Pratinho de Couratos

A espantosa vida quotidiana no Portugal moderno!

terça-feira, julho 22, 2008

Sopeiras

O dia 7 de Março de 2008 entalhará, a letras de petróleo, nos canhenhos da História portuguesa. Quem madrugou, leu nas parangonas que Américo Amorim, para a revista Forbes “o rei da cortiça”, mas por nós carinhosamente cognominado “o príncipe do batoque”, ganha tanto como 314 mil portugueses. Ora, como os portugueses recebem para cima de uma “pipa de massa”, a fortuna do português mais rico, só poderá ser contabilizada em “lagares atapulhados”. Ter um homem tão rico, inscrito no Arquivo Nacional, é motivo para cantar antífonas e salmos, mas o melhor pedaço deste dia estaria reservado para a noite. Ao serão, a RTP estreou o remake da “Vila Faia”. (Mnham… uma fatia de arte melhor que jazz soviético no secretariado de Joseph Stalin).

[[[Alexander Tsfasman – chefe de uma das mais famosas orquestras de jazz soviético, fundada em 1926 e mantendo-se em actividade até a década de 40. Foi também a primeira orquestra de jazz a ser emitida na rádio russa em 1927 – “Unhappy Meeting” (1937) «» “Sounds of Jazz” (1938)]]].

Um país atinge a sua maioridade cultural no dia, precisamente no dia, diria José Hermano Saraiva, em que começa a fazer remakes das suas telenovelas. A primeira versão de “Vila Faia” foi uma estopada, sem interesse, e duvidosa audiência no Portugal médio. Nem as garrafas de vinho, comercializado sob o mesmo nome, venderam. Mas o tempo é o trabalhador universal, que incorpora valor acrescentado, em todos os objectos de consumo. Hoje, bosta de Afonso Henriques ou umas cuecas da rainha Vitória valeriam mais que ouro negro. E, entretenimento de TV, converte-se em ficção nacional de elevada qualidade. Uma fonte de inspiração que, quando refeita, com os mesmos actores, envelhecidos, e jovens promessas, justifica a existência de um Ministério da Cultura, pois marca o salto de leão nas produções do espírito.

Em 07/03/08 os portugueses trocaram o palito no canto da boca por Arte. Perderam a casca de simplórios e cantaram como a pequena Maria Isabel “Antes Muerta Que Sencilla”. Desde esse dia querem Chanel Rouge Allure nas beiças por causa da referência a Jean-Luc Goddard e chiques produtos vintage. A apetência por “objectos culturais” melhora a autoconfiança para pedirem, com todas as letras, aquilo de que gostam. Como concertos dos Rádio Macau com final feliz ou o energético boxe da Björk. Ou obras do Pricasso (junção de prick + Picasso. É isso mesmo que estão a pensar. Trata-se de um artista que pinta com o “pincel” propriamente dito. E não pensem que está limitado, por os pêlos estarem no lado inverso, com ele até pinta catedrais). Ou “Poesia”, da boa, do Duo SãoLindas.

[[[O jazz é introduzido na USSR por Valentin Parnakh. Emigrante em Paris, deslumbrado pelo jazz de Nova Orleães, regressa a Moscovo, em 1922, e funda a Primeira Orquestra Excêntrica da República Federal Socialista Russa – Banda de Jazz de Valentin Parnakh. Após a sua estreia, no dia 1 de Outubro, na Academia Russa de Artes Teatrais, exercerá grande influência na avant-garde russa. Porém, a relação oficial com este tipo de música, naqueles tempos revolucionários, foi esquizofrénica. O Pravda citava Joseph Stalin: “… se uma pessoa é contra o jazz, não pode ser um comunista”. No mesmo jornal, Maxim Gorki enxovalhou o género num artigo chamado: “Acerca da Música dos Gordos”. O sucessor do tio Stalin, Nikita Khrushchev, imortalizado por bater com o sapato na mesa numa reunião da ONU. Sapato, levado com antecedência na mala diplomática pois, em 1960, os pés proletários não cheiravam exactamente a Palmolive e não se descalçavam em público, odiava tanto o jazz, que saiu a meio de um concerto de Benny Goodman, alegando dói-dói na barriga.

O concerto realizou-se em 1962, no Palácio dos Desportos do Exército Soviético, pouco depois de um avião espião americano U2, ter sido abatido na Rússia. Prevendo “provocações capitalistas” na assistência, o KGB distribuiu a maior parte dos bilhetes nas fábricas, a operários ideologicamente comprovados no materialismo dialéctico. A RCA editou um álbum duplo, com a gravação do espectáculo, ainda em 1962]]].

Não é preciso ter-se olhos japoneses para ver que o prócer da geração 08 é Zezé Camarinha. Porventura a maior “figura da cultura” de todos os tempos. Uma pua que rasga os novos horizontes portugueses. Uma peça fundamental da abegoaria nacional. O creme da bola de Berlim made in Portugal. Feita da massa pasteleira mais fina, esta bola, inclui o lêvedo de uma sociedade crescida. Como Marques Mendes, apenas 50 anos feitos, já condecorado pelo presidente Cavaco Silva, com a Grã-Cruz da Ordem do Infante, pelos seus “vascodagamanianos” feitos. Ou Durão Barroso, reconhecido entre os líderes europeus por “diogocaninas” descobertas, que fala 24 horas/dia para alarar o continente: “eu acredito que o Tratado está vivo”.

[[[Leonid Utyosov – (Odessa – 1895, Moscovo – 1982) actor de cinema e teatro, comediante, cantor de vários estilos musicais, desde o jazz à canção popular, chefe de orquestra. Ele foi o responsável pela divulgação do jazz entre as massas, através de filmes, com banda sonora composta por Isaak Dunayevsky – “Congo Love Song” (1932) «» “Fall in Love with me” «» na década de 70, numa das suas últimas aparições na TV]]].

Zezé é um canivete suíço multifunções. A sua influência é… impactante. No cinema, com o, imorredoiro como o olho de Camões, anúncio dos gelados Olá. No desporto marinho galardoa Portugal. Na aforística embaça Voltaire. Na dialéctica cilindrava o adversário. Quando Paula Coelho, ex-apresentadora do Nutícias, programa da SIC Radical, onde tirava uma peça de roupa por cada notícia, duvidou do seu paleio, Zezé derrotou-a com a práxis: “Você duvida da minha machidade?? Eu sou mesmo macho e tudo o que digo faço! Se duvida vamos ali para trás do cortinado e tira as duvidas! Nem precisa esgalhar-me o pessegueiro, a alavanca sobe automaticamente!!”.

Na Ciência contribuiu com peso. Deu um instrumento inox para a Hermenêutica e um tira-teimas experimental definitivo. Ricardo Araújo Pereira, ¼ do Gato Fedorento, insinuou haver uma homossexualidade disfarçada na sua escrita, Zezé, na sua defesa, não o desafia para uma análise estruturalista, ou metalinguísta, ou mesmo patafísica, mas para uma “análise ao ânus”, para verificar se teria havido trânsito em contramão. Se algo entrou, em vez de sair, nele, ou no Ricardo Araújo Pereira. O seu livro “O Último Macho Man Português” é mais uma “aposta ganha” da prestigiada editora Dom Quixote, classificado nas “obras de ajuda”, ensina a ter sussexo com as gajas.

[[[As primeiras actuações de bandas de jazz negro americano, na terra do tio Stalin, ocorreram em 1926. Primeiro, a banda de Frank Witers e, pouco depois, a Sam Wooding’s Chocolate Kiddies. Com Witers tocava o mais importante solista da época Sidney Bechet. (Documentário – Parte1 «» Parte2). Clarinetista e saxofonista de temperamento rebelde. Em 1922, foi deportado pelos ingleses, depois de cumprir 11 meses de cadeia, consequência de agressões a uma prostituta. Mestre da improvisação, e do não cumprimento dos compromissos, não alcançou o sucesso merecido no seu país. Em 1928 vivia em Montmarte. Por causa de uma discussão sobre acordes, desafia o seu pianista para um duelo, em plena hora de ponta. Falha o tiro mas duas transeuntes ficam feridas. Foi novamente deportado para os Estados Unidos. Regressou a França em 1950. Um ano depois morreu em Paris. Os existencialistas chamavam-lhe “Le Dieu” – “Pleure Pas Nelly” «» com Louis Armstrong (1925) «» com Francis “Muggsy” Spanier em 1940 «» “Petite Fleur” «» “Summertime” «» em 1958 «» “A Moi De Payer”.

Consta que, certo dia, Coleman Hawkins, na altura saxofonista da Orquestra de Fletcher Henderson, bazofiou que os músicos de Nova Orleães não sabiam tocar. Ao ter conhecimento disso, Bechet correu para o clube onde Hawkins tocava, dando-lhe uma lição de mestria. Derrotado, Hawkins meteu o saxofone no saco e abandonou o palco, Bechet continuou a tocar, perseguindo-o pelas ruas. Coleman Hawkins – “Body & Soul” «» na TV em 1965 «» “Indian Summer”. Tocou com Charlie Parker «» Nat King Cole e o Oscar Peterson Trio «» Billie Holiday «» Papa Jo Jones «» Carol Stevens «» Bessie Smith «» Count Basie.

Sam Wooding, outro músico expatriado, em 1925 foi contratado por um empresário russo, para tocar na Europa. A sua banda chamava-se Sam Wooding’s Chocolate Kiddies – “How Am I To Know?” (1929) «» “Lover Come Back To Me” «» “She's Funny That Way]]].

O livro de Zezé Camarinha é uma excepção editorial. Interrompeu o ciclo dos bófias escritores, aqueles que, em Portugal, detêm o monopólio da produção literária. Todavia a tradição será retomada esta semana, com a publicação de uma “sopinha de letras”, de Gonçalo Amaral, o coordenador do caso Maddie. O infalível polícia tuga, que não se importava que lhe chamassem comilão e beberrão, mas afinava quando se metiam com as suas roupas amarfanhadas, por serem Hugo Boss, reforma-se aos 48 anos, para atingir “a plenitude de liberdade de expressão” e contar, num livro de 200 páginas, lançado no El Corte Inglés, a “verdade escondida” do caso Maddie.

Pouca página mas muita substância. O Portugal, culturalmente adulto, descobriu a vocação de exportador de “verdade”. Os pregões de Lisboa voltaram. Os vendedores gritam trocadilhos com a “verdade desportiva”, a “verdade hortícola”, a “verdade piscatória”, a “verdade verdadinha”, que vendem em ecológicos sacos de pano. Amaral vem adicionar mais um produto no mostruário nacional: “a verdade escondida sem rabo de fora”, porque temos a sorte de todos os nossos polícias serem génios.

A “verdade” sempre foi um conceito volátil, propriedade de filósofos e teólogos, desavindos na sua definição e alcance, mas os polícias e licenciados em Direito portugueses, estriparam-lhe as ambiguidades e tornaram-na uma certeza. A Polícia Judiciária é a melhor polícia do mundo. Com ela não há casos insolúveis, porque, segundo o bom costume cristão, todos são culpados, e os tribunais lidam com a “verdade” e não com o “demonstrável”. A santíssima trindade da Justiça portuguesa tem funcionado a contento. Os polícias recolhem as provas, o Ministério Público elabora uma ficção encadeando-as, e o juiz sanciona. Para dar uma ideia de equidade, no tribunal, aparece uma figura de corpo presente, chamada advogado de defesa. O caso Maddie estragou-lhes o arranjinho. Os réus protegeram-se e não houve outra solução senão o arquivamento.

O caso não fará jurisprudência. Quando um português, habitualmente sem dinheiro para enfrentar a máquina de fazer Justiça, estiver metido numa situação idêntica, irá bater com os costados nos calabouços. Contudo, serve de aviso aos turistas mais endinheirados. Não entreguem os pontos. Convoquem a Comunicação Social para restringir os habituais truques da polícia.

[[[Alexander Varlamov desviou-se da tendência predominante na URSS e tocava um jazz puro. Os músicos de jazz soviéticos viviam isolados do mundo exterior, aprendiam através da audição de discos. A originalidade da sua música residia no facto de incorporarem elementos do teatro e da canção. Na década de 30, Varlamov reuniu uma big band, que tocava música estrangeira e composições suas. Dentro dela destacou-se um grupo de músicos, executantes de um estilo de improviso, inspirado no jazz europeu do trompetista inglês Nat Gonella, ou do Hot Club de France. Alexander Varlamov & His Orchestra – “Lullaby”, composta pelo próprio para Celestine Call, cantora negra, que trabalhava na URSS, como vocalista da sua banda «» “Blue Moon”.

Blue Moon, célebre canção de Richard Rodgers e Lorenz Hart (1934), e interpretada por muitos – Greta Keller «» Ella Fitzgerald «» Dean Martin «» Elvis Presley «» Sha Na Na «» El Riot and the Rebels, grupo de Ray Thomas e John Lodge, antes de integrarem os Moody Blues «» Susan Hayward, no filme “With A Song In My Heart” (1952) «» Cat Power.

Nat Gonella, uma lenda inglesa, tocou com Billy Cotton and his Band – “The New Tiger Rag” (1930), primeira canção em que ele aparece como vocalista. Com Roy Fox & His Band – “It Ain’t No Fault of Mine” «» “How’m I Doin’?” «» “Georgia on my Mind”. Com Lew Stone and his Monseigneur Band – “Little Nell”. Com Ray Noble Orchestra – “Love Is the Sweetest Thing”, como repararam pelo estilo, o clip é feito com imagens do filme “L’Age D’Or”, da dupla iconoclasta Luís Buñuel / Salvador Dalí. Com os Swinging London – “Love, You Funny Thing” (1932). E, retirando o nome da sua interpretação de “Georgia on my Mind”, fundou os Nat Gonella & his Georgians – num clip de 1935 «»“The Music Goes Round and Round” «» “Mister Rhythm Man” «» “Troublesome Trumpet”/ “Dinah” / “Let Him Live” (1935). E na década de 70 com a Ted Easton’s Jazzband – “Oh Monah”.

Hot Club de France, fundado por Charles Delaunay, que albergará o Quintette du Hot Club de France, de Jean-Baptiste “Django” Reinhardt e Stéphane Grapelli – “I Can't Give You Anything But Love” «» “Limehouse Blues” «» “The Sheik of Araby” (1937) «» “Swing” (1939)]]].

A teoria do Estado de Joseph Stalin era… liberal. Ou pelo menos, ele compreendeu, teoricamente, a essência do Estado liberal. Escreveu: “o Estado socialista é um Estado em vias de extinção, mas essa extinção passa pelo seu reforço”. Só o actual avanço científico e tecnológico permite a realização deste sonho.

Na semana passada mais umas imagens, ruminadas nos noticiários, “chocaram” os opinion makers: cenas de tiros entre ciganos e pretos, no bairro da Quinta da Fonte, em Loures. Por viverem num país de sonho, jornalistas e políticos, nunca tinham visto tal coisa. Seria muito mais raro ver-se a mesma situação com brancos. Estes vivem solitários, isolados, numa sociedade fragmentada, se um estiver em apuros, os outros viram a cara para o lado. O mesmo já não sucede nas comunidades cigana e africana. Os ciganos têm muito respeitinho pelos pretos, porque eles os enfrentam de igual para igual. E, uma regra básica da disposição no espaço é que nunca se coloca os dois grupos no mesmo local.

Após os “acontecimentos”, milagrosamente filmados, debaixo das pedras saltou um exército de peritos, para restaurar a autoridade do Estado, através de conhecimentos “científicos”. Os especialistas mais sociológicos, diagnosticaram um conhecimento entre as comunidades, baseado no “estereótipo”, e apelaram ao “diálogo intercultural”, dizendo que a “interculturalidade é uma riqueza”. Aqueles mais pedagógicos, notaram a baixa escolarização dos ciganos, arredando-os da formação profissional, e esperam ver um cigano a trabalhar como pedreiro ou carpinteiro. Os peritos da área da Física culparam as “armas ilegais” e propõem “aumentar a proximidade das forças de segurança”. Rui Pereira, ministro da Administração Interna, elogiou a “intervenção rápida e competente da PSP”, como manda o protocolo, e garantiu que a “permanência policial deverá continuar até quando for necessário”. Até o pantólogo Marcelo Rebelo de Sousa, ressalvando que não percebia nada do assunto, não se conteve calado e adiantou “problemas de integração”, talvez “agravado pelo tráfico de droga”.

[[[Yakov Skomorovsky – antes de fundar a sua própria banda integrou a de Leonid Utyosov. Nas décadas de 30 – 40 dirigiu a orquestra da Rádio Leninegrado – “Dinah]]].

O mistério da profusão de pessoas criativas está desvendado, elas são cultivadas. Portugal precisa de aumentar a sua produção mas, por enquanto, vai dando para o gasto. As instituições do Estado e arredores, chamadas para resolver o problema, farão História. Excluíram a videovigilância, nas ruas do bairro, por ser demasiado agressiva, e convocaram os "dirigentes" de ambas as comunidades, regra geral evangélicos sempre a mastigar o Cristo, para um bate-papo. Obviamente, a realização de uma manifestação veio à baila. E lá se realizou. Com flores na mão, uma bandinha de música e os ociosos militantes profissionais de “causas nobres” vindos de fora do bairro.

[[[Nikolai Minh Orchestra – pianista com formação clássica, também foi director da orquestra da Rádio Leninegrado – “Together” (1935)]]].

Se os ciganos tivessem um advogado a sério, punham o Estado português no Tribunal Penal Internacional, acusando-o de limpeza étnica e crime contra a Humanidade. Metê-los em apartamentos está a destruir a sua cultura nómada. A solução seria construir acampamentos de raiz, de casas térreas com quartos amplos, parques para estacionar as carrinhas, equipamento público para crianças e adultos, e um funcionário destacado para pequenas reparações ao fim do dia. As psicólogas, reconvertidas em mulheres-a-dias, fariam a lida da casa, limpando, arrumando e despejando o lixo. Os polícias utilizariam o seu caparro para carregar e descarregar as carrinhas nos dias de feira.

Dinheiro para implementar este programa? É fácil. Basta criar um novo imposto na conta da luz. Com a privatização, o preço da electricidade cairá a pique, tal como sucedeu com a gasolina, ainda não visível por causa da “crise internacional”, se não estaria a 10 cêntimos, ou menos, o litro. Numa economia de Mercado, os preços aproximam-se tendencialmente do zero, e quando a factura vier em branco, é bem-vinda uma taxa, para “promover a integração”.

[[[Nos anos 50 – 60, o jazz soviético progrediu com bandas como a de Oleg Lundstrem, onde tocava Nikolai Kapustin – “Mirage” «» “Variations, op. 3 for Piano and Orchestra” «» em 1964. E noutros estilos como – Ganelin Trio Priority (2005) «» Nikolai Gromin & Alexei Kuznetsov (2007) «» German Lukyanov Band «» Alexei Kozlov (2008)]]].

12 Comments:

  • At 4:10 da tarde, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Como seria de esperar, não há muita imagem YouTube do jazz soviético, por isso optei por dar uma ideia mais geral do “ambiente” entre as guerras. O documentário sobre Sidney Bechet, a quem os existencialistas chamavam “O Deus”, está muito bom.

    Admira-me como o YouTube não bloqueou o Pricasso. Ou meteu para adultos. A Carol Stevens tem muitas probabilidades de ser bloqueada.

    E, porque o tema geral do post era a cultura lusa, tentei meter um advérbio de modo por parágrafo. Lembro-me de um lição da Clara Pinto Correia, a aprendizes de escritor, para que evitassem escrever com advérbios de modo, pois ficava feio.

    Meti o link do filme “L’Age D’Or”, e viu-o outra vez para me lembrar de uma coisa que existia antigamente, chamada Arte. O tipo ao pontapé no violino na rua, a festa do marquês X, a vaca na cama, atirar o bispo pela janela, coisas só possíveis no Paris dos anos 30.

     
  • At 2:35 da tarde, Blogger Armando Rocheteau said…

    Lido o texto, ficam os links para novas visitas. Sabes imenso sobre o Camarinha e continuas a divulgar muito boa musica. O Verão promete.

     
  • At 6:43 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    É uma grande figura da cultura do Portugal actual. Faltam outros, com obra editada, como o Moita Flores, o Claúdio Ramos, o Marco do Big Brother etc. são tantos.

    Tens que ver aquelas versões do Blue Moon. Há para todos os gostos.

    Com isto lembrei que também existe o blues soviético. Talvez o consiga meter num post próximo.

     
  • At 5:28 da tarde, Blogger xistosa - (josé torres) said…

    Tenho estado a "trabalhar".
    A pedalada de quando jogava ténis ... foi-se.
    Agora ficam os olhos e a massa encefálica, que já nem sei se é assim que se chama ou se é um prato italiano.
    Não, deve ser mesmo um prato cinzento, quer dizer italiano ... bem o melhor é continuar a ler e a ver.
    Depois escrevo ...
    Vai faltar o selo, mas sela-se ou cela-se de outro modo.
    INTÉ !!! Que voltarei

     
  • At 5:51 da tarde, Blogger manuel said…

    O doc sobre o Sidney Bechet é do Ken Burns Jazz, um doc em 12 episódios que já passou 2 vezes na rtp. Excelente a pesquisa sobre jazz soviético!

     
  • At 12:52 da tarde, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Não conheço o documentário. Na verdade vejo pouca TV. Os telejornais são os meus programas preferidos.

    O dia televisivo de ontem foi revelador da massa folhada que faz os lusos.

    O caso Maddie começou como tragédia e acabou como comédia.

    Que os polícias tinham o dom da omnisciência era conhecido, mas que também tivessem o dom da ubiquidade era novidade. O inspector, novel escitor, desdobrou-se por todos os lados, no marketing de vender literartura soft. Disse disparates para jornalista e reformados ouvirem.

    Ontem foi um dia de muito boa TV.

     
  • At 5:39 da tarde, Blogger Ana Cristina Leonardo said…

    mesmo descontados os links musicais, ainda sobra portugal. uma inspiração infindável

     
  • At 6:28 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Estou admirado pela Cristina não ter referido a condecoração de Marques Mendes. O ponto mais alto da actualidade portuguesa.

    Cavaco não o medalhou por ser amiguinho, Mendes é muito importante na História nacional. Foi quase primeiro-ministro, e com certeza fez muitas outras quase-coisas.

     
  • At 3:21 da manhã, Blogger xistosa - (josé torres) said…

    Para ser franco, deixei de ler ... mas não me vou esquecer.
    Não sou "in", nem "out", mas gosto de ler e perceber o que leio, porque nesta idade não arranjo secretária que me explique as coisas.
    Só querem dinheiro e estamos sujeitos a falhar ... na hora H, da escolha.
    Como eu estou.
    Afinal escolha não é com "H".
    Não é a estas horas e com programa marcado que vou ler no remanso do dia ... à noite, as letras dançam e começo a ouvir aquele infernal barulho que os novos chamam música e me afastaram das discotecas ...
    A m/ mulher tem-me chamado à atenção, que estou a ficar velho ... perdi determinados gostos.

    Mas se no "Boi na Brasa", certo dia, que foi o último, estava a matar a fome, empanturrando-me de BSE e os tímpanos quase fora dos pavilhões e fui pedir para darem um naco de carne aos ululadores ...
    Tive que pedir a conta e zarpar, nem de borla, quanto mais a martelarem-me o juízo.

    Tive soprte, como foi no início e só tinha emborcado duas caipirinhas, + uma da m/mulher, não paguei nada e ainda me acompanharam á porta.
    Fiquei tão sensibilizado que nunca mais apareci em lado nenhum ...
    Também quem tem 61 anos, deve ter juízo e não se meter com surdos ...

    Até já!

     
  • At 3:22 da tarde, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Pelas 3 da manhã acordo eu para escrever. Mas, sem dormir, não deve ser a melhor hora para comentários ou leituras “Netianas”.

    Pelo que tenho notado com o passar do tempo, a música da geração seguinte, é sempre barulho, para a geração anterior. Uma, morre num tipo de som, a outra, nasce ouvindo sons estranhos.

    Não foi pelo barulho que deixei de ir a discotecas. Na época em que há estudos para tudo, (e com resultados antagónicos), há uns que dizem que o som elevado aumenta o consumo. É o truque que usam os vendedores, para levar os velhotes, a comprar colchões ou time sharing, que os endivida até depois da morte. Comigo não resulta porque sou mal-educado. Mando logo que façam um fellatio (com os Gatos Fedorento, hoje, todos/as sabem o que é).

    Deixei de ir a discotecas pelo ridículo da situação. Quando pensei melhor no “divertimento” nocturno em Portugal, reparei que pagava bebidas inflacionadas, para ser maltratado. O seviço é, regra geral, muito mau. Às vezes ainda tento entrar numa "disco" mas as coisas não mudaram nada.

     
  • At 12:13 da manhã, Blogger Manuel S. Fonseca said…

    Taxi, fiquei fã do Alexander Tsfasman e do Yakov Skomorovsky. Épicos anos 30, já se vê. Mas o Bebo e o Chucho Valdés são melhores. Os tumbaos de Cuba limpam a avant-garde dos sóvias.

     
  • At 7:35 da tarde, Blogger Carlos Rebola said…

    Viajar neste Táxi é uma aventura em cada "corrida", entre imagens e sons, sempre bons, a conversa das coisas banais suscitam perguntas como estas:
    - Disse-se tantas vezes que se ocaso Maddie não fosse resolvido seria o descrédito total da nossa polícia de investigação e da nossa justiça. Porque é que agora esta questão também parece ter sido arquivada?
    - Será que para os políticos a insegurança diária que nos mostram nos tablóides e pequeno ecrã é um indicador de que Portugal é um país seguro porque ainda não se pode comparar a uma qualquer favela do Rio ou porque ainda não estamos em guerra civil?

    E a nossa viagem continua sempre ao som de boa música neste "Táxi Pluvioso".

    Um abraço
    Carlos Rebola

     

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