Pratinho de Couratos

A espantosa vida quotidiana no Portugal moderno!

domingo, abril 30, 2017

Pois que o uso de meios rápidos de transmissão de documentos, por fac-simile ou telex já hoje é acessível à generalidade das nossas autoridades policiais em qualquer ponto do país (tl;dr)

Muitos séculos antes da invenção da tecnologia esperta, aqueles com a boca no inglês chamam-lhe smart, os telemóveis-espertos, os relógios-espertos, os ecrãs-espertos, as lâmpadas-espertas, as portas-espertas, um smartpovo espabilado em muitas instruções financiava xadrezes de nações. Quarta-feira, 25 de julho de 1984, “um português que se dedicava à mendicidade nas ruas de Madrid foi preso pela polícia acusado de maus tratos a dois filhos, a quem fazia chorar para provocar a compaixão dos transeuntes, informaram fontes policiais. André Rodrigues, de 23 anos, nascido em Vila Nova de Foz Côa, utilizava dois filhos, de quatro e um anos de idade. Para que as crianças chorassem beliscava-as e picava-as com dentes de rato. O filho mais pequeno levava ao pescoço a mandibula de um rato que era utilizada discretamente pelo pai para o picar e fazer chorar instantaneamente quando passavam os transeuntes. (…). As crianças apresentam sintomas de serem injetadas com sedativos e foram levadas para um centro médico para serem examinadas. A mais pequena revelava «ingestão de medicamentos desconhecidos».” [1]   
Nas maternidades desse povo não nasce apenas povo, nascem líderes antes da letra, moinhos de futuro, varinhas de ideias mágicas que, para o pós-perlimpimpim, prefiguravam. O económico ministro da Economia, Pires de Lima: “Ouvimos alguns nãos a um caminho que estava a ser traçado e que merecia a credibilidade por parte dos mercados, dos nossos credores. (…). Sabemos aquilo que não nos é permitido fazer. É importante que se perceba, com clareza, aquilo que, o Tribunal Constitucional entende, que se pode fazer, para podermos continuar esta trajetória de responsabilidade, a responsabilidade, sem penalizar a economia, as empresas e as pessoas em Portugal”, (junho 2014). O seu dono, é absurdo um coelho ser dono de um pires, no entanto, aconteceu de facto, aparelhava-se em presidente americano e combatia pelas biscas e trunfos, contra juízes. Pedro Passos Coelho: “Uma coisa é não concordarmos com determinadas leis, termos divergências políticas grandes quanto à natureza da legislação que é aprovada; outra coisa é dizer que essa legislação é inconstitucional. Claro que quando as coisas são confundidas, nós tenderemos a dizer que o uso que é feito das prerrogativas dos juízes e do Tribunal são desvirtuadas, mas isso não se resolve acabando com o Tribunal, evidentemente, resolve-se escolhendo melhor os juízes. Quem, recorrendo a princípios tão gerais e difíceis de definir e de densificar, determina a inconstitucionalidade de determinados diplomas, em circunstâncias tão especiais da vida do país, quem está nesta posição, deveria ter um escrutínio muito maior do que aquele que foi feito até hoje”, (junho 2014).
No lugar do coro português, no varão, um carregador de pianos do cavaquismo, Mira Amaral: “Vejo mal, não concordo com o que o Tribunal Constitucional diz, aliás, os votos contra, de declarações de membros do Tribunal Constitucional, contra a decisão, mostram que isto da ciência constitucional está longe de ser uma ciência exata. Cada um decide de acordo com a sua opção ideológica. (…). Eu acho que aumento de impostos é altamente prejudicial ao país. O país já esgotou a via do aumento de impostos p’a resolver o problema das finanças públicas. O problema das finanças públicas só se pode resolver através do lado da despesa. (Subir IVA para 25 %?). Acho isso desastroso. Os aumentos dos IVA já se viu o que é que deram e acho que já estamos numa situação em que não é por aumentar mais impostos que vamos ter maior receita”, (junho 2014).
1984. Julho. Terça-feira, 10 de julho, discutia-se no parlamento a Lei de Segurança Interna. “Foi anunciado que Sottomayor Cardia estava inscrito para falar. José Luís Nunes, presidente do grupo parlamentar do PS, entrou em pânico. Pediu a interrupção da sessão, reuniu o seu grupo parlamentar e tentou debalde convencer Cardia a adiar a sua intervenção. Acordou-se, depois, que o discurso seria a título exclusivamente pessoal. Sottomayor Cardia, reiniciada a sessão equacionou os motivos de preocupação do país – a degradação do poder de compra, a insatisfação das necessidades básicas, as dúvidas sobre a modernização de Portugal, a deterioração da moralidade das relações mercantis, a precaridade do exercício da autoridade do Estado e, finalmente, «que a europeização de Portugal ocorra preferencialmente na área do acréscimo da criminalidade organizada». Esta última questão e só ela iria ser resolvida pela proposta governamental de segurança interna? Cardia diz que não: «O que nos é proposto não é uma política de combate à criminalidade. Nem um reforço dos meios humanos e técnicos das polícias. Nem a promoção da celeridade da atuação dos tribunais. Nem sequer a preocupação de introduzir, no domínio penal, processual penal ou administrativo, disposições especiais de combate ao terrorismo». Por isso, o efeito psicológico da aprovação da lei é «exclusivamente ilusório». (…). Cardia assevera que, «em democracia, nenhum setor da administração pública pode dispor do estatuto de reserva moral da nação». E depois, entra num ponto fundamental do seu raciocínio: «O dever de governador não obriga a presumir-se contra todas as ciladas, nomeadamente contra ciladas absurdas e anacrónicas. Mas parece difícil admitir-se que ninguém tenha desejado envolver o governo neste fortuito escândalo. Quem foi? Sugere-se tal averiguação. Talvez não fosse mau exercício de autoridade». Reafirmando as suas convicções civilistas, o deputado Sottomayor Cardia deu a sua explicação para esta proposta: a «absurda história» de buscas sem mandado, de suspensão de manifestações ou de espetáculos ou de atividades de empresas, pode não ser mais que uma cortina de fumo. Não só, «de uma tentativa de legal policialização do poder, mas também para a legal militarização do poder». Pronunciando-se sobre os efeitos da lei na opinião pública, Cardia disse que a opinião pública «não vê com indiferença que os direitos, liberdades e garantias sejam frontal e despropositadamente ofendidos». «Aliás, o povo português tem em todas as circunstâncias, sabido recusar o populismo. É duvidoso que viesse agora a deixar-se iludir pelo populismo da ordem». Mais adiante, afirmou que «se uma democracia, circunstancialmente afetada de alguma permissividade, decide atribuir competências mal definidas às suas polícias e às suas forças armadas corre o risco de suicidar-se».”   
Segunda-feira, 23 de julho “perplexos e inquietos pela situação do país, designadamente quanto à ameaça que recai sobre as liberdades, militantes de base do PS estão a subscrever uma longa carta para enviar a Mário Soares. A perplexidade e inquietação surge, dizem os militantes, «quando os direitos, liberdades e garantias por que Mário Soares e o PS se bateram parecem agora subalternizar-se a conceções centralistas, autoritárias e burocráticas do Estado». A carta é dirigida «ao governante, ao camarada e ao cidadão Mário Soares» e começa por evocar factos da história portuguesa e da vida do PS. «Estamos preocupados com o papel que o PS desempenha hoje». «Mesmo quando conjuntamente metemos o socialismo na gaveta não podemos fazê-lo definitivamente e, se depois de o fazer, metermos também na gaveta a liberdade estamos a negar-nos». (…). A iniciativa deste documento partiu de um grupo de militantes de Lisboa – João Soares Louro, Álvaro Neves Silva e Beja Santos, são os três primeiros subscritores.” Outros subscritores foram – Aquilino Ribeiro Machado, Eduardo Prado Coelho, Júlio Isidro, Maria Belo, António Arnaut, Avelino Loureiro Zenha, João Lima, Carlos Candal, Delmiro Sousa Carreira, José Manuel Leite, Barbosa de Oliveira, Manuel dos Santos, Sumavielle Soares, Teresa Olga Tropa.
Segunda-feira, 23 de julho «há… um núcleo de valores que continua a ser o fundamento e o fermento de qualquer projeto de esperança e de futuro. Esse núcleo de valores, património cultural da civilização europeia e democrática, é o que diz respeito aos direitos, liberdades e garantias. Se noutros domínios é possível transgredir, aqui não. Porque então nada nos restaria senão a apagada e vil tristeza duma política sem ética e sem alma». Estas palavras foram pronunciadas na Assembleia da República pelo deputado socialista Manuel Alegre, no reinício do debate parlamentar da Lei de Segurança Interna. Para falar, Alegre ignorou as decisões do seu grupo parlamentar que além de querer impor a disciplina de voto, decidira também que apenas Jorge Lacão seria o porta-voz do partido nesta matéria de segurança interna. (…). «A luta pela liberdade é historicamente uma sucessão de atos de desobediência, indisciplinados e indisciplinadores», começou o deputado socialista para depois explicar porque falava à revelia das orientações partidárias: «Decidi, no entanto, cometer este pequeno pecado porque, no meu entender, sobre a democracia portuguesa pairam já certos riscos». (…) «Toda a gente sabe a amizade que me liga aos meus camaradas que estão no governo, nomeadamente a Mário Soares. Mas a amizade é também uma exigência, em relação aos amigos e em relação a nós próprios. Trai-los-ia e trair-me-ia se não tomasse esta posição. Não posso calar-me, não posso dizer que sim, não posso ausentar-me. Esta é a única forma que tenho, neste momento, de ser fiel ao Partido Socialista. Não evoco sequer as lutas do passado, evoco o futuro, porque hoje, como sempre, tomar o partido da liberdade é ser contemporâneo do futuro».” [2]
Terça-feira, 24 de julho “Rui Machete acentuou estar fora de causa que as Forças Armadas possam exercer quaisquer atividades de segurança interna ou tomar medidas de polícia em situação normal. Por isso, o governo admite ser preferível «corrigir a redação do art.º 11, n.º 3 da proposta de lei de modo a desfazer quaisquer eventuais equívocos. Esta alteração visa sublinhar que, só em situações de estado de sítio ou de emergência (definidas na Constituição da República e que apenas ao presidente da República cabe declarar) poderão as Forças Armadas desempenhar funções relacionadas com a segurança interna e a proteção civil. O funcionamento de tribunais de instrução criminal permanentemente em Lisboa, Porto e Coimbra e eventualmente em Faro, «pois que o uso de meios rápidos de transmissão de documentos, por fac-simile ou telex já hoje é acessível à generalidade das nossas autoridades policiais em qualquer ponto do país», permitiria obstar à intervenção a posteriori do juiz de instrução, no que respeita às buscas domiciliárias e às escutas telefónicas. (…). Ângelo Correia não poupou críticas ao próprio conceito de segurança interna, nomeadamente o que diz respeito aos artigos 3.º e 11.º n,º 3. Em súmula, aquela articulação sublinha que, quer a atividade da Segurança Interna quer o papel das Forças Armadas se podem estender aos fundos marinhos contíguos e no espaço aéreo sob jurisdição portuguesa. O deputado do PSD referiria estar-se perante uma conceção jamesbondiana do século XXI, quando ainda estamos em 1984.” [3]   
Sexta-feira, 27 de julho “eram sete da manhã de hoje quando o presidente da AR, na oportunidade Carlos Lage, a substituir Tito de Morais, mandou os deputados para férias. Para trás ficavam 17 horas de debate exaustivo e duas votações politicamente relevantes – a da Lei de Segurança Interna e a dos Serviços de Informações. A primeira passou para análise na especialidade numa Comissão Eventual, a segunda vai para Belém para ser promulgada pelo presidente da República. A votação da Lei de Segurança Interna era o principal objetivo da última reunião da Assembleia da República antes das férias. A teimosia do governo e da maioria em ver a lei passar foi eficaz. Mas os custos políticos desta insistência também foram grandes – no Partido Socialista dez deputados recusaram a disciplina de votos: Manuel Alegre, Sottomayor Cardia, Edmundo Pedro, Eurico de Figueiredo, Margarida Marques, José Leitão e Rui Dicciochi votaram contra, Mota Torres e Santos Loureiro (de Coimbra) e Tito de Morais abstiveram-se. Mas, a acrescentar a estes, há que ter em conta algumas dezenas de deputados da maioria que saíram da sala no momento da votação – Torres Couto e Laranjeiro Vaz, do PS, Jaime Ramos, Pereira Lopes (presidente da UGT), Oliveira e Costa, Bento Gonçalves, Pedro Pinto e Agostinho Branquinho, do PSD.”
Terça-feira, 24 de julho “o antigo ministro das Finanças e Plano, Medina Carreira (1977) disse que o sistema fiscal vigente é «o terrorismo legalizado». Medina Carreira, que fez entrega ao presidente da República de um relatório sobre «O sistema fiscal em Portugal», onde faz o diagnóstico e apresenta uma terapêutica para o regime fiscal vigente, advoga uma «reforma fiscal transitória» que, em seu entender, poderia vigorar já a partir de 1985. Na introdução do mesmo relatório que estará à disposição do público (em livro) a partir de agosto, para «um amplo debate nacional», Medina Carreira condena «as medidas avulsas» dos sucessivos governos, o «imobilismo» e diz «não ter sentido entrar na Europa com o passaporte do IVA deixando tudo o resto como está». Em seu entender, «a fraude alastrou, bem como a fuga fiscal» e apontou que enquanto a percentagem dos impostos profissional e sobre rendimentos aumentou, de 1977 para 1984, de 40 para 57 %, o seu valor diminuiu, pois existem «titulares que se subtraem à tributação direta, representando 60 % do rendimento nacional».”
Sexta-feira, 3 de agosto “o ex-ministro das Finanças do primeiro governo constitucional, Medina Carreira, teceu duras críticas ao sistema fiscal português, afirmando nomeadamente que se torna urgente adotar uma reforma fiscal transitória, para que o país «resista até uma reforma profunda». Medina Carreira, que falava em Lisboa, no ato de apresentação do seu livro «A situação fiscal em Portugal», considerou também que a Comissão da Reforma Fiscal empossada esta semana por Ernâni Lopes é uma «reedição», oito anos depois, da Comissão do Imposto Único a que Mário Soares deu posse em 1976. O ex-ministro das Finanças disse ter sido sua intenção organizar «elementos minimamente sérios e ordenados» sobre os problemas fiscais e salientou a necessidade de discutir a questão com «dados tão rigorosos quanto permitissem as estatísticas deste país». Medina Carreira, que assinalou a falta de atenção que os responsáveis políticos têm dado à sua iniciativa sublinhou que o seu livro de cerca de 500 páginas é «dirigido à consciência do poder político» e considerou que os impostos extraordinários retroativos cobrados em 1983 serviram como «revelação do esgotamento do sistema». [4]
Segunda-feira, 29 de outubro «num país de 10 milhões de habitantes, com rendimento per capita de 2600 dólares, em tempo de paz, uma carga fiscal de 33 % sobre os rendimentos do trabalho é uma brutalidade» - disse o Dr. Medina Carreira, antigo ministro das Finanças, aos participantes no Seminário sobre Política Fiscal, realizado neste fim de semana na faculdade de Direito de Lisboa. O seminário foi organizado pela CGTP e contou com o contributo de muitos técnicos e especialistas desalinhados daquela central sindical, que falaram a uns 300 sindicalistas e ativistas sindicais.”
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[1] Um povo bom de bola. No futebol, líderes e povo trançam-se. O secretário de Estado do Desporto, Laurentino Dias: “Eu já disse uma vez e volto a repetir, não sou adepto da, da técnica do achismo. Eu não acho coisa nenhuma. Eu não gostei do jogo. Estive a ver o jogo, achei que fomos infelizes. Achei que devíamos ter ganho, quando empatamos”, (2010). Portugal empatara por 4-4 frente à poderosa seleção do Chipre. O futebol deflagra lideranças fortes, no campo do governo, no campo do povo, desencuba ideias inovadoras. Um pastel de nata do ministro Álvaro (correspondente moderno de “ovo de Colombo”) para o estádio às moscas de Aveiro, do aluno de gestão de marketing do Instituto Português de Administração de Marketing (IPAM), Gonçalo Tavares: “Optamos por dividir entre aquilo que são as ligações institucionais que o estádio deve ter a ações dirigidas a um público mais noturno com algumas festas dentro do estádio, para um público mais diurno com ações para a hora do almoço, fazerem piqueniques no relvado de estádio.”
[2] O futuro endossa-o a mulher portuguesa, alma de mãe, porém, ousada. Cláudia Borges, 1,76 m, 53 kg, 85-61-90, sapatos 39, nascida a 9 de fevereiro de 1983, em Lisboa. “É uma modelo portuguesa. Aos 18 anos participa no concurso Miss Mundo Portugal 2001 e acaba por vencer. A vitória valeu-lhe entrada direta na Face Models. Em setembro de 2002, estreia-se como apresentadora de televisão ao dar a cara ao programa infantil da SIC, «Disney Kids». Cláudia Borges apresentou, também, o programa «Êxtase» da SIC. Apresentou em conjunto com Liliana Campos, Rita Andrade, Vanessa Oliveira e Andreia Rodrigues, o programa «Fama Show» da SIC. Ganhou o prémio miss Portugal em 2005. Foi mãe pela primeira vez em novembro de 2010 do Rodrigo, fruto do casamento de quatro anos com o realizador Samuel Fortuna.” P: “Comeste a dobrar ou tiveste alguns cuidados?”, Cláudia: “Cuidados… que vergonha… não tive mesmo. Usava o facto de ser magra para comer de tudo. A Coca-Cola sabia-me pela vida!” Entrevista: “É bonita, sente-se realizada e no geral diz-se uma mulher feliz. Cláudia Borges completou nove anos de casamento no dia 4 de novembro com Samuel Fortuna e revela-nos como este amor ainda consegue surpreendê-la. A apresentadora do Fama Show fala ainda do que tem vivido com Rodrigo, o filho de ambos, que completou há pouco cinco anos. P: «Celebrou recentemente nove anos de casada. Qual o segredo para um casamento feliz e duradouro?», Cláudia: «Não é segredo para ninguém que o sucesso de qualquer relação é o amor. Temos uma identificação muito grande e tudo isso permite que sejamos felizes juntos». (…). P: «Gostava de voltar a ser mãe?», Cláudia: «Ter apenas um filho nunca fez parte dos nossos planos. Quero ter mais um filho, ambos queremos, e o facto de o Rodrigo o pedir torna esse desejo ainda maior».” Em 2015, “a apresentadora divulgou uma imagem ousada e sensual da sessão fotográfica, onde aparece de fato de banho e saltos altos.” Com 10 anos de casada arrasa à beira da piscina. Currículo – na apresentação: “Disney Kids” (2002) SIC; “Êxtase” (2004) SIC; “5 Estrelas” (2005/08) SIC; “Diário da Floribella” (2007/08) SIC; “Mudar é izi” (2008/09) SIC; “Fama Show” (2008/14) SIC; “Portugal em Festa” (2013/14) SIC; “Posso Entrar” (2014) SIC Caras. Na representação: “Uma Aventura”, episódio, “Uma aventura na casa assombrada” (2004); “Perfeito Coração” (2010); “Sol de Inverno” (2013).
[3] Ângelo Correia engraza que, nem umas ceroulas, numa catalogação de Herberto Hélder, de um “estupor velho e relho”.O presidente da Mesa do Congresso do PSD, Ângelo Correia, disse hoje [28 / maio / 2008] que o partido precisa de uma «janela aberta», que afaste o «mofo», o «bafio», o «mesmo do passado» e deixe entrar «uma lufada de ar fresco» no país. Falando num jantar que juntou, em Santarém, cerca de 400 apoiantes de Pedro Passos Coelho, Ângelo Correia justificou a sua presença ao lado do candidato à liderança do PSD por «saber o que dele pode esperar», por ter «carácter». «O Pedro não é bom rapaz, o que até é depreciativo, é bom carácter, tem escolhas, tem opções», disse, acrescentando que o país está «farto de quem encena, faz espetáculo político e faz o contrário do que disse». Para Ângelo Correia, o facto de o PSD ter tido sete líderes em 13 anos «é mau, é errado», é «sintoma de crise, sinal de doença». Por isso apelou a que o partido escolha desta vez «um líder para muitos anos», com a «juventude e maturidade» que reconhece a Passos Coelho. (…). «O País só olhará para o partido doutra maneira se houver um novo líder, um rosto novo, uma janela aberta sobre o País, que deixe entrar uma lufada de ar fresco. Senão continuará o mofo, o bafio, o mesmo do passado», afirmou. Segundo disse, a mudança em Portugal «não se fará com os do costume» e «cada pessoa tem o seu tempo». «Hoje vim aqui dizer que apoio Pedro Passos Coelho também pela sua juventude», afirmou, lembrando o candidato que o atual presidente da República, Cavaco Silva, era mais novo quando foi ministro das Finanças. Para Ângelo Correia, o facto de Passos Coelho estar numa classe política «sem fazer parte dela» é «uma enorme vantagem». Passos Coelho pediu aos militantes que, perante os quatro candidatos em disputa no sábado, decidam «fechar um ciclo importante» que teve o seu momento mais alto com Cavaco Silva e o mais baixo «quando Pedro Santana Lopes perdeu as eleições».”
[4] Uma croata vale mais que um livro de 500 páginas. “Nives Zeljković, olhos e cabelos castanhos, sapatos 38 ½, nascida em 18 de dezembro de 1981, conhecida pelo seu nome artístico Nives Celzijus (Nives Celsius), é uma socialite, modelo, cantora e escritora croata, ex-mulher do futebolista Dino Drpić. Nives nasceu em Zagreb, na época, parte da Jugoslávia. O seu pai, Spaso Čanković (conhecido como Anej Sam) nasceu em Sanski Most, Bósnia e Herzegovina, e trabalha como escritor na Eslovénia. A mãe chama-se Mira. Ela é de etnia sérvia. Os pais separaram-se antes do seu nascimento. Durante a guerra da Croácia, foi intimidada e humilhada devido ao seu apelido. Ela afirmou que foi violada aos 16 anos por um jogador do Dinamo de Zagreb, embora não revele o nome dele. Viveu em Belgrado dois anos antes de retornar a Zagreb, onde lançou a canção «Na koljena» (2004), que se tornou um sucesso. Nives, aos 13 anos, já se maquilhava, usava minissaia e saltos altos, apareceu pela primeira vez no vídeo, “Ne zovi mala policajce” (1998), de Mladen Burnać, logo depois com a ajuda de Zrinka Tutić grava o seu primeiro álbum, «Cura Moderna» (Rapariga moderna), publicado em 1999. Em 2005, casou-se com o jogador de futebol Dino Drpić, tatuando, «Propriedad de Dino», de um lado ao outro do abdómem, logo acima do entremontes, pela santa lei, pertença exclusiva do esposo, de quem teve dois filhos, Leon e Taiša. O casal foi alcunhado os “Beckham de Baden», na Alemanha. Em 2009, escreveu, na sua autobiografia «Gola Istina» (A Verdade nua), que fizera sexo no estádio Maksimir vazio: “Dino combinou com as pessoas que deviam ligar as luzes do estádio para nós e finalmente ele realizou o seu sonho de fazer sexo no meio de um estádio de futebol. Foi maroto». Em outubro de 2009, ela foi condenada pelo Tribunal Penal Municipal por difamação, após ter declarado numa entrevista para a Playboy sérvia que fora molestada pelo pai. Em 2008, o casal fez manchete em toda a Europa numa história bizarra. Durante as férias na ilha croata de Krk, o seu filho Leone foi confundido com a menina britânica, Maddie McCann, vista pela última vez em Portugal. «Estou acostumada que as pessoas me tirem fotos e se aproximem de mim, porque somos famosos na Croácia, por isso não reagi», disse a modelo. «Comecei a ficar desconfiada quando a mulher inglesa se aproximou de Leone e começou a falar com ele. Subitamente, agarrou-o. No entanto, quando fui até lá ela percebeu que a minha criança era um rapaz e pediu desculpa». Em 2011, cantava o verso gongórico “enche-me esta noite como Cristiano Ronaldo” na canção “Zabij mi gol”. Em 2014, divorcia-se de Dino Drp.” Outras canções: “Take me to Brasil (2014) ♫ “Kukulele” (2016) ♫ “Mamurluk” (2016).

na sala de cinema

3 hommes et un couffin” (1985), real. Coline Serreau, c/ Roland Giraud, Michel Boujenah, André Dussollier … sob o título local de “Três homens e um berço” estreado sexta-feira, 18 de abril de 1986 no Londres e no Las Vegas sala 2. “Jacques, Pierre e Michel, solteiros, vivem juntos num apartamento espaçoso no centro de Paris. Uma tarde, durante um serão organizado no apartamento, Jacques, o assistente de bordo, aceita servir de intermediário de um pacote que um amigo lhe entregará no dia seguinte. Mal tendo tempo de prevenir os amigos, parte, por várias semanas, para o Extremo Oriente. Quando chega o «pacote», verifica-se que é uma bebé, aparentemente a filha de Jacques, que a mãe, Sylvia, lhe enviou sob pretexto que o seu trabalho lhe impede cuidar dela.” “3 Men and a Baby (1987), real. Leonard Nimoy, c/ Tom Selleck, Steve Guttenberg, Ted Danson … sob o título local “Três homens e um bebé” estreado sexta-feira, 29 de abril de 1988 nos cinemas Tivoli, Nimas, Terminal, 7.ª Arte e Amoreiras sala 2. Os americanos não entendem os filmes europeus, qualquer exportação deste produto para esse mercado faz-se obrigatoriamente através do remake, e este particularmente originou uma lenda urbana. “Leonard Nimoy cruzou-se com um fantasma. Esta incrível história aconteceu em 1987 no set do remake americano de «3 hommes et un couffin» com Tom Selleck, Ted Danson e Steve Guttenberg. É um dos doze filmes e telefilmes realizados por Leonard Nimoy e o seu maior sucesso com 168 milhões de dólares de receita. A presença desse suposto fantasma contribuiu também para aumentar os alugueres e as vendas aquando da saída em videocassete. O espetro aparece cerca do 60.º minuto, em segundo plano, numa cena com Ted Danson e Celeste Holm. Podemos distinguir uma silhueta meia escondida por uma cortina transparente. Rapidamente, este fantasma adquire uma identidade e um destino trágico. Trata-se de um rapaz de nove anos que se suicidou no apartamento onde a cena foi filmada. A história não termina aí: a sua mãe, devastada pela dor, enlouqueceu ao descobrir o filho no filme. Ela morreu internada num hospital psiquiátrico após intentar um processo contra os produtores para que a imagem do seu defunto filho fosse retirada do filme. Infelizmente, ou melhor, felizmente, este horroroso relato é uma lenda urbana de primeira água. A cena não foi filmada num apartamento mas num estúdio em Toronto. Quanto à mãe alucinada pela dor, que teria participado em vários talk-shows para evocar a aparição do fantasma do filho, nunca existiu, assim como a ação judicial. A silhueta enigmática é na realidade uma figura em cartão do ator Ted Danson vestindo um smoking e uma cartola utilizada numa sequência cortada na montagem. Todavia, depois encontramo-la brevemente, um pouco mais nítida, como mostra esta imagem.” “Um adeus português” (1985), real. João Botelho, c/ Ruy Furtado, Isabel de Castro, Maria Cabral … estreado quinta-feira, 17 de abril de 1986 no Quarteto sala 1 e no Tivoli. “África Portuguesa, 1973. Nos últimos tempos da Guerra Colonial um pequeno grupo de soldados avança no mato. Um soldado morre vítima do rebentamento de uma mina. Em Lisboa, doze anos depois, Raul e Piedade, pequenos agricultores do Minho, visitam Alexandre, o filho mais novo, e Laura, a viúva do filho mais velho que morreu em África na guerra. A família volta a estar junta, mas nunca será o que foi. Há uma pequena dor, serena e amarga, que o tempo não esbateu. Raul e Piedade regressam à terra. Alexandre e Laura não têm lugar para regressar. Nem para esquecer. «Um Adeus Português», de 1985, é a segunda longa-metragem de João Botelho, o autor do sofisticado «Conversa Acabada», que confirma plenamente o seu particular domínio estético, artístico e narrativo num filme de uma notável coesão. Olhar amargo e sentido sobre um conjunto de personagens que, entre a Guerra Colonial e uma Lisboa desencantada em meados dos anos oitenta, tenta encontrar os vínculos familiares e emocionais, perdidos no tempo, na memória e na tristeza. «Um Adeus Português» é pois um filme tocante, surpreendente e profundamente português que soube refletir, admiravelmente, sobre uma memória tão incómoda de forma tão sensível.”Mannen från Mallorca (1984), real. Bo Widerberg, c/ Sven Wollter, Tomas von Brömssen, Håkan Serner … sob o título local “O homem de Maiorca” estreado sexta-feira, 18 de abril de 1986 no Quarteto sala 3. “Em Estocolmo, no dia de Santa Lúcia, um meliante, arrojadamente, assalta uma estação de correios apinhada de gente. Nas duas semanas seguintes, duas testemunhas estão mortas. Dois bófias da brigada de costumes, Johansson e Jarnebring, que foram os primeiros a chegar ao local do crime, seguem todas as pistas e identificam um suspeito, um arrogante membro da elite da polícia secreta, Kjell Göran Hedberg, um homem designado para guardar o ministro da Justiça. Precisamente quando os chuis pensavam ter o laço no pescoço do suspeito, aparecem pontas soltas, testemunhas perdem as certezas, alibis crescem, e até os bófias duvidam do que viram. Quem está a proteger o suspeito e porq?” “Baseado na primeira novela do polícia e professor de criminologia, Leif G. W. Persson, ele próprio pertenceu às forças de segurança durante o «bordellhärvan och Geijeraffären» (a salsada do bordel e o caso Geijer), em 1979, quando havia advertências dos Serviços Secretos, (Säpo), de espionagem do Bloco de Leste no alcoice de Doris Hopp [1]. A madame alegava ter clientes regulares da elite da sociedade. Houve um aviso especial sobre Lennart Geijer, o ministro da Justiça, cujas visitas às prostitutas poderiam constituir um risco de segurança nacional por causa da oportunidade de chantagem. Não há provas nenhumas de que Geijer frequentasse tais casas, e Persson negou que outros políticos o fizessem. Nenhum assassinato foi cometido, tampouco.” Death Wish 3” (1985), real. Michael Winner, c/ Charles Bronson, Deborah Raffin, Ed Lauter … sob o título local “O justiceiro de Nova Iorque” estreado sexta-feira, 16 de maio de 1986 no Alfa 3, Eden, Gemini e Mundial. “Paul Kersey (Charles Bronson) volta para Nova Iorque, depois de ter escapado desde os eventos do primeiro filme, para visitar o seu colega da guerra da Coreia, Charley (Francis Drake), que está a ser atacado por um gangue no seu apartamento no leste de Nova Iorque. Os vizinhos ouvem o tumulto e chamam a polícia. Paul chega e Charley morre-lhe nos braços. A polícia prende-o por homicídio. Na esquadra, o inspetor Richard Shriker (Ed Lauter) reconhece-o como o «Sr. Vigilante». Shriker aplica-lhe a lei e Paul é levado para uma cela. Nela está Manny Fraker (Gavan O'Herlihy), líder do gangue que matou Charley. Ele e Paul lutam. Quando é libertado, Manny ameaça Paul. A polícia recebe relatórios diários sobre o aumento da taxa de criminalidade. Shriker oferece um acordo a Paul: ele pode matar todos os rufiões que quiser, desde que o informe de qualquer atividade do gangue que tenha conhecimento para que a polícia possa fazer uma detenção e sair nas notícias.” Factos: “De acordo com o livro «Bronson’s Loose» de Paul Talbot, o título original «Death Wish III» foi mudado para «Death Wish 3», porque a Cannon Group, Inc. fez um inquérito e descobriu que quase metade da população dos EUA não sabe ler numeração romana.” “Charles Bronson tinha sessenta e quatro anos quando apareceu neste filme.” “Das Arche Noah Prinzip” (1984), real. Roland Emmerich, c/ Richy Müller, Franz Buchrieser, Aviva Joel … sob o título local “O princípio da arca de Noé” estreado sexta-feira, 16 de maio de 1986 no Quarteto sala 2. “Filme de ficção científica da Alemanha Ocidental escrito e realizado por Roland Emmerich como tese para a Hochschule für Fernsehen und Film München (Escola Superior de Televisão e Cinema de Munique). Enquanto os seus colegas normalmente angariavam e gastavam 20 000 marcos alemães na sua obra final, Emmerich conseguiu arrecadar um orçamento de 1 200 000 marcos, tornando-o no filme de estudante mais caro na Alemanha. (…). O ano é 1997, e a paz mundial parece ter chegado, com a maioria das armas de destruição maciça tendo sido abandonadas. No entanto, orbitando a Terra está a estação espacial euroamericana Florida Arklab, capaz de controlar o tempo em qualquer sítio do planeta. Um projeto civil por natureza, pode ser desvirtuado como uma poderosa arma, visto que poderia provocar devastação a qualquer potencial adversário, simplesmente causando-lhe desastres naturais, tais como tempestades e inundações. Não admira que a estação espacial logo se torne o foco central das crescentes tensões políticas entre o Ocidente e o Leste, próxima paragem, terceira guerra mundial (como indicado no slogan: «O fim do nosso futuro já começou»). Acompanhamos o protagonista, Billy Hayes, um astronauta a bordo da estação, enquanto ele caminha através de uma trama de secretismo e sabotagem, tentando distinguir os amigos dos inimigos, durante o processo.”
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[1] “A Sexkopslagen mudou a perceção da prostituição na Suécia. De ser um contrato entre uma mulher e um homem, pagar por sexo é agora visto como um abuso das mulheres. A mudança de perceção também reavivou o interesse pelo chamado Caso Geijer. Irrompeu em 1977, quando o jornal sueco Dagens Nyheter revelou que o chefe da polícia tinha escrito um memorando ao então primeiro-ministro Olof Palme, avisando-o que o ministro da Justiça Lennart Geijer constituía um risco de segurança, porque ele visitava um bordel também frequentado por diplomatas estrangeiros. Olof Palme negou a existência do memorando e o Dagens Nyheter retratou-se da notícia e pediu desculpas. Mas o sucessor de Palme, Thorbjoern Falldin, disse que tal memorando existiu. Também admitiu que mencionava-o a ele e ao líder do Centerpartiet, Olof Johansson. Mas Falldin argumentou que esse memorando tinha que estar cheio de erros, pois ele nunca visitara uma prostituta. Enquanto a mulher que dirigia o bordel de Estocolmo, Doris Hopp, foi condenada a dois anos de cadeia por lenocínio, duas das prostitutas avançaram agora [2008] e pedem compensação do Estado. As duas mulheres tinham 14 e 15 anos na altura, (Eva Bengtsson, de Nyköping, e a sua prima, respetivamente. Exigiam um milhão de coroas e um pedido de desculpas. O caso foi arquivado). Elas alegam ter vendido sexo a políticos famosos e outros funcionários públicos. Enquanto a Sexkopslagen não criminaliza atos do passado, o advogado das duas ex-prostitutas argumenta que ambas eram menores e sexo com menores era ilegal na época. A ministra da Justiça, Beatrice Ask, disse que agora está investigando o caso. «É claro que quando as pessoas estão preocupadas e consideram que foram abusadas, então teremos de encontrar uma maneira de lidar com isso e dar as respostas que podem ser encontradas», diz ela. Contudo, Ask não faz promessas: «Isto foi há muito tempo e será difícil de deslindar, visto que alguns dos envolvidos já não estão vivos». Olof Palme e Lennart Geijer estão mortos.”

no aparelho de televisão

O Nazareno Frei Hermano da Câmara” (1986), programa de entretenimento para a família portuguesa transmitido pelas 21h40, na RTP 1, segunda-feira, 28 de julho de 1986. Espetáculo baseado no disco de folk, world, & country de Frei Hermano da Câmara intitulado «O Nazareno» gravado no Coliseu dos Recreios com encenação de Carlos Avilez. Direção de orquestra de Jorge Machado. Participação de Teresa Tarouca, Mara Abrantes, Teresa Siqueira, Alexandra, José Fardilha, Jorge Fernando, Nuno da Câmara Pereira. Realização de Fernão Katzenstein. [1] Manoel dans l'île des merveilles” (1984), minissérie franco-portuguesa transmitida aos sábados na RTP 2, pelas 22h55, de 21 de dezembro de 1985 / 4 de janeiro de 1986. É uma obra do chileno Raul Ruiz baseada em contos infantis de João Botelho e Leonor Pinhão que o realizador «enriqueceu» com numerosas histórias que um sábio pescador madeirense lhe contou aquando das filmagens de um dos muitos outros filmes que este cineasta realizou durante o seu exilio. As filmagens decorreram, durante cinco semanas, na ilha da Madeira. Em Berlim, as três partes do filme divertiram tanto os seus fãs que o diretor do Forum, Ulrich Gregor, decidiu mostrar este filme mais uma vez, como «filme-surpresa» do Forum. Na primeira parte, «Os destinos de Manuel», o protagonista encontra-se com ele mesmo, seis anos mais velho, jogando com a sua própria história. Na segunda parte, «O piquenique dos sonhos», parece mais acessível à compreensão do público. Manuel vive no corpo de um adulto a quem entregou a sua última moeda e encontra assim a família dos corpos eternos que são habitados pela gente que passa. Um dia, o seu primo Pedro desaparece e Manuel parte… na terceira parte do filme, «A pequena campeã de xadrez», à sua procura. Quem o conduzirá nesta busca? O homem das sombras, passador de homens, ou a pequena Marilina, a campeã mundial de xadrez que descodificará a mensagem dos bordados da Madeira? Nas viagens estranhas num meio adulto e ao mesmo tempo misterioso, recheado de sonhos e pesadelo, vamos seguindo Manuel que se vai confrontando com os madeirenses e as suas lendas, com a ternura portuguesa e até com as contradições de humor sarcástico. Participam em «Manuel e a ilha das maravilhas», que é uma coprodução da RTP e Branco & Castro Neves (Porto), Ruben de Freitas, Marco Paulo de Freitas, Fernando Heitor, Teresa Madruga, Vasco Pimentel, José de Freitas, Aurelie Chazelle, Diogo Dória, Cecília Guimarães, Miguel Silve, Pedro Ruivo, Pedro Fernandes, Clara Rolim, Luís Gaspar da Silva, Tony Jessen, Vasco Sequeira, Armanda Bacelar, Rafael de Sousa, José António Gomes, Luísa Gedge, Sofia Câmara, Martin Velosa, Gonçalo Vieira, Elisabeth, Ana Franquinho, Paula Franquinho, Isabel Branco, Pedro e Paulo, Andreia Quintal, Sérgio Gonçalves da Cunha, Isidro, Ilídio Gouveia e 24 crianças da escola de Porto da Cruz. [2]Chiefs” (1983), minissérie americana transmitida às terças-feiras na RTP 1, pelas 22h50, de 21 de janeiro / 11 de fevereiro de 1986. Durante anos a cidade de Delano é alvo de interesse jornalístico devido aos numerosos casos de assassinatos de jovens que, à boleia, por aí passavam, dirigindo-se ao sul. Estes casos foram ficando por resolver, não obstante a eficiência e o interesse da polícia local. Embora todas as investigações parecessem indicar um único suspeito, o seu nome nunca chegou a ser revelado, já que os chefes da polícia eram sucessivamente eliminados, de forma «acidental». Hugh Holmes, banqueiro, fundador da cidade e deputado, dava todo o seu apoio a esta investigação e comentava, assiduamente, a sua evolução com «Foxy» Funderburke, herói da Primeira Grande Guerra e pessoa muito conceituada na zona. Aliás, eram sempre perto da propriedade deste que os corpos dos jovens eram encontrados. «Chiefs» será apresentado em 4 episódios e tem nos principais papéis: Charlton Heston, Keith Carradine, Stephen Collins, Tess Harper, Victoria Tennant e Paul Sorvino. Realização de Jerry London. 2.º episódio: Will Henry, o primeiro chefe da polícia, está cada vez mais preocupado com o assassínio do jovem rapaz. Embora o xerife Skeeter o aconselhe a esquecer o caso, pois trata-se certamente de um marginal. 3.º episódio: 1945. Delano dá as boas vindas aos seus soldados que regressam da guerra. Entre eles encontram-se Billy Lee e Sonny Butts. Billy vem acompanhado pela noiva e com a ajuda de Holmes consegue comprar a quinta onde vivera enquanto criança. Quelques hommes de bonne volonté” (1983) com título local “Homens de boa vontade”, série transmitida às quintas-feiras na RTP 2, pelas 20h35, de 16 de janeiro / 27 de fevereiro de 1986. Vinte de sete volumes compõem o romance de «Les hommes de bonne volonté» de Jules Romains, autor francês falecido em 1972 em Paris, aos 87 anos. Sete episódios condensam essa obra numa série francesa, adaptada por François Villiers e Marcel Jullian para a Televisão Francesa, sob o título original «Quelques hommes de bonne volonté» que reproduz o itinerário político e humano de 300 personagens durante 25 anos de História, no período compreendido entre 6 de outubro de 1908 a 7 de outubro de 1933 em França. Segundo o realizador da série, François Villiers, o tema principal desta obra é a solidão do homem perante a ameaça da guerra. A série inicia-se com a entrada na faculdade de duas personagens principais, Pierre Jallez e Jean Jerphanion, cuja amizade vai perdurar até ao fim da vida embora passem a militar em campos opostos da política francesa. Com o ano de 1908 os ânimos agitam-se com um caso levado à discussão do parlamento, que tem a ver com o monopólio da refinação do petróleo. Jaurès é um jornalista conceituado, que publica no jornal L’Humanité, um artigo com o título «Risco de um conflito mundial». Interpretes: Jean-Claude Dauphin Jean Barney, Jean-Claude Brialy, Daniel Ceccaldi, entre outros. 2.º episódio: no início do ano de 1909 os dois amigos, Jerphanion e Jallez discutem sobre os novos rumos que hão de dar às suas vidas para romperem um pouco com a rotina. Enquanto o primeiro ainda está indeciso em aderir à maçonaria, o segundo, pelo menos, decidiu-se a reconquistar o amor de Juliette Verand. Quanto a Quinette, homem inteligente e estranho, na sequência de um assassínio na sua rua, vai ele também dar livre curso ao seu próprio maquiavelismo. 3.º episódio: em julho de 1911, Jallez e Jerphanion terminam as provas de agregação e resolvem tirar férias juntos na montanha, numa altura em que o agente imobiliário, ávido de lucros, contrata o jovem Wazemmes para trabalhar ao seu serviço. 4.º episódio: 14 de julho de 1919 é data histórica do desfile da vitória, nos Campos Elísios. Entre os que regressam da guerra, muitos deles mutilados, Jerphanion desfila tentando compreender o período doloroso que acabou, Jallez, pelo seu lado vai viver para Nice, onde procura encontrar tranquilidade para escrever. [3]Wallenberg: A Hero’s Story” (1985) telefilme sob o título local “Wallenberg” transmitido às sextas-feiras na RTP 1, pelas 21h50, de 17 de janeiro / 7 de fevereiro de 1986. Os Wallenberg, uma das mais abastadas famílias da Suécia, vivem em confortável neutralidade durante a II Guerra Mundial. Contudo, Raoul Wallenberg sente uma profunda revolta pela sistemática exterminação dos judeus na Europa e em 1944 decide intervir. Sendo um homem influente, foi-lhe fácil ser recebido pela missão diplomática sueca destacada na Hungria. Durante seis meses, que foi o tempo necessário para o exército soviético derrotar o exército nazi, Wallenberg dedicou-se, de alma e coração, a salvar os poucos que restavam na comunidade judaica na Hungria. Quando os soviéticos entraram em Budapeste, Wallenberg desapareceu. Esta é a sua história que foi escrita para televisão por Gerald Green, e será exibida em 4 episódios. Interpretes: Richard Chamberlain, Bibi Andersson, Thomas Ormeny, Stuart Wilson, Aubrey Morris, Alice Krige. 2.º episódio: Wallenberg continua a fazer tudo que está ao seu alcance para salvar as vidas dos judeus. A sua confrontação com Eichmann vai-se desenvolvendo, até que os alemães afastam o seu aliado Horthy. A situação dos judeus de Budapeste agrava-se e Eichmann envia-os todos para campos de concentração. 3.º episódio: Wallenberg não desiste de tentar salvar judeus da exterminação e consegue convencer a baronesa Elizabeth Kemeny, cujo marido acaba de ser nomeado ministro dos Negócios Estrangeiros, a ajudá-lo. Uma ajuda que acaba por se transformar em atração recíproca. 4.º episódio: Wallenberg convence o cônsul suíço a ajudá-lo e, pagando a alguns guardas, consegue salvar muitos judeus nas estações de caminho-de-ferro, em que são embarcados para o extermínio. A paixão de Wallenberg pela baronesa Kemeny aumenta, mas ela é exilada em Itália e Wallenberg, sozinho, tenta uma vez mais e sem êxito convencer Eichmann a poupar os judeus que ainda não foram condenados.
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[1] “Frei Hermano tem exercido assim o apostolado pela música, reenquadrando-se nos novos ventos que sopraram do Concílio do Vaticano II, concluído em 1965, e fez até uma experiência com o Quarteto 1111, para introduzir novos estilos musicais nos cânticos beneditinos de Singeverga. Esta experiência está registada no disco «Bruma azul do desejado» (1973), que inclui, entre outras, a canção «Vem Senhor Jesus». Em 1978, compôs e gravou em disco uma peça baseada na vida de Jesus, «O Nazareno». O álbum, produzido por Mário Martins, com o Coro e Orquestra Gulbenkian, sob a direção musical de Jorge Machado, contou com a sua prestação, e ainda, entre outros, de Amália Rodrigues, Mara Abrantes e Carlos Quintas. O disco vendeu mais de 80 000 exemplares e foi levado à cena, em 1986, no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, com alterações ao elenco da gravação, mas sempre protagonizado por Frei Hermano. Em 1987, saído de Singeverga, criou a Comunidade dos Apóstolos de Santa Maria, cujo apostolado é a difusão dos seus ideais cristãos pela música, em conformidade com o Vaticano II. Apesar deste vínculo a comunidades monásticas, Frei Hermano da Câmara atuou além-fronteiras e, com menor regularidade desde 2000, continuou a gravar.” Entrevista: P: “Não era uma pessoa recolhida, frequentava a sociedade, ia a casas de fado...”, R: “Às casas de fado também ia, mas sempre em grupo. Naquela altura era A Toca, do Carlos Ramos, A Tipoia, O Embuçado ou A Parreirinha, que gostávamos muito, pois estava lá a Celeste Rodrigues, que cantava muito bem. Por vezes, também aparecia a Amália. Naquela época havia festas em casas de famílias, algumas só para dança, com orquestra do Shegundo Gallarza. Lembro-me de que a minha primeira festa de dança, em que ia excitadíssimo, foi no Estoril, tinha 15 anos. Convivia-se entre famílias, tudo gente conhecida. E cresci com amigos do Estoril, Cascais e Sintra. Havia os bailes em que as meninas debutavam de branco e aí passava-se imensa coisa. Agora é tudo nas discotecas, há menos distinção, mais mistura.” P: “Podemos saber quem?”, R: “Não posso dizer quem, mas posso dizer que me custou muito, como a qualquer rapaz que anda num meio com raparigas lindíssimas. Nós, religiosos, também nos apaixonamos. Isso é que as pessoas não entendem. Quando um rapaz decide ir para a vida religiosa e abdica do casamento, do amor, não é por não ter atracão pelas raparigas. É porque a vocação é algo sobrenatural, que não se pode explicar, e há a obrigação de a seguir.” P: “Cantava para um público especial?”, R: “Gostava de cantar para todas as camadas sociais, todo o público. Num disco metia mensagens religiosas e também números folclóricos ou música popular portuguesa. Eu nem sabia o tema de «O Rapaz da camisola verde», mas aquela imagem que surge quando se diz «era o rapaz de camisola verde, negra madeixa ao vento, boina de marujo ao lado» cativa as pessoas, seria o símbolo do rapaz rebelde, que não se porta bem e se perde, e que poderia ter salvado se tivesse feito alguma coisa... é assim.” P: “Em 1978 gravou o «Nazareno» e nos anos 80 levou à cena o musical, em que fazia de Cristo na cruz...”, R: “Foi o Mário Martins, diretor musical da Valentim de Carvalho, que me pediu para gravar uma obra de grande fôlego, um musical, com princípio, meio e fim. Criei um Cristo à portuguesa. Tinha havido há pouco tempo o «Jesus Cristo Superstar» e eu escolhi as cenas simples que as pessoas conhecem, como o nascimento de Cristo, as Bodas de Caná, com muita alegria e bailados, a morte e a ressurreição. Houve pessoas que ficaram chocadas, mas as Bodas de Caná foram assim, uma coisa alegre.”
[2] A boa vontade em revista. Jacques Magazine, explica o fotógrafo / realizador Jonathan Leder: “A nossa estética difere significativamente daquilo que você encontra nas bancas hoje, mas não penso que difira daquilo que você encontraria há 40 anos. Somos inspirados por álbuns de fotos e revistas pré-1986. Queremos uma sensação retro que é arrojada. Não fotografamos nada digital. É tudo filme, assim, estamos definitivamente tentando mantê-la no analógico.” Tori, Super 8”, para a revista Jacques ● “Squash, Jacques Sports Issue” (2010), c/ Michea Crawford ●Bowling, Jacques Sports Issue” c/ Lauren Young. Ѻ Alyona Shishmareva p/ Jonathan Leder para Darius Magazine ● vídeo “Shooting Up Sunshine” (2012), p/ Reptile Youth, real. Jonathan Leder modelo Alyona Shishmareva (Алёна Шишмарёва), 1,80 m, 86-61-90, sapatos 41, olhos verdes, cabelos castanhos-escuros, nascida em Rostov-on-Don, Rússia.Agora, eu era fascinada pelo desenho. Amo cozinhar, e caminhar ao redor da cidade, explorar novos lugares. Além disso, gosto de ir a shows dos meus artistas favoritos. Na música, principalmente gosto de ouvir rock, as minhas bandas favoritas: A Day To Remember, Four Year Strong, Enter Shikari e Attack Attack!”. Cinema. “Promiscuities” (2014), real. Jonathan Leder, c/ Amy Hood, Joe Bongiorno, Phillip X Levine, Lindsay Jones (Playboy, dez. 2014). Enredo: “Diane tem um problema. Medicação usada para aliviar a tentação. Mas tal como os botões de pausa do comando se desgastam, pílulas já não suprimem o fogo interior. Memórias escuras como o breu que Diane anteriormente reprimira são agora arrastadas para a luz destrutiva. E o relógio bate numa espiral de promiscuidades que a imolarão.” Entrevista: P:”Quais são as tuas maiores inspirações para o filme?”, Leder: “Observação e psicose humana. Em termos de outros filmes, certamente alguns da nova vaga francesa foram muito inspiradores, tais como «Cléo de 5 à 7» de Agnès Varda, «Weekend» de Godard, «Faces» de Cassavetes, assim como «Repulsion» de Polanski. Mas muitos outros filmes foram influentes, «Casino», «Pi», «Psicho», «Videodrome», «Sex, Lies and Videotape». Todos por razões ligeiramente diferentes. Livros específicos que foram inspiradores, «Women and Madness» (1972), de Phyllis Chesler e «Sybil» (1973), de Flora Schreiber.” ѺAmerican Ecstasy (2013), real. Jonathan Leder, c/ Britany Nola, Robert Kirkland, Amy Hood, Lindsay Roan ѺPretty Big Mouth” c/ Amy Hood ѺFetishisms Manifesto: MasochismѺFetishisms Manifesto: NymphomaniaѺFetishisms Manifesto: Sadism”. Álbuns fotográficos. Publicação bianual, “A Study in Fetishisms”, volume 1 apresenta fotos de Emily Ratajkowski, Amy Hood, Britany Nola (Playboy nov. 2012) ● “A Study in Fetishisms”, volume 2 encarna a ideia de Loiras – da badalhoca à platinada. ● “BANG! Modelos. Amy HoodAmy Hood1 p/ Jonathan Leder ● Amy Hood2 p/ Jonathan Leder ● Amy Hood3 p/ Jonathan Leder ● Amy Hood4 p/ Jonathan Leder ● Amy Hood5 p/ Jonathan Leder ● Amy Hood6 p/ Jonathan Leder ● “CULT CLASSIC” (projeto a solo de Amy Hood, apresentando as modelos Bodhi Rose, Zanah Marie, Diandra Godiva e Ana Corbi em lingerie p/ Agent Provocateur e Dainty Rascal). Ѻ Lindsay Roan ● Lindsay Roan p/ Bryan Liston ● Jonathan Leder fotografa Lindsay Roan em Woodstock, NY ● Jonathan Leder fotografa Lindsay Roan em Bearsville, NY ● Lindsay Roan para as revistas Jacques e Furfur.
[3] Uma atriz de boa vontade. Nastya B, t.c.c. Marta, Ariel, Melena, Silvia. Sites: {Indexxx} {Teen Mega World} {Porn Teen Girl} {Euro Babe Index}. Obra fotográfica: {fotos1} {fotos2} {fotos3} {fotos4} {fotos5} {fotos6} {fotos7} {fotos8} {fotos9} {fotos10} {fotos11} {fotos12} {fotos13} {fotos14} {fotos15}. Obra cinematográfica: {Nastya1} {Nastya2} {Nastya3} {Nastya4} {Nastya5} {Nastya6} {Nastya7} {Nastya8} {Nastya9} {Nastya10} {Nastya11} {Nastya12, c/ Stella} {Nastya13} {Nastya14} {Nastya15} {Nastya16} {Nastya17}.

na aparelhagem stereo

Não há memória de tantas cabeças poderosas se terem enganado tanto. Louis Althusser, Dennis Altmann, escritor, Jean-Paul Aron, professor, Claude Bardos, professor universitário, Roland Barthes, André Baudry, diretor da «Arcadie», Simone de Beauvoir, Pasteur G. Berner, presidente do Consistoire de Paris, Claude Besret, antigo prior da Abadia de Boquen, Michel Bon, psicossociólogo, Jean-Louis Bory, escritor, Bertrand Boulin, educador, Christian Bourgeois, editor, François Chatelet, Patrice Chéreau, realizador, Jean-Pierre Colin, professor universitário, Copi, desenhador, Alain Cuny, ator, Gilles e Fanny Deleuze, Jacques Derrida, Dominique Desanti, escritora, Jean-Toussaint Desanti, professor universitário, Françoise Dolto, neuropsiquiatra, Bernard Dort, professor universitário, Françoise d’Eaubonne, escritora, Maurice Eme, psiquiatra, Michel Foucault, Pierrette Garreau, pediatra, Philippe Gavi, jornalista, André Glucksmann, Renaud Goyon, artista plástico, Félix Guattari, Daniel Guérin, Pierre Hahn, jornalista, Jean-Luc Hennig, jornalista, Christian Hennion, jornalista, Guy Hocquenghem, Roland Jaccard, psicanalista, Pierre Klossovski, Anne Laborit, diretora de escola, Madeleine Laïck, psicóloga, Georges Lapassade, professor universitário, Dominique Lecourt, assistente na Universidade de Amiens, Jacques Lefort, encarregado de pesquisas no CNRS, Michel Leiris, conservador do Museu do Homem, Michel Lobrot, professor universitário, Jean-François Lyotard, Michel Mardore, cineasta, Dionys Mascolo, escritor, Gabriel Matzneff, escritor, Michel Meignant, psiquiatra, sexólogo, Gérard Molina, professor agregado, Vincent Montreil, professor universitário, Bernard Muldworf, psiquiatra, Jean Nicolas, ginecólogo, Marc Pierret, escritor, Jacques Rancière, mestre assistente na Universidade de Paris, Claude Revault d’Allonnes, professor de psicologia social, Olivier Revault d’Allonnes, professor universitário, Jean Ristat, escritor, Christiane Rochefort, escritora, Alain Robbe-Grillet, Gilles Sandier, crítico dramático, Jean-Paul Sartre, René Schérer, professor universitário, Pierre Simon, ginecólogo, Philippe Sollers, Victoria Therame, escritora, Hélène Védrine, professora universitária.
São eles signatários de uma perturbante “Lettre ouverte à la Commission de révision du code pénal pour la révision de certains textes régissant les rapports entre adultes et mineurs”, publicada no jornal Le Monde de 26 de janeiro de 1977. “É a lei de 28 de abril de 1832 que cria a infração de «atentado ao pudor cometido sem violência sobre a pessoa de uma criança com menos de 11 anos». Este texto, decalcado do texto ocupando-se dos «atentados cometidos com violência», dava aos factos a mesma qualificação de «criminal». Ele está em vigor até hoje, a idade da menoridade tendo sido aumentada duas vezes, primeiro, sob Napoleão III, pela lei de 13 de maio de 1863, que a coloca nos 13 anos, depois, pela Ordenança do Governo Provisório de 2 de julho de 1945, que a coloca nos 15 anos. Esta qualificação de «criminal» conduz hoje a resultados aberrantes. Seguindo o texto à letra, qualquer um, seja maior ou menor, tendo praticado ou tentado praticar uma relação sexual com alguém menor de 15 anos, comete um crime, que deve ser enviado para a Cour d’Assises e fá-lo incorrer numa pena de 5 a 10 anos de prisão. Texto inaplicável e inaplicado na maior parte dos casos, porque, se o fosse, veríamos todos os dias comparecer centenas de rapazes na Cour d’Assises por se terem «divertido» com uma namorada de 14 anos numa praia qualquer ou numa cave de H.L.M. (Habitation à Loyer Modéré). O próprio legislador poderá ser acusado de «cumplicidade com o crime», pois acaba recentemente de autorizar a venda de contracetivos a raparigas menores de 15 anos, o que supõe relações sexuais, logo, crime da parte do parceiro.” [1]
No final dos anos 70, debatia-se a reforma do código penal no parlamento francês, sendo a idade do consentimento em França de 15 anos, os signatários, sem distinguir rapazes e raparigas, peticionavam revisão desse número. Uma descoberta científica recentíssima assentou, sem apelo nem agravo, que os rapazes e as raparigas são diferentes nos seus órgãos genitais. O rapaz, logo que se inicia a produção de esperma, também tem que iniciar a utilização do pénis, para este espigar saudável em tamanho, largura e dureza, de preferência em mulheres mais velhas, lassas, com experiência de pénis. A rapariga não sofre desta premência fisiológica para evitar a atrofia genital, a vagina não carece de nenhum cuidado preventivo especial, exceto higiénicos e estéticos, aparar, decorar com purpurinas, desenhar figuras engraçadas. No homem há uma idade biológica objetiva individual para começar a vida sexual, na mulher, não. O legislador, por preguiça, rasoura os factos e caldeia-os numa idade convencional, estabelecendo a maioridade sexual nos artificiais 15 anos. No homem, desacerta por excesso, na mulher, por defeito. A idade do consentimento da rapariga nos 15 anos é um crime mulíebre, é dar-lhe um poder volitivo para o qual não está preparada, forçando-a ao vático amor e à romântica escolha de um labroscas que lhe amassará as trombas, num rosário da violência doméstica, afoitada por leis cegas, porque, primeiro, a mulher desenvolve-se muito mais lentamente que o homem, segundo, a sua função edénica não é sexual, é empresarial, industrial, diretorial, ministerial, senatorial, concetual, intelectual, mental. [2]
Não sendo historiadora, logo não pesca o conceito “Contexto” [3], isso não é barreira que emudeça as guitarras do pensamento pós-verdade-verdadinha de Helena Matos: “Assim como o subdiretor daquele colégio fez uma declaração que pode ser interpretada como discriminatória para os alunos homossexuais, tivemos logo o ministro da Defesa, Azeredo Lopes, a pedir explicações, considerando a «situação inaceitável» e o presidente da República a aceitar o pedido de demissão do Chefe do Estado-Maior do Exército, general Carlos Jerónimo. Sem esquecer o BE que imediatamente requereu a audição do general Carlos Jerónimo para lhe perguntar se tinha conhecimento da «discriminação em função da orientação sexual», existente no Colégio Militar. (A possibilidade de ver o general Carlos Jerónimo a ser inquirido por Catarina Martins ou por uma das gémeas Mortágua é bem um símbolo daquilo a que chegámos!). (…). Sublinhe-se que os ativismos neste campo nunca se perdem, apenas se transformam: nos anos 70 ninguém se preocupava com os homossexuais mas sim com a sujeição que a moral burguesa impunha à sexualidade, nomeadamente à sexualidade das crianças e adolescentes. E assim tivemos desde internatos com camaratas mistas a escolas e jardins-de-infância em que os adultos que tomavam conta das crianças não só mantinham com elas práticas sexuais como se orgulhavam disso. Este vídeo de Cohn-Bendit em que o herói do Maio de 68 relata as suas experiências sexuais com crianças de quatro anos nos jardins-de-infância alternativos é um testemunho perturbante desses tempos [4]. Ao ver-se hoje este vídeo percebem-se várias coisas [5]. A primeira, e mais óbvia, é que estar do lado mediaticamente certo da História faz com que tudo se esqueça e perdoe. A segunda é que as matérias de educação, sexualidade e família são o terreno por excelência dos sucessivos ativismos, particularmente quando falham no assalto direto às instituições. E, por último, que os radicais triunfam não apenas graças à fé que anima os seus prosélitos acerca da superioridade das suas teses mas sobretudo porque ninguém ousa contrariá-los: Cohn-Bendit diz barbaridades mas Cohn-Bendit não passava de um jovem adulto parvo e mimado pelos jornalistas, pelos políticos e pelos intelectuais. Mas vejam quem está à volta: são adultos, gente que se tomava por culta e humanista. (…). Esses eram os anos que no Le Monde e no Libération se escreviam textos de apoio a pedófilos presos, argumentado, como sucedeu no caso de Gerard R. preso por ter relações com meninas de 6 a 12 anos, que se estava perante uma «moral de Estado». Pelo contrário, lia-se nesse texto-petição subscrito por gente das artes e da cultura, «O amor das crianças é também o amor dos seus corpos. O desejo e os jogos sexuais livremente consentidos têm o seu lugar nas relações entre crianças e adultos. Eis o que pensava e vivia Gerard R. com meninas de 6 e 12 anos cujo crescimento prova aos olhos de todos, incluindo os seus pais, a felicidade que elas encontravam nele».”
No ano em que nasceram as gémeas Mortágua:
Papa Don't Preach” (1986), p/ Madonna. Canção, no 1.º lugar do top inglês no dia em que nasceram as duas manas que avassalaram o macho world da política portuguesa, “é sobre a gravidez na adolescência. Madonna assume a voz de uma franga à toa que quer o conselho do pai num momento difícil. Em 2009, numa entrevista à Rolling Stone, ela declarou: «Encaixa no meu zeitgeist pessoal enfrentar a autoridade masculina, seja o Papa ou a igreja católica, ou o meu pai e a sua personalidade conservadora e patriarcal». O verso «I've made up my mind, I'm keeping my baby» fez os grupos antiaborto elogiarem Madonna, e os grupos a favor do aborto criticá-la. Madonna recusou tomar partido neste assunto.” I Feel The Magic” (1986), p/ Belinda Carlisle. “Após abandonar as Go-Go’s, Belinda Carlisle sentiu necessidade de deixar para trás o enérgico new wave da banda. Por conta própria, mergulhou no mainstream com a ajuda do produtor Michael Lloyd, abraçando o brilho da rádio de meados dos anos 80 no seu álbum de estreia, «Belinda», em 1986. O single principal (e abertura do álbum), «Mad About You», celebrava esta mudança e ela foi recompensada com um massivo êxito, que subiu a número três nos EUA. Contudo, atrás do lustro residem alguns elementos das Go-Go’s, o que não devia ser surpreendente, considerando que Charlotte Caffey escreveu metade do disco – mais canções que a própria Carlisle. Muitas vezes, estas canções sugerem que Caffey e Carlisle estavam retomando onde «Talk Show», (Go-Go’s, 1984), parou, particularmente com a contagiante vivacidade da Motown de «I Feel the Magic» e o insistente power pop de «Gotta Get to You».” Baby Love” (1986), p/ Regina. “A canção foi escrita por Stephen Bray, Regina Richards e Mary Kessler. Bray tinha escrito vários êxitos para Madonna. Era destinada a Madonna, com Regina gravando-a quando Madonna recusou. Com a produção de Bray, soava às canções da própria Madonna e, ocasionalmente, era confundida com uma.” “Regina, que se formou em teatro no Marymount Manhattan College, começou a carreira musical no final da década de 70, gravando e atuando com a banda new wave Regina Richards and Red Hot. A banda tocava regularmente nas salas de Nova Iorque como CBGB, Max’s Kansas City e Irving Plaza. Com a ajuda de Richard Gottehrer assinaram pela A&M Records. O primeiro single intitulava-se «Tyger» com «Tug of War» no lado B. O segundo single, «Don’t Want You Back» com «Company Girl» no lado B, foi seguido por um álbum homónimo; os discos não alcançaram sucesso. Posteriormente, ela dissolveu a banda e concentrou-se em escrever para outros artistas e em ajudá-los a gravar maquetes com a ajuda do ex-baterista dos Red Hot, Stephen Bray. Uma das artistas que os contactou foi Madonna, que estava a tentar conseguir um contrato de gravação na altura; Regina ajudou Madonna com harmonias vocais nas maquetes dela.”
Schoolgirl” (1986), p/ Kim Wilde. “Editado na Austrália e em vários países europeus (embora não no Reino Unido), foi o primeiro single da carreira de Kim no qual recebeu créditos de coescrita. Ela recebeu créditos exclusivos de composição, escrita e produção no lado B, «Songs About Love». «Schoolgirl» foi inspirado na irmã mais nova de Kim, Roxanne, e foi escrita pouco depois do desastre de Chernobil.” Baila Bolero” (1986), p/ Fun Fun. “Os produtores Dario Raimondi e Alvaro Ugolini juntaram-se às vocalistas de estúdio Antonella Pepe, Angela Parisi e Ivana Spagna um balançado som Hi-NRG para discotecas. O primeiro lançamento, «Happy Station» (1983), obteve sucesso em Itália e noutras partes da Europa, graças a várias remisturas, incluindo a duvidosa versão «Scratch». Também alcançou número um na África do Sul. Ao receberem convites para atuações, Raimondi e Ugolini decidiram usar modelos para a imagem pública das Fun Fun, em vez das próprias vocalistas, uma tática comum usada na cena dance music europeia por artistas como Baltimora e The Real McCoy. «Have Fun!», o primeiro álbum do grupo em 1984, apresentava Francesca Merola e Roberta Servelli como caras do grupo no palco. «Have Fun!» incluiu outros singles populares, incluindo «Give Me Your Love», «Living In Japan» e o êxito de marca do grupo frequentemente tocado por outros, «Colour My Love», que se tornou popular nos nightclubs americanos por causa da sua insistente linha de baixo de sintetizador e a facilmente misturável precursão da introdução.” Brother Louie” (1986), p/ Modern Talking. Outra obra-prima dos neo-Beethovens alemães, Thomas Anders e Dieter Bohlen, aquele, encomendado a Nora Isabelle Balling cangava seu nome ao pescoço, este, proferirá “Cantas como um gnomo de jardim com uma pedrada de ecstasy”, “A tua voz soa como o sapo Cocas a levar nos cornos”, no programa de talentos “Deutschland sucht den Superstar”. Meio-dia da música alemã erudita, inerentemente são emulados por todos os povos da terra, “Brother Louie” foi versado pelos estónios Vanemõde (1987) ♫ pelo russo Сергей Минаев (1987) ♫ pelos húngaros Végvári Ádám és Polgári László ‎ (1993) ♫ pelos filipinos Moymoy Palaboy (2009) ♫ pela alemã Lian Ross (2014) ♫ pelos mexicanos Los Klasykeroz (2014) ♫ no “Zubi Zubi” p/ DJ Sonya e DJ Vladimir Remix ♫ pelo universal Pochonbo Electronic Ensemble.
So Far So Good” (1986), p/ Sheena Easton. “Easton nasceu Sheena Shirley Orr na cidade escocesa de Bellshill, a mais nova de seis filhos do operário siderúrgico Alex Orr e a esposa Annie. Ela teve dois irmãos, Robert e Alex, e três irmãs, Marilyn, Anessa e Morag. O seu primeiro espetáculo público conhecido como cantora foi em 1964, com 5 anos, quando cantou «Early One Morning» para o tio e a tia e outros parentes, na celebração do 25.º aniversário de casamento do casal. O pai de Easton morreu em 1969, e a mãe teve de sustentar a família. De acordo com o site de Easton, da pesada carga de trabalho da mãe, ela estava sempre disponível para os filhos: «Sheena fala sempre com muita consideração pela mãe e o maravilhoso trabalho que ela fez educando-a e aos seus irmãos, inclusive ensinando-os a ler em casa mesmo antes de se matricularem na escola». Easton não pensava numa carreira de cantora até ver o filme «The Way We Were», com Barbra Streisand. Streisand cantando no genérico inicial «assoberbou» a miúda e convenceu-a que o que mais queria era ser cantora e ter o mesmo efeito sobre os outros.” Invisible Touch” (1986), p/ Genesis. “Phil Collins escreveu a letra, que é sobre uma mulher que tem poder sobre o cantor. Ele deseja-a mesmo que sinta que há algo de sinistro nela. O álbum «Invisible Touch» marcou a transformação radical dos Genesis, da música teatral complexa (começada quando Peter Gabriel era vocalista), para canções pop condensadas. Eles perderam alguns fãs pelo caminho, mas ganharam muitos mais. Segundo Phil Collins, uma influência nesta canção é o sucesso de Sheila E., «The Glamorous Life» (1984), que foi escrita pelo Prince. A canção é sobre uma mulher que consegue tudo dos homens apesar (ou por causa da) sua vaidade. Explicando por que ficou na banda, Collins disse à Rolling Stone: «Quando estamos numa banda, é família. Há os roadies e as suas famílias para ter em conta. Se frivolamente dizemos, ‘Vou-me embora’. Eles são tipo, ‘Acabámos de comprar uma casa com hipoteca’. Não podemos fazer isso às pessoas».” What Have You Done For Me Lately” (1986), p/ Janet Jackson. “Após conseguir um contrato de gravação da A&M Records em 1982 para a sua filha Janet, então com 16 anos, o pai, Joseph Jackson, supervisionou toda a produção do álbum de estreia, «Janet Jackson» e o seguinte «Dream Street» (1984); este foi escrito e produzido por Jesse Johnson e os irmãos de Janet, Marlon e Michael. Inicialmente, Janet estava relutante em começar uma carreira de cantora, comentando: «Eu estava a sair de um programa de TV, «Fame», que absolutamente odiava fazer. Não queria fazê-lo [gravar o disco]. Queria ir para a faculdade. Mas fi-lo pelo meu pai…» e explicou que estava muitas vezes em conflito com os produtores. No meio das suas lutas profissionais, ela rebelou-se contra os desejos da família casando-se com James DeBarge, também de um grupo-família do mundo da música, os DeBarge, em 1984. Os Jackson desaprovavam a relação, apontando a imaturidade e o abuso de drogas de DeBarge. Janet abandonou o marido em janeiro de 1985 e foi-lhe concedida uma anulação mais tarde, nesse ano. (…). [6] Embora Joseph Jackson exigisse que o novo álbum da filha fosse gravado em Los Angeles, para poder estar de olho nela, Jam e Lewis recusaram. Eles impuseram que toda a produção fosse feita no seu estúdio em Mineápolis, Minnesota, «longe do brilho e das distrações de Hollywood e da interferência de pais-agentes». (…). «Control» foi gravado nos estúdios Flyte Tyme (…). Janet gravou o álbum todo, mas o executivo e manager da etiqueta A&M, John McClain, queria uma canção mais acelerada para integrar o álbum. Então, ela regressou a Mineápolis para gravar mais uma faixa, intitulada «What Have You Done for Me Lately». (…). O videoclip de «What Have You Done for Me Lately» foi realizado por Brian Jones e Piers Ashworth, e filmado em dezembro de 1985. A coreógrafa foi a antiga cheerleader dos Los Angeles Lakers, Paula Abdul, que aparece no vídeo como amiga de Janet. De acordo com um número da revista Jet publicado em 1990, no vídeo Abdul «combinou energia sexual com movimentos elegantes e sedutores. A combinação impeliu Janet para a classificação de superestrela sexy. Qualquer um que visse os vídeos [o outro era «Nasty»] testemunhava o facto que Janet era, deveras, uma mulher plenamente desenvolvida». O vídeo apresenta também Tina Landon que se tornaria mais tarde coreógrafa de Janet. Janet revelou no seu livro «True You», em 2011, que a editora achava importante que ela aparecesse mais magra no vídeo: «Tinham-me dito isso toda a minha vida, mas neste ponto crítico, com a minha carreira a começar, eu não tinha meios para contra-argumentar. (…). Nós [Paula Abdul] partilhávamos uma casa e passamos semanas a treinar [em Canyon Ranch]. Eu estava motivada como nunca a dar a volta. (…). Senti-me bem quando acabou. Gostei dos elogios sobre a minha «nova» figura. Rodei o vídeo e remodelei de facto a minha imagem».” [7] If You Leave” (1986), p/ Orchestral Manoeuvres In The Dark. “Esta canção foi introduzida na cena final do filme «Pretty in Pink» de John Hughes, e os OMD escreveram-na especificamente para o filme. Numa entrevista Andy McCluskey explicou: «Estávamos encantados pelo pedido de John, e fomos ao set onde Molly e Cryer estavam a filmar. Infelizmente, a canção original não encaixava depois de terem mudado todo o final (no final original a personagem de Molly Ringwald escolhia o Duckie, que era interpretado por Cryer, em vez do Blane, interpretado por Andrew McCarthy). Tínhamos dois dias para escrever uma nova faixa nos Larabee Studios em LA. Trabalhámos até às quatro da manhã escrevendo uma versão rudimentar e enviámos um motociclista à Paramount. John ouviu-a, gostou, e o nosso agente telefonou-nos às oito, e disse-nos para voltar ao estúdio e misturá-la. Foi assim que «If You Leave» apareceu. A canção tinha que ter 120 batidas por minuto, porque era o andamento de «Don’t You (Forget About Me)», que foi a canção que, de facto, usaram na filmagem da cena do baile de finalistas. Infelizmente, quem fez a montagem, obviamente, não tinha sentido de ritmo, porque estão todos a dançar fora de tempo no final do filme. Foi fixe estar no filme durante tanto tempo e fantástico cruzar a passadeira vermelha no Chinese Theatre na estreia.”
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[1] O mesmo tema foi debatido na emissão “Dialogues” transmitida na rádio France Culture, em 4 de abril de 1978, entre Michel Foucault, o advogado Jean Danet e o militante da Frente Homossexual de Ação Revolucionária, Guy Hocquenghem. Mais tarde publicado em livro sob o título “La Loi de la pudeur”. “Além disso, sublinham a dificuldade para a lei (por natureza geral) de estabelecer um limite de idade. Foucault cita um juiz que afirmou que «apesar de tudo, há raparigas de 18 anos que praticamente são obrigadas a fazer amor com o pai ou o padrasto; elas bem podem ter 18 anos, é um sistema de coação intolerável». Por outro lado, mesmo que o menor declare estar de acordo, a sua palavra não será tomada em conta, e não terá nesse caso «valor jurídico de um consentimento». Noutros termos, a noção contratual de consentimento contradiz a de infância, porque é preciso ser-se maior de idade, por definição, para poder passar um contrato jurídico, ou seja, consentir a…”
[2] Só para javardos como Donald Trump é que a mulher tem uma função sexual. A mulher quere-se casta. Nelly, 1,70 m, 51 kg, 80-57-88, sapatos 37 ½, nascida a 15 de agosto de 1985 em Volgograd. É uma das novas e mais notáveis modelos de Grig. Ela atrai as pessoas pelo seu interessante estilo de vida, paixões e perspetivas. A coisa é que Nelly vai ser uma designer de interiores no futuro, assim agora ela estuda na State Architecture Academy; ela é aluna do segundo ano. Nelly é uma pessoa muito criativa, no seu tempo livre ela gosta de imaginar e depois pintar as casas dos amigos, parentes e entes queridos. Ela é excelente desenhadora e tem muita experiencia, ela gosta de combinar coisas absolutamente diferentes e obtém satisfação com o resultado do seu trabalho. Apesar de Nelly ser muito jovem, ela já é uma boa profissional e tem boa reputação. Muitas pessoas tentam convencê-la a criar a imagem da sua casa ou apartamento… mas Nelly normalmente recusa essas sugestões. Não é difícil de persuadir de todo e não é teimosa, ela apenas costuma fazer o que quer e gosta e concorda com aquilo que a maioria raramente diz. Há algo atraente nela, algo que é impossível de ver, possível apenas de sentir. Na realidade Nelly é muito calma, simpática e bem comportada.” Entrevista: P: “Quais pensas que são os teus melhores atributos?”, Nelly: “A minha naturalidade.” P: “Cor favorita?”; Nelly: “Azul.” P: “Programas de TV favoritos, lista de nomes”, Nelly: “Around the World” P: “Livros favoritos, lista de títulos”, Nelly: “O Mestre e Margarida, Notre-Dame de Paris.” P: “Filmes favoritos, lista de títulos”, Nelly: “The Mummy (1999), Bear’s Kiss (2002).” P: “Revistas favoritas, lista de nomes”, Nelly: “Elle.” P: “Música favorita, lista de títulos”, Nelly: “Música alternativa. Red Hot Chili Peppers, A-ha, Tori Amos. ” P: “Altura favorita do dia, porquê?”, Nelly: “A noite, quando posso destacar a minha atividade diária e descansar.” P: “Qual é a tua formação? Curso?”, Nelly: “Sou aluna do segundo ano na State Architecture Academy.” P: “Falas outras línguas? Se assim for, diz-me algo nessa língua”, Nelly: “Um pouco de inglês.”, P: “Lugar favorito para viajar, relaxar ou visitar”, Nelly: “A praia e o campo.” P: “Quais foram os locais que visitaste?”, Nelly: “Finlândia, Turquia, Espanha.” P: “Qual é o teu feriado preferido? (Natal, dia dos namorados, dia de ação de graças, etc.)”, Nelly: “O ano novo.” P: “Comida favorita, lanches, doces”, Nelly: “Gelado de morango e baunilha, bolos de framboesa, panquecas e cacau.” P: “Qual é o teu carro de sonho?”, Nelly: “KIA Rio.” P: “Qual é o teu emprego de sonho?”, Nelly: “Desenhadora de interiores.” P: “Descreve o teu lugar favorito para fazer compras”, Nelly: “Lojas de artesanato.” P: “Assistes a desporto, se sim, quais são as tuas equipas favoritas?”, Nelly: “Patinagem artística, ginástica.” P: “Quais são os teus passatempos?”, Nelly: “Coleciono fotos engraçadas dos meus amigos.” P: “Preferência de bebidas, alcoólicas e não alcoólicas”, Nelly: “Leite, cappuccino, sumos naturais.” P: “Ocupação?”, Nelly: “Estudante.” P: “Tens algum animal de estimação?”, Nelly: “Não, tinha um cão. Ele morreu...” P: “Estado civil?”, Nelly: “Solteira.” P: “O meu pior hábito é…”, Nelly: “Esquecer o telemóvel em todo o lado.” P: “A única coisa que não suporto é…”, Nelly: “Mentiras e traição.” P: “Que animal melhor descreve a tua personalidade e porquê?”, Nelly: “O tigre - gosto de ser a vencedora e atrair a atenção dos homens.” P: “As pessoas que me conheceram no liceu pensavam que eu era…”, Nelly: “Muito calma.” P: “Como é que descontrais ou passas o teu tempo livre?”, Nelly: “P: “Leio coisas variadas na internet; passo muito tempo em vários chats.” P: “Qual foi o momento mais feliz da tua vida?”, Nelly: “Quando criei o estilo do meu apartamento e os meus pais gostaram.” P: “Quais são as tuas esperanças e sonhos”, Nelly: “Quero ter educação superior e construir a minha própria vida cheia de momentos felizes.” P: “O melhor conselho que já me deram foi…”, Nelly: “Nunca sejas a mesma outra vez.” P: “O pior conselho que me deram…”, Nelly: “Não me lembro.” P: “Que tipo de cuecas usas, se algumas”, Nelly: “Biquíni.” P: “Homem ou mulher ideal”, Nelly: “Salvador Dalí! Adoro-o muito como pintor, admiro as suas pinturas.” P: “O tamanho importa? Qual é a tua medida ideal?”, Nelly: “O tamanho não importa nada.” P: “Descreve a tua primeira vez (pormenores, local, pensamentos, satisfação, etc.)”, Nelly: “Sou ainda virgem.” P: “O que te excita?”, Nelly: “Beijos nas orelhas e pescoço, massagens meticulosas.” P: “O que te desliga?”, Nelly: “Tipos bêbedos.” P: “O que te faz sentir mais desejada?”, Nelly: “Beijos ardentes e abraços ternos” P: “Melhor maneira de te dar um orgasmo?”, Nelly: “Não tenho essa experiência.” P: “Masturbas-te? Com que frequência? (dedo, brinquedos ou ambos)”, Nelly: “Não.” P: “Qual foi o teu primeiro fetiche, se algum?”, Nelly: “Gosto de coisas diferentes para telemóveis.” P: “Qual é o lugar mais exótico ou invulgar em que fizeste sexo? Ou onde gostarias que fosse?”, Nelly: “Gostaria que acontecesse num palácio em França.” P: “Descreve um dia típico da tua vida”, Nelly: “Levanto-me às sete da manhã, lavo a cara e o cabelo e tomo o pequeno-almoço. Depois vou para a universidade. Passo a maior parte do meu tempo estudando e fazendo trabalho de casa. Regresso a casa cerca das seis da tarde, tomo um banho, ligo aos meus amigos e saímos.” P: “Descreve em detalhe a tua fantasia sexual favorita”, Nelly: “Fazer amor na praia.” P: “Conta-nos a tua ideia de um encontro de fantasia”, Nelly: “Muitas vezes sonho com um encontro algures na Europa, durante uma excursão com um guia.” P: “Se pudesses ser fotografada de qualquer forma, em qualquer cenário, qual escolhias? O que te faria sentir mais desejada, mais sensual?”, Nelly: “Gostaria de ser fotografada com a Natia, ouvi dizer que ela é muito terna.” Sites: {jeuneart} {The Nude} {Galitsin’s Angels} {Round 2} {Which Pornstar}.
[3] “Além disso, no início de maio de 68, o movimento era mais ou menos dominado por grupos de extrema-esquerda bastante puritanos e austeros como papas. É no pós-maio que tudo explode, com uma nova palavra de ordem: «A revolução política falhou. Façamos a revolução no nosso quotidiano». A «revolução cultural», cantava a rua. Depois das barricadas, a patada. Uma palavra-chave: a «libertação». A libertação dos espíritos e corpos, libertação dos costumes, das mulheres, dos homossexuais, dos loucos, dos presos, dos jovens e das crianças. Contra a «repressão» moral, as «opressões» institucionais e todos os interditos diabolizados, matraqueava-se a inocência e força do desejo revolucionário. Filha de uma sociedade congelada nos valores do século XIX, a geração de 68 teve o mérito de insuflar oxigénio e fazer saltar as fechaduras. Até aos delírios. Alguns eram inofensivos. Outros não eram.”
[4] Extratos avulso editados do episódio “Quelles valeurs pour demain”, do programa “Apostrophes”, da Antenne 2, emitido a 23/04/1982 - real. Jean-Luc Léridon. “Bernard Pivot recebe Paul Guth para seu livro, «Ce que je crois du naïf», Jean Edern Hallier para seu segundo livro, «Bréviaire pour une jeunesse déracinée», Sapho, cantora rock para o seu primeiro livro, «Douce violence». E por fim, Daniel Cohn-Bendit pela obra de dois alemães, Ingolf Diener e Eckard Supp, «Ils vivent autrement».”
[5] É delicioso uma mulher portuguesa executar uma operação lógica, em serventia, neste caso, a ilação afadistada. “Um antigo ministro da Justiça, Klaus Kinkel (1992-1993), publicou num jornal berlinense uma carta aberta a Daniel Cohn-Bendit na qual pede explicações. Para se defender, este último enviou ao jornal uma carta assinada por uma vintena de pais e crianças do jardim-de-infância: «Tratava-se de transgredir fronteiras e quebrar tabus. Isso não tinha nada a ver com abusos sexuais». (…). Pouco à vontade, em Lyon, onde estava de passagem, explica que foi Bettina Röhl, a filha de Ulrike Meinhof - uma das líderes do grupo Baader Meinhof - que lançou esta história, no seu site, no quadro dos seus ajustes de contas emocionais com os mais velhos dessa época. Ele sugere que através dele é o ministro dos Negócios Estrangeiros, Joschka Fischer, do qual Cohn-Bendit é próximo, que é o visado. Interrogada por L’Express, Bettina Röhl confirma: «Quis mostrar que género de pessoa é realmente Cohn-Bendit». Evidentemente o eurodeputado não pode negar ter escrito esse texto num livro - Le Grand Bazar (1975, Belfond) - que, diz ele, vendeu 30 000 exemplares e que nenhum cronista da época sublinhou o caráter escandaloso. O estado de espírito da época era a liberação dos costumes, defende ele. Daniel Cohn-Bendit, como tantos outros, discípulos ou não de Wilhelm Reich acreditavam na revolução sexual. Daí a recomendar práticas pedofilas havia um passo que ninguém cruzava. Hoje, ele reconhece que esses excertos são «de uma inconsciência insustentável». Mas as ações? «Contei aquilo por pura provocação, para chatear o burguês», começa ele. O eurodeputado explica em seguida que ele se tomava a si próprio como a «encruzilhada do esquerdismo» e que não fez senão depor os debates que tinha com os pais da creche: «Discutíamos infinitamente a sexualidade das crianças».”
[6] A mulher ocidental está ao deus dará, assim, no leste... “Afinal ser boa esposa de um jihadista não significa pegar em armas e acompanhá-lo na luta. De acordo com a nova publicação do Estado Islâmico - Fundação Zora -, ser uma boa companheira é sabe manter o marido feliz de forma a que ele possa dar o seu melhor no campo de batalha. E essa felicidade passa… pelo estômago. De acordo com as novas regras tornadas públicas pela publicação em causa, as mulheres não deverão nunca desempenhar papéis de combate mas devem contribuir para a vitória da jihad – e do califado – através do seu «trabalho manual feminino». Por outras palavras, a boa esposa de um jihadista deve saber cozinhar, costurar e administrar primeiros socorros. (…). Até ao mês passado a Fundação Zora – ou Instituição Zwara – tinha como objetivo prioritário «preparar as irmãs para os campos de batalha». Assim sendo, ensinavam as mulheres a estarem mais «interessadas em cintos de explosivos e em serem suicidas do que num vestido branco, num castelo, em roupa ou em mobília». O tema mudou. Agora, as esposas dos jihadista têm um novo papel a desempenhar. E que, como tal, exige outro tipo de conhecimentos. Há, por exemplo, que saber costurar, afirma a publicação que dá também conta da importância de ser útil na cozinha. «Vocês vão cozinhar para os soldados de Alá», sublinha a Fundação Zora. (…). «Refeições calóricas», defende a publicação que lançou o seu primeiro capítulo de um livro de receitas próprio. «É um prato rápido para um apetite normal, pode ser acompanhado com café ou com água e consumido a qualquer hora, especialmente no intervalo de batalhas», afirma a publicação que revela a receita de almondegas de tâmaras. Uma coisa bem simples e bem rápida: tâmaras, farinha de milho-miúdo e água. «Contêm bastantes calorias que irão aumentar o poder e a força dos mujahedins, se Deus quiser». (…). Para compor a roupa da família, a máquina de costura é essencial, tal como o é a caixa de primeiros socorros na casa de um combatente. (…). Mas o que surpreende mesmo é a presença de dois aparelhos, que são considerados indispensáveis nas cozinhas modernas – o frigorífico e o micro-ondas.”, em Diário de Notícias n.º 53 164.
[7] Atualmente nem atar os atacadores se faz sem coaching. “Chamemos-lhe Teresa. Aos 56 anos, sentiu necessidade de encontrar um parceiro. Divorciada há vários anos, depois de um casamento marcado por violência doméstica, Teresa não conseguia ter uma relação estável. Achava que não existia uma pessoa certa para si e, por isso, resolveu procurar ajuda no coaching amoroso. Resultou, garante a sua treinadora. «Percebeu depois que tinha um problema em confiar nos homens e trabalhou isso. Um mês e meio depois de terminar as sessões conseguiu encontrar uma pessoa com quem tem uma relação», conta a coach Ana Clara Carvalho. A especialista em coaching amoroso é procurada, essencialmente, por «pessoas que querem encontrar alguém ou ser encontradas, que procuram a relação perfeita, mas também há quem queira apenas melhorar o relacionamento que tem». E são sobretudo as mulheres, geralmente entre os 40 e os 60 anos, «muitas divorciadas e viúvas», quem mais recorre a este tipo de ajuda, porque «são mais emocionais do que os homens, que acham sempre que não precisam». Em Portugal, «ainda é um assunto tabu, o que não acontece no Brasil, onde há coaches para tudo, inclusive para noivos e noivas». Não se trata de uma terapia de casais. «O coaching é individual, focado numa pessoa, para que esta se sinta à vontade para dizer o que pensa», explica Ana Clara Carvalho. O processo é semelhante ao usado nos outros tipos de coaching: o treinador faz o cliente olhar para dentro de si e, por isso, começa sempre com uma análise e uma definição de objetivos. «Se a pessoa tem um grau de satisfação cinco no amor, perguntamos o que precisa para atingir dez», explica. Ao contrário da terapia, funciona apenas com perguntas. «É a pessoa que define o que vai fazer para atingir os seus objetivos». A lista de tarefas costuma ter um mínimo de 40 itens, mas muitos ficam por concretizar. No caso de Teresa, «saiu da sua zona de conforto, teve a ideia de se inscreve num site de encontros, começou a sair com mais pessoas, passou a sorrir quando um homem lhe sorria». Afinal, o que faz um coach? «Trabalha sobretudo o desenvolvimento da autoestima. Há mulheres que começam a maquilhar-se, a usar roupas que até então não conseguiam, a sentarem-se ao lado de um desconhecido nos transportes públicos. Ou voltam a dançar, por exemplo». (…). «Se for uma pessoa tímida que decide que vai perguntar as horas a um estranho, desafio-a a perguntar a dois». Ana Carvalho, da empresa We Care On, costuma trabalhar com pacotes de cinco sessões (250 euros). Entre cada uma, o cliente deve colocar em prática as ideias recolhidas com a profissional, que trabalha sobretudo via Skype. (…). As questões amorosas são colocadas, muitas vezes, por quem procura o life coaching, orientado para a vida pessoal no seu todo. «Muitas pessoas estão em transição na sua vida profissional e isso tem um impacto brutal ao nível pessoal», diz a coach Carla Afonso. (…). As mulheres são também, segundo Carla Afonso, quem mais aponta problemas afetivos. «Os homens procuram-me mais por razões profissionais», esclarece.”, em Diário de Notícias n.º 53 165.