Pratinho de Couratos

A espantosa vida quotidiana no Portugal moderno!

sábado, abril 30, 2016

Cigarros e polícias (tl;dr)

(Desasnou o povo português, uma elite omnia pro patria (“tudo pela pátria”), orgulhosamente plantando-o à terra-dentro na casquilha nomenclatura de ó Maria és de direita ó Manel és de esquerda. [1] Entranhou esta partição no dandy, no hipster, no heavy, no cyberpunk, compreende-se, os dirigentes nacionais são de rapar a escudela e lamber os dedos. [2] Lado direito. “Não tínhamos um tostão e eu perguntei ao responsável pela campanha do partido onde poderia encontrar pessoas sem gastar dinheiro. (Sugere-lhe centros comerciais e feiras). E o Belmiro deixa fazer campanha nos centros comerciais? (Não deixava). Então resolvi ir para as feiras, e acabei por tomar-lhe o gosto”, Paulo Portas, presidente do CDS, desde as legislativas de 1999 e 2002, alcunhado “Paulinho das Feiras”, elucidava o carinhoso apodo. Certo dia em Espinho disse-lhe um feirante: Você já foi a mais feiras do que eu, você é o Paulinho das Feiras” - no jornal Público, 11 de fevereiro de 2011. “Isto não pode continuar. Chegámos ao fim. Esta peça de teatro acaba aqui”, Passos Coelho, presidente do PSD, na oposição, unicamente preocupado com o esbulho de que o seu povo era vítima nos PEC de José Sócrates, o então primeiro-ministro, rejeita o quarto Plano de Estabilidade e Crescimento - no jornal Público, 15 de março de 2011. “O que vou propor ao grupo parlamentar é uma abstenção construtiva”, Paulo Portas, presidente do CDS, na oposição, racionaliza a viabilização do Orçamento de Estado de 2010 do governo de José Sócrates - no Diário de Notícias, 24 de janeiro de 2010. “É inequivocamente a obra do século, que só foi possível graças à coragem e poder de decisão que o meu governo demonstrou e vai ficar nos anais das obras públicas de toda a Europa”, Aníbal Cavaco Silva, primeiro-ministro, na visita às obras da ponte Vasco da Gama - no Diário de Notícias, 5 de setembro de 1995. “O problema dos políticos é que não têm projeto para o país. Eu em 48 horas acabava com este estado de coisas”, Luís Filipe Menezes, presidente da Câmara Municipal de Gaia - na revista Sábado, 25 de janeiro de 2007. “Talvez eu seja demasiado puro, ou idiota, para ser entendido nos dias de hoje.” “Quando os jovens nas escolas e nas universidades sentem que não têm oportunidades, e quando os jovens casais não têm casa, o mínimo que se pode dizer do país onde eles vivem é que é um país sem futuro”, Alberto João Jardim, presidente do governo da Madeira - no Diário de Lisboa, 3 de abril de 1984.
Lado esquerdo. “Hoje, entre mim e o primeiro-ministro, há um oceano que nos separa”, António José Seguro, secretário-geral do Partido Socialista, a meças com Passos Coelho - no Diário de Notícias, 14 de março de 2013. “Pela primeira vez em 12 anos não vou ao Partido, porque tenho de ir ao oftalmologista”, Carlos Carvalhas, secretário-geral do PCP - na revista Sábado, 3 de dezembro de 2004. “É um grande político. E mais: é um político que tem uma penetração populista espantosa, se a quiser ter. É um orador em que o som é tão importante como as palavras, uma voz espantosa, e a audiências políticas para que fala vibram com ele como não vibram com ninguém, nem o Sócrates”, António Almeida Santos, presidente do Partido Socialista, sobre o seu partidário colega Jorge Coelho - no Diário de Notícias, 11 de maio de 2008).
1984. Domingo, 1 de abril, “decididamente, a fama e o prestígio de Rosa Mota estão a implantar-se fortemente nos Estados Unidos: depois do êxito na maratona de Nova Iorque, vitória numa prova de 16 quilómetros, em Washington, em que a campeã portuguesa gastou 54 minutos e 16 segundos embolsando um prémio de três mil dólares (cerca de 390 contos).”
Terça-feira, 3 de abril, “com efeitos retroativos a partir de 1 de janeiro do corrente ano, os vencimentos dos comissários e agentes da Polícia de Segurança Pública foram aumentados (atualizados, segundo a terminologia oficial) por decreto governamental publicado no Diário da República. ‘Considerando as medidas legislativas em matéria de remuneração para a função pública e atendendo à circunstância de os vencimentos da PSP terem sempre acompanhado os fixados para as Forças Armadas’, os vencimentos base dos oficiais do Exército em serviço nesta polícia serão correspondentes aos praticados nas Forças Armadas e quanto aos elementos do quadro privativo foram fixados nos seguintes quantitativos (base) sobre os quais incidem os habituais benefícios. Comissário principal … 43 500$00 | Primeiro-comissário … 40 200$00 | Segundo-comissário … 36 600$00 | Chefe de esquadra … 33 100$00 | Subchefe-ajudante … 31 700$00 | Primeiro-subchefe … 28 600$00 | Segundo-subchefe … 25 600$00 | Guarda de 1.ª classe … 23 500$00 | Guarda … 21 400$00 | Guarda provisório … 16 600$00.
Quarta-feira, 4 de abril, “no hospital distrital de Portimão uma mulher de 37 anos deu ontem à luz o seu 25.º filho. Corina da Palma Brás, que vive de mendicidade, acusa o marido de já ter vendido 23 dos filhos e de a obrigar a prostituir-se com outros homens. Entretanto, a população de Pico Alto, São Bartolomeu de Messines, localidade onde vive o casal, alertada para o caso pela RTP, tentou esta manhã linchar José Coelho da Silva, mas este conseguiu escapar-se abandonando a barraca a tempo. (…). A parturiente referiu que com ela apenas vive um filho de seis anos, Hélder, que ganha a vida a pedir com a avó e que dos restantes filhos só sabe que dois deles estão na Alemanha Federal, desconhecendo o paradeiro dos outros, nomeadamente da filha mais velha, que, tal como agora a recém-nascida, se chama Anabela. (…). O marido, José Coelho da Silva, trabalhador rural, lhe inflige maus tratos que vão desde sevícias corporais a aberrações sexuais e que chega a vender os filhos por cerca de mil contos. Embora não tenha revelado o nome do comprador, Corina Brás disse que a criança que ontem nasceu já tem destino: o Barreiro. De acordo com uma enfermeira do hospital distrital de Portimão, Corina Brás ‘tem o útero flácido, dilatado, em resultado de tanto parto’, sendo grave o seu estado geral de saúde. Sobre a estirpe de José Coelho da Silva, afirmou Corina Brás: Há tempos o meu marido veio pedir-me para o acompanhar a um barracão situado num monte perto de Pico Alto. Se não o seguisse, avisou-me, batia-me. Quando lá cheguei, com ele, esperavam-me oito homens, que queriam abusar de mim, porque já lhe tinham pago dinheiro adiantado para isso. (…). Corina Brás diz ter dado à luz 25 filhos, e o seu companheiro, José Coelho da Silva, apenas garante 10. O drama está, também, para além do número de filhos vendidos: um para Albufeira, dois para Estugarda. Pico Alto saiu subitamente do anonimato para revelar aos jornais, e a si própria, o drama de uma mulher que começou a conceber aos 11 anos e que diz ter visto desaparecer as crianças quase todas, para casa de desconhecidos ou para a mendicidade.”
Quarta-feira, 4 de abril, “os défices da Balança de Transações Correntes e do setor público, assim como o nível da inflação, são as principais condicionantes ao relançamento da economia portuguesa – disse hoje o ministro das Finanças e do Plano. Falando na Feira Internacional de Lisboa sobre ‘A política de conjuntura e o relançamento da economia portuguesa’, Ernâni Lopes frisou que não pode haver um relançamento sadio da economia sem uma solução dos problemas que o condicionam. Disse que uma condicionante de primeira importância é o défice das contas com o exterior e as outras duas condicionantes são os défices do Orçamento do Estado, do setor público administrativo e do setor público alargado e o nível da inflação. Ernâni Lopes situou, no fim de junho, a viragem lenta mas progressiva da economia, frisando que a situação de paragem e arranque que se tem vivido não pode continuar e recusando o ‘modo e o ritmo da expansão económica no início da década de oitenta’. O ministro das Finanças falou aos empresários em confiança, salientando que se trata de um conceito desvalorizado e que não existe com política económica de facilidade, antes resultando da definição de um quadro claro para o funcionamento da economia.” 
Domingo, 8 de abril, “a dois / três meses da prometida abertura da torneira ao relançamento controlado de alguns setores da economia – previsivelmente a construção civil e a agricultura – agitam-se os economistas e os governantes da área económico-financeira numa evidente corrida ao ganho de posições e de definição de estratégias que possam infletir a direção da atual política de Ernâni Lopes. Há uma semana o ministro das Finanças deu o pontapé de saída em reunião com a AIP: o relançamento virá, mas muito controlado e apertado; uns dias depois, Mário Soares anunciou na Câmara do Comércio Luso-alemã que que as taxas de juro vão baixar. Neste fim de semana quer o primeiro-ministro quer o seu ministro das Finanças encontraram-se com empresários nortenhos em S. João da Madeira e se Soares pediu ‘confiança disciplinada a todos os parceiros sociais’, Ernâni Lopes exigiu rigor na administração pública e privada quando abrir a torneira. Em contraponto a estas posições governamentais, Vítor Constâncio, João Salgueiro, Cavaco Silva e Silva Lopes, todos eles ex-responsáveis pelas pastas de Economia e Finanças, produziram intervenções no Conselho Empresarial do Norte e no Departamento de Economia da Universidade Livre de Lisboa, genericamente críticas da política restritiva que está a ser seguida.”
“A confiança dos parceiros sociais, ‘empresários e trabalhadores que queiram contribuir disciplinadamente para o desenvolvimento nacional’, foi pedida em S. João da Madeira pelo primeiro-ministro, Mário Soares, numa reunião do Conselho Empresarial do Norte. Soares falava no encerramento das jornadas do CEN (jantar que reuniu cerca de mil pessoas). (…). Antes de Soares encerrar as jornadas com o seu discurso, falou o ministro das Finanças, Ernâni Lopes, que voltou a acentuar uma tese já defendida, há dias, perante a Associação Industrial Portuguesa: a necessidade de se definir e avançar para uma política regional de desenvolvimento. (…). O ministro iniciou o seu discurso dizendo não haver alternativas ao ‘binómio rigor-desenvolvimento’ posto em prática pelo governo. ‘Uma política de rigor que não tenha em conta o desenvolvimento não faria sentido’. Para os próximos anos, o responsável pela pasta das Finanças indicou como característica da política económica governamental um ‘crescimento moderado, uma evolução do ritmo das exportações e uma moderação nos investimentos’. A ‘pedra de toque desta política será a força de recuperação de um punhado de empresários apostados na atividade económica, que acreditam no futuro de Portugal’.”
“Vítor Constâncio, vice-presidente do Banco de Portugal e ex-ministro das Finanças, foi um dos mais ativos participantes no debate ‘Economia Portuguesa: que desenvolvimento? Que vias?’ organizado pelo CEN e defendeu como ações imediatas a tomar até ao fim do ano, a diminuição das taxas de juro, o aumento das despesas orçamentais para investimento e a definição ‘de uma vez por todas’ dos projetos para o setor empresarial do Estado. (…). Invocou como caminhos a percorrer para o desenvolvimento, o aumento da produtividade da terra e a modernização da indústria ‘aproveitando as vantagens comparativas e a concorrência nos mercados internacionais’. Mas como condição do desenvolvimento e da modernização, Vítor Constâncio apontou a necessidade de lançar infraestruturas fundamentais, nomeadamente portos e estradas. (…). Ao tomar a palavra no debate, o ex-ministro as Finanças, João Salgueiro, afirmou que a ‘implementação da taxa elevada de desenvolvimento para o país é um autêntico desafio nacional. Isto não virá do Estado, virá da livre iniciativa que deverá ter as mesmas condições e regras de mercado que o setor público’. (…). Parte importante do discurso de João Salgueiro acentuou a componente política da situação portuguesa exortando os empresários presentes a abandonarem a ‘menoridade política a que se encontram votadas as suas organizações’.”
“Cavaco Silva falou do desequilíbrio externo como condicionamento ao desenvolvimento da economia e acentuou a importância da agricultura. ‘Se não conseguirmos ter êxito no setor agrícola, será muito difícil compatibilizar as exigências de investimento interno com o financiamento externo’. Quanto à política de investimento ela deve favorecer o setor da exportação, o setor agrícola e o da construção, disse o ministro das Finanças do governo Sá Carneiro. Depois de defender a concretização de acordos de cooperação entre empresas nacionais e estrangeiras, Cavaco Sila apresentou como condição ao investimento económico a ‘existência de uma política que goze de credibilidade junto daqueles que pretende influenciar’. Mostrou-se contrário a cortes orçamentais e defendeu que ‘um défice de seis ou sete por cento, se for determinado pelo investimento, não fará mal à nossa economia’. Por último defendeu a redução dos impostos a três: um sobre o consumo, outro sobre o lucro e um outro global.”
Quinta-feira, 5 de abril, “em meados de maio próximo irá ser assinado o contrato para a elaboração do projeto de alargamento do tabuleiro da Ponte 25 de Abril, sobre o Tejo, entre a Junta Autónoma de Estradas e a firma norte-americana autora do projeto da ponte atual, inaugurada há dezoito anos. O alargamento daquela que é uma das maiores pontes suspensas do mundo vai ser conseguido mediante o aproveitamento do espaço entre as atuais guardas de segurança e os cabos verticais de sustentação do tabuleiro, associado a uma redistribuição da faixa de rodagem. Após as obras, orçadas em três milhões de contos e destinadas a melhorar o débito horário de circulação dos seis mil para os nove mil veículos, os acessos do lado norte passarão a comportar seis vias, desde a avenida da Ponte até às proximidades do nó de ligação à avenida Gulbenkian. O contrato, que irá ser assinado em Washington, prevê um período de nove meses para a conclusão das obras e mais três para obras complementares. Segundo o presidente da Junta Autónoma de Estradas, eng. Almeida Freire, os trabalhos de alargamento do tabuleiro da ponte poderão iniciar-se ainda este ano, se até lá forem desbloqueadas as verbas necessárias.”
Quinta-feira, 5 de abril, “mais mexidas e rolar de cabeças na RTP. As últimas vítimas são os jornalistas Lopes Araújo, chefe de redação e um dos apresentadores do Telejornal e Vítor Pereira, editor deste espaço informativo da RTP. Tudo isto, porque Mário Soares não gostou de uma reportagem. A reportagem feita pela RTP da manifestação promovida na passada segunda-feira pela CGTP, e que levou à residência oficial do primeiro-ministro milhares de trabalhadores com salários em atraso, não agradou a Mário Soares. Considerando que a RTP tem assuntos mais importantes com que se preocupar – em vez de fazer a cobertura repetidamente de manifestações de trabalhadores – Mário Soares telefonou a Palma Ferreira exigindo que este ‘tomasse medidas’. O presidente do Conselho Administrativo da RTP não tardou a reagir: convocou os responsáveis pela informação da RTP – Fialho de Oliveira, Nuno Coutinho, Lopes Araújo e Vítor Pereira – prevenindo-os que ‘assim não’.”
Quinta-feira, 5 de abril, “um homem e uma mulher foram hoje trucidados, às 20 horas e às 20 e 40, por comboios na linha de Sintra, respetivamente na estação da Damaia e na estação da Amadora. O homem, apanhado ao atravessar inadvertidamente a via, foi identificado como sendo Luís Varela, de 52 anos, operário da construção civil, natural de Cabo Verde e residente na Estrada Militar, 15, naquela freguesia. Quanto à mulher, cujo corpo está depositado no necrotério do Instituto de Medicina Legal e que se teria atirado voluntariamente à linha, ainda não tinha sido identificada. (…). Na Damaia, um dos elementos da patrulha da PSP que ocorreu ao local fez alguns disparos com a sua pistola-metralhadora, ‘de forma a dispersar as pessoas que se tinham concentrado para observarem o cadáver’, algumas das quais teriam oferecido resistência e dirigido insultos à corporação. Esta versão expressa pelo porta-voz da PSP no Governo Civil, comissário Veríssimo Martins, não coincide com a que foi fornecida por testemunhas oculares do incidente, as quais definem a atuação do guarda como ‘precipitada’, pois nada justificava os disparos, ainda por cima com uma pistola-metralhadora, sobretudo dada a presença de numerosas crianças no local.”
Terça-feira, 10 de abril, “o preço médio do tabaco – em todas as suas formas de apresentação, cigarros, charutos, cigarrilhas e para cachimbo – sofreu um aumento de 25 % com aplicação imediata nas embalagens a lançar já hoje no mercado. Este é o oitavo aumento do tabaco, desde 1975, o que soma no conjunto preços superiores aos praticados na altura em 400 %, e o primeiro deste Conselho de Ministros para os Assuntos Económicos em que os aumentos de generalizados serviços e bens de consumo foram discutidos. Marcas: Duque … 27$50 (custava 21$00) | Águia … 47$50 (37$50) | Gama … 160$00 (142$50) | Kentucky … 12$50 (7$50) | Definitivos … 55$00 (42$50) | Provisórios … 55$00 (42$50) | Português Suave … 72$50 (55$00) | Paris … 72$50 (55$00) | Ritz … 75$00 (59$00) | SG … 75$00 (60$00) | SG Ventil … 75$00 (59$00) | Português Suave LS … 77$50 (62$50) | Ritz Lights … 80$00 (66$00) | SG Gigante C.P.B. … 85$00 (72$00) | SG Lights … 90$00 (75$00) | SG Mentol … 90$00 (75$00) | Camel Soft … 105$00 (89$00) | Gauloises LS … 90$00 (75$00) | Marlboro … 120$00 (97$00) | Winston … 120$00 (94$00) | Ritz KS … 80$00 (66$00) | Negritas KS … 80$00 (66$00) | CT KS … 80$00 (66$00) | SG Gigante … 80$00 (66$00) | Sintra … 85$00 (72$00) | Champagne … 100$00 (84$00).
Quinta-feira, 12 de abril, “o ministério da Saúde considerou ‘alarmistas’ as notícias surgidas em alguns meios de comunicação social relativamente aos supostos casos de ‘lepra’ aparecidos em Favaios, no concelho de Alijó (Trás-os-Montes). (…). O ministério garante que não há nenhum doente internado no hospital Joaquim Urbano com diagnóstico de lepra, admitindo apenas que se encontram ali internadas cinco jovens em observação, ainda sem diagnóstico definido. (…). Estranho em tudo isto é o facto da suposta ‘lepra’, como foi noticiado, estar a atingir apenas raparigas entre os 15 e os 21 anos, por sinal todas empregadas na Adega Cooperativa de Favaios, que têm em comum também entre si a lavagem de garrafas com um produto próprio [3]. A doença, nelas, começou com umas borbulhas, passando depois a umas manchas nas coxas e a erupções tipo frieiras, vermelhas ou roxas. O distrito de Vila Real, a que Alijó pertence, apenas com 60 doentes de Hansen, é dos distritos em que a endemia tem menor expressão, segundo o diretor do hospital Rovisco Pais, de Cantanhede. Há cerca de 2500 leprosos em Portugal, mas a maioria está tratada e vigiada – em grande parte naquele hospital da Tocha, no concelho de Cantanhede.”
Sábado, 14 de abril, “o número de desempregados em Portugal aproxima-se rapidamente do meio milhão, tendo subido no final do terceiro trimestre do ano passado até 485 200, ou seja, 10,8 % da população ativa. Estes dados, agora divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística, confirmam os primeiros recolhidos segundo o novo método introduzido pelo INE em Portugal e que equiparam a recolha de informações estatísticas às postas em prática pelos países da CEE. Segundo o INE, no segundo trimestre de 1983 a taxa de desemprego era de 9,9 %, o que significa ter aumentado de quase 1 % em três meses. Portugal ultrapassou no terceiro trimestre de 83 os índices de desemprego da CEE, que eram, na altura, de 10 %. Entre os cerca de 500 mil desempregados em Portugal, a maior parte é constituída por jovens à procura do primeiro emprego (51,2 % do total), enquanto ganham importância, pelo seu número, os jovens e mulheres que já trabalhavam, mas perderam, entretanto, o seu emprego. As percentagens para o desemprego dos jovens e das mulheres eram de 17,1 e 24,6 % respetivamente, no terceiro trimestre.”      
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[1] Maria e Manel são os mais mediáticos cidadãos de Viana do Castelo.
[2] “Em ‘Gémeos’ (2004), toda a utensilagem técnica se encontra, estilisticamente ao serviço do verbo. É o verbo que abre a maioria dos parágrafos, impondo uma subversão da ordem sintática entre o verbo e o sujeito. (…). Este privilégio sintático atribuído ao verbo tem como imediata consequência, ao nível semântico, uma sobrevalorização da ação ontológica, marcante, determinante, face à psicologia ou ao relativismo do sujeito de enunciação – justamente o contrário, por exemplo, do estilo de José Cardoso Pires ou de Lobo Antunes, ambos dependentes da perspetiva do sujeito. O predomínio da ação releva a trama de factos que se vai tecendo em torno das personagens (‘bolseiro’, Rosarito, Leocádio, o próprio Goya…); porém, as vozes das personagens tornam-se impotentes para apagar os factos, determinados pelo verbo, que a linha da H/história vai tecendo – neste caso, a irreversibilidade da decadência, o irrefreável fluxo do tempo. Resgata-se, deste modo, o uso do verbo como ação ontologicamente marcante, centro de significação da frase, e não do sujeito da narração, marca do relativismo moderno”, sobre a obra de Mário Cláudio, no Jornal de Letras, n.º 1170.
[3] “Nos anos 30 ditavam as regras da Casa do Douro que o Favaios só podia ser produzido baixo dos 500 metros de altitude, até que em 1952 um grupo de sócios se insurgiu e criou a Adega Cooperativa de Favaios para defender a tradição. (…). Pode falar-se da democratização da bebida que hoje chega a todos: deixou de ser só para ocasiões especiais ou para os mais velhos. ‘Encontra Favaios na noite da moda em Lisboa, no Rock in Rio, na festa da aldeia, na queima das fitas, no Yeatman em Vila Nova de Gaia, do público mais top ao mais simples, popular’ [Gina Francisco, diretora comercial]. Com um volume de vendas anuais à volta dos 22 milhões, o Favaíto é o grande favorito. Mas já há muito que a marca Favaios deixou de significar apenas moscatel. A adega produz vinhos brancos, tintos, vinho do Porto, colheitas tardias e até espumantes: o Moscatel Galego Branco Sparkling, um produto de monocasta, é uma das grandes novidades. Através de edições especiais ou premium (como o Favaios de 1980, que tem agora tem rótulo especial desenhado por Siza Vieira), as gamas de Favaios chegam a públicos cada vez mais específicos, que apreciam qualidade e design. (…). O Favaios tradicional, o Favaios de 10 anos e um Favaios de 1980 são o trio que nos apresenta para traduzir a visita em cheiros e sabores. A evolução do jovem para o mais velho nota-se numa gradação da cor para uma tonalidade cada vez mais escura e intensa. Na boca, os sabores viajam dos aromas florais e frutados no Favaios tradicional para uma textura mais espessa e aromas de especiarias, cacau e mel no Favaios 10 anos. Para terminar, a sensação de torrefação e o aroma fumado prevalecem no Moscatel de Favaios 1980. Não deve estar quente mas também não convém que se beba gelado”, no jornal I n.º 1695.

na sala de cinema

Casta e pura” (1981), real. Salvatore Samperi, c/ Laura Antonelli, Massimo Ranieri, Fernando Rey … estreou sexta-feira, 4 de março de 1983 no cinema Pat, r. Francisco Sanches, 122, tel. 82 19 33. “Antonio (Fernando Rey) é o marido de uma rica herdeira que, pouco antes da morte da mulher, antevendo o risco de ser afastado do património, convence a moribunda a pedir um voto de castidade à jovem filha, Rosa (Laura Antonelli), de modo que esta não pudesse casar-se antes da morte do pai. Vinte anos depois, Rosa é agora uma bela mulher, toda casa igreja, igreja casa, que vive no respeito do juramento feito sobre o leito de morte da mãe. Logo, porém, Rosa começa, primeiro, a ter sonhos estranhos e depois, a ter cúmplices visitas noturnas do primo Fernando (Massimo Ranieri). Extremamente perturbada por estes acontecimentos, Rosa confidencia ao seu pároco confessor (Enzo Cannavale), que quer fazer-se freira e dar todos os seus bens a obras de caridade. Mal o seu pai toma conhecimento desta ideia, para não perder o património do qual é usufrutuário, organiza um grupo de iniciação sexual para a filha. Este evento, no entanto, abre os olhos a Rosa que se torna finalmente independente.” [1]La passante du Sans-Souci” (1983), real Jacques Rouffio, c/ Romy Schneider, Michel Piccoli, Wendelin Werner … sob o título local de “O bar da última esperança” estreou quinta-feira, 3 de fevereiro de 1983 no cinema Vox, av. Fr. Miguel Contreiras, lote 879, tel. 88 08 08. “Numa audiência, Max Baumstein (Piccoli), presidente de uma respeitável organização humanitária, abate a sangue frio o embaixador do Paraguai. Julgado, explica o seu gesto: o embaixador era um ex-oficial nazi, responsável pelo assassinato da sua família.” Este é o último filme de Romy Schneider, “no genérico, uma menção, dedica-o: ‘Para David e seu pai…’ (o seu filho David e o seu ex-marido, Harry Meyen, ele próprio um antigo judeu alemão deportado).” “A rodagem do filme foi adiada porque Romy Schneider partiu uma perna. Começou em maio de 1981, mas foi interrompida algumas semanas depois. Schneider sofreu a extração de um rim e o seu filho David morreu em julho. Simone Signoret, amiga de Schneider, convenceu-a a terminar este filme após a morte do filho. As cenas remanescentes foram filmadas de outubro a dezembro.” Romy Schneider morreu a 29 de maio de 1982, no seu apartamento de Paris, vítima de um cocktail letal de álcool e comprimidos para dormir. “O intérprete da personagem Max aos 12 anos, Wendelin Werner, tornou-se um grande matemático, vencedor da medalha Fields – o equivalente ao Nobel na matemática – em 2006.” “Jean Reno aparece no final do filme, quando, depois do veredito favorável a Max Baumstein, Lina é interpelada por dois rufias: um cospe-lhe em cima, depois o outro (Jean Reno), adverte-a: ‘Você não vai levar a melhor!’. É a sua única fala.” “Le monache di Sant'Arcangelo” (1973), real. Domenico Paolella, c/ Ornella Muti, Anne Heywood … sob o título local de “As freiras de Santo Arcangelo” estreou sexta-feira, 4 de março de 1983 no cinema Roxy, av. Almirante Reis, 20, tel. 54 85 60. “‘As freiras de Santo Arcangelo’ é um filme erótico-conventual de 1973 dirigido por Domenico Paolella, com Ornella Muti de 18 anos. É inspirado no folheto ‘Cronaca del convento di Sant’Arcangelo a Bajano’ (França, 1829), atribuído a Stendhal. (…). Reino de Nápoles, 1577. Vigora a inquisição romana e a caça às bruxas, e nos processos é autorizada a tortura, enquanto o povo vive na miséria e no medo. O galhardo nobre espanhol Don Carlos (Pier Paolo Capponi) confraterniza no convento de Sant’Arcangelo di Baiano, aliviando a sua tensão erótica na abadessa Giulia di Mondragone (Anne Heywood). Uma vez que ele tem o poder, ela quer tê-lo a todo o custo do seu lado, enquanto as outras abadessas conspiram por ciúme; e fá-lo sacrificando o seu corpo em submissão ao homem, não obstante ser lésbica e ansiosa por estar apenas com a sua namorada: a irmã Chiara. Giulia di Mondragone sabe que deve satisfazer Don Carlos, mesmo quando lhe cede o objeto de desejo mais perigoso para as possíveis bisbilhotices das abadessas rivais: passar uma noite na cela da irmã Isabella (Ornella Muti). As três abadessas: Giulia di Mondragone, Carmela (Claudia Gravi) e Lavinia (Maria Cumani Quasimodo) lançam-se numa guerra sobre quem deverá chefiar o convento falecendo a aposentada madre superior, e do ciúme passam ao envenenamento, armadilhas, denúncias e falsas acusações.” [2]Fotografando Patrizia” (1984), real. Salvatore Samperi, c/ Monica Guerritore, Lorenzo Lena … com o título local de “O lado sensual de Patrícia” estreou quarta-feira, 29 de novembro de 1989 no Odéon, r. Condes, 12 a 20, tel. 32 62 83. “Emilio, de 16 anos, órfão de ambos os pais, vive sozinho em Chioggia, Veneza, com a velha e fiel governanta. Com a morte desta última, Patrizia (25 anos, irmã de Emilio) retorna a casa, vendendo a próspera casa de moda de que era proprietária. No início, o plano de Patrizia era cuidar do irmão, saudável, mas constantemente mantido longe de todo o lazer, divertimento, atividade de grupo e ao ar livre (o mantra obsessivo era ‘não ter que suar’).” “Détective” (1985), real. Jean-Luc Godard, c/ Laurent Terzieff, Aurelle Doazan, Jean-Pierre Léaud … “Na tentativa de resolver problemas de financiamento durante a rodagem de ‘Je vous salue, Marie’ (1985) – um relato moderno da Virgem Maria e da Imaculada Conceição – Jean-Luc Godard concordou realizar ‘Détective’, uma densa, mas belissimamente filmada, contemplação sobre linguagem, deslocação e (des)comunicação. O filme, dificilmente, pode ser classificado como mainstream – Godard interpretou a encomenda como ‘um filme popular’, como um que incluía pessoas famosas (ou como ele lhes chama no genérico ‘estrelas’), em vez de um filme que é imediatamente acessível. O enredo de ‘Détective’ gira em torno das ações de dois detetives de hotel, que tentam resolver um assassinato, aparentemente sem motivo, de um homem chamado ‘O Príncipe’. O filme contém também outras narrativas acerca de um mafioso envelhecido, um promotor de boxe e um casal cujo casamento está a desfazer-se.” [3]Je vous salue, Marie” (1985), real. Jean-Luc Godard, c/ Myriem Roussel, Thierry Rode … com o título local de “Eu vos saúdo, Maria” estreou quarta-feira, 9 de outubro de 1985 no cinema N’gola, r. Actor Taborda, 27-B, tel. 57 34 07. “Convém, antes do mais, explicar que cinema é este cujo nome ressoa a África: trata-se tão só do Quinteto, que, tendo sido transacionado, mudou de designação. (…). Depois do alarido causado pela passagem na Cinemateca [4], eis que todo o público o pode ver, dizer de sua justiça, sem ser de ouvido, que sabe o que a fita lá tem dentro. Se houver escândalo de consciências, espera-se que ele venha expresso em letra e argumento, para poder servir o debate e o esclarecimento: é que fartos de imprecações e exorcismos estamos nós todos. ‘Je vous salue, Marie’ é uma meditação sobre a conceção do Verbo divino em corpo de mulher, feita em cinema, isto é, feita olhar e palavra.” “Godard transpõe o relato da Natividade para o mundo moderno. José é taxista e descobre que a sua noiva, Maria, está grávida. Ele estabelece um paralelismo entre o mistério da conceção de uma criança e aquele da criação, por um artista, de um quadro. O filme incluiu cenas de nu frontal e provocou escândalo no seu lançamento, apesar das músicas de Johann Sebastian Bach e de Antonín Dvořák. João Paulo II declarou que ele ‘feria profundamente os sentimentos religiosos dos crentes’. Um punhado de católicos tradicionalistas manifestou-se em Nantes contra o filme e o seu autor. As coisas foram muito mais longe em Tours, onde a sala de cinema de arte e ensaio, Les Studios, que exibia ‘Je vous salue, Marie’, foi incendiada na noite de 25 de fevereiro de 1985. (…). ‘Je vous salue, Marie’ foi a realização mais demorada de Jean-Luc Godard, prolonga-se por seis meses. Um hipótese avançada por Antoine de Baecque para explicar esta duração invulgarmente longa seria que ela prolongava outro tanto a relação entre Myriem Roussel e o realizador. A rutura, selou uma colaboração que se tinha estreado em ‘Passion’ (1982), no qual Myriem Roussel não era mais que uma figurante, e se tinha expandido em ‘Prénom Carmen’ (1983), onde interpretava um dos papéis principais. Provavelmente afetado por esta separação, Jean-Luc Godard, um dia, recusa filmar e atira-se em pleno inverno no lago Lemano, como ameaçava fazê-lo, dirigindo-se a Maria, a personagem José no filme. ‘Je vous salue, Marie’ é complementado por ‘Le Livre de Marie’, uma curta-metragem de 26 minutos realizada pela sua ex-companheira Anne-Marie Miéville. Nela encontra-se Bruno Cremer, Aurore Clément e a jovem Rebecca Hampton. ‘Le Livre de Marie’ apresenta a vida de uma criança, Marie, perturbada pelo divórcio dos seus pais. Ela tenta consolar-se ouvindo a ‘Sinfonia da Ressurreição’ de Gustav Mahler, mas não conseguirá encontrar a paz. Aqui começa o filme de Godard, que retoma a personagem Maria, mas no momento em que encontra Jo.”
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[1] Uma mulher extremamente independente. MissAlice, 1,65 m, 47 kg, Nova Zelândia, t.c.c Miss Alice 94, MFC MissAlice_94, ItsMissAlice, MissAlice 94. Sites: {My Free Cams} {Follow Camgirls} {Twitter} {Xvideos} {Pornhub} {Tumblr} {Tumblr} {gifs} {Smutty} {Instagram}. Obra fotográfica: {fotos1} {fotos2} {fotos3}. Obra cinematográfica: {Playing in her Bed} {Pink Dildo} {Masturbating in Sneakers} {Feature Film} {Lady Rocket} {First Squirt} {My Free Cams} {Dildo and Magic Wang} {French Maid} {Black Lingerie} {White Stockings} {Cute Beanie} {Two Pink Toys} {White Sheets} {Black Chair} {Black and White Dildo} {Armchair} {Hong Kong, banda sonora: “We Are Your Friends”, p/ Justice vs Simian, “Crystalised”, p/ The XX, “You’ve Got the Love”, p/ The XX} {Taking a Shower, banda sonora: “Heartbeat”, p/ Nneka, “Time”, p/ Chase & Status ft. Delilah, “Let You Go”, p/ Chase & Status ft. Mali}.
Uma universidade conceituada, afinfada na nossa cultura de portugueses, em Portugal, publicou um paper científico provando, pela alminha de Amália Rodrigues, que o homem português não recebe lições de independência de ninguém. Pedro Arroja: “Pra já o símbolo gestual. Ó Ana, quem lhe levanta um punho serrado, não é pra lhe fazer festinhas, pois não? E agora veja a bandeira. O fundo vermelho - a cor do sangue - o significado é luta, poder, violência. E quando nós vemos lá a foice e o martelo, a foice e o martelo perdem todo o significado de instrumentos de trabalho agrícola ou industrial e ganham outro significado de instrumento de agressão. Quantas pessoas já terão morrido, quantas pessoas já terão morrido vítimas de foices e de martelos? ‘Tá lá tudo. No partido, no partido socialista, o vermelho desfaz-se em rosa, mas está lá também a mão, o punho. Ó ó Ana, eu volto a insistir, se lhe mostrarem um punho fechado não é propriamente pra lhe fazer festinhas. Finalmente o Bloco de Esquerda. O símbolo também a cruz, o símbolo também vermelho. É uma cruz humanizada, é o mais radical deles todos. Basta ver, quanto mais à esquerda, maior agressividade. Eu costumo comentar, depreciando, o que vou fazer outra vez, o que chamo as meninas do Bloco de Esquerda, no parlamento. Repare, aquelas esganiçadas, sempre contra alguém ou contra alguma coisa - perdão Ana, cof - aqui entre nós que ninguém nos ouve, eu não queria nenhuma daquelas mulheres - já tenho pensado - eu não queria nenhuma daquelas mulheres nem dada. Nem dada! Porquê? Porque eu não conseguiria com elas, com ela, uma delas, ou uma mulher assim, construir uma comunidade, uma família. Elas ‘tão sempre contra alguém ou contra alguma coisa. E lá em casa só havia dois tipos de pessoas, ou os filhos, ou o marido. O mais provável é que elas se pusessem contra o marido. Todas as noites, todos os dias. Durante o dia, no Parlamento, à noite, com o marido: ‘Porque tu é que tens a culpa, e disto, nhan nhan!’. Ó Ana com o tempo ia-me pôr fora de casa, e eu saía! E eu saía! Eu saia. E eu saia. E eu saia. E estou a imaginar o sentimento de alívio que sentiria nesse dia. Estou livre! Estou livre dela!” em Porto Canal, 10 de novembro de 2015.
[2] “Na sua fúria de masculinização, a mulher começou por nos encantar, e, estejamos certos, há de acabar por nos bater” (Júlio Dantas). A invenção mais importante da humanidade atinente à autonomia da mulher, não foi o voto, a reivindicação sindical de trabalho igual salário igual, o sistema de quotas, o ministério da Igualdade, o iRobot Roomba - foi o dildo. “O dildo pode muito bem ser a invenção mais douradora da humanidade. Só o fogo, as armas, as roupas e as contas parecem estar por cá há tanto tempo. Mesmo a agricultura é uma criança comparada com artesanato de inchaços de pedra e madeira imitando o nosso material; 13 000 anos mais nova, para ser exato. E isto só tendo em conta os que encontramos: o dildo mais antigo conhecido (um gigante de pedra de 20,32 cm encontrado na Alemanha) data de há 26 000 anos, mas não há razão para assumir que não existem outros modelos mais antigos por aí. [Custam uma pipa de massa]. Arqueólogos encontram-nos a toda a hora; é quase como se as pessoas na era pré-histórica considerassem o sexo uma coisa natural e agradável de que não tinham de se envergonhar.” Na era atual, Miley Cyrus não se envergonhou quando o corpo sedimentou de delícias de carne numa piñata de desejo… com órgãos. Apesar da antiguidade do dildo, vendiam-se nos mercados públicos na Grécia antiga, só os nossos mercados que não são parvos, impondo-o como trendy, libertaram a mulher. A libertação da mulher, a revolução sexual, surge, não com a pilula, mas com a profusão do strap-on. “Road Queen 19” (2011), Shyla: “Não é só por causa disso que estou a casar-me com ele”, Veronica: “Eu tenho um strap-on. Vou foder-te até às lágrimas”, Shyla: “Não me digas coisas dessas”, Veronica: “Por favor, não cometas esse erro. Vou mostra-te. Consigo fazê-lo tão bem ou melhor.” As atrizes: Shyla Jennings, 1,57 m, 44 kg, 81-63-83, sapatos 35, olhos verdes, cabelo castanho, nascida a 16 de junho de 1985 em Estugarda, Baden-Württemberg, Alemanha. Posição preferida: o 69. {Adult Clips} ▬ Veronica Avluv, 1,57 m, 46 kg, 86-60-86, sapatos 37, olhos castanhos, cabelos pretos, nascida a 23 de novembro de 1972, em Rowlett, Texas.
O strap-on no cinema de autor. Duas jovens produzem uma construção artística sobre o Novo Sexo, c/ Sarah Warner (Sarah Styles) e Emily Warren (Emily Sparx), talentosa, Sarah, além de atriz, é realizadora, cameraman e diretora de atores. Muito se caminhou para o melhor graças ao design. Nas dramatizações antigas, antes da obrigatoriedade de valor acrescentado nos produtos de consumo, “aquilo que toda a mulher deve ter em casa”, imitava o pénis ao pormenor, com tomates e tudo, como visto na obra documental “The Busy Lesbian Club” (1920). Nas produções cinematográficas (e sociais) recentes caem os tomates, “Strapon Delights, c/ Traci e Yvette. As atrizes: Irina Charlene, 1,70 m, 49 kg, cabelo loiro, olhos cor de avelã, nascida na Rússia, t.c.c. Traci, Irina, Sandy, Alisa, Iona, Tracie Sweety, Evginia, Jenia, Lucy. Sites: {ATK Archives} {Girls Got Cream - “Não só a Sandy apanhou uma boa e rija foda na sua doce greta, como cavalgou por cima com o toucinho dele no seu cu. Ele brocou-a tão forte que ela atingiu o clímax várias vezes. Então, Sandy implorou que ele enchesse o seu quente buraco com a sua semente enquanto ele bombeava, ele termina dentro dela para um indecente creampie. Ela dobrou-se e deixa-o jorrar da sua pássara e escorrer da sua quente racha, enquanto sentia o leite sair dela.”} {Euro Babe Index} {Porn Teen Girl} {Sapphic Erotica} {iafd}. Obra fotográfica: {fotos1} {fotos2} {fotos3} {fotos4} {fotos5} {fotos6} {fotos7} {fotos8} {fotos9} {fotos10}. Obra cinematográfica: {Iona} {Couch Cunnilingus} {“Girly Love 3” (2006)}. ▬ Kelly, 1,75 m, 50 kg, 86-61-89, sapatos 37, olhos azuis, cabelo loiro, nascida a 7 de agosto de 1985, na Rússia, t.c.c. Yvette, Gina, Greta, Helga, Karina, Kat, Kella, Kelly A, Kelly B, Kelly Lavazza, Laura L, Layla, Lena, Lisa, May, Nicole, Olenk, Olga, Olga N, Olinca, Olinga, Olya, Olya M, Olya Maklakova, Polina, Sara, Sara D, Wendy, Yvette, Yvonne. Sites: {Indexxx} {Porn Teen Girl} {Sex Video Casting} {ATK Galeria} {1By-Day} {Euro Porn Star} {Met-Art} {The Nude} {iafd} {Euro Babe Index} {Which Pornstar} {Xnostars} {Crush Fetish} {Sapphic Erotica} {18 Pussy Club - “Layla é uma adolescente peituda que pode encontrar nas escadas do seu prédio. A única coisa que quer quando a vê, é apertá-la juntinho do seu coração e sentir os seus melões e mamilos eretos e tocar-lhe o umbigo que tem um piercing. Ela é um pouco tímida quando está a posar, mas isso apenas lança fulgor na sua virgindade.”} {Naughty Mag - “Trabalho para uma companhia aérea em Moscovo, portanto tive que ir a Londres num feriado, disse Olga. É aí que descobri Naughty Neighbors e é aí que posei nua num hotel. Não quero dizer quem tirou as fotos. Traria demasiados problemas para ele e para mim. Chamá-lo-ei o meu amante de Londres. Ele mostrou-me os pontos turísticos e levou-me a excelentes restaurantes e clubes. E em cada noite, toda a noite, fizemos ótimo sexo.”}. Obra fotográfica: {fotos1} {fotos2} {fotos3}. Obra cinematográfica: {Before The Big Times} {Goin’ To Town On Their Tootsies} {Tongue On Her Twinklers} {Giving all with her anus} {Clit Sisters}.
Um senhor idoso delicia no jardim. “Alerta de governador. ‘Erros de política económica agora serão pagos com mais dor no futuro’. (…). ‘Um erro é como uma droga. Ficamos dependentes e não mudamos o caminho. Ou melhor, a mudança de caminho é imposta pelo credor, pelo mercado. No fim dizem que já não é possível financiarem mais, que é preciso mudar de rumo. E quando dizem para mudar de caminho já é demasiado tarde, é porque o desvio foi demasiado grande’, disse o governador do Banco de Portugal, [Carlos Costa], vincando que isso significa que se perde os ganhos conseguidos ao longo do caminho, ou seja é ‘um desperdício de capital, de pessoas e de processo de desenvolvimento’. ‘Voltar à tendência [de crescimento e de consolidação fiscal] é muito difícil e é muito provável que não voltemos ao caminho em que estávamos’, alertou.” Desta dor salve-nos São Milton Friedman. Da dor de coeur safa-nos uma única (mulheres trajando strap-on) das 95 posições sexuais, nas litografias “De figuris Veneris”, de Édouard-Henri Avril (1849-1928). Numa sociedade que muito trilhou na expressão da amizade sem arestas nem vértices nem cilindros, cujo limite é o céu, o “Stairway To Strap On”, aguarda-se pela comercialização dos robots sexuais, transferindo, uma vez por todas, a mulher da posição missionária para pau na obra da edificação social, na ciência, nos negócios, na arte, na política... Isabel Moreira: “A manifestação pró-PAF está muito conservadora. Fui agora mesmo agredida fisicamente ao som de gritos coletivos - morre, cabra.” Algo não relacionado: anedotas de fufas: O que diz uma vampira lésbica para outra vampira lésbica? “Encontramo-nos outra vez no mês que vem.”
Online Inspiration”, numa épica interpretação de como as três estações sexuais são felizes sem homem. As atrizes: Priscilla, (Анька Присцилла), 1,73 m, 52 kg, 80-61-94, sapatos 37 ½, olhos e cabelos castanhos, nascida Anna Zolotarenko (Анечка Золотаренко) a 19 de dezembro de 1983, Ucrânia, t.c.c. Alexandra, Anna, Anna B, Anna Gold, Anna Lacey, Anna Mia, Andy Priscilla, Anuta, Elina, Louise, Melissa, Nataly, Odessa, Priscilia, Sandra, Tanya, Zdenka Andros. Sites: {Euro Babe Index} {Indexxx} {The Nude} {Define Babe} {Tumblr} {iafd} {Hands of Hardcore} {Only Blowjob} {ATK Galleria} {Euro Pornstar} {Porn Teen Girl}. Obra fotográfica: {fotos1} {fotos2} {fotos3} {fotos4} {fotos5} {fotos6} {fotos7} {fotos8} {fotos9} {fotos10} {fotos11} Obra cinematográfica: {Nubiles} {Nubiles} {Bathing Beauties} {Sleeping Sister} {Party Preparations} {Anna Zolotarenko} {Winkers 3} {Solo1} {Solo2} {Solo3} ▬ Ida, 1,66 m, 51 kg, olhos e cabelos castanhos, t.c.c. Elvira, Irina E, Noelle. Sites: {Indexxx} [The Nude} {Met-Art} {Sapphic Erotica} {Lez Cuties} {Euro Babe Index}. Obra fotográfica: {fotos1} {fotos2} {fotos3} {fotos4} {fotos5} {fotos6} {fotos7} {fotos8} {fotos9} {fotos10} {fotos11} {fotos12}. Obra cinematográfica: {Karups} {Sofa Surprise} {Threesome Toyers} {Girl Talk}.
[3] “Há mais ou menos 30 anos, mais precisamente no dia 10 de maio de 1985, o aclamado Jean-Luc Godard teve um dia para esquecer no Festival de Cannes. Reza um artigo publicado no New York Times que o francês serviu de alvo a um atirador de tartes, que se autodenominava como George, ‘o mutilador de ícones’, ou simplesmente Georges Le Gloupier. Na realidade estávamos perante Noël Godin, o mesmo que anos antes tinha atirado uma tarte à cara de Marguerite Duras e que décadas depois ficaria ainda mais famoso por acertar em personalidades como Nicolas Sarkozy e Bill Gates. Quando questionado porque acertou em Godard, o ‘profissional’ confessou que ‘Je vous salue, Marie’ (Eu vos saúdo, Maria), na altura o último filme do cineasta, era o responsável. Apesar de detido, Godard não apresentou queixa pelo ato e chegou mesmo a intervir a favor de Godin quando os responsáveis do festival ameaçaram bani-lo. [Bernard-Henri Lévy também foi entartado nesse ano, e, como bom filósofo, gritou: Levanta-te rapidamente, ou esmago-te as trombas a golpes de tacão]. Porém, esse foi simplesmente o terceiro evento negativo do dia para Godard. Primeiro, os distribuidores italianos recusaram-se a retirar das salas ‘Eu vos saúdo, Maria’, isto depois de o cineasta o pedir insistentemente. Seguidamente, e ainda, durante a manhã, num concorrido visionamento de imprensa do seu mais recente projeto, a audiência apupou ‘Détective’ (Máfia em Paris), aumentando as críticas ao cineasta e aos seus últimos filmes. Convém recordar que foi igualmente na 38.ª edição do Festival de Cannes, em 1985, que nasceu igualmente um dos projetos mais criticados do grande nome da Nouvelle Vague, ‘King Lear’ (1987). Foi no Croisette que Godard apresentou a ideia ao produtor Menahem Golan. Este, conhecido por projetos de segunda linha como a saga ‘Gelado de Limão’, ‘O Vingador da Noite’, ‘A Noite das Facas Longas’, ‘Bolero’ e até ‘Mata Hari’, ficou entusiasmado com a ideia de trabalhar com um cineasta de renome, tendo sido mesmo assinado um contrato entre os dois nas costas de um guardanapo de papel. A sua única condição era que o argumento fosse de Norman Mailler, o qual ainda mostrou alguma resistência em trabalhar com um ego como o de Godard, acabando derradeiramente por aceitar. (Anos mais tarde, Mailler disse que tinha sido uma das piores experiências da sua vida). O resto é o que sabemos. O filme não vingou, mas ainda hoje se olha para ele com curiosidade, até porque no elenco encontramos Woody Allen, Leos Carax, Molly Ringwald, Julie Delpy, Burgess Meredith e até o próprio Godard no papel de um professor. Aliás, nem Godard foi muito simpático com o filme, tendo mesmo referido que não ‘entendia metade do que foi dito’. Estas palavras, como aponta Robert Schanckenberg no seu curioso livro ‘Secret Lives of Great Filmmakers’, vieram a fazer com que Menahem Golan afirmasse que Godard ‘tinha cuspido no prato que comeu’.”
[4] Sábado, 29 de junho de 1985. “Como prometido, Nuno Abecasis mostrou na via pública o seu desagrado pela projeção de ‘Je vous salue, Marie’, de Jean-Luc Godard. Mas, para quem tinha garantido que ia escaqueirar tudo, o protesto foi frouxo e reuniu escassos apoiantes. Meia hora de atraso na projeção do filme, três detidos e um jovem a caminho do hospital, foram o saldo da ação. Abecasis perdeu a guerra contra Godard. O anúncio tinha sido feito, bombástico, em declarações a uma agência noticiosa: ‘Se o filme vier, escavaco tudo’, disse há semanas o presidente da Câmara de Lisboa a propósito da exibição na sala da Cinemateca Nacional do filme de Jean-Luc Godard ‘Je vous salue, Marie’. No sábado à noite, dentro e fora da sala, cerca de meia centena de pessoas responderam presente à convocatória de Abecasis e tentaram boicotar a passagem da película. Em vão. (…). Meia hora de interrupção na exibição foi o que os manifestantes conseguiram, depois de terem comparecido, desde bastante cedo para comprarem os ingressos para mais uma sessão do ciclo dedicado pela Cinemateca ao realizador Jean-Luc Godard. Mal as luzes se apagaram, e começaram a aparecer as primeiras imagens de um documentário que servia de prefácio a ‘Je vous salue, Marie’, algumas vozes começaram a entoar a ‘Hossana’ [do filme ‘Ekk Deewana Tha’ = ‘There Was a Crazy Lover’ (2012), cujo uso da Palavra causou cristãos protestos], outros rezavam o terço e gritos proclamavam que ‘A Virgem é pura’, ‘O realizador é ateu’ e ‘Estão a insultar a nossa Mãe’. Os espetadores responderam com risos a esta manifestação, mas, de seguida, alguns jovens saltaram para o palco e começaram a falar em queimar o filme. A reação não se fez esperar e um coro de protestos emergiu da sala, apelidando os manifestantes de fascistas. As luzes acenderam-se e entraram guardas da PSP que foram retirando os falsos cinéfilos. Cá fora, Nuno Abecasis comandava o protesto, afirmando que ‘esta casa funciona com o dinheiro do Estado e não tem o direito de ofender o povo português’. Os ânimos iam-se exaltando, um dos manifestantes é pontapeado por um guarda da PSP e três eram detidos e encaminhados para as carrinhas da polícia. O presidente da Câmara tenta intervir, mas um polícia segura-o pelo braço e recorda-lhe que ‘isto não pertence ao seu pelouro’. Abecasis dirige-se à esquadra da Praça da Alegria para falar com o chefe, mas como este não estava, o presidente da Câmara afirmou aos jornalistas que tencionava entregar na Presidência da República o relato dos acontecimentos ali registados.” 

no aparelho de televisão

Groovie Goolies” (1970-1971), série de animação transmitida às segundas-feiras na RTP 2, às 19h30, por volta do mês de junho de 1983. “Jabberjaw” (1976-1978), (se o título em português for “Valente Tubarão”), série de animação transmitida às terças-feiras na RTP 2, às 19h30, por volta do mês de junho de 1983. “Roman Holydays” (1972), série de animação transmitida às quartas-feiras na RTP 2, às 19h30, por volta do mês de junho de 1983. “Birdman and the Galaxy Trio” (1967-1969), série de animação transmitida às quintas-feiras na RTP 2, às 19h30, por volta do mês de junho de 1983. “Top Cat” (1961-1962), série de animação transmitida às sextas-feiras na RTP 2, às 19h30, por volta do mês de junho de 1983. “Best of the West” (1981-1982), série americana transmitida de segunda a sexta na RTP 2, pelas 22h20; de terça-feira, 14 até quarta-feira, 29 de junho de 1983. “Esta paródia do velho oeste apresentava as desventuras de Sam Best (Joel Higgins), um veterano da guerra civil, que se torna xerife em Copper Creek, após ter acidentalmente afugentado um pistoleiro inábil chamado Calico Kid. A família de Sam era composta pela sua mulher, a bela sulista Elvira (Carlene Watkins) e o seu sarcástico filho, Daniel (Meeno Peluce). O elenco incluía também Leonard Frey como o vilão Parker Tillman, Tom Ewell como o copofónico médico da cidade, Jerome Kullens, e Tracey Walter como o ajudante, completamente à nora, mas de bom coração, Frog Rothchild Jr.” “Durante os últimos dias da guerra civil, Sam Best (Joel Higgins), viúvo e pai de um rapaz de 10 anos, casa-se com Elvira Devereaux, uma bela sulista que ele conheceu enquanto os seus camaradas soldados da União queimavam a plantação do pai dela. Depois da guerra os Best mudam-se para Filadélfia, mas logo depois Sam decide trocar a vida na cidade por uma mais simples de lojista no oeste. Despassarado e ingénuo, Sam instala-se em Copper Creek, Montana, uma cidade dura e desordeira dominada por Parker Tillman, o insidioso proprietário do Square Deal Saloon. Quando o destino intervém, e Sam é forçado a enfrentar um perverso pistoleiro, os cidadãos agradecidos elegem-no xerife. A série retrata as aventuras de Sam como proprietário de uma loja e xerife da cidade.” “Avenida Paulista” (1982), minissérie brasileira transmitida na RTP 1 às terças-feiras, pelas 20h30, de 2 de agosto / 11 de outubro; na semana seguinte, transita-se na avenida os sábados, pelas 22h15, de 22 de outubro / 3 de dezembro de 1983. “Avenida Paulista fala sobre ascensão social. A personagem central da trama é Alexandre Torres Xavier (António Fagundes), um bancário, de classe média, casado com Juliana (Wanda Stephânia), com quem leva uma vida aparentemente tranquila. Outras personagens importantes na história são Frederico Scorza (Walmor Chagas) e a sua amante, Paula Alencar (Dina Sfat). Scorza é um empresário inescrupuloso, dono, entre outros negócios, do banco onde Alexandre trabalha. É marido de Alice (Martha Overbeck) e pai de Anamaria (Bruna Lombardi). A trama começa quando Alexandre aproveita-se de uma falha na rede de computadores do banco e desvia uma alta quantia em dinheiro para sua conta pessoal. Descoberto o desfalque, Alexandre é chamado por Frederico Scorza e surpreende-se com a proposta que o chefe lhe faz: não o denunciará à polícia caso ele aceite ocupar um cargo de confiança no grupo Scorza. Para isso, o poderoso banqueiro informa que ele terá que deixar São Paulo, sem a mulher, e terá um ano para adquirir prestígio, notoriedade e credibilidade.” “9 to 5” (1982-1988), série americana transmitida na RTP 1 às quintas-feiras, pelas 21h15, de 20 / 27 de outubro; na semana seguinte, trabalhará às terças-feiras, pelas 21h30, de 1 de novembro de 1983 / 6 de março de 1984. “‘Das 9 às 5’ é uma comédia de situação americana baseada no filme homónimo de 1980. (…). ‘Das 9 às 5’ apresenta Rachel Dennison, a irmã mais nova de Dolly Parton, no papel de Doralee Rhodes. Rita Moreno interpretou o papel de Lily Tomlin, Violet Newstead e Valerie Curtin assumiu o papel de Jane Fonda, Judy Bernly. Na truncada terceira temporada a Judy Bernly de Curtin foi substituída por Leah Ayres como a secretária Linda Bowman. Na segunda versão da série, Sally Struthers substituiu Moreno, e Curtin regressou como Judy. Um total de 82 episódios foram filmados. A primeira temporada foi filmada em frente de uma plateia, mas mudou para a gravação sem audiência na temporada seguinte.” O filme. “Nine to Five” (1980), estreou quinta-feira, 2 de julho de 1981 no cinema Londres, av. de Roma, 7-A, tel. 80 13 13. “Judy Bernly (Jane Fonda) é forçada a procurar trabalho após o seu marido, Dick (Lawrence Pressman), ter fugido com a secretária. Judy encontra emprego na Consolidated Companies. A supervisora-chefe, Violet Newstead (Lily Tomlin), apresenta Judy à empresa e aos funcionários, incluindo o responsável pelo correio, Eddie, a alcoólica Margaret Foster (Peggy Pope), o desprezível Frank Hart Jr. (Dabney Coleman) e Roz Keith (Elizabeth Wilson), a assistente executiva de Hart. Violet conta a Judy que Hart está, supostamente, envolvido com a sua mamuda secretária, Doralee Rhodes (Dolly Parton). Hart explora e maltrata as suas subordinadas femininas com punhaladas pelas costas e comentários sexistas. Ele grita e ameaça Judy, sem piedade, no primeiro dia de trabalho, depois de uma avaria no equipamento e assedia sexualmente Doralee, espalhando boatos sobre um caso que nunca aconteceu.” “Nancy Astor” (1982), minissérie inglesa transmitida na RTP 1 aos domingos, pelas 21h00, de 23 de outubro / 18 de dezembro de 1983. “Descrita por um dos seus contemporâneos como uma mulher de ilimitada ousadia, ‘menos tímida que qualquer mulher ou qualquer homem, que alguém já conheceu’, a história da viscondessa Nancy Witcher Astor era um conto épico do pé descalço às meias de seda, romance e mágoa, e História em movimento, que estava à espera de ser contada. Em 1982, a BBC não poupou despesas nesta luxuosa série em nove partes sobre a vida e tempos de uma criança nascida Nancy Langhorne, em Danville, Virginia, a 19 de maio de 1879, que se torna na primeira mulher a ter assento na Casa dos Comuns, introduz um projeto de lei que aumentou para 18 anos a idade mínima de compra de álcool e votou contra o governo em maio de 1940 – ajudando Winston Churchill a tornar-se primeiro-ministro.“ [1] Mário Castrim: “O folhetim inglês é a biografia da primeira mulher que foi deputada. Não percebo lá muito bem o que é que nós temos a ver com isso. Transmitiria a BBC uma produção portuguesa que contasse a biografia da nossa primeira deputada? No domínio das emoções, a RTP continua abertamente hipotecada ao estrangeiro.” [2]
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[1] A primeira mulher eleita para a Casa dos Comuns foi Constance Markievicz em dezembro de 1918. “Em outubro de 1919, Markievicz foi presa em Cork Gaol por ter feito um discurso de incitamento ao motim. Na eleição geral de 1918, Markievicz foi eleita pelo círculo eleitoral de Dublin St Patrick’s, derrotando o seu adversário, William Field com 66 % dos votos, como uma dos 73 deputados do Sinn Féin. Isto fez dela a primeira mulher eleita para a Casa dos Comuns britânica. Contudo, em consonância com a política abstencionista do Sinn Féin, ela não tomou o assento na Casa dos Comuns. Markievicz estava na prisão de Holloway, quando os seus colegas se reuniram no primeiro encontro da Primeira Dáli, o parlamento da república irlandesa revolucionária. Quando o seu nome foi chamado, ela foi descrita, tal como muitos outros eleitos, como estando ‘presa pelo inimigo estrangeiro’ (fé ghlas ag Gallaibh).”
[2] Uma biografia de feitos futuros: Koni Demiko, (Кони Демико), 1,57 m, 55 kg, 86-69-91, olhos e cabelo castanhos, nascida em 10 de novembro de 1991 na Rússia, t.c.c. Kimberly, Maggie (clubseventeen.com), Lara (Лара), Amandae (gapeland.com), Nadiya (nubiles.net), Klara (younglegalporn.com), Effie (Эффи), Kimberly (Кимберли), Koni, Koni-Demiko, Amanda A (Аманда), Maggie C (Мэгги). Sites: {Indexxx} {iafg} {Club Seventeen} {The Nude} {Lucious Club} {Euro Babe Index} {Porn Teen Girl} {Nubiles} {Boopedia} {Alba Girls} {Define Babe} {vk} {Wow Girls} {Wow Girls} {SexVideos88} {Porn.es}. “Klara é uma morena bravia que leva a satisfação sexual a sério. Este borracho com as esvoaçantes madeixas castanhas abrirá as coxas bem torneadas para expor a profunda sombra rosada da sua área vaginal, com um brinquedo funcionando a suco elétrico, a sua própria humidade mantem-no aplicado nas zonas certas que irão levá-la ao orgasmo. Quando ela tem oportunidade de sexo em grupo, não haverá poupanças de ereções e seios macios para estimulá-la em formas que serão agradáveis à vista.” Obra fotográfica: {fotos1} {fotos2} {fotos3} {fotos4} {fotos5} {fotos6} {fotos7} {fotos8} {fotos9} {fotos10} {fotos11} {fotos12} {fotos13} {fotos14} {fotos15} {fotos16} {fotos17} {fotos18} {fotos19} {fotos20}. Numa ostentosa filmografia, onde há discórdia, ela traz harmonia, onde há erro, ela traz verdade, onde há dúvida ela traz fé, onde há desespero, ela traz esperança: {Klara} {Klara} {Klara} {Klara} {Klara} {Lara} {Klara & Charlotte} {Klara & Beata} {“Final Fantasy”} {Nubiles} {Nubiles} {“Double Delight”} {Sprap-On Adventure} {Tricky Masseur} {Dirty Doctor} {Anal Angels} {Ass Teen Mouth} {Beauty Angels} {Watch Me Fuck} {Club Seventeen} {“Teenage Girl Squad 7” (2011)} {“View To A Gape 2” (2011)} {“Russian Buttholes 2” (2011)} {“ID Please! 2” (2011)} {“Teenage Fantasies 3” (2011)} {“Pump That Young Ass 2” (2011)} {“Private Specials 51: Anal Russian Teens Love Creampies” (2011)} {“Little Anal Angels 2” (2011)} {Anal Teens From Russia 2” (2012)} {“Rocco's World” (2012)} {“Anal Teen Fixation 12” (2012)} {“Hairy Teenage Pussy” (2012)} {“Squit Teens From Russian 1” (2012)} “Teens Want Double 10” (2012)} {“Club Timo” (2012)} {“Teen Anal 5” (2012)} {“Teen Anal 7” (2012)} {“My Little Playthings” (2012)} {“Virgin Threesome Party 1” (2012)} {“Defile My Young Tight Ass 2” (2013} {“Drill My Ass 5” (2013)} {“Little Anal Angels 3” (2013)} {“Anal Attraction 12” (2013)} {“Teen Anal 8” (2013)} {“Really Tight Teenage Asshole 2” (2013)} {“Born To Be Anal” (2014)} {“Sweethearts Porn Tour 13” (2014)} {“Amazing Anal 2” (2015)} {“My Favorite Fuck Buddies 4” (2015)}.

na aparelhagem stereo

Keep On Running” (1990), p/ The Real Milli Vanilli. “The Real Milli Vanilli era o nome de um grupo musical que continha alguns dos cantores originais dos Milli Vanilli – Brad Howell, John Davis, Jodie Rocco, Linda Rocco e Charles Shaw. No entanto, novos cantores (Gina Mohammed e Ray Horton) foram acrescentados, assim como ‘convidados especiais’, que entraram numa ou duas faixas, incluindo Tammy T, Icy Bro e B-Sho’-Rockin’. O único álbum do grupo foi originalmente concebido para ser o segundo disco dos Milli Vanilli [1], mas as notícias sobre Rob e Fab não terem cantado no primeiro álbum e fazerem playback nas atuações ao vivo, rebentaram antes do seu lançamento. Frank Farian refez o grupo sob o nome The Real Milli Vanilli. A capa foi alterada para apresentar Brad Howell, Icy Bro, Ray Horton, Gina Mohammed e John Davis. O título do álbum também foi mudado, em vez de ‘Keep On Running’, foi chamado ‘The Moment of Truth’.
Toda a vida artística é uma eterna roda de momentos de verdade. Nas artes performativas, parte-se o corpo e diz-se: Tomai e comei, tomai e bebei esta é a minha arte. Visionariamente, nessas artes, não há idade limite de exploração do corpo, “pôr o corpinho a render” - na complexa linguagem técnica da Teoria Económica - quanto mais cedo melhor, pelo superior interesse do lucro, da acumulação de capital e da concentração da riqueza. Selena Gomez, 1,65 m, 59 kg, 86-61-91, sapatos 37 ½, olhos castanhos, cabelo castanho-escuro, nascida a 22 de julho de 1992 em Grand Prairie, Texas, desde cedo entregou o corpo à indústria do entretenimento. Incorporou Gianna na série ‘Barney & Friends’, entre 2002 / 2003, Julie, no purificador do ar respirável no mundo livre, “Walker, Texas Ranger: Trial by Fire”, em 2005 e, entre 2007 / 2012, a “bonita, preguiçosa, o hálito dela cheira a picles”, feiticeira Alex Russo na série “Wizards of Waverly Place”. Pacientemente, esperou que o corpo inflasse, para iniciar a exploração de todas as suas potencialidades, desvendando-o nos média, capas de discos, videoclipes, cinema, no dia-a-dia, na rua em geral. “A ex-namorada de Justin Bieber publicou na terça-feira, dia 8 de setembro [2015], uma imagem enigmática no Instagram que dizia ‘This is my...’, despertando a curiosidade dos fãs. Horas mais tarde, Selena revelou a fotografia com a qual irá promover o seu nome álbum ‘Revival’. A cantora de 23 anos surge totalmente nua, numa imagem a preto e branco.” [2]
Momentos de verdade nos anos 80:
Eu quero mais” (1983), p/ Wanderléa e Raul Seixas. “Wanderléa Charlup Boere Salim (Governador Valadares, 5 de junho de 1946) é uma cantora brasileira. Tornou-se famosa durante a Jovem Guarda, fazendo sucesso juntamente com seus amigos Roberto Carlos e Erasmo Carlos. Trabalhou como atriz principal no filme brasileiro ‘Juventude e Ternura’ (1968), direção de Aurélio Teixeira, bem como contracenou com Roberto e Erasmo em ‘Roberto Carlos e o Diamante Cor-de-rosa’ (1968) de Roberto Farias, entre outros filmes.” Wanderléa “iniciou a carreira em meados dos anos 1950, apresentando-se em programas infantis como o ‘Clube do Guri’, da Rádio Mayrink Veiga, e ‘Vovô Odilon’, da Rádio Tupi. Nessa época apresentou-se na TV Rio e ganhou o título de ‘A mais bela voz infantil’. A sua estreia em disco foi em 1962, com um 78 rotações pela Columbia, cantando ‘Tell Me How Long’, de Kelsey, e ‘Meu anjo da guarda’, de Rossini Pinto e Fernando Costa. No mesmo ano lançou outro disco, com as canções ‘Quero amar’, de Castro Perrete, ‘Ao nascer do sol’, de M. Rigual, C. Rigual e J. Morais. O relativo sucesso desses primeiros discos fez com que a CBS gravasse o seu primeiro LP em 1963, com o título ‘Wanderléa’, destacando-se as músicas ‘Dá-me felicidade’ e ‘Não existe o amor’. Foi ainda na CBS que conheceu Roberto Carlos, encontro-chave em sua carreira. Em 1964 lançou o LP ‘Quero você’, pela CBS, com destaque para os sucessos ‘Meu bem lollipop’, versão de ‘My Boy Lollipop’, de M. Levy e J. Roberts, ‘Exército do surf’, versão de Mongol para ‘L’esercit del surf’, de Pataccini. Em 1965, junto com Roberto Carlos e a Erasmo Carlos, passou a liderar o programa ‘Jovem Guarda’, exibido ao vivo todos os domingos na TV Record de São Paulo.” Raul Seixas: “‘Nasci baiano mesmo, na av. 7 de setembro, número 108, que é a avenida principal de Salvador. Hoje estão comendo bacalhau’ …brincaria Raul, mais tarde, referindo-se ao Restaurante Português, que funciona hoje, na casa em que nasceu.” “Raul Santos Seixas (Salvador, 28 de junho de 1945 - São Paulo, 21 de agosto de 1989) foi um cantor e compositor brasileiro, frequentemente considerado um dos pioneiros do rock brasileiro. Também foi produtor musical da CBS durante sua estadia no Rio de Janeiro, e por vezes é chamado de ‘Pai do Rock Brasileiro’ e ‘Maluco Beleza’. A sua obra musical é composta por 17 discos lançados nos seus 26 anos de carreira e seu estilo musical é tradicionalmente classificado como rock e baião, e de facto conseguiu unir ambos os géneros em músicas como ‘Let me Sing, Let me Sing’ . O seu álbum de estreia, ‘Raulzito e os Panteras’ (1968), foi produzido quando ele integrava o grupo Os Panteras, mas só ganhou notoriedade crítica e de público com as músicas de ‘Krig-ha, Bandolo!’ (1973), como ‘Ouro de Tolo’, ‘Mosca na Sopa’, ‘Metamorfose Ambulante’. Raul Seixas adquiriu um estilo musical que o creditou de ‘contestador e místico’, e isso se deve aos ideais que vindicou, como a Sociedade Alternativa apresentada em Gita (1974), influenciado por figuras como o ocultista britânico Aleister Crowley.” “Segunda-feira, 21 de agosto de 1989, nove horas da manhã. Dalva Borges da Silva, a empregada de Raul, chegou ao apartamento número 1003, do Edifício Aliança, Zona Central de São Paulo, e encontrou Raul Seixas morto na sua cama.” Raul Seixas morrera “vítima de uma paragem cardíaca: o seu alcoolismo, agravado pelo facto de ser diabético, e por não ter tomado insulina na noite anterior, causaram-lhe uma pancreatite aguda fulminante.”
Vígaro Cá, Vígaro Lá” (1981), p/ Lena d'Água & Atlântida. “Helena Maria de Jesus Águas, filha do conhecido jogador de futebol José Águas, nasceu a 16 de junho de 1956, em Lisboa. Começou a cantar apenas para amigos em festas particulares. Com 18 anos participa na peça de teatro ‘Viagem à Iris’ em que entravam também os músicos Armando Gama e Ramiro Martins (seu futuro marido). Em 1976, poucos meses depois do nascimento da sua filha Sara, entra para os Beatnicks. O grupo grava um single com os temas ‘Somos o Mar’ e ‘Jardim Terra’. Saí do grupo em 1978. Ainda nesse ano participa na gravação do disco ‘Ascensão e Queda’ dos Petrus Castrus. Em finais de 1978 participa na peça infantil ‘Ou Isto Ou Aquilo’. Zé da Ponte e Luís Pedro Fonseca fundam uma empresa especializada em trabalhos de publicidade e produção de discos. Os dois primeiros produtos da empresa foram o álbum ‘Qual É a Coisa Qual é Ela’ (com 12 adivinhas de Maria João Duarte) e um single com ‘Poemas de Duas Mulheres’ (‘O Novo Livro’, soneto de Florbela Espanca e ‘A Cantiga de Bábá’ com um poema de Cecília Meireles). Lena d´Água também grava para a Discoteca Dois Mil. Em 1980 participa no Festival da Canção com um "Olá, Cega Rega" da autoria de Paulo de Carvalho. Entra para os Salada de Frutas com quem grava o álbum ‘Sem Açúcar’ (1980) e o single ‘Robot’ (1981) que foi um enorme êxito. Em setembro de 1981, Lena d'Água é despedida do grupo e Luís Pedro Fonseca, que não tinha sido consultado dessa decisão, também sai do grupo. Uma semana depois assinaram contrato com a Valentim de Carvalho e formam uma nova banda, a ‘Atlântida’. O single "Vígaro Cá, Vígaro Lá" é lançado em novembro de 1981.” – “A Volta ao Mundo com a Lena d'Água” (2013), p/ Ciclo Preparatório. When I Look In Your Eyes” (1980), p/ The Romantics. “Os membros originais dos Romantics – Wally Palmar, Jimmy Marinos, Mike Skill e Rich Cole – tornaram-se formalmente uma banda no Dia dos Namorados, em 1977. Criados nas ruas ruins do lado leste de Detroit, foram inspirados pela invasão punk britânica e pela cena rock da sua cidade natal. Quase 30 anos depois, eles ainda são conhecidos por terem criado algum do mais influente e amado rock de todos os tempos. The Romantics abocanharam o som de Detroit caracterizado por MC5, The Stooges, Bob Seeger and the Last Heard, Mitch Ryder and the Detroit Wheels, The Rationals, SRC, The Undedogs, e infundiram-lhe sinceridade, ironia, espontaneidade e, claro, volume. Eles privilegiavam o cabelo curto, canções curtas e popularizaram os fatos vermelhos de cabedal.” I Advance Masked” (1982), p/ Andy Summers & Robert Fripp. “Vou-lhe dizer o que acho tão estranho sobre isso’, diz Andy Summers, folheando distraidamente os seus cartões de crédito. ‘Quando as pessoas, os jornalistas por exemplo, falam connosco nos Police, referem a banda como ‘eles’. Acontece ao Sting, ao Stewart e comigo próprio o tempo todo. É como se de uma forma estivessem a tentar confrontá-lo, você próprio, com isso, essa coisa, esse fenómeno, essa besta com vida própria que nós montamos até não podermos montá-la mais. Eles não conseguem olhá-lo nos olhos e enfrentar quem você é. Querem falar sobre quão maravilhosos ‘eles’ são, quão bem-sucedidos ‘eles’ são. Não é isso estranho?’ (…). A parceria guitarrística de Summers com o senhor da disciplina, Robert Fripp - que até agora rendeu o curiosamente fascinante ‘I Advance Masked’ de 1982, e mais recentemente e mais satisfatório, ‘Bewitched’ - pode ser vista, em parte, como uma reação ao ‘milagre’ dos Police. E como uma tentativa de Summers para encontrar uma identidade que existe fora dos Police, e não pode ser encontrada nos cartões de crédito na sua carteira. ‘Estou a expandir, estou num modo expansivo’, o guitarrista de 40 anos exulta, como Peter Pan faria se decidisse crescer até a meia-idade e tornar-se um artista pop. ‘Estou a desenvolver e deixando as coisas crescer, o balão está a encher. Espero que seja o suficientemente metafórico para você. Estou a testar-me em situações para ver quão confortável me sinto, quão bom ou mau sou.”
The Lady or the Tiger” (1986), p/ Toyah & Robert Fripp. “A primeira colaboração de Toyah com Robert Fripp consiste em, Toyah proporcionando duas leituras de prosa de Frank R. Stockton, sobre paisagens sonoras de Robert Fripp & The League of Crafty Guitarists.” “Após ter fundado uma escola de guitarra e colaborado com David Sylvian em ‘Gone to Earth’, Robert Fripp iria continuar ativo em 1986? A resposta não podia ser mais afirmativa, especialmente no plano pessoal. Com efeito, é nesse ano que um dos guitarristas mais inventivos do rock… se casa! Como tantos homens, Fripp tem um coração e uma mente orientados para uma alma gémea, a saber a cantora Toyah Wilcox. Esta última é conhecida na época pela carreira que levou com o seu grupo, modestamente chamado Toyah, que tocava um pop bastante rápido e especial, não exatamente o mesmo género que o art-rock / prog / new wave de Fripp. Mas que importa, a partir do momento em que se encontraram, melhor para eles e é isso. Cimentando a sua união (assim como as trompas de Falópio de Toyah. Toyah fez uma laqueação das trompas), Fripp e a mulher começam a trabalhar juntos num álbum musical. Chamado ‘The Lady or the Tiger’, ele sai em 1986, acabando por fazer desse ano um momento muito ativo da carreira do capitão Bob.” On My Own” (1986), p/ Patti LaBelle ft. Michael McDonald. “Dueto dos cantores Patti LaBelle (ex-Labelle) e Michael McDonald (ex-Doobie Brothers) foi n.º 1 na Billboard quando foi lançado como single em 1986. Foi retirado do primeiro álbum de platina de LaBelle, ‘Winner in You’ e foi escrito e produzido por Burt Bacharah e a sua ex-esposa Carole Bayer Sager. A canção foi originalmente gravada pela cantora Dionne Warwick para inclusão no seu álbum ‘Friends’. Não é claro por que não foi incluído na lista de faixas final. A canção baseava-se numa relação que chegara ao seu fim, ambas as partes seguindo caminhos separados num estado melancólico, com a opção ocasional de, um dia, se juntarem outra vez. É amiúde afirmado que os dois artistas estavam em cidades diferentes quando gravaram as suas contribuições individuais, que foram depois ‘casadas’ durante a masterização. [LaBelle filmou o vídeo em Nova Iorque e gravou a sua parte em Filadélfia. McDonald fez ambos em Los Angeles]. Isto refletiu-se no vídeo produzido para promover a canção, que mostrava LaBelle e McDonald cantando a canção, simultaneamente, em costas diferentes dos EUA.” Hot on The Heels of Love” (1979), p/ Throbbing Gristle. - Vídeo com imagens do filme “L’urlo” (1970), real. Tinto Brass, c/ Tina Aumont. “É a primeira faixa do lado B de ‘20 Jazz Funk Greats’, terceiro disco dos pioneiros da música industrial Throbbing Gristle, gravado em agosto e lançado em dezembro de 1979 pela editora da banda, Industrial. ‘20 Jazz Funk Greats’ é o primeiro álbum totalmente de estúdio, visto os discos anteriores conterem tanto gravações ao vivo como de estúdio. A produção está atribuída a Sinclair / Brooks. O álbum foi gravado num gravador de 16 pistas emprestado por Paul McCartney. A foto da capa foi tirada em Beachy Head, um promontório de giz na costa sul da Inglaterra, perto da cidade de Eastbourne, no condado de East Sussex, e um dos mais famosos pontos de suicídio. Numa entrevista de 2012, Cosey Fanni Tutti afirmou: ‘Fizemos a capa para que fosse um pastiche de algo que você encontraria num caixote de promoções da Woolworth. Tirámos a foto no mais famoso local de suicídios da Inglaterra, chamado Beachy Head. Assim, a imagem não é o que parece, não é de todo bonitinha-bonitinha, tampouco é a música, quando a compra e leva para casa. Tínhamos esta ideia em mente, que alguém, candidamente, entraria numa loja de discos, e vê-o, e pensa que estaria realmente a comprar 20 bons grandes do jazz / funk e, em seguida, ouviria em casa e simplesmente ficaria arrasado’. Na edição da Fetish Records, de 1981, um corpo masculino nu, aparentemente morto, jaz em frente da banda na capa do álbum.”
Bali Ha'i” (1982), p/ Disconnection. “A canção ‘Bali Ha’i’ apareceu pela primeira vez no musical ‘South Pacific’ em 1949 e antecipava exotica [3]. Têm sido feitas centenas de versões em dezenas de cenários. Se jogar este jogo de apanhar discos ao acaso por um dólar ou dois, ouviu-a tocada por bandas de jazz de liceus, bandas marciais de faculdades, bandas de hotel, artistas de exotica, bandas de jazz e bandas de surf. Aqui tem a versão da ‘banda da casa’ da Y Records, os Disconnection. Um dos dois tratamentos de ‘Bali Ha’i’ pelos Disconnection (o outro é um 12 polegadas) está, adivinhou, ensopado de disco. É uma boa versão: simplificado, não carregado com muitos instrumentos, fácil ao ouvido. É o lado B, ‘Aaaah’, que é a estrela aqui: outra canção elegante, mas desta vez não é disco. É uma combinação de exotica e no wave, planantes vocais femininos sobre um ritmo estilo jazz fraturado. Um pouco escorregadio, mas viciante. Alguns membros dos Disconnection, mais tarde, aparecem na banda post-punk / funk Pigbag.”Never Stop!” (1989), p/ Front 242. “A Front 242 é uma banda belga de música eletrónica que atingiu proeminência durante a década de 80. Pioneiros no estilo que chamavam Eletronic Body Music (EBM), foram uma profunda influência nos géneros musicais eletrónica e industrial. A Front 242 formou-se em 1981 em Aarschot, perto de Lovaina, Bélgica, por Daniel Bressanutti [do projeto Prothese] e Dirk Bergen, que queriam criar música e desenho gráfico usando as ferramentas eletrónicas emergentes. (…). O nome ‘frente’ deriva da ideia de uma revolta popular organizada [4]. Patrick Codenys e Jean-Luc De Meyer tinham formado, separadamente, um grupo chamado Under Viewer por volta da mesma altura, e os dois duos juntaram-se em1982.” “Toda a História da Front 242 foi manifestamente definida desde o princípio quando Daniel B. e Dirk Bergen editaram o primeiro singlePrinciples’ com o hitBody to Body’ em 1981. Em 1982, Patrick Codenys, teclados, e Jean-Luc De Meyer, voz, juntaram-se à Front 242 e publicaram o singleU-Men’, seguido pelo primeiro longa duração ‘Geography’. Este álbum já ostentava a marca fria e sintética de dance music que se tornaria a assinatura sonora da Front 242 nos anos posteriores. Em 1983 Dirk Bergen saiu e Richard 23 juntou-se à banda como animador de palco e vocalista.” 7-Teen” (1979), p/ The Regents. Existem duas versões da canção, por razões óbvias, para transmissão ao grande público, o verso “A permanent erection” é substituído por “A permanent erection”. “Você tem que se sentir, pelo menos, um pouco triste pelas bandas punk e new wave que só começaram a sentir os benefícios da ajuda de uma grande editora perto do final de 1979 [5]. Para além de alguma presença nas tabelas do melhor punk da velha guarda, nesta altura do campeonato, promover novas bandas com um som simplista e abrasivo, era uma tarefa bicuda. A maioria das bandas podres conseguia, na melhor das hipóteses, um êxito anómalo, e era depois sujeita a um lento pingar de diminuição de rendimentos. Os Regents não foram exceção a esta regra. O seu single de estreia, ‘7-Teen’, saiu-se suficientemente bem – e ainda hoje surge em coletâneas baratas de ‘Best of the Seventies’, geralmente incluída entre outros números punk / new wave – mas o single seguinte, é um dos lançamentos mais ridiculamente mal publicitados do género, apesar de, na verdade, soar um tanto melhor que o hit dos Regents. ‘See You Later’ conseguiu subir a n.º 4 das tabelas, e, aparentemente, ter-lhe-ia sido concedido uma atuação no ´Top of the Pops’, se a BBC não tivesse estado em greve nessa semana. O que teria acontecido à faixa e à carreira da banda, depois disso, sob circunstâncias mais favoráveis, é algo que só podemos imaginar.”
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[1] “Milli Vanilli foi um projeto de R&B, pop e dance music sedeado na Alemanha Ocidental, criado por Frank Fabian em Munique, em 1988. O grupo era formado com Fab Morvan e Rob Pilatus. O álbum de estreia do grupo, ‘Girl You Know It’s True’ (1989), [título nos EUA, na Europa chamou-se ‘All or Nothing’ (1988)], alcançou sucesso internacional e rendeu-lhes um Grammy para Best New Artist, em 21 de fevereiro de 1990. Os Milli Vanilli tornaram-se num dos mais populares números pop nos finais de 80 e início de 90. O seu sucesso transformou-se em infâmia quando o Grammy lhes foi retirado, após Morvan, Pilatus e o seu agente Sergio Vendero, confessarem que Morvan e Pilatus, na verdade, não cantaram as vozes principais no disco. (…). Entretanto, Morvan e Pilatus mudaram-se para Los Angeles, e assinaram pelo Joss Entertainment Group, onde gravaram o seu disco seguinte sob o nome Rob & Fab. Quase todas as canções no álbum foram escritas por Kenny Taylor e Fabrice Morvan, enquanto Morvan e Pilatus providenciam as vozes principais. Por causa de restrições financeiras, o Joss Entertainment Group só foi capaz de lançar o álbum nos EUA, o mercado mais criticante dos Milli Vanilli. Um single, ‘We Can Get It On’ (1992), foi disponibilizado para tocar na rádio pouco antes do lançamento do disco. Contudo, a falta de publicidade, má distribuição e a sua queda abrupta do cimo da sua visibilidade na cultura pop após o escândalo do playback, contribuíram para o fracasso. O álbum só vendeu cerca de 2000 cópias. A fim de restaurar carreira deles, Farian concordou produzir, em 1997, um novo disco dos Milli Vanilli com Morvan e Pilatus nas vozes principais. Tudo isto conduziu à gravação do álbum de regresso dos Milli Vanilli, ‘Back and in Attack’, em 1998. Até alguns dos cantores de estúdio originais apoiaram os artistas, numa tentativa de trazer de volta alguma da fama que foi perdida tão rapidamente. No entanto, Rob Pilatus enfrentou uma série problemas pessoais durante a produção do novo disco. Meteu-se nas drogas e no crime, cometendo uma série de assaltos e roubos e acabou condenado a três meses de cadeia e seis meses numa clinica de reabilitação de drogas na Califórnia. Farian pagou a fiança de Pilatus e pagou a reabilitação e bilhetes de avião para levá-lo de volta à Alemanha. Na véspera da tournée do novo álbum, a 2 de abril de 1998, Pilatus foi encontrado morto num quarto de hotel em Frankfurt, do que se suspeita ser overdose de álcool e medicamentos. A morte de Pilatus foi declarada acidental.”  
[2] O capitalismo na sua fase de desaceleração da produção de riqueza, na era dos PIB entre 1% e 2%, reduziu a capacidade de sustentar serviços de segurança social, obrigando a estender o prazo de validade dos trabalhadores. Por enquanto, a classe dominante vende uma trapaça: aumentar a idade da reforma, e a sua consequência óbvia: salvaguardar, através da facilitação do despedimento, que nenhum empregador seja obrigado a manter na sua empresa velhos. É simplesmente ridícula a ideia de um velho com 67 ou menos anos a arrastar-se, física e mentalmente, no local de trabalho. Esta intrujice é um truque momentâneo, datado, no futuro, não resolve o problema da segurança social, pois, na prática, o trabalhador será despedido muito antes de atingir a idade da reforma. A solução lógica será baixar a idade de entrada no mercado de trabalho. Nas artes, essa fronteira legal não existe, e as atrizes de leste são pioneiras em “pôr corpinho a render” desde cedo, porque não há gulaches grátis. Katrina, (Катерина), 1,72 m, 79-64-81, olhos castanhos, cabelo loiro, nascida na Ucrânia, t.c.c. Katerina. Sites: {The Nude} {Indexxx} {Nubiles} {Ebina Models} {Babes and Stars} {Define Babe} {Katrina 18} {Xvideos}. Obra fotográfica: {fotos1} {fotos2} {fotos3} {fotos4} {fotos5} {fotos6} {fotos7} {fotos8} {fotos9} {fotos10} {fotos11} {fotos12} {fotos13} {fotos14} {fotos15} {fotos16} {fotos17} {fotos18} {fotos19} {fotos20} {fotos21} {fotos22} {fotos23} {fotos24} {fotos25} {fotos26} {fotos27} {fotos28} {fotos29} {fotos30} {fotos31} {fotos32} {fotos33} {fotos34} {fotos35} {fotos36} {fotos37} {fotos38} {fotos39} {fotos40} {fotos41} {fotos42} {fotos43} {fotos44} {fotos45} {fotos46} {fotos47} {fotos48} {fotos49} {fotos50} {fotos51} {fotos52} {fotos53} {fotos54} {fotos55} {Katrina e Malvina} {Katrina e Malvina}. Katrina segue a escola dos grandes atores americanos. Estes descobrem um gimmick, um artifício interpretativo, pelo qual ganham o Oscar, e depois repetem-no em todos os papéis futuros. Katrina descobriu o seu gimmick que repete, qual Robert De Niro ou Meryl Streep, em toda a sua obra cinematográfica: {Beachball Fun} {Katrina redcap} {Katrina omgshoes} {Katrina toygun} {Katrina tabletop} {Katrina floorfingers} {Katrina pinkpoof} {Katrina banana} {Katrina whitesexy} {Katrina Floor} {Katrina Red Panties} {Katrina bubblebath} {Katrina lingerie} {Katrina greenpants} {Katrina kitchenfun} {Katrina whiteskirt} {Katrina and Malvina} {Katrina yogurt} {Katrina grapes}.
Aníbal Cavaco Silva é uma voz no mundo. A sua voz não é gaga. Não cai em saco roto. “Importa por isso, conseguir uma forte mobilização junto de universidades, centros tecnológicos, associações empresariais e setoriais, de forma a criar uma dinâmica de organização e cooperação que permita tirar o máximo partido desta nova oportunidade de transferência tecnológica e de modernização da nossa indústria”, bem disse Cavaco Silva em fevereiro 2014. As atrizes de leste já tinham compreendido a importância da cooperação, da associação para reduzir custos, da união para conseguir créditos bancários, do cowork para melhorar competências. Laura loves Katrina and more friends: “No início o site ia ser só eu e a Katrina, mas depois decidimos que seria mais divertido se tivéssemos mais amigas, então convidámos mais raparigas. Esta é a primeira vez que estive com raparigas, assim espero que não esperem muito de mim. Estava muito nervosa no princípio mas ainda assim foi divertido. Fazemos montes de beijos, carícias e chupadelas, bem, você sabe.” Laura Loves Katrina: “Somos as melhores amigas! Curtir na cidade, ir a discotecas e falar sobre rapazes, são algumas das coisas divertidas que gostamos de fazer. Lembro-me de quando nos conhecemos e éramos tímidas uma ao pé da outra, mas tudo isso agora acabou! Divertimo-nos à brava posando e sendo parvas, rindo e simplesmente divertindo-nos uma com a outra!” Laura Loves Emily: “A Laura também ama a Emily! Eu e a Emily somos as melhores amigas, mas temos benefícios também lol! Gostamos de brincar e beijar e acariciar! Explorar é tão divertido! Vejam-nos na brincadeira e a divertirmo-nos, quando eu e a Emily nos juntamos sentimo-nos sempre muito marotas e afogueadas! lol.” Laura Loves Violeta: “A Violeta é uma espécie de parceira no crime! Quando ela aparece é só sarilhos. Estou surpreendida que tivéssemos feito uma fotografia sequer! lol Violeta é uma das minhas grandes amigas com a qual me divirto muito! Tiramos a roupa um à outra, na galhofa e rindo o tempo todo!” Laura Loves Malvina: “Quando eu e a Malvina nos juntamos é um fartanço de divertimento! A Malvina é muito sexual e liberta isso em mim! lol Vejam-nos na pândega e a divertirmo-nos! A primeira rapariga com quem alguma vez estive foi a Malvina, e agora podem participar na nossa experiência!” Katrina Loves Malvina: “A Malvina é a nossa sensual amiga divertida com quem gostamos de sair! Levamo-la à cidade e metemo-nos em todo o tipo de encrencas! Eu, a Laura e a Malvina tornamo-nos três mosqueteiras quando estamos juntas, é muito divertido!” Laura Loves Brooke,
Laura, 1,62 m, 86-56-81, t.c.c Helen. Sites: {Indexxx} {Directory} {Site}. Entrevista: P: “Até onde chegaste na escola?” Laura: “Tenho o diploma do liceu” P: “Tinhas algumas matérias preferidas?” Laura: “Gostei mais de literatura” P: “Que atividades mais gostaste na escola?” Laura: “Estava no coro, adoro cantar” P: “Levaste nalgadas ou palmadas na escola?” Laura: “Não, sou uma boa menina, não vês?” P: “Alguma vez meteste-te em problemas na escola?” Laura: “Só uma vez tive problemas por não levar os livros para a aula” P: “Quantas línguas falas?” Laura: “Falo inglês, húngaro e russo” P: “Tens outros empregos além de modelo?” Laura: “Não de momento, estou a tentar entrar na faculdade” P: “Praticas algum desporto?” Laura: “Faço exercício, mas não acho que tenha constituição física para praticar desportos” P: “Quais são os teus hobbies?” Laura: “Gosto de cantar andar a cavalo e escrever poesia” P: “Como é que relaxas ou passas o teu tempo livre?” Laura: “Relaxo com música ou um bom livro” P: “Qual foi a tua primeira ocupação?” Laura: “Ainda não tive um trabalho” P: “Qual é o teu trabalho de sonho?” Laura: “O meu sonho é trabalhar como executiva numa grande empresa, mas ainda há muito tempo, tenho que aprender antes” P: “Qual é o teu carro de sonho?” Laura: “Acho que um Porsche Carrera seria simpático. Um vermelho” P: “Quando é que aprendeste a conduzir?” Laura: “Comecei a conduzir quando tinha 14 anos” P: “Tinhas uma alcunha quando eras nova?” Laura: “Chamavam-me Graveto” P: “Tens muitos amigos?” Laura: “Tenho poucos amigos, sou tímida, por isso não faço amigos com facilidade” P: “Tens uma cor favorita?” Laura: “A minha cor favorita é o vermelho” P: “Qual foi o último livro que leste?” Laura: “O último que li foi The Giver – O Dador de Memórias” P: “Tens um filme favorito?” Laura: “O meu filme favorito é Romeu e Julieta” P: “Que tipo de música gostas?” Laura: “Oiço música pop e gosto de ouvir música coral, apenas porque a adoro” P: “És uma rapariga de festas?” Laura: “Não vou muito a festas” P: “Qual é a tua bebida favorita?” Laura: “Não tenho muita experiencia com álcool, mas gosto mais de Smirnoff porque é tão leve” P: “Lembras-te do teu primeiro beijo?” Laura: “O meu primeiro beijo foi quando eu estava na no 6.º ano. Estávamos no parque um dia de mãos dadas, num banco, quando ele se inclinou e beijou-me na bochecha. Já tínhamos feito isto antes, e tínhamos um pequeno ritual, quando ele me beijava, eu retribuía. Assim, fui beijá-lo na bochecha, mas ela moveu a cabeça e beijei-o nos lábios. Ele, suavemente, pôs a mãos à volta da minha cintura e eu descontraí-me. Quando ele abriu a boca eu fiz o mesmo.” P: “O que é que mais gostas no teu corpo?” Laura: “Gosto da estrutura do meu corpo e dos meus olhos” P: “O que é que procuras num homem?” Laura: “Quero alguém meigo e carinhoso. Gostaria de alguém que seja afetuoso e que se preocupe comigo, alguém que me faça sorrir” P: “Como foi a tua primeira vez com um rapaz?” Laura: “Ainda sou virgem.”
[3] O filme “South Pacific” (1958), real. Joshua Logan, c/ Rossano Brazzi, Mitzi Gaynor … com o título local de “No Sul do Pacífico” estreou terça-feira, 6 de outubro de 1959 no Monumental. “Pela primeira vez em Portugal a imagem total e o som absoluto do TODD-AO, o novo processo insuperável numa obra-prima que é uma fascinação maravilhosa.” “O encanto do mundo das ilhas do mar do sul num grandioso espetáculo que é um milagre total!” “Pela 1.ª vez em Portugal o milagre do TODD-AO. Um espetáculo de grandeza total em que tudo se harmoniza.”
[4] A supremacia da economia eliminou as revoltas. Nem sempre foi assim. Elisa Ferreira: “Em 1977, quando acabei o curso de Economia, a hipótese da adesão de Portugal à então Comunidade Económica Europeia (CEE) já estava na agenda, mas os assuntos europeus ainda não constavam do curriculum académico. Tornei-me assistente na Faculdade de Economia do Porto e recebi então um convite para colaborar com a Comissão de Coordenação da Região Norte. Aí, recebi como primeira encomenda analisar o que aconteceria à região Norte se algum dia Portugal aderisse à CEE. Foi um desafio tão interessante quanto angustiante porque não tinha qualquer base por onde partir. (…). Não perdi o rumo da encomenda inicial e logo na tese de mestrado fiz os cálculos sobre os ganhos e perdas em termos de desvios e de criação de comércio decorrentes da adesão à CEE, que me deixaram muito preocupada. Quando, em grande aflição, fui comunicar ao Dr. Mário Soares, na altura primeiro-ministro, que sem os fundos estruturais de apoio às regiões mais desfavorecidas os resultados económicos da adesão seriam muito duvidosos, ele respondeu com um grande sorriso e a maior das bonomias: ‘Minha querida amiga, isto não é economia, isto é política’”, em Diário Económico n.º 6192, 12 de junho de 2015.
[5] Chorar. “Em Tóquio, o Mitsui Garden Hotel surpreendeu o universo da hotelaria ao transformar quartos tradicionais em quartos de choro. Recebem uma pessoa por noite e parece que têm tudo o que é preciso para garantir uma boa choradeira terapêutica: lençóis de caxemira, literatura melosa e depressiva e sessões de cinema – o clássico ‘Forest Gump’ e o filme romântico coreano ‘A Moment to Remember’ integram a lista de doze. Nos quartos, também há desmaquilhantes suaves e, como é de esperar, lenços macios para enxugar as lágrimas e máscaras quentes para evitar o inchaço nos olhos. Melhor seria impossível, não fosse o preço: por este caricato luxo, as japonesas pagam 75 euros por noite. Mas é preço de campanha. Depois de 31 de agosto [2015] será mais caro. Detalhe importante: os quartos de choro são só para senhoras. Num país onde as diferenças de género são ainda muito marcadas e a pressão sobre as mulheres de negócios e bem-sucedidas é enorme, o hotel preocupou-se em proporcionar-lhes um espaço para despejarem emoções sem culpa, vergonha, medo ou juízos de valor. (…). Ayumi Iwabuchi conta … ‘As mulheres japonesas estão agora tão ocupadas com o trabalho, a casa e a família que não têm tempo nem espaço para chorar. Elas precisam de um quarto de luxo para aliviarem o stress a que estão diariamente sujeitas. Quando pensei em criar o quarto de choro, pensei nas mulheres de negócios que sentem, cada vez mais, que não podem falhar”, na revista Sábado n.º 580.