Pratinho de Couratos

A espantosa vida quotidiana no Portugal moderno!

quinta-feira, maio 19, 2011

Jardim de begónias hortênsias azáleas


Na pequena aldeia da Lusitânia, sôbolo povo que vai, por Poceirão, lhe acharão, onde sentado, lhe governarão. Brando remanso, desperta calipígia invídia, e todos querem arrimar-se aos cabrestos de seu destino [1]. Fado elementar, entretido com enxada, lar, pão [2]. – Matada a gualtaria, o grau de governabilidade de um povo ensoalheira [3]. O ex-sindicalista Torres Couto elucidava, sobre possíveis sublevações, por falta de cheta nos cartões Multibanco populares: “violência social? Felizmente não vai haver porque… não somos gregos… os portugueses sentem-se vingados com uma greve geral, com uma boa manifestação. Eu penso que esse papel dos sindicatos é muito importante… que é o papel… o do enquadramento orgânico, exactamente”, umas febras, um tintol, uns estandartes, umas palavras de ordem e haja saúde! Escandaleira, só de Paris [4]. Do berço ao esquife, os lusos resinificam vasto brio nacional, que profliga montanhas e estorvos [5]. Uns votos são cautério, nos hematomas, para o progresso económico, embora o povo não vote sempre nos certos. Por José Sócrates ainda apresentar boa posição nas sondagens, o ilustre foliculário, João Pereira Coutinho, pôs a mão na sarda: “não podes, não podes também excluir a estupidez do eleitorado. Não! Quer dizer, como elemento de análise”, (no programa da tvi24, “a Torto e a Direito”). Felizão povo, que por ti eletrificam sábios, que melhor sabem, as encóspias para teu par de botas folgar [6]. Que se vendem, não por baça bacia de barbeiro, mas por um punhado de ricos “troikinhos”: é estrangeiro? escrito em inglês? é bom! Aplaudem o sebastiânico programa da troika que esmoncará o país dos entulhos ao crescimento. – Porque o programa do próximo Governo já está cozinhado, os líderes vestem avental de estraga-molhos, uns prometem orégãos, outros coentros, outros salsa frisada, outros cebolinho, nas próximas eleições, caveat emptor (= “cautela comprador”, “comprar por conta e risco”) [7]. Archie Bunker, da série “All in the Family” (1968-1979), explicava ao genro, a filosofia política de Nixon: “não esperem nada do vosso Governo. Façam pela vida”. E o povo que todos, finlandeses, alemães, franceses, belgas, apátridas, querem governar, ainda espera que desta vez é que vai acertar na eleição. Mas, quem topava os lusos, era José Manuel de Mello…


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[1] As alcatras lusas excitam desejo de poder, desejos de campanha, fome de votos, de gerir o Estado, na democrática Inglaterra, causam apreciação. No casamento real, a esposa ajoelhou, porém os olhos focaram-se no essencial e fundou-se a Sociedade Apreciadora do Rabo de Pippa Midleton, a irmã da noiva, Catherine: duquesa de Cambridge, enamorada do príncipe muito antes de o ver em carne e sangue azul: “ela até tinha um poster do seu dream boy na parede”, de quem os súbditos já entreviram as cuecas. Na party as nobres inglesas desfilaram a estranha maluquice por chapéus estrambólicos: a rainha; as filhas de Sarah Ferguson, as princesas Eugenie e Beatrice, na criação de Philip Treacy: “a minha inspiração é a beleza e a elegância. É um casamento real do século XXI”, sobretudo a carapuça de Beatrice prouve tanto, que o leiloaram para caridade, god save seu british traseiro; Victoria Beckham. E, para os plebeus, uma cerveja: Royal Virility Performance.


[2] Salazar arengava: “não devemos ser imodestos de considerar, lançar, executar o nosso plano para os próximos seis anos. Mas podemos sentir orgulho em afirmar que é filho dos mesmos princípios e se integra no nobre pensamento de alcançar, não com frases literárias, mas com realidades concretas atingíveis, para cada braço uma enxada, para cada família o seu lar, para cada boca o seu pão”.


[3] Como uma tarde com Rita de La Rochezoire, “23 anos, de Linda-a-Velha, licenciada em Sociologia, escreve argumentos para TV. Bandas preferidas: Pink Floyd, Pearl Jam. Desportos que pratica: ginásio”; com Chris Isaak em Cascais; na girl band MaxGirls: “quando conheci o futuro da banda em termos de som e de imagem, desisti. Eu, que até prefiro o rock ao pop, fui ficando cada vez mais distante do projecto”. Facebook.


[4] Portugal também estava sem vintém em 1664. Mas não foi a falta de ouro na fazenda que trouxe a rainha enfurecida à rua. D. Maria Francisca Isabel de Sabóia, prima de Luís XIV, pelo arranjinho do conde de Castelo Melhor, casara com D. Afonso VI, rapaz impotente, amante de comida, putas e raids pelas ruas de Lisboa, com o seu gangue, partindo cabeças de incautos cidadãos que se lhes cruzassem. Certo dia a rainha, os calores da falta de assistência, desesperaram-na, com um grupo de barulhentas damas da corte, saiu à rua e armou um escarcéu, que o rei não era homem, que não levantava o pau, que ela preferia o cunhado, o futuro D. Pedro II, na cama. A Igreja concedeu a separação e ela casou e foi feliz. Prenderam D. Afonso VI nos Açores, depois no palácio de Sintra, onde morreu. Na corte de Paris foi o escândalo e Portugal vítima de chacota.


[5] Laurentino Dias, secretário de Estado do Desporto demissionário, exemplifica esse orgulho: “eu acho que nós temos todos a obrigação de olhar para esta final (taça da Liga Europa) como um dia de festa, um dia de festa para o futebol português, um dia de festa para os dois clubes que participam nessa final, e um dia de festa p’a Portugal. (…). Que devo valorizar é o facto de haver dois clubes portugueses nessa final e o facto dessa taça vir p’a Portugal. E o facto, e o facto, de ser um momento alto de afirmação do futebol português”: afirmado por grandes portugueses no Porto: Hulk, Falcão, Fucile, Helton, Sapunaru, Maicon, Otamendi, Cristían Rodriguez…; em Braga grandes portugueses afirmam: Artur Moraes, Marcos Alberto, Rodriguez, Paulão, Vinicius, Leandro Salino, Keita, Meyong….


[6] Kat (Linsey Shaw) personagem da série “10 Things I Hate About You” (2009-2010): “uma feminista de língua afiada, com um forte sentido de si mesma e um sagaz desprezo pelas armadilhas do liceu”, concorria para a Associação de Estudantes, no Padua High School, ignorando que a câmara estava ligada, desabafa: “bom, a verdade é que todas as manhãs acordo e penso quem são estas pessoas? Porque sou eu a única que se preocupa com algo que interessa? E todas as manhãs lembro-me de que eles são idiotas. Têm o cérebro do tamanho de uma ervilha, que só conseguem processar informação por Twitter, toque de telemóvel ou uma atualizaçao no Facebook. E se eles não pensam por eles, então precisam de alguém como eu para pensar por eles”.


[7] Foi o que fizeram os espectadores do último concerto dos Sex Pistols na América, 14 de Janeiro de 1978, no Winterland Ballroom, em S. Francisco, primeira parte pelas bandas punk locais, The Nuns e os Avengers.


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José Manuel de Mello nasceu “rico e em pequeno queria ser playboy”. Pipas de massa, fê-lo observador dos seus conterrâneos, em 2005, dizia: “acho que o português é o mais provinciano que há. Somos periféricos. O português é essencialmente pouco evoluído. Vive longe da realidade. Tem uma posição quase de espectador permanente. Mesmo todas as ligações com o mar, que é um dos meios de comunicação mais antigos, não tiveram em nós grande influência. Somos burgessos. Temos uma atitude meio saloia. Sinto-me incomodado com o país. Basta assistir a uma sessão da Assembleia da República. Fico maldisposto durante 8 dias. A primeira coisa que faço é pegar num avião e sair daqui, para ver se refresco” [1]. Mansos [2] e burgessos [3]. Seus jardineiros cavaram-lhes um bem granado futuro: a dívida pública será 101,7% do PIB em 2011, e 107,4% em 2012; recessão de 2,2% em 2011, e 1,8% em 2012; 13% de desemprego; 500 pessoas, por mês, entregam as chaves aos Bancos por incumprimento; falências; aumento de criminalidade e, se as estatísticas são apenas a matemática politizada, o jardim será ainda mais florido. E o povo escapulir-se-á da piranguice com uma boa manifestação. – Contra a Seleção, de mau resultado no Mundial da África do Sul, um popular de megafone, numa açougada, no aeroporto: “exacto. Então? Só tenho mais é que fazer. Então isto é uma vergonha. A Seleção é uma vergonha. Não vale a pena a Seleção. É, é, é o Queiroz não ‘tá lá a fazer nada. Ainda por cima assinou mais dois anos para quê? Para quê? Eh eh eh”. Os líderes, por seu lado, ainda gélidos pelo ataque de moca de Dominique Strauss-Kahn em Nova Iorque [4], e que não foram educados na escola protestante alemã para esconder a ereção, não aventuram sortudos lançamentos de dados, “Roll a D6[5], em direções para seus povos, não olvidam a Indira Gandhi do bom tempo: “o pão é mais importante do que a liberdade”, e por carestia do papo-seco investem no Estado policiado. – Na pequena aldeia lusitana, os líderes fofam com orelhas de gato e garras de tigre, porque apatetados sem soluções, libertarão os zetetas sobre o povo. O ministeriável Paulo Portas, numa concentração-churrasco de motards bófias, deliciava-se: “tenho muito apreço pela Polícia e se eles gostam de motas”. A imprensa noticiou a tendência [6] desta legislatura: Correio da Manhã: “ministro promove 1 500 polícias”; Diário de Notícias: “Estado gasta cinco milhões sem concurso para a PSP”; o director nacional da PSP, Oliveira Pereira, explica o negócio dos carros blindados para a Cimeira da NATO: “estes veículos serão utilizados em todos os incidentes tático-policiais e em cenários de grande desordem pública, como podia ter acontecido durante a Cimeira”; Jornal de Notícias: “GNR já tem carros anti-motim que Governo quer comprar para a PSP”; Correio da Manhã: “novo blindado de prevenção no clássico”, num dos jogos Benfica - Porto. Correio da Manhã: “meia centena protesta contra detenção de cinco jovens, em Odivelas. Lançadas pedras e garrafas. PSP limpa local”, e porque esta limpeza não foi das pedras e garrafas, Rui Pereira, ministro da Administração Interna, jurou: “não serão postos em causa os vencimentos, os direitos, dos elementos que servem nas forças de segurança”.


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[1] Mal geral da Humanidade. The Doctor (Christopher Eccleston, na série “Doctor Who”): “são capazes de acreditar em algo invisível, mas se lhes aparecer à frente já não vêem. Há uma explicação científica para isso: vocês são burros”.


[2] Ferro Rodrigues enviado do PS à manifestação do 1º de Maio da UGT e da CGTP. Na primeira, passeou aprazível. Na segunda, ouviu: “vai trabalhar para França”, “são uns traidores da classe operaria!”. Ferro pacifica: “temos que compreender, que há muita gente que têm uma situação difícil, e portanto aproveitam os momentos para se exprimirem. Eu acho que isso é uma, um sintoma de que a nossa democracia está viva”. Já Vital Moreira ouvira na campanha para o Parlamento Europeu: “traidor, desgraçado, filhodaputa”.


[3] A maior piada nacional é os musiquins lusos, auto-arrogados “bitóvens”, culparem a pirataria por não venderem as suas sinfonias. Entregam IPs, de quem partilhe ficheiros, na Procuradoria da República e fazem romarias ao Parlamento. Virgul: “fui lá precisamente manifestar-me o meu descontamen… des… descontentamento e e e tentar que que a gente consiga de alguma forma lutar contra a a pirataria”. Ele explica curioso pseudónimo: “Virgul era era uns desenhos animados que dava, do género Vitinho, já há alguns anos, há muitos anos, que era o Virgul, um bebé safado, fugia do berço e fazia muitas asneiras e eu adorava esses bonecos … mas tivesse o que tivesse a fazer, abandonava o jogo de futebol, ou o que tivesse, ia para casa só para ver”. Ora, os consumidores, apesar da propaganda de editoras e críticos, não lhes compram as obras porque é chinfrineira intragável. Desde D. Sancho I que as únicas obras-primas da música portuguesa são o “Laranjas e Bananas” e as 4 Gatinhas.


[4]Ode to Women”, dos Your Best Friend’s Ex; o rapper Troy Dunnit descreve-a como “uma faixa jocosa, mas uma canção muito séria, de uma banda muito séria”. No vídeo participam várias vedetas do porno: Wendy Fiore, Jordan Carver, Veronica Ricci e Mina Stefan: “a chave para o seu coração: cereais e videojogos”.


[5] Paródia de jogadores de Dungeons and Dragons de “Like a G6”, dos Far East Movement; G6 é o Gulfstream 650, “o jato executivo de longa distância mais rápido” construído pela Gulfstream Aerospace, preço: 58.5 milhões de dólares.


[6] A Arte imita esta tendência no filme “Inimigo Sem Rosto” (2010) de José Farinha: “isto é um filme de intervenção er er er ao jeito do, da música de intervenção dos anos 70 e 80, portanto é um filme de denúncia”, “um realizador não pode fazer rigorosamente nada er er er pode é er er dar alguma auto-estima à Polícia Judiciária no sentido de continuarem er er no seu bom trabalho, trabalho er er na procura da verdade e de de novos casos”. Outro que também defende a obrigatoriedade do consumidor gramar-lhe a “Arte”: “que se fizesse uma lei, semelhante à lei da rádio, que obrigasse as distribuidoras a passar mais filmes em português”.


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Václav Klaus, alcunhado “a Margaret Thatcher da Europa central”, presidente da república Checa, é uma figura de ação. Jorra-se-lhe bordoada de cinema pelos interstícios. Em Abril de 2010, lecionava numa conferência em Praga, para um mediano professor de Economia, eleito pelo povo português seu chefe por dois mandatos, Cavaco Silva: “para mim é inimaginável que os países possam admitir um tal défice como aconteceu nos últimos tempos. Como ministro das Finanças e como primeiro-ministro, eu nunca admitiria tal défice”, para Václav se admitiu tem que pagar. E pagá-lo em juros, altos, altíssimos, Louboutins [1]. Controlar o défice, para não aleitar dependência de dinheiro emprestado, e quem empresta, aos de corda ao pescoço, imporá juros cada vez mais altos, é sensatez governativa. Quando se descobriu que uma grande fatia da riqueza capitalista era falsa, ou existia em dívida incobrável, só os países com dirigentes poupadinhos se safaram: no Chile, em 2011, Václav palma uma caneta. Uma caneta cerimonial, incrustada com pedras semipreciosas, lápis-lazúli chilenas: “Tudo o que tenho a dizer é que não é uma caneta mas apenas uma esferográfica”, esclareceu Václav. – “Phone Sex Grandma” (2006): “uma avó de 60 e tal anos opera uma linha erótica numa pequena cidade fantasma sulista”, é na realidade um falso documentário interpretado por Opal Dockery, escritora, oradora, atriz e cineasta, durante 20 anos, dançarina de burlesco e autora de “Thoughts of a Stripper: A Mother's Story”, mãe do realizador desta curta-metragem Jack Truman, sobrinho-neto do presidente Harry Truman, cineasta, diretor de teatro e cinema, ator e escritor, e realizador de vários filmes com a mãe, como “The Old Bitch” (2007). – Laya Raki, sex-symbol alemão dos anos 50, nascida em Hamburgo, Brunhilde Marie Alma Herta Jörns, admiradora da bailarina austro-germânica La Jana: em Indira, uma dançarina indiana, no filme “The Indian Tomb” (1938) – e apreciadora de raki, a bebida nacional turca, assumiu o nome artístico de Laya Raki. Também ela dançarina, o seu corpo 96-58-91, 1, 63 cm, 49, 90 kg, de radiância erótica atraiu o cinema: o seu primeiro papel: um número de dança em “Der Rat der Götter” (1950) (= “O Concílio dos Deuses”); um dos seus últimos filmes foi “Poppies are Also Flowers” (1966); em 1962 gravou a canção “Oh Johnny, Hier Nicht Parken”, proibida por um tribunal de Nuremberga, porque os seus gemidos imitavam o coito, acordaram os juízes. – Estaladas: ninguém arreou melhor do que Steve McQueen, na Ali MacGraw, em “The Getaway” (1972), nem Ronald Reagan no seu último soco no cinema, na Angie Dickinson, em “The Killers” (1964). – “The Hangover Part II” (2011), filme com Jamie Chung, noiva para casar, e a despedida de solteiro do futuro marido descarrila em Banguecoque; Chow: “nós tivemos uma noite doida suas cadelas”. – Cenas nuas: Ali Larter com creme em “Varsity Blues” (1999). – “Le Journal Érotique d'une Thaïlandaise” (1980), “Emmanuele 3”, com a ex-atriz de culto do porno francês Brigitte Lahaie: “Paul, um fotógrafo, parte para a Tailândia com duas modelos, para uma reportagem. Lá, apaixona-se por uma bela tailandesa que encontrou numa casa de massagens. Ele tenta então tirá-la das garras da máfia local”. – “Storie di Vita e Malavita” (1975): “raparigas jovens (13-20 anos) são atraídas para uma rede de prostituição onde são compradas e vendidas como escravas”, organização mundial do comércio livre com Cinzia Mambretti, Cristina Moranzoni, Anna Curti, Annarita Grapputo e Lídia di Corato. – “Tokyo Gore Police” (2008): “situado num Tóquio futurista. Um cientista louco, conhecido por “Key Man”, criou um vírus que transforma os humanos em monstruosas criaturas chamadas ‘Engenheiros’, que fazem brotar bizarras armas de qualquer ferida. A Polícia de Tóquio foi privatizada para lidar com esta nova ameaça de ‘engenheiros’. Assim, um esquadrão especial, chamado ‘Caçadores de Engenheiros’, é criado para lidar com eles. No entanto, ao contrário da polícia macaca, os Caçadores de Engenheiros são uma força privada paramilitar que usa violência, sadismo e execuções na rua, para manter a lei e a ordem”. Esta é a história de uma bófia, Ruka (Eihi Shiina), uma espadachim samurai, e a sua missão de vingar o assassinato do pai. – “Vampire Girl vs Frankenstein Girl” (2009): “o filme decorre numa escola secundária de Tóquio seguindo a vida de uma adolescente perpetuamente jovem, Monami (Yukie Kawamura), que se apaixona pelo seu colega, Mizushima (Takumi Saito), que é o relutante noivo da filha do vice-diretor/professor de ciências, Keiko (Eri Otoguro)”. – “Mutant Girl Squad” (2010): “Rin (Yumi Sugimoto), uma jovem estudante do liceu, é uma rapariga desajeitada e despretensiosa, que é maltratada na escola. Um dia, quando leva uma esfrega, sente uma dor aguda na mão. Mais tarde, Rin descobre que é descendente do antigo clã Hiruko, cujos membros são mutantes dotados de superpoderes”. – Irrealistas cenas de ganza: “Reefer Madness” (1936): “originalmente financiado por um grupo religioso, sob o título ‘Tell Your Children’, o filme destinava-se a ser mostrado aos pais como um conto moral, tentando ensiná-los sobre os perigos do consumo da cannabis”, “medonha estatística da ameaça da nova droga que está a destruir a juventude na América”, mas a circulação no circuito exploitation, atribuiu-lhe estatuto de culto de um pungente drama dos efeitos da marijuana, loucura, suicídio por defenestração, apodrecer na prisão. – Rainhas dos guinchos: a “rainha do grito” Sheri Moon Zombie, mulher de Rob Zombie, “apanha agrafos nos joelhos, sonda o corpo de uma mulher com uma pistola, parece pateta quando anda por aí com um fantasmagórico cavalo branco”, por amor ao esposo realizador de cinema. É ela nos vídeos: “Living Dead Girl do cônjuge; “Stillborn”, dos Black Label Society”; “Rude Awakening”, dos Prong. – “Transformers: Revenge of the Fallen” (2009), o realizador, Michael Bay, é o saco de boxe dos críticos [2] que lhe incriminam desperdício de ziliões de dólares e pouca uva, críticos desconhecedores de que o cinema é uma experiência visual: “‘Transformers: ROTF’, recebeu no geral críticas horríveis, mas isso é por que as pessoas não entendem que este não é um filme no sentido convencional. É um assalto aos sentidos, uma louca enxurrada imagética”. Some-se-lhe Megan Fox, a sua primeira aparição no filme, de calções e botas, debruçada sobre uma mota, não é menos histórica que o descruzar de pernas da Sharon Stone no “Basic Instinct” (1992) ou a sumária teta de Julie Andrews no “Darling Lili” (1970). É um filme integrado no espírito do tempo, em que os prémios Nobel da Paz, de cabelo cortado à escovinha, estoiram corpos, como Comandos. “Mais do que nunca, Bay deixa claro que o seu verdadeiro amor não é realmente os brinquedos Transformers, mas os brinquedos dos adultos: o equipamento militar. Os Autobots estão estacionados na base aérea militar da ilha de Diego Garcia, no oceano Índico (…). Diego Garcia é uma possessão britânica alugada ao exército dos Estados Unidos”. As paródias: “My Little Pony” e “Big Ass Badgers”. E o terceiro filme vem com Rosie Huntington-Whiteley: “Transformers: Dark of the Moon” (2011). – Sheree North: em 1954, a 20th Century Fox contratou-a com planos de a moldar como substituta de Marilyn Monroe. Ela aloirou o cabelo, o plano saiu furado, mas ela prosseguiu longa carreira no cinema, TV e teatro. No filme “The Best Things in Life Are Free” (1956) canta “Black Bottom” e dança “Birth of the Blues”. Ainda foi uma das Elvis women em “The Trouble with Girls” (1969); a sua tiger dance. – Cabeleiras púbicas: desenhada por encomenda, para Kate Winslet em “The Reader” (2008): “o filme passa-se na década de 50, eu não podia ter uma pista de aterragem! Tive que crescer cabelo lá em baixo. Mas por causa de anos de depilação, como todas nós, raparigas, sabemos, ele não volta bem da forma como era. Eles fizeram-me uma cabeleira, porque estavam muito preocupados que eu não pudesse crescer o suficiente”. “As atrizes frequentemente têm contratos que estipulam aumentos, se forem obrigadas a usar uma vulva prostésica de pêlo”; diz Nicki Ledermann, diretora de maquilhagem: “elas geralmente divertem-se com isso”, que concebeu o cadáver de farta pentelheira falsa no banco da morgue, na série de TV “Boardwalk Empire” (2010) de Martin Scorsese. As peludas próteses compensam, no meio artístico da representação, algo que já não há, e na linguagem, nas metáforas inguinais, passado o umbigo, vai-se direto ao assunto, daí a correção referencial dos pentelhos do Catroga. Dr. Eduardo Catroga estava a falar de um situação técnica de economia no programa eleitoral do PSD: “como tornar o Estado sustentável financeiramente, como tornar o Estado amigo dos cidadãos e das empresas”, “como garantir o Estado social, apresentamos medidas das mais importantes que alguma vez foram apresentadas neste país” [3], “como é que vão reforçar o ensino técnicoprofissional que é, que vai ser uma revolução no programa”, “em vez de andarem a discutir as grandes questões que podem mudar Portugal”, discutem, não são bagatelas, é algo que já não existe, ou existe sob forma de capachinho. Os pentelhos do Catroga, o chinês do Futre, o milagre 2011 de Fátima são indicadores evidentes de recuperação económica.


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[1] Lady GaGa subiu mais alto com uns tacões dildo.


[2] Mark Kermode critica os filmes de Bay de uma só vez. (Uma crítica na língua Hulk).


[3] As “medidas” são o novo gadget dos políticos. Todos tiram as medidas ao Zé-povinho. Alberto João Jardim: “a troika ouviu atentamente. Ficou muito surpreendida com o boicote que tinha sido feito à zona franca, porque a intenção deles é tomar medidas duras, mas no sentido de alavancar a economia e dissemos que a parte fiscal aceitávamos, desde que fosse para alavancar a economia e não para continuar a engordar este Estado socialista que temos”. Já José Sócrates mensurava: “eeee, ele (Passos Coelho) eee fala em, desculpe, desleixo e má governação, não percebo aonde? Nós temos uma execução orçamental de dois meses, Janeiro e Fevereiro, não há na História política portuguesa uma redução significativa da despesa, como a que tivemos em Janeiro e Fevereiro. Em 2010, Portugal conseguiu atingir o melhor resultado do que aquilo que estava no nosso objetivo abaixo dos 7,3. O dobro do crescimento económico. Onde é que está a má governação? Onde é que está o desleixo? (pausa dramática). Provavelmente, fala de desleixo e má governação quem nunca governou, nem, quem nunca foi capaz de tomar medidas difíceis. Eu não posso aceitar essa crítica. Essa crítica é profundamente injusto, injusta”.


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[John Downland – (1563-1626) compositor (1), cantor e tocador de alaúde, nascido um ano antes de Shakespeare (2), cultor da “engenhosa profissão da música” desde a infância. Converteu-se ao catolicismo em Paris, cerca de 1580, aquando de serviço aos embaixadores ingleses na corte francesa, Sir Henry Cobham, e do seu sucessor, Sir Edward Stafford. Em 1594 concorre a uma vaga para tocador de alaúde na corte de Isabel I, uma corte protestante, não lhe concedem o cargo, reclama ele que por causa da sua religião, a rainha terá comentado: “era um homem para servir qualquer príncipe no mundo, mas era um papista obstinado”. Talvez a razão fosse o seu feitio irascível, pois outros compositores católicos, como William Byrd, frequentaram a corte da “rainha virgem” com sucesso. De 1598 a 1606 foi um dos funcionários mais bem pagos na corte do rei Cristiano IV, da Dinamarca, um melómano que lhe abria os cordões da bolsa, mas Downland baldava-se, ausentando-se para a Inglaterra por períodos bastante longos, até que o despediram. Em 1612 contrataram-no como um dos tocadores de alaúde de Jaime I. As maiores influências de Downland foram “as canções consort populares e a música de dança do dia”. O tenor inglês Mark Padmore (3) escreveu no Guardian: “já houve um compositor mais melancólico – poderíamos mesmo dizer extremamente infeliz – do que John Downland? Morrissey nem chega lá perto”, um homem do Renascimento, “esta era uma época em que a melancolia foi desenvolvida como arte, Hamlet (4) é o maior exemplo”, que calibrou a dose de tristeza “uma canção típica de Downland dura cerca de quatro minutos que é, provavelmente, o limite em que podemos sentir um paroxismo de dor” ▬ vídeosMP3 ♫ “Flow My Tears” ♫ “Saw My Lady Weep” ♫ “In Darkness Let Me Dwell”.


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(1) As letras das suas canções ainda renascem: no grupo austríaco de darkwave Die Verbannten Kinder Evas (= “os filhos exilados de Eva”) ▬ “In Darkness Let Me Dwell” ♫ “Praise Blindness Eyes” ♫ “Virtues Cloak” ♫ “Mistrust”; – os eletrónicos ingleses Banco de Gaia, formados por Toby Marks em 1989, antes “Marks mudou-se para Portugal em 1986 e tocava música dos Beatles para os turistas” ▬ “Flow My Tears, the Android Wept”; – ou na deslembrada banda de metal sinfónico de Minneapolis Aesma Daeva em “Darkness”, a voz de Rebecca Cords sobre versos de “Flow My Tears” ♫ vocalista substituída, no segundo CD, pela extraordinária Melissa Ferlaak: “Ancient Verses” ♫ “D’Oreste” ♫ “Since the Machine” ♫ “The Tisza”.


(2) Thomas Thorpe, em 1609, publicou os sonetos de Shakespeare, talvez sem a sua autorização, com o chamativo título comercial “SHAKE-SPEARES SONNETS: Never before imprinted”. “Os primeiros 17 sonetos, tradicionalmente chamados sonetos de procriação, são supostamente escritos para um jovem, incitando-o a casar-se e a ter filhos, de modo a imortalizar a sua beleza, transmitindo-a para a próxima geração. Outros sonetos, expressam o amor do narrador por um jovem, meditam sobre a solidão, a morte, e a transitoriedade da vida; parecem criticar o jovem por preferir um poeta rival; expressam sentimentos ambíguos pela amante do orador; e faz um trocadilho com o nome do poeta”. Clinton Heylin, autor de “So Long as Men Can Breathe: The Untold Story of Shakespeare's Sonnets”, defende que o “adorável rapaz”, é o lascivo William Herbert, duque de Pembroke, e que os sonetos foram escritos para matar o tempo e lidar com questões pessoais, como algumas tendências larilas do poeta, no soneto 20, e nunca para publicação. Justifica Heylin que, se hoje apanhar na regueifa é normal, no século XVI, incorria-se num crime grave.


(3) Exemplos de seu mester: “Waft Her, Angels, Through the Skies”, do oratório de Handel, “Jephtha” ♫ “Magnificat em ré maior, BWV 243”, de Johann Sebastian Bach.


(4)Hamlet 2” (2008), a sequela musical, melhora o dramalhão de Shakespeare: “Rock Me Sexy Jesus” ♫ “Raped in the Face” ♫ “You’re Gay as the Day is Long”. Mas a melhor interpretação hamletiana de sempre é addamsiana: Wednesday Addams (Chistina* Ricci) e Pugsley Addams no 5º acto (abreviado): “ó orgulhosa morte, que banquete é servido na tua cela eterna? Doce esquecimento, abre os teus braços”, no filme “The Addams Family” (1991). ___ * “Eu penso que a razão principal pela qual uma quantidade de crianças estrelas não singram, é que é difícil ver alguém tão fofinho e, em seguida, de repente, vê-las como tendo mais profundidade. Eu acho que apenas tive sorte, que, quando era pequena, ninguém achava que eu era fofinha”. Imagem do filme “Black Snake Moan” (2007)].

33 Comments:

  • At 7:26 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Outro post que ultrapassa os limites do razoável. Quando já tenho tudo pensado para escrever, aparece sempre alguém a estragar o plano, e a aumentar mais uns parágrafos. O ataque de moca de Dominique Strauss-Kahn em Nova Iorque vem mudar a concepção do mundo, o Weltanschauung dos filósofos alemães, os líderes mundiais, se ficaram radiantes e otimistas com a eleição de Báráque, agora ficaram realistas e com vontade de trabalhar. E o Catroga? Espero que seja ministro. Eu parava tudo só para ir vê-lo. Fantástico. Um grande espírito da nossa época.

    Queria explicar a expressão “pôr a mão na sarda”, que pode ter outras conotações mais vernáculas. Escrevo partindo sempre do princípio de que os portugueses são o povo mais rico do mundo que fizeram aquilo tudo que consta da História. Por isso, para abarcar esta grandiosidade é necessário atualizar os ditos populares, provérbios, aforismos etc. “pôr a mão na sarda” é um reforço de “pôr o dedo na ferida”. Um povo rico não põe só o dedo, põe logo a mão toda. E não põe na ferida, que lembra pobre sem Serviço Nacional de Saúde tendencialmente gratuito. Põe a mão numa sarda, aqueles engraçados sinais que entusiasmam os apaixonados, em novos, quando envelhecem tornam-se verrugas.

    A parte da música é do Renascimento, com Shakespeare na melhor interpretação de sempre na família Addams.

     
  • At 12:48 da manhã, Blogger xistosa - (josé torres) said…

    Vou meter uma "bucha" (não de palha) e atestar o depósito que já não oiço o corta-feno há umas horas.
    Comecei o calvário e dou de caras, de flanco ou cernelha, com as palavras do "amigo" de tudo o que é (foi) bom, Torres Couto sobre as possíveis sobre-elevações... por falta de greta para passar os cartões Multi...
    Chamem-lhe violência sexual, mas é verdade que quando não há greta, digo cheta, é uma..., vamos lá, chatice.
    Até logo que o microondas já assobiou duas vezes.

     
  • At 5:14 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    O Torres Couto bem que topa o povo que conduziu durante anos, e para o qual a sua Central forneceu uns cursos de formação da CEE, o dinheiro desapareceu e não se sabe se alguém foi formado, e o tribunal limpou-lhe de qualquer mácula. Se calhar alguns daqueles formados nesses cursos, valorizaram o seu saber, e estão agora no Governo.

    Uma prova de que isto está mesmo mau. Vinha ontem num jornal “mata cunhado e sobrinho a tiro e foi à consulta ao médico”. Ele depois de meses, se era alguma especialidade: anos, à espera de uma consulta, não quis perdê-la, antes de ir para a pildra.

     
  • At 9:05 da manhã, Blogger Rafeiro Perfumado said…

    Houve um povo que resumiu lindamente a nossa forma de ser. Os romanos disseram que os lusitanos eram um povo que não se governava nem se deixava governar. Parece que esse ADN perdurou até aos dias de hoje...

    Abraço!

     
  • At 11:43 da manhã, Blogger São said…

    Ai, Júlio César tinha carradas de razão...e talvez seja esse o motivo da nossa independência: ninguém está para nos aturar!

    Fica bem

     
  • At 10:35 da tarde, Blogger xistosa - (josé torres) said…

    Estou cheio de gripe.
    É a velhice.
    Em mais de 50 anos nunca tive uma dita cuja, agora...
    Andei à procura de CINCO suicidas, para animarem uns comícios.
    Mesmo prometendo os fósforos e 80 virgens, ninguém me leu e ouve.
    Eu sei que é difícil arranjá-las, e mais a mais aquelas que andaram na... instrução doutrinal com introdução (aquele local onde os padres ensinam a rezar, com métodos práticos).
    Tenho meia dúzia de foguetes para lançar. Então não é que o meu Belenenses se mantém com salários em atraso, digo na 2ª divisão.
    Acabe o futebol e nunca mais haverá apitos dourados,vermelhos ou outros, onde se compra e vende de tudo, com provas periciais, ou melhor, auditiveis, em perceptível ouvido.
    Mas a justiça é surda!!!!!!!!!!!!!! e os juízes têm...
    Daquele refrão:
    "Quem tem cu tem medo" quando são ameaçados por energúmenos.
    Como é que um jardim de azáleas. begónias e hortências é um local para carpir.
    Será dos pólenes?
    Vou espirrar para outro lado (que vai ser sobre um ortopédico local de meditação, que alguém já chamou de prato da máquina de furar).
    É tudo.
    Um bom domingo que eu tenho um garrafão para "fazer".

     
  • At 10:40 da tarde, Blogger xistosa - (josé torres) said…

    Vou pedir desculpa, mas surgiram uns problemazecos que me têm impedido de andar por aí.
    Agora só ando por aqui. Ainda não consegui apanhar o Portas nestas andanças pelo Norte e estou desesperado.
    Pelo que leio e ouço o país está a afundar-se e estou vivamente interessado em comprar mais quatro submarinos, antes que isto esboroe mesmo. E ele tem os conhecimentos necessários para uns milhões de desconto.
    É isto que me mantém ocupado e nem tempo tenho para actualizar o blog.
    Não gosto de prometer e falhar e como tinha prometido aqui estou.
    Já agora se estiver interessado num lugar num dos submarinos, diga algo porque vou abrir as inscrições, com uma ressalva, se vierem com defeito (como estes que já cá estão, já cá cantam, já cá moram 35 milhões, digo máquinas infernais de fazer dinheiro) são devolvidos.
    Abençoado povo e pova portugueses que tantos tubarões sustentam.
    Então vivam os carapaus e até mais.
    Voltarei.

     
  • At 11:41 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Rafeiro Perfumado: que não se governava parece ser certo, mas que não se deixa governar, está muito longe da realidade atual. Os portugueses são o povo mais governável da Europa. E esperançoso também. Acredita que nestas eleições finalmente vão acertar no dirigente correto. 37 anos bastaria para perceberem que o problema não está nos eleitos mas nos eleitores.

     
  • At 11:42 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    São: a questão até nem é governar mas pôr a render. Pôr a dar lucro. Povo que não dá lucro ninguém o quer. Por isso, é preciso trabalhar mais e melhor, como diz o melhor intelectual português. Ninguém investe em coisa de baixo rendimento.

     
  • At 11:42 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    José Torres: os comícios têm estado muito animados. O povo e candidatos extasiam em partes iguais. E acabam os comícios, começam os Santos Populares (ou já começaram), portanto a festa este ano vai até ao fim do Verão. Até a troika virá ver os livros e aproveitará as praias lusas.

    Do futebol sinto falta da vuvuzela. Era o som da vitória que Portugal precisava. Com a corneta na boca o povo não quereria saber de corrupções. Quereria golos.

    Não havia lá no Inséte um post sobre as cabeleiras íntimas postiças? Andei à procura, mas não encontrei nada, apesar de ter uma vaga ideia de lá ter visto um post sobre o assunto.

    O Portas também ainda não vi. Mas isto tem um mercado, é possível que ele apareça. Já apareceu numas eleições quaisquer. O PP Coelho é que veio cá oferecer um almoço campal ao povo. Não fui, só ouvi o barulho que fizeram ao ver o líder, e vi na TV à noite. Pensei que fosse frango assado, disseram-me que foram febras, febras mesmo, não umas militantes laranja mais apessoadas. Se eu soubesse que ele ia taxar os ricos para ajudar os pobres, teria lá ido perguntar-lhe como é que ele pensa apanhar os ricos? Ou pensa chamar ricos gajos com 500 € por mês e taxa-los? como aliás já tem sido feito.

    As mulheres é que se safam na crise. Estive a ler que cada vez mais mulheres vendem óvulos. Não estou a ver nada no homem, nessa zona, que dê dinheiro. E o mundo também não está melhor de ideias para a crise. Vinha uma notícia na Sapo que vão sair videojogos para gatos. E porque não? Se há para camelos, porque não gatos? E não é que a PSP nem tem dinheiro para papel higiénico. Também não percebo para que o querem. Quem se borram são os presos.

     
  • At 11:54 da manhã, Blogger São said…

    Sim, mas então não acusem só os trabalhadores|

    Fica be,

     
  • At 1:39 da manhã, Blogger manuel said…

    Eu vi o gajo a gamar a caneta no telejornal. Pior foi aqui em viana ontem, uma senhora roubou uns artigos no shopping, dentro de uma saca de alumínio para não fazer piiii na saída, mas os seguranças apanharam-na e foi logo entregue à PSP.

    Muito bom as lirinjis e bininis.

     
  • At 5:33 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    São: está bem. Mas quem trabalha é que produz riqueza. O trabalho saído do suor. Claro que há esses truques dos investidores, que dizem ter riqueza que não têm, e quando, na hora da verdade, lhes pedem para a mostrar, temos… a “crise”. Qualquer empreendedor sabe que, se conseguir bons trabalhadores (qualificados), obedientes (responsáveis), baratinhos (preço do trabalho muito inferior à inflação), enriquece sem problemas em pouco tempo, e receberá condecorações do poder político como um génio da sociedade, um valoroso homem, exemplo o nosso Alfredo da Silva.

     
  • At 5:34 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Manuel: epá, também conhecia uma gaja que fazia isso. Pegava numa braçada de roupa, ia para a cabine de provas e embrulhava, nas peças escolhidas, os alarmes em papel de alumínio. Nunca foi apanhada. Na altura era novidade. As lojas não estavam à espera. Era uma tipa estranha, tinha a mania de… bom, não posso continuar sob pena de me comprometer. Isso da bófia a vigiar as redes sociais é mais comum do que eles dizem.

    A maior anedota nacional é os nossos músicos culparem o download ilegal pelas não vendas das suas geniais obras. Vão nas tretas da indústria discográfica, que lhes palma a massa e culpa os piratas por lhes pagar tão pouco ou nada. Não serão as editoras que lhes dirão que o que produzem está perto, ou é, autêntica shit. E eles lá se convencem que são génios como o nosso Tózé Brito.

    Lembro-me do primeiro disco luso que comprei: Rádio Macau, aquele que vinha o “Elevador da Glória”. Foi uma tristeza e um estoicismo ouvir aquilo. Até gostava deles, a gaja era de filosofia, vi-os ao vivo uma vez, pelo menos, no Rock Rendez-vous, mas em disco era uma lástima. Naquela altura ouvia-se Cure, Echo and the Bunnymen, Aztec Camera, Virgin Prunes… e ouvir Rádio Macau, enfim, patrioteirismo, é nosso, Vasco da Gama etc. e tal. É verdade que eles eram prejudicados pelas más prensagens lusas. Comprar discos feitos em Portugal era ser roubado descaradamente. Aliás, o primeiro disco que comprei foi o “Veneno” dos Peste & Sida, mas como era punk, a má prensagem até dava qualidade ao som. Mesmo excluindo a má prensagem, o que os Rádio Macau faziam era feito muito melhor no UK ou no US of A. E na altura não havia a mentalidade pastel de nata de hoje para amar os nossos, porque, na qualidade, com o produto estrangeiro, não havia comparação. Quem metesse no gira-discos o “Pornography” e depois os Rádio Macau, apanhava um choque.

     
  • At 3:10 da manhã, Blogger manuel said…

    Põe-te a pau com a bófia Táxi:

    http://31daarmada.blogs.sapo.pt/5094997.html

     
  • At 9:47 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    A terrível bófia da Amadora! Há uns tempos que não sou preso por eles. Uns intelectuais de gabarito, com quem se pode discutir os temas da humanidade.

    Não sei se a notícia não será fabricada. Tem uma montagem muito elaborada (muitos cuts à anos 70) para ser espontânea: a jovem donzela, filha do padeiro, grita “ai que susto”, quando o serralheiro lhe arromba a fechadura, e cobre, púbica, o colo, parece-me demasiado Strindberg ou Escola de Atores, para não ser representação. A TVI é mestra na construção da “notícia”. Autênticas curtas-metragens. Eles têm aquela dos ciganos a venderem crianças na baixa de Lisboa que é histórica. Filmavam só o bocal do telefone e os lábios da jornalista, nuns planos Hitchcock, para manter o anonimato da intrépida jornalista e não fracassar futuras reportagens. Aquilo era de morrer a rir.

    A fechadura lembrou-me aquele diálogo sobre educação sexual. Pergunta o filho para o pai: “pai, o que tem a mãe entre as pernas?”. “O paraíso”, responde o pai. “E o que é que tem o pai entre as pernas?”, insiste o filho. “A chave do paraíso”, responde o pai. Diz logo o filho: “muda a fechadura, pai, que o vizinho tem uma cópia”.

     
  • At 2:23 da tarde, Blogger São said…

    Ah, meu caro, tenho quase ao pé da poprta o mausoléu da criatura e no Barreiro esite uma estátua também.

    Sabes que ele sempre desconfiou do Banco montado por Alves dos Reis e fez tudo para se descobrir as patifarias...mas não por honestidade, claro, mas sim porque lhe estava a prejudicar as suas próprias maquinações em àfrica.

    Abraço

     
  • At 12:28 da manhã, Blogger manuel said…

    Ele há coisas:

    http://www.youtube.com/watch?v=kmvcWXfVB6A&feature=related

     
  • At 4:56 da manhã, Blogger Srta Emy said…

    Táxi,
    Isso aqui é um turbilhão de pensamentos! Retorno ao Couratos sempre encantada com sua genialidade.
    Meu beijo malvado,
    Srta Emy.

     
  • At 8:25 da tarde, Blogger Je Vois la Vie en Vert said…

    Eu ainda tenho todo o prazer a aturar os portugueses ...porque também me tornei uma deles...e, por isso, ontem fui colocar a minha cruzinha no boletim do totoloto das eleições, e ganhei um...coelho ! Não gosto muito de coelho no meu prato mas é um bicho bonito e fofinho!
    Vamos lá lutar para levantar este nobre povo nação valente e imortal !

    beijinhos
    Verdinha

     
  • At 8:21 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    São: não sabia que ele também perseguiu o Alves dos Reis. Só o conhecia como stalker dos trabalhadores. Se não estou em erro, ele foi o primeiro a fechar as fábricas (lock out, não sei se chegou a lay off). Os trabalhadores andavam armados em parvos com greves e ele pumba! Fecha a fábrica para eles aprenderem.

    O povo dá os passos para nova glória. Não sei se há premonição mas, no sábado, futebol, grande vitória lusa sobre a poderosa Noruega. No domingo, eleições, e os líderes bons vencem. (Gostava de ver outra vez o Paulo Portas à frente dos marujos, impedindo que aquelas descaradas do barco do aborto viessem escarafunchar nos úteros das mulheres portuguesas). Na segunda-feira, no Correio da Manhã, em letras bem gordas: “padre morre no altar”. Porra! não foi na rua, nem em casa, ou na sacristia, foi ali no altar, fulminado como que por um raio, e logo quando o povo escolhia os líderes que vão trazer a fortuna. Será que Deus quer dizer algo? Estará a escrever por linhas corretas? Que durante 50 anos Portugal vai andar para trás? (50 anos até nem seria mau, o pior é que os nossos credores querem que retrocedamos os 50 anos em 3 anos).

     
  • At 8:21 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Manuel: fazer o Mussolini fica bem a todos. Grande parte do charme do presidente Báráque vem daí. Ele fala com aquele queixo e pose à Mussolini. O que atrai muito as idosas europeias, há umas que são autênticas groupies, já sucedia o mesmo com o original.

     
  • At 8:22 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Srta Emy: bom regresso. Tenho que ir ao blog ler aquelas listas de citações. O tempo não é muito, mas…

     
  • At 8:22 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Je Vois la Vie en Vert: lutar, lá podemos lutar, mas não é isso que vem no memorando que, simplificando, quer dizer: os portugueses viveram 30 anos à pala e agora veio a conta. O novo casal do Governo só tem uma coisa para fazer: baixar o nível de vida dos portugueses (claro, que no processo, alguns amigos enriquecerão, c’est la vie). Milagres só se encontrarem petróleo. Eu já fico feliz se o Catroga for para o Governo e der uma entrevista ao fim da tarde: um pôr-do-sol, um gin tónico, Cartroga, isso é qualidade de vida, barata, (o gin sairá mais barato que a água da torneira).

     
  • At 10:23 da manhã, Blogger São said…

    Pois, mas como eu creio que a Humanidade está em fim de ciclo , talvez nem valha a pena enorme preocupação.

    Vamos seguir o exemplo de um dono de minas norte-americano que não limpa os terrenos poluídos porque Jesus está a chegar muito em brteve...só não explica se de avião, foguetão ou meios próprios.

    Fica bem

     
  • At 11:38 da tarde, Blogger KRISTUS ANDA Nagazoza said…

    Desde D.Sancho I ou II

    Laranjas e Bananas são música de importação

    as 4 gatinhas ouvi não...

    Táxi Pluvioso είπε...

    As coisas estão mal e só ficarão pior. Pelas minhas contas,

    tamem faz contas...ê cá tenho as minhas por fazeri desde 2008

    o país entra em bancarrota em 2013,
    algumas partes talvez entrem
    há muita bancarrota incógnita
    neste mar de dívidas


    mas pode ser antes, pois os acontecimentos sucedem cada vez mais rápido, deve ser de estarem on-line....

    tamém ajuda hoy pode-se transferir um bilião de coroas ou de euros in minutos

    Não sei se percebi bem aquela ideia europeia para a Grécia?
    é um jogo de ameaças

    eu ameaço que não pago tu ameaças que pões fogo à casa

    é o esquema dos cobradores de impostos do tal Sancho I
    e moedeiros falsos com chumbo derretido
    ou azeite a ferver

    A Europa pretende cobrar diretamente os impostos? Escolhem um sítio, tipo Bobadela ou Paio Pires...

    apesar desse conhecimento impar destes importantes nós ferroviários rodoviários

    nã dá para cobrar impostos porque a CP anda em greve e em Paio Pires o pessoal gasta o $ todo para meter o pópó em engarrafamentos

     
  • At 12:19 da manhã, Blogger xistosa - (josé torres) said…

    Não tenho aparecido.
    Andei e ainda ando a estudar o Código das Eleições.
    (Não é assim que se chama?
    Mas deveria ser... talvez um apêndice da Constituição com explicações mais lineares para o zé Povinho)
    Então não é da praxe o presidente desta república chamar o chefe, patrão, caudilho, cabecilha, dono, proprietário, cozinheiro chefe, patola, dirigente, administrador, patrono, protector, "o rei", deus, do maior partido?
    É por isso que me tenho dobrado (vassalagem) e desdobrado (conquistador) em exéquias (pós eleições) para um tachito.
    Estou a necessitar de votos para representante, " a bem da Nação" dos excomungados, digo abstencionistas.
    Não terei direitos?
    Ou são só deveres?

    Não sei se vou continuar nesta vida.
    Estou por um cabelo e o raio do relógio não perdoa.
    Vou tentar aparecer por aí, mesmo que seja ao virar da esquina.
    Para já um resto de boa semana.
    (se possível com o 2º prémio do euromilhões. O 1º será para mim, para ser equitativamente.

     
  • At 7:24 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    São: não sei se será fim de ciclo, aliás isso parece-me mais coisa de historiadores, que introduzem instrumentos teóricos para distinguir uma coisa de outra, quando as diferenças não são por aí além. Agora que as coisas mudaram muito lá isso mudaram. Um presidente laranja e um 1º ministro da mesma cor era impensável há uns anos, pois o povo tinha noção que era preciso haver um travão às ambições das clientelas políticas por detrás dos partidos. Ou esta agora do Paulo Portas contratar o Garcia Pereira para saber se deve processar a Ana Gomes, embora os gajos do MRPP compreenderam muito cedo que é o dinheiro que compra os melões, já o timoneiro do proletariado Arnaldo de Matos serve a burguesia.

    Se é verdade essa notícia que por aí anda que Sócrates vai para Paris estudar filosofia só prova que foi o melhor 1º ministro português. Ah! Vocês estão cheios de dívidas? Portas e Passos cobradores? Vou para Paris estudar filosofia, é fantástico.

     
  • At 7:25 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    KRISTUS ANDA Nagazoza: D. Sancho I, o II, apesar do gosto por ele que tiveram os historiadores românticos, não tinha veia poética nem sabia governar.

    Não me admira que as laranjas e bananas sejam de importação, já os frutos também o são. Vêm da América Latina e de Espanha. A maior parte da música portuguesa é pilhada no estrangeiro. Antigamente era na Alemanha, agora parece que se viraram para o Brasil.

    As contas portuguesas são muito fáceis de fazer. A única é operação necessária é a adição. Porque nesta coisa de pagamentos modernos a dívida aumenta sempre e nunca baixa. Todas as cidades e aldeias portuguesas são importantes nós rodoviários.

     
  • At 7:25 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    José Torres: o povo está convencido que desta vez é que é. Nestas eleições escolheram bem. Enfim, é um povo de fé, eu só espero bons momentos de humor. Li que um padre recusou a hóstia a uma jovem por causa do decote. E tem muita razão. Se ela, a hóstia, escorrega e cai no meio das bolas, quem vai lá tirá-la? O padre não pode, pois não vai conspurcar as mãos e os outros fiéis ficarão sem hóstia, ou ele terá que benzê-las, as mãos, outra vez. Mas a melhor que li foi “empresário exige 7 milhões por Bobó”, ora um bobó por 7 milhões é bem caro, meia dúzia deles pagaria a dívida num instante.

     
  • At 1:31 da manhã, Blogger xistosa - (josé torres) said…

    Também lia do Bobó, mas... como vejo mal até me confundi e pensei que era outra coisa escrita, tanto mais que este era refinado e feito com maiúscula.
    Mas já houve e até "ouve" um no Boavista. O marechalão, digo o capitão batatinhas, vulgo major Loureiro, trouxe-o da Guiné, como outros escravos para o servireEste sabia acertar as canelas dos adversários e jogou futebol, mas outros ouve e houve que se perderam a servir o régulo.
    Sobre a hóstia, o decote e o "deboxe" (seria mais rápido de escrever se não justificasse o erro) do padre, ou da noiva... ou do noivo...
    Corre pela Net um filmezeco de uma "sena" (de seio) parecida.
    Mas o padreco não esteve com meias medidas, Afiambrou-se à colina de duas enormes montanhas, na busca insana do umbigo (isto foi o que me pareceu) ou então da dita cuja hóstia.
    E ia jurar que até espumava e deitava a língua de fora, com os olhos fora das órbitas e o ponteiro das horas nas 12 (não, não podia ser 24 porque era dia!).
    Bem, mas isto é maledicência.
    Vou ganhar coragem para assestar as lunetas no último post.

    INTÉ!!!

     
  • At 11:26 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Sim, no fundo, os padres têm mais direito em chafurdar nas criaturas de Deus, do que o artolas do marido ou do namorado.

    Eu estou mesmo desejoso de ver o Governo do nosso novo casalinho. Isto promete muito.

     
  • At 4:46 da tarde, Blogger Faisal Bashir said…

    Many productions rely on the universality of Shakespeare's work – indeed, it is easy to argue that their enduring popularity partially rests with their ability to speak to the audience’s shared experiences of humanity. The Philadelphia Shakespeare Theatre, however, draws on a more metatheatrical commonality of Shakespeare's work: how his plays are first encountered by individuals. Their production of Henry V is set in a high school classroom, performed by students who echo the journeys of many theater-goers in their discovery of Shakespeare.
    https://www.playshakespeare.com/

     

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