Pratinho de Couratos

A espantosa vida quotidiana no Portugal moderno!

quinta-feira, julho 30, 2015

1984 (tl;dr)

Ano novo. Esperanças de paz e saúde, desejos de melhor, aspirações de prosperidade, renovação de expetativas, expetações de felicidade, votos que uma água fresca enxurre os agouros e grele os pelouros. “Meus senhores eu sou a água / que lava a cara, que lava os olhos / que lava a rata e os entrefolhos / que lava a nabiça e os agriões / que lava a piça e os colhões / que lava as damas e o que está vago / pois lava as mamas e por onde cago.” Bocage em “A água”. Se a água lava o corpo, o petróleo purifica a alma perfumando-a das mais ambrosíacas fragâncias.
Sábado, 31 de dezembro de 1983, na Nigéria, pela madrugada, moiro encantado vira a proa da barca. “A Nigéria entrava no ano de 1984 com o quinto golpe de Estado da sua história.” “A política petrolífera nigeriana parece estar na base do golpe de Estado que na madrugada de sábado, derrubou o presidente eleito Shehu Shagari. Para tentar relançar a indústria petrolífera em crise, Shagari tinha iniciado diligências para abandonar a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) de forma a poder aumentar as exportações do ouro negro. O atual homem forte de Lagos, general Muhammadu Buhari [1], ex-gestor da companhia petrolífera estatal já garantiu as suas obrigações decorrentes dos tratados assinados pelo anterior Governo.” [2]
“Proclamada independente em 1960, a República Federal da Nigéria conheceu nestes 23 anos datas atribuladas e 5 golpes de Estado. (…). Em 1966, no espaço de dois dias, (15 e 17 de janeiro) registaram-se duas alterações políticas pela força das armas. No primeiro golpe, liderado pelo major Patrick Chukwuma Kaduna Nzeogwu, seria executado o primeiro-ministro de então, Abubakar Tafawa Balewa. [As circunstâncias da sua morte ainda permanecem desconhecidas. O seu corpo foi descoberto na berma de uma estrada perto de Lagos seis dias depois de ele ter sido derrubado do cargo]. Quarenta e oito horas depois o poder é tomado pelo major-general Johnson Thomas Umunnakwe Aguiyi-Ironsi. Seis meses volvidos, a 29 de julho de 1966, o general Yakubu ‘Jack’ Dan-Yumma Gowon assume a liderança do país, pouco depois de se ter desencadeado a guerra no Biafra [3]. Terminado o sangrento conflito em 12 de janeiro de 1970, Gowon é deposto por outro general, Murtali Ramat Mohammed. Este apenas conserva o poder durante 5 meses, até que uma nova ação armada, desta vez comandada pelo general Olusegum Obasanjo o depôs. A partir de 1979, com a restituição do poder aos civis, a República Federal da Nigéria conhece um período de estabilidade política e democrática sob a liderança do presidente Shehu Shagari.”
“O auge da exploração petrolífera, iniciada em 1973, convertera a economia nigeriana na mais florescente da África Negra, com uma taxa de crescimento anual de cerca de 8 %. (…). Seria a crise petrolífera desencadeada a partir de 1981 que desferiria um profundo golpe no país mais populoso de África (90 milhões de habitantes) e cujas receitas externas dependem em mais de 90 % da venda do petróleo. [Atualmente, continua a principal fonte de riqueza, representa 35 % do PIB e 70 % das receitas do Estado]. Os últimos dois anos foram assinalados por elevadíssimas taxas de inflação. Os preços de alguns produtos de primeira necessidade quintuplicaram e houve um drástico aumento do desemprego. O Governo de Lagos viu-se então obrigado a realizar um dos maiores êxodos da história contemporânea, expulsando do país dois milhões de estrangeiros que se encontravam na Nigéria em situação ilegal. Na frente puramente económica, a dívida externa foi renegociada nos últimos meses com um grupo de bancos estrangeiros e na altura do derrube, o Governo de Shagari estava em negociações com o Fundo Monetário Internacional para um empréstimo de 2500 milhões de dólares. Por outro lado, o presidente tinha apresentado há dias, ao Parlamento, um orçamento de austeridade para 1984.” [4]
Segunda-feira, 2 “o jornal soviético Pravda [5], na sua edição de hoje, critica o recente acordo luso-americano sobre a base açoriana das Lajes afirmando que o Pentágono aspira ‘obter autorização para os bombardeiros estratégicos norte-americanos com armas nucleares a bordo poderem aterrar’ naquela base. Para a Pravda, a base das Lajes constitui um ‘elo importante na cadeia americana de bases militares e pontos de apoio no estrangeiro que dão corpo à conceção de mobilidade estratégica’ das forças dos EUA. Destacando que no Pentágono se designam os Açores como ‘porta-aviões insubmersível’, o jornal soviético acrescenta tratar-se de um ‘trampolim para a agressão’, designadamente para ‘transbordo de unidades da Força de Intervenção Rápida, equipadas com armas nucleares para a Europa, Médio Oriente e zona do Golfo Pérsico. (…). O artigo refere, finalmente, que ‘a parte de leão’ do montante pago a título de compensação pelo arrendamento das Lajes será gasto na aquisição por Portugal de armamento americano. Este destina-se a reequipar as Forças Armadas portuguesas, que, no quadro da NATO, são consideradas como reforço do dispositivo militar que atuaria na Europa central em caso de confronto com a União Soviética.” [6]
Terça-feira, 3 “o reverendo Jesse Jackson, candidato democrata à Casa Branca, obteve hoje a sua primeira vitória com a libertação do piloto americano detido na Síria desde o princípio de dezembro. Jackson, que se deslocou a Damasco para obter a liberdade do piloto, encontrou-se com o presidente sírio Hafez Assad. (…). A libertação, segundo jornalistas no local, realizou-se no ministério dos Negócios Estrangeiros sírio [7]. Entretanto, no Líbano, aviões israelitas bombardearam hoje posições dos dissidentes palestinianos da Fatah. Mas as atenções continuam centradas na Força Multinacional estacionada naquele país. Com efeito, e ao mesmo tempo que a França e a Itália anunciaram a redução dos seus contingentes, nos Estados Unidos, Ronald Reagan, vai reexaminar hoje a política americana no Líbano, com o seu enviado especial para a região, Donald Rumsfeld.” [8]
Quinta-feira, 5 “João Rocha resolveu acionar judicialmente a RTP e os seus administradores Drs. João Palma Ferreira e José Niza, associando ao processo (que foi elaborado pelo Dr. Fernando Luso Soares com base em abuso do direito de imagem) os nomes de Júlio Isidro e Carlos Cruz, ‘profissionais que, servindo em órgãos de comunicação do Estado, deles se aproveitaram abusivamente para se conluiarem contra o Sporting e o seu presidente’. A notícia foi dada pelo próprio presidente sportinguista: ‘ascende a 20 mil contos o valor da ação proposta por João Rocha e pelo Sporting Clube de Portugal contra a RTP’ [5 mil para João Rocha ‘por lesões morais’ e 15 mil para o Sporting]. (…). A certa altura pode ler-se que ‘os réus Palma Ferreira e Niza são, com referência à sua qualidade de gerentes da primeira ré (RTP), gestores públicos com estatuto constante do decreto-lei n.º 831, de 25 de novembro, estão obrigados a gerir a RTP adequadamente à prossecução dos objetivos desta, tendo em vista uma contribuição ativa para o desenvolvimento sociocultural do país (prémio do artigo 22.º do referido decreto-lei). Em tal quadro de ação, aliás contrariamente ao que os réus Palma Ferreira e José Niza fizeram, não cabem nem desvios abusivos de material de informação (uma vez recolhido) nem ameaças para com terceiros, nem censura interna’. A história reporta-se ao decantado caso ocorrido quando uma entrevista concedida por João Rocha a Ribeiro Cristóvão (no programa ‘Domingo Desportivo’) que, diz o presidente leonino ‘foram declarações confiadas na entidade a quem as prestava e no destino que sabia (ou julgava que sabia) que elas iriam ter’ e foi depois aproveitada em ‘O Tal Canal’. Depois, a ação elaborada pelo Dr. Luso Soares debruça-se sobre o ‘abuso do direito de imagem’, citando Digesto, Bernard Edelman, Giovanni Domenico de Cupis e Campogrande para depois mencionar a própria Constituição da República: ‘A todos são reconhecidos os direitos à identidade pessoal, à capacidade civil, à cidadania, ao bom nome e reputação. À imagem e à reserva da intimidade da vida privada e familiar’.” João Rocha vence em tribunal esta ação contra a RTP. Nesse episódio em litígio de “O Tal Canal”, no segmento “O esférico rolando sobre a erva”, um programa de José Esteves, Herman José montara as declarações de João Rocha: “Os jogadores são pessoas maiores, são pessoas que já têm um nível de educação, que muitas vezes não lhe é dado pela universidade, porque a educação não se aprende só na universidade, a educação aprende-se no dia-a-dia, na convivência, na utilização dos bons hotéis, como já disse, nos restaurantes, no saberem comer pois com garfo e faca.”
Quinta-feira, 12 “encontra-se já em análise no ministério da Justiça um projeto de diploma do ministério das Finanças que prevê a pena de prisão, num máximo de 8 anos, para os crimes de fraude fiscal. Atualmente estes crimes são apenas punidos com multas. (…). Atualmente, em face da incapacidade da máquina tributária e do volume de processos – cerca de 1200 mil, segundo uma fonte oficial, a prioridade em termos de execução fiscal é dada aos processos cujo valor ascenda a mais de 300 contos. (…). Todavia, grande parte daquele milhão e duzentos mil processos é de baixo valor e refere-se à falta de pagamento das taxas de televisão e rádio, militar e de dívidas à Caixa Geral de Depósitos. Serão à volta de 700 mil.”
Sexta-feira, 13 “o bispo de Setúbal, D. Manuel da Silva Martins, criou um fundo de solidariedade para acudir às situações mais desesperadas, ‘face aos pedidos de ajuda que chegam à sede da diocese’. (…). ‘Acontece que muitas pessoas que vivem na área da diocese de Setúbal atravessam presentemente situação económica muito difícil, por vezes até desesperante, em virtude do desemprego ou salários em atraso’ – diz o comunicado da Casa Episcopal de Setúbal, que acrescenta estarem a chegar ‘lamentos e pedidos de ajuda à sede da diocese. Pressentindo que esta situação continuará e até se agravará nos tempos mais próximos’, o bispo decidiu criar um fundo de solidariedade, na dependência da cúria diocesana, que já começou a funcionar com ofertas provenientes dos mais variados pontos do país.” [9]
Segunda-feira, 16 “segundo os dados disponíveis, a balança de pagamentos reagiu rapidamente ao agudizar das restrições à importação e aos estímulos à exportação, decididos pelo atual executivo e que, em grande parte, foram o aprofundamento da política para o setor seguida nos últimos meses do executivo anterior [de Pinto Balsemão]. Também o défice orçamental poderá fixar-se a níveis inferiores aos previstos no acordo com o FMI exatamente porque a política restritiva de Ernâni Lopes, com particular incidência nos cortes salariais (preços a subirem a taxas vincadamente superiores ao crescimento da massa salarial) reduziram a massa monetária em circulação. A carga tributária foi, também, agravada num conjunto de medidas restritivas que reduzirá para o nível zero o crescimento do conjunto da economia no corrente ano. Esta política de contenção, de resultados positivos no curto prazo, principalmente na relação importações-exportações, provocará, no entanto, efeitos nefastos no médio e longo prazo principalmente quanto ao emprego e ao poder de compra dos assalariados. , inclusive, economistas da área da maioria no poder que não se coíbem de criticar o Governo pelo excesso de restrições. Cavaco Silva foi um deles e dos mais declarados.”
Quarta-feira, 18 “inesperadamente para muitos dos seus amigos, o poeta José Carlos Ary dos Santos, de 46 anos, morreu pelas 21h30, na sua casa, onde vivia há 20 anos, na rua da Saudade, de doença hepática. O corpo estará em câmara ardente na Sociedade Portuguesa de Autores desde as 14 horas de quinta-feira. O funeral segue amanhã, às 10 horas para o cemitério do Alto de S. João.” “Poucos minutos antes de morrer, ouvia o seu médico assistente pelo telefone. Junto do poeta encontravam-se Ruben de Carvalho e Carlos do Carmo. O médico insistia para que Ary se internasse o mais imediatamente possível. Durante o dia, tivera já o autor de ‘as portas que abril abriu’ várias hemorragias, provenientes do mal de que sofria: uma grave afeção na região hepática. Ary, no entanto, recusou o internamento que o médico lhe aconselhava, e, delicadamente, passou o telefone a Carlos do Carmo. Foi no preciso momento em que Carlos do Carmo dialogava com o clínico que Ary, vítima de outra hemorragia, fechou os olhos para sempre.” E a boca para o “Fadinho do bacalhau”: “Ai! Que saudades do meu bacalhau / Das pataniscas, das postas na brasa / Com cebolinhas e com colorau / Com feijão frade à moda da casa // Ai! Pastelinhos onde é que eles estão? / Meia-desfeita quando é que eu a faço? / E até aquilo que se faz à mão / Sem bacalhau, nunca mais faço.”
Quinta-feira, 19 “a dirigente do Partido Revolucionário do Proletariado (PRP), Isabel do Carmo, foi detida pela PSP cerca das 20 horas, no seu consultório de médica, na avenida da República, no Barreiro, tendo sido pouco depois transferida para a cadeia das Mónicas, em Lisboa. A captura de Isabel do Carmo, segundo referiu o Dr. Fernando Duarte, subdiretor dos Serviços Prisionais, ficou a dever-se a um mandado de captura passado pelo 1.º Juízo Criminal do Tribunal de São João Novo, no Porto, referente a um processo cuja instrução começou em 1978 e foi concluído em 1980, no qual são ainda arguidos outros dirigentes e militantes do PRP, tais como Carlos Antunes, João Ribeiro, João Santos e Fernanda Flórido. Recorde-se que esta última foi presa em 5 de dezembro de 1983, encontrando-se neste momento na cadeia de Custoias.” Sexta-feira, 20 “iniciou uma greve de fome logo que deu entrada na cadeia das Mónicas, Carlos Antunes disse ao Diário de Lisboa que esta forma de luta já fora acordada previamente entre ele e a sua mulher, dado considerarem ilegal nova detenção, depois de em agosto de 1982 terem cumprido quatro anos de prisão.”  
Sábado, 21 “a venda e os preços de 113 medicamentos vão ser liberalizados dentro de dias nos termos de um despacho ministerial enviado para publicação no Diário da República. (…). Dos que anteriormente tinham comparticipação do ministério da Saúde, salientam-se, como de uso mais corrente, e agora com preço livre: Bradoral, os antigripais, as otrivinas, as pastilhas Dek e de mentocaína, os solutos Endrine e Plodermol e o xarope de maçãs reinetas. No grupo dos não comparticipados, ficam liberalizados nos preços e receitas, entre os mais usados, os seguintes medicamentos: sais de frutos, vitamina C (comprimidos), antigripe, xarope de complexo B, hermesetas, levedura de cerveja barral, xarope Celsus e os supositórios de retrogripal Mentolax e Transpneumol.” [10]
Sábado, 21 “Johnny Weissmuller, um dos melhores Tarzans da história do cinema, morreu esta madrugada com 79 anos, em Acapulco, nos braços da sua quarta mulher. Nascido na Pensilvânia em 1904, filho de abastados emigrantes austríacos, Johnny tornou-se conhecido em todo o mundo graças à natação. Com 20 anos ganhou uma medalha de ouro nas Olimpíadas de Paris, repetindo a proeza em Amesterdão, quatro anos depois. Os seus êxitos na natação deveram-se sobretudo aos esforços que ele e seus pais fizeram para vencer a debilidade que o caraterizou nos seus primeiros anos de vida. Em 1977, o ator foi acometido por uma trombose cerebral e internado numa clinica, nunca mais recuperando a lucidez a não ser por períodos passageiros.” [11]
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[1] “O general Muhammadu Buhari, o novo homem forte da República Federal da Nigéria, é um militar com 42 anos com grande experiência na administração da indústria petrolífera. Buhari, que se formou na academia militar britânica de Aldeshot, foi governador militar, diretor-geral do Petróleo e presidente da Companhia Nacional do Petróleo.” Segunda-feira, 2 “em mensagem dirigida à população segunda-feira à noite através da rádio, o general Buhari anunciou uma luta implacável contra a corrupção e avisou que ‘aqueles que delapidaram os recursos estatais ou fizeram uso para benefício próprio das propriedades públicas serão encarcerados sem a insensatez de respeito pelos procedimentos legais’.”
“Nos 20 meses que durou o seu regime – entre 1983 e 1985, quando foi deposto por outro golpe militar, esse protagonizado pelo general Ibrahim Babagida –, Buhari travou uma verdadeira ‘guerra contra a indisciplina’, castigando a incompetência e até a falta de pontualidade dos funcionários públicos com sanções humilhantes e muitas vezes brutais. Tinha o perfil de um homem cuja austeridade passava pelo nível de exigência e intolerância, tendo executado de forma pública jovens traficantes que faziam o seu negócio nas praias e ali foram assassinados, mas também mandou prender jornalistas e expulsou milhares de imigrantes. (…). Nos seus 20 meses no poder prendeu 475 políticos e empresários por acusações de corrupção e assegurou-se não só de que os tribunais os condenavam mas, em muitos casos, com penas de prisão perpétua.” “Segundo uma estimativa recente, desde a independência [o país] perdeu cerca de 400 mil milhões de dólares (perto de 372 mil milhões de euros) para a corrupção”, no jornal I n.º 1849.
Quinta-feira, 12 de julho de 1984 “o ex-ministro dos Transportes da Nigéria, Umaru Dikko, é raptado numa rua de Londres. Mais tarde foi encontrado, drogado e inconsciente, num caixote com o rótulo de ‘bagagem diplomática’, já na alfândega do aeroporto de Stanstead, que deveria seguir de avião para Lagos. O ministro do Interior britânico, Leon Brittan, explicou que a caixa onde Dikko foi encontrado estava endereçada ao ministério nigeriano dos Negócios Estrangeiros e que o remetente era a embaixada nigeriana em Londres. Na mesma caixa de Dikko encontrava-se um outro homem, consciente e na posse de drogas e seringas, encarregado de o manter drogado até ao seu destino. Noutra mala diplomática também aberta pela polícia na mesma altura transportava dois outros homens, que a agência noticiosa Associated Press diz serem mercenários israelitas. (…). [“Embora Israel, naquela altura, não tivesse relações diplomáticas formais com a Nigéria, existiam vínculos menos visíveis entre as duas nações. Em particular, a Nigéria era uma importante fonte de petróleo para Israel, (mais de 50 %), e Israel era um relevante fornecedor de armas para a Nigéria. A agência nacional de inteligência israelita, Mossad, foi recrutada para localizar e trazer Dikko de volta à Nigéria para ser julgado”]. As caixas não possuíam os documentos e a escolta necessária para lhes ser conferida imunidade diplomática e por isso foram abertas pelas autoridades alfandegárias. (…). Dikko, de 47 anos, um multimilionário acusado pelo atual governo de Lagos de ter feito uma fortuna [6 mil milhões de dólares] em contratos ilegais, é o homem mais procurado na Nigéria. Nos meios diplomáticos de Londres afirma-se que Dikko é cunhado de Shagari, o presidente deposto em dezembro.”
Em 2015, Muhammadu Buhari vence as eleições presidenciais. “Depois de três fracassos eleitorais consecutivos, conseguiu voltar ao poder, desta vez tendo arrumado o uniforme militar, que trocou por sandálias, humildes andrajos que vestem um tom mais sereno, com a Reuters a descrevê-lo como ‘um asceta muçulmano’.” “Afinal é ele quem figura no topo da curta lista de líderes nigerianos que deixaram o poder sem ter garantido para si mesmos uma imensa fortuna pessoal. (…). Nas cidades do Norte, muçulmanas como ele, Buhari adquiriu um tipo de popularidade que fez dele uma figura de culto. Ali é adorado, e nos comícios durante a campanha mal precisou de abrir a boca. Surgia firme, ereto, acenava à multidão e isso bastava para tranquilizar as pessoas, uma promessa de que a ordem seria restabelecida”, no jornal I n.º 1849. Os do costume louvaram a eleição do ex-ditador vintage. A grande esperança da esquerda europeia, “o presidente francês, François Hollande, ‘saudou a determinação do povo nigeriano’ e o ‘sentimento de responsabilidade do atual presidente, que reconheceu sua derrota’.” O comunicado da Casa Branca: “Em nome do povo americano, estendo as minhas felicitações ao povo da Nigéria e ao presidente eleito Buhari e estou ansioso para continuar a trabalhar com o recém-eleito governo nas nossas muitas prioridades comuns.” 
[2] “A empresa de construções que participou na construção de um hotel na futura capital federal da Nigéria [Abuja], não será afetada nos seus interesses pelo golpe de Estado ocorrido naquele país. A Soares da Costa trabalhou em regime de subempreitada com uma empresa alemã, mas o hotel já está concluído e todo o pessoal português foi retirado há bastante tempo. De momento aquela empresa de construção civil, que presentemente opera em vários países estrangeiros, não tem nenhuma obra na Nigéria, mercado de que aliás praticamente se retirou por não corresponder às expetativas. (…). Segundo o vice-presidente e secretário-geral da Associação de Amizade e Cooperação Portugal-Nigéria empresas portuguesas dos ramos farmacêuticos, salsicharia, conservas, mármores e prefabricados têm planos para começar a laborar naquele país.”
[3] Desta guerra, Nixon disse: “É muito mau. É uma pena que os malditos pretos se estejam a matar uns aos outros. Mas não havia nada que pudéssemos fazer sobre isso.” “O Departamento de Estado apoiava firmemente a reunificação do Biafra de volta à federação nigeriana. Para o conselheiro de segurança nacional Henry Kissinger, o Departamento de Estado e a embaixada americana em Lagos, apoiar o Biafra provavelmente causaria a desintegração da Nigéria e ameaçava os negócios em crescimento e as relações diplomáticas que ela tinha com os EUA. Prejudicaria as relações com os mais fortes apoiantes da Nigéria, o Reino Unido e a Organização de Unidade Africana, ambos resolutamente por detrás da reunificação nigeriana.” O brigadeiro Benjamin Adesanya Maja Adekunle, alcunhado o “Escorpião Preto”, numa entrevista a Randolph Baumann da revista Stern, resumiu a situação. Adekunle: “Na secção da frente que eu controlo, - e que é toda a frente sul de Lagos até a fronteira com os Camarões -, eu não quero ver a Cruz Vermelha, a Cáritas, delegação da Igreja Mundial, Papa, missionários ou delegação da ONU.” Stern: “Isso significa que muitos milhares de toneladas de alimentos que estão armazenados em Lagos nunca chegarão aos campos de refugiados na sua secção do país?” Adekunle: “Você é arguto, meu amigo. É exatamente o que estou a dizer.” Stern: “Mas você mesmo disse que a maioria dos refugiados na parte que conquistou não são ibos.” Adekunle: “Mas pode haver ibos entre eles. Quero evitar alimentar um único ibo enquanto todo esse povo não se render.” Stern: “Você de vez em quando sente simpatia pelos ibos?” Adekunle: “Aprendi uma palavra com os ingleses, que é ‘lamento’! É como eu quero responder à sua pergunta. Eu não queria esta guerra, mas quero ganhar esta guerra. Por isso, tenho que matar os ibos. Lamento! Ponto final.”
[4] Nollywood é o segundo produtor mundial de cinema, entre Hollywood, o terceiro, e Bollywood, o primeiro. “Sem salas de cinema, a Nigéria conta com cerca de 15 mil lojas de vídeo e videoclubes, e em quase todo o tipo de comércio pode-se encontrar filmes para vender ou alugar. Estima-se que cada filme venda cerca de 25 mil cópias, cada uma vendida a cerca de 3,50 dólares, e o aluguer a 0,30. No entanto, não é possível saber o número de alugueres de cada cópia e quantas pessoas assistem a cópia por cada aluguer. Os preços das cópias e dos alugueres são compatíveis com os preços do mercado pirata, na tentativa de poder competir de igual para igual, mas mesmo assim a pirataria também é um problema grave na Nigéria, país onde a grande maioria da população é de muito baixo rendimento.” “Enquanto possa ter ouvido falar de Nollywood, que é o cinema da Nigéria, a indústria cinematográfica nigeriana, que cresceu rapidamente nos anos 90 e 2000, para se tornar na segunda indústria cinematográfica do mundo em número de produções anuais, colocando-a à frente dos Estados Unidos e atrás do cinema indiano. Evidentemente, muitos nunca ouviram falar do termo Ghallywood, embora exista e que significa cinema feito no Gana. Estas duas categorias de filmes são bem conhecidas por filmes épicos, que normalmente são filmados nas aldeias.”
Cinema nigeriano. “Pull of Sex” (2015), real. John Izedonmi, c/ Yvonne Nelson, Prince David Osei, Khareema Aguiar … “City of Dragons” (2015), real. Vincent D. Anointed, c/ Emma Ehumadu, Gbenga Richards, Jnr Pope Odonwodo, Zubby Michael … “Girls in Action” (2014), real. Oliver Eze Onyenwuwa, c/ Mimi Orjiekwe, Kingsley Bassey … “A nudez não faz parte da nossa cultura” (Collins Onwochei), no entanto, alguns filmes já incluem cenas de sexo e nudez: “Room 027” (2013), real. Damijo Efe Young, c/ Collins Onwochei, Tony Umez, Chinelo Ememchukwu … “Destructive Instint” (2013), real. Judith AfroCandy, c/ Judith “AfroCandy” Okpara Mazagwu, Ben Abit, Terry Daz, Munett Oyarekwua.
Música clássica nigeriana. “Joshua Fit De Battle of Jericho”, de Fela Sowande ♪ “UKUM”, de Joshua Uzoigwe ♪ “Three Nigerian Dances (allegro moderato)”, de Samuel Ekpe Akpabot.
[5] Também Pravda, “a mais sexy exportação francesa desde Serge Gainsbourg e Brigitte Bardot.” “‘Odeio os Radiohead’, diz Mac, guitarrista do grupo parisiense de electro punk Pravda. ‘Quando eles saíram, a imprensa gritou génio, mas o que vemos neles é um sinistro renascimento do prog rock’. Quando Mac conheceu Sue, baixista, vocalista e programadora de sintetizadores dos Pravda, no verão de 2002, descobriu que partilhavam um amor pelos Buzzcocks – cujas letras eram ‘como haiku, exatamente a forma como o rock e mesmo a música pop deveria ser’ – assim como, a simplicidade dos festivos furacões do rock clássico, tais como ‘Highway To Hell’ dos AC/DC e ‘I Love Rock ‘n’ Roll’ de Joan Jett. ‘House, French Touch e as suas imitações eram a grande onda do momento’, lembra Mac. ‘Era impossível parar num café parisiense sem ter que gramar com um emproado DJ a tocar a sua merda cool. Achávamos que, se os putos não ouvem rock ‘n’ roll, era simplesmente porque eles não o conheciam. Achávamos que, se os putos pudessem ouvir esgalhados acordes de guitarra, eles inevitavelmente adorariam e curtiriam abanar as cabeças como o Beavis e Butthead’.” “Os Pravda separam-se em 2008. A ex-cantora Sue, Suzanne Combeaud, sai para prosseguir uma carreira a solo, como Suzanne Combo: ‘Em junho de 2008, separámo-nos por razões ‘extramusicais’. Entretanto, juntei-me com duas raparigas para formar o grupo de garage-surf Tu Seras Terriblement Gentille, no qual meti-me na guitarra … pela primeira vez na minha vida’. E Mac (Pascal Macaigne, fundador, guitarrista e produtor da banda) contrata a tempestuosa art rocker Nina Roberts e antiga atriz porno como vocalista.” ▬ “Tu es à l'Ouest (2007) ♪ “Soyuz” (2007) ♪ “The A.B.C. of L.O.V.E.” (2007) ♪ “Body Addict” (2007) ♪ “People Unite!” (2007) “Soyuz” (2010).
[6]Um motor económico e cultural da ilha Terceira. Nos períodos mais fortes, chegaram a estar colocados nas Lajes mais de 1000 militares norte-americanos. Esta base, dada a sua estrutura, tem lá dentro um autêntico bairro americano com casas típicas daquele país e desenhadas por arquitetos norte-americanos. Ao contrário de outras bases na Europa, os militares tinham ali condições para trazer as suas famílias. Havia igreja, escolas, professores, um minicentro comercial e, assim, os 1000 militares chegavam a dar lugar a cerca de 5000 norte-americanos que animavam do ponto de vista económico a vida da ilha Terceira mas também do ponto de vista cultural. Durante o período da ditadura de Salazar, aquela ilha era um microcosmos onde se podia respirar outro ar e ter conhecimento de outras realidades.”
Quando os EUA ajustam as bases militares às alterações no controlo global, os Açores afundam-se no novo mapa, a base das Lajes não vale um bicho harmonioso, Rui Machete, ministro sem pavor dos Negócios Estrangeiros, ameaça detonar o fogo do #inferno: “Seria, aliás, prejudicial para as nossas relações bilaterais que Portugal não tivesse um resultado positivo neste longo e complexo processo.”
[7] Quarta-feira, 4 “o candidato democrata Jesse Jackson chega hoje a Washington com o piloto Robert Goodman libertado pelo Governo sírio depois das diligências do concorrente à presidência dos Estados Unidos. Após a sua chegada, Jackson avistar-se-á na Casa Branca com o presidente norte-americano, Ronald Reagan. (…). Entretanto, um porta-voz sírio afirmou que o seu Governo decidiu libertar o tenente Robert Goodman, como contribuição para criar condições que levem à retirada das forças americanas do Líbano.”
[8] O génio político americano que provará em 2002, indubitavelmente sem dúvida, a existência de um arsenal de destruição maciça no Iraque e as ligações de Saddam Hussein ao terrorismo, com o argumento do conhecido conhecido: “Os relatórios que dizem que algo não aconteceu são sempre interessantes para mim, porque, como sabemos, há conhecidos, conhecidos, há coisas que sabemos que sabemos. Também sabemos que há conhecidos desconhecidos, isto é, sabemos que há algumas coisas que não sabemos. Mas também há os desconhecidos desconhecidos – aquelas coisas que não sabemos que não sabemos. E, se olharmos ao longo da história do nosso país e outros países livres, é a última categoria que tende a ser a mais difícil.”
[9] Bem alimentada. Edita Vilkevičiūtė, 1,75 m, 55 kg, 80-60-88, sapatos 38 ½, olhos azuis / verdes, cabelos castanhos-claros, nascida a 1 de janeiro de 1989 em Kaunas, Lituânia. Entrevista: “Eu poderia dizer que sou mais de um tipo clássico de beleza. Talvez seja porque sou extrovertida e positiva e as pessoas estão fartas de cabras. É engraçado, mas estar neste comércio ensinou-me a amar coisas em mim de que nunca gostei. Costumava pensar, por que são os meus dedos muito compridos? O meu sorriso é tão esquisito, porque quando sorriu os meus lábios sobem. E as minhas pernas não são direitas. Agora, mesmo que as pessoas não gostem, não me importo, tornei-me bastante à-vontade comigo mesma. (…). Tento sempre ver bandas como os Eagles, Neil Young e os Rolling Stones quando estão em Nova Iorque.” Edita é amiga de Snejana Onopka, Laura Blokhina, Zuzana Straska, Giedre Dukauskaite, Egle Tvirbutaite, Elena Melnik, Baptiste Giabiconi, Lasse Pedersen, Zuzana Gregorova. – Em St. Barts, 3 de abril 2014, “a modelo estava tão ansiosa para obter um bronzeado uniforme em todo o seu deslumbrante corpo que decidiu ir nua para uma sessão de banhos de sol.” {fotos} ∙ {fotos} ∙ {fotos} ∙ {fotos} ∙ {fotos} ∙ {fotos} ∙ {fotos} ∙ {fotos} ∙ {fotos} ∙ {fotos} ∙ {fotos} ∙ {fotos}. Vídeos: {o perfume Cavalli Paradiso, diz Roberto Cavalli: “Uma supermodelo de beleza estonteante. Ela resume o espírito da fragância e encarna perfeitamente a mulher Paradiso, uma criatura completamente feminina e ousada, que irradia a seu sofisticado glamour sem ter medo de afirmar o seu poder de sedução natural”} ∙ {Catwalk} ∙ {Numero # 108 por Sølve Sundsbø 2009} ∙ {Vogue China 2011} ∙ {Calvin Klein Eternity Aqua 2013} ∙ {Bulgari Omnia Crystalline 2013} ∙ {123, Paris 2013} ∙ {Lui 2013} ∙ {Persona” 2013-14, real. Gordon Von Steiner} ∙ {relógio Body Calvin Klein 2014}.
[10] Saudáveis a leste. Kris A, 1,72 m, 85-60-88, cabelos castanhos, nascida em 1993 na Rússia. {fotos} ∙ {fotos} ∙ {fotos}. E Marya, cabelos castanhos, nascida a Rússia. {fotos} ∙ {fotos} ∙ {fotos} ∙ {fotos} ∙ {fotos} ∙ {fotos} ∙ {fotos} ∙ {fotos} ∙ {fotos} ∙ {fotos} ∙ {fotos} ∙ {fotos} ∙ {fotos}. E Lucy B, 1,65 m, 50 kg, 86-62-87, olhos e cabelos castanhos, nascida a 1 de janeiro de 1989 na Ucrânia, t.c.c. Belka, Eva, Galina, Lalita, Lena, Lena L, Leni, Lucy G, Marian, Olly, Rosso, Ultra. “Gosto de violeta. Gosto de ski e patinagem no gelo. Gosto de ir ao cinema com os meus amigos. Gosto de fazer festas em casa. Leio muita literatura de aventuras. Gosto de ver séries de detetives na TV.” “A encantadora Lena tem um temperamento alegre e goza a vida como ela é. Estuda num instituto e quer fazer carreira num banco. Nos tempos livres, Lena adora andar pelas ruas a olhar para as pessoas e os carros. Ela diz que cada vez que anda pelo centro da sua cidade sente-se viva. Lena tem muitos parentes e amigos que muitas vezes a convidam e ela, de bom grado, passa tempo com eles.” Sites: {Met Art} ∙ {We Are Hairy} ∙ {Index} ∙ {Zemani} ∙{Amour Angels} ∙ {Femjoy}. {fotos} ∙ {fotos} ∙ {fotos} ∙ {fotos} ∙ {fotos} ∙ {fotos} ∙ {fotos} ∙ {fotos} ∙ {fotos} ∙ {fotos} ∙ {fotos} ∙ {fotos} ∙ {fotos} ∙ {fotos} ∙ {fotos} ∙ {fotos}. {vídeo} ∙ {vídeo}.
[11] A verdadeira história do filho da selva. “Tarzan-X: Shame of Jane / Tharzan: La vera storia del figlio della giungla” (1995), real. Joe D’Amato, c/ Rocco Siffredi, Rosa Caracciolo: 1,68 m, 56 kg, olhos e cabelos castanhos, nascida Rózsa Tassi a 29 de junho de 1972, em Budapeste, casada com, “nada menos que 24 centímetros de comprimento, oito centímetros de diâmetro, capacidade para resistir duas horas trabalhando à potência máxima e preparação para oferecer um total de 10 prestações por dia”, de Rocco Siffredi. – “Tarzan”, cantado no filme “Kuku Mathur Ki Jhand Ho Gayi” (2014)), real. Aman Sachdeva. – “Tarzan My Tarzan” no filme “Adventures of Tarzan” (1985), real. Babbar Subhash. – E a primeira e mais fiel adaptação do romance de Edgar Rice Burroughs, “Tarzan of the Apes” (1918), real. Scott Sidney, c/ Elmo Lincoln, Enid Markey, George B. French e Gordon Griffith.

na sala de cinema

Nightmare City” / “Incubo sulla città contaminata” / “La invasión de los zombies atómicos” (1980), real. Umberto Lenzi, c/ Hugo Stiglitz, Laura Trotter, Maria Rosaria Ommagio [1], Francisco Rabal … “Um repórter de uma estação de televisão dirige-se ao aeroporto, juntamente com um cameraman, com a intenção de entrevistar um cientista que trabalha numa central nuclear. Os controladores aéreos detetam que algo está errado quando um avião de transporte militar, modelo Hércules, não responde aos avisos e têm de desimpedir uma pista para permitir-lhe a aterragem. Um grupo de militares dirige-se para o aparelho, no qual parece não haver sinais de vida, até que uma porta se abre e dele sai uma grande quantidade de pessoas armadas e aparentemente enlouquecidas; produz-se um massacre onde todos os militares são assassinados, enquanto os jornalistas fogem do local.” “Neste filme, os zombies correm, disparam metralhadora, pilotam aviões, sabotam instalações militares, elétricas ou de telecomunicações, parecem seguir um plano preconcebido para tomar o poder e são espertíssimos, além de terem cara de batata queimada.” “Cannibal ferox” (1981), real. Umberto Lenzi, c/ Giovanni Lombardo Radice, Lorraine De Selle, Danilo Mattei, Zora Kerova … estreia quarta-feira, 13 de janeiro de 1982 no cinema Odéon. “Gloria Davis é uma estudante da Universidade de Nova Iorque a escrever a sua tese sobre canibalismo. Acredita que é um mito e deseja desmascarar a prática como um subproduto do colonialismo ocidental. Gloria viaja para a selva amazónica com o seu irmão Rudy e o amigo Pat. Não muito depois de perderem o transporte, eles partem a pé. Nas profundezas da selva, deparam-se com dois homens, Mike e Joe, que afirmam ser pesquisadores de diamantes perseguidos por canibais. Gloria e o irmão depressa percebem que algo não está certo no Mike e na sua história. Conhecendo a verdade demasiado tarde, os inocentes intrusos são capturados por selvagens da floresta em busca de vingança.” “Cannibal ferox 2” (1985), real. Michele Massimo Tarantini, c/ Michael Sopkiw, Suzane Carvalho [2], Milton Rodríguez, Marta Anderson … estreia sexta-feira, 16 de janeiro de 1987 no cinema Politeama. “Um avião despenha-se algures na floresta amazónica. Os passageiros vão tentar sobreviver através da densa selva enfrentado animais selvagens, tribos canibais e comerciantes de escravos.” “Apesar de a história se passar na Amazónia, as cenas foram todas filmadas na Floresta da Tijuca, no Rio de Janeiro. (…). Nas entrevistas que acompanham o DVD importado, há uma com o diretor Michele Tarantini, onde ele explica como surgiu essa bizarra aventura: ‘O produtor Luciano Martino, com quem trabalhei em vários filmes, leu nalgum lugar sobre a descoberta de pegadas de dinossauro num vale brasileiro. E na mesma época, nos cinemas italianos, estava a passar um filme com Michael Douglas, chamado ‘Romancing The Stone' (1984). Pensámos em fazer uma história parecida, mas mais violenta, para o mercado asiático. Principalmente para o Japão, onde Ruggero Deodato e o cinema italiano dominavam. Então adicionamos alguns elementos de canibalismo e fizemos uma mistura de aventura, comédia, erotismo e canibais.” “La belle captive” (1983), real. Alain Robbe-Grillet, c/ Daniel Mesguich, Cyrielle Clair, Daniel Emilfork, François Chaumette, Gabrielle Lazure, Gilles Arbona, Arielle Dombasle … “Walter curte a noite no Matchu Club. Acaba por beber demais, e chama a atenção de uma bonita loira. Ela recusa dar-lhe o seu número de telefone, mas eles dançam e divertem-se toda a noite. Finalmente, o divertimento de Walter é interrompido quando recebe um telefonema da sua chefe, que precisa que ele entregue uma carta urgente a Henri de Corinthe. No percurso, no meio da noite, ele encontra a loira bonita do clube, caída na estrada, ferida. Ele meta-a no seu carro e chega à primeira casa que encontra com a luz acesa, onde parece decorrer uma reunião misteriosa. Leva a mulher para um quarto onde um médico diz que vai ajudá-la. O médico, então, fecha a porta, e a mulher acorda, aparecendo nua, e seduzindo Walter para um noite de sexo. Quando ele acorda na manhã seguinte, a mulher tinha ido embora, não está ninguém na casa, e a casa em si parece estar em ruinas. Ele tem também misteriosas feridas no pescoço.” {compilação do couro}. [3]Tendres cousines” (1980), real. David Hamilton, c/ Thierry Tevini, Anja Schüte, Valérie Dumas, Évelyne Dandry, Elisa Servier, Gaëlle Legrand, Anne Fontaine, Fanny Bastien “Mais estético que erótico, mais sensual que carnal. (…). Adaptação do romance epónimo de Pascal Lainé, ‘Tendres cousines’ conta a história de Julien, um adolescente de 15 anos, que passa as férias no campo junto da sua prima, Julia, por quem está apaixonado.” “Junho 1939. Julien está apaixonado pela sua prima Julia. Ele vai revê-la, como todos os anos, durante as férias grandes na casa da família no campo. Mas quando a encontra, alguns dias mais tarde, a jovem não lhe presta mais atenção. Ela cresceu mais rápido que o nosso estudante. Ela só se interessa por cavalos, batom e, sobretudo, Charles, o belo e jovem oficial de carreira que deve casar com Claire, a irmã mais velha de Julien. Julien tenta ser brilhante, mas de forma tão desajeitada que não consegue emocionar a prima. Ele isola-se com os seus sonhos e as suas desilusões que nem repara no interesse que lhe dedica Poune, a irmã mais nova de Julia. Poune tem 12 anos. Mas chega a guerra! Todos os homens partem para a frente, exceto Julien. Ele vai descobrir que o amor não é apenas um sonho de estudante. Ele aprende mesmo a ser o único homem da casa. Até Julia olha-o agora com outros olhos. Ela gostaria de conhecer, pelo seu lado, o que Julien aprendeu e o que o torna doravante tão alegre, tão seguro de si. Quando Julia compreender, tudo correrá bem entre eles naquele verão.” “The Burning” (1981), real. Tony Maylam, música Rick Wakeman [4], c/ Brian Matthews, Leah Ayres, Brian Backer, Larry Joshua … neste filme estrearam-se Jason Alexander, Fisher Stevens e Holly Hunter. “Em 1976, no Campo Blackfoot, vários campistas pregam uma partida no zelador, Cropsy. Durante a noite, Alfred esgueira-se na sua cabana e coloca uma caveira cheia de vermes com velas nas orbitas junto da cama. Quando Cropsy é acordado por eles a baterem na janela, fica tão aterrado pela caveira, que a derruba na cama incendiando os lençóis e as roupas. Em chamas, Cropsy salta da cama e derruba uma lata de gasolina, fazendo as chamas espalharem-se pela cabana. Os rapazes assistem em choque enquanto Cropsy envolto em chamas, tropeça e cai num rio.” “‘The Burning’ é uma pequena joia objeto de culto dos fãs do slasher dos anos 80. É considerado por muita gente o melhor exploit surgido na sombra do ‘Sexta-feira 13’ e há quem pense que se trata de um título superior.” {infame cena do massacre na jangada}. [5]
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[1] Maria Rosaria Omaggio, atriz e escritora, nascida a 11 de janeiro de 1957. Em 1976 estreia-se no cinema em dois poliziotteschi (filmes de crime e ação), “Roma a mano armata”, real. Umberto Lenzi, c/ Maurizio Merli, Arthur Kennedy … e “Squadra antiscippo”, real. Bruno Corbucci, c/ Tomás Milián, Jack Palance. Vestiu-se para a Playboy maio 1976, Playboy julho 1980 e Playboy novembro 1982. Outros filmes: “La moglie dell'amico è sempre più buona” (1980), real. Juan Bosch, c/ Sydne Rome … “Culo e camicia” (1981), real. Pasquale Festa Campanile, c/ Enrico Montesano, Renato Pozzetto.
[2] “Suzane Carvalho (Rio de Janeiro, 26 de dezembro de 1963) é uma ex-atriz e atual piloto de automóveis. Ela é filha da atriz Lia Farrel e irmã da também ex-atriz Simone Carvalho. Suzane começou como atriz bem cedo, aos dois anos de idade já fez seu primeiro trabalho em publicidade. No teatro, começou aos 13 anos no musical infantil ‘O Circo’. Peça em que a ex-atriz interpretava uma coelhinha.” Em outubro de 1982 foi capa da Playboy.
[3] Falecido em 2008, foi casado com a mais famosa dominatrix de França, Catherine Robbe-Grillet. “Em 1951, ela tornou-se amante do escritor – e sádico consumado, Alain Robbe-Grillet, com quem se casou mais tarde.” “Escritor e cineasta francês, nascido a 18 de agosto de 1922, em Brest. Licenciou-se em Biologia em 1945 pelo Instituto Nacional de Agronomia. Através do contacto com Nathalie Serraute e Claude Simon, apaixonou-se pela literatura, tendo sido um dos criadores do movimento nouveau roman dos anos 50, alicerçado na «anti-novela», pois nos seus textos eliminou qualquer premissa psicológica, incidindo a sua escrita sobre uma descrição neutra das formas e dos objetos: Les Gommes (1953), Le Voyeur (1955), La Jalousie (1957), Dans le labyrinthe (1959), Entre Dois Tiros (1975), Djinn, Uma Mancha Vermelha no Pavimento Estragado (1981) e Les Derniers Jours de Corinth (1994) foram os seus títulos mais significativos. Foi convidado por Alain Resnais para ser o argumentista do filme-culto L' Année dernière à Marienbad (O Último Ano em Marienbad, 1961) que veio a ser premiado com o Leão de Ouro do Festival de Veneza. A partir de então, passou a conciliar a literatura com a cinematografia, tendo assumido a realização de filmes como L'Immortelle (1963), L'Éden et Après (1970), Le Jeu Avec le Feu (1975) e Un Bruit qui Rend Feu (1995), todos eles inéditos comercialmente em Portugal.” Robbe-Grilett interpretou o papel de Edmond de Goncourt no filme “Le temps retouvé” (1999), real. Raul Ruiz, produção Paulo Branco.
[4] “Originalmente, foi oferecido ao compositor do filme, Rick Wakeman, uma percentagem nos lucros que o filme fizesse, mas ele decidiu optar por uma remuneração, visto que pressentiu que o filme não tinha hipótese de ser bem-sucedido. Acabou por ser o filme de terror com maior êxito de bilheteira no Japão.”
[5] As nobres cenas de Selena Green-Vargas, de Rochester, Nova Iorque, consultora de beleza independente na Mary Kay Inc., padeira, caixa. “Sempre disposta a aprender e a trabalhar para me aperfeiçoar. Adoraria um emprego na indústria dos alimentos, o emprego de sonho é tornar-me chefe de pastelaria.” “First Porn” ∙ “Second Porn”.

no aparelho de televisão

Night Court” (1984-92), série americana transmitida às sextas-feiras, na RTP 1, pelas 22h30, de 22 de abril / 7 de outubro de 1988. “Harry Anderson interpreta o afável e irreverente juiz Harold ‘Harry’ T. Stone de um tribunal do turno da noite em Manhattan. Embora ele apareça como um brincalhão iconoclasta que despreza o procedimento legal padrão (num episódio, proferiu a sentença lançando moeda ao ar), Harry era um jurista de grande sucesso com um sentido de fair-play bem refinado, cujo tratamento das aves raras que desfilavam no seu tribunal, resultava numa gratificante baixa taxa de reincidência e num largo número de recuperações. Mesmo aqueles que nunca estiveram perante o juiz Stone em tribunal conheciam as suas adoráveis excentricidades, incluindo a predileção por jeans desbotadas e adoração pelo cantor Mel Tormé. O elenco secundário incluía John Larroquette, como o procurador do Ministério Público Dan Fielding, que passava tanto tempo a faturar mulheres no tribunal noturno, como a tentar garantir as condenações, e Richard Moll, como o oficial de justiça careca Aristotle Nostradamus ‘Bull’ Shannon, que ladrava mais do que mordia, mas por um triz.” “The Singing Detective” (1986), minissérie inglesa transmitida às sextas-feiras, na RTP 2, pelas 22h10, de 15 de abril / 20 de maio de 1988. “‘O detetive cantor’ foi a primeira série televisiva que Dennis Potter escreveu depois do enorme sucesso de ‘Pennies from Heaven’. Baseada na experiência do autor como doente num hospital, esta obra é uma mistura de um romance policial passado nas ruas e nos clubes de Londres depois da guerra, com recordações comoventes da infância e uma série de canções populares de 1940.” Enredo: “o escritor de policiais Philip E. Marlow sofre um bloqueio criativo e está hospitalizado por causa da sua artrite psoriática, uma doença crónica da pele e das articulações, que está numa fase aguda formando lesões e feridas pelo corpo todo e, parcialmente, incapacita as suas mãos e pés. Dennis Potter sofreu ele próprio desta doença, e escreveu com uma caneta amarrada ao punho, da mesma forma que Marlow o faz no último episódio. Embora grave, o estado de Marlow era intencionalmente subestimado, quando comparado com Potter, cuja pele às vezes rachava e sangrava.” “Harem” (1986), telefilme rodado em Londres, Tunes e Espanha, transmitido às quintas-feiras, na RPT 1, pelas 21h00, de 29 de dezembro de 1988 / 19 de janeiro de 1989. “Harém é uma produção norte-americana que conta com a participação de grandes nomes do cinema e da televisão. Nancy Travis, Omar Shariff, Art Malik, Ava Gardner (no seu último papel) e Sarah Miles desempenharam alguns dos principais papéis numa história escrita por Karol Ann Hoeffner e realizada por Billy Hale. A ação passa-se em 1906.” Enredo: “Jessica Gray, uma inocente jovem anglo-americana, está em Londres na preparação do casamento, quando a licença do noivo, Charles Windon, é subitamente cancelada e ele é chamado a Damasco em serviço diplomático, right away. Como não há data de regresso, pode durar meses, ele propõe, para não adiar o enlace, realizá-lo na embaixada em Constantinopla. Ela parte com o pai e o noivo. Numa visita turística, ela é raptada pelo que parece ser uma tribo beduína e vendida para o harém de um sultão otomano. O homem que a levou cativa, na verdade, não é um beduíno, mas um jovem turco revolucionário educado em Oxford, em combate desigual, porém determinado, contra as forças do despótico sultão Hassan: ‘mesmo uma térmita se for suficientemente persistente pode destruir um palácio’, que troca Jessica pela libertação dos seus amigos nas prisões do sultão. Enquanto o noivo luta para a libertar do harém, inadvertidamente, contrata o homem que a pôs lá, por quem ela entretanto se apaixonou.” [1]First Among Equals” (1986), série inglesa, adaptada do bestseller de Jeffrey Archer, transmitida às quintas-feiras, na RTP 1, pelas 22h05, de 23 de abril / 9 de julho de 1987. “1.º Episódio: em outubro de 1964, quatro novos membros do parlamento ocupam os seus lugares em Westminster, numa altura em que o Partido Trabalhista regressa ao poder depois de 13 anos na oposição. As origens destes jovens, dois conservadores e dois trabalhistas, são completamente diferentes. Nos 25 anos que se seguem, estes homens vão subir as escalas do poder e combaterão entre si na arena política.” “Belfie e Lillibit” (1980), série de animação transmitida às sextas-feiras, na RTP 1, pelas 18h00, no “Tempo dos mais novos”, depois, a partir de 21 de outubro, “Janela mágica”, mais ou menos, de 5 de agosto a 4 de novembro de 1983. “The Littl’ Bits / Mori no Yōki na Kobitotachi: Berufi to Rirubitto (‘alegres gnomos da floresta: Belfy e Lillabit’) é uma série de anime japonesa com 26 episódios, produzida em 1980 pela Tatsunoko Productions no Japão. (…). A série descreve as aventuras de uma raça de gente minúscula que vive numa aldeia simples na floresta de Foothill. Centra-se em particular num grupo de crianças: Lillibit, Willibit, Snagglebit, Chip e Browniebit. Snagglebit, o mimado filho do prefeito, está apaixonado pela bela Lillibit, mas ela é a melhor amiga de Willibit, o modelo moral e principal herói. Assim, ainda que, em geral, eles se deem bem, Willibit e Snagglebit muitas vezes marram um com o outro, sobretudo por causa de Lillibit. Snagglebit habitualmente é acompanhado pelo pequeno Browniebit, que é um pouco cobarde (e é muitas vezes provocado por Snafflebit por causa disso), e por Chip, que idolatra o tio de Lillibit, o Dr. Snoozabit, e quer ser médico como ele.” [2]
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[1] “3.º Episódio: Jessica é levada à presença do sultão. Enquanto este está à espera que ela se dispa, Jessica consegue convencê-lo de que o caminho ideal para a conquista é à maneira ocidental. E assim, pela primeira vez em seiscentos anos, um sultão passa a noite inteira a conversar com uma mulher.”
[2] Quadro profissional nacional. Outrora as mulheres, condenadas ao curso de Psicologia, no país de cofres mais cheios na Europa, agora, diversificam o enxoval com a lei das cotas: aprovada para aumentar a oferta de emprego para as mulheres burguesas de meia e terceira idade. A secretária de Estado dos Assuntos Parlamentares e da Igualdade, Teresa Morais, limpa o pó e cozinha em 2015: “As empresas têm nas suas próprias mãos a solução para este problema e portanto estão a tempo de o resolverem sem uma lei de quotas. Se não o fizerem voluntariamente, deixarão aberto esse caminho.” No velho leste ainda se cursa Psicologia. Olya, 1,72 m, 51 kg, 82-62-91, olhos cinzentos, cabelos loiro escuro, ucraniana, t.c.c. Mara. Olya: “Gosto de andar de bicicleta com os meus amigos. Não tenho licença para conduzir um carro, e gosto da bicicleta porque, para bicicleta, não é necessário ter licença :)” “Olya é uma adorável estudante de Psicologia. Ela, por natureza, é muito carinhosa e tem muitos amigos, passando muito tempo com eles. A rapariga também se interessa por arte decorativa e cria bonitos postais. Mas o mais bonito dela é certamente posar nua.” {fotos} ∙ {fotos} ∙ {fotos} ∙ {fotos}.
Outro segmento do mercado de trabalho de muito sucesso feminino é a política. Nele a nudez é fortuita pois são os ideais as vedetas. Políticas nuas. Nos anos 70, apenas uma governava o mundo, Margaret Trudeau: “Quero ser mais do que uma rosa na lapela do meu marido.” “Uma tarde, na primavera de 1977, provocada por um comentário condescendente a mais, a mulher do primeiro ministro do Canadá correu pelas escadas da residência oficial em Otava, e rasgou em pedaços com as próprias mãos uma tapeçaria pendurada no patamar. Ela ofendeu-se, não pelos tons terra da tapeçaria ou os grandes nós salientes, mas pelas palavras bordadas nela: la raison avant la passion, o lema favorito do seu frio e intelectual marido, Pierre Elliott Trudeau. Margaret Trudeau cometeria excessos muito piores antes de o casamento ser finalmente dissolvido: contrabandeando drogas na bagagem do primeiro-ministro, envolvendo-se com estrelas rock e playboys, permitindo-se ser fotografada de cócoras num degrau do Studio 54 visivelmente sem cuecas”, David Frum em “How We Got Here: The 70s The Decade That Brought You Modern Life - For Better Or Worse”. – Em 2013, a ex-vereadora do PSOE, de meia-idade, 42 anos, Olvido Horminos era a chica interviú. Mais tarde nesse ano, “Olvido Hormigos está de vuelta en las páginas de Interviú. Después de un primer posado con el que la revista del Grupo Zeta batió el récord de ventas de este año, la expolítica ataca de nuevo como protagonista del calendario Interviú del 2014.” {vídeo}. “Carlos Sánchez, guarda-redes do FC Los Yébenes, de 27 anos, é o responsável pela difusão de um videio porno de Olvido Horminos Carpio no YouTube e no Twitter e noutros sites mais apropriados como o YouPorn. (…). Em 2012, um vídeo erótico gravado por ela própria em que aparece a masturbar-se, teria sido destinado ao futebolista, que o pôs a circular através do whatsapp, como vingança, por ela o ter abandonado. Olvido está casada com um carpinteiro e tem dois filhos, um deles de 13 anos [entretanto, nasceu a pequena Valeria em 2014]. (…). Além de vereadora do PSOE em Los Yébenes (Toledo), cargo que tem desde 2011, é professora de Inglês e de Educação Infantil no colégio José Ramón Villa, na cidade vizinha de Mora.” – Em 2014, a ministra da Educação do Governo de Matteo Renzi, Stefania Giannini, 54 anos, ensinava-se na revista Chi. “Esta é a primeira vez na história da República que um membro do Governo em exercício é fotografado na praia sem soutien. Na semana anterior, foi a vez da ministra das Reformas acabar nas lentes dos paparazzi, mas Maria Elena Boschi, vestia um ‘casto’ biquíni.”
Olga Lyulchak, (Люльчак Ольга), 1,70 m, 63 kg, 86-68-100, sapatos 37, cabelo castanho-escuro, nascida em 11 de maio de 1984, em Kiev, Ucrânia, modelo, “tem experiência fotográfica em publicidade, programas de televisão e fez uma sessão de fotos com fotógrafo profissional”. Os jornais ingleses ensacaram Olga Lyulchak no Fappening (o esgalhanço… do pessegueiro), a grande fuga de imagens privadas de 31 de agosto de 2014, de mulheres (e alguns homens) que vivem do corpo, cantoras e atrizes, para quem mostrá-lo sem compensação monetária é tão grave como pedir uma informação a um advogado sem lhe pagar, é crime de lesa ganha-pão. Os jornais ingleses ludibriaram na pressa de mostrar fotos de mulheres públicas nuas. Elas eram do site de uma agência de casting profissional, explicou Olga. “A imprensa britânica noticiou que as fotos foram roubadas por hackers. Quando, na verdade, elas estavam disponíveis no domínio público. Provavelmente, na cabeça dos média britânicos não encaixa que uma candidata ao parlamento possa, por sua própria iniciativa, colocar essas fotos no acesso aberto. Após as fotos indecentes da Sra. Lyulchak se tornarem públicas, o Bloco Poroshenko decidiu retirar a jovem da eleição para o 217.º distrito em Kiev.” Olga, como todos os políticos, “Não fez nada de que se envergonhar, a sua consciência está limpa.” “As minhas fotos nua apareceram online, mas eu estou-me nas tintas.” “Sim, essas fotos, qual é o problema? Mas, para mim, absolutamente nada de que se envergonhar. Exibiram-nas em sites eróticos e de serviços de acompanhantes. Não entendo por que ter vergonha do seu corpo, se o mundo inteiro admira as obras de arte dos grandes mestres como Van Gogh, Ticiano, Rembrandt, que criaram pinturas, admirando a beleza e nudez femininas. Eu também não consigo imaginar que na sociedade [ucraniana] de hoje, que se esforça por integrar a Europa, possa ter essa reação às fotos. Por isso agora, quando o presidente assinou a ratificação do Acordo de Associação com a UE, voltamos para a moral do passado soviético?” “Nos nossos dias, a mulher que aparece nua é considerada vulgar e vergonhosa. Não consigo entender isso. Eu acho que elas são arte pura.” “Lyulchak perdeu o seu lugar na Câmara Municipal da capital ucraniana, Kiev, nas eleições de maio 2014. Ela é membro do partido Aliança Democrática para a Reforma do antigo campeão mundial de pesos pesados Vitali Kiltschko, como candidata às próximas eleições parlamentares em 26 de outubro (2014).”

na aparelhagem stereo

A mulher da terceira idade, emancipada do espanador do pó e das panelas da cozinha, cotiza elevados lavores na comunidade, curada da canície, expulsa as mais novas e borda contributos insubstituíveis que melhoram a vida coletiva. Gustavo Sampaio, jornalista, autor de “Os facilitadores”, compêndio das empresas de advogados estruturantes de uma economia moderna e próspera em Portugal, explicava as reações ao seu livro anterior: “De ‘Os privilegiados’, só de Celeste Cardona, que me processou por ter utilizado a foto dela na capa, não pelo conteúdo.” “Celeste Cardona não queria estar na capa do livro ‘Os privilegiados’ ao lado de nomes como Duarte Lima e Armando Vara. Por isso, processou a editora, Esfera dos Livros, e o autor, Gustavo Sampaio. A sentença de primeira instância, lida esta segunda-feira [02-11-2013], absolveu-os. (…). O argumento de Maria Celeste Cardona era o de que não tinha dado autorização para constar na capa do livro e, por isso, queria retirar todos os livros do mercado.” “Celeste Cardona pedia que ‘fossem retirados todos os livros que se encontrassem no mercado e que a Esfera dos Livros e o autor fossem impedidos de continuar a comercializá-los, reproduzi-los ou apenas exibi-los, com a capa em questão e proibidos para a finalidade visada na obra ou qualquer outro fim, de utilizar qualquer fotografia da autora, ficando sujeitos a uma sanção pecuniária compulsória de 5000,00 euros por cada dia de atraso no cumprimento da decisão’, segundo a assessoria da Esfera dos Livros.” Em 2014, noticiavam os jornais, Celeste Cardona auferia 69 999 euros / ano por um currículo, no site da EDP, em língua que chinês pelcebe: “She holds a Doctorate degree in law from the Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, having been an Assistant Professor in the same university.” [1]
No fundo musical. “The lecherous creeps all marry up / Down by the sea / Down by the sea”, “Lover’s Cave” (2013), real. Richard Kern, p/ IS TROPICAL, composição: Simon Milner (guitarra), Gary Barber (guitarra), Dominic Apa (bateria) e Kristie Fleck (cantora). “Quando se trata de estimular visualmente a confusão, o grupo britânico IS TROPICAL reina supremo. Com apenas dois álbuns no papo lançados na etiqueta francesa de discos e moda Kitsuné, já conseguiram lançar um sólido punhado de vídeos ridiculamente épicos.” “South Pacific” (2011) ♪ “The Geeks” (2011) ♪ “Lies” (2011) ♪ “Dancing Anymore” (2013) ♪ “Yellow Teeth” (2013). No terceiro LP “Black Anything”: “Crawl” (2014) ♪ “On My Way” (2014).
Em Portugal, a mulher burguesa na terceira idade é celebrada, benquista, oraculizada, e porque, graças à intervenção da irmã Lúcia, não lhe nasce um cabelo branco, derrotam a concorrência das mais novas, constrangidas a empregos como hospedeiras de eventos ou operadoras de telemarketing, e açambarcam o topo da administração pública e privada. Na Ucrânia, antes de envelhecer, as dores do crescimento. No dia 4 de julho de 2011, em Lugansk, no restaurante Baccara, a deusa Maria Korshunova convivia com a também divina Daria Zayats [2], ambas modelos, quando é embrulhada numa cena de pancadaria, afinfa com uma garrafa nos cornos de um filho de papá político, leva nas fuças e é arrastada pelos cabelos num mar de tranquilidade dos outros clientes - gravado em vídeo. “O médico da ambulância, Valery Kulyk, afirmou numa audiência no tribunal do Distrito Leninsky, em Lugansk, que após a ‘luta’ com Maria Korshunova, Roman Landik, filho de um membro do parlamento do Partido das Regiões, e ele próprio deputado do Concelho Municipal de Lugansk, sofrera uma concussão. (…). Ele disse que examinou primeiro Korshunova. Ele disse que escreveu que ela tinha um golpe no tecido mole. Ela disse que tinha desmaiado, e por isso ele não excluiu a possibilidade de concussão e sugeriu que ela fosse para o hospital, o que ela recusou. Ele não encontrou, contudo, uma fratura no nariz, e diz que soube disso através dos média. Então, ele diz que examinou Landik e encontrou-o com uma lesão na cabeça, pulso irregular e concussão. Ele diz que após o exame, Landik foi conduzido para o hospital para levar pontos na ferida.” “Em 19 de janeiro de 2012, o tribunal regional de Leninsky, na cidade de Lugansk, considerou o filho de Vladimir Landik, deputado do Povo da Ucrânia do Partido das Regiões, o deputado da Câmara Municipal de Lugansk, Roman Landik, culpado de agredir Maria Korshunova, de 20 anos, condenando-o a três anos de cadeia com pena suspensa de dois anos. O deputado-pugilista foi libertado diretamente na sala de tribunal. Ele cumprira seis meses de prisão preventiva.” Em abril, Maria regressa a tribunal, “O recurso… hoje recebi uma intimação para 24 de abril. Eles entraram com uma ação cível e exigem o retorno da compensação, 320 000 grívnia (40 000 dólares).” A mulher de Vladimir Landik quer o dinheiro de volta. “Ela escreveu que o acordo foi feito sem o seu consentimento e requereu a rescisão.” “Bem, no início recusei a compensação da sua família. E então, quando descobri quanto custaria um advogado neste caso ressonante, decidi aceitar a compensação. Advogado, tratamento e depois começou o julgamento, tratamento novamente. Tratei a concussão, depois tratei os nervos, os nervos outra vez, os nervos.” Após, o primeiro julgamento, Maria partiu à conquista da capital. “Todas as pessoas olhavam para mim intensamente, nas ruas, nas lojas, em qualquer lado. Constantemente, a olhar, a olhar.” “Vim para Kiev com uma mala e um sonho. Como uma vulgar provinciana.” [3]
Fundo musical. “Incarnated marvels simplified / Effects from such a disconsolate kind / Impotence of the once so perfect living / Erase and rewind”, “Kings of The Carnival Creation” p/ Dimmu Borgir
Simplificadas maravilhas encarnadas
Real Gone Kid” (1988), p/ Deacon Blue. “Banda escocesa formada em Glasgow em 1985. O nome foi retirado do título da canção ‘Deacon Blue’ (1977) dos Steely Dan [4]. A composição da banda consistia nos vocalistas Ricky Ross e Lorraine McIntosh, o teclista James Prime e o baterista Dougie Vipond.” “Quando os Deacon Blue retomaram a fiada da sua carreira discográfica com ‘The Hipsters’ em 2012, não imaginavam o impacto que o álbum teria. Naturalmente, os fãs fiéis do grupo de imediato aceitaram-no e o álbum navegou para o Top 20 na semana de lançamento. Entretanto, os modeladores do gosto nos média subiram a bordo, em particular a Radio 2, que destacou nas playlistsThe Hipsters’, ‘The Outsiders’, ‘Turn’ e ‘That’s What We Can Do’. Assim que a banda entrou em tournée e a palavra se espalhou, uma nova geração descobriu a música dos Deacon Blue.” The King of Rock 'N' Roll” (1988), p/ Prefab Sprout. “Banda de Witton Gilbert, County Durham, Inglaterra. Estrearam-se em 1982 com o single, lançado por eles próprios, ‘Lions in My Own Garden: Exit Someone’ – o compositor Paddy McAloon queria um título cujas primeiras letras das palavras soletrassem Limoges, a cidade francesa onde a sua ex-namorada vivia na altura. O jornalista de música Stuart Maconie descreveu a faixa como ‘enigmática, melancólica, melodiosa e, portanto, perfeita para um licenciado em literatura desempregado com problemas com a namorada’. (…). De acordo com o Guinness Book of British Hit Singles & Albums, o nome da banda é um mondegreen da canção ‘Jackson’, de Nancy Sinatra e Lee Hazlewood, mal percebida por Paddy McAloon.” [5] Discografia. Dancing Girls” (1983) ♪ “Wouldn't It Be Good” (1983), p/ Nik Kershaw. “Nicholas David Kershaw nasceu a 1 de março de 1958 em Bristol e cresceu em Ipswich, Suffolk. Estudou na Northgate Grammar School for Boys onde tocava guitarra, - ele foi autodidata neste instrumento. Abandonou a escola a meio do secundário e arranjou emprego numa repartição do subsídio de desemprego. Cantou numa série de bandas underground de Ipswich. Contudo, quando a última, os Fusion, se desfez em 1982, ele embarcou numa carreira a tempo inteiro como compositor e músico.” Nik Kershaw tocará guitarra e fará coros, juntamente com George Michael, na saudosa “Nikita” (1985), do esposo amoroso e pai babado Elton John. What is Love?” (1983), p/ Howard Jones. “John Howard Jones nasceu numa família com música no coração. Os irmãos mais velhos, Roy, Martin e Paul são músicos que alcançaram notoriedade nos começos de 1980 numa banda chamada Red Beat, com Chris Thompson e Kevin Mann, e Roy em 1984 editou na Alemanha o singlePower Reflex’, com Paul na bateria e Cheese Benson na guitarra, sob o nome Red White & Phoenix; desde então Roy interessou-se pela música celta, em 1995 gravou com os Ysbryd, (significa ‘espírito’ em galês), e tem lançado alguns álbuns de música de dança eletrónica pintada de dubstep, tanto sob o seu nome como sob o pseudónimo dRedzilla. Howard nasceu a 23 de fevereiro de 1955 em Southampton de pais galeses, e passou os seus primeiros anos em Rhiwbina, Cardiff, Gales do Sul, onde frequentou a escola primária Heol Llanishen Fach e depois a Whitchurch Grammar School.” Carpia um dia Howard em 2006: “Olhe para as minhas canções, elas não são sobre consumo de droga ou deboche ou rock and roll. São acerca de pensamento positivo e desafiar as ideias das pessoas. (…). Eu nunca estive na moda. Nunca tive boas críticas. Mas estou orgulhoso do facto de não ser querido pelos média. Na altura, pensava que o rock and roll era uma forma alternativa de viver mas, na verdade, não foi esse o caso. A música pop é tão reacionária e intolerante. E descobri que o que é cool, é muitas vezes bastante superficial e transitório.”
A Good Heart”, (1985), p/ Feargal Sharkey. “Sean Feargal Sharkey, que nasceu a 13 de agosto de 1958 em Derry, Irlanda do Norte, foi cofundador dos Undertones, no seu arranque, em 1976. Na década de 70, eles tocaram em muitos locais por toda a Irlanda do Norte, incluindo o Flamingo Ballroom em Ballymena e o Chester’s em Portrush. Os Undertones tiveram vários êxitos britânicos com canções como ‘Teenage Kicks’ (1978), ‘Here Comes The Summer’ (1979), ‘My Perfect Cousin’ (1979), ‘Wednesday Week’ (1980) e ‘It’s Going To Happen!’ (1981). A banda desmanchou-se em 1983, alegando divergências musicais, com Sharkey seguindo uma carreira a solo, e os restantes membros formando os That Petrol Emotion, no ano seguinte. Antes de a sua carreira arrancar, ele foi também cantor uma única vez nos Assembly, com o ex-membro dos Yazoo e dos Depeche Mode, Vince Clark (antes dos Erasure). Em 1983 o seu singleNever Never’ foi n.º 4 no Reino Unido.” State of the Nation” (1983), p/ Industry. “Como se Nova Iorque não fosse já industriosa o suficiente, durante 1980 uma Industry, do género musical, lançou o seu EP de estreia, ‘Logging Time’, na etiqueta independente Metro Records. Industry, a banda, formara-se um par de anos antes, como Industrial Complex, mudaram para Industry em 1979, e incluía os talentos de Jon Carin (voz / teclados / sintetizador, ex-Cathedral), Brian Unger (guitarra / voz), Rudy Perrone (baixo / guitarra, ex-Cathedral) e Mercury Caronia (bateria). Eles tocavam uma mistura vanguardista de pós-punk e pop rock ensopado de sintetizadores, inspirada pelo gosto por Ultravox e Joy Division, e rapidamente registaram um considerável número de concertos na costa leste dos EUA. Um segundo 12 polegadas intitulado ‘Turning To Light’ viu a luz em 1981, mas a ação nos tops permaneceu elusiva para o quarteto.” Your Love” (1985), p/ The Outfield. “É um power trio de pop rock / power pop sedeado em Manchester. Os Outfield são invulgares para uma banda britânica, que fez sucesso comercial nos EUA, mas nunca obteve sucesso similar na sua terra natal. (…). O baixista / vocalista Tony Lewis, o guitarrista / teclista e compositor John Spinks e o baterista Alan Jackman tocavam juntos no final dos anos 70 numa banda de power pop simples chamada Sirius B. Embora ensaiando cerca de seis meses e tocando vários concertos, o seu estilo não combinava com o punk rock, que crescia em popularidade na Inglaterra e eles separaram-se. Vários anos depois, reuniram-se em Old Trafford, sob o nome The Baseball Boys. Tocaram em Londres e arredores até que uma demo lhes conseguiu um contrato com a Columbia / CBS Records em 1984. Spinks adotou o nome Baseball Boys do gangue adolescente chamado The Baseball Furies no filme de culto ‘The Warriors’ (1979), [estreado quinta-feira, 15 de novembro de 1979 nos cinemas Éden e Pathé], que ele acabara de ver. Embora ele tivesse usado o nome como uma piada e ‘apenas para chocar’, o pessoal da editora reagiu favoravelmente. A banda ganhou reputação como um grupo soando muito americano e assinou nos EUA, depois de tocar apenas poucos meses na Inglaterra. O seu manager, um americano que vivia em Londres, recomendou um novo nome para o grupo.” “‘Ele era um fã fanático de basebol, portanto gostava da ideia do nome Baseball Boys’, Spinks contou. ‘Mas disse que era demasiado foleiro e irónico para ser aceite ao nível comercial na América. Ofereceram-nos carradas e carradas de nomes, mas Outfield foi a coisa de tipo mais à esquerda que gostámos.”
Being Boiled” (1978) ♪ “Lebanon” (1984) ♪ “Human” (1986), p/ The Human League. “Antes de adotar o nome Human League, a banda, por um curto período, teve duas prévias encarnações. No princípio de 1977, Martyn Ware e Ian Craig Marsh, que se conheceram no projeto de artes juvenis Meatwhistle de Sheffield, eram ambos operadores de computadores. A sua colaboração musical combinava música pop (como o glam rock e Tamla Motown) com música eletrónica avant-garde. Com a queda dos preços dos componentes eletrónicos em meados dos anos 70, os equipamentos tornaram-se mais acessíveis ao consumidor médio. Ware e Marsh compraram juntos um sintetizador Korg 700s e aprenderam a tocá-lo. A sua reputação musical propagou-se e foram convidados para tocar na festa do vigésimo primeiro aniversário de um amigo. Para a festa, Ware e Marsh constituíram-se numa banda informal chamada The Dead Daughters. (…). Após mais uns quantos concertos privados, Ware e Marsh decidiram oficialmente formar uma banda. Juntos com o seu amigo Adi Newton e outro computador (um Roland System-100), formaram The Future e começaram a criar música no seu local de ensaio numa oficina de cutelaria abandonada no centro de Sheffield. (…). Ware e Marsh procuraram um vocalista, mas a sua primeira escolha, Glenn Gregory, estava indisponível (Gregory tornou-se vocalista da sua banda posterior, Heaven 17). Ware decidiu convidar um velho amigo de escola, Philip Oakey, para se juntar à banda. Oakey trabalhava como porteiro num hospital na época e era conhecido na cena social de Sheffield pelo seu estilo eclético de vestir. Embora ele não tivesse experiência musical, Ware achou que Oakey seria ideal como vocalista dos The Future, porque ‘ele já parecia uma estrela pop’. Quando Ware procurou Oakey, verificou que ele estava ausente, por isso pediu-lhe para se juntar aos The Future deixando-lhe um bilhete colado na porta da frente.” Music To Kill Your Parents By” (1981) ♪ “Balls of Confusion” ft. Tina Turner (1982) ♪ “I Don't Know Why I Love Yo” ft. Green Gartside (1991) ♪ “Every Time I See You I Go Wild” ft. Kim Wilde (2013), p/ B. E. F. “Os British Electric Foundation foram uma banda / empresa de produção formada pelos ex-membros dos Human League, Martyn Ware e Ian Craig Marsh, que mais tarde se tornaram nos Heaven 17 (com o vocalista Glenn Gregory). O primeiro lançamento de Ware e Marsh como B.E.F., em 1980, uma coleção de músicas instrumentais chamada ‘Music For Stowaways’, só estava disponível em cassete e foi inspirada pelo aparecimento do primeiro walkman da Sony (ao início comercializado no Reino Unido como Sony Stowaway). Houve também um lançamento em vinil, ‘Music For Listening To’, principalmente centrado nas vendas de exportação, que foi ligeiramente truncado (embora com a adição de uma faixa não encontrada na cassete).” Play To Win” (1981) ♪ “Temptation” (1983) ♪ “This Is Mine” (1984), p/ Heaven 17. “Ian Craig Marsh e Martyn Ware foram os membros fundadores do grupo pioneiro de electro-pop The Human League, sendo Glenn Gregory a opção inicial, quando procuravam um vocalista, indisponível na altura, a escolha recaiu sobre Philip Oakey. Quando as tensões pessoais e criativas dentro do grupo atingiram o ponto de rotura no final dos anos 80, Marsh e Ware deixaram a banda, cedendo o nome Human League a Oakey. Tiraram o novo nome de um grupo pop fictício mencionado na novela ‘A Clockwork Orange’, de Anthony Burgess, (onde os Heaven Seventeen estavam no número 4 das tabelas com ‘Inside’).” [6]
Live It Up (1985), p/ Mental As Anything. “Formados por capricho por um grupo de estudantes de arte entediados em busca de bebidas de borla, os brincalhões australianos Mental as Anything forjaram uma carreira estendendo-se por várias décadas, permanecendo as suas línguas firmemente sarcásticas durante a sua existência. Estreando-se em 1978, o grupo de Sydney incluía o cantor / guitarrista Reg Mombasa (nascido Chris O’Doherty), o seu irmão, o baixista Peter O’Doherty, o guitarrista Martin Plaza, o teclista Andrew ‘Greedy’ Smith e o baterista Wayne Delisle; o seu primeiro concerto foi realizado num hotel próximo, com a mesa de bilhar servindo como palco improvisado.” Revolution Baby” (1987) ♪ “I Want Your Love” (1988) ♪ “Baby I Don't Care” (1989), p/ Transvision Vamp. “Nick Christian Sayer era um compositor em busca de uma cantora. Desde o princípio que ele procurava uma estrangeira da Escandinávia ou da Europa e conheceu, de facto, uma linda dinamarquesa, mas ela não sabia cantar muito bem. A verdadeira história dos Transvision Vamp começou na noite de 4 de novembro de 1983. Wendy James cantava sobre suportes rítmicos de Patti Smith num bar after-hours para ganhar algum dinheiro extra. Nick Sayer estava também nessa noite no decrépito clube cave. Ele ficou cativado pela voz mágica de Wendy e, mais tarde, perguntou-lhe se ela não estaria disposta a juntar-se-lhe e cantar as canções que ele escrevera. Wendy, que era uma estudante de teatro na época, decidiu abandonar a escola e seguir o seu destino, unindo-se com Nick para abalar e escrever alguma música rock. Ainda que Nick e Wendy estivessem no desemprego, gastaram a maior parte do seu dinheiro em cordas de guitarra e fitas para o gravador Teac 144 de 4 faixas de Nick. Ao longo dos próximos dezoito meses, Nick e Wendy trabalharam duro, gravando um fita com seis canções que incluía: ‘We Travel’, ‘Space Junk’, ‘Sky High’, ‘I’ll Do Anything’, ‘Rocket To Me’ e ‘Satellite Boy’. As canções destinavam-se a ser uma banda sonora de um filme que eles queriam fazer chamado ‘Saturn 5’, inspirado no seu amor por filmes de ficção científica. O filme era sobre um planeta futurista habitado apenas por jovens. Eles foram ao ponto de ter os figurinos desenhados com a ajuda de uma rapariga do Brighton Art College. No seu quarto, Nick e Wendy tiveram também a ideia de um nome para a banda, um nome que sugerisse ‘re-excitação, seduzindo a cena musical mundial’.” Rise” (1986), p/ Public Image Ltd. “Também conhecido como PiL, são uma banda pós-punk formada pelo vocalista John Lyndon, o guitarrista Keith Levene, o baixista Jah Wobble e o baterista Jim Walker. O staff mudou frequentemente ao longo dos anos que se seguiram. Lyndon é o único membro constante da banda. A seguir ao divórcio dos Sex Pistols em 1978, Lyndon passou três semanas na Jamaica com o chefe da Virgin Records, Richard Branson, nas quais Lyndon assistiu Branson no reconhecimento de músicos reggae emergentes. Branson também levou a banda americana Devo para a Jamaica, com o objetivo de implantar Lyndon como cantor principal do grupo. Os Devo recusaram a oferta. (…). Os PiL foram a Telavive como cabeças de cartaz do festival Heineken Music Conference 2010, em agosto de 2010. O grupo enfrentou críticas por furar o boicote a Israel de alguns músicos ingleses, feito em protesto contra as políticas israelitas para com os palestinianos. Lyndon disse em reposta: ‘Ofende-me realmente a presunção de que vou lá para tocar para judeus nazis de direita. Se Elvis-caralho-Costello quer desistir do concerto em Israel porque subitamente tem compaixão pelos palestinianos, então bom para ele. Mas eu não tenho absolutamente nenhuma regra, certo? Enquanto eu não ver um país árabe, um país muçulmano, com democracia, não entenderei como alguém pode ter problemas com a forma como eles são tratados’.” [7]
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[1] “Política portuguesa, Maria Celeste Lopes Cardona nasceu a 30 de junho de 1951, em Aguim, na Anadia, no seio de uma família humilde. Aos sete anos foi para Lisboa com os pais e quando acabou a escola comercial, com 16 anos, foi trabalhar como funcionária administrativa num escritório. Um ano depois entrou para o estaleiro Lisnave para trabalhar no controlo da faturação. Quando aconteceu a revolução do 25 de abril, Celeste Cardona estava na Lisnave e, posteriormente, chegou a fazer parte de uma comissão de trabalhadores.”
[2] Dariya A (Daria Zayats), 1,68 m, 50 kg, 80-58-81, olhos e cabelos castanhos, nascida a 2 de setembro de 1986, Ucrânia, t.c.c. Darina, Dary, Dary A, Ivette, Marina. {fotos} ∙ {fotos} ∙ {fotos} ∙ {fotos} ∙ {fotos} ∙ {fotos} ∙ {fotos} ∙ {fotos} ∙ {fotos} ∙ {fotos} ∙ {fotos} ∙ {fotos} ∙ {fotos} ∙ {fotos} ∙ {fotos} ∙ {fotos} ∙ {fotos} ∙ {fotos} ∙ {fotos} ∙ {fotos} ∙ {fotos} ∙ {fotos} ∙ {fotos} ∙ {fotos} ∙ {fotos} ∙ {fotos} ∙ {fotos} ∙ {fotos} ∙ {fotos} ∙ {fotos} ∙ {fotos} ∙ {fotos}.
[3] Maria Korshunova (Мария Коршунова) 1,73 m, 51 kg, 88-59-89, sapatos 37, olhos verdes, cabelos loiros, nascida a 27 de julho de 1991, Ucrânia, t.c.c. Mila I, Kissa, Maia, Mila, Zerra A. “Gosto de viajar e tenho o sonho de fazer uma viagem pela Europa proximamente. Gosto de visitar restaurantes e comer algo delicioso. Gosto de passear em parques e observar o comportamento dos animais. Também gosto de tirar fotos e vou tornar-me fotógrafa no meu futuro.” Mila: “Acabo de concluir a escola e agora tenciono entrar no colégio médico. Adoro medicina e quero ser enfermeira. Gosto do conforto da minha casa e gosto de estar em casa, a ver televisão, a ler livros e a cozinhar.” {índex}. {fotos} ∙ {fotos} ∙ {fotos} ∙ {fotos} ∙ {fotos} ∙ {fotos} ∙ {fotos} ∙ {fotos} ∙ {fotos} ∙ {fotos} ∙ {fotos} ∙ {fotos} ∙ {fotos} ∙ {fotos} ∙ {fotos} ∙ {fotos} ∙ {fotos} ∙ {fotos} ∙ {fotos} ∙ {fotos} ∙ {fotos} ∙ {fotos} ∙ {fotos}. {vídeo}. {vídeo} ∙ {vídeo} ∙ {para o relógio Vianney Halter Deep Space Tourbillon}.
[4] "My Old School" (1973) ♪ Pretzel Logic” (1974), ao vivo nos estúdios da Sony, janeiro de 2000.
[5] McAloon terá percebido mal, na canção “Jackson” (1967), o final do verso “We got married in a fever, hotter than a pepper sprout”, trocando “pepper sprout” (“rebento de pimenta”) por “prefab sprout” (“rebento pré-fabricado”), ou seja, um mondegreen. Um “mondegreen” é uma forma de homofonia, quando um conjunto de palavras é percebido com outro sentido. Por exemplo, na canção “Noite do prazer”, de Cláudio Zoli, o verso: “Na madrugada a vitrola rolando um blues / Tocando B. B. King sem parar”, é ouvido como: “Na madrugada a vitrola rolando um blues / Trocando de biquíni sem parar”.
[6] Grupo citado na cena da discoteca na versão cinematográfica. “Laranja mecânica” (1971), real. Stanley Kubrick, estreado sexta-feira, 29 de novembro de 1974, nos cinemas Castil e Império. {script} Alexander DeLarge (Malcolm McDowell): “Desculpem, senhoras, (mete-se no meio das duas, Sonietta e Marty, que chupam gelados fálicos e procura nos discos), a apreciá-lo então, minha querida? … Um pouco frio e sem ponta, minha linda … O que aconteceu ao teu, querida mana?”, Marty (Barbara Scott): “O que é que estás a curtir, garoto, Goggly Gogol? Johnny Zhivago? The Heaven Seventeen?”, Alex: “Em que tocas em casa os teus discos idiotas? Aposto que nalgum gira-discos ordinário, daqueles de piquenique. Venham com o tiozinho ouvir uma coisa boa. Trombetas de anjos e tambores do diabo. Estão convidadas.” Marty e Sonietta – (interpretada por Gillian Hills, atriz descoberta por Roger Vadim, que farejou uma segunda Brigitte Bardot, também cantava: “Ma Première cigarrete” ♪ “Une petite tasse d’anxiété” c/ Serge Gainsbourg) – montam a casa de Alex para se engajarem no velho mete e tira ao som do finale da “Abertura de Guilherme Tell” de Gioachino Rossini.
[7] Da questão palestiniana, foi um português, como não podia deixar de ser, quem descortinou a análise mais profunda, abissal, fossa das Marianas, sem tagarelar preguiçosos chavões em voga, de seu nome o cientista político João Pereira Coutinho: “A acompanhar pelos nossos jornais o que se passa entre Israel e Gaza é um espetáculo de ignorância dificilmente imaginável num país ‘civilizado’. Tudo porque os nossos jornais partem do pressuposto de que o conflito é uma questão territorial: Israel quer a terra toda; o Hamas também; ninguém se entende; e etc. etc. A primeira (e talvez a única) coisa a dizer sobre o assunto é que o problema não é territorial, como sucede com a Autoridade Palestiniana. É, antes, existencial. Israel reconhece as pretensões palestinianas à independência e desde o início (corrijo: mesmo antes da partição da ONU) sempre aceitou a divisão do território. O Hamas, pelo contrário, nem sequer reconhece a existência da ‘entidade sionista’ e tem como único propósito apagar Israel do mapa. Não perceber esta diferença de base só produz um jornalismo mentecapto, feito por mentecaptos e consumido por mentecaptos”, em Correio da Manhã, 20/07/2014.
O problema é precisamente territorial, quase acertou o cientista político português. Quando o Hamas venceu as eleições em 2006, alguns dirigentes declararam que não tinham nenhum problema com Israel, apenas exigiam que parasse a ocupação de terras palestinianas. “Em 31 de janeiro, entrevistado pelo The Guardian, Khaled Meshaal, defendendo a legitimidade da vitória eleitoral, reiterou que o Hamas nunca reconheceria Israel, mas discutiria a possibilidade de tréguas, dizendo para Israel: ‘Se estiverem dispostos a aceitar o princípio de uma trégua de longo prazo, estamos preparados para discutir os termos’. E então, em 9 de fevereiro, o Hamas detalhou melhor a sua proposta, oferecendo um cessar-fogo de longo termo em troca de Israel retirar dos territórios ocupados em 1967.” Não haverá retirada, não há territórios ocupados, porque não existe terra palestiniana. Sob um Deus, todo-poderoso agente imobiliário, distribuidor de terras grátis, Israel detém as escrituras de propriedade assinadas pelo Seu punho e reconhecidas num notário americano. “Porque o meu anjo irá diante de ti, e te introduzirá na terra dos amorreus, dos heteus, dos perizeus, dos cananeus, dos heveus e dos jebuseus; e Eu os exterminarei” (Êxodo 23:23). “Fixarei as tuas fronteiras desde o Mar Vermelho até o mar dos filisteus, o Mediterrâneo, e desde o deserto até o Rio, o Eufrates; pois entregarei às tuas mãos os habitantes da terra, e expulsá-los-ás de diante de ti.” (Êxodo 23:31). E essa terra é a Mutterland judia, por doação divina a construção de colonatos nunca cessará, em terrenos de borla, que o farisaico amor pelo dinheiro encarece. “O tema é caro à classe média, num país onde a escassez de habitação e a especulação fizeram aumentar o preço das casas em 50 por cento em dois anos”, no jornal Público em 2011.“Especulação que levou a um aumento de 55 % no preço da habitação em seis anos”, na revista Visão em 2015.
“E apareceu o Senhor a Abraão, e disse: À tua descendência darei esta terra. E Abraão construiu ali um altar dedicado a Jeová, porquanto ali o Senhor havia aparecido e falado com ele” (Génesis 12:7). “Escândalos com a residência oficial. Em Jerusalém, do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e da sua esposa Sara. (…). Despesas regulares da residência e a divisão entre gastos públicos e privados. Indica-se que um pequeno-almoço oficial para dez pessoas na residência privada de Cesárea custou 40 000 euros ao Estado. Realizou-se em 2011 e um dos comensais foi o então secretário da Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates. (…). O procurador investigou os gastos de viagens da família e registou, por exemplo, que em várias ocasiões o primeiro-ministro instalou uma cama de casal no avião da linha aérea estatal El Al, que o transportou aos EUA. Shapira [o procurador] aponta gastos mensais de limpeza na casa particular da família (quase sempre vazia) no valor de 1700 euros. Por mês saíam 2300 euros para refeições trazidas de restaurantes para a residência oficial, embora esta tenha cozinheiros pagos. (…). Segundo a Forbes, Netanyahu tem um capital de quase nove milhões de euros. A sua esposa Sara, de 56 anos – era hospedeira quando se conheceram, num voo – trabalha como psicóloga infantil num colégio de Jerusalém.” “O governante enfrenta as queixas do ex-mordomo da residência, Menny Naftali, que processou Sara Netanyahu nos tribunais, depois de se ter despedido. Acusa-a de o ter humilhado em inúmeras ocasiões e afirma que o acordava a meio da noite para lhe pedir um copo de leite, ou que se zangava com ele, exigindo ‘comida mais dietética’. ‘Nós somos europeus e sofisticados, não orientais como vocês’, dizia Sara, segundo as queixas de Naftali”, em jornal Expresso n.º 2211.