Pratinho de Couratos

A espantosa vida quotidiana no Portugal moderno!

domingo, janeiro 31, 2016

Esta visita abriu muitas portas (tl;dr)

Um lugar pacífico. Cheio de boas gentes. Praia. Sol. Brisa. Comida. Arte de bem receber. Palmeiras. Alguns camelos. Esse lugar existe. Foi avistado, em 1992, pelo ministro das Finanças da segunda maioria absoluta do good people Aníbal Cavaco Silva [1], Jorge Braga de Macedo: “Tendo em conta o ambiente internacional extremamente incerto, penso que o governo, dentro da ambição das suas reformas, está a ter uma grande compreensão por parte dos cidadãos. Portugal é um oásis, é bom pensar nisso…”, em Diário de Notícias, 28 de setembro de 1992 [2]. Num repente, Paulo Portas, em editorial no jornal O Independente, alcunhou-o de “Adiantado mental”, por ter visto o tal oásis. Nessa realidade oásica trotará o próprio Paulo Portas: “Vou contar-lhe uma coisa. Na semana passada eu estava em Estremoz, a escrever um texto, estava no café Águias d’ Ouro e, a certa altura, apareceu-me um alentejano – gente de quem eu gosto muito – que me disse assim: Já viu o que é estar aqui o vice-primeiro-ministro, a escreve um discurso – eu estava de calções – de calções e ninguém o vem aqui matar? Isto só é possível em Portugal. Eu acho que as pessoas se respeitam umas às outras, o nível de crispação política, entre partidos, é que é bastante exagerado” (setembro, 2015). E corvejou o eurodeputado adiante no seu tempo Paulo Rangel: “Alguém acredita que, se os socialistas estivessem no poder, haveria um primeiro-ministro sob investigação? Eu não estou a dizer se ele é culpado ou se ele não é, haveria um primeiro-ministro sob investigação? Alguém acredita que o maior banqueiro o país, estaria sob investigação, e se o banco estaria passado por que passou, se nós estivéssemos com um governo socialista? O governo não fez nada, isto é obra do poder judicial, mas há uma coisa que é certa: o ar! democrático em Portugal hoje, é mais respirável, nós somos um país mais decente” (agosto, 2015).
Bons líderes, empresários da alcatra, um niquinho de sorte e o futuro nunca chora. Domingo, 26 de fevereiro de 1984. “Três jovens estudantes, alunos da Escola Secundária Júlio César, na Pontinha (Lisboa), encontram-se entre os felizes contemplados com um 13 no último concurso do Totobola, indo dividir entre si o bolo de 2 420 552$00. António Domingos Ferreira Andrade (autor da chave vencedora), David Miguel Marques Cotrim e António Manuel de Sá constituíram há quatro semanas uma sociedade de amigos com o objetivo de, juntando as suas economias, poderem semanalmente apostar no Totobola. A atestar a sã convivência e a prova de confiança patenteada por estes jovens está o facto de o boletim do Totobola premiado se encontrar em nome do pai de um deles, o sr. Fernando Cotrim, que, de imediato, se prontificou a contactar os progenitores dos dois outros pequenos para lhes transmitir que a verba ganha seria repartida equitativamente pelos três menores. (…). O António Andrade, que ambiciona ser piloto da Força Aérea, disse-nos que vai pôr o dinheiro ganho no Totobola a render juros no banco para mais tarde comprar uma casa, o mesmo acontecendo com o David Cotrim, que já é radioamador e que deseja cursar Eletrónica. Quanto ao António de Sá, natural de Angola, deseja ser advogado e vai aplicar parte do dinheiro ganho no Totobola na aquisição de aparelhagem sonora e num minicomputador de jogos, sendo o resto da importância gerida pelos pais que, assim, poderão providenciar um futuro melhor para os seus quatro irmãos.”
1984. Março. Sexta-feira, 2 de março. “O Diário da República publica hoje o decreto-lei do ministério das Finanças e do Plano que consagra a existência legal do Conselho Permanente de Concertação Social. De ‘caracter consultivo e composição tripartida’ – o governo, sindicatos e associações patronais – o novo organismo deverá, de acordo com a letra da lei ‘favorecer o diálogo e a concertação entre o governo e aquelas organizações, a fim de assegurar a sua participação no âmbito da política socioeconómica’. Uma das suas atribuições é pronunciar-se sobre ‘as políticas de reestruturação e de desenvolvimento socioeconómico, bem como sobre a execução das mesmas, quer através da emissão de pareceres que lhes sejam solicitados pelo governo, quer por proposta e recomendações da sua própria iniciativa’. O Conselho pode ainda propor soluções ‘conducentes ao regular funcionamento da economia, tendo em conta, designadamente, as suas incidências no domínio sociolaboral’.”
Em Itália, tomava-se a crise com realismo. Sábado, 3 de março. “O caso de um contrato recorde da vedeta da televisão italiana, Raffaella Carrà ganhou as proporções de uma questão de Estado. (…). Ao receber o presidente da televisão estatal, Sergio Zavoli, o subsecretário da Presidência do Conselho Mario D’Amato, manifestou ‘a perplexidade e a opinião contrária’ do governo. Para assegurar durante três anos a colaboração da multifacetada vedeta-cantora, apresentadora, bailarina e animadora de concursos - a RAI, notoriamente deficitária, não teve dúvidas em assinar um contrato de 6000 milhões de liras (cerca de 500 000 contos). Números difíceis de conciliar com a austeridade proclamada pelo governo e os sacrifícios pedidos aos trabalhadores. Os membros democratas-cristãos, socialista e sociais-democratas do conselho de administração da estação oficial votaram abertamente a favor de Raffaella. A aquisição da sua ‘carra’ por qualquer estação particular de televisão, consideram, seria catastrófica, ao passo que a presença da loura vedeta no plantel da RAI é de molde a render, graças à publicidade, qualquer coisa como 20 000 milhões de liras (um milhão seiscentos e quarenta mil contos).”
De volta a Portugal, tomava-se… mais caro. Domingo, 4 de março aumenta o preço do leite. “Estes são os preços fixados por portaria publicada no Diário da República de sábado, 3 de março (n.º 134/84) e dizem respeito ao preço máximo de venda a público. (…). Garrafas de um litro: especial pasteurizado … 47$00; gordo … 38$50; meio-gordo … 37$00; magro … 34$50. Garrafas de 0,5 litro: especial pasteurizado … 24$50; gordo … 21$00; meio-gordo … 19$50; magro … 18$00. Garrafas de 0,2 litro: especial pasteurizado … 12$50; gordo … 11$50; meio-gordo … 11$00; magro … 10$50.”
Sábado, 10 de março. Mário Soares jantava na casa de David Rockefeller. “Presentes, para além do próprio Rockefeller, três diretores do Chase Manhattan Bank, que negoceiam a abertura de uma delegação em Lisboa, além do presidente da ITT, Rand Araskog, e do proprietário do Continental Group, Bruce Smart, uma empresa de enlatados potencial investidora em Portugal. Neste encontro dois dados interessantes. Um, respeitante ao próprio David Rockefeller e extravasando do mero interesse económico direto: o facto de Mário Soares ter sido portador de um recado de Samora Machel reiterando o desejo de um encontro com aquele financeiro, proximamente em Maputo. O outro, passa pela ITT, e pelo empenho desta multinacional em que lhe seja adjudicada a introdução de novos sistemas tecnológicos nos CTT, entrando assim em competição com o grupo estatal francês cuja candidatura ao investimento foi recentemente apresentada pelo primeiro-ministro, Pierre Mauroy. A reunião com este grupo de empresários durou cerca de 2 horas que não terão sido totalmente ocupadas na discussão de prolemas concretos, já que na residência Rockefeller existe uma valiosa coleção de obras de arte, entre as quais algumas porcelanas portuguesas da Vista Alegre.”
Segunda-feira, 12 de março. “A grave situação económica portuguesa esteve no centro das movimentações de Mário Soares nos primeiros dias da sua estadia nos EUA. É a crise, a crise a que faz jus a forma como a bandeira nacional foi hasteada na frontaria do International Hotel; estava (e continua a estar) invertida, com o escudo de pernas para o ar como que ameaçando despenhar-se nas ruas geladas de Nova Iorque.” “Hoje Mário Soares fez uma pausa nesta ofensiva visando a entrada de dólares em Portugal. A meio da manhã partiu para Colorado Springs (base aérea de Peterson) onde visitará o comando de defesa aérea, designado por NORAD.” “Antes de partir para Colorado Springs, o primeiro-ministro teve uma conversa informal com os jornalistas, durante a qual revelou estar já marcado o dia 16 de abril para o início da viagem de David Rockefeller ao Maputo. Soares acrescentou que aquele empresário norte-americano será acompanhado por Pinto Balsemão, seu amigo pessoal e primeiro dirigente político português a ocupar-se do convite dirigido a Rockefeller.” Quarta-feira, 14 “a administração norte-americana, e pessoalmente o presidente Reagan prometeram a Mário Soares maior ‘flexibilidade’ do FMI na pressão exercida sobre Portugal. (…). A tese defendida por Soares e seus colaboradores é a de que, tendo Portugal cumprido todos os acordos estabelecidos – e até excedido os compromissos iniciais, designadamente, ao fechar o ano de 1983 com um défice de 1,7 biliões de dólares contra os 2 biliões acordados com o FMI em relação à balança de pagamentos – chegou agora a altura de abrandar a pressão, permitindo alguns investimentos públicos.” A lengalenga de Ronald Reagan foi o oficial trivial: “O primeiro-ministro Soares e eu examinámos questões económicas de importância para os dois povos. Assegurei ao primeiro-ministro que os Estados Unidos continuarão a fazer tudo que for possível para ajudar Portugal a enfrentar o desafio económico que se lhe coloca.”
Sexta-feira, 16. “Mário Soares considerou em Nova Iorque que ‘foram ultrapassadas todas as expetativas’ na sua viagem oficial aos EUA. Falando numa conferência de imprensa no termo dos quatro dias da sua visita oficial, Soares disse que ela abriu muitas portas e que Portugal ‘vai entrar nelas e explorar os caminhos do seu desenvolvimento económico’. O ministro da Indústria, Veiga Simão, que também participou no encontro com os jornalistas, sublinhou que ‘para o governo a visita foi um grande sucesso e também o foi para Mário Soares como estadista de craveira internacional’. (…). Curiosamente, recorde-se, o maior défice comercial de Portugal com outros países regista-se justamente nas suas relações com os EUA. De facto, estes são os nossos maiores fornecedores e apenas o nosso quinto cliente. Portugal importa quase três vezes mais do que exporta para os EUA e o saldo negativo nessas trocas representa cerca de um quarto do nosso défice comercial total. De acordo com elementos fornecidos pelo Instituto Nacional de Estatística, Portugal importou dos EUA, no ano de 1983, mercadorias no valor de 125,6 milhões de contos (14,10 % das nossas importações) e exportou mercadorias apenas no valor de 30,3 milhões de contos. O défice comercial de cerca de 95,3 milhões de contos representa cerca de 25 % do total do nosso défice comercial. O ano passado, e tendo como termo de comparação o ano de 1982, o défice com os norte-americanos agravou-se em 55,5 %.” “No almoço na Câmara do Comércio, Mário Soares disse aos empresários americanos que o ‘investidor que vem de fora é bem recebido’ e que Portugal representa ‘uma boa oportunidade para o sucesso do investimento’. O atual sistema de incentivo ao investimento estrangeiro está aliás em revisão ‘no sentido da sua simplificação e desburocratização’, lembrou. Para o chefe do governo português, Portugal é, contudo, ‘um país mal conhecido pelos americanos, em geral, e pelo homem de negócios, em particular’. Mesmo hoje, disse Soares, apesar de ‘consolidada a democracia, em vésperas de adesão à CEE, de sucessivas eleições darem apoio esmagador aos partidos que defendem o regime democrático e a economia de mercado, continua a persistir nos EUA a anterior imagem negativa como se nada se tivesse passado, desde os tempos em que a revolução de abril correu o risco de perversão totalitária’. No final, teve uma palavra que considerou de esperança: ‘como todos os períodos que se seguem às crises, será também este período de profunda criatividade’.”
Segunda-feira, 19. “Mário Soares disse esta manhã no aeroporto, à sua chegada dos Estados Unidos, que a sua visita abriu portas para Portugal. O primeiro-ministro salientou os problemas bilaterais discutidos com os dirigentes norte-americanos, designadamente a nível económico. Soares sublinhou que é preciso agora ‘corresponder aos interesses norte-americanos e realizar projetos de desenvolvimento que querem executar com capitais portugueses’. Falando sobre as conversações com dirigentes do FMI e do Banco Mundial, o primeiro-ministro disse que os seus altos funcionários apreciaram o esforço de recuperação económica de Portugal, que consideram notável.”
Quinta-feira, 15 de março. “O Serviço de Informações de Segurança vai ser a espinha dorsal da comunidade de informações em Portugal, a ser aprovada a proposta de lei apresentada pelo governo à Assembleia da República. De acordo com aquele texto, que será hoje objeto de uma discussão preliminar, quando for discutido o pedido de urgência para o debate da proposta governamental, irão ser criados dois serviços de informações. O Serviço de Informações de Segurança ficará dependente do primeiro-ministro e terá como missão ‘a obtenção, tratamento e difusão das informações necessárias à garantia da legalidade democrática e à segurança do Estado’. A ele caberá também ‘a elaboração das normas relativas à segurança do pessoal, do material, das instalações, das informações e das telecomunicações do Estado, bem como o estudo, o planeamento e a coordenação das medidas de segurança necessárias ao cumprimento daquelas normas, fora do âmbito da segurança militar’. A par dele será criado um Serviço de Informações Estratégicas de Defesa, dependente do ministério da Defesa e incumbido ‘da obtenção, tratamento e difusão das informações estratégicas necessárias à defesa nacional’. (…). A proposta governamental inclui ainda normas relativas ao acesso às informações e ao dever de sigilo. Assim, quem tiver acesso às informações no exercício das suas funções e as comunicar ou delas fizer uso ilegítimo, ou quem não guardar sigilo, será punido com pena de prisão até três anos (incluindo os deputados fiscalizadores). Os Serviços de Informações não podem no entanto desenvolver atividades de recolha de informações que envolvam ameaças ou ofensa aos direitos, liberdade e garantias consagradas na Constituição.”
Quarta-feira, 21 de março. “Foi ao ministro de Estado Almeida Santos que apresentou a proposta de lei governamental. (…). Com o brilho formal que já lhe é tradicional, traçou o quadro das justificações governamentais para a proposta: o governo, ‘que se vem revelando um devorador de mitos, vem aqui propor à Assembleia, a morte de mais um: o mito de que os serviços de informação são necessariamente maus, por mais genuínas que sejam as enquadrantes democráticas’. ‘Fomos vítimas, durante décadas, de um serviço de informações, frio, desumano, torcionário, assassino’. Por isso o sintoma alérgico. Mas ‘o crime violento está aí. Porque morreu Sartawi? Porquê em Lisboa, o ataque à embaixada turca? Que Bonnies e Clydes assaltam os nossos bancos com a sem cerimónia com a que se desconta um cheque aprovisionado de balas? Que face tem a droga? Não é socialmente patológico que uma tal D. Branca possa, sem aparente incómodo, ser colega de profissão do honrado professor Jacinto Nunes?’ ‘Os portugueses meditam com a ansiedade neste renitente desarme das instituições e da coletividade, traduzido na desproteção das suas vidas.’ (…). ‘Não é preciso mais que ler o Correio da Manhã para sabermos que estamos a ser devassados pelos guerreiros o crime organizado.’” [3]
Em Cuba preparava-se a saída dos cubanos de Angola. Terça-feira, 20 de março. “A ‘retirada unilateral das tropas racistas da África do Sul do território angolano’ constitui uma das condições para a retirada ‘gradual’ das tropas cubanas de Angola, decidiram segunda-feira à noite em Havana, os presidentes cubano Fidel Castro e angolano José Eduardo dos Santos”. (…). Visita ‘amigável e de trabalho’ de quarto dias do chefe de Estado angolano a Cuba. José Eduardo dos Santos deverá deixar Havana ainda hoje. Segundo o documento comum (…) o governo angolano ‘sempre forneceu informações detalhadas ao governo de Cuba acerca do curso das conversações que atualmente empreende com a África do Sul e os Estados Unidos da América’. Estas conversações, especifica o texto, têm por objetivo ‘procurar, na base dos princípios, uma solução negociada para o conflito que origina desde há alguns anos a obrigação do povo angolano de se defender dos agressores sul-africanos’. As discussões têm igualmente por fim ‘criar as condições que possam favorecer a aplicação imediata da resolução 435/78 do Conselho de Segurança da ONU e a independência da Namíbia’. O governo de Cuba presta homenagem, no comunicado, ‘ao heroísmo do povo angolano (…), que verteu demasiado sangue na conquista da sua plena independência e na ajuda internacional a outros povos irmãos’. Por seu lado, o governo de Angola exprime a Cuba ‘a sua eterna gratidão pela ajuda internacionalista concedida desde há dois decénios pelo povo cubano (…) e dá testemunho do seu mais profundo agradecimento pela generosidade, o sacrifício e o heroísmo de mais de cento e cinquenta mil cubanos e cubanas que passaram por Angola para levar a sua colaboração inestimável, tanto no plano militar como no plano civil, com vista à independência, à integridade territorial e à reconstrução nacional de Angola’.”
No Brasil preparava-se o rapto de Roberto Carlos. Terça-feira, 20 de março. “A polícia de São Paulo anunciou hoje ter frustrado, durante a noite passada, uma tentativa de rapto do famoso cançonetista brasileiro Roberto Carlos. Ladrões tinham planeado tomar de assalto a residência de Roberto Carlos e fugir com o refém no seu helicóptero privativo. Ainda segundo a polícia o bando que projetou a espetacular operação é dirigido por Manuel Marcelo Monteiro, ex-membro da Policia Militar brasileira. A quadrilha roubou, nos últimos meses, mais de meio milhão de dólares nos bairros residenciais de São Paulo. A polícia acusa Marcelo Monteiro de seis homicídios cometidos em várias cidades do Brasil, entre os quais o da sua própria mulher. O maior golpe do ex-polícia foi o assalto à moradia de um grande empresário paulista, que rendeu 375 mil dólares e dois quilos de ouro.”
Em Portugal os gatunos recorrem às novas tecnologias. Sexta-feira, 23 de março. “Para afastar locatários, a fim de permitir assaltar-lhes as residências, muitos métodos têm sido utilizados. O último conhecido é de falsos funcionários da Radiotelevisão Portuguesa que convidam pelo telefone, pessoas a assistir ao programa ‘A Festa Continua’ que Júlio Isidro promove todas as semanas no cinema Europa. Acautele-se pois com tais convites ou outros semelhantes, pois a RTP, não faz convites por telefone.” 
Terça-feira, 27 de março. “‘Fantástico’, comentou Léo Ferré, quando da sua chegada ao aeroporto uma delegação da editora Ulmeiro, lhe entregou um exemplar do livro, acabado de sair, sobre si e algumas letras das canções que ao longo do tempo tem escrito. Manifestou-se surpreendido pois não esperava tanto… era convicção sua que iria deparar com um vulgar programa de apoio aos espetáculos que se propõe fazer no nosso país (um no Porto e dois em Lisboa), nunca imaginando ser objeto de um grande livro ilustrado com excelentes fotografias. Agradavelmente surpreendidos também se manifestaram dois funcionários o aeroporto que julgavam que o aparato de jornalistas estava ali, a aguardar o desembarque de Nossa Senhora de Fátima, vinda de Roma, onde se deslocou a pedido do Papa. Em vez da virgem veem um homem, vestido de vermelho, cachecol roxo e revolta cabeleira branca, a receber as atenções que merece da imprensa portuguesa. (…). Quanto a Ives Montand, muito na berra em França neste momento em que decidiu criticar duramente os crimes dos seus companheiros de estrada, Léo Ferré tece estas considerações: ‘Esse aproveitou-se deles, comeu à sua mesa… serviu-se dos comunistas para subir e agora afirma que são nojentos. Pois eu nunca iria almoçar com o Khrushchev ao Kremlin… em 1952 ofereci-lhe a minha canção ‘Paris Canaille’ e ele recusou-a, com desdém, alegando tratar-se de coisa de gangsters’. (…). Por exemplo contra o jornal Libération deixa transparecer uma certa irritação muito subtil. ‘Em 1974 quando participei num espetáculo que revertia a favor do jornal disseram mal de mim… que eu era uma merda. (…). Já a atitude de Simone Beauvoir neste seu livro último de memórias que publicou, onde aborda a sua relação com Sartre não lhe agrada mesmo nada. ‘Dizer coisas… como Sartre a fazer chichi nas calças… não, as feministas chateiam-me.”
Domingo, 25 de março. “Num ato de desespero, resultante das várias tentativas feitas pelo seu pai para a obrigar a manter relações sexuais, Alcina Maria de Jesus Reis, de 27 anos, residente em Canidelo, Gaia, vibrou uma paulada na cabeça do seu progenitor que viria a falecer à noite no hospital de Gaia. A cena havia decorrido algumas horas antes, na residência que ambos partilhavam na rua do Viso, 180, em Canidelo. O pai, o operário têxtil Celestino Oliveira Reis, de 53 anos, vinha há muito tentando que a filha acedesse aos seus desígnios. Domingo de manhã, segundo foi afirmado pela Alcina, o operário têxtil terá dito que a matava se ela se recusasse. De tarde, aproveitando a ausência da esposa, o Celestino terá tentado, mais uma vez, demover a filha, mas desta feita munido de um pau. Foi então que, em circunstâncias mal esclarecidas, a Alcina logrou apoderar-se do pau com o qual vibrou uma pancada na cabeça do pai, que acompanhou depois numa ambulância dos bombeiros voluntários de Coimbrões ao hospital de Gaia. Mais tarde, a Alcina foi apresentar-se no posto da GNR de Canidelo onde contou o sucedido.”
Segunda-feira, 26 de março. “‘Foi preciso chegar aos 37 anos (feitos no mês passado) para conquistar o meu 2.º campeonato do mundo’, afirmou Carlos Lopes, em East Rutherford, após ter vencido brilhantemente a prova masculina dos campeonatos do mundo de corta-mato 1984 [12 km corridos em 33 min 25 s]. ‘Claro que estou particularmente feliz por ter vencido assim tão nitidamente: e no entanto tudo me pareceu mais fácil do que eu imaginava’, acrescentou o campeão. ‘Eu desconfiava dos etíopes. Mas quando vi que eles tinham dificuldades em acompanhar o andamento agarrei-me a essa oportunidade’, disse Lopes. E continuou: ‘Quis evitar uma chegada ao sprint e por isso decidi, a dois quilómetros e meio da chegada, tentar arrancar e deixar os meus três companheiros de fuga, Hutchings, Jones e Porter. Consegui o que pretendia, mas (repito) tudo saiu mais fácil do que eu pensava. Agora o meu próximo objetivo é correr a maratona olímpica de Los Angeles onde penso vir a poder realizar ma boa exibição.”
Terça-feira, 27 de março. “O ministério do Mar garantiu através de um comunicado à imprensa, que a Torre de Belém ‘será, por razões óbvias, cedida para exploração comercial de interesses privados, como nunca foi no passado’. O comunicado do ministério do Mar surge na sequência de notícias veiculadas em alguns jornais, segundo as quais a Torre de Belém poderia, em breve, ser cedida à Sociedade Portuguesa de Armas Antigas (SPAA), que aí manteria, em exposição, peças do seu espólio. Informações que, segundo o ministério, não têm ‘qualquer fundamento’.”
Quarta-feira, 28 de março. “O PSD vai propor à Assembleia da República a legalização da TV privada, para ser concedido um canal à igreja católica. Na sequência de uma decisão aprovada no Conselho Nacional do partido por iniciativa do grupo de Marcelo Rebelo de Sousa, um grupo de deputados encabeçado por Correia Afonso e Santa Rita Pires apresentou à direção do grupo parlamentar social-democrata na AR um projeto que prevê a possibilidade de a TV ser explorada por entidades privadas.
Sexta-feira, 30 de março. [4] “Enquanto um público orientado pelas suas fofas referências culturais e políticas, vibrava, espiritualmente, no Coliseu, com Léo Ferré, um outro nos antípodas assistia ao espetáculo de Nina Hagen, no pavilhão de Alvalade, recinto apinhado de corpos e bafejado de vibrações muito estranhas. Vieram das zonas betonizadas, frias e violentas, da cintura industrial cedendo à aliciante de uma hora e pouco mais de rock ao vivo – ritual oficializado por uma já lendária sacerdotisa daquilo a que se chama a era do punk (…). Ei-los a consumir uma personalidade, a exercitar a sua antropofagia de adolescentes, devorando os signos que ela emite ou talvez mais o que a máquina publicitária do show business dela criou. Em condições péssimas de som e de espaço, decorreu mais um concerto que para muitos foi quase inaudível, parte dele perdido pela impossibilidade de entrar, tal o engarrafamento junto às portas, guardadas por uma segurança firme coadjuvada por uns tantos polícias. Nesse tempo de tentativas ainda houve espancamentos e demonstrações de agressividade. Entretanto, no palco, Nina Hagen, vestida de cabedal negro, punha à prova a versatilidade da sua voz, os seus conhecimentos de canto e a espantosa máscara de ‘canalha’ de um rosto capaz de aguentar qualquer multidão. É certo que a antiga rainha dos punks europeus mudou de estilo, de pose. Está muito mais comedida, mais profissionalizada, sendo agora produtora de música para discotecas sofisticadas. A sua rebeldia foi assimilada, como aliás, acontece com quase todas as vanguardas artísticas. (…). De qualquer maneira a venda do seu último LP ‘Angstlos’ (1983), o alvo promocional desta digressão europeias que anda a fazer com o grupo que atualmente a apoia (Karl Rucher, bateria, Steve Schiff, guitarra, Richie Zito, guitarra, Phil Scannel e Arthur Barrow, teclados) sob a sábia direção de Giorgio Moroder, o homem que inventou a música disco. Nina adquiriu já o estatuto de vedeta de instituição dentro do rock (anos oitenta) como os Clash ou os Sex Pistols que homenageou cantando uma peça sua. Mas onde está a transparência de outrora? Já não é a virgem tribal: converteu-se na imagem caricatural de si mesma. Hoje, transformou-se num mito perfeitamente legível, o que permite que dele se faça uma digestão mais fácil. Numa segunda fase, no palco, alumiado por um excelente jogo de luzes, Nina Hagen surge de calções vermelhos, como o dos atletas e camisola de igual cor. À cintura, preso por um fio, descaída para o baixo-ventre, à altura do púbis, uma cabeça de cão negra com a língua de fora pendurada. Era uma espécie de falo murcho, assumido com intencionalidade, parodiando algo cuja leitura pode ser diversificada. Provavelmente como a paródia que ela fez das cançonetas europeias (tipo Solo mio) fortalecida pela supremacia da sua personalidade musical. E o que mais dizer dela? Que recusa o erotismo e que busca um kitsch crítico… mas que a grande explicação de si está na forma de cantar, esta ainda invulgar. Ela explica, talvez o que de melhor resta da música new wave, do movimento punk, e uma geração ‘sem futuro’.” 
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[1] O financista escureceu-se em clarificações. “A expressão ‘oásis’ é uma expressão, de facto, mais interessante pelo modo como é utilizada do que pela sua origem literária, embora a origem, ela própria, seja interessante. É aquele famoso poema de Fernando Pessoa, intitulado ‘Múmia’, em que diz: ‘Há um oásis no Incerto / E, como uma suspeita / De luz por não-há-frinchas / Passa uma caravana’”, Jorge Braga de Macedo, ex-ministro das Finanças (1991-1995), na TSF, cit. O Independente, 24 de outubro de 1997. “Muito Fernando Pessoa decorei em pequeno, ajudado pela voz de João Villaret repetida num gira-discos que partilhava com minha irmã. Fascinavam-nos versos como ‘andei léguas de sombra dentro em meu pensamento’, ‘tudo prestes se volve um deserto macio’, Há um oásis no Incerto / E, como uma suspeita / De luz por não-há-frinchas, / Passa uma caravana. Vem esta recordação de ‘Episódios - A Múmia’ (Portugal Futurista, nº1 1917) a propósito da relação entre economia e cultura que salientei num colóquio sobre o futuro de Portugal realizado há semanas no ‘salão árabe’ do Palácio da Bolsa, por iniciativa da Associação Comercial do Porto. Li relatos, por sinal bem-feitos, das diversas intervenções, nos quais a minha mensagem e os números atinentes eram atribuídos ao ‘ministro do oásis’. Hoje e agora, pergunta a cultura da nossa praça, que conota esta memória pessoano-ministerial? Poética, a economia aventa uma caravana de reformas estruturais. Ao agradecer o convite, eu próprio evocara o ‘espírito do Porto’ associado ao jantar do conselho Ecofin realizado na primavera de 1992 naquela mesma sala”, no jornal Público, 09-12-2002.
[2] “Posso garantir que gente assim ainda há // Gente fina, Classe A // Gente boa pra te dar valor / Gente boa que está a seu favor / Gente boa que não vai se opor ao que você mais desejar”: “Gente Boa” (2009), p/ Autoramas.
[3] A honestidade será sempre o capital do capitalismo. “O Deutsche Bank anunciou hoje [29-10-2015] que vai suprimir 9000 postos de trabalho e retirar-se de dez países no âmbito de uma profunda reestruturação a concretizar até 2020. Os países que vão deixar de contar com a presença do maior banco alemão são: Argentina, Chile, México, Perú, Uruguai, Dinamarca, Finlândia, Noruega, Malta e Nova Zelândia. Estas medidas a que se soma igualmente a suspensão do pagamento de dividendos aos acionistas durante os próximos dois anos têm como objetivo a redução de custos. O grupo quer poupar qualquer coisa como 3,8 mil milhões de euros até 2018. O Deutsche Bank enfrenta um 2015 particularmente agressivo. Só no terceiro trimestre, os prejuízos atingiram os 6000 milhões de euros, em grande medida, justificados pela depreciação de 5800 milhões no negócio da banca de investimento. No conjunto dos nove meses que já vão deste ano, o banco totaliza prejuízos de 4647 milhões de euros, que comparam como um lucro de 1250 milhões obtido no mesmo período de 2014. O Deutsche Bank apontou igualmente o objetivo de alcançar um ratio de capital Tier 1 de, pelo menos, 12,5% até final de 2018.”
[4] Também sexta-feira, 30 de março mas de 1979, Nina Hagen atuou no pavilhão de Alvalade, pelas 21h30, preço do bilhete 750$00, com direito a levar cacetada da bófia que, com o cassetete ao contrário, controlava a entrada junto das barreiras com certeiras bastonadas.  

na sala de cinema

Suzie Superstar” (1983), real. Gary Graver (como Robert McCallum), c/ Shauna Grant [1], John Leslie, Laura Lazare, Ron Jeremy, Tara Aire … com o título local “Sexo ao Vivo” estreia quinta-feira, 3 de julho de 1986 no Cinebolso. “A tragicamente curta carreira de Shauna Grant foi marcada por vários filmes lendários, principalmente ‘Suzie Superstar’, no qual interpreta uma sensual cantora de rock no topo das tabelas. O seu agente é controlador, interpretado por John Leslie, e induz uma aventura cheia de sexo, traição e amor.” “Suzie Mitchell (Shauna Grant), uma sensual vampe cantora de rock, alcançou o estatuto de superestrela, embora nunca saibamos como e porquê. O seu manager Z. W. (interpretado por John Leslie) atou-a num contrato que faz de Suzie sua propriedade financeira e sexual. Encorna-a, usa-a, afasta toda a gente da sua vida e mantém completo controlo sobre a vida dela. Ele proporciona para que Suzie e a sua banda (que inclui Jon Martin e Joey Silvera em performances contidas muito agradáveis) toquem, por uma boa maquia, numa festa privada de uma figura da mafia. Mas o caso de Z. W. com a filha do empresário, interpretada pela maravilhosa Laura Lazare, leva Suzie a encontrar uma sorrateira e engenhosa maneira de anular o contrato.” “Suzie Superstar II” (1986), real. Gary Graver (como Robert McCallum), c/ Ginger Lynn, John Leslie, Traci Lords [2], Ron Jeremy … “Esta é de facto uma sequela – uma que começa onde o filme original terminou. John Leslie, de luto pela perda da sua protégée (Shauna Grant, no original), decide que, se pôde fazê-lo uma vez, pode fazê-lo novamente. Ele encontra a sua superestrela na bela Traci Lords, perde-a como aconteceu no primeiro filme, mas fica com a sua estrela no final. O problema, vendo ‘Suzie Superstar II’, é o sentimento de déjà vu masculino. John Leslie, Ron Jeremy e Joey Silvera retomam as personagens criadas em ‘Suzie Superstar’, uma espécie de três anões, o Desprezível, o Mudo e o Solitário. Leslie arranja raparigas sem esforço, Jeremy fica com algumas sobras e, quando Silvera dedilha a sua guitarra, as raparigas querem dedilhar o seu você-sabe-o-quê. É exatamente a mesma coisa que no primeiro filme. (…). E, claro, Traci Lords exsuda o mesmo tipo de inocência, mas não sem avassaladora paixão, como nos gritos e guinchos na sua ultraerótica cena com Leslie.” “Suzie Superstar The Search Continues” (1988), real. Henri Pachard, c/ Tom Byron, Nina Hartley, Sharon Kane, Krista Lane, John Leslie, Alicia Monet … “A Suzie Superstar – primeiro Shauna Grant, depois Ginger Lynn e agora a escaldante estreante Alicia Monet… enquanto a busca continua. Sharon Kane, que não só escreve, como também canta as canções neste filme, tem um encontro viril com a dona do clube, a cabra Mrs. S, interpretada por Krista Lane, John Leslie aparece outra vez como Z. W. McCain. Vemo-lo lembrar-se de conhecer e amar a Suzie Superstar II, Ginger Lynn. Z. W. flipou e tornou-se num demente e desgastado magnata do rock sustentado pelo seu novo amigo, o promotor de rock Joe ‘Mon-Five’, que lhe traz a sensual e talentosa Alexa Parks para satisfazer as suas necessidades fisiológicas. Suzie (Alicia Monet) vê o seu marido (Tom Byron) com Nina Hartley e põe-no fora de casa e, em seguida, vinga-se ao estilo Suzie Superstar. A música continua.” “Suzie Superstar III” (1989), real. John Stagliano (como Jeff Stallion), c/ Aja, Barbara Dare, Jessica Bogart, Mandy Wine, Arcie Miller, Ron Jeremy … “Ora, qual seria o título lógico para um vídeo, no qual a atriz principal (Aja) chama-se Tara e nenhuma outra tem o nome Suzie? Suzie Superstar III, é claro. Esta trapalhada de filme fatura sobre o bom nome do clássico original e das suas boas sequelas e distribui chouriçada. A abertura rapariga / rapariga com Barbara Dare e Jessica Bogart nada tem a ver com o que se segue. Há referências a cenas que podem ou não ter sido alguma vez gravadas. O pretexto de história, simplesmente, para ficar sem resolução, e a melhor representação é feita pelo realizador Stallion, na sua usual aparição especial. Em termos de enredo: Don Fernando é dono de um clube noturno (na verdade, Gazzari’s em Hollywood), onde é realizado semanalmente um concurso de talentos. Aja quer vencer e o barman Stallion espera que ela consiga. Todo o resto da história faz pouco sentido. Nenhuma das seis cenas de sexo são mais do que negligentes, mas Aja faz uma dança / strip que salva isto do desastre total. Um desperdício de um bom título.” “Supergirls Do General Hospital” (1984), real. Henri Pachard (como Jackson St. Louis), c/ Raven, Ginger Lynn, Taija Rae, Kristara Barrington, Kelly Nichols … “A arrebatadora Raven interpreta Brenda Brinkley, a mais sexy estrela americana de cinema com um gosto pela vida no arame. O seu jeito selvagem, no final, leva-a ao General Hospital, depois de sofrer um colapso nervoso. Lá, ela acorda para se encontrar feita prisioneira no hospital enquanto médicos e enfermeiras esforçam-se para mantê-la deitada – e as suas pernas bem abertas.” “Rears” (1986), real. Henri Pachard, c/ Tracey Adams, Jerry Butler, Keisha, Britany Stryker … “Se vai parodiar uma popular série de TV num filme porno sobre um bar que realiza concursos de cuecas molhadas, é melhor desejar ter nele Tracey Adams. Felizmente, ‘Rears’ tem. Infelizmente, também tem fragmentos com mau áudio e alguma montagem desleixada. Tracey, que interpreta a empregada de mesa intelectual Michelle, carrega o peso de praticamente todo o enredo. Ela interpreta uma jovem cujos valores lentamente mudam durante uma viagem de descoberta sexual que, leva-a, no fim, a Ned, o chauvinista, ex-estrela do basebol, e dono do bar, interpretado por Eric Edwards.” Diálogo do filme: Bambi (Keisha): “Não só tenho o direito de esperar pagamento igual e tudo isso, eu tenho o direito de mostrar o meu rabiosque, se eu assim o decidir.” “Body Music” (1989), real. J. T. Monroe, c/ Keisha, Victoria Paris, Erica Boyer … “A beldade mamalhuda Keisha apresenta uma das suas performances mais arrebatadoras de sempre nesta abrasadora história de estrelato e sexualidade. Ela interpreta uma antiga criança vedeta, que quer expandir-se para papéis mais adultos – mas o estúdio nem quer ouvir falar disso! Eles querem que ela continue a fazer filmes que capitalizam a sua imagem de boa moça. A paixão de Keisha para se provar a si mesma leva-a a extremos eróticos, e no fim decide produzir ela própria o seu filme com temática adulta. Ao longo do caminho, executa algumas das cenas mais quentes de sempre, incluindo um mergulho na piscina com Peter North e uma fumegante espanadela lésbica com Erica Boyer. A sua curvilínea beleza natural atira cada cena aos píncaros e faz de ‘Body Music’ um clássico erótico.” “Body Music Part II” (1990), real. Jerry Ross, c/ Keisha, Peter North, Nina Hartley … “Demasiados cortes desconcertantes, para a frente e para trás, entre conversas telefónicas, estragam este filme e tornam o enredo rudimentar demasiado complicado. Keisha retoma o seu papel de estrela de cinema boazinha que anseia por sacudir a sua imagem de boa moça, estrelando num filme erótico porno [3]. Pessoas como Mike Horner tentam travá-la, enquanto pessoas como Eric Edwards tentam ajudá-la. Como sempre, a abundante Keisha é uma alegria para os olhos e é um verdadeiro doce para o público.” [4]Sam’s Fantasy” (1990), real. Henri Pachard, c/ Victoria Paris, Samantha Strong, Lauren Brice, Joey Silvera, Jerry Butler … “Samantha Strong deve ser uma das garotas mais bonitas nesta indústria. A sua boa aparência clássica faz dela a favorita de todos. E neste filme, Sam realiza a sua fantasia atulhando o seu traseiro de carne. Tudo o que acontece em ‘Sam’s Fantasy’ é um pôr a mesa para Jerry Butler que tem a honra do anal final. E tudo o que acontece antes disso é um delicioso aperitivo em cenas de sexo estilo linguagem porca: Victoria Paris e Butler (numa cena em cima da mesa que é particularmente atrevida); Jon Dough e Sabrina Dawn; Joey Silvera e Lauren Hall. O obrigatório, mas suculento dueto lésbico de Paris e Sabrina Dawn leva-nos ao bar do Joey onde Samantha, num vestido de noiva, capitula o seu sumarento esfíncter a Butler. O final vale a espera. Ótima fotografia, e a habitual qualidade de realização, que se espera de uma produção de Henri Pachard.” “(I Love My) ETV” (1988), real. John T. Bone, c/ Samantha Strong, Peter North, Keisha, Alexa Parks, Alicia Monet … “A VJ Delia Moore entrevista convidados e apresenta o Top 10 de vídeos porno musicais da semana.” “Você tem a batida acometida! ETV – a Erotic Television onde as melodias tórridas nunca param! A deliciosa Delia Moore é a sua veejay com os êxitos mais tesudos da terra. Os seus ouvidos (e olhos) arderão quando Alicia Monet e Keisha executarem ‘Strap On Love’. Para fãs do cabedal heavy há ‘Whipping the Altar Boy’. Mais, a crepitante Samantha Strong atinge o top em ‘Torn Between Two Scrotums’. Delia até tem uma entrevista com Alexis Parks e Mike Horner que saiu fora de controlo! Há muito mais ação… assim, não mude de canal. ETV é o programa a ver!” “Very Sexy Ballet” (1988), real. John Stagliano, c/ Porsche Lynn, John Stagliano, Twanee, Stephanie Rage, Delia Moore, Valentina … “Não pode ficar mais javardo! A solitária Val (Valentina) é uma bela bailarina na demanda do último frémito físico e orgasmo erótico. Ver Laura (Porsche Lynn), e o carismático mestre de ballet Mario (John Stagliano), a fazerem amor numa sala de exercícios deserta, enche Val de uma saudade lúbrica que nada pode extinguir! O seu namorado surfista cheio de tesão e um preparador físico martelo pneumático (Scott Irish) tentam satisfazê-la, mas falham. Mesmo um picante baile, que se transforma numa vaporosa orgia cheia de luxúria, não lhe enche as medidas. Finalmente, a sua fantasia realiza-se quando passa um serão com Mario. É um encontro erótico que cedo não esquecerá, quando este par unido pela paixão entra na dança.” “O filme chama-se ‘Very Dirty Dancing’, e o produtor John Stagliano foi processado pela Vestron Pictures que detém os direitos do filme ‘Dirty Dancing’ (1987). A Vestron não gostou que este filme usasse o nome do seu filme no título. A questão foi finalmente resolvida num acordo extra judicial.”
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[1] Shauna Grant, 1,65 m, 49 kg, 86-61-86, olhos verdes, cabelo loiro, nascida Colleen Marie Applegate a 30 de maio de 1963 em Bellflower, Califórnia, - “em 23 de março de 1984 suicidou-se em Palm Springs com uma Long Rifle calibre .22. Pouco depois das 19h00, ela deitou-se, colocou horizontalmente a arma encostada à cabeça e puxou o gatilho. O tiro atravessou a têmpora direita, saiu pela esquerda, enfiando-se na parede do quarto” -, t.c.c. Colleen Applegate, Callie Ames, Callie Aimes, Shana Grant, Jillian Ladd, Callie Aims, Collie Aims. “Em 1983, Shauna retirou-se da indústria do cinema porno, após menos de um ano, depois de ter contraído herpes e ter feito um aborto, e pouco mais de 30 filmes e vídeos, nos quais fez sexo com 37 homens. Desagradava-lhe a indústria embora tivesse consideração por Joey Silvera. Em 14 de março de 1983, ela era nominada em múltiplas categorias e apresentadora (com John Leslie) nos 8.ºs Annual Adult Film Association Awards no hotel Coconut Grove. Embora o seu desejo de trabalhar em filmes mainstream não se estivesse a realizar, ela tinha tanto prestígio na altura que o famoso realizador Francis Ford Coppola estava sentado na sua mesa.” - Documentário “Death of a Porn Queen” (1987). Alguns filmes: “Suburban Lust” (1983), c/ Shauna Grant, Cody Nicole, Craig Roberts, Leslie Winston, Inez Acker … Valley Vixens” (1983), real. Bobby Hollander, c/ Shauna Grant, Mona Page, Cody Nicole, Inez Acker, Craig Roberts, … Golden Girls: The Movie” (1983), real. Alan Vydra, c/ Rick Ardon, Rachel Ashley, Adrienne Bellaire, Shauna Grant, John Leslie … com o título local de “Sexo de Ouro” estreou segunda-feira, 25 de março de 1985 no cinema Olimpia. Summer Camp Girls” (1983), real. Gary Graver, c/ Kimberly Carson, Tara Aire, Shauna Grant … com o título local de “Beldades Selvagens em Férias” estreou segunda-feira, 24 de outubro de 1988 no cinema Olimpia. All American Girls II: In Heat” (1983), real. Bill Milling, c/ Shauna Grant, Debi Diamond, Laurie Smith, Ron Jeremy … com o título local de “Férias Escaldantes no Havai” estreou segunda-feira, 1 de janeiro de 1990 no cinema Olimpia. Shauna Grant: The Early Years” (1988), real. John Schubert, c/ Shauna Grant, Henri Pachard, Eric Edwards, Tom Byron, Ron Jeremy. Shauna Grant: Collection” (2004).
[2] Traci Lords, 1,70 m, 54 kg, 97-58-86, sapatos 36, cabelo loiro, olhos castanhos-claros, nascida Nora Louise Kuzma a 7 de maio de 1968, em Steubenville, Ohio. “Traci Lords é o seu nome artístico. Ela recebeu o primeiro nome, Traci, da sua melhor amiga e o último do ator Jack Lord da série ‘Hawaii Five-O’. Começou a fazer filmes porno aos 15 anos (mostrando um bilhete de identidade falso como prova de que tinha 20 anos).” Sobre a sua primeira vez num set porno: “Ya, foi aterrador. Estava bastante assustada. Era muito jovem, e era realmente inexperiente sexualmente.” “A sua mãe, Patricia, estava entalada numa relação degradante com o violento e alcoólico pai de Nora, Louis. Os pais acabaram divorciando-se quando Nora tinha apenas 7 anos. Ela mudou-se com a sua mãe, a irmã mais velha, Lorraine e as irmãs mais novas, Rachel e Grace, para casa da sua bisavó. (…). Quando tinha apenas 10 anos, quando cortava caminho por um atalho através de uma propriedade que tinha um grande campo relvado, foi violada por um rapaz de 14 anos por quem tinha uma paixoneta, e que ameaçou matá-la se contasse a alguém. Dois anos depois, Patricia e as suas filhas mudaram-se para Lawndale, Califórnia, para que a mamã pudesse estar com o namorado, Roger Hayes, que era passador de coca. Foi Hayes, segundo Nora, que a atraiu para o mundo do porno, e sem dúvida também fornecia o pó de marcha peruano, o qual, disse ela mais tarde, lhe dava ‘coragem’. Em setembro de 1983, Nora começou a frequentar a Redondo Union High School, perto de Redondo Beach. Ela era, não será choque para ninguém, sexualmente ativa na altura, e engravidou de um colega quando tinha 15 anos. Ela estava com medo de pedir ajuda e conselho à mãe, e então virou-se para Hayes, que tratou do aborto. Ela teve de lhe pagar e necessitava de um trabalho, então Hayes apresentou-a à sua amiga, Lynn, que precisava de uma ama, e foi através de Lynn que ela foi capaz de obter uma carta de condução falsa e, mais tarde, obteve através deles, o que se revelou ser uma certidão de nascimento roubada. Nora era agora, oficialmente, Kristie Elizabeth Nussman, e a certidão de nascimento declarava que nascera a 17 de novembro de 1962; tanto quanto se sabia ela aparentava ter 22 anos, e não meramente uma rapariga de 15 anos totalmente desenvolvida.”
A estrela porno Traci Lords é uma das mais controversas e bem conhecidas figuras da indústria porno, uma mulher cuja aparência menor de idade, por breves momentos, pôs a indústria de joelhos. Uma putéfia carnuda loira de pele rosada com pendor para a histeria vocal, Traci Lords foi uma das principais atrizes de meados dos anos 80. A figura naturalmente mamuda, boca larga, cheia de carne bonita de Traci Lords, catapultou-a para o topo do negócio dentro poucos meses após a estreia. A carreira porno de Traci Lords chegou a um fim ainda mais rápido quando ela revelou que era menor de idade durante a maior parte do seu trabalho no sexo explícito. (…). Ela fugiu de casa aos 15 anos, acabou por aterrar no sul da Califórnia quando tinha 16 anos. Armada de um B.I. falso e uma vontade de fazer o que fosse preciso para entrar no porno, Traci Lords conseguiu o seu primeiro papel hardcore em “What Gets Me Hot” de 1984.” “Lords relatou na sua autobiografia ‘Underneath It All’, de 2003, um encontro amoroso não planeado com Tom Byron na cozinha da mansão, que a equipa por perto aproveitou a oportunidade para filmar. Se isto é verdade, então seria tecnicamente a sua primeira cena de sexo, embora nunca tivesse entrado no filme. (Lords foi mais tarde acusada de ser interesseira e a veracidade de ‘Underneath It All’, subsequentemente, posta em causa). Ela tinha 16 anos na altura da rodagem, tornando-o pornografia infantil sob as leis dos EUA.” O filme foi retirado das prateleiras das lojas em 1986, assim como todos os outros anteriores aos seus 18 anos, o único, das suas obras-primas, comprável nos armazéns EUA é “Traci, I Love You” (1987), rodado em França e produzido por Traci Lords. - No filme “Kinky Business” (1984), para ressalvar o lucro, aplicaram-se as boas práticas do grande estadista Stalin, apagando o seu nome no genérico e cortando suas cenas. - No filme “Talk Dirty To Me: Part III” (1985), Traci interpretava a sereia que, na versão purificada pelas técnicas do mais influente chefe de Estado do século XX, Stalin, será substituída com inserts de Lisa De Leeuw.
A verdade das datas, no oceano encrespado do marketing, no telintar das caixas registadoras de produtores e artistas, é impossível de determinar. Em “Swedish Erotica 60” (1985), no segmento “Student Bodies”, Traci convida para a festa privada do seu 22.º aniversário e Tom Byron festeja com as tradicionais 22 palmadas, mais uma para sorte, no seu belíssimo polposo naco traseiro. - “‘New Wave Hookers’, de 1985, [sob o título local de “Fêmeas Incontroláveis” estreou segunda-feira, 3 de novembro de 1986 no Olímpia], foi um dos mais notáveis filmes porno do seu tempo, apresentando a então ‘princesa do porno’, Traci Lords, numa memorável sequência de abertura como o Diabo; mais tarde, descobriu-se que ela tinha feito o filme antes dos 18 anos, e a descoberta ajudou a tornar o negócio do filme porno mais responsável.” No ecrã, o seu cofre nunca se abriu. Afirmou o seu ex-namorado Tom Byron: “Martelei-lhe o cagueiro inúmeras vezes. Ela adorava! Todavia, não em frente da câmara – desculpem.” - No filme “The Grafenberg Spot” (1985), real. Artie Mitchell, – com o título local de “Prazeres Incontroláveis” estreado segunda-feira, 29 de agosto de 1988 no Cinebolso –, a dupla penetração, durante o tratamento de Rick Savage e Harry Rems, foi filmada com recurso a body double, Traci apenas lhes faz uma dupla mamada chupando simultaneamente os dois pirolitos. Sites: {NNDB} {iafd} {Instagram}. Obra fotográfica: {fotos1} {fotos2} {fotos3} {fotos4} {fotos5} {fotos6} {fotos7} {fotos8}. Outros ilustres filmes de pinanço: “Those Young Girls” (1984) Breaking It… A Story About Virgins” (1984)   “Sister Dearest” (1984) Educating Mandy” (1985) Just Another Pretty Face” (1985) Love Bites” (1985), sob o título local de “Sexualmente Escandalosa” estreou segunda-feira, 3 de setembro de 1990 no Olímpia Passion Pit” (1986), sob o título local de “No Parque é que é Bom” estreou segunda-feira, 9 de maio de 1988 no Cinebolso Foxy Boxing” (1986). – “No início de 1987, após passar vários meses em terapia, Lords decidiu concentrar-se na representação. Fez uma audição e foi aceite no Lee Strasberg Theater, onde passou três meses. Depois de deixar a escola, Lords colocou um anúncio no The Hollywood Reporter procurando um agente. Foi contactada por Fred Westheimer e, embora a agência recusasse representá-la, ele decidiu mandá-la a algumas audições. Como resultado, ela conseguiu um pequeno papel na série ‘Wiseguy’, no episódio ‘Date With An Angel’. Mais tarde, ela conheceu o realizador Jim Wynorski no escritório de Roger Corman em Brentwood, Califórnia. Corman estava a produzir um remake do seu filme de 1957, ‘Not of This Earth’, e eles estavam a fazer audições para o papel principal de Nadine Story. Lords ganhou o papel e ‘Not of This Earth’ (1988) tornou-se o seu primeiro filme desde que abandonou a indústria do cinema porno.”
“Ela começou a viajar para o Reino Unido no início dos anos 90, e apaixonou-se pelo techno e a música eletrónica popular nos clubes londrinos; em 1992, cantou coros em ‘Little Baby Nothing’, dos Manic Street Preachers, uma canção anticoisificação do über político álbum de estreia, ‘Generation Terrorists’.” Traci “começou a gravar as suas primeiras maquetes em 1989. Depois de cantar na comédia musical ‘Cry-Baby’ (1990), Lords assinou pela Capitol Records. (…). Foi posteriormente despedida devido a divergências entre ela e a editora e, depois de conhecer o DJ americano, Rodney Bingenheimer, foi recomendada a Jeff Jacklin, que a contratou para gravar a canção ‘Love Never Dies’ para o filme ‘Pet Sematary Two’ (1992). (…). O seu single de estreia, ‘Control’, foi lançado em 1994. Alcançou o n.º 2 na Billboard Hot Dance Club Songs e n.º 82 na UK Singles Chart. A canção também apareceu na banda sonora do filme ‘Mortal Kombat’ (1995), que foi dupla platina certificado pela Recording Industry Association of America (RIAA). O álbum de estreia, ‘1,000 Fires’ (1995) foi editado pouco depois. Apesar das boas críticas e da boa posição nas tabelas do single, ‘1000 Fires’ não alcançou sucesso comercial.”
PS: “I met her in the video store in the 'Summer of '84' / She had the body that wouldn't quit / And she know what to do with it // Traci got lucky in the world of porn / Traci got noticed and a star was born / Traci got naked, Traci got laid / Traci didn't tell them that she was underage (…) They took the movies down off the shelves / And now I just sit here and play with myself / I fell in love with a porno queen / I didn't know that she was just 15”: “Come Back Traci” p/ Sloppy Seconds ♪ “Traci Lords”, p/ Discipulos de Dionisos
[3]Será que a História se repete? A segunda vez, com mais porno?” Em 1990, a MTV proibira o vídeo “Justify My Love”, e Madonna foi ao programa “Nightline” para a entrevista de retaliação. “O locutor entoou: ‘Nudez, sugestões de bissexualidade, sadomasoquismo, parceiros múltiplos. Finalmente, a MTV decidiu que Madonna fora longe de mais.’ Eles mostraram o vídeo, precedido de um sério aviso aos pais (eram 23h30, e não havia forma de vê-lo noutra hora). Na entrevista, Forrest Sawyer, eventualmente, compreendeu que tinha sido levado. Sawyer: ‘Isto foi uma situação em que ganhava sempre. Se eles transmitissem o vídeo, você teria esse tipo de atenção. E se eles não transmitissem, você ainda ganharia algum dinheiro. Foi tudo, em certo sentido, uma espécie de golpe publicitário. Mas, no final, você vai acabar ganhando mais dinheiro ainda do que no inicio’. Madonna: ‘Ya. Então, sorte a minha’. O escarcéu sobre Miley Cyrus deixa-me completamente perplexo. Isto é um modelo de negócio, (tão artístico como qualquer outro produto comercial), e não mudou muito, apenas mais magro, com mais nudez e (até) menos feminismo. Não entendo por que isto é mais ou menos controverso que qualquer outra mulher a dançar nua. Toda a gente compreende que existe, literalmente, uma quantidade infinita de porno disponível de acesso livre a qualquer criança na América, certo? Não existe ‘proibir’ um vídeo. (‘Wrecking Ball’ aproxima-se das 250 milhões de visualizações no YouTube). [Ultrapassou os 800 milhões]. Quando ela falou com Matt Lauer, ele perguntou: ‘Estás surpreendida pelo tipo de atenção que estás a receber neste momento?’ e ela disse: ‘Não propriamente. Quero dizer, é tipo o que eu quero’.”
[4] A câmara digital revolucionou a realização de cinema, generalizando-a a todos, e a produção para a net instituiu uma nova linguagem cinematográfica. Sem cortes, filmando num único take, as atrizes expõem todas as técnicas aprendidas nas escolas superiores e institutos de cinema sem o irritante Corta! do realizador, e a mudança de toda a parafernália para filmar o novo plano, que quebrava a personagem. O ritmo da ação, conseguido aumentando cada vez mais o número de cortes na montagem, assenta agora somente na qualidade da composição interpretativa. Pegando no fio condutor da personagem, levando-o até ao fim sem distrações, melhorou, consideravelmente, as performances das novas atrizes. Lukava, 1,60 m, 45 kg, 81-58-86, sapatos 35 ½, olhos azuis, cabelo loiro, nascida a 8 de dezembro de 1989 em Moscovo, t.c.c. Lisa, Dolly, Angeline, Snajanka, Aza, Aletta, Alina, Abigail, Daniella, Valerie, Ognejka. Sites: {European Pornstars} {Euro Babe Index} {iafd} {Indexxx} {Teen Porn Girl} {awmdb} {Teenburg} {Sweet Pornstars}. “A modelo porno russa Lukava é linda e tem a capacidade de lhe tirar o folego com aquilo que faz em frente da câmara. Ela tem um corpo magro, esguio, firme, de uma adolescente, e tê-lo-á por muitos e bons anos, apesar de já ter passado o seu 21.º aniversário. É a sensual firmeza que a faz parecer jovem e excita-nos quando a vemos numa cena ardente. Lukava começou por posar para fotos nua, e diversificou para o hardcore e o porno lésbico num esforço de construir uma carreira maior. Baseado nos seus talentos em frente da câmara, não há dúvida de que será um sucesso por muito tempo.” Obra fotográfica: {fotos1} {fotos2} {fotos3} {fotos4} {fotos5} {fotos6} {fotos7} {fotos8} {fotos9} {fotos12} {fotos10} {fotos11}. Obra cinematográfica: {Snejanka Footworship} {Paul and Lukava, “Esta noite estamos no quarto com Lukava e o seu novo amante, Paul. Eles estão a explorar o corpo um do outro, mas rapidamente exploram a sexualidade um do outro e descobrem as suas posições favoritas. Lukava gosta de ficar por cima, mas adora ser fodida por trás à bruta quando se dobrou”} {Bernard and Ognejka} {Botik and Lukava} {Botik and Lukava} {Botik and Lukava} {Botik and Lukava} {Botik and Lukava} {Botik and Lukava} {Lukava} {Lukava} {Lukava} {Botik, Abigail and Lukava} {Botik and Lukava} {Botik and Lukava} {Botik and Lukava} {Ladnik and Lukava} {Lukava} {Lukava} {Teenage Wasteland 2} {“Cum In My Cunt 5-Pack” (2009)} {“Cream Pie Nymphos 5 Pack” (2009} {“Fuck My Girlfriend # 12” (2011)} {Cream Pie For The Straight Guy} {Tight Teens Stretched From Russia} {Nailin' The Babysitter #10” (2012)} {“College Nymphs 8” (2012)} {“Deflowered Teenagers” (2012} {“I Fucked My Girlfriend And Her BFF 10” (2014)}.

no aparelho de televisão

The Sweeney” (1975-1978), série inglesa transmitida na RTP 2 pelas 22h15, aos domingos, de 19 de junho / 11 de dezembro de 1983. 1.º episódio (em Portugal, na Europa civilizada, 13.º episódio da 3.ª temporada): “O inspetor Regan está de férias com a sua namorada, quando o sargento Carter o vai avisar que um homem que se evadira da prisão – Cook – jurara apanhá-lo e matá-lo.” “O nome The Sweeney é calão cockney em rima para Flying Squad: Sweeney é uma abreviação de Sweeney Todd que rima com Flying Squad. O Flying Squad é uma divisão da Metropolitan Police (a Met policia a Grande Londres, mas não a cidade de Londres, que tem polícia própria – a única força de segurança no Reino Unido a ter emblema de ‘ouro’). Lida com crime organizado grave, como assaltos a bancos e cercos armados.” “Muitas das bocas usadas por Regan e Carter (p. ex. ‘Veste as calças - estás de cana’ e ‘Somos The Sweeney, filho, e ainda não jantámos’) resultaram dos pesquisadores da série que estudavam a forma como os verdadeiros membros do Sweeney falavam quando estavam de folga nos pubs perto da New Scotland Yard.” “Em episódios ocasionais seriam feitas referências a corrupção no interior da Met Police e da Scotland Yard. De facto, no episódio final, ‘Jack Or Knave’, Regan é acusado (falsamente) de corrupção e deixa a corporação indignado com a forma como é tratado. No entanto, em 1977, no auge da popularidade da série, o comandante Kenneth Drury, ex-superintendente do Flying Squad, e vários outros detetives de alta patente da Scotland Yard, foram condenados por suborno e corrupção continuados ao longo de muitos anos e receberam penas pesadas.” “Falcon Crest” (1981-1990), soap opera americana transmitida na RTP 1 pelas 21h30, aos sábados, de 22 de outubro de 1983 / 25 de fevereiro de 1984. Mário Castrim: “Falcon Crest transporta-nos à grande extensão da Califórnia, aonde há quem regresse como o saturado Jacinto regressa a Tormes. À laia de qualquer série americana que se preze, começa logo por um crime, hediondíssimo, aliás.” - “A série revolve em torno de duas fações rivais da abastada família Gioberti / Channing na indústria do vinho californiano. Jane Wyman interpreta Angela Channing, a tirânica matriarca da adega Falcon Crest, ao lado de Robert Foxworth como Chase Gioberti, o sobrinho de Angela que regressa a Falcon Crest após a morte do seu pai. Falcon Crest posiciona-se no fictício Tuscany Valley, que era realmente Napa Valley no norte da Califórnia. A série foi filmada na adega Spring Mountain em St. Helena.” “O punho de ferro de Jane Wyman sobre a série era, dizia-se, tão implacável quanto o de Angela Channing sobre o vale. Os ex-colegas Mel Ferrer, Celeste Holm e Simon MacCorkindale afirmaram na imprensa que Wyman expulsou-os do programa. Mais conhecida, contudo, era a amarga contenda de Wyman com Lana Turner. Elas, alegadamente, odiavam-se tanto uma à outra que nunca falaram fora do set, e as cenas entre as duas personagens (Angela Channing e Jacqueline Perrault, respetivamente) eram filmadas separadamente e juntadas na montagem. Após a personagem de Turner ser morta na segunda temporada, ela falou à imprensa de como o feio comportamento de Wyman se devia ao facto de Wyman não conseguir aceitar que o seu ex-marido Ronald Reagan fosse, na época, presidente dos Estados Unidos.” “O papel de Francesca Gioberti foi inicialmente oferecido a Sophia Loren. Os produtores da série tentaram atraí-la com promessas de um guarda-roupa fantástico e uma personagem dinâmica que rivalizaria com Alexis Colby da série ‘Dinastia’ (1981), mas as negociações contratuais com Loren fracassaram e o papel foi oferecido a Gina Lollobrigida. Ironicamente, Loren foi a primeira escolha de Aaron Spelling para a personagem Alexis na ‘Dinastia’, mas foi preterida porque ela pedia muito dinheiro, assim, permitindo que o papel fosse para Joan Collins.” “Uma católica convicta, Jane Wyman rejeitou uma proposta de uma história lésbica que envolveria Jane Badler, a personagem de Meredith Baxter e a personagem de Jill Jacobson, Erin Jones. Em vez disso, as personagens de Meredith e Jacobson foram reescritas para serem irmãs.” “Dynasty” (1981-1989), soap opera americana transmitida na RTP 1 pelas 22h00, aos sábados, de 8 de março / 15 de novembro de 1986. “Com um orçamento semanal de 1,2 milhões de dólares (dez mil dos quais apenas para roupas, incluindo dez criações de Nolan Miller por episódio), ‘Dinastia’ colocava mais ênfase no estilo do que no enredo.” [1] Enredo: “A saga de uma família rica de Denver no negócio do petróleo: Blake Carrington, o patriarca; Krystle, a sua ex-secretária e esposa; os seus filhos: Adam, perdido na infância depois de um sequestro; Fallon, mimada e avariada; Steven, declaradamente gay; e Amanda, escondida dele pela ex-mulher, a maquinadora Alexis. A maior parte da série apresenta o conflito entre duas grandes corporações: a Denver Corporation de Blake e a ColbyCo de Alexis.” “Al Corley, que aceitou o controverso papel de Steven Carrington, a fim de explorar o impacto social de representar o primeiro personagem principal assumidamente homossexual numa série em horário nobre, foi-se embora quando os produtores da série cederam às reivindicações da estação para que Steven Carrington fosse curado da homossexualidade. Jack Coleman foi contratado para substituir Corley e, a fim de explicar a mudança de atores, uma trama foi escrita na qual Steven esteve numa explosão numa plataforma petrolífera que requereu extensa cirurgia plástica para corrigir os danos, resultando em ter sido dado a Steven um rosto novinho em folha, como consequência das numerosas cirurgias para reconstruir a sua cara.” “No final da década de 80, esta era a série de TV mais popular na Jugoslávia. Era transmitida todos os domingos às 21h00 e as ruas ficavam vazias.” “Os planos originais para a segunda parte da 7.ª temporada era que Blake sofreria de amnesia e apaixonar-se-ia por Alexis. Contudo, isto foi mudado porque John Forsythe usualmente vetava qualquer enredo envolvendo adultério.” Último episódio (em Portugal, nos países civilizados, último episódio da 2.ª temporada): “Alexis trata dos preparativos para o casamento com Cecil Colby. Nick sugere a Claudia que regresse à clínica para se tratar. Blake recusa-se a negociar com Rashid Ahmed e o seu irmão Farak. Este fica furioso e diz a Nick Toscani que Blake fora responsável pela morte do irmão dele. Nick procura Blake e agride-o, deixando-o inconsciente à beira de um precipício. Cecil Colby tem um ataque cardíaco no apartamento de Alexis.” “Les Mystérieuses Cités d'Or / Taiyô no ko Esteban” (1982-1983), série japonesa de animação transmitida na RTP 1 pelas 15h00, de segunda a sexta, de segunda-feira, 4 de agosto até (pelo menos) quinta-feira, 25 de setembro de 1986. “Tudo começa em Barcelona, em 1532. Com a morte do seu tutor, Esteban, um rapaz de 12 anos, descobre a verdade sobre o seu nascimento: na companhia de seu pai num barco à deriva no oceano Pacifico, ele foi salvo pelo marinheiro Mendonza e recolhido no navio de Magalhães. Imediatamente a tempestade cessou e o sol apareceu. Educado em Barcelona, o seu dom de fazer aparecer o sol valeu-lhe a alcunha de ‘Filho do Sol’. Guiado pelo medalhão que traz ao pescoço desde a nascença, Esteban embarca então para o Novo Mundo, com Mendonza e os seus dois acólitos Sancho e Pedro. Ele parte em busca de fabulosas cidades de ouro, seguindo os passos de seu pai desaparecido na tempestade. Ao longo do caminho, ele conhece Zia, uma jovem inca que possui o mesmo medalhão, e Tao, último descendente do império desaparecido de Mu, acompanhado do seu papagaio Pichu. As três crianças vão viver aventuras cheias de mistérios e descobertas no país dos incas, maias e aztecas, na época das grandes conquistas espanholas…” “Berros e Bocas” (1982), programa de entretenimento açulado ao público jovem transmitido na RTP 1 pelas 14h30, aos domingos, de 18 de julho / 10 de outubro de 1982. Mário Castrim: “A tarde de domingo esteve preenchida no melhor de três horas, por ‘Berros e Bocas’. (…). Manuela Moura Guedes e Luís Filipe de Barros não parecem ter estaleca para três horas de emissão. Três longas, monótonas, ingratas horas, género ‘farta brutos do rock’. Luís Filipe de Barros tem êxito na rádio. Mas rádio é uma coisa. Televisão é outra. A experiência de rádio enxertada na TV já foi, há anos, tentada por Nuno Martins. Não deu frutos. Outro ritmo, outros processos, outra linguagem, outra voz, até. O número cómico perdeu-se por falta de preparação, de organização. Ridículo o dueto Barros-Moura Guedes, claro que ela tinha de cantar, era fatal, ali ninguém a pode proibir. Entrevistas banais. E os passatempos? Assim: quem quisesse ia lá cantar o Roberto Carlos. Ou: transmitem quatro telediscos e os espetadores telefonaram a dizer de qual gostaram mais. Genial. Não estará ‘Bocas e Berros’ feitos com a companhia dos telefones? O mais grave, o mais piroso, o mais escandaloso viria com o pedido de matrimónio. A partir de ontem a RTP virou agência de casamentos! Quem entra por semelhantes tortuosos caminhos mostra muita leviandade, pouco sentido das responsabilidades. E em televisão, de leviandades estamos nós fartos.” [2]
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[1] Mulheres de estilo ao estilo século XXI. Anastasia Vinogradova (Виноградова Анастасия), russa, 104-76-108, olhos azuis, cabelos castanhos. Sites: {Unofficial Web Page} {vk}. Obra fotográfica: {fotos1} {fotos2} {fotos3} {fotos4} {fotos5} {fotos6} {fotos7} {fotos8} {fotos9} {fotos10} {fotos11} {fotos12} {fotos13} {fotos14}. Scarlett Morgan, 1,63 m, 58 kg, 94-61-96, sapatos 37, olhos castanhos, cabelo preto, nascida na Austrália, t.c.c. Miss Scarlett, Eden. Entrevista: “A pior sessão fotográfica foi com um verme que continuava a pressionar-me para ir mais longe do que eu me sentia à vontade e só queria fotografar mesmo entre as minhas pernas! Eu tinha 16 anos e longe de estar bem com isso, sendo bastante tímida na altura. Fingi um telefonema da minha mãe dizendo que eu tinha de ir para casa e raspei-me dali o mais depressa que pude. Sou mais assertiva nos dias de hoje.” P: “Como te manténs com esse aspeto fabuloso?” Scarlett: “Faço Pilates e ioga, como muito chili e alimentos frescos não processados. Gosto de cozinhar tudo do zero quando posso.” P: “Qual é o teu prazer oculto?” Scarlett: “Comida! Massa para ser mais exata. Poderia comê-la todo o dia todos os dias.” P: “Qual é a tua melhor forma de passar um fim de semana?” Scarlett: “Se não estou a trabalhar, então, acampar, fazer todo o terreno, natação, jardinagem. Apenas curtir.” Sites: {Vimeo} {Profile} {YouTube} {Site – Precário: servir à mesa em topless: a partir de 150 dólares / hora ∙ Servir à mesa nua: a partir de 190 dólares / hora ∙ Chef nua: a partir de 600 dólares. Eu vou à sua festa e cozinho uma refeição para até 4 convidados no meu belo fato com que vim ao mundo. Forneço a comida e limpo antes de ir embora, assim pode relaxar e deixe-me tomar conta da cozinha ∙ Jantar e um pacote show: a partir de 1000 dólares. Combina o meu pacote chef nua e um dos meus espetáculos especiais para um serão de bom gosto}. Obra fotográfica: {fotos1} {fotos2} {fotos3} {fotos4}. Obra videográfica: {Australia's Top Glamour Models} {Australia's Top Glamour Models 2014} {Nude News} {Cooking in the Raw} {Easter Egg Hunt} {Business Suit} {Swimsuit} {Nude Interview, p/ Dannii} {Railway} {Shower} {Fashion Nude} {Parisian Beauty} {Lighthouse} {Sunset Beauty} {Pandanus} {Sunbathing, c/ Celeste} {Nude Duet, c/ Caprice} {Poolside, c/ Celeste} {Ragedy Anne} {Interview Nude} {Bedroom} {Headdress} {Hundreds and Thousands} {Travel In The Raw} {Zoo Weekly} {Penthouse Pet April 2013}.
[2] A televisão será a caixa que mudou o mundo, mas outra caixa mudou muito mais mundo: a webcam. Diante da webcam constituíram-se microempresas, a namorada, a esposa, a mãe, a avó, empresárias em pseudónimo individual, respondem às solicitações dos viewers. Ao obedecer ordens, tira o soutien, lambe as mamas, tira as cuecas, enfia o dedo, dois centímetros abaixo, roda-o, as senhoras constroem a estrutura cognitiva básica para serem felizes: saber obedecer. Obedecendo ao marido, no laço do casamento e / ou ao patrão, no nó empresarial, acatarão também as ordens fiscais, sociais e políticas. Exemplos de criadoras de autoemprego: Valerie Vixen 1,57 m, olhos azuis, cabelo castanho, “uma rapariga que usa flores no cabelo para esconder os seus chifres diabólicos”. “Antes ou por volta da época que ValerieVixen começou a trabalhar na Myfreecams, ela costumava ser dançarina de strip. O seu desempenho online assemelha-se a algumas das mais genéricas rotinas de dança das strippers que normalmente se vê num clube de strip. Além disso, ela tinha afirmado que era uma menina por conta (sugar baby). Para aqueles que não sabem o que isso significa, basta procurar o termo paizinho (sugar daddy). Uma menina por conta é a pessoa que procura um velho rico que tome conta dela. É um conceito interessante de se ouvir, mas é algo que tem crescido em popularidade nos últimos tempos. Desde o regresso de ValerieVixen à Myfreecams, ela mudou a cor do cabelo, de louro para avermelhado. Pouco parece ter alterado, exceto que agora introduziu jogos no seu repertório.” Sites: {Profile} {Webcam Recordings} {Twitter}. Obra webcam: {Masturbate Sweetly} {Playing on Cam} {Valerie and AnaFoxx Make Out} {Cam Girl} {Valerie + AnaFoxx {Huge Puffy Nipples} {Takes a Shower} {Puffy Teen Dildos} {Homemade Girl}, com a reputada atriz Emma Sinclaire, 1,63 m, 54 kg, 90-59-91, sapatos 38 ½, olhos cor de avelã, cabelos castanhos, nascida a 31 de dezembro de 1992 em Dorchester, Canadá, t.c.c. Hotcheekz Claire. “Embora ela se tenha mudado para Toronto aos 7 anos de idade, Emma é uma camponesa no coração. Nascida em Dorchester, Ontário, ela era muito chegada à fazenda dos avós e estava lá todos os dias. Ela adora montar a cavalo, nadar, patinar e dançar, e no verão encontram-na a acampar nas florestas canadianas. Ela não joga jogos de computador e adora música clássica. O seu coração pertence à sua filha que nasceu no outono de 2011. Livro favorito: ‘Moll Flanders’. Comida favorita: Spätzle alemão.” Obra fotográfica: {fotos1} {fotos2} {fotos3} {fotos4} {fotos5} {fotos6} {fotos, c/ Katerina Hartlova}. Obra cinematográfica: {Milky} {Exhibition of the Milky Breast} {Milking Big Tits, c/ Milena Velba} {Puts Dildo in her Ass and Answers the Door for the Pizza Guy Naked}, obra-prima da respeitada atriz Holly Hanna, 1,52 m, 45 kg, 81-61-81, sapatos 36, olhos azuis, cabelo loiro, nascida em Austin, Texas, a 30 de novembro de 1990, t.c.c. Hollyhanna. “Sou sempre Holly, a estrela porno. Sou selvagem em frente da câmara ou fora dela. Sou a rapariga que limpa a casa – nua, claro – antes de limpar a pichota. Assusto sempre os homens. E adoro anal.” Entrevista: P: “Fizeste anal muito cedo. Por que não progredir de brinquedos, rapariga / rapariga, etc.?” Holly: “Fiz algo disso enquanto fazia webcam em Austin, mas gosto de coisas porcas. Não é divertido a primeira vez que se faz anal. São precisos anos e anos e anos. Mas eu gosto.” P: “Tens esse sotaque do Texas e tens cara de santa. Será que surpreende as pessoas quando elas veem o que fazes?” Holly: “Sim. Eu pareço toda inocente e girinha, um metro e cinquenta e dois de altura. Gosto de ser esfuracada na rata, em seguida, esfuracada no cu. Os homens passam-se às vezes. Um tipo a quem engoli o caralho e ele simplesmente esporrou-se na minha boca. Não conseguiu aguentar.” P: “Apesar de claramente conseguires lidar com qualquer coisa no ecrã, há alguma coisa que tivesses aprendido nesta profissão que não estivesses à espera?” Holly: “Ohhh sim. Raparigas esguichando na minha boca? Isso foi esquisito. E prolapso? Quando o teu…” P: “Reto?” Holly: “Sai para fora. Sim. Fiquei passada.” Obra fotográfica: {fotos1} {fotos2} {fotos, c/ Mercedes Lynn + Shae Snow}. Obra webcam: {Play with Dildo} {Ass Fuck with Dildo}. - Holly tem uma canção de homenagem: {“Holly Hanna”, p/ Mash Land Monster} {Busty Nerdy} {Hot Nerd Gets a Good Fucking} {Masturbate Outside} {Sexy Nerd Gives Nice Blowjob} {Undresses and Rubs Muff} {Riding Dick}, com a apreciada atriz Amber Hahn, 1,70 m, 53 kg, 81-64-81, sapatos 38 ½, olhos e cabelos castanhos, nascida a 14 de março de 1991 no Arizona, t.c.c. Just Amber. “Com tetas tamanho 81 e uma boca porca como um marinheiro, você rapidamente vai descobrir que sou a nova vizinha puta no prédio. Tenho a certeza que encontrará alguma coisa de que goste dentro de mim. Verá que gosto de mostrar a minha bonita rata e adoro tirar fotos para os meus homens. Notará também que estou a transformar-me numa rapariga muito travessa nestes dias…” Sites: {Twistys} {Amber Hahn Tube Videos and Pictures} {Instagram} {Site}. Obra fotográfica: {fotos1} {fotos2} {fotos3}. Obra cinematográfica: {Red Lingerie, c/ Kitty Purrz} {Biology Class} {Dildo Blowjob with Dirty Talk} {Boobie Play} {Playtime in the Bathtub} {Amazing Blonde}, a consumada atriz Fetish Pixie, 1,57 m, 52 kg, olhos verdes, cabelo loiro, nascida a 16 de novembro de 1994. Sites: {Manyvids} {Pornhub}. Obra webcam: {Webcam Girl} {Teen Machine} {Anal Fingers} {Blonde Masturbating} {P1X13} {Fuck Machine} {Master of Puppets} {Shows Her Pussy} {Barefoot Dildo Fucking} {Lexi Fucking Me Hard} {Teen Girls Masturbating} Busty Beauty {Sexy Webcam GirlHot British TeenBritish Chicks in Webcam}.

na aparelhagem stereo

Rock Around the Clock” (1956), real. Fred F. Sears … sob o título local de “O ritmo do século” estreia segunda-feira, 22 de outubro 1956 no cinema Capitólio, “O filme que faz notícias. Rock Around the Clock. (O ritmo do século). L’épidémie de Rock and Roll gagne Paris … où 20.000 disques on été vendus en quinze jours. Os estranhos efeitos do filme sobre o Rock ‘n’ roll por Cyril Stapleton (especial para O Primeiro de Janeiro). A banda tocou o Rock and Roll e a princesa gostou. Dar-Es-Salem (Tanganica). Por ordem expressa do governador da colónia, a banda de música da Polícia do Tanganica, constituída só por africanos, acrescentou às suas partituras o tema musical do filme ‘Rock around the clock’, para divertir a princesa Margarida. Goste ou não goste… irá ver… porque a sua curiosidade será mais forte.” Lisboa, 1956. “O ambiente estava preparado: as notícias nos jornais, os discos da rádio, etc. E, assim, lá acorreu ao Parque Mayer uma onda de gente nova à espera do que acontecesse [1]. Na verdade, não aconteceu nada de especial e, até, se não fossem dois marinheiros (parece que ingleses) que no intervalo executaram alguns passos do ‘rock and roll’ acompanhados com palmas pelos assistentes, tudo decorria num calmo e bucólico serão à luz da lareira. A verdade é que estas comichões rítmicas (que, na realidade, tal como se tem verificado com este ritmo lá por fora são uma manifestação de histeria coletiva) só muito raramente afloram à epiderme lusitana, já muito pouco habituada à exteriorização dos seus ritmos interiores. E, além do mais, há para isso a boa dose dominical dos campos de futebol, gabinete gigantesco de psicanalista que liberta as multidões de todos os seus complexos e recalcamentos [2]. E, depois, ainda, o Parque Mayer é, normalmente, um sítio pacato, pouco propício a danças desenfreadas, idênticas, às que se verificaram em Londres, Nova Iorque, Paris ou Bruxelas… O filme é uma série de apresentações de algumas orquestras especializadas no ritmo, entre as quais Bill Haley e os seus ‘cometas’, que exploraram o furor do ‘Rock around the clock’, do filme ‘Sementes de Violência’. Alguns trechos foram acompanhados ao pé e à mão por parte da assistência, que recolheu pacatamente a casa à meia-noite e meia hora para um sono reparador e sossegado depois de tanta coisa excitante. A Polícia, ao que saiba, não surpreendeu nenhum furioso a dançar pela Avenida [3]. A calma reinou.”
Se nas avenidas e beirais lusos o povo é boi-manso além-terra rugiam leões. “You gotta arm yourself to live. // If they come in the morning what's gonna take place. / Bend over backwards or kick 'em in the face”: “Arm Yourself” (2008). “I want to smash it up for all the workers who spent hours into nothing / I want to smash it up for all my sisters who got caught up in this punk ass / System”: “Smash It Up” (2000). “When, when we should be everything / On every forehead of every little whore / There's a sign that says, 'Baby we're all born to die'”: “Capitalism Stole My Virginity” (2001), p/ The (International) Noise Conspiracy. “Quando em 1848 os trabalhadores reclamavam o direito ao trabalho organizavam-se ateliers nacionais ou municipais, e mandavam-se os homens penar nesses ateliers à razão de quarenta soldos por dia! Quando pediam a organização do trabalho, respondiam-lhes: ‘Esperem, meus amigos, o governo vai-se ocupar disso e por hoje aqui estão quarenta soldos. Descanse, rude trabalhador, que penou toda a sua vida’. E enquanto esperavam, apontavam-lhes os canhões. E um belo dia disseram-lhes: ‘Partam para colonizar a África [4], senão, vamos metralhá-los’.” “Contam que em 1848, Rothschild, vendo-se ameaçado na sua fortuna pela Revolução, inventou esta farsa: ‘Quero admitir que a minha fortuna fosse adquirida à custa dos outros, mas dividida por tantos milhões de europeus cabia um escudo a cada um. Pois bem, obrigo-me a restituir a cada um o seu escudo, logo que mo reclame’. Dito isto, o nosso milionário passeava tranquilamente nas ruas de Frankfurt. Três ou quatro transeuntes pediram-lhe o seu escudo e ele desembolsou-o com um sorriso sardónico. A família do milionário está ainda de posse dos seus tesouros. É pouco mais ou menos assim que raciocinam as fortes cabeças da burguesia, quando nos dizem: - ‘Ah! A expropriação? Estou de acordo. Tirai a todos os seus casacos, ponham-nos num monte e cada um vá tirar um, embora tenha de se bater pelo melhor!’ É uma brincadeira de mau gosto. O que queremos não é amontoar casacos para depois distribuir, embora os que tiritam de frio sempre tivessem alguma vantagem. Também não é repartir os escudos de Rothschild. É organizar-nos de modo que a cada ser humano que vem ao mundo seja assegurado, em primeiro lugar, aprender um trabalho produtivo e habituar-se a ele; depois, de poder fazer esse trabalho sem patrão e sem pagar açambarcadores da terra e das máquinas a parte do leão sobre tudo o que produzir”, Kropotkine, em “A conquista do pão” (1892).
Na década de 80, o capitalismo evoluíra para o brioche:
White Mice” (1979) Milord” (1980), p/ Mo-dettes. “As Mo-dettes foram uma banda feminina pós-punk de Londres formada em 1979. A fundadora, Kate Korris, pertencia às The Slits e por pouco tempo fora membro das Raincoats. Os vocais de sotaque carregado da cantora Ramona Carlier, nascida na Suíça, era uma característica da banda. O único álbum do grupo, ‘The Story So Far’ foi lançado pela Deram em 1980. O single de estreia, ‘White Mice’, era um favorito de John Peel, que o tocou numerosas vezes no seu programa após a edição em 5 de dezembro de 1979. Da mesma forma, a primeira ‘Peel session’ do grupo foi também calorosamente recebida e repetiu três vezes nos seis meses seguintes à sua primeira transmissão. O grupo gravou mais duas sessões antes de se separar em 1982.” Rockola” (1987), p/ Double Take. Duo de synthpop composto pelos gémeos idênticos Guy e Miles Winter Roberts. “Miles Winter nasceu em Farnham, Inglaterra, mas viveu entre os cinco e treze anos em Ibiza. Frequentador da cena Wine Bar, com o seu irmão gémeo Guy, e o amigo de faculdade Gavin Thomas, por volta do início da década de 80, causaram uma impressão mariola com ‘Wandering Hands’, que levaram para Ibiza em 84. Os gémeos regressaram à ilha em 85 e foram arrebanhados por uma editora alemã de Hamburgo em novembro desse ano, sujeitos, como Double Take, a espetáculos de eurodisco por todo o Bloco de Leste. (…). O muro cai em 89 e após falharem ‘ganhar o oeste’, os irmãos seguiram os seus próprios caminhos, e Miles estabeleceu a sua banda de rock progressivo, Miles From Nowhere, em Hamburgo, um sucesso local.” “Agosto de 2011 viu o nascimento de um género totalmente novo: beach funk. Cunhado uma tarde após o soundcheck em Las Dalias, Ibiza, beach funk resume na perfeição o ruído que Miles tem vindo a fazer nos últimos dez anos. Poucas horas antes, a nova banda tinha sido batizada Miles Island, enquanto tocavam a atuação da noite no palco do mercado hippie.” Take Me And You'll Win (Wunderbar)” (1985), p/ Kay Franzes. “Nasceu a 10 de julho 1960 em Krefeld, Alemanha, faleceu a 1 de abril 2000.” Wunderbar” (1985), p/ Vicky Leandros. “A baronesa Vassiliki von Ruffin, nascida Vassiliki Papathanasiou, (Βασιλική Παπαθανασίου), em Palaiokastritsa, Corfu, a 23 de agosto de 1949, conhecida pelo nome artístico Vicky Leandros, é uma cantora grega, filha do músico e compositor Leandros Papathanasiou (conhecido como Leo Leandros ou Mario Panas). Em 1972, alcançou fama mundial após vencer o Festival da Eurovisão com a canção ‘Après toi’, em representação do Luxemburgo. Em 15 de outubro de 2006, Vassiliki von Ruffin foi eleita vereadora da cidade portuária de Pireu, na lista do Pasok. A sua tarefa respeitava ao desenvolvimento cultural e internacional da cidade. Ela era também vice-prefeita de Pireu. Foi anunciado em junho de 2008 que Leandros decidiu abandonar a sua posição na política grega com efeito imediato, afirmando que tinha subestimado a carga de trabalho e o tempo necessário para cumprir as suas obrigações políticas e que se tornara impossível combinar essas funções com a sua careira de cantora.” Ooh Shooby Doo Doo Lang” (1982) Alister McColl” (1982), p/ Aneka. “Nascida Mary Sandeman a 20 de novembro de 1954 é uma cantora escocesa. Em 1981, alcançou o n.º 1 da UK Singles Chart com a canção ‘Japanese Boy’. Retirando o nome Aneka da lista telefónica de Edimburgo, ela promoveu o disco vestindo um quimono e peruca. Contudo, o single seguinte, ‘Little Lady’, era pouco mais que uma cópia e só conseguiu um breve período nas tabelas. Após uma breve incursão na pop, ela reverteu ao seu verdadeiro nome e consagrou-se como uma consumada cantora de música tradicional escocesa.” Em 2008, a Holyrood edita o EP “Encore Aneka”, com quatro faixas: “Ae Fond Kiss “Alaister Mhicolla” Chasing DreamsRose Rose I Love You”.
Jump Down” (1979), p/ Belle Epoque. “Belle Epoque (1977-1981) consistia na vocalista Évelyne Lenton (n. Évelyn Verrecchia), uma cantora francesa que começou a gravar e a atuar no início da década de 60 sob o nome de Evy, assim como duas cantoras de acompanhamento. Originalmente, as cantoras de acompanhamento eram Jusy Fortes (também conhecida como Judy Lisboa), originária de Cabo Verde, e Marcia Briscoe (também conhecida como Marcia Briscue), vinda de Atlanta, Georgia. Contudo, ao longo do tempo, como Lenton observa: ‘As meninas mudavam consoante as circunstâncias’. O trio obteve um grande êxito europeu em 1977 com a sua versão disco de ‘Black Is Black’, (original do grupo espanhol Los Bravos), por vezes, também conhecido como ‘Disco Sound / Black Is Black’.” Tall Story Teller” (1982) Indio Boy” (1982), p/ Arabesque. “Arabesque foi um trio feminino no auge da era eurodisco em 1977, de Frankfurt, Alemanha. Após o primeiro álbum, a formação foi mudada, mantendo o membro original, Michaela Rose, e substituindo as outras duas raparigas por novos elementos, Jasmin Vetter e Sandra Lauer. Depois da separação em 1984, Jasmin e Michaela continuaram como o duo Rouge, enquanto Sandra Lauer começou a sua carreira de artista a solo, colaborando com Michael Cretu como Sandra e mais tarde como parte dos Enigma. As Arabesque tornaram-se extremamente populares no Japão e também tiveram grande sucesso na URSS. Em 1980, o singleTake Me Don’t Break Me’ tornou-se um sucesso que só roçou o Top 40 alemão. O seu próximo single, ‘Marigot Bay’, tornar-se-ia no seu único êxito no Top Ten algumas semanas mais tarde. Os seus últimos singles, ‘Ecstasy’ e ‘Time To Say Goodbye’, tornaram-se êxitos só depois da sua separação, em vários países europeus, pois soavam muito perto do italo disco sound, um género musical muito popular nas discotecas europeias na época.” I’m a Rock Machine” (1981) The Kiss” (1981), p/ Babe. “Trio pop holandês fundado em 1979 por Peter Koelewijn, composto originalmente por Gemma van Eck, Monique Hagemeijer e Rita van Rooij. Monique Hagemeijer foi substituída em 1980 por Margot van der Ven. Em 1982, Marga Bult, que pertencia, com Marianne Wolsink, às Tulip, foi escolhida entre mais de 200 candidatas para substituir Gemma van Eck. Após as Babe, em 1987, Marga participou no festival da Eurovisão com ‘Rechtop in de wind’, e integrou as Dutch Divas. Membros das Babe: Rita van Rooij (1979-1986), Margot van der Ven (1980-1986), Marga Bult (1982-1986), Monique Hagemeijer (1979-1980) e Gemma van Eck (1979-1982).” Teenage Queenie” (1981), p/ Pussycat. “As Pussycat, grupo country e pop holandês, emergiram durante a década de 70 graças às aspirações musicais das irmãs Kowalczyk - Toni Willé, Betty Drastra e Marianne Hensen. Crescendo em Limburg, Holanda, onde trabalharam como telefonistas, as raparigas chamaram a atenção do público pela primeira vez em 1963 como Zingende Zusjes (Irmãs Cantantes), com um bem recebido repertório de canções maioritariamente em alemão. Adicionando a baterista Tonny Jeroense, o grupo renovou completamente o seu som e mudou de nome, tornando-se as BG’s from Holland ou The Beat Girl’s (1967-69), um dos primeiros grupos femininos holandeses, - como um piscar de olho ao florescente movimento big beat que varria o país, e a juvenil presunção de que elas iriam sair da sua cena local. Cantavam canções dos Bee Gees e da Motown com harmonia estreita e assim as pessoas referiam-se-lhes como as Beegees holandesas. Uns anos depois, elas recrutaram membros masculinos para a banda [5]. Em 1973, o novo conjunto liderado pelo professor de guitarra Werner Theunissen, dos Entertainers, foi rebatizado Sweet Reaction. Os seus membros incluíam agora Toni e as irmãs junto com Lou Willé (guitarrista de um grupo chamado Ricky Rendall and his Centurions que casaria com Toni) e Hans Lutjens (baterista de uma banda chamada Scum). Werner, o seu compositor continuou a escrever canções para três vozes. No mesmo ano, os Sweet Reaction lançaram o seu primeiro single, ‘Tell Alain’, na etiqueta Telstar propriedade de Johnny Hoe. Com as irmãs ainda o núcleo do grupo, no início de 1975, recrutaram o baterista Theo Coumans, o baixista Theo Wetzels e o guitarrista John Theunissen, e atualizaram a sua imagem mais uma vez - agora, finalmente, emergiram como Pussycat, com o arranjador da EMI, Eddy Hilberts, como seu produtor. Assinando pela EMI, gravaram o seu primeiro single, ‘Mississippi’, escrito e composto pelo compositor Werner Theunissen. Nesse mesmo ano (1975), ‘Mississippi’ alcançou o lugar n.º1 na Holanda.” Saddle Up” (1982), p/ David Christie. “David Christie é um cantor francês, nascido a 1 de janeiro de 1948 em Tarare, morreu a 11 de maio de 1997 (aos 47 anos) (suicídio) em Capbreton, no Landes. De seu nome verdadeiro Jacques Pépino, ele compõe sob os pseudónimos James Bolden e Napoléon Jones, iniciando a carreira em 1974 com o álbum ‘Never Alone’. É conhecido sobretudo pelos seus sucessos ‘Saddle Up’ e ‘I Love to Love’, que reencontramos em numerosas compilações consagradas aos anos 80. Ele teve em 1974 com Françoise Richard uma primeira criança, Nathalie, e mais tarde uma segunda filha, Julia, nascida da sua ligação com a cantora Nina Morato. Ele põe fim aos seus dias em 1997 em Capbreton, após a morte acidental da sua filha Julia.” [6]
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[1] Gente nova no novo milénio. A bibliófila, modelo webcam, Steph Kegels, 1,62 m, 52 kg, olhos e cabelos castanhos, nascida a 21 de julho de 1990, em Miami, Florida. “Alguns dizem que tenho um problema. Eu digo que estou trazendo um sentimento de encanto e inesperado na vida de cada homem e cada mulher. Digam-me, o que fazem no vosso quotidiano? Vão trabalhar, almoçam, conduzem, visitam um ente querido, ligam a televisão ou ligam-se às redes sociais? É tudo tão previsível… blasé, boring! Quando éramos crianças, víamos o mundo como um enorme lugar novo e víamos maravilhas ao voltar de cada esquina. (…). Estou determinada a evitar que a criança interior da populaça seja aprisionada. Uma photobomb, uma flash mob, um ato aleatório de gentileza – não há meio que eu não use. Não temos de depender dos filmes da Disney para trazerem fantasia às nossas vidas. E assim eu exibo. E não apenas trajes sumários, que estão demasiado vistos. Eu exibo um sorriso. Exibo uma mama. Exibo o meu cu. Exibo a minha vagina. Estão a perceber? Estava na biblioteca mais uma vez. Não sou rapariga para rótulos, ‘exibicionista’ é tão limitativo! Quero ser alguém que tem uma página na Wikipédia dedicada a eles. E assim eu inspiro. Aqueles que me veem na minha webcam, entendem. Vocês são o meu povo, e portanto eu sirvo-vos. Conforme o meu próprio ditame, não uso soutien, cuecas, shorts ou qualquer coisa dessas. Isto torna mais fácil revelar o meu verdadeiro eu ao mundo. O que é isso? Querem ver o meu peito? Com certeza, as minhas tetas são lindas e empertigadas, mas as minhas tetas não são diferentes de qualquer outra mulher. Na verdade, os homens têm tetas, acreditem ou não. Levanto o meu vestido, exponho o meu corpo nu, até as tetas ficarem visíveis. Estava tão excitada e feliz neste momento. (…). Usei o meu vestido simples para me ajoelhar em cima, dando para a câmara uma boa panorâmica do meu buraco do cu e o resto da minha vagina. Então deito-me, excitada, precisava de me aliviar. Comecei a acariciar a minha bichana, mas tinha que ter cuidado para não ronronar alto demais. Estas duas estantes forneciam perigo suficiente e camuflagem para eu cumprir a façanha. Levantei as pernas de forma a não ficarem de fora dos corredores e na direção das próprias estantes para que eu pudesse punhetar-me enquanto mostro para a câmara tudo o que sou. Pergunto-me se alguém notou o meu arfar, ou o cheiro de sexo vindo nos meus dedos e vagina. Delirava com o pensamento de alguém vir ter comigo, e ver o que eu estava a fazer, e sobretudo onde estava a fazê-lo. Mas como de costume, ninguém veio, exceto eu. Voltei a vestir-me e agradeci ao meu público, perguntando-lhe onde irei iluminar a seguir.” Sites: {Naked.com} {Steph Kegels Fan} {Steph Kegels (Hot Library)}. Obra fotográfica Twitter: {fotos} {fotos} {One More Girl with Glasses}. Obra webcam: {Biblioteca} {Cama} {Steph Kegels Library} {Library Strip} {Close Call at the Library} {Library Dildo Ride} {Library Dildo} {Library Vag}.
O charme discreto da cenestesia (do grego κοινός / koinós / “comum” e αἴσθησις / aísthesis / “perceção”, para Condillac, “o sentimento fundamental da existência”) da innie pussy (é uma rata que se mantém coberta pelos grandes lábios) de Aria A, 1,70 m, 48 kg, 86-63-81, olhos e cabelos castanhos, nascida em 1990 nos Estados Unidos, t.c.c. Aria R. “Adoro estar ao ar livre na praia, também curto escalada e ouvir música. Gosto também de estar atrás da câmara tanto quanto gosto estar em frente. Gosto de animais e tenho um cão, dois gatos e uma cobra ou duas. Sou muito atlética e tenho praticado qualquer desporto que você possa imaginar, incluindo stepdance irlandês! Uma boa gargalhada é essencial todos os dias.” Sites: {The Nude} {Indexxx} {Nudes.cz} {Met-Art}. Obra fotográfica: {fotos1} {fotos2} {fotos3} {fotos4} {fotos5} {fotos6} {fotos7} {fotos8} {fotos9} {fotos10} {fotos11} {fotos12} {fotos13} {fotos14} {fotos15} {fotos16}.
O corpo da evidência normal de Megumi, modelo alemã, com uma constituição física dentro do padrão Angela Merkel: “Gosto de apresentar a minha beleza natural em frente da câmara e fazer o melhor possível. Gosto de me deixar fotografar seja como for. Também trabalho bastante na cultura obscura e gosto de ir a eventos como o Wave Gothic Meeting. Tenho também um carinho especial por fetiche e um gosto por cosplay.” Obra fotográfica: {Megumi and the chain} {Sword} {Hot wax on nude skin} {Megumi free time}. Obra videográfica: {19 year-old Nude Model Megumi} {Girl in the Mirror} {Gun}.
A inteligência natural de Anna Smart, 1,70 m, 54 kg, 94-61-90, sapatos 37 ½, olhos azuis, cabelo loiro, nascida Valja Mudrik a 19 de janeiro de 1988 na Ucrânia, t.c.c. Anna S, Chantel A, Darlene, Melanie, Milana, Valya B. “Gosto de viajar por países diferentes. Gosto de conhecer culturas diferentes e pessoas. Gosto também de ler livros e de desenhar.” Sites: {The Nude} {European Pornstars} {Define Babe} {Indexxx} {Babepedia} {Met-Art} {Teen Dreams} {Nubiles} {Best Breast} {Anna Smart. com, “Bem-vindos a AnnaSmart.com!!!! O meu pequeno pedaço  de ciberespaço imobiliário. Podem chamar-me Anna Trump, se quiserem, estou a apoderar-me da internet!! Ahahahah. Primeiro ponto da ordem de trabalhos, as minhas meninas foram um presente da Mãe Natureza em pessoa, não do Dupont:). Elas são 100% mama natural, sem salino ou silicone incluídos…” Obra fotográfica: {fotos1} {fotos2} {fotos3} {fotos4} {fotos5} {fotos6} {fotos7} {fotos8} {fotos9} {fotos10} {fotos11} {fotos12} {fotos13} {fotos14} {fotos15} {fotos16} {fotos17} {fotos18} {fotos19} {fotos20} {fotos21} {fotos22} {fotos23} {fotos24} {fotos26} {fotos27} {fotos28} {fotos29} {fotos30} {fotos31} {fotos32} {fotos33} {fotos34} {fotos35} {fotos36}. Obra cinematográfica: {Amazing Fingers} {Mirror Fun} {Woodroom} {White Bra}.
[2] Comer com moderação travava a efusividade portuguesa. La triste infancia de Katia Aveiro. A irmã do epitome nacional, epitome ela também, confessou-se num reality show espanhol: “‘Cerca de mi casa había una tienda que cerraba a las 12 de la noche. Si no vendían las tartas que tenían en el día, un grupo de amigos y yo nos acercábamos a la puerta para que nos regalase una’, relatou Kátia. Acrescentou que ‘lo único que no faltaba en mi casa era pan, porque se pagaba a final de mes’. (…). ‘Nosotros no pasábamos hambre cada 15 días y comíamos carne solo los domingos. Entre semana tocaba pan con mantequilla, sopa, legumbres’. (…). Também declarou que, das poucas vezes que comiam frango, era porque o seu pai o conseguira do supermercado com algum do seu trabalho, mas que sempre ‘estava fora de prazo’.”
[3] Anos mais tarde só haverá superpolícias. “A Barbie já foi quase tudo. Pelos vistos faltava-lhe ser militar da Guarda Nacional Republicana (GNR). (…). A boneca é uma One of a Kind Doll, feita exclusivamente para este evento e para esta homenagem às militares da GNR, resultado da parceria entre a GNR e a marca de brinquedos Mattel, para celebrarem o Dia Mundial da Criança, enquanto estreitam a relação dos militares com os mais pequenos. Esta é também a forma da Barbie prestar homenagem a ‘estas destemidas mulheres que são um grande exemplo de como os super-heróis podem estar aqui ao lado’, dizem GNR e a Mattel.” Os aspetos mais íntimos das militares estão cobertos no reino da brincadeira. “Apesar de a Barbie ter quase 60 anos, a primeira vez que teve uma menstruação foi recentemente. Nicholas Lamm, conhecido pela criação da Barbie com a figura de uma mulher real, decidiu abordar o delicado assunto da puberdade e criou uma boneca estilo Barbie, a que chamou boneca Lammily Festa do Período. (…). O conjunto boneca Lammily Festa do Período inclui livreto com todas as explicações, 18 autocolantes em forma de pensos higiénicos, roupa interior, calendário menstrual e um par de cuecas sobresselentes… (uma vez que isto é a vida real, na qual tudo pode acontecer).”
[4] Em África as mulheres têm vida mais fácil. Esclarece o líder do grupo de pressão nigeriano Boko Haram, Abubakar Shekau: “Esqueçam a educação ocidental meninas e casem-se. Esqueçam a educação ocidental. Fui eu que raptei as vossas meninas e vou vendê-las no mercado. Há um mercado onde podemos vender pessoas. Deus ordenou-me que as vendesse.” “Uma menina de 12 anos, entrego-a para casar e uma menina de 9 anos também a ofereço em casamento, tal como ofereceram a minha mãe em casamento.” “Abubakar Shekau, de acordo com o perfil da BBC, é conhecido como um ‘solitário destemido’ com uma memória fotográfica, um homem complexo, e muitas vezes paradoxal, que é parte intelectual, parte terrorista. A sua alcunha – Darul Tawhid – traduz-se por ‘especialista em Tawhid’, ou o conceito monoteísta no Islão. ‘Ele quase não fala’, um jornalista, Ahmed Salkida, disse à BBC. ‘Ele não tem medo … Ele é um daqueles que acredita que se pode sacrificar tudo pela sua crença. (…). Shekau assumiu recentemente [2014] o rapto de mais de 300 raparigas num vídeo de uma hora, que começa com combatentes do Boko Haram a disparar para o ar e a gritar Allah Akbar’. (…). ‘Raptei as vossas meninas’, disse ele. ‘Por Alá, vou vendê-las no mercado’, disse ele no vídeo. Relata-se que as raparigas raptadas têm sido forçadas a casar com os seus sequestradores - que pagam um preço por noiva de 12 dólares - ou levadas para os países vizinhos, Camarões ou Chade.” Uma ideia forte de Abubakar Shekau: “Gosto de matar qualquer um que Deus me manda matar – da mesma forma que gosto de matar galinhas e carneiros.”
[5] Opção impossível no futuro. “No Centro Médico Baptista Wake Forest, na Carolina do Norte, EUA, quatro vaginas foram criadas em laboratório e implantadas em pacientes, que registaram até agora funcionamentos normais. Desejo, excitação, lubrificação, orgasmo, satisfação e relações sexuais sem dor foram ganhos para estas mulheres, cujas vaginas tinham um defeito de conceção. Recorrendo a amostras de tecido, enxertos de pele e partes do intestino, as vaginas foram ‘cultivadas’ num biorreator, no tamanho e na forma apropriadas a cada paciente, até estarem prontas a ser implantadas. Este avanço na medicina abre todo um novo campo de possibilidades…”, na Revista do jornal Expresso n.º 2164. Uma das possibilidades é a mulher perder a exclusividade da vagina e a criação de um mercado de vaginas para todos.
[6] No país dos vivinhos da silva. “Bons e maus todos já trazem / os rabos alevantados / em lobas frisadas jazem / capuzes apestanados / pola ponta do pé trazem / contas e lenços lavrados / e da sala namorados / e nunca dizem de quem / e pousando em Santarém / são assi afidalgados”, Garcia de Resende em “Novas da corte”. Nas cortes novas também os mesmos rabos se alevantam. “O secretário de Estado da Administração Pública, José Leite Martins (…) em momento algum desmentiu que uma das alternativas em estudo para substituir a Contribuição Extraordinária de Solidariedade (CES) passa por fazer depender a evolução das pensões de indicadores económicos e demográficos. (…). Para Leite Martins, ‘é prematuro fazer qualquer outro tipo de considerações sobre o assunto’. E rematou com uma alusão a uma expressão em latim atribuída a Santo Agostinho: Roma locuta, causa finita. Roma falou, a questão está decidida”, no jornal Público online, (09-04-2014).
E dos escudeiros. “Eu julgo que a sra. deputada deve reconhecer o direito à indignação. Eu não tenho nesta altura, não é por uma questão de birra, sra. deputada, é por uma questão de respeito, de respeito por esta câmara e por mim próprio, não tenho rigorosamente mais nada a responder à sra. deputada.” “Dado o valor que a minha palavra tem, não estará à espera de resposta”, Passos Coelho, primeiro-primeiro-ministro de Portugal, no debate quinzenal, em março de 2014, respondia a Catarina Martins numa condição estaminal. Outro mais alto na cadeia alimentar revogara-lhe essa porta. Bismarck: “A indignação não é um estado de espírito político.”
E mesmo dos afidalgados. Cristina Ferreira: “O Goucha não gostava muito de sapatos. Hoje em dia é exigente, ao ponto de ter o seu sapatinho com Swarovski.”