Pratinho de Couratos

A espantosa vida quotidiana no Portugal moderno!

sexta-feira, março 29, 2013


O albergue português

1982. Os bons predicados são complementos diretos dos quais os bons líderes, “os portugueses de boa vontade”, os líderes bons “a favor das garantias e dos direitos”, repristinam fianças nos galos de amanhãs que (cantam) cocorocó [1]. Predicar um povo é pois aripar para extrair uma nação, e de todos um - Salazar - por todos desabotoou os dons do português: “bondoso, inteligente, sofredor, dócil, hospitaleiro, trabalhador, facilmente educável, culto” [2].
Hospitalidade às terças e quintas em 1982 no aeroporto da capital de um bondoso povo: “embaixada de Israel, companhia de aviação El-Al, comunidade judaica portuguesa: os três elos de uma complicada cadeia de que emerge um sofisticado serviço de segurança armado que às terças e quintas faz lei no aeroporto de Lisboa. A embaixada de Israel é o centro nevrálgico do sistema e são os agentes israelitas que asseguram a proteção pessoal do embaixador [Dov Milman] quem comanda as operações. Nesses dias a PSP e a segurança do aeroporto ficam reduzidas ao papel de figurantes” [3]. Os serviços secretos judeus, “os seus homens movimentam-se em áreas públicas e reservadas como se estivessem em pleno aeroporto de Telavive. Emissores-recetores em punho, trajando civilmente e, muitas vezes, sem qualquer cartão identificativo à vista, os mossads comandam umas dezenas de jovens judeus portugueses, que se ocupam das tarefas menores. Metralhadoras Uzi na pastinha, olhos atentos e falando hebraico, deslocam-se por todo o lado, inclusivamente nas pistas. Ocupam o terreno, instalam-se nos lugares estratégicos, vigiam, revistam, interrogam, ameaçam, intimam. Quem manda são eles! A PSP e a segurança do aeroporto são ultrapassadas, subalternizadas, espezinhadas. Se, eventualmente, têm algo a dizer-lhes, ou falam em inglês ou têm de passar pelo vexame de se dirigir aos adolescentes portugueses (judeus) que depois contactam os chefes. É dia de voo da companhia aérea israelita El-Al e as autoridades portuguesas dão-lhes carta branca para tudo [4]. Até para dispararem a torto e direito como fizeram na Páscoa de 1979 no aeroporto de Zaventem, em Bruxelas” [5].
Ângelo Correia [6], ministro da Administração Interna, acobertado na inexistência de um serviço de informações em Portugal e na sua cara de honesto que, Deus, do tosco barro lhe moldou, invocava santa ignorância das liberdades territoriais da Mossad. Quando lhe chegou a Mossad ao nariz ele endurou: “o problema foi solucionado”, “neste momento a lei portuguesa está a ser respeitada”, “tomámos as medidas legais que achamos corretas e a situação alterou-se de facto apesar de ter sido criada já em 1977”. E nessa lei portuguesa: “qualquer cidadão, nacional ou estrangeiro, desde que devidamente autorizado, pode trazer consigo armas de defesa, mas não armas de guerra. Como lhe disse, neste momento a lei está a ser respeitada”. Detalhes sobre esse respeito? o ministro é mais duro que Clint Eastwood e dispara: “vá ao aeroporto e logo verá” [7].
Quarta-feira, 20 de outubro, fuma-se na primeira loja legalizada de venda de marijuana num centro de juventude em Enschede, no final do ano, apaga-se, por overdose de competitividade. “A Holanda encerrou a primeira loja de venda de haxixe e marijuana testados pelo Governo entre protestos dos alarmados países vizinhos, embora as autoridades municipais insistam que a venda de drogas leves regressará. As autoridades judiciais anularam a aprovação da Câmara Municipal de Enschede, para uma loja de erva no centro de juventude Kokerjuffer, que tornou a cidade fronteiriça um lugar popular para jovens alemães ocidentais, britânicos, suecos e holandeses”. – E assim os sons de fumos moles expiraram: Eric Burdon & the AnimalsA Girl Named Sandoz” (1967), Captain Beefhart & His Magic BandAh Feel like Ahcid” (1968), Bob MarleyKaya” (1978), Ravi ShankarImprovisation on the Theme Of ‘Rodukan’” (1978), The FallTotally Wired” (1980), Bonobo "Sugar Rhyme" (2000): "Rhythm captivates me / I feel it stimulate me" (modelo: Sonya Marmeladova)  [8].
Quarta-feira, 27, “a madrugada de hoje foi abalada por quatro explosões, tendo três delas ocorrido nas instalações provisórias de uma empresa de construção civil, junto ao cemitério da Costa da Caparica, e a outra na vivenda do comentarista económico da RTP, Francisco Sarsfield Cabral, em Algés, nas proximidades do Forte do Alto do Duque, onde funcionou o comando do COPCON. (…). Os prejuízos limitaram-se a um canteiro e a alguns vidros partidos na casa de Sarsfield Cabral, e na destruição de tapumes de madeira, na Costa da Caparica. Sarsfield Cabral (…) encontrava-se em casa juntamente com a mulher e com dois dos seus três filhos. O engenho de fabrico artesanal deflagrou cerca das 2 e 45, tendo sido acionado por um sistema de rebentamento retardado”.  Sarsfield ignora que tenha pisado calos políticos e barrunta “que isso tenha a ver com a minha presença, mais ou menos constante, nos ecrãs da televisão”. Os rebentamentos na quinta de Santo António, na Caparica, “tudo parece apontar para uma ação de retaliação, para com um empreiteiro, pelo facto de este ter vedado uma zona que permitia aos moradores alcançarem as paragens de autocarros para Lisboa em cerca de dois minutos, ao contrário do que acontece agora em que levam aproximadamente vinte minutos, já que são forçados a dar uma grande volta”. O comandante Anjo Negro dos Comandos Operacionais de Defesa da Civilização Ocidental (CODECO) reivindicou a bomba atirada pelas 23:20 contra a sede do CDS na esquina das ruas António Sérgio e comandante Germano Dias, no bairro Augusto de Castro, em Oeiras, e também a autoria das quatro explosões na Caparica e na casa de Sarsfield Cabral. “Afirmou que os CODECO tinham sido criados no verão quente de 75 por Freitas do Amaral e que ele e outros elementos da organização ‘tinham sido enganados e por isso pediam agora perdão à esquerda’. Referindo-se aos rebentamentos da Costa da Caparica salientou que os mesmos serviam apenas ‘para testar a capacidade de reação da polícia e, quanto ao atentado à casa de Sarsfield Cabral foi, ‘por se tratar de um protegido de Proença de Carvalho”. O CODECO “tenta não fazer vítimas inocentes”, luta contra a Aliança Democrática (AD) e os alvos são “a nova PIDE - o DCCB (Divisão Central de Combate ao Banditismo) - Diogo Freitas do Amaral, Ângelo Correia e Francisco Balsemão”. “Vamos utilizar as armas e os explosivos comprados pelo CDS e só paramos quando a AD cair”.
Terça-feira, 16 de novembro, “um novo serviço telefónico público, que dispensa a utilização das habituais moedas, foi hoje inaugurado na Madeira. O Funchal passa, deste modo, a ser a primeira cidade portuguesa a dispor do Credifone, programado na próxima fase para o Algarve. Trata-se de um cartão equivalente a 25 ou 105 impulsos, à venda nas estações dos CTT. (…). Introduzindo o cartão numa ranhura, um viso luminoso fornecerá imediatamente a indicação do número de impulsos que o cartão permite gastar. Dispondo de crédito, o utente poderá fazer a marcação do número desejado, com a particularidade de estes aparelhos serem equipados com marcadores de teclas, ainda pouco vulgares entre nós. Estabelecida a ligação, um minúsculo raio laser existente dentro do aparelho vai abater o número de unidades gastas. O fim do crédito é anunciado 15 segundos antes, por um sinal sonoro no auscultador, ao mesmo tempo que se acende um sinal luminoso no mostrador do aparelho”. “As primeiras cabinas Credifone do Funchal estão instaladas nas estações dos correios da avenida Zarco, da Monumental e do Mercado, junto ao café Funchal e na Direção Regional de Turismo” [9].
Segunda-feira, 6 de dezembro, “Sérgio Godinho [10] acusou a Polícia Federal do Rio de Janeiro de o ter torturado, nomeadamente com choques elétricos. O cantor prestava declarações na 4ª Vara Federal Criminal do Rio, no âmbito do processo que está a ser instruído contra ele pela juíza Julieta Machado, e disse que além dos choques elétricos foi várias vezes sujeito a espancamentos”. Na sessão à porta fechada “Sérgio fez uma denúncia pormenorizada dos maus tratos que lhe têm sido aplicados na prisão, tendo sido proibida a entrada na sala à advogada do consulado português, Ofélia Guerreiro, com o pretexto de que vestia calças”. Ao Expresso o cantor pormenorizou: “logo após ter sido preso fui levado para a Polícia Federal na praça Mabuá, no centro do Rio de Janeiro, onde fui encapuçado. Apenas com uma luz sobre a minha cara, o torturador, sob ordens do delegado de piquete, aplicou-me socos na barriga e choques elétricos na cabeça, atrás das orelhas. A todo o momento ameaçavam-me de morte. Com as mãos atrás das orelhas, sob ameaça constante, fizeram-me caminhar pelos corredores durante longo tempo, interrogando-me comigo sempre encapuçado”. Ele fora preso no aeroporto, dia 15 de novembro pelo seu nome constar da lista das pessoas proibidas de entrar no país, quando era interrogado, 15 gramas de erva apareceram-lhe por magia na bolsa. “Em declarações gravadas pela RTP, o cantor afirmou que não tinha consciência de estar em situação ilegal porque havia sido absolvido em 1971, na sequência do processo que lhe foi movido, bem como ao grupo Living Theatre com quem se encontrava no Brasil”. Sexta-feira, 31 de dezembro, pelas 07.20, aterrava o avião com Sérgio Godinho expulso por decreto do presidente brasileiro João Figueiredo: “o processo continua e vamos lutar pela absolvição. Penso que isso é muito importante e que só a absolvição poderá, de certo modo, reparar a injustiça que foi cometida”.  
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[1] O país nunca foi manco de dirigentes. Passados, bem passados. Presentes, bem presentes. Futuros bem passados. Alberto João Jardim no futuro (2012) plantará: “hoje temos um país que está esclerosado. ‘Tão esclerosadas e desacreditadas as forças políticas deste país, desde a direita até à esquerda, o povo quer outra coisa … o povo português aguarda mudanças, o povo português está à espera que os portugueses de boa vontade se unam numa nova frente, numa frente de, para uma nova república, se unam numa FNR, uma Frente para uma Nova República, que dê uma grande volta ao presente estado de coisas e que se saia deste marasmo que os instalados, quer à direita quer à esquerda, tudo fazem para conservar”. Paulo Portas (2009), na Assembleia da República, num registo documental David Attenborough refundido atrás do arbusto: “é por esta porta que o primeiro-ministro [José Sócrates] costuma sair. Uma das razões, pra ele, democraticamente!, por vontade do povo, em 2009 sair do Governo, é que ele não está a respeitar os direitos dos contribuintes. E foi por isso que o CDS neste! orçamento, decidiu apresentar uma série de propostas a favor das garantias e dos direitos do contribuinte, que nós temos muita! honra em ser o partido que mais o protege: o contribuinte que cumpre com os seus deveres fiscais, mas não podemos aceitar que a administração neste momento exija ao contribuinte mais do que a lei a habilita pra exigir. É isso que eu tenho chamado fanatismo fiscal, o Estado querer cobrar mais, sempre mais, o que a lei deixa, e o que a lei não deixa. E por isso, propusemos medidas simples, cujo custo é zero, mas que têm uma enorme eficácia do ponto de vista da justiça pr’os cidadãos”.
[2] Cinzelou Salazar seu povo: “excessivamente sentimental, com horror à disciplina, individualista sem dar por isso, falho de espírito de continuidade e de tenacidade na ação. A própria facilidade de compreensão, diminuindo-lhe a necessidade de esforço, leva-o a estudar todos os assuntos pela rama, a confiar demasiado na espontaneidade e brilho da sua inteligência”, em “Entrevistas a Salazar” de António Ferro. No seu livro “Portugal” o suíço Gonzague de Reynold completa: “mais sensível do que racional e razoável, o português tem dificuldade em compreender princípios. Daí essa fraqueza do indivíduo e da nação, essa dificuldade em construir uma ordem estável, uma ordem moral ou política, porque o fundo é movediço”  
[3] O país é a melhor agência de casting de figurantes do mundo, nas visitas papais, tiveram mesmo falas e pequenos papéis. Em 1982 João Paulo II visitou Portugal para agradecer a sobrevivência ao atentado de 13 de maio de 1981: “a minha peregrinação em terras portuguesas foi toda ela marcada pela presença de Maria”, que lhe salvara o couro das balas do turco Mehmet Ali Ağca. E no Angelus de domingo 16 de maio, recém-regressado da visita portuguesa, na janela dos seus aposentos no Vaticano, agradecia a figuração: “povo lusitano, pelo entusiasmo e generosidade com que se encontraram comigo, facilitando o meu dever de pastor”. Em 2010, Bento XVI, assumindo-se como peregrino de nossa senhora de Fátima, no seu primeiro discurso cita o cardeal Cerejeira: “não foi a Igreja que impôs Fátima, dizia o cardeal Manuel Cerejeira, de veneranda memória, mas Fátima que se impôs à Igreja”. Bento XVI em Fátima: “aqui estou como um filho que vem visitar a sua Mãe e que o faz na companhia de uma multidão de irmãos e irmãs”. As televisões entrevistavam figurantes nas ruas do país catando papáveis opiniões, uma jovem simplesmente Mafalda definia o Papa “como uma pessoa querida que acredita que toda a gente é capaz de fazer uma coisa muito importante que é para ele… ele hoje veio cá, eu pensava que ele não me ia ver, ele olhou para mim, eu senti aqui uma coisa que nunca vou esquecer, senti um aperto, não dá para explicar, cada pessoa sente uma coisa mesmo especial quando ele olha e é muito importante para cada pessoa sentir isso”. Uma jornalista da RTP na Praça do Comércio: “vou perguntar aqui a esta menina, como foi ver o Papa tão perto aqui mesmo à tua frente”; a criança retruca: “muito giro”; a jornalista elabora: “sentiste alguma coisa de especial?”; a criança: “amor”; a jornalista para outra menina: “e tu? O que é que sentiste quando viste o Papa?”; a outra menina: “eu adorei”; a jornalista extrai reportagem: “e sentiste alguma coisa especial? Sentiste alguma coisa por dentro? Sentiste alguma emoção?”; a mesma menina: “sim, senti uma emoção, por dentro”. Para Bento XVI Portugal é um “país rico em humanidade e cristianismo”. Em Fátima, celebrou as Vésperas com seminaristas de todo o mundo na igreja da Santíssima Trindade, ofereceu uma rosa de ouro ao Santuário e dormiu duas noites na casa de Nossa Senhora do Carmo. O presidente da República Cavaco Silva ofereceu-lhe um santo António em porcelana e um livro bilingue com os sermões do santo. O primeiro-ministro José Sócrates recolheu durante 25 minutos na Nunciatura Apostólica de Lisboa com o Papa, levou na bagagem Silva Pereira, ministro da Presidência e Luís Amado, ministro dos Negócios Estrangeiros, no final rejubilava, a economia crescera 1,7%: “por acaso teria sido uma boa ideia referir a Sua Eminência o facto de termos tido hoje grandes notícias do crescimento económico em Portugal. Isso podia associar-se à visita do Papa a Portugal, mas não tivemos ocasião de também falar nisso”. Milagre, milagre, disse Sócrates: “Portugal registou o maior crescimento económico da Europa no primeiro trimestre deste ano, a economia recuperou e está a recuperar. Portugal foi o primeiro país a sair da condição de recessão técnica e o que melhor resistiu à crise”. Cavaco Silva na hora da despedida: “Portugal despede-se de vós revigorado pela mensagem de esperança e de confiança que nos deixais. Vemos partir o Santo Padre com um sentimento que nenhuma outra língua ainda soube traduzir em toda a sua profundidade e que reservamos aos que nos aos mais queridos a Saudade”. Bento XVI: “em Fátima rezei pelo mundo inteiro pedindo que Fátima traga maior fraternidade e solidariedade, um maior respeito recíproco, uma renovada confiança e confidência em Deus, no seu Pai que está nos céus”. A alcatifa vermelha que seus Santos Sapatos pisaram no aeroporto militar de Figo Maduro, Lisboa, foi recortada por voluntários para fazer 15 mil registos de arte sacra para venda.
[4] “Esses serviços são dirigidos e coordenados por estrangeiros que falam hebraico – os controladores. (…). Outros estrangeiros, colocados em locais estratégicos do aeroporto (…) que podemos denominar de operacionais. (…). No escalão inferior estão várias dezenas de jovens portugueses (…). Ostentando livres trânsitos que os credenciam como estando ao serviço da companhia de aviação israelita, estes tarefeiros também não dispõem de fardamento”. “Os tarefeiros, por seu lado, estão espalhados por todas as frentes. Falando português, escutam conversas, observam pessoas e objetos, bagagens abandonadas, caixotes do lixo e seguem instruções de elementos mais velhos, igualmente portugueses”, no Diário de Lisboa.
[5] No dia 16 de abril, segunda-feira de Páscoa, dois homens de tez mediterrânica, sob a sigla desconhecida de Março Negro, tentam dominar o Boeing 707 El-Al voo 334 em trânsito de Telavive para Viena. “René Ackam, um repórter do quotidiano de Bruxelas Le Soir assiste estupefacto: uns 20 jovens à civil reagem prontamente contra os terroristas começando a disparar pequenas metralhadoras que retiram de pastas e sacos”. Os dois palestinianos, que atiraram duas granadas na área duty free, são capturados depois do tiroteio. Husseini Rad Mahmoud, 3l anos, e Shalad Dayekh Khaled Dokh, 26, confessarão a intenção de matar o maior número de passageiros possível e são condenados a oito anos de cadeia cada em 16 de agosto. Sobre a questão quem eram os civis armados? O Governo belga é governo: “estudantes estrangeiros aos quais é autorizado o porte de arma em certas zonas do aeroporto”.
[6] Ângelo Correia, o mais duro dos portugueses, mais duro que a pedra da sopa, no futuro (2012) enchumaça os seus: “nós criamos a ideia que todo o cidadão da elite portuguesa é um malandro, um criminoso e um bandido”, no programa da tvi24 Olhos nos olhos. No mês de outubro de 1982, o ministro Ângelo Correia, malandreco, considerava “inoportuno” a divulgação do relatório dos procuradores-adjuntos da República, Francisco Xavier de Melo Sampaio e Nuno da Silva Salgado, sobre os espancamentos e mortes obra da sua musculada polícia no 1.º de maio no Porto. “As cargas dos elementos do Corpo de Intervenção (CI) levadas a cabo, quer na avenida dos Aliados, quer na praça da Liberdade, contra manifestantes e ainda contra muitas das pessoas que nada tinham a ver com as manifestações e que descuidadamente passavam naqueles locais, muitas delas dirigindo-se para suas casas, depois de terem saído dos vários cinemas e teatros da cidade, mormente do teatro Rivoli, onde naquela noite o Orfeão Universitário do Porto tinha realizado um espetáculo, assumiram expressões de inusitada e desnecessária violência”. “Com efeito, elementos do Corpo de Intervenção agrediram indiscriminadamente todas as pessoas que encontravam à sua frente, à bastonada e a pontapé, e às vezes com obscenidades, independentemente do sexo e idade, quer arremessassem pedras ou nada fizessem, quer seguissem na rua ou estivessem paradas, mormente abrigadas nas paragens dos autocarros ou nas soleiras dos prédios. Todos eram agredidos, muitas vezes de forma selvática, e por mais de um elemento policial contra a mesma pessoa, mesmo que esta se encontrasse no chão e indefesa”. O CI matou duas pessoas, algo que para ministro que não é bandido, é apenas má sorte. “Pedro Manuel Sacramento Vieira, foi atingido pelas costas por um projétil de calibre de 7,65 milímetros, cerca das zero horas e trinta quando, com um grupo amigos, corria vindo da praça Almeida Garrett – onde o Corpo de Intervenção já andava a atuar”. E na morte de Mário Emílio Pereira Gonçalves “um dos polícias destacou-se do grupo e das proximidades do quiosque”, na esquina da rua do Corpo da Guarda com a rua Mouzinho da Silveira, “apontou a pistola que trazia consigo, já empunhada, e com ela disparou dois tiros em direção ao Mário Emílio, o qual foi atingido logo com o primeiro disparo, no maxilar superior esquerdo, na altura em que voltava ligeiramente a cara para olhar na direção do elemento policial agressor”.  
[7] “A única coisa que pudemos constatar foi a presença de um maior número de agentes da PSP, tanto fardados como à civil (…). Um elemento da guarda pessoal do embaixador israelita lá estava mas mesmas funções (…), muitos dos operacionais sem qualquer distintivo do aeroporto que até aqui andavam de sacos e malas, onde guardavam as suas metralhadoras Uzi, passeavam-se mais discretamente que de costume e pareciam trazer… sacos mais pequenos! (…). Os tarefeiros pareciam menos numerosos e o conjunto da sua atuação menos arrogante e um pouco mais discreto”.
[8] A Holanda é segundo mercado de Fado.
[9] Alberto João Jardim em 1980 visitava Lisboa pelo dinheiro: “exatamente. Esta reunião vem na sequência de reuniões já anteriores. Houve portanto que apressar estratégias comuns em função das relações com os órgãos de soberania”. Em 1979 o défice orçamental das duas regiões autónomas foi quase todo suportado pelo Orçamento Geral do Estado. Alberto: “o critério encontrado da cobertura do défice do ano passado, significou já um passo em frente em relação ao antecedente, no entanto entendemos, os dois Governos das regiões autónomas, que ainda não está cumprido o preceito constitucional, concretamente o artigo 231 nº 2 que diz que o Estado português tem regiões, que estão feridas de insularidade e cujos custos devem ser suportados pela República”. O jornalista pergunta-lhe pelo montante do défice? Alberto: “neste momento está em elaboração. O ano passado, o défice montou à volta de 3 milhões e meio de contos”; jornalista: “será inferior ou superior?”; Alberto: “Ainda é cedo para lhe poder dar os números concretos”.
[9] No futuro, 2013, haverá outras esperanças musicais, as Pretty Little Demons – “Maps” ♪ “Violet” ♪ “Daisy”. Elas são: Lydia Night, guitarrista, cantora, compositora, baixo, teclas e Marlhy Murphy, bateria, baixo, teclas, voz. Financiaram o seu primeiro álbum “Flowers” (“os prodígios rock and roll Lydia Night & Marlhy Murphy trazem-lhe canções sobre temas tão pesados como dependência e morte ao tráfego e margaridas”) através do Kickstarter com um humorado vídeo. As moças têm outros projetos musicais. Lydia, no seu primeiro show em Los Angeles: “Highway to Hell”. Marlhy, sova a bateria como uma chefe, c/ os Purple Hats and Jetpacks ou c/ os Zeppos em “Moby Dick”, o solo de John Bonham.

na sala de cinema

Giggi il bullo” (1982) titulado na língua de Fernão Mendes Pinto “João Broncas, o maior”, c/ a florestada atriz Adriana Russo, intelectualizada pela Playboy italiana de fevereiro 1982 e também cantante, debutada no cinema como Clara em “Un sussurro nel buio” (1976) e mais desfigurada como a Dora de “Brutti, sporchi i cattivi” (1976); e c/ o ator Alvaro Vitali, o João Broncas, um eletricista contratado por Fellini para o papel do “imperador” de cara azul em “Satyricon” (1969). Vitali estreia-se na commedia erotica all'italiana com duas lasanhas de carne amanteigada: Gloria Guida em “La liceal” (1975) e Edwige Fenech em “L’insegnante” (1975). O apodo João Broncas distribuído pela distribuição no país da bronquice cativou espectadores desde Viana do Castelo ao castelo de Aljezur apodando: “Gian Burrasca” (1983) de “João Broncas… o eterno repetente”; \ “Paulo Roberto Cotechiño centravanti di sfondamento” (1983) de “ João Broncas, avançado fura-redes”, c/ Carmen Russo, 1,65 m, 96-58-93, dimensões cúbicas que duchava em “Mia moglie torna a scuola” (1981); \ “Il tifoso, l’arbitro e il calciatore” (1984) de “João Broncas e os malucos da bola”. – Vitali protagonizou uma série própria como Pierino. “Pierino contro tutti” (1981), título português “A turma dos malandros”, estreia no Avis a 12 de junho de 1982: “Pierino é um adolescente irrequieto sempre a dizer piadas e a pregar partidas a todos. O seu principal alvo é a professora e um dia acaba por ser suspenso das aulas, o que o leva a preparar uma armadilha à professora que acaba por partir um braço, sendo substituída por outra. E por esta (Michela Miti, 90-60-90, a glória de Roma, página central da Playboy de março 1981 e cantante) Pierino apaixona-se completamente, mas tem a concorrência do professor de Educação Física”. Duas citações do filme: a professora distribui castigos, “tu! o que é que viste?”, e Pierino vai às putas; \ “Pierino medico della SAUB” (1981), título português “O doutor charlatão”, estreia no Odeon a 7 de janeiro 1983; \ “Pierino colpisce ancora” (1982), título português “O regresso da turma dos malandros”, estreia no Roxy a 29 de abril 1983; \ “Pierino torna a scuola” (1990) c/ Nadia Bengala, 1,71 m, 96-65-89, no papel da professora substituta Rizzi, não escolarizou a personagem Pierino que declinou; Vitali ainda rodou mais dois: “Pierino Stecchino” (1992) e “L’antenati tua e de Pierino” (1996). – Também no feminino, direitos iguais na lerdice, com “Quella peste di Pierina” (1982), c/ Marina Marfoglia, modelo fotográfica, atriz e bailarina, intelectualizada pela Playboy de agosto 1979 e cantante, e com Carmen Russo no papel de sua irmã, Rosy Marcotulli. – A marca João Broncas estendeu-se por outros filmes, dois deles com Edwige Fenech [1]: “La soldatessa alla visita militare” (1977), título português “Ao ombro… saias!”, estreia no Roxy sexta-feira 19 de maio 1978: “a rotina do acampamento militar é abalada pela chegada de uma médica sargento muito picante, a bela soldado Eva Marini, transbordando na sua mini-divisa”; \ e “L'insegnante va in collegio” (1978), título português “A bomba no colégio”, estreia no Pathé sexta-feira 12 de janeiro 1979: a professora Monica Sebastiani é cobiçada por pai e filho. Outro Broncas com Gloria Guida [2]: “La liceale seduce i professori” (1979), título português “A liceal seduz o professor”, estreia no Avis quarta-feira 5 de janeiro 1983: “para estudar tranquilamente, longe das distrações da cidade, Angela Pascuale, é enviada por seu pai para uma pequena cidade em Puglia, para casa de seu tio, o reitor da escola, por sua vez vítima das piadas constantes dos alunos. Logo os seus colegas apaixonam-se por ela, incluindo o tio e o primo, que toca às escondidas numa banda e é amado pela peituda Irma”, (Donatella Damiani intelectualizada pela Playboy de outubro 1983). Gloria Guida canta duas canções no filme: “Come vuoi... con chi vuoi” e “Stammi vicino”. E ainda outro Broncas com Nadia Cassini [3]: “La dottoressa ci sta col colonnello” (1980), título português “A médica do coronel”: “o coronel Anacleto Punch é um médico do exército que trabalha num hospital militar. Durante uma conferência sobre transplantes teve a oportunidade de conhecer a sul africana dra. Eva Russel que é uma mulher maravilhosa”.
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[1] Edwige Fenech 1,70 m, 55 kg, 86-58-86, nascida para despir em Annaba, na Argélia, quando esta era uma colónia francesa: “oh, é terrível. Especialmente as primeiras vezes nos filmes iniciais… eu não sabia como me comportar e estava tremendamente envergonhada. Depois resignei-me, mais do que acostumar-me… além disso estas são coisas que se tem que fazer nos filmes, quer se goste ou não. O público exige-o. Certamente nunca é agradável despir-se em frente de tantos técnicos e colegas atores. Tenho sempre a sensação, quando me visto outra vez, que eles me olham como se não tivesse nada em cima. E nem quero falar do que sucede nos cinemas quando exibem os meus filmes… Foi ver Madame Bovary novamente num cinema de estreias, e fiquei vermelha como uma beterraba quando me vi nua na tela. Entretanto, o público começou a ficar barulhento e a trocar comentários não publicáveis”. Alguma despidagrafia: “Samoa, regina della giungla” (1968); “Madame und ihre Nichte” (1969); “Die nackte Bovary” (1969); “Lostrano vizio della signora Wardh” (1971); “Quel gran pezzo della Ubalda tutta nuda e tutta calda” (1972); “La signora gioca bene a scopa?” (1974); “Grazie nonna” (1975); “La dottoressa del distretto militare” (1976); “La poliziotta fa carriera” (1976), título português “A mulher polícia faz carreira”, estreia no Condes quinta-feira 26 de agosto 1976; “La pretora” (1976); “La vergine, il toro e il capricornio” (1977); “Taxi Girl” (1977); “L'insegnante viene a casa” (1978), título português “A nova inquilina é… um espanto”, estreia no Politeama quinta-feira 18 de outubro 1979 {filme completo}; “La poliziotta della squadra del buon costume” (1979), título português “Uma agente muito especial”, estreia no Avis quinta-feira 16 de dezembro 1982; “Io e Caterina” (1980), título português “Eu e Caterina! Que maravilha!”, estreia no Castil sexta-feira 3 de Junho 1983; “La poliziotta a New York” (1981).
[2] Gloria Guida em “Peccati di gioventù” (1975), estreia 1 de março 1980 no Estúdio 444.
[3] Nadia Cassini foi mais pré-histórica que Rachel Welch em “Quando gli uomini armarono la clava e... con le donne fecero din don” (1971) c/ o grupo de rock progressivo de Turim Alluminogeni na banda sonora. Intelectualizada pela Playboy de novembro 1977 e cantante.

no aparelho de televisão

Eu Show Nico”, série de humor, autoria e interpretação de Nicolau Breyner, transmitida na RTP1 aos sábados, entre 27 de setembro 1980 / 25 de abril 1981. No calão da época, Breyner era um “facho”, um fulano que pugnava contra o perigo vermelho bufado das estepes russas, Mário Castrim escreveu-lhe na estreia: “quando o anticomunismo assume as proporções ridículas que atingiu no programa do Breyner, é de crer na existência de uma perigosa paranóia. Este desgraçadinho mental nem ao menos concede aos soviéticos a realidade dos seus grandes pianistas. Qualquer pessoa, incluindo a mulher de limpeza, toca melhor do que o pianista soviético… Assim se atola no ridículo, enfim, cada qual se suicida à sua maneira…”. Alguns divertidos quadros cómicos do programa: “o expoente máximo da canção de Coimbra o sr. prof. dr. Bruchado Linhares”; - Bernardo Pardo Abelho Culto com “Os danos da cultura”; - o jogador brasileiro Salvador, “eu já salvei mais de vinte clubes de irem p’a 2ª divisão”: - momento musical com os “Estalos e Bofetões”; - no tribunal A testemunha profissional Anaria da Purificação; - a associação para a preservação dos animais “A preservativa”; - a redação do jornal Folha de Couve; - uma declaração de amor; - momento musical com a Kaká de Belém; - variedades com a girl band Cocktail (Fernanda de Sousa, Camélia Conde e Maria Viana). A mesma prescrição breyneriana regressou aos domingos entre 13 de dezembro 1987 / 23 de março 1988. “Humor de Perdição” (1988), Herman José aos domingos na RTP1, c/ Ana Bola, José Estebes, Lídia Franco, Manuela Maria, Maria Vieira, Maximiana, Miguel Guilherme, Rosa Lobato Faria, São José Lapa, Virgílio Castelo, Vítor de Sousa e Artur Semedo no papel de Pato. Estreia dia 10 de Abril, e as “Entrevistas Históricas” perderam-no do ar. “No dia 5 de junho de 1988, o público não viu a entrevista à rainha Santa Isabel, tendo sido a emissão cortada a meio do programa. No momento a seguir, José Rodrigues dos Santos, num especial 24 Horas, viria dizer ao público que o programa teria sido cancelado”. No dia seguinte o Gabinete de Imprensa da RTP divulga “uma posição oficial, mas não um comunicado”: “o produtor (a Edipim) foi avisado de que as entrevistas históricas teriam que ter um sentido diferente, tendo esse facto sido implicitamente reconhecido pelo produtor. (…). É obrigação da RTP defender os valores históricos e culturais de Portugal. Logo que estes requisitos sejam observados as entrevistas históricas continuarão, segundo os poderes conferidos à RTP no contrato realizado com o produtor do programa”. No dia 7, Herman José no jornal a Capital: “Carlos Pinto Coelho [diretor de programas], que na altura da suspensão estava em Oslo, convocou-me para uma reunião e, sem dar quaisquer justificações, quer da atitude anterior, quer da atual, anunciou que eu podia continua a transmitir as ditas entrevistas”. “Segundo ele (Herman) a entrevista com a rainha Santa Isabel seria incluída no último programa da série, o 13º, em que serão reunidos os melhores momentos do Humor de Perdição, enquanto Junot e Almeida Garrett teriam a palavra na penúltima e antepenúltima edição”. Falou demais, Carlos Pinto Coelho recuou e a proibição riu-se. “Os textos das nove primeiras entrevistas da série foram escritos por Miguel Esteves Cardoso, enquanto que as três últimas, aquelas que a RTP proibiu, são da responsabilidade do próprio Herman José e de Rosa Lobato Faria, por indisponibilidade do autor das primeiras”. Na quarta-feira 20 de junho, Herman José, convidado no concurso de Fialho Gouveia, “Com pés e cabeça”, é substituído por Eugénio Salvador. Em 14 de junho de 1997, Herman historia esta baldroca numa entrevista ao jornal Expresso: “havia ordens para não se falar de mim, o Fialho Gouveia tinha uma fotografia minha no concurso e teve de a tirar. Estava-se no princípio da maioria de Cavaco, com o José Eduardo Moniz na Informação e o vivo e moderno advogado Coelho Ribeiro (ex-SNI) é que mandava. Tive uns telefonemazinhos de umas pessoas, antes de gravar o sketch. (…). O governo de Cavaco, reforçado pela maioria absoluta, andava à procura da sua identidade e o maior inimigo estava em Belém, era o Soares. (…). O primeiro Humor de Perdição era malandro, anti-regime, anti-Teixeira da Cunha, com o Cavaco a ser imitado em voz off. Foi o mais político e o mais inteligente e divertido dos meus programas. No segundo programa, o Soares foi-me visitar ao estúdio, assistindo a uma rábula, rindo, deixando-se fotografar, e aparecendo a peça no telejornal do Henrique Garcia. Eles não gostaram e vieram dizer-me que a coisa tinha mudado”. Em agosto de 1988, na Rádio Gest, Herman ao mesmo tempo que se masculinizava: “não sou homossexual, se o fosse já tinha casado e tido duas meninas – a Carla Vanessa e a Sónia Cristina”, explicava o incómodo do Conselho de Gerência da RTP, que seria: “chegarem a casa e verem os filhos a gravar o programa, a rir, a gritar ‘olha pra ela a dar ao cu’”. Neste Conselho de Gerência cerziam, o presidente, Coelho Ribeiro, homem do Secretariado Nacional de Informação e o vice-presidente, Braz Teixeira, ex-secretário de Estado da presidência do Conselho de Ministros do Governo de Sá Carneiro. O ministro da tutela era Couto dos Santos, ministro-adjunto e da Juventude, um zero em História, vinte em tachos, será o presidente da Comissão para as Comemorações dos Descobrimentos, 500 anos deles: “Vitorino Magalhães Godinho veio a terreiro dizer que se deviam comemorar 550 anos e Oliveira Marques foi mais longe, recuando as Descobertas até à expedição às Canárias na década de 1330, e defendendo a comemoração de 650 anos de descobrimentos portugueses”. As “Entrevistas Históricas” não se distanciam da verdade. A rabetice de D. Sebastião é banida na História sonhada pelos eruditos portugueses. O Desejado era papado pelos irmãos Câmara, Luís Gonçalves da Câmara, seu confessor, e Martim Gonçalves da Câmara, escrivão da puridade. Se não pelos dois, o primeiro deles molhava o bico. Ou a fúria sanguinária de Afonso de Albuquerque: “eu não era pra vir, hem? eu acho este programa uma vergonha, uma vergonha, se eu fosse administrador, acabava com isto”.

na aparelhagem stereo

As piedosas mentiras fazem girar as pás dos moinhos dos povos e o povo que leva no rio e toma no bar também apanha. Em Portugal nunca houve “sexo, drogas & rock ‘n’ roll”, nossa idiossincrasia sempre foi e será: “três coisas fazem vibrar a alma do Zé-povinho / a trindade popular: guitarras, mulheres e vinho”, Desgarrada de Lucília do Carmo e Fernando Farinha. O mar enrola areia nos corações jovens, pequenos grãos de mentira, diz, porque a trapacearam, a fadista Diana Vilarinho (c/ 14 anos): “o fado, tem muito a ver com os marinheiros, aliás diz-se que a origem do fado tem a ver com os marinheiros que andavam pelo alto-mar. Acho que é uma ótima ideia juntar estas duas coisas que na realidade estão sempre juntas”, em 2012 no Fado no Oceanário. Este Fado in situ “é a experiência ideal para quem é turista em Lisboa e pretende ver Fado ao vivo num cenário diferente e inesquecível, naquele que é um dos equipamentos culturais mais visitados e recomendados por turistas da cidade”, 60 € por pessoa sem jantar, 80 € com jantar, com marcação prévia de 25 inscrições no mínimo e 40 no máximo [1].
Entre estas brumas sulfúreas os jovens sobem a ladeira para cima inclinada da vida de azinheiro. Beatriz Nunes, a nova vocalista dos Madredeus: “os meus pais são fãs dos Madredeus e eu nasci em 88. Os Madredeus são um projeto que arranca em 87, o primeiro concerto dos Madredeus, os meus pais estavam lá batidos na Aula Magna. Então é escusado será dizer que eu cresci a ouvir Madredeus”. Vitorino, enquanto jovem boina: “com o Jorge Palma. Eu cantava em cima e ele cantava em baixo. Ele era mesmo underground. Eu cantava na rua Saint-André-des-Arts e ele cantava no metro de Saint-André-des-Arts” [2].
Da piedosa mentira edifica-se um país com espinhas. Ricardo Landum (2012): “música pimba. Pimba não existe. Existe música comercial. Epá, nem, nem isso. Existe música. Existe música. Existe público p’a toda a música. Existe música, epá, uma música mais light, há outra música mais profunda que nos… mas eu acho que a música toda tem a sua função. Cada música tem a sua função, e penso que o comprador, o ouvinte, o recetor, tem que procurar. Ele procura, naturalmente procura essa música, por isso é que procura a música pimba, entre aspas, e procura outro, outro tipo de música. Se uma música comercial, ligeira, me diz qualquer coisa, mexe comigo, epá, só tenho é que gostar dela, e acabou, pra mim é boa. Ninguém é dono da verdade absoluta. Ninguém! Não há música boa nem música má. Não me venham dizer que há porque não há. Não é uma coisa palpável. Não é uma coisa quantificável. Não é! é assim uma coisa de emoções, eu gosto ou não gosto”. Exemplo: Ágata quer seguir as pisadas de Diana Krall: “não me reconheço como cantora pimba”.
Misericordiosa peta venha a vós um país mercado para o arrendamento. António Manuel Ribeiro, comemorou 34 anos de carreira, em 2012, gravando “Ao Norte - unplugged”, em duas noites no Cine-Teatro de Fafe: “são espetáculos que nós damos em salas com grande acústica, onde as pessoas ‘tão sentadas, e portanto se disponibilizam para ver um todo. Nos concertos elétricos nós temos um exorcismo frenético, no momento. E há uma coisa curiosa, uma amiga minha, que faz rádio, disse-me há dias uma coisa giríssima: ‘finalmente, percebo a letra dos Cavalos de Corrida’, ah ah ah ah”. Verónica Larrenne: “o Larrenne vem do curso de design moda, em que eu tinha muitos amigos meus, e até hoje são grandes amigos meus, gays, não é? (…). E não sei, eles achavam qualquer semelhança entre mim e a Madonna e portanto, e chamavam-me la reine, tu és a la reine, és a la reine. E para quem me está a ouvir, mando um beijinho p’a o Gustavo, que ele ‘tá na Holanda, foi ele que me pôs o nome”.
Do país suspenso na Hispânia:
Mler ife Dada, Cascais, 1984. Primeiro, foi o som do vozeirão de Deus: Da! Da! Da! Da! “Uma pequena costa de Dada, eis o que é o surrealismo. Que André Breton não leve a mal! É também com uma pequena costa que se fez, perdão, que Deus, que era um outro Breton, fez a mulher” (Georges Ribemont-Dessaignes), “E Deus criou a mulher”, criou Amber Sym, 1,68 m, 48 kg, 86-60-86, natividade, 4 de novembro de 1989, Cyber Girl do mês de novembro de 2012 [3]. Depois, a banda cascareja: Nuno Rebelo (ex-Street Kids), Augusto França, Pedro D'Orey e Kim. Em junho de 1984, vencem o 1º concurso de música moderna do Rock Rendez Vous. O prémio foi a gravação do EP “Zimpó” (1985), um tema em português, e os outros dois, “Stretch My Face” e “Spring Swing” em inglês, cantados por Pedro D'Orey. Este é substituído por Filipe Meireles, que sai para cumprir o serviço militar obrigatório e Kim também deserta. Entram a cantora Anabela Duarte dos Ocaso Épico e Bye Bye Lolita Girl e os irmãos Zezé e Nini Garcia dos findos Urb. Gravam o singleL’amour va bien, merci” (1986), dirá Anabela Duarte: “esse single é uma pérola. Uma mina de ouro, na melhor das hipóteses... Adorei cantar, adorei o estúdio de oito pistas, adorei a capa. Adorava os músicos e diverti-me imenso a ver pelo vidro do estúdio a cara de prazer e de gozo do João Peste, enquanto eu ia inventando o meu discurso em francês transcendental, falando na devida desproporção entre emoção e sexo e cães a ladrar e política liberal e de como o chá faz mal à garganta e outras coisas importantíssimas!... Adorava ainda que fosse reeditado, mas ninguém me liga nenhuma”. Editam dois LPs “Coisas que Fascinam” (1987) e “Espírito Invisível” (1989), prezado pela crítica, desprezado pelas rádios. Sem radio play o trabalho escasseia, Anabela “experimenta coisas diferentes com a voz e as letras” e debanda, a banda melhorou muito com Sofia Amendoeira na voz e morreu de preguiça, Nuno Rebelo: “no fundo, pegámos no instrumental de quatro temas do ‘Espírito invisível’ e fomos para estúdio gravar a voz da nova vocalista, para dizermos que a Anabela saiu do grupo, mas temos um disco com a nova voz do grupo. Não aconteceu assim e pouco tempo depois o grupo acabou” com Sofia editaram apenas o EP “Mler ife Dada” (1990), estiveram no programa jogos sem fronteiras para crianças “Oito e oitenta” (1990), apresentação / autoria Júlio Isidro, todos os concorrentes vestidos pela Cenoura, apresentador vestido por Fratello Boutiques, agradecimentos ao Complexo Turístico de Tróia; – na entrevista Júlio perguntou quem era a menina? Nuno Rebelo: “a menina é a Sofia Amendoeira que é a nova cantora dos Mler ife Dada”, Júlio: “então, como é que te aconteceu o convite?”, Sofia: “não foi um convite foi…”, Júlio: “foi por concurso?”, Nuno: “foi uma oferta”, Júlio: “ah, foi ela que se ofereceu? Foste tu que te ofereceste?” Sofia: “sim, encontrei a Anabela no Conservatório, porque ela estava a gravar seis árias para ir a Itália, e soube que ela tinha saído e perguntei-lhe o número de telefone do Nuno, pronto, contactei com ele”, Júlio: “e já cantavas há muito tempo?”, Sofia: “não. Nunca. Cantei em bares, pronto” ♪ Entre Aspas, “os primeiros passos foram dados no verão de 1990 quando Tó Viegas e Viviane foram convidados, como duo, para tocar no bar Morbidus em Faro. Na altura, assinalaram a data do concerto numa agenda simplesmente com umas aspas, surgindo daqui a designação encontrada mais tarde para a banda. Mais dois elementos, Luís Fialho e João Vieira, aderiram à banda que então entrou no 1º Concurso de Música Moderna da Câmara Municipal de Lisboa, onde se ficaram pela terceira posiçãoCriatura da noite” (1993) ♦ “Perfume” (1995) ♪ Viviane, “nasceu em Nice, França, mas muda-se para Portugal aos 13 anos. Inicia a sua carreira musical em 1990, formando com Tó Viegas os Entre Aspas, editando cinco álbuns. Em 2001, integra o projecto coletivo Linha da Frente editando um álbum pela editora Universal em 2002, ao lado de João Aguardela (Sitiados), Luís Varatojo (Peste & Sida), Dora Fidalgo, Janelo (Kussondulola), Prince Wadada e Rui Duarte (Ramp). Em 2005 chega ao fim o grupo Entre Aspas, Viviane inicia a sua carreira a solo com o primeiro álbum intitulado ‘Amores imperfeitos’ co-produzido com Tó Viegas, gravado no seu próprio estúdio ZIPMIX no Algarve, com sonoridades em formato acústicoNão apagues o amor” (2011) ♪ La Valise, Olivais, 1986, “projecto efémero de apenas um disco. O single ‘Tirem-me daqui’ foi editado pela RM Discos. Um dos músicos do grupo era o teclista Fernando Martins que depois surgirá nos Ritual Tejo. A banda era constituída por Paulo Rosado (baixo), Luís Oliveira Dias (guitarra), Fernando Martins (teclas), Jorge Martins (bateria) e Dora Gomes (voz). O disco foi produzido pelo incontornável Manuel CardosoTirem-me daqui” (1987) ♦ “Sem ti (1987)”.
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[1] O fado acompanhava pulhas e rameiras como o Amâncio da Mouraria ou a Adelaide da Facada do quadro de José Malhoa. Só acompanhará probos homens e castas mulheres, lançado como canção nacional pelos ideólogos do regime de Salazar, com o filme “Fado, história de uma cantadeira” (1948), de Perdigão Queiroga, c/ Amália Rodrigues. Uma sempre velha fadista lisboeta por quem riem os proprietários dos direitos de autor e choram os eucaliptos. Francisca, uma sua amiga, diz sobre a casa de férias, numa falésia junto ao mar, no Brejão, freguesia de São Teotónio, Alentejo: “e ninguém podia apanhar uma folha daquele eucalipto. Só ela é que podia. Incrivelmente, quando a dona Amália morreu secou-se o eucalipto, parece que ficou com saudades dela”. 
[2] Tal como o PJ na série da Disney “Good Luck Charlie” (2010); Skyler, a namorada do PJ (Samantha Boscarino): “viu o rapaz da piza quando vinha para cima?”, Bob, o pai do PJ (Eric Allan Kramer): “onde é que ele está?”, Skyler: “não sei, acabei de lhe perguntar se o tinha visto”, Bob: “o PJ, onde é que ele está?”, Skyler: “oh, está a trabalhar”, Bob: “ele já arranjou trabalho?”, Skyler: “já, ele quer arranjar dinheiro para ter a sua própria casa. Está a trabalhar em Wall Street”, Bob: “ele está a trabalhar em Wall Street?”, Skyler: “bom, por baixo de Wall Street”. E no metro da Wall Street Station, PJ (Jason Dolley) toca guitarra e canta: “dizem que os nova-iorquinos são rudes, não dão dinheiro, não se incomode, umas moeditas não te fazem pobre, e eu a cantar neste sítio que cheira a podre”.
[3] Amber Sym é atriz em filmes de terror de baixo orçamento na era digital: “Missionay” (2012), no papel de acompanhante na piscina; “Ft. Slaughterdale” (2012), como Melissa; “Creeper” (2012), como Heather; “The Pit” (2012), como Stephanie; “Grave Reality” (2012), como Sloan. Amber explica-se: “o facto de eu pensar que o sangue falso sabe bem deve dizer-lhe algo! Fiquei tão confortável coberta de sangue que esperava abandonar o local de filmagem com ele para poder andar pelas lojas e ver os olhares que as pessoas me lançariam. Estes filmes estão tão cheios de sangue, suor e lágrimas, é uma coisa bonita”.

67 Comments:

  • At 6:46 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    5º post sobre 1982, naquele tempo acordava-se ao som do galo, hoje o som da alvorada é a abertura do Windows, e Portugal não era rico e independente como agora, sem ingerência estrangeira, quem tivesse que viajar de avião, era chateado pelos agentes secretos judeus, que tomavam conta do aeroporto nos dias de voos da El-Al.

    Nesse ano houve muitas explosões, a ideia nem era matar, mas trazer a malta dentro da linha. É curiosa a explicação de Sarsfield Cabral para a explosão na sua casa, que estaria relacionada com ele aparecer muito na TV a comentário. Hoje já não há bombas, os comentadores são muito amados do povo que lhe bebe as palavras na ânsia de uma brilhante ideia. Eles têm mais fãs que o Justin Bieber. As suas transferências de canal para canal ainda valerão tanta massa como os jogadores de futebol. O CODECO, que foi formado pelo Freitas do Amaral, reivindicou as bombas, mas isso são segredos de Estado, a verdade ó sabe quem de direito, não é coisa para povo. Como o ministro Ângelo Correia, que não gostou da divulgação do relatório sobre a morte de dois gajos no Porto pela sua polícia, não sucedeu nada, era apenas um relatório, e Ângelo até pode, depois, apadrinhar Passo no caminho para o poleiro.

    Foi o ano do Credifone e dos telefones de teclas. E é o país das visitas dos Papas. Já ninguém se lembra de quando Bento XVI por cá esteve, quando Sócrates se reuniu com o Santo homem, houve boas notícias sobre o bom desempenho da economia lusa, não deixou de ser um milagre. Aquela passadeira vermelha que o Papa pisou no aeroporto, foi cortada em farrapos e estes vendidos. Uma boa ideia para se fazer com os ministros portugueses, ou até com os deputados, aquelas cadeiras onde o rabo sentam, valeriam muito na OXL.

    Tive que meter uns links das Pretty Little Demons. São um grupo de miúdas. Eu fico cheio de inveja com o que hoje se pode fazer, antigamente, só tínhamos lutas de pedrada com os nossos inimigos, roubar fruta, e ocasionalmente lojas, e usar a imaginação para criar brinquedos, não havia o Toys ‘R’ Us, nem lições de viola. No cinema fiquei só pelo João Broncas que teve muito sucesso em Viana do Castelo. E a Edwige Fenech, que teve sucesso em todo o lado. Na TV, a bela história do Humor de Perdição e a censura das entrevista históricas. Estávamos na maioria Cavaco Silva. As madames finas controlavam, eu sempre as associei às velhotas da av. De Roma com aquelas raposas mortas sobre os ombros, umas estolas que deveriam voltar à moda, agora que Portugal é rico.

    Na música, nunca houve sexo, drogas e rock and roll em Portugal, a nossa idiossincrasia sempre foi guitarras, mulheres e vinho. Quanto aos Mler If Dada sempre achei que eles ficaram melhor com a Sofia Amendoeira, mas os mercados assim não o quiserem, e nem se encontra nada no Tubo com ela (que foi só um EP). E os La Valise, também foi pena que não crescessem nos mercados.

     
  • At 9:53 da manhã, Blogger São said…

    Obrigada pelo resumo.

    Estou farta, farta,farta dos judeus e das suas patifarias e do seu racismo e das suas acções brutais sobre a Palestina e da sua Gesta...perdão, Mossad e longa lista de crimes e experiências sobre prsioneiros e da sua avidez por dinheiro e da sua misogenia e da sua alinça de extrema-direita e do seu enormissimo poder nos EUA que levou Obama a Israel numa altura em que se estão construindo ainda mais colonatos nos territórios ocupados!!!

    Fico por aqui, desejando.te uma Páscoa com boas surpresas.

     
  • At 10:51 da manhã, Blogger José said…

    Mossad era o que os donos das hortas, diziam uns para os outros, quando a gente ia roubar fruta, isto foi a mossad.
    O Hitler também não gostava deles, mas o Hitler era um bandido.
    Nós os portugueses mais pequenos também somos assim, quando aparece algum rico,mesmo que tudo o que ele tenha, tenha sido roubado as pessoas deitam-se para eles lhe passarem por cima. Os grandes agacham-se,é o que o Coelho faz agora com a Merkel, o Barroso fez com o Buch, O Sócrates nem se ajoelhou teve que sair, O Cavaco chega a ficar tão mal tratado, que nem se o vê em nenhum lado, mas esse até rasteja.
    Eles deviam era vender o pais, ao OLX, para pagar as dividas que eu não fiz.

    Uma boa Páscoa, com Benções Do Chico Francisco
    Abraço

     
  • At 11:00 da manhã, Blogger Rafeiro Perfumado said…

    Desconhecia esses episódios da Mossad em Portugal, faltou então um predicado a Salazar para definir os portugueses: vergam-se até se conseguir ver o rego do cu. Abraço!

     
  • At 1:47 da manhã, Blogger Tétisq said…

    O teu blog é pouco prático para ler num telemovel. Vim para a 'terra' sem pc, por isso volto daqui a uns dias para ler ... boa páscoa

     
  • At 3:36 da manhã, Blogger Il castello del sogno said…

    Lembro-me bem da da estreia do programa do Nico (tinha eu 8 ou 9 anos ) e dos meus pai dizerem mal dele. Não me lembrava era da paródia ao Prado Coelho, bastante má, o Herman retoma depois aquilo.

    Há pouco tempo o Maria Carrilho teve no programa de entrevistas do Nico no 1 e teve de ser o pobre Nico a refrear os delírios do Carrilho.

     
  • At 12:36 da tarde, Blogger Táxi Pluvioso said…

    São: escrevi o resumo à pressa, não corrigi, e lá ficaram vários erros.

    Ainda há gente que acredita na “solução” dos dois Estados. Isso nunca sucederá por uma razão simples: Israel nunca o permitirá, está-se mesmo a ver, mais um Estado árabe na zona, com exército, cobrança de impostos, política estrangeira, etc. se for sem nada disto, ainda pode ser, mas não é um Estado, é o que existe agora. Até o Portas votou no “Estado” palestiniano observador na ONU, significa que é coisa inútil e iníqua, como o nosso ministro e cidadão.

    Já tive discussões com pessoas que se julgam inteligentes, e este argumento de que Israel não o permitirá não colhe, dizem que sim, Israel é boazinha, os palestinianos é que são terroristas, não querem aceitar, etc. então peço-lhes que me mostrem num mapa onde ficará esse Estado palestiniano? É que é geograficamente impossível. Seria um queijo suíço, um território interrompido, com estradas só para judeus, além de que os judeus ocuparam militarmente o território, isto é, ocuparam todos os lugares estratégicos e controlam a água.

    Israel só é importante para a eleição do presidente americano. Candidato que queria vencer, a primeira viagem que tem que fazer é a Israel, senão, nem vale a pena candidatar-se.

     
  • At 12:37 da tarde, Blogger Táxi Pluvioso said…

    José: não era bem o Hitler que não gostava dos judeus, era a Europa toda, agora todos lamentam, mas na época recusaram-se aceitá-los quando o Adolfo lhes ofereceu um presente envenenado. Ficaram os árabes com ele.

    Com o descalabro que aí vem, nem vendendo o país chegará para pagar as contas. Nestes dois anos, esta ideia de incendiar a economia portuguesa, arrasar tudo, porque tudo estava mal, pela dupla Passos e Borges, tornou uma missão impossível compor as coisas outra vez. Seriam necessários vários génios, e isso não é coisa que cresça por cá, um primeiro-ministro só não consegue.

     
  • At 12:37 da tarde, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Rafeiro Perfumado: eles estavam em vários aeroportos do mundo livre. Em Portugal estiveram muitos anos, desde 1977. Era época de terrorismo árabe. Os palestinianos eram uns chatos, cortavam-lhes as oliveiras, tiravam-lhes os terrenos, arrasavam-lhes as casas, e eles, bandidos, começavam a matar judeus, para se vingarem, em vez de contratarem um advogado.

    Deus, quando andava no negócio do imobiliário, deu aquela ao povo de Moisés, isso é indiscutível, que ele, o povo eleito, tem a escritura do terreno, e é preciso tirar de lá os okupas palestinianos. É pena Deus já não andar no imobiliário para nos ajudar como o IMI. Por cá, tomaram as casas como um rendimento, e taxam-nas como se fosse capital, sem limite para o imposto. Ora, o IMI devia ser indexado às despesas da autarquia, gasta tanto, cobra tanto, mais algo para um fundo de maneio, e não o que lhes der na gana para andarem armados em Luíses Filipes Menezes.

    Quando era necessário um tipo com tomates para gerir o país, o povo escolheu duas Amélias, Passos e Borges, que receberam as suas ideias de livros que leram.

     
  • At 12:37 da tarde, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Tétisq: ainda virá tudo do telemóvel. Estou convencido que haverá apps para tudo. Um tipo quer uma bica, é só descarregar a app de uma loja online da Apple, e se a quiser pingada, terá de descarregar outra aplicação e etc. a própria casa em que viveremos no futuro será descarregada de um telemóvel, e os móveis, e as panelas, e os talheres, e até o cão e o gato : ) boa Páscoa

     
  • At 12:38 da tarde, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Il castello del sogno: estou a ver que são uns pais de esquerda. A história não capta o clima dos tempos, e Nicolau era na época um facho, era um anticomunista primário, enfim, um PSD. Não capta o clima nem o cheiro, que sabe-se, depois de Suskind, da sua importância para o ersatz. Nunca mais vi o Maria.

    Viste a música para ilustrar as coffee shpos holandesas, claro que o critério foi mais ou menos à balda, podiam ser outras, tentei fugir do óbvio, condescendendo no Marley, que era óbvio.

     
  • At 12:49 da tarde, Blogger São said…

    Eu acho que no seu último mandato os Presidentes norte-americanos poderiam ter uma acção séria contra Israel...ou estou enganada?


    Mário Castrim foi alguém que nunca me agradou ao contrário da mulher...mas para estarem casados tanto tempo não poderiam ser assim tão diderentes, para mal e para bem.

    Aprecio imenso Nicolau B e adoro os travestis dele, rrss

    Muitas amêndoas .Doces, claro.

     
  • At 5:40 da tarde, Blogger Correia said…

    Boa Páscoa! Nada de politica....

    Abraço

     
  • At 8:50 da tarde, Blogger Il castello del sogno said…

    "Alguma despidagrafia:"

    Táxi, para quando uma despidoteca?

     
  • At 10:54 da tarde, Blogger Il castello del sogno said…

    Um contributo para a Despidoteca:

    http://malomil.blogspot.pt/2013/03/assim-nao.html

     
  • At 12:17 da manhã, Blogger Il castello del sogno said…

    Um novo instrumento musical:

    http://www.buzzfeed.com/copyranter/spanish-percussionist-pounds-four-female-butts

     
  • At 10:50 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    São: só se ele quisesse acabar os seus dias a trabalhar numa bomba de gasolina ou a repor produtos nas prateleiras dos supermercados. Os judeus têm uma tropa de choque pronta a denegrir qualquer pessoa com poder mediático, se alguém for uma pontinha crítico de Israel, e para isso basta dizer seja o que for que eles não gostem, e levantam uma nuvem contra essa pessoas que ela, ou pede se retracta e desculpa ou vai para a lista negra. E um presidente americano depois de largar o tacho tem que ganhar a vida em conferências e livros, e isso não se faz se ninguém os contratar.

    O Mário Castrim, nunca percebi se ele passava a vida em casa a ver TV ou tinha outra ocupação. É verdade que naquele tempo não havia 24 horas de emissão, e ele tinha as manhãs para passear no parque, mas mesmo assim. O Nicolau é uma figura dos anos 80, ele está em todo o lado naquilo que se fez na produção nacional de TV.

     
  • At 10:50 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Correia: já não haverá política, agora é mesmo a chegada do executor de falências. Nem o coelhinho da Páscoa nos safa.

     
  • At 10:50 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Il castello del sogno: e então das italianas que não conseguem manter a roupa no corpo daria boa despidoteca. Até acho que eles têm indústria de alta-costura para elas despirem os vestidos. Um Valentino original? fora com ele. Um Versace original? já está no chão… a maior parte dessas atrizes nasceram para despir e Edwige Fenech é uma dessas. E para mim é um lancinante exemplo da alienação (no sentido marxista). Eu tinha um grande poster dela nua na parede do meu quarto e retirei-o para colar um do Lenin, ó o horror! ó a santa rabetice! por isso, quando oiço falar em pedofilia, dos pais que metem os filhos debaixo dos padres, digo-lhes logo que há crimes maiores que podem fazer a uma criança, como meter-lhe minhocas na cabeça (e não só das outras no outro lado).

    Tenho tentado fazer um inventário delas, não só dos anos 80, mas também atuais, como a Amber Sym, que me parece will go places, pena não ser aqui no bairro da Amadora gostosas (os filmes de terror de baixo orçamento na era digital já não podem recorrer ao nevoeiro como fazia o Boorman, recorrem a gajas boas a ser retalhadas). Mesmo que não seja a Merkel, se parece é. De qualquer maneira, os acidentes não desfigurarão muito a essência da mulher. Houve tempo em que Merkel se podia mostrar nua, e há tempo em que nem vestida a querem ver. Gostaria de ver o percussionista trabalhar com umas baterias depois de elas comerem uma boa feijoada.

     
  • At 11:52 da manhã, Blogger Panurgo said…

    Mais recentemente tivemos dois fenómenos do entroncamento, meteoritos da esferas mais altas da política portuguesa. Um secretário de estado da cóltura, que antes de ser Judeu era Católico - pudera, Roma não paga a traidores, mas Jerusalém sempre os vai financiado. E o estranho caso do doutor Amorim, um antigo e irrelevante professor auxiliar na prestigiada Universidade Lusíada, que, por aborto espontâneo, nasceu deputado por Viana do Castelo e morrerá candidato a Gaia.

    http://www.dnoticias.pt/actualidade/5-sentidos/329621-origem-do-primeiro-grao-rabino-portugues-agora-desvendada-em-livro

     
  • At 12:33 da tarde, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Panurgo: ah! o gorduchito que Viana nos mandou, sempre o vi como grande vulto, pela forma como ele ladra ao defender o dono, (no caso, Passos Coelho, mas outros haverá, haja tempo para carreira política deste conde de Abrunhos). Tenho várias transcrições de seus dizeres, que nunca tive oportunidade de publicar, uma pena para a Estória de Portugal, se eles se perderem nas correntes de ar dos passos perdidos.

     
  • At 12:57 da tarde, Blogger Panurgo said…

    Uma recordação do Amorim que guardarei para o resto da vida: estava o Relvas em directo à hora de almoço, lá no Parlamento; em fundo, o paciente e fraterno Amorim esperava. Finda a palestra aos jornalistas, o Relvas volta costas às televisões, e o deputado por Viana embala para o ministro, abraçando-o e rindo-se. Tudo isto num espaço de dez segundos. Uma vida.

     
  • At 7:11 da tarde, Blogger Pérola said…

    Tenho de voltar com mais tempo.

    Tocas assuntos por demais pertinentes.

    Beijinho

     
  • At 11:51 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Panurgo: o amor entre homens, muito recomendável para salvar nações, dele Esparta tirou as suas maiores vitórias militares, uma base sólida para boa prestação na crypteia.

    São estes pequenos momentos que ficarão injustamente fora dos manuais de história, eu até sou pelo acrescento de mais um ou dois cantos aos Lusíadas para cantar o que Camões não cantou, porque morreu prematuramente no século XVI.

     
  • At 11:52 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Pérola: espero que não sejam pertinentes ou tenho as Finanças à perna, estamos em tempos em que tudo o que mexa é taxado :))))

     
  • At 6:15 da tarde, Blogger São said…

    João Paulo II ...outra criatura de quem não gosto!

    Ignorou completamente os apelos e avisos de Monsenhor Óscar Romero e depois santificou o "nazi encoberto" que foi Josemaria Escrivá , fundador da tenebrosa OPUS DEI e estreito colaborador de FRanco. A tal ponto que o ditador lhe deu um título de nobreza.

    Bom serão

     
  • At 11:23 da tarde, Blogger Il castello del sogno said…

    Sexo deleuziano:

    http://www.erosblog.com/sex-blog-pictures/sex-machine-congress.gif

     
  • At 9:43 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    São: nos Papas e na religião em geral só admiro a capacidade de gerir e lucrar com a crendice das pessoas. Só com paleio levar as pessoas a abrir o cordão à bolsa é um dom, divino talvez, que gostaria de ter. Acho espantoso a história da IURD, e a igreja católica é a mesma coisa só que a história é muito mais antiga.

    Lá se foi o Relvas, um Sebastião trespassado pelas setas dos redessociais, que farão eles agora que não têm Relvas para cortar? Relvas servia para desviar a atenção dos outros ministros que são tão maus como há muito não se via em funções, mas isto com pouco dinheiro é improvável que apareça pechincha boa. Passos devia chamar Marques Mendes para o cargo, aquelas mãozinhas pequenas dele ficam tão bem a sublinhar assuntos importantes.

     
  • At 9:45 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Il castello del sogno: o corpo sem órgãos, ou com poucos órgãos, só dois, devem ser de Guattari.

     
  • At 1:30 da tarde, Blogger Panurgo said…

    Música de dança portuguesa,

    http://www.youtube.com/watch?v=IWNdveNkiZY

    (em protesto contra mais uma produção medíocre da Playboy -

    http://humor.bizzarru.com/2013/03/fotos-dj-poppy-playboy-portugal-abril.html

    o aborígene lusitano já nem a um pentelho vaginal pode assistir)

     
  • At 7:04 da tarde, Blogger São said…

    Se descobrires o segredo , diz-me ....

    Relvas é uma vítima de Passos , segundo Ricardo Costa( de vez em quando enlouquece , "tadinho")

    Fica bem

     
  • At 11:16 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Panurgo: já tinha pensado no manancial de beats perdidos nas obras de Taveira, parece que pegaram nesses sons, que já são arte em si, para lhes dar uma roupagem discoteca, ótimo. Os filmes artesanais de Taveira são obras-primas, já me dei ao trabalho de transcrever parte dos diálogos num post, tenho que fazer o mesmo para o filme de José Castelo Branco, outra obra-prima mas, decorridos estes anos, noutra escola estética, o digital, e filosófica, uma vida mais nonchalant perante o sexo, sem estalar foguetes de prazer, quase uma normalidade enquanto se faz outra coisa qualquer.

    Os fotógrafos lusos são mesmo maus, limitam-se a repetir os lugares comuns que milhões já fizeram, e as nossas modelos, gostam de se despir para mostrarem que os anos passam sem estragos, ó piedoso engano, mas gostam também de reservar um spot do corpo para mostrarem aos futuros namorados, bom, até parece uma cena de um filme do Taveira em que uma senhora de bem dizia que era coisa que nunca tinha dado ao marido.

    Então em Alvalade estão a levar o efeito Obama a sério, já vejo nos jornais a primeira-dama de Alvalade a fazer declarações como primeira-dama de Alvalade, ainda acabam a viajar no Sporting One.

     
  • At 11:21 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    São: Relvas é um Cristo, apedrejado, cuspido, esburacado pelas lanças dos fariseus das redessociais, - pessoas que, sobre qualquer assunto, recolhem à biblioteca, e meses depois de estudo árduo, emitem opiniões no Facebook ou Twitter - ele parte, será necessário outro bode expiatório, outro bombo da festa, mas os palhaços estão todos no circo:

    Então não é que vejo os jornais e leio atónito: Função pública e reformados ganham subsídios ou Função pública volta a ter subsídios, se isto é jornalismo e não palhaçada, então que volte o Relvas e que faça pressões, não! que corra estes jornalistas todos a estalo. As notícias deveriam ser Governo terá que ser mais inventivo para retirar os subsídios e outros dinheiros, e eles próprios sugerindo formas inventivas de sacar massa. (Pôr as pessoas com rendimentos de 200 euros mensais a entregar declaração de IRS foi genial, é apostar na cobrança de multas, pois muitos nem saberão disso. É genial. Além de dinamizar a economia, dos transportes para as repartições e vende impressos, não acredito que tenham cacau para pagar internetes). O Estado português faliu, se quando o PSD chegou ao Governo ainda havia dinheiro para salários e pensões, apesar das mentiras brancas desse grande dirigente Portas, agora já não há.

     
  • At 4:09 da tarde, Blogger São said…

    Cristos apedrejados e roubados somos nós, meu amigo!

    Jornalismo?! Mas tu, sempre atento, porventura achas que ainda existe em Portugal jornalismo?? Foi-se...

    E se alguém acha que o Governo irá dar um cêntimo que seja além do que tinha previsto, é melhor suicidar-se imediatamente!!

    De Herman José nunca gostei: não acho necessário ser grosseiro e mal educado e destruidor para fazer humor!

    No entanto, penso que é um bom actor.

    Bom sábado

     
  • At 1:34 da manhã, Blogger Panurgo said…

    Bai impriender quarai,

    http://www.youtube.com/watch?v=5f8F3naG0Oo

     
  • At 9:36 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    São: ainda não fomos apedrejados mas está quase a chegar a carga de pancada, e nada tem a ver com o Tribunal Constitucional, nem Constituições. Toda a gente sabia que o orçamento era impraticável e que o défice iria subir, como tem sucedido nos últimos anos, e não há nada que indicie mudança de tendência. Nunca mais se ouviu falar da Grécia, o nosso rumo foi percorrido por eles antes. Continuo a não ver solução para sair desta floresta, quando um país não é independente, as coisas são muito mais complicadas, pois não há lições históricas onde se possa aprender. O que irá suceder é aquilo que está previsto desde o início que é uma redução da despesa do Estado (refundação do Estado) de muito mais de 10 mil milhões (eram 4 mil milhões, depois 5, e a conta irá sempre subindo, não sei se não serão 20 mil milhões).

    O Herman é genial, se houver uma história do humor português, ele terá um lugar central. Nunca notei nenhum aspeto grosseiro, até é um humor muito suave, eu prefiro coisas arrasadoras, em que se vai à ferida e carrega-se com força, tipo Rui Sinel de Cordes. Aliás, os tempos que vivemos estão a tornar também este humor uma coisa de crianças. Com a desregulação do mercado de arrendamento, o Governo criou situações impossíveis de gerir, e tenho notado nos jornais várias notícias (que passam despercebidas) de inquilinos que matam os/as senhorios/as (e vice-versa deve suceder também). Ora isto tem muito humor, os jovens voluntaristas do Governo, arregaçaram mangas para criar um mercado, o do arrendamento, e criar mercados é solução que o pretinho traz do FMI, e o resultado sobre as pessoas não interessa, pois a teoria está correta.

    Não deixo também de notar o humor no espanto do pretinho por não terem descido os preços da energia, telecomunicações, e outros monopólios, não basta dizer que são mercados liberalizados para o serem. Lembro-me de um dono de hotel de luxo dizer, baixar preços? que me interessa ter 100 hóspedes a pagar pouco se posso ter um a pagar muito.

     
  • At 9:37 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Panurgo: isso gostaria eu, gostaria de ter o paleio deste gajo, ter converseta para vender banha da cobra. Banha da cobra, já não no sentido pejorativo que tinha antigamente, mas no sentido moderno de saber colocar no mercado o seu (ou do patrão) produto. Infelizmente nasci sem esse dom. Além de que para empreender há que ter ferramentas:

    http://www.youtube.com/watch?v=szaj6zQuzSo

    Com o chumbo do orçamento, Portugal precisará de um volume ainda maior que este, terá que vir em camiões TIR como para o Chipre:

    http://visboo.com/a-billion-dollars.html

    Fui vasculhar os apontamentos sobre os U2 em Portugal, para um post sobre a nossa realidade, e aquilo é ainda melhor do que me lembrava. Os fãs, seja do que forem, são deliciosos. Espero que não tenhas sido entrevistado, naqueles apontamentos televisivos, pois ao ler aquilo tenho pensado: caraças! queres ver que este é o Panurgo.

     
  • At 10:35 da manhã, Blogger São said…

    Para mim a grosseria de Herman passa pelos palavrões , algumas vezes totalmente a despropósito, entre outras coisas.

    Estou a lembrar-me , por exemplo, de uma entrevista com Sérgio Godinho, que também ficou sem grande à-vontade.

    E ser racista, como eu assiti n"Os Parabéns", porque como não é repentista ficou sem resposta face a um concorrente negro.

    Ou de uma outra vez cuspir na cãmara de televisão. E poderia ir por aí adiante.


    Digam-me qual a comicidade disto?

    Ser iconoclasta num país onde o respeitinho é muito bonito, eu até admiro,mas ...

    Penso há muitissimo tempo que o nosso destino é o da Grécia e , queira DEus, não seja também o de Chipre.

    Receio que se passe a guerra convencional, pois em económoca já estamos e, cada vez mais, considero que a Alemanha deve ser anulada, caso contrário e recorrentemente lançara toda a Europa no caos, porque é uma nação geneticamente bélica e com a presunção da sua superioridade(por algum motivo o Schlaube(?) afirmou que eram invejados, não é?)

    E Cavaco , a múmia, lá susteve a agonia de um Governo em coma...

    Bom domingo

     
  • At 11:02 da manhã, Blogger Panurgo said…

    Lolol epá não. Eu arroto os 50 dólares anuais para não ter de ir para a bicha. Sou um gajo fino, só vejo os U2 no estrangeiro. A minha ex-qualquer coisa também não gostava dos U2, blá blá blá, levei-a a um concerto e ficou a adorar. O The Edge é um guitarrista incomparável. Fui entrevistado uma vez, na altura tinha uma namorada famosa, uma merda qualquer de moda, meio que não é de fiar, é bom ter sempre uma rolha à mão para proteger o cu.

     
  • At 12:06 da tarde, Blogger Táxi Pluvioso said…

    São: o palavrão, no fundo, depende do sítio em que se vive no país, nuns locais certas palavras são muito comuns, ou em determinadas classes sociais a linguagem pode ser bruta. Claro que o Herman por ser gay é muito exuberante, está-lhes no sangue, e então quando estão entre eles, a coisa fica codificada. E por isso excede-se, tem um estatuto que lhe permite fazer coisas que os outros temem para não ficarem com a carreira queimada. Quando ao racismo, tudo o que se diga ou faça é racista. Os brancos são racistas com os pretos, os pretos são racistas com os brancos, não há volta a dar, e por muito que se negue, a verdade vem sempre ao de cima. O que existe é a convivência cordata, como sucede para com os sem-abrigo, os pedintes, ou outros que estão fora dos círculos normais.

    Eu tenho dificuldade em perceber essa importância alemã, o capital deslocou-se da Europa para outros locais do mundo, foi consequência dos acordos comerciais, até o presidente Barack visita-os, e nem liga peva à Europa, que de facto já não tem importância económica nenhuma. A Alemanha manteve alguma da sua indústria, não foi nessa treta do comércio livre, como não foram os EUA, ou melhor foram, mas para os outros, defendem os seus ricos, - para isso é que serve o Estado, para defende as classes dominantes – e ao defender o seu capital, não pode permitir que ele se desvalorize, autorizando que o BCE seja a santa casa da misericórdia.

    Portugal é que cometeu o erro crasso de entrar no euro, e sem ser independente, com moeda própria e controlo das fronteiras, terá que padecer muito para sair deste buraco, se sair. Não sei o que chegará depois do 2º resgate. Dizia-se que isto ia muito bem, que não era preciso 2º resgate, isso era mentira, tal como é mentira o que dizem da Irlanda (ou pelo menos eles não têm números para provar o que se diz, que está a correr bem). Por isso é que gostava de ter notícias da Grécia, para saber o que se segue.

     
  • At 12:06 da tarde, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Panurgo: de namoradas é tema que foi pena santo Agostinho não ter tocado. Sempre defendi que se deve ter uma muito boa, mas isso serve mais para fazer inveja aos outros, do que ganhos práticos no boudoir. Á pala disso chumbei a Filosofia Contemporânea (não tive a sorte de Relvas no Pensamento Contemporâneo, nem sei se isso de pensamento contemporâneo existe), tinha exame na disciplina, na véspera havia concerto dos Tubes em Cascais, fui com ela, a velhota dona do quarto onde eu vivia na altura estava no hospital, tinha a casa por minha conta, ainda tentei pegar nos livros, mas desisti. Fui da opinião que a filosofia não vai a lado nenhum, mas o corpo feminino sim, quando damos por ela já outro o surripiou, ou então corrompeu-se no Mundo Sensível.

     
  • At 10:06 da manhã, Blogger São said…

    Sei que no Norte se utilizam termos muito fortes com toda a naturalidade(já passei por várias situações constrangedoras), mas nãó é nesse contexto que Herman as usa ...

    Racismo , claro que sim, mas - mais uma vez - Herman se excedeu e fora de contexto.

    Por alguma razão, que DEus me perdoe, eu não aprecio "bichas" embora não tenha preconceitos contra a homossexualidade(um dos meus maiores amigos faz parte do clã).

    Nunca entendi o sucesso da Irlanda e quando lá paasei uma semana apercebi-me de que tudo aquilo era fogo de palha, naturalmente o será também agora.

    Pois...o futuro assusta-me , precisamente porque não estou a ver saída e porque o PSD conseguiu o pleno da incompetência: Durão na UE, Cavaco na Presidência e Passos como Primeiro_ministro.

    É o pesadelo perfeito!!

    Quanto ao 2º resgate soube-se logo, desde o inicio, ser inevitável. lembro-me das afirmações , por exemplo, de Silva Lopes acreca disso e do inevitável corte nas reformas.

    Bom dia

     
  • At 11:26 da manhã, Blogger Panurgo said…

    http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=9wgurH2mvUE#!

     
  • At 11:50 da manhã, Blogger José said…

    Eu já nem ganho dinheiro para a tinta. Tenho que por coisas das outras pessoas nos meus comentários.

    "Vejo muitas vezes a malta a falar do rendimento de inserção (coisa de que até nunca fui grande adepto) como algo pesado para o Estado, já agora vejam:

    No Orçamento do Estado de 2012 o valor destinado ao RSI foi de 370 milhões de euros.

    Sabem quanto o fisco perdoou no mesmo ano aos contribuintes ricos :

    600 milhões de euros.

    Sabem quanto pagamos em juros à TROIKA por mês :

    600 milhões de euros.

    Sabem quanto enfiamos no BANIF no mesmo ano de 2012 :

    1000 milhões de euros.

    Fico sem perceber quem de facto são os desfavorecidos a necessitar do Estado português ... bem... aquelas ópticas dos jaguares dão cabo do orçamento familiar de qualquer um...

    @ manuel tavares 9/4/2013"

    Agora vou roubar este bocadinho à São. Estou completamente de acordo.

    "Pois...o futuro assusta-me , precisamente porque não estou a ver saída e porque o PSD conseguiu o pleno da incompetência: Durão na UE, Cavaco na Presidência e Passos como Primeiro_ministro."

    É o pesadelo perfeito!!




     
  • At 12:00 da tarde, Blogger Táxi Pluvioso said…

    São: seria preciso termos tido governantes que olhassem para o país, diagnosticassem o problema e o resolvessem, e não aqueles que querem ir além de troikas ou outras coisas. Parece que o problema está diagnosticado há muito tempo. É ter a produtividade mais baixa da Europa, 17 euros/hora por trabalhador, mas ninguém foi capaz de sentar todos à mesa, sindicatos e patrões, e apontasse um caminho. Possivelmente seria necessário aumentar o horário de trabalho e obrigar os patrões a contratar gestores capazes.

    Como só temos uma produtividade de 17 euros, a mais baixa da Europa, também teremos que ser o povo mais pobre da Europa, é isso que o ajustamento está a fazer. O PIB em 2010 era de 172,8 mil milhões; em 2011 de 171 mil milhões; em 2012 de 165,4 mil milhões; em 2013 será bastante abaixo disto; e em 2014 também descerá. Não sei qual será o limite para acomodar os tais 17 euros.

    A entrada no euro foi uma autêntica desgraça nacional. Primeiro, no escudo, não seria possível os políticos terem contraído tanta dívida, teríamos um país pouco diferente, em termos de infraestruturais, perto daquele que Salazar deixou, pois os mercados não emprestariam, e quando os políticos começassem a patinar a despesa, vinha cá o FMI pôr ordem nas contas, coisa que devia acontecer de três em três anos. Ter ficado 30 anos sem o FMI ter cá vindo, porque os fundos europeus, e depois o crédito barato por estarmos no euro deu nisto. Segundo, não ter moeda própria entalou-nos contra a parede, o dinheiro tem que vir de fora, e nestes anos, e seguintes, vai sair mais dinheiro do país do que aquele que entra (daí os empréstimos da troika). Resumindo: a entrada no euro exigia políticos competentes e não amigalhaços dos amigalhaços que geriam o orçamento de Estado para amigalhaços.

    O pesadelo está a começar, eu duvido que depois da refundação do Estado tenha dinheiro para a net, vou levar um grande corte, não por ter uma pensão milionária, mas por ser baixa e porque foi reformado compulsivamente, nem aos 60 chego, quanto mais à idade da reforma.

     
  • At 12:01 da tarde, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Panurgo: a Anna Sedokova, material da Ucrânia, que não deve ter passado por terras lusas quando Portugal era o eldorado, e importava mão-de-obra para a construção e mulheres-a-dias. Já fiz um post sobre o pop russo e dei-me ao trabalho de garimpar este material de leste, com a ajuda de Deus Google na tradução, sei lá se aquilo ficou correto, a única coisa que sei dizer em russo é vodka. Inclui a Sedokova, pelo critério científico de ser boa como o milho, nem sei se ela vive na Rússia se na Ucrânia, meti o vídeo desta canção mas em versão beach party.

     
  • At 12:01 da tarde, Blogger Táxi Pluvioso said…

    José: assim está correto. O Estado é um aparelho de classe, existe para defender os interesses da classe dominante, não existe para defender os meus nem da população em geral. O povo só recebe umas migalhas porque é necessário para votar de 4 em 4 anos. Se não houvesse eleições nem isso levavam. Parece-me que na Hungria estão a desenhar outro conceito de democracia, tenho que verificar isso. A democracia é o melhor regime, porque tem a elasticidade suficiente para ser uma ditadura, o Estado pode fazer o que quiser, já a ditadura não tem a plasticidade para ser democracia, ou ter actos democráticos, por isso a malta prefere a democracia, é o melhor de dois mundos.

     
  • At 12:56 da tarde, Blogger São said…

    Neste momento estou em metade da reforma e também não é alta: há cerca de trinta e cinco anos atrás um polícia canadiano auferia em ínicio de carreira o mesmo que agora eu tenho (oficialmente) com duas licenciaturas e uma experiência profissional vastíssima em todas as áreas da Educação (só não fui nem Ministra nem Secretária de Estado, claro).

    cada vez mais acho que o romano tinha toda a razão: somos um povo que nem se governa nem se deixa governar!!

    Já (te) disse mais do que uma vez: dói-me imenso a tremenda cegueira do povo português , incapaz de pensar e de dar uma lição dura e duradoura a quem o explora.

    O país é tão pequeno que arede de interesses e as relações pessoais minam tudo.Infelizmente.

    Fica bem

     
  • At 12:24 da manhã, Blogger Il castello del sogno said…

    Mais serviço público:

    http://largelabiaproject.tumblr.com/

     
  • At 11:55 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    São: neste governo Borges (as ideias), Passos (a execução), Gaspar (a música) essas licenciaturas são não competitivas, inúteis portanto, tudo o que foi feito no passado está mal feito, daqui para a frente é que é, chegaram os que sabem, o triste disto é que, dentro de 20 ou 30 anos, estarão os portugueses a maldizer este Governo pelas bacoradas que fez.

    Há quem tenha sido competitivo, a família Soares dos Santos, a mercearia, na santa terrinha o merceeiro sempre foi dos mais ricos, Portugal , é uma santa terrinha em por um pouco maior.

    O país é pequeno mas o lucro é bom, para quem tem amigos nos lugares certos, e o povo que vote que é o trabalho dele.

     
  • At 11:58 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Il castello del sogno: ó diabo, há gajas a tirar fotos ao instrumento de trabalho e a mandar para um blog, realmente a riqueza das nações deixou muito tempo livre, esperava ver a da rainha da Inglaterra.

     
  • At 2:40 da tarde, Blogger São said…

    Se o voto mudasse alguma coisa, a "élite" já tinha acabdo com ele!

    Daqui a vinte ou trinta anos?! Meu amigo, já estão.Pelo menos, a mior parte, porque ainda criaturas tão estúpidas ou tão partidárias que apoiam este descalabro.

    Bom fim de semana

     
  • At 11:02 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    São: os efeitos imediatos, esses iremos vivê-los, mas os efeitos a longo prazo serão ainda mais desastrosos. Foi azar o povo soberano ter escolhido Passos Coelho que vinha carregado pelo Ângelo Correia, se as pessoas tivessem memória, e a política não fosse apenas uma troca de tachos entre os mesmos, independentemente do partido, seria para desconfiar. Ângelo nunca foi julgado pelas suas responsabilidades no passado, foi promovido a barão do PSD, e tem boa vida.

    Portugal estava numa situação difícil, era necessário dirigentes que, olhando para a situação, apresentassem soluções, e não varrer de debaixo do tapete, o lixo dos Catrogas, Borges, ou doutorados muito conceituados no estrangeiro, que babados pelo memorando, disseram: ah! Que maravilha! Exatamente! Que excelente análise! Há anos que digo isto! É isto que Portugal precisa. Era necessário pessoas inteligentes, que olhassem para o memorando e dissessem: há metas a cumprir, muito bem, vamos ver como isso se faz tendo em conta a nossa realidade económica. Passos não tinha ideia nenhuma, acompanhava com uns tipos que tinham umas teorias que são moda: destruir, e do caos, nasce nova ordem, melhor e rejuvenescida pela ação dos mercados que lavam toda a ruindade na economia.

    Ou seja, Portugal tinha que escolher um modelo de desenvolvimento. Apareceram no Governo uns tipos com a ideia deste caminho da terra queimada, uma opção vinda da ignorância, que afeta-nos no presente, mas que trará consequências drásticas no futuro, ou doutra forma, futuro para Portugal só talvez no próximo milénio. A refundação do Estado, baixar pensões, dizem ser para equiparar privado e público, baixar salários dos funcionários públicos, diz-se pela justiça laboral, terá um impacto devastador na economia. E a piada disto é ver Passos em declarações contra os bancos, que devem dar mais crédito, que estão a causar uma parte da recessão, como se a recessão fosse um bolo, e tivesse partes. Se os banqueiros não perceberam o que irá suceder, então é que são tão patetas como Gaspar e Passos, mas acredito que eles não deduziram as consequências da refundação. Isto é, de redução em redução, será também necessário baixar o salário mínimo, e conceder crédito numa economia assim, só se for algum louco, e não um banqueiro.

     
  • At 1:22 da tarde, Blogger São said…

    Passos é um menino mimado e nada mais, salvo estar convicto de que tem uma missão e ninguém imagina o pânico que eu tenho destas criaturas auto proclamadas salvadoras seja do que for!

    O drama de Portugal passa, além daquilo que muito bem dizes, pelo pleno que o PSD conseguiu fazer, isto é, colocar em lugares muito decisivos três imbecis: Durão na Comissão Europeia, Cavaco na Presidência da República e Passos como Primeiro_ministro.

    E depois há o "melhor povo do mundo", claro...que não pára para pensar um só segundo.

    Portugal ficará reduzido a pó e cinzas e não sei quando conseguirá reerguer-se ou se se reerguerá sequer!

    Eu tenho 63 anos e já estou a apanhar cacos, mas as gerações que para aí vêm nem cacos terão...e será í que o alucinado das pipocas aprenderá à sua custa as consequências da sua alienação

    Fica bem

     
  • At 12:33 da manhã, Blogger Semisovereign People at Large said…

    errado 1982?

    a última bancarrota das grandes foi em 1892...foi troca de numbers

    desenvolvimento de quê?

    rega-se e a indústria cresce?

     
  • At 8:55 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Semisovereign People at Large: nada disso, a de 79 foi das grandes, e a de 83 ainda foi maior, a questão é que já havia o FMI para assistir os dirigentes lusos e a coisa pareceu fácil. E a entrada da CEE e no euro adiou as crises que deveria ter havido em 87, a de 91, a de 95, etc, de quatro em quatro anos ou de cinco em cinco, o FMI deveria vir a Portugal pôr as contas em ordem, ao ter levado este tempo todo, de 83 a 2011 deu nisto que estamos a ver.

    Desenvolvimento económico. Haveria várias opções. Vender tudo o que fosse lucrativo aos chineses, angolanos, árabes, enfim, malta com dinheiro, e depois os jovens emigravam e os velhos emigravam também mas para o cemitério mais cedo, é pena não terem adotado este modelo; ou poderiam manter as empresas, saneá-las, aumentar os lucros para financiar o Estado; poderiam ter nacionalizado tudo em nome da emergência nacional; com certeza que há muitos modelos de desenvolvimento, temos tantos bons economistas que eles devem ter muitas soluções.

    Por acaso também tenho ouvido falar muito da indústria, parece que muito bom economista está a ver uma desindustrialização da Europa e que o caminho é outra industrialização, como se o tempo andasse para trás.

     
  • At 9:01 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    São: e o pior é que ontem perdemos o título de bom aluno. Qual não foi o meu espanto ouvir o dinamarquês (creio) da troika fazer esta afirmação que nos devia doer o coração, e hoje acordo, pensei ver os redessociais a protestar, a fazer petições online, a clicarem feito loucos, e afinal nada. Espero que o político defensor do contribuinte elabore um protesto no local devido.

     
  • At 11:11 da manhã, Blogger São said…

    Já é a segunda vez que Portugal faz o papel de marraõ, mas depois não consegue resultados práticos.

    Ainda a Ematejoca diz que não dou tréguas aos nossos politicos, como se houvesse razão para lhes passar a mão pelo pelo!

    Seria digno da parte dos nossos responsáveis que colocasem essas criatura sno lugra, mas como Gaspar é um funcionário da Troika, como dizem na Irlanda e nós já sabíamos, nada feito

    Bom dia

     
  • At 2:38 da manhã, Blogger DOCTOR NO, NO, NO VIEGAS NO PLEASE- JUST SAY NO said…

    nada disso, a de 79 foi das grandes mas as remessas da migra ajudaram , e a de 81-83 ainda foi maior mas comparativamente à actual eram anãs, a questão é que já havia o FMI e a cia com interesse na estabilidade da península para assistir os dirigentes lusos e a coisa pareceu fácil....aqui havia tanto suicida que metade foi enterrado por overdose ou por morte acidental

    mesmo quando eram empurrados duma escada aBAixo
    ou mortos à pancada
    . E a entrada da CEE e no euro adiou as crises que deveria ter havido em 87, a de 91-92...o escudo desvalorizou 25% entre maio e outubro
    as libras que enviava a 249$ passaram a valer 300$

    o que foi pena pois a taxa de juro aqui andava nos 6% acho....

    e ganhava mais no inverno que no verão
    as horas extra no frio são mais fáceis de arranjar

    , a de 95...só e as outras....

    o carlos cruz até promoveu a crise do eurro 2004..

     
  • At 2:41 da manhã, Blogger DOCTOR NO, NO, NO VIEGAS NO PLEASE- JUST SAY NO said…

    o ruanda anda em crise desde 1992

    T
    o improve exploitation and investment conditions in Rwanda are:

    Strengthen the legal framework;

    Improve institutional capacities (scie
    ntific/technical/legal/financial)

    Promote investments in the mining sector;

    Involve women and youth in entrepreneurial activities at all levels;

    Build operational capacities for artisan and small scale miners;

    Strengthen the environmental sustainability of
    the mining industry.
    T
    o promote add value to mining and quarry resources in Rwanda are:

    Determination of quantity and quality of competitive quarry resources;

    Promote processing technologies in mineral and quarry resources.
    The overall programme of the s
    ub sector as expressed in the ENR sector is

    Sustainable mining and mineral exploitation’.
    This will be implemented in
    four sub
    -
    programmes:

    Management support;

    Improve geological and mining knowledge in Rwanda;

    Improve operating and investment conditions i
    n Rwanda;

    Add value to mineral and quarry resources in Rwanda.

     
  • At 2:43 da manhã, Blogger DOCTOR NO, NO, NO VIEGAS NO PLEASE- JUST SAY NO said…

    falta a parte da reindustrialização da indústria neolítica

    o guterres fez isso em fozcôa ou foscôa tante fax

     
  • At 10:03 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    São: ontem foi dia de anedotas, talvez fosse o dia mundial da graçola, não sei. Vejo na TV um tipo do Governo, tomado de peste grisalha, é muito estranho um tipo infetado contar larachas, mas este contava umas muito boas. Que os duodécimos, agora chamam-se duodécimos do subsídio de férias, e que o subsídio de Natal será pago por inteiro em novembro. Nenhum dos nossos humoristas ou poetas de maldizer, nem Bocage nem Gil Vicente, conseguem bater esta.

    Seria mais honesto dizer, Portugal faliu e já não pode pagar salários e pensões, são as primeiras, por serem o grosso da despesa, da gordura do Estado, depois nem poderá pagar gasolina para os carros dos ministros.

    Mas, as piadas não terminaram por aí, um outro gabiru, este já saudável, sem estar empestado, diz que atira impostos sobre as PPP. Pelo que estive a ler, há tempos, para um post sobre este aspeto da modernidade portuguesa, fiquei com a ideia que, mesmo que os impostos ou taxas subissem, quem pagava era o Estado.

    Faz parte do programa da troika na Grécia correr com a peste grisalha da função pública e substitui-la por jovens empreendedores, e com certeza também será em Portugal, só quando este plano for realizado é que cresceremos como a China.

     
  • At 10:05 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    DOCTOR NO, NO, NO VIEGAS NO PLEASE- JUST SAY NO: não há dúvida que comparada com as bancarrotas passadas, esta, é monstruosa, e que se tem agravado todos os dias por não haver inteligência nacional, e os funcionários mandados pelos credores, estão-se a borrifar. Nem foi tanto a CIA, a Rússia é que não estava interessa da em meter-se num país da NATO, e deixou o PCP órfão, mas claro os dinheiros americanos ajudaram a estabilizar a situação.

    Devíamos copiar o Ruanda, sem dúvida, estou farto de dizer que deviam ser convidados técnicos na ciência económica da Guiné ou do Zimbabué, mesmo do Ruanda, para fazerem conferências e colóquios e ensinar aos nossos banqueiros e empreendedores como resolver os problemas. Convidar europeus ou americanos não serve para nada, porque não sabem nada da realidade portuguesa.

    O FMI teve um golpe de génio ao pôr um etíope a governar Portugal, mas não chega, têm que vir mais.

     
  • At 6:04 da tarde, Blogger São said…

    Sabes que mais ?! Cá para mim, quando os manicómios fecharam estes tipos escondera-se num sítio qualquer e vieram todos à tona agora!

    E como o "melhor povo do mundo "também tem as suas maluquices muito própras elegeu-os...e nós , que ainda temos alguma sanidade mental, que os aturemos!!

    Beijinho.

     
  • At 10:27 da tarde, Blogger José said…

    Boa noite.
    A aproposite de falares aí em cima, que a malta imigrava, e os velhos imigravam para o cemitério.
    Lembrei-me do Iluminado e deputado do PSD Carlos Peixoto, que deve ser médico com certeza, descobriu uma doença, que se chama a peste grisalha, que só come e não trabalha. Podia dizer mais coisas desta gente, mas tu fazes isso bem melhor do que eu.
    Ao ler o comentário da São. lembrei-me de quando era novo a gente dizia fugiram 2000 malucos do manicómio apanharam 5000 e não era nenhum dos que fugiram, se-calhar é alguns destes que se estão a governar-se.

    Bom fim de semana,
    Abraço,
    José

     
  • At 1:03 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    São: eles andam a esticar o dia em que vão dar a notícia de que têm de cortar nas pensões, e não são nas altas que essas são poucas, a maioria são baixas, neste momento da história lusa seria necessário um génio para conseguir compor tudo isto, infelizmente isso é coisa que não nasce nesta banda: só há académicos brilhantes.

     
  • At 1:07 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    José: a peste grisalha alastra e não deixa o país progredir, o único que Deus concedeu o milagre de não ser atingido, é o Fernando Ruas, e foi um milagre dos grandes, nem o bigode lhe fica grisalho. Ele devia ajudar o Governo com conselhos de cura desta doença que aflige o país.

     

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