/a artista foi de Portugal para os EUA tentar fazer carreira!!

    Bom resto de domingo

     
  • At 5:24 da tarde, Blogger Dupond Pereira said…

    Uma frase patusca:

    "fazia tanto sexo que não ia à academia"

    http://esportes.terra.com.br/lutas/boxe/tyson-relata-vida-na-cadeia-fazia-tanto-sexo-que-nao-ia-a-academia,c6f1e01f99142410VgnVCM20000099cceb0aRCRD.html

     
  • At 5:51 da tarde, Blogger Dupond Pereira said…

    Ó Meu Deus. o Actual do Expresso abre com o Pedro Mexia a dissertar sobre o Tempo em Santo Agostinho.

    Isto é que é serviço público!

    Deus, dai-me a castidade, mas não ainda, há muito para ver neste mundo.

     
  • At 6:15 da tarde, Blogger Dupond Pereira said…

    Prometo só comentar daqui a uns dias, mas:

    http://expresso.sapo.pt/pintor-crava-os-testiculos-ao-chao-em-moscovo=f840330



     
  • At 11:21 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    São: na América, nem um presidente é eleito sem a aprovação da judiaria, nas campanhas eleitorais, uma paragem obrigatória das comitivas é Israel.

    Não sabia que a Daniela Ruah era do grupo dos que come alheira e tem um Deus cioso dos seus, explica a sua entrada no meio, aquilo são milhares vindos/as de toda a parte para tentar um lugar ao sol, até os atores ingleses só são atores quando põem os pés em Hollywood.

    O Joaquim de Almeida já anda por lá há muito tempo, não lhe tem faltado trabalho a fazer de mexicano, e agora o Diogo Morgado provou a fama (se calhar de pouca dura), é meio difícil e é preciso ter um agente de topo para conseguir alguns papéis que valham a pena e depois é aquela vida de passar o tempo todo em castings, não há quem aguente.

    Hoje deve haver festa nos redessociais com as declarações de Machete, as pessoas devem ter aproveitado para ter opinião, e ele foi muito geral, pois juro de 4,5 tem que ser dito em relação a quê, que é ao PIB, e com o PIB atual, duvido que melhor muito nos próximos 20 anos, 4,5% é muito, e o 2.º resgate é uma certeza, aliás, o Governo há tempos divulgou os seus planos de austeridade que, se não estou em erro, é algo como isto:

    cortar 1,8 mil milhões em 2013; 2,8 mil milhões em 2014; 700 milhões em 2015 (por ser ano de eleições a malta riu muito não sabendo o que vai suceder até lá, e já li que o corte desse ano já subido pelo Governo para 1,7 mil milhões); e 1,2 mil milhões em 2016; e, claro, os cortes são para continuar para além de 2016, pelo que sei o défice tem que ser reduzido a quase zero.

    De 2010 até 2013, as medidas de austeridade foram 15,6%, em percentagem do PIB, (uns 26 mil milhões que deixaram de circular cá no bolso do filho de Gama, Camões e Viriato, a dita economia), para obter uma redução do défice de 3,2%, agora, para reduzir os outros, dizem que é 5,5, mas deve ser mais, quando já não há onde cortar (haver há sempre mas muitos morrerão de fome), é fazer as contas. Os 4,5% do Machete só se a economia crescer 2%, ora como isso não sucederá nem como o milagre económico do Pires da cerveja, o melhor é ir pensando no 3º resgate.

     
  • At 12:06 da tarde, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Dupond Pereira: essa da pornografia é esticar muito o conceito. Parece que para o valente Pulido, a mulher é pornográfica, definição, a qual, concordo com ele. Por acaso vi o filme, que era um documentário sobre o Crazy Horse, ver-se ali pornografia, (ou nunca lá ter-se estado e considerar que aquilo é uma casa de putas), só dentro do conceito que a mulher, - vestida ou nua -, é pornográfica. E nisso concordo com o valente Pulido: a mulher é pornográfica.

    Do Bigas Luna, nem vale a pena falar, afinal somos um povo que venera um crucificado nu, com os genitais cobertos por um panito, é natural a rajada erótica que nos passa pela mente (e que vemos em todo o lado, como faz o valente Pulido). Estou a ver, com muito agrado, que estamos a voltar ao bom tempo daquele episódio do “Pato com laranja” (ou do “Império dos sentidos”). Para a frente, a andar para trás, sempre foi o mote da identidade lusa (é verdade, há isso, mas só relacionado com o tuga, em mais nenhuma outra parte há identidade).

    Já dizia o Camilo, o Oliveira, lá dentro tá-se melhor, tá-se, tá-se, e é verdade, a cadeia são férias pagas e muito boa vida, como em tudo é preciso saber mover-se, não é o Allgarve. Mas para quem tem dois dedos de testa, é uma grande vida. Os ingleses, em crise, já perceberam isso e andam a tentar piorar as condições para parecer castigo. Imagino o Tyson, com poder e dinheiro, lá dentro.

    Esse Mexia, nunca li nada dele, não posso dizer nada, mas como elemento dos Gato Fedorento deixa muito a desejar.

    Fónix! Pregar os tomates aos paralelepípedos numa “metáfora da apatia, da indiferença política e do fatalismo da atual sociedade portuguesa” parece-me todo um programa para a esquerda portuguesa, PS incluído. E por falar em arte, já continua…

     
  • At 12:27 da tarde, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Dupond Pereira:

    (cont)

    Eu já tinha feito uma súmula da arte num post antigo, deixando muito de fora, e aliás, a coisa tem evoluído, como aquele artista da virgindade (não sei como é que correu, se consumou ou não). Até pensei que seria uma oportunidade de inovação para os hospitais (privados inovadores) portugueses a colocação de hímenes retais para a arte e a vida comum, para haver uma prova física posterior, a amostragem dos lençóis como se fazia nos bons tempos.

    Em primeiro lugar um pequeno filme de Wim Wenders.

    Esta peça não conheço mas deve ser o trivial: a mulher, santa, inocente, pura, explorada pelo homem, maltratada pelo bárbaro homem, explode na sua intimidade, mas mesmo assim o homem vê-a como um objeto sexual e bate uma.

    Há um outro pequeno excerto da obra.
    (não percas se for a um teatro perto de ti)

    Pela poesia até a Björk mostra as tetas.

     
  • At 12:31 da tarde, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Dupond Pereira:

    (cont)

    Noutra arte mais intelectual.

    Um possível destino para Portugal.

     
  • At 12:35 da tarde, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Dupond Pereira:

    (cont)

    E para acabar em rock.

     
  • At 12:50 da tarde, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Dupond Pereira:

    (cont)

    Esqueci-me de dizer que aquela Danielle Sharp que apresentaste num comment é a prova de que comer talos de couve e rabanetes é bom para o corpo, ela diz que é vegetariana, não sei se comerá carne às escondidas.

    E ainda para acabar em rock.

     
  • At 2:37 da tarde, Blogger São said…

    Pois é judia e , como dizss, até actores consagrados têm dificuldades...mas ela entrou logo por cima, se calhar nem sequer tem sotaque e é a actriz mais talentosa de sempre, rrss

    Terceiro resgate? Por este caminho chegaremos ao 50º , se o país ainda existir. Do que não tenho a certeza: emigração(alguma de segunda vez), morte d@s velh@s,baixissima natalidade, suicídios diários a subir assustadoramente...

    Acho que Portugal está em agonia, apesar da "ajuda à família" que são as 40 horas de trabalho por semana na Função Pública, segundo essa luminária chamada Pedro Lomba!

    Gostei de saber sobre a música clássica na Cisjordânia, que é um das regiões a desaparecer para que os sionistas reconstruam o Grande Israel!

    Bom S. Martinho

     
  • At 5:36 da tarde, Blogger Panurgo said…

    Dupond, começa pelo básico,

    http://www.youtube.com/watch?v=0NTs6AXPQaY

     
  • At 11:14 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    São: não vi essas declarações de Lomba, com muita pena minha, pois Lomba é dos grandes deste país, deveria ser obrigatório a TV pública gravar e transmitir tudo o que ele diz ou faz para que não se perca nada para as gerações vindouras. Já grande mal foi causado à História o cancelamento dos briefings, uma coisa tão fina que viram na Casa Branca, para que agora o povo não tenha acesso aos pensamentos originais do secretário adjunto do adjunto.

    Parece que as escolas ganharam uma mais-valia: um microondas para o pessoal aquecer a marmita, ganha a EDP, que vende mais energia, ganha o país que estimula o consumo interno.

    Haveremos de ser todos S. Martinhos, com a pressão dos mercados para que rasguemos as roupas ao meio para que haja para todos. boa semana

     
  • At 11:35 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Panurgo: as guitarras despertam sentimentos primitivos.

    O país está mais pobre, hoje o Correio da Manhã já não publicou nada sobre o casal Carrilho, e outro casal desavindo, Salgado e o priminho Ricciardi, fez as pazes, sem que o grande público tivesse direito a uma semana ou mais de emocionantes desenvolvimentos. É o pântano noticioso.

    Felizmente, uma estrela brilha que os jornalistas, sempre intelectuais de gabarito, apelidam de a professora porno. Viral. Bem que procurei o link dos vídeos mas Deus Google puniu-me, como Abraão, não me levando à terra prometida. Parece que a moça complementava o salário com vídeos para as livecams, nada de mau, mas agora tudo é porno. E eu concordo, o corpo da mulher é pornográfico, devemos voltar aos padrões de beleza clássico de Praxíteles ou até de Miguel Ângelo.

    Porno pode ser uma solução inovadora e nunca ninguém pode dizer estas pernas não abrirei.

    A escola tem infinitas potencialidades. Eu jogo no Euromilhões para ter massa para comprar uma escola e fazer dela um bordel, claro que antes o Governo deve baixar a idade da prostituição, 18 anos é um exagero, não é só dizer que é preciso empobrecer, é preciso criar as condições para que as pessoas empobreçam e esse é o papel dos Governos, cuidar do povo.

     
  • At 12:37 da manhã, Blogger Dupond Pereira said…

    O Lou Reed era o Ian Curtis:

    http://youtu.be/2UrhX1ilwwc?t=12m

     
  • At 2:10 da manhã, Blogger Tétisq said…

    Legislar a História não vinha nada a calhar, agora que ando a gastar dinheiro com a licenciatura...

    Eu nunca vi um Papa!

    Volto mais tarde!

     
  • At 10:13 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Dupond Pereira: um Curtis mas em loiro, e por falar do finado Reed, nunca pensei ver um Pistol a tocar realmente música e não o caos normal.

    Há o vídeo ui! do tal artista russo que pregou o saco dos berlindes.

    E relacionado com sacos.

    O mundo assenta a sua poeira. A Annie Lennox apareceu a reclamar limites de idade para os vídeos, classificação como nos filmes, por causa dos conteúdos sexuais, esta sra. é das minhas, também acho que existem dois instrumentos que resolvem todos os problemas da humanidade: proibir e aumentar os impostos. O sexo, sem ser na definição de Freud, está em todo o lado. E as pessoas estimulam-no estimulando o desejo sexual. A Lennox, por exemplo, poderia começar por ela própria, recusando pintar o cabelo ou permitindo a limpeza de imagem nos vídeos ou fotos. O que me pareceu muito estranho na Guida Pinto Correia, não foram as declarações, foi estar a olhar para uma cara velha sem um único cabelo branco.

    A Lilly aparece no seu último vídeo a criticar a mulher como objeto na indústria musical, e em vez de aparecer tal como é, também permite limpeza de imagem, tirando rugas, gorduras, etc. no fundo, money talks.

     
  • At 10:23 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Dupond Pereira:

    (cont)

    Os concursos japoneses são os maiores

    O anúncio dos prémios MTV na Holanda.

    Tu lembras-te do Jeff Koons? o marido artista da Cicciolina? pois, ele continua a artistar.

    Para a capa da Lady GaGa.

    Por que o surf é muito melhor que o futebol.

    Fotos históricas coloridas.

    Capas animadas.

     
  • At 10:40 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Dupond Pereira: bolas! troquei o link da Dolce Vita com o das fotos históricas coloridas.

    Na Mongólia estão a precisar da via verde.

    Só não percebo o limite de 2030, os preços continuarão a aumentar, porque há cada vez mais empreendedores e é preciso que todos ganhem dinheiro para coca e putas e, também, porque o consumo aumentará cada vez mais, mais consumidores preços mais caros, é lei, as coisa só mudam com o aparecimento de alguma tecnologia revolucionária que faça baixar os preços, por exemplo, a malta beber vinho em vez de água ou acenderem luzes perto da cabeça como sucedia com o prof. Pardal.

    Não achaste interessante, - e relacionado com o post -, que o tribunal venha declarar que não houve falsificação no caso do Joaquim Pais Jorge, como o Maduro clamava que era um atentado à democracia, (percebia-se que as tais folhas sem o nome do Jorge fora manobra de contra informação do Governo, talvez ideia do Lomba), e as conclusões do tribunal nem foram comentadas pelo ministro Maduro? calaram-se todos, não ouvi uma palavra, também é verdade que não ouvi uma pergunta dos jornalistas. Isto é muito interessante, porque o Governo mente em muita coisa e já toda a gente acha normal.

    E para acabar com arte.

     
  • At 10:50 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Tétisq: bem aparecida. Notei, lá no blog, que os comentários não tinham resposta como habitualmente, pensei, ou os professores universitários começaram a carregar nos alunos, exigindo produção académica, (o vulgo testes e trabalhos), ou o outono chama pela contemplação da queda das folhas (com certeza atividade mais interessante do que blogar).

    A História legislada tornava as coisas mais fáceis, a lei dizia foi assim e acabava-se as discussões, claro que isto para nós era um rude golpe, pois se há algo que um português gosta mais do que um belo bacalhau, é uma bela polémica :)))

     
  • At 10:03 da tarde, Blogger Dupond Pereira said…

    "Não achaste interessante?"

    Nunca estou a par de nada, só leio a secção do futebol e das fofocas no CM.

    Killer Girls:

    http://www.youtube.com/watch?v=k8N4o3cPcQM

     
  • At 1:58 da manhã, Blogger Dupond Pereira said…

    Caso Portugal não vá ao mundial:

    http://www.youtube.com/watch?v=SuMmvqB9mm0

     
  • At 12:13 da tarde, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Dupond Pereira: o futebol sim, ficou muito melhor depois que a FIFA impõe a obrigatoriedade da conferência de imprensa, com a malta a falar aquilo vale a pena, ficou interessante. Mas os nossos vultos nacionais não lhes ficam atrás. Não troco um telejornal, na parte onde entram os nossos vultos, por um programa com cómicos. Aquilo é barrigada de riso garantida, e a novas ofertas de TV, que nos permitem voltar atrás, dão-nos possibilidade de rever quando o disparate é tal que é difícil acreditar.

    Puxa! Essas americanas não brincam em serviço. Depois vão para a cadeia, ficam religiosas e pioram ainda mais. Não será necessário ópio, Portugal irá vencer a poderosa seleção da Suécia por muitos a zero. Foda-se! Sofri aqui um acidente, perdi a folha Word onde tinha os links, agora vou passar a tarde a tentar recuperar alguma coisa. Tinha um sobre arte muito bom. Porra! entretanto, sobram estes.

    O porno desperta um novo ciclo estético, finito as cricas que mais parecem belfas, one point para o porno.

    Pela revolução, - e como devia ter escrito sobre a “falsa consciência” em Marx e Adam Smith, na “Buffy, caçadora de vampiros”, para ambos, Marx e Smith, a perceção dominante da ideologia económica é uma mentira, - e como tenho que me redimir no post que estou a escrever aqui vai uma grande música, dos rappers porto-riquenhos Calle 13, feita com o Assange na embaixada equatoriana.

    Se o Nick Cave fosse insano seria assim.

     
  • At 5:42 da tarde, Blogger São said…

    Pois também lamento a desaparição dos encontros Lombares: é que cada vez que havia um, alguém saía do Governo e como a previsão era para serem diários, estás a ver...rrrsss

    Lembro-me muito bem da série "A Bela e o Monstro" . Ron Perlman entrou n´ "O nome da Rosa", um dos raros filmes bem melhores do que os livros que os inspiraram.

    Bom final de semana

     
  • At 9:37 da tarde, Blogger Dupond Pereira said…

    Mais um partido de esquerda, do "meio da esquerda"...

    Fica aqui isto para o Panurgo:

    http://www.youtube.com/watch?v=npol_Y-expQ

     
  • At 11:47 da tarde, Blogger Dupond Pereira said…

    O Crato quando era pequeninho:

    http://25.media.tumblr.com/f09388f3e29356134af541f44cc8d202/tumblr_mvpv9cqiHf1qg39ewo1_500.gif

     
  • At 11:54 da tarde, Blogger Dupond Pereira said…

    Por falar no Ian Curtis:

    http://24.media.tumblr.com/ae45bcfe3ced69360f1df8655544b62e/tumblr_muhrkqJNiH1qg39ewo1_500.gif

     
  • At 1:09 da manhã, Blogger Dupond Pereira said…

    Um momento de grande intensidade lírica:

    http://www.youtube.com/watch?v=JAX6RlJ1Ujk

     
  • At 1:59 da manhã, Blogger Dupond Pereira said…

    Música para fazer strip-tease:

    http://www.youtube.com/watch?v=qGvMjgLXBi0

     
  • At 9:24 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    São: ainda hoje lamento o fim dos briefings lombares, ele tem aquele aspeto de pirata das Caraíbas, o que dava uma estética hollywoodesca a toda a encenação, e além disso era o ponto alto da vida cultural em Lisboa, sem os briefings deve ter baixado muito o turismo da cidade.

    Mas há uma estrela no horizonte, Durão Barroso vai regressar a Portugal, isto é História a fazer-se, um homem, um vulto, alguém com projeto para o país, como o teve para a Europa, vamos ficar ricos. boa semana

     
  • At 10:13 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Dupond Pereira: hoje não me posso demorar muito, tenho que sair para ir comprar o jornal, no DN há uma entrevista de das Neves. O de das Neves fala História acontece, não posso perder, gosto de ver a perspetiva de quem sempre viveu à conta do Estado e cospe no tupperware (atualmente: a marmita) onde come. Ele creio que é da Católica, mas um professor universitário é um gajo que não produz nada, não cria riqueza para se sustentar, como um lavrador ou um amola tesouras, e, por outro lado, sem a ajuda do contribuinte gostava de ver onde estaria o ensino privado. Agora está um pouco mal pois o Crato quer dar-lhes mais algum para contratarem mais de das Neves.

    De facto é uma ideia bizarra um partido que fica lá no meio da esquerda. Como é que isso é medido para se encontrar o meio? Encontrado será muito útil para a malta de esquerda, cruzam-se na rua Então, onde é que tens andado? Olha, tenho andado no meio da esquerda. E por Crato, reparaste que houve um jovem luso de 16 anos que matou a mãe com 10 facadas, ele tinha dezoitos, a mãe queria que ele tirasse vintes. O Crato tem que pensar melhor na excelência que quer nas escolas, que a vida prega partidas.

    Epá, o Curtis com cara de gato não teria acabado na ponta da corda, ainda andaria por aí a lamber tigelas de leite. Uma mulher que sabe tocar piano é outra coisa. Era bom que encontrasse uma agora no caminho para o quiosque.

    Conseguir recuperar alguns dos links que tinha perdido. Arte, creio que o tema é o universal que foi tratado por todos os grandes escritores, de a mulher, recém saída do paraíso, pura, sem pecado, é vítima de violência geral do homem, revolta-se, para depois poder vestir Christian Dior nos organismos internacionais.

    Fazendo vintage hoje.

     
  • At 10:22 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Dupond Pereira:

    (cont)

    Por cá faltam.

    Uma coisa intelectual.

    Uma boa ideia dos alemões (sic) da Suiça, querem legislar sobre os sapatos na hora da condução de veículos.

    Assim, a Cristina já não cantaria de galo.

     
  • At 10:33 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Dupond Pereira:

    (cont)


    Dos confins de África.

    Se não conheces, quero apresentar-se a rainha do rock (mexicano), creio que ela é dos anos 90 mas terei dar a volta para falar dela one of destes dias.

    E por finire, o que penso ser um grupo de hipsters.

     
  • At 3:35 da tarde, Blogger São said…

    Pelo amor de toda a corte celestial, que o cherne se remeta a uma quinta lá no Norte ou nas Caraíbas e nos deixe em paz!!

    Na resposta lá no "são " deves ler "Mal vai a coisa", obviamente

    Fica bem

     
  • At 11:41 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    São: sempre foi desejo popular ter Durão como mais alto magistrado da nação, por isso ele ficou a ganhar idade e sapiência, - tal como sucederá com Cavaco outrora -, para depois voltar triunfante e culminar uma vida de dedicação.

    Por enquanto o país tem problemas mais graves. Então, Ricardo Salgado dá o alerta de que os banqueiros vão passar um Natal frio, pobre, esfarrapado, como numa novela de Dickens, e o povo soberano não faz uma petição, uma recolha de alimentos em frente dos restaurantes gourmet de luxo, uma revolta com forquilhas e sacholas? Mas que insensibilidade esta, deste povo sem dignidade, que não defende aqueles que são imprescindíveis à sociedade? Sem eles não ida aos mercados, não haverá posteridade futura. (Não deixa de ter piada ver uns dos principais culpados desta situação ainda a gozarem com o pagode, o povo está bem amestrado).

     
  • At 6:29 da tarde, Blogger São said…

    Meu caro, cada povo tem o que merece, não é?

    Se votaram Cavaco e Passos e se votarem Durão ou similar, então que se lixem: é pena que nós também o sejamos!

    E quanto ao que aqui dizes sobre Israel, estou farta desta vitimização dós judeus e da má consciência europeia até aos limites assim como do silêncio sobre milhões e milhões de pessoas vitimadas por Hitler!!

    Espero que alguma vez, Israel tenha a decência de colocar em Jerusalém um memorial com o mesmo sentido do que aquele que se encontra na praça da igreja dos cães de Ceus, em Lisboa -nem que seja daqui a trezentos mil anos!!

    Fica bem, que eu vou quanto me roubaram , pois tenho a folha da verba da reforma esperando que eu ganhe coragem de a estudar.

     
  • At 10:52 da tarde, Blogger bill ward said…

    http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=670981

    E, proximamente, nem cagar em paz um gajo vai poder:

    http://expresso.sapo.pt/ps-desiste-de-aumentar-taxa-de-esgotos=f842824

     
  • At 11:45 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    São: há bons nomes na fila para serem presidentes, Marques Mendes, Rebelo de Sousa, António Capucho, Carvalho da Silva, Guterres, Durão, são todos bons, o povo soberano deveria exigir que fossem todos para Belém ao mesmo tempo, para sermos inovadores, não se percebe por que raio existe apenas um presidente da República.

    Estou admirado por Israel não ter sabotado as conversas com o Irão, e sendo Kerry um pateta e Obama um fofinho, era fácil, aquilo traz água no bico.

    Bom, enquanto o Tribunal Constitucional, que agora trabalha 40 anos horas, produz muito mais, não diz mais alguma que lixe o Passos (ainda não percebo porque não os comprar ele, com certeza que Passos tem jovens dinâmicos, com ideias, no Governo, que saberiam elaborar um plano para comprar os juízes), a nós, o povo soberano, resta-nos exportar, até um arcebispo de Braga está a apostar na exportação de hóstias. Ou então esperar que António Mosquito nos compre.

     
  • At 12:13 da tarde, Blogger Táxi Pluvioso said…

    bill ward fogo! injetar-se com SIDA para receber subsídio?! Não há dúvida que isto vai pelo bom caminho. Mas não é assim que se para o capitalismo, porque nas próximas medidas da troika grega, virão cortes nesse subsídio, se essa tendência se mantiver. Para-se o capitalismo, fazendo, o que fez o moldavo em Pinhal Novo, quando não se tem nada a perder, a vida e a propriedade privada não têm valor algum. Os cobardolas dos GNR atiram-lhe os cães, mas ele defendeu-se valentemente, só falhou em não ter sublinhado mais a sua ação.

    O socialista não era meigo, queria logo duplicar a taxa de conservação de esgotos. No meu romance (aquele do qual já meti aqui uns parágrafos), para sustentabilizar o sistema, viabilizar economicamente, tinha sido feita uma joint-venture entre a Metro e a empresa dos esgotos, para a circulação do metro nos ditos, assim, as pessoas apanhavam o metro na sanita. Como vês era futurismo perfeitamente realizável pelo povo que deu mundos ao mundo e luas à lua.

    Ainda tenho que fazer aqui a segunda edição dos valores musicais lusos modernos, mas ando com muito pouco tempo. Hoje, fico-me pelo soul, não coisas antigas que todos estão fartos mas coisas airosas e modernas:

    Myron & E.

    E The Heavy.


     
  • At 12:22 da tarde, Blogger Táxi Pluvioso said…

    bill ward:

    (cont)

    Se há para os vesgos, haverá esperança para todos.

     
  • At 4:13 da tarde, Blogger São said…

    Marques Mendes?! Por favor! Já agora, Ramalho Eanes, não? Ainda por cima , nunca gostei dele: não me esqueço de ter inventado o partido do homem das vacas nem da sua colagem ao reformado de Boliqueime!!

    Seria giro, sim, um colectivo presidencial: Portugal apresentaria mais uma originalidade!

    Parece que Israel ficou furioso com o Acordo , o que nada surpreende, claro.

    Comprar os juízes, nem é necessário: é substituí-los por Maduro, Lomba e os especialistas quase teenagers...

    Estou maravilhada: finalmente , lá se compôs o governo alemão, tendo como ministro das Finanças aquela excelsa criatura que afirma estar Portugal no bom caminho...Se for o da Grécia, qualquer temos pessoas a entregar as crianças a instituições e quem se injecte com vírus da SIDA para receber um fabuloso subsídio de 700 euros!

    Só lamento é que pessoas desesperadas a ponto de se suicidarem ou se fazerem matar, não atem uma bomba ao corpo e se façam explodir junto a esta cambada que nos está a destroçar a vida!

    Abraços

     
  • At 8:34 da manhã, Blogger Panurgo said…

    Adeptos de futebol com preocupações ambientais:

    http://www.youtube.com/watch?v=BJgSds2dU_0

    (de notar o indivíduo que em coro se limita a repetir o que o líder do bando diz - há ali futuro político)

    O legado de Martin Luther King vive:

    http://www.youtube.com/watch?v=_zy_I9MJ-jA

    E, caramba, como é que deixei passar em claro o regresso da minha musa da adolescência, amadurecida e com um discurso empreendedor

    http://www.youtube.com/watch?v=pt8VYOfr8To

     
  • At 11:59 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    São: seria espetacular o Marques Mendes na cadeira de presidente, ele não deve chegar com os pés ao chão, mas não importa, e se ele tiver uma mulher com um metro e oitenta, ainda melhor, para causarmos sensação nos mercados.

    Embalados nos novos Descobrimentos que são as Exportações (ainda não me dei ao trabalho de procurar a percentagem de empresas exportadoras há três ou quatro anos, para ver se algo mudou mesmo, ou é o paleio que este Governo tem muito afilado), vamos abrir bancos - o dinheiro vai chover a rodos, são necessários mais bancos, como precisámos de estádios de futebol em 2004, precisamos de tantos bancos quanto estádios - o Banco de Fomento já está a dar tachos, Franquelim Alves já tem o seu. Ser-se PSDê está a compensar, fala-se num Banco Postal para dar massa aos empreendedores dos CTT. Espero que abram mais dez bancos, pelo menos.

     
  • At 12:15 da tarde, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Panurgo: tinha um vídeo para te mostrar, e agora esqueci-me qual era, tenho que procurar. Eu sempre fui pelo fecho das escolas, que não ensinam nada nem servem para nada, e abrir, em alternativa, estádios de futebol, isso seria uma reforma estrutural que nem Crato tem bolas para fazer. O futebol forma líderes e seguidores, por falar em carneiros, tenho notado que as pessoas mais intelectuais vociferam a Marine Le Pen, mas descuram a sua porta. A conversa que tenho ouvido dos ideólogos do Governo para justificar a iluminação das medidas, não cai muito longe da Marine. Dei-me ao trabalho de transcrever o que disse o Vítor Bento, um careca sem ideias nem pelos, mas muito conceituado, sobre a igualdade. Orwell, somos iguais, mas uns mais iguais que outros, e isto num país em que o 1.º ministro tem uma mulher preta.

    Por acaso a Britney está no post. Achei que este refrão está fantástico e é a cara do ministro Maduro, ele também trabalha como uma bitch para beberricar Martini e party em França.

     
  • At 12:28 da tarde, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Panurgo:

    (cont)

    Não me consigo lembrar do vídeo e estou cheio de pressa, tenho que desligar o computas, fica este artístico.

     

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