Pratinho de Couratos

A espantosa vida quotidiana no Portugal moderno!

segunda-feira, fevereiro 03, 2014

Telescola, classe de 87

Miami Vice” (1984-1990), duração 48 min, terças-feiras, cerca das 22:30 na RTP 1, de 20 de outubro de 1987 / 29 de março de 1988 [1]. Criado por Anthony Yerkovich, produzido por Michael Mann [2], c/ Don Johnson (detetive James “Sonny” Crockett / traficante e intermediário “Sonny Burnett”), Philip Michael Thomas (detetive Ricardo “Rico” Tubbs / abastado comprador de fora da cidade “Rico Cooper”), Saundra Santiago (detetive Gina Navarro Calabrese), Olivia Brown (detetive Trudy Joplin), Michael Talbott (detetive Stanley “Stan” Switek), John Diehl (detetive Lawrence “Larry” Zito), Edward James Olmos (tenente Martin Castillo). ”Sonny Crockett é um agente especial do departamento contra a corrupção da polícia de Miami. Crockett vive num iate com um jacaré, Elvis, e, oficialmente, os seus rendimentos provêm de alugar o barco para viagens turísticas [um veleiro Cabo Rico 38, no episódio piloto. Um veleiro Endeavour 40, na 1.ª temporada. Um Endeavour 42, entre a 2.ª e 5.ª temporadas. E uma lancha rápida Wellcraft 38’ Scarab KV. Todos os veleiros chamavam-se St. Vitus’ Dance]. Apesar de ter começado a vida cheio de idealismos, a sua carreira de profissional de futebol americano foi interrompida por um acidente no Vietname [o ator, Don Johnson foi rejeitado pelos marines por causa de uma condenação por posse de droga]. Mas Crockett adapta-se bem à polícia secreta e o seu espírito lutador aliado a um grande sentido de humor ajudam-no nas dificuldades que enfrenta permanentemente ao combater o crime e, também na sua vida familiar” [3].
Uma série de TV para uma nova geração amamentada a televisor. Miami [4]. Meretrizes nas ruas, clubes noturnos, festas providas de drogas [5], corridas de galgos, flamingos cor-de-rosa, tribunais design, a marina, veleiros, palmeiras, carros caros, Armani, Hugo Boss, jai alai, basquetebol e coca a cerca de 30 mil dólares o quilo (na 5.ª temporada o preço descera para 10 mil dólares / kg) [6]. Lee H. Katzin, um dos realizadores: “A série foi escrita para uma audiência MTV, que está mais interessada em imagens, emoções e energia do que em enredo, construção de personagem e palavras”. A geração de Bret Easton Ellis: “Abre uma gaveta ao lado da cama e tira um tubo de Bain de Soleil. Dá-mo e, em seguida, tira um par de óculos de sol Wayfarer, pedindo-me que os ponha. Tira-me o tubo de creme das mãos e espreme-o nos dedos; depois começa a acariciar-se, e faz-me sinal para que faça o mesmo a mim próprio. E eu faço. Passado algum tempo, paro e aproximo-me dela, mas ela evita-me e diz que não e volta a pôr a minha mão no meu sexo. Começa a masturbar-se novamente, e depois de isto durar mais algum tempo, aviso-a de que estou quase a vir-me e ela diz-me para aguentar mais um minuto porque também está quase. Começa a mexer a mão mais rapidamente, abrindo completamente as pernas e apoiando-se nas almofadas. Tiro os óculos de sol, mas ela diz-me para voltar a pô-los. Ponho de novo os óculos e tenho uma sensação de ardor quando me venho. Depois parece-me que ela também se veio. A aparelhagem está a tocar uma música do Bowie e ela levanta-se, afogueada, desliga o estéreo e liga a MTV, fico deitado, nu, de óculos de sol, e ela passa-me uma embalagem de kleenex. Limpo-me e depois folheio uma Vogue que está ao lado da cama”, em “Menos que zero”.
A produção de Miami Vice gastava mais de 10 000 dólares / episódio na compra de direitos de reprodução de músicas originais e, na ação, muitos músicos interpretaram apreciáveis papéis. Glen Frey, cofundador dos Eagles, foi Jimmy Cole. “(Nascido em 1948) é um traficante a viver em Miami, que gosta de tocar guitarra no seu hangar quando não está a voar para ‘locais a sul’. Quando Crockett e Tubbs precisam de um piloto para uma missão não autorizada da DEA em Cartagena [7], ele concorda levá-los por 25 000 dólares (adiantados), para que possam comprar um milhão de dólares em cocaína”. Frey também compôs o título do episódio “Smuggler's Blues” (1985): “No matter if it's heroin, cocaine, or hash, / You've got to carry weapons / Cause you always carry cash” [8]. Outras canções na banda sonora de uma década: “In The Air Tonight” (1981), Phil Collins; “Picture Book” (1985), Simply Red; “Brothers in Arms” (1985), Dire Straits; “Castillo’s Theme” (1985), Jan Hammer; “Don’t Give Up” (1986), Peter Gabriel & Kate Bush [9].
E, na interpretação, outra rapsódia: a introdução henri-levyana de Arielle Dombasle c/ “Europa” (1976), Gato Barbieri (composto p/ Carlos Santana). Ela é Callie Basset, mulher do ladrão assassino de traficantes Charlie Basset (Ted Nugent), abatido c/ “Cry” (1985), Godley & Creme. Crockett: “Sim, é a espera. Odeio a espera. Sinto-me um personagem de uma peça de Beckett”, Tubbs: “Desde quando conheces Beckett?”, Crockett: “Charlie Beckett, na esquina, o engraxador, ele escreve peças por fora”. Callie: “Os homens são o meu emprego. Bem, não homens, um homem, um homem que me dará o que eu precisar. Farei tudo por ele. Tudo o que ele quiser. Tudo o que necessitar. Tudo o que necessita de querer, qualquer coisa, qualquer coisa”. | Os Power Station. Depois da saída de Robert Palmer, John Taylor toma uns drinks com o novo vocalista, Michael Des Barres, e estoiram no meio da porrada “Get It On” (1985. Versão original, 1971, Marc Bolan). Eartha Kitt neste episódio é Chata, uma professora do Florida College for the Arts e sacerdotisa de santeria. | Os Fat Boys como três rappers passadores de droga. Darren Robinson oferece um charro a Tubbs. Depois de levar com o crachá é obrigado a “fazê-lo desaparecer”, comendo-o. | Frank Zappa como Mario Fuente que negoceia em weasel dust no seu barco em alto-mar. Crockett: “Mas falar de Fuente é falar do sr. seguro. Ele anda no meio do oceano num iate enorme. É assim que faz as transações. Apenas ele, a droga e o comprador. Ao mínimo problema despeja tudo e os peixinhos ficam com os narizes gelados”. Tubbs: “Estamos a falar do Howard Hughes dos traficantes” [10]. | Leonard Cohen como François Zolan comandante da Interpol em França. | Steve Buscemi e Willie Nelson, Buscemi o traficante colombiano Mendez e Nelson o ranger do Texas Jake Pierson. Gina: “Jack Pierson vive numa daquelas velhas ratoeiras em South Beach”. Zito: “O ‘Royal’ Hotel, querida, acho que estamos perto”. Crockett: “Quando se é um ranger, é-se ranger para o resto da vida. Estes tipos eram escolhidos a dedo pelo procurador público do Texas. Eram heróis. Tipos como Bill [Ben] McCulloch, Big Foot Wallace. O Frank Hamer foi quem apanhou a Bonnie e o Clyde” [11].
Little Richard como o reverendo Marvelle Quinn, que pregava na praia contra o abuso de drogas, enquanto Crockett e Tubbs prendiam o dealer patinador Manuel “Skates” Santino (Scott Randolph) [12]. | David Johansen, vocalista dos New York Dolls, canta “King of Babylon” numa festa noturna num barco, onde todos consumem drogas, frequentada por Trudy, que deprimida e investigada por ter matado um ladrão em fuga, refugiara-se no ex-namorado David Jones (Cleavant Derricks), no episódio “The Dutch Oven”. Trudy: “Sou polícia! Não é o que eu faço, é o que sou”, David: “Não tens alma, nem honra”, e David abandona-a por ela ter abusado da sua confiança, usando-o, para prender amigos seus. | Miles Davis como Ivory Jones um chulo num casa de putas. Tenente Castillo: “Ivory, arranjava passaportes e mulheres vietnamitas durante a guerra. Casava-as com militares por 5 mil dólares e depois trazia-as para cá, para trabalharem em bordéis”, Ivory: “Sim, mas agora estou puro”, Sonny: “Sim, como a cocaína”, Tubbs: “Antes de ser pisada”. | Bianca Jagger como Carmen / La Muerta, membro dos esquadrões da morte, contratada para matar o poeta refugiado Hector Sandoval (Byrne Piven). Switek: “Por que quereria alguém matar um poeta?”, Tubbs: “Talvez não gostem do seu pentâmetro jâmbico”, Zito: “O Sandoval não é o poeta típico”. Crockett: “A sério! Não será porque custeou as guerrilhas de esquerda com os seus próprios fundos?”, Manuel Guerrero (Hector Mercado): “Vejo que não posso esperar mais proteção de si”, Crockett: “Isto é a América, amigo. Pode esperar a mesma proteção a que qualquer cidadão tem direito. Nós não fazemos uma política das bananas”, Bianca Sandoval (Yamil Borges): “Não, não aqui, mas exportam-na para o estrangeiro”. Neste episódio Michael Bay tem o papel de goon #3 e os Suicidal Tendencies tocam “Institutionalized” num clube onde Sandoval está bêbedo de álcool e capitalismo. | Joaquim de Almeida como o violador latino, 25 anos, cheio de massa, Nico Arroyo, filho do general boliviano Octavio Arroyo. Nico para Odette Ribaud (Lynn Whitefield) enquanto a viola: “Qué guapa”. Nico: “Olhe para mim, amigo. Sou rico, sou bonito, as melhores señoritas em Miami imploram-me. Por que havia de violar?”. Nico: “Deve-me uma desculpa”, Crockett: “Não deve nada. Dou-lhe uma dica. Deixe a água-de-colónia, cheira a chulo barato”, Nico: “O que sabe? Isto custa 100 dólares por cada 30 gramas”, Crockett: “Desapareça ou detenho-o por poluir o ar”. (A colónia de Nico chamava-se Golden Warrior). Gina: “Tem de se esconder por trás de uma faca e um pai rico?”, e a detetive Calabrese, vítima de uma tentativa de violação, pelo priápico Nico, mata o Jaquim de Portugal.  
Patti D’Arbanville como Mrs. Stone, a cínica esposa do jornalista Ira Stone (Bob Balaban). Ira: “Olhe só o que ele me disse: não é heroína, é 6-acetilmorfina, que é um produto da decomposição da heroína. E aquilo que está a deixar os consumidores doentes é o facto de estar cheia de metanol”, Crockett: “O álcool da madeira, era o que usavam para conservar os cadáveres no Vietname”. Coronel Maynard (G. Gordon Liddy): “Deve saber que, em quase todo o mundo, a dor é uma segunda língua. As pessoas percebem-na melhor do que as palavras, por que diz as coisas sem rodeios, mas neste país não temos muita dor. Por isso, a segunda língua é o dinheiro. Seria natural receber dinheiro pelo que se sabe, em vez de dor, que ironia!”. | Phil Collins como Phil Mayhem. “(Nascido em Whitechapel, Londres) é um vigarista de longa data, começando na juventude por operar jogos de feira, depois apostador nas pistas de póneis, depois festa de porta aberta num apartamento em Chelsea, roubou 30 mil libras a uns gajos jovens ricos, um dos quais pertencente à máfia do Soho, num contrato de gravação falso. Então, ele foge da Inglaterra antes que os capangas lhe cheguem a roupa ao pelo”. Phil, apresentador do concurso de TV Rat Race: “Quero saber quando e onde o Elvis disparou contra uma TV, e de quem era a imagem que ele queria atingir?”, Joe Pert (Emo Phillips): “Em 1974, na penthouse da Ramada Inn, em Ashville, Carolina do Norte, e ele disparou contra Robert Goulet!”. Sarah MacPhail (Kyra Sedgwick): “É inglês?”, Phil: Norueguês, mas fiz a operação”. | Helena Bonham Carter como a dra. Theresa Lyons, paixão de Crockett, para casar. Theresa: “Sou toxicodependente” (chuta no pé). Theresa: “O cirurgião que fundiu as minhas vértebras, disse que teria dores, de vez em quando, mas não sabia quanto. Por isso, tomei codeína durante um ano e depois passei ao Dilaudid”, Crockett: “Quando começaste a chutar?”, Theresa: “Quando recebi avisos pelas receitas de Dilaudid. Passei ao Fentanil. Recebi outro aviso e tive de o arranjar na rua. É onde arranjo o Dilaudid que tomo quando estamos juntos”. Crockett: “Vendeste alguma vez?”, Theresa: “Não”, Crockett: “Traficaste?”, Theresa: “Não”, Crockett: “Nunca traficaste?”, Theresa: “Não!”, Crockett: ”Roubaste?”, Theresa: “Não!”, Crockett: “Prostituíste-te?”, Theresa: “Não!”. | Vanity (que atualmente é pregadora cristã) como Ali Ferrand, uma puta a trabalhar para o Caprice Escort Service, propriedade de Christine Von Marburg (Melanie Griffith). Locutor de TV: “O seu falecido pai era Klaus Von Marburg, herdeiro de milhões em munições da Alemanha, e claro, a sua mãe, Elizabeth Babbitt, com uma linhagem que se estende aos pioneiros, e quanto a si, depois de uma década de festas de debutantes. (…). Por isso fiquei espantado com um relatório do nosso pessoal sobre uma grande investigação do seu passado”, Christine: “Porquê?”, locutor. “Grande parte do seu salário anual vem das mulheres da noite”, Christine: “Não sei ao que se refere”, locutor: “A companhia de telefones pode chamar-lhe Serviço de Acompanhantes Caprice, o que parece respeitável, mas você gere uma série de prostitutas, ms. Von Marburg, é uma madame”. Crockett, enrabichado por ela, lamenta a sorte macaca: “Primeiro uma drogada. Depois uma pega. Estou no negócio há tempo demais. Começo a apaixonar-me pelos jogadores”.     
Coati Mundi como Conejo, membro do grupo de teatro para ex-presidiários Mi Vida Loca. Mikey (Michael Carmine): “Rainier Werner Fassbinder, realizador de cinema alemão, ficou tão atrapalhado que o coração lhe falhou, antes tinha dito que ‘o cinema é a linguagem dos analfabetos’. A ideia certa sobre o meio errado. O cinema pertence aos filhos diletantes dos milionários. O teatro é que é a linguagem dos analfabetos. É a primeira oportunidade de expressão social que não vos atirará para a cana e essa sensação é nova para vocês”. | Penelope Ann Miller como Jill Ryder, irmã da desaparecida estudante de arte / atriz porno Amy “Blondie” Ryder. O arquivista: “grafíti pornográfico das ruínas de Pompeia e isto… é Hinda Wassau, a primeira stripper a acariciar-se enquanto representava. Fotos pornográficas de John Henry Kurtz. Sabem, ele vendeu estas na guerra civil ao exército da União”. Crockett: “O homicídio perfeito. Tudo em nome da arte, certo? Errado. Acha que a violência é atrativa? Acha que a violência é chique e artística? Acha que a violência é divertida? Quer saber o que é a violência? Violência é isto (estaladão). É atrativo? (estaladão). Excita-o? (estaladão). Dá-lhe prazer? (estaladão). Foi chique? (estaladão). Gostou? (estaladão). Venha cá”, Milton Glantz (Paul Guilfoyle): “Pare”. | Isaac Hayes como Holliday um traficante de armas. Belinda Montgomery como Caroline Crockett, depois Caroline Ballard, ex-mulher e mãe do filho de Sonny, Billy (Clayton Barclay Jones), nascido por volta de 1978. | James Brown como Lou DeLong porta-voz da Astrolife. DeLong: “Meus amigos, a Astrolife consiste numa coexistência pacífica entre os planetas. Não existem almoços grátis, depois do espetáculo de luzes, o Travis vai distribuir os envelopes para os donativos. Aceitamos todos os cartões de crédito principais. Mais uma vez gostaria de agradecer-vos por terem vindo”. 
Sheena Easton como Caitlin Davies futura esposa de Crockett. Crockett: “Lenda, na cabeça dela, queres tu dizer. Vá lá, sabes que esta tipa deve ser esquisita, porque já foi o centro das atenções. É egocêntrica, preocupa-se com o tamanho do seu camarim. É paranóica, porque alguém pode reconhecê-la, apavorada, se ninguém a reconhecer. Sabes como são as celebridades”. Crockett: “Tem graça, pensei que seria mais alta”, Caitlin: “Também não é o que eu esperava”, Crockett: “Como assim?”, Caitlin: “Pensei que seria um homem de 1,95 m com rosto cavado, com a única virtude de ser invisível e silencioso. Vai proteger-me com o quê? Um secador de cabelo? Vou mudar de roupa”. Crockett: “Eu não brinco. Estas roupas foram confiscadas e o departamento empresta-mas para manter o meu disfarce. Nem sou dono dos sapatos que tenho calçados. Ganho 475 dólares por semana e sou apenas um empregado vulgar”, no desfecho do episódio há casório. Feliz, até que Caitlin é assassinada, no final da sua atuação no Club 1235, no episódio “Deliver Us From Evil”. Crockett afoga as mágoas em Jack Daniels e não perdoa ao assassino, Frank Hackman (cujo disco favorito era “Lazybones”, 1933, Hoagy Carmichael. Num tiroteio, ele salva primeiro o disco, em vez da mulher e esta morre por uma bala perdida). Crockett persegue-o até às ilhas Caicos. Hackman (Guy Boyd): “Tal como não deixaste um homem inocente ser executado, és incapaz de alvejar um homem desarmado”, Crockett dispara: “Estás enganado”, enquanto toca a canção da esposa “Follow My Rainbow” (1989), Sheena Easton. | James Hong como Riochi Tanaka chefe da Yakuza. Tanaka: “No meu país damos a esses presentes o nome de junkatsuyu, o óleo que lubrifica a sociedade”. Crockett: “Riochi Tanaka, coronel do exército japonês, acusado em novembro de 1945, como criminoso de guerra por ordem do supremo comandante dos aliados Douglas MacArthur”. | Iman como Lois Blyth, uma assassina em série que mata homens solteiros através de um serviço de encontros. Crockett grava uma cassete vídeo de apresentação: “Vivo num barco, tenho uma foto aqui, é um barco bonito. Este é o meu jacaré Elvis. Mas não se preocupem com ele, é amigável quando o conhecem ou quando ele vos conhece. Vejamos que mais. Eu não fumo mas não me importo se os outros o fizerem. Mantenho-me em forma jogando raquetebol sempre que posso. Agora estou a ganhar bem e vivo aqui na boa e velha Miami, na Florida. Se quiserem diversão ao sol liguem-me. Sonny Burnett 5423”. Os ciúmes de Caitlin: “E quando o Robert Plant me ligar para eu ir gravar às Bahamas, também será apenas trabalho”. Lois: “Até quando ele era pequenino, era muito possessivo comigo, e quando éramos adolescentes, ele costumava vir para a minha cama. Não conseguia impedi-lo. Depois veio viver comigo em Nova Iorque e… ele disse que as coisas iam ser diferentes, que nunca mais voltaria a tocar-me”. Não havia irmão, Danny Blyth era ela vestida de homem. | Julia Roberts como Polly Wheeler assistente do barão da droga Miguel Manolo. Polly: “Então qual é a diferença? Além disso eu gosto de criminosos. São muito mais frontais nas suas traições”. | Rosalind Chao como May Ying, a mulher tailandesa nos planos de Castillo para casamento. Malcolm Grey (Michael Lombard): “Como se chamava aquele restaurante em Banguecoque? Aquele junto ao rio, perto do Hotel Oriental? A sua especialidade era ngu hau papet, cobra-rei”, Castillo: “Residência Choa Praya”.
Soltas de Miami. 5.ª temporada, episódio 13, “The Cell Within”, Jake Manning (John P. Ryan): “A prisão era um buraco negro, mas apenas lá consegui ler as grandes obras, Shakespeare, Dostoievski, Gerard Manley Hopkins, o grande poeta. Deles e de outros como São João da Cruz, aprendi que todos temos uma alma negra. Não apenas os criminosos, mas todos os seres humanos”. Episódio 14, “The Lost Madonna”, detetive Jeffrey Whitehead (Michael Chiklis): “E estas são as duas pinturas laterais do famoso tríptico do século XV, do museu Marmottan, A Madonna dos Espíritos”. Whitehead: “Esta obra representa o melhor da arte contemporânea, o movimento chama-se neo-dadaísmo e o pintor em questão, Andrew Noble, é considerado o seu fundador”, Tubbs: “Isso são as coisas novas? Se bem me lembro havia um tipo, Paxton, que pintava disso nos anos 50”. Whitehead: “Esta é uma peça de Lucy Lammermoor representando uma procura pela forma mais pura de todas, como podem ver a pintora foi inspirada por um misticismo estético”, Crockett: “Sem dúvida que é puro. É tanto que nem o encontro”, Whitehead: “O trabalho de Lammermoor não se impõe ao observador, Crockett, ela exige muito do público para a recompensa visual ser maior”. Stan: “É um Mark Kostabi”, Whitehead: “Muito bem, detetive Switek, um homem de bom gosto”. Crockett: “Pesquisei a história do homem que pintou o tríptico. Qual é o nome dele?”, Julia Scianti (Elizabeth Berridge): “Milo Lembrezzi, sei quem foi”, Crockett: “Pois, Milo, sabes que o Milo levou três anos a pintá-lo? Quando terminou, levou a obra ao seu patrono, que era um duque qualquer da família Médici, e o duque diz-lhe: não era bem nisto que eu estava a pensar, Milo. E cortou-lhe a mão para mostrar como estava desapontado”. Episódio 15, “Over The Line”, Tommy T. (Ed Amatrudo): “Adoraria, mas tenho outros negócios com o meu novo patrão (dito em português). Muito pesado”. Episódio 19, “Miracle Man”, Izzy Moreno (Martin Ferrero): “Primo Jorge, como é bom ver-te, meu amigo! Nem te reconhecia. Entra, vamos beber um papa doble”, Jorge “Milagreiro” Esteban (Jose Perez): “Que é um papa doble?”, Izzy: “Sumo de frutas sem açúcar com rum. É a bebida favorita do Hemingway”. Episódio 20, “Leap of Faith”, Tania Louis (Laura San Giacomo): “Investiguei as bases intelectuais do Terry Baines, como sabe ele leciona realidade dos sonhos em Bradfield, mas há uma coisa que pode ser novidade para si. Ele não se baseia na interpretação dos sonhos em Sigmund Freud. A pedra basilar da sua filosofia é o Eureka de Edgar Allan Poe”. Tania: “Poe, achava que o mundo dos sonhos é a realidade ideal e que o tempo de consciência é compromissos e mentiras”.
Graduações de fim de curso. Na distribuição de diplomas, para quem melhor imita o que vê na televisão, um povo açambarcou canudos. Miami Vice não é apenas incontornável para o povo dos descobridores, o povo dos inovadores, o povo dos milagres económicos, por um personagem secundário ter dito “patrão” na língua de Marques Mendes. Ou, na versão cinematográfica, Sonny Crockett ter feito rapapés a uma linda portuguesa num nightclub em Miami. A série moldou plasticina bruta. Influenciou uma fornada de polícias portugueses. A classe do final da década de oitenta. Tal como antes, Dirty Harry fora modelo para a anterior, e os C.S.I. serão para a seguinte, uma geração de bófias pavoneava nas ruas Hugo Boss, Porsches e óculos escuros de marca registada. – Outros diplomas, a série inspirou o jogo Grand Theft Auto: Vice City. E o vídeo dos PLS PLS “Cocaine” (2012). “PLS PLS (pronuncia-se Please Please) foi originalmente criado como um nome para editar o projeto rock tingido de dance music dos anos 80 de Dan Dixon, que ele começou a elaborar quando a sua banda, Dropsonic, definhava. O projeto tomou forma rapidamente, e poucos meses depois PLS PLS tinha lançado ‘EP EP’, uma coleção de cinco canções, de inebriantes futuros hinos, rendilhados de eletrónica”. O álbum “LP LP” (2013) mistura o wall of sound dos anos 60, o rock dos 70, o dance dos 80, ao future pop. Explica Dixon: “é um som mais expansivo. A ideia é que você pode perder-se nele, em vez de ser atacado por ele, como grande parte da música com a qual cresci. Quanto mais velho fico, mais quero que a música me convide, em vez de me bater até a submissão”.
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[1] A instalação porno. “Hawaii Vice” (1988), real. Ron Jeremy, c/ Kascha Papillon, nascida Allison Kainoaani Chow dia 8 de dezembro de 1967 em Mililani, Havai, 1,65 m, 91-58-86, olhos cor de avelã, cabelo loiro. Estreia-se com 21 anos em “Introducing Kascha (Girls of the Double D 7)” (1987). “Kascha foi uma das primeiras artistas a usar a ‘abertura de pernas chique’ nas revistas masculinas como trampolim para a representação porno”. Exemplo para a Igreja e os democratas-cristãos, Kascha interpretou a maior parte dos seus exigentes personagens apenas com um ator, François Papillon, seu esposo. “A tatuagem de uma borboleta na nádega esquerda é, provavelmente, uma referência ao marido”. Também c/ Nina DePonca, atriz preta, nascida dia 2 de novembro de 1966, em Ponce, Porto Rico, 86-55-86, 1,60 m, 48 kg, olhos pretos, cabelo preto. “Começou a trabalhar na indústria do cinema adulto imediatamente após terminar o liceu e, diz ela, nunca teve um emprego a sério. Estreou-se em ‘Black Heat’ (1987). (…). Uma árdua trabalhadora, tem mais de 200 filmes no seu palmarés, estrelando na maioria dos filmes de alta qualidade pretos ou interraciais, do final dos anos 80 início de 90”. Nina foi agente do A.S.S. em “Anal Security Squad” (1988). E c/ Stephanie Rage, nascida dia 24 de outubro de 1964 em Coral Gables, Florida, 86-55-86, 1,65 m, 50 kg, olhos verdes, cabelo loiro. Stripper de sucesso “começou em ‘Magic Fingers’ (1987), e é conhecida pela suas aventureiras e ousadas exibições sexuais. Ela tinha uma predileção por brinquedos e coisas excêntricas, e foi uma das primeiras estrelas a entrar em ação anal no ecrã”. Stephanie diz de sua preferência: “Scott Irish tem uma bela piça, mas um pouco fina para mim. Gosto delas mais grossas, mas não muito grossas. Apenas o suficiente para que a minha boca tenha de se abrir para as abocanhar”.
[2] Ensaio vídeo de Matt Zoller Scott. “Zen Pulp: The World of Michael Mann” (2009): “Os heróis de Michael Mann são ladrões e assassinos, homens do governo e polícias. Eles existem dentro e fora do sistema. Alguns, gostam de trabalhar em grupo, outros são lobos solitários. Mas eles têm alguns traços em comum. São radicais, por vezes individualistas fanáticos. Têm um código de honra e seguem-no. Valorizam a lealdade, o respeito e o profissionalismo e desprezam a incompetência, a ambiguidade e a lambidela de cus”.
[3] O filme. “Miami Vice” (2006), real. Michael Mann. O nightclub The Mansion está a bombar com “Numb” dos Linkin Park, Sonny Crockett (Colin Farrell) vai ao balcão buscar bebidas, o som salta para “Sinnerman” de Felix da Housecat feat. Nina Simone e, coincidência das coincidências, dá de caras com uma portuguesa, a barwoman. (Cena do bar). Rita (Ana Cristina Oliveira): “Lima ou limão?”, Sonny: “Lima”, Sonny: “De onde és?, Rita: “Lisboa, é em Portugal”, Sonny: “Ganhaste o teu bronze em Miami?”. – Isabella (Li Gong): “Digo-te qual é melhor lugar para mojitos”, Crockett: “Onde é isso?”, Isabella: “Bodeguita del medio”, Crockett: “Em Keys?”, Isabella: “Em Havana”. – Foram clientes da Bodeguita: Pablo Neruda, Gabriel Garcia Marquez, Gabriela Mistral, Brigitte Bardot, Errol Flynn, Agustín Lara, Nat King Cole, Marlene Dietrich, Nicolás Guillén. É pouco provável que Ernest Hemingway, ótimo cliente, sempre sedento, tenha escrito o quadro que se lhe atribui, pendurado no bar: “O meu mojito na La Bodeguita. O meu daiquiri no El Floridita”. Talvez seja verdadeira a versão mais curta: “O meu mojito na La Bodeguita”.
Filme relacionado com a cidade consumidora. “Miami Connection” (1987), interpretado, escrito e produzido pelo especialista de taekwondo Y. K. Kim que quase faliu, gastando as suas economias, pedindo emprestado a amigos, bancos, hipotecando a sua escola de artes marciais. Torrou um milhão de dólares, acreditando no sucesso do filme: uma boa ideia, rock contra ninjas, que apenas conseguiu o título de pior filme de 1988 para o Orlando Sentinel. O sucesso demorou até à sua inclusão no acelerador de revendas, isto é, os “filmes de culto”, em 2012 e o seu relançamento pela Drafthouse Films. “Um negócio de cocaína em Miami é interrompido por um grupo de ninjas motociclistas liderado por Yashito (Siyung Jo), que rouba a droga e regressa para Orlando para curtir. Na discoteca, o lugar-tenente dos ninjas, Jeff (William Ergle), vê a sua irmã Jane (Kathie Collier) no palco. Ela envolvera-se romanticamente com John (Vincent Hirsch), o baixista da banda da discoteca, que é composta por cinco estudantes universitários que vivem juntos e treinam taekwondo. Jeff desaprova o relacionamento da irmã com John e confronta-o na escola, mas Mark (Y. K. Kim), o líder dos Dragon Sound, defende-o”. – “Vinte e seis coisas sobre o filme”: “O elenco foi essencialmente retirado da lista de alunos do Kim, no seu centro de taekwondo, de um grupo de 10 000. Tiveram sorte, pois alguns deles sabiam tocar instrumentos e escreviam canções que ficavam no ouvido. Todavia, nenhum deles tinha muita experiência de representação. (…). Angelo Janotti interpreta Tom e namorava Kathie Collier. Então, nas cenas de amor entre Jane e John os realizadores tinham que despachar o Janotti. Lidaram com a cena de beijos na praia, entre John e Jane, mandando o Angelo tomar umas cervejolas durante a filmagem”. A banda sonora contém originais “Against the Ninja”, cantado p/ Kathie Collier ou “Friends”, cantado p/ Angelo Janotti. 
Filme relacionado com o ultramar exportador. “Selva de coca” (2003), real. Mauricio Mendiola, filme costa-riquenho, filmado na Costa Rica, com atores costa-riquenhos, cuja ação se desenrola na Colômbia, c/ César Meléndez (Lupercio), Carolina Solano (Luz Angélica), Bismark Méndez (Ismael), Marcela Ugalde (Consuelo)… “Um comando da guerrilha colombiana é cercado pelos militares e faz explodir uma igreja, pelo que devem fugir para a montanha, onde enfrentam um comandante idealista. Um sargento paramilitar, Ismael, é contratado por um narcotraficante para vingar a morte da sua mulher grávida. Uma jovenzita, Luz Angélica, deixa a sua aldeia, Tolú, para viajar para a casa de uma amiga na cidade de Barranquillaa).
a) A paz latina descerá dos céus, cortesia dos EUA, active partner na superior missão de matar rebeldes na Colômbia. “O programa consiste em informação de espionagem e um kit de orientação GPS que é usado para auxiliar as bombas a atingir líderes específicos. Segundo a notícia do Post (…) os Estados Unidos começaram a fornecer o exército colombiano com os kits em 2006. O programa é autónomo do pacote de 9 mil milhões de dólares em ajuda iniciado em 2000. Ele faz também profusa utilização da monitorização da NSA para intercetar comunicações e marcar para abate os líderes esquerdistas das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e do ELN (Exército de Libertação Nacional). (…). Segundo o jornal, a campanha ajudou a reduzir os recursos humanos das FARC para o seu nível mais baixo em 20 anos, devido, não tanto aos assassinatos de líderes de topo, como às deserções e baixo recrutamento, por a campanha de bombardeamentos ter fragmentado as operações guerrilheiras”.
[4] A terra do melhor festival de música de dança e eletrónica do mundo, no mês de março, o Ultra Music Festival: Relive Ultra Miami (2013) ♪ Relive Ultra Miami (2012). Terra com o melhor biossistema para férias, banhos, sol e praia, distendendo Nicole Minetti, com o corpo condenado a 5 anos na pildra (em recurso) por fornecer putas para as festas “bunga bunga” de Silvio Berlusconi. E terra do melhor desporto, as Miami Dolphins Cheerleaders. “Os Miami Dolphins têm cheerleaders desde 1966. As cheerleaders chamaram-se Dolphin Dolls de 1966 a 1977. De 1978 a 1982, as cheerleaders chamaram-se Dolphin Starbrites, e depois Dolphin Star Brites. Em 1983, os Miami Dolphins mudaram o nome das cheerleaders para Miami Dolphin Cheerleaders. É por esse nome que as cheerleaders são conhecidas hoje” ▬ “Call Me Maybe” (2012), de Carly Rae Jepsen ♪ “22” (2012), de Taylor Swift ♪ “calendário de 2013” ♪ “Cheerleader Performance” ♪ “Cheerleaders Swimsuit Fashion Show”.
[5] A base de todas as festas, branca sobre a mesa. Young Illy “Fuck Snitchin”: “A minha droga é tão boa / Eu faço as pessoas levantarem-se de cadeiras de rodas / Anda / Anda”. Com um produto desta suprema qualidade, qualquer um transitaria do pasmo pela capa da revista Smooth para o artigo real: Dollicia Bryan, 1,68 m, 61 kg, 86-63-101, olhos verdes, cabelo castanho, terra natal Portland, a 31 de janeiro de 1984.
Honey Cocaine “Love Coca”. “Sochitta Sal, mais conhecida pelo nome artístico de Honey Cocaine, é uma rapper de origem cambojana de Toronto, nascida a 22 de outubro de 1992. Honey Cocaine assinou pela etiqueta Last Kings do Tyga. É a primeira artista que assinou com a etiqueta”. Explica o seu nome Honey: “O meu pai toda a minha vida me chamou ‘honey’ porque sou a única rapariga na família. Tenho dois irmãos mais velhos. Eu andava com os dreads na escola, e eles apenas acrescentaram ‘cocaine’. Foi muito controverso. Também significa doce e viciante… doce e cru” {vídeos} {música} {citações} ▬ “Hiseman”: “Tell them eat a dick, you ain't not a bitch / Find me in the club where my partners is” ♪ “Rack City” ♪ “Chichi Get The Yayo”.
KariZmaMr Killer” (2004), o triângulo oficial, droga, loucura e morte pelo extinto duo pop búlgaro, componentes: Galina Kurdova (Galya) e Miroslav Kostadinov (Miro).
Tiger LovePussy Cocaine” (2010). Trio de synth-pop a fazer a sua coisa em Londres desde 2007-8, composto pelos, improváveis, irmãos Roiii Love, Gigi Love e Loral Love.
Coca, a folha sagrada dos incas. “Uma lenda diz que o fundador do império inca, Manco Cápac, filho do sol, desceu um dia do céu e dirigiu-se ao lago Titicaca para ensinar os homens a cultivar as terras, e ofereceu-lhes a planta divina, cujas as folhas, mascadas, faziam recuperar as forças perdidas pela altitude e trabalho duro do dia-a-dia (…). A história conta que um sacerdote iluminado chamado Khana Chuyma, que vivia numa ilha no lago Titicaca, era o guardião do tesouro do Deus Sol. Ao ver que os conquistadores espanhóis iam dominá-lo, o sacerdote atirou o tesouro ao lago para evitar que fosse roubado. Capturado pelos espanhóis, Khana Chuyma resistiu às cruéis torturas sem dizer uma única palavra sobre a localização do tesouro, e foi finalmente libertado para então morrer. Naquela mesma noite, em grande agonia, o sacerdote foi visitado pelo Deus Sol que lhe disse: ‘Meu filho, mereces ser recompensado pelo teu enorme sacrifício. Faz qualquer pedido e eu irei realizá-lo’. ‘Oh meu querido Deus’, o sacerdote respondeu, ‘o que poderia pedir em tempos de dor e derrota como estes, senão a vitória de meu povo e a expulsão dos invasores?’. O Deus Sol respondeu: ‘O que me pedes é impossível. Não tenho poderes contra o inimigo. O deus deles venceu-me e agora devo fugir e esconder-me entre os mistérios do tempo. Porém, antes de te deixar, gostaria de te conceder algo sobre o qual tenho poderes’. Khana Chuyma respondeu pedindo por algo que os ajudasse a suportar a escravidão e a vida dura que os esperava – algo que não fosse ouro. O Deus Sol mostrou-lhe a planta de coca e disse: ‘Diz ao teu povo para cultivar esta planta com carinho e colher as suas folhas. Após secas, as folhas devem ser mascadas para que o seu suco alivie o seu sofrimento. Quando se sentirem exaustos do seu destino esta planta lhes dará nova vitalidade. Nas suas jornadas através de terras altas, a coca irá aliviar a sua fome e frio, tornando a viagem mais tolerável. Nas minas onde serão forçados a trabalhar, o terror e a escuridão dos túneis será insuportável sem a ajuda desta planta. Quando quiserem olhar para o futuro, uma mão-cheia de folhas atiradas ao vento revelarão os mistérios do destino, mas enquanto esta planta significará força, saúde e vida para o teu povo, ela será maldição para os estrangeiros. Quando eles tentarem explorar as suas virtudes, a coca irá destruí-los. O que para o teu povo servirá de alimento, para os invasores criará conflitos”.
Fabrico: primeiro, as folhas da coca são desfeitas, depois misturadas com cimento, adiciona-se um pouco de água e coloca-se dentro de um bidão, junta-se vários litros de gasolina e dois dedos de soda cáustica para destruir os resíduos de gasolina e cimento. Esta sopa fica a macerar duas horas depois filtra-se o líquido obtido. Para interromper a reação química entre a gasolina e a soda cáustica junta-se ácido sulfúrico, e obtém-se um líquido com forte concentração de folhas de coca. O último ingrediente é sulfato de potássio que deixa o líquido esbranquiçado. Para transformar o líquido em pó coze-se alguns segundos e temos blocos de cocaína-base. A última etapa, para obter um pó fino, coloca-se no microondas. Um saco de folhas de coca custa 8,5 €, em pó vale 20 vezes mais. - Na Colômbia, 100 gramas de coca custam 170 €. Em Medellín, compram-se 50 kg por 60 mil €, ou seja 1,5 € / grama. Ou, noutras contas, um quilo de coca em Medellín custa 1500 €, na Europa custará 50 mil € e nos EUA 35 mil dólares. O segundo maior porto da Venezuela, La Guaira, é o ponto de exportação de 900 toneladas anuais, (60 mil milhões de dólares), para a Europa, EUA e Caraíbas. Barcelona é o porto de entrada na Europa. Preçário por grama: – Colômbia: 1,5 €; Venezuela: 6 €; Barcelona: 40 €; Lisboa: 40 €; Paris: 80 €. Na Europa, aumenta-se o lucro, para compensar a perseguição e apreensões da bófia, misturando um corte que pode ser Paracetamol ou Aspergic. Em Portugal, o preço por grama com corte é de 50 €, nos últimos anos o mercado alterou-se e a coca é consumida sob a forma de base, isto é, cozida em amoníaco ou bicarbonato. Cada pedra de base custa 10 €.
[6] A vida na cidade. “Cocaine Cowboys” (2006) c/ música de Jan Hammer: “O comércio da cocaína nos anos 70 e 80 teve um impacto indelével na Miami contemporânea. Traficantes e passadores mudaram, para sempre, a antiga sonolenta comunidade de reformados, num dos lugares mais glamorosos do mundo, o epicentro de um negócio de 20 mil milhões de dólares anuais, alimentado pelo cartel de Medellín, da Colômbia. No início de 80, Miami triplicou a taxa de homicídios e era a capital dos assassinatos no país”.
[7] Outra importação de Cartagena. Muriel Villera ou Muriel Villar ou Muriel V, 1,75 m, 84-60-89, sapatos 37, olhos castanhos, cabelo castanho-escuro, nascida em Cartagena das Índias, Colômbia, crescida em Miami, desde que a família emigrou, tinha ela 4 anos. “Para mim, um encontro ideal teria de incluir asas de frango, palitos de mozzarella e cerveja! Ahahaha para além disso, penso que sempre tive alma de modelo, quando tinha 6 anos fiz sozinha uma passagem de moda na minha casa e cobrei a todos um dólar para me verem. Tinha cerca de 8 modelos, isto está tudo gravado LOL!”. Local de trabalho: “Tinha tantas ofertas e finalmente decidi assinar pela Wilhelmina” ▬ {vídeo} {vídeo} {vídeo}; Muriel venceu a temporada 5 do reality show Model Latin: South Beach” (2012), e aformoseou muitos videoclipes: “Your Body” (2012), Green Ninja Symphony ♪ “Pasarela” (2012), Daddy Yankee ♪ “¿Por Qué Les Mientes?” (2012), Tito El Bambino c/ Marc Anthony ♪ “Gorilla” (2013), Bruno Mars (c/ Freida Pinto no papel da stripper Isabella).
Mais a sul. “Os homens voadores de Yungas”. “Na selva da Bolívia e penhascos íngremes o povo Yungas não anda. Eles voam. Em cordas. Como pássaros. Mais rápidos que astronautas. Estes ‘pássaros’ são conhecidos como cocaleros, ou ceifeiros de coca. Eles usam as cordas suspensas de velhas roldanas enferrujadas para atravessar vales estreitos. Demora, ao todo, 30 segundos de um lado ao outro. A pé levariam mais de uma hora. (…). Desde que o preço do café caiu, a coca substituiu-se como a principal cultura dos Yungas. (…). É colhida três vezes por ano e vale aproximadamente 30 % mais que o café. (…). A vida dos cocaleros bolivianos, tais como Severo, melhorou um pouco desde que Evo Morales assumiu a presidência em 2005. Morales foi o primeiro chefe de Estado indígena na América do Sul e um defensor dos agricultores de coca. Ele atenuou as restrições legais impostas anteriormente ao cultivo da planta. Severo vende todos os três sacos de 25 kg de folhas de coca por 700 bolivianos, ou 180 dólares. O dinheiro que ele faz com a venda dar-lhe-á mantimentos e algum dinheiro para a mulher” b).
b) Bolívia, dezembro 2013, comete-se o erro de que capitalismo é bem-estar para todos. É para 1 % da população de cada sociedade mais 19 % que aparam umas moedas atiradas do alto, os outros 80 % têm que amassar o brioche se quiserem comer porque o diabo está de férias: têm de trabalhar por ordenados instáveis, horários flexíveis, direitos esfumáveis, proteção social nula e total disponibilidade. Thomas Hobbes: “O valor de um homem, ou aquilo que se avalia, é, como em todas as outras coisas, o seu preço, ou seja, exatamente o que se daria pela utilização da sua força”, e o Governo boliviano introduziu distorções na economia ao aumentar artificialmente este preço, aprovando “uma nova lei laboral que torna ilegal o trabalho para menores de 14. Mas num país onde 28 % da força de trabalho é composta de crianças entre os 5 e 17 anos, essa nova lei foi recebida com grande resistência”. Os filhos dos pobres protestaram contra a redução do rendimento familiar, são famílias que trabalham para comer para alimentar o clube dos 80 % da sociedade. Karl Marx: “A força de trabalho de um homem consiste apenas na sua individualidade viva. Para se poder desenvolver e sustentar a vida, tem de consumir uma quantidade determinada de meios de subsistência. Mas o indivíduo, à semelhança da máquina, gasta-se e tem de se substituir por outro. Além da quantidade de artigos de necessidade corrente de que carece para a sua própria subsistência, precisa de uma outra quantidade desses mesmos géneros de primeira necessidade para criar um certo número de filhos que o possam substituir no mercado de trabalho e perpetuar a raça dos trabalhadores”. Violar a estatística estrutural da sociedade capitalista, o equilíbrio de divisão social base da sua sustentabilidade, sob um pretexto de progresso civilizacional, cria ilusão de qualidade de vida, a curto prazo, a longo prazo, o capital exigirá de volta à miséria, aqueles que dela saíram. No capitalismo global, também os países se agrupam em um porcento de podres de ricos, 19 % bem na vida e 80 % de “competidores pelo investimento”, “fontes de matérias-primas”, “exército de mão-de-obra barata”, “paraísos turísticos”, ou seja, pobres a esfarraparem-se para pagar o almoço. Nestes, do ponto de vista dos países ricos, trabalhar-se para comer é crime. No entanto, cinicamente aplaudem, dentro fronteiras, que trabalho infantil pela fama e dinheiro é alright: - as impressionantes DJ’S Mix, Jaycee Wilkins (9 anos) e Dylynn Jones (10 anos), do Arizona, vencedoras do concurso de dança infantil “Make Your Mark: Shake It Up Dance Off” (2012), e atuaram na série de TV “Shake It Up”.
[8] As armas protegem a riqueza individual e sobretudo a riqueza das nações. O tráfico de droga, a prostituição e o contrabando valem (estimativa) 0,2 a 0,3 % do PIB português, isto é, contribuem com 320 milhões a 480 milhões de euros para a riqueza do país. É, mais ou menos, o valor que a economia lucrará quando os nossos craques vencerem o Mundial do Brasil (430 milhões), ou está na área dos lucros da Jerónimo Martins em 2012 (360 milhões). É pouco, muito pouco. É metade do lucro do Banco Espírito Santo c) com dívida pública em 2012 (825 milhões), ou meio calote dos dez mais da obra-mestra do cavaquismo, o BPN: – a Pluripar (ligada aos empresários Fernando Fantasia e Emídio Catum) 135 milhões; a Solrac Finance (offshore do grupo SLN) 116 milhões; a cerâmica de Aveiro Labicer 82 milhões; os Cimentos Nacionais e Estrangeiros (do grupo SLN) 82 milhões; a Domurbanis (Fernando Fantasia e Emídio Catum) 69 milhões; a Marinapart (presidida por um dos irmãos Cavaco) 66 milhões; a Homeland (Duarte Lima, fundo de investimento imobiliário para comprar terrenos em Oeiras) 50 milhões; a Jared Finance (offshore ligada SLN) 47 milhões; a Paprefu (Fernando Fantasia e Emídio Catum) 44 milhões; a Zevin Holding (offshore SLN para comprar 41 quadros de Miró) 43 milhões. Os 17 milhões devidos pelo presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira e o seu sócio Almerindo de Sousa Duarte, já foram apontados no cubo de gelo. O PIB, a estatística das estatísticas, o número indicador de toda a atividade económica de um país, para Paul A. Samuelson, Nobel da Economia, 1970, “uma das grandes invenções do século XX, um farol que ajuda os responsáveis políticos a direcionar a economia”, embandeirou economistas, amnésicos do seu carácter político e do seu desenho para países ricos (ou com um determinado rumo de desenvolvimento). “Um dos exemplos utilizado por Samuelson para ilustrar a arbitrariedade de algumas escolhas: se tiver uma empregada para tomar conta da casa, está a contribuir para o PIB, mas se decidir casar com ela e deixar de lhe pagar – ficando tudo o resto igual – o PIB cairá. O retrato dado pelo PIB não é neutro. Parte de uma série de decisões técnicas e políticas”, em Jornal de Negócios, n.º 2579. Há contudo boas novas para Portugal, os países do arco da governação do mundo decidiram para 2014 “uma alteração importante nas Contas Públicas. A despesa com Investigação e Desenvolvimento passará a contar como investimento e não como consumo intermédio. A mudança poderá aumentar 2 % o PIB, embora se antecipe que o impacto em Portugal seja ligeiramente inferior”. Onde há margem para Portugal crescer é nas atividades ilícitas, cavalo e coca a 50 € / grama (preço de rua), uma gaja decente, para pôr a render, custa 35 mil euros e o contrabando e a contrafacção são fatais se quisermos fumar uns cigarritos e vestir roupitas de marca (cigana), pro rata, um pequeno esforço, e facilmente os 0,3 incham para um porcento do PIB e o Governo pode comprar carros novos.
c) Em 2012, encerra 35 balcões e dispensa 136 colaboradores. O segredo do sucesso e do justo lucro do BES é management de chupar o dedo. Ricardo Salgado, o executive chairman, ganha 522 mil euros por ano, 100 vezes mais o salário mínimo, igual a 100 vezes mais a produção de riqueza para o país. Produz riqueza à custa de muito sofrimento Salgado: “Portanto, este fim de ano [2013] os banqueiros vão passar um Natal complicado”.
[9] Uma série sob o telhado da música. Jan Hammer, nascido em Praga em 1948, filho da cantora Vlasta Průchová, ex-teclista da Mahavishnu Orchestra, compôs a música original – “Miami Vice Theme”. (Hammer, com o violinista da Mahavishnu, Jerry Goodman, editou em 1974 “Country and Eastern Music”). E Don Johnson também embarcou na fama da série cantando “Heartbeat” (1986) ou a bela balada “Tell It Like It Is” (1989).
[10] Outra importadora. Brandi Brandt 1,65 m, 42 kg, sapatos 37 ½, olhos castanhos escuro, cabelo castanho escuro, nascida em Santa Clara, Califórnia, playmate miss outubro 1987, divorciada do baixista dos Mötley Crüe Nikki Sixx, de quem tem três filhos Gunner, Decker e Strom. Brandi foi extraditada para a Austrália em novembro de 2013 “acusada e estar envolvida numa rede de importação de cocaína, que escondia os pacotes de droga nos aviões da Qantas e da United Airlines, que voam da Califórnia para Sydney, onde, alegadamente, empregados de uma empresa de catering recolhiam os pacotes. Documentos judiciais apresentados em Sydney alegam que Brandt conspirou com outros para importar, para o aeroporto de Sydney, uma quantidade de cocaína para venda, entre julho e dezembro de 2007. Alegam também que Brandt, natural da Califórnia, movimentou mais de 130 000 dólares australianos (84 454 €), em rendimentos, produto da sua atividade criminal, entre julho e novembro do mesmo ano”.
15 modelos da Playboy que tiveram problemas com a lei”. Danielle Gamba, 1,62 m, 49 kg, 86-63-86, sapatos 37 ½, olhos castanhos, cabelo castanho, nascida a 22 de novembro 1982 em Pleasant Hill, Califórnia e Carrie Minter, 1,75 m, 53 kg, 91-60-88, sapatos 38, olhos verdes, cabelo loiro, nascida a 4 de agosto 1983 em Mesquite, Texas. “Cybergirls do mês de outubro 2004 e fevereiro 2005, respetivamente. Detidas depois de serem beligerantemente bêbedas num voo da Frontier Airlines de Denver para San Antonio, Texas, em dezembro de 2005. As duas passageiras lutaram entre si e com outros passageiros. Após o desembarque, foi-lhes passada uma contravenção acusadas de embriaguez pública, não sem antes fazerem avanços sexuais aos agentes numa tentativa de se safarem do problema”. David Herbert, porta-voz do aeroporto: “A certa altura, ele disse que uma das mulheres (Gamba) fez propostas sexuais tanto ao agente principal como ao que lá estava como apoio”.
No outro lado do tubo (uma nota enrolada). Demi Lovato caiu no fosso aos 19 anos: “O meu consumo de drogas, podia escondê-lo, onde pudesse esgueirar drogas. Não podia passar 30 minutos sem cocaína e trazia-a nos aviões. Basicamente, contrabandeava-a e esperava até toda a gente adormecer na primeira classe, e consumia-a ali mesmo. Pisgava-me para a casa de banho e consumia. É quão difícil ficou, e foi assim até quando eu tinha alguém comigo, tinha uma companhia sóbria, alguém que me vigiava 24 horas por dia, 7 dias por semana, e vivia comigo e eu era capaz de escondê-la deles também”. À coca, juntou-lhe o álcool: “Eu ia para o aeroporto e tinha uma garrafa de Sprite cheia de vodka e eram apenas nove da manhã e eu vomitava no carro e isto era somente para apanhar um avião para regressar a Los Angeles para a casa livre de drogas onde eu ficava. Eu tinha todo o apoio do mundo, mas não o queria”. E a desordem alimentar da ordem: “Esteve sempre lá, mas então disparou por volta dos 8 ou 9 anos. Comecei a comer demais, a comer demais compulsivamente. Fazia biscoitos e então comia a fornada toda. Passei de, fazer isso, a ser infeliz com o meu corpo. Passei então para cortar com a comida completamente, e isso transformou-se em vomitar e passar fome e era esta louca batalha que se desenrolava dentro de mim. Ficou muito difícil e eu vomitava e era apenas sangue e foi algo que eu compreendi que, se não parasse com isso, ia morrer”. A sua mãe, Dianna: “Eu tive problemas que precisei de resolver igualmente, porque não estava a dar-lhe um bom exemplo. Eu tinha uma terrível desordem alimentar, que tive por muitos, muitos anos, e não o percebi e eu tinha de enfrentar o facto que também estava a sofrer. E muito por que passou Demi, com uma desordem alimentar, tem a ver com o que ela tinha visto em criança”. Demi em 2012: “Os gerentes davam-me drogas e álcool nos restaurantes e clubes. Eles queriam que regressasse para que fosse vista lá. Estavam basicamente a lamber-me o cu. Pensei que fossem meus amigos. Pensei que estava a divertir-me. Ser uma celebridade pode ser perigoso. Ninguém diz não. É por isso que muitos acabam em overdose e morte. Definitivamente, poderia ter acontecido comigo”. Em 2008, Demi era princesa da Disney: “Kelly Clarkson, quando ela mudou para o rock, foi totalmente a minha inspiração. Decidi tentar e foi tipo ‘Uau, isto encaixa melhor’. Compreendi, no entanto, que sou uma cantora pop. E não vou tentar ser demasiado ‘Oh, sou da pesada, sou uma roqueira’. Não! estou com o canal Disney. Mas o bubblegum não é a minha cena”. 
[11] A última fronteira da economia. Só um ranger do Texas, rápido no gatilho, semeando cadáveres (com mais de 66 anos), salvaria os serviços públicos de saúde da extinção, pressionados pela new wave criminosa que chupa a riqueza das nações ricas, os pensionistas. “Novos dados mostram que, um número recorde de pensionistas está a ser internado nos hospitais depois de ter tomado drogas recreativas, na altura em a geração dos swinging sixties atinge a velhice. Cerca de 900 pessoas com a idade de 65 anos ou mais receberam tratamento hospitalar no ano passado (2012), depois de terem tomado drogas ilegais tais como cocaína, cannabis e anfetaminas. David Raynes, da Aliança Nacional para a Prevenção da Droga, disse ao Sunday Times: ‘Estamos a chegar ao momento em que as pessoas que cresceram nos anos 60 estão nessa idade. Pessoas que usaram drogas a vida inteira vão começar a atingir o Serviço Nacional de Saúde’. Os números, publicados pelo SNS, mostram que mais de metade dos internamentos por drogas envolve homens e mulheres de 75 ou mais anos – pensionistas, que estariam nos seus 20 anos durante a era da experimentação com drogas”.
[12] O futuro das drogas a Miley Cyrus pertence. Mike Will Made It c/ Miley Cyrus “23”: “I'm in the club high off purp with some shades on / Tatted up, mini skirt with my J's on”, explicação: está no seu poiso, de óculos escuros, pedrada de purple kush, erva roxa, (a cor roxa deriva do cultivo a baixas temperaturas e da colheita no fim do processo de floração, quando os cloroplastos vermelhos se sobrepõem aos verdes), minissaia, de pernas no ar, mostrando as tatuagens, nos pés, os ténis Air Jordan.

33 Comments:

  • At 3:58 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    8. º post sobre os anos 80, por razões óbvias de tamanho tive que ficar apenas pela série de TV Miami Vice. É uma série muito importante para Portugal, se fosse produzida hoje, seria apresentada como mais um sinal positivo das reformas estruturais, - que também são compreensíveis de todos, por exemplo, não se pode aumentar a idade de reforma sem flexibilizar também o despedimento, qual é o empreendedor, de hoje, ou do futuro que quer um empata-fodas de 60 e tal anos na sua empresa? É uma série muito importante para Portugal: num episódio é dita a palavra patrão em português, no filme aparece uma portuguesa a trabalhar num clube em Miami, e não podia faltar o nosso Joaquim de Almeida, mas sobretudo influenciou uma geração de bófias da PJ, que imitava o Crockett e andava de Porsche e vestia Hugo Boss, não vou citar nomes mas ainda podemos vê-los na TV. Os bófias de agora, por outro lado, imitam os CSI.

    Uma série para a geração MTV, descrita por Bret Easton Ellis, se Kerouac é o escritor do modo de vida dos beatnicks, viajavam até ao México, ouviam jazz, fumavam marijuana, e tinham dramas existenciais; Easton Ellis é da geração de 80, que não sai da cidade, anda de casa em casa, consome drogas e fode, e frequenta clubes e vê MTV. Nesta série entraram quase todos os músicos ou músicas da época, Zappa e Cohen e Dombasle e o grande sucesso “Smuggler’s Blues”.

    A versão porno foi realizada por Ron Jeremy mas protagonizada por um casal que não envergonha a Igreja. Não sei se a frase que os cubanos dizem que Hemingway escreveu para a Bodeguita del medio é verdadeira, a malta comuna não é de confiar. O filme Miami Connection começou por ser um flop, mas passados estes anos é um filme de culto. Miami é a terra do melhor festival de música: o Ultra Miami, do melhor futebol: as Dolphin cheerleaders, e para as melhores férias, que o diga a Nicole Minetti, que fornecia putas para as festas do Berlusconi e, consta, o nosso herói CR7 papou. Se ele comeu, todos nós comemos, glória e simpatia.

    A paz na Colômbia foi trazida pelo abate dos tipos das FARC graças, em boa hora, à ajuda tecnológica americana. Matar é bom, é um sinal de vida, para os que cá ficam, que vão ao funeral, para os outros, não.

    Há uma série de vídeos ligados ao tema, Bill Ward, não recomendo visualização, pois há mulheres nuas, coisa que sou contra, antes do casamento, e mesmo depois tem que ser comedido. Como o vídeo “Fuck Snitchin” ou “Mr Killer”, horror.

    A coca e as outras atividades congéneres (drogas, putas, contrafação) contribuem para 0,3 % do PIB, claro que isto é feito por estimativa, mas de facto entra no PIB. Como toda a gente sabe é uma convenção, não é nada de real, ou sequer fiável, baseia-se em regras – que o nosso homem na Europa, Durão Barroso tanto preza – e essas regras são impostas pelos países alfa. 0,3 % do PIB é quanto a nossa economia lucrará quando os nossos craques venceram o Mundial no Brasil, nem ponho a derrota como opção, as reformas estruturais estão a dar resultado, e esse é um deles.

    E por fim, aquele fenómeno que está a suceder na Inglaterra, a geração de 60, que ouvia Beatles e Kings, consumia drogas e vestia em Carnaby Street, está a chegar ao serviço nacional de saúde com problemas ligados ao consumo de drogas, pensam que são ainda novos e zás, urgência com eles, custando muito dinheiro ao contribuinte. Os velhos são apenas pensões e doenças e puxam a economia para baixo, a economia é um pássaro que quer voar, trazer futuros que cantam, e a velhada estraga prazeres.

     
  • At 6:42 da tarde, Blogger São said…

    Sobre a série Miami Vice, niente...pela simples razão de que não vejo séries nem telenovelas, rrrs

    Quanto à erva roxa da Cyrus, pois que se droguem ...É um pouco como as praxes.Se é assim que querem, que morram antes de matarem outros...

    Beijinho

     
  • At 4:48 da tarde, Blogger Jose Torres said…

    Não vi, Miami Vice ou "Acção em Miami", como não consigo acompanhar histórias em episódios; gosto de tudo de enfiada (enfiada, de consecutivamente, nada de "introduzir em orifícios"; neste caso há sempre os preliminares, como afastar ramagens, colocar de pé 'atensão').
    Acompanhei a série, Colditz, porque um parente com manias de grandeza e realeza falava que apartecia lá um tio avô. Mas afinal nem gatos, nem cães portugueses... quando mais "seres vivos".
    Bons tempos e ventos da Telescola onde não havia praxes, nem mesmo a praxeologia dos actos humanos sexuais.
    Bem, vou mirar as minhas pinturices, não se dê o caso de existir algum mirone, digo, "miró".
    Uma boa preparação para o fim de semana.
    (só uma indicação, para a "esfrega" há coisa mais propícia e barata que o Bain de Soleil, como por exemplo o azeite, nestes casos nem interessa ser extra ou simplesmente virgem...)

     
  • At 1:08 da tarde, Blogger RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO said…

    Assisti a Miami Vice, porque na década de 80 assistia a tudo. Tem lá prós e contras. Quanto à Cyrus, coqueluche da minha sobrinha e dos seus amigos adolescentes, ela se droga, mas nem todos eles não.
    Abraços saudosos,
    Renata eu e daí

     
  • At 6:15 da tarde, Blogger Panurgo said…

    E so para te mandar para o caralho caso nao aprecies devidamente a nova cantiga dos u2. Certo que a lirica e pessima, mas tem aquele toque alemao dos anos 90.

    Bom peco novamente desculpa por escrever sem acentos, mas estou a viver no estrangeiro, tenho que dizer isto muitas vezes, os melhores saem sempre, fuga de cerebros e de intestinos, mijar e cagar em londres custa meia libra, estes sabem como fazer dinheiro

     
  • At 11:23 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    São: tirando as séries, ou as telenovelas, não estou a ver o que sobra. O Marcelo, a quem chamam por carinho professor? o amoroso Marques Mendes ou a assustadora sra. Leite? Num povo subdesenvolvido, a TV é a primeira universidade, é onde aprendem a vestir, falar, ler livros, ver Souzas Cardozos ou Mirós e todas essas coisas que ensinam. O Miami Vice criou uma geração de PJs, é de um valor incalculável para o nosso país, as polícias são muito importantes nos países livres. Só uma polícia bem paga, motivada pelo positivismo da TV, que controla tudo, é que garante a liberdade. Passos percebeu, vai ter que tirá-los da Função Pública, para os salvar ou compensar dos cortes, e até Seguro já fala da criação de uma Polícia Nacional.

    Não é bem a droga ou as praxes que matam, o que mata é a vida, as pessoas estão vivas e morrem. As praxes já estão a arrefecer, ainda mexem porque os jornalistas têm de encher espaço, produzir a notícia, agora andamos nos Mirós, mas também dura pouco, a malta gosta é de garrafão de 5 litros (o verdadeiro símbolo nacional, qual bandeira, hino, fado, guitarra, o garrafão é que define a Pátria).

    Há boas notícias, o tribunal (e o Banco de Portugal) não permitiu a quem tanto deu ao país visse a velhice a contar trocos e devolveu os subsídios roubados com juros, é bom, para contrariar as estatísticas de que a população portuguesa está cada vez mais velha e pobre.

     
  • At 11:42 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    José Torres: o título estava mal escolhido, o único sítio no mundo com ação é Portugal. O PMEC (processo de milagre económico em curso) é mais quente que o PREC, e as pessoas até estão mais bem vestidas e penteadas (ou carecas, que aquele drama de Passos é uma farpa na carne portuguesa), com a Fatura da Sorte vamos todos andar em grandes bombas (de quatro rodas, que já não há Aquilinos Ribeiros em Portugal). E vamos poder acenar aos chineses e angolanos quando vêm às compras de empresas que só dão prejuízo, como a EDP que só lucra por ter Catroga sentado debaixo de um candeeiro.

    Quem anda com problemas são os nossos banqueiros, o drama de estarem todos falidos, porque o modelo económico faliu, vê-los a apresentar prejuízos, e a venderem os Mirós, como a famelga Espírito Santo, parte o coração às pedras da calçada. No entanto. podemos todos ter a certeza que os políticos são a sua mão invisível na concorrência de mercado.

     
  • At 11:46 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO: há que tempos que você não dava sinais, os blogues têm estado parados, se vivesse em Portugal diria que foi requalificada (possivelmente não existe esta palavra no Brasil, é coisa de cá, de povo que elege tolos para governar o país), vou dar uma volta pelos seus blogues um dia destes, saúde.

     
  • At 12:02 da tarde, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Panurgo: nem sabia que os Udois tinham nova melodia, quem deve ficar contente é o seu maior fã: Jorge Gabriel. Vi em qualquer lado que o Bono disse que os Udois estavam a perder a sua relevância, está a ficar consciente, o Vox, de que tem que fazer como os escoceses e tornarem-se, os irlandeses, independentes dos ingleses. Tenho que ouvi mas rock para mim é Guns 'n Roses.

    Aproveita Londres para vender uns Mirós, ah! se Carlos Abreu Amorim não fosse do Governo (quero dizer, engraxador) esta expressão faria História - vender Mirós! CAA tem todo o aspeto de plumitivo, de polemista de deixar marca, de Garrett, de Herculano, um homem capaz de moldar o barro em cultura da nação, é pena que vender Mirós não fique na língua porque os melhores estão no Governo.

     
  • At 4:26 da tarde, Blogger Tétisq said…

    nunca imaginei aprender a cozinhar coca num blog...

     
  • At 7:14 da tarde, Blogger São said…

    Para mim , há o Mezzo(que vou deixar de ter, porque desisti de pagar um serviço de telefone que umas vezes funciona , outras nem tanto) e tenho o História e afins.

    Claro que gosto de ler, de escrever, de música, de museus, ...

    O que mata , nestes casos, é a estupidez das criaturas: têm tudo e acabam por se assassinar, idiotas.

    As praxes, pelo que me tem parecido, irão continuar de boa saúde - até porque existem cabecinhas iluminadas ( e pensar que é esta gentalha que é o Futuro de Portugal!!)a defender o direito de serem humilhadas e a declarar o seu amor ás selvajarias, perdão, às praxes.

    Só lamento não poder ser eu a praxar estas criaturas, garanto que nunca mais quereriam ouvir falar em tal coisa e isto sem as humilhar nem nada de semelhante, juro.

    Com os serviços prestados por esses velhos de tão grande qualidade só têm que ser ressarcidos e com juros, claro.

    Ah, sim ...os Mirós ! Cavaco , que adora a obra do catalão (duvido que soubesse quem era antes disto) esquece que os quadros saíram em mido contrabando e critica os políticos porque se serviram do facto como arma de arremesso: espero que não literalmente, porque , então, as telas estragam-se e ainda o valor baixa.

    E como eu achei interessante os quadros terem sido entregues com chave na mão. Será que Passos sabe mesmo o que diz?!

    Fico por aqui senão ainda caio na tentação de falar à nortenha e mandar tudo isto para um sítio que eu cá sei.

    Bom resto de domingo

     
  • At 11:56 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Tétisq: é apenas um método, que põe em prática as lições de química do liceu, mas há outros. Agora, devem ter inventado uma forma para lhe aumentar o peso, que ainda não descobri qual, só assim se explica que agora vendam a coca já em base. Não pode ser o mesmo método que conheço, que esse diminuía-lhe o volume.

     
  • At 12:15 da tarde, Blogger Táxi Pluvioso said…

    São: os canais temáticos, tinha-me esquecido deles, que me tira um bom telejornal ou um canal português notícia todo o dia, tira-me tudo. O fartote de riso é tal que fico logo bem disposto e aprendo logo História, na hora, chave na mão, toma lá dá cá. O facto histórico mais importante destes 40 anos foi o BPN. Ali está concentrado o que foi a política portuguesa e os seus fazedores. Criou-se um local para distribuir riqueza – eu sei, Cavaco só investiu, não havia nada de mal, honestidade, honestidade e tal – mas a questão é a gestão, multiplicação e distribuição da riqueza. E mesmo agora, o banco continua no centro, a arrastar a economia para baixo, vendido ao desbarato, como o país e sempre a dar prejuízo.

    Para os Miro, têm de dizer ao Cavaco / Passos apenas três palavras: cidade de Sansepolcro, fica na Toscânia.

    O mundo está mesmo a rodar, então não é que o Victor Emmanuel está na cadeia por dever massa ao fisco, nunca usei as camisas, não gosto daquele estilo, mas não deixa de ser muito engraçado a malta fina ter que mudar de marca.

    Quando vi que Passos paga (salvo seja) para que lhe atendam os telefones, 25 mil euros em outsourcing, é sinal de milagre. Afinal tirar um curso para atender telefones pode não ser má ideia.

     
  • At 3:44 da tarde, Blogger São said…

    Eu bem ( te) digo: estas criaturas ainda me fazem usar a dignidade do palavrão teorizada por D. Fernando de Mascarenhas ( será ainda vivo?).

    Quem será @ amig@ de Passos ( ou arredores) que necessitava de uns euros? Oh, sorte a minha, que não conheço ninguém de jeito: andei eu a trabalhar, a descontar tudo quanto quiseram, a pagar cada vez mais para a ADSE ( e agora nem dá para sair, pelo que estou voluntariamente à força no sistema!!), com todos os impostos em dia e, agora, sou tratada abaixo de cão, comos e fosse uma parasita e a causadora da dívida!!

    Mas porque não me filiei eu num Partido ?! É ser burra!!

    Ao menos, esses vão presos, aqui são todos uns santos inocentes a começar pelo BPN e pelo do Rendeiro.

    Se o banco dos PSD já foi vendido ao desbarato, como é que ainda neste momento se injectam 55 milhões de euros ?! Sou parva ou estes tipos quem fazer-me passar por tal?

    Boa semana

     
  • At 2:33 da manhã, Blogger Tétisq said…

    Se calhar, usam a bimby...

     
  • At 2:29 da tarde, Blogger Jose Torres said…

    Ando apreensivo.
    Ao estado a que a vida na terra chegou; como diz "Elias, o sem-abrigo", os portugueses já vivem acima das suas possibilidades, até os seis milhões abaixo das suas necessidades, (tanto mais que necessitam de publicidade).
    O macho latino deixou de latir, (nas duas vertentes da palavra)
    Agora somos cabreados e amouchamos e também amouxamos.
    Sempre se disse (pelo menos tenho ouvido) que estamos num país de ladrões.
    (Veja-se o pobrete do Rendeiro, e os seus acólitos, Guinchar e Fezes Vitais, com prejuízos de quase 15 milhões.
    Foi um Euromilhões que lhes saiu, mas do bolso...
    Bem o gamelório espera-me.
    Bom apetite

     
  • At 2:42 da tarde, Blogger Jose Torres said…

    Passava pelo estreito uns carapaus alimados quando deparei, no e-mail, nesta alimária que eleva aos céus a nossa governante alimanada.
    Um bom fim de semana.


    POR CAUSA DO PASTEL DE BELÉM


    Aos padeiros falta massa

    Por causa do “pastel” de Belém
    E do “Papo-de-Anjo” de S. Bento

    Também os padres já não comem como abades
    E os relojoeiros andam com a barriga a dar horas.
    Os talhantes estão feitos ao bife – foi-se-lhes a maminha
    Os criadores de galinhas estão depenados
    Os pescadores andam a ver navios
    Os vendedores de carapau estão tesos
    E os de caranguejo veem a vida a andar para trás.

    Por causa do “pastel” de Belém
    E do “Papo-de-Anjo” de S. Bento

    Os desinfestadores estão piores que uma barata
    Os fabricantes de cerveja perderam o seu ar imperial
    E estão sob pressão
    Os cabeleireiros arrancam os cabelos
    Os futebolistas baixam a bolinha
    Os jardineiros engolem sapos
    E os cardiologistas estão num aperto

    Por causa do “pastel” de Belém
    E do “Papo-de-Anjo” de S. Bento

    Os coveiros vivem pela hora da morte
    Os sapateiros estão com a pedra no sapato
    E não conseguem descalçar a bota
    Os sinaleiros estão de mãos a abanar
    Os golfistas não batem bem da bola
    Os fabricantes de fios estão de mãos atadas
    E os coxos já não vivem com uma perna às costas

    Por causa do “pastel” de Belém
    E do “Papo-de-Anjo” de S. Bento

    Os cavaleiros perdem as estribeiras
    Os pedreiros trepam pelas paredes
    Os alfaiates viram as casacas
    Os almocreves prendem o burro
    Os pianistas batem na mesma tecla
    Os pastores procuram o bode expiatório
    Os pintores carregam nas tintas
    Os agricultores confundem alhos com bugalhos
    E os lenhadores não dão galho

    Por causa do “pastel” de Belém
    E do “Papo-de-Anjo” de S. Bento

    Os domadores andam maus como as cobras
    As costureiras não acertam agulhas
    E os barbeiros têm as barbas de molho.
    Os aviadores caem das nuvens
    Os bebés choram sobre o leite derramado
    Os olivicultores andam com os azeites
    Os oftalmologistas fazem vista grossa
    Os veterinários protestam até que a vaca tussa
    Os alveitares pensam na morte da bezerra
    As cozinheiras não têm papas na língua
    Os trefiladores vão aos arames
    E todos os sobrinhos andam “Ó tio, ó tio!”.

    E que outra coisa seria de esperar de um país onde

    Por causa do “pastel” de Belém
    E do Papo-de-Anjo de S. Bento

    Até os elefantes estão de trombas
    E os santos andam com cara de pau

    (Autor desconhecido)




     
  • At 10:32 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    São: filiação em partido pensei logo eu quando acabou o tempo da curtição e chegou o momento de escolher carreira. A escolha não é muita num sistema bipartidário, era PS ou PSD, (naquela altura o CDS era um clube de pederastas e eu não estava para aí virado). Decidi não entrar em nenhum, tenho muita dificuldade em ser carneiro, pensar o que os outros todos pensam, seguir um líder, ser um ista (soarísta, sampaísta, guterrísta, etc.). Bem vistas as coisas, só PSDísta é que compensava: ter aproveitado da grande obra do cavaquismo, o BPN, teria sido ótimo, agora não dá para chorar sobre bancos derramados.

    Reparei que o nosso submarino foi à manutenção à Alemanha, que só custará 5 milhões. Tenho pena não termos o outro, além de nos fazer falta, e ser também um grande legado da governação Paulo Portas, talvez os alemães (que emprestam a subdesenvolvidos para lhes comprarem a tralha) fizessem um desconto na mudança de óleo e verificação das pastilhas dos travões. E, quem sabe, poderíamos meter a conta nos 2 mil milhões de prejuízo dos bancos, assim como assim, aquela malta está protegida da falência (e, no caso da Caixa Geral de Depósitos foi provocada a sua falência para vender a bom preço como o BPN).

    Vou tentar uma saída limpa deste comentário, dizendo que ter um grande gestor no Governo, de seu nome Passos Coelho, gabado por si mesmo no último debate na Assembleia, dá uma segurança de que o milagre económico do vendedor de cerveja (que quando lá esteve, a Super Bock até vendeu menos) terá um final milagroso.

     
  • At 10:38 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Tétisq: não me admirava nada, só mesmo a traficar droga é que se arranja cerca de mil euros para dar por eletrodoméstico. Será muito útil mas é carote. Eu nem com microondas sei trabalhar, só com fogão, que também é rápido se for usado de forma inteligente (pelo ser humano, não estou a falar de fogões inteligentes).

     
  • At 11:13 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Jose Torres: li uma vez que no Zimbabué as trabalhadoras do horizontal (ou da posição que mais jeito der) lavavam os preservativos, aproveitando-os assim, para a próxima entrada (no seu local de trabalho). Talvez por cá se possa importar esta boa prática. No entanto, não deverá ser necessário, a malta deve andar farta de sexo, querem é empreender, inovar, e usam os preservativos para fazer balões de água no Carnaval. É muito consciente o político ao dizer: “Temos a sensação de que não chega distribuir preservativos. É necessário incentivar ao seu uso”. Ele bem podia deixar-se comer em público para vermos como é que funciona.

    Muito boa ideia a do Benfica, então o “e pluribus unum” daria para quando uma esposa recebe o seu querido esposo, mais os seus amantes. Vejo que não há um com a cara do Eusébio, deve ser campanha de antes do falecimento. E o que as mulheres se embelezam para os homens (calculo, se calhar é para mulheres, que isso agora é a escolha dominante).

    É o caso daquelas médicas, enfermeiras e funcionárias de um hospital do Porto que faziam depilação às custas da ADSE. Elas são apenas vítimas da moda. Se fosse moda mulher peluda, como a macaca do Tarzan ou o bigode do Fernando Ruas, nada daquilo se passaria. Estariam orgulhosas de mostrar o belo e afamado buço português e pelos onde o canguru os contava (como dizia a canção dos Porquinhos da Ilda).

    O poema está muito bom. É um orgulho para Cavaco soltar a veia poética nos seus concidadãos. Se calhar foi a mulher dele que escreveu, ouvi dizer que ela era poetisa.

     
  • At 11:53 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    ... diabo! não consigo comentar no inséte, o Chrome manda-me para o Google +

     
  • At 12:32 da tarde, Blogger São said…

    Sofremos do mesmo mal:independência e alergia a coletes de forças.

    Na Alemanha e na Grécia há condenações por suborno no caso dos submarinos. Aqui o processo arrasta-se há dez anos e os das contrapartidas foram absolvidos, todinhos!

    Mudando de tema: cimento na coca??? Eu pensava que as adulterações só eram feitas após o fabrico e que era nas doses que se estão à venda que se misturam pó de talco, açúcar e coisas desse tipo...

    Desconhecia a lenda , mas a profecia cumpriu-se: os invasores estão a pagar caro - em todos os sentidos - o seu consumo.

    Que o teu domingo continue seco comoa qui

     
  • At 12:37 da manhã, Blogger Jose Torres said…

    Só para desejar uma boa semana que isto está pelas horas da morte.
    Veja-se a que preço chegou a carne
    (e nunca se sabe se é fresca e de confiança).
    E os nossos mentores, os americanos, o povo mais inteligente á face da terra.
    Bem... que o fim de semana chegue placidamente com complacência.

     
  • At 11:20 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    São: não há muita independência numa sociedade industrial, os produtos são produzidos e acelera-se o seu consumo com uma grande carga de marketing. É que nesta sociedade a cultura tornou-se uma indústria e o cidadão mero consumidor. Vê-se, agora, com mais essa festa da inutilidade artística (mas imensamente lucrativa) chamada Oscares (ou os outros, BAFTA, globos de ouro, ou outro pincel qualquer). Engole-se aquilo como ponto mais alto quando na verdade é apenas uma campanha de marketing bem idealizada. E os filmes que premeiam são horríveis - Django, Avatar, Mordomo, enfim, perda de tempo. E os atores? fazem um papel e depois não há quem os suporte: Niro, Streep, Pacino, não há quem ature.

    Esse julgamento dos submarinos – achei muito divertido o Portas dizer uma vez a uma locutora de TV que se soubesse o que sabia hoje não os teria comprado. Se eu soubesse o que sei hoje… é uma boa explicação política. Por acaso, muito em voga agora o uso de ditos ou frases de sabedoria popular, como aquela outra: o que tem que tem que ser tem muita força, também de Paulinho. Desse julgamento não percebi, o Estado gastou 500 mil euros com ele, é bom para o PIB, o que eu não percebi foi: quem fez as perícias foi uma empresa que pertencia aos acusados. Poderia parecer estranho, dar a chave do galinheiro à raposa, mas parece ser normal, não se pode prender empreendedores ou investidores.

    O cimento na coca não é para adulterar, é usada no processo químico de extração da coca da folha da planta, é preciso um carbonato, também pode ser cal em vez de cimento. Que saudades tenho das aulas de química, era bom naquilo, só tinha 20, hoje nem da fórmula dos cábulas, H2SO4, me lembro, e não foi por falta de exames, se calhar foi por falta de Crato, naquele tempo não havia. A adulteração faz-se depois. Se calhar pode-se adicionar qualquer coisa branca, como açúcar ou pó talco, mas vendedor que quer vender e não estragar o produto usa Aspergic, é dissolvido na água e não estraga a coca. Agora lembrei-me que há uns anos, e deve ter sido nos anos 80, alguém introduziu no mercado português heroína com gesso misturado. Para quem fumava não havia problema. Mas dos que picavam morreram alguns, a bófia andou feita doida para os caçar e retira a coisa de circulação.

    Os problemas de hoje são mais complicados. A ideia de dar carros na Fatura da Sorte é algo muito grave. Eu recuso-me a comprar seja o que for onde me passem fatura. Vou-me embora e não pago. Não posso arriscar a que me saia um carro. E logo de topo de gama. Seria a minha falência total, mais do que já está. Calculo os impostos e taxas que um carro de luxo pagará, simplesmente não posso arriscar, faturas nem vê-las.

     
  • At 11:33 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Jose Torres: 11 mil não está nada mau. É pena não se poder repetir a graça de três em três meses, seria uma boa saída professional para a as nossas licenciadas, da geração mais bem formada do mundo. Se fosse no tempo dos cavaleiros e cavalos seria possível provar que são marido e mulher, era só mostrar os lençóis manchados de virgem sangue, mas agora é muito mais difícil, não admira que a bófia os apanhe rapidamente.

    Os americanos são do mais ignorante que existe, o Crato devia pôr os olhos neles, para passarem na escola só têm que saber o hino e lá aquela coisa do pledge the legion, que eu nem sequer sei o que é. Por cá também devia ser assim, depois aprende-se as coisas práticas a colar cartazes para partidos e sobe-se na vida, não é preciso os alemães estarem a mandar massa para termos universidades.

     
  • At 7:28 da tarde, Blogger São said…

    Como nunca fui boa a ´Química, não percebi logo que o cimento é necessário...

    lembro-me dessa estória do gesso, sim.

    Felizmente, nunca experimentei sequer droga de espécie alguma, embora uma vez me tenham oferecido haxixe.

    O Paulinho das Feiras é useiro e vezeiro em brilhantes conclusões dessas, mas ainda será Presidente de alguma coisa, além do CDS...

    Bom serão

     
  • At 5:56 da tarde, Blogger Jose Torres said…

    Bem... o domingo já lá vai (ou quase).
    Um maldito coelho manso, (dos outros já não há. A Merkel passou-lhes a mão pelo pêlo para os domesticar... agora só há próceres), saiu-me rijo e dificultou-me as dentadas que com raiva lhe poderia dar e não dei...
    Salve-se o fim de semana com a boa nova, digo as novas cátedras do nobilíssimo Relvas (sim, dignidade que lhe deu o Láparo e que lhe dá o direito, não de usar a purpura - como fazia o imperador Constantino - mas sim a sua ignorãncia para vegetar por aí e espantar os portugueses)
    Então uma boa semana de boas notícias da família roedora e da família merceneira (que faz Portas por medida)

     
  • At 11:34 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    São: o Paulinho tem muitas possibilidades de ganhar as eleições, o clima de euforia no Governo é enorme, os sinais positivos e toda essa treta para enganar os sicários e os incautos tardou mas chegou (até eu andava muito admirado na inépcia em apresentar as coisas, estive para escrever ao Passos para ele me dar os números que eu apresentava o país mais cor de rosa do mundo, mas afinal não é preciso, suponho que é já trabalho do Relvas, Relvas é o maior político português, não foi por acaso que lhe deram o curso e não ter que perder tempo a aturar os idiotas que dão aulas nas universidades).

    A nossa classe política é viçosa, vê coisas na estranja e como bom luso - que, quando no estrangeiro parece burro a olhar para palácio - quer logo importar. Foram os briefings, viram os presidentes americanos com os seus porta-vozes e logo quiseram fazer em S. Bento. Esqueceram-se que a América é polícia do mundo e todos os dias tem notícias a dar aos policiados, e que em Portugal, se os membros do Governo não falarem dos novos namorados que arranjam, não há matéria nem para um segundo por dia. Agora querem importar cérebros, como os americanos, que surge um crânio nos confins do mundo, vão logo buscá-lo para os EUA. Enfim, é uma boa ideia (de um povo como muito tempo – 900 anos – mas com pouca História).

    Mas isto é como o leite Mimosa, se eles não se cuidarem entre si, quem os cuidará? Os elogios da tipa do FMI, - aquela que é uma montra da alta-costura francesa, de quem me esqueço sempre o nome -, rasgou elogios à nova aquisição do FMI, o nosso Vítor Gaspar, o Cristiano Ronaldo das finanças. O comunicado rasgava “impressionante capacidade de gestão”, “desempenho formidável em políticas públicas”, upa, upa, mais um português de sucesso na estranja. É como o leite Mimosa, se não fossem eles a adjetivarem que o faria?

    Vem aí uma ideia genial. Não faz sentido aumentar a idade da reforma sem liberalizar os despedimentos. Um empreendedor quererá dispensar os colaboradores velhos com mais de 40 anos, então com 60 ou 66 é só para rir e para ficar no papel, não há empreendedor que o queira na empresa, nem que fosse o seu pai. Então, há esta ideia genial que vem no Diário Económico:

    “O Governo quer incentivar o trabalho a tempo parcial de trabalhadores mais velhos, apoiando, simultaneamente, a contratação de desempregados jovens ou de longa duração. Neste processo, o trabalhador mais velho deverá acompanhar o mais novo, transmitindo "conhecimentos e experiência". O objetivo é "promover o envelhecimento ativo e incentivar os trabalhadores seniores a preparar a sua reforma, através da redução do seu horário de trabalho, bem como permitir a entrada no mercado de trabalho de desempregados, designadamente jovens, a quem é igualmente dada tutoria pelo trabalhador sénior".

    É genial. Espero que tenha sido ideia de Poiares Maduro ou do seu adjunto Lomba.

     
  • At 11:53 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    José Torres: depois de passar a febre de vender mirós, parece que o que está a dar agora é vender casas a chineses, por duas tigelas de xau-xau ficam-nos com tudo. É bom. Se eles precisarem de empregados, não faltará emprego para os nacionais, que, por serem trigueiros, até ficam bem de farda clara ou branca. (Já apareceram os engraçadinhos a meter a unha e a enganar os chinocas).

    Vi que vão gastar 300 mil a comemorar os 40 anos do 25 de abril, acho dinheiro deitado fora, devia acabar com esse feriado. Deveria ser comemorado com o Carnaval onde se gastará 1,6 milhões nos desfiles, com certeza que se arranjava um carro alegórico, punha-se o Cavaco em cima a fazer um discurso a elogiar Passos (e até a dizer mal de Sócrates, por ser Carnaval, e poupava-se os 300 mil para outras despesas).

    Quem se safou bem foi o banco (bando) do Mira Amaral, 82 % de lucro, 58,6 milhões, nada mal. E é um banco que diz que cresce connosco, é mais um sinal positivo da economia. Nem consigo esperar pelo efeito Relvas, com Relvas junto com uma equipa reformista e inovadora estamos todos ricos em três meses, é melhor que petróleo no Beato.

     
  • At 11:17 da tarde, Blogger Panurgo said…

    O twitter é a nova academia de Platão,

    https://twitter.com/adrianapariss

    http://yofollecontigo.tumblr.com/post/77167773522/presente

    http://yofollecontigo.tumblr.com/post/22194159196/ser-cerder-no-esta-renido-con-ser-dulce

     
  • At 9:41 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Panurgo; sem dúvida, com a vantagem de ninguém poder atirar galos ou procurar homens.

    Reparaste nos gajos do Uganda? aprovaram penas duras de cadeia para panascas e quem os apoiar, mas não foi assim, à papo seco, foi tudo baseado num estudo científico. A malta líder por lá também imita o ocidente livre: encomendaram um estudo que concluiu que não há base biológica para levar na peida, é só por gosto ou deleite intelectual e então proibiram que os hedonismos são luxos e não funções vitais.

    Parece que a chegada de Relvas a Lisboa teve encenação de Hollywood, vem na imprensa de referência, o Correio da Manhã, que um assessor do PSD agrediu um fotógrafo, espero que haja imagens no telejornal e que seja uma cena estilo Boris Vian com tigres e elefantes e saxofones.

     
  • At 11:02 da manhã, Blogger Panurgo said…

    http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/politica/assessor-do-psd-agride-reporter085112300

    É isto? A mim parece-me que o velho lhe meteu a mão nos colhões.

    Nós devíamos fazer ao contrário, era obrigar os nossos deputados vir público mostrar ao povo como se faz. Nunca houve tanto deputado larilas, é uma pena perder-se tanto conhecimento.

     
  • At 11:53 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Panurgo: caraças! estava à espera de mais ação, não me admirava nada que o velho estivesse com apetites e que, frustrado, que isto já não é como antigamente, tivesse sublimado. E Relvas nem se alindou. Ter ficado sem o curso, parece tê-lo abatido.

    Espero que tenha terminado a moda de os partidos obrigarem os deputados a casarem com uma mulher para manter um sinal de normalidade e conquistar eleitorado, como aquele ato cruel que fizerem ao Ribeiro e Castro.

     

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