Pratinho de Couratos

A espantosa vida quotidiana no Portugal moderno!

quarta-feira, abril 27, 2011

…. mas os mouros é que vinham cobrar


Acolchetado na memória do povo, o tributo de cem formosas virgens, consentido pelo “infame rei Mauregato”, para proteger as goelas cristãs do alfange do mafamético Infiel [1], ainda faz estremecer sob a exequibilidade de novas cobranças. Escarmentado, o povo, receia tributo sem virgens [2], de vencimentos, pensões, subsídios, suspenso das letras de pagamento dos contemporâneos credores. Já não se visam gasganetes, nem os cobradores são “bichos papões” e, para que o povo, outrora invejado pela Irlanda [3], não desfaleça de fome, para aumentar-lhe a competitividade, boamente, em breve, abrirá em Lisboa o bodo do FMI. Alimentados, vestidos e calçados, a produtividade de economistas e teóricos expandir-se-á. Cantarão de galo. A enxurreira intelectual retornará ao leito. Teixeira dos Santos, demitente ministro das Finanças: “só um comentário mais técnico. A estabilidade e a confiança no sector financeiro são um bem precioso e são um bem público, e temos que entender como um bem público. E como bem público, nós temos obviamente que suportar o custo que a manutenção desse bem público implica” [4]. Tenho uma impressão [5]! Engendrando pensamento estratégico deste quilate, o ministro averba ou adverbia ou substantiva um futuro tão delicioso como lamber um Magnum, e estaciona Portugal no prestígio internacional again: – ainda veremos o assisado e industrioso João Vale e Azevedo, que na Inglaterra responde pelo nome de Jonathan Vale, a organizar o casamento real: só a “última noite de solteira de Kate vai custar 5 700 €”.


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[1] Almeida Garrett em “Os Figueiredos”: “Portugal e o mais de Espanha que obedecia aos reis de Astúrias e Leão, pagava aos mouros o indigno tributo das cem donzelas, que todos anos se escolhiam de entre as mais formosas, desde que o infame rei Mauregato se obrigara a este vergonhoso feudo para obter a proteção do rei Abderramão de Córdova. Faziam as autoridades cristãs a derrama pelas terras, mas os mouros é que vinham cobrar”.


[2] A riqueza do mundo já não é ouro, virgens ou dinheiro, é dívida. Para se precaver de novas “crises”, os desbocados políticos gritaram: “regulação! mais regulação!”, mas quem manda tem um método mais seguro: assegurar os meios de que os empréstimos são pagos. Umberto Calvini, personagem do filme “The International” (2009): “não. Não. O IBBC é um Banco. O objetivo deles não é controlar o conflito, é controlar a dívida que o conflito produz. Sabem, é que o verdadeiro valor de um conflito, o verdadeiro valor, está na dívida que ele gera. Controla-se a dívida e controla-se tudo. (…). Isto é a própria essência da indústria bancária para nos tornar a todos, quer como nações ou indivíduos, escravos de dívidas”.


[3] Em 1938, Richard S. Devane: “saindo do imenso deserto do chamado liberalismo, com o seu caos religioso, social e financeiro, Salazar, qual novo Moisés, conduziu o seu povo até à bela Terra Prometida há tantos anos cantada e sonhada por poetas e patriotas portugueses. Há quantos séculos cantam os nossos poetas gaélicos e anglo-irlandeses as penas da Níobe das nações? (…). Hoje Portugal ergue-se com dignidade do pó onde há longo tempo jazia – enquanto a Irlanda permanece vergada sobre os joelhos. Não terá a ressurreição de Portugal uma lição para a Irlanda?”, no Irish Ecclesiastical Record, citado por Filipe Ribeiro de Meneses na biografia “Salazar”.


[4] O demitente primeiro-ministro José Sócrates resguardava este “bem público” com o Orçamento de Estado de 2011: “este é o Orçamento que protege o país daquilo que são as consequências da turbulência financeira internacional. Este Orçamento abriga Portugal, e dá segurança às empresas e às famílias, para que elas possam obter crédito, pra que elas tenham condições de financiamento, que permitam fazer investimento. É por isso que este Orçamento é um Orçamento que defende o crescimento e o emprego”.


[5] “I Got a Feeling” é o Hino Nacional do século XXI. Tocado por Noa, Violin Player: “o meu nome é Noa, toco violino, faço improvisação sobre house music”; de seu nome Lia Gesta: “Noa, porque quando comecei com o projeto da música, com o violino, eu ‘tava a dar aulas na altura, e achei conveniente haver uma personagem unicamente pra música, que depois acabei por registar o nome, e acabou por abrir outros caminhos, noutras áreas, nomeadamente na Literatura. E claro que o Lia, como nome próprio, mantém-se sempre, e, tanto, num nome, como no outro, eu olho sempre”; presença noturna na sua tasquinha “O Barqueiro”, em frente da Alfandega do Porto; Facebook – “We Are the People” (dos Empire of the Sun) ☼ com DJ Rui Tomé a embelecer poesia.


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E… a indústria financeira é o único “bem público” que resta. A ideia de um “bem comum”, disponível a todo o cidadão, foi-se e não há martelo que a reviva. A água será talvez o último bem comum – algo a que todo o ser humano ou animal teria direito – mas, por ser um bem tão valioso como o petróleo, os empresários forçaram a sua retirada de bem comum para o converter num produto comerciável. Outros bens, propriedade de todos, houveram: um dos primeiros, a agricultura morreu e privatizou-se como exploração agrícola: na agricultura, cultivava-se a terra nos ciclos da Natureza; na exploração agrícola, o agricultor compra as sementes à Monsanto ou, se não as comprou, tem que devolver sementes e plantas, caso elas voem para os seus terrenos. A empresa emprega uma “gene police”, para verificar o cumprimento dos contratos dos seus produtos, e um batalhão de cientistas a viajar pelo mundo, patenteando plantas, que venderão como propriedade privada: encarecendo a ida ao “Kebab Shop[1].


A privatização total é o modelo: a Myriad Genetics patenteou o gene BRCA1, origem de vários cancros genéticos, ou seja, quem quiser usar a sequência terá que pagar direitos e, com a privatização do ADN, a Vida será propriedade intelectual: e pagar-se-á pelo body type. A linguagem também é privatizada: Charlie Sheen flipou e desatou a desbobinar frases incongruentes: “Vatican Assassin,” “Tiger Blood,” “Rock Star From Mars,”, das quais registou os direitos. Se o Futre lhe imitasse a iniciativa, quando alguém dissesse “voos de charters” ou “o melhor jogador chinês da atualidade”, desembolsava-lhe para o bolso. Expedientes para impor a privatização são vulgares: a criação de listas de espera nos hospitais, e abertura de um “mercado da saúde” aos empresários privados, que esvaziarão essas listas, em nome da qualidade dos cuidados de saúde, e a troco de justa compensação monetária; a saúde é um bom negócio, e por isso não será um bem comum, um direito de todos. E a maior trapaça de todas: o endividamento, que pôs os Estados nas mãos dos banqueiros. E, o Estado na mão do Banqueiro significa hasta pública de tudo o que dê caroço.


O Comunismo fracassou, por ser um regime para santos e não para homens, mas eis que o capitalista moderno descende a escada do céu como salvador, como homem honesto, de coração aberto, solidário, o homem bom, o puro de Rousseau ou Voltaire. António Saraiva, presidente da Confederação da Indústria Portuguesa: “o peso burocrático que é hoje exigido às empresas em termos legislativo, ambientais e outros é uma carga enorme que a realidade empresarial portuguesa não tem forma de suportar. Agilizem as coisas. Tornem-nas simples e nós faremos o resto. Nós levaremos o país ao desenvolvimento, ao crescimento, mas ajudem-nos, não complicando. Menos Estado, melhor Estado”.


O bem comum finou-se, exceto a “indústria financeira”, será o único “bem precioso”, o único “bem público” e “temos obviamente que suportar o custo que a manutenção desse bem público implica”. Na próxima “crise” os contribuintes serão chamados a resgatar este precioso bem para que, quando os sequazes de Mafoma, de Lutero, de Siddhartha ou de São Pedro vierem cobrar, lhes paguem com o seu próprio dinheiro, e não, por engano, com o dinheiro de algum empreendedor privado.


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[1] The Scarletz são “Bryony Jobes (a tímida misteriosa) Clare Martyne (a ruiva que faz caretas) Katiya Borlant (a ligeiramente intelectual) Tahnee Lee (a esquisita que usa chapéu)” ☼ canal YouTube.


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John Updike escanhoou extinta pelagem: “cada cabelo é precioso e individual, pois cumpre uma função distinta no conjunto: louro até à invisibilidade onde a coxa e o ventre se juntam, escuro até à opacidade onde os ternos lábios pedem proteção, forte e avermelhado como a barba de um guarda-florestal sob a curva do ventre, negro e ralo como o bigode de um Maquiavel onde o períneo retrocede a caminho do ânus. A rata a que me refiro modifica-se ao longo do dia e consoante a textura das cuecas. E tem os seus satélites: essa caprichosa linha de penugem que ascende até ao meu umbigo e se confunde com a cor tostada da pele, os beijos de pêlo suave na parte interior das coxas, a lanugem cálida que adorna a linha divisória do traseiro. Âmbar, ébano, avermelhado, baio, castanho, limão, avelã, leonado, tabaco, alfena, bronze, platina, pêssego, cinza, chama e rato do campo. Estas são algumas, poucas, das cores da rata”. Material, “múltiplas máscaras da mentira”, “bajulação do êxito”, só descoberto em escavações de épocas muito antigas, de “mulher velha ligada ao egoísmo, ao mal e ao pecado”, que abismaria os espectadores de cinema atuais, familiares com desparzidos fios pelos montes de Vénus ou rendidos ao uso & costume calvo:


– “3D Sex and Zen: Extreme Ecstasy” (2011): “conceituado académico da dinastia Ming, Wei Yangsheng acredita em, como a vida é curta, devemos procurar o prazer sexual supremo, enquanto vivos”: o primeiro filme erótico chinês em 3D com algumas atrizes AV Idols (= “ídolos do vídeo adulto”) no elenco, como Hara Saori; pornográfico, nos padrões americanos, desancou o “Avatar” (2009) em receitas de bilheteira: “no Ocidente a pornografia é uma indústria multimilionária, a maior parte do dinheiro arrecadado nos DVDs e online”, nos cinemas, é falência certa da sala. É um remake de “Sex and Zen” (“O Tapete de Oração da Carne”, em italiano: nome da novela erótica do século XVII, remota origem do seu argumento), de 1991, com a mamalhuda Amy Yip; a fúria do 3D também contagiou Tinto Brass que converte o seu “Calígula” (1980). – Mascotes que roubam a cena: o Huckleberry Hound, o Mutley ou as melhores amigas da Paris Hilton. – “The Challenge of the Lady Ninja” (1983): duelo entre Elsa Yang Hui-Sang e Yan Sau-Lee; Wu Hsaio-Hui uma heroína que explode nas cores portuguesas. – “Twilight” (2008), sequelas e livros promovem perplexidades na obscura não-ciência da Psicologia: “para os jovens tudo é tão estranho, e não se pode dizer, realmente, porque se reage às coisas – é um período difícil para um ser humano”, diz Maria Nikolajeva, professora de Literatura de Cambridge, “nós não sabemos exatamente como a Literatura afeta o cérebro, mas sabemos que o faz. Algumas novas descobertas identificaram zonas no cérebro que respondem à Literatura a à Arte”. Será Bella Swan um bom modelo? Para Nikolajeva “isso é muito deprimente”, os livros não endossam “a posição da mulher como uma criatura independente”. Opinião servil das modas “científicas” de uma árida mestra de sacristia universitária, que não é a de Caitlin Flanagan: “Bella é uma heroína antiquada: estudiosa, inteligente, corajosa, atenciosa com as emoções dos outros, e naturalmente competente nas artes domésticas (ela imediatamente se encarrega das compras no supermercado e da cozinha na casa do pai, e há inúmeros relatos, estranhamente atraentes, dela a confecionar o jantar – embrulhar duas batatas em papel de alumínio, metendo-os num forno quente, a marinhar um bife, a fazer salada verde)”. Edward Cullen, e a sua vampírica família, habitam arejada casa, e não insalubres caves, o que facilita o trabalho de uma dona de casa humana. A série originou produtos de consumo e muita zombaria: de Olivia Nunn; se Buffy, a caçadora de vampiros, lhes espetasse uma estaca, a localidade de Forks, no estado de Washington, “imersa num quase permanente manto de nuvens”, desassombraria; o trailer de “New Moon” (2009) causa peculiares fenómenos nas adolescentes; em vez de Bella, com hambúrgueres; e o Musical. – “Les Diaboliques” (1955): “o filme é baseado na novela de Pierre Boileu e Thomas Narcejac ‘Celle qui n’était plus’”. Alfred Hitchcock falhou a compra dos direitos por umas horas, “posteriormente, Boileu e Narcejac escreveram ‘D’Entre les Morts’, especialmente para Hitchcock, que o filmou como ‘Vertigo’ (1958)”; remake em 1996, apenas “Diabolique” com Sharon Stone e Isabelle Adjani. – “Sex Galaxy” (2008): “cem anos no futuro, devido ao superpovoamento e aos efeitos do aquecimento global, o sexo foi declarado ilegal na Terra. Quando uma tripulação de astronautas ouve falar de um distante planeta, habitado por insaciáveis criaturas do sexo feminino, que existem apenas para satisfazer os desejos do homem, decidem fazer um desvio da sua missão de rotina, em busca do mítico sistema solar, conhecido com Sex Galaxy”; vende-se como o primeiro filme 100% reciclado, pois foi realizado unicamente com imagens do domínio público, como cenas de “Voyage to the Planet of Prehistoric Women” (1967), de Peter Bogdanovich (como Derek Thomas), que fora realizado com cenas de “Voyage to the Prehistoric Planet” (1965) de Curtis Harrington que, por sua vez, tinha sido inserido várias cenas, com atores americanos, no filme russo “Planet Bur” (1962); “Sex Galaxy” é “uma longa-metragem mashup de imagens de arquivo livres de direitos, a extrovertida comédia de ficção científica entrança strippers, marcianos, foguetões e robots numa semi-coerente brincadeira”; a privatização da Cultura abolirá, “cem anos no futuro”, as imagens livres de copyright, e os vídeos dos These United States. – Tetas na TV: a teta de ouro para Emmy Rossum em “Shameless” (2011): na cozinha, no carro, na piscina, na cama


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[ToToM – produtor francês, antropófago dos sons dos outros (1), que se introduz no MySpace: “eu sou ToToM produzo mashups, conhecidos como bootlegs, cujo princípio consiste em misturar duas músicas que parecem, à primeira vista, completamente díspares. Zebra é muito bom neste jogo e, em geral, aqueles que estão no meu top friends têm um certo talento para a coisa” – em 2007 editou “Boo+wArds”: “hip-hop ou R&B a capella sobre canções de rock clássico” ☼ em 2008 sociabilizou o bicho Trent Reznor na trilogia “Bootleg is Resistance”: “álbum feito em torno de canções dos Nine Inch Nails” do CD ‘Year Zero’” ☼ em 2009 limpou teias de aranha de umas ossadas (2) no álbum “Dylan Mashed”: “é uma mistura única de velho e novo, combinando o lendário cantor/compositor com artistas que vão desde Eagles of Death Metal, Gorillaz e Pixies”: para download em MP3 ☼ o site ☼ no SoundCloud ☼ canal YouTube: “I’ve Told Every Little Pumpkin” ☼ “Pigs Must March!” ☼ “Echoplex 2” ☼ “Blowin’ in my Mind”.


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(1) Perigoso labor, pela voracidade de dinheiro, dos políticos americanos que, sem ele, não são eleitos. Sobre a forja em canções de outros, escreveu o professor Lewis Hyde: “Bob Dylan retirou de um rico filão de velhas canções folk a maioria das suas primeiras canções” nos anos 60. Nos anos 90 os jazigos privatizam-se. No final da década, a Disney seduziu o congressista Sonny Bono – restolho da indústria musical após divórcio da Cher – para que propusesse uma lei, estendendo os direitos de autor por mais 20 anos, para que o seu rato marca registada ®, gerador de fortunas, não caísse no domínio público. Que o Congresso, absorto pelas proezas orais de Monica Lewinsky no Bill Clinton, aprovou em 1998. Esse ciumento Congresso também ratificou o Digital Millennium Copyright Act, consentindo aos donos de copyright cacetearem os infratores sem chatices de juízes e tribunais. Segundo Hyde: “os direitos de autor e as leis de propriedade intelectual colocaram, na sua estimativa, cerca de 75% da nossa ‘herança cultural’ – filmes, música, arte – nas mãos de privados”.


(2) Em 1963, novo darling de viola a tiracolo da canção de protesto americana, no Festival Folk de Newport de 65 eletrificou-se, horrorizando os puristas do folk, contabilizando, na venda de discos, os fãs do rock: dizem que saltou do acústico para o elétrico por conversas com Lennon. Dylan criticava as letras dos Beatles: “vocês não têm nada a dizer” e Lennon explicava-lhe que “ele não tinha som”. No pórtico da arca de Noé perguntaram-lhe: por que 30 denários se venderia? e ele respondeu: por “roupa interior de senhora” e fez-se a sua vontade pela Victoria’s Secret; mas “a voz de uma geração” come muitas últimas ceias e patrocinou o iPod + iTunes, o Cadillac Escalade ou a Pepsi. Safa-se ser um picuinhas na cedência de direitos, das suas melodias, para publicidade, poupando-nos os ouvidos, ou ser boa inspiração para a galhofa, no falso Bob Dylan’s Subterranean Home-Style Blues Buffet: “prato do dia sushi especial: desolation roe” = “ovas desolação”].

45 Comments:

  • At 8:38 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    O raio dos espaços entre parágrafos teimam em não desaparecer. E pior, umas vezes faz dois espaços, outras, publica uma parte sem espaços e outra com espaços. Enfim, também é verdade que os monitores são pessoais e intransmissíveis, aquilo que vejo no meu monitor, não é necessariamente aquilo que aparece noutros.

    Este é um post para saudar a abertura da sopa dos pobres do FMI em Portugal. Acho que nunca são demais instituições particulares de solidariedade social.

    E, percebe-se melhor a sua utilidade, depois de ver os discursos do 25 de Abril dos ex-presidentes, (festa de Estado com palavras para os pobres), e não ter aparecido ninguém que os tivesse metido a todos na cadeia. É o povo português há 37 anos a fazer excêntricos.

     
  • At 11:20 da manhã, Blogger Rafeiro Perfumado said…

    Ainda bem que nos tempos que correm não temos que pagar a nossa dívida com virgens. É que ou recorríamos aos jardins infantis ou seríamos devedores para todo o sempre!

     
  • At 11:57 da manhã, Blogger São said…

    Sabes? Nós devíamos era pagar os tributos com políticos corruptose afins : em menos de um ano, estavámos safos.

    As IPSS s,Centros Paroquiais, Santas Casas da Misericórdia,Bancos alimentares Contra a Fome, ONGs, quem não as conhece que as louve: trabalhei com elas desde os 33 anos aos 55!

    Fica bem.

     
  • At 8:31 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Rafeiro Perfumado: mas temos que nos adaptar aos tempos. Já não são as virgens, mas os virgens. Agora são eles que querem romance, amor eterno, final feliz, alma gémea, e namorar à janela, com ela cá em baixo, na rua. A velha anedota é uma realidade: “querida, vou chamar-te Eva porque és a minha primeira mulher”; “olha, vou chamar-te Peugeot”. (Perguntei ao Deus Google e já vai no Peugeot 3008, ufa!). Não faltarão latagões pinga-amor para pagar juros de 20%.

     
  • At 8:36 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    São: tenho a ideia de que a “corrupção” é um escape dos licenciados em Direito, para não dizerem qual é a verdadeira causa da delapidação do erário público, porque isso ia inclui-los também: a incompetência. Assim falam de “corrupção”, que é com os outros e não com eles. Se falassem em incompetência percebia-se logo a principal causa do atraso na Justiça, por exemplo.

    “Corrupção”, num país pobre, o seu efeito é residual, quase nulo. Mas a incompetência, não. Ela é a principal responsável pelas derrapagens nas obras públicas, por exemplo. Vejo muitas vezes, aqui na rua, como estas coisas funcionam: metem o alcatrão, dias depois lembram-se de um cano esquecido, toca a levantar o alcatrão, depois é um cabo qualquer e assim por diante, isto só filmado. (E isto é em pequena escala, imagino em grande: numa ponte ou auto-estrada ou TGV). A melhor que vi foi na TV. Numa terrinha qualquer decidiram reparar o alcatrão da estrada. Então, lá contrataram as empresas competentes. A estrada era de dois sentidos, tinha aqueles riscos brancos no meio. Por uma magia de planeamento, foram primeiro os pintores que fizeram o seu serviço e pintaram os riscos. Dias depois, chegam os gajos do alcatrão, que não se enrascaram: alcatroaram as duas faixas de rodagem, não cobrindo os riscos, deixando uma espécie de pequeno vale no meio da estrada.

    Usa-se um eufemismo para incompetência, fala-se de baixa qualidade da mão-de-obra, talvez seja preciso treinar melhor os macacos, para darem mais riqueza a quem de direito.

    A “corrupção” tem efeitos económicos graves em países ricos, entre pobretanas, são troca de amendoins. Aquele caso do Névoa e do Sá Fernandes: é “corrupção” ou incompetência? A não ser que o Névoa tivesse feito uma aposta em como era capaz de comprar qualquer gajo na praça. A “corrupção” dava jeito, em Portugal, no tempo de Cavaco, quando chovia um milhão de contos por dia em dinheiros da CEE, éramos ricos, mas nesse tempo não havia disso, embora só se ouvisse boatos de dinheiro a evaporar-se. Tiveram cá os técnicos da CEE, ficou tudo em águas de bacalhau, e Portugal fez História, os países que entraram a seguir já não tiveram dinheiro à balda, foi tudo muito mais controlado.

     
  • At 1:09 da manhã, Blogger manuel said…

    Muito atarefado como cabeça de lista Táxi, deixo-te o grande cinema:

    http://www.youtube.com/watch?v=tRcGukCdr3c&feature=player_embedded

     
  • At 1:25 da manhã, Blogger manuel said…

    E música:

    http://www.youtube.com/watch?v=zxVc-Iefuko&feature=related

     
  • At 2:12 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    São essas manos que o FMI traz ao país, para passar-nos pelo pêlo.

    Ah! o pop russo é que fez cair o muro, não foram os Scorpions. Deus Google diz que a canção se chama "Pássaros", talvez ornitóloga letra.

     
  • At 6:04 da tarde, Blogger Mariazita said…

    E agora são os mouros a pagar - ou isto não é (foi) terra de mouros?
    As virgens ainda é o que constitue o maior problema.
    Desde que correu esse boato (seria só boato?) de que a virgindade provoca o cancro, foi um vê se te avias tudo a vacinar-se.
    Acho que a moeda de troca terá que ser outra...

    Bom fim de semana. Beijinhos

     
  • At 11:53 da tarde, Blogger xistosa - (josé torres) said…

    Ao fim e ao cabo não estamos assim tão mal.
    100 virgens???
    Os muçulmanos falam só em setenta... para os mártires.
    Não seremos nós, também, mártires de loucos que nos têm conduzido para o abismo mas que continuamos a venerar.
    No dia 6 de Junho lá estarão os mesmos heróis de sempre.
    Alguns novos esfomeados e... um ou outro a destoar.
    Mas não têm sido só estes a retalhar os euros de Norte a Sul.
    São os 306 sobas das câmaras e os 4260 capangas das freguesias que "ordenham" o território.
    (estou a referir-me a todos, mas há honrosas excepções, mas são em ínfimo número).
    Até há quem mate pelo poder... e não foi há muito tempo.
    O FIM ou FMI, que vai dar ao mesmo, vai obrigar a governar a quinta.
    Estamos num ciclo do 'Triunfo dos porcos'.
    Pode ser que haja ração para todos os animais...
    É que a 'vara' dos ditos cujos não é propriedade de um só partido.
    Mas desde os primórdios que todos, de diversos feitios e cores sabem onde está a manjedoura.

    Recebi isto por e-mail.
    Se já for conhecido...
    Então um bom fim de semana e aqui vai:

    A culpa é …

    A culpa é do pólen dos pinheiros
    Dos juízes, padres e mineiros
    Dos turistas que vagueiam nas ruas
    Das strippers que nunca se põe nuas
    Da encefalopatia espongiforme bovina
    Do Júlio de Matos, do João e da Catarina
    A culpa e dos frangos que tem HN1
    E dos pobres que já não têm nenhum
    A culpa é das putas que não pagam impostos
    Que deviam ser pagos também pelos mortos
    A culpa é dos reformados e desempregados
    Cambada de malandros feios, excomungados
    A culpa é dos que têm uma vida sã
    E da ociosa Eva que comeu a maçã
    A culpa é do Eusébio que já não joga a bola
    E daqueles que não batem bem da tola
    A culpa é dos putos da casa Pia
    Que mentem de noite e de dia
    A culpa é dos traidores que emigram
    E dos patriotas ficam e mendigam
    A culpa é do Partido Social Democrata
    E de todos aqueles que usam gravata
    A culpa é do BE do CDS e do PCP
    E dos que não querem o TGV
    A culpa até pode ser do urso que hiberna
    Mas não será nunca de quem governa.

     
  • At 12:59 da manhã, Blogger São said…

    Táxi, meu amigo, como te disse atrás trabalhei décadas com IPSS : garanto.te que há muita incompetência, sim, mas a corrupção não lhe fica muito atrás,

    E de (des)organização a nivel do país, então o melhor é nem falar!

    Bom fim de semana.

     
  • At 1:00 da manhã, Blogger dm said…

    Este comentário foi removido pelo autor.

     
  • At 1:02 da manhã, Blogger manuel said…

    Melhor música de sempre Táxi:

    http://www.youtube.com/watch?v=qVGHQxWWCyg&feature=related

     
  • At 8:42 da tarde, Blogger xistosa - (josé torres) said…

    Este comentário foi removido pelo autor.

     
  • At 9:39 da tarde, Blogger xistosa - (josé torres) said…

    Também tenho sofrido com os espaços... Uns são melífluos, outros mais do que isso...

    Ainda bem que há gente que nos dá música diferente da missa do requiem de Giuseppe Verdi que me assustou e atirou para o blog, antes de uma janta para manter os dentes em actividade...
    Vim dar uma volta para espairecer.
    É que estive todo o dia a verificar a minha contabilidade e..., como desconfiava, estou safo do FIM ou FMI ou lá como se chama.
    Não devo patavina a ninguém fora dos meus arredores.
    Também não autorizei ninguém a endividar-se em meu nome.
    Devo, isso sim, na taberna três litros de vinho que foram para amparar a queda, no estômago, de um naco de presunto e empurrarem a broa, para não me me dizerem que como à lambardana.
    Aqui no norte é difícil encontrar couratos.
    Há uma coisa terrífica a que chamam torresmos... mas não passam do nome.
    Será que vou ter problema com a "Troika"?
    São três de uma assestada?
    E de que país?
    Muitos (eu incluído) vão-se abaixo.
    Avante camarada e um bom fim de semana.

     
  • At 3:38 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Mariazita: os credores modernos aceitam que trabalhemos mais e mais barato, assim haverá garantia de que dentro de 20 ou 30 anos ainda estamos a dar lucro (aos investidores).

     
  • At 3:38 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    José Torres: mas as setenta virgens era alminhas, estas 100 eram em carne e osso, espera-se mais carne que osso, para pecar na hora, à moda antiga. As virgens no céu devem servir tâmaras e chá, preparar banhos perfumados e pouco mais, as ereções não entram as portas do céu.

    No dia 6 de Junho haverá os esfomeados… de trabalho político, mas uns meses depois haverá os esfomeados de comida, a básica: o pão e água, que agora não temos a lei das Sesmarias para nos proteger, nem vem a água de borla, de Deus e do fontanário do rei. Se queremos, temos de pagar ao empreendedor e ao Banco que lhe emprestou o dinheiro.

    Não conhecia. É um bom poema narração do Portugal moderno. A culpa é um tema muito caro ao coração luso, enche igrejas e fomenta turismo religioso, mas por ser redimida através da confissão e comunhão, nunca a assumimos como nossa. É sempre dos outros. A culpa é também de quem vota e não exclusivamente de quem governa. Porque afinal, excluindo os casos de infidelidade das mães, com estrangeiros, desconhecida dos maridos, os governantes são todos portugueses.

    Esta coisa dos espaços entre parágrafos é um pincel. Deve estar qualquer coisa ativada que ainda não alcancei.

    Estou curioso de saber quanto é que vai descer o meu nível de vida, que já não é alto, mas a culpa é minha porque não me defendi, e que não posso reproduzir aqui para não me incriminar. Eu nunca culpo os outros: o burro sou eu.

     
  • At 3:39 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    São: não digo que não exista corrupção. O que eu digo é que não é ela a responsável pelos males do país. Os licenciados em Direito escolheram a corrupção porque, pensam eles, nem todos se vendem, erradamente, pois toda a gente se vende, é preciso, é encontrar o preço certo. Assim os licenciados em Direito, com voz nos meios de comunicação, apresentam-se, e aos da sua classe profissional, como incorruptíveis, paladinos da Verdade.

    A corrupção em Portugal é risível. Um tipo que dá uns robalos ou outro, apitos de ouro: dito assim até parece uma grande coisa, mas vistos em presença, são aquelas miniaturas da ourivesaria de Gondomar, não é uma fortuna de ouro maciço. Ofertar, no fundo, era algo muito português, antes da evolução social isolar as pessoas dentro de apartamentos, onde morrem, era ter uma atenção para com o outro, nem sequer era um pagamento por um serviço: se formos ver o jogo que tal ou tal corrupção corresponde, não vemos onde é que o árbitro influenciou o resultado. (Claro que haverá alguns).

    Agora, a incompetência emperra o funcionamento do país. Demorar 2 ou 3 horas, a fazer uma coisa que se faz em 2 ou 3 minutos, tem um custo económico muito grave. Até se viu nesta governação recente: desde 2008/9, os Bancos portugueses estavam falidos, como aliás, os europeus, os banqueiros achegaram-se do Governo, e Sócrates sem saber que fazer (uma crise de que não há memória na Humanidade, não havia soluções para imitar), desata a imitar o presidente Báráque: era a coqueluche dos políticos, seus olhos brilhavam quando pronunciavam tão sagrado nome, Durão Barroso, Sarkozy, até os olhos cataratas de Soares brilhavam.

    Então toca de apoiar Bancos e empresas e fazer obras, em escolas e estradas, para injetar dinheiro na economia, apoiar os mais necessitados etc. e que disparou o défice. Ora no USA o défice não importa, eles não têm o euro – claro que aqui no meio há decisão da Goldman-Sachs e da Paulson and Soros de atacar e desvalorizar o euro para lucrarem com os Credit Default Swaps e contra a qual não havia nada a fazer por cá – e quando o défice importou, a zona euro não tinha um plano B, acho que nem A, havia. Resumindo a situação atual deve-se a incompetência, não só do Governo mas de tudo o que gravita à volta.

     
  • At 3:39 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Manuel: quando comprei o “Misplaced Childwood”, e foi o primeiro que comprei deles, não conseguia descolar dos Genesis, ouvido à distância tem outra apreciação. Ultimamente, tenho pensado que, na situação atual, o que faz falta é… Christopher Cross.

     
  • At 9:32 da manhã, Anonymous Verdinha said…

    Este comentário foi removido por um gestor do blogue.

     
  • At 9:37 da manhã, Blogger Je Vois la Vie en Vert said…

    Táxi, importas-te de apagar o meu comentário anterior, está com erros e não consigo apagá-lo. Obrigada.


    Pois é, Táxi, dantes podia-se usar a riqueza de Portugal ao pescoço e ficava-se a brilhar e agora ninguém fica bonito a carregar com a pobreza de Portugal.
    Corrupção + incompetência = estado actual do nosso país. E a corrupção já comece logo na educação. Incompetentes têm diplomas que não merecem...
    Sabes que internacionalmente, festeja-se o Dia de Trabalho e não o Dia dos Trabalhadores ? Acho que uma palavra muda todo o significado deste Dia. E nem sempre é um feriado. Aqui, em Portugal, umas trabalhadoras nunca folgam : as domésticas. Será que este ano, por colidir com o Dia da Mãe, algumas tiveram folga ????
    Beijinhos
    Verdinha

     
  • At 10:19 da manhã, OpenID nacasadorau said…

    Descobri que NOA pode não ser só de Cacharel :)))

     
  • At 12:51 da tarde, Blogger São said…

    Parece que estamos de acordo: a corrupção existe, mas à nossa medisa, isto é, resume-se a coisas ridículas.

    Quanto à incompetência e , para mim poir, à desorganização a escala é em tamnaho gigante. Sem dúvida!

    Boa semana

     
  • At 10:34 da tarde, Blogger José said…

    Foi muito bom ter passado por aqui,
    e irei continuar passando, para ler todos estes textos novamente.
    A vida é assim de chegadas e partidas.

    Um grande abraço.
    José.

     
  • At 10:36 da tarde, Blogger xistosa - (josé torres) said…

    Sou mais desbragado no que à corrupção se refere.
    Perante o cenário que se depara, como poderão, os políticos, evitar "descorromperem-se"?
    Rodeados como estão... não conseguem e... corrompem-se...
    Se olharmos para a nossa costa marítima (não falo nos rios, albufeiras e tudo que seja terreno fértil para betão), verificamos que só falta construir sob as águas.
    Está quase tudo ocupado pelo dinheiro que tudo comprou.
    São os presidentes das câmaras e os das juntas, os coveiros de tudo o que tem vistas para... o dinheiro.
    Há, logicamente, excepções e algumas de enaltecer.
    Isto rendeu e rende milhões de sargos ou roubá-los.
    De relógios de ouro e outras sacanagens.
    Mas não haverá culpados e mais uma vez, em 6 de Junho vamos verificar isso.
    (sei que são legislativos, mas com este ou outro qualquer governo serão sempre os mesmos de sempre. -é propositada a redundância).

    Tenhamos paciência que um dia os nossos amigos americanos salvar-nos-ão destes binLadens.
    Vai ser tiro e queda.

     
  • At 10:24 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Je Vois la Vie en Vert: já está.

    E mais miséria vem aí. Aquele Sócrates até parece o Báráque a usar os meios de comunicação, no intervalo de um jogo de futebol, algo sagrado para os portugueses, vem anunciar as boas notícias, as más ficaram para hoje.

    O diploma não quer dizer nada. Toda a gente tira cursos, a ciência está em enganar os profs., e os portugueses são fáceis de dar a volta. Depois é que se tem que ter capacidade para aprender todos os dias e sobretudo aprender com os erros e não repeti-los.

    Por acaso não sei donde vem esse dia, creio que de uma greve nos Estados Unidos. Bom, se for Dia do Trabalho, então também deveria haver um Dia do Capital, para desfiles de empreendedores e essas coisas.

     
  • At 10:24 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    nacasadorau: essa está boa. Nem me tinha lembrado.

     
  • At 10:25 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    São: parece que nem tudo é incompetência. Aquela de Sócrates anunciar as boas notícias no intervalo de um jogo de futebol, com o nosso santo CRonaldo, não mais, no relvado, foi de mestre. Os partidos do arco da governação vieram logo dizer que as boas medidas foram eles que disseram à troika. Hoje quando se souber as más notícias todos fugirão. E até se houver aumento de impostos, PP Coelho dirá que é uma vergonha e leva à recessão, negando que ele alguma vez tivesse sugerido aumento de impostos. Mais uns pontos pela competência portuguesa.

     
  • At 10:25 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    José: parece que haverá TGV para Espanha, muitas chegadas e partidas veremos.

     
  • At 10:25 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    José Torres: não seria má ideia as construções lacustres, já que Cavaco só fala em voltar ao mar, fazíamos-lhe a vontade.

    O supremo confirmou a pena de prisão de Isaltino. Espero que ponham câmaras na cadeia para a malta seguir 24 horas por dia. Ele terá uma boa vida lá dentro.

    Ontem vinha uma coisa muito curiosa nos jornais. Um anunciava em parangonas: “Banca em crise lucra 2,8 milhões por dia”; outro em letra miúda: “lucros dos quatro maiores Bancos cai a pique”. E o mais curioso é que ambas as notícias serão verdadeiras (tudo depende do referente). Que fazer? Encolher os ombros e votar: há 37 anos que os eleitores portugueses fazem excêntricos, que não acabem agora.

     
  • At 2:27 da tarde, Blogger São said…

    Também anotei!
    Estamos bem entregues...
    Um abraço.

     
  • At 1:21 da manhã, Blogger xistosa - (josé torres) said…

    Também li as notícias sobre a banca.
    Tenho pena porque é um deles que me paga mensalmente, sendo um intermediário.
    Como tal, tenho que pagar para me guardarem o dinheiro.
    Penso que lhe chamam 'juros'... mas não juram nada.
    Como durmo sem colchão e no chão, não posso guardar o dito cujo debaixo do folhelho.
    Portanto pago, como qualquer mísero português.

    Tenho andado ocupado com a "troika" e estou a estudar americano para escrever ao Obama.
    Quero que me ceda a tropa de elite que foi espantar a alma daquele danado que vivia no mísero Paquistão e os serviços do CIO.
    Ou muito me engano ou os "troikanos" preparam-se para investir fortemente na miséria.
    Não me digam que não produzimos nada...
    Estou com problemas com a maldita Internet. Sempre a "cair".

    Um bom fim de semana.

     
  • At 11:11 da tarde, Blogger manuel said…

    Táxi, se souberes de alguém que queira um cão diz-me fáxfavor. Acho que é rafeiro cruzado com pastor alemão. Não é pequeno, tem de ser alguém com quintal.

     
  • At 2:01 da tarde, Blogger lampâda mervelha said…

    Só me ocorre uma coisa

    Psshhhhhhtaaaaaa!!!! Vá p'ra cá o dinheiro mas é!

    E esta assisti eu ao vivo e a cores:

    Ele - És a minha 6ª namorada
    Ela - Olha, e tu o meu 127


    E cada vez que vejo um Fiat, lembro-me da cara do desgraçado...

     
  • At 10:31 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    São: aquele anúncio não foi apenas tirar um coelho da cartola mas tirar a cartola ao Coelho. Nos dias seguintes acorreram os seus bombeiros em sábias explicações, que o PEC europeu nada tinha a ver com o PEC IV, embora semelhante, era “abrangente”: ouviram esta palavra de boca estrangeira – comprehensive, disse um dos três reis magos, que eram 4, vinha também o gajo que tratava dos camelos – e os nossos intelectuais quando ouvem em inglês cheira-lhes a manjerico teórico irrefutável e repetem, repetem, como se pilhas Duracell engolissem, ou não soubessem melhor, ou fossem preguiçosos para pensar.

    Vamos bem servidos de líderes. A intervenção de 10 minutos de Cavaco, trabalhar mais e melhor, consumir português, poupar mais, não esbanjar em iPads e iPods quem aiNãopode. Que pena que o não tivéssemos como primeiro-ministro, quando choviam milhões da CEE, para modernizar o país: que pena que não tivéssemos tido um governante, com um ministro das Finanças que poupasse, em vez de enriquecer os clientes empreiteiros de estradas, pontes, Bancos, que dirigisse esse dinheiro para a economia do mar, para a produção de bens transacionáveis; que usasse mármores de Estremoz na construção do Centro Cultural de Belém, em vez de Carrara; que tivesse as tão boas ideias que Cavaco tem para pôr o país a crescer sem dinheiro, antigamente era mais fácil, com dinheiro, perdemos uma oportunidade histórica em ele não ter sido primeiro-ministro na época.

    Cada eleição é um dar à costa de ideias peregrinas. Agora esta de vender a RTP, encomendada pelo cliente social-democrata Pinto Balsemão. Até concordaria, se isso implicasse o fim da taxa de televisão, mas como ela não acabará – os impostos não acabam, simplesmente mudam de nome – e até aumentará com certeza, é melhor deixar as coisas assim. E a outra de vender a Caixa Geral de Depósitos é ainda melhor. É ela que serve de travão aos desvarios dos nossos banqueiros, que por eles cobravam tudo e mais alguma coisa nas suas instituições, com muito agrado dos seus clientes, que lá vão pôr o seu dinheiro: pagariam taxa por abrir a porta da dependência, sentar-se nas cadeiras, desgastar as teclas das máquinas etc. – como digo, é uma boa ideia, toda a gente sabe que Portugal não tem “economia” para tanto Banco, mas toda a gente os ama.

     
  • At 10:32 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    José Torres: parece que todos estão muito contentes com os nossos banqueiros, “os depósitos nos Bancos aumentam”, noticiava um jornal. Eu acho que os consumidores de produtos bancários deveriam pôr-se todos de acordo, escolher um único Banco ou dois, um público e outro privado, para haver a santa concorrência, e transferir todo o dinheiro só para esses e falir todos os outros para haver saúde financeira (num país pobretanas, claro que um país rico como Portugal pode até ter mais de 10 Bancos).

    Não seria má ideia essa tropa de elite de Báráque, afinal é para disparar sobre gajos desarmados, e nós já estamos desarmados, estremunhados pelo sono, e de calças pelos tornozelos, que dificulta a fuga. O PEC europeu nem foi mau, do ponto de vista psicológico: em vez de tirar 13º, 14º, e mais outros meses, diretamente, deu uma volta burocrática, retirando-os através dos impostos. Não está mal pensado, dá a ilusão de dinheiro no bolso.

    Li há dias uma notícia intrigante. Dizia Carvalho da Silva: “não tenho relações com Jerónimo de Sousa”, convém acentuar estas coisas numa época de muitas opções.

     
  • At 10:32 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Manuel: não conheço ninguém. Pensando melhor, nem conheço ninguém com quintal, só filhos do alcatrão. Isto não é tempo de despesas. Só os gatos custam-me um balúrdio, depois da abolição dos ratos em zona urbana, para enriquecer as empresas de comida.

     
  • At 10:32 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    lampâda mervelha: claro, tem que vir, ou não haverá dinheiro para pagar salários. Mas estão a meter a unha nos juros. Não será possível pagar aquilo, nem cumprir aquele plano miraculoso, vai ter muita piada ver o que vai suceder.

     
  • At 11:35 da manhã, Blogger São said…

    Que mais te posso dizer além de que tens a razão toda?

    Só que está em tempo de escreveres outro texto.

    Um abraço

     
  • At 7:08 da tarde, Blogger Corega Eh Ficse said…

    se bem que o sex galaxy para 2008 seya muy retro

    este tem muito mais putencialis
    http://www.youtube.com/watch?v=_FdatT2_f2M&feature=related

     
  • At 9:35 da tarde, Blogger xistosa - (josé torres) said…

    Acima de tudo, VIVA!!!
    Parece-me que tenho estado morto, ou adormecido.
    Não conseguia entrar no blog, mas também não me preocupei muito.
    Não pago nada, NADA posso exigir. Posso praguejar, mas é só para os meus ouvidos e…
    Mas parece-me que eles (do Blogger, pois claro) ouviram as minhas preces em Fátima.
    Estava eu olhando, sem olhar e... de repente, aquela auréola...
    Meu Deus! Que auréola!!!
    E circundava aquela ‘sol-protuberância), que ilumina qualquer ser vivo.
    Foi um momento marcante, mas com fé tudo se consegue.
    Que o diga a minha vizinha... que até teve de fechar os olhos… (um aumentozinho não faz mal a ninguém. Então num país de miséria o que é um superlativo?)
    Perante estes milagres, até nem tem muita importância, quer a crise, (pelos vistos é só minha), quer a míngua de... já nem sei de quê.
    Já nem sei quem fala em abundância e em crise.

    PS:
    Apenas ouvi a parte dos Portugueses terem de poupar mais e gastar menos, e ainda não consegui recuperar do choque.
    Afinal, o Senhor tem sentido de humor, quem diria?!
    Cheguei à brilhante conclusão que o estado da Nação não é nada de arrepiar, como humoristicamente apregoam para aí.
    Quem diria, não é?
    Então não é que torna-se necessário poupar mais e gastar menos.
    Mas é exactamente o mesmo que me acontece quando olho para o meu saldo bancário.
    Até pensei que a balança ou balanço do deve/haver, estava "avariado".
    Haja Deus!!!
    E... também a senhora de Fátima... e a área de serviço da Mealhada, onde se comem umas brutas sandes, (em preço. Mas são as melhores, de longe). (é claro que há sempre o ‘Virgílio’!!! lá no local dos “crimes”9
    Ah! E umas garrafinhas de "Sarmentinho". (aquele tónico estomacal e capilar que nos põe tudo de pé ou em pé)
    Abençoados católicos deste país!!!!

    Cumprimentos e um bom fim de semana.

     
  • At 1:34 da manhã, Anonymous Gadjo said…

    menos estado melhor estado....

    pois depende

    tinha deixado um link com uma perspectiva sobre o galactic vídeo
    que está algures no texto mas apagou-se com o blogger apagão de ontem

    agora aparentemente o vídeo da postroika está a levantar algum vapor

    não é tanto ficção científica

    é mais política

    mas está a ir bem

    É o povo português há 37 anos a fazer excêntricos.

    que exagero é mais há 900 anos

    ora vem um franciu para aqui e fazem-no conde

    e do filho do franciu fazem rei

    ao menos podiam ter arranjado um de produção exclusivamente nacional

     
  • At 7:40 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    São: estava a escrevê-lo depois o Catroga começou a falar e não podia perder aqueles momentos históricos.

     
  • At 7:41 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    José Torres: pois é, houve mais um milagre em Fátima. Mas isto já não é como antigamente, os coxos não andaram, os mudos falaram, os cegos viram, a dívida pública apareceu milagrosamente paga. Nada. Ficou tudo na mesma.

    O Cavaco é um pândego. Eu sempre o tive por isso. Ele agora anda mais no Facebook, mas o humor mantém-se.

     
  • At 7:41 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Gadjo: houve por aí um apagão, estive um dia, ou melhor manhã, sem entrar na caixa de comentários, devem ter feito uma revisão para ver se alguém não está a atacar a América.

    Também acho que é há 900 anos, de trapalhadas, que os historiadores têm o génio de colorir em algo.

     

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