Pratinho de Couratos

A espantosa vida quotidiana no Portugal moderno!

sexta-feira, março 18, 2011

Jamdudum in Lusitania [1]

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Permutar galhardetes, salamaleques, zumbaias, rapapés é o jogo de salão da Lusitânia [2]. Tributado à taxa mínima de IVA, como o golfe, por lhe reconhecerem valor exportável para países desprovidos de carinho. Contra "a tão vil baixeza” [3] dos que anãzam, agiganta-se quem botas altas calça. Um mequetrefe qualquer descasca-se num génio universal. Uma vez… a Sra. Leite, investida de ministra das Finanças, assalariou, financiada pelo erário público, um gestor de um Banco para profissionalizar os serviços de cobrança de impostos do Estado. Este facto e fato rasgam-no os arrieiros do povo em elogios: ih! oh! é o exemplo da lusitana excelência [4]! Camilo Lourenço, um falador da TV, no programa “Antena Aberta” c/ a locutora Patrícia Gallo, “galhardeta”: “o que eu acho espantoso, nisto, é como é que há partidos que não aprenderam ainda, com o exemplo do Dr. Paulo Macedo. Quando o Dr. Paulo Macedo foi convidado pela Dra. Manuela Ferreira Leite p’a ser diretor-geral dos Impostos. Toda a gente se atirou àquele vencimento, que era mais ou menos 25 mil euros por mês, ó Patrícia! O Dr. Paulo Macedo mais do que justificou isso, se houve período de eficiência e de reforma da Direção-Geral dos Impostos foi durante a fase em que ele lá esteve”. Um luso deslumbra-se por pouco “vazio encanto ébrio” [5] do outro: umas purpurinas, umas penas de pavão, umas lantejoulas e paralisam a análise racional. Ora, o Dr. é um cheira-bufas dos banqueiros e não especialista em serviço público, “salamalequemente”, hissopam-no com mais elogios do que a Ruby Rubacuori [6] se regam.

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[1]Jamdudum in Lusitania”, encíclica publicada por Pio X em 1911, reagindo aos erros cometidos pelos republicanos após o derrube da Monarquia no ano anterior: ambicionavam, estes alucinados da realidade portuguesa, extirpar a Religião de um povo beato até aos forros do último redingote, casaquete ou rabona. “Jamdudum”, do latim = “antes”, “uma vez”, “há muito tempo”, “há algum tempo que”.

[2] Jogo muito popular entre legisperitos. Demoraram 13 anos a acusar um tipo no desaparecimento de uma criança da Lousada, Cândida Almeida, presidente do DCIAP, “rapapeia”: “tanto a polícia como o magistrado, como que fizeram uma reconstituição de, do dia e dos dias seguintes. E portanto, houve foi diligências, reinvestigação, até, até se chegar a este juízo, a esta acusação, ao fim de 13 anos, eeeeh permitiu, não só fechar algumas pistas que tinham sido dadas, como eu disse, e que não se mostraram viáveis e portanto solidificar os indícios para este juízo de suspeita. (…). Se o Sr. Procurador-geral entender fazer o comunicado far-se-á muito, muito claramente, sem problemas. Nós, Ministério Público, eeeeh estamos com, de consciência tranquila. E foi 13 anos, há muitos outros que não são conseguidos, que não são descobertos, e eu quero realçar o trabalho feito de grande qualidade da, da PJ e do Ministério Público”.

[3] Cavaco Silva, no seu discurso de triunfo sobre o povo: “nunca antes se tinha visto candidatos descerem a tão vil baixeza, não respeitando minimamente a dignidade que deve envolver uma eleição para a Presidência da República (gritos do povo: cavacu! cavacu!). Por outro lado, eu penso que seria extremamente benéfico para o funcionamento da política em Portugal, que a nossa comunicação social, revelasse, os nomes daqueles, que estão por detrás, desta campanha que foi orquestrada contra mim (gritos do povo: cavacu! cavacu!). Eles sabem quem montou a campanha de calúnias, de mentiras, de insinuações”.

[4] Resolventes das grandes questões que atormentam a Humanidade como: quem apanha o sabonete? Ou qual é o sistema económico eterno? “Estimular a literacia económica no Ensino Básico de modo a que os alunos percebam e compreendam a Economia e como funciona o sistema capitalista”, é uma das sugestões para salvar o país, no livro “Voltar a Crescer”, coordenado por Pedro Reis, por encomenda do novo salvador do povo, Passos Coelho.

[5] “Vazio encanto ébrio de si / Tristeza ou alegria o traz? / O que sou dele a quem sorri / Não é nem faz. / Só de segui-lo me perdi”, Fernando Pessoa em “Poesias”.

[6] Pseudónimo da marroquina Karima El Mahroug na Itália. Amiga de Berlusconi. Ele safou-a de uma detenção por suspeita de roubo, introduzindo-a à bófia como neta de Hosni Mubarak, e entalou-se, porque já ninguém crê na amizade, e os procuradores mordem-lhe as canelas. Querem condená-lo por sexo com uma prostituta menor. Berlusconi avalia a perseguidora mais assanhada, a magistrada Ilda Boccassini, “Ilda, a vermelha”, 61 anos, declarando que é apenas inveja por não ter sido convidada para as festas na sua mansão. Este ano, por 40 mil euros, Ruby luxuosamente acompanhou o magnata austríaco de 78 anos, Richard Lugner, ao Baile de Debutantes da Ópera de Viena. O diretor de programas da televisão austríaca ORF avisou os jornalistas gravitando o evento para não “degradar o baile da Ópera num baile de putas”. Mais factual sobre a estatística das putas, o cura da catedral de Saint-Etienne, Tony Faber, defendeu Lugner que “nos estendeu a todos um espelho” e moraliza com o Evangelho: “as prostitutas entrarão antes de vós no Reino dos Céus”.

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Cheira-bufas, pau santo mandado dos banqueiros, Paulo Macedo será bom gestor no Banco, treinado para trapacear os clientes e lucrar os acionistas, nos dinheiros públicos, é como soltar o Zé Colmeia numa loja de mel. Objetivo: lambuzar-se: ou seja, o lucro (a cobrança) sem consequências. E não aquele que é o móbil de um serviço público nos países civilizados: facilitar a vida fiscal do utente melhorando a sua qualidade de vida. O Estado cobra dois impostos: um, em dinheiro, outro, em tempo de guichet ou de Internet. E, nisto, Macedo não mexeu um impresso. Então, requereu para a Direção-geral dos Impostos o poder de polícia, juiz e júri, cobra-se, depois o contribuinte que se vá queixar, se for valente. Este guideline: cobrar primeiro perguntar depois, redundou num excesso de enganos e na mariola lei da selva das penhoras: leiloavam-se casas ardidas e agora leiloam-nas com mortos lá dentro.

O aplaudido gestor extraiu outro aljôfar de sua concha de management: a perversão do conceito de salário no capitalismo selvagem: um tipo é contratado para executar uma tarefa, pelo que aufere um combinado valor, depois paga-se um prémio por ele executar esse trabalho de forma decente. Motor móvel dos executivos, que exagerou a riqueza das economias tipo G, nos Impostos aumentou o atabalhoamento e as taralhouquices nas cobranças. Um bom gestor de serviço público tem um benchmark, que Macedo não tinha: a redução dos erros.

Na Lusitânia, o salamaleque camufla a incompetência e a incompetência bem posicionou o país na bancarrota e toda a incompetência será recompensada. A Sra. Leite, não foi castigada pela sua leviandade no saco verde dos dinheiros públicos, nem obrigada a devolver os inflamados salários do Dr., enaltecem-na de boa dona de casa grande & senzala. O país tem ali dois amados génios. Para não se “tomar a nuvem por Juno”, na divisão das qualificadas elites, pior é “tomar-se o buraco pelo bolo-rei”.

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Outros lusos fazem salamaleques em actos e não palavras. Constança Cunha e , faladora da TVI: “e esta colagem à juventude, e depois irrita solenemente este hino, esta idolatração da juventude, por que a juventude está à rasca, não ‘tá? ‘tá sim senhora! E os velhos não estão à rasca?” (…) “vi no outro dia (…) um trabalho no Público, no jornal Público, sobre essa geração supostamente, sobre a geração mais qualificada, e aquilo era muito engraçado porque eram entrevistas aaaaaa (…) pessoas e aquilo, a especialidade deles era fazer daunlauns, downlowns? Ou como é que se chama tatatatata, era a especialidade. Era a única coisa que tinham em comum”, torce o nariz à juventude, contudo, pinta o cabelo, disfarça a cútis com milagrosos cremes, retarda o envelhecimento numa juventude cosmética.

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Américo Thomaz, aos 74 anos, era “wikileakizado” pelo embaixador americano em Lisboa, William Tapley Bennett Jr. (1968), nestes termos: “um homem com ar de quem vive com dores nos pés, embora não haja festa local, inauguração comercial ou evento educativo, por mais pequeno, que não seja honrado com a sua presença”. Quem não salteia, não é bom presidente, ugavam os portugueses, e Thomaz ia a todos os jogos sem fronteiras: cabra-cega, quebra-bilhas, torre do tesouro, vira-cega, chinquilho, macaca, pulava ele, sempre na folia, como uma maluca a dançar na piscina. Perfeito! [1]. – De entre a perfeição das top models polacas sobreluz Melgosia Bela, modelo e atriz de Cracóvia: “Miss Pucci”; no filme polaco “Ono” (2004); e com Maggie Rizer. – O vídeo mais perfeito. – Moças em ação, vídeo mais que perfeito.

– “Atom Age Vampire” (1960), título inglês do filme de terror italiano “Seddok, L'Erede di Satana”; um superzeloso cientista enlouquece perante o encargo de reconstruir a cara de uma bela dançarina desfigurada num acidente de viação: “prometo que restaurarei a sua cara, restaurarei toda a sua beleza”. – “Deadly Organ” (1967), película argentina “Placer Sangriento”: “um assassino mascarado ronda as praias da Argentina, a injetar heroína em jovens bonitas, e depois serve-se da música do seu esquisito órgão para fazê-las suas escravas zombies”, do mesmo realizador de “Sangre de Vírgenes”, Emílio Vieyra. – “Blacktino” (2011), “triste, gordo, preto, latino, totó. Não se pode ficar pior do que isto”; “Citizen Jane”, hipótese de remake do “Citizen Kane”, com Michelle Rodriguez, como Charlotte Foster Jane, uma assassina letal: “she will do anything for her Rosebud”, ou um golpe publicitário de Aaron Burns, realizador de “Blacktino”. – “Sucker Punch” (2011), Baby Doll (Emily Browning) “é trancada num hospício pelo seu malvado padrasto, onde será submetida a uma lobotomia dentro de cinco dias. Enfrentando inimagináveis probabilidades, refugia-se num mundo fantástico na sua imaginação, onde ela e quatro colegas prisioneiras conspiram para escapar do asilo”, com Vanessa Hudgens, (como “Blondie”), a prendada vedeta dos estúdios Disney: cantora: “Sneakernight” e atriz da série “High School Musical” (2006-2008) ou de “Thunderbirds” (2004). – Genéricos de filmes: a música de Richard Hawley, “Tonight the Streets Are Ours”, no documentário “Exit Through the Gift Shop” (2010), “o primeiro filme-catástrofe de arte de rua”, do ilusivo graffiter Bansky: concorrente aos Óscares, incorreu no risco de ser obrigado a revelar a sua identidade na recepção do prémio, “Inside Job” venceu; os graffitis de Bansky comentam politicamente as ruas do mundo; e foi dependurado no museu de Bristol: “este é o primeiro show que alguma vez fiz, onde o dinheiro dos contribuintes está a ser usado para pendurar os meus desenhos em vez de raspá-los”: na luta de tinta, entre artistas e autoridades, triunfa o bom gosto autoritário sempre.Anne Sellors triunfa com “a página mais triste na IMDb”: “a mulher que se mija”, no filmeThreads(1984). – Erros históricos nos filmes:Gladiador(2000), o filme, da banda sonora dos políticos guerreiros, nas suas vitoriosas entradas de rompante nas praças esbracejantes dos congressos: “o imperador Cómodo não era o choramingas obcecado pela irmã retratado no filme. Um alcoólico violento, com certeza, mas não tão chorão. Ele governou habilmente por mais de uma década, em vez de incompetente por um par de meses. Ele também não matou o seu pai, Marco Aurélio, que morreu de varicela. E, em vez de ter sido morto na arena de gladiadores, foi estrangulado na banheira”. – Les Aventures Extraordinaires D’Adèle Blanc-Sec” (2010), a cínica heroína da banda desenhada de Jacques Tardi, uma intrépida jornalista de investigação interpretada por Louise Bourgoin, “a espírito livre, apresentadora da meteorologia” de “La Fille de Monaco” (2008); Luc Besson, o realizador, deposita nos portugueses o ónus de uma sequela?: “sim… se as pessoas gostarem do filme, um pouco por todo o lado… bom, isso depende dos portugueses!”. – “Bad Teacher” (2011), com Cameron Diaz: uma professora loira desbocada, despedida pelo seu sugar daddy, investe numa classificação excelente para, com a recompensa monetária do prémio, aumentar as mamas, e conquistar um gajo que a sustente. No efeito bilhete, Hollywood salva as professoras de EVT em Portugal. Paulo Portas arrumou: “como essa cadeira se chama EVT, Educação Visual e Tecnológica, e teve sempre dois professores, porque o programa tem dois ramos. O lado, se quiserem, da educação visual, e o lado da educação tecnológica. Não faz sentido nenhum, de repente, o Governo querer dispensar metade dos professores, atirar milhares de professores para o desemprego, sem se saber porquê, quando a cadeira continua a ser a mesma”; umas tetas grandes dão mais estabilidade do que os concursos do sugar daddy ministério da Educação.

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[1] Thomaz cunhou a essência de presidente da República. Janotava ele nos eventos mais históricos da sociedade inaugurando a solenidade da função de corta-fitas. A primeira vez era inesquecível, por seu órgão genial, em relações presidente-povo. Houvesse fita, lá estaria ele a cortá-la, com dignidade, na “Mi Primera Rumba”, (pela “princesa da salsa”, a porto-riquenha La Índia). Depois dele os presidenciados reeditam-lhe o Kama Sutra presidencial. As “fitas”, hoje, são as pérolas lançadas aos micros dos jornalistas.

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[Have Love, Will Travel” – canção escrita por Richard Berry em 1959. Anos antes, em 1955, Berry escrevera “Louie, Louie”: “composta ao estilo de uma balada jamaicana, conta, na primeira pessoa, em forma de verso-refrão simples, a história do regresso à ilha de um marinheiro jamaicano para ver a sua amada”. Inspirada em “El Loco Cha Cha”, da banda de ritmos latinos e blues de Los Angeles (Ricky Rillera &) The Rhythm Rockers, “com exceção de ‘Yesterday’ do Paul McCartney é a canção com mais versões (mais de mil)” e “foi objeto de investigações por obscenidade pelo FBI e pela FCC (Federal Communications Commission), culminando numa proibição de transmissão radiofónica no Estado do Indiana”. Em 1964, pais inquietados queixaram-se a Robert Kennedy de indecências na versão dos Kingsmen. Jack Ely, o vocalista, não conhecia bem a letra, aprendera-a ouvindo-a um par de vezes numa jukebox, durante a gravação, o microfone colocado demasiado alto, capta a voz entaramelada*. Não se percebe patavina. Mas os educadores sugestionados pelos filhos escutavam, em 33 ou 78 rotações, os “verdadeiros” versos: “Me think of girl constantly” era “Me fuck that girl all kinds of ways”, ou “I smell the rose in her hair” ouviam-no como “I stick mah bone in her there”. “Em Junho de 1965, o laboratório do FBI obteve uma cópia da gravação dos Kingsmen, após dois anos de investigações, concluíram que a gravação não podia ser interpretada, porque era ‘incompreensível em qualquer rotação’”. Em 1954 foi Berry o vocalista anónimo de “Riot in Cell Block #9” dos The Robins (embrião de The Coasters), um êxito composto por Jerry Leiber e Mike Stoller, funcionários da fábrica de canções, o Brill Building, seus amigos pessoais e a quem, por amizade, emprestou a voz neste n.º 1 na tabela de R&B.

Have Love, Will Travel” também padeceu do milagre da multiplicação. O título deriva da série de cowboysHave Gun – Will Travel” (1957-1963): “um frase que ficava no ouvido, usada em anúncios classificados nos jornais, como The Times, indicando que o anunciante estava de armas e bagagens pronto para qualquer coisa”, com Richard Boone como Paladin, business card, “um pistoleiro cavalheiro, que preferia resolver os problemas sem violência, no entanto quando forçado a lutar, sobressaía. Paladin vivia no hotel Carlton, em S. Francisco, vestia roupas formais, saboreava comida gourmet, e frequentava a Ópera”**. A canção rolou like a rolling song: Crazyhead ص Dan Aykroyd & Jim Belushi ص The Sonics ص The Black Keys ص ukulele ص Lady Dotie & The Diamonds ص Hot Boogie Chillun ص Bruce Springsteen ص Ian Gillan ص The BossHoss ص Rat Fink A Boo Boo ص The Imperialites movem o corpo de Barbara Bouchet no filme “Milano Calibro 9” (1972) ص The Actionettes dançam a versão das Thee Headcoatees: Holly Golightly, vocalista, batizada com o nome da heroína de “Breakfast at Tiffany's” de Truman Capote, Kyra LaRubia, Ludella Black e "Bongo" Debbie Green.

Outros roçam a denotação: Olivia Newton-John escrito por George Greenaway e Jeff Stevens; Tom Petty & The Heartbreakers; os Megadeth com “Have Cool, Will Travel” no CD “Cryptic Writings” (1997); os Kiss “Got Love for Sale”; no título de um álbum (1996) de Bill Kirchen; e até um filme (2007) homónimo que “nos leva ao mundo subterrâneo do entretenimento para cavalheiros”.

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* O contrário de Gonçalo Gonçalves, o cantor romântico abandonado: “sei que não apareço nos jornais / e por vezes não tenho almoço” ouAi, se eu te amara”. (Rapaz que se dualiza pelos TochaPestana: “Gonçalo Gonçalves é como se fosse a lua e TochaPestana é como se fosse um cometa”, e também no cinema como Gonçalo Tocha).

** Um gentleman à moda antiga como a nossa alteza D. Duarte Pio: carta de sua tia, D. Filipa de Bragança, ao Dr. Oliveira Salazar em 1966: “esse jovem com que o Céu nos presenteou a nós, a Família, e a nós os Portugueses, está realmente, de dia para dia, a ‘aumentar de idade, graça e sabedoria, perante Deus e os homens’”: sendo este final uma citação da Bíblia, quando o menino Jesus, nos seus 12 anos, regressa a Nazaré com os pais, depois da escapadela por Jerusalém para cavaquear com os doutores].

34 Comments:

  • At 8:20 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Esperamos pelo novo Sebastião. É pena não ser um dos concorrentes a presidente do Sporting, uns empresários russos, uns apoios da Banca, uns milhões no bolso, e a festa estava feita. Teremos que esperar por um Sebastião que, para além de, baixar ordenados e pensões, evaporar os subsídios de férias e Natal, aumentar os impostos, etc. etc. venha despedir funcionários públicos sem direito a subsídios ou indemnizações. E será louvado como mais um génio. Será culminado de comendas e gorjetas. Então, o povo, sábio, não recompensou, um dos responsáveis pela situação atual, com duas presidências da República? E o povo, pá? Quer um Sebastião, pode até não ser novo. Este é o melhor país do mundo.

     
  • At 11:06 da manhã, Blogger Filipa Júlio said…

    A Constança Cunha e Sá é uma grandessíssima parva.
    Bom fim-de-semana.

     
  • At 11:26 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Epá,é verdade, mas ela a falar da manifestação e do que lê sobre a juventude é muito divertido.

    Tem uma coisa boa, no programa da TVI24, "a Torto e a Direito", está a maior parte do tempo calada. Infelizmente os comentadores residentes do programa falam.

     
  • At 9:31 da tarde, Blogger Carol Garcia said…

    :D
    sempre com temas interessantes né e super diferentes.

     
  • At 10:22 da tarde, Blogger manuel said…

    Táxi, La polizia brancola nel buio:

    http://euro-fever.blogspot.com/2010/02/la-polizia-brancola-nel-buio.html?zx=5098576abcb14860

    Bom fds!

     
  • At 9:22 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Carol Garcia: aquilo que sucedeu com a canção "Louie, Louie", é bastante interessante. E então por cá, que estão sempre a reclamar que a Justiça é lenta. O FBI demorou 2 anos a resolver o caso.

     
  • At 9:32 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Manuel: a bófia a nadar no escuro é sempre um filme didático para as nossas forças da ordem, se fosse nos bons tempos, mandava o link para o ministro da Administração Interna, mas agora ainda me lixo. Com esta ânsia de dinheiro do Estado ainda me multam por algum pecado.

    Tens que ver os links: "o vídeo mais que perfeito", procurei donde é que aquilo veio mas não encontrei nada; e "Mi Primera Rumba", a tipa tem uma voz que se ouve do outro lado da rua.

     
  • At 3:02 da tarde, Blogger José said…

    Até eu me colei à juventude,e fui jovem à tanto o tempo, e tenho dois em casa com um canudo, que começam a ficar bolorentos.O chef da JSD veio logo dizer ao passos está pronto para governar, e arranjar um tacho para mim.
    Eu moro aqui bem perto de onde dizem que ele vai chegar, todos os dias de manhã, me levante e com os olhos ainda enevoados olho para lá e não vejo nada, é que nem vejo esta cambada partir, para a grande luta que Portugal descobriu

     
  • At 2:39 da tarde, Blogger atascadotijoao said…

    Jazus ... coitada da Ruby, com aquele ordenado mínimo .
    BFS

     
  • At 1:31 da manhã, Blogger São said…

    Eu estou sem voz, acho que tenho uma bola de golfe entalada na garganta....

    Boa semana.

     
  • At 1:46 da tarde, Blogger Rafeiro Perfumado said…

    O ordenado de alguém não se pode medir pelo que recebe, mas pelo que produz. E é isso que falta medir em Portugal.

    Abraço!

     
  • At 10:35 da tarde, Blogger xistosa - (josé torres) said…

    A nadar dentro do penico todos conseguem boiar, o mau mesmo é terem que... dar aos braços ou esbracejarem.
    Em alternativa agarram-se, quais náufragos, aos portugas que ainda têm capacidade de os sustentar (à superfície, nada de misturas espúrias).
    Mas nada de apanhar o "Palmolive".
    Sobre o grande cavaqueador que foi Tomás, Thomaz ou Tomáz, fica a saudade de nunca ter dito nada acertado.
    Ele que até lia mal.
    Tinha o prazer de ter a tesoura sempre bem afiada.
    Vou tentar voltar.
    Nada de promessas... nunca mais.
    Cumprimentos.
    Mas nunca culpou a oposiçao (que não a havia

     
  • At 12:09 da manhã, Blogger xistosa - (josé torres) said…

    Estou num pranto que nem consigo ler.
    Tenho as montras embaciadas de tanto vapor de água que se tem evaporado.
    Nem sei como hei-de enviar os "sentidos" pêsames por esta desgraça.
    Todos sabíamos que a coisa estava iminente e era para hoje, mas há sempre uma esperança..., não houve e agora vejo o futuro negro.
    Não o vermelho de um pôs-do-sol.
    E ainda por cima o jogo foi disputado num olival e o Porto ganhou 2-1 ao Benfica em juniores.
    Assim vai o Queiroz amigo ... a UEFA está contigo.
    Haja liberdade e que se cambie também de presidente da República.
    Uma vassourada em toda a manada!!!!!!!!!!!!!!

     
  • At 1:02 da manhã, Blogger الرجل ذبح بعضهم البعض ولكن الخيول باهظة الثمن said…

    jumdumdum??????

    e o papa piava o quê

    pio pio pio XIII

    13 pios dá azar

    ou dá pouca sorte

     
  • At 9:02 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    José: não fui a essa manifestação por falta de fundos. Como estou à espera que os subsídios de férias e Natal vão ao ar, isto é, aos bolsos dos mercados, tenho de conter as despesas. Afinal, parece que vou poder gastá-los este ano. Com a queda do Governo ontem, não há tempo para o próximo tomar essa medida. Talvez o de Natal vá à vida, é quase de certeza, pois haverá buraco para tapar no défice. E o “novo” 1º ministro não descobriu petróleo no Beato, esse foi o Solnado.

    Isso dos canudos nunca foi chave para sucesso, dinheiro, mulheres de alta cama e carros de gama alta. Pelo menos, os cursos que não interessam nem ao menino Jesus, como o meu. Tinha amigos meus que trabalhavam nas obras e ganhavam mais do que eu. Era um emprego precário, recebiam ao dia, não descontavam nada, mas ganhavam bem.

    Aliás, a geração à rasca começou com D. Sancho I.

    E aí vem do nevoeiro PP Coelho. Vai ser bonito. Mas um povo que vê diferenças entre o atual e o vindouro pastor, merece que os mercados venham cá buscar-lhe os tarecos. Mas também não há alternativa, exceto deixar o tempo passar.

     
  • At 9:03 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    atascadotijoao: a Ruby é um bom exemplo de uma emigrante que subiu a pulso (talvez não seja a zona do corpo mais usada por ela), e de que ainda há, na Europa, lugar para as mais qualificadas fazerem fortuna, é a apregoada meritocracia. As nossas universidades deveriam estar atentas a estas oscilações da oferta e preparar os jovens para elas.

    Só espero que ela tenha um aconselhador financeiro para a guiar no enredo dos impostos. Ela tem cara de ser boa filha e mandar grande parte para a família em Marrocos.

     
  • At 9:03 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    São: a malta laracha com o golfe mas, de facto, atrai peixe graúdo ao país. Resta é fazer as contas e ver se, mais caro, as pessoas que deixam de vir, e se essa descida não é compensada pelo próprio aumento, e no final as receitas ficam na mesma. Ou se os ricos ligam a isso do mais caro. Eu, se fosse rico, estava-me marimbando para a crise.

    O golfe é muito importante para quem quer entrar no mundo dos negócios. Não é no futebol, onde apenas se pode levar com uma bola de golfe na tola, mas não se conhece ninguém interessante, ou no basquetebol, onde se pode conhecer uma maluca para uma noite e mais nada. Nos campos de golfe é outra tacada. O Joaquim Oliveira, aquele dos cartazes publicitários nos campos de futebol, que veio lá de uma pensão da família em Penafiel para a fortuna, os charutos cubanos e o Old Parr, comprou um saco de tacos e recebeu lições, logo que percebeu que os campos de golfe eram o melhor sítio para conhecer pessoas (das que interessam). Lá estão os banqueiros, os investidores, os empresários, pessoas de massa sólida. Pergunto-me se eles ligam ao IVA. É como se os armadores gregos estivessem preocupados com o FMI ou os cortes do Governo, e não estivessem, naquelas ilhas do mar Egeu, a curtir.

     
  • At 9:03 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Rafeiro Perfumado: no setor privado até concordo, o empreendedor que pague o que quiser, no setor público, a distribuição da massa salarial deve estar indexada à riqueza produzida no país. Esta moda da descida dos salários, é já um exemplo disso, que o país não produz para pagar aqueles ordenados. Tem pedido emprestado, mas como agora o dinheiro está caro, é um problema mantê-los. E o mesmo para as pensões.

    As retribuições exageradas têm levado ao enriquecimento lícito. Todos falam do ilícito, mas nem uma palavra sobre o lícito. Com o estado da economia receber 500 € já é uma fortuna. E aqueles ordenados do topo, então são uma autêntica chalaça. Pagar 25 mil? No serviço público? Num país com um crescimento de tendencialmente zero por cento? Só pode ser brincadeira.

    Na década de 80, muita gente percebeu, que a entrada na CEE, – aspiração que já vinha do Salazar, quando perdeu o parceiro comercial de Portugal, a Inglaterra, que entrou para o grupo –, traria problemas. Mas encolhia-se os ombros, e dizia-se: que venha a massa, que no futuro estamos todos mortos, gasta-se agora e que se lixe. Eu pertenci à geração à tasca: passava os dias na cerveja e no camarão (era de Espinho, mas camarão). O futuro chegou, e alguns ainda estão vivos, e há fatura a pagar (que ainda não chegou. Isto ainda não é a crise, isto é apenas um sobressalto cívico).

    No caso dos políticos, o seu vencimento deveria ser o ordenado mínimo, ou a média nacional. O Manuel Fernandes Tomás achava que não deveria ser pago e morreu à fome, não queremos isso outra vez. Não é para castigar quem vai para a nobre tarefa de servir o país. É para terem uma visão correta do país que governam. Ainda são os fatores económicos que determinam os fatores psicológicos. E viver em mordomias perde-se o norte e governa-se mal.

     
  • At 9:04 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    José Torres: o Thomaz definiu o que é um presidente. Depois dele só lhe imitam os tiques, com as adequações às mudanças tecnológicas e históricas. Que bem que ele ficava naquela farda imaculadamente branca. Era Tide ou Omo, ou Clarim, se a legítima fosse ao tanque. Os fatos mais escuros dos presidentes atuais, já não exigem tanta dedicação das esposas.

    Ainda me desviei a tempo e o Governo não me caiu em cima. Não sei se estarei tão ágil quanto ao próximo. Ele já promete aumentar impostos, assim é que é. Nada de enganar as pessoas. A justificação da Sra. Leite para o chumbo é da melhor comédia que já vi.

    O Queiroz lá se safou, no tribunal, dos gajos do doping. Citar a profissão da mãe, ou mandar um tipo fazer o que gosta, não é crime, nem interferiu no controlo anti-doping. E como o futebol é muito importante para o país, deviam aumentar os impostos para lhe pagar uma indemnização bem choruda.

    Termino com uma notícia boa e outra má. Primeiro a má. Assaltaram a casa do cardeal patriarca nas Caldas da Rainha. Não sei o que levaram. Mas, se ele tinha uma coleção da Playboy, – é o Rafael e o Rubens do nosso tempo – será difícil de explicar aos menos crentes. A boa. Bibi pede desculpa a Paulo Pedroso e paga-lhe um cêntimo. Com estes preços nem no tempo dos reis (a moeda), é uma boa forma de baixar os preços e regressar à economia real, que tem estado muito inflacionada.

     
  • At 9:04 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    ح بعضهم البعض ولكن الخيول باهظة الثمن: os Papas são os líderes deste povo. No fundo, se virmos a coisa historicamente, quem mandou nisto foram os Papas e os ingleses. Agora parece que são os alemães.

     
  • At 3:06 da tarde, Blogger São said…

    ...e lá estamos desgovernados oficialmente....e com perspectivas de apanhar uma indigestão de coelho à caçador!

    Oh, sorte!!


    Abraços.

     
  • At 11:31 da tarde, Blogger Carol Garcia said…

    obrigada por todos coments até hj taxi sempre,

     
  • At 1:19 da tarde, Blogger one hundred trillion dollars said…

    Táxi Pluvioso disse...
    José: não fui a essa manifestação por falta de fundos. Como estou à espera que os subsídios de férias e Natal vão ao ar

    só?

    optimista
    e infelizmente nem os alemães mandam em nada

    como os 100 milhões de chinocas que marcharam desde o início do século dos campos para as cidades

    cada vez mandam mais

    as reservas de carvão africano são pequerruchitas mas são deles

    trabalham muito e poupam inda mais os filhos da amarelinha

     
  • At 11:05 da tarde, Blogger xistosa - (josé torres) said…

    Ando completamente baralhado.
    Estou velho e senil, já não compreendo o que dizem, quer na televisão, quer nessa europa dos europeus.
    Só sei que afinal estamos mal para os que estávamos bem e mal para os que estávamos mal.
    A unanimidade, neste caso é benéfica.
    Quando nos afundarmos não haverá coletes para ninguém.
    Pelo menos descaradamente.
    Porque descaradamente, vendem-nos como se fossemos mercadoria para abater ao inventário.
    Não sou muito dado a religiosidades, deixo isso para o "rebanho" de deus, mas abençoados os videntes dessa religião em torno de cifrões, ou euros, ou dólares, ou dinares líbios, ou ienes, ou yuans (o meu chinês é mesmo assim, incipiente), mas apoio fervorosamente a continuação da delapidação de tudo o que tem valor nesta "terra".Assim apoio incondicionalmente o aumento das verbas para ajusto directo para as obras públicas e as particulares dos "fazedores" destes ajustes.
    É uma maneira de saber onde aplicam o meu dinheiro.
    Os bancos espanhóis, que estão em crise, pagam juros de 5% e se forem bem conversados vai até aos 6,5 %.
    Porque fomos tão lorpas em Aljubarrota???

    Estou desvairado para deixar este comentário.
    A porcaria da Net ou Internet, ou seja lá o que for, está sempre a "cair".
    Ainda não vi para que local para a ajudar a erguer-se.
    Mas sei que mesmo caído tenho que pagar o que a Clix, ou lá quem é, quer.
    Suponho que já não consigo viver sem este vício.
    Porque se descubro que é possível...

    Cumprimentos.

     
  • At 6:01 da tarde, Blogger José Sousa said…

    Qerida amigo!
    Faz um tempo que não vinha lhe vesitar, por motivos de ocupação de trabalhos escolares! Mas vim, e logo encontro este belo escrito seu, parabéns!

    Conheça meu novo blogue e comenta lá.

    http://transpondo-barreiras.blogspot.com

    Um abração e bom fim de semana.

     
  • At 4:42 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    São: será por pouco tempo. No Verão estaremos tão bem governados que esqueceremos 36 anos de idiotas. Havia aquele da descolonização exemplar, um que comia bolo-rei, outro que viajava nos tejadilhos de peito aberto, um que tinha paixões, outro que não gostava de vestir tanga, enfim, um rol.

     
  • At 4:43 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Carol: e obrigado pela visita.

     
  • At 4:43 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    one hundred trillion dollars: 100% otimista. Até já ando reaprender o alemão pela grande fé que tenho na Europa. E estou convencido que será encontrado petróleo em Portugal e faremos TGVs e outros mais acrónimos de espantar.

     
  • At 4:43 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    José Torres: a Europa vem nos ajudar, isto é, quer garantir que a massa emprestada nestes anos todos é paga. Que isto de caloteiros não é admissível entre malta civilizada. Aljubarrota, além de ter sido um exemplo de guerra suja, hoje ia para o tribunal de Haia, foi um desastre nacional.

     
  • At 4:44 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    José Sousa: as escolas agora vão acalmar. Parece que PP Coelho que vendê-las, não é mau negócio, o grupo Mello pode juntar aos hospitais.

    Vou ver esse blog.

     
  • At 1:51 da tarde, Blogger one hundred trillion dollars said…

    fados...marchas
    alegorias com messias

    messias sem messianismo

    há de tudo

     
  • At 11:27 da manhã, Blogger Filipa Júlio said…

    demasiado bom para não partilhar:
    http://livreiranarquista.tumblr.com/post/4392761185

    bom fim-de-semana!

     
  • At 12:04 da tarde, Blogger Táxi Pluvioso said…

    one hundred trillion dollars: ainda bem. É isso que nos salvará, quero dizer, ter muito para vender.

     
  • At 12:04 da tarde, Blogger Táxi Pluvioso said…

    : é verdade. E está muito adequado a nós que já não precisamos de pensar muito. Temos técnicos estrangeiros para tal.

     

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