Pratinho de Couratos

A espantosa vida quotidiana no Portugal moderno!

sábado, janeiro 17, 2015

Zumba no pacote

1983. Outubro. A doce vontade, o desideratum macio, o querer rico em fibras, compõem belos quadros… mas não os tiram da parede. “O Álvaro gosta muito de levar no cu / O Alberto nem por isso / O Ricardo dá-lhe mais para ir / O Fernando emociona-se e não consegue acabar. (…) // Era ver os hètèros a foder uns com os outros / Pela seguinte ordem e teoria: / O Ricardo no chão, debaixo de todos (era molengão / Em não se tratando de anacreônticas) introduzia- / -Se no Alberto até à base / E com algum incómodo o Alberto erguia. (…) // Formado o quadrado / Era quando o Aleister Crowel aparecia. / ‘Iô Pan! Iô Pã!’, dizia, / E era fellatio para todos / E pão de ló molhado em malvasia”, (Mário Cesariny em “O virgem negra - Fernando Pessoa explicado às criancinhas naturais e estrangeiras”). Também na história, a lei do desejo não tira História. Aos acontecimentos acontece-lhes um duplo acontecer. Quando acontecem, desgraças ou graças pessoais, quando falados, coados de humanas paixões (wishful thinking). A boca, volvidos anos, acavala os factos num doce pão de ló passado. Dizia sobre uma presumível idade de ouro, António Vitorino: “Contrariamente à ideia que possa ter ficado, não estou a apostar numa reedição do bloco central, embora não tenha problemas nenhuns com isso. Fui membro do Governo do Bloco Central em 1983/85 e houve aqui um período em Portugal em que não se podia sequer recordar esse facto, depois toda a gente reconheceu que o bloco central tinha salvo o país da bancarrota” (junho 2014) [1].
É dita. Célebres bocas boquejam frases célebres. Christine Lagarde: “As mulheres são boas líderes em tempos de crise.” [2] Fernando Seara: “O Colégio Militar ajudou-me a ser homem antes do tempo.” Daniel Bessa: “O recurso mais escasso é o capital não o trabalho.” Laura Maria Garcês Ferreira, sobre o esposo: “Passos gosta de um bom abraço e muito calor.” Passos Coelho, mensagem de Natal 2013: “Começámos a vergar a dívida.” António Mexia: “As pessoas gastam menos em eletricidade do que com o telemóvel, mas discutem mais facilmente a conta da eletricidade.” Cavaco Silva: “CR7 une os portugueses.”
No outonal fim de semana de sexta-feira, 30 de setembro, sábado, 1 e domingo, 2 de outubro, o V Congresso do PS lixiviava nódoas para rumar o país ao mais rico da Europa em 2015 e segs.. “Em termos globais, o V Congresso do Partido Socialista vai ficar registado na história do PS como o congresso da desmarxização. ‘Não renegamos o nosso passado, nem a nossa história’, mas os tempos são outros – esta foi a tónica de Mário Soares para defender a descaraterização do PS relativamente à Declaração de Princípios aprovada em 74 (…). O último ato do congresso, bem encenado, foi a corrida para Belém. António Macedo havia dado o tom logo na abertura do congresso na sexta-feira. Domingo, logo pela manhã, a proposta para colocar desde já Mário Soares no trilho presidencial, começa a circular. Recolhe cerca de 500 assinaturas e à tarde, logo após os resultados das eleições para os órgãos partidários, a proposta é lida. Soares, semblante grave, entre o enfado e o espanto, levanta o braço para o presidente da mesa do congresso, faz sinal de que quer falar. Lida a proposta, os aplausos sobem de tom, sob o olhar dos dirigentes do PSD. Mário Soares vai à tribuna, solene, agradeceu ‘de todo o coração’ a prova de confiança, mas diz ‘não’. Agora é cedo. Seria um erro político, diz duas, três vezes. E explica porquê: ‘é desestabilizador para o regime democrático abrir-se um processo eleitoral a uma distância de dois anos. A democracia tem regras, as regras devem cumprir-se, os calendários também’. Em termos de discurso este é o principal momento para Soares. Mais do que a sua candidatura a Belém, neste momento, diz que, o importante é manter a coligação com o PSD. ‘O nosso objetivo é salvar Portugal’. Para Mário Soares a proposta saiu das bases e não das cúpulas, o que muito o conforta. No final, a esperança: que a seu tempo, com o consenso e a unanimidade do PS, a proposta volte a ser formulada… e, então sim. (…). Estava o V Congresso no fim. Vieram as saudações, os agradecimentos os hinos… ‘Bem unidos façamos / desta luta final / uma terra sem amos / a internacional’ – teve coro alto, apesar da desmarxização – eram 19 horas.” [3]
Sexta-feira, 7 de outubro, “Samora Machel, presidente da República Popular de Moçambique, encontra-se desde esta tarde em Lisboa, para uma visita de cinco dias a Portugal. O chefe de Estado moçambicano deixara esta manhã a Holanda, depois de ter visitado a Bélgica. Ontem à noite, em Haia, numa entrevista, Samora Machel, referindo a visita que hoje inicia, destacou que ela permitirá o estabelecimento definitivo da ‘igualdade entre o povo português e o povo moçambicano’. O estreitamento das relações entre os dois países foi igualmente tónica na entrevista ontem transmitida pela RTP 1 durante a qual o presidente salientou que com esta sua visita se criam ‘relações de novo tipo’. Samora Machel, que fica instalado no palácio de Queluz, tem ao fim da tarde de hoje um primeiro encontro com o presidente Ramalho Eanes não estando incluída no programa qualquer outra cerimónia oficial para o dia de hoje.” “São 16:12 e o aparelho da TAP com as insígnias moçambicanas pintadas ao alto já está na aerogare. As pessoas apinham-se e tentam divisar Samora no meio da sua comitiva, que caminha em direção à guarda de honra. Separam-nos uns duzentos metros da placa e toda a gente quer saber: qual é ele? É o da farda verde, responde alguém, não, está de verde mas não tem farda. Acolá, acolá, ao lado do Eanes, é ele… replicam outros. (…) No ar troam as salvas de saudação, isso não, guerra é que não, agora somos amigos, observa uma mulher que logo cora e retém o calafrio que lhe sobe pela garganta: a banda militar toca os hinos e o silêncio cai de novo.” “Foi o delírio. De repente chovem palmas, ouvem-se vivas a Samora e à Frelimo, lágrimas descem de muitos olhos, degelam alguns corações. São brancos, negros e mestiços, portugueses, moçambicanos, cabo-verdianos, gente de todas as idades e condições. No interior do Mercedes 600 de seis portas da Presidência da República o chefe de Estado moçambicano acena à multidão reunida para o saudar, frente ao aeroporto. Viva Moçambique, grita um homem de idade avançada com a pele marcada por muitas décadas de sol de África. Dominando a custo a emoção, calcando com quanta força tinha os ressentimentos e os ódios do passado, o ex-colono sintetiza o sentir de muitos ali presentes: somos de novo amigos.”
“À chegada a Queluz, frente ao palácio, concentrava-se grande número e populares. A banda tocou os hinos nacionais dos dois países. Ouviram-se então vivas a Moçambique e a Samora Machel. Os dois presidentes passaram revista à guarda de honra e depois encaminharam-se para os populares que os saudavam. Uma mulher diz para Samora Machel: ‘Eu nasci em Moçambique!’. Samora abraça-a e diz-lhe: ‘Este é o abraço do povo inteiro de Moçambique para todo o povo português’. (…). Às 18:30 Samora Machel chegou a Belém para novo encontro com Ramalho Eanes. (…). Os dois presidentes trocaram prendas. Samora ofereceu a Eanes uma escultura em madeira e uma pele de zebra. Por sua vez, Ramalho Eanes ofereceu um serviço de copos de cristal português constituído por 74 peças.” “O programa oficial previa um jantar íntimo para as 20:15 no palácio de Queluz. Estavam preparados 12 lugares e chegou-se a pôr a hipótese de Ramalho e Manuela Eanes estarem presentes. Às 20:45 chega o cortejo presidencial e desfazem-se as dúvidas. Eanes fica em Belém e os seus filhos receberam um convidado: o filho mais novo de Samora e Graça Machel, um pequeno irrequieto de simpático, de 4 ou 5 anos, ficou para brincar. (…). Na ementa teve lombo assado com espargos e cogumelos, linguado suado e vinho Tuella. Na cozinha, além do pessoal da ‘cozinha velha’ dois profissionais vindos de Maputo. Para assegurar o serviço interno do palácio estão em Queluz uma ou duas dezenas de pessoas, entre engomadeiras e pessoal de quarto e também criados de mesa vindos do palácio de Belém.”
“Entre amigos, não há protocolo, Samora Machel, um homem imprevisível, tem quebrado todas as barreiras que o cerimonial oficial impõe, insistido no facto de estar entre amigos – o brilho dos meus olhos transmite o que me vai no coração, diria na manhã de sábado, 8 em Queluz, aos jornalistas. O presidente moçambicano, desde a sua chegada, faz questão em sublinhar que Portugal e os portugueses são um caso à parte. (…). Iniciou o programa hoje dia 8 com uma visita à Câmara Municipal de Lisboa, seguindo-se uma entrevista com o primeiro-ministro, Mário Soares, em Queluz. (…). Terminado o encontro, o presidente moçambicano diria aos jornalistas que os ‘dois governos serão instrumentos da vontade dos respetivos povos’. (…). Por seu lado, Mário Soares diria que ‘vamos avançar mesmo muito com base no respeito mútuo, na reciprocidade absoluta’. Já ao fim da manhã o presidente Samora Machel esteve no mosteiro dos Jerónimos onde depositou uma coroa de flores no túmulo de Camões. Numa fita vermelha lia-se: ‘Homenagem do presidente da República Popular de Moçambique’.” Disse ele aos jornalistas: “Camões já não é apenas património dos portugueses, mas sim de todos os que falam a sua língua.”
Domingo, 9 Samora Machel, em Coimbra, quis conhecer aquele que seria o futuro sogro de Vasco Graça Moura (casou-se em 1985 com a filha de Miguel Torga, Clara Crabbé da Rocha). “Miguel Torga fez hoje duas coisas que exprimem a grande amizade que o liga a Ramalho Eanes e o apreço em que teve a vista de Samora Machel: foi a um banquete no palácio de S. Marcos e viajou de helicóptero. É conhecida a relutância do poeta em participar em manifestações públicas de caráter mais ou menos social e a sua tendência a um certo recolhimento e austeridade da maneira de viver. A sua presença no almoço de Coimbra (…) esteve comprometida. Em princípio esteve para não comparecer mas um telefonema da dra. Manuela Eanes acabou por convencê-lo. Depois foi de helicóptero com os dois presidentes até Pedras Rubras. Mas antes fizeram um desvio e sobrevoaram os socalcos do Douro e as terras onde o poeta mergulha as suas raízes.”
Segunda-feira, 10 “Depois das sucessivas homenagens ao povo português, uma homenagem especial aos militares. Foi esta manhã, em Tancos, base de paraquedistas qua há dez anos ainda partiam para a guerra colonial. A cerimónia, que se revestiu de alto significado, decorreu cerca das 11:00, tendo o presidente moçambicano viajado de helicóptero desde Guimarães, onde pernoitara. Saudado à sua chegada pelo almirante Silva Horta, em representação do presidente da República, pelo brigadeiro Almendra, comandante das tropas paraquedistas, e pelo coronel Lousada, comandante da unidade, Samora Machel, ao som da fanfarra, depôs uma coroa de flores no monumento aos mortos paraquedistas.” Samora Machel almoçou com cerca de duas centenas de empresários no Estoril-Sol. “‘O vosso empenho, a vossa determinação são bem-vindos a Moçambique’ – disse a certa altura Samora Machel que exaltou a inteligência, a capacidade e a criatividade o homem português. (…). Manuel Teles, que presidia à comissão que organizou aquele almoço ofereceu, no final, uma prenda ao presidente Samora Machel – um centro de mesa em prata – e uma medalha comemorativa. Os empresários ficaram impressionados com a vivacidade e a inteligência de Samora Machel que mostrou estar não só dentro de todas as questões como conhecia muitas delas até ao pormenor. Um gesto de simpatia veio da presidência da Câmara Municipal de Cascais, Helena Roseta, que trouxe um ramo de flores para oferecer ao presidente moçambicano.”
Terça-feira, 11 na notória casa de Nafarros. “Participam no almoço e nas negociações que se lhe seguirão, além de Samora e Soares, o ministro Almeida Santos e o seu homologo moçambicano, com responsabilidade na área do Plano, Jacinto Veloso. Presente estará igualmente Aquino de Bragança que teve aliás um papel de relevo na preparação deste encontro qualificado de ‘não protocolar’. (…). Espera-se que aí venham a ser lançadas algumas pontes concretas que permitam dar corpo a algumas das ideias que vêm sendo desenvolvidas no domínio da intensificação da cooperação entre os dois países.”
Quarta-feira, 12 dia da partida, “precisamente dois minutos antes do meio-dia, o presidente moçambicano fez uma curta alocução os jornalistas no aeroporto. Vibrante e emotivo nas suas palavras, Samora diria: “Estamos na hora da partida. Quando chegámos trazíamos connosco a emoção de pisar pela primeira vez o chão lusitano libertado. Vínhamos carregados de expetativa, mas cheios de otimismo. Sobretudo, quando chegámos trazíamos o abraço fraterno e largo do povo moçambicano para o povo português. (…). Os povos manifestam-se na sua simplicidade, com a franqueza dos seus sentimentos, com a dignidade própria e o esclarecimento. Os povos identificam-se nestes valores, a partir dos quais as relações entre os povos se transformam em atos de sociedade. Foi este abraço, foi esta mensagem, que trouxemos ao povo português.”
Desligadas as luzes, a escuridão de um povo falido acendeu-se. A RTP no Telejornal de 11 de outubro noticiava uma linha de crédito de 10 milhões de contos para Moçambique. “Fontes dignas de crédito garantiram que Ernâni Lopes, que não viu o Telejornal nessa noite, soubera da notícia sobre a concessão da linha de crédito por intermédio de uma das suas filhas quando passou por casa, a caminho do palácio de Queluz. [Onde nesse mesmo dia Samora Machel dava uma receção oficial em honra de Eanes para a qual foi convidado o ministro das Finanças, Ernâni Lopes e, naturalmente os outros membros do governo português]. Uma fonte diplomática disse que o titular da pasta das Finanças, chegado à receção furibundo provoca um miniconselho de ministros chama de parte Mário Soares e Jaime Gama, fala com eles, e, desesperado, atribui à secretaria de Estado da Cooperação a fuga da informação dada horas antes pelos serviços noticiosos do Telejornal. Para Ernâni Lopes não pode haver qualquer concessão de linha de crédito que já havia sido prometida às autoridades moçambicanas. Sabe-se que Luís Gaspar da Silva, secretário de Estado da Cooperação se recusa a dar o dito pelo não dito: negócios são negócios e palavra só deve existir a da honra. Já durante a receção alguns moçambicanos aperceberam-se que nem tudo estava a correr pelo melhor. A discussão entre Mário Soares, Jaime Gama e Ernâni Lopes prossegue pala madrugada dentro. O titular dos Negócios Estrangeiros acaba mais tarde por apoiar a linha do primeiro-ministro baseada na posição do ministro das Finanças. O miniconselho de ministros chega a acordo: é preciso dizer à delegação da República Popular de Moçambique, que, afinal, não há um só tostão disponível para constituir linha de crédito a favor de Maputo. Às 8:00 do dia 12 – quatro horas antes da partida de Samora Machel – as autoridades portuguesas comunicam a decisão de Queluz aos moçambicanos. (…). A delegação visitante, perante a atitude do Governo português, recusa-se, em princípio, a deslocar-se ao palácio da Ajuda para a cerimónia da assinatura de um acordo de cooperação judiciária e de um outro de amizade. Só a posterior intervenção do presidente Samora Machel junto dos ministros moçambicanos faz reconsiderá-los na decisão assumida.” Portugal, sem tusto, à janela, a ver passar negócios, o dinheiro morava na Europa. “Horas depois o presidente da República Popular de Moçambique deixava Lisboa rumo a Belgrado de onde seguirá depois para a França e Inglaterra, no âmbito de uma visita à Europa que iniciou na Holanda antes de passar pela Bélgica.”
Quarta-feira, 12 “o Tribunal Constitucional pronunciou-se esta noite pela constitucionalidade do imposto extraordinário que o Governo pretende fazer incidir sobre os rendimentos coletáveis sujeitos a contribuição predial, imposto de capitais e profissional auferidos entre 1 de janeiro e 30 de setembro (o imposto retroativo de 2,8 %). (…). Contra a declaração da constitucionalidade do decreto / lei votaram os juízes Vital Moreira e Mário Brito, os restantes 10 membros presentes (faltava apenas o juiz Costa Aroso, por se encontrar doente) votaram pela constitucionalidade. A apreciação preventiva (…) foi solicitada pelo, presidente da República ao Tribunal Constitucional em 4 de outubro. Face a esta decisão, que o presidente do Tribunal, Marques Guedes, qualificou de parecer técnico-jurídico, não político, Eanes dispõe de 20 dias após a publicação do acórdão no Diário da República para promulgar ou vetar o decreto.”
Despesas por ministérios em tempo de crise. Defesa Nacional: ano 1983 - 60 604 milhões de contos / ano 1984 - 68 738 milhões de contos. Finanças e Plano: ano 1983 - 342 804 / ano 1984 - 469 595. Administração Interna: ano 1983 - 66 590 / ano 1984 - 76 352. Justiça: ano 1983 - 4 031 / ano 1984 - 4 871. Negócios Estrangeiros: ano 1983 - 6 270 / ano 1984 - 7 733. Agricultura: ano 1983 - 15 335 / ano 1984 - 15 500. Indústria e Energia: ano 1983 - 6 220 / ano 1984 - 8 911. Comércio e Turismo: ano 1983 - 10 769 / ano 1984 - 11 832. Trabalho e Segurança Social: ano 1983 - 39 350 / ano 1984 - 60 973. Educação: ano 1983 - 85 830 / ano 1984 - 95 145. Saúde: ano 1983 - 59 930 / ano 1984 - 80 495. Equipamento Social: ano 1983 - 52 551 / ano 1984 - 49 581. Qualidade de Vida: ano 1983 - 1 245 / ano 1984 - 1 495. Cultura: 1983 - 2 712 / ano 1984 - 2 935. Mar: ano 1983 - 12 654 / ano 1984 - 12 178. O ministério mais caro do Portugal de antigamente, ao contrário de hoje, era o das Finanças, repartindo-se os seus gastos por: encargos da dívida pública - 320 303 milhões de contos (a dívida pública total atingia em 31 de agosto de 1983 os 1383 milhões de contos, contra 1151 no final de 1982). Previsão orçamental - 37 milhões. Aumento estatutário das empresas públicas - 20 milhões. Pensões e reformas - 22 392 milhões. Subsídios às empresas públicas - 13 milhões. Transferências para as regiões autónomas - 6 milhões. Fundo de garantia de riscos cambiais - 5 milhões. Fundo de abastecimento - 3 milhões. Serviço Nacional de Saúde - 78 827 milhões. Em 1984 a verba para remunerações certas e permanentes dos funcionários públicos atinge os 136 187 milhões de contos, contra os 120 863 em 1983. E as transferências para as autarquias locais serão de 28 300 milhões.
Em 1984, tempos virgens de Economistas Portugueses, e duros na economia real, as despesas orçamentais serão pagas por um fortíssimo aumento de impostos, o contrário de 2011, quando Portugal, rico em Economistas Portugueses, pagava essas despesas com um mero colossal aumento de impostos. “O Governo prevê receitas em 1984, provenientes de impostos no valor de 318 046 milhões de contos, dos indiretos e 212 442 milhões dos diretos. Em 1983, estes valores foram respetivamente, de 274 852 e 162 700 o que significa um aumento de 30,6 % e 44,7 %, respetivamente.” “Também vão ser tributados os prémios obtidos nos concursos de televisão com 15 % de imposto de selo. (…). O imposto sobre o consumo de cerveja passou de 15 para 17 escudos por litro.” Quinta-feira, 19 de outubro, o Diário da República publica o pacote fiscal. Para que os portugueses, cumprido o ato da obrigação fiscal, fumassem o seu cigarrito, o tabaco aumenta 25 %.
Segunda-feira, 17 explode uma bomba de fraca potência junto do ministério do Trabalho. “Os GAR (Grupos Autónomos Revolucionários), que já se assumiram como responsáveis pela explosão de quarta-feira, pelas 21:15, nas escadarias frente ao tribunal da Boa Hora [4], reivindicaram, em comunicado, a deflagração de uma bomba ocorrida, cerca das 22:30 de hoje, no piso térreo do edifício do ministério do Trabalho, junto à porta de serviço, na avenida Marconi (porta 2-A). Na altura do rebentamento, no átrio principal do ministério, já virado para a praça de Londres, encontrava-se um funcionário e, no exterior, em plantão de rotina, estava um guarda da PSP, que nada sofreram. Pouco antes tinha saído o secretário de Estado do Trabalho, Custódio Simões. O engenho explodiu já no interior do edifício e fora posto na base de um dos pilares tendo a sua colocação sido possível dado que a porta fora retirada no domingo, em virtude das obras que ali estão a decorrer há cerca de um mês.” No comunicado deixado no caixote do lixo frente ao prédio n.º 117 da avenida da Liberdade: “Uma ação simbólica contra o ministério do Trabalho representante a nível laboral do Governo de Mário Soares que, qual marioneta dos interesses imperialistas e dos interesses corruptos dos seus próprios membros, aplica uma série de medidas que só prejudicam as populações, fazendo da independência nacional uma expressão balofa, utilizada hipocritamente e sem sentido.” Reivindicavam-se como “grupos autónomos revolucionários, células de trabalhadores e desempregados, organizados clandestinamente para responderem, taco a taco à violência e à barbárie capitalista.” 
Domingo, 23 “camiões carregados com 900 quilos de TNT, lançados contra instalações militares americanas e francesas em Beirute, provocaram baixas que ao princípio da tarde de segunda-feira se avaliavam em cerca de duas centenas de mortos e outros tantos feridos. Os últimos números divulgados na capital libanesa indicavam 20 paraquedistas franceses e 161 fuzileiros americanos mortos, 15 feridos franceses e 180 americanos e 38 militares franceses e 40 americanos desaparecidos. (…). O presidente francês, François Mitterrand [5], que chegou de surpresa a Beirute, visitou esta manhã os locais dos atentados, acompanhado pelo presidente libanês, Amine Gemayel. (…). Em Washington, referindo-se ao atentado, uma fonte oficial atribuiu a responsabilidade ao Irão, mas Teerão desmente qualquer envolvimento.” O atendado foi reivindicado pela Jihad Islâmica (Al Jihad al Islami) que “tem sido especialmente usado pelo Hezbollah em atentados de grande violência, especialmente em ataques suicidas de Intiharioun (do árabe intihar, suicídio, que se pode traduzir por suicida voluntário). Embora esteja suficientemente documentada, esta identificação de movimentos é geralmente desmentida pelo Hezbollah, dentro do espírito da taqiya, ou seja, dissimulação perante os não-muçulmanos em prol da causa islâmica. (…). A Jihad Islâmica é composta de voluntários xiitas do Líbano, Iraque e Kuwait, e colabora ativamente com o contingente dos Pasdaran e Enqelab (Guardas da Revolução, criados ao abrigo do artigo 150 da Constituição iraniana de 1979 para defender as conquistas da revolução) estacionado no Líbano”, John Andrade em “Ação direta”.   
Terça-feira, 25 “a emissora oficial de Granada, Rádio Granada Livre, anunciou a conquista do aeroporto da ilha por tropas estrangeiras que lançaram um ataque pouco antes da alvorada de hoje. Logo a seguir, aquela estação emissora interrompeu as suas emissões, depois de apelar a todos os ‘habitantes para que lutem até à morte’. Pelas seis horas locais, (10:00 de Lisboa), um locutor, aparentemente com a voz fortemente alterada pela emoção, anunciou o ataque desencadeado meia hora antes. Pediu repetidamente aos membros da Milícia Popular que se concentrassem nas suas unidades. Apelou também ao pessoal médico para que se apresentasse nos seus locais de trabalho. Pela mesma hora, o correspondente da cadeia de televisão norte americana CBS, em Bridgetown (Barbados), relatava que ‘tropas vindas de, pelo menos, quatro Estados das Caraíbas [serão seis “apoiantes de bancada” de Reagan: Jamaica, Barbados, S. Vicente, Antígua, Dominica, Santa Lucia] e dos Estados Unidos tinham invadido a ilha de Granada’. Citou depois a Rádio Granada Livre para dizer que os marines americanos tinham ocupado o aeroporto de Pearl. A Rádio Granada, por essa altura, ainda repetia com veemência: ‘Recordem-se que Granada pertence aos granadinos (…) ninguém será autorizado a desembarcar na ilha, combateremos até ao último homem, até à última mulher’. Outros locutores: insistiam: ´Tem de ser bloqueada a estrada do aeroporto para travar o avanço dos invasores’. A Rádio Granada pouco tempo antes do ataque, anunciava que o Conselho Militar, que detém o poder na ilha, apelara à ajuda de ‘todos os governos’ perante a agressão. Minutos depois anunciava já que as forças paraquedistas tinham descido sobre a ilha e combatiam nas proximidades do aeroporto de Pearl, nas proximidades da capital granadina, São Jorge. (…). A agência soviética TASS, em artigo de Nikolai Tchiguir, pronunciava-se sobre os últimos acontecimentos na ilha de Granada acusando os Estados Unidos de procurarem aproveitar-se da ‘complexa situação interna’ naquele país independente das Caraíbas, ‘para acionarem os mecanismos políticos, diplomáticos e militares para deter o processo revolucionário’ iniciado em 1979.”
“Nos debates da primeira sessão do Conselho de Segurança da ONU sobre a invasão. (…). A representante americana, Jeane Kirkpatrick, conhecida pela dama de ferro número dois, defendeu a invasão, dizendo que ela era ‘razoável e proporcional’. A senhora Kirkpatrick disse que, a invasão está em conformidade com a Carta da ONU, visto que pretende apenas ‘restaurar a lei e a ordem’ e proteger os ‘direitos do homem’. (…). Ronald Reagan tinha apresentado em março, pela televisão, uma ‘fotografia confidencial’, obtida por satélite, do aeroporto em construção, destacando a sua pista com cerca de três quilómetros de comprimento, a localização das instalações de armazenamento de combustível e os novos alojamentos dos trabalhadores cubanos (segundo a Casa Branca cerca de 600) empregados na obra. A dimensão da pista do novo aeroporto foi o ponto mais destacado por Reagan. ‘Granada nem sequer dispõe de Força Aérea’, disse o presidente norte-americano, para deixar a interrogação: ‘A quem é que ela se destina?’”
“Recebendo a independência em 1974, a ilha foi inicialmente governada pelo despótico e excêntrico primeiro-ministro Sir Eric Gairy, cuja mortífera polícia secreta – conhecida como Esquadrão Mongoose – e a sua paixão por discos voadores, ocultismo e comunicação extraterrestre tinham-lhe trazido notoriedade em todo o hemisfério. Em 13 de março de 1979, num golpe quase sem derramamento de sangue, um jovem advogado chamado Maurice Bishop tomou o poder com o apoio do New Jewel Movement. Ele e o movimento começaram a impor um ambicioso programa socialista na ilha inspirado, no mínimo, tanto em Bob Marley como Karl Marx. Nos quatro anos seguintes, enquanto a maioria das nações caribenhas sofreram terrivelmente com a recessão mundial, Granada alcança uma taxa de crescimento acumulado de 9 %. O desemprego caiu de 49 para 14 %. (…). Contudo, o New Jewel Movement também incluía um núcleo duro minoritário de marxistas-leninistas como Bernard Coard e Hudson Austin, que tinham ciúmes da popularidade de Bishop e o seu papel predominante. Coard e Austin lideraram um golpe militar a 19 de outubro de 1983, e colocaram Bishop e os seus principais apoiantes sob prisão. Em resposta, houve uma greve geral e outros protestos. Quando uma multidão de apoiantes de Bishop libertou da prisão o primeiro-ministro deposto e os seus apoiantes, tropas do exército massacraram dezenas de manifestantes e executaram Bishop e outros membros do governo. Reagan imediatamente deduziu que os cubanos estava por trás do golpe e dos assassinatos. (…). Os Estados Unidos há muito pretendiam derrubar o New Jewel Movement. Logo após a revolução de 1979, a administração Carter concedeu asilo ao primeiro-ministro Gairy, que usou os Estados Unidos como base para transmissões de rádio antigovernamentais. Depois de os EUA recusarem fornecer ajuda para defesa militar e oferecerem apenas limitada assistência económica, Bishop virou-se para Cuba para ajuda. A administração Carter lançou então uma campanha para desencorajar o turismo dos americanos, proibiu a ajuda de emergência e recusou reconhecer o embaixador de Granada. Quando a administração Reagan assumiu o cargo, a hostilidade americana aumentou. (…). Quando Bishop visitou os EUA em junho de 1983, Reagan recusou recebê-lo e ofereceu-se para mandar apenas um funcionário secundário. O primeiro-ministro acabou por ter uma audiência com o conselheiro de segurança nacional, William Clark, que alegadamente não sabia onde ficava Granada.” Esta exportação americana de democracia chamou-se “Operação Fúria Urgente”, e causou 19 mortos americanos, 49 granadinos e 29 cubanos.
“Ronald Reagan apanhou de surpresa Margaret Thatcher na invasão da ilha da Commonwealth, Granada, em 1983, notificando-a menos de 12 horas antes do ataque. (…). O presidente americano informou Downing Street do plano de invasão às 23:00 horas na noite anterior a uma força de 1900 marines atacar a ilha, que tinha sido tomada por um golpe militar liderado por cubanos com ligações marxistas em outubro de 1983. Thatcher respondeu numa linguagem dura, dizendo a Reagan num telegrama ao fim da noite que estava ‘profundamente perturbada’. O seu ministro dos Negócios Estrangeiros, Geoffrey Howe, disse mais tarde que o episódio foi uma ‘humilhação’ que causou a Thatcher um ‘grande embraço’. (…). Reagan temia que a ilha se tornasse num posto avançado soviético no quintal da América e queixou-se da construção de uma pista de aterragem ‘que parece suspeitamente adequada para aviões militares, incluindo bombardeiros de longo alcance de fabrico soviético’. (…). Maurice Bishop, o primeiro-ministro da ilha caribenha, foi morto junto com cinco associados, e o poder foi ocupado por um conselho revolucionário militar. (…). Thatcher falou com Reagan numa linha segura e instou-o a considerar os seus argumentos com muito cuidado. Reagan ‘comprometeu-se a fazê-lo’ mas disse: ‘Estamos já na hora zero’. (…). Reagan respondeu que os EUA estavam ‘cada vez mais preocupados com a recente deriva de Granada para o bloco soviético … É claro que Granada foi tomada por um grupo de bandidos esquerdistas que, provavelmente, alinharão com Cuba e a União Soviética a um grau ainda maior do que o fez o governo anterior’. A resposta de Reagan estava assinada com ‘calorosos cumprimentos’.”
A desclassificação de arquivos do Governo inglês de 1983 destaparam: “um ministro avisou a Sra. Thatcher que as suas reformas do poder local irão ‘causar ao Governo muitos problemas ao longo dos próximos anos’. Não se enganou. Conduziram, no final, ao poll tax (uma taxa única de imposto para cada adulto determinada pelas autoridades locais) e aos motins de 31 de março de 1990, em Trafalgar Square, que precederam a sua resignação.” E “o presidente americano Ronald Reagan era de facto um companheiro na Guerra-fria com quem ela se desentendeu sobre a invasão de Granada – uma ilha caribenha que é parte da Commonwealth – em 1983”. “Eles tratavam-se de facto um ao outro por ‘Ron’ e ‘Margaret’ nas suas mensagens transatlânticas.” [6]
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[1] Não salvou apenas adiou a bancarrota. Além de atarracar a língua portuguesa António Vitorino, um Grande da Nação, é o maior cosplayer português. Foi o juiz mais baixo (1,62 m) do Tribunal Constitucional (1989-1994). E, na estranja, pelos seus inúmeros fatos o nome de Portugal ainda ecoa no concerto das nações e fermentou o país no mais rico da Europa em 2015. Igualmente é composto, António Vitorino, por 20 % coelhinhos, mas uma torre ao lado de Vivka. Vivka, 1,60 m, 50 kg, 81-61-89, sapatos 37 ½, olhos castanhos. “Fui criada com banda desenhada, por isso sempre adorei personagens do universo Batman e X-Men. Não sigo uma tonelada de anime, mas aquelas que sigo, vejo bastante. E não é segredo que sou viciada em Xbox.” Vivka: “Sorvendo café e posando para a câmara… também sou uma ilustradora freelancer, artista de circo de hula-hoop, personalidade da internet e recordista mundial viciada em videojogos brutais.” Vivka: “Constituição física: 60 % café / 35 % sour patch kids (gomas) / 20 % coelhinhos / 2 % amor. Agite bem, cubra com creme e uniformemente salteie durante 40 minutos. Espete-me um palito, porque estou pronta. Açoite. Enxague. Repita.” Fã dedicada de cosplay (como a mercenária russa Molotov Cocktease dos desenhos animados “The Venture Bros.”). Fotos Driven By Boredom”. Ela é Vivid no site Suicide Girls.
[2] A mulher por cima, posição de economia jovem, possante, rija, dura, desenjoa do coçado missionário dos manuais, esguichando crescimento e emprego. “Woman on Top”. Atriz Satin Bloom, 1,67 m, 53 kg, 89-61-91, sapatos 37, olhos e cabelos castanhos, nascida Lucie Jurčáková a 21 de outubro de 1983, em Praga, República Checa, de pai espanhol e mãe checa, t.c.c. Luci, Lucie B. Metart, Marie, Satin, Beatrice, Lori, Amanda, Lucie, Lucie C., Lucy Satin, Tonya Tyler. Gosta de cozinhar nua. Foi playmate na Playboy checa março 2009. Apresentou as “Naked News”. No site 21Naturals. Filme “Foot Fetish”.
[3] “I woke you up with a communist kiss. / I woke you up with a communist kiss. / Boring old bedroom politics, / That’s no way to get woken (…) // I used to be a talker but they taped my mouth. / I used to be a lover, now I go without. / I used to be a fire but they put me out. / I used to be a fire but they put me out”: “Go Easy” (2011), p/ We Cut Corners, vídeo realizado por Nico Casavecchia, atores Alba Miquel, Adele Cany e Agus Verrastro.
[4] No comunicado deixado no caixote do lixo em frente do número 162 da avenida do Brasil: “os Grupos Autónomos Revolucionários, como forma de protesto contra uma pretensa justiça, resolveram desencadear esta ação para combater as arbitrariedades e crimes praticados pelo terrorismo policial, como o assassínio dos trabalhadores alentejanos, Caravela e Casquinha, os jovens do 1.º de maio do Porto, José Jorge Morais, Luís Caracol e outros.”
[5] Um godemiché français habitué nas camas portuguesas. Francisco Assis: “Já nos longínquos anos 80, então presidente em França, François Mitterrand, dizia um dia: hoje o socialismo é a cidade, hoje o socialismo é a cidade, e tinha razão! E ainda hoje, é a cidade, no sentido que é ali que estão as melhores aspirações socialistas” (22 de junho 2013 numa reunião do PS).
[6] Par grande da humanidade, tão grande como o par de Pauline Hickey. Pauline Hickey t.c.c. Zoe Lee, modelo omnipresente na década de 80, “nasceu em Londres mas foi criada em Mallow in Cork, Irlanda. Voltou para a Inglaterra na década de 80 e tornou-se famosa com rapariga da Página 3 do jornal The Sun, quando a sua carreira descolou. Pauline apareceu no genérico do vídeo ‘Electric Blue’ (1985), lançou ‘Bra Busters’. Também apareceu em ‘The Sexy Secrets of the Kiss-o-Gram Girls’ e ‘Euro Cleavage Queens VI, V3, V4’”. Apanhado de meloas: “Undressing”. “Blast from the Past: Pauline”. “Big Boobs Massage”. “Debee Ashby and Pauline Hickey”.

na sala de cinema

Ms. 45” (1981), real. Abel Ferrara, c/ Zöe Lund [1]. “Ao ir a pé do trabalho para casa, Thana, uma tímida costureira muda do Garment District na cidade de Nova Iorque, é violada num beco sob ameaça de pistola por um misterioso atacante mascarado. Ela sobrevive e consegue chegar ao seu apartamento, onde surpreende um ladrão e é violada pela segunda vez. Thana, o nome é uma alusão ao deus grego da morte, Thanatos, agride este segundo assaltante com uma pequena estatueta, em seguida golpeia-o até à morte com um ferro. Ela guarda a pistola M1911 calibre .45 dele, desmembra o seu corpo, coloca os pedaços em sacos de compras, um deles da loja Fiorucci na East 59th Street, e gradualmente desfaz-se deles em vários locais ao longo da cidade.” “De noite, vagueia pelas ruas de Nova Iorque num vestido preto sexy com a pistola do seu agressor amarrada na jarreteira, abatendo qualquer homem que tente apanhá-la.” “The New Adventures of Pippi Longstocking” (1988), real. Ken Annakin, estreado sexta-feira, 23 de dezembro de 1988 no cinema Amoreiras 10. “Pippilotta Delicatessa Windowshade Mackrelmint Ephraim's Daughter Longstocking (em sueco, Pippilotta Viktualia Rullgardina Krusmynta Efraimsdotter Långstrump), a Pippi das Meias Altas, é uma ruiva sardenta sempre otimista lindamente retratada pela Tami Erin [2]. Tendo perdido o pai numa tempestade no mar, Pipi leva o espetador numa série de aventuras emocionantes e hilariantes, acompanhada pelo seu cavalo, Alfonso, o seu macaco de estimação, o Sr. Nielson, o seu novo amigo Tommy (David Seaman Jr.) e a sua irmã Annika (Cory Crow).” “School Spirit” (1985), real. Alan Holleb, c/ Tom Nolan, Elizabeth Foxx… “A única coisa que separa Billy Batson da rapariga dos seus sonhos é um simples preservativo, ou melhor, a falta de um. O sortudo Billy encontra um numa máquina na casa de banho de um bar aberto toda a noite, mas, prego a fundo, de volta para a namorada é morto numa colisão frontal com um camião. Agora invisível, Billy tem de encontrar a amada e reacender-lhe a fornalha. Mas quando ele, como fantasma, a procura numa fraternidade feminina, esconde-se de Mrs. Kingman no quarto de uma aluna nua (Pamela Ward) e segue-a para a casa de banho das raparigas aí começa a ‘ver’ todas as possibilidades.” “Com apenas umas horas antes de seguir o seu guia espiritual, o falecido tio Pinky Batson, em direção à luz branca, o fantasma palpável de Billy faz um destemido esforço para ter sexo uma última vez, primeiro com a difícil Elizabeth Foxx (numa interpretação que é a própria definição de ‘só pernas’) e depois com a rapariga francesa educada num convento, Danièle Arnaud”, (Danièle foi uma das três moças nos vídeos “Gimme All Your Lovin”, “Sharp Dressed Man” e “Legs” dos ZZ Top). “Hot Resort” (1985), real. John Robins, em português “Gelado de limão VI”, estreado sexta-feira, 31 de julho de 1987 no cinema Roma. “O gordo, o totó, o aspirante a engraçado e o rapaz fixe que viaja apenas com uma mala cheia de sacos de Vénus. Nos próximos 90 minutos, o caos e a confusão é com eles quando começam os seus empregos de verão num luxuoso resort na praia caribenha. A câmara salta para o rechonchudo e antipático proprietário do Royal St. Kitts e o seu assustador ajudante administrativo, que estão prontos para impor um regime de ‘disciplina máxima’ sobre os novos funcionários. Com apenas uma coisa em mente, os rapazes não se impressionam quando são descascados pelo feroz gerente, Mr. Martin, que lhes ordena para guardarem as suas pequenas pilas ou enfrentar as consequências. A ideia de não molhar o pincel o verão inteiro não é bem recebida. ‘Não entrou num filme com a Fay Wray?’, galhofa Chuck (Michael Miller).” “Zucchero, miele e peperoncino” (1980), real Sergio Martino, c/ Lino Banfi (Valerio Milanese), Edwige Fenech (Amalia Passalacqua), Pippo Franco (Giuseppe Mazzarelli), Dagmar Lassander (Mara Mencacci), Renato Pozzetto (Plinio Carlozzi)… em português “Tudo Pode Acontecer”, estreado quinta-feira, 28 de maio de 1981 no cinema Politeama [3]. “Filme em três episódios. O primeiro, ‘Zucchero’ (açúcar): Valerio Milanese, devido a uma troca de fotografias é confundido com Matteo Pugliese, um perigoso assassino. Uma jornalista sexy, Amalia Passalacqua, ao querer o furo acaba por piorar a posição da vítima. O segundo, ‘Miele’ (mel): o licenciado Giuseppe Mazzarelli, incapaz de encontrar trabalho, disfarça-se de mulher e é contratado como criada. O terceiro, ‘Peperoncino’ (pimenta): o taxista Plinio Carlozzi é envolvido por um clã da mafia siciliana num sequestro com o propósito de um casamento forçado.” [4]
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[1] Zöe Lund (1962-1999), nascida Zöe Tamerlis, “viveu muitos papéis ao longo dos seus 37 anos: músico, ativista político, atriz, modelo, escritora, esposa, junkie… Ela é mais conhecida pelo seu papel no filme ‘Ms .45 (1980) e pelo argumento para ‘Bad Lieutenant’ (1992).” “Zöe não se desculpou pelo seu vício. Ela escreveu detalhadamente sobre a heroína e defendeu e romanceou os seus efeitos. Escreveu argumentos não produzidos acerca de junkies famosos como John Holmes e Gia Carangi, o que significa que ela não poderia ter ilusões sobre como provavelmente a sua vida acabaria.” Zöe “morreu de insuficiência cardíaca em Paris devido ao uso continuado de cocaína, que substituiu o uso de longa data de heroína depois de ela se mudar para Paris em 1997.” “Em 1993, Zöe escreveu, dirigiu e interpretou uma curta-metragem de um minuto e meio, ‘Hot Ticket’. Zöe Lund estava a trabalhar numa antologia de contos quando morreu de insuficiência cardíaca relacionada com a droga na tragicamente jovem idade de 37 anos em Paris no dia 16 de abril de 1999.”
[2] Tami Erin, 1,65 m, sapato 37 ½, olhos cor de avelã, cabelo pintado de ruivo, nascida a 8 de julho de 1974 em Wheaton, Illinois. “É uma aluna do oitavo ano, sardenta, de olhos verdes, ruiva, de Shark River Island, New Jersey. Através de escolas, igrejas e programas distritais na Florida e no Illinois, onde passou a infância, Tami teve aulas de representação, dança e canto e representou em oito peças escolares desde os seis anos.” Aos 14 anos, Pippi, aos 39, pipi e bobó. Em 2013, o seu ex-namorado sondava o mercado para vender filmagens das new adventures de Tami na cama com o amigo Hard Cock. Ela enfureceu-se: “Isto foi privado entre mim e ele. Privado. Nós estávamos apaixonados. Separámo-nos recentemente e estou realmente danada com isto. Isto era privado, não era público. Não faço a mínima ideia de qual é o conteúdo.” Adjetivou-o: “Acho que ele é o maior pedaço de merda no planeta por me fazer isto.” Em abril de 2013 foi-lhe aos cornos, justificou-se ela: “Filmava-me sem o meu conhecimento no meu ambiente privado e eu estava a defender-me. Quanto é que ele filmou sem o meu conhecimento? A verdade virá ao de cima.” E a verdade, de boa qualidade e bem interpretado, saiu sob o título de Sex Tape (2013), com royalties para a ex-Pipi das Meias Altas. “‘O meu ex-namorado está a tentar lançá-la com ou sem mim, estou a bater-lhe aos pontos’, disse Tami ao TMZ. A ex-atriz-criança está a aceitar ofertas de várias companhias porno e está, segundo as notícias, disposta a vender pelo lance mais alto.” Arrematou, diz-se que por 10 000 dólares, a Zero Tolerance Entertainment. (Ela disse que foi “muito mais”). “Estou feliz porque tomei controlo da situação e ter tomado uma decisão como uma mulher forte e independente. Adoro quem sou e adoro a minha sexualidade… agora vi a sex tape e é escaldante. Fazer amor é lindo e uma parte muito importante de uma relação. Toda a gente o faz, toda a gente faz sexo… eu sou uma atriz famosa apanhada a fazê-lo.” O filme no mercado, Tami rumou em outubro (2013) para Las Vegas para a festa de Halloween no Hustler Club de Larry Flynt. “Originalmente, não era suposto ela fazer strip – foi contratada para receber as pessoas na festa – mas quando ela subiu ao palco para agradecer aos convidados… entrou no modo strip num instante… as pessoas até lhe deram gorjetas”, e ela divertiu-se aos beijos com a atriz porno Joslyn James t.c.c. a amante # 11 de Tiger Woods.
[3] Politeama, do grego Πολυθέαμα (πολύς, muitos + ϑέαμα, espetáculo), sala para espetáculos de variados géneros. Outro politeama, Dagmar (ou Dafny, ou Daphne, ou Jenny), 1,65 m, 50 kg, olhos cinzentos, cabelo castanho-escuro, holandesa (ou russa), profissão: engenheira (ou outra). “A Better Paradise” ou “Camomiles”.
[4]Primeiras cenas de nudez das vedetas”. Por exemplo, prodigaram zonas restritas ao médico, a namorados ou a amigas que vêm pernoitar: Reese Witherspoon no “Twilight” (1998), um filme neo-noir realizado por Robert Benton, c/ Paul Newman, Susan Sarandon, Gene Hackman, Stockard Channing e James Garner; ou Jessica Brown-Findlay no filme “Albatross” (2011), antes do fim de semana negro da massiva fuga de nus das celebridades, dia um de setembro de 2014, quando piratearam a sua Melons & iPussy (versão longa) da sua conta Apple iCloud.
As 25 cenas mais importantes de nudez frontal nos filmes”. Por exemplo, Lia Beldam, a mulher mais nova e Billie Gibson, a mulher mais velha, em “The Shinning” (1980).

no aparelho de televisão

The Bronx Zoo” (1987/88), em português “A malta de Bronx”, transmitida na RTP 2 pelas 18:00 horas às quintas-feiras, de 27 de outubro de 1988 até 27 de abril de 1989. “O liceu Benjamin Harrison está situado no empobrecido e sem lei centro de Bronx. O diretor Joe Danzig (Edward Asner) faz o seu melhor para manter o otimismo, enquanto lida com a falta de motivação e objetivo dos seus funcionários”. 1.º Episódio: na escola secundária Benjamin Harrison, uma semana igual a tantas outras começa com o reitor Joe Danzig a travar mais uma das suas batalhas contra a burocracia. Por seu turno, também os professores enfrentam os problemas do costume, com Sara Newhouse (Kathryn Harrold), a professora de inglês, a suplicar aos responsáveis melhores condições de trabalho. A nota mais inovadora é dada pela chegada à escola de um novo professor de matemática, Matthew Littman (Jerry Levine). Um jovem recém-formado cheio de ideias.” 1.º Episódio da 2.ª temporada “It's Hard to Be a Saint in the City”. “Father Murphy” (1981/83), série criada por Michael Landon, transmitida na RTP 1 pelas 14:00 horas aos sábados, estreia 15 de dezembro de 1984. No dia 13 de janeiro de 1985 a série teletransporta-se para os domingos cerca das 14:30. No dia 11 de maio desse ano ascende de novo para os sábados pelas 14:00 horas até 14 de setembro. “John Murphy vai transformar, com a ajuda de uma professora, uma sala abandonada em casa de órfãos.” “A série é interpretada pelo ex-defesa dos Los Angeles Rams da National Football League e ator na série ‘Little House on the Prairie’, Merlin Olsen, como um homem da fronteira nos anos 70 do século XIX, chamado John Michael Murphy, que se junta ao prospetor Moses Gage (Moses Gunn) para abrigar um grupo de órfãos que está a ser ameaçado com a casa de correção. Murphy disfarça-se de padre e faz amizade com uma professora para ajudar as crianças a encontrarem um lar. No final da primeira temporada, a sua verdadeira identidade é revelada ao diretor da casa de correção e os órfãos parecem destinados a uma vida de fadiga. Em vez disso, Murphy casa-se com a professora e conseguem a custódia das crianças.” “Breakaway” (1979), em português “Demissão adiada”, c/ Martin Jarvis (superintendente Sam Harvey), Ed Bishop (Scott Douglas), Angela Browne (Margaret Randall), Judy Geeson (Becky Royce), Glyn Houston (C.S. Bert Sinclair)… série da BBC transmitida no mês de setembro de 1983, de segunda a sexta, na RTP 2, cerca das 22:20. De segunda-feira, 12 até terça-feira, 27. “Por muito que o inspetor Sam Harvey gostasse de se aposentar para se dedicar a tempo inteiro ao seu hobby de escrever livros para crianças, ele tem que resolver primeiro alguns casos de homicídio complicados e desconcertantes.” [1]Fawlty Towers” (1975/79), em português “A grande barraca”, transmitida na RTP 1 aos sábados, pelas 20:30, de 7 de setembro de 1985 até 21 de dezembro. “Na seleta e famosa estância de Torquay, Devonshire, na Inglaterra, existe um simpático hotel – Fawlty Towers – muito procurado e recomendado. O seu proprietário é Basil Fawlty, casado com Sybil. Mas Basil é desajeitado, incompetente, por vezes, grosseiro, e sempre cheio de azar. Tudo o que faz é asneira ou dá mau resultado. Felizmente, Sybil é extremamente ativa, eficiente e competente. Dirige o hotel e o marido, remediando os erros e falhas que ele comete, minimizando assim os efeitos de tudo isso junto dos hóspedes. Existem ainda Manuel, o infeliz empregado espanhol, catalão de Barcelona, que, certo dia, foi admitido no hotel, sabendo apenas meia dúzia de palavras em inglês; e Polly, estudante de arte, que dá uma ajuda no serviço de mesa (aparece sempre por volta da hora das refeições).” “Basil e Sybil Fawlty foram inspirados em Donald e Beatrice Sinclair, hoteleiros genuínos que dirigiam o Gleneagles Hotel em Torquay, onde John Cleese ficou durante as filmagens no exterior, no início de maio de 1970, com a equipa dos Monty Python. As bizarrias irascíveis do Sr. Sinclair incluíram: repreender Terry Gilliam por comer as refeições de maneira ‘muito americana’; atirar a pasta de Eric Idle contra uma parede por causa de uma ‘ameaça de bomba’ (o pânico aconteceu porque Idle deixou a pasta na aérea da receção); não acreditar no pedido de Michael Palin para pré-reservar a TV Gleneagles para ver um programa; depois de Graham Chapman pedir uma omeleta feita com três ovos, Sinclair trouxe-lhe uma omeleta com três ovos estrelados em cima. (…). Mais tarde, a Sra. Sinclair queixou-se que a série tinha sido injusta para com o seu marido, e descreveu John Cleese como um ‘completo idiota’ que tinha ‘feito milhões com a nossa infelicidade’. O Gleneagles Hotel, sob nova administração, organiza uma vez por mês o fins-de-semana Fawlty Towers, onde os clientes são atendidos por atores que representam os papéis de Basil, Sybil e Manuel.” “Cada argumento levou seis semanas a escrever, cinco dias a ensaiar e uma tarde a gravar num estúdio em frente de uma plateia ao vivo – um total de 42 semanas para produzir cada série de seis episódios.” “Basil Gives Manuel a Language Lesson”. “I Know Nothing!”. “A room with a view”. “Bulman” (1985/87), transmitida aos domingos pelas 16:00 horas, de 28 de junho de 1987 até 4 de outubro. “George Bulman abandona a polícia de Londres por considerar que já não há lugar para investigadores individualistas e intuitivos. Compra uma loja e decide dedicar-se à reparação de relógios. Mas os seus planos para uma vida sossegada são perturbados pelo aparecimento súbito de Lucy McGinty (Siobhan Redmond), a filha de um ex-colega que abandonara os estudos de História Medieval para se dedicar à criminologia. Lucy está a tentar convencê-lo a constituírem uma agência de detetives quando um desconhecido os tenta matar a tiro. Lucy pode não ser completamente persuasiva, mas o criminoso convence-o. Bulman vai, então, tentar descobrir qual era o objetivo que aquele pretendia atingir.”
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[1] O maior detetive português foi o inspetor Patilhas, com os seus ajudantes Ventoinha e Buraquinho, destrinçaram todas as ameaças que mirravam a nossa economia. “Aquele que havia de ser o grande Patilhas nasceu, há uma cabazada de anos (ou mais...), numa terra cujo nome não revelaremos, para evitar que as pessoas que lá moram desatem a inaugurar estátuas muito mal feitas do famoso detetive, e a pôr o seu nome a todas as ruas lá do sítio. (…). Talvez provenha daqui o espírito investigador de Patilhas - que, sendo ainda menino de colo, disse um dia para a ama: ‘Quero a esquerda, que é maior!...’. Isto revelou imediatamente as suas excecionais qualidades de observação.” Os detetives investigavam no “Rádio Crime”, uma rubrica patrocinada pelas Chaves do Areeiro, transmitida perto do final (pelas 13:50) do programa “Graça com todos”, dos Parodiantes de Lisboa.
Estávamos no ano de 1947, o semanário humorístico ‘A bomba’ dava por findada a sua publicação. É então que Ferro Rodrigues, Santos Fernando, Mário de Meneses, Mário Ceia, Manuel Puga, José Andrade, Ruy Andrade entre outros. Fundam a 18 de março do mesmo ano os ‘Parodiantes de Lisboa’. O nome surgiu, segundo Mário de Meneses Santos, a propósito da companhia teatral de António Lopes Ribeiro e de Francisco Ribeiro (Ribeirinho), que atuava no Teatro da Trindade em Lisboa. A companhia tinha como nome ‘Os Comediantes de Lisboa’. Inicialmente o grupo começou com um programa chamado ‘Parada da Paródia’, que ia para o ar às terças-feiras pelas 20 horas na Rádio Peninsular, naquele tempo instalada na rua Voz do Operário. Com o evento da publicidade, os Parodiantes de Lisboa, começaram a lançar novos programas, ainda nos Emissores Associados de Lisboa. Assim, nasceu o programa "Graça com Todos", transmitido diariamente no Rádio Clube Português. Este programa chegou a ser transmitido, simultaneamente, em Lisboa, Porto, Madeira, Angola, Moçambique e em muitas estações estrangeiras destinadas aos emigrantes”. Das figuras lançadas no programa, os detetives, por assoalharem o alto valor da segurança, granjearam o carinho do grande público radiofónico. “Num semanário intitulado ‘TV’, propriedade da Rádio Televisão Portuguesa, datado de 15 de junho de 1967, com o número 216, uma notícia de página inteira com o título: ‘Patilhas e Ventoinha no cinema’. Nesse artigo, escrito por Antero Antunes, este realça os vinte anos de existência, nesse ano, dos Parodiantes de Lisboa, e a extrema popularidade que estes apresentam pelo país inteiro, colónias ultramarinas e outros países onde residem e trabalham emigrantes portugueses.” No início dos anos 70, Patilhas e Ventoinha aventuraram-se na animação com “O caso da mosca da TV”.

na aparelhagem stereo

As sociedades marcham para a perfeição, mais transparência, mais riqueza, mais liberdade, mais batatas. Neste macadame diamantífero quilata-se a pureza da pedra com a vigilância social para que a pressão estabilize alotrópicas gemas para a ourivesaria sem defeito. Qualquer impureza comprime-se com 6 000 000 de pascais certificando que não há grafite a emporcalhar a mina. Quando a soprano georgiana, Tamar Iveri, publicou opiniões proibidas sobre o fufo-larilismo, os estabilizadores sociais, muito acertadamente, ativaram-se e ela foi despedida pela Opera Australia, e também o Théâtre Royal de la Monnaie, em Bruxelas, enxotou-a da futura produção de “Un ballo in maschera”, em 2015. A 18 de maio de 2013, Iveri postara no Facebook, sob forma de uma carta ao presidente georgiano, Giorgi Margvelashvili, “o post, aparentemente de Iveri, supostamente dizia: ‘Eu fiquei bastante orgulhosa pela forma como a sociedade georgiana cascou na [Gay] Parade… Muitas vezes, em certos casos, é necessário partir queixos a fim de se ser apreciada como nação no futuro, e se ser tomada em consideração a sério. Por favor, pare as persistentes tentativas de trazer a ‘massa fecal’ do ocidente para a mentalidade do povo por meio da propaganda’.” Mais tarde, “Iveri postou uma mensagem no seu Facebook dizendo que o marido tinha usado a sua conta na altura, descrevendo-o como ‘um homem muito religioso com uma atitude muito rígida para com os gays’. Ela acusou-o de mudar a carta original e publicá-la sob o seu nome.” Para que a ordem social seja reposta Iveri, - “em toda a minha carreira tenho trabalhado com pessoas gay e algumas delas são amigos muito queridos” -, anunciou um concerto de desculpas à comunidade gay em Tbilisi, no National Coming Out Day, 11 de outubro de 2014, “dedicado às vítimas de todo o tipo de violência.” [1]
Perfeiçoar a sociedade, igualando, é missão das famílias e das empresas, estas, pela sua natureza mercantil embolsam uns cobres. “Ele é o famoso Deus do Trovão, mas Thor vai mudar de sexo lançando uma ‘era novinha em folha’ para este ícone da BD, dizem os seus editores. A Marvel Comics anunciou que vai apresentar um Thor feminino na sua última série de BD em outubro (2014), acentuando que o novo Thor não é She-Thor ou Thorita. (…). ‘A inscrição no martelo de Thor, o Mjölnir, diz: Todo aquele que segura este martelo, se ELE for digno, possuirá o poder de Thor’, disse o editor da Marvel, Wil Moss. ‘Bem, é altura de atualizar essa inscrição’. Acrescentou ele: ‘A nova Thor continua a orgulhosa tradição da Marvel de personagens femininos fortes, como a Capitã Marvel, Tempestade, a Viúva Negra e etc. E esta nova Thor não é uma substituta feminina temporária, ela é agora a única Thor, e ela é digna!’. ‘Isto não é She-Thor. Isto não é Lady Thor. Isto não é Thorita. Isto é Thor, disse o escritor Jason Aaron. ‘Este é o Thor do Universo Marvel. Mas é diferente de qualquer Thor que já vimos antes’.” Diz a editora que “visa alcançar diretamente um público que há muito não é alvo dos super-heróis da BD na América: as mulheres e raparigas.”
Há um povo que não só faz História como dá História a fazer aos outros povos. Quando, em 7 de setembro de 2014, a seleção portuguesa de futebol perdeu em Aveiro por 0-1 contra a Albânia, Edi Rama, primeiro-ministro albanês, tuítou agradecendo aos seus jogadores que “fizeram História” e puseram o mundo a “falar bem da Albânia”. Um povo tão altruísta assim, “não podia deixar de ser doutro modo”, quando legisla, esculpe perfeição. A lei da cópia privada não é mais um imposto para amamentar o enxame de cortesãs, os sem profissão, os advogados, gestores, administradores, diretores, presidentes, executivos, aperrados na teta da indústria da música. É uma lei de horizontes como cultivou Barreto Xavier: “Os conteúdos a que se refere a cópia privada não são ilegais, sendo o que está em causa é a possibilidade de se poderem copiar conteúdos autorais.” [2] Esta lei é gémea da originalidade autoral. “Corria o dia 8 de abril de 2005, quando o gabinete de José Luis Rodriguez Zapatero anunciou o primeiro plano de combate à pirataria. Dificilmente o Governo PSOE poderia prevê-lo, mas o primeiro grande pacote legislativo de combate à pirataria de Espanha acabaria por produzir efeito em Portugal... nove anos depois: na quinta-feira, o Conselho de Ministros aprovou um plano estratégico com dezenas de frases copiadas do plano espanhol de 2005. O documento da secretaria de Estado da Cultura (SEC) não faz uma única menção ao plano espanhol, apesar do uso de várias frases traduzidas. Descubra as semelhanças Eis três exemplos dos cerca de 30 excertos iguais entre os dois planos antipirataria: EM PORTUGUÊS: ‘Esta é uma medida de carácter horizontal e muito importante para a eficácia de todas as outras, assim como para a sua melhor coordenação’. ‘Quem infringe? Neste caso as ações destinam-se a analisar e determinar o perfil do infrator, isto é, aquele ou aqueles que colocam à disposição do público obras sem as correspondentes autorizações’. ‘É importante impulsionar uma maior especialização da autoridade tributária em matéria de propriedade intelectual’. EM CASTELHANO: ‘Se trata de una medida de carácter horizontal imprescindible para la eficaz ejecución de todas las demas, así como para sua debida coordinación’. ‘Quién infringe. En este punto no se trata de saber, al menos no exclusivamente, qué derechos o qué normas se vulneran dentro del fenómeno de la pirataria, sino de detectar, del modo más riguroso, la incidencia por sectores de las actividades infractoras’. ‘En ultimo lugar, se impulsará la especialización de fiscales en materia de propiedad intelectual’”, no Expresso [3].
Os truques de secretaria para extorquir dinheiro camufla o ficcionar da concorrência no capitalismo global, na contagem das armas, o adeus às empresas em competição, porque tudo espremido, os donos são os mesmos. Jem and the Holograms, a extravagante rocker tripla platina dos anos 80 da Hasbro, quase derrubou a Barbie. A Mattel contra-atacou com “Barbie and the Rockers”, no final, nas prateleiras do Toys ‘R’ Us, ficou só uma e a outra… emprateleirou-se na memória [4]. “O desenho animado ‘Jem and the Holograms’, que teve a sua primeira exibição entre 1985 e 1988, contava a história de Jerrica Benton, uma jovem filantropa rica e empresária, que trabalhava à noite como uma glamorosa vedeta de rock, Jem – com a ajuda de tecnologia de ponta, evidentemente. Jem tinha tudo: ela abraçava a rebelião do rock ‘n’ roll, mas ela era ainda uma convencional ‘boa moça’ bonita e loira que encaixava em qualquer lugar. Ela tinha cabelo selvagem e maquilhagem, mas em tons femininos de fúcsia, roxo, rosa pálido e azul de esmalte. Ela tem dinheiro, uma carreira, um namorado de sonho, uma identidade secreta e uma banda, mas ainda dedica uma grande parte do seu tempo e energia a ajudar raparigas órfãs.” O episódio “Kimber's Rebellion”. Canções: “Truly Outrageous” ♪ “She's Got The Power” ♪ “Like A Dream”.
Aceleradores de vendas ainda hoje tão eficientes como nos anos 80. As bombardas dos vídeos dos anos 80: onde estão elas agora? – Por exemplo, “uma antiga página central da Playboy, Jeanna Keough, apareceu ao lado de Danièle Arnaud e a colega playmate Kymberly Herrin, como uma das três musas nos vídeos “Legs” (c/ Wendy Frazier), ‘Sharp Dressed Man’ (1983), ‘Gimme all Your Loving’ (1983) e ‘Sleeping Bag’ (1985) dos ZZ Top. Mais recentemente, Keough entrou como um dos membros do elenco original do reality show ‘The Real Housewives of Orange County’, da Bravo.” [5]
Outro responsável pelas vendas de música era a imaginação (que na sociedade perfeita será substituída pela fiscalização). A revista Flexipop (1980 / 1983) ficou “famosa pelo ressurgimento do disco flexível no Reino Unido durante os anos 80. Lançada em 1980 por dois jornalistas do Record Mirror, Barry Cain e Tim Lott, a revista continha um flexidisc em cada número. Durou dois anos. Uma das mais notáveis edições foi o disco de março de 1981 com Adam and the Ants a tocarem uma versão do êxito dos Village People, ‘Y.M.C.A.’, chamado ‘A.N.T.S.’.” PS: Adam and the Ants debutaram no singleYoung Parisians”, lado B “Lady” (1978).
Eram notícia nas revistas dos anos 80:
Sheila E., filha do percussionista Peter Escovedo, sobrinha do cantor Alejandro Escovedo, de Javier Escovedo, fundador dos punks The Zeros, de Mario Escovedo, vocalista e guitarrista dos The Dragons, de Coke Escovedo, que tocava com Santana, fundador dos Azteca, afilhada de Tito Puente e (talvez) tia biológica de Nicole Richie (esta negou na revista Jane de dezembro de 2005 que Peter Michael Escovedo, irmão de Sheila, fosse seu pai). “Foi ‘algures no centro da Europa em 1987 que Prince se virou a meio de ‘Purple Rain’ e murmurou para a sua baterista ‘Casas comigo?’ naturalmente, a valente e sexy Sheila E. disse sim. (…). ‘Ele atirou-me um beijo, virou-se para o público e tocou o solo de guitarra mais incrível de sempre’, escreve ela sobre o momento em que fez de Prince um homem feliz. ‘No resto daquele ano a minha relação com Prince foi um sonho… Estávamos juntos todo o dia e toda a noite. Por isso, se ele me estava a empalitar, tinha de se despachar bastante rápido’.” “The Glamorous Life” (1984) ♪ “A Love Bizarre” (1985) ♪ “Koo Koo” (1987) Vanity 6 (o 6 representa o número de tetas no grupo, um trio). “Em 1981, Prince, ele próprio uma vedeta em ascensão, sugeriu que as suas três amigas – a namorada e inspiração de “When Doves Cry” (1984), Susan Moonsie, a cantora escocesa Brenda Bennett e a sua assistente pessoal Jamie Shoop, formassem um grupo feminino que se chamaria ‘The Hookers’. A visão de Prince era que as três mulheres atuassem em lingerie e cantassem canções com letras sobre sexo e fantasia. Prince queria orientar uma cantora ou um grupo feminino desde o final da década de 70 quando viu o filme ‘A Star is Born’ com Barbra Streisand e Kris Kristofferson. O trio original gravou algumas maquetes antes de Prince conhecer, em janeiro de 1982, Denise Matthews, uma modelo de nu e atriz de filmes série B canadiana. [“Terror Train” (1980), em português “O regresso do comboio do terror”, estreado no cinema Xenon sexta-feira, 10 de maio de 1985. “52 Pick-Up” (1986), em português “Armadilha fatal”, estreado sexta-feira, 9 de dezembro de 1988 nos cinemas King Triplex e Xenon]. (…). Com a chegada de Matthews, Shoop foi dispensada do grupo. Matthews eventualmente foi rebatizada Vanity. Prince tinha originalmente sugerido o uso do nome artístico Vagina, ela recusou e rebatizou-se Vanity. Outra versão da história sugere que foi Prince quem cunhou o nome Vanity, visto que, disse ele, que olhando para Matthews estava a olhar num espelho para a versão feminina de si próprio.” “Nasty Girl” (1982) ♪ “Drive Me Wild” (1982).
Apollonia 6, Vanity abandona a comitiva do Prince e o papel principal no filme “Purple Rain” por um lucrativo contrato a solo com a Motown Records em 1983. “Embora, ao seu desentendimento romântico com Prince tenha sido atribuído, muitas vezes, a principal razão da sua repentina partida, mais importante foi o facto de que ela estava a pedir mais dinheiro do que aquele que os produtores estavam dispostos a pagar-lhe. Ela estava a explorar outras ofertas, incluindo um papel no previsto ‘Last Temptation of Christ’, de Martin Scorsese, e achou que o seu papel em ‘Purple Rain’ valia mais do que os produtores pensavam. ‘O filme era o sonho do Prince. Ele estava a recrutar toda a gente por muito pouco dinheiro. Você tem que pagar às pessoas. Você tem que ser justo’, disse Vanity. ‘Eles não iriam pagar-me dinheiro suficiente para aturar a porcaria que eu teria de passar. Eu não faço coisas como essas de graça. Eu não queria ficar retida na neve às seis da manhã nalgum parque de campismo sem lugar para mudar de roupa. Quem precisa disso?’” Depois da audição de cerca de 700 mulheres em Nova Iorque e Los Angeles, Patricia Apollonia Kotero, de 22 anos, foi escolhida para o papel principal de “Purple Rain” e substituta de Vanity no trio. “Ex-rainha de beleza e cheerleader dos L.A. Rams a sua carreira na representação começou com pequenos papéis em populares séries de TV, como ‘Fantasy Island’ e Knight Rider’. Ela também interpretou a megera no vídeo ‘Shakin’ de Eddie Money, antes de fazer audições e ter ganhado o papel de uma vida como a namorada de Prince, apropriadamente chamada Apollonia, em ‘Purple Rain’.” “Sex Shooter” (1984) ♪ “Blue Limousine” (1984).
Pick Up the Phone” (1983) (em Espanha têm a mania de traduzir tudo, inclusive as capas dos discos) ♪ “Sahara Night” (1986), p/ FR David, cantor francês nascido em Menzel Bourguiba, Tunísia. No ano de 1967 estreou-se com o singleSymphonie” e gravou algum pop orquestral com Michel Colombier, como “Il est plus facile”, francês para “Strawberry Fields Forever” Back to Cruelty” (1981) ♪  ao vivo p/ Marquis de Sade, “fundados em 1977, em Rennes, (Bretanha, França), em torno de Philippe Pascal (voz), Frank Darcel (guitarra), Christian Dargelos (baixo) e Pierre Thomas (bateria)” They Don't Know” (1983) p/ Tracey Ullman, “‘o meu nome verdadeiro é Trace Ullman, mas acrescentei o ‘y’. A minha mãe dizia que era soletrado à americana, mas não acho que ela saiba soletrar. Sempre quis um nome do meio. A minha mãe costumava dizer que era Maria mas nunca acreditei nela. Vi a minha certidão de nascimento e não tinha um, apenas Trace Ullman’. O pai de Ullman foi um soldado polaco evacuado de Dunquerque em 1940. Posteriormente, trabalhou como vendedor de móveis e agente de viagens. Quando ela tinha seis anos, o pai morreu de ataque cardíaco quando lhe lia uma história para dormirAnother Kind of Love” (1988), p/ Hugh Cornwell, “entrevistado em fevereiro de 1998, Cornwell afirmou que algumas faixas do seu primeiro álbum a solo, ‘Wolf’ (1988), foram bem recebidas pelas estações de rádio americanas, e que a Virgin US quis que ele fosse fazer uma tournée para promovê-lo. Ficou acordado ele fazer a primeira parte dos A Flock of Seagulls – que tiraram o seu nome de uma canção dos Stranglers, ‘Toiler On The Sea’ (1978) – e se ofereceram para atuar como a sua banda de apoio, assim como tocar o concerto com os seus próprios êxitos, mas a tournée fracassou quando Cornwell foi despedido pela Virgin UK. Cornwell estava em Nova Iorque para entrevistas promocionais na altura.” “Entrei para fazer algumas entrevistas no escritório de Nova Iorque, e eles disseram: ó desculpe, ninguém lhe telefonou para o hotel? Acabámos de receber o fax de Londres, você foi dispensado, então é isso, companheiro. Pensei, só porque fui dispensado na Inglaterra, se eu tenho reação aqui, não posso simplesmente continuar? E eles disseram: lamento, somos completamente controlados por Londres.”
I am Damo Suzuki” (1985) ♪ “Villette Sonique” (2011), p/ The Fall, mais de 43 músicos tocaram com o fundador Mark E. Smith: “Se for eu e a sua avó nos bongós, é The Fall.” “Formados em Prestwich, Manchester, em 1976 por Mark E. Smith, Martin Bramah, Una Baines e Tony Friel. Friel apareceu com o nome The Fall retirado do romance de 1956 de Albert Camus. (…). O primeiro baterista da banda foi lembrado apenas por Dave ou Steve durante 34 anos, até que o escritor Dave Simpson descobriu que ele foi quase de certeza um homem chamado Steve Ormrod. Ormrod foi rapidamente substituído por Karl Burns, pelo menos em parte, devido a diferenças políticas com os outros membros do grupo. Os quatro membros originais dos The Fall irão reunir-se para lerem uns aos outros os seus escritos e tomar drogasWay Cool Jr.” (1988), p/ RATT, no final do vídeo, veste a guitarra, Ava Fabian 1,70 m, 51 kg, olhos e cabelo castanhos-escuros, nascida a 4 de abril de 1962 em Brewster, Nova Iorque, playmate do mês de agosto 1986. Ainda chamando-se Mickey Ratt, da BD underground Mickey Rat, “em 1980, para aumentarem as suas hipóteses de conseguir um contrato de gravação com uma grande editora, a banda gravou um single chamado ‘Dr. Rock’ / ‘Drivin’ on E’, que era oferecido aos fãs nos seus primeiros concertos nos clubes de Los Angeles. (…). Em 1981, o nome da banda foi encurtado para Ratt” C'est La Vie” (1986), p/ Robbie Nevil, coescrita por Nevil e gravada pela primeira vez por Beau Williams. No vídeo, a dançarina de body escuro é Kathy Foy-Asaro e nos coros e bateria está Brie Howard [6]. Disse Nevil: “O meu interesse pela música começou com aulas de guitarra aos onze anos. Comecei a tocar principalmente música instrumental original em várias bandas com amigos nos sete anos seguintes. Durante esse tempo todo treinava sempre cantando sobre os discos de Stevie Wonder e Earth, Wind & Fire.” Escreveu, coescreveu ou produziu canções para muitos artistas: “You And I” (1979), p/ Earth, Wind & Fire ♪ “Contact” (1985), p/ Pointer Sisters ♪ “I Can, I Will” (1999), p/ Jessica Simpson ♪ “Never Underestimate A Girl” (2006), p/ Vanessa Hudgens. Ou para bandas sonoras de filmes ou séries de TV: “Get Your Shine On”, de “Kim Possible: So the Drama” (2005) ♪ “Nobody's Perfect” de Hannah Montana” (2006/08) ♪ “Start the Party”, de “Camp Rock” (2008) Visions in Blue” (1983), p/ Ultravox, o vídeo foi banido pela MTV e a BBC e a EMI decidiu não inclui-lo na Colletion DVD por acharem que a moça em tronco nu é “de uma idade indeterminada” [7] Movement” (1981) ♪ “Taras Shevchenko” ao vivo na Ukranian National Home, Nova Iorque, 18 de novembro de 1981 ♪ “Substance” (1987), p/ New Order, “foram a banda capitânia da editora com sede em Manchester, Factory Records. As capas minimalistas dos seus álbuns e a ‘não-imagem’ (a banda raramente dava entrevistas e eram conhecidos por tocar concertos curtos sem encores) refletia a estética da editora de fazer seja o que for que as partes interessadas queriam fazer, incluindo uma aversão de incluir singles como faixas de álbuns.” [8]
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[1] Quando o homem primitivo aprendeu a soprar. “Cientistas alemães desenterraram o instrumento musical mais antigo fabricado por mãos humanas. É uma delicada flauta feita de osso da asa de um abutre que remonta a pelo menos 35 000 anos – logo após os primeiros seres humanos modernos entrarem na Europa.”
[2] Jorge Barreto Xavier, secretário de Estado da Cultura, cultivara em 2013 sobre a contratação de João Póvoas, de 24 anos, para assessor de comunicação do seu gabinete: “Tenho o direito de escolher alguém com quem empatizo. O governo tem que ser escrutinado mas por favor deixem-me gerir os meus recursos humanos.” “Atualmente vivemos no 8 e no 80, assumem-se as coisas de forma demagógica.” “Vivemos de facto momentos difíceis, mas no contexto líquido estamos a falar de um vencimento líquido de 1900 euros e estamos a falar de gente que trabalha sete dias por semana e não ganha horas extras.” Póvoas fora consultor de comunicação do PSD. “Foi inocente da parte do João, que até foi o melhor do aluno do seu ano, colocar no curriculum que fez um estágio no PSD? Se calhar foi.” Barreto Xavier sobre andar de popó: “Sim, é verdade que tenho três motoristas no meu gabinete, mas um membro do governo não é um estudante que está em casa a trabalhar no computador. Num gabinete do governo, um motorista tem que fazer um horário superior ao normal e, por isso, é necessário ter mais que um.” Barreto Xavier, a pedra mais importante do Governo que de ródio banha os produtos culturais, não anda a pé. “Yeah, you gotta watch her walk / Down that street / Like she owns it (yeah) / With a boom, boom / And a boom, boom / Just like she owns the motherfucker”: “Loco” (2001), p/ Fun Lovin' Criminals.
[3] A evolução da venda de música ao longo dos últimos 30 anos. A queda na receita global, se for verdadeira, e não apenas contabilidade criativa e manipulação de números, explica-se pelo reajustamento dos lucros a valores mais realistas depois de ganhos obscenos e das fortunas relâmpago, e pelas novas abordagens à indústria da música com a exploração de outros segmentos como o merchandising ou a música ao vivo. Os lucros, por exemplo, da Live Nation apenas sobem.
[4] O filme “Jem and the Holograms”, real. Jon M. Chu, está previsto para 2016, com Aubrey Peeples (Jerrica Benton / Jem), Stefanie Scott (a irmã mais nova, Kimber Benton), Hayley Kiyoko (Aja Leith) e Aurora Perrineau (Shana Elmsford).
[5] E a publicidade de Geena Davis às saudosas cassetes.
[6]Get It Off Your Chest”, p/ Neola. Os Neola são: Brie Howard, a vocalista, nascida a 9 de agosto de 1949, tocou bateria no último álbum das “Fanny”, “Rock and Roll Survivors” (1974); foi vocalista, percussionista e programadora da caixa de ritmos LinnDrum nas American Girls (1986); é vocalista e percussionista nos The Boxing Ghandis (1994-presente); fez coros e tocou bateria no vídeo “C'est La Vie” de Robbie Nevil; tocou bateria no vídeo “Criticize” de Alexander O’Neal; foi Maggie no filme “Android” (1982), com Klaus Kinski; e é mãe da playmate Brandi Brandt, que se casou e divorciou-se de Nikki Sixx, baixista dos Mötley Crüe, e foi condenada a seis anos de cadeia por tráfico de droga na Austrália. Brandi será elegível para liberdade condicional em novembro de 2016. – Glen Ballard coescreveu e produziu o álbum “Jagged Little Pill” (1995) de Alanis Morissette; coescreveu “The One” (2002) de Shakira. – Davey Faragher foi baixista de Elvis Costello & The Imposters. – Tommy Faragher, cantor, compositor, arranjador, começou a carreira como cantor e teclista no grupo formado com a família, The Faragher Brothers. – Caleb Quaye substituiu o guitarrista Stewart "Stu" Brown na banda de apoio de Long John Baldry, os Bluesology, o primeiro grupo profissional de Reggie Dwight, aquele a quem agora chamam Sir Elton Hercules John.
[7] Para construir a sociedade perfeita só há dois instrumentos e uma variante: proibir e aumentar impostos, e… criar impostos novos. No caso do vídeo dos Ultravox, a dúvida não carece elucidação, neste caso e noutros, prevalece sempre o princípio in dubio pro intelligentia asinum. No entanto, o rio de dinheiro sobrepõe-se à idade. “Magia” (1991), p/ Shakira, contratada aos 13 anos pela Sony Music Columbia. O primeiro álbum, Magia, “é uma coleção de canções de dança e baladas que Shakira escrevera desde os oito anos [sendo a primeira “Tus gafas oscuras”], com temas inspirados pela experiência de sair com rapazes, histórias de aventuras e sonhos de viver no litoral.” La cantante barranquillera aos 11 anos, “Será el ángel”; aos 15 anos, “Brujería”; aos 16, “Eres”, no Festival de Viña del Mar 1993; “¿Dónde Estás Corazón?” e “Tú serás la historia de mi vida” (1995), no programa “El show de las estrellas”; até ser ao melhor rabo da Colômbia. – Para tomar um segundo banho no mesmo rio, já sem os constrangimentos do valor comercial da pele sem rugas para a indústria, qualquer indústria, graças a Deus, a Comissão Europeia de Jean-Claude Juncker facilita oportunidades às mulheres de meia-idade como Federica Mogherini ou Alenka Bratušek ou Elżbieta Bieńkowska
[8]O que a tua banda favorita dos anos 80 diz sobre ti”. The Smiths: “Você leu em voz alta para um hamster, um furão ou uma tartaruga”. Joy Division: “Você foi mordido por um gato ao tentar vesti-lo com roupas de época”. New Order: “Você possui vários aquários mas nenhum peixe”. Falco: “Você matou uma mosca com um programa de Cats”. Soft Cell: “Você repete o diálogo mexendo os lábios quando vê o Highlander”. A-ha: “Você possui um videogravador com uma cópia do Highlander presa dentro dele”. Human League: “Você foi espancado com uma cópia VHS do Neverending Story”.