Possibilidades,
possivelmente
1983,
junho. Quarta-feira, 15, o calor esturrava Portugal. “Com o termómetro a subir
e o fim de semana ainda longe, os lisboetas começaram a ser ‘perseguidos’ pelo
calor. Trinta e seis graus foi a temperatura máxima na capital, mas hoje há
mais… A previsão do Instituto de Meteorologia aponta para uma máxima de 38. Ao
fim da manhã, com o termómetro nos 30, há quem já planeie um mergulhinho para
acabar o dia” [1]. Nadava-se acima das nossas braçadas
certos que, na praia, as elites construíam castelos de tijolo e cimento (o
trabalho de casa) de uma economia espinafrada.
Na década de 80, os partidos políticos alicerçavam sim a bitola nacional. “Os gestores e os assessores tornaram-se numa curiosa classe. Os gestores são quase sempre ex-ministros ou candidatos a ministros.
Rodam entre si as empresas e os bancos; quanto aos assessores nomeados por interesses partidários ou pessoais,
engrossam o número sempre criticado do pessoal da Função Pública”. A vitória
eleitoral nas legislativas intercalares da coligação PSD / CDS / PPM (dita, Aliança
Democrática, em 2 de dezembro de 1979) benfeitorizou o país com “só assessores
foram 371… esta foi uma das heranças que a Aliança Democrática nos deixou. Mas
não só. Também cerca de 500 diretores-gerais ou subdiretores-gerais, para além
de nomeações com dispensa de habilitações académicas ou vínculo à Função Pública”.
“Era a limpeza, logo a partir de 1979, de
todos aqueles quadros superiores que não tinham a cor da AD. Muitos deles
afetos ao PS – por convicção ou interesse. (...). Ainda em 1979 logo no início
do Governo AD publicam-se 26 portarias de equiparação de cargos de dirigentes
de vários ministérios a diretores-gerais e subdiretores-gerais. Em 1980,
publicam-se 30 portarias de equiparação de cargos dirigentes a diretor e
subdiretor-geral, ou diretor de serviços, 40 portarias que alargam a área de
recrutamento de determinados lugares de quadros dirigentes com dispensa de
habilitações literárias e vínculo à Função Pública e 54 portarias que criam 117
lugares de assessores letra B ou C. (…). Sá Carneiro morre em dezembro de 80 e
Pinto Balsemão torna-se primeiro-ministro. E em 1981 sobe o número de portarias
para 68, criando mais 79 lugares de assessores; são 37 o número de portarias
que alargam as áreas de recrutamento de cargos dirigentes dispensando o
requisito de licenciatura e são 22 o número de portarias que equiparam
determinados cargos dirigentes a diretor e subdiretor-geral. E, chegamos,
finalmente, a 1982. São criados mais 144 lugares de assessores, com a
publicação de 111 portarias enquanto o alargamento da área de recrutamento é
contemplado com mais 35 portarias. O ministério da Agricultura e Pescas foi o
que produziu mais assessores, isto é, 68. Notou-se a rapidez de algumas
decisões de reserva de alguns ex-latifundiários, rapidamente transformados em
técnicos. (…). Mas, talvez, não seja por acaso que o outro setor parado da vida
económica portuguesa, a Habitação e Transportes (estes sempre com o machado do
défice), tenha sido o segundo ministério com mais assessores: 34”.
Quarta-feira,
1 de junho, “o aumento de 25 % nos maços de tabaco português entram dentro de
duas semanas em vigor, segundo fonte da Tabaqueira. Mas atenção: este prazo
poderá ser antecipado se se verificar açambarcamento de maços de tabaco. Os
portugueses (e não só) são useiros e vezeiros neste tipo de abastecimento. (…).
Os novos preços são: SG Lights 75 escudos; SG Gigante e outras marcas do mesmo
formato 66$00; SG filtro 60$00 e SG Ventil 59$00; e Definitivos e Provisórios
42$00”. (…). Estima-se que o consumo de cigarros em Portugal atinge 60 milhões
de unidades por dia”.
Quinta-feira,
9 de junho, na Inglaterra, a mãe de todas as soluções / pai dos náufragos do
capitalismo Margaret Thatcher [2] rapa uma maioria
absoluta na sua reeleição, florejando a Câmara dos Comuns de: (os seus) conservadores
- 397 deputados; trabalhistas - 209; liberais sociais-democratas - 23. Thatcher
foi uma sapateira remendona com a sovela do costume. “No retorno ao liberalismo
económico, recusando o Estado providência, a primeira-ministra britânica está
decidida a auxiliar apenas os que se ajudam a si próprios, ou seja, as
empresas com iniciativa e que optem por indústrias de ponta. Traduzido em
termos mais populares, o slogan dos
conservadores prometia fazer de cada inglês um capitalista [3], que possua a sua casa, que possa sair para a rua
sem ser atacado e que esteja pronto, como os jovens recrutas mortos na guerra
das Malvinas, a dar a vida pela ‘Rainha e pelo País’”. Em tempos de crise (3
milhões de desempregados), o eleitor aprochega-se sempre de um líder de calças.
“Os analistas políticos, no seu conjunto, favoráveis ou não à sra. Thatcher,
atribuem à sua determinação, à sua autoridade, ao seu êxito na réplica nas
Malvinas, a popularidade de que goza, muito mais do que às suas ideias ou aos
seus resultados, em suma medíocres, da sua política económica, com exclusão da
inflação baixada para 4 %. Muitos políticos falam de nanny complex, o complexo
da governanta, que teria atingido de súbito todos os ingleses que, tidas as
coisas de outra maneira, desejam um leadership
musculado neste período de crise” [4].
Quinta-feira,
16 de junho, Yuri Andropov, secretário-geral do Partido Comunista Soviético,
foi eleito chefe de Estado, sob ovações dos 1500 deputados do Soviete Supremo.
“‘Permiti que vos agradeça de todo o meu coração a alta confiança que acabais
de me testemunhar. Podeis estar certos de que farei tudo para ser digno dela’,
disse Andropov, visivelmente emocionado, ainda sob a longa ovação dos
deputados. Foi o antigo delfim de Leonid Brejnev, Konstantin Chernenko, que
apresentou pessoalmente a candidatura única de Yuri Andropov. Chernenko, que em
novembro já tinha proposto Andropov como secretário-geral do Partido,
justificou a escolha do Politburo com ‘as altas qualidades e a experiência’ de
Yuri Andropov. Este, sete meses após a morte de Leonid Brejnev, detém hoje
todos os poderes do seu predecessor. Andropov, que fez ontem 69 anos, fora
nomeado em maio presidente do Conselho de Defesa, posto que lhe dá o domínio
dos assuntos militares”. No plenário do Comité Central do Partido, na terça e
quarta-feira, Andropov discursara: “[a União Soviética] não permitirá que seja
rompido o equilíbrio militar estratégico entre o socialismo e o imperialismo.
(…). O estabelecimento desse equilíbrio é um dos principais resultados dos
últimos decénios e exigiu muitas forças e meios do nosso povo e dos outros
países da comunidade socialista. Não permitiremos que seja rompido. (…).
Continuaremos a fazer tudo o que for preciso para assegurar a segurança do
nosso país e dos nossos aliados. Continuaremos a reforçar a pujança das forças
armadas soviéticas, poderoso fator de dissuasão dos desígnios agressivos da
reação imperialista” [5].
Terça-feira,
21 de junho, no inseguro solo pátrio “o escudo foi desvalorizado em 12 % por
decisão do Conselho de Ministros, prevendo-se em função desta medida uma certa
expansão das nossas exportações mas sendo também de esperar efeitos muito mais
penosos no peso das importações e da dívida externa, com a consequente subida
em flecha do nível geral dos preços. Portugal importará este ano 200 milhões de
contos de combustíveis e 100 milhões em bens alimentares, especialmente cereais
[40 milhões], vindo este custo a ser substancialmente acrescido com a
desvalorização, enquanto o serviço da dívida externa aumentará também
proporcionalmente à desvalorização. O governador do Banco de Portugal, Jacinto
Nunes, comentou esta desvalorização considerando-a inevitável, [a
alternativa era gastar a totalidade das reservas de ouro para apoiar o escudo],
pois estava a sentir-se uma forte retração das remessas de emigrantes e da
vinda de capitais estrangeiros para o nosso país”.
Quarta-feira,
22 de junho, “crescimento zero para os próximos anos – ou mais exatamente
redução forte das fracas taxas de crescimento do PIB dos últimos anos – foi o
anúncio contido na primeira intervenção pública do novo ministro das
Finanças, Ernâni Lopes, um homem-chave no Governo Soares / Mota Pinto. O
ministro garantiu na Assembleia que vai ser necessário apertar ainda mais o
cinto, para combater o défice externo do comércio português. (…). As regras
da gestão da austeridade, de que o ministro falou em termos genéricos, vão ser
aplicadas no quadro de um Programa de Emergência para 18 meses a que Mário
Soares se referia ao apresentar o seu Governo na Assembleia”. “Um dos domínios
onde estes princípios parece vir a ter maior incidência é o do crédito, que vai
ser ainda mais seletivo e reduzido no seu conjunto, o que pressupõe
dificuldades extremas para as empresas, com a aceleração da vaga de falências
de empresas em crise. Ernâni Lopes
foi claro neste ponto, apenas admitindo que a racionalização de crédito,
beneficiará as atividades geradoras de divisas, construção civil e habitação e
a revitalização das pequenas e médias empresas em detrimento ao crédito ao
consumo”. Ernâni Lopes aos parlamentares: “Não vos escondo que a terapêutica
será dolorosa, nem ignoro a exata dimensão dos novos sacrifícios que o Governo
pedirá aos portugueses”. Prometeu combater: “A fraude, a corrupção, o
tráfico de influências generalizado. O desanimo e a falta de convicção
na capacidade dos portugueses” e “valorizar o trabalho e não o golpismo,
a honradez e não o oportunismo, o espírito de competição e não o privilégio, o
lucro legítimo e não a ganância especuladora ou a caça ao subsídio”.
Vaticinou: “As circunstâncias atuais já não permitem desenvolver sem ser
austero primeiro”. E diagnosticou: “Os três grandes grupos de problemas com
que a economia portuguesa se defronta: [Primeiro], a extrema gravidade da
situação a curto prazo, resultante dos desequilíbrios ao nível da balança de
pagamentos e do endividamento externo, que exige medidas de ajustamento
urgentes e enérgicas. [Segundo], os constrangimentos impostos por uma economia
de há muito desregulada, com a irracionalidade, a irresponsabilidade e a
descoordenação instaladas no seu funcionamento corrente. [Terceiro], está
ligado às exigências de modernização estrutural de uma economia em estádio
intermédio de desenvolvimento, nitidamente atrasada em relação aos seus mais
importantes parceiros comerciais”.
Quinta-feira,
23 de junho “depois da desvalorização do escudo entrada em vigor hoje o
Governo divulgou a segunda injeção do tratamento de choque ao défice das contas
externas. Tratou-se desta vez de aumentos, bastante fortes, de bens alimentares
essenciais (pão, leite e açúcar), dos óleos vegetais, adubos e rações para
animais. O ministro das Finanças, Ernâni Lopes, que corporizou o odioso da
comunicação dos aumentos, na televisão, já avisou também que ainda falta
aplicar a terceira fase do tratamento: o corte nos investimentos e nos créditos
às empresas do setor público”. Disse na TV Ernâni Lopes: “Todos os portugueses
compreenderão que este estado de coisas não pode continuar. Não podemos
continuar a endividar-nos, irresponsavelmente, apenas porque compramos
ao estrangeiro para vivermos muito acima dos meios que temos sido
capazes de produzir e criar com o nosso próprio esforço [6]. (…). Contemporizar, pretender esconder as evidências,
privilegiar a captação de simpatias em detrimento da assumpção das
responsabilidades, em suma, anestesiar o país, são atitudes que só podem
contribuir para tornar cada vez mais difícil e dolorosa a solução. Não há mais
lugar para pequenos jogos políticos. A hora é de trabalho, de serenidade e de
coragem”. – Nova tabela de preços: pão 1.ª qualidade 45 g - 2$75 (custava 2$25);
500 g - 28$00 (23$00); 1 kg - 56$00 (46$00); 2.ª qualidade 500 g - 23$00
(18$50); 1 kg - 46$00 (37$00). Açúcar refinado - 59$00 / kg (51$50); granulado -
60$00 / kg (52$50). Leite gordo 1 litro - 33$50 (26$50); meio gordo 1 litro - 32$00
(25$00); comum 1 litro - 24$00 (16$50); esterilizado / gordo 1,5 litro - 46$50
(33$80).
Em
1983, um desses importantes parceiros comerciais de Portugal, a Inglaterra,
bufava dinheiro e imaginação. “Funcionários públicos, preparando-se para a
Terceira Guerra Mundial, escreveram uma comunicação à nação na qual a rainha
falaria do horror do envolvimento da Grã-Bretanha num conflito nuclear. Ela era
parte de um detalhado ‘jogo de guerra’ realizado em 1983, no qual funcionários
de Whitehall representavam os papéis de Margaret Thatcher e os membros do seu
gabinete, a responder a um ataque simulado, desencadeado pela União Soviética.
Wintex-Cimex 83 era o nome de código da NATO para o exercício, que foi
concebido para testar as respostas do Ocidente em caso de um ataque nuclear e
incluía um discurso, a ser feito pela rainha, após a declaração de guerra. A
monarca devia falar da terceira luta pela liberdade ‘neste triste século’, numa
referência às duas guerras mundiais anteriores. O texto inclui referências à
rainha ter apreciado o ‘carinho e comunhão de um Natal em família’ quando ‘os
horrores da guerra não podiam parecer mais remotos. (…). O meu marido e eu
compartilhamos com as famílias por todo o país, o medo que sentimos pelos
nossos filhos e filhas, maridos e irmãos, que deixaram a nossa companhia para
servir o seu país. O meu amado filho Andrew está neste momento em combate com a
sua unidade [era piloto
de helicópteros na Royal Navy, na época] e continuamente rezamos pela sua
segurança e pela segurança de todos os militares, homens e mulheres, no país e
no ultramar’. (…). [Este discurso] era um dos elementos chave da
pormenorizadamente calendarizada marcha para a guerra, documentada no
exercício, que começava com uma ‘nova liderança de linha dura’ a chegar ao
poder em 1982 – uma clara referência à eleição de Yuri Andropov em novembro
desse ano para secretário-geral soviético. Os documentos do ‘jogo de guerra’ de
março de 1983, cuidadosamente, evitavam qualquer referência explícita à União
Soviética ou aos poderes do Pacto de Varsóvia, em vez disso, referiam-se ao
agressor como ‘Orange’. A evolução da guerra foi detalhada numa série de
reportagens jornalísticas ficcionadas, incluindo uma com uma foto do príncipe
William – que na altura tinha 9 meses – no seu batismo, com a legenda:
‘Mantenha-o a salvo Charlie, vamos precisar dele?’”.
Entretanto,
nos jogos de poder reais. “John Kerr, um secretário privado no Tesouro,
escreveu a 17 de março de 1983 à sra. Thatcher sobre a possível nomeação de William
Hague [atual ministro dos Negócios Estrangeiros e herói de Jimmy Carter]. ‘A
primeira-ministra com certeza lembrar-se-á do discurso
dele em 1977, na conferência do Partido, enquanto jovem estudante de 16 anos’,
salientou Kerr. Uma cópia do CV de Hague foi anexada, incluindo detalhes da sua
extensa ‘oratória pública e experiência nos meios de comunicação’, incluindo
aparições no Nationwide, Look North, Calendar e Good Afternoon”.
Thatcher “rabiscou na parte superior da carta em letras grossas com tinta
preta: ‘Não (sublinhado três vezes) – isto é um artifício e seria profundamente
ressentido por muitos que têm experiência económico-financeira’. Em vez disso,
ela subscreveu a apreciação do seu secretário privado Robin Butler, que
assinalou: ‘Por muito promissor que William Hague seja, é um pouco difícil
perceber como uma pessoa de 21 anos contribuirá como conselheiro especial do
Tesouro’ [7]. Na resposta oficial a Kerr,
Butler escreveu: ‘(a primeira-ministra) sugere que, se o chanceler e o
secretário-chefe querem que o sr. Hague lhes ajude nos discursos, ele deve ser
contratado pelo Conservative Research Department ou outras instituições
privadas’. Porém, com a notícia de que Hague ia trabalhar para o Tesouro já
divulgada, o assessor de imprensa de Thatcher, Bernard Ingham, teve de informar
os jornalistas que os relatos eram ‘incorretos’ e que lhe tinha sido dado um
destacamento muito mais modesto no Conservative Research Department na ‘área
económica’”.
No
dia 5 de março de 1983, no Coliseu do Porto, no XX Festival RTP da Canção, a Sofia
cantara “Erva ruim”;
a Helena Isabel “E afinal
quem és tu?”; e a Tessa “Ave do paraíso”. No
final de outubro, Paul McCartney cantaria “Pipes of peace”.
___________________
[1] “Uma
breve e incompleta História do fato de banho”. “1996, Bangalore, Índia, é a
cidade anfitriã do concurso Miss Mundo, mas as forças de indignação local obrigam
que a passagem em fato de banho seja realizada nas Sheychelles. 1999, o
concurso Miss América muda as suas regras sobre o fato de banho para proibir
biquínis e tangas. 2011, fartos de ver turistas seminus, Barcelona proíbe
biquínis nas ruas que não sejam adjacentes da praia. Os infratores enfrentam
uma multa de 300 €”.
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[2] Paira um tremor
ontológico sobre se as mulheres que saem da Cozinha para o Gabinete são (être pour-soi) mulheres ou são homens. Em
sociedade, aos outros, (être pour-autrui),
o inferno de Sartre, elas aparecem como mulheres, numa convenção metafísica
para uma evidência física contrária. Só por ilusão ótica são mulheres: Margaret
Thatcher, Indira Gandhi, Gro Harlem Brundtland, Angela Merkel, Tarja Holonen, Jóhanna
Sigurðardóttir, Golda Meir… desta, filha de um carpinteiro da Ucrânia, resumia
Ben Gurion: “É o único homem do meu gabinete”. Delas, não escreveria Zola: “logo
ao primeiro beijo se revelou cortesã” nem arrebatariam um certo filósofo português.
Sobre a sua 2.ª esposa, Manuel Maria Carrilho: “Há um ano que a Bárbara [Guimarães]
trata a depressão dos 40 com álcool, silicones, botox e 50 comprimidos por dia”. A 1.ª esposa, Joana Moraes Varela,
j’accuse: “Fui espancada durante um
dia inteiro e tive uma faca encostada ao pescoço”. Manuel Maria Carrilho, la bête humaine: “Não vejo essa senhora
há 33 anos e desminto tudo o que disse”. – Às “mulheres de armas”, que confecionam
furor na política e na economia, contrapõe o bom senso mulheres
com armas (ou Gorgeous Girls
With Guns), mulheres sem indeterminação ontológica, como:
Tilsa Lozano, 1,73 m, 51 kg, 86-60-92,
sapatos 40, olhos e cabelos castanhos, nasceu Tilsa Marcela
Lozano
Sibila
a 31 de outubro de 1982, em Lima, Peru. Em 2012, foi assinalada em Itália ao “ser
vinculada sentimentalmente con el futbolista Juan Manuel Vargas”.
Posição que lhe causou um lío mediático. “‘A Tilsa ya le dieron de
alta. El miércoles ingresó a la clínica por un cuadro de descompensación y
estrés, sufrió un desmayo, pero ya está bien. No hay de qué preocuparse’,
indicó la mamá de la ‘Miss Colita’, quien no quiso precisar si el lío mediático
con el ‘Loco’ Vargas provocó el sorpresivo malestar”.
Entrevista:
“Me encantan los hombres machistas, que me dominen, sobre todo en la intimidad,
ahí me dejo llevar. ¿Si me gusta el sexo? Claro, es riquísimo, además soy bien
boca sucia. Y qué, así soy yo”. “No soy sinónimo de trasero, no por mi poto
gané popularidad”.
Angie Jibaja, 1,72 m, 53
kg, 90-65-98, sapatos 38 ½, olhos castanhos, cabelos pretos, nasceu Angie Janinne Jibaja Liza
a 29 de maio de 1980 em Lima, Peru. Angie
Jibaja “se caracteriza por ser una mujer bastante liberal, sin pelos en la
lengua, y si se quiere, calentona”. Augusto Bresani – “secretário de imprensa
do ex-assessor presidencial Vladimiro Montesinos, de quem recebeu dinheiro dos
fundos públicos para pagar os donos dos diários El Tio, El Chato, El Mañanero, La Chuchi , entre outros, para
que em troca destacassem nas capas a imagem do presidente Alberto
Fujimori e atacassem políticos opositores do regime e jornalistas
independentes”
– no seu livro “Ocaso
y persecución” acusou Angie de ser uma das putas, cobrando 400 dólares /
hora, no hotel Las Suites de Barranco, onde, na década de 90, Vladimiro
Montesinos filmava políticos, militares, jornalistas, empresários e juízes em
espasmos sexuais. “Fidel Liza, abuelo de Angie Jibaja, negó que su nieta fuera
dama de compañía después de que ella confesara en El
valor de la verdad que estuvo en el hotel Las Suites de Barranco.
‘En ese tiempo vivíamos frente a Las Suites de Barranco, y Angie y sus amigos
se metían ahí para tomar licor y fumar marihuana. Su madre cuando llegaba de
trabajar entraba a ese lugar para sacar a Angie. Incluso se peleaba con ella’”.
Angie explicou no Facebook
“El sábado también quedó una respuesta al aire. La pregunta de Beto fue: ‘¿Estuviste
con tu mamá en las suites de Barranco?’ Y mi respuesta fue ‘SI’. Pero no
expliqué por qué estuvimos en ese lugar las dos. Debo contarles que mi madre
sólo entró un par de veces y fue a sacarme de los pelos, porque cuando tenía 17
años conocí a la novia del administrador, quien me invitaba junto a mis amigos
a los previos y como éramos jóvenes y todo era gratis. Mi mamá vivía al frente
y es por eso que ella estuvo conmigo en ese lugar”.
Filmografia: “Mañana te cuento” (2005), “El
rey de los huevones” (2006), “Tú
no quieres saberlo” (2008), “Lo
peor de los deseos”. E editou o single
“Bla bla”.
[3] O sonho internacional.
Jana Cova, 1,63 m,
45 kg, 86-61-91, sapatos 37, olhos verdes, cabelos loiros, nascida a 13 de
abril de 1980, em Vyškov, Checoslováquia. Colegas favoritos? “Aquela de quem
mais gosto ultimamente é Jesse Jane.
Recentemente fizemos uma grande cena juntas para ‘Hot
Rod for Sinnners’ (2006). Foi a última cena de sexo do dia. Estávamos
vestidas em jeans apertados com tops vermelhos e tínhamos posto um batom
vermelho muito sexy. Jesse estava
sentada no chão a brincar com um chupa-chupa e eu aproximei-me e agarrei no
chupa-chupa. Ela segurou-me e começou a tirar-me a roupa. Então, empurrou-me
para o chão, abriu-me as pernas e começou a lamber-me como uma doida. Terminado
o serviço, pôs-me de gatas, e começou a foder-me por trás com os dedos e depois
com um brinquedo que parecia uma pistola. Então, ela pegou no chupa-chupa e
começou a esfregar a minha rata com ele e a lamber os meus sucos nele. Então,
foi a minha vez, ela meteu a rata na minha cara e eu comi-a com o chupa-chupa.
Depois de a cena estar feita, eu estava tão exausta! A Jesse é grande. Ela está
cheia de energia e fode como ninguém. Normalmente, as raparigas com quem
trabalho agem como se eu fosse uma boneca de vidro, mas eu gosto de foder à
bruta! Não conheço muitos colegas masculinos porque não trabalho com homens.
Mas aquele que vejo sempre no plateau
é Scott Nails. Viu-o nu e, foda-se, a piça dele é enorme! Quase que me assusta!”.
Experiência estranha? “Sempre quis fazer sexo na praia, já não. Porque, quando
fomos para Bora Bora filmar ‘Island
Fever 4’ (2006), tínhamos que fazer sexo na praia o tempo todo. E, enquanto
eu e a Jesse estávamos a tentar fodermo-nos uma à outra e parecer sexy ao mesmo tempo, tínhamos ambas
areia por toda a parte. Entre os dentes, na rata e água salgada por todo o lado
também, e não sabe lá muito bem. Por isso, foi muito engraçado. Não é fácil
fazer sexo na praia”. Posição favorita? “Adoro à canzana, porque posso senti-lo
fundo e duro. E porque gosto de sexo violento, assim estas posições são as
melhores para sexo violento, puxar o cabelo, palmadas no rabo”. Planos? “Ter
uma família e ganhar o máximo de dinheiro que puder e abrir o meu próprio
restaurante. Este é o meu plano para o futuro”.
Mão
de obra de leste no vídeo “La
Slavinoj” (“os eslavos”), de jOmO, (nome artístico de Jean-Marc Leclercq
que canta em esperanto): Vesna Rozic, (jogadora de xadrez eslovena
falecida aos 26 anos), Oleksandra
Nikolayenko, (modelo e atriz ucraniana n. 3 de julho 1981, em Budapeste,
Hungria, miss Ucrânia 2004, casou-se
a 6 de janeiro 2008 com o bilionário septuagenário Phil Ruffin, tiveram o
primeiro filho, Richard William Ruffin, em abril de 2010), Joanna Pacula (atriz n.
2 de janeiro 1957, em
Tomaszów Lubelski , Polónia), Mina Cvetkovic
(modelo n. 18 de fevereiro 1989, em Niš, Sérvia), Karolína
Kurková (modelo n. 28 de fevereiro 1984, em Děčín, Checoslováquia), Maria
Sharapova (tenista n. 19 de abril 1987, em Nyagan, Rússia), Ewelina Olczak (modelo
n. 24 de agosto 1990, em Stargard Szczecinski, Polónia), Maryia Essman
(Мария Есьман, bielorussa, n. 19 de agosto 1989, em Minsk, miss Simpatia no Miss Intercontinental 2009), Katja, Jana Cova, Rositsa
Ivanova (modelo, miss Bulgária
2005, n. 30 de julho 1987, em Ruse, Bulgária), Maria
Kirilenko (tenista n. 25 de janeiro 1987, em Moscovo), Hana
Soukupová (modelo n. 18 de dezembro 1985, em Karlovy Vary, Checoslováquia),
Olga Antropova
(Ольга Антропова, miss Bielorrússia
2004 n. em 1983 em Polorsk, Bielorrússia), Alyona, Joanna
Krupa
(modelo e atriz n. 23 de abril 1979, em Varsóvia), Adriana
Sklenaříková Karembeu (modelo e atriz n. 17 de setembro 1971, em Brezno, Eslováquia.
Ex-recordista das pernas mais longas do mundo, no Guinness, destronada por Svetlana
Pankratova), Bianna
Golodryga (jornalista e apresentadora americana n. 15 de junho 1978, na
Moldávia), Anelia
(Анелия Георгиева Атанасова, cantora n. 1 de julho 1982, em Stara Zadora ,
Bulgária), Masha
Tyelna (modelo n. 28 de dezembro 1990, em Kharkiv, Ucrânia), Petra Němcová
(modelo n. 24 de junho 1979, em Karviná, Checoslováquia), Michaela
Ochotská (apresentadora de TV e atriz n. 19 de dezembro 1984, em Bruntál,
Checoslováquia), Eliška
Bučková (modelo n. 23 de julho 1989, em Hodonín, Checoslováquia), Natalia
Vodianova (modelo n. 28 de fevereiro 1982, em Gorky, Rússia), Carmen Kass
(modelo n. 14 de setembro 1978, em Tallinn, Estónia), Marija
Vujović (modelo n. 19 de maio 1984, em Titograd, Jugoslávia, agora
Podorica, no Montenegro), Euguenia
Volodina (modelo n. 17 de setembro 1984, em Kazan, Tartaristão, Rússia), Natasha
Poly (modelo n. 12 de julho 1985, em Perm, Rússia), Valentina
Zelyaeva (modelo n. 11 de outubro 1982, em Moscovo), Ingūna
Butāne (modelo n. 24 de fevereiro 1986, em Riga, Letónia).
[4] Mulheres
normais como Diana
García, desenhadora moda ou Carolina
Soto “Y tu mamá también” (2001, filme
mexicano, real. Alfonso Cuarón). “O filme combina uma narrativa simples com
interrupções na bandas sonora, durante as quais a ação continua, mas um
narrador fornece detalhes adicionais e contexto sobre personagens, eventos ou
cenários mostrados. Além de ampliar a narrativa, estas notas de rodapé, algumas
vezes, chamam a atenção para questões económico-políticas no México, especialmente
a situação dos pobres nas zonas rurais do país. A história em si concentra-se
em dois rapazes no limiar da idade adulta. Julio (Gael García Bernal), de uma
família da classe média de esquerda e Tenoch (Diego Luna), cujo pai é um
político importante. O filme começa com ambos os rapazes a terem sexo com as
namoradas, uma última vez, antes de elas partirem numa viagem para Itália. Sem
a companhia das namoradas, os rapazes depressa se aborrecem. Num casamento,
conhecem Luisa (Maribel
Verdú),
a esposa espanhola do primo de Tenoch, Jano, e tentam impressionar a mulher
mais velha com paleio e a invenção de uma praia isolada chamada Boca del Cielo.
Inicialmente, ela recusa o convite para ir com eles, mas muda de opinião depois
de um telefonema, onde Jano
em lágrimas confessa tê-la traído. Embora Julio e Tenoch não façam ideia de
como encontrar a praia prometida, os três partem para ela, de carro, através do
México rural e pobre. Passam o tempo a falar das suas relações e experiências
sexuais, com os rapazes a gabarem-se das suas modestas proezas, e Luisa falando
em termos mais discretos de Jano e melancolicamente do seu primeiro amor, que
morreu num acidente de mota quando ela era adolescente. Numa paragem noturna, num
motel, ela telefona a Jano deixando-lhe uma ‘nota de despedida’ no seu
atendedor de chamadas. Tenoch vai ao seu quarto à procura de champô, mas
encontra-a a chorar. Ela sedu-lo e ele desajeitado, mas entusiasticamente, faz
sexo com ela. Julio vê através de uma porta aberta e de raiva diz a Tenoch que lhe
tinha comido a namorada. No dia seguinte, Luisa tenta empatar o jogo tendo sexo
com Julio, Tenoch então revela que também lhe comeu a namorada. Os rapazes
começam a lutar até que Luisa ameaça ir-se embora. (…). Os três
dançam juntos sensualmente, em seguida, retiram-se para o quarto. Começam a
despir-se e a apalparem-se bêbedos, ambos focando a sua atenção em Luisa. Ela ajoelha-se
para mamar nos dois, eles agarram-se e beijam-se apaixonadamente”. – Maribel
Verdú,
1,65 m, 49 kg, 86-60-88, sapatos 37 ½, olhos e cabelos castanhos, nascida a 2
de outubro de 1970, em Madrid. Pergunta: “Clássico do cinema mais enfadonho da
História?”, Resposta: “2001: odisseia no espaço”.
Banda
sonora: “Here Comes The Mayo” Molotov y Dub Pistols ♫ “La sirenita” Plastilina
Mosh ♫ “To Love Somebody” Eagle Eye Cherry ♫ “Showroom Dummies” Señor Coconut ♫ “Insomnio” Café Tacuba ♫ “Cold Air” Natalie
Imbruglia ♫ “Go Shopping” Bran Van 3000 ♫ “La tumba sera el final”
Falco Jiménez ♫ “Afila el
colmillo” Titán e La Mala Rodríguez
♫ “Ocean in Your Eyes”
Miho Hatori e Smokey Hormel ♫ “Nasty Sex” La Revolución de Emiliano
Zapata ♫ “By This River”
Brian Eno ♫ “Si no te
hubieras ido” Marco António Solís ♫ “Watermelon in Easter Hay”
Frank Zappa.
[5] Yuri
Andropov, “enquanto embaixador na Hungria (julho 1954 / março 1957) desempenhou
um papel importante na coordenação da invasão soviética do país durante a
revolução de 1956”. Nesta revolta popular contra o poder soviético, Andropov
apanhou uma doença chamada “complexo húngaro”; segundo o historiador
Christopher Andrew “ele assistiu horrorizado da janela da embaixada como os
agentes dos odiados serviços de segurança húngaros eram pendurados nos postes
de iluminação. Andropov permaneceu obcecado, para o resto da vida, pela rapidez
com que um, aparentemente todo-poderoso Estado comunista de partido único,
tinha sido derrubado. Quando, mais tarde, outros regimes comunistas pareciam em
perigo – em Praga 1968, em Cabul 1979, em Varsóvia 1981, ele estava convencido
que, tal como Budapeste em 1956, apenas as forças armadas poderiam garantir a
sua sobrevivência”. Chefe
do KGB (1967-1982) será o primeiro chefe da polícia política eleito secretário-geral
do PCUS e chefe de Estado. Será durante o seu comissariado que Ronald Reagan,
um bonzinho, a 8 de março de 1983 batizará a União Soviética de “império do
mal”. E Andropov esteve-lhe na mira.
“The Secret Life of Uri Geller – Psychic Spy?” (2013), documentário realizado por Vikram
Jayanti. Uri Geller foi recrutado para trabalhar com as agências de espionagem
americanas como arma contra Nina Kulagina na “corrida
ao armamento psíquico”, entre as duas superpotências, durante a Guerra-fria. “Geller
ainda permanece recatado sobre as suas atividades de espionagem. No entanto, o
psíquico reconhece que, uma vez, os seus controladores lhe pediram para usar a
telepatia para parar o coração de um porco. Ele recusou, sabendo que, se ele
fosse bem sucedido, o próximo objetivo seria quase de certeza um ser humano [o
então chefe de Estado soviético Yuri
Andropov]. ‘Tentei executar missões que fossem possíveis’, afirma Geller. ‘Eu
disse não a coisas negras’. (…). Infere-se que Geller tentou usar os seus
poderes psíquicos para desativar radares durante o raid em Entebbe, quando os comandos israelitas invadiram um avião
sequestrado. O dobrador de colheres também usou os seus poderes mentais para
tentar apagar o conteúdo de disquetes levadas para a Rússia por diplomatas
soviéticos [agentes do KGB] e para convencer um ministro russo a assinar um
tratado de redução de armas nucleares [em Genebra, projetando mensagens de paz
na sua cabeça]. (Geller é retratado ao lado desse ministro ladeado por um jovem
e sorridente vice-presidente americano Al Gore). (…). ‘Quando Jimmy Carter foi
eleito presidente, uma das primeiras coisas que fez foi, ter o Uri Geller a
dar-lhe um briefing de quatro horas
sobre a ameaça psíquica soviética. A
América não queria uma lacuna psíquica e Uri era o tipo a
consultar nestas coisas’ disse o realizador Vikram Jayanti. (…). Após o 11 de
setembro, aparentemente, Geller foi reativado como espião psíquico. O
acontecimento formativo fundamental na juventude de Geller parece ter sido a
sua experiência de quase morte quando combatia pelo exército israelita durante
a Guerra dos Sete Dias. Ele ficou cara a cara com um soldado jordano e matou-o
para salvar a sua própria vida. ‘De toda a guerra, esse incidente particular,
essa fração de segundo de matar um ser humano, deixou-me cicatrizes e
definitivamente, tenho pesadelos recorrentes sobre ele. Aprendi a viver com
isso’, Geller diz-me. ‘Quando acordei num hospital em Jerusalém, percebi o que
tinha cometido…aquele soldado está incorporado na minha alma agora. É como meu
irmão. É dessa forma que sinto. Embora esses pesadelos recorrentes são tais que
ele aparece e agarra-me e diz: O que fizeste comigo, ainda sinto a sua alma na
minha’. Apesar de Geller ser comedido sobre como ajudou a Mossad, ele tinha uma
anedota reveladora sobre o líder militar Moshe Dayan num restaurante. Ele
(Dayan) era um ávido colecionador de objetos arqueológicos, muito antigos, de
quatro, cinco, seis mil anos. Eles estão por todo o lado em Israel. Quando ele
me conheceu e viu os meus poderes, a primeira pergunta que me fez, depois de
perguntas sérias sobre uso militar e tudo isso… foi: ‘Uri, achas que podes
encontrar-me alguns artefactos arqueológicos com os teus poderes’. Eu disse
‘Sabe, Moshe, nunca o fiz mas vamos tentar!’. Isto resultou em várias viagens
altas horas da noite quando Geller levaria Dayan com ele quando ia caçar
relíquias antigas. ‘Encontrei algumas coisas para ele. Ele adorou. Ele
costumava juntá-las no seu jardim’. (…). Em Sheffield, Geller, tardiamente,
ofereceu as suas desculpas ao povo escocês por usar os seus poderes psíquicos, de
um helicóptero, sobre Wembley, para tentar mover a bola antes de Gary McAllister
marcar o seu fatídico penálti falhado contra a Inglaterra no Euro 1996. Ele
reconheceu que essa foi uma ocasião em que definitivamente cruzou as linhas
éticas”.
[6] A conta,
por favor. O primeiro-ministro francês Manuel Valls: “Não é a Europa que nos
impõe este caminho, é uma questão de soberania. Não podemos viver acima das
nossas possibilidades”, abril 2014, no anúncio de um corte de 50 mil milhões de
euros no Estado.
[7] Um artista
enquanto jovem cão. “Tú
mataste a Tarantino”
(2003), curta-metragem mexicana, realizada por Teresa Suarez Maceiras, c/
Gabriela de la Garza ,
Juan Rios, Mariana Goya e Patrícia Llaca. “Enquanto Diana participa numa sessão
de empoderamento de mulheres no retiro Cuarto Camino, o seu marido Eugenio na
cidade do México mistura sexo e cocaína com a sua amante, Cecilia, a irmã de
Diana. O cão da Diana, Tarantino, come alguma da coca e a tragédia sucede. Eugenio
tenta encobrir as coisas enterrando-o. Quando Diana regressa procura
freneticamente Tarantino”. –
Gabriela de
la
Garza, 1,75 m, 90-62-92,
sapatos 39, olhos cor de café, cabelos castanhos, 3 de outubro de 1976, “sou da
cidade do México, nascida e criada em Colonia Condesa e
San Miguel Chapultepec, perto de Chapultepec, um dos grandes pulmões da
cidade”. Entrevista:
“Fui modelo, bailarina, intenté con la música, soy psicóloga, he tenido negocios;
no creo que haya un momento en la vida en que uno sepa qué va a hacer el resto
de sus días. Cuando llega ese momento, tampoco es definitivo. Nada nos
determina en la vida”. Gabriela é Olga
Ivanova, bailarina do trio Zubareff,
e cunhada de Mario
Moreno, na
biografia de “Cantinflas”
(2014).
na sala de cinema
“Devil Hunter” (1980), real. Jess Franco, c/
Soledad
Miranda, (sob pseudónimo de Susan Korday), Paul Muller, Andrés Monales,
Greta Schmidt... “Uma mulher é perseguida através da selva por uma multidão
furiosa vestindo tangas de pele, enquanto que outra é perseguida nas ruas por
hordas de fotógrafos em calças vincadas. As pessoas perseguindo a primeira
querem oferecer o seu coração ainda palpitante ao seu seminu deus, enquanto que,
aquelas perseguido a segunda, querem vender a sua imagem a quem pagar mais.
Qual é a diferença? – pergunta você. De certo modo, é cultural [1]. No entanto, o argumentista e realizador Jess
Franco [‘Eugénie de Sade’
(1974)] e o argumentista e produtor Julián Esteban dão um passo em frente em ‘Devil
Hunter’ (ou, ‘Sexo canibal’), uma película canibal saturada de miolos e pouco
mais. À superfície, o filme parece mais uma tentativa de ganhar dinheiro com
toda a loucura canibal que varria a Europa durante a era disco. Todavia, a borbulhar por debaixo de todo esse absurdo de
mastigar tripas, existe uma empolgante sátira, uma que deita um olhar arguto ao
vacilante estado da supremacia branca no final do século XX”.
“Prime Evil” (1988), real. Roberta Findlay,
c/ William Beckwith, Christine Moore, Mavis Harris… “Um grupo de monges
renegados assina um pacto com o Satanás em pessoa. Em troca da sua
imortalidade, a cada 13 anos, eles juraram sacrificar um parente em seu nome.
Nos tempos antigos, as vítimas eram abundantes e os corpos facilmente descartados.
Com o passar dos anos, porém, eles têm de se aventurar cada vez mais perto da
cidade. Agora, no século XX, a sua busca levou-os a Nova Iorque, onde os
homicídios são comuns e a maior parte das vezes ignorados. Contudo, uma freira
notou e, junto com a congregação, contratou um investigador privado. A cidade
está prestes a transformar-se em torta de carne moída, quando as forças do bem
e do mal se confrontam antes que a próxima cerimónia sacrificial esteja completa”.
“Matou a família e foi ao cinema” (1991),
real. Neville de Almeida, c/ Cláudia
Raia (Márcia), Louise Cardoso (Renata), Alexandre Frota (Bebeto)… “No Rio
de Janeiro, após uma discussão com os pais, um jovem chamado Bebeto mata a
família e vai ao cinema, onde assiste a quatro estranhas curtas-metragens. A
primeira é sobre uma mulher rica, Márcia, enfastiada com o casamento, decide
passar um par de dias sozinha na sua casa de Petrópolis. Quando, inesperadamente,
a sua melhor amiga Renata chega para lhe fazer companhia, embebedam-se, e algo
trágico acontece. A segunda é sobre um falhado que chega a casa chateado e
bêbedo e mata a família. A terceira é sobre um trágico relacionamento lésbico
reprimido. A última é sobre um homem viciado em roubar roupa interior feminina”.
___________________
[1] No século
XXI, o papel cultural da mulher para o homem, viril, culto, ativo, confina-se a
simples screen 3D para o sacrifício
a) que ele presta ao deus egípcio Atum (ou Tem, Temu, Tum, Atem criou
o universo masturbando-se. O fluxo e refluxo do rio Nilo são consequência das suas
ejaculações).
–
a) Quadro clássico moderno de “The Fourth Body” (2004), livro & DVD de Roy Stuart, publicado pela
Taschen, c/ Anna Bielska, Mika'ela
Fisher, Li Jin, Aviva Manya… música: Roy Stuart, Gary Lucas, Antonio
Floriot; letra: Nelson Villamor, Guillaume Apollinaire; vozes: Anna Bielska,
Aviva Manya, Gary Lucas, Louise Berton, Nelson Villamor”. “Roy Stuart começou
como fotógrafo mas também fez filmes documentais como ‘Glimpse’.
As suas fotos, amiúde, lidam com o corpo feminino. Em ‘The Fourth Body’ aparentemente
vemo-lo a trabalhar. Não que vejamos muito os fotógrafos, o filme concentra-se
nas mulheres. Algumas vezes estão vestidas, usualmente estão nuas. Vemos cenas hardcore a serem rodadas, mas geralmente
vemos as mulheres no cenário. Muitos destes cenários são artísticos, estranhos
ou fascinantes. Há também breves imagens da mudança da guarda em Copenhaga. Este
filme não é um filme no sentido tradicional, pois, de facto, não é contada nenhuma
história. Na verdade, é mais ou menos uma colagem de fotografias em movimento”.
A
heroína Anna Bielska – modelo no site
Met-Art rendia arte como Takya A
em produções fotográficas de Roy Stuart tais como “Mademoiselle”
(12 de março 2003) ∙ “Mademoiselle
Does Not Behave” (22 de agosto 2003) ∙ “Libertas”
(14 de julho 2003) ∙ “Cap D\’Agde” (16 de dezembro 2006). Uma
“Blowjob Queen” nos filmes de Roy Stuart: Anna Bielska / Anna Biella,
na série Glimpse
(vídeo extraído de Glimpse 3), ou em “Giulia”
(1999), produzido por Tinto Brass para a compilação “Tinto Brass presenta
Corti Circuiti Erotici”, ou “The Lost Door”
(2008): “um thriller erótico que
estica a linha entre fantasia e realidade. Esta interação é já um tema
dominante na fotografia de Stuart e é explorada sob uma nova luz, com as
adicionais complexidades do diálogo, movimento e música”.
O
fotógrafo e realizador Roy
Stuart nasceu a 25 de outubro
de 1959 em Nova Iorque.
“1977-1980.
Estes foram os anos da evolução de Roy Stuart em Nova Iorque no
contexto da chamada contracultura americana. Poetas, músicos e drogados. Ele convive
com Gregory Corso e Allen Ginsberg, mas de extrema importância foi o encontro
com o poeta cubano Nelson Villamor de quem se tornou amigo íntimo. Stuart e
Villamor partilharam uma experiência musical ligada à banda Pigeons of the
Universe. Paralelamente à música, na alvorada dos anos 70, Stuart teve a sua
primeira experiência cinematográfica: um pequeno papel no ‘Padrinho II’ e,
posteriormente, em muitos outros filmes, entre os quais alguns classificados
para adultos na época (do realizador italiano Lasse
Braun).
(…). 1980-1990. Stuart, aparentemente decidido na recusa do american way of life, abandonou os Estados Unidos para a
Europa. Estabeleceu-se na Inglaterra, onde tirou instantâneos eróticos da sua
namorada, que mais tarde venderia a algumas revistas francesas. (…). Roy Stuart
tornou-se fotógrafo profissional e, durante um certo período, trabalhou também
como fotógrafo de moda. O clima tenso em Londres nos anos 80 desencadeou a sua
partida para Paris”. ▫ Michel Houellebecq gaba-o:
“Ele é dotado a filmar as mulheres, a sua dança…”. ▫
Na promoção do filme “The Lost Door”, para “Le
cabinet des curiosités”, “o mestre do erotismo dos salões burgueses
parisienses propõe-nos uma trip rock ‘n’
roll poética ao encontro de Guillaume Apollinaire”. ▫ Roy StuartDocumentary (2013). ▫ Obra fotográfica no site Met-Art: Eloise
A
¶ Elsi
A ¶ Keiko
A ¶ Swanna
A
¶ Yuka B
/ Yuka
B
¶ Asuka
A
¶ Yuka
B & Asuka A ¶ Yuka
B & Melinda A ¶ Ajanna A ¶
Elettra
¶ Carla
A ¶ Bisine
A ¶ Cribelle
A ¶ Yomor
A.
no aparelho de televisão
“Sweet & Sour” (1984), série transmitida
de segunda a sexta-feira pelas 20:30 na RTP 2. De segunda-feira, 20 de outubro
a sexta-feira, 14 de novembro de 1986. Publicitava-a a RTP: “série australiana dirigida
ao vastíssimo público jovem e refletindo a vitalidade da juventude, ‘Sweet and
Sour’ combina a música dos nossos dias, o drama e a comédia, numa mistura
destinada a divertir os jovens e a estimular o interesse daqueles que não estão
ainda habituados ao som e ritmos modernos. A série documenta os esforços dos
The Takeaways, um conjunto recentemente formado, e que tenta penetrar e vencer
no circuito dos pubs do centro da sua
cidade”. Enredo: “em meados de 1983, uma banda de Sydney, The Takeaways, é
formada. Inicialmente, composta por Carol Howard, Martin Kabel e George
Poulopoulos. Carol Howard (Tracy
Mann) é uma atraente vocalista e guitarrista principiante de Melbourne; ela
seguiu uma carreira na representação com pouco sucesso, mas está focada agora
na sua música. Carol escreveu a sua primeira canção no comboio para Sydney.
Martin Kabel (David Reyne) é um estabelecido, embora sem sucesso, guitarrista
que quer progredir na sua banda atual: ele gostaria de cantar as suas próprias
canções. Martin tem a sua oportunidade com os Takeaways. George
Poulopoulos (Arky Michael) está mais interessado em jogar futebol pelos
Combined Hellenic Travel Agents, mas relutantemente junta-se ao grupo para
tocar baixo. Ele aprende a tocar na primeira sessão de ensaio da banda,
lentamente, supera a sua timidez e torna-se num músico confiante. (…).
Enquanto isso, Christine
Yates (Sandra Lillington) invade a casa deles e, em vez de a entregarem à
polícia, eles oferecem-lhe um lugar na banda. O pai de Christine, o lendário
saxofonista dos anos 60, Shrug Yates (Martin Vaughan), ensina-a a sentir a
música enquanto toca o saxofone. Christine é vocalista principal
nalgumas canções”. “Gloss” (1987-1990), série transmitida na
RTP 1 cerca das 13:30 às sextas-feiras, de 16 de junho de 1989 / 20 de Julho de
1990. “Gloss
foi uma popular série dramática neozelandesa produzida pela TVNZ que foi
exibida no final dos anos 80. Acompanhava uma família rica, os Redferns, com um
lucrativo negócio nas revistas de alta-costura. Yuppies, enchumaços e méthode
champenoise abundam nesta glitter soap”. “Foi dirigida por Chris Bailey. A telenovela neozelandesa
centra-se em torno da família Redfern, donos de um império editorial que
enfrenta muitos escândalos, controvérsia e dificuldades. O império editorial
tem a sua sede em Auckland e foca-se no cruel mundo das revistas de
alta-costura. Maxine Redfern (Ilona Rodgers)
é uma editora glamorosa e sensata, a trabalhar duro para trazer a sua visão
original para a empresa, apesar do drama que muitas vezes a rodeia”
na aparelhagem stereo
No
princípio… os sons pipilavam ao redor, os da natureza “Sons da British
Library”, os da voz humana “BBC Voice recordings”, emulsionados
em placas de Petri, umas de ócio outras de negócio, fez-se música. “22
miles of hard road / 33 years of tough luck / 44 skulls buried in the ground /
Crawling down through the muck / Aw yeah”: “Souljacker Part I”
(2001), p/ Eels (vídeo realizado p/ Wim Wenders). Dois dedos de evolução depois.
“And trust me they know it all alone / From the first time they lay their eyes
on you / They said I really shouldn’t want you back / oooh oooh oooh”: “They Know” (2014), p/
Índia Malhoa. No
intervalo, festejam-se os países orgulhecidos. “Para a esquerda para a direita
/ Ao som do kuduro Portugal se ajeita / Para a direita para a esquerda / Ao
ritmo do kuduro / Com as cores da bandeira”: “As Cores da Bandeira” (2012),
p/ Índia Malhoa, Ana Malhoa ft DJ True Love. Num élan remissório, escreveria Miguel de Cervantes: “Onde há música
não pode haver coisa má”. Subtraindo-se o mal sobra o bem, e o bem…
“When Metal Ruled the World
(80's LA Sunset Strip
Story)”. Simplificava a década de 80 em Los Angeles o fotógrafo de rock Neil Zlozower: “Eram os anos do reaganomics, excesso de tudo: excesso de dinheiro, excesso de
drogas, excesso de bebida, excesso de mulheres” [1].
Em Lisboa, brandiam as facas da casa os Samurai.
“Eram um projeto de hard FM / pop de Francisco Landum, guitarra / voz
(ex-TNT / Ibéria) e Manuel Cardoso, guitarra / voz (do grupo de rock progressivo Tantra), com a ajuda de
Tónica, baixo e Tony Duarte, bateria. O seu primeiro concerto foi na discoteca
Voxmanias a 29 de maio de 1987. No final de 1986 gravaram o seu álbum de
estreia ‘Samurai’ nos estúdios M.I.D.I., produzidos por Landum e Cardoso. O
álbum incluía 9 canções, metade cantadas em inglês, metade em português, ‘Dance Forever’, ‘Shout for Love’, ‘Amazona’, ‘I Know’, ‘Radio Suicide’,
‘Bandeira’, ‘Sem ti’, ‘Sexo
no chão’, ‘Amazona (O regresso das amazonas)’” [2].
“Get Thrashed: The Story of Thrash Metal”. Substanciava este subgénero musical o
vocalista dos Slipknot Corey Taylor: “Era um grito de guerra, vamos queimar os
nossos ídolos, vamos criar algo completamente diferente, e têm que se aguentar,
portanto vão-se foder”. Em Lisboa, trashavam
os Decay. “Da Parede, Lisboa,
banda de black / trash metal. Formada em agosto
de 1990 por dois amigos, J. A., guitarras / voz e Nuno, guitarra. Com a
colaboração de Pedro na bateria e Carlos no baixo, os primeiros ensaios
aconteceram em setembro.
Em outubro, Jorge ‘Divino’ Fonseka (futuro Cunnilingus
– ‘Sodomizada pelo
pentagrama’ ♫ ‘Pantera
negra’ ♫ ‘Beber e
foder’) juntou-se como vocalista. Em dezembro, a banda gravou a sua cassete de promoção com
quatro faixas: ‘Untold Tales (Intro)’, ‘No Tomorrow’, ‘Our Existence’ e ‘Too
Fast’, e no mesmo mês tocaram o seu primeiro concerto na Parede, no dia 16 de
dezembro. A segunda atuação é realizada a 17 de março de 1991, e logo Pedro e
Jorge abandonaram o grupo, sendo substituídos por Mike (Moonspell) e João
(Moonspell, Grog, Ironsword), respetivamente. É por volta dessa época que eles
mudaram o nome para Decayed”. “A banda viria a
mudar o nome para Decayed e avança para um black
metal estilo Bathory. Com várias
formações, os Decayed lançaram uma sucessão de maquetes, 7 polegadas e álbuns
em várias etiquetas underground
europeias. Por volta de 1996, o baterista J.B. saiu e nas gravações posteriores
usaram uma caixa de ritmos. Em 2002, o último membro restante abalou, deixando
o fundador, J.A., como o único sobrevivente que, até hoje, continua a banda
recorrendo a músicos de estúdio” – “The Conjuration of the
Southern Circle” (1993) ♫ “In Lustful Mayhem” (EP
1995) ♫ “The Book of Darkness”
(1999) ♫ “The Black Metal
Flame” (2008).
“Reportagem [TVI] - Black Metal”.
Peça de bom jornalismo, a locutora introduz: “A Portugal a música de Satanás
chegou uma década depois, os seguidores do black
metal, anticristãos e satanistas,
aumentaram consideravelmente nos últimos anos, profanar cemitérios e incendiar
igrejas são rituais satânicos cumpridos por muitos que fazem do black metal uma forma de estar na vida”. Bate forte com Ciência,
o sociólogo João Teixeira Lopes: “Atacar o cristianismo é uma forma também de
promoção. Eles são tão audazes, são tão corajosos, são tão fora do sistema que,
vão diretamente à raiz daquilo que costuma ser o ritual dos outros, o sagrado
dos outros, digamos, as normas dos outros. É uma forma de demarcação radical.
Agora, não é uma forma, como é que hei de dizer, consciente, reflexiva, que
tenha uma ideologia no sentido clássico da palavra, não. É meramente uma
revolta difusa que encontra algo que agrega energias, que agrega fúrias, que
agrega ódios, que agrega no fundo um conjunto de frustrações que vêm, como eu
disse, do falhanço da integração social noutras instituições, designadamente na
escola, na família e no mercado de trabalho” [3].
– “A expressão black metal foi cunhada pela banda inglesa Venom
com o seu segundo álbum ‘Black
Metal’ (1982). Embora considerado trash
metal em vez de black metal, pelos padrões
de hoje, as letras e imagética do álbum focavam mais temas anticristãos e
satânicos do que qualquer outro antes. A música era rápida, rude na produção e
com vocais roucas ou grunhidas. Os membros dos Venom também adotaram
pseudónimos, uma prática que se propagaria entre os músicos de black metal”.
Em
Gaia, masturbava-se… intelectualmente, os Candle
Serenade. “Mais do que um mero projeto de black metal, os Candle
Serenade constituía para os seus membros uma horda, uma congregação esotérica
em torno da qual se realizavam debates, reuniões e rituais orientados pela
crença no oculto em geral e no satanismo, vampirismo e paganismo em particular. Formados
no verão de 1993 pela guitarrista Daniela Portela (aka Stregoyck, editora do fanzine
‘Metalkraft’),
o quinteto era ainda constituído por Odranoel (voz), Belfegor (guitarra),
Nihasa (baixo) e Demogorgon (teclas). A banda estreou-se no ano imediatamente a
seguir com a promo-track ‘Tales from Walpurgis’,
gravada nos Estúdios Rec'n'Roll e aclamada no meio underground. O registo denotava uma vastidão de influências,
explorando especialmente texturas familiares ao gothic / doom / black metal. Esses elementos seriam ainda mais evidentes no único álbum
publicado, ‘Nosferatu's
Passion’, em que
Stregoyck assume o lugar deixado vago por Odranoel”. – O doom desce em linha reta dos Black
Sabbath. Exempli gratia a banda formada em 2006 em Hickory, Carolina do Norte, Hour
of 13. Levanta-se o seu vocalista Phil Swanson: “Não sou realmente um ‘cantor’
cantor. Concentro-me mais no fraseado e na prestação do que em carregar notas.
Nunca fui treinado e efetivamente não acredito nisso, rouba toda a sua
identidade, e você parece um grande maricas ao fazer toda essa merda. Isto é metal, não ópera! Simplesmente deite-o
cá para fora! É tudo o que precisa de saber. O meu treino é como fã, presto
atenção e tomo nota das pequenas nuances que ouço. Prefiro mil vezes um cantor
estilístico como Bon Scott a Bruce Dickinson. Não é que eu não aprecie talento,
simplesmente não tenho nenhum” – “Who’s to Blame”. No doom, em Portugal, os Agon doominavam
na Bobadela (1996-98), com Paulo Ribeiro, voz / guitarras, Soraia, voz, Rui
Bettencourt, guitarra rítmica, Jorge Bettencourt, teclas, Capitão, baixo e
Pedro Peres, bateria. Gravaram a maquete “The Dawn of Times” (1997) e o EP
“Silent Cries” (1997) com as faixas “The Night” ♫ “Silent Cries” ♫ “Bestial Devotion” ♫
“Fearing Myself” ♫
“Eternally”.
“A Documentary about Death Metal”. Danny Nelson, vocalista dos Malignancy, matava de vez
a definição: “Death metal, para mim, é o período mais extremo
de toda a gama metal, quero dizer, é
o mais técnico de tocar, realmente difícil de tocar, é quase como o equivalente
metal do jazz” [4]. De Espanha soprava os bons ventos dos Haemorrhage,
formados em 1990, c/ Lugubrious, voz, Luisma, guitarra, Ana Belén
de López, guitarra rítmica, Ramón Checa, baixo e Jose, bateria – “Via Anal
Introspection” (1995) ♫ “Mortuary Riot” (2002) ♫ “Suzio Policia” (2012). Em Gafanha
da Boavista, Ílhavo, jazeram os Deification com
três maquetes: “Promo tape Fev. 95” (1995), “A New God Had Been Created” (1995)
com as faixas “A New God
Had Been Created” ♫ “Unholy
Truth” ♫ “Putrid Mind”
♫ “Eternal Dream” ♫ “Suffer Land” e “The
Stolen Tracks (the last rehearsal)” (1996) com as agradáveis melodias
“Cadaveric Decomposition” ♫ “Hands of Disfiguration” ♫
“I’m Encarnation of Evil”.
Folk metal
local, os Hyubris. “A banda formou-se em 1998 e
começou uma aventura chamada ‘Lupakajojo’, as iniciais dos seus integrantes.
Juntos exploravam o heavy metal. Em 2001 surgiu uma mudança na
formação da banda: Filipa Mota tornou-se na vocalista e introduziu a flauta na
sonoridade do grupo. A banda mudou o nome para Hyubris que significa Desafio
aos Deuses. Ainda nesse ano lancharam o EP ‘Desafio’. Em 2002 destacaram-se em
participações como na Festa do
Avante” – “Canção de
Embalar” (2005).
“American Goth” (2005)
documentário de Ryan Rhea. “Em 2002, a cidade de Blue Springs, Missouri,
candidatou-se e recebeu uma verba federal de 273 000 dólares para investigar a
cultura gótica”. Este “documentário de 86 minutos fornece uma análise
aprofundada da cultura gótica que é, muitas vezes, tipificada por roupas pretas
e um interesse em música sombria, literatura e cultura. Numa era pós-Columbine,
os góticos têm sido percebidos e estereotipados de muitas formas. American Goth
é um documentário coloquial em estilo ‘faça você mesmo’ que pergunta se a
cultura gótica constitui uma ameaça para a sociedade ou se é simplesmente um
estilo de vida alternativo”. Na margem alternativa do Tejo, os Capela das Almas. “Foi uma banda de gothic metal nascida em Almada em finais de 1989. Muito influenciados por
grupos como The Sisters of Mercy ou Fields of The Nephilim, só em 1993, após
diversas alterações no seu line up inicial, gravam o seu único trabalho,
‘Estranhos São os Desígnios de Deus’, que será editado no ano seguinte no
formato cassete. Dada a muito boa aceitação por parte do público apreciador do
género, esta demo permitiu-lhes a
possibilidade de atuação em cerca de 40 concertos. Destes, poder-se-ão destacar
a abertura da tour ‘Under The
Moonspell’ dos Moonspell e a primeira parte do derradeiro concerto dos Land of
Passion ocorrida no Ponto de Encontro em Almada” –
“Fogo de outra sorte”
(1994) ♫ “Avé” (1994).
“Em
janeiro de 2008, um jovem casal
gótico de Dewsbury, West Yorkshire, viu recusada a sua entrada num
autocarro… porque o rapaz trazia a sua namorada pela trela – precisemos que ela
é totalmente consenciente e que ela se considera como um animal doméstico. Quem
diz gótico diz interesse pela música (entre outras formas de expressão
artística), confirmado pelo facto de a jovem, Tasha Maltby, 19 anos, ser
estudante de tecnologia do som. (…). Considerada a madrinha e a inspiradora da
franja mais rigorista do movimento gótico (tal como John Cale, que participa
muitas vezes nos seus discos), Nico
deixou uma obra somítica – seis álbuns de estúdio em vinte anos – mas
extremamente singular. (…). Nos anos 80, vivendo entre Manchester e Ibiza –
onde morre, vítima de uma hemorragia cerebral, após uma queda de bicicleta em
1988 – ela adaptou-se à nova geração cold,
dando concertos acompanhada de jovens músicos britânicos, como os Bauhaus. O
seu cantor Peter Murphy dirá: ‘Nico era gótica, mas de um modo Mary Shelley,
enquanto que os outros eram de um modo filmes de terror da Hammer. Todos
tinham produzido Frankensteins, mas o de Nico era o verdadeiro’”,
na revista “Les inrockuptibles hors série - Les filles du rock” [5].
___________________
[1] Em
Portugal nessa década vivia-se o habitualnomics
i.e. a aplicação de medidas de austeridade para corrigir desvios na economia
que, cientificamente, se chamava “apertar o cinto”, e o lógico passeio no
parque. As salas de cinema abriam as portas como bocas esfomeadas e o dinheiro
para as trespassar jazia nas ruas. 1983 estreou. “Sem Sombra de Pecado”
(1982), real. José Fonseca e Costa, c/ Victoria Abril (Lucília / Maria da Luz),
Mário Viegas (Henrique), Armando Cortez (tenente Sanches), João Perry (tio
Miguel), Lia Gama (Adelina)… do conto “E aos costumes disse nada”, de David
Mourão-Ferreira, no livro “Gaivotas em terra”. – Com razão, David Mourão-Ferreira
ficou desgostado por não se ter “nem no cântico dos seios nem no soluço das
pernas” de Victoria
Abril; explicou Fonseca e Costa: “Fiz uma pergunta sacramental ao David:
está interessado em trabalhar comigo na adaptação, sendo você escritor? E ele
disse não, não, não quero meter-me nisso. Você faz da história aquilo que
quiser, e assim foi, e assim foi. Eu levei as coisas ao ponto de nem sequer
convidar o David para assistir às filmagens. O David, depois, falando sobre
isso, disse-me: Ao Zé nunca lhe perdoarei que nem sequer me tivesse apresentado
a atriz que veio fazer o papel. E foi confrontado com o filme depois de ele ter
ficado pronto. Quando o filme acabou, eu estava à espera que o David viesse
dizer-me qualquer coisa. O David saiu da sala, parecia uma seta, e nem me viu e
atravessou a rua para entrar em
casa. Eu fiquei espantado, bom, ele deve ter detestado o
filme. Não viu o filme, com certeza absoluta, porque nem sequer me disse nada
antes de entrar em casa. O David
volta-se para trás, vem a correr para mim a dar um grande abraço e disse-me: Olhe,
gostei muito do filme. Bom, fiquei tranquilo, como imagina”. Estreou na sexta-feira,
11 de fevereiro de 1983 no Éden e Cinebloco (Lisboa), Lumière (Porto), Gil
Vicente (Coimbra) e Rosa Damasceno (Santarém).
Também
estrearam nesse ano, não um mas dois James Bond. “Octopussy” (1983), c/
Roger Moore estreia quinta-feira, 27 de outubro de 1983 no São Jorge sala 1, no
Ávila, av. Duque d’Ávila, 92-A e no 7.ª Arte, av. da República, à estação de
Entre Campos, junto ao n.º 68. “Never Say Never Again”
(1983), c/ Sean Connery estreia quinta-feira, 15 de dezembro nos mesmos
cinemas. “Bilbao” “a
história de um fascínio” (1977), real. Bigas
Luna, c/ María Martín (María), Àngel Jové (Leo), Isabel Pisano (Bilbao)… estreia
sexta-feira, 13 de maio no Quarteto sala 1, rua Flores de Lima, 16. “María é
uma atriz em decadência, que tenta conservar o glamour dos seus tempos de glória. Assim, mantém um caso com Leo,
mais novo que ela, e com o tio (Jordi Torras) do rapaz, que garante o seu
sustento. A relação entre eles é uma mistura de autoritarismo, materialismo e
sadomasoquismo. Na sua busca por motivações fetichistas, Leo conhece e apaixona-se
por Bilbao, uma bela mulher que ganha a vida prostituindo-se e fazendo strip-tease nos lugares mais sórdidos.
Como se ela fosse um objeto, ele quer apropriar-se dela”.
“Sob a influência de ‘The
Collector’ (1965), o filme de William Wyler, baseado no best-seller homónimo de John Fowles, em que Terence Stamp
rapta uma jovem e ‘coleciona-a’ como faz com as borboletas, e que no final
morre por falta de assistência médica, Luna consegue uma das maiores obras-primas
do cinema espanhol de todos os tempos, ao filmar apaixonadamente esta sórdida
crónica impregnada de um erotismo mórbido e doentio, pleno de magnetismo e
revestida de uma pátina suja e decadente, edificada sobre a vida quotidiana de
um psicopata maníaco e escrupuloso nos abismos do delírio e da perdição”.
Na
quadra natalícia de 1983 é reposto o filme mais importante alguma vez exibido em Portugal. Os desenhos
animados, os “101 Dálmatas”
(1961), de quinta-feira, 15 de dezembro de 1983 / quarta-feira, 4 de janeiro de
1984 no cinema Tivoli. De sexta-feira, 16 de dezembro de 1983 / sexta-feira,
17 de fevereiro de 1984 no cinema Alvalade. De sexta-feira, 16 de dezembro de
1983 / quinta-feira, 5 de janeiro de 1984 no cinema Turim, estrada de Benfica,
723 A. De sexta-feira, 17 de fevereiro de 1984 / quinta-feira, 22 de março
de 1984 no cinema Caleidoscópio. O filme impactou fundo nos jovens portugueses impacto
que medrará. Em 2014, o candidato às eleições europeias Paulo Rangel: “Gostaria
de dar uma novidade, é que este Manifesto é um manifesto da geração das redes
sociais (…). Está organizado em 101 tweets,
tantos como os dálmatas, 101, todos, todos e cada um deles, com menos de 300
carateres”. “Tootsie”
(Quando ele era ela) (1982), nomeado para 10 Oscares, incluindo melhor filme,
melhor ator Dustin Hoffman, melhor realizador Sydney Pollack, melhor atriz
secundária Jessica Lange, melhor atriz secundária Teri Garr, estreia
sexta-feira, 25 de março nos cinemas Castil, 7.ª Arte e Cine Estúdio Terminal.
Entretanto, no Terminal, um pouco mais acima, queimava-se tempo, gamava-se e arrebentava-se:
“‘a
escumalha do Cais do Sodré transitou para o centro comercial’, diz, desabridamente,
uma lojista do centro comercial Terminal, no Rossio”. “Outros, sobretudo
rapazes, esperam nos corredores ou nos largos de acesso à estação do Rossio,
por um gesto de simpatia. Então, vagarosamente, dirigem-se à casa de banho da
estação, a única que não tem guarda, e a troco de dinheiro, por lá ficam longos
minutos. (…). ‘Tivemos de cerrar as portas das casas de banho para podermos
contar as pernas. Quando lá estão quatro é porque a coisa não está bem’. Este
processo engenhoso contado por uma empregada dos sanitários do centro
comercial, onde depois de instaurado um sistema de controlo não existem
problemas, não vigora nos sanitários junto às plataformas de embarque, onde o
terreno é dos ‘arrebentas’”. Por 200$00 o homem casado, infeliz pela inaptidão
da esposa, finalmente tinha um orgasmo mamando um Calipo morno nas casas de
banho da Estação do Rossio. Os 200 paus chegavam, por exemplo, para ir ao Cine
222, av. Praça da Vitória, 37 (ao Saldanha), ver bom cinema como os Gansos
selvagens, “The Wild Geese” (1978),
onde morriam mais pretos que no enriquecimento da Guiné Equatorial para em 2014
resgatar bancos
portugueses, BCP, Banif… (Exibido de quinta-feira, 12 de janeiro / sexta-feira,
10 de fevereiro de 1984). “O filme teve a assessoria do famoso mercenário
Coronel Mike Hoare, também conhecido como Mad Mike, que ficou mundialmente
conhecido pelas suas ações em África nos anos 60. (…). Em meados da década
de 70, Hoare foi contratado como consultor técnico para o filme ‘The Wild
Geese’, a história fictícia de um grupo de soldados mercenários contratados
para resgatar um presidente africano deposto. O coronel Alan Faulkner
(interpretado por Richard Burton) teve como modelo o próprio Hoare. Pelo menos
um ator no filme (Ian Yule) foi efetivamente mercenário sob o comando de Hoare.
Dos atores interpretando mercenários, quatro tinham nascido em Africa, dois
eram antigos prisioneiros de guerra e a maioria recebeu treino militar”.
Na
década de 80 chupava-se também muitas pílulas de alho Rogoff, extrato
concentrado de alho forte, “para chegar à mesma idade e estar ainda fresco e
cheio de vitalidade tome as famosas pílulas Rogoff”; preparado por: Woelm
Pharma (Alemanha Ocidental); representantes: CREFAR – Representações, Lda. rua
da Madalena, 171 - 2.º Lisboa.
[2] No
programa “Deixem passar a música” (1987-1988), transmitido na RTP 1, Manuela
Bravo convidou os Samurai. Apresentou-se Manuela: “Foi assim que tudo começou,
1979, Festival da Eurovisão em Istambul, a cantiga chamava-se ‘Sobe sobe balão sobe’, e
por ela eu deixei o meu curso de Direito para enveredar por uma carreira
profissional a tempo inteiro como cantora. Carreira essa que já dura nove anos,
nove anos de muita luta, muito sacrifício, muito esforço, de muita música, de
muitas canções, mas tem valido a pena. A todo o meu público, a todas as pessoas
que sempre me receberam com muito carinho, com muita amizade, eu dedico esta
dúzia de canções”. Os Samurai tocaram “Shout for Love”. Depois, Manuela
apresentou-os: “Os Samurai são uma ótima banda e merecem maior projeção, pois o
seu trabalho não é inferior a muitos outros de importação. É com prazer que os
tenho no meu programa, e quero agradecer-lhes terem regravado um dos seus temas
mais fortes, de modo a que fosse possível cantá-lo comigo”. E
juntos cantaram “Amazona”, ela vestida de blusa branca, gravata e calças de
cabedal pretas: “Amazona let me into your heart / Amazona / I have the right / Have
the right / Have the right to be in love”.
O
balão do tempo. Em 2013, a cantora Manuela Bravo “apresentou uma queixa-crime em
tribunal por ‘difamação, insultos em via pública e tentativa de agressão’
contra a atriz Paula Martin da Silva, ex-colaboradora do projeto
‘Cumplicidades’. (…). ‘Do que se passou nos bastidores, não vou falar’, diz a
atriz. ‘Quero apenas salientar que escrevi um musical para ela, que nunca me
agradeceu’. O início da história remonta a fevereiro, quando o produtor Vítor
Aroeira decidiu homenagear Manuela Bravo pelos 40 anos de carreira e encomendou
um texto a Paula Martin da Silva. Assim nascia ‘Cumplicidades’, espetáculo que
cruza música e palavra e era interpretado pelas duas artistas. Vítor Aroeira
diz que investiu ‘cinco mil e tal euros’ no projeto, onde ‘toda a gente tinha
concordado ganhar à bilheteira’. Depois de sete sessões no Parque Mayer e com
sessão marcada para amanhã (23/8/2013) na Costa da Caparica, a cantora
abandonou o show, no dia 12, por e-mail. ‘Fez uma birra porque foi chamada à
atenção por usar indevidamente o patrocínio de um cabeleireiro, e quis
sair", conta Teresa Santos, colaboradora de ‘Cumplicidades’. ‘Para mim, é
uma grande infantilidade’”.
[3] O mercado
de trabalho, em Portugal, só será domado like
a bitch pelo ex-ministro da Economia Álvaro Santos Pereira: “Tínhamos
um mercado laboral demasiado rígido, e um mercado laboral que também é um
bocado muito dual, ou seja, para as pessoas da vossa geração – o que os
economistas gostam de dizer no seu jardão jargão, a história do insider outsider – para as pessoas da vossa geração, poucos direitos,
para outras pessoas, muitos direitos, portanto era importante fazer e estimular,
flexibilizar a contratação. (…). É muito fácil falar de crescimento. Eu
gosto de crescimento. E eu pergunto a todos vós: quem é que não gosta de
crescimento? Quem não gosta de crescimento não percebe o que o crescimento
é. (…). Porque é que a competitividade fiscal é tão importante? Porque se eu
for um investimento um investidor estrangeiro, eu olho p’a Portugal e p’a
outros, outros países no mundo, na Europa e noutras partes do mundo e pergunto:
porque é que eu hei de investir em Portugal? O investidor só investe em
Portugal se fizer sentido. (…). Ou seja, é todo um pacote de incentivos que
esse investidor está à procura. Porque se o pacote de investidor não for
competitivo, esse investidor vai a outro país e vai conseguir um pacote de
incentivos tão bom ou melhor do que nós avançamos. (…). Não era sexy apostar na agricultura, na
indústria, nas minas e por isso abandonámos tudo (…) e quando o fizemos criámos
as condições para termos a crise atual que temos atualmente” (perolava para
jovens de JSD, fevereiro 2013).
[4] Para
apreciar plenamente este género musical “Aquela que é já considerada a mais
importante revolução no campo do áudio depois da grafonola, eis que os
melómanos portugueses têm desde dezembro de 1983 a oportunidade de observar e
adquirir o fenómeno compact-disc.
(…). Fundamentalmente, o CD tem por característica forte a reprodução de música
gravada em pequenos discos de 12 cm de diâmetro, sem que qualquer ruído de
fundo, distorção em graves e agudos, reverberações, ou mesmo sujidade, possam
afetar a audição. (…). Mas o CD não fica por aqui e traz-nos, por extensão, uma
dinâmica de sons a todos os títulos notáveis, permitindo, pelas suas
caraterísticas técnicas que, todos os instrumentos musicais possam ser ouvidos
com perfeita clareza. (…). Além disso, CD tem uma outra e definitiva
caraterística: sabendo-se que o elemento de leitura dos discos é um feixe
laser, portanto, sem qualquer contacto físico com os discos, estes obviamente,
deverão ter uma duração ‘infinita’, sem perda de qualidade. (…). Os discos têm
12 cm de diâmetro (1/6 da área dos 30 cm vinil). Apenas um lado se encontra
gravado, podendo comportar 60 minutos de música ininterrupta, e em certos casos
70 minutos. Contrariamente ao sistema vinil, a leitura faz-se do centro do
disco para o exterior a uma velocidade de 200 rotações p/m no interior e 500
rotações p/m no exterior (no vinil: 33 1/3 rotações p/m). (…). O CD não para
aqui. Dada a sua fácil utilização, e bem assim a possibilidade de ser deslocado
do seu ponto de apoio normal, os técnicos desenvolvem já a utilização em
automóveis, ponto máximo e meio caminho para a quebra da cassete neste tipo de
veículo.
Numa
primeira fase, e dos cerca de trinta leitores já comercializados na Europa,
Portugal, por dimensões de mercado, verá apenas três marcas. Curiosamente, duas
delas utilizando a mesma tecnologia da terceira. As duas são a Marantz e a
Grundig, a terceira é a Philips. A Marantz é, digamos assim, um ‘agente
tecnológico e comercial’ da Philips, no Japão. A Grundig tinha já há algum
tempo sido parcialmente comprada pela Philips, e agora vai mesmo ser gerida
totalmente pela multinacional holandesa. (…). Numa segunda fase, a Pioneer e
pelo menos a Denon, farão também a sua entrada. (…). Para não assustar já,
começamos por dizer que eles custam em média o equivalente a um bom conjunto de
alta-fidelidade. Em escudos, isto traduz-se por cerca de 160 contos para o
Philips e 190 para o Marantz. (…). Em Portugal, um bom gira-discos custa mais
de 60 contos, se conseguirmos ter um CD a 90 ou 100 contos, já seria bom (na
Grã-bretanha ele custa em média 70 contos, para um poder de compra 4 ou 5 vezes
superior). (…). Fomos falar com um responsável da Polygram e ficámos a saber
que o disco após entrar no país sofre uma inflação total na ordem dos 350 %, no
meio existe um fator proeminente, uma sobretaxa de 60 % que penaliza as importações,
o consumo, e também a cultura. (…). Quer isto dizer que o disco compacto não
custará mais de 1000$00 à entrada na fronteira, chegando à vítima (o
consumidor) por 4000$00. (…). Ninguém em pleno juízo compra discos a quatro
contos – a menos que ‘ache giro’, tão ‘pequeninos e brilhantes’ – depois, toda
a gente vai ao estrangeiro, e se não há sempre um amigo que vai; a seguir, o
tal ‘pequenino’ custa por lá, sempre menos de 2000$00”.
[5] “Strip-tease”
(1963), real. Jacques Poitrenaud, c/ Nico,
Dany Saval, Jean Sobieski… música p/ Serge Gainsbourg, canção “Strip-tease”,
interpretada por Juliette Gréco. “Nico interpreta Ariane,
uma aspirante a bailarina que é preterida em favor de uma estrela famosa, numa
produção teatral, em que estava completamente empenhada e, lentamente,
envolve-se com a cena de clubes
noturnos de strip, no despertar deste
fenómeno. Obviamente, ela é muito reservada no começo, mas lentamente
entrega-se à atuação e ao entretenimento dos outros mas, no processo, perde
bastante de si própria”.
107 Comments:
At 7:02 da manhã,
Táxi Pluvioso said…
14.º post sobre 1983, para o mês de junho, principalmente. Já da década anterior e que se desenvolveu muito na década de 80, uma nova fauna de os melhores de Portugal, que gerirão as empresas públicas na produção de riqueza e que ajudarão os políticos nessa mesma produção, o que fez de Portugal o país mais rico da europa. Se tem Bom Banco, não seria rico? pois então.
Refiro-me aos gestores (aproveitamento do génio de ex-ministros e secretários de Estado nas empresas públicas) e aos assessores (que vão engrossar a função pública). E o estupor do Salazar deixou um país quase analfabeto que, para recrutar esta malta, foi necessário prescindir das habilitações literárias, vulgo, licenciatura. Os melhores de entre os militantes dos partidos não foram impedidos da sua útil contribuição para a riqueza do país só por terem o secundário ou a 4.ª classe. Não havia ainda os mais bem preparados, os Moedas, os Maçães, mas havia justiça naquela década.
Foi mais um mês de aumentos, tabaco, e um brutal aumento dos bens de primeira necessidade, leite, pão, açúcar. Portugal entrou na fase de apertar o cinto. Era preciso reformas, modernização, a receita. A altura dizia-se “viver acima dos meios”, que já ricos e instruídos será “viver acima das suas possibilidades”.
Na Inglaterra, Thatcher foi reeleita com maioria. Sempre achei uma sacanice dos ingleses não a trazerem para conferências, debates, sábias palavras de guru, nestes últimos anos da sua vida, durante a “crise”, com certeza que ela tinha soluções, como teve nos 80s, e Alzheimer não é desculpa, é uma doença degenerativa, e ela já a tinha nos 80s. Na altura, despontava William Hague, ainda com cabelo e muito génio. Do seu currículo para contratação constava vasta experiência em aparecer na TV.
Também é eleito Andropov, que depois de uma experiência traumática na Hungria, ver membros da polícia secreta enforcados em candeeiros, aprendeu que nas revoltas há que partir com força para cima deles para evitar males maiores. Reagan, um herói do ocidente, chamou à USSR “império do mal”.
Uri Geller é um aldrabão, mas nunca se sabe onde está a verdade, e na Guerra fria houve coisas muito engraçadas, e o uso do poder da mente como arma, não é assim tão descabido.
Posares, faço notar o filme arte “The Fourth Body”, se o link ainda lá estiver, já escrevi isto há muitos meses. Receio que os links do metal estejam todos evaporados, pois o canal YouTube que divulgava esse tipo de luso-música foi-se.
Nos cinemas foi reposto o filme mais importante para Portugal e seu povo, os “101 dálmatas”, que protagonizará uma saborosa inovação tecnológica, os tweets, na candidatura de Paulo Rangel, outro grande no país e na europa.
Havia crise mas havia forma de ganhar massa nas casas de banho da estação do Rossio, lembro-me de os preços serem 150 escudos e depois 200 para vender o membro a cavalheiros. Também se ganhava bom dinheiro no centro comercial Imaviz. Em 1983 chega o CD a Portugal, eram carotes, e toda a ajuda monetária que os cavalheiros pudessem dar era bem-vinda.
Por azar o ministro Álvaro só surgiu agora, ele tem a solução para o desemprego, despedir os velhos para contratar os novos, isto não é economia é humanidade. Se um empreendedor tem colaboradoras(es) velhas(os), de 40 anos, é humano querer trocar por umas (uns) de 18 anos.
At 7:53 da manhã,
Táxi Pluvioso said…
Quero ganhar muito dinheiro para depositar no Banco Novo (até o nome revela muita imaginação entre os maiores de Portugal).
At 5:14 da tarde,
Anónimo said…
Este inicia à la Depeche Mode e é de uma grande subtileza no minuto 1:12 - 1:17
Depois, no minuto 1:30, aparece a Ana Deus em grande estilo e a mostrar que aderiu ao PPM.
O resto do vídeo não vi.
http://www.youtube.com/watch?v=2CCyEQQ65eE
At 8:39 da tarde,
Anónimo said…
Estive a ver a prova de avaliação dos professores. É só futilidades. Questões complexas como, por exemplo, distinguir uma pentelheira anos 70 de uma pós-moderna, não são postas. Ou como distinguir um maoista de um bufo pol potista, etc, etc. Enfim, é o que temos.
At 9:04 da tarde,
Anónimo said…
Cinema de autor húngaro:
http://vimeo.com/album/2891074/video/94109087
At 8:13 da manhã,
Táxi Pluvioso said…
posares: o filho do major não devia ter deixado a música, não me lembro quem ele imita aqui – talvez os Haircut 100 –, desde que não imitasse Cristo, veríamos com boa vista. De facto é mau momento para ir de férias, numa altura em que há dinheiro a circular, fortunas a fazerem-se (outras a desfazerem-se, as do mexilhão), é preciso estar presente para apanhar cobres.
Dará bela história para os vovôs contarem aos netinhos, esta do quem tem medo do BES-mau? Havia dois bancos, amigos, inseparáveis, cúmplices, o Banco Bom e o Banco Mau. Depois de uma batalha fratricida na cintura de Adam Smith, o Banco Bom foi para Vénus, e o Banco Mau foi levar uma cesta de goodies à casa da tia Teresa Guilherme. Ao vê-lo descoelhado, sem o velo de Lapin, perguntou-lhe a tia: porque é que tens essas orelhas enormes? É para ouvir melhor os mosquitos da Comporta. Porque é que tens esse nariz tão grande? É para cheirar melhor os mosquitos da Comporta. Porque é que tens esses olhos tão grandes? É para ver melhor os mosquitos da Comporta. Porque é que tens essa boca tão grande? É para te comer melhor. E abre a boca e glup! engole a tia nunca mais se sabendo que segredos morava naquela casa.
Entretanto, no Banco de Portugal, hissopava-se muito amor.
(É urgente mandar vir o Sócrates e o Vítor Constâncio de volta para haver bombo. Para a imprensa de referência fazer festa. Com Carlos Costa, fofinho como um gatinho, um pudim flan, não haverá culpados. Então o gajo permite que o BES fizesse um aumento de capital há uns meses, ou seja permitiu que mais uns pacóvios fossem enganados com papel sem valor algum – que agora vai para o bad bank – e ainda está no tacho? Se fosse no tempo do Sócrates já teria caído o CM e a TVI e já se estava a falar do Freeport).
At 8:48 da manhã,
Táxi Pluvioso said…
posares: ah! O saudoso tempo em que os homens não se depilavam e mesmo assim faturavam. O major-son tem umas bem jeitosas a dançar no vídeo. E o Michel do sapateado a dar direções.
Libertar é sempre bom, sobretudo das roupas. Estava a desenvolver a tese, de que as mulheres, nuas, cantam muito melhor, o som sai cristalino sem necessidade de equalizador nem limpezas no estúdio, mas interrompi a escrita com esta mudança toda e o verão à porta.
Parece que as provas aos professores foi só para troçarem dos erros ortográficos, darão bons deputados da nação, e ainda por cima chumbaram quase todos, era melhor que…
É um cinema que não se verá por cá, além da mulher lusa ser, grosso modo, feia, tal como o homem, a privatização da água não permitirá que se encha banheiras nem piscinas. Os candidatos a Canijos terão que se contentar com filmes de ação nos bairros problemáticos.
O Dalí sempre fez a exposição “Táxi pluvioso”? agora não tenho tempo para ver tudo, tenho o gato doente, tenho que o levar ao médico, não lhe vejo grande futuro, até hoje nunca conseguiram salvar nenhum.
At 9:17 da manhã,
Táxi Pluvioso said…
posares: afinal ainda há esperança, um aluno de doutoramento ataca uma professora de física à machadada por ter ficado sem a bolsa. Se a moda pegar, Crato terá que trocar os profes por bófias ou instituir cursos de karaté na licenciatura.
At 9:45 da manhã,
Táxi Pluvioso said…
posares: vi mal os resultados das provas de profes, passaram quase todos, Crato deve estar orgulhoso, terá desempregados de qualidade, que passaram nos exames.
At 10:02 da manhã,
Táxi Pluvioso said…
posares: a aborrecida rotina dos funcionários públicos.
Mesmo sem Nuno Gomes, a moda da bandolete voltará.
Apesar de o BES-mau nos ter deixado descalços.
At 3:27 da tarde,
Anónimo said…
(leva o gato ao veterinário, se precisares de ajuda na factura: ljljuu@hotmail.com)
At 7:04 da tarde,
Anónimo said…
A ortografia tornou-se um fetiche esquisito, como já não há nenhuma causa para o intelectual se engajar, resta-lhe observar pássaros ou corrigir erros ortográficos ou ver filmes pornográficos.
At 7:48 da tarde,
São said…
Uri Geller ainda existe? Nunca mais ouvi falar dele!
Barcelona proibiu bikinis nessa altura? rrrsss
Pois sim, mas no dia em que os Rollig Stones deram um espectáculo em Montjuich e as Rambles transbordavam , dois senhores nus subiam tranquilamente desde o monumento a Colombo , sendo seguidos por um polícia e, penso eu, detidos antes de chegarem à Praça da Catalunha , rsrrrssss
Sempre detestei Centros Comerciais e aconteceu-me a páginas tantas ir parar sem saber à zona protisbular de meninos do Imaviz !!! Quando notei algo estranho, até pela maneira como me olhavam, dei às de vila Diogo , obviamente.
A primeira vez que entrei no Centro da Mouraria , tive a sensação de que Lisboa tinha ficado no outro lado do mundo e eu entrara num lugar totalmente surrealista, mas felizmente ia com um amigo que já lá fora...
Fica bem e que não tenhas mais Bancos a falir para pagares m depois de todas as tristes figurinhas que fingem governar te mentirem com os dentes todos ,dentaduras e implantes!
At 10:20 da manhã,
Táxi Pluvioso said…
posares: foda-se! É um gato bonito, grande e gordo, bom, agora está mais magro, se morrer nem o Sócrates tenho para culpar, mas parece-me que o medicamento para infeções está a fazer efeito, anda mais desperto e hoje já comeu. Se a coisa piorar lá terei que ir à minha provisão de moedas para os raining days, de qualquer maneira, obrigado pela ajuda.
Não é só a ortografia, também a semântica anda pelo butt crack. Num parágrafo, no post, tentei uns prolegómenos sobre condição de mulher, ou seja, chamar mulher à Margaret Thatcher (e outras) é esticar o conceito. Sem um teste genético, num laboratório de referência, não se pode fazer uma afirmação dessas, não é o pedacito de carne, ou a falta dele, entre as pernas que define o género, se assim fosse não havia temas fraturantes.
Li na prestigiada imprensa que em Viana, por carjacking, palmaram um camião TIR com 21 toneladas de calamares, vai haver festa a preços convidativos, está atento que sem IVA sabem melhor. Na mesma prestigiada imprensa, num inquérito, concluíram que quem engana mais as mulheres são os católicos e os benfiquistas (se calhar por serem os únicos que casam, quem é que quereria casar com um lagarto? Ou um morcão?).
O violento dia a dia no BESmau.
O Banco de Portugal debela ameaças ao sistema financeiro.
A China manda o seu melhor regulador para estar atento aos movimentos da elite portuguesa.
Entretanto, num sítio arqueológico, debaixo das areias, os especialistas desenterram uns objetos desconhecidos.
At 10:43 da manhã,
Táxi Pluvioso said…
posares: outra vez a metáfora dos dois bancos, ela estava por todo o lado, a nossa visão é que estava toldada by the light (o dinheiro barato, como lhe bem chama das Neves).
At 11:10 da manhã,
Táxi Pluvioso said…
São: pelos vistos Geller ainda está vivo, a viver na Inglaterra, fizeram-lhe um documentário, estava no Tubo, mas foi bloqueado, concertei o link, não sei se ainda está lá o documentário, de qualquer modo traduzi as partes (talvez) mais importantes.
Adoro centros comerciais, foi a modernidade chegada a Lisboa, quando andava a estudar passava os dias neles. Então no inverno, metia-me no metro e andava de centro em centro sem vir à rua apanhar molhas, era o ideal.
Conheço bastantes gajos que andavam no Imaviz aos picolhos, Lisboa estava cheia de zonas de ataque, onde se arranjava massa para roupa e ténis de marca e outras despesas que quando somos jovens temos. A estação do Rossio também era famosa. Era um comércio destinado aos homens, aos esposos, antes de irem para o lar, ter com as caras metades, passavam pelos sítios para terem alguma ação, nesse tempo não havia ainda clientes femininas, ou eram muito raras. Só entrei uma vez no centro comercial da Mouraria, esse já é mais novo, não vi nada de especial, lembro-me de muitas lojas de monhés.
Não sei se tenho os dizeres do tempo do BPN, as bocas eram diferentes, mas os cérebros são iguais. A conversa é a mesma, nem um tostão dos contribuintes, dizia e repetiu muitas vezes o Teixeira dos Santos. Agora, até ao Seguro, o Costa do banco, pregou uma peta. Lembro-me de ver o Tozé, há uns tempos, a sair do Banco de Portugal mais descansado com a situação do BES. Prestigiados jornalistas acreditam que não é a mesma coisa, que é muito diferente BES e BPN, claro que é diferente, Salgado tem muito mais raiz, Oliveira e Costa só crescia no Cavaco e nos cavaquistas, mas no fundo, no que interessa, na hora de pagar a conta, é a mesma coisa, talvez maior.
At 3:21 da manhã,
Anónimo said…
Táxi, hoje trago-te Pensamento Político Kinky:
http://observador.pt/opiniao/longa-marcha-que-nos-trouxe-de-o-capital-ate-cinquenta-sombras-de-grey/
At 10:50 da manhã,
Táxi Pluvioso said…
posares: ai, caraças! Por estas e por outras que tais, é que a obrigatoriedade da mamada é urgente, para que a boca não fique bloqueada, inútil, em loop na repetição da voz corrente, do que está no ar.
Compreendo que viver da escrita, todos os dias produzir texto para publicar, não possibilite, nem por sombras, uma opinião informada sobre os assuntos e a única solução é repetir o que se ouve, que a originalidade é coisa muito cara, isso era para o Garcia Márquez, e não se pode pedir formação contínua ou teremos bacanais on our hands, (só o Chuck é que se educa economizando libido). Mas esta malta sem ter estado perto da faixa de Gaza, não fazendo corno ideia do que se passa, e ter opinião tão firme toca-me o coração, mostra estrutura intelectual. Que não há ali só dona de casa engordada em universidade, há emancipação do marido e profunda análise da realidade. E ela até conhece a ideologia do Hamas, ufa! está um passo à frente do perene esternocleidomastoideu.
At 7:28 da tarde,
São said…
Tiraram o Geller? Enfim...
O CEntro da Mouraria só me chocou porque parecia ter caído de repente na Índia e nesse género de países...Quanto ao resto, acho que nada há de anormal e nem menin@s, até porque já lá entrei outra vez e não tive aquela aguda sensação de estranheza.
Os Bancos são todos diferentes e todos iguais , como diz aquele slogan anti-racista.
Só que , como escreveu Orwell em "O Triunfo dos Porcos", "todos os animais são iguais, mas uns são mais iguais do que outros."
A única coisa certa e imutável é que a factura é sempre paga com as nossas reformas, os nossos ordenados e a destruição de tudo quanto é público, porque - como está amplamente comprovado - tudo quanto é privado é que é bom e muitissimo bem gerido!!
Bom resto de dia
At 6:36 da manhã,
Pedro said…
Não li o post. Não estou com cabeça. Este país é indigno. Vergonhoso. Uma nódoa na história das pátrias. Os ricos triunfam, os poderosos passeiam impunes os seus crimes. Os pobres que nada têm, que roubam uma maçã ou um pacote de bolachas num Minipreço na avenida de Paris, esses são perseguidos, enxovalhados, condenados sem qualquer tipo de piedade. Recolham-se ao silêncio, em luto, por nojo desta Justiça que persegue os mais fracos.
http://sicnoticias.sapo.pt/especiais/ges/2014-08-08-ricardo-salgado-nao-tem-nenhum-bem-em-seu-nome
E o triste é esta família sem nada ser obrigada a emigrar para a Suiça ou para o Brasil, a recomeçar do zero. Tenham vergonha. Podia ser a tua, a minha.
Por sorte, há novos valores e gente talentosa em Portugal:
https://twitter.com/Rebecca_Pinar_X/
At 11:58 da manhã,
Táxi Pluvioso said…
São: não há dúvida que ver a evolução do enredo BESbom / BESmau será mais um luxo que os portugueses terão sentados no seu sofá. Desta vez tenho comprado jornais para ficar com um registo da vox populi – devia ter comprado também no tempo do BPN para fazer aquele popular jogo de descobrir as diferenças. E o santinho Bentinho, pensava eu era um gestor, que era tipo premiado internacional e localmente, alguém que vinha salvar o dia, afinal é apenas um executor de falências, vem despedir uns quantos, fechar umas sedes, o trivial, qualquer um faria, não era preciso ir buscar um melhor da nação. Tem graça é a Maria Luís na sua enunciação das coisas que estão salvas, juntar aos depósitos, também os postos de trabalho, deve ser para fazer volume nas salvações.
Entretanto, desapareceu do radar, a situação o Chipre, nunca mais ouvi falar, ou na Grécia, ou na Irlanda, ou da Guiné Equatorial nos PALOP, se já mandaram o dinheirinho bom para o BANIF, da guerra na Síria, e na Palestina que vai pelo mesmo caminho, quantos mata o presidente Barack por dia nas suas guerras com aviõezinhos sem tripulação. Estamos todos suspensos das férias dos nossos políticos que todo o resto do mundo desapareceu
At 12:02 da tarde,
Táxi Pluvioso said…
Pedro: é uma vergonha o que estão a fazer ao Salgado. Uma matilha que não conhece o dono ladra-lhe. Primeiro, isto é lógica aristotélica simples: ele não tem nada em seu nome, logo não é rico. Ele é um são João da Cruz, um são Francisco de Assis, um homem que deu as vestes aos pobres, pela troca de paz de espírito (santo). Pela quantidade de prémios e louvores que arrecadou ao longo da vida devia estar em Coimbra a dar um MBA, como muito bem faz agora o nosso superespião, o Silva Carvalho. O saber acumulado não tem preço e tem que ser passado às novas gerações, e a academia é o lugar certo para formar os maiores de Portugal.
Segundo, se ele tivesse algo em seu nome por cá, então era parvo, e merecia cadeia, pena pesada. Claro que ele sabia, que gerir um sistema Ponzi, mais tarde ou mais cedo, os legumes apodrecem. Para o povo, e o Banco de Portugal, tudo isto é novidade descoberta pela magnífica regulação, mas ele estava farto de saber o que andava a fazer, e protegeu a retaguarda. Estarem a acusá-lo de abuso de confiança é um disparate, os nossos constitucionalistas, e Vítor Bento também, estão fartos de dizer, que isso do princípio da confiança, é generalidade, é uma balela do século XX, que os reformados por terem assinado um contrato com o Estado, não podem querer que ele seja cumprido, se o mundo evoluir.
Ao menos isto teve coisa boa, deu-nos léxico. O sufixo bom / mau. Servirá, por exemplo, para para Passosmau, este que passou, que enterrou o país, o Passosbom, aquele que andará em campanha para as legislativas, e que trará riqueza se ganhar.
Se não chega depressa o dinheiro da Guiné Equatorial não sei onde vamos parar. A massa desaparece mais rápido que saldos no Corte Inglès. Fernando Seara ficou sem as suas poupanças no divórcio, não sei se a Judite lhe limpou a conta, comprei o jornal de referência, mas leio as coisas cm muito atraso, para lhes dar distanciação e perspetiva. O produtor de uns concertos da família Carreira fugiu com o dinheiro, estes são sinais de Gomorra, de colapso por escassez de liquidez na nossa economia.
A única boa notícia é haver vaga de fundo para Santana ir para Belém, e que belo presidente ele dava, tal como foi secretário de Estado, primeiro-ministro, e tudo o resto que ele foi na vida.
É com muito agrado que vejo a mulher portuguesa ser inovadora e tentar outras profissões fora da sua tradição de bordadeira e cozinheira.
At 12:05 da tarde,
Táxi Pluvioso said…
Pedro: escrevi magnífica regulação, mas acho que foi o primo Ricciardi que se chibou.
At 7:09 da tarde,
Anónimo said…
Já agora, de uma entrevista ao Lee Perry:
GQ:
I read you saying that what inspired you to first do dub was wanting to music to play when you watched pornographic films. Is that true?
Lee "Scratch" Perry:
Yeah. To me, the bass would play, and if you listen to how the bass is playing, the bass are saying 'pum pum...pum pum'. Pum pum is the woman vagina.
E o glorioso disco Blackboard Jungle Dub:
https://www.youtube.com/watch?v=qWG3YM6sEkk
At 7:16 da tarde,
São said…
Eu estou como o Pedro, só que tenho , pela foto, idade para ser mãe dele no mínimo...mas morrerei com esta incapacidade de não me indignar com hipocrisias, injustiças e mafias legalizadas!!
Salgado não ter nada em seu nome, não é surpresa. Só que se não tem nada em seu nome , deve cumprir prisão efectiva!! Isto se houvesse mesmo Justiça, mas há só um monte de canalhas que vivem de compadrios e corrupção.
Obama , Nobel da Paz , bombardeia de novo o Iraque para evitar o genocídio de crianças e minorias, mas dá ainda mais armamento a Israel para continuar o genocídio das crianças e adultos do gueto de Gaza !!
O hipócrita deveria era ganhar o Nobel do cinismo!!
Eu ainda não ouvi falar em dois casos ligados à escandaleira do BES: Venezuela e Angola, cujo respectivo aval Eduardo dos Santos retirou de imediato e que nem se sabe quanto se emprestou nem a quem se emprestou!
Ou me engano muito ou tudo isto vai dar um péssimo resultado.
Sabes da jogada de Putine com as acções das Companhias petrolíferas? Achei glorioso, ele ter enganado estes abutres especuladores da Banca , rrrss
Fica bem...ou , pelo menos, o melhor possível!
At 12:18 da manhã,
Pedro said…
Népia. O chibo não foi esse (nem estou certo que tenha havido chibo, isto sabia-se por todo o lado, pareço o Cavaco, postulei eu na taberna que administro virtualmente o esquema da coisa, e até me lembro de dizer o mesmo em espaço colectivo alheio não faz muito tempo. E o único contacto que tive com o BES foi há uma meia-dúzia de anos, ainda era júnior e já os gajos tinham dinheiro para torrar em consultoria estrangeira e de prestígio.
O mais engraçado é ser o Proença de Carvalho o advogado do Salgado. Inevitavelmente, o velho banqueiro acabará por lhe dizer: ó Daniel, foda-se, tu é que devias estar aqui sentado.
At 12:34 da manhã,
xistosa, josé torres said…
Ando por aí meio fugido a estes BESuntões que me têm alvoraçado os interstícios da carteira de acções (as boas e as más) e me dão a volta ao BEStunto.
Mas haja deus!!!
Os chuleiros (que me surripilharam as férias) não vão afectar os contribuintes (milagre das rosas) e criar mais pedintaria... está tudo sob o manto diáfano da bíblia deles.
Que bandidagem campeia por aí, ou como escrevia João Miguel Tavares:
"Depois do BPN, do BCP, do BPP, do BANIF e agora do BES, teremos, então, que admitir que no dito sector há uma elevadíssima concentração de assaltantes de caneta… E explicar, como na UE de 2008 a 2012 foram gastos 4,5 biliões – 4,5 milhões de milhões - de euros do dinheirinho dos contribuintes para salvar accionistas da banca e poderosos…
Vou gozando o sol que não aparece, recordando-me que terminaram as cruzadas.
Há uns tempitos (séculos sobre séculos) um tal Zengi iniciou o que estes agora querem concluir.
A propósito, ou não, já baralho tudo, "não sei porquê", recordei-me duma frase de Fidel Castro:
“… Ignoro qual será a doutrina militar dos palestinianos, mas conheço que um combatente disposto a morrer pode defender até as ruínas de um edifício enquanto tenha a sua espingarda, como demonstraram os heróicos defensores de Estalinegrado (Volvogrado).”
Deixei de "trabalhar" no INSÉTE. Este morreu; brevemente colocarei a lápide (haja tempo!).
Fiz um pedido de crédito de cinco mil milhões para iniciar um negócio (na esperança de que o BdP continue cego, surdo e mudo).
Bem, uma boa semana.
At 11:26 da manhã,
Táxi Pluvioso said…
posares: rastafáris no império do sol nascente, o Japão consome tudo, até fado, é fácil ser-se big in Japan. Continuo a dizer que as japonesas são o equivalente humano dos gatinhos fofinhos na net. Qualquer coisa que elas façam é uma gracinha.
Não é só o baixo que puxa para a fossanguice, o hip hop a sério vive nela.
No Reggaeton também andam umas fúfias.
Ai! O Tony Carreira japonês e as suas partenaires, de noites of fire, dizem, é esta.
Para onde vai o nosso corpo, se até Madonna perdeu o dela.
O corpo vai para o campo.
O que o médico recomenda.
At 11:28 da manhã,
Táxi Pluvioso said…
São: claro que há justiça. Há justiça para ricos e justiça para pobres, como tudo o resto na vida. Há carros para ricos, carros para pobres, há mobílias para ricos, mobílias para pobres, universidades para ricos, universidades para pobres, até há mulheres para ricos e mulheres para pobres, e na justiça é a mesma coisa, que a justiça para ricos julgue o Salgado. Para ser franco, não vejo o que fez ele demais, geriu um banco, grande coisa, nesse caso, se vasculhassem bem as contas, iam também os outros banqueiros todos para o xilindró.
O mundo está mesmo engraçado, as coisas enveredaram por um tal caminho que até Bush é considerado um magnífico presidente comparado com Obama. No caso dos judeus, ele não pode fazer absolutamente nada, exceto fazer-lhes as vontades todas, a aliança judaica com os cristãos nos EUA, é demasiado forte, está acima do poder do presidente dos Estados Unidos.
Não se pode acusar o Eduardo dos Santos de burrice, ele quando viu que a massa não era para salvar nada, que era para queimar apenas, fez muito bem em fechar os cordões da bolsa. Se fossem contar tudo o que se passa no BES, e o caminho que vem aí, o povo, apesar de férias, era capaz de se chatear, e o povo tem que ser mantido na ignorância e votar de 4 em 4 anos, é a sua função, o resto fica para os melhores de nós, o creme da nação.
Não vi nada do Putin, de parvo também não tem nada. Vi que, quando os tolos europeus começaram a chiar, instigados pelos americanos, que querem vir cá vender os seus produtos, Putin foi logo à China assinar um tratado comercial para vender gás.
At 11:30 da manhã,
Táxi Pluvioso said…
Pedro: pois não, acho que o chibo foi o Pedro Queiroz Pereira, os Espírito Santo ainda não são os Bórgia, talvez agora, se a massa escassear, (que duvido), haja punhaladas e veneno. Tem que haver um chibo, então como é que a regulação apanha alguma coisa? Seja onde for, numa esquadra, numa repartição pública, num banco, etc. se não houver um chibo, as autoridades de supervisão ficam a ver navios. Se não forem as denúncias anónimas vivia-se na paz dos anjos.
E o Proença de Carvalho já trouxe o filho para a liça, não há dúvida de que não precisamos de D. Duarte Pio para reproduzir dinastias.
At 11:31 da manhã,
Táxi Pluvioso said…
José Torres: parece-me que os 4,5 biliões foram só para salvar a banca francesa e alemã, que nem ficou tão segura assim, mas enfim, agora a outra, vai desenrascando-se como pode, fazendo bom marketing, e dando a ideia de que aquilo é só lucro. E a economia não pode passa sem eles.
Um Estado Islâmico por cá, mas que boa ideia, camelos já temos muitos, somos todos nós, com Passos, Portas, Tozé, Costa, Cavaco à nossa frente. Ao menos estamos melhor que os palestinianos, ainda temos terra para nos enterrar.
É pena o INSÉTE acabar, mas é bem provável que haja requisição civil de todos os cidadãos para trabalho escravo, é só os juros começarem a subir…
At 12:40 da tarde,
Pedro said…
Essas aldrabices são fáceis de apanhar. É só uma questão de vontade. E vontade houve agora de repente.
At 4:41 da tarde,
São said…
Justiça? Pois sim...Se até , quando por puro acaso ,os poderosos são presos, até têm uma prisão especial VIP ..Isto é Justiça onde e como ??
Hitler tinha razão; os judeus têm toda a alta finança nas mãos e controlam todos os cordelinhos, sendo o polvo mais vísivel , neste momento, o Goldman-Sachs que enganou os seus clientes, ajudou a Grécia a falsificar contas públicas e ninguém lhe tocou...antes , pelo contrário, os seus cães de fila estão todos em centros de decisão importantes e o reformado de Boliqueime até condecorou postumamente esse grande defensor dos interesses portugueses e excelente ser humano que foi António Borges, exigindo do alto dos milhares de euros do seu salário que baixasse ainda mais os nossos!!
E adivinhas quem lucrou 180 milhões (de euros ou dólares) , porque deu a informação de que as acções do BES eram seguras , quinze dias antes da falência pública do mesmo, e assim se livrou delas ?----Pois claro, o nosso mais do que conhecido Goldman-Sachs!!
Eduardo dos Santos assim que Machete pediu desculpas e a Procuradora deu por encerrado o caso contra os honestos cidadãos angolanos , retirou o aval, evidentemente!
Putin deixou cair as acções das petrolíferas por causa da crise que a UE provocou na Ucrânia , quase todas em mãos dos EUA , e quando para não terem perdas começaram a vender ... ele deu ordem de compra e recuperou o domínio das compnhias russas.Imaginas a fúria dos EUA , rrss
Até já
At 12:10 da tarde,
Táxi Pluvioso said…
Pedro: também estranhei essa súbita vontade, estranhei estarmos neste momento de lavagem de roupa suja, atribui isso à mudança da guarda. Surgiu uma geração nova que quer mamar, e para isso tem que expulsar os velhos mamões. É o ciclo da vida, dentro de 10 ou 20 anos sucede o mesmo aos mais bem preparados que agora portam a bandeira do país (sempre com a promessa de que agora é que é, agora sim, vamos pelo bom caminho, esta geração nova got it, o que em 900 anos não houve).
Hoje tive efetiva vergonha de ser português. Olho para a 1.ª página do JN e vejo “Banqueiro vive à custa da mãe”. Deviam de reinstalar o lápis azul para proibir estas notícias, e ainda por cima em letras garrafais, daquelas que assustam os mercados. Acordam os mercados pela madrugada, enquanto tomam o breakfast olham para os jornais e veem aquele horror, que pensarão? Notícias destas só afastam os investidores. Roubos, violações, desfalques, assassinatos, fotos de Passos Coelho, David Cameron ou Isabel Moreira de férias, são azares, contingências da vida, vivemos bem com isso, mas um banqueiro a viver à custa da mãe, é revoltante e faz vomitar qualquer patriota que não quer ver o seu país na lama.
Não sei qual é a situação financeira da velha senhora, se vive com pensão de sobrevivência, o mais provável é que vá vender o corpo para que nada falte ao filho, é esse o amor de mãe, tirar da sua própria boca o pão para que o filho tenha dinheiro para ir à discoteca, beber mas cervejolas ou levar a namorada a drive in.
At 12:14 da tarde,
Táxi Pluvioso said…
São: é preciso ver que isso de prisão VIP, prisão para ricos, não existe, é criação dos jornalistas na sua importante tarefa de dar os rudimentos para que depois o povo soberano possa criar uma mundividência. A Carregueira é prisão para onde vão os bófias que caem nas malhas da lei, tê-los nas outras prisões criava grandes problemas de segurança e de logística para os separar dos outros presos. Mas a Carregueira não tem nenhum luxo especial, nem champanhe nem caviar, é exatamente igual às outras.
O Goldman-Sachs faz o ingrato trabalho de corrigir os erros de Deus na economia, para que todos possam comerciar, prosperar e viver em paz e isso tem sido conseguido, até elegeram um prémio Nobel da Paz no país, que podia fazer ondas, pela sua tradição guerreira.
O aval do José Eduardo dos Santos é muito posterior ao Machete, ele queria fazer um favor ao Salgado, por lhe ter vendido dívida há uns tempos, mas quando viu a situação realmente salgada, pulou fora.
O Putin mete qualquer dirigente europeu ou americano num saco, o que há por aí é tão apatetado que nem constitui desafio, felizmente que estão a arranjar lugares para os filhos, pode ser que sejam melhores que o papá. Tenho grandes esperanças depositadas no filho de Durão Barroso.
At 5:52 da tarde,
São said…
Não estou falando de misturar polícias com presos comuns, embora já tenha acontecido.
Acho muito bem que os não misturem. Estou a falar de condições especiais para criaturas como Isaltino de Morais, Vale e Azevedo, Duarte Lima...que eu saiba não estão em prisões como Alcoentre e outras do género. Ah! E ainda podem ter a benesse de prisão domiciliária como o do BPN e Duarte Lima.
Eu bem me parecia que o aval tinha sido como tu dizes, mas o advogado com quem falei afirmava a pés juntos que não!!
Pois, eu sei que sim , que os banqueiros judeus dizem que estão afazer o trabalho de Deus, quer dizer , de Jeová.
Aliás, já o santificado Josemaría Escrivá, fundador da sinistra OPUS DEI, também estava a fazer o trabalho de DEus -
Não sei que deus tem esta gentinha na cabeça, mas cá para mim, que até sou crente, estão muito longe da verdade!!
Espero bem que sim, que Putin d~e uma enorme abada tanto a Obama como a Merkel, rrss
Estamos num charco estagnado onde nadam piranhas e chernes podridos, que - para nosso azar - até procriam ...
Fica bem
At 12:01 da manhã,
Anónimo said…
Fónix, o Eiró engordou muito, é o que faz tanto petisco.
Já não posso com a Belinha e a Teresa, mas ainda pior são as noites da sic.
Ando a reler Michelet.
Bad Music makes Jesus cry:
https://www.youtube.com/watch?v=XRDMzrNY1gs
On the Beach:
http://boobsinmotion.tumblr.com/post/94982036647
At 12:46 da manhã,
Anónimo said…
Táxi, esta performance dos Righeira é superior àquela que me mostraste:
https://www.youtube.com/watch?v=DSu1Xm2j5UI
É espantoso: esta é a única música verdadeiramente imortal.
At 12:53 da manhã,
Anónimo said…
Já agora, os Vanilli, uma banda fake, partindo do pressuposto que exista algo não-fake:
https://www.youtube.com/watch?v=uvu6GQASWfg
o baixista tem pinta
At 11:14 da manhã,
Táxi Pluvioso said…
São: não sei se os nossos presos de luxo têm condições assim tão especiais. Desde que, qualquer pessoa, que tenha algum dinheiro, faz uma vida prisional sem grandes chatices. E o custo de vida até é barato, não é preciso grande fortuna. Quanto a estarem em Alcoentre, como as prisões são dominadas pelos pretos, porque são mais fortes fisicamente e mais unidos que os brancos, Isaltino ou os outros também não teriam problemas, pois os pretos respeitam as pessoas com cabelos brancos, é algo cultural, talvez por não estarem tão civilizados como os brancos, que já levam muitos séculos desde a invenção da escrita que dispensou os velhos como depositários do saber.
A prisão domiciliária não é específica dos nossos VIP, há muitos nessa situação, e não há mais porque muitos dos presos não têm casa para onde ir, e muitos preferem estar dentro, onde têm refeições, teto, posição social, do que andar aos caixotes em liberdade. E o Oliveira e o Lima esgotaram o tempo de prisão preventiva, não houve remédio senão mandar para casa. De qualquer maneira a Justiça dos Ricos funciona, mal estaríamos se ela fosse igual à dos Pobres.
Agora descobre-se que a marota da Merkel também anda a espiar os países amigos, não é só o Obama, como se isso fosse grande novidade, estamos em estado de guerra económica e cada país tem que saber o que fazem os seus concorrentes. Até o nosso Paulo Portas ou Rui Machete devem ter os espiões a recolher informações para os nossos empreendedores conquistarem mercados.
Começou a moda da auditoria aos bancos, está tudo lixado se a coisa for a sério, não será só o Salgado que acaba nos jornais. Um banco sem umas falcatruas e uns truques acaba falido em três tempos. Tenho ouvido falar de banqueiros honestos, de que devem estar acima de toda a suspeita, serem pessoas idóneas, mas suponho que será anedota.
At 11:15 da manhã,
Táxi Pluvioso said…
Posares: não tenho visto os generalistas, mas vi uma coisa histórica. Sobre a qual terei que escrever com mais detalhe quando os posts chegarem ao filme “Pato com laranja”, que creio ser a polémica de setembro de 1983. A prestigiada CMTV está a passar alguns filmes da Emmanuelle, e da Emanuelle negra. Ora, precisamente, no primeiro filme com a Gemser, a CMTV enganou-se no DVD (ou lá o que será) e meteu a versão hard, com pichotas a bombear, mamadas, penetrações, the all enchillada, tudo muito explícito. Ou seja, são inserts colocados depois, (ou na altura em que rodaram o filme), e feitos com body double. A certa altura, a estação de referência notou o erro, interrompeu o filme, e o resto já não teve mais badalhoquices. Não sei se os DVDs têm alguma opção que permita escolher qual a versão a ver, porque o filme mantém um defeito no início, em que os diálogos, em italiano e inglês, estão sobrepostos. Se fossem outros tempos, esta transmissão de material tão contra os ensinamentos de Deus, daria matéria para polémica, até a exibição do “Lugar do morto”, deu processo em tribunal por um telespetador e agora nada.
Jesus chora quando não contratam jovens caparrudos para carregar os andores, este é mais um exemplo da inutilidade dos velhos, bem razão tem Passos em atacar essa maltosa.
Epah! Estou finalmente a escrever o que sempre foi minha intenção desde que comecei com os oitentas: fazer um resumo dos programas de TV com videoclipes, e aqueles que mais se ouviam pela época, a Madonna Papa don’t preach era diário, e os Righeira era também do que se ouvia, mas temo que não dará para inclui-los, a coisa está grande pra burro, já tive que dividir em dois posts.
Os Milli Vanilli eram o máximo, para quê meter gajos feios se os bonitos vendem mais?
Do mesmo quadrante que o Maia.
ah, bom, tens outro lugar nético? Muito bom.
At 11:21 da manhã,
Táxi Pluvioso said…
Posares: o Ricardo Salgado escondido no México.
O lado negro.
O tempo em que o proletariado tenha defensores.
At 11:24 da manhã,
Táxi Pluvioso said…
Posares: os anjos.
E os gatos não são esquecidos.
At 11:29 da manhã,
Táxi Pluvioso said…
Posares: Já podes ver what's inside uma girl.
O cheiro da Lili Caneças também já não é o mesmo.
At 7:16 da tarde,
São said…
Eu também sei desses de pulseira electrónica e que muitos preferem estar dentro, pelo menos têm tecto e comida.
O que me penaliza é não haver pena perpétua -mas com trabalhos forçados! Porque é isso o que merecem estes energúmenos que espancam e queimam
as suas próprias crianças...e isto, porque sou contra a pena de morte!
Além disso, estes machos e fêmeas deveriam simplesmente sofrer castração física!!
A Merkel aderiu ao nosso ditado"amor com amor se paga", rrss
Ontem fiquei repugnada com a televisão paga como os nossos impostos: deram uma reportagem sobre Putin só com gente da oposição, nem uma só pessoa a favor!
Isto é contra-informação a funcionar em pleno para justificarem o ataque que deve vir por aí à Rússia por causa da situação provocada na Ucrânia pela estupidez da União Europeia...
Porque motivo não exibem uma peça com os opositores estado-unidenses? Mas não os Republicanos, obviamente!
Estou desconsolada com a desgraça que se abateu sobre o nosso formidável sistema bancário: desde o Espírito Santo que não fez nada até ao que vive à conta da mãe, passando pelas inspecções forenses ao Montepio e afins...estamos perdidos .
Fic abem
At 9:10 da manhã,
Táxi Pluvioso said…
São: isso é que eu gostava de ver, um ataque à Rússia, então é economia europeia saía da recessão e começava a subir que nunca mais parava (como aquela gaivota que antigamente voava, voava).
Os mexicanos querem comprar os nossos hospitais, seria uma boa forma de servirem umas tequilas enquanto esperamos pela consulta. Como eu gostaria de ver o próximo solavanco da economia mundial, como ficou tudo na mesma desde a última “crise”, será um espetáculo melhor que fim de ano na Austrália. Como anda tudo convencido que isto vai com investimento, mais produção, mais exportações, e esqueceram da forma como se lida com o excesso de produção, ou seja, dando crédito às pessoas para consumirem, criando a indústria financeira, de longe mais poderosa que qualquer outra indústria, que cria e gere dívida, é bem provável que dentro de uns anitos não haja dinheiro suficiente no mundo para pagar.
A nossa grande preocupação nacional, neste momento, não é Qual é o Caim, o BESbom ou o BESmau? a Ucrânia, a Síria, o Congo, a Palestina, o ébola, a nossa grande preocupação é o divórcio do Tony Carreira. O Tony descomprometido causará motins, revoltas, cenas de pancadaria, que nem os tanques do Jaime Neves travariam. Passos deveria estar em Lisboa, reunido com um gabinete de crise, para conter esta ameaça à paz social.
At 9:15 da manhã,
Táxi Pluvioso said…
Posares: a Ofra Haza tinha um vídeo que se ouvia nos oitentas. Tenho andado em grande pesca na memória pelos sounds da época, lembrei-me deste, e de ter andado de óculos escuros de noite por causa de. Ó fuck! As coisas que se fazia, já ninguém imita os ídolos, ou pelo menos, ainda não vi nenhuma em cima de uma bola, nem de Berlim, como a Miley.
Tu que és um guru nético sabes se mudando de IP lá se vai o acesso ao blog e ao resto das néticas coisas? Tenho que mudar de casa, uma casa assim antiga e também de operador. (Aliás, este IP nem está no meu nome). Tendo um IP novo não obriga a abertura de contas novas no Google? Se assim for, lá terei que começar um Pratinho deluxe, pois este ficará no éter. O que era fixe era ter uma vizinha intelectual para discutir São Tomás enquanto se faz como São Tomé. Ou assim com muitos livros para ler ao serão. Também não me importava de morar num château
Ou de ter uma babysitter, nunca soube como se traduz na lusa língua: sentadora de crianças?
At 9:21 da manhã,
Táxi Pluvioso said…
Posares: epah, acho que é rio Lima, elas são romanas.
Uma produçãosensual , afinal há esperança para todas.
Rock and roll.
At 12:06 da tarde,
Anónimo said…
"sabes se mudando de IP lá se vai o acesso ao blog e ao resto das néticas coisas? "
fónix, então se fores a casa da tua prima ou o raio, e ela tiver net, também não tens acesso a tudo (com as passes)? off course
depois comento o resto
At 3:53 da tarde,
Táxi Pluvioso said…
posares: não tenho primas, as únicas casas em que entrava eram de passe, que eram analógicas e não digitais (embora o fingering não estivesse posto de lado), já fiquei mais descansado, já posso avançar para as mudanças e fazer vida de Marcel Duchamp.
A propósito das gordurinhas do Eiró, ele deve aconselhar-se com Marques Mendes, diz ele na imprensa de referência que é muito difícil não ter barriga.
At 4:57 da tarde,
São said…
Acho que estamos no mundo da loucura sem freios nem travões ( é redundância, não é?) e nada se fez nem faz nem fará para suster esta queda no abismo...ou muito me engano!
Pois , também já sei da OPA dos Angeles e vai ser o diabo...mas como já temos médicos cubanos, ainda o castelhano passa a ser a terceira língua oficial do país , rrsss
Andas muito au point: o Tonyzinho vai para o divórcio???
Agora, sim! As histéricas todas vão fazer cair o Carmo e a Trindade!!
As disputas vão ser notícia de abertura em todo o mundo fazendo parecer a convulsão em que todo o planeta um paraíso...
Fica bem
At 11:04 da tarde,
Anónimo said…
Rio Lima? Dantes o psl ia pescar meixão, tb fui uma vez mas nunca vi lá peixes desses....
At 11:19 da manhã,
Táxi Pluvioso said…
São: já podemos dormir descansados. Primeiro, os priminhos BES escolheram um nome para os salvar, Caetano Beirão da Veiga, ora com um nome tão nobre, pelo menos cheira a brasão, árvore genológica, ADN de clonar e chorar por mais, com um nome assim em menos que um espírito chega ao céu, o grupo estará outra vez nos mercados, enriquecendo o país e contribuindo para eleger políticos (todos bons, até hoje, tivemos sorte, nem um incompetente).
Segundo, o carinhosamente chamado professor Marcelo tem o seu dinheirinho da conta BES a salvo, está no BESbom. Seria um crime, depois de dizer tanta baboseira, tão do agrado do público de TV, que agora ele ficasse sem esse suor do seu rosto. Nem creio que o amigo Salgado o permitisse, era capaz de o devolver do seu próprio bolso, ou então o contribuinte teria de devolver como paga pelos bons momentos de comentário que usufrui.
Tenho muita fé em que não será só o exército feminino em luta pelo coração de Tony, o homem português já está muito moderno, e também entrará na corrida.
At 11:21 da manhã,
Táxi Pluvioso said…
posares: tens é que ver se não bebeste água do rio, se o fizeste, provavelmente não te lembrarás delas.
Ó os bons tempos do frigorífico cheio, quem se lembrará deles, e não foi a água do Letes que passou por aqui.
Não é que encontrei uma nossa portuguesa, das antiga, como deve ser, sem lâminas.
A torre de Pisa já foi endireitada.
O homem gosta de ser tratado como máquina.
At 11:26 da manhã,
Táxi Pluvioso said…
posares: Crato detestaria Beethoven, não sabia matemática.
Talvez muitos foram salvos da sífilis pela arte, or not.
At 8:56 da manhã,
Táxi Pluvioso said…
posares: para alinhares os teus chacras.
A excitação de África.
E se tudo falha um delight.
At 1:29 da manhã,
São said…
Sim, muito de relance vi esse Beirão da Veiga a dizer que a Famiglia deveria pedir desculpa pela escandaleira...Ora eu estou-me pouco importando para isso, porque não vai impedir que eu já esteja a pagar e , se as coisas não correrem bem, pagarei ainda mais!!
Marcelinho Cata-Vento está mais do que protegido, claro...mas , segundo parece , esta sua estreita amizade com os Espíritos que não são santos , mas malignos, prejudica em muito o seu apetite de pastéis de Belém a três metros de casa!
Meu caro, tu não não sejas má-língua: um macho latino como o Tonyzinho ligaraia alguma coisa aos metro-sexuais ou a outros exemplares?! Mas nem pensar!
Aquelas criaturas j+a com idade de ter juízo é que lhe vão perseguições que o pobre terá que arranjar guarda-costas , rrrss
Salvo se já tiver substituta para a mãe das suas tão talentosas crias...que é o que costuma acontecer nestes casos !!
Dorme bem :)
At 1:25 da manhã,
Tétisq said…
um bom gira-disco, de 60 contos com aquele novo imposto ou taxa da cópia privada era uma pequena fortuna...
At 5:55 da tarde,
Anónimo said…
Estão turbinadas:
http://www.dailymotion.com/video/xjvnzk_explicit-spring-break-wet-t-shirt-contests_redband
Os gods:
Hölderlin introduces a powerful metaphor, the “flight of the gods,” in order to articulate the tragic plight of modern life. In Homer’s epics, the gods sometimes withdraw to Mt. Olympus, content to leave mortals to their own devices. For modern people, those who dwell in “the land of evening” (Hesperides), this withdrawal has taken over as the primary way of encountering the divine. In the present age, where the gods linger only through their absence, fidelity to the gods requires remembrance, and infidelity stems from forgetfulness.
At 6:13 da tarde,
Táxi Pluvioso said…
São: apesar de eu gostar muito de ver aquele a quem carinhosamente chamam prof. Marcelo em Belém, pois acho que povo idiota, e eu sou idiota, tem que ter o que merece, mas parece cada vez mais longe as hipótese de o catavento pousar no telhado do palácio dos condes de Aveiras. Também há o Santana, que já deve ter falido a Santa Casa, mas que se lixe, é um dos grandes de Portugal e merece reconhecimento do povo soberano. Mas quem eu gostava mesmo era o Marques Mendes, acho que tem a altura ideal para o cargo.
Aquilo em França parece estar mesmo au point, três joli, a esperança da Europa ainda acaba a vender a torre Eiffel aos árabes, se é que já não foi vendida. São povo mais pateta que o luso. Tudo o que fizeram por que têm medo de levar umas galhetas dos alemães saiu-lhe furado. A linha Maginot foi o que se viu. A UE é o que se está a ver. E a moeda comum é o que se verá. É mesmo azar, tudo o que fizeram para conter os alemães rebentou-lhes na cara.
Bom, pelo menos têm austeridade de esquerda, que é melhor, mais amiga. Hollande exige a Vals governo mais amigo da austeridade, é algo que também veremos por cá. O segundo resgate deve estar próximo e agora já não há classe média para apertar. Vão os pobres pagar à albanesa ou à letona (ou lá como é que se diz as coisas na Letónia).
At 6:13 da tarde,
Táxi Pluvioso said…
Tétisq: parece que governar é ter ideias para mais impostos. Agora dão-lhes cores para parecerem fofinhos, não assustarem, são impostos verdes, impostos azuis, impostos fúcsia. Esta da taxa da cópia privada é mais uma forma de sacar massa. As formas da indústria da música vender os seus produtos modificou-se e continuam a ter lucros obscenos. A esta taxa vão adicionar a perseguição das pessoas por fazerem download, será lucros ainda maiores, e não para os tais artistas, mas para um exército de vadios que gravita no meio, desde advogados a acionistas.
Em 1983, também havia sobretaxa, uma sobretaxa de 60 % que era aplicada na alfândega. Portugal ainda controlava as fronteiras, não vinham para aqui vender de tudo, desde submarinos a tinta para o cabelo de Passos.
At 6:16 da tarde,
Táxi Pluvioso said…
posares: holy fuck! Pensei que fossem os Maroon 5, não te apoquentes temos a filha de Van Damme para nos proteger o nosso ass.
Muito bonitos na cerimónia. E é o infante que lhes espreita sobre o ombro? Daquelas que o Cutileiro faz?
Estou desolado, descobri que a Samantha Fox gosta de chupar grelo, que viveu 4 anos (creio) com a guitarrista das Schoolgirl. Quando o mundo está assim temos que dar graças a Deus pelo nuclear. Ela, na sua banda inicial, no primeiro single, com 15 ou 16 anos, ó tempo porque teimas em passar, corrompendo tudo, dando razão a Platão?
At 7:45 da tarde,
Anónimo said…
"descobri que a Samantha Fox gosta de chupar grelo"
Fónix, eu já sabia disso muito antes do Guterres anunciar o pântano...
At 2:31 da manhã,
Táxi Pluvioso said…
posares: agora só me falta descobrir que das Neves também sobe Brokeback for the view, mas para onde é que vão os nossos heróis?
At 2:07 da tarde,
Táxi Pluvioso said…
posares: Luta pelo teu direito to...
Está vivo.
Os nossos amigos animais, onde Quim Barreiros, bebe.
At 5:51 da tarde,
São said…
Marques Mendes em Belém?? ...rrsss seria cómico ver o Presidente a saber tudo e , de vez em quando, dar palpites clarividentes , rrss
Parece que o Tony se separou para não pagar tantos impostos...se é assim , nem acho mal: Salgado não tem nada em nome del, o do BPN divorciou-se e a mulher ficou vcom tudo!
Carreira , pelo menos, ganhou o que tem com os seus vocalizos !!
A ESquerda europeia talvez seja melhor decretar de vez o seu próprio funeral e deixar-se de fitas ....
À França , todos os tiros lhe saíram pela culatra!!
Boa semana
At 10:20 da tarde,
Anónimo said…
Táxi, tu que passas a vida a ver vídeos com gaijas a dizer "ui" e "ai", precisas de alargar o espectro fonético:
https://www.youtube.com/watch?v=E0TTd2roL6s
At 10:32 da tarde,
Anónimo said…
É para isto que um gajo chega a velho é?
- Menina de 9 anos mata acidentalmente instrutor de tiro
- Lobos também são sensíveis ao contágio dos bocejos
- Pijama da Zara retirado do mercado por fazer lembrar Holocausto
At 10:56 da manhã,
Táxi Pluvioso said…
São: duvido da clarividência de Marques Mendes, acho-o mais moço de recados, - lembro-me dele quando era ministro do Durão, na assembleia, sentido ao lado, ligando e desligando o micro, quando o patrão falava, ou a carregar os dossiers – e agora não deve ter perdido essa veia. O governo tem algo a anunciar, chamam-no, e dão-lhe a informação, que depois ele tão bem sabe apresentar ao público em geral. Engraçada é a situação criada, ao domingo, aquele a quem carinhosamente chamam professor Marcelo, fica obrigado a comentá-lo.
E mais engraçado ainda é o Proença de Carvalho vir dar uma entrevista a defender a sua dama, o Salgadinho. Logo o Proença, uma figura que escorreu entre a construção da economia que temos hoje, e que gerará resgates atrás de resgates. Proença fala em PREC, e de facto acho que voltamos ao 11 de março, roubaram o BES ao Salgadinho, ele está cheio de prémios e prestígio, era homem para levar o banco aos lucros se não metessem lá o careca sabichão.
Hoje é dia de notícias de boa governação do governo, Passos vai apresentar as ideias que teve na Manta Rota para tapar o défice, devem ser boas novas para o povo soberano.
At 10:58 da manhã,
Táxi Pluvioso said…
posares: ó! isto recorda-me uma altura em que comprei bilhetes, e fui ver, umas peças de bailado com música contemporânea na Gulbenkian e havia uma de Berio. Realmente, era mesmo viver acima das suas possibilidades, em vez de gastar a massa em bagaço e pipis, ir enterrá-la numa mão cheia de nada. Mas não há dúvida de que esta Sequenza daria uma bela banda sonora num filme porno.
Gostaria de saber quem teve a ideia do pijama da Zara, não se estava mesmo a ver que a judiaria iria chiar? Eles chiam por menos, está-lhe no ADN lançar mentiras e atacar tudo para mostrar força.
O good old vinil.
O good old rebuçado.
A good old tortura da inquisição espanhola.
O good old stand by the pool.
At 11:02 da manhã,
Táxi Pluvioso said…
posares: a fille que faz xi xi (em francês, que não tem nada a ver com o português).
At 11:13 da manhã,
Táxi Pluvioso said…
posares: ufa! isto é cultura da dura, não sei se lhes deixarão usar o nome Labiancas, pelo que me lembro era o nome de um casal morto pelos Manson, o primeiro assassinato, creio eu.
At 11:24 da manhã,
São said…
Claro que Marques Mendes é o boneco-de-ventríloquo do Governo, foi por isso que eu disse que seria cómico a criatura antecipar publicamente , em Belém, o que o Governo iria fazer---pois é o seu serviço agora na SIC !
Marcelinho Cata-Vento, "tadinho" ,anda em maré de azar e já assumiu que, para o PSD, ele é carta fora do baralho quanto a Presidenciais: que pena , rrss
Proença nunca me inspirou confianaç, mas numa coisa tem razão : estamos novamente num Processo Revolucionário em Curso...só que desta vez de extrema-direita em diatamole!
Depois das mal alinhavadas frases do Pontal, Passos deve vir com brilhantes saídas: metade do país já fechou e deverá anuncia fechar mais um bocado!
Se fosse um país islâmico a permitir que crianças de cinco anos recebam , com os babados papás a filmar, aulas de tiro com metralhadora os EUA e todo o civilizado Ocidente levantaria até aos céus uma algazarra de ensurdecer os mortos, mas assim uma garota de nove anos mata o instrutor e tudo é só um acidente!
Sou eu que estou doida ????
At 9:38 da manhã,
Táxi Pluvioso said…
São: ainda não está fechada a porta de Belém para aquele a quem carinhosamente chamam prof. Marcelo. Passos é tão catavento quanto ele, e numa das suas inspirações, pode muito bem apoiar aquele a quem carinhosamente chamam prof. Marcelo, sobretudo se aparecer o Guterres, ou se for uma candidatura vazia, sem hipótese de ganhar.
O nosso processo atual é um PMEC, um Processo Milagroso em Curso, os sinais da economia são positivos, os ministros são positivos, as contas dos monopólios são positivas, é o novo milagre económico.
As armas são importantes como forma de defesa, não é contratando o Proença de Carvalho, que uma pessoa se defende. É com uma Glock, é mais eficaz e sai mais barato. Claro que os acidentes acontecem. É lamentável mas não há nada a fazer. O trabalho é atividade humana que mais acidentes causa, que mais pessoas mata, e nunca vi ninguém a exigir a sua abolição. Antes pelo contrário, oiço dizer: matem-se! por menos salário.
Nos países islâmicos há menos acidentes porque eles começam cedo a lidar com armas. Pelo menos, no Afeganistão, aos 5 anos, já sabem montar e desmontar uma HK.
E por falar em formas (fáceis) de ganhar dinheiro, acho muito engenhosa a cobrança que os bancos estão a fazer sobre contas desativadas. Em vez de fecharem a conta e acabar o assunto, que era o mais lógico, não, vão caçar o excliente e sacar-lhe massa pela manutenção da conta. É genial, são muito bons os gestores que nós temos e quando vão para o estrangeiro e ficam logo cobertos de prémios. Salgado, Ulrich, Ricciardi, e os outros todos são para cima de bons. Não admira que Portugal seja uma dos países mais ricos da Europa, se não o mais rico, e que haja portugueses de sucesso nos 100 cantos do mundo.
At 9:39 da manhã,
Táxi Pluvioso said…
Posares: ó diabos, é preciso guardar os aparelhos para, no futuro, ler os registos. Eu ainda tenho um leitor de cassetes, e já ninguém sabe o que é uma cassete.
Com o tempo, Bieber, e a diferença é um singelo “e”, terá a sua epifania e será rapaz muito religioso. Prostrado, adorará as virgens sem lhes tocar com um dedo. Não sei se a rosa simboliza a virgem Maria, acho que simboliza o Tozé Seguro.
Muito diferente do Japão era a new wave na Alemanha.
At 9:48 da manhã,
Táxi Pluvioso said…
Posares: É dar-lhe forte.
O corte, quem era muito bom a fazer isto, era o corta-fitas Américo Thomaz.
Os livros sempre são úteis.
Cuidado com o Rocco.
Não há dúvida que o reich caiu por não porem cuidado algum na escolha das misses.
Se se tivessem aplicado duraria os mil anos (ler com cuidado o "o", que soa "u").
At 9:57 da manhã,
Táxi Pluvioso said…
Posares: Eu tive um igual a este, um rádio que se transformava em metralhadora, quer dizer, não era um rádio de verdade, era um brinquedo de plástico. Fazia parte de uma mala de agente secreto, onde havia também uma câmara fotográfica que se transformava em pistola, e uma caneta que esguichava água e que escrevia a tinta invisível (isso deve ser verdade, pois nunca a vi escrever seja o que for, e bem tentei).
A nossa saudosa revista.
At 10:00 da manhã,
Táxi Pluvioso said…
Posares: ah, e tinha também uns óculos que era para ver a tinta invisível, mas nunca vi nada. Enfim, eram tempos que os meninos brincavam com armas e as meninas com bonecas.
At 10:23 da manhã,
Táxi Pluvioso said…
Posares: então não é que o Pereira Coutinho também anda com a ilusão do passado, causada por ler livros e não perceber o que se passa à sua volta. Vem ele com a conversa, que os políticos agora são maus, que no passado eram bons, bla bla, nem Catão era bom, apenas parece à distância, é pura ilusão ótica.
Portugal anda quente de amores, um bombeiro ateou fogo após terminar relação com bombeira. O Miguel Macedo terá que controlar os amores nos quartéis ou Portugal arde.
Os CTT do Butão.
At 6:59 da tarde,
São said…
Estes nosso génios de governo (minúscula propositada)e gestão estão a inventar tudo para sacar dinheiro.
Ontem ouvi que estão a cobrar portagens aos espanhóis que não pagaram portagens ao passar pela Via Verde , por exemplo.
Mas não de há três ou, vá lá, seis meses , não...mas sim de seis -anos-seis atrás !!
Compreende-se: um milhão de euros em carros para os senhores que (se) governam tem de vir de algum lado e as criaturas têm todo o direito de gozar as mordomias devidas ao seu extenuante trabalho, sim...porque isto de empobrecer o país deliberadamente não é fácil.
Eu estou à espera de que nos vendam garrafas de oxigénio a alto preço e /ou nos taxem cada inspiração e, talvez quiçá, cada expiração.
Se no Afeganistão já desmontam a arma só prova que são inteligentes , rrss
Como imaginas, estou ironizando: o que seriamente penso é que se comportamentos desses países são chocantes, o Ocidente também tem os tem e bastantes - pelo que os EUA, o império da actualidade, não tem o minimo direito de se arvorar em "defensor da moral e bons costumes".
Gostei dessa designação de Processo Milagroso em Curso, rrsss Acho que sim, que tens razão . Pelos vistos Nossa Senhora de Fátima deve presidir a todos os Conselhos de Ministros, mesmo aqueles que se fazem ao domingo.
Como é possível acusarem-nos de falta de produtividade se até ao domingo se trabalha : ele é diplomas, ele é reuniões de ministros, ele é Carlos Costa a decidir o destino dos maus e dos bancos ...
Caramba, é mesmo má vontade!
Marcelinho pode muito bem candidatar-se , pois sempre ouvi que a candidatura presidencial não depende da vontade dos Partidos, mas sim do pretendente.
Fica bem :)
At 9:15 da tarde,
Anónimo said…
Deu hoje uma reportagem na TVI sobre o stress pós-férias. Diarreias, vómitos e pesadelos são os principais sintomas. Ninguém fica impune à ressaca de não poder ver outra vez a Belinha a distribuir bolas de Berlim na praia, de ligar para o 69 75 45 6, etc. O que vale é que, como diz a Judite, "o trabalho é que nos salva".
At 12:29 da manhã,
Anónimo said…
Se os Napalm Death fizessem duetos:
https://www.youtube.com/watch?v=T9rdQdz7WRA
At 9:40 da manhã,
Táxi Pluvioso said…
São: não só os nossos, é geral, nas ex-sociedades industrializadas e que hoje ainda não sabem o que são. Atualmente, nas sociedades ricas, governar é inventar impostos, amigos de qualquer coisa, que é para as pessoas aceitarem sem refilar: agora, são os amigos do ambiente, os impostos verdes, são impostos fofinhos, todos querem proteger o ambiente. Ao menos nós temos um guerreiro que nos protege dos impostos, um Cid campeador, um Príncipe Valente, Marques Mendes, que veio avisar que subida de impostos seria sentença de morte do governo. Não o ouvi, aliás, nunca o ouvi, é preferível seguir uma telenovela a ouvir o Mendes, mas ele deve ter estado a vender a bondade do orçamento retificativo. E a bondade que os psdês e os cdêéses viram é a revisão em baixa do desemprego e a não subida de impostos, não deixa de ser curioso, não terem encontrado mais nada.
Bom, na Ucrânia terão que ser impostos vermelhos, para comprarem armas, alguém os convenceu a gastar 2,2 mil milhões em três anos, que festa para os países produtores e os seus empreendedores. Portugal ainda tinha uma fábrica, mas acho que já não tem nada. Teremos que vender fisgas para não ficarmos fora do negócio.
Nem espanhóis nem portugueses ou outros ficarão com contas por pagar. A dívida é a riqueza das nações, das empresas e das pessoas (nem é preciso o das Neves, já o Don Corleone nos ensinara isso). As contas já não prescrevem, e se suceder mais um caso igual ao de Cristo, em que indivíduo morre e ressuscita, as contas são suspensas durante o período de morte, e são reativadas no momento em que espevita.
Os EUA são os defensores da moral e bons costumes porque são eles que têm o melhor armamento, e quem pode é quem dita a lei. Veremos se as tropas da NATO na Ucrânia, não deve incluir soldados americanos, há povos atrasados para esse serviço, holandeses, noruegueses, alemães e até valentes portugueses, etc. veremos se eles reconquistam a Ucrânia para o ocidente livre.
É verdade que aquele a quem chamam carinhosamente prof. Marcelo pode candidatar-se, mas sem uma estrutura partidária é quase impossível. Só as assinaturas são uma pipa delas e depois é preciso uma pipa de massa para a campanha, por isso é que há muitos pré-candidatos, mas depois no boletim de voto só aparecem os abençoados.
At 9:47 da manhã,
Táxi Pluvioso said…
posares: tenho estado aqui a tentar reconstituir a transmissão do Max Headroom na RTP. Uma complicação. Tive que deduzir pela duração os programas, só me lembro de ter passado na RTP 1 e durante pouco tempo. E mais outra coisa que não sabia. Afinal não era uma imagem gerada por computador, mas um ator com maquilhagem e protésicos. Fogo, depois da Samantha a chupar berbigão, agora esta! um gajo chega a velho para aprender, raios parta! O que virá a seguir, que Passos Coelho é careca? Que Manuela Ferreira Leite faz ou fez sexo? Que a linguiça do Nuno Eiró ficará na cintura e nas nádegas?
Mas não foi tudo mau. Localizei quando os Righeira foram transmitidos, em 1984, também deduzido, pois certezas só as tem Marques Mendes.
Não quero deixar-te sem música para ouvir este domingo.
At 10:44 da manhã,
Táxi Pluvioso said…
posares: só há dias é que percebi por que estão os locutores sempre a repetir o número de telefone, que chega a ser extremamente irritante. São as chamadas que pagam o orçamento do programa. Não admira que todos os canais optassem pelo formato de ao vivo pelas terras de Portugal.
Bem que gostaria de ter um elefante para me lembrar das coisas, mas não cabe em casa e deve comer mais que o Malato. E não me serve de nada ler a “Memória de elefante” do Lobo Antunes, pois não me lembrarei de nada.
Deus Google está em todo o lado, até atrás da árvore sentimos a Sua omnipresença. E o deus invejoso ataca-nos com a sua raiva.
Será que o Carrey seguirá o mesmo caminho que o Robin Williams?
At 10:50 da manhã,
Táxi Pluvioso said…
posares: Os porcos atraem pérolas.
Em vias de extinção. (já não há o Walerian Borowczyk.
Alista-te na marinha.
O meio de transporte que substituirá o carro elétrico.
At 7:30 da tarde,
São said…
Só tu para me fazeres rir no meio desta desgraceira toda...
Hoje morre(u) o Museu do Brinquedo, em Sintra. Eu bem ouvi Passos, esse governante ímpar, afirmar que o único caminho para Portugal era empobrecer - pelos vistos, até culturalmente.
A Ucrânia está a ser posta a ferro e fogo como foram o Iraque, a Líbia, a Síria, ...e o que me faz ficar vermelha de vergonha e raiva é o infeliz facto daquele imbecil ser rastejante a transbordar de empáfia e ambição chamado Durão ser português .
Portugal lá estará nobremente a defender os valores purissimos do inestimável Ocidente e do actual império...e ainda veremos também carreiras de tiro a treinar crianças de cinco anos com G3.
NUnca ouvi nem Mendes nem Sousa Tavares nem, Marcelo ( que anda em missão de conforto a Judite de Sousa - a única mãe das que sofreram a tragédia de perder filh@s a fazer sangrar de compaixão as benevolentes almas do facebook , que lançaram correntes de tudo e mais alguma coisa)...tenho , infelizmente,coisas mais importantes em que aplique a paciência.
Enfim, que tenhas bom resto de domingo.
Permites que te sugira utilizares o mesmo sistema que eu tenho de resposta a seguir ao comentário ?
At 4:11 da tarde,
Táxi Pluvioso said…
São: a cultura é um produto de consumo como outro qualquer, se os consumidores compram, tem sucesso, se não, fecha portas como uma padaria (as únicas empresas que não podem falir, pela sua necessidade ao país, são os bancos, como se sabe, por causa do Sistémico, que acho que é um tipo que trabalha num cartório na baixa lisboeta e mora no largo de São Carlos, n.º 4-4.º esq., depois de Fernando Pessoa ter desocupado a casa, claro). A cultura seria condição de cidadania, mas o cidadão já não existe, ainda usamos a palavra apenas por inércia, ainda vem no Cartão do Cidadão, para a coisa não ter ficado CU, Cartão Único, que era a ideia inicial. O número que nos define é o número do cartão de contribuinte. Por isso se unificou os números mas deixaram a palavra cidadão para dar ar fofinho.
O Putin já respondeu ao Durão, disse-lhe que Se quisesse estava em Kiev em duas semanas. Durão é cosa nostra, é coisa para ser presidente deste país, ainda quero vê-lo em Belém, a salvar como salvou a Europa.
Não faço a mínima ideia de como se alteram as definições dos comentários, a minha infoinclusão é muito limitada, isto é apenas uma máquina de escrever. Aquela apresentação de comentários e repostas está fixe, mas não sei como fazê-lo, e nem sei se arrisco, pois, provavelmente, arrisco a causar danos irreparáveis.
At 5:04 da tarde,
Anónimo said…
O problema epistemológico da articulação do cu com a inteligência (um tema que já vem dos Funkadelic):
http://gommmworld.tumblr.com/post/96708412534/neu-neu-hallo-gallo-is-a-masterpiece-of
At 7:57 da tarde,
Táxi Pluvioso said…
posares: música para camionistas, uma boa profissão, se ela existisse em Portugal talvez não houve tanto comentador televisivo – talvez seja uma moda passageira, lembro do tempo em que eram os padres as coqueluches das nossas estações, cada uma tinha o seu.
Se o ass manda ir para a pista de dança, desde Lacan que o ass rules o espírito que por sua vez rules o corpo.
Setembro já vai começado, está na hora de meter outro post, só espero que já esteja todo escrito, costumo avançar e alguns inacabados, ah, lembrei que nele exponho esse mal civilizacional que é a cultura ser mais rápida que a mente. Sobre os gestos do PSD. É com certa perplexidade que vejo as militantes com os dois dedos no ar a vitoriar o partido. Graças a Deus Google sabemos qual é a utilização daqueles dois dedos. Já era altura de mudar. Podiam usar o punho, mas não tão fechado como o PCP, um pouco mais aberto, para simbolizar a laranja.
Hoje passei o dia a rir. O Negócios, na sua lista dos mais poderosos da economia lusa, meteu o Passos Coelho em primeiro lugar. É só rir. Passos nem é o mais poderoso em Massamá, quanto mais no país. Estive para comprar o jornal para ver a argumentação, mas já me deixei de comprar jornais, não quero dar sinais errados aos mercados, que os jornalistas têm algum préstimo ou a imprensa não está falida.
Como és homem de cultura deixo algo intelectual.
At 1:06 da tarde,
Anónimo said…
Naquele livro do Santos com a sopa de leite, eles começam em fricções sexuais só depois de ouvirem a where the streets have no name; lembrei-me disto por causa do A & P.
At 1:32 da tarde,
Anónimo said…
Corruption:
https://www.youtube.com/watch?v=PrcL5DE8QuQ
Como dizia o Nietzsche "aí é que o Homem se torna interesante".
At 2:03 da tarde,
Táxi Pluvioso said…
posares: os U2 têm efeitos estranhos nas pessoas quando deviam causar apenas vómito, mas enfim, é qualidade e toda a gente gosta de qualidade.
Parece que o tribunal de Aveiro garantiu mais umas chorudas remunerações aos colegas advogados, se não fossem as corporações a olharem por si quem olharia? não seria a rapariga do leite Mimosa, com certeza. Teria graça ver como foi provado a associação criminosa ou o tráfico de influências. A questão nos luso-tribunais é que ministério público e juiz são a mesma coisa, são operadores diferentes, mas trabalham ambos na acusação. O advogado de defesa é apenas decorativo, tudo depende do humor do juiz.
Tens que ver a Martina García, no post acima, o de setembro, nas notas sobre cinema. Acho que já tinha posto um link dela numa destas conversas tecladas, é uma moça intelectual, gosta de Camus e Cioran e isso manifestou-se no corpo. E também meti um link do Thomaz a chegar a Viana, não consegui saber o ano.
At 1:14 da manhã,
Anónimo said…
Martina Garcia ou Diana Garcia?
No teu post tá a Diana Garcia:
http://www.vootar.com/imgs/elementos/1253295658.jpg
O deus google diz que a Martina Garcia é esta:
http://1.bp.blogspot.com/-OKS7IevTPrQ/TZYqUlXteoI/AAAAAAAAAb0/IUdXGU4vtiU/s1600/%255Bmarilyn%252Bpati%2525C3%2525B1o5.jpg
Eu suponho que a leitora de Cioran e Camus é esta última. Tá muito chupadinha. Também deve ler Kierkegaard e Pascal, o que é pior que uma lipoaspiração.
At 1:30 da manhã,
Anónimo said…
Afinal a Martina estava aqui. Fiquei varado com as inclinações intelectuais dela. Toda a gente lê Cioran agora e o Camus é uma múmia que voltou a estar na moda. Eu fiquei parado no tempo, continuo a ler livros de Nietzsche da europa-américa e um que estava na moda na altura, o Barthes, que tenho ali na estante e nunca li. Agora não leio nada, só leio crítica musical no rate your music.
Voltando à Martina, aquele corpinho ressequido está a pedir a leitura dos grandes badochas da história da filosofia: o David Hume, o Tomás de Aquino, o Gargantua, o Chesterton [gosto de name dropping], etc.
At 1:31 da manhã,
Anónimo said…
extraordinario, este ultimo comentario que já tava no novo post, ficou no anterior, neste, lolol
At 12:38 da tarde,
Táxi Pluvioso said…
Posares: há de facto uma Diana Garcia num vídeo de um grupo, creio que mexicano. Tenho que procura-lo aproveitar e meter neste post que estou a escrever. Lembro de ter andado à procura de coisas sobre essa Diana Garcia e Deus Google ter sido cruel e não ter aberto a Sua sabedoria. Vou tentar de novo.
Camus era guarda-redes está sempre na moda, não se sabe quando é que o Artur não faz um booboo na baliza.
A Martina já deve ter deixado de ler, já deve ter percebido que nesse passo não arranja marido, a não ser que seja algum alfarrabista.
At 5:43 da tarde,
Pedro said…
Quando perceber alguma coisa de música e aprender a tocar um instrumento, deixo de gostar dos U2
At 3:03 da manhã,
Anónimo said…
fónix, a partir do minuto 3:54 a gaja que fala no vídeo diz uma coisa muito esquisita:
http://www.youtube.com/watch?v=9ciXCSvWqeA
At 3:26 da manhã,
Anónimo said…
Não sei se isto é mesmo a Maggie ou uma paródia britcom da Maggie. Nunca percebi porque raio existe essa entidade designada de "anglófilo" ou lá o que é; andar a cheirar o cu aos ingleses, como o Espada, não me parece bem; agora pareço o magueijo mas não sou o magueijo, sou o fiolhais, nome de pastel, agora pareço o pacheco mas não sou o pacheco.
At 10:10 da manhã,
Táxi Pluvioso said…
Pedro: não faças isso. A indústria produz para o consumo, se as pessoas não consomem atentam contra as bases da nossa sociedade, são piores que ateus, que comunistas, que estadoislamistas, que petrolistas, que barrosistas. Além disso, os U2 representam qualidade e consumir qualidade revela sofisticação, tarimba, mundo. Há dias estava a pensar que, pela Anschauung, o Carlos Abreu Amorim é homem U2.
At 10:11 da manhã,
Táxi Pluvioso said…
Posares: uh, uh a inveja do pénis até eu invejo. Os freudianos são os únicos defensores do ménage à trois, viver segundo o princípio de prazer, ah o efeito que isso teve na filosofia e também na sociologia. Levou Herbert Marcuse a enganar-se like a bitch. A automatização que ia libertar o homem do duro princípio de realidade, dando-lhe tempo para outro gozo da vida, saiu furado. Não sabia ele que a produtividade conseguida por essa automatização, seria praticamente toda absorvida pela classe dominante.
At 6:15 da tarde,
Pedro said…
Pois, epá, não sei. A ver se recebo aí umas aulas primeiro, e depois decido por mim. Se é assim, é assim, também não sei muito dessas coisas de filosofia e economias e etc., portanto é esperar, eu sempre gostei dessa rapaziada, em especial do homem de barrete, mas, não sei tocar, lá está a velha história platónica, ou lá o que é.
At 10:45 da manhã,
Táxi Pluvioso said…
Pedro: isto é tudo uma questão de lugar no tempo (que foi inventado por Stephen Hawking), se tivesses nascido mais tarde gostarias dos Blink 182 ou dos Green Day ou mais tarde ainda gostarias dos One Direction ou os R5 ou os After Romeo.
At 4:49 da tarde,
Pedro said…
Ou do Anselmo Ralph.
At 5:02 da tarde,
Táxi Pluvioso said…
Pedro: oh, oh, dizes bem.
At 9:05 da tarde,
São said…
Se não encontraste a explicação no meu blogue, espreita nessa época no proprio Rui Espírito Santo, porque, afinal, ele deu-me a explicação no dele. Peço -te desculpa!
Bom serão
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