Pratinho de Couratos

A espantosa vida quotidiana no Portugal moderno!

domingo, abril 03, 2011

Faducho


O flagício desfaz-se nos ecrãs com corrimento de muitos números reduzidos às décimas. Nas sobrelojas dos corretores, difama-se um povo, que muito escanchou para ser fixe, cotado de lixo, nem de luvas de exame em látex lhe asem. Povo de alavanca na mão citius, altius, fortius (“mais rápido, mais alto, mais forte”, lema dos Jogos Olímpicos), povo que deu padarias ao mundo, insultado de: papos d’anjo, bifes de rabilha, trouxas d’ovos moles, pastéis de massa tenra e, vergonha, despromovem-no a preto [1]. Quando um povo é desacreditado, e não há crédito para as despesas correntes, aspira salvatério num sabedor brichote. Exceto, se fronteiras adentro chucham válidos homens. No livro “Voltar a Vencer”, coordenado por Pedro Reis, um dos conselheiros económicos do líder do PSD, valida-se grande ideia de salvação nacional: “contratar um supersalesman, ex-top executive, para atrair investimento estrangeiro para Portugal, com uma equipa ao nível de secretaria de Estado com capacidade transversal e multidisciplinar (Finanças, Economia, Ambiente e autarquias)”, mais fiável, nesta missão evangelizadora updated de Portugal, seria um eunuco [2].


Um solerte supervendedor venderia: casas, “sexiest moments”, canecas do casamento real (os chineses (ou não) trocaram (talvez) a carantonha do príncipe com sorte, de pouco efeito real, desde que Kate Middleton assegure herdeiros), Citizen, Marilyn Monroe, Vitasnella, viagens de avião, jeans, lingerie, gases de vaca, o Dynosphere ou a Olívia Ortiz [3] no Hot Magazine.


Escasso povo, acostado no extremo do continente, dança o acordeão da Europa como os outros, avezeirado por indobráveis políticos [4], que dissecam, de pinças, em requintado metagoge, a conjuntura. Miguel Macedo, líder parlamentar do PSD, desembaraça-se: “ainda está pra nascer em Portugal um primeiro-ministro que tivesse enganado tanto os portugueses. E que aquilo que ficou agora à mostra com estes resultados (a gravidez do défice) é que nós não só tivemos apenas um mau Governo em Portugal. Tivemos em Portugal, infelizmente, para todos nós, um Governo que humilhou o país nos mercados e na cena internacional, e isso, do nosso ponto de vista, é absolutamente imperdoável”. O desagravo que o próximo Governo fará deste achincalho consertará a confiança na hora H. É que Portugal compete com as grandes potências, como o Zimbabué, que está open for business [5]. Enquanto isso “há mais 726 pessoas a dormir na rua”. Porquanto “Alma sem Gás[6]. Conquanto, mais umas eleições, edénico futuro.


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[1] No Verão de 1965 o Dr. Oliveira Salazar recebe Moïses Tshombé, cristão, anticomunista, presidente eleito do Katanga, província secessionista do Congo belga. Com a independência do Congo, em 1960, grupos de terroristas, “falando um francês mascavado”, infiltravam-se para matar e saquear as fazendas no norte de Angola, e Tshombe era um estadista da mesma família política e potencial aliado para travar esses terroristas. Depois da receção Salazar descreve-o: “muito bem informado, sensato, realista, lúcido e compreendendo que a orientação atual vai conduzir África a um colonialismo muito pior do que o de hoje”, e comenta para Franco Nogueira, ministro dos Negócios Estrangeiros, “gostei do homem. Olhe, promovi-o a branco”.


[2] Eunuco = “vigilante da cama” (do grego: “eune” = cama + “ekhein” = guardar). Entre os chineses, os eunucos eram tidos por mais confiáveis nos negócios de Estado. E, nessa ideia de uma grande embaixada transitando o mundo, imitariam os portugueses a delegação do imperador Yongle composta por “tripulações que atingiam um total de cerca de 37 mil homens, em frotas que chegavam a contar 370 barcos”, o barco maior, “o Barco do Tesouro, de 9 mastros, 133 m de comprimento e uma largura máxima se 34 m, e decrescendo, em escala, do Barco dos Cavalos, do Barco das Provisões e do Barco do Aquartelamento, até ao Barco de Combate, com 5 mastros e 54 m por 20 m”, Daniel J. Boorstin, em “Os Descobridores”. O imperador Yongle (1359-1424) incumbiu o seu eunuco Zheng He (1371-1435) de comandar várias expedições (sete entre 1405-1433), para exaltar a sua grandiosidade entre os outros povos. Zheng He navegou no mar da China e no oceano Índico com a missão, não era converter, comerciar, capturar ou recolher informação científica (não pela Ciência mas pelo valor militar e económico), como os navegadores portugueses, mas mostrar o esplendor e o poder da dinastia Ming. Oferecia valiosos presentes em troca de simbólico tributo dos Estados visitados. “Um Estado que pagava tributo à China não estava a submeter-se a um conquistador. Pelo contrário, estava a reconhecer que a China, (…), transcendera a necessidade de auxílio”. Outra comitiva sulcou aqueles mares para glorificar um el rei qualquer: os portugueses. Vasco da Gama ofertava a fina produção nacional, isto é, bugigangas sem valor: tecido riscado, bacias para lavagens, colares de contas e mel, que fez o samorim de Calecut escarnecer de desdém. A nobre missão portuguesa fitava escravos, ouro, prata, especiarias e converter pagãos, para tal, estraçalhavam carne. Vasco da Gama esquartejou pescadores e mercadores, recolhidos aleatoriamente, e enviou um cesto cheio de mãos, pés e cabeças ao samorim (corrupção portuguesa de Samutiri = “aquele que possui o mar e a sua fronteira”) para uma rendição rápida. O vice-rei D. Francisco de Almeida arrancou os olhos a um mensageiro, com salvo-conduto, por desconfiar dele. O vice-rei Afonso de Albuquerque cortava narizes às mulheres e mãos aos homens para amansar os povos da costa arábica. As naus quando entravam pela primeira vez nos portos, dependuravam da verga cadáveres de cativos locais como aviso de que não brincavam.


[3] Olívia Ortiz, fisioterapeuta, nascida em França, (Facebook), Miss TW Steel 2009, “no dia-a-dia não me sinto nada poderosa nem sensual”, “eu era muito Maria rapaz quando era novinha”, ao som de Led Zeppelin, no vídeo de Pedro Cazanova.


[4] Condorcet, deputado da Assembleia Legislativa, na Revolução Francesa (1789-1799), votou a favor da guilhotina, como instrumento democrático de pena capital – antes os pobres enforcavam-se e aos nobres decapitavam-nos no cepo – mas quando lhe tocou a ele meter a cabeça na lâmina, acagaçou-se e envenenou-se (é uma hipótese para a sua morte: um amigo facilitou-lhe o veneno na cadeia; a outra, é que foi assassinado).


[5] Tendai Biti, ministro das Finanças: “o que é também indiscutível é que, apesar da política, ainda é um lugar onde se pode investir e pode-se realmente conseguir um bom retorno”.


[6] Dos Rosamate, (Twitter), são de Pedome, Vila Nova de Famalicão, e definem-se como “o agri-doce da balada perfeita em cruzamento com a dinâmica exuberante de uma toada pop vs rock” → “V.A.M.P.”.


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O faducho da tristeza nacional, de negra exploração “Monsieur Cok” (2007), de esverdeada precariedade, alegrou-se quando dois velhinhos “desviagrados” [1] tangaram para discutir o Orçamento de Estado para 2011. O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, e o ungido da Oposição, Eduardo Catroga [2]. Negociações difíceis de suor em bica nos pixelizados ecrãs de abalizados economistas. Perigos aritméticos de somar e subtrair raspavam a guerra nuclear de “Pigeon: Impossible” (2009). Pugilava-se pela qualidade de vida dos portugueses. O otimismo grassava. Catroga: “existe de ambas as partes um espírito construtivo no sentido de tentar encontrar um ponto de equilíbrio”. Aumentaram-se impostos, baixaram-se salários [3].


O crucial instante ficou na História como a Guerra do Leite Achocolatado: enlencaram números, alavancaram regras de três simples e o IVA da saborosa bebida aguentou-se. Catroga esfuziava: “e portanto, eu hoje, quando ‘tava a tomar o pequeno-almoço, tomei aqui umas notas, porque considero esta minha comunicação, das mais importantes que eu fiz em toda a minha vida, e a minha vida já são 67 anos de idade, quase 68, e 43 ou 44 de vida profissional e apenas 2 de vida política. E portanto, não me levem a mal, eu não vou ler, mas… tenho aqui um guião para não me esquecer. Apesar dos meus 67 anos, quase 68, dizem-me que eu continuo a ter uma ótima memória, mas eu não posso… preciso hoje deste guião para não me esquecer das mensagens, das mensagens fundamentais”. E o momento mais ternurento: “quer os elementos do staff que estavam também, portanto, na retaguarda de apoio técnico nas nossas negociações, tiraram uma fotografia que eu vou, que eu vou, que eu vou ficar, ficar, ficar, ficar, digamos, na minha… uma fotografia que diz, que diz, que diz 23h e 19m (…). Esta fotografia para mim, para mim, vai ficar no álbum, no álbum, no meu álbum para ilustrar a minha vida profissional de… e a vida profissional e a vida de… já vai quase nos 68 anos”. Pura ternura, um velhinho arrebatado pelas cores vivas do ecrã, exibindo o seu telemóvel para os jornalistas [4].


O outro velhinho, Teixeira dos Santos, foi fintado, não ficou na foto: “gostaria muito de poder ter tirado uma fotografia com o Dr. Catroga aqui, para assinalar este momento. Ficarão obviamente nos telemóveis, mas é uma pena que os portugueses não possam ter essa fotografia e puderem atualmente partilhar connosco este momento”. O momento da década, a emoção nacional era de barrar no pão, Catroga sintetizava: “eu acho que foi uma vitória para e para os portugueses, porque ficou, ficou demonstrado que são possíveis entendimentos úteis ao país entre as forças políticas”. E os portugueses? metamorfosearam-se em milionários excêntricos [5].


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[1] Português não carece de Viagra. O presidente da Câmara de Lo Prado, município pobre ao sul de Santiago, propôs distribuir pílulas de Viagra aos munícipes com mais de 60 anos para “melhorar a qualidade de vida”. Gonzalo Navarrete explica o plano: “isto tem a ver com a qualidade de vida e é feito de forma responsável. Não é como distribuir rebuçados na esquina”. “Serão entregues mensalmente quatro pílulas de 50 miligramas, isto é, o necessário para quatro relações sexuais por mês”.


[2] Um velhinho de ouro. Com danada sorte. Pai da primeira parceria público-privada quando era ministro das Finanças de Cavaco Silva. Em 2008, o savant Prof. Dr. Luís Duque, do Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade Técnica de Lisboa, contrata-o por conveniência urgente de serviço, a tempo parcial 0 %.


[3] O abnegado Teixeira dos Santos: “quanto à questão da minha vida pessoal, com certeza que terei que fazer um esforço, tanto mais que é um agregado familiar que, cujo, que sã… em que ambos trabalhamos para o Estado, mas é um esforço que na parte que me toca penso que não será difícil porque, de uma forma geral, tenho uma vida muito frugal e sóbria. E portanto acho que é manter essa, essa conduta e essa norma de vida. Que, acho que sempre me protegeu no passado e me continuará a protege no futuro. Muito obrigado. E escusam de estar preocupados com a minha vida pessoal porque eu tratarei dela, muito obrigado”.


[4] Noutras paragens os velhinhos só acedem a tecnologia antiga. Vidal Charcón Pérez apanhado em flagrante a abusar sexualmente da sogra de 100 anos, foi acusado de “acto carnal contra vítima especialmente vulnerável”, pelo procurador Óscar Mora Rivas no tribunal do estado de Táchira, 800 km a sudoeste de Caracas.


[5] Defecavam nas ruas como Salvatore ''Sam'' Cerreto; abriram bancos de esperma para prémios Nobel como Robert Clark Graham; enriqueceram na Second Life como Ailin Graef; desfizeram-se da fortuna porque eram infelizes como Karl Rabeder; vivem em palhotas como Graham Pendrill; compram cidades como Scott Alexander…


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[Noite de destruição do disco sound – “na Primavera de 1979, a estação de rádio WLIP, de Chicago, contratou um DJ de 24 anos chamado Steve Dahl, antigo rival na estação WDAI. Dahl despedira-se do seu programa na WDAI, após a estação mudar para um formato apenas disco (…). Ele, e o co-apresentador Garry Meier, imediatamente começaram a campanha ‘disco sucks’ que rapidamente se tornou o ponto alto do seu programa diário. Os ouvintes telefonavam para pedir as suas canções disco mais odiadas, para serem tocadas, brevemente, antes de um apresentador roçar a agulha sobre a faixa, riscando o disco*. Entretanto, em 1959, Bill Veeck comprara os White Sox, equipa de basebol “medíocre e sem vedetas”, que constrangia a aparatosos golpes publicitários para encher o estádio. “As primeiras sementes da Disco Demolition Night cresceram em 1977, após um jogo em que os White Sox atraíram mais 5 000 adeptos do que o habitual, graças a um concurso de dança disco”. No Miller’s Pub, em Manhattan, nos copos com os colegas, depois do jogo, alguém sugeriu que da próxima vez organizassem o oposto: “em vez de celebrar o disco, por que não cascar-lhe?”. “‘parecia um ótima ideia, às quatro da manhã, no pub Miller’, recorda Veeck”. Como muitas ideias etílicas ficou adormecida, durante dois anos.


Dahl prosseguia a sua cruzada contra o disco na rádio, arrebanhando almas gémeas no Exército Disco de Steve Dahl “dedicado à erradicação e eliminação da pavorosa doença musical conhecida como disco”. Ele gravou “Do You Think I’m Disco?” parodiando Rod Stewart e os rockers vendidos à febre de sábado à noite. Na noite de 12 de Julho de 1979, no jogo contra os Detroit Tigers, os espectadores depositariam à entrada do Comiskey Park, o estádio dos White Sox, os álbuns a destruir que Dahl explodiria no centro do relvado. E a assistência invadiu o campo para festa. Milhares de fãs do rock, descontentes, encenaram o “Disco Demolition Night”, criando um inferno disco, ateando fogo a discos, tumultos com a bófia e detenções. Que Nile Rodgers, emérito produtor disco, comparou às fogueiras de livros pelos nazis e os Bee Gees apelidaram-lhe “a morte do disco”. Mike Veeck, filho de Bill e promotor de basebol, explicou que os efeitos da marijuana eram mais brandos que os da cerveja**: “a sorte era que os putos estavam pedrados. Se tivéssemos de lidar com bêbedos então teríamos alguns problemas. Os putos eram realmente pacatos”. A televisão e as estações de rádio acusaram o protesto contra esta música de origem preta, gay e latina e retiram-na das playlits, substituindo-a por punk e rock.


O disco é caracterizado por uma linha de baixo sincopado sobre um batida quatro por quatro, vinda dos ritmos latinos, trazidos para Nova Iorque, pelos emigrantes latino-americanos. O disco surgiu numa época de segregação e uniu pretos e brancos, homo e heterossexuais na pista de dança. Joni Sledge, das Sister Sledge: “mudou a indústria da música. Costumava haver géneros específicos, tocados em estações diferentes, nos Estados Unidos, mas quando o disco saiu, não importa a estação em que estava, elas tinham que passar disco. Até Barbra Streisand cantava música disco! Politicamente, as coisas mudaram e uniu as pessoas”. Talvez. Ou talvez não. No livro “Appetite for Self-Destruction: The Spectacular Crash of the Record Industry in the Digital Age”, Steve Knopper “identifica numerosos dos muito discutidos fatores culpados pelo estado de confusão na indústria da música na última década – Napster, iTunes e ganância das editoras, entre outros – mas ele também lembra-nos que há 30 anos a maior ameaça para a música era a própria música. Especificamente, o disco”, que emurchecia a vida sexual dos jovens desajeitados: “para sacar uma gaja um tipo tinha que aprender a dançar e usar um fato janota”. Pelo menos, muita coca*** se consumiu no Studio 54 ao som discothèque:


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* O antagonismo ao disco sound foi forte na cultura popular suburbana. Num episódio de “WKRP in Cincinnati” (1978-1982), Johnny Fever radialista amante de rock, contratado para o programa de TV Gotta Dance, relutante contra o disco, desdobra-se numa dupla personalidade, no final feliz, o rock vence, por melhor qualidade, e põe a assistência a dançar “Ready Teddy” de Little Richard.


** No dia 4 de Junho de 1974, num jogo contra os Texas Rangers, os Cleveland Indians idealizaram nutrir a bilheteira com a “noite da cerveja a 10 cêntimos”: quantidade ilimitada de cerveja Stroh que os adeptos pudessem beber por 10 cêntimos. Inebriados pelo álcool, com o jogo empatado, atacaram o defesa exterior dos Rangers, Jeff Burroughs, e as bancadas amotinaram-se. “Os abrigos esvaziaram-se quando os jogadores de ambas as equipas se uniram para conter a multidão. Vários foram atingidos com garrafas e cadeiras. Depois de o árbitro, Nester Chylak, ser agredido na cabeça com uma cadeira, parecia óbvio que o jogo seria perdido para os Texas”. As outras noites agendadas foram limitadas a 4 copos por pessoa.


*** E cascatas de sémen. O apreciador Truman Capote: “é realmente o nightclub do futuro”.


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Sylvester → “You Make Feel (Mighty Real) ” ♫ First Choice → “Let No Man Put Us Under” ♫ MFSB → “Love Is The Message” ♫ Walter Murphy → “Fifth of Beethoven” ♫ Taana Gardner → “Work That Body” ♫ Gaz → “Sing Sing” ♫ Diva Gray and Oyster → “St. Tropez” ♫ Phylicia Rashād → “Two Loves Have I / Josephine Superstar”, versão disco de “J’ai Deux Amours” de Josephine Baker.


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Como dançar disco? Convencionou-se ser John Travolta o professor. Nada disso. O mestre é Åke Blomqvist (movimentos para envelhecer), ou aprende-se com a soldadesca russa, ou os vaqueiros americanos.


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Os anos 80, o seu cata-vento, circundava pela China (e arredores): Huang Chung (depois Wang Chung) → “China” ♫ o electropop new wave de Nancy Nova → “Made in Japan” ♫ The Flirts → “Oriental Boy” – “You and Me” ♫ Japan → “Visions of China” ♫ e os australianos Pel Mel → “No Word from China”, esgotado o arroz venceram as potências do eixo, a Alemanha e Itália:


Italo disco, expressão oriunda das compilações de disco alemão e italiano “Italo Boot Mix” (1983); o termo é atribuído a Bernhard Mikulski, fundador da editora ZYX Music, para circundar a música de dança europeia, diferente da americana, no movimento corporal dos dançantes, saracoteando o corpo, e nos instrumentos dos músicos, artilhados de sintetizadores e caixas de ritmos:


Itália: Azóto → “San Salvador” – “Havah Nagilah” ♫ Giorgio Moroder → “Chase” da banda sonora de “Midnight Express” (1978) ♫ Monia → “Nuclear War” ♫ Wish Key → “Orient Express” ♫ Lee Marrow (pseudónimo do DJ Francesco Bontempi) → “Sayonara” ♫ Miko Mission (nome artístico de Pier Michele Bozzetti) → “The World Is You” ♫ Eminence → “Hollywood By Night” ♫ Martinelli → “Orient Express” ♫ Camomilla → “Queen of the Night” ♫ Den Harrow (anglicização da palavra italiana “denaro” = “dinheiro”; o modelo Stefano Zandri era o vocalista principal. Anos de dinheiro mais tarde foi revelado que Zandri não cantava as canções, e sim diversos outros cantores, como Tom Hooker e Silver Pozzoli) → “Charleston” ♫ Rose → “Magic Carillon” ♫ Cicciolina → “Muscolo Rosso”.


Alemanha: The Radio Pirates → “What Shall We Do with the Drunken DJ” ♫ Cruisers → “Space Hotel” ♫ The Why Not → “Ghedaffi” ♫ Sugarshake → “Boogie Man” ♫ Mokka → “Everyone’s a Solo Dancer” ♫ Expo → “Walkie Talkie” ♫ En DavyOkay I Am K.O.” ♫ Gina T (Tielman) → “Tokyo By Night” ♫ Max Him → “Japanese Girls” ♫ Mikron → “Polynesia” ♫ Moonshine → “China” ♫ Mozzart → “Jasmin China Girl” ♫ Shipra → “Sugar and Spice” ♫ Jessica → “Chinese Magic” ♫ Dschinghis Khan → “Hadschi Halef Omar” ♫♫ Fancy (o cantor Manfred Alois Segieth) → “Slice Me Nice” – “Chinese Eyes” – “China Blue”.


França: Amanda Lear → “Assassino” ♫ Chocolat’s → “King of Clubs” – “Tequila” ♫ Françoise Pascal → “Woman Is Free” ♫ Debra Leeburn → “Into the Night(versão inglesa de “Toute Première Fois” de Jeanne Mas)Albert’s Negrita → “That’s the Ball” ♫ Andrea → “Macho ManCorynne Chaby → “Boule de Flipper” – “Pile ou Face”.


Inglaterra: Ellie Warren → “Satellites” ♫ Tina Charles → “You Sent My Heart on Fire” ♫ Kelly Marie → “Feels Like I’m in Love


Canada: Francine Kirsch → “Tiger Bay” ♫ Jumbo → “Turn On To Love”.


Espanha: Total Toly → “Oriental Acupuncture” ♫ Cinemaspop → “Sigan a esa Rubia”.


Bélgica: Shanady → “Do You Wanna Play In My Heart” ♫ The Jeffrey Lake Group → “Give Me Your Sexy Body”♫ Nacht und Nebel → “Ready To Dance(grupo do extravagante Patrick Marina Nebel; a expressão “Nacht und Nebel” = “noite e nevoeiro”: é uma ordem de Hitler em 1941, permitindo o desaparecimento de prisioneiros da resistência nos territórios ocupados, sem deixar rastro, nem nenhuma informação do seu paradeiro).


Hungria: Leslie Mandoki & Csepregi Éva → “Korea” ♫ Neoton Família → “Nem szállunk ki a hajóból”.


Austria: Joy → “Lost in Hong Kong”.


Suiça: Isabelle → “Dancer”.


Índia: Bollywood atravanca a pista de dança: “Disco Dancer” (1982), filme de culto na Rússia e na Turquia, sobre a via para o estrelato de um artista de rua, Jimmy: “mãe, eu tenho a minha música. Vou aguçar esta música como uma espada e apunhalar o coração da cidade com ela”; com Parvati Khan em “Jimmy Jimmy Jimmy Aaja” (=“Jimmy vem cá”), retirada da canção “T'es OK!”, do duo francês Ottawan ou Bappi Lahiri em “I’m a Disco Dancer”, que inspirará os Devo ♫ Preity Zinta move os lábios à voz de Vasundhara Das em “It’s a Time To Disco”, no filme “Kal Ho Naa Ho” (2003) (= “pode haver um amanhã ou não”).


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Nos anos 40-50, Cuba estremecia com Benny Moré y su Banda Gigante, nas décadas posteriores a memória dos ritmos latinos moeram-se nas discotecas com os Modern Romance → “Everybody Salsa” – “Ay Ay Ay Moosey” – “Can You Move" C+C Music Factory → “Things That Make You Go Hmmm…Junkie XL → “More”.


Nos anos 80, subsistia a ténue esperança de que a ZE Records editaria a música sucessora do disco, e salvaria as pistas de dança, quando a Sodoma do século XX, San Francisco, espalhou o seu vírus da imunodeficiência adquirida e tudo congelou. Por segurança era melhor ficar em casa frente à MTV. Fundada em 1978, em Nova Iorque, por um inglês, Michael Zilkha, (Z) e um francês, Michel Esteban (E), a ZE Records contratou uma portuguesa de Mangualde, emigrada na Bélgica, Wanda Maria Ribeiro Furtado Tavares de Vasconcelos. Sob o nome artístico de Lio, (personagem de Barbarella), boa moça, sua teta desvenda para o público, animou a dança europeia, de pélvis pendulear, com um êxito, “Le Banana Split” (produzido por Marc Moulin e Dan Lacksman do grupo de synth pop belga Telex), versão ao vivo, remix e versão inglesa “Marie Antoinette”. Outras canções de Lio: “Sage Comme une Image” – “Fallait Pas Commencer” – “Les Brunes Comptent Pas Pour Des Prunes” – com Alba Gaïa Bellugi – na banda Phantom. O medo da SIDA refreou a convulsão extasiada dos corpos que os artistas do catálogo ZE Records pressagiavam: Kid Creole & The Coconuts → “Stool Pigeon” – “Annie, I’m Not Your Daddy” ♫ Was (Not Was) → “I Walk the Dinosaur” ♫ Cristina → “Drive My Car” ♫ Don Armando's 2nd Av. Rhumba Band → “I’m an Indian Too].

50 Comments:

  • At 3:35 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    FMI me morda se percebo por que razão esta porcaria fez um intervalo entre os parágrafos. Será uma imposição do Fundo? Ainda esperava que Alcochete estive pronto para O receber, condignamente, mas terá que ser mesmo na Portela. Cavaco já alerta para não invocarmos o Seu nome em vão, Seu, dele, dos nossos salvadores, que 75 mil milhões nos darão (salvo seja, se as coisas forem como nos outros lados, a fatia maior irá para os Bancos nossos amiguinhos).

    Há uma coisa que não percebo nesse conceito de “ajuda externa”. Então não é isso que tem sucedido desde os anos 80? Ou quando a massa vem a fundo perdido não conta? Continuo a pensar que os economistas portugueses deveriam pedir auxílio técnico aos seus colegas guineenses, de como gerir um Estado com parcos meios, e ainda por cima ter coca boa e barata. Esta moda de comparar Portugal com a Grécia ou a Irlanda, é o mesmo que entrar numa tasca do Bairro Alto e pensar que é o Elefante Branco. A comparação tem que ser feita com a Roménia. Que curiosamente não se vê nada nos nossos excelentes meios de comunicação sobre o efeito da crise e sobre o efeito do FMI. Até os velhotes andaram à porrada com a bófia. E quando isso sucede, um osso partido numa cacetada, nessa idade, leva eternidades para sarar, ou nunca sara convenientemente, é que a coisa é mesmo grave.

    Não pude deixar de referir o acontecimento mais importante da década: as negociações para o Orçamento de Estado 2011. O povo suspenso. A emoção quando houve fumo branco. Um velhinho embasbacado com a histórica foto no telemóvel. Que comoção quando o povo respirou de alívio. Algo que nós tivemos a sorte de viver. Isto é que é História on the making (em inglês como agora se gosta entre os mais intelectuais).

    Desta vez, para variar, centenas de links, mas coisas extraordinárias que, quem estava vivo nos anos 80, lembrará, como Nancy Nova ou Kid Creole ou mesmo a Lio.

     
  • At 11:48 da manhã, Blogger manuel said…

    Disco really made it!!!

    http://www.youtube.com/watch?v=vDOJZ13kReg

     
  • At 4:15 da tarde, Blogger São said…

    Ai, Táxi, Táxi meu...que estou absolutamente às aranhas...e capz de dizer três ou quatro verdades a essa criatura chamada Pedro TREis, mais ao pérfido do Passos Coelho e companhia..

    SEm falar na vonade incrível de esbotear Cavaco e os Conselheiros por si eleitos: já não bastava o Bento, agora temos Bagão!!

    A Esquerda veria ir passar uma temporada ao Tarrafal para ver se assentava ideia e fazia frente ao que aí nos vem cair em cima.

    Fico por aqui, senão ainda vais às Mónicas levar-me laranjas...


    Boa semana,

     
  • At 8:05 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Manuel: deve ter sido destes que saíram o Maroon5 e “and unga unga unga unga disco” é o melhor verso disco.

    Tens que ver os links iniciais. Sobretudo o Dynosphere, parece ser melhor que o carro elétrico. Ou aqueles soutiens de “sexiest moments”, algo bom para ir aos mercados, pedir cacau emprestado.

    Os filmes de animação “Monsieur Cok” e “Pigeon: Impossible”.

    A “Annie” do Kid Creole, aquelas Coconuts a dançar são o máximo. Na época, gostava muito dos Modern Romance, mas tens que ver o disco indiano, Bollywood é que percebe o espírito da coisa. Os alemães The Why Not “Gedaffi”, já naquela altura se fazia a história do homem do momento, como não vem o chinês do Futre, que venha ele pra Portugal gastar a massa.

     
  • At 8:05 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    São: é uma boa ideia um supervendedor de produtos portugueses, numa grande e rica comitiva, como no tempo do imperador Yongle, que contrastava um pouco com os descobrimentos lusos, que levavam os produtos nacionais, ou seja, porcarias inúteis, para negociar. Esta coisa da História depende muito do local onde estamos, de Portugal temos uma visão, nas índias, e com documentos locais, escreve-se uma coisa muito diferente.

    É um facto que os partidos da direita, PS, CDS, PSD, vão governar por bons anos, a esquerda, não tem uma única proposta. É uma tristeza o PCP, acabrunhado, sem saber que dizer aos trabalhadores, ai os sacrifícios, ai os sacrifícios. E o Bloco, enfim, devia soltar os trotskistas. Não há dinheiro, não há palhaço, nem há circo. Em 74, houve festa porque Salazar deixou um Estado rico e havia massa para revoluções, agora não há. (E também os políticos estrangeirados, que regressaram, tinham massa da social-democracia europeia e dos americanos). Deixou um Estado rico e um povo pobre, essa é a consequência da governação sob o primado das Finanças. Salazar não permitia défices, nem sequer os ministros podiam gastar em popós ou outros luxos, as contas tinham que estar certas, e nem quando começou a guerra nas colónias ele abriu mão desse princípio.

    Por isso é que os ataques iniciais não foram contidos logo. As tropas não tinham meios, os serviços secretos americanos avisaram que ia suceder algo no norte de Angola e a PIDE sabia, mas abrir os cordões à bolsa, e criar défice, era algo que Salazar nem queria ouvir falar. Ele teve que abrir a economia ao investimento estrangeiro para financiar os custos da guerra.

    (vou continuar em baixo não sei o blogger não me recusa longo texto)

     
  • At 8:06 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    (cont)
    Sem crédito só há uma solução: a poupança interna, mas agora já é tarde, não há dinheiro para poupar, isto o cidadão médio, o que tem rendimento de 700 € (creio que é a média), já nem falo dos outros mais abaixo, que são uma batelada. Ou seja, a maioria da população está tesa. Os génios da economia agora falam da poupança, fácil é falar.

    Ou então não se constrói nada, não há obras públicas durante uns anos. Isto funciona mais ou menos assim: quer-se uma estrada, arranja-se crédito e constrói-se. Não há crédito, tem que se poupar para a construir. Quando comprei a minha primeira TV a cores passei 6 meses a poupar, trabalho casa, casa trabalho e muito arroz com bifanas ou bifes de peru. (E para o vídeo passei um ano, e assim sucessivamente). Poderia ter pedido crédito e ficar uns anos (muitos) a trabalhar para um Banco. O crédito permite usufruir dos bens muito mais cedo, mas tem o efeito perverso de criar escravos.

    E agora as pessoas descobriram que são mortais e querem tudo cedo, porque amanhã estão mortas. Aquele valor, aquela orientação de vida, de amealhar, para dar um futuro aos filhos, foi ao ar, já ninguém sabe quem é o pai, e da mãe também já se duvida (não foi só o Eça de Queirós que era de mãe incógnita). Realmente não vejo solução para isto: só há uma: o tempo passar. Dentro de uma década, os problemas serão outros, e ninguém se lembrará destes dias.

    Tal como fomos esperar a chegada do submarino à entrada do Tejo, devemos ir todos para a Portela esperar pelo FMI. Partindo do princípio de que o António Borges tem escritório na estranja.

     
  • At 9:20 da manhã, Blogger São said…

    POis . tens toda a razão nesta tua certeira e lúcida e crua e muito intelifente análise. Mas o resultado é que me dá vontade ainda maior de reagir contra quem nos andou e anda a vender paraísos e enfurece-me haver criaturas tão papalvas que continuam a crer que o Pai Natal é seu vizinho!!

    Que seja excelente a tua semana.E a outra também, rrs

     
  • At 9:56 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    São: mas vamos ter uma campanha eleitoral muito boa. Será um Verão avant la lettre. Os partidos como não podem prometer vão apenas apenas apitar e agitar bandeiras nas caravanas e distribuir canetas e bonés. good weeks

     
  • At 10:35 da manhã, Blogger Rafeiro Perfumado said…

    O "giro" disto tudo é a nossa economia andar a reboque da indicação de umas quantas empresas de rating, empresas essas que por vezes são envolvidas em escândalos financeiros. Cada vez compreendo menos este mundo em que vivemos...

     
  • At 9:24 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Também eu. Dava tudo para trabalhar, nem que fosse como empregado da limpeza, numa empresa dessas, só para saber como é que aquilo funciona. No fundo eles ajudam quem tem dinheiro a fazer as melhores opções de investimento. Saiu mal há uns anos, mas voltou tudo à mesma, porque a cobiça é motor do capitalismo, não a luta de classes.

     
  • At 12:09 da tarde, Blogger José said…

    Será que este sistema não acaba um dia, lixo é essas empresas,e esta tristeza de políticos que temos aqui.
    E a passos largos vêm mais PECs a caminho, e vão deixar a gente todos espezinhados.

     
  • At 1:52 da tarde, Blogger one hundred trillion dollars said…

    faducho...novo acordo ortográfico
    presumo

     
  • At 7:40 da tarde, Blogger Mariazita said…

    Não é só à África que perguntamos: quer miúdo?
    Como está à vista fazemo-lo bem mais perto...
    O pior é se de "miúdo" passamos a "insignificante". Daí a "lixo" é o salto duma cobra...

    Uma semana tão boa quanto possível.
    Abraço.

     
  • At 12:07 da manhã, Blogger Je Vois la Vie en Vert said…

    Pois é entrou em Portugal o SUPER FMI... será que vamos começar a comer as tais ervas daninhas ?
    porque é que no ano passado ainda recebemos dinheiro do IRS e este ano a simulação nos assusta com um número elevado para...pagar ainda, apesar de vivermos só com a reforma do meu marido que não me queixo de ser pequena mas é só uma. Eu tendo trabalhado poucos anos, provavelmente descontei para nada...
    Em 1960, fazia parte das pessoas alvo dos rebeldes que entraram em Leopoldville e fugimos com único bem a roupa que trazíamos vestida.
    Admiro o teu trabalho de pesquisa mas chego ao fim e já não me lembro do que escreveste para eu comentar mas isso é a PDA...
    beijinhos
    Verdinha

     
  • At 2:15 da tarde, Blogger Humana said…

    Boa semana e um beijo dos grandes Táxi!
    É sempre com gosto que te visito. ;)

     
  • At 11:05 da tarde, Blogger xistosa - (josé torres) said…

    75 mil milhões não chegam para pagar aos espanhóis.
    Talvez agora sejamos absorvidos e nos tornemos todos habitantes de Olivença.
    Há boas terras em redor para povoar.
    Talvez falte o Sancho Pança, o "Povoador" e o TGV, numa só linha, a de ida.
    Veio o FMI, temos dinheiro fresco da europa (com letra minúscula pois!), temos presidente da assembleia dos testemunhos da Nação, (mesmo não sabendo o que vale uma cadeira no parlamento, só o dinheiro ao fim do mês e na idade dele já tinha três ou quatro reformas...), haverá dinheiro meio rançoso e virulento que sairá dos nossos bolsos.
    Não sei se será apropriado à época, a degola dos inocentes (ou nem assim tanto, porque votámos neles e vamos continuar a votar).
    Para escrever estou um pouco limitado.
    O maldito do Chrome tem-me cromado o juízo.
    Só no domingo é que penso ter o "motor rectificado" e o juízo afinado... vamos lá ver.

    Vendo-lhe um testo do NOVO TESTAMENTO:

    O organograma da Fundação AMI - Assistência Médica Internacional (retirado do seu site), cujo presidente vitalício é Fernando Nobre, é deveras muito elucidativo.

    Os dirigentes dos órgãos da Fundação são todos, melhor, quase todos, da mesma família.

    Na Direcção, por exemplo, em 7 elementos, 5 são da mesma família. As duas directoras adjuntas são familiares do candidato Presidencial: Leonor Nobre é irmã e a outra directora, Luísa Nemésio, é mulher de Fernando Nobre, que em 1192 aderiu à causa monárquica, mas, recentemente, candidatou-se à Presidência da República.

    O Conselho Fiscal é controlado pelo cunhado - sim, o marido da irmã, Leonor Nobre!
    A AMI recebeu ao longo dos anos avultados apoios, quer do Estado Português, quer da União Europeia.

    As contas desta Fundação nunca são conhecidas dos Portugueses?

    Inúmeras empresas portuguesas têm contribuído, activamente, com apoios muito significativos para a AMI.

    O candidato Presidencial fala tanto em transparência, contra a classe política, e porque não coloca em prática o que proclama nos seus discursos?

    Quanto recebe (salário mais ajudas de custo) como Presidente da AMI?

    Os seus familiares quanto recebem na AMI?

    Fernando Nobre dedica-se exclusivamente a AMI?

    Qual é o seu património e o rendimento anual declarado?

    A transparência é só para os outros políticos que tanto critica?

    O discurso de moralização da política deve ser verdadeiro.

    Os Centros Porta Amiga estão encerrados durante os fins-de-semana e os feriados; os sem-abrigo e os excluídos socialmente não podem comer e tomar banho, durante estes dias. O Estado Português e a sociedade civil apoiam estes centros...

    Usar, numa campanha política, uma Fundação que não deve ter opções partidárias, religiosas ou de outros géneros, é reprovável à luz dos princípios que devem reger as Organizações Não Governamentais (ONG).

    Muitas questões nunca foram colocadas a este candidato presidencial, quem só agora descobriu a politica e se julga muito mais sério do que todos os outros.

    O Portugueses tem o dever e o direito de serem informados sobre as ideias e as práticas de um candidato a Presidente da Assembleia da República, que já apoiou Miguel Portas (BE), Mário Soares (PS), Durão Barroso (PSD) e António Capucho (PSD).

    Entre o discurso e a prática vai uma grande distância!


    Então até já.

     
  • At 11:53 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    José: o que aí vem é a crise, mas só lá para 2014. Por enquanto, este bom momento que vivemos, é apenas os credores a assegurarem que recebem o seu. Foi o sistema que criamos, baseado no crédito, e na dívida, como motor de progresso (deve-se ouvir o que diz o Belmiro), e que tem como consequência a ditadura do capital financeiro e as empresas de rating apenas orientam os investidores. Em 2014 vencem umas letras boas, que há que pagar, e acabam-se os fundos da União Europeia, e começa nova fase (veremos se é a bancarrota).

     
  • At 11:54 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    one hundred trillion dollars: não, nada relacionado com a gramática, é a vida lusa. É algo muito nosso, tal como o pastel de bacalhau ou rezar o terço. Todo o português canta o seu faducho, quando lhe insistem. O melhor que vi, foi o major Valentim Loureiro, que por insistência da Moura Guedes, no programa “Raios e Coriscos”, canta o fado do Hilário.

     
  • At 11:55 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Mariazita: o mais engraçado nisto tudo é que os portugueses sempre foram vistos, na Europa, como uns pedintes, de andarem sempre de mãos estendidas a pedir fundos e mais fundos europeus. Parece que as pessoas só acordaram para este cenário agora, a maioria da população portuguesa deve ser muito nova, nasceu depois de 1980, logo é natural que não saiba. Mas os portugueses eram pedinchas, depois quando pensaram que tinham deixado para trás o subdesenvolvimento, cantavam de galo, como bem fazia o nosso Durão Barroso, quando era 1º ministro.

     
  • At 12:00 da tarde, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Je Vois la Vie en Vert: foi uma entrada muito frouxa. Esperava algo mais espetacular, à americana, como agora é muito do agrado por cá. Que descessem de helicópteros em rapel, com máscaras de esqui, como os polícias especiais, a falarem uns com os outros via rádio na manga do casaco. Mas nada. Foram para o Tivoli e vão a pé para o Terreiro do Paço.

    Do IRS só pago, aliás vou escrever ao próximo ministro das Finanças, para que retirem o dinheiro certo, para me evitar ter deslocações aos pagamentos. Ele que contrate, outra vez, o santinho do BCP para fazer essas contas.

    Foram uns tempos terríveis em África. Que se estão a agravar na Europa, por cá, parece que nos vão ficar com as roupas.

     
  • At 12:00 da tarde, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Humana: tenho que dar uma volta pelos blogs, mas estes dias têm sido muito ocupados.

     
  • At 12:03 da tarde, Blogger Táxi Pluvioso said…

    José Torres: sempre achei o Nobre um gajo antipático. E depois de o ver a falar nas eleições, fiquei com a ideia de que era um malcriado. Enfim, são as contratações que levarão o povo às urnas pelos seus ídolos.

    O pior é que a solução para a situação atual está no comportamento das pessoas e não nos seus votos. Eu não percebo como é que as pessoas aceitam a existência de tantos Bancos, como é que vão lá pôr o dinheiro e fazer negócio. 5 Bancos, mais os outros menos mediáticos, a fazerem dívida no estrangeiro, não é boa ideia, mas eles aí estão quase falidos. Teria que ser aquilo a que chamam a “sociedade civil” a tomar a iniciativa de não os usar, para que fechassem de vez, mas isso nunca irá suceder, pela simples razão de que somos um povo rico que se dá ao luxo.

     
  • At 1:24 da manhã, Blogger xistosa - (josé torres) said…

    Estou com a "máquina" nova, ou com a nova máquina.
    Como tem mudanças automáticas e ainda cheira a novo e tem resquícios do papel de embrulho, estou um pouco baralhado. É que as mudanças manuais... eram manuais (sem redundância) e agora não se vê... a barra de ferramentas.
    Maldita inteligência que me abandonou.
    Já nem através do whisky a coisa lá vai.
    Bem, mas como estive ler o post (não todo), quero chamar à atenção que o Dr. Eunuco, digo Catroga, deve ser dos pouco que não fazem nada, mas recebem ordenado e são superiormente contratados. É o que depreendo do "tempo parcial 0 %".
    Faz como os outros que fingem que fazem, mas não faz nada e está legalmente a nada fazer.
    Sinceridade acima de tudo.
    Ah! E transparência.
    Vinha desejar um bom domingo e já escrevi demasiado.
    Então até já e um bom domingo.

     
  • At 8:22 da manhã, Blogger São said…

    Enfim, já cá temos o FMI. E ou muito me engano ou seguiremos os passos dramáticos da Grécia e Irlanda ( que visitei e sempre se me escapou porque se lhe chamava um sucesso).

    Boa Semana Santa para ti e para os teus.

     
  • At 7:16 da tarde, Blogger José said…

    Táxi, fico sempre muito satisfeito com as respostas que dás aos comentários,e com estes textos que eu vou lendo aos bocadinhos, já que a memória também vai faltado, e não dá para encaixar, isto tudo de uma vez.
    Este sistema consumista, que eles nos impingem, com créditos para tudo, comigo não se safem, nem cartões de credito eu quero, e só compro qualquer coisa quando tenho dinheiro, o telemóvel tenho um, há oito anos.

     
  • At 7:27 da tarde, Blogger Mariazita said…

    Naquele tempo o explorado era o jumentinho... agora são os carneiros a ser montados...

    Bom final de domingo e boa semana. Abraço

     
  • At 9:08 da manhã, Blogger José Sousa said…

    Querido amigo Taxi!
    Sempre que venho encontro um belo trabalho e este é um deles. Adori mesmo muito, parabéns, mas este é um caso para reflectir!

    Siga-me em minha história de vida,
    Quero ver você lá no meu novo:
    "Transpondo Barreiras"

    Um beijoa e bela semana.

     
  • At 11:57 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    José Torres: e o Catroga também tem no seu currículo várias reformas, cerca de 10 mil euros/mês, diz ele que é a soma delas. Mas estou convencido que vai acumular mais algumas até Deus o reformar de vez (em certas classes sociais só Ele reforma permanentemente, César, isto é, o poder terreno, reforma e reforma e reforma, mas as pessoas continuam a trabalhar). Eu já tinha o post muito grande para expor todo o currículo deste sábio nacional.

    Agora virá muita transparência: não posso dizer que será “pão, pão, queijo, queijo”, pois serão raros nos pratos de hors-d’oeuvres desta década – teremos que arranjar outro dito popular como “ar, ar, balão, balão” ou “imposto, imposto, penhora, penhora” – mas agora os portugueses terão um confessionário instalado em São Bento para que só a verdade lhes seja dita.

     
  • At 11:59 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    São: não será como a Grécia ou a Irlanda, será como a Roménia que, ou estou enganado, ou, por exemplo, baixaram as reformas em 65%. Os portugueses não têm nada em comum, física, social, ou psicologicamente, com gregos ou irlandeses, são mais aciganados como os romenos. Tenho-me esquecido de perguntar ao Deus Google por este país, visto nas nossas TVs é silêncio total.

     
  • At 11:59 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    José: desta vez nem eu consegui ler isto tudo. Tenho encontrado, aos poucos, alguns erros, e alguns que ainda não tive tempo de corrigir.

    Também não tenho cartões, nem cartão Multibanco quero. E telemóvel, nem pensar, já existe a Internet, como sistema de controlo da Polícia. Terão que ser as pessoas a se organizarem e inventarem um sistema social que lhes seja favorável, os argentinos conseguiram quando o Estado faliu na década de 80.

     
  • At 12:00 da tarde, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Mariazita: já não sei se serão montados ou degolados.

    Li hoje num jornal que há a ideia de tirar os 13º e 14º meses. O Marcello Caetano criou o 13º mês como uma forma de distribuir a riqueza. As empresas pagavam ordenados muito baixos e esta foi a forma encontrada de distribuir lucros e desafogar as famílias e também ajudar o comércio pelo Natal. Parece que agora atingimos os salários ricos e já não é necessária distribuição da riqueza, que ficará para os nossos magníficos empresários. Tenho que falar neles no próximo post.

     
  • At 12:00 da tarde, Blogger Táxi Pluvioso said…

    José Sousa: tenho que ver esse blog, meti-o nos “favoritos”, mas foi no outro browser. Quando tiver tempo, dou uma passagem.

     
  • At 12:36 da manhã, Blogger xistosa - (josé torres) said…

    O Futre terá lido o livro “Voltar a Vencer”?
    É que a salvação nacional dos sportinguistas era "O Chinês".
    Agora vejo porque o futebol anda misturado com política.
    Já não ouvia ou via falar de Tchombé, o homem por quem algum(uns) mataram para se apoderar da fortuna que "honradamente" ganhara, trabalhando noite e dia.
    Era de tal maneira gigante que até montou uma Agência de Câmbios, com gerência de Joaquim Ferreira Torres, irmão deste foragido que se governou pelo Marco.
    Quando se viu obrigado a exilar, o bom do "Quim Torres" fechou a loja e tomou conta das "lecas", ouro e pedras preciosas, para não cairem em mãos espúrias.
    Retornou a Portugal, onde, segundo dizem as más línguas, o irmão Adelino, "comprou-lhe" as riquezas depois de lhe ter tirado a vida.
    São os tais crimes perfeitos que as imperfeitas autoridades não perfeicionam.
    Gonzalo Navarrete não é deste tempo. Então em lugar de ser ele a copular... põe os velhotes a fazê-lo.
    O mundo está virado do avesso.
    (Ou nós, portugueses, mal habituados).
    Tenho um café a fumegar para a minha banda e um copito de remédio JB15)
    Vou ali mas volto.
    Se não for hoje...
    INTÉ!!!

     
  • At 6:01 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Fresco esse Quim Torres, precisamos de homens assim agora, e não desses que têm sobrinhos na Suiça.

     
  • At 10:38 da tarde, Blogger Je Vois la Vie en Vert said…

    Sabes que a Lio ainda canta, faz programas de televisão, é mãe de uma data de filhos e ainda é terrivelmente sexy !
    É como eu - não,, não estou a falar de sexy... - é belga-portuguesa ou antes, portuga-belga e eu sou belga-portuguesa... ;)
    Boa Páscoa !
    Beijinhos
    Verdinha

     
  • At 8:10 da manhã, Blogger São said…

    Eu sei que a Roménia anda pelas ruas da amargura, mas é porque conheço romenos.

    As nossas televisões, claro, obedecem à voz do(s) dono(s),,,tal com os jornais.

    Uma doce Páscoa para ti e uqem desejares.

     
  • At 8:48 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Je Vois la Vie en Vert: ela anda no cinema também, a canção com a Alba Bellugi é de um filme, e segundo percebi ela agora canta na banda Phantom.

    Lembro dela num espetáculo no Olympia, em que a irmã fazia coros, e era genericamente falando muito melhor do que ela, agora venho a saber que era a Helena Noguerra.

     
  • At 8:59 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    São: e aquele vídeo de um tipo a atirar-se da galeria do parlamento. Ele devia estar bastante desesperado, pois nem se atirou para cima de uns deputados, já que se ia aleijar, ao menos fazia uns estragos, atirou-se para as cadeiras vazias. Vou já perguntar ao Deus Google pela Roménia antes que me esqueça.

    Já estamos na Páscoa? Bolas, como o tempo passa, não tarda nada estamos no Natal: será que o Natal, sem presentes, é Natal? Não haverá massa para essas coisas. No ano passado, nos presépios nas ruas do belo Portugal, meteram só a vaca para conter despesas, este ano meterão apenas o burro, para lembrarem os eleitores. O Marcello Caetano quando criou o 13º mês foi para desafogar as famílias que ganhavam muito mal e dinamizar o comércio da festiva quadra: ainda bem que já se ganha muito bem em Portugal que o 13º deixou de ser necessário (tal como a Páscoa também não notei nada, devo andar distraído).

     
  • At 3:07 da tarde, Anonymous Brontops said…

    (Resposta do seu comentário, com um acréscimo: BOA PÁSCOA):

    É... O Topor sabe tirar a gente do torpor...

    EU é que deveria perguntar como você consegue tempo pra escrever aquelas postagens quilométricas... rs

    Bem, eu passo o dia em frente ao monitor, o que facilita na hora de encontrar assunto. Mas veja... No Projeto Portal escrevo pouco. Uso muito copiar e colar e indico links. Aqui escrevo um pouco mais (embora haja bastante copiar e colar), mas ando sem tempo. Por isto programo as postagens com bastante antecedência (e preferido "textículos" bem curtinhos).

    Por aqui, parece que as pessoas andam preferindo reduzir as apostas em um futuro brilhante. Despertaram? Não sei. Como diz aí o seu conterrâneo, Afonso Cruz:

    "Todos nós temos dois passados, mas a um deles chamamos futuro."

    Abs e thx pela visita.

    Brontops

     
  • At 2:58 da tarde, Blogger xistosa - (josé torres) said…

    Antes que fique sem dentes (causado pelo consumo desregrado de amêndoas de chocolate, sem amêndoas) e não consiga falar, aqui expresso os votos de uma boa Páscoa.
    Já agora, quais cordeiros, nos mantenhamos unidos e mantenhamos os nossos chefões.
    Pelo que ouvi, "quanto mais me bates, mais gosto de ti" e esta vida vai durar... vai durar.
    Para tentar esquecer procurei umas garrafitas de JB15anos e não é que o IVA também subiu?
    E pensava eu que os jogadeiros de golfe (IVA a 6%) também o consumiam, mas pelo que me apercebi, não será bem assim e assim, talvez se justifique o imposto...
    (por mim até isentava essa extenuante actividade)
    Vou até ás grandiosas terras da Galécia cavar a vinha. (não sei se será boa altura, mas logo se vê. Se não cavar a vinha..., bebo um trajadura e assim fica tudo na família Baco).
    Bem, vou aparelhar o burro, pegar no menino, chamar a mulher e ala...
    INTÉ!!!

     
  • At 2:47 da manhã, Blogger pling a lot said…

    Táxi Pluvioso είπε...
    Não foi bem o Sócrates que nos afundou.

    pois nã o homi tá morto há 2000 e tal anos

    por gostar de rapazinhos e correr atrás deles

    o país afunda-se sozinho
    mas os empurrões pó fundo

    sempre ajudam

     
  • At 12:51 da tarde, Blogger Mariazita said…

    Hoje venho trazer …

    Minha mensagem de Páscoa:

    Permita-me que faça minhas as palavras de Einstein:

    "Algumas coisas são explicadas pela ciência, outras pela fé. A Páscoa ou Pessach é mais do que uma data, é mais do que ciência, é mais que fé, Páscoa é amor."

    Feliz Páscoa, com muito Amor.
    Beijinhos

     
  • At 12:54 da tarde, Blogger Mariazita said…

    Bom dia!

    Hoje venho trazer …

    Minha mensagem de Páscoa:

    Permita-me que faça minhas as palavras de Einstein:

    "Algumas coisas são explicadas pela ciência, outras pela fé. A Páscoa ou Pessach é mais do que uma data, é mais do que ciência, é mais que fé, Páscoa é amor."

    Feliz Páscoa, com muito Amor.
    Beijinhos


    A GRÉCIA PASSOU O IVA DE 16 PARA 23. SERÁ QUE O NOSSO VAI PASSAR PARA 30???

     
  • At 9:15 da manhã, Blogger José Sousa said…

    Amigo Taxi! Hehehe, agora conversso com um "Taxi"! Bem, voltei só para lhe desejar um belo Domingo de Páscoa.

    Um grande abraço.

     
  • At 1:12 da manhã, Blogger xistosa - (josé torres) said…

    Com o barulho de roer amêndoas nem ouvi as comemorações do dito 25 de Abril.
    Estou profundamente convicto que foi um dia importante, mas só nessa altura.
    Agora até se comemora no quintal.
    Também quem quer saber de liberdade, se esta for deitar a mão a tudo o que reluz?
    Espero que daqui a um ano ainda haja 25 de Abril e que não seja festejado numa qualquer lixeira... na esperança vã de encontrar alimento.
    Estamos bem encaminhados... para a inaninade.

     
  • At 9:08 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Brontops: é verdade que são postagens quilométricas mas também é um truque. Em vez de ficar todo o tempo em frente do monitor, descanso duas semanas, e na terceira escrevo o post.

    O futuro brilhante de Portugal será a falência dentro de dois ou três anos. Não vejo como é que se pode dar a volta a isso. É deixar o tempo passar, que tudo cura.

     
  • At 9:09 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    José Torres: os cordeiros da Páscoa somos nós, lá para o Verão, seremos servidos à moda do leitão da Bairrada, mas sem a maçã na boca (por causa dos cortes nas despejas).

    De facto, o JB é um dos utensílios de golfe, deve ter sido erro informático não lhe terem baixado o IVA.

    O próximo 25 de Abril será orçamentado pelo FMI, duvido que eles abram a bolsa para o fazer numa lixeira, talvez nas redes sociais, no Facebook com Cavaco.

     
  • At 9:09 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    pling a lot: quem morreu há 2000 anos foi o Cristo, mas consta que regressará, talvez como o Sócrates dos nossos dias, e o PP Coelho fique com um grande melão por não trazer a riqueza à terra de Maria.

     
  • At 9:09 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Mariazita: o pior é que ele também disse que isto é tudo relativo.

     
  • At 9:10 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    José Sousa: não tem nada de estranho. Então não anda toda a gente, com tacho cá na terra, a falar com o FMI?

     

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