Encarvoiçar
O século XXI debutou o novo Iluminismo, estreou, a iluminação pública. A Razão, pílula do primeiro dia da compreensão científica, privativa de alguns, fagulhou nesta centúria para todos. O figulino ser, expelido do Paraíso, para caminhar as passas do Algarve, finalmente, comeu os tomates da Sabedoria. Sabedoria, esclarecimento, iluminação são agora instrumentos públicos, todos são luminárias. Resolvida a coisa intelectual, a tecnologia depressa aconchega o conforto corporal. O ser humano século XXI calça as suas pantufinhas-pão, ou saltos Lamborghini Gallardo Superleggera, traja ceroulas ou soutien, perfuma-se em francês, tonifica o rabo com Reebok e desarreigado das doenças, consome arte ou lê Walt Whitman ou abandona-se ao irresistível prazer de chupar.
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Bandulho cheio, mioleira carburando, e que faz uma época racional?... A resposta é simples: vê Deus em todo o lado. Como nos lugares místicos do século XX, no século XXI, snifa-se cola (scroll lateral), os mirones viraram-se para a América. Os americanos não vêem propriamente Deus, eles são um “Jesus’ people”, por isso a cara do Filho é notícia de TV. Jesus selecciona os locais de suprema fé da cultura americana para se revelar, na tampa de uma sanita ou numa guitarra e, para os maiores de 18 anos, concede encontros, sexuais ou não, depende se pintar clima. E Sua Modernaça Mãe aparece no eBay. Nesta era das luzes, os cientistas religaram o interruptor, desenhando a Sua Tisnada Face, e homens de fé confirmam, nas suas visões, que Jesus era mais pró escurinho. Ebanizar o Messias confirma o que está na cara, ele regressou. Na Austrália avistam-No, tutorado pela Virgem, nas lâmpadas de lava, e no resto do mundo enxergam-No, assessorado pelo Bem, na Casa Branca.
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A segunda vinda de Cristo esfogueteou o sentido de protecção do Ungido. Os enfrascados da Sua palavra bradam: “podem fazer tudo mas não pisem no meu presidente de camurça preta”. Então, quando os estrangeiros chacoteiam, é bye bye doce pássaro da serenidade. Os australianos incluíram, no programa “Hey Hey it’s Saturday”, uma paródia aos Jackson Five. Os manos, imitados por brancos com a cara enfarruscada de preto e Michael, desempenhado pelo médico indiano Anand Deva, pintado de branco. Harry Connick Jr, membro do júri, ligou a sirene: isso é um grande insulto para os nossos americano-áfricos. O falhado pianista não é um homem de letras, nem fã das imagens em movimento, apenas um Sinatra que não deu certo, assim não viu o filme “Bamboozled” (2000) de Spike Lee. Uma sátira da tradição teatral “Blackface”. No filme, um produtor tem a ideia de uma série de TV, representada por actores pretos, pintados com a cara de preto.
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Aqui jaz a tradição. Também a tradição só tem interesse, se for rentável, para perder dinheiro, já há os Bancos e as sociedades financeiras. Os franceses não manjarão o seu chocolate Banania, ou os ingleses não reporão a série “The Black & White Minstrel”, e as roupas étnicas desaparecerão dos escaparates, e os orientais cingir-se-ão aos olhos em bico. E cessa as libertinagens artísticas. A Vogue francesa de Outubro cometeu a última heresia. (O equivalente português a cuspir na mãe de Cristiano Ronaldo). Publicou fotos de Steven Klein, da alva modelo holandesa, Lara Stone, pintada de preto, torvelinhando coros de “insensibilidade cultural”. O século XXI “inteligentou” as pessoas, elas vêem através dos olhos da Razão, e o algodoeiro raciocínio não engana. Tudo é racismo. Uma certeza tão verdadeira como o almoço para Wittgenstein. Naomi Campbell convivendo com as feras, ou uma Grace Jones enjaulada, é racismo. A Vogue italiana, de Julho de 2008, “chocou o mundo da moda”, com Jourdan Dunn na capa, mais racismo, confundido com negócio, pois vendeu como azeitonas (verdes).
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Nesta intelecção do mundo “desracista”, na Holanda, o Pai Natal habilita-se a perder o seu ajudante Pedro Preto.
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[Charlie and his Orchestra – no início da década de 40 do século XX, todas as quartas-feiras e sábados, por volta das 21:00 horas, as ondas hertzianas, vindas do Terceiro Reich, transmitiam sobre a Inglaterra, a música deste grupo alemão, dirigido pelo violinista e saxofonista Lutz Templin, com o cantor Karl Schwedler (nome anglicizado para Charlie), Fritz Brocksieper na bateria, Kurt Abraham na flauta e Willy Berking no trombone. No continente, os pastos verde-ervilha, mosqueavam-se de vermelho-sangue e afumavam-se de negro-bomba, decorria a “Segunda” Guerra Mundial.
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(Uma das muitas mentirolas “históricas” pra encantar a grei é a divisão entre duas guerras mundiais, quando existiu apenas uma, combatida em duas partes, com um intervalo para gin, flappers, modelo T, Coco Chanel, electrocutar Sacco e Vanzetti e eleger a primeira miss América. Os historiadores, para além do ofício de mangas-de-alpaca assalariados, para amoldar o passado, consoante as necessidades ideológicas do presente, obedecem ao princípio: os políticos erram, porque as suas motivações estão desadequadas, mas nunca por serem simplesmente idiotas. Ora, enquanto os soldados se estilhaçavam nas trincheiras, os líderes, sentados no sofá da Grande Guerra, exorbitavam.
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Na Rússia, o czar Nicolau II governava como um ditador, mas a mulher, a bisneta da rainha Vitória, Alix de Hesse, “pessoa obstinada ainda que fraca de espírito”*, no recato do palácio, tratava-o abaixo de cão; Vladimir Sukhomlinov, o seu ministro da Guerra, era um mandrião, opositor de todas as inovações, e reservava as suas poucas energias para consolar a jovem esposa; o kaiser Guilherme II herdou um QI limitado; Francisco José, morreu em 1916, a cantar “Deus Salve o Imperador, mas antes, já com 80 anos, reinava no Império Austro-Húngaro, um saco de gatos, por causa das divisões étnicas, políticas e religiosas, exclamou quando o seu irmão Francisco Ferdinando foi assassinado em Sarajevo: “desta forma, um poder superior restaurou a ordem, que eu, infelizmente, era incapaz de manter” e… a Grande Guerra valsejou toca a morrer; o primeiro-ministro inglês H. H. Asquith era um inapto, substituído a meio da guerra por David Lloyd George, “esse trovador de pés de cabra, esse visitante humanóide da nossa era, vindo da feitiçaria e dos bosques encantados da antiguidade celta”**; o presidente americano Woodrow Wilson era um idealista e orelhas moucas às ideias dos outros; Clemenceau amava a França e odiava a Humanidade.
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* Barbara W. Tuchman, “Os Canhões de Agosto”.
** John Maynard Keynes, citado por R. F. Harrod, “A Vida de John Maynard Keynes”.
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Oito milhões e quinhentos mil soldados mortos , 21.2 milhões de feridos, 7.7 milhões prisioneiros ou desaparecidos depois, os líderes assinaram o início da “Segunda” Guerra Mundial, o Tratado de Versailhes. John Maynard Keynes, representante do Tesouro inglês, participou na Conferência de Paz de Paris (1918), antes de a abandonar, enojado com as condições do Tratado, que impunha impossíveis custos de reparação dos danos da guerra à Alemanha. Refugiou-se na casa do seu ex-namorado, o pintor Duncan Grant, para escrever “As Consequências Económicas da Paz”, antevendo mau tempo no canil… da Humanidade. De facto, as economias dos países europeus estagnaram, refasteladas nos despojos da guerra, e a alemã desenvolveu-se, pressionada pelo pagamento das compensações aos vitoriosos. E, no dia 1 de Setembro de 1939 começou a parte II da peleja, com os dois acontecimentos que os desleixados historiadores fincam no início da “Segunda” Guerra: o bombardeamento da cidade polaca de Wieluń e, cinco minutos depois, a barragem de projécteis 280 mm e 170 mm, lançados pelo SMS Schleswig-Holstein, contra a península de Westerplatte).
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Não se ganham guerras com os melões da Eva Braun mas com a desmoralização do inimigo. Joseph Goebbels, ministro da Propaganda de Hitler e teórico do Estado da era dos Meios de Comunicação Social, no seu discurso “Conhecimento e Propaganda”, citando Kant, “age como se o princípio da tua vida, pudesse ser o princípio da nação inteira”, descreve o movimento das “ideias individuais”, para “visões do mundo”, através da “arte da propaganda”, expondo as bases da manipulação “rebanhística” do cidadão moderno (tal como, no querido Portugal, o “processo mediático” a ou b ou c, “que está a abalar o país”, conduz a manada para a “opinião”, e daí para a “acção”). Goebbels amodernou o aproveitamento dos média, dizia ele, “Napoleão falava da ‘imprensa como o sétimo poder’”, no século XIX, então no século XX, afigurava-se a “Rádio como o Oitavo Grande Poder”, as ideias impunham-se na batalha das ondas de rádio. Uma das vozes mais ouvidas nesta luta foi a de Lord Haw-Haw, pseudónimo para vários locutores do programa “Germany Calling” (1939-1945), mas geralmente atribuído a William Joyce. Nascido no Brooklyn, Nova Iorque, e enforcado na prisão de Wandsworth, Inglaterra, acusado de traição, em 1946.
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Outros sons ouviram-se na guerra da propaganda. Embora o jazz, produto originário de Nova Orleães, afamasse como decadente e anti-ariano, Goebbels ponderou-lhe as possibilidades de comunicação rápida com os jovens, e apadrinhou o conceito de uma pura “orquestra de dança e entretenimento” germânica. A rifa saiu a Lutz Templin (“Mein kleiner Teddybär” c “It’s a Long Way to Tipperary” c “Schade”) . Charlie and his Orchestra integram o contingente da guerra psicológica com o propósito de difundir mensagens do lado alemão. O Ministério do Esclarecimento Público e Propaganda modificava as letras das canções, ou respeitava o original até próximo da segunda estância, quando introduziam palavras sobre o desespero de Churchill, as perdas aliadas, as canalhadas da judiaria ou a derrota eminente – “Goody Good” c “Blue Skies Are Around You” c “We’re Are Gonna Hang Out the Washing on the Siegfried Line”.
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A orquestra perdeu “arianice” nas sucessivas substituições de músicos. A cantora Evelyn Künneke, última sobrevivente da “geração Lili Marlene” (até 2001), também trabalhou para uma unidade de propaganda das cadenciadas SS, antes de cair em desgraça e ser salva por Leni Riefenstahl, (“Sing Nachtigal Sing” c “Mäckie-Boogie” c “Junger Mann”). Contou ela: “músicos italianos, belgas e checos, havia meio-judeus e ciganos, maçónicos, testemunhas de Jeová, homossexuais e comunistas – não é bem o tipo de pessoas com quem os nazis normalmente querem jogar cartas, mas porque o seu trabalho era classificado, como sendo importante para o esforço de guerra, eles sentavam-se nos clubes de música em Berlim, e não atrás de arame farpado, e tocavam swing”. Finda a guerra, muitos prosseguiram carreira na música, e “Charlie” emigrou, nos anos 60, para o anonimato dos Estados Unidos.
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Depois da rendição em 1945, o vergonçante passado alemão, foi desamarrotado pela “pastoral psicadélica” do Krautrock e as aventuras no capitalismo do Grupo Baader Meinhof. (As filhas gémeas de Ulrike Meinhof, Bettina e Regine, enterraram em 2002 o cérebro da mãe, falecida em 1976. Os de Andreas Baader, Gudrun Ensslin e Jan-Carl Raspe desapareceram, manjados pelos zombies do Estado, nos laboratórios da Universidade de Tübingen. Bettina Röhl, jornalista, varre o complexo de Édipo e Electra no livro “So macht Kommunismus Spass! Ulrike Meinhof, Klaus Rainer Röhl und die Akte KONKRET” (2006). A vingadora filha não ataca só pai e mãe, ferrou-se a Joschka Fischer, divulgando uma foto, do então Ministro dos Negócios Estrangeiros, enfrentando a bófia numa manifestação, e acusou Daniel Cohn-Bendit de pedofilia, desencovando-lhe o livro “Le Grand Bazar” (1975). Nele, Dany o Vermelho escrevera uma “pura provocação para chocar a burguesia”, quando trabalhava num jardim-de-infância em Frankfurt: “o meu permanente namorisco com todas as crianças rapidamente tomou formas eróticas”. Entrementes, os canadianos Baader Meinhof Gruppe / Red Army Faction dão “música post-industrial para o povo”).
. A História teve um final feliz. Os alemães do século XXI vivem-no a “fazer o merkel”].
Rebentos & grelos & brotos & vergônteas
As vedetas caminham o vale das luzes, as revistas cor-de-rosa, ou a sua versão mais reles, os jornais de referência, badalejam-nas, nuas nas capas, para que os incógnitos, escolham livremente, quem lhes levará os dedos, os anéis, os votos, o tempo, e refulja a Esperança. Algumas cedem o seu nome a novas espécies. O povo idealiza-as bonitas 2.0. São procuradas na Net ou nas esquinas das avenidas, pelo comum dos mortais, pela bófia, ou pelos paparazzi, (cuja perseverança recompensou numa Jacqueline Kennedy nua). E, no glorioso Portugal, quem não ambiciona cruzar-se com o vivo-vivo Ernâni Lopes, que atire a primeira solução para os problemas da “economia”, ou quem não lhe apeteceu comungar a Erica Fontes na missa que atire a primeira hóstia.
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Na secção procriação – a prole das celebridades – uns rebentos assemelham-se com o pai outros com a mãe.
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Harper Simon – nasce dia 7 de Setembro de 1972, filho de Peggy Harper e Paul Simon, um membro do casal Simon & Garfunkel, que alcançou o seu maior sucesso a solo, o álbum “Graceland”, rapinando música nas voltas do mundo. (Segundo Steve Berlin de Los Lobos, Paul era um “colossal falhado”, quando eles foram chamados para uma colaboração: “entramos no estúdio, e ele tinha literalmente nada. Quero dizer, não tinha ideias, não tinha conceitos, e disse: ‘bem, vamos improvisar’” e no final surripiou-lhes o resultado dessas sessões, a canção “All Around the World or the Myth of Fingerprints”). Harper, aos 4 anos, cantou “Bingo”, com o pai, para a Rua Sésamo, no entanto a sua carreira penou por falsos arranques e retrocessos, e só em 13 de Outubro deste ano editou o primeiro disco – “Berkeley Girl” h “From the Morning” h Harper Simon & Friends h Sean Lennon e Yuka Honda.
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Chaz Bono – no início da década de 70, a díada Salvatore Phillip “Sonny” Bono e Cherilyn “Cher” Sarkisian larachavam junto dos melhores actores americanos de sempre, Ronald Reagan e Burt Reynolds, no programa The Sonny & Cher Comedy Hour. Nele apresentaram a sua filha Chastity Sun Bono, baptizada com o nome do primeiro filme de Cher, “Chastity” (1969), e nascida dia 4 Março de 1969. A criança não morreria de amores por saias e insistia numa vestimenta masculina, mais tarde, (1998), decifrou o enigma: “quando tinha 13 anos, finalmente encontrei um nome para a minha diferença. Compreendi que era gay”. Ela iniciou carreira, sem sucesso, no grupo Ceremony e descobriu outra vocação: ser gajo. E, em 2008, decidiu transmigrar de género. Sonny & Cher conceberam uma bela rapagona, que hoje é um belo rapagão, cumprindo tarefas de macho.
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Kyle Eastwood – músico de jazz, nascido em 19 de Maio de 1968, filho do cowboy / bófia fdp Clint Eastwood e da modelo Maggie Johnson. Irmão da realizadora, actriz, modelo e estilista Alison Eastwood, despida com classe e capa da Playboy de Fevereiro de 2003. Kyle explicou (2006) a sua musicómana opção: “os meus pais legaram-me o gosto pela música e o meu amor pelo jazz vem desde tenra idade”. Tem quatro CDs editados e colaborou nalgumas bandas sonoras dos filmes do pai. E o querido Portugal viu-o, no Vale do Douro, no mês de Setembro, entre as vedetas Milos Forman e Andie McDowell – “Iwo Jima” h “Big Noise”, do CD “Paris Blue”, o pai Clint assobia na versão de estúdio h “Song for you” h no festival de jazz das Canárias.
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Bobbi Kristina Houston-Brown – filha da parelha em drogas, Whitney Houston e Bobby Brown, nasceu em 1993 e já pinta a manta, não degenerando. A mãe Whitney, apesar de habitar uma casa cheia de soul music – é filha de Cissy Houston, afilhada de Aretha Franklin, e prima de Dee Dee e Dionne Warwick –, ficará na parede da fama pelo seu espectacular “kiss my ass”. Whitney, Bobby e Bobbi Kristina habitavam um normal lar americano: no ano passado internaram Bobbi Kristina para tratamento psiquiátrico, porque atacou a mãe com uma lâmina e cortou os pulsos, e Whitney contou no programa da Oprah, que o marido Bobby, naquele feliz casamento de 14 anos, lhe cuspia e batia. Whitney regressou aos palcos este ano. A editora cobiça empanturrar-se de x+y+zê-liões de dólares, que até bloqueia o vídeo de apresentação, e investiu muito trabalho forçado de manicure, pedicure e “caracure”, para suplantar a cara de drogada pela cara comercial. “Nippy”, alcunha de Whitney, abençoa as adolescentes transformações da filha, diz ela, que em criança possuía a estrutura corporal de Bobby e agora, fisicamente, se lhe assemelha, e já escreve e canta, e arrastou-a para o palco numa das suas actuações.
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Georgia May Ayeesha Jagger – nascida dia 12 Janeiro de 1992, interessada em roupas e modelo, fotografada por Norman Jean Roy, cumpre um ancestral desejo do planeta Terra: a boca de Mick Jagger num corpo feminino. Para alcançar essa perfeição Jagger esforçou-se. Primeiro, com Marsha Hunt, cantora e escritora, (reconheceu, na sua autobiografia, que “Brown Sugar” refere-se a ela), resultou na Karis Hunt Jagger (4 de Novembro de1970). Depois, a nicaraguense Bianca Jagger contribuiu com a modelo e desenhadora de jóias, mãe de duas filhas, Jade Sheena Jezebel Jagger (21 de Outubro de 1971). As filhas brotavam mas de lábios nicles, até Jerry Hall, modelo na capa do álbum “Siren” e no vídeo “Let’s Stick Together”, de anel no dedo, enfiado pelo apaixonado namorado Brian Ferry, ir na cantiga do bandido de Jagger, e chutar Ferry pra canto. Na primeira tentativa nasceu Elizabeth Scarlett Jagger (2 Março de 1984), na segunda James Leroy Augustin Jagger (28 Augusto de 1985), e na terceira foi de vez, Georgia May Jagger pula cá fora. Jagger, embalado, ainda deixa nos braços de Jerry Hall, Gabriel Luke Beauregard Jagger (13 Dezembro 1997), antes de engravidar a modelo brasileira Luciana Gimenez, com Lucas Maurice Morad Jagger (18 Maio de 1999). Jerry Hall mereceu música, Jagger dedicou-lhe “Miss You”, e quando ela chibou inconfidências carnais, na autobiografia “Tall Tales” (1985), Ferry respondeu-lhe “Kiss and Tell”.
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Eva Maria Livia Amurri – filha de Susan Saradon, e do realizador italiano Franco Amurri, nasceu dia 15 de Março de 1985. E este ano mostrou um par de motivos, para ser uma grande actriz, no papel da estudante e part-time stripper Jackie, na série “Californication”.
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Lourdes Maria Ciccione Leon – nascida dia 4 de Outubro de 1996, filha de Madonna e Carlos Leon, prossegue as pegadas da mãe, acompanhando-a no palco ou ao piano. A pegada “madonológica” estica-se desde os guedelhudos tempos: o leilão de duas fotos suas, sem barbeado púbico, publicadas na Playboy de 1985, alcançou 37 500 dólares. Parodiada no “Medusa: Dare To Be Truthful”. Apostou adoptar o Malawi e perfilhou um brasileiro na cama. Divorcia-se por 75 milhões de dólares e compra uma casa de 38. E o novo single chama-se “Revolver”.
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Leopoldo "Polo" Jasso – é um habilidoso cartoonista, filho de Klaus Kinski, o actor alemão, célebre pelas suas citações e contributo na fabricação de Nastassja Kinski, (descoberta aos 15 anos pelo prisioneiro dos americanos Roman Polanski).
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Dree Louise Hemingway Crisman – Bisneta do “agente Argo”. (Ernest Hemingway, na década de 40 do século passado, contactou em Havana e Londres, agentes do KGB, presenteando os seus serviços de “espião diletante”, para ajudar a causa de Stalin, mas as suas informações nunca foram relevantes e descartaram-no no final da década. O bisavô era também um bom conselheiro. F. Scott Fitzgerald, acusado pela mulher Zelda de ser pouco abonado, responsabilizando esse “pequeno facto” pela sua própria maluquice, consultou Hemingway, e este mediu-lhe o pénis na casa de banho do Michaud’s, na esquina da Rua Jacob e a Rua des Saints-Peres, em Paris, avalizando normalidade. Céptico deste diagnóstico, então Hemingway mandou-o “comparar com as estátuas do Louvre”, para tirar as teimas). Dree, nascida dia 4 de Dezembro de1987, é filha de Mariel Hemingway, actriz que recebeu o nome da cidade portuária cubana, e dotada de bons genes para desnudar-se. Cumpriu-se esse desígnio na Playboy de Abril de 82, e em papéis, pendendo para o outro lado, no filme “Personal Best” (1982) ou “In Her Line of Fire” (2006). E, claro, foi fotografada pela ubíqua Annie Leibovitz. Dree Hemingway é uma quinta coluna da moda, por ela dobram os sinos, quando diz adeus às… roupas.
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Mao Xinyu – belo moçoilo, nascido dia 17 de Janeiro de 1970, é neto de Mao Zedong, e para quem o “avô é Deus”. Já não há proletariado, não há campesinato e a luta de classes, vence-se engatando uma viúva rica (ou viúvo). Não há campesinato, vírgula, mas há campónios. Tal com Pacheco Pereira, Mao Xinyu é também um ferino blogger. O soldado raso Pacheco, no Parlamento, é a Esperança de Portugal: o pulítico! a responsabilidade pulítica”! – bracejava ele. O coronel Mao Xinyu posta sobre a causa de Mao Zedong, e como o sol nasce no Oriente, quem sabe se não será a Esperança do movimento maoísta.
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Yevgeny Dzhugashvili – nascido na década de 30, filho de Yakov Iosifovich Dzhugashvili e Yulia Meltzer, uma dançarina judia de Odessa, é neto de Stalin. No país das formosas fontes, das denunciadoras mini-saias, da arte de salsicharia, das cidades perdidas, das noivas pra casar, da tecnologia dos tanques de guerra, do boxe feminino (graças a Deus, sem cuninlingus, esse letal golpe que todos/as atira ao tapete), das novas estratégias de luta, como a greve de sexo, Yevgeny Dzhugashvili também evoluiu. Não guarda rancor ao avô, que encolerizado pelo namoro de Yakov e uma judia, comentou com desprezo, enquanto o filho se esvaía em sangue, após uma tentativa de suicídio: “ele nem disparar direito sabe”. Yevgeny processou a Novaya Gazeta, por atentado à honra e dignidade do avô, que num artigo, adjectivava Stalin de “canibal sangrento”. O juiz decidiu em favor do jornal. Valeu a intenção de dourar a pílula Stalin. O historiador Orlando Figes falando, talvez, com dor de corno, por lhe terem cancelado a publicação de um livro, sobre a vida na época de Stalin, ou mais provavelmente por causa de uma “luta ideológica pelo controlo das publicações históricas”, afirma que o Kremlin quer reabilitar Stalin.
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Sarah Darwin – bióloga, tetraneta de Charles Darwin participa, desde 1 de Setembro até Maio de 2010, numa espécie de reality show científico, que reconstitui o percurso do navio HMS Beagle, pelo Hemisfério Sul, carregando o seu embarcadiço tetravô, no século XIX. A bordo do veleiro Stad Amsterdam, financiado pela TV holandesa VPRO, filmam “Expedição Darwin – As Espécies e o Clima”, um documentário de 35 episódios, sobre as descobertas do evolucionista. Sarah embala-se na espuma das boas intenções: “espero poder ver, através dos olhos do Darwin do século XIX, os lugares que visitou, ver o que ele viu, os factores que o levaram à conclusão da evolução através da selecção natural”. O século XIX produziu “A Origem das Espécies”, um dos livros mais odiados na América, agarrada às saias da Bíblia. O século XXI, para além de “conteúdos televisivos”, produzirá… ecológicos.
. George Prescott Bush – Jeb Bush e a mexicana Columba Garnica Gallo geraram, quiçá, a Esperança (mais uma) do mundo. No Texas, dia 24 de Abril de 1976, nasceu “P”, sobrinho de “W”. O tio Wbush, um amásio de livros (sim, gosta de Camus), um parque de diversões na parvónia global, na sua colossal alma, não fez, mas doou História. Só os políticos europeus mortos, mas não enterrados, lhe assacaram o final dos tempos, salvos pelo gongo (o presidente Báráque). A providencial eleição esbulhou o racismo, até das prateleiras dos hipermercados, quando a Coles concordou alterar o injurioso nome das suas bolachas “Creole Creams”. Mas ainda subsiste uma raça inferior nos E.U.A.: os mexicanos. “P”, filho de mãe mexicana, ocupando a Casa Branca, aspergiria de Esperança estes desgraçados (e os europeus, sempre ávidos). O pai Jeb acirra o Partido Republicano a limpar a imagem de “partido de velhos branquelas”. Na biografia do filho, já constam factos importantes, para uma eleição “casa branquiana”. No dia 31 Dezembro de 94, arrombou e entrou na casa de uma ex-namorada, na Florida. Cumpriu a tropa com treino de “oficial inteligente”. E, casou com uma “toda americana girl”, a Amanda "Mandi" Williams. Diz o adágio: “depois que o menino nasceu tudo cresceu”. Que a Virgem de Guadalupe proteja “P”, putativa Esperança do Universo!
Heroificando
Uma das desvantagens, de viver no Ocidente livre, é as ameaças. Elas são mais que as mães… solteiras. Uma das piores foi, sem dúvida, o queijo, responsabilizado por todos os males humanos, desde as pragas, as epidemias e a podridão moral. Em todas as épocas, quando o perigo espreita, erguem-se de pronto os heróis. E neste caso, sobretudo heroínas, partiram o queijo, enfrentaram-no e venceram.
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Marguerite Marie Alacoque, na adolescência, como as donzelas de hoje tatuam o nome do namorado, ela no século XVII, cravou no peito, com uma faca, a palavra “Jesus”, para dissipar dúvidas sobre os direitos de propriedade daquele corpinho. Proveniente de uma família de comedores de queijo, aos 9 anos mortificava o corpo para se ribeirar do Divino e adquiriu asco ao lacticínio. No dia 25 de Maio de 1671, o irmão depositou-a no Convento da Visitação, em Paray-le-Monial, com a condição de não lhe servirem queijo, mas as sacanas das freiras, para contrariar, impuseram-no como penitência. Marguerite confessou “nunca senti tanta repugnância por uma coisa”, contudo, venceu aquela punição oral e 8 anos depois, todos os dias, peniscava-o de forma ritual, esteando as suas visões do Sagrado Coração.
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No México, na última metade do século XVII, circulava a superstição que o queijo estupidecia as pessoas. Sor Juana Inés de la Cruz, em criança, adorava-o e ambicionava ser erudita, então perante o dilema, cortou com o queijo, justificando-se: “o desejo de saber era mais forte do que o desejo de comer”. O seu progresso foi espantoso, para um período pré-computador Magalhães na América Latina*, com 3 anos já lia e escrevia, aos 8 devorava Platão, Aristófanes e Erasmo em latim, como se fossem livros “Twilight” da mórmon Stephenie Meyer, na adolescência dominava a Lógica grega e com 13 anos ensinava Latim às outras crianças.
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* Na Venezuela, rebaptizaram o computador dos cliques de ouro, da SP Sá Couto, “Canaima” e Hugo Chavéz anuncia-o como sendo… 100% venezuelano.
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Nem sempre aconteceram queijosas desgraças. Há um relato do efeito benfazejo do queijo. No século III, o imperador Septimius Severus apresentava uma proposta aos cristãos, ou veneravam deuses romanos ou iam verificar pessoalmente a Salvação. Os crentes, para escaparem, refugiaram-se nas catacumbas ou no anonimato, mas a Justiça de Roma caçava-os sem piedade. Vivia Perpétua, filha de um nobre pagão, casada com filhos, em Cartago, convertera-se ao Cristianismo. Com 22 anos prenderam-na juntamente com a sua escrava Felicitas. No julgamento, diante do procurador Hilarianus, recusou-se abdicar da Fé e condenaram-na à morte. Na véspera da execução, nas masmorras, adormecida pelo torpor do cansaço, apareceu-lhe um pastor de barba branca que lhe ofereceu queijo de ovelha. Ao ouvir a palavra “ámen” despertou com um melífluo sabor na boca, que a encorajou para ser flagelada, espezinhada por uma vaca e decapitada, com um sorriso nos lábios.
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O medo do queijo desapareceu, via prevenção da osteoporose, outros ameaços ao Ocidente debruam a Doirada Aurora, e pleonásticos heróis, ainda mais heróicos, precisam-se. O Japão, país das mulheres de peito cheio, destemidas, audazes, introduz uma heroína, a Princess Robot Bubblegum, competente para “debelar” as “redes tentaculares” do terrorismo e da bad economia. Na Espanha, país de… espanholas, na paisagem faroeste de Almería cavalgaram os mocinhos que nunca falhavam na “debelação” dos bandidos nos Western Spaghetti, parábolas dos punhados de dólares, distribuídos pelo bom, o mau e o vilão das “redes tentaculares”, musicadas pelo Ennio Morricone e enterradas pelo Django. Os Estados Unidos, país de Michael Bay, “debeladores” dos males do mundo livre, nenhuma “rede tentacular” lhes faz ferro-velho atrás do Nordeste do Paquistão, no Waziristão ou em Swat. Os seus heróis são cheios de estilo e com agenda moderna como “Our Man Flint” (1966). Derek Flint, agente da Z.O.W.I.E. (Zonal Organization for World Intelligence and Espionage), peixe na piscina entre os biquinis, regressa ao activo, para neutralizar uns cientistas loucos, que chantageiam as democracias com uma máquina de controlo do clima. E, em “In Like Flint” (1967) frustra uma conspiração das mulheres, descontentes por não lhes calhar, nem um cargo de Secretárias de Estado. Outro herói, misto de semideus e santo, super-cheio de super-estilo, com agenda super-modernaça, fogueará os terroristas, aguará a economia, terreará as armas nucleares, e ventará as alterações climáticas, chamam-lhe… o nosso homem Báráque.
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Enquanto santos e heróis rogam por nós, no recato do computador, assistimos a cinema on-line ou ouvimos pós-punk, bem guarnecidos de sandes de queijo.
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[Kim Wilde – o ídolo pop dos anos 80, alegria dos quiosques, fatal decoração nas paredes dos quartos de dormir europeus onde, a mão, só descansava nas noites sem Kim Wilde e mesmo assim… Ela nasceu Kim Smith no dia 18 de Novembro de 1960, filha de Marty Wilde (nome verdadeiro Reginald Smith), pioneiro do rock ‘n’ roll inglês (“Teenager in Love” K “Bad Boy” K com Cliff Richards e Dickie Pride). Marty era músico habitual nos programas produzidos por Jack Good, “6.5 Special”, a primeira expedição da BBC nos ritmos jovens, e para a ITV, “Oh Boy!” e “Boy Meets Girls”. E aí, de facto, conheceu uma girl, a mãe de Kim, Joyce Baker, cantora nas Vernons Girls (“Lover Please” K “You Know What I Mean” K coros de PJ Proby K “Don’t Look Now”). Depois do casamento a sua carreira, como ídolo adolescente, declina mas reforça-se como compositor. E na década de 80, em conjunto com o filho Ricky, engenha o sucesso de Kim. Cantam juntos em 1987. Kim Wilde, na montanha russa do sucesso, não perdeu de vista a noção de envelhecimento, “sempre tive a ideia de que não queria ser uma pop star depois dos 40”, e desde 1998 prossegue uma premiada carreira de jardineira, alternada com uns pezinhos de música.
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“Kids in America” K “Cambodia” K “Chequered Love” K “You Keep Me Hangin’ On” K “You Came” K “Water on Glass” K “View from a Bridge” K “Four Letter Word” K “Schoolgirl” K “Love Blond” k “It’s Here” K “Suburbs of Moscow” K “Anyplace, Anywhere, Anytime” para comemorar os 20 anos de carreira da Nena dos 99 balões K “Say You Really Want Me” K “Real Wild Child” K “A Big Hunk o' Love” K com Steve Coogan, actor inglês, que vestido na personagem Tony Ferrino, melhor caiou a brilhante vitória dos portugueses no festival da Eurovisão K “Who Do You Thing You Are” K “Perfect Girl” K com Ali Campbell dos UB40 K “Born To Be Wild” do melhor grupo de sempre Steppenwolf (diz Iggy Pop dos lobos da estepe: “uma canção bem esgalhada. A guitarra é, sabes, imoral”) K e, obviamente, foi recebida no nosso querido Portugal, com a única coisa que o hospitaleiro povo sabe fazer: cânticos da bola.
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Documentário Wilde Life: 1981 – 1982 – 1983 – 1984 – 1985 – 1986 – 1987 –1988 – 1989 – 1990 – 1991 – 1992 – 1993 – 1994 – 1995 – 1996 – 1997 – 1998 / 1999 – 2000 – 2001 – 2002 – 2003 – 2004 – 2005 – 2006 – 2007 – 2008.
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Roxanne Wilde – irmã mais nova de Kim, nascida em 79, subestimada pelo “público em geral”, os seus posters não potenciam o ambiente erótico dos quartos, os rapazes actuais preferem Cristiano Ronaldo, move-se no som deste século. Forma em 1999 os, infelizmente esquecidos, Dimestars (“Play” K “Solo So Long” K “My Superstar”). Terminados em 2001, Roxanne continua numa carreira a solo ou colaborando com DT8 Project e/ou Darren Tate, o duo alemão Milk & Sugar e Kim Wilde].
Desbeiçar
O ócio é o pai afectivo da Humanidade. (O papá biológico é o mercado de crédito americano). De papo pró ar desabrocharam-se as elevadas criações do espírito. Como a Arte, por exemplo. Marcel Duchamp ressulcou a via dolorosa para o Museu, aformoseando-lhe os quatro cantos, com os seus “ready mades”, objectos deslocados do Quotidiano para a Arte, (susceptíveis de reenvio da Arte para o Quotidiano, se acreditarmos, que Brian Eno urinou na “Fountain”). Também se alquimou de gaja. E, em 1963, pausou para uma partida de xadrez, com a modelo Eve Babitz, e confessava uns anos depois: “levo uma vida de rapaz de café”.
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Sornar compensa, e não há momento mais ocioso na vida de uma pessoa, que estudar numa Universidade. Entre 1864/67, Nietzsche cursava Filologia em Bona, os dias alongavam-se no doce farniente, superabundava tempo para teatro, concertos e para a composição musical. Nessa época amanhou, (contra Wagner. Talvez, por Schumann), as suas lieder “Beschwörung”, (“Súplica”), tradução livre de Pushkin e “Verwelkt”, (“Murcho”), poema de Sándor Petöfi. Apesar da paixão, – escreveu ele: “a música proporciona agradável entretenimento e salva, cada um interessado nela, do aborrecimento” –, a sua gaia melomania definhou no poente em 1875 com “Hymnus an die Freundschaft (Hymn to Friendship)”.
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Na América, para matar o tempo, podiam entreter-se com a Brooke Burke ou a Marisa Miller ou cantar “Mahna Mahna”, mas não! tinham que ser originais, então asseiam a sociedade para que os cidadãos cresçam livres.
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A instalação do presidente Báráque no centro da Terra modifica os clichés sobre a raça negra. Empenhada na reconstrução, a Mattel lança a nova estética, os estereótipos para gerações futuras. As Barbies pretas, Grace, Kara e Trichelle, de lábios mais cheios, q.b., nada de exageros, cabelo encaracolado, mas não encarapinhado, esbranquiçam concepções ancestrais, encolhendo o fosso entre raças. Mas o problema é a avoenga herança. Lamentavelmente os Governos não incluem um Ministério da Verdade, como no “1984” de Orwell, para reescrever o passado, portanto os cidadãos mais íntegros têm de arrogar-se dessa tarefa. A Biblioteca Pública de Brooklyn decidiu rever as aventuras do viajado repórter de Hergé. Não embirraram por ele ser belga, país com uma instrutiva história em África, continente dos antepassados de Báráque, mas pelos desenhos de “Tintin no Congo” ofenderem os pretos e retiraram-no do acesso aos leitores.
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(Na edição original de 1931, os pretos falavam à preto, respondiam com um respeitoso “yes master” e Tintin, na missão, dá uma aula de substituição, por doença do “Papa Sebastian”, sobre a pátria belga. Remando no fluxo da mudança política, Hergé expurgou o livro das cenas, historicamente datadas, de uma Europa colonial, sobre os colonizados, em 1946 e 1975).
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A solução de banir livros não é novidade. Na América está mapeada, e eles são proibidos sempre por razões legítimas e válidas: “Fahrenheit 451” de Ray Bradbury, porque um dos livros incinerados era a Bíblia; “As Aventuras de Huckleberry Finn” de Mark Twain, pela palavra “nigger” e descrição crua dos pretos no sul dos Estados Unidos; “Catcher in the Rye” de J.D. Salinger, pelo abuso dos insultuosos “fuck yous”; “Onde Está o Wally?” de Martin Handford, por se vislumbrar, naquele amontoado de gente, a parte lateral de uma mama e um pouco de mamilo. Limpar as bibliotecas e livrarias é um bom começo, mas a esfregona tem de atacar outros chãos, como os desenhos animados, que retratam pretos de beiçolas, carapinha, comedores de melancia e galinha. Os cidadãos rectos (e rectas cidadãs), das sociedades ricas, livres de exploração de pretos ou mascarrados, e cuja riqueza propicia muito tempo livre, têm a sagrada obrigação de esborcinar esta imagem afrontosa para o imperador do mundo.
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PS: Woodstock – certo dia… o milionário herdeiro da Block Drug, John Roberts, e o licenciado em Direito, pela Universidade de Yale, Joel Rosenman, colocaram um anúncio nos jornais mais caretas da década de 60, o Wall Street Journal e o New York Times, expondo sentimentos pouco altruístas: “jovens adultos, com capital ilimitado, procuram interessantes, legitimas, oportunidades de investimento e propostas de negócio”. Responderam Artie Kornfeld, executivo da Capitol Records, e o promotor Michael Lang, sugerindo multiplicar o dinheiro com a construção de um estúdio em Woodstock. O negócio não avançou, mas trocaram-no por uma ideia genial: ganhar uma pipa de massa realizando um festival de três dias de arte e música, com bilhetes pré-comprados a 105 dólares (valor actual, na época eram 18 dólares e, na bilheteira, no próprio dia, 24 dólares). Lang, orçamentado com 180 mil dólares para contratar artistas, calculou que caberia 10 mil a cada um. Para desencadear a engrenagem, precisava de uma cenoura, um nome pesado da indústria musical, que atrairia os outros. Por sorte os Creedence Clearwater Revival assinaram pelos 10 mil dólares. (Jimi Hendrix não aceitou, e deu-lhe a volta por 26 mil, quando os Jefferson Airplane souberam, reclamaram, e Lang meteu-lhes a peta de que Hendrix tocaria duas vezes).
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Pretendiam vender 50 mil bilhetes e iniciaram negociações com Wallkill, Nova Iorque, mas o concelho da cidade aprovou uma lei contra a presença de hippies. Então alugaram a quinta de Max Yasgur, em Bethel, Nova Iorque, por 75 mil dólares, numa previsão de 50 mil pessoas, embora já tivessem vendido 150 000 bilhetes. Meio milhão de hippies convergiu para o local, esfumaram-se os meios logísticos de cobrança de ingressos, virando o concerto free. Os artistas honraram o contrato. Alguns – Janis Joplin, The Grateful Dead e The Who – desconfiados da desorganização, exigiram pagamento adiantado antes de subir ao palco. As condições para o público também eram péssimas. Três morreram: um de apendicite (ou queda de andaime), outro de overdose, e um tipo de 17 anos, atropelado por um tractor, enquanto dormia num saco cama.
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A posteriori todos os gatos são dourados. E, decorridos 40 anos, a fantasia aloja-se no imaginário. Gray Morrow e Gary Friedrich desenharam-lhe uma BD. O cinema lucrou com a cena hippie (e o filme “The Big Lebowski” esclarece a certidão de óbito: “a sua revolução terminou, Mr. Lebowski. Condolências. Os maltrapilhos perderam”). Renascem como heróis numa tournée ganhando mais um dólar. No entanto, Barry Melton, o Fish, dos Country Joe and the Fish resume: “quando me dizem que foi fantástico, sei que viram o filme e não estiveram no concerto”. Outros tiveram outra percepção. Jerry Garcia disse: “chovia pra caraças e eu estava a tripar (com um ácido checo), e vi bolas azuis de electricidade saltando, através do palco, e pulando para a minha guitarra”. O republicano Arlo Guthrie não se lembra népia do concerto apenas do percurso. E um heróico português, sempre ele, futuro ministro, nem mais, alvíssaras! alvíssaras! o Braga de Macedo, quuuaaase assistiu ao Woodstock.
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Zina Saunders, com 15 anos, fumava haxe, e recorda-se da festa da contracultura em etéreos desenhos, com essa idade, no século XXI, se houvesse um Woodstock, tuítaria ou blogaria como uma danada. A lista de mortos, dos músicos participantes no festival, já vai longa, todavia uma coisa não mudou. O casal, Nick e Bobbi Ercoline, na capa do disco triplo, ainda vive junto.
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Dois meses antes, dia 29 de Junho de 1969, acontecia no parque Marcus Garvey, no Harlem, o Woodstock dos pretos. Uma série de concertos, misturando música e política, onde não faltou o inevitável reverendo Jesse jackson, realizada após dois assistentes de Malcolm X terem sido baleados (um morreu) e quando o Harlem era associado ao faroeste. Durante seis tardes de Domingo trezentos mil espectadores viram: Sly & the Family Stone (o único a repetir também Woodstock), Stevie Wonder, B. B. King, Mahalia Jackson, The 5th Dimension, Abbey Lincoln & Max Roach, Gladys Knight and the Pips, “Moms” Mabley, Pigmeat Markham etc. Hal Tulchin, produtor de televisão, filmou mais de 50 horas, que nunca saíram da caixa, pois só recentemente as coisas de pretos são comerciais (por enquanto existe a parte de Nina Simone). Os Panteras Negras, grupo de bons rapazes, – 21 membros foram acusados de querer comemorar o assassinato de Martin Luther King com bombas no Macy's, Bloomingdale's, Abercrombie & Fitch e outros grandes armazéns de Manhattan – encarregaram-se da segurança, porque a polícia de Nova Iorque recusou o encargo.
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Na sua actuação Roebuck "Pops" Staples, das Staple Singers, disse: “assim, vão para a escola, crianças, e aprendam tudo o que puderem. Há uma oportunidade de um dia serem presidente dos Estados Unidos”.
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Os cristãos também têm o seu Woodstock. O Creation Festival, com uma periodicidade anual, há 30 anos, dá música aos crentes, num ambiente saudável: recolher obrigatório, sem drogas, sem álcool e sexo, só depois de papel passado, e paga a côngrua do matrimónio. Na edição de 2008, Timothy Adams procurava esposa e lamentava-se de escassez neste mercado: “há muitos gajos à procura de mulher. É difícil encontrar uma mulher cristã, há tão poucas”. O último dia do festival dedica-se aos baptismos em massa no rio. Lily Ellerson, 12 anos, explica a sua consciente opção deste banho purificador: “senti que Deus estava aqui. Podia vê-lo, podia senti-lo à minha volta e pensei que queria dar-lhe todo o meu coração”. A sua prima, Emily White, sintetiza a ambiência: “sentimos, uau, que estamos no Reino de Deus, aqui e agora. Vivemos numa comunidade de 70 000 pessoas, sem as comodidades da electricidade ou água, e no entanto, toda a gente ama toda a gente, não ouvimos falar de roubos ou porradas. Vivemos realmente como Deus nos fez para viver”.
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No ano passado, os cristãos, brancos na sua grande maioria, lançaram-se aos leões de todos os géneros de piedosa música. Ajoelharam, rezaram, saltaram, dançaram, abraçaram-se perante os Kutless cujo guitarrista, James Meade, 25 anos, foi salvo por Jesus, após anos de abuso em criança, cadeia por tráfico de droga, e quase morrer de intoxicação alcoólica, na festa de aniversário dos seus 17 anos; Barlow Girl; Sanctus Real; Group 1 Crew; Ayiesha Woods; Flyleaf; Inhale Exhale; Switchfoot; Thousand Foot Krutch; Future of Forestry; Superchick; Run Kid Run; Children 18:3; Family Force 5; Skillet; Worth Dying For; e outros batedores na porta do céu.
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A geração Woodstock é uma geração de falhados, como todas as posteriores e anteriores, engraxada com o brilho do marketing, engole-se, mas caído o pano, resta a voz de Cebe (Linda Manz), no rádio do camião: “Destroy! Kill all hippies! Subvert normality!”, do genérico de “Out of the Blue” (1980), filme de Dennis Hopper. Exortação repetida pelos Primal Scream em “Kill All Hippies”.
Anedotizar
Anos, a rosário, a acaudatar a Europa, trouxeram fartura de comédia. Finalmente, Portugal canela para a dianteira dos países com uma nacionalíssima trademark, o “ria português”, registrada pelo mais alto baú registrador da nação. Nenhum politólogo adivinhou o dom farsola do Presidente da República que, na qualidade de comandante supremo, apontou a senda, adegando divisas. Cavaco Silva norteia: faça você mesmo a pilhéria, e recuse estrangeirices, que nos levam os vouchers do FMI, como: “The Goodies”; “At Last, the 1948 Show”; “Heil Honey I’m Home” (parte2 / parte3); o direito ao contraditório porno do “Não” (“Not The Cosby Show” é “o pai de todas as comédias porno”); “That ‘70s Show”; momentos imperecíveis; ancestrais lutas de comida; mamilos vivace; vagina molto allegro; loiras cientistas de foguetões; ou as profanidades de Charlie Brooker.
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Arqueólogos escavaram a anedota mais velha do mundo, datada de 1900 A. C., na Suméria: “algo nunca ocorrido desde tempos imemoriais… uma jovem não se peida no colo do marido”. Os sumérios caíam do berço da civilização a rir. Rodando a nora do humor, Cavaco Silva, somente revelado como um traga-balas, um chamborgas da luta política, reuniu os assessores mais chistosos, para não bufarinhar um lugar comum, causando um sensação de já ouvido, como nas canções. Quis a buena-dicha que um assessor entabulasse parabólico diálogo e, assim chocarreou o Presidente, para uma plateia de jornalistas: “bem, foi então que o assessor me disse: ‘bem, só há uma hipótese, é o senhor falar, falar, mas não dizer nada. É uma táctica que se recorre em situações difíceis’. Eu disse: ‘bem, isso não me parece mal, principalmente neste tempo eleitoral que nós vivemos’. Mas depois pensei melhor e disse: ‘sabe, isso não é o meu hábito. Não é o meu hábito de falar sem dizer nada. Isso é capaz de não correr bem. Eu não sou capaz’. Mas ele olhou para mim e disse: ‘yes you can, yes you can’”. Os jornalistas riram a laptops despregados.
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Na política, cada um escalfa os seus talentos, sempre na defesa dos superiores interesses do país. O primeiro-ministro canadiano toca piano e canta. Em Cavaco Silva reconhecem-lhe competência, grande competência numismática. Ele é um poço de sabedoria sobre boa e má moeda. E, instalando uma central de comédia no Palácio de Belém, para desfranzir a testa popular e broxar o país de alegres cores, beneficiará de uma transferência de saberes, garantindo apenas “belas”. O seu elóquio sobre a vigilância, exercida pelo Governo, nas suas coisinhas, “histericou” os analisadores. Goelaram como se o Presidente soltasse moscas que arrabavam o povo, como se Belém fosse rilhafolesco. Outros, não perceberam népia, e sugeriram um tradutor wookiee para interpretar o discurso. (Cavaco Silva em wookiee é “Oarahoraoaoo Cahanhora”, a língua de Chewbacca, o hirsuto co-piloto com 200 anos, de Han Solo, na “Guerra das Estrelas”. Criado por George Lucas, depois de ver o seu Bouvier des Flandres, no lugar do pendura).
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Porém, a palavras presidenciais encaixam no tom chalaceador do momento. Afinal, não houve um assessor intrigando nos jornais, mas um homem, nu, na posição petrificada por Rodin, interrogando-se. Elucida Oarahoraoaoo Cahanhora: “… as interrogações atribuídas a um membro da minha Casa Civil, de que não tive conhecimento prévio, e de que tenho algumas dúvidas, quanto aos termos exactos em que possam ter sido produzidas. Mas onde é que está o crime de alguém, a título pessoal, se interrogar sobre a razão das declarações políticas de outrem?”.
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O direito à interrogação também é exercido por Cavaco Silva: “estará a informação confidencial contida nos computadores da Presidência da República suficientemente protegida?”. Chamou o gajo da segurança e: “fiquei a saber que existem vulnerabilidades e pedi que se estudasse a forma de as reduzir”. As recomendações do gajo da segurança são obviamente… secretas. Talvez incluam um cursor teta e um rato chocolate. Há uma certeza, aqueles intencionados em emburricar o nosso Presidente, efundir-lhe vírus no computador, vão encalhar num sistema blindado contra hackers, russos ou chineses. Em Belém, nunca serão ultrapassados os limites do tolerável e da decência, nunca espreitarão o Presidente sentado na privada a ler os jornais.
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O maior inimigo dos segredos de Estado é… o porno. O porno é unipessoal tal como a Presidência da República. Mas se o Presidente, o chefe da sua Casa Civil, ou o chefe da sua Casa Militar, clicarem à parva, nos resultados do seu spezify, lá vem trojan a bombar para o adversário, e os segredos voejam do e-mail e da reciclagem. O alerta presidencial não caiu em monitor roto. Os altos dirigentes do Estado requalificam-se, com cursos de informática para navegação segura, que lhes concederá a liberdade governativa. Assim, contornarão instalações de malware escondidas no famoso vídeo de Erin Edwards, (apresentadora americana de desporto BOA, isto é, boa profissional e boa pessoa, que apetece dar banho, quando enlameada), filmada nua, num quarto de hotel, através do visor da porta.
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E apreciarão as vedetas da net: Paris Hilton, uma actriz que exibiu o seu método, no óscarizado filme “One Night in Paris”; Ariel Rebel, modelo canadiana, situada na net, de loooonga carreira na fotografia e no vídeo, a solo, ou no chão, ou com uma amiga do coração e já com o seu best of no portfólio; Liz Vicious, modelo punk, artista, gabada nos blogs, com vlog, Facebook e obra cinematográfica, contracenando com as meritórias actrizes Ava Knight e Trisha Uptown. Ou, os altos dirigentes da nação vestirão a bandeira e apoiarão a nossa portuguesa no YouStrip.
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A agnosia de Cavaco Silva, “só sei que nada sei”, das andanças do assessor, de informática, de e-mails, de economia, de poda, graças a Nossa Senhora de Fátima que não sabe o que é o Twitter ou, ainda o ouviríamos num rap, quando cancelasse a sua conta, como Miley Cyrus.
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[Sean Lennon – nascido a 9 de Outubro de 1975 é um dos gaiatos Beatles. O grupo abastecedor de canções para Os Marretas e marinheiros, e que a sua editora discográfica marcializa como o negócio dos mil anos, no final da década de 60, sofria um golpe de estado de Paul McCartney pelo controlo do poder, e John Lennon moscou-se com Yoko Ono, (a artista, o bode expiatório dos fãs e com, pelo menos, um fim-de-semana estragado, enquanto John papava uma gaja no quarto ao lado). Do bed-in manou Sean. O bem amado filho, pelo qual Lennon enfiou o avental de dona de casa, e Yoko, as calças do sustento do lar, até que Mark David Chapman lhe enfiou cinco balázios, no dia 8 de Dezembro de 1980. Sean baptizou-se no sol-e-dó, em 1981, no primeiro álbum a solo da mãe Season of Glass, (na capa, os óculos ainda ensanguentados de Lennon, um copo de água meio cheio e o Central Park, desfocado, em fundo. Yoko explicou esta mórbida escolha para “lembrar às pessoas que Lennon não morreu naturalmente… ele foi assassinado”. Desde aí a vingativa nipónica rejeita todos os pedidos de liberdade condicional de Chapman).
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Aos 16 anos colabora com Lenny Kravitz na composição de “All I Ever Wanted”. Sean também participa nalguns filmes. Em 88, “Moonwalker” com Michael Jackson e em 90 na curta-metragem vanguardista “Infinite Escher”, inspirada no trabalho do matemático alemão MC Escher, e música de Ryuichi Sakamoto. No ano de 96 conhece as malucas Miho Hatori e Yuka Honda, dos mordazes Cibo Matto, (significa “comida louca” em italiano – “Scifi Wasabi” S “Sugarwater” S “Birthday Cake”), que o convidam para integrar o seu fátuo projecto paralelo, Butter 08, com Russell Simins baterista dos Jon Spencer Blues Explosion, Rick Lee percussionista passageiro nos Skeleton Key e o realizador e artista gráfico Mike Mills. No início deste século, Sean atravessou a cena hip-hop cooperando nos Handsome Boy Modeling School, Del tha Funkeen Homosapien e nos Jurassic 5. Confessou admiração pelos Mutantes, desenhou-lhes a capa do CD “Tecnicolor” (2000), e tocou com Arnaldo Baptista. Produziu a supermodelo canadiano-romena Irina Lazareanu e prossegue uma graciosa carreira a solo com três álbuns editados – “Dead Meat” S “Parachutes” S “Spectacle” S “On Again off Again” S com Moby e Rufus Wainwright.
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Sean catrapiscou uma namorada boa como o Windons7, a supermodelo Kemp Muhl, aparência e cérebro na mesma embalagem. Ela trocou uma perninha nos vídeos “Just Feel Better” de Carlos Santana; “Lolita” dos Elefant; e “Purple”, dos Whirlwind Heat, nas palhaçadas com Susan Eldridge, (outra febra das passerelles, fotografada por Jennifer Tzar, e, na época, namorada do realizador do vídeo, Terry Richardson. Fotógrafo de moda, com mais sorte que Paulo Portas, rifou-a pela “hipster suprema”, Jen Brill, de quem está de casório marcado).
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Kemp Muhl e Sean são os modelos na campanha Outono/Inverno 2009/10 da Zadig & Voltaire. E, refizeram o célebre “objecto pop” de John Lennon e Yoko Ono (a foto de Annie Leibovitz, para a capa da Rolling Stone, com John nu, enroscado na Yoko). Na altura, ninguém estava interessado em ver Lennon desnudo e muito menos a Yoko, credo cruzes lagarto lagarto!!! mas Kemp Muhl nua é outra loiça.
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Renovar
Quatro anos toscanejaram os portugueses. Deprimidos. “É o Sócrates! É o Socrátes! É o Socas!” ululavam pequenos e médios comentaristas, de pequena e média referência. Fado, Futebol, Fátima, eram embuchados para matar a dor. Mas, eis que a mística da democracia, aportou um estádio de luz. Eleições. As urnas abrem a boca e nasce outro Portugal. O aborrecimento, característica das sociedades modernas, debuxado pela Internacional Situacionista, é sacudido do lombo. Agora, os portugueses abocetarão o futuro. Arregaçam as sete saias e dançam penhorados. Dançam Apache!!!
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(dança do princípio do século XX, provinda dos tascos dos bairros de má fama de Paris. Recebeu o nome de um gang de assaltantes, tão traiçoeiro e sanguinário, que o povo identificou-o com os índios dos filmes americanos. Já em 1902, Thomas Edison filmara Kid Foley e Sailor Lil, no paleolítico da dança Apache. Os seus movimentos arribaram ao cinema. No filme francês de 1915, realizado por Louis Feuillade, interpretado por Musidora, sobre um gang chamado “Les Vampires” (parte1 P parte2 P parte3 P parte4 P parte5). Nos filmes ingleses “Aunt Sally” (1933), “Queen of Hearts” (1934) e “Okay For Sound” (1937). E no filme americano “Charlie Chan in Paris” (1935). Rodolfo Valentino não sabia dançar tango, mas era especialista em Apache, e executou uma versão suave, com Beatrice Dominguez, na famigerada cena de “The Four Horsemen” (1921). Tempos violentos acompanham danças violentas, hoje vivemos paz, segurança, com tranquilidade, outros moves abanam os corpos, mas há quem dance contra a corrente. No filme “Moulin Rouge” (2001), Rita Moreno nos “Marretas” e Adam Gontier, dos Three Days Grace, ensaia no vídeo “I Don’t Care” dos Apocalyptica).
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As trombetas do voto sobre os muros de Jericó enfarinharam as tristezas. Até Porky Pig dirá son of a bitch que estes portugueses são do catano. Haverá de tudo para todos. Boobie Chew pra aumentar as tetas. Playmates alemãs sieg! sieg! Kayden Kross, com os portugueses em mente, aconselha assoprar-se no trabalho (blowjobs), como “exercício de meditação”, estimulando a competitividade. Avistaremos fenómenos de abismar. Veremos, na rádio, um strip da actriz porno francesa Helena Karel (a França, um deserto intelectual, safa-se pela qualidade das suas actrizes radicais oh oui!). E, para os mais encafuados nos livros, o primeiro filme de James Cameron. Os saltimbancos trovarão os portugueses: “German Pussy” (dos Rammstein) P Add N to (X) P “Wrong Hole” P Ghostface Killah P Girls Love DJs e umas damas no “Toxicity” (dos System of a Down, se elas estivessem a tocar realmente, seria óptimo, mas talvez não se importem de tirar blusa pelos portugueses).
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É a bambochata por esses campos afora.
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No stress pós-eleitoral, os novos eleitos do povo sentarão o rabo na Assembleia, destrambelhados, sôfregos de cumprir as promessas, mas não sabem como rentabilizar o hemiciclo. Da América vem um exemplo do funcionamento parlamentar, consentâneo com o bom momento inserido pelo fofinho presidente Báráque, exultando a Halle Berry (a sessão completa). Os deputados de São Bento importariam a fórmula, nem estranhariam muito, pois o ritmo de trabalho é semelhante, aportuguesariam apenas com carne nacional de Ana Cristina Oliveira, Daniela Ruah ou Ana Lopes, para um ciclo, agora é que é, de prosperidade.
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[Lisa Marie Presley – filha de um ídolo americano, que copiou o estilo de cabelo e a vivência heróica do Capitão Marvel Jr. E que nutria ódio de morte pelos hippies, e ansiava ser agente do Bureau of Narcotics and Dangerous Drugs, para os chibar e atirá-los com os costados na choça. Na sua visita,
em 1970, a Nixon na Casa Branca, carregava para ofertar, não discos de ouro, mirra ou incenso, mas uma arma e ideias paranóicas. A arma, por razões de segurança, não foi entregue em mão, mas as ideias jorrou-as na orelha de Nixon. Prontificou-se para ser agente infiltrado nas comunidades hippies, o 37º presidente, também sob medicação do Dr. Arnold A. Hutschnecker para não rebentar o mundo, torceu o nariz, descrente, mas fê-lo agente honorário, com um luzente crachá. Elvis expôs-lhe outro perigo para a América, os Beatles, que “abarbataram o carcanhol ianque, zarparam para a Inglaterra, donde disseminavam anti-americanismo”. Nixon, o mais são nesta dupla de malucos, por duas vezes lhe aconselhou que “aguentasse os cavalos”, pois as “provas de patriotismo” do menestrel voavam sobre um ninho de cucos – “Dixieland Rock” P “Little Egypt” P “Bossa Nova Baby” P “Mean Woman Blues” P “Baby I Don’t Care” P “Shoppin’ Around” P “Scratch My Back”, com a diplomática Marianna Hill, quando lhe perguntaram “se Elvis tinha talento”, ela respondeu que “era um fenómeno do show business” P Elvis melhorou substancialmente com Andy Kaufman.
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Elvis contagiou o planeta com gripe E. Existe um Elvis afegão, Ahmad Zahir. Um Elvis francês, Johnny Hallyday, que queria ser belga, mas arrependeu-se graças a Sarkozy. Um Elvis vermelho, Dean Reed. Um Elvis sueco, Eilert Pilarm. Um Elvis mexicano, El Vez. Um Elvis chinês “treinado por autênticos homossexuais na arte do teatro nos anos 80”, Paul Hyu. Um Elvis sikh, Peter Singh. Um Elvis filipino. Um Elvis japonês, que foi primeiro-ministro, Junichiro Koizimi… e… e… um Elvis português.
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Priscilla entra neste drama americano em 1959. Ela com 14 anos conhece o soldado Presley, de 24, numa festa em Bad Nauheim, na Alemanha. A América urgia que o seu herói esposasse uma virgem do império. E, apesar dos rumores sobre o trânsito vaginal de Priscilla, casaram-se no dia 1 de Maio de 1967 e divorciaram-se a 23 de Fevereiro de 1972. As nações anelam que os ícones comam gajas, gajas, gajas. No caso de Elvis o patriótico anelo morria nas bordas (do desejo). Cybill Shepperd revelou que ele lhe beijara o corpo nu, mas negou-se a passar-lhe o corredor a pano, como ela pretendia. Sobre as namoradas Judy Spreckels e June Juanico, a jornalista Alanna Nash, na Playboy de Novembro 2005, escrevia que o king “nunca penetraria nenhuma destas raparigas”. Cassandra Peterson só privou com ele durante uma noite e gastaram-na na palheta. Cher recusou uma noitada em Las Vegas, porque estava demasiado nervosa, lamentou depois, e nunca soube se o Pélvis funcionava. Peggy Lipton garantia que ele era “virtualmente impotente”. Ann-Magret referia-se-lhe como uma “alma gémea” e Lori Williams como um “perfeito cavalheiro”, que significa, em linguagem feminina, que não foram ao castigo. Linda Thompson disse que só provou truca-truca após vários meses de marmelada.
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Com uma precisão kantiana, exactamente nove meses depois do casamento, nasce Lisa Marie dia 1 de Fevereiro de 1968, em Memphis, Tennessee. Viveu feliz em Graceland, embalada pela Máfia de Memphis, até a mãe ir ao tapete com Mike Stone, instrutor de karaté. Suspeitando que Priscilla abria as pernas demais no Zenkutsu-Dachi, Elvis saltou-lhe para cima, quando ela fingia a dor de cabeça, dizendo-lhe: “ isto é como os verdadeiros homens fazem amor com uma mulher”. Depois da separação, Lisa Marie, dividia-se entre Graceland e a casa da mãe em Beverly Hills. Desentendeu-se com Priscilla quando acusou o namorado materno, Michael Edwards, de lhe querer partir o bolo. Aos 14 anos inicia-se nas drogas e aos 20 casa com Danny Keough. Nasceu um casalinho. Danielle Riley Keough, dia 29 de Maio de 1989, e Benjamin Storm, dia 21 de Outubro de 1992.
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Riley Keough já saiu da casca no Facebook, no Twitter e no MySpace. É modelo, actriz e gosta de gordos. A neta de Elvis representa o papel de Marie Currie, irmã gémea de Cherrie Currie, no filme “The Runaways” (2010), sobre a aventureira existência de Joan Jett.
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Decorreram 20 dias do divórcio com Danny Keough, e Lisa Marie cumpre o sonho da indústria discográfica americana, casando com Michael Jackson, dia 26 de Maio de 1994. Michael galou-a tinha ele 17 anos, ela 7, quando Lisa Marie assistia aos seus concertos, em Las Vegas, rodeada de seguranças. Uns valentes anos depois, por telefone, propôs-lhe casamento. O casal explicou este “amor” (parte2 P parte3 P parte4 P parte5). Ela descreveu o quotidiano dentro de portas: “uma vida de casal casado… que era sexualmente activo”. Ainda apareceu nua no angelical vídeo “You Are Not Alone” do esposo, e em 1996 divorcia-se, para rodar por John Oszajca, 108 dias de casamento com Nicolas Gage, e, por enquanto Michael Lockwood, que a engravidou. Quando o Daily Mail avançou a hipótese de banha, para explicar o seu volume corporal, apanhou com um processo, e ela revelou que estava grávida. E nasceram as gémeas, Harper and Finley Lockwood, dia 7 Outubro de 2008.
. Sob as costas largas da beneficência gravou “In the Ghetto”, em dueto com o falecido pai, ilustrado por um preto e branco vídeo com crianças e armas. Defende a cientologia. A ama processou-a por trabalho escravo. Blogou, após a morte de Michael, que tivera no aconchego do lar, uma filosófica conversa sobre a morte e Elvis, e Michael lhe confessara: “tenho medo de acabar como ele”. E foi prantear para Marbella, na modesta casinha de Fergie, a duquesa de York – “Dirty Laundry” P “Lights Out” P “Thanx”].
Concretizar
Talvez Hitler tenha jogado xadrez com Lenine fotografado por uma judia. Talvez o Batman filipino escapuliu-se do asilo Arkhan. Talvez os zombies merendaram o tutano dos Beatles. Talvez as tipas boas no MySpace não rondem os 90 anos. Talvez ninguém perca a virgindade numa sonata dadaísta. Talvez as calças não asfixiem a democracia da bilha. Mas eis que, uma verdade perdura, como se se derramasse, anónima ou rubricada, da ajardinada mansão de Belém: Bugs Bunny tem um pénis!
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As regiões pudibundas, autónomas, sempre causaram dores de cabeça nos líderes institucionais. Os ingleses abalroaram a questão, decapitando a mal pela raiz, ou seja, condescendendo ao apetite. Lançaram uma campanha para os mais novos com um slogan apelativo: “um orgasmo por dia afasta o médico”. E, para os velhotes, um “soundbite” medicamentoso: “para ambos os sexos, combate o stress, induz o sono e é divertido”. Resta responder com quem? Ultrapassado o choque e pavor, canhoneado pela Sáfica na sociedade americana, abriu-se o mar rosa pra palavra divina: crescei e multiplica-vos uns sobre os outros. Anything goes! Não interessa credo, raça, género, espécie, estrutura atómica, fuck them. Sozinho, Ernest Borgnine aconselha esgalhar o pessegueiro para favorecer o aspecto físico, ou acompanhado, com uma pequena ajuda da indústria, o que importa é concretizar.
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E os portugueses? Latiiiiinos, deveriam facturar muiiito, em casa de ferreira espeto de madeira e, de facto, acompanham a tendência, mas por procuração. Envaidecem-se nas páginas dos jornais com “as conquistas” de CRonaldo. Os olhos reluzem orgásticos na leitura do fait de jour do craque, no Correio da Manhã, e alguns até fumam um cigarro après. Mas ainda haverá novas oportunidades para eles, para os maus garfos, os credo “não gosto de espanhóis”, há vida depois de Cristiano Ronaldo e está no… Twitter.
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[Rick Parfitt Jr – nascido em 1978, recebeu o invejável dom de fotografar achegado de gajas boas: Emma Noble, modelo, actriz de Crossroads e do anúncio da banana, e ex-mulher de James Major, filho do ex-primeiro-ministro britânico John Major; Hannah Sandling, estilista de TV, modelo, socialite e escritora; e, transitoriamente, namorou Dannii Minogue, cantora australiana, irmã da outra, um festim de biquini, encalçado pela celulite em St Tropez, que cessou o botox para recuperar a cara, e, como todas as celebridades, tem a sua sex tape circulando na net (e não fica atrás da mana no popismo – “All I Wanna Do” r “So Under Pressure Strictly” r “I Begin To Spin” r “Put the Needle on It”).
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Filho do sénior Rick Parfitt, guitarrista dos Status Quo, grupo inglês, autor de uma versão de “Roadhouse Blues”, melhor do que o original dos Doors. Este Parfitt foi casando: com Marietta Boeker mãe do júnior; Patty Parfitt, o seu amor do liceu, geradora de Harry nascido em 1989; e Lyndsay Whitburn, em 26 de Maio de 2008, ventre in vitro, dos gémeos Tommy Oswald Parfitt e Lily Rose Parfitt. O júnior porfia uma carreira na indústria musical, aparelhando a RPJ Band, uma banda para casamentos e baptizados, no ramo das versões – do papá em “Rockin' All Over the World”; de Bryan Adams com “Summer of 69”; e, quando um filho toca “Living on a Prayer”, dos Bon Jovi, um pai sabe que tem de expulsá-lo de casa a pontapé.
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Na dor de corno pós-divórcio, Patty Parfitt vendeu os confortáveis apartamentos e arrojou semicolcheias na relação do marido com Francis Rossi, o vocalista da banda. O tipo do rabo-de-cavalo, (oferecido pelo jornal The Sun, no mês de Abril, a Sharon Littleton, uma lindíssima fã com 150 concertos dos Status Quo no papo), Rossi é um profissional do “emprenhamento”, averba oito filhos no currículo, mas não é gajo para mudar fraldas, pelo menos de Bernadette. Nascida na Irlanda, a mãe descartada por Francis, mudou-se para o Canadá, com ela bebé na mochila, e Bernadette Rossi só viu o pai uma vez em 17 anos. Todavia ela cresceu expedita nas entrevistas e no Vlog.
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Bernadette & The North – é a auspiciosa banda de “rock ‘n’ roll sarapintado de country” da filha de Francis formada em Ontário –“All That I Am” r “Ten” r “No Money Anthem” r “Waiting” r “Fading Fast” r “Back Home” r “What's My Name?” r “Radio” r “So Be It” r “Beat It”].
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Ninguém simboliza melhor os valores modernos do que Lady GaGa. Já foi morena, frequentou a escola, visitou Paris, fotografou para a Vogue japonesa, destapou a teta, poderá ser um andróide Illuminati, poderá ter um pénis, como se suspeita de muitas outras celebridades (as mulheres, quando alcançam fama, ganham um pénis, tal como os políticos mal amados, perdiam um testículo). Gritou para um bófia em Chicago justificando a escassez de roupa num local público: “é moda! Sou uma artista!”. E o espectáculo continua sobretudo. Lady GaGa perfilha uma intrincada e profunda filosofia husserliana, da fenomenologia como “modo de ver”, sobre o homem ideal. Ela gosta deles com grandes bacamartes. Beleza, inteligência, sensibilidade, bah! para que serve isso se o “espírito” é pequeno.
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Lady GaGa também gosta da fruta da nossa época: as mulheres. Que lhe traz desatinos com os namorados. Explicou ela: “de facto estou numa de mulheres, eles ficam todos intimidados com isso … entram numa onda de ‘eu não preciso de um ménage à trois, sou feliz apenas contigo’”. No mundo moderno, o homem desaparece de cena e Lady GaGa tem a solução: o vibrador. (“Poker Face” r “Eh, eh (nothing else I can say)” r “Love Game”).
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[Rosanne Cash – nascida em 24 de Maio de 1955 é herdeira de um bom imitador de Elvis. Johnny Cash conheceu Vivian Liberto Cash Distin num ringue de patinagem no dia 18 de Julho de 1951, ela com 17 anos, aluna da Escola Católica St. Mary, em San Antonio, Texas, ele 19, na recruta da Força Aérea. Aconteceu o love. Ele cravou num banco do jardim: “Johnny Loves Vivian”. Três semanas depois o mancebo é destacado para a base ianque na Alemanha. Durante três anos trocaram 10 000 cartas de amor. Roseanne, o primeiro rebento do casamento, de 1954, herdou do pai em 1973 a List (100 canções essenciais do country), quando ele topou que ela era maluca por Beatles e rock californiano e não ligava népia ao sacro country – “I Don't Know Why” r “September When It Comes” r “Tennessee Flat Top Box” r “My Baby Thinks He's a Train” r com o rei do rock Carl Perkins r na então Checoslováquia com o babado pai r foi a feminil meças com o homem da casa KD Lang r “Forty Shades of Green” r “Seven Year Ache” r com Elvis Costello e Kris Kristofferson r no concerto do 30º aniversário de Bob Dylan r “House on the Lake” r “Seventh Avenue”.
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A cegonha não cruzou as pernas, seguiu-se: Kathy, em 16 de Abril de 1956, que abominou a representação da mãe, como uma chata inútil, no filme “Walk the Line”; Cindy, em 29 de Julho de 1958, que cantou com o pai; e Tara, em 24 de Agosto de 1961. Segundo Vivian as drogas e June Carter destruíram-lhe o casamento. Divorciaram-se em 57. Após inúmeras negas, June concorda prostrar-se perante o deus Himeneu, em 1 de Março de 1968. E, o “homem de preto” casou com a História do country americano.
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The Carter Family, grupo constituído por Alvin Pleasant "A.P." Delaney Carter (1891-1960), a mulher Sara Dougherty Carter (1898-1979), e a cunhada Maybelle Addington Carter (1909-1978), juntamente com Jimmy Rodgers, participaram nas primeiras gravações de música country e a sua influência estender-se-á por toda a musiqueta americana ulterior – Wildwood Flower. O grupo dissolve-se em Maio de 1943 e Maybelle reúne as filhas Anita, Helen e June nas Mother Maybelle & the Carter Sisters, com o jovem guitarrista Chet Atkins, cuja reputação de virtuosismo, suscitava temor de desemprego, entre os músicos de estúdio de Nashville, e durante vários anos recusaram-lhe entrada nessa fábrica de linguiça popular U.S.A. – Sweet Talkin' Man. Em 1950 apeiam-se, com Atkins, em Nashville para integrar a companhia do Grand Ole Opry. Socializam-se com Elvis Presley, seu parente afastado, Hank Williams e June, gaja com dotes pra facécia, conhece Johnny Cash – “Love oh Crazy Love” r “He Don't Love me anymore” r “Tennessee Mambo” r “It's My Lazy Day” r “Music, Music, Music”.
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June Carter (23 de Junho 1929 – 15 de Maio 2003), aos 10 anos já cantava na Carter Family, quando sua a boca atingiu a idade do “yes I do”, abocanhou três maridos, mimoseando cada um com um descendente. O primeiro: Carl Smith, em 9 de Julho de 1952, e Rebecca Carlene Smith nasce dia 26 de Setembro de 1955. Adoptando o nome artístico Carlene Carter, prossegue a tradição familiar de maridar, cantar e parturir. Com 15 anos casa com Joe Simpkins Jr. e, no dia 23 de Fevereiro de 1972, Tiffany Anastasia Lowe berrava uá uá. Aos 19 estava casada com Jack Wesley Routh, e mais um filho, sucedeu-lhe Nike Lowe e Joseph Breen – “Keep on the Sunny Side” r “I’m so Cool” r “I Love You Cause I Want To” r “Every Little Thing” r “Unbreakable Heart”.
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Edwin "Rip" Nix, jogador de futebol, polícia, corredor de automóveis, e June casaram-se em 11 de Novembro de 1957, e a filha Rosie Nix Adams, desafilha dia 13 de Julho de 1958 para um triste fim. Foi encontrada morta, juntamente com o violinista Jimmy Campbell, dentro de um autocarro, perto de Clarksville, Tennessee, no dia 24 de Outubro de 2003 (neste ano, June morrera em Maio e Johnny em Setembro). Na certidão de óbito consta, morte por intoxicação de monóxido de carbono, produzido por seis aquecedores, e insuficiente ventilação do autocarro – “Father & Daughter”. O último marido, Johnny, family man, sacou o bónus de um filho varão, John Carter Cash.
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Em 68 Johnny quase foi pra quinta das tabuletas numa gruta no Tennessee. Atapulhado de drogas, entrara para se perder e “apenas morrer”, desmaiou, no limite das forças, sentiu o toque de Deus no seu coração, guiando-o, através de uma pálida luz e uma ténue brisa, para fora da sepulcral caverna. E decidiu mudar de vida. Só depois dele deixar as drogas (e do consequente renascimento cristão) June aceitou a proposta de casamento. Antes, registara o seu arroubamento romântico por ele numa canção, “Ring of Fire”, composta em parceria com Merle Kilgore, publicada no álbum “Folk Songs Old and New” (1962) da irmã Anita. A cantiga pegou fogo comercial, quando Johnny lhe acrescentou o arranjo mariachi da secção de sopro, ideia que lhe fora revelada num sonho. “Ring of Fire” foi ateada por um camião, pelos Wall of Voodoo, e aperfeiçoada pelos polacos Acid Drinkers.
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