Pratinho de Couratos

A espantosa vida quotidiana no Portugal moderno!

quinta-feira, maio 22, 2008

Gambozinos

No dia 18 de Julho de 1969, Richard Nixon, numa mensagem ao Congresso, fez contas à vida… no planeta. Relatou que, no ano de 1830, um bilião de seres humanos palmilhavam a Terra. Em 1930, o número subira para dois biliões. Em 1960, para três biliões. E, nos seus dias, a contabilidade de almas ia em três biliões e meio. Ele trocou por miúdos. Ou seja, a Humanidade demorou milhares de anos para produzir o primeiro bilião de cabeças, mas depois tomou-lhe o ferro nos dentes e apressou o passo. Um século bastou para o segundo bilião, trinta anos para o terceiro, e o quarto bilião será gerado em apenas quinze anos. Nixon previa sete biliões de habitantes para o final do século XX. Falhou por pouco. (É muito gaiteiro).

[Gaita irlandesa tocada por Séamus Ennis, considerado um virtuoso da “uilleann pipe”. Na década de 50 seria um dos percursores do folk britânico. Outro fundador da música folclórica britânica moderna foi Ewan MacColl, escritor de canções, dramaturgo, actor, poeta, com ficha no MI5, por ligações aos comunistas, e pai de Kristy MacColl – (ela em “Terry” e com os The Pogues). Ewan causou escândalo em 1956, por encetar uma relação com Peggy Seeger, ao mesmo tempo que mantinha a segunda mulher, mãe de Kristy e do irmão, Hamish. Peggy, meia-irmã de Pete Seeger, nos anos 50, em pleno macartismo, visita a China, como represália o Governo americano retira-lhe o passaporte. Ela decide ir viver para a Inglaterra onde tocava banjo. Conheceu Ewan, vinte anos mais velho, durante um espectáculo e começaram uma relação de três décadas. – Ewan MacColl em “My Old Man”; “Van Diemen’s Land”; “The Joy of Living”; com Peggy em “Hughie the Graeme” e “The Crafty Farmer”. Peggy Seeger, num comício contra a guerra de Tony Blair, em Albert Square].

Um mundo sobrepovoado não tem apenas como consequência viajarmos mais aconchegados nos transportes públicos. George H. W. Bush, (bendito pai do melhor presidente dos Estados Unidos), em 1986 era vice-presidente doutro estupendo estadista, Ronald Reagan. Nessa qualidade, Bush Daddy coligiu um relatório sobre terrorismo. Na descrição do perfil do terrorista enumera: “grosso modo 60% da população do Terceiro Mundo tem menos de 20 anos, metade tem 15 anos ou menos. Esta pressão populacional cria uma mistura volátil de esperanças juvenis que, quando confrontadas com frustrações económicas e políticas, ajuda a formar uma grande zona de potenciais terroristas”. Os jovens, excluídos do McDonald’s, Coca-Cola e Buick, perpassam-lhes pela cabeça, ideias de choque e pavor, contra o lado certo da Humanidade. (O lado com canções de sucesso como “Cumberland Gap”).

[de Lonnie Donegan, foi a primeira canção tradicional a atingir o top britânico, em 1957. Lonnie, apelidado o “rei do skiffle”, era um escocês influenciado pelo blues e pelo jazz de Nova Orleães. – Ele em “The Battle of New Orleans”; “Grand Coulee Dam”; “I Shall Not Be Moved”; “Puttin' On The Style”; “Hard Travelling”; “Gamblin' Man”; “My Dixie Darling”. Os filhos, David e Peter, formam a Peter Donegan Band. O baterista desta banda é Ray Laidlaw dos Lindisfarne, conhecidos pela fusão entre o folk e o rock nos anos 70. – Eles em “Meet Me on the Corner” “Fog on the Tyne”. No ano de 1978 com “We Can Swing Together” e “King’s Cross Blues”; “Winter Song” (1984); “Clear White Light” (1995)].

Os jovens do Primeiro Mundo, (Portugal é o único país merecedor desta designação. Os nossos pobres comem somente salmão e cherne ultracongelados), nascidos com o rabo para a lua, não lhes atormenta desejos de bombástica destruição, contentam-se com reproduzir a vida do pai biológico ou político. Pedro Passos Coelho, enquanto jovem, foi domesticado no aparelho do Partido Social-Democrata, confessou-se: “fumei haxixe e não gostei do sabor”. (Atendendo ao nível de conhecimento da realidade, na classe política, provavelmente era louro prensado). Mas nos países subdesenvolvidos, mocidade sem nada para fazer, excepto coçar a micose, com uma palhoça num subúrbio de uma metrópole, como horizonte de vida, para não cair no caldo explosivo, originador de terrorismo, requer um líder carismático: religioso, que não seja como o reverendo Jeremiah Wright; ou político, com mão forte e amigo do Ocidente. (Que não beba “Whiskey in the Jar”).

[dos The Dubliners. No começo da década de 60 chamavam-se The Ronnie Drew Group. – Em “McAlpine's Fusiliers” e na TV irlandesa. Como The Dubliners – “Dublin in the Green”; “Finnegan's Wake”; “The Wild Rover”; ao vivo em Estocolmo (1973) com “Black Velvet Band” e “Wecha Wailia”; Barney McKenna, depois de muitos anos de álcool, canta “I Wish I Had Someone To Love Me” e “Fiddler’s Green”; também tocaram com os The Pogues e André Rieu].

Na película “She” (1965), produção da Hammer Films, com os inevitáveis Peter Cushing e Christopher Lee, Ursula Andress interpreta o papel da princesa Ayesha, líder de uma cidade perdida nas montanhas, possuidora de uma chama mágica, que lhe concede imortalidade. Ayesha governa os Amahagger com mão-de-ferro, tomando decisões extremas, em nome do poder, e para o bem do povo. Ela é o equivalente, na novela de H. Rider Haggard, a Manuela Ferreira Leite, na literatura de cordel portuguesa. A Sra. Leite justifica as suas acções: “sou dama de ferro nos valores”. Ayesha também se rege por valores. Explica aos estrangeiros, que assistem horrorizados a uma bárbara execução, como sendo uma demonstração do seu poder absoluto. Perante as objecções dos abalados visitantes, sobre a moralidade de reinar através da indução do terror nos súbditos, Ayesha contra argumenta, se governar pelo medo, será pior que o mundo deles, que mata milhões em nome da Liberdade. (“The Half-Remarkable Question” – 1968).

[dos escoceses The Incredible String Band, precursores do electric folk. Designação da música tradicional celta e britânica, tocada num estilo rock, derivado da electrificação dos instrumentos. Eles em “Painting Box”; “All Writ Down”; no festival de Woodstock (1969) em “When You Find Out Who You Are” e “This Moment”; “You Know What You Could Be” (2003)].

As sociedades exportadoras de Liberdade excluíram o cagaço das suas preocupações. Nelas não há medo de perseguições da Administração Pública, das agressões policiais, da prisão ilegal, da proliferação de impostos, de ficar sem emprego, da perda do poder de compra, da total falência pessoal. Líderes carismáticos encarregaram-se disso. Cavaco Silva, primeiro-ministro responsável pelas melhores cargas da polícia sobre a população, na época da chuva (não dourada mas adiamantada) de dinheiro da Europa, teve o condão de enterrar o país. Ele também tem uma boa explicação: “aquilo que fiz, foi na convicção que estava a fazer o melhor pelo MEU país”. De uma maneira geral, toda a população mundial teve sorte com os seus líderes. Nunca algum veio a público dizer: “eu sou um perfeito cretino. Não devia ter ocupado o cargo”. Todavia, na perspectiva daqueles que nasceram iluminados pela sabedoria do que é melhor para os outros, certos povos foram mal servidos. E, como no dizer de Mark Twain, “somos todos iguais, por dentro”, é um dever libertar esses nossos semelhantes. Aliás, a Liberdade cresce como um pão-de-ló, que em breve aparecerá um Exército de Libertação da Liberdade, para a combater. Por enquanto este é um anúncio holandês, alertando para os perigos do fogo de artifício, mas um dia, tanta Liberdade existirá, que anulará a condição de ser livre. (Lá se vai porta fora o casamento ideal, cidadão / liberdade, da Revolução Francesa. “Wedding Dress” – 1972).

[dos Pentangle, outro antecessor do electric folk. Em 1968 – “Travelling Song” e “Let No Man Steal Your Thyme”; em 1970 – “Light Flight” e “House Carpenter” e “Hunting Song”; nos anos 90 ao vivo no Quebeque – “Reynardine” e “Cruel Sister”. O guitarrista formou o John Renbourn Group – “The Flower of Northumberland”; “Belle Qui Tiens Ma Vie”; “Round Midnight”; “English Dance”; em 2005 – “Great Dreams From Heaven” e “Walking The Dog” Parte 1 e Parte 2; a vocalista, Jacqui McShee, a solo em 2007 – “She Moves Through The Fair” e no Festival Folk de Cropredy].

Se os dirigentes políticos são os modernos apinários, os chefes espirituais concorrem na mesma área do entretenimento, mas lidam com outro material. Retiram a matéria-prima, para a razão da sua existência, da superstição, resultante da ignorância. A religião não é outra coisa, senão a superstição racionalizada e institucionalizada, e como a ignorância nunca abandonará o ser humano, os pastores não faltarão. Entre as crenças a la carte, os budistas ocupam um lugar especial. Eles são o Belenenses das religiões. As pessoas pertencentes a outras fés engraçam com eles, como benfiquistas e sportinguistas simpatizam com a equipa do Restelo. Angariaram fama de conhecimento e sabedoria falando por enigmas, e palavras soltas da língua páli são chupadas, no Ocidente como, rebuçados. Contudo têm uma vantagem. São amigos do seu amigo. O Dalai Lama, um líder para consumo de intelectualóides, afirmou sobre Wbush: “apesar da minha discordância com algumas das suas políticas, como pessoa, amo-o. Nós ficamos amigos imediatamente. Ele é uma pessoa muito amável”. (“Time Will Show the Wiser” – 1967).

[dos Fairport Convention, com Judy Dyble, como vocalista, substituída mais tarde por Sandy Denny. Em “Tam Lin”; “Dear Landlord” / “Cajun Woman”; “Fotheringay” / “Who Knows Where The Time Go”. No ano de 1970 ela já não fazia parte da banda – “Now Be Thankful” e na Taverne de l’Olympia e “Walk A While With Me”; “The Hanging Song” (1972); “Dirty Linen” (1982); “A Sailor's Life” com June Tabor (1987); “Matty Groves”; “Meet On The Ledge” (2007). Sandy Denny, após a saída, formou os Fotheringay – “Gypsy Davey”(1970). E depois enveredou por uma carreira a "Solo"; “The North Star Grassman and the Ravens” / “Crazy Lady Blues”; “The Quiet Joys of Brotherhood”].

Esta amizade extravasa o humano. O Núcleo de Beja, da União Budista Portuguesa, tem sede num moinho recuperado, onde venerandos mestres, embrulhados em lençóis, impregnaram de amor, compaixão e sabedoria. Os seguidores de “Udâna” (palavra de Buda), em meditação no Alentejo, para escapar ao “samsâra” (ciclo das reencarnações), quando os cofres lhes permitem fazem a “libertação de animais”. Isto é, vão ao supermercado comprar caracóis para soltar nos campos. Dizem eles, que os alentejanos são gulosos pelo molusco, mas a sua morte é cruel, atirados na escaldante caçarola, sem nenhuma preocupação paliativa. Esta compaixão pelo sofrimento impressiona tal como a sua paciência. No Japão, na cidade de Naha, no templo Shuri Kannondo, o monge Joei Yoshikuni ensina um cão a meditar. O cão, um Chihuahua, chamado Conan, já acompanha o seu mestre juntando as patas em sinal de reverência. Excepto no Sri Lanka, onde fazem algo mais do que desenhar “thangka”, e tratam da “sankhâra” (resíduos kármicos) da etnia Tamil, o respeito por todas as formas de vida, parece ser um dominador comum nos simpáticos budistas. (“Gaudete”).

[dos Steeleye Span – “The Lark in the Morning” (1970); “All Around My Hat” (1975); “Blackleg Miner”; em 1987 no Festival Folk de Filadélfia – “King Henry” e “Misty Moisty Morning”. O guitarrista, Martin Carthy, considerado o padrinho da comunidade folk, influenciou Bob Dylan e Paul Simon, também tocou com a mulher Norma Waterson e a filha, Eliza Carthy. Norma Waterson & Richard Thompson – “There Ain't No Sweet Man”; “Black Muddy River” (1999); Eliza Carthy, Martin Carthy, Norma Waterson & co. Martin & Eliza Carthy – “The Wife of Usher's Well” (2001) e “Bows of London”; Eliza Carthy e Soul Rose no Festival da Primavera de Shepley (2007); Eliza Carthy & the 3/2 Five (1) e (2) (2008)].

Não admira pois a onda geral de simpatia pelo Tibete quando as câmaras de televisão focaram a tocha olímpica. O governo tibetano no exílio, em Dharamsala, na Índia, aproveitou para mandar mensagens de torturas e refugiados. Falaram de protestos pacíficos de monges contra a administração chinesa. No entanto, da cidade de Lhasa vieram imagens estranhas da contestação. Viram-se sobretudo ataques a chineses fixados no território e as suas lojas a arder. É compreensível. Mesmo os piedosos, sensíveis ao sofrimento dos outros, professos do sábio ideal “ahimsâ” (não-violência), “num dia claro”, mostrarão a sua verdadeira natureza, que enterraram sob rezas e civilização. Todos os povos anseiam por uma “noite das facas longas” para libertarem o ódio contra os seus inimigos. No Ocidente da Liberdade para dar e vender, a causa tibetana possibilitou aos protestantes profissionais uma razão de ser. Estes seres, agitadores de cartazes e t-shirts com dizeres, destrambelhados por não acertarem na fórmula da sociedade perfeita, abraçam qualquer coisa que lhes dê a sensação de lutar por um mundo melhor. E uma marcha pelas ruas é um óptimo exercício para um sono angélico. (“One of Those Days in England”).

[de Roy Harper. Ele faz parte do grupo dos puristas do folk, que tentava conciliar tradição e inovação, e criticava a submissão ao rock. Em “Drawn To The Flames” no Festival de Glastonbury (1982); “Little Lady” no filme “Made” de John Mackenzie (1972). Também pertence ao mesmo grupo Nic Jones – “Wanton Seed”; “Duke of Marlborough”. Davy Graham – “Cry Me a River” no documentário da BBC, sobre a popularidade da guitarra na Inglaterra, dirigido por Ken Russell, em 1959; no documentárioCain's Film” (1969) de Jamie Wadhawan sobre o poeta e escritor Alex Trocchi; Davy Graham com Tony Reeves ao vivo em Janeiro de 2008; Shirley Collins e Davy Graham – “Love is Pleasin’” e “Hares on the Mountain”. E por último June Tabor – “The Water is Wide”; “Hughie Graeme” (2003); e com a Oysterband – “Love Will Tear Us Apart” (2006)].

Os atletas gregos participavam nos Jogos Olímpicos antigos nus ou de “kynodesme”, (etimologicamente a “trela do cão”. Era uma correia que imobilizava o pénis para que não atrapalhasse durante as provas desportivas). Vestidos com roupa de marca registada, nos jogos modernos, são moeda de troca política. A China esmerou-se na organização dos próximos. Querem apresentar uma festa para os olhos. As raparigas para entregar as medalhas são escolhidas segundo critérios de beleza ocidental. Têm de ser altas (entre um 1,68 m e um 1,78 m), magras, entre os 18 e 25 anos, universitárias, saudáveis e com boa aparência. Mas, pelo andar da carruagem, vão desfilar para o boneco. Os líderes mundiais, responsáveis directos pela crise económica, e por situações insuportáveis dentro dos seus próprios países, vão boicotar a cerimónia de abertura. O recém-casado Sarkozy quer condições prévias. A “das Mädchen” de Helmut Kohl, Angela Merkel, não vai. Até o bazófias Gordon Brown fica de pantufas em casa. A birra destes governantes, não fará nenhum povo sonhar com Liberdade, é mais uma reedição do mito de Sísifo. Um rotineira caça / soltura de gambozinos. Da costa americana, Wbush vai numa boa, como se fosse um rei. (“Brian Boru” – 1999. Brian Boru foi um rei irlandês do início do século XI).

[de Alan Stivell, apesar de ser francês, a sua música é de influência celta e bretã. “Tri Martolod”; “Suite Sudarmoricaine”. Com Dan Ar Braz – “Pop Plinn”. No programa de TV Le Grand Echiquier, (1982) com Angelo Branduardi no violino e “Les Arbres Ont Grandi”. Gilles Servat / Dan Ar Braz / Stivell / TriYann formaram o grupo L'Héritage Des Celtes – “An Alarc'h” e “Borders Of Salt”].

16 Comments:

  • At 11:15 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Etiquetar a música por géneros é sempre um pincel. Tentei dar um panorama da música folk britânica moderna, mas não foi possível colocar tudo, nem sequer fazer uma separação decente, porque os grupos saltam de um género para outro. Tenho de continuar no próximo post para chegar ao folk punk. E como estou com a mão na massa vou até ao rock progressivo inglês.

    Não pude deixar de incluir o extraordinário Alan Stivell. Apesar dele ter nascido francês, a música não é francesa, e vem na sequência da continuação no próximo post com o rock celta.

    Mas ainda quero chegar às canções revolucionárias. Vivemos num fantástico período de revolução. Esta já não é feita pelos trabalhadores mas pelos capitalistas. Quero ver a família Mello a trautear, em coro, Joan Baez ou o Ulrich a cantar Victor Jara. Que mundo maravilhoso vai sair daqui. Todos sabem mas ninguém quer dizer, só admitem que a comida barata, acabou.

     
  • At 11:42 da manhã, Blogger São said…

    Bom, interessante é...embora um pouco longo.
    Feliz fim de semana.

     
  • At 1:02 da tarde, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Longo é favor. Está muito longo mas por culpa dos parênteses com música, quis dar uma evolução dos grupos, ou músicos, através do tempo.

     
  • At 4:23 da tarde, Blogger mAmAdA_mAn said…

    WWW.MOTORATASDEMARTE.BLOGSPOT.COM

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  • At 6:38 da tarde, Blogger Capitu said…

    Olá ilustre desconhecido!
    Prometo ler seus textos com disposição... outro dia porque hoje é domingo e eu estou com muita preguiça! rsrsrs

     
  • At 7:36 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Saudações do país que achou o mundo.

    Na verdade são dois posts num. Um sobre a evolução da música folk britânica, que dividi em nove blocos, por isso tive de escrever nove parágrafos, mas não consegui terminar. Faltam as evoluções mais recentes na área do rock. Tenho de acabar no próximo post.

    E o outro é sobre o crescimento da população mundial, e a difícil escolha dos líderes desse imenso rebanho, complementado com uma versão do mito de Sísifo, adaptado à realidade portuguesa. Apanhar caracóis, libertá-los, voltar a apanhá-los e assim sucessivamente até ao fim dos tempos. Como os caracóis são muito velozes isto passa-se muito rapidamente.

    As informações sobre a música estão a tornar os posts muito longos. Antes, metia só uma canção no fim de cada parágrafo, para divulgar o vídeo ou a música. Depois, optei por fazer um trabalho mais sistemático, dando uma perspectiva sobre um género musical ou a música de um país. Como fiz com rock chinês, o pop iraniano ou norte-coreano. Ou o rock progressivo italiano.

    Só espero que sejam informativos, que seja possível aprender alguma coisa, porque a vida é curta para perder tempo com leituras demasiado extensas.

     
  • At 5:26 da tarde, Blogger xistosa said…

    Normalmente os visitantes chegam, dão uma vista de olhos e dizem de sua justiça.
    Já é a terceira visita que faço e ainda não acabei.
    A agilidade já não será muita, apesar de ainda jogar ténis, mes tem tanto parae ler, ver e ouvir que hoje conto ver o fundo do tacho.

     
  • At 11:55 da tarde, Blogger Luís Maia said…

    Meu caro

    nós lá na Casa Comum lembra-mo-nos de si

    http://mill-casa-comum.blogspot.com/

     
  • At 2:26 da manhã, Blogger Capitu said…

    País que achou o mundo????
    não entendi...
    Como está o seu país atualmente????

     
  • At 5:36 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Xistosa: isto no fundo é uma opção. Podia postar um parágrafo por dia mas optei por publicar um texto longo (que no fundo são dois. Um sobre generalidades, outro sobre música) por semana e, às vezes, mais, depende da dificuldade do assunto.

    Luís: é muita simpatia sua considerar isto bem feito. Tenho de juntar o link da Casa Comum aqui, para melhor acesso, aliás tenho de adicionar mais alguns, mas agora tenho de me retirar para escrever o próximo post. Só vídeos que tenho de ver, são para cima de uma centena, fora os outros links. Havia um muito engraçado sobre as ideias de Cheney, para o New American Century, sobre o uso de armas biológicas contra povos que chateassem os americanos, mas foi retirado, ou não consigo encontrá-lo.

    Capitu: o “país que achou o mundo” é uma piada sobre os descobrimentos portugueses, e a mania recente (creio que começou com a comemoração dos 500 anos da descoberta do Brasil) dos historiadores que trocaram a palavra “descobrimento” por “achamento”. Chamam-lhe “o achamento do Brasil”, então, eu acho que se deve dizer “os achamentos portugueses” e não “os descobrimentos portugueses” para mostrar a patetice dos historiadores e os seus patrões.

     
  • At 1:28 da tarde, Blogger manuel said…

    No cabaré Maxim uma vez fizeram a "noite das mamas longas" com exibições de filmes do Russ Meyer.

     
  • At 1:42 da tarde, Blogger Táxi Pluvioso said…

    o Manel João Vieira sempre teve tendência para o período entre guerras.

    Não me canso de ouvir os Dubliners e o Stivell.

     
  • At 2:40 da tarde, Blogger Armando Rocheteau said…

    Vale a pena esperar pelos teus posts. Aguardo o próximo para conhecer o folk punk.

     
  • At 3:20 da tarde, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Ainda não será no próximo que chegarei ao punk com influências célticas. Tive que subdividir o resto da música da ilha de Isabel. No próximo vem o que chamam de celtic rock. No entanto, também virá o extraordinário Christy Moore, que se pode incluir na música de intervenção, por isso é que estas divisões são sempre uma chatice.

     
  • At 8:45 da tarde, Blogger Capitu said…

    Desculpa, Pluvioso... achei q vc era mais um desses prepotentes.
    Mas ainda estou lhe conhecendo, né?

     
  • At 8:14 da tarde, Blogger xistosa said…

    Nem sei se admiro a admirável postagem, se admiro o admirável labor de escolher e colocar, admiráveis músicas e links.
    Uma manta de retalhos, de alto gabarito em design e coerência. Ninguém diga que o artesanacto está morto.

     

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