Pratinho de Couratos

A espantosa vida quotidiana no Portugal moderno!

segunda-feira, dezembro 09, 2013

Qualquer economista medianamente

1983. “Eu diria que 99,9 por cento da nossa classe política está desfasada da situação do país e daquilo que vai acontecer” [1]. Completava o encantador de finanças, Aníbal Cavaco Silva, (numa entrevista publicada na terça-feira, 29 de março, no jornal O Primeiro de Janeiro), o atestado de robustez física nacional prescrito pelo jornalista Nuno Godinho: “a situação é grave. O país tem vivido acima das suas capacidades e possibilidades. Muita gente e certa classe política ainda não se deram conta disso” [2]. Desde que em 1981 enjeitara gabinete no Governo de Pinto Balsemão, Cavaco Silva, o hierofanta, dromedários cavalgou “dois anos como que a clamar no deserto” [3]. “Fiz aquilo que me era possível, não só a nível económico mas também a nível partidário, para tentar alertar de modo a impedir que a economia portuguesa chegasse à situação em que hoje se encontra. Reconheço que não tive sucesso. Desde há pelo menos um ano e meio eu e muitos outros economistas não tínhamos dúvidas de que nos encontraríamos hoje na situação em que estamos e de que seria necessário realizar ajustamentos muito penosos” [4].
Modesto Cavaco Silva silvou silvas: “não manifesto derrotismo, espero que a democracia sobreviva a todas estas dificuldades. O meu desconforto hoje é basicamente por verificar a posteriori que tive razão. Mas devo dizer que é um consolo muito triste verificar que acertámos praticamente em tudo. Contudo, não é uma virtude ter acertado em tudo, porque era demasiado fácil acertar. Qualquer economista medianamente inconformado e medianamente conhecedor dos mecanismos da economia sabia, há pelo menos doze meses, que nos encontraríamos, no fim de 1982, princípio de 1983, na situação em que nos encontramos [5]. Também não teria dificuldades de prever que as medidas que foram tomadas há dois ou três dias, mais dia, menos dia, não poderiam deixar de ser tomadas” (a desvalorização do escudo e a subida das taxas de juro). Nascer com o rabo virado para a razão angariou-lhe imobiliário amor entre o povo arguto, cheirava ao povo eleitor a cristofania [6].
No ménage que era a idade da razão, na terça-feira 8 de março o Le Monde entrevistava a dona de casa existencial [7] Simone de Beauvoire: “um dos grandes problemas que é necessário pôr atualmente é o do trabalho doméstico. A que já se chamou trabalho negro, visto ser um trabalho não remunerado, não reconhecido. Alguns homens tentam mostrar boa vontade, mas a partida está longe de ser ganha. E as mulheres estão tão habituadas a achar isso natural que é difícil suscitar nelas uma revolta organizada” [8]. “Eu estava de acordo com o não-mixismo. Mas é preciso saber como é que ele joga. Nos grupos de consciência – isto é, nas reuniões de mulheres em que elas discutem os seus problemas – acho que o não-mixismo foi uma coisa excelente porque quando os homens tomam a palavra têm tendência a conservá-la e a dar lições às mulheres”. Nos EUA “há uma regressão enorme, não só por causa de Reagan, mas também do novo feminismo. Pede-se às mulheres que abandonem a luta e regressem aos valores tradicionais de diferença entre o homem e a mulher, de vocação das mulheres (vocação de mãe, de esposa, de dedicação, etc.). O novo feminismo americano é muito grave, é um regresso ao eterno feminino [9]. (…). Para muitas feministas, o amor, tal como é concebido nos nossos países, é a maior parte das vezes uma ratoeira para as mulheres. Foi o que eu própria disse em ‘Le deuxième sexe’ (no capítulo sobre a mulher apaixonada). Muitas vezes o amor é um álibi para as mulheres, um modo de esconder a sua opressão, de a transformar em valor. Creio que isso é verdade, e que é normal que haja uma grande desconfiança das mulheres feministas perante o amor heterossexual. Não que não haja muitas vezes as mesmas ratoeiras e as mesmas dificuldades no amor homossexual. Mas o amor mais frequente, o heterossexual, baseia-se no domínio da mulher pelo homem” [10].
Sexta-feira, 18 de março. “O aumento da taxa sobre a distribuição de filmes ou seja, o que a distribuidora paga por cada filme que estreia, de 30 para 90 contos, está a levantar, ao que parece, forte oposição por parte das distribuidoras, tendo chegado a circular que algumas delas estariam dispostas a deixar de pôr, no mercado português, filmes de estreia, nomeadamente os americanos [11]. (…). Segundo José Manuel Castello Lopes, presidente da Associação dos Produtores e Exibidores Cinematográficos (APEC), ‘a situação é gravíssima’, uma vez que ‘a indústria cinematográfica não suporta o aumento da taxa sobre a distribuição’. Para ele, tal aumento é ‘uma forma de destruir a atividade do cinema, atividade que engloba cinco mil pessoas e garante a própria viabilidade do Instituto Português de Cinema, já que as suas receitas vêm todas daqui’. (…). Este aumento foi estipulado num decreto-lei de 1982 que não visava a atividade cinematográfica, em particular, mas sim a atualização de todas as taxas e no qual se estabelece a multiplicação, por 6, das taxas que se pagavam até 1973 e, por 3, das que se pagavam desde essa data. Aos aumentos junta-se o facto de a atividade cinematográfica ser obrigada, segundo um decreto, também de 1982, a regularizar a situação de dívidas, podendo fazer o pagamento destas, sem multa, durante um prazo de 48 meses”.
Quarta-feira 23 de março, à noite, morria Barney Bailey Clark aos 62 anos no hospital da Universidade de Utah, em Salt Lake City. “Clark, um dentista reformado, sofria de uma degenerescência do coração, incurável, tendo aceitado que lhe fosse implantado um coração artificial de plástico e metal. A operação, sem precedentes na história da medicina, durou sete horas. Depois de três alertas graves, durante cada um dos quais se tornou necessária uma intervenção cirúrgica, o estado de Clark melhorou progressivamente e, em meados de janeiro, os médicos esperavam autorizá-lo a sair do hospital ao cabo de algumas semanas”. Sobrevivera 112 dias depois da cirurgia. No dia 1 de março declarara aos médicos: “no conjunto foi um prazer poder ajudar-vos”.
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[1] Cavaco Silva reverenciava os mortos: “houve um único político que encontrei na minha vida com capacidade para fazer uma ligação muito rápida entre o económico, o social e o político. Foi o dr. Sá Carneiro”. “Todos os outros têm manifestado uma grande dificuldade em fazer esta interligação e uma incapacidade total em prever uma situação. Direi ainda mais: uma grande dificuldade em acreditarem naquilo que lhes dizem – pessoas informadas sobre o assunto – mesmo quando essa informação já está fundamentada em factos que são visíveis aos olhos de todos” a).
a) A classe política do século XXI reverencia os vivos. Reverenciava-os na campanha eleitoral em abril de 2011 Passos Coelho: “não quero contribuir para uma campanha de medo que leva as pessoas a pensar que vamos cortar o 13º mês que vamos aumentar os impostos que vamos cortar rendimentos que vamos tirar as pensões às pessoas. Porque há quem, sem o mínimo de descaramento, diga todos os dias, a partir do Governo [de José Sócrates], que é isso que o PSD fará para que as pessoas, no fundo, prefiram ficar como estão do que arriscar a mudança. Não é com esse medo que a gente lá vai. Nós não exploraremos medos pra futuro da sociedade portuguesa”.
[2] Em 1983, Cavaco Silva preocupava-se com o alargar dessas possibilidades: “em Portugal, o que temos verificado é que, embora o rendimento real dos trabalhadores não tenha subido, o montante dos impostos que eles pagam é cada vez maior porque, aumentando-se os salários, mudam automaticamente de escalão e estão sujeitos a taxas mais elevadas. Considero errado e inadequado o que se tem feito nos últimos dois anos em Portugal, que é a não atualização dos escalões do imposto profissional. Já não se trata de dar uma benesse aos trabalhadores mas, sim, de o Estado não ‘comer’ uma parcela cada vez maior do rendimento dos trabalhadores através da carga fiscalb). (No léxico atual a palavra “trabalhadores” significa “famílias”).
b) Aumentar o rendimento dos “trabalhadores” (ou “famílias”) foi uma péssima ideia. Passos Coelho, em Penela, em dezembro de 2012, na inauguração de um hotel: “o país dispôs de muito dinheiro durante muitos anos, e aplicou-o mal. O Estado, que deixou uma dívida pública que vai demorar muitos anos a pagar, não é um ou dois, é muitos anos, sim, qualquer coisa como 20 ou 30 anos a pagar. Muitas empresas utilizaram mal o dinheiro, muitas famílias usaram mal o dinheiro… Infelizmente, os juros que temos para pagar dessa dívida são juros imensos, mesmo uma taxa de juro pequenina, quando aplicada a uma dívida muito grande, dá muito dinheiro para pagar e nós vamos ter de o pagar durante muitos anos. Pró ano são cerca de 8 mil milhões de euros, mais do que nós gastamos com a Saúde, mais do que nós gastamos com a Educação, mais do que gastamos com a Segurança Social. E estes são os três grandes programas orçamentais que o país tem, o resto é uma fração pequena destes valores”.
[3] Já pegureiro da nação, Cavaco Silva clama no discurso do 5 de outubro de 2011: “perdemos muitos anos na letargia do consumo fácil e na ilusão do despesismo público e privado, acomodámo-nos, em excesso. Agora, temos de aprender a viver de acordo com as nossas possibilidades e a tirar partido das nossas potencialidades”. “Portugueses! Vivemos tempos difíceis, essa é uma realidade que ninguém de bom senso poderá ignorar. Durante alguns anos foi possível iludir o que era óbvio pese os avisos que foram feitos dos mais diversos quadrantes, agora estamos confrontados com uma situação que vai exigir grandes sacrifícios aos portugueses, provavelmente os maiores sacrifícios que esta geração conheceu” c).
c) Em 2011, antes de ser primeiro-ministro, Passos Coelho jogava um jogo com o Governo de José Sócrates chamado os meus sacrifícios são melhores que os teus: “é que as medidas, agora anunciadas, traduzem uma incompreensível insistência no erro, porque se volta a lançar exigências adicionais sobre aqueles que sempre são sacrificados, nada se faz para cortar de forma determinada, na vasta despesa da máquina do Estado, tantas vezes supérflua ou desnecessária”.
[4] Em fevereiro de 2013, ajustava o secretário de Estado da Economia, António Almeida Henriques: “isto é um ajustamento que a própria economia portuguesa tem vindo a fazer. E temos setores bastante mais sensíveis, por exemplo, uma boa parte deste deste ajustamento é feito por causa da questão da construção civil (…) onde nós também estamos a fazer um grande esforço. Eu ainda tenho ido com empresários portugueses e empresas portuguesas, ainda agora vou à Argélia, dentro de 15 dias, fechar um portefólio de contratos com empresas de construção civil portuguesas. Exatamente para quê? Para mantermos a nossa capacidade produtiva, para podermos até algum er er aproveitar a nossa mão-de-obra especializada para continuar a fazer projetos. Isto é um trabalho que se constrói todos os dias. A verdade é que o país andou durante muitos anos a viver acima das suas possibilidades, em muitos casos criou-se emprego que efetivamente não era consistented).
d) O emprego colará ao teto, consistente, com a Araldite de um timoneiro com o sextante certo como assessor. Passos Coelho, em setembro de 2012, adjuvava-se do canto X dos Lusíadas: “Camões fala-nos aqui duma corrente que nos arrasta para trás, que é mais poderosa e que é mais poderosa que os ventos que nos impelem para a frente. Mas hoje em Portugal, se é certo que não podemos subestimar a corrente em que o navio português foi posto, até porque estamos todos os dias a sentir dolorosamente a sua força, também temos que reconhecer que há ventos favoráveis a soprar nas nossas velas”.
[5] Apontador de caminhos, zelador da imagem, em abril 2012 Cavaco Silva: “em Portugal ainda existe muitos agentes políticos e analistas que não sabem da importância da imagem dum país e da perceção que os estrangeiros têm de Portugal para o nosso sucesso. (…). Não há muito tempo fui a Oliveira de Azeméis e fui visitar uma fábrica de sapatos de elevadíssima qualidade, o empresário contou-me o seguinte: fiz uma coleção de sapatos de grande qualidade, vieram aqui clientes de um certo país e disseram que estavam dispostos a pagar bem para comprar a minha coleção, mas que era preciso uma coisa, que apagassem uma palavras, e a palavra era ‘feito em Portugal’. Disseram, porque a imagem do vosso país leva a que se tiver ‘feito em Portugal’, eu tenho que pagar muito menos”. – Na cultura ocidental, o provérbio chinês “Uma imagem vale mil palavras” não é verdadeiro, a imagem tem que ter legenda ou é incompreensível. A cantora Elena Turcu da girl band Bijou não está de pito ao léu, mas por causa da legenda vemo-la sem cuecas: “Румынская певица без трусов  / cantora romena sem cuecas”.
[6] Rui Amaral, economista laranja portuense: “nós queríamos que Cavaco fosse líder do PSD e primeiro-ministro, mas ele nunca aceitou e resistia às nossas pressões. Fazia intervenções demolidoras contra a política económica do Governo, mas o trabalho político era feito por outros. Dizia que não queria o lugar de Balsemão para não ter de enfrentá-lo. Respeitava o facto de ter sido eleito em congresso e esperava que o lugar de líder ficasse vago. Só não apareceu depois de Balsemão sair porque Mota Pinto se adiantou e mostrou a sua vontade de liderar. Cavaco tinha desperdiçado assim a sua primeira oportunidade. No fundo, Cavaco achava-se um ser ungido e que podia fazer do PSD um simples instrumento da sua conquista do poder” e).
e) Cavaco Silva, o Sebastião, será o melhor primeiro-ministro português, defenderá o interesse nacional na integração europeia. Em 2013, no programa Em Foco, da ETV, Garcia Pereira resumiu-a: “esta dívida decorre de uma situação de falta de competitividade da economia portuguesa imposta num quadro da integração europeia. Isto é, o lugar que foi reservado ao nosso país, foi um lugar de um país produtor, ou fornecedor, meramente de serviços para as pessoas de baixa qualificação. E em que eliminou completamente a sua capacidade produtiva dentro da lógica de que vem os fundos europeus para cá, financiar, não a modernização da agricultura, mas a destruição da agricultura, que isso agora é para a França, não vem modernizar as pescas, mas vem financiar o abate das embarcações, porque isso agora vai p’a Espanha, não vem financiar o reequipamento e armamento da nossa capacidade industrial, mas, pelo contrário, financiar o abate dessa capacidade produtiva, porque isso agora é com a Alemanha. Evidentemente, que um país que não produz nada, e que é um mero produtor de alguns serviços, é um país que tem que importar a maior parte daquilo que consome, e é daí que vem grande parte da dívida”. – Beatriz Rubio, CEO da Remax, definia o drama da situação portuguesa atual: “houve casas na Quinta da Marinha a baixar 500 mil euros”, o horror. A este horror máximo soma-se o descartar da Europa: a maioria dos grandes bancos europeus já se desfez da dívida soberana dos PIIGS.
Cavaco Silva, o Sebastião, será o melhor presidente da República português. Na Rádio Renascença, em 2011, defenderá o povo do saque do Governo… de José Sócrates: “não é altura de discutir medidas alternativas. Porque o Governo bem sabe, bem sabe que há formas, sem ser por cortes de vencimentos, de chamar o contributo de todos os cidadãos. Mas, também, por exemplo, que fosse criado um imposto extraordinário sobre todos os portugueses acima de um certo rendimento. A senhora sabe muito bem disso”; locutora: “sei”; Cavaco: “foi uma opção que o Governo fez”; locutora: “que o Governo fez”; Cavaco: “que a Assembleia aprovou”.
[7] Cepa extinta de donas de casa. Destas já não nascem mais. “Beauvoir publicou o seu primeiro romance ‘Ela veio para ficar’ em 1943. É uma crónica ficcionada do relacionamento sexual, seu e de Sartre, com Olga Kosakiewicz e Wanda Kosakiewicz. Olga era uma das suas alunas na escola secundária de Rouen onde Beauvoir ensinou no início dos anos 30 f). Ela engraçava com a Olga. Sartre fez pé-de-alferes a Olga mas ela rejeitou-o, então ele, em compensação, começou uma relação com a sua irmã Wanda. Até à sua morte, Sartre ainda sustentava Wanda. Ele também sustentou a Olga por muitos anos, até ela conhecer e casar-se com Jacques-Laurent Bost, amante de Beauvoir”.
f) Safra discente também extinta. Maio 2013. Annalisa Santi, jovem de 21 anos, natural de Roma, estudante de Direito na Universidade Católica de Buenos Aires, viralizou-se com dois vídeos filmados nas aulas: o chupa-chupa Pico Dulce e mostra as lolas (*). Ela justifica-se com a estopada que são as aulas: “não o fiz pela imprensa ou mediatismo. Não quero ser famosa. Para a faculdade vou para a estudar. Quem não lhe aconteceu por 10 minutos deixar de prestar atenção e fazer outra coisa? Foram esses 10 minutos, com a diferença de que agora os estão vendo todo o país. Admito que não sou uma santa, mas aqui fui uma vítima”. “Não era minha intenção ser conhecida ou famosa. Apenas estava na sala de aula como os meus colegas e pensei que a coisa ficasse por ali. Eles abusaram da minha confiança e traíram-me carregando esse vídeo sem a minha autorização. Nem sequer era o meu telemóvel. Trata-se de uma coisa privada que foi tornada pública e está arruinando a minha vida. Respeito muito as instituições, espero que isto tudo não tenha manchado o prestígio que a Universidade tem, digo-o por sua vez como católica, porque isto me desagradou muito”. A direção da Universidade trivializa-se no banal comunicado oficial: “manifestamos o nosso total repúdio pelos atos cometidos por Annalisa Santi no nosso Campus Universitário, considerando que são absolutamente contra o nosso regulamento”. La estudiante hot descrucificou-se catolicamente: “para todos aqueles que me gramam, obrigada. Para todos aqueles que me julgam e criticam, digo-lhes apenas: ‘aquele que estiver livre de pecado que atire a primeira pedra”. – Outros sucessos de Annalisa: “está muito deprimida pelo dia de merda de hoje”. E, compêndio dos seus vídeos.
(*) Em Portugal, os jovens não mostram as mamas, nas aulas, a única teta é o conhecimento dos admiráveis professores, que proporciona futuro e prosperidade. No Correio da Manhã: “o secretário de Estado Adjunto do primeiro-ministro, Carlos Moedas, nomeou esta semana dois ‘técnicos especialistas’ de 21 e 22 anos para integrar a equipa de ‘acompanhamento da execução de medidas do memorando’. (…). No currículo de Tiago Ramalho, de 21 anos, consta, segundo foi publicado em Diário da República, a conclusão da licenciatura em Economia, em 2012, na Universidade Nova de Lisboa. A experiência profissional do novo especialista do gabinete de Moedas resume-se a um parágrafo: um estágio profissional não remunerado no Gabinete de Estratégia e Estudos do Ministério da Economia e Emprego, entre setembro e dezembro do ano passado. Já João Vasconcelos Leal, de 22 anos, fez um estágio no mesmo gabinete, entre junho e agosto de 2011. A concluir o mestrado em Administração de Empresas, o jovem inclui ainda no currículo a conclusão, em 2008, do ensino secundário. Ambos vão receber 995,51 euros brutos mensais. Tiago Ramalho, porém, acumula uma vasta experiência enquanto comentador, tendo escrito em jornais e no blogue ‘Jamais', com o eurodeputado do PSD Paulo Rangel. O gabinete de Carlos Moedas justifica as contratações pelo ‘excelente currículo académico’ de Tiago Ramalho e João Vasconcelos Leal, que se licenciaram em Economia com 16 e 15 valores, respetivamente, o que ‘lhes confere alguma competência’. A assessoria do secretário de Estado diz que os jovens ‘estão a realizar estudos macroeconómicos coordenados por técnicos com mais experiência e é por serem jovens que ganham um salário abaixo do praticado nos gabinetes ministeriais’”.
[8] A mulher emancipou-se quando deu um olhar atrás e descobriu em frente o rabo. O soutien era o símbolo da opressão no século XX, no século XXI o befe é símbolo da libertação, soltadas, as mulheres já não aspiram, limpam o pó ou engomam, o trabalho doméstico, o que elas fazem em casa é booty shaking (abanar a peida). “Empina a bunda”: “atenção meninas / Vai começar o aquecimento da bunda, hein! / Vem ana, juliana, / cristiana, mariana, luciana, / Fabiana, tatiana, poliana, diana, amanda, / Carla, paula, sônia, yasmim, porra / Vem todo mundooo” (a banda Black Style). A lida da casa já era quando o traseiro sacode: o quarto desarrumado de uma booty shaker, (música “Lie About Us”, Avant c/ Nicole Scherzinger), com a conta no Twitter Shauna Tache mistie10210; outros desleixos caseiros Shauna Tache: “Naughty Girl” (Beyoncé), “I Wanna Fuck You” (Akon), sexy dancing, “I’m in Love with a Stripper” (T-Pain), “Like a Drug” (Chrishan). A bilha nos meios intelectuais, uma universitária branca twerking. Na piscina dançado funk. De loiras hotties. De uma ruiva, Oksana Lloyd (entrevista: P: “posição preferida?” R: “isso é comigo… mas prefiro à canzana ou montar por cima”). Ou fun at the Pool Bar.
[9] O eterno feminino já não mora na América do Norte. A mulher americana é gorda, refilona, ignorante, interesseira e limitada a consumo suburbano. Autoconvencidas ainda que seriam ou poderiam vir a ser objetos sexuais. “As mulheres americanas são geralmente imaturas, egoístas, extremamente arrogantes e egocêntricas, mentalmente instáveis, irresponsáveis e altamente incastas”. O eterno feminino desceu no continente, para a América Latina. Catalina Otálvaro nascida a 15 de dezembro de 1988 em Cali, Valle del Cauca, Colômbia, 1,80 m, 52 kg, 91-60-91, sapato 40, olhos azuis, cabelo castanho “como muitas pessoas, odeia acordar cedo, teme a celulite, é muito católica e elegeu para sua devoção a Virgem de Guadalupe. Os seus pratos favoritos dividem-se entre a arepa paisa com queijo e o sushi”. Vivia sozinha com dois hamsters, Mono e Pulga, na varanda e estudava Direito. Catalina: “la sensualidad es un asunto de actitud, se refleja y se expresa cuando nos sentimos sexy y no existe nada mejor para resaltar esta característica teniendo siempre alguien a tu lado”. “Hay que saber aprovechar tu cuerpo, ya que él abre muchas puertas en este negocio de la farándula”. “Temo decir que en esta vida mis mejores amigos son mis mascotas... La profesión de modelo es un mundo lleno de envidas que si las sabes aprovechar te fortalece”. Catalina tem a melhor conta Instagram. No dia da produção fotográfica para a revista SoHo tinha no chão, do lado esquerdo da cama, quatro livros: “Brida” de Paulo Coelho, “O poder” de Rhonda Byrne, “Os homens são de Marte e as mulheres são de Vénus” de John Gray e “A linguagem do amor” de Melody Beattie. {site} {fotos} {fotos}. Anúncio ene2 jeans. Para a lingerie Bésame. Na revista Mi Gente TV julho 2012. Produção para os fatos de banho Babalú, no Rio de Janeiro com Catalina rez.
[10] Além do ménage à plusieurs do casal existencialista, o amor mais frequente é a fantasia. As gémeas Díaz, Claudia Díaz e Cathy Díaz, peruanas, nasceram a 10 de agosto de 1987. O seu maior medo na vida é separarem-se. Cathy: “nosotras sabemos perfectamente que somos una fantasía. De repente hay maduros que se han interesado en las dos, pero les ha durado poquito, porque no nos gustan esas cosas. Cero, pero cero posibilidad de cumplirle la fantasía de las dos juntas a ningún hombre”. “Yo tengo como mal gusto porque siempre me fijo en puros tontos feos, en cambio a la Claudia le gustan como altos, de ojitos claros y cosas así”. Cláudia: “la verdad es que a mí no me gusta mucho salir. De hecho no me gustan los hombres carreteros (fiesteros). Prefiero que sean tranquilos, caseros y 100% fieles conmigo”. “XXXO” (M.I.A.). “Body Shots” (Kaci Battaglia) {fotos}. – As gémeas Díaz vs. gémeas Dávalos. – As gémeas Dávalos, colombianas, nasceram dia 8 de setembro de 1988, em Lexington, Kentucky, EUA. Mariana 1,70 m, 56 kg, 96-60-99, sapato 37, olhos azuis, cabelo preto, é a introvertida. Camila 1,70 m, 56 kg, 86-58-91, sapato 37, olhos verdes, cabelo preto é a espontânea. “As gémeas Dávalos são muito carismáticas e dotadas de um grande dom de empatia que faz com que permaneçam rodeadas de pessoas e sejam vistas em eventos sociais onde são o centro da atenção”. “As gémeas Dávalos participaram juntas em produções para a revista masculina SoHo, em SoHo TV e no calendário Bésame 2012 onde projetaram toda a sua sensualidade, beleza e profissionalismo”. “São as gémeas mais bonitas do mundo, desde que tinham 15 anos, a sua beleza já ultrapassava os limites das expetativas”. Mariana: “me enamora una persona que me haga reír, que sea caballerosa, que me haga sentir como su prioridad y el respeto ante todo”. Camila: “me enamora un hombre que sea romántico, caballero, especial, tierno, que no le de miedo demostrar sus sentimientos hacia una mujer y ante todo el respeto también”. Na revista SoHo. Desfile de lingerie da marca Bésame. {blog} {fotos} {fotos} {fotos}.
[11] Na época os filmes americanos impunham-se como líderes de mercado e das mentes, “a caserna mais feliz do campo socialista”, a Hungria, ainda estava bela adormecida. “Durante a era comunista, a pornografia era considerada um produto da decadência ocidental e proibida. A partir da década de 60 até à de 80, contudo, experiências com o mercado livre – o chamado comunismo goulash – deixou o Estado húngaro sobrecarregado com enormes dívidas externas. Após a queda do comunismo em 1989, o Governo estava ansioso por encontrar novas formas de produzir receitas. Uma Constituição pós-comunista foi redigida sem proibição da pornografia, e esta indústria apresentou uma bem-vinda oportunidade económica. A capital do país, Budapeste, em particular, ofereceu uma combinação favorável de ‘mulheres fotogénicas, regulação governamental laisser-faire, cenário fin-de-siècle e baixos custos de produção’. (…). Em 2008, a indústria gerava cerca de 636 000 000 euros por ano, perto de 0,5% do PIB”. Um ano antes da queda do muro de Berlim, a 15 de julho de 1988, nascia em Budapeste a adorável atriz Nikita Williams, 1,63 m, 54 kg, 70-64-91, sapato 39, olhos cor de avelã, cabelo castanho. A sua obra artística: fotográfica no 21 Sextury network; fílmica: com uma sex machine; “Club Girls Lesbian” (2008); “Revealing Sasha” (2010); “Mums & Daughters 2” (2010); “Hot Silk” (2010) c/ Antonya. – Antonya, 1,57 m, 51 kg, 75-58-86, sapato 37, olhos castanhos, cabelo castanho, nascida em Budapeste dia 14 de fevereiro de 1990. Antonya: “a coisa mais louca que já fiz, foi ter relações sexuais numa biblioteca, tivemos que ser muito silenciosos”; “masturbo-me quase todos os dias, principalmente antes de adormecer”; – P: “cuspir ou engolir?” R: “cuspo sempre!”. Obra artística fotográfica no DDFNetwork; no nude photography; no Erosberry. Filmografia: no Gremlin X videos; c/ Britney em “Ripe for Tasting” (2011) g).
g) Em 2012, um surto de sífilis paralisou a indústria. Arrojaram-se culpas. No lado americano, a atriz Aletta Ocean – pseudónimo de Dóra Varga, 1,73 m, 54 kg, 86-66-93, olhos azuis, cabelo castanho, nascida dia 14 de dezembro de 1987, em Budapeste – tuítou: “Caralho do problema da sífilis… Em Budapeste muitas pessoas o apanharam. Eu também…”. Do lado húngaro, o ator porno “Rocco Siffredi destacou que muitos artistas estrangeiros vêm para Budapeste filmar, e que ele suspeita que a infeção veio de outro lado”.

na sala de cinema

Supergirl” (1984), real. Jeannot Szwarc. “Kara Zor-El (Helen Slater [1]), prima do Super-Homem, vive numa comunidade isolada, uma cidade kryptoniana chamada Argo City, numa bolsa de espaço transdimensional. Zaltar (Peter O’Toole) permite que Kara veja um objeto único conhecido como o Omegahedron, que ele tomou emprestado sem o conhecimento do Governo da cidade, e que pode infundir uma estrutura artificial à vida. Ela usa-o, sob tutela de Zaltar, para criar uma criatura semelhante a uma libélula, esta criatura parte a redoma da comunidade e na descompressão que se segue, o Omegahedron (que também fornece energia à cidade) é sugado para o espaço. Kara segue-o até à Terra num esforço para recuperá-lo e salvar a cidade, que morrerá sem ele”. Poster espanhol. O poster original contém um erro: a Estátua da Liberdade segura a tocha com a mão esquerda e o livro com direita [2]. “El seso de los pobres” (1983), real. Alejandro Galindo, filme mexicano c/ David Reynoso, Gerardo Reyes, Rossy Mendonza [3], Rebeca Silva [4]… “Cloromiro Armendáriz es condenado por conducta amoral en lugar público y plena luz del día. Es tratado como un depravado quien no puede contener sus impulsos sexuales en ningún momento. Sin embargo con ayuda del abogado del sindicato y de sus amigos tiene una posibilidad de salir libré”. “Aluga-se moças” (1982), real. Deni Cavalcanti, filme brasileiro c/ a cantora Gretchen, as chacretes Rita Cadillac, Índia Amazonense, Lia Hollywood [5]… “O argumento é formado por várias historinhas costuradas juntas. Paula (Rita Cadillac) separou-se do marido e como não encontra emprego, coloca um anúncio no jornal propondo-se a dividir o apartamento onde mora com a filha e a empregada. Beth Lara (Gretchen), é uma stripgirl que sonha em ser cantora, e é vista numa boîte pelo dono de uma gravadora, que se interessa em promovê-la. Beth procura Paula e passam a morar juntas. Outros personagens se juntam, um bordel de luxo surge no meio de tudo, e daí você já pode imaginar o que acontece”. Der Kurpfuscher und seine fixen Töchter” (1980), real. Franz Marischka, filme alemão c/ Peter Steiner, Fred Stillkrauth, Ursula Buchfellner, Alena Penz, Sibylle Rauch [6]O charlatão Josef Bicher Bretz é confundido com o novo médico de uma aldeia de Moosbach, ao mesmo tempo, três saudáveis moçoilas, que nadavam despidas no fresco lago da montanha, são assaltadas. Os desapiedados meliantes roubam-lhes carro e pertences e elas ficam apenas com as roupas que trazem no corpo, ou seja, como vieram ao mundo. Encontram abrigo na casa do médico. Espalha-se a notícia que o médico tem três filhas muito atraentes e a prática da medicina floresce [7].
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[1] Helen Slater protagonizou outro filme efígie dos anos 80: “The Legend of Billie Jean” (1985). “10 razões por que é espetacular”: 4.ª razão: “justo é justo” – o grito de revolta de Billie Jean. “Fair is Fair” era o título original do filme: “uma mediana adolescente do Texas, Billie Jean Davy, é apanhada numa singular luta pela justiça. Ela é geralmente perseguida e assediada pelos rapazes locais, que, um dia, decidem destruir a mota do seu irmão [uma Honda Elite vermelha] por divertimento. O pai dos rapazes recusa pagar os 608 dólares do concerto da mota. A luta pelo ‘fair is fair’ leva os adolescentes às voltas pelo estado e produz uma heroína improvável”. 2.ª “Invincible” de Pat Benatar – “a canção Invincible foi criada especificamente para este filme, e é um melodia muito, muito poderosa. A canção encaixa no filme tão bem. Atinge todos os temas certos: juventude rebelde, lutar pelo que se acredita, um inflacionado sentido de auto-importância e assim por diante. É o acompanhamento musical perfeito para o grito ‘justo é justo!’ no comício. Deve-se contudo notar que Pat Benatar não era uma grande fã do filme. De acordo com as curiosidades do imdb, antes de Benatar cantar a canção nos seus concertos ela gosta de dizer: ‘esta é do pior filme alguma vez feito’”. 1.ª Helen Slater antes do corte de cabelo – “Helen Slater estava boa como o milho. É o tipo de cereal que define uma Era: blusões de ganga, desnecessárias tranças no cabelo, ridículos brincos balouçantes numa orelha e calças de biquíni de cintura alta claras”.
[2] Voa no céu outra “Super Girl” (2011), cinema digital de Tom Madigan: no primeiro ano da universidade, Super Girl esgarça-se no clássico tema de as cândidas moças que são importunadas pelos mauzões rapazes – c/ a cantora, compositora, atriz e modelo Tiffany Giardina: “Onto You” (2009) ♫ “Hurry Up And Save Me” ♫ “Life Is A Fairytale” (2010); e a atriz Kaight Zoia como Bat Girl. – {Trapinhos da Bat Girl}.
[3] “María del Rosario Mendoza es una vedette, actriz, bailarina y cantante mexicana nacida en Sonora el 6 de junio de 1950, es reconocida como una de las mejores y más famosas vedettes de América Latina. Le han atribuido sobrenombres tales como ‘La cintura más breve’ y ‘El cuerpo’, y durante los '70 y '80 fue una de las artistas más taquilleras”. Discografia: “Ayúdame a pasar la noche” (1978); “Buscando un amorcito” (1980).
[4]Rebeca Silva nascida en Guadalajara, Jalisco, es una de las grandes figuras del famoso cine de ficheras y sexycomedias. Esta preciosidad ha trabajado en mas de 100 peliculas, entre las cuales destacan clasicos como El Tigre de Santa Julia (1974), Presagio (1975), La guerra de los sexos (1978), Las Golfas del Talon (1979), Erotica (1979), Muñecas de Medianoche (1979), Las Tentadoras (1980), La Pulqueria (1981), Profesor Eroticus (1981), Las Computadoras (1982), Macho que ladra no muerde (1984), El Mil usos (1984), Emanuelo (1984), Esta noche cena Pancho (1985), Sexo, sexo ra ra ra (1987), Los Maistros (1988), El Vampiro Teporocho (1989), Comezon a la Mexicana (1989), Las Nachas (1991) y muchas mas. Tambien participo en algunas telenovelas, como: La Venganza (1977), Tu o nadie (1985), El Engaño (1986), Victoria (1987), Un nuevo amanecer (1988) y Te Amare en Silencio en el 2003. Su sensual actuacion en la cinta ‘Erotica’ le valio varios premios y reconocimientos y tambien la convirtio en una de las mujeres mas deseadas de esa epoca”.
[5] Num imbróglio cinéfilo, Xuxa teria o papel de uma das operárias do amor no bordel, e que ela comprara os direitos deste filme para que não prejudicasse a sua carreira como apresentadora de programas infantis. Ela tem esse papel noutro filme, na sua estreia no cinema como Tamara em “Amor estranho amor” (1982), onde lhe leiloavam a sua falsa virgindade e seduzia para o amor físico um chavaleco de doze anos. Nos tribunais, Xuxa conseguiu que o filme fosse retirado do mercado e em 2011 ganhou uma ação contra Deus Google para impedir a circulação das imagens. No entanto, as imagens circulam… por morrer um URL não acaba a Internet.
Em 2001, Gretchen lança a sua filha Thammy na carreira artística. Em 2006, Thammy assume a sua homossexualidade; em 2010, esteve casada três meses com a modelo Janaína Cinci; em 2013, é pedida em casamento pela cabeleireira Nilceia Oliveira.
As chacretes eram as assistentes de palco do programa do Chacrinha, o autor da definição essencial televisiva: “na televisão nada se cria, tudo se copia”.
Rita Cadillac, nome artístico de Rita de Cássia Coutinho. No diz-que-diz-que popular, o seu nome derivaria da comparação do tamanho das suas nádegas com um modelo do carro americano, de traseira comprida chamado rabo de peixe. Na verdade wikipédica, o nome foi-lhe dado pelo dono de uma boîte onde trabalhou, e tem origem em Nicole Yasterbelsky, que começara a carreira aos 13 anos, como acordeonista, sob o nome de Rita Rella, que trocou por Rita Cadillac (talvez outra piada automobilística à imponência das suas tetas e curvas), quando foi contratada como dançarina pelo Crazy Horse de Paris na década de 50. Em outubro de 2013, a ex-chacrete Rita Cadillac “após décadas desmentindo jornalistas e ameaçando processar quem insinuasse que ela andou a atacar, finalmente admitiu em entrevista que andou, sim, andou a vender o pito. Durante um ano. Moralismo à parte, o facto é que a ex-chacrete sempre negou isso, bem como outras chacretes. Hoje, inclusive, atrizes de filmes porno processam qualquer um que diga que elas fazem sexo por dinheiro e, portanto, são prostitutas. Não, afirmam. São atrizes. Rita disse que não se arrepende e que no primeiro cliente chorou tanto que ele lhe deu o dinheiro e foi-se embora”. “Rita de 2008 para 2009 lançou a sua afilhada Cléo Cadillac, que substituiu a madrinha em revistas e filmes porno”. Cléo disse: “ao todo foram dez cenas gravadas, que renderam dez filmes. (…). Olha, para fazer sexo anal, eu tomava muito vinho... ia meio bêbada. Também não gostava de cena com gozada na boca”. Em 2012, Cléo estava arrependida.
[6] Ursula Buchfellner nasceu a 8 de junho de 1961 em Munique. 1,68 m, 47 kg, 83-58-83, olhos verdes, cabelo loiro, modelo e atriz de filmes série B europeus. Aos 16 anos foi playmate do mês de dezembro de 1977 na Playboy edição alemã e na edição americana de outubro de 1979, fotografada por Peter Weissbrich. Também arejou na Penthouse (1985).
Alena Penz nasceu a 16 de agosto de 1949 em Praga, atriz e modelo em muitas revistas, capas de discos e postais.
Sibylle Rauch nasceu a 14 de junho de 1960 em Munique. 1,78 m, 96-60-91, atriz de filmes série B alemães e estrela porno. Foi playmate do mês de junho de 1979 na Playboy alemã. Ficou famosa no papel de Trixie no filme “Gelado de limão III” (1981). Em 1982 editou o singleSo Long, Goodbye / Playmate”. Entrou na indústria porno em 1987, com um salário de 100 000 marcos, oferecido pela ex-atriz porno e produtora Teresa Orlowski, para o filme em duas partes, “Born For Love”; depois trabalhou duro em mais outros 20, alguns com a sua irmã mais nova, Sylvie Rauch. Para competir com a concorrência das chavalas mais novas, entretanto despertadas para a vocação artística, aumentou as mamas várias vezes. No final dos anos 90 andava na coca e em 1997 tenta o suicídio. Em 2006 trabalhava num bordel em Klagenfurt, na Áustria, que abandonou no início de 2007 acusando um cliente de violação. {site}.
[7] A medicina na Alemanha desloca-se para as 6 horas (em linguagem militar: as costas). “Feuchtgebiete / Zonas húmidas” (2013), real. David F. Wnendt, baseado no primeiro livro de Charlotte Roche: “após um acidente ao depilar as suas partes íntimas, a jovem Helen vai parar ao hospital. Ela espera a visita dos seus pais, já separados, com a falsa esperança de que ambos, ao verem a filha hospitalizada, se reconciliem. Enquanto isso, deixa o enfermeiro Robin fotografar áreas do seu corpo e cuida da sua coleção de caroços de abacate, que lhe são de grande valia para fins sexuais. Helen usa a sua secreção vaginal como os outros usam perfume e tem prazer em usar casas de banho públicas”. – A dra. Claudia Neusüss, da Universidade Humboldt, ao Observer: “as jovens estão sob enorme pressão para terem uma carreira séria, serem bonitas, terem um corpo perfeito e uma abundante sexualidade antes de ter o seu primeiro filho, e o livro mostra que há uma maneira diferente de lidar com o seu corpo. Este livro será compreendido em qualquer país onde exista uma relação semelhante com a limpeza do corpo, com a higiene, com as funções fisiológicas em geral. Penso que é libertador que ela esteja a escrever sobre masturbação, sexo anal, sexualidade, doença, sobre coisas que não falamos em público. As pessoas gostam de discutir o assunto, as pessoas gostam de escrever sobre ele. Até eu, olho de forma diferente para um caroço de abacate depois de ler Zonas húmidas”. O filme é protagonizado pela atriz suíça Carla Juri “como Helen Memel, uma adolescente alemã aventureira experimentando com sexo, drogas e hemorróidas. Filha de pais separados, e com inúmeros problemas que alimentam a sua angst, Helen passa os seus dias entregando-se a encontros casuais com desconhecidos aleatoriamente, vegetais e assentos de casas de banho públicas”. Corta-se ao depilar os pelos do cu e é hospitalizada. “O que certamente será uma das sequências mais faladas, quatro homens a masturbar-se para uma pizza. Mas o movimento circular em câmara lenta é acompanhado pelo Danúbio Azul de Strauss, o que dá ao nu frontal um ar de bailado ridículo

no aparelho de televisão

Murder, She Wrote” (1984-1996), duração 60 minutos, transmitida na RTP 1, cerca das 16:30, aos sábados, de 7 de janeiro 1989 / 12 de maio 1990. “A série girava em torno do dia-a-dia de uma professora de inglês aposentada que, após enviuvar aos cinquenta e poucos anos, torna-se numa escritora de policiais muito bem sucedida. Apesar da fama e fortuna, Jessica permanece uma residente de Cabot Cove [698 Candlewood Lane], uma acolhedora cidade costeira de 3560 habitantes no Maine, e mantém os vínculos com todos os seus velhos amigos, nunca deixando que o êxito lhe subisse à cabeça. As cenas exteriores de Cabot Cove foram filmadas em Mendocino, Califórnia. (…). Os homicídios ocorriam com tanta regularidade na sua vizinhança que foi cunhado o termo ‘síndrome Cabot Cove’ para descrever o constante aparecimento de cadáveres em locais remotos. Um estudo de 2012, dos episódios, descobriu que Cabot Cove tinha uma taxa de homicídios de 1490 por milhão, 50% acima das Honduras que, no mundo real, tem a mais alta taxa de homicídios”. “Jessica Fletcher (nome de solteira Jessica Beatrice MacGill) é uma famosa romancista de novelas policiais, que se vê muitas vezes participante involuntária em investigações de assassinatos. A sua habilidade investigadora eventualmente tornou-se bem conhecida ao ponto onde ela iria ser chamada para consultas sobre casos pelo departamento do xerife de Cabot Cove, Scotland Yard, FBI e MI6. (…). Jessica estudou no Harrison College em Green Falls, New Hampshire, para ser jornalista, depois de terminar o curso trabalhou como professora substituta de inglês. Casualmente, encontrou Frank Fletcher enquanto estagiava no teatro Appleton. Frank era capitão da Força Aérea dos EUA, apaixonaram-se e casaram-se. (…). Após a morte de Frank, Jessica começou a escrever um manuscrito intitulado “The Corpse Danced at Midnight”. O seu sobrinho Grady (Michael Horton) descobri-o e mostrou-o à sua namorada Kitty Donovan (Jessica Browne), que, posteriormente, conseguiu que a editora para a qual trabalhava, a Coventry House Publishing, o publicasse”. Em Nova Iorque, quando ensina criminologia na Universidade de Manhattan, Jessica fica nos Penfield House Apartments, 941 West 61st St. – No episódio “Hannigan’s Wake” (1990), Madeleine Smythe (La Reine Chabut) ouve a elogiosa apreciação “não há leis para coisas destas?” enquanto rebola o rabo ao caminhar para um avião [1]. Em “The Sound of Murder” (1993), Jessica Fletcher contacta com o heavy metal. Holly Chase (Alexia Robinson): “o Freddie Major tem uma sessão de fotos com a banda Mirabilis”; Jess: “Mirabilis… não lançaram uma canção? Burnt… qualquer coisa?”; Holly: “Burnt Memories! Encontrei-a numa escola de arte, e agora está admiradora dos Mirabilis?; Jess: “bom, não diria admiradora, mas acho que gostei do som deles”. Holly: “temos entradas grátis para o concerto dos Magnatek”; Jess: “Magnatek? Magnatek! Não, não me esqueci”; Julie Knight (Mary Beth Evans): “não sei porquê, não a imaginava adepta do heavy metal”; Jess: “não sou, mas a Holly anda a iniciar-me na vanguarda pop”; Holly: “via-se na sua expressão. Não gostou do concerto!”; Jess: “bem, julgo que o heavy metal é… bem, um pouco metálico. Os meus olhos ainda estão confusos”; Holly: “desculpe, então”; Jess: “não, não, gostei da nova experiência, mas tens que compreender que cresci com o Frank e a Ella” [2]. “Dear John” (1988-1992), duração 30 minutos, transmitida na RTP 1, cerca das 20:30, aos domingos, de 24 de setembro / até pelo menos 10 de dezembro de 1989. “Dear John, protagonizada por Judd Hirsch como John Lacey, um indolente professor da Drake Prep High, que foi abandonado pela sua mulher, Wendy (Carlene Watkins), através de um carta que começava ‘Querido John, …’. Wendy fica com tudo no acordo de divórcio, inclusive a custódia do filho do casal, obrigando John a mudar-se para um apartamento em Rego Park, Queens. John em breve junta-se ao Clube One 2 One, um grupo de auto-ajuda para divorciados, viúvos e pessoas solitárias. O grupo é liderado pela Louise (Jane Carr), uma inglesa obcecada pelo sexo: ‘is there any...sexual problem?’, era a sua frase caraterística”. “Sons and Daughters” (1982-1987), duração 30 minutos, série australiana, um clássico dos anos 80, transmitida na abertura da RTP 2, pelas 14:30, de segunda a sexta. De segunda-feira 27 de junho de 1988 / até pelo menos sexta-feira 30 de novembro de 1990. “Na verdadeira tradição das telenovelas diurnas, a linha principal da história centrava-se em duas famílias interligadas, os Hamilton, de Sydney, eram ricos e poderosos e os Palmer, de Melbourne, normais e da classe trabalhadora. O enredo inicial juntou os dois grupos e expôs vários segredos há muito escondidos, quando o jovem borracho da classe operária John Palmer (Peter Phelps) conheceu e apaixonou-se pela menina rica rebelde Angela Hamilton (Ally Fowler [3]). Como as revelações ofegantemente revelaram, os dois eram de facto gémeos que tinham sido separados à nascença e criados separadamente”. – Remakes licenciados da série: na Alemanha - “Verbotene Liebe” (1995) c/ Isa Jank e Miriam Lahnstein. Na Suécia - “Skilda världar” (1996-2002) c/ Tuva Novotny. Na Grécia - “Αντιγόνη Δρακουλάκη” (1998) c/ Αντιγόνη Δρακουλάκη (Antigoni Drakoulaki). Na Itália - “Cuori Rubati” (2002-03) c/ Christiane Filangieri e Brigitta Boccoli. Na Croácia - “Zabranjena ljubav” (2004-08) c/ Petra Kurtela e Nika Gorenec. Na Bulgária - “Zabranena lubov” (2008) c/ Саня Борисова (Sanya Borisova), que interpreta: “‘Elitsa, a princesinha Konstantinov’. É romântica, imatura e alma desenfreada, usado para esconder a sua natureza, porque ela sabe que não pode desbloquear e procurar só alma gémea”; Албена Ставрева (Albena Stavreva), interpreta: Esperança Beleva “ela uma devotada esposa e a melhor amiga dos seus três filhos. Esperança tem personalidade de compromisso e boa equilibradora quando a tensão na família aumenta. Facilmente obtém a confiança dos outros, porque é quente e generosa”; Илиана Коджабашева (Iliana Kodzhabasheva), interpreta: Marina Beleva “entusiasmada, mas prática, Marina é o sonho da família Belevo de uma menina. Ela contém todas as expetativas de seus pais. Não é um conflito, muitas vezes sucumbe a suas emoções, ela sabe o que quer da vida e como alcançá-lo”; Елен Колева  (Elen Koleva), interpreta: Yordanova Sofia “é uma boa menina má na grande cidade pequena. É um gato predatório e um canário numa gaiola. É uma criança assustada e cadela intransigente”.
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[1] O piropo, em tempos trogloditas, tinha a mesma função que os bares de solteiros: iniciar o contacto com o sexo oposto. O requebro no verbo, aprazente, era recompensado com aceitação e continuidade (namoro, casamento, filhos, pensão de reforma). Refinaram-se os tempos; a sexualidade já não é óbvia, depende de orientação, para o sexo oposto ou para o mesmo sexo: la dulzura está ao atraque de ambos os géneros a). Refinam-se as semânticas; as palavras lapidam-se de agressividade para dizerem um homem e uma mulher novos – empatados os sexos, no trabalho, (Ellen Canton) o que é um turnaround?, ou na liberdade, (Rachel Williams) Great British Babe: “eu costumava ser tímida, mas agora não. Não, desde que comecei a mostrar as minhas mamas ao mundo”, a suavidade vaselínica desliza um novo falar. Por exemplo, banida a agressividade verbal, a parafernália da união já não se diz “foder todo o pau”, diz-se “ter um caso”. Débora Picoito, modelo, Central Models, 1,76 m, 78-61-89, sapato 39, olhos castanhos, cabelo castanho, party people no anúncio Moche, cantante youtubiana: “Stay” ♫ “Price Tag”, concorrente da Casa dos Segredos 4, “é da Fuzeta, Algarve. Terminou agora o 12.º ano e não quer continuar a estudar. É modelo e quer ser hospedeira de bordo da FlyEmirates. Diz ser chateada por atletas profissionais do Sporting CP no Facebook, mas é do Benfica. Tem medo do escuro e não consegue dormir sozinha. Diz nunca o ter feito”. Confessa já ter tido casos com vários futebolistas do plantel principal do Sporting. Teve um caso com o milionário Lorenzo Carvalho, playboy famoso, que conheceu na noite algarvia, os pais, Elsa e Humberto, negam esse caso, “só porque ela não quis”. – Por outro lado, as palavras exportam uma quantidade abstrata b), ao seu valor simbólico junta-se o monetário. Iniciar o contacto social é uma relação comercial, e atirar piropos é atirar dinheiro fora, já não estabelece comunicação. Ou serão rentabilizados, criando-se empresas onde colaboradores/as piropizarão on demand, ou os piropos serão criminalizados, a multa constituindo bem-vindo lucro para o Estado. Sem este passo civilizacional em frente o piropo vagueia no limbo irritando. A fotógrafa americana Hannah Price, na série City of Brotherly Love, retratou homens em Filadélfia momentos após a terem assediado na rua. A cronista do Expresso, Carolina Reis, analisou os piropos que apanha na rua: “não considero que tenha de ser vista como um bocado de carne só porque a minha saia é curta ou o decote grande” (para este sentimento de fantástica, a indústria compõe todo o pacote, Vadim Andreev, maquilhador de S. Petersburgo: “antes e depois”) e concluiu-se a expressa cronista pelo gimmick psicológico não sou eu são os outros: “antes de ficar irritada e me voltar para trás para lhe dar dois estalos, lembro-me que, na maior parte das vezes, não passam de homens frustrados sexualmente”.
a) Chandalle Raison, jovem parisiense que desistiu do mundo da moda para se tornar cantora pop: “adoro cantar e sou capaz de cantar, então, porque não deveria ganhar dinheiro com o que realmente gosto. Penso, também, que a minha voz é melhor que a minha figura, assim tenho mais hipóteses de sucesso. O sucesso é tudo, em seguida eu faço bastante dinheiro. Bastante dinheiro significa bastante dinheiro para gastar – e não há nada mais excitante que gastar muito dinheiro”.
b) Gilles Deleuze / Félix Guattari: “as nossas sociedades modernas procederam, pelo contrário, a uma vasta privatização dos órgãos, que corresponde à descodificação dos fluxos que se tornaram abstratos. O primeiro órgão a ser privatizado, colocado fora do campo social, foi o ânus, que se tornou o modelo da privatização enquanto que o dinheiro passou a exprimir o novo estado de abstração dos fluxos. Daqui a relativa verdade das observações psicanalíticas sobre o caráter anal da economia monetária. Mas a ordem ‘lógica’ é a seguinte: substituição dos fluxos codificados pela quantidade abstrata; desinvestimento coletivo dos órgãos que se faz segundo o modelo do ânus; constituição de pessoas privadas como centros individuais de órgãos e funções derivadas da quantidade abstrata. Porque é preciso dizer que, se nas nossas sociedades o phallus tomou uma posição de um objeto separado que distribui a falta às pessoas dos dois sexos e organiza o triângulo edipiano, é o ânus que o separa deste modo, é ele que transporta e sublima o pénis numa espécie de aufhebung (preservar / superar) que constitui o phallus”, em “O Anti-Édipo”.
[2]Murder She Wrote” é também o título de uma canção de Cymphonique. Atriz infantil, como Kacey Simon, na série “How to Rock” (2012), cantora adolescente, filha de Master P e irmã de Lil’ Romeo, sobrinha de Silkk TheShocker e do condenado C-Murder que cumpre pena de prisão perpétua por homicídio.    
[3] Ally Fowler – junto com Eve von Briba, Angie La Bozzetta e a sobrinha de Olivia Newton-John, Tottie Goldsmith – foi uma das quarto vocalistas da banda australiana Chantoozies (ativa entre 1986-1991): “Wanna Be Up” (1988) “Kiss ‘N’ Tell” (1988).

na aparelhagem stereo

Black Widows: “Miracles of Sadness” (1999), no programa da RTP 1 Praça da Alegria, (locução de Manuel Luís Goucha entre 1995-2002). Goucha no final tece considerações. Sobre Cristina, a baterista, que está engravidada: “mas eu acho que é importante o contacto da… no ventre da mãe, da criança, do feto, portanto, com a música, portanto ela vai sair já certamente com alguma sensibilidade para a música, e logo para esta, portanto, a gostar desta, depois gosta de toda a outra, não é? até da música clássica”. E sobre a vocalista, antropóloga, professora de português do 5º ano: “Ó Rute, você agora está com um problema. Você é professora, meteu um atestado médico hoje, ó querida, ó querida! você meteu atestado médico pra não… pra faltar, só que está num programa em direto”. – De Almada, “Black Widows é uma banda de gothic metal portuguesa formada em 1995, caracterizada por ser constituída por elementos femininos. A banda junta-se em 1995, com Rute Fevereiro (voz e guitarra), Xana (guitarra), Chris (bateria), Vanessa (baixo) e Marta P. (teclados), com a primeira demo tape a ser gravada em dezembro de 1996, com críticas excelentes. No ano seguinte houve mudanças na formação quando Carla Marques (teclados) e Eliana Correia (guitarra) se juntam à banda. Em agosto de 1999, no regresso a casa depois de um concerto, Carla Marques morre subitamente. Vanessa e Eliana decidem sair das Widows, mas Rute e Chris encontram os novos elementos, Marta (teclado) e Cláudia (baixo)”.
Rute dedilha o coração luso: “Para começar, infelizmente, a cena do metal em Portugal está cheia de rivalidades entre as bandas, além disso, temos a tendência de apreciar as bandas de outros países e subestimar as nossas próprias bandas. Devido a isso, é muito difícil ser levado a sério neste país, seja uma banda masculina ou feminina” ▬ “Life's Wish” ♫ “Awaken” (c/ Gunther Theys, dos Danse Macabre / Ancient Rites) ♫ “Sweet... The Hell” ♫ no Metal Observer, foi desfavorável a crítica ao CD “Sweet... The Hell” (2002). Neste ano, na entrevista ao Curto Circuito c/ António Freitas, (Pedro Ribeiro / Carla Salgueiro) Rute estava desempregada.
A escola para além do professor e do ministro. No dia 19 de junho de 2008, Jamie Lynn Spears, irmã de Britney, aos 16 anos desemprenhava parindo uma filha, Maddie Briann. No dia anterior, a Time publicava no seu website a notícia de um pacto, para emprenhar e criar os filhos juntas, entre alunas, nenhuma com mais de 16 anos, de uma escola católica irlandesa do Massachusetts. A fonte da notícia fora o reitor, Joseph Sullivan, “depois de um número invulgar de raparigas se apresentar no posto médico da escola para saber se estavam grávidas. (…). ‘Algumas das raparigas pareciam mais chateadas quando não estavam grávidas do que quando estavam’, disse Sullivan. (…). Descobrimos que um dos pais é um sem-abrigo de 24 anos’, disse o reitor sacudindo a cabeça”. “Quando as férias de verão de 2008 começam, 18 raparigas na Gloucester High School, esperam bebés – mais de quatro vezes o número de gravidezes que a escola, de 1200 alunos, teve no ano anterior. Alguns adultos rejeitaram a estatística como uma falha temporária. Outros culparam filmes de sucesso como ‘Juno’ (2007) e ‘Knocked Up’ (2007) por romantizarem as jovens mães solteiras”. O reitor parira a sua explicação do fenómeno de parto prematuro. Precipitara-se. “Joseph Sullivan não falou publicamente acerca das gravidezes adolescentes desde que ele disse à Time, no início de junho de 2008, que várias raparigas, repetidamente, solicitaram testes de gravidez no posto médico da escola, e que algumas reagiram aos resultados positivos com high fives e planos para chás de bebé. Sue Todd, CEO da Pathways for Children, (…) disse a 13 de junho à Time, que a sua assistente social tinha ouvido, no passado outono, o plano das raparigas para engravidarem. Ela referiu que algumas das raparigas envolvidas foram identificadas como estando em risco de se tornarem mães adolescentes desde o 6º ano (11-12 anos), quando elas começaram a solicitar testes de gravidez no 2º ciclo. ‘O que temos visto é que as raparigas encaixam um determinado perfil’, disse Todd. ‘Elas estão socialmente isoladas e não têm o apoio das suas famílias’”. Rebentadas as águas da precipitação explicativa inicial, o pacto, fora afinal uma falsa gravidez do reitor, uma das grávidas, Lindsey Oliver, 17 anos, explicou na TV: “definitivamente não havia pacto. Havia um grupo de raparigas, já grávidas, que decidiram que iriam ajudar-se umas às outras para terminar a escola e criar os seus filhos juntas”. E, como na América, Ser é Ver, realizou-se um documentário: “The Gloucester 18” (2013).
O corpo docente com nódoas negras. Olivia Sprauer, professora de inglês na Martin County High School, em Stuart, Florida, foi despedida por trabalhar como eyecandy model. “Teria sido chamada ao gabinete do diretor Alfred Fabrizio em 29 de abril (2013), e confrontada com as suas fotos, que chegaram ao dirigente escolar. Ela confirmou que era ela e foi convidada a demitir-se na hora, um mês antes de o ano letivo terminar. Ela foi também escoltada para fora do recinto da escola”. Olivia lamentou: “achei que teria sido bom para os meus alunos terminarem o ano comigo. Eles confiavam em mim e faziam-me feliz, nesse aspeto foi triste. Eu não faço pornografia. Não abro as minhas pernas para a câmara. Tiro fotografias estilo glamour em fato de banho”. Sob o nome de Victoria Valentine James, 1,65 m, 56 kg, 86-69-93, sapato 39, olhos castanhos, cabelo castanho, modelo de Boca Raton, Florida. {YouTube} {site}. Numa entrevista na rádio, indecisa ainda sobre se faria um filme porno, “eu adoro sexo”, confessou e descreveu detalhadamente os ménages à trois em que participara. [Há outra Victoria James, i.e. Alyssa Kipper, 1,60 m, 49 kg, 81-60-78, olhos verdes, cabelo castanho, nascida a 6 de agosto de 1991 em Santa Clarita, Califórnia, modelo da Playboy e cybergirl de outubro e novembro 2012].
Em Mirandela, a alheira roía o atilho. “A professora de Mirandela que apareceu nua numa produção da revista Playboy já foi afastada do contacto com pais e alunos, tendo sido colocada temporariamente ao serviço do arquivo da câmara municipal da cidade”. A avó de um aluno zangou-se: “uma vergonha pessoas que se despem nas revistas estarem a dar aulas”. A velhota vereadora da Educação da Câmara de Mirandela, Maria Gentil, agigantou-se: “eu, como professora, senti-me mal. Se calhar como mãe também me sentiria se tivesse uma um filho da co o qual seria prof… aluno da da professora em causa. (…). Se nós queremos que os nossos alunos sejam exemplos, então nós temos que ser os primeiros a dar o exemplo. E, há opções na vida que tem que se tomar e quando queremos tomar algumas delas pois temos que fazer abdicar doutras”. A Playboy indígena de maio 2010 publicara fotos da professora de Expressão Musical, Plástica e Dramática, Bruna Real, da escola básica de Torre de Dona Chama: “o que eu fiz foi apenas tirar umas fotos e não vejo por que não posso volta a dar aulas. Eu não fiz mal a ninguém”. Concorreu para outra terra. E desde então, Peniche tem sido amigo. “Vou para Atouguia da Baleia, mais precisamente para a escola Serra Del Rei. No ano passado estava na D. Luís de Ataíde. Preferia não mudar, pois gostava de dar continuidade, a nível pedagógico, aos alunos do ano passado, mas o importante é dar aulas’. (…). Para a felicidade de Bruna Real ser plena, falta que o namorado, Miguel Estrelinha, volte do Afeganistão. ‘Está quase’, revela a professora, com a voz embargada”. [Hoje tem 30 anos e “foi mãe da pequena Noa. O bebé nasceu de parto natural e com três quilos”].
Há-os, docentes, bonzinhos, tão bonzinhos, que ensinam que a coisa mais importante é a felicidade, que o importante é viver uma vida feliz, importar-se com os outros. No 4º ano da escola primária em Kanazawa, noroeste de Tóquio, o professor Toshiro Kanamori “diz aos seus alunos que a escola é sobre ser feliz, que o seu objetivo é a felicidade para os seus alunos, não no sentido de ‘ignorância é uma bênção’, mas no reconhecimento da humanidade mútua, no esforço humano, e na certeza de que colegas de escola são amigos, as turmas são famílias, sempre presentes como sistemas de apoio para cada um, como pessoas que compreendem, como criadoras de um espaço seguro para reflexão e cura”. Ele “instrui cada um a escrever os seus verdadeiros sentimentos numa carta, e lê-la em voz alta em frente da turma. Ao compartilhar as suas vidas, as crianças começam a perceber a importância de cuidar dos seus colegas”; do documentário “Children Full of Life”.
O corpo discente instruído. E aspersor de felicidade. Aluna da Martin County High School, onde jogou voleibol e lacrossse, foi a playmate do mês de outubro 2008, Kelly Carrington, 1,65 m, 52 kg, 86-60-86, sapato 38 ½, olhos azuis, cabelo loiro. Nascida em White Plains, Nova Iorque, a 24 de junho 1986, mudou-se aos dez anos com a família para Stuart. “Se me perguntasse há um ano, se perguntasse a alguém que me conhecesse, eles iriam rir se lhes dissesse que eu estaria na Playboy. Porque sempre fui muito conservadora. Eu era a moça que no banco de areia nunca tirava os calções”. “Gostava da vida em Stuart. Tinha um ótimo grupo unido de amigas de quem sou ainda amiga, embora fossemos todas para faculdades diferentes. É uma cidade grande, mas Martin County High School é um mundo pequeno”. Kelly é fundadora e diretora criativa da linha de fatos de luxo Éclairée.
Antes metal que escola:
Mortífera “banda de trash / speed metal com uma mulher na frente. Formada na Amadora, no início de 1987, quando o baterista Filipe Gonçalves convida o baixista Ricardo e o guitarrista Nan-Jô. Em setembro de 1987, Filipe recebe um convite de uma das mais rodadas bandas de então, os STS Paranoid. Filipe aceitou o convite e os Mortífera ficaram parados. Com o fim dos STS Paranoid em novembro de 1987, Filipe chama os dois antigos membros, mas agora com o acréscimo de uma vocalista, a Lena, em abril de 1988, e em outubro um segundo guitarrista, o Rui. Em janeiro de 1989, Nan-Jô deixa a banda e Miguel substituí-o. A banda toca o seu primeiro concerto em 23 de abril de 1989 no Parque Central na Amadora, e o segundo, no mesmo mês, sábado 29, pelas 15 horas no Clube Recreativo Almornense, em Almornos, Sintra, bilhetes 350$00, com os Procyon e Massacre (substituindo os Braindead). Os Mortífera gravaram uma fita demo com duas faixas, (‘Deadly Fields’ e ‘Death Train’ instrumental), no seu lugar de ensaios / cave com um gravador multipistas, mas o resultado não foi o melhor, e também por razões financeiras, a demo acabou por não seguir em frente” ▬ “Integrity”, Silvares, Fundão, 13 de maio de 1989 ♫ “Warriors of Metal”, último concerto, Fogueteiro, 16 de setembro de 1989. Wild Shadow, de Lisboa “a banda foi formada por três amigos no início de 1985, Paulo ‘Grande’, bateria, Aquiles ‘Quinito’, guitarra rítmica e José Gomes, voz. Nenhum deles aprendeu a tocar com alguém… era tudo de ouvido. Muitos baixistas e guitarristas passaram pela formação e muitas salas de ensaios foram tentadas desde a Praça do Chile / Penha de França a salas nos Olivais. Em 1986 Paulo entra como baixista. No final de 86, com a formação estável e uma sala de ensaios regular (estúdio Hipolab) em Paço d’Arcos, o quarteto gravou a sua primeira fita demo em apenas quatros pistas. O engenheiro de som foi Paulo Godinho. Contudo o som era pobre. A demo continha faixas como ‘Fight for Your Life’, ‘Before the End’, ‘Wild Shadow’. A banda continuou a ensaiar nesta sala / estúdio com esta formação. No final de 1987 veio para o grupo Lafayette como guitar solo. Finalmente em 1988, na mesma sala de ensaio / estúdio, o mesmo engenheiro de som, com esta formação Paulo, Aquiles, Zé, Paulo e Lafayette, a segunda demo foi gravada. ‘Restless Run’, ‘The Hope / Sweet Desire’, ‘New Order Merchants’ e ‘Bond to Be Free” faziam parte da demo”. Poker Alho, banda de trash metal de Vila Nova de Gaia, formada em 1992, com Emílio, voz, João Rodrigues, guitarra, Gabriel Maia, guitarra, Nelo Silva, baixo e Ricardo Oliveira, bateria, em junho de 1993 gravaram no Rec ‘N’ Roll Studios a cassete “Personality” c/ “Prime” (Instrumental) ♫ “Surviving Murders” ♫ “Meanless War” ♫ “Nobody Can See” ♫ “Vicious Mind”.

28 Comments:

  • At 6:04 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    6.º post sobre 1983, mês de março, e desta vez com o português mais ilustre e figura dessa década, Cavaco Silva. Juntei-lhe aos seus preciosos dizeres de 83 outros mais recentes, onde o seu cérebro continua a fazer pela pátria, e mais alguns de outro português dotado de mente e desígnio: Passos Coelho. Só para de comparar com a importância de ter um José Sócrates no poleiro, o que eles diziam era completamente diferente. Não foi contestado o lugar de Portugal na UE – mão-de-obra barata para a reprodução do capital nórdico – quando Cavaco o devia fazer. Nem agora a defesa dos interesses nacionais, que Passos não sabe nem lhe interessa fazer. Garcia Pereira fez um resumo da herança Cavaco que deixou o país na mão de patos bravos e banqueiros (onde a malta PSD ia reproduzir as suas poupanças). E a viver à pala do Estado, como Passos na Tecnoforma ou César das Neves beneficiando das bolsas do Estado para os alunos no privado.

    Simone de Beauvoir está atual, não pelas ideias, mas pelo estilo de vida. Com a crise, a poligamia ou poliandria são atuais, mais umas chávenas de água na panela e uma batata e comem mais várias pessoas. A história da Annalisa Santi serve para vermos a diferença das mentes universitárias, na Argentina, o aborrecimento, que são inevitavelmente as aulas, é compensado com brincadeiras com a câmara do telemóvel. Por cá, os alunos aplicam-se, com os bons professores que têm, e aos 20 anos são contratados como técnicos de gabarito pelo Moedas, a ganhar quase 1000 euros. Um jovem normal, naquela idade, ganha 300 euros e não é todo o ano.

    O ajustamento bonito, como as mulheres americanas engordaram e ficaram feias, a beleza desceu para sul e a América Latina está no top, nem as texanas alimentadas a bife lhes fazem frente. Regra geral, não traduzo espanhol, por achar ter sido um erro histórico entregar a pátria à Casa de Bragança. Corria-se com os espanhóis e pedia-se a um príncipe viking ou teutónico para governar isto.

    O caso a Hungria é um exemplo para Portugal. Quando acabou o comunismo as dívidas subiam até ao teto. E eles tinham uma matéria-prima: gajas boas, lembraram-se de as pôr a render, hoje a indústria porno representa 0,5 do PIB, fora os empregos indiretos. Podemos não ter mulheres, mas temos homens, Bruno Maçães, ou aquele filho do Menezes (que queria o Porto), aquele que cospe as palavras com a boca para o lado, dariam ótimas vedetas em filmes mais licenciosos.

    Na secção TV dois clássicos “Crime disse ela” e “Filhos e filhas, este que teve vários remakes pela Europa fora. A verão búlgara, e como não percebo nada de búlgaro, confiei cegamente em Deus Google que traduziu sobre uma personagem “é uma boa menina má na grande cidade pequena. É um gato predatório e um canário numa gaiola. É uma criança assustada e cadela intransigente”, isto é um tratado filosófico sobre a mulher moderna, independente, operadora de caixa.

    Bem que puxei pela memória para encontrar bandas de heavy metal dos anos 80 com mulheres como vocalistas, só encontrei os Mortífera, que são daqui de perto de casa e possivelmente os conheci, e que me lembraria se não andasse nessa década para além das portas da perceção.

    O caso do piropo mereceu uma atenção especial por ser efémero. Chateia as gajas do BE, duvido que recebam piropos, mas enfim, partindo dessa hipótese académica, é algo efémero, com a idade vai-se. Para que as coisas sejam corretas, quando a sociedade evoluir, haverá empreendedores que contratarão colaboradores e fundarão empresas piropizadoras, basta ligar e virá um profissional piropizar aquela loira que encontramos no autocarro para Odivelas ou numa sunset party no Algarve.

     
  • At 5:10 da tarde, Blogger São said…

    As coisas que eu aprendo contigo!!

    Falas de grupos musicais que me passaram a milhas...

    Bruno Maçães tem cara do que é: idiota chapado!

    Além disso, a criatura que tanto admira Sara Palin e Merkel deveria andar de saia e ir servir de alvo àquela que a sua iluminada mente considera"o melhor da democracia americana".

    Se estes tontinhos tivessem algo na cabeça e para serem coerentes deveriam viver nas condições que acham óptimas...para as pessoas.

    Iriam viver , por exemplo, para Gaza (como eu disse a um parvo que me chamou anti-semita , como se judeus e palestinianos não fossem ambos semitas), para o Iraque, para a Síria e , brevemente, para a Ucrânia..

    Fica bem

     
  • At 1:05 da manhã, Blogger bill ward said…

    Táxi, neste natal o governo podia tomar uma medida simples para melhorar a vida das pessoas: uma lei que proibisse canções de natal do Rod Stewart.

     
  • At 10:13 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    São: a maioria destes grupos ou não gravaram nada ou gravaram apenas cassetes. Eu tinha muitas, agora só me resta uma dos Enforce.

    Coitado do Maçães atraído pela Palin, nem sabia que ela tinha algum pensamento político, quanto mais que impressionasse um jovem luso, deve lembrar-lhe a mãe, para a compreensão de um português, Freud ainda é lei. Da Palin só me lembro da filha, Bristol, ainda sem idade para rebolar na palha do celeiro, engravidar, que isto da Bíblia é muito bonito, mas quando o forno começa a pedir lenha, não há reza que o arrefeça, embaraçou mãe, mas deu a volta pregando às outras que o melhor é manter as pernas fechadas, e ganhava 30 000 dólares por conferência.

    A chatice foi o povo soberano escolher um bando de patetas, e o PSD e o CDS sempre foram um perigo para a pátria, - o Fernando Seara, um louco, Rui Rio, um louco, Rebelo de Sousa, um louco, Santana Lopes, um louco, e por aí fora, loucura caso psiquiátrico mesmo - mas a malta gosta, não há nada a fazer.

    A economia dá sinais de melhorias, os doentes com cancro não têm dinheiro para comer, em Penafiel trabalha-se por comida, a produtividade desceu, etc. quando o povo soberano escolheu pessoas, não para tratarem do problema - a dívida, mas pessoas para fazer mudanças, escolheu enterrar o país. Também é verdade que a abordagem à dívida teria que ser técnica, por pessoas especializadas, mas isso não há no país, há Economistas Portugueses, e esses sabem tanto quanto a Palin.

     
  • At 10:22 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    bill ward: devem proibir todas as canções nesta altura que o Natal não é para sexo.

    O Natal é Ferrero Rocher, a Popota, o Natal dos Hospitais (um dos pontos alto da cultural anual)e muita farra.

    Talvez se possa fazer uma exceção quando a música vem envolta em fofura.

     
  • At 12:24 da tarde, Blogger São said…

    Quem fazia as conferências: a miúda ou a tonta da mãe?

    A Srª D.Rosa, com problemas de saúde e dois filhos adolescentes, foi presa por não pagar a enormíssima quantia de 900 euros à Justiça.

    Os rapazes quando chegaram a casa nem sabiam o que acontecera, porque a polícia nem teve o cuidado de os informar.

    Sem saber o que fazer os garotos falaram com o s professores , que através de um peditório arranjaram o dinheiro e assim libertaram a senhora!

    Não é tão bom viver num país que deixa Loureiros e amigos à solta e prende pessoas assim?!

    Viva quem votou PSD/CDS!!!

    Fica bem

     
  • At 1:32 da manhã, Blogger Tétisq said…

    acho que o Cavaco aproveita os discursos antigos, de 1983...

     
  • At 10:39 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    São: Passos tem mais uma desculpa para as coisas não saírem como estão escritas pelos técnicos - já Draghi o tinha dito que as medidas estavam certas, os tribunais é que atrapalharam - agora, com o chumbo do constitucional, há margem para aumentar impostos, mas os reformados não se ficam a rir, também levarão com um imposto direcionado que é para não serem queixinhas.

    Indo à História, onde o português é grande, vê-se que, se houvesse Tribunal Constitucional, D. Afonso Henriques não teria conseguido fundar Portugal, da mesma forma também o dr. Salazar não teria conseguido refundar o Estado, assim se compreende como Passos não pode - apesar de ter a ideia certa - refundar o Estado.

    Esses princípios gerais como confiança ou igualdade só atrapalham,, já o careca do Vítor Bento dizia que isso da igualdade não é objetivo, é uma interpretação política, tenho a frase dele para pôr num post e tirar a conclusão óbvia: os pretos não são iguais aos brancos. Também ouvi um dos governantes falar da confiança - espero ter anotado o seu dizer, que era no estilo, que assim nunca se podia mudar nada. E, é verdade, quando se nasce com a Verdade Político-Económica, não poder executá-la, é chato.

     
  • At 10:46 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Tétisq: a conversa que se ouvia naquela altura é a mesma que se ouve hoje, as roupas e os penteados é que diferiam: havia o Vidal Sassoon que dava volume aos cabelos, e a malta usava mais barba. Agora anda tudo a perder a perder cabelo. É triste ver-se que tanto jovem com mérito nesta terra e nenhum faz nada para resolver o problema de iluminação no Parlamento. Quando o Passos lá vai trabalhar, parece muito mais careca, e não há quem meta ali uma luz indireta, uns filtros nos focos, para que os mercados não nos penalizem por falta de estética no 1.º ministro.

     
  • At 2:59 da tarde, Blogger São said…

    Depois da inqualificável reacção de Marco A. Costa ontem e das ameaças veladas que deixou, toda a gente percebeu que o Governo irá retaliar!

    Veremos o que faz o senhor de Belém...mas temo que depois de afirmar publicamente que um país normal só tem eleições de quatro em quatro anos a dar assim mão livre a Passos e Portas, tudo
    continuará na paz dos anjos.

    E quanto à teimosia sobre o corte de 10% foi jogada para atirar culpas para cima do Tribunal Constitucional e aumentar assim impostos.

    Estas criaturas sabem muito bem o que estão a fazer e porque razão.

    Desejo-te uma quadra com saúde, um Natal com paz e um 2014 bem melhor do que 2013, em boa companhia.

    Já agora, que o mundo se apazigue mais e que Portugal consiga renascer!

    Abraço grande

     
  • At 9:50 da tarde, Blogger Mariazita Azevedo said…

    Na impossibilidade de dirigir a cada amiga/o uma mensagem de Natal personalizada, escrevi umas palavras muito simples mas bem significativas do meu sentir:

    “Neste Natal gostaria de trazer-te:
    O verde da árvore – a cor da Esperança;
    E, das bolas coloridas:
    - O vermelho – a cor do meu Amor fraterno;
    - O azul – a cor da suavidade dos Anjos;
    - O dourado – a cor da prosperidade que te desejo;
    - O roxo – a tristeza que sinto quando não te vejo;
    - O branco – A Paz que quero para a tua vida.
    No tanger dos sinos ouve a minha voz pedindo protecção para ti e toda a tua família.
    Seja onde for que te encontres deixa-me ser um pouco do teu Natal.
    Mas… acima de tudo, desejo que, na tua noite de Natal, o “Menino” não tenha que perguntar:
    - Então e eu? - (V. minha postagem de 27/12/2009 – NATAL DE QUEM?)

    Mil beijos natalícios
    Mariazita
    (Link para o meu blog principal)

     
  • At 6:03 da tarde, Blogger Tétisq said…

    os acontecimentos da quadra natalícia davam um bom post cheio de links curiosos! tens que pensar nisso para o próximo ano, sem esquecer o José Cid no 'Natal dos hospitais' e as mensagens dos soldados na guerra do ultramar...as Mensagens de Natal do Cavaco, nós dispensamos.

    Bom Natal

     
  • At 10:29 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    São: Portugal pode ser descrito numa frase simples, e que não vejo tanto economista dizer sem rodeios: não é viável (ou sustentável) um país de 10 milhões com apenas 5 milhões a trabalhar (ainda por cima com ordenados baixos e trabalho pouco qualificado), simplesmente não é possível. Não é possível dentro do modelo que os nossos jovens de mérito viram na estranja e acharam genial. Podem fazer os cortes que quiserem, os ajustamentos que quiserem, que no futuro tudo dará para o torto.

    Agora há boas ideias. A de reformados em part-time é muito boa, e pode aplicar-se a tudo, governantes em part-time, inteligência em part-time, rabanadas em part-time...

    já agora desejo um bom Natal em part-time, para ficar na moda.

     
  • At 10:37 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Mariazita Azevedo: faltou a cor do pulôver do Paulo Portas, não sei se aquilo é o que chamam boudeau :)))

    BOM NATAL

     
  • At 10:40 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Tétisq: ainda vou no princípio do ano, o final de ano de 1983 também foi muito bonito (como diria o Gaspar), veremos se lá chego, pelo andar da carruagem, só em 2016 é que lá estarei perto.

     
  • At 11:45 da manhã, Blogger São said…

    Admiro , mas admiro de verdade, as pessoas como esse dentista do coração inédito!!

    Part-time?! Ainda não ouvi essa...

    Se queres que te diga francamente o que receio mesmo , então lá vai: para mim, Portugal se continua neste caminho de desvario , acabará por desaparecer simplesmente.

    Repara: os jovens emigram, porque o Governo acha que têm que sair da sua zona de conforto; os emigrantes que regressaram , emigram de novo porque os negócios que montaram , faliram; a "peste grisalha" neste últimos cinco dias ficou com menos três mil elementos assassinados pelo frio e a restante irá desaparecendo por causas naturais , por falta de cuidados adequados e , no próximo Verão, pela vaga de calor;nasceram menos trinta e cinco mil crianças desde o início da crise.

    A nossa identidade intrinseca está a ser destruída pelo Governo com esta divisão propositada ao lançar novos contra velhos e privados contra o funcionalismo público.

    Consequentemente, não me parece que o mais velho país da Europa consiga resistir por muito mais tempo a um ataque violentíssimo como o que está sofrer.

    Bom Natal e em excelente companhia.

     
  • At 6:12 da tarde, Blogger A. João Soares said…

    Desejo Boas Festas e desejo os maiores êxitos no Ano que se aproxima. Bem receio que este seja mais difícil do que o que termina. Há números e afirmações de exagerado optimismo que são contrariados pelas realidades e pelos apertos e cortes que nos ameaçam com o orçamento e com o Plano B.

    Abraço
    joão

     
  • At 8:34 da tarde, Blogger Clecilene Carvalho said…

    Desejo um natal de muitas bençãos e um 2014 de sonhos realizados!

     
  • At 8:34 da tarde, Blogger Clecilene Carvalho said…

    Desejo um natal de muitas bençãos e um 2014 de sonhos realizados!

     
  • At 8:28 da tarde, Blogger Jose Torres said…

    CARÍSSIMO

    Face aos trágico-cómicos ou político-económicos tempos, mantive-me encarcouchado e circuncluso, longe deste circo; motivo porque não tenho “aparecido”.
    Mas ontem, (parece-me que foi mesmo ontem), “desoptei” por ouvir o discurso do nosso “imediota” magarefe, digo, primeiro ministro.
    Ainda bem…
    Grande estadista e HOMEM (apesar de ainda não ter conseguido o holocausto de todos os velhos e reformados, mas melhores dias virão…)!!!
    Afinal o nosso etéreo e diáfano país está coberto de anjinhos que voluteiam por todo o lado e o éden está aí.
    Tarde e a más horas, aqui ficam os desejos de que o Natal tenha sido o que ansiou e que 2014 seja o ano da moda, de calças e casacos com largos bolsos para guardar o graveto, pilim, arame, guito, lecas e outras formas de riqueza para onde caminhamos.
    Então, enquanto estou vivo, a continuação de Boas-Festas.
    (ah!!!, não se esqueça de pedir a facturazita em todos os negócios ou transacções porque o governo vai distribuir prémios…)
    AO QUE ISTO CHEGOU!!!
    (são 20H15 e ele está ali a ladrar…)

     
  • At 9:01 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    São: Afinal enganei-me, nem chegam a 5 milhões o número de trabalhadores em Portugal, são 4 milhões e tal. Um país assim, e ainda por cima com o marco como moeda, só tem um destino: falência ou defesa nacional, Passos optou pela falência, sempre ficam os despojos para a classe dominante.

    Reformados em part-time para sustentabilizar a Caixa de Aposentações (dá vontade de rir porque ela foi falida, tal como vai suceder ao fundo de pensões dos militares), mas essa ideia é, como não podia deixar de ser, do brilhante Paulo Portas.

    Vem aí mais progresso, qualidade de vida, o cidadão pé-rapado vai poder ser recebido pelas Finanças com hora marcada, devem servir-lhes uns refrigerantes e uns bolinhos durante o atendimento em sala apalaçada, é muito progresso só possível num povo fazedor de História.

     
  • At 9:03 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    A. João Soares: há vários anos que a nossa grande alegria é que o ano seguinte será muito pior do que aquele que finou, a tradição vai manter-se, por muitos anos.

     
  • At 9:05 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Clecilene Carvalho: muito obrigado, serão, em Portugal, tudo dá certo, o povo escolhe sempre os melhores governantes.

     
  • At 9:15 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Jose Torres: vi uma notícia no Correio da Manhã que me deixou preocupado: Ministro da Defesa partiu o perónio. Pensei logo que estaríamos em guerra, que alguém lhe tivesse atirado um obus ou uma canelada, e em vez de andar a arranjar secretários de Estado, Passos se virasse para o recrutamento de magalas para combater nas terras desconhecidas de onde vêm os soldados desconhecidos, mas não, parece ser acidente, a idade fá-los tropeçar nas perna.

    Também espreitei esse falar de Passos, não ouvi o que ele disse, mas as petas do costume lhe saíram da boca, suponho, mas a imagem estava muito bem composta, não estava um cabelo fora do lugar: na cabeça de Passos, que até parecia guedelhudo, muito bem penteado, a combinação dos tons de amarelo e branco com algum vermelho do azevinho, tudo feito por profissional.

     
  • At 10:33 da manhã, Blogger São said…

    Eu ainda estava no activo quando se começou a fazer a convergência entre os dois sistemas e , consequentemente, o fecho de receitas para a CGA : fiquei logo de cabelos em pé!

    Como seria possível aguentar uma situação destas? Ou estariam à espera que toda a gente morresse antes de ter direito à reforma ou logo depois?!

    Como dizes, o país não é viável e ainda menos porque este bando de luminárias -com o total apoio do fantasma de Belém -escolheu a subserviência aos interesses da Alemanha.

    Hitler onde quer que esteja deve sentir-se felicissimo: a Europa está finalmente sob a pata alemã!

    Boa passagem de ano e que o teu 2014 seja aquilo que desejas.

    Bisous

     
  • At 10:29 da tarde, Blogger Pérola said…

    As coisas que se aprende e relembra neste Taxi.

    Um Mundo!

    Beijinhos e ótimo 2014!

     
  • At 5:28 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    São: o Governo segue a estratégia básica da arte de governar: dividir para reinar. Assim, os novos pensam que os velhos lhes estão a empatar a vida, os privados que os funcionários públicos lhes estorvam etc. e até a UGT vendeu os professores obrigados ao exame, negociou isentar alguns e deixar os outros à sua sorte (de qualquer maneira a maioria será mesmo desempregada, com exame ou sem ele).

    Falam muito da CGA, só não consigo perceber por que não falava o Rosalino da Segurança Social, se não fosse apenas para dividir, é que não acredito que não esteja falida também.

    Lá vem o plano B do Governo, imposto para todos os velhadas, aposto que vão coletar mais massa agora, e ainda falta a TSU dos velhos, suponho que a ideia era fazer cortes na CGA e mais adiante lançar a TSU sobre os velhos todos, mas eu acredito na capacidade criativa dos governantes para superar mais este percalço.

     
  • At 5:29 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Pérola: isto agora só se aprende fazendo exames.

     

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