Pratinho de Couratos

A espantosa vida quotidiana no Portugal moderno!

segunda-feira, janeiro 18, 2010

Pepineira

Latíbulo de forças perversas, espurcícia gotejando-lhe das profundidades, fedegoso nevoeiro velando-lhe a luz, o mundo actual afistula no mal maior. Peritos enfiam-lhe o tanatómetro detectando os cadavéricos 20º.
George Bataille, intelectual francês, condição sine qua non nas miúdas giras*, numa entrevista, solarizou: “a Literatura permite ver o pior” da condição humana. E, nas luso-livrarias soçobradas em livros de padres e polícias, confirma-se, a moral morreu! Michael Knight, intelectual rodoviário americano, analista laminar, automobilizou: isto é “um mundo de criminosos que operam acima da lei”. Escuta-se a monódia da tragédia, pífio destino aguarda o cidadão, é que para os criminosos que operam “dentro da lei”, as sociedades estão protegidas por juízes e advogados, mas aqueles “acima da lei”, percorrem os caminhos sombrios da taradice, e os psicólogos / psiquiatras / laboratórios farmacêuticos, patinham na cura e não há manicómios** suficientes.
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* Versos dos
of Montreal: “I fell in love with the first cute girl that I met / who could appreciate Georges Bataille / Standing on a Swedish festival / Discussing, ‘Story of the Eye’”.
** Krafft-Ebing, em “Psychopathia Sexualis”, a sua recolha das abominações, para uso dos médicos e polícias, descreve o “fetichista das tranças”, que atacava incautas vítimas em Berlim: “essas pessoas tão são perigosas que seria absolutamente necessário interná-las por muito tempo num manicómio, até eventual cura. (…) E quando penso no imenso desgosto de uma família que vê uma jovem assim privada dos seus belos cabelos, é-me impossível compreender como é que tais pessoas não ficam para sempre num manicómio”.
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A primeira linha de defesa pessoal é a família, apoiada pela Ciência, na escolha do sexo da criança: comer
bananas faz meninos. Mas ninguém protege mais a família do que o Estado, e dentre deles o russo apadrinha e amadrinha mais. O grande líder Dmitri Medvedev, nas vésperas da sua “eleição”, em 2008, foi homenageado pelo grupo de arte Voina (“guerra”), numa instalação artística chamada: “Fuck for the heir Puppy Bear!*. Ocuparam uma sala do Museu Estatal de Biologia Timiryazev, em Moscovo, despiram-se, – quando se aliam actores anarquistas e estudantes de Filosofia a nudez não é excluída –, neste caso copularam em público, enaltecendo mais um farol do ex-proletariado. A arte precedeu a vida, no ano passado, Medvedev numa grande charanga televisiva, com o objectivo de aumentar a população, distribuiu a “Ordem da Glória Parental”, por oito famílias, muito visitadas pela cegonha. Stalin, em 1944, para contrabalançar os 23 954 000 mortos na guerra, ideara algo semelhante, a “Ordem da Mãe Heroína**, atribuída às solícitas camaradas que parissem 10 ou mais filhos***.
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* Em russo, “medved”, significa “urso”.
** A
T-shirt.
*** As russas emprenhavam através do método normal, do emancipado “favorzinho” aos camaradas, na América,
Nadya Suleman adora bucho cheio, mas sem cuecas rasgadas, frenesim, suor e esgares, raparia as medalhas todas. Mãe de seis filhos, concebidos por inseminação artificial, encomendou outra fertilização in-vitro, desovando mais oito. Um trânsito nas partes baixas bastante lucrativo. Arrecadou casa nova e show de TV. As produtoras de filmes pornográficos, sensíveis a esta invulgar vivacidade púbica, acenaram-lhe contratos e fraldas descartáveis.
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[Intervalo para harmoniosos sons com
Chris Dodgen].
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A maternidade é a solução. Durante as filmagens de uma série de TV*, se a
actriz principal engravida, incluem-na no enredo, difundindo bons modelos aos espectadores, que salvarão o Planeta, povoando-o do número ideal de habitantes. Na orgiástica** ordem de Deus aos peixes e aos pássaros, ao macho e à fêmea, quanto mais melhor – apregoam os políticos, e os políticos evoluem no mesmo sentido das proteínas, sempre para a frente. Inteligência soma-se a inteligência + inteligência + inteligência...
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* A televisão, universidade aberta do nosso tempo – diz o provérbio: “uma telenovela vale mais que mil professores” – tem especial atenção dos responsáveis, que modificam
diálogos de filmes, para construírem o carácter nos alicerces certos.
** Os
personagens Disney já não dispensam a sua bambochata.
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Depois de nascidos, a educação dos descendentes é levada muito a sério pelas famílias modernas, norteadas, por exemplo, pela
Psychoanalyst TV, para que os filhos sejam esclarecidos “Sadobabies: runaways in San Francisco”, sem distúrbios mentais. Ou pelos nutricionistas, para que não abusem do Lollipop (dos Framing Hanley), cresçam com pernas robustas e participem em cenas sexy no cinema ou webcams. Não só a Ciência empurra o carrinho da educação, as indústrias também. Brinquedos pedagógicos ensinam a trabalhar, e os Taselers corrigem comportamentos desviantes. Os casais que não comem bananas parem filhas, uma fonte de preocupação, numa época onde, como preveniu o Santo Padre Bento XVI, o sexo descasado da procriação pode tornar-se “como uma droga”. Elas, ainda na idade dos pensos higiénicos Pokemon, nos nossos enevoados dias de perversão, são cobiçadas pelos “criançófilos”*. Felizmente há pai… e mãe!
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* A maior catástrofe da primeira década do século XXI foi a
sexualização das crianças. Por culpa da lidação lorpa das indústrias do jornalismo, policial e judicial, um problema do foro criminal e psiquiátrico, transformou-se num problema de costumes. As crianças adquiriram estatuto de objecto sexual, endureceram-se leis, não para condenar devassos, mas para prevenir tentações dos normais. Perdeu-se a inocência. No século XXI, a “Venusfest” de Rubens é uma obra debochada, e Cupido e Psique, infantes, uma imoralidade.
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Tallulah Belle Willis, 15 anos, filha de Bruce Willis e Demi Moore, de rabo ao léu, tetas desbragadas, provocou uma guerra-tweet entre a mãe e a bicha-mor de Hollywood, Perez Hilton. Tweetou Demi: “como se chama quando alguém diz às pessoas para olharem para ‘tetas & rabo’ de uma criança mostrando fotos?”. A figura do “criançófilo” aliviou os pais, da burqa da educação, permitindo-os defender a Moda nos filhos. As indústrias cinematográfica e discográfica são muito aplaudidas por não explorarem o sexo ou a sugestão sexual. Por isso, Taylor Momsen, 16 anos, actriz de “Gossip Girl”, vocalista dos Pretty Reckless, veste-se recatada com freirais fishnet stockings, com certeza, amparada pelos pais, aos 15 anos, já foliava como as big girls. A Disney nunca explorou a coisa sexual em Miley Cyrus, nem para vender televisão ou discos, vendem-se pela qualidade e modelo para os jovens. Ela fotografa e fotografa-se e o seu mamilo de décimo sétimo ano pula com naturalidade. No Teen Choice Awards de 2009 cantou esfregando-se num poste de stripper, o pai, Billy Ray Cyrus, justificou: “sabem o quê? Eu penso que Miley gosta de entreter as pessoas (…). Eu digo-lhe sempre para gostar daquilo que faz, e ficar focada no amor à arte, e não se preocupar muito com a opinião dos outros”. A irmã de Miley, Noah Cyrus, 9 anos, abraça-lhe os passos e enfarpela-se condizendo para a festa. Os jornais relatam: “há meninas de 8 anos a entrar na puberdade”, a sociedade, com um olho no “criançófilo”, outro na “saudável educação”, não há idade limite para torcer o pepino.
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Gospel – as origens deste estilo musical embrulham-se na génese da racionalidade, sabe-se que é posterior ao Ardipithecus ramidus e anterior ao war-bot, não se reúnem consensos numa data exacta, no entanto a responsabilidade está bem delimitada. Ele deriva da mais antiga peta feminina (documentada), enfiada num homem, para explicar a ausência do selo de inviolabilidade*. Maria culpou Deus, safando o vizinho malandreco, o bomzudo samaritano ou o primo atrevidote: “querido, estava na horta regando as couves e um anjo anunciou-me que engravidei”, e ele: “okay Maria casamos na mesma”. O gospel celebra a sequência de eventos subsequentes. Tal como o conhecemos hoje, data das missas do século XIX, da feliz evangélica união entre o pregador Dwight Lyman Moody (1837-1899) e o músico Ira D. Sankey (1840-1908) e do pentecostalismo.
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* O Concílio de Éfeso, em 431, designou, oficialmente, este gorro mariano como “
Theotokos”.
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Thomas Andrew Dorsey, (1899-1993), compositor e pianista de blues nos anos 20, sob o nome de Georgia Tom, (“Things ‘Bout Comin’ My Way”), nos anos 30 muda-se para o gospel, (“Precious Lord, Take My Hand”). “Inventa” o toque de piano do gospel negro, funda uma casa de publicação de música, e é-lhe creditado o título de “pai da música gospel”. Não foram facilidades, explica ele: “pedi emprestado 5 dólares e enviei 500 cópias da minha canção “If You See My Savior” para as igrejas através do país… três anos antes de receber a primeira encomenda. Apeteceu-me voltar aos blues”. Escreveu mais de 800 canções: “quando compreendi quão duro algumas pessoas lutavam contra o conceito gospel, eu estava determinado a carregar a bandeira”.
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Sallie Martin, (1895-1988), começou a cantar nas igrejas do Movimento da Santidade, é alcunhada “a mãe do gospel”, pela sua divulgação da música de Dorsey, (“I’ll Tell It Wherever I Go”, com Thomas A. Dorsey, no piano). Desentendem-se, nos anos 40, e ela forma as Sallie Martin Singers, com a filha Cora Martin, Ruth Jones, (mais tarde conhecida como Dinah Washington) e o irmão Joe May – “It’s A Long, Long Way” ■ “Working on a Building”.
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Reverendo James Cleveland, (1931-1991), aproximou o gospel do jazz e da música pop valendo-lhe o título de “o rei do gospel” – “I Don’t Feel no Ways Tired” ■ “This Too Will Pass”. Nos anos 50 Cleveland trabalhou para Albertina Walker, “a rainha do gospel” – “Don’t Let Nobody Turn You Around”■ “Lord Keep Me Day By Day”. Os brancos também deram a sua boquinha de dança no género como Albert Edward Brumley, (1905-1977), cantado pelo filho Al Brumley Jr – “Turn Your Radio On” ■ “I’ll Fly Away”.
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Arizona Juanita Dranes, (1891?-1963?), antes de Thomas Dorsey, nos anos 20, introduziu o acompanhamento de piano na música gospel, principalmente cantada a cappella, e foi a primeira cantora a transportar a música religiosa das igrejas para o público através de discos e actuações – “I Should Wear a Crown” ■ “Crucifixion”.
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Rosetta Tharpe, (1915-1973), é a grande vedeta do gospel no final da década de 30. Aos 4 anos acompanhava a mãe, a evangelista Katie Bell Nubin, que tocava mandolim, como "Little Rosetta Nubin, the singing and guitar playing miracle". Nos anos 20 a família muda-se para Chicago, ela tocava blues e jazz em privado, e gospel em público. Gravou pela primeira vez em 31 de Outubro de 1938 com Lucky Millinder and his Orchestra (“The Lonesome Road”■ “Four or Five Times”. Lucky Millinder and his Orchestra – “Chew Tobacco Rag” com John Carol ■ “Big Fat Mama” com Trevor Bacon ■ “Hucklebuck”). Os seus discos provocaram horror entre os papa-missas, pela mistura de música religiosa e profana. Em 1944 grava, com Samuel “Sammy” Blythe Price, pianista texano de boogie-woogie, “Strange Things Happening Everyday”, para alguns, a primeira canção de rock ‘n’ roll*. Durante a guerra, ela, e os Dixie Hummingbirds, (“Standing by the Bedside of a Neighbor” ■ “When the Gates Swing Open”), foram os únicos artistas de gospel a gravar V-Discs para as tropas. Muitos reclamam da sua influência como Elvis Presley, Jerry Lee Lewis, Isaac Hayes, Aretha Franklin, Little Richard nomeou-a como a sua cantora favorita quando era criança. Em 1945, cruzaram-se na Geórgia, num concerto, ela ouviu-o e convidou-o para actuar e no final pagou-lhe. No fim da guerra, a editora Decca juntou-a a Mary Knight (1925-2009) num negócio que rendeu (“Up Above My Head”) até ao fracasso da entrada no mercado do blues, no início da década de 50 – “Down By the River Side” ■ “Up Above My Head”■ “Didn’t It Rain”■ “Trouble in Mind” ■ “That’s all”■ “I Do, Don’t You”.
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* Anterior a “Rocket 88” (1951) de Ike Turner, que enterrara, com a chegada dos pretos à História, o “Rock Around The Clock” (1954) de Bill Haley and the Comets, como possível origem].

43 Comments:

  • At 7:30 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Ai caraças! Demasiado longo para se ler e tive de cortar no gospel. Mas ver um PJ, de brinco, a defender a liberdade de expressão, libertou-me a veia. Isto era um povo de tolos, que se tornaram ridículos, não sei que se seguirá...

     
  • At 8:40 da tarde, Blogger Carmo said…

    Passei por aqui para retribuir a sua visita

    Um abraço

    Carmo

     
  • At 9:35 da tarde, Blogger Humana said…

    Bem me pareceu que estavas inspirado...;D
    Um beijo.

     
  • At 9:49 da tarde, Blogger Luís Maia said…

    Desta vez vale por 2 expressos, são 2 semana para ler tudo.

    Um abraço

     
  • At 5:27 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Carmo: hei-de voltar com mais calma. Estes dias têm sido muito ocupados.

     
  • At 5:36 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Humana: os médicos têm conseguido fazer algo? Espero que tudo corra bem.

    Isto é terrível. Os polícias em cruzadas. Não conseguem provar, e em Portugal nunca foi necessário provar nada, pois juízes e Ministério Público fazem o mesmo trabalho, isto é, acusar, e depois acham-se no direito de difamar as pessoas, com exactamente aquilo que não conseguiram provar. E, isto é liberdade de expressão.

    Estou muito curioso com a reacção do juiz. Eles sempre foram mal preparados e incapazes e julgar.

     
  • At 5:52 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Luís Maia: isto ficou muito grande. Mas os temas era complexos.

    A histeria levantada com a pedofilia, um problema que foi agravado pelas várias indústrias que lidam com o problema. Digo indústrias pois vendem um produto e recebem benefícios dele. O jornalismo, confundiu tudo e deve ter criado aquilo que chamam copycat, aumentando o número de casos. A polícia, com as investigações pró-activas criaram mais uns, verdadeiros ou falsos. Os juízes, enfim, pouco sabem o que fazem. E depois há o cinismo natural da nossa sociedade e os pais que desapareceram da educação dos filhos.

    No gospel tentei ser esquemático e simples, sem atender a polémicas de classificação. Mas para quem gosta ou não conhece, e quer conhecer, está o básico. Arizona Dranes vale a pena ouvir e Rosetta Tharpe é um caso à parte.

    Poderia ter dividido por vários posts, mas já tenho tanta coisa para meter, que só ia atrasar tudo. Não me esqueci da música revolucionária, tenho os apontamentos dispersos, e ainda não cheguei lá.

     
  • At 11:26 da tarde, Blogger xistosa - (josé torres) said…

    Nunca fui um "viciado em carro".
    Sempre me chegaram as 4 rodas para me locomover, mas ...
    Confesso que gostava de ver a Parte II de "Knight Rider Stripper".
    Não há?
    Então paciência, fico com a minha imaginação e delírio.
    E, amanhã, uma pepineira no Arcoense em Braga, que a vida não são só privações.
    E o David Hasselhoff deve ter ficado a perder de vista, duma entrada triunfal no Jardim, perto do ZOO da Maia, em que desci não sei quantos degraus de granito e fui aterrar em plenos passeios do dito cujo jardim.
    penso que foi a partir daí que comecei a ter fobia a andar "pelo ar".
    O que se aprende por aqui.
    Com que então bananas, mas o fruto, ou o adj.?
    Só assim se compreende, ou não?
    E seria curial que o leite lhe estivesse associado.
    Que mais me irá acontecer, digo aprender.
    Falta saber se os pobres estudantes não estavam a confundir a sua própria Biologia.
    Mas no fim, prevaleceu a virtude do amor e o meliante, digo o "grande Dmitri" ergueu-se, Nem sei se também esteve deitado, e venceu a orgia, como seria de esperar.
    Lembro-e que "aprendi" (no tempo em que se aprendia, a bem ou a mal) que não há diferença entre uma planta e um animal.
    Por isso deixei estas teorias de lado e dediquei-me aos números.
    É que um um, é um um, um dois, um dois e assim sucessivamente.
    Agora dizerem-me que uma roseira pode ser comparada a um porco-espinho, por muitos poros que tenha ... não entra.
    Sempre houve muitos filhos da mãe.
    Mas condecorações por um trabalho aprazível?
    E a "menina" Nadya, se é assim tão fértil, não se iria comprometer mais ao fazer filmes XXX?
    O intervalo não é para ouvir os piolhosos sons de Chris Dodgen.
    É mesmo um intervalo de algumas horas.
    Ou descansa-se, ou finge-se.
    INTÉ!!!

     
  • At 5:43 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Michael Knight foi um grande lutador pela lei e ordem, sem ele, estaríamos entregues aos bichos. Aquele é um programa familiar, não podem mostrar mais, aliás, as crianças, bem educadas, na assistência, tapavam os olhos. Seria a mesma coisa que as mamas da Claúdia Vieira, apertadas naqueles vestidos, saltassem cá pra fora para respirar, no dia seguinte choviam protestos na SIC.

    Falei nas bananas exactamente por isso. Sem bananas, das descascadas, ou só com casca na ponta, não há meninos. É mais uma verdade científica. Bananas com leite, sim, o célebre batido, tem feito o paladar de muitas, e actualmente, de muitos.

    Aquela foto da Nadya de barriga cheia é um clássico da nossa época, e ela também é um clássico da nossa científica época. Ela não engravidou encostada na parede de uma casa de banho de uma discoteca, como é normal, mas no consultório do Sr. doutor, com uma pipeta, mesmo pipeta.

    Acho o Dodgen um tipo com valor, um gajo em casa, que se dá ao trabalho de tocar, gravar, postar, é obra, e não se sai mal no resultado final.

    Na parte seguinte, a moda de andar nu, seja que idade se tenha, acho muito positiva.

     
  • At 10:30 da manhã, Blogger RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO said…

    Morávamos no interior de São Paulo em 1970. Meu pai, juiz de direito, havia sido *removido* para lá, Adamantina. A polícia era simplesmente parva. Um belo dia, um casal estava namorando na praça e o rapaz pôs a mão na corrente que estava no pescoço da namorada. O policial o prendeu, alegando que ele a bolinava. O juiz, muito presumido, mandou soltar. E outra vez e outra e outra. Em São Paulo, prestes a ser desembargador, por tempo, nunca por mérito, o juiz muito metido, ia ao trabalho no seus fusquinha azul e não de perua oficial. Um caminhão tomou-lhe a frente e dá-lhe ziguezague. Até que o fusquinha deu um jeito de passar no meio e o caminhão tombou. Por quê? Um delegado muito famoso *Fleury* prendera muitas damas num arrastão havia 3 dias e o meu pai mandou soltar na hora. E os telefonemas? Que ameaçavam a mim e ao meu irmão menor? Mesmo depois do fusquinha vencedor, duraram cerca de 1 ano. Aprendi a ser nua e do contra desde criança. Agora, também aqui na Blogocoisa, tem um tipo pastor pregador em mim. Ai, que coisa!
    Amei o seu post todo. Assino embaixo.
    Quanto ao eu e daí?, às vezes fica tudo brancoooooo. Nem sempre consigo ajustar a postagem.
    Boa Semana.
    Beijos Renata para você.

     
  • At 11:47 da manhã, Blogger rouxinol de Bernardim said…

    Meu caro, isto está um autêntico apocalipse global!

    A arte desapareceu, há tanta ladroagem, tanto despudor, tanto entorpecimento!

    Retrato soberbo desta globalização da mediocridade!

     
  • At 11:52 da manhã, Blogger Mi said…

    É um bocado complicado, sim... Chegar aqui para retribuir a sua visita no meu e... ficar um pouco confusa, percebe?

     
  • At 12:45 da tarde, Blogger Joice Worm said…

    Tu és um bloguista inesquecível. Mesmo que não veja um comentário, de certeza houve leitores. E eu sou uma delas, mesmo com meu tempo de ampulheta.
    Um grande abraço, Táxi.

     
  • At 1:18 da tarde, Blogger São said…

    Comer bananas dá rapazes?!
    Mas onde irá parar esta pseudo-ciência?!

    Tem (quase)tanto crédito quanto o de afirmarem de que quem fuma passivamente corre maior risco de contrair cancro pulmonar do que quem fuma mesmo

    Claro que exceptuo quem trabalha em bares e afins.

    Tudo de bom.

     
  • At 9:50 da tarde, Blogger manuel said…

    ihhhhhhhh o Dorsey!!

     
  • At 11:58 da tarde, Blogger Fernanda said…

    Amigo T.P.

    Afinal não sou só eu que penso que não é possível ler os textos aqui publicados em menos de uma semana.

    Voltarei quando tiver uma semana livre:))))))
    Brinco!
    Voltarei mesmo.
    Bjs.

     
  • At 6:44 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Renata Maria Parreira Cordeiro: o blogger às vezes causa problemas, no fundo a tecnologia é como as pessoas, vai-se abaixo.

    Tenho visto alguns blogs desaparecerem, e só serem vistos com um browser, e não com outro. Como pouco percebo disto só acho estranho.

     
  • At 6:56 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Rouxinol de Bernardim: de facto caminhamos para uma mediocridade absoluta, o engano e a mentira, conduzidos pelos meios de comunicação.

    Ontem fiquei parvo por ver uma manifestação, na Baixa, dos donos dos clubes de vídeo, e músicos que ninguém conhece. Protestavam contra a pirataria.

    A certa altura despejam no chão uma caixa com vídeos, irados pelo "roubo" de que são "vítimas". Pelo cuidado posto na acção, suponho que depois os apanharam e voltaram para as prateleiras. Pensei que os fossem partir.

    Ninguém lhes disse que o vídeo (ou CD) acabou. Tal como ninguém disse, aos clientes dos Bancos, o que é uma empresa privada, e as pessoas entravam confiantes, e foi o que se viu.

     
  • At 7:00 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Mi: calculo que apanhar com um post deste tamanho deite abaixo qualquer um. É produzida tanta informação na nossa sociedade, e eu tento passar por tudo, que talvez as coisas se percam.

    Felicidades para as notas.

     
  • At 7:07 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Joice Worm: acho que são posts para desempregados, que têm muito tempo, espera-se em Portugal 600 mil, logo vai haver muito leitor... se houver dinheiro para a net :-)))

     
  • At 7:13 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    São: a ciência segue as tendências modernas que é tudo ser cómico.

    Até o Haiti se está a tornar cómico, com todos aqueles jornalistas fotografando e filmando. Uma feira de misérias directamente para o sofá, mas que já existiam antes do terramoto. E, pelo que vejo, aquilo é uma oportunidade para enriquecer, única.

     
  • At 7:18 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Manuel: e George Bataille.

    Tens que ver os russos artistas, enfim eram estudantes de Filosofia, que criaram um grupo de teatro guerrilheiro.

    As filhas dos famosos e vedetas despindo-se, por que está calor, não recomendo, pois são carnes ainda não legais.

    Agora... a Rosetta Tharpe e a Arizona Dranes são another conversa.

     
  • At 7:21 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Fernanda: deve ser mais que uma semana. Eu levo bastante tempo para ver os links todos, e ainda por cima estou a ler o José Luís Peixoto :-))

    ... e sigo os debates da assembleia.

     
  • At 6:09 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    É o que se chama o microinvestimento para criar uma microimpresa, não, já sou optimista por natureza, prefiro boxe no Sporting, a dinheiro no BPN.

     
  • At 9:32 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    ... "microempresa", microimprensa, é outra coisa, é a nossa querida imprensa, eles, inteligentes, até se atiram das janelas dos hotéis...

     
  • At 2:27 da tarde, Blogger xistosa - (josé torres) said…

    Hoje descobri que os comentários para esta casa aparecem-me no meu e-mail.
    Como os conhecimentos destas máquinas infernais, cuja inteligência vai para além das minhas, apaguei os 3 (três) comentários-e-mails, ou vice-versa.
    Não me debrucei sobre o que não pesco nada e, sendo assim, nem me interessa se o anzol está mergulhado na água.

    Depois de um retemperador intervalo de sons e imagens (estas, imaginárias), finalmente tenho a prova de que a televisão é o melhor para o planeamento familiar.
    O cinema (filme) acaba muito cedo.
    Acabei de matar o bicho e não aceito cookies de procedência duvidosa (o que me exigiam para "entrar").
    Que grande bacanal (no 50º aniversário da macacada) ... todo o mundo gosta de se divertir, é inexorável.
    Apreciei as Lolitas, mas confesso que gosto mais duns pezinhos de coentrada, já que a carne exposta, fica mais distante da do meu talho aqui na rua.
    Dos brinquedos pedagógicos chamou-me à atenção os ditos Pokemon.
    Pensei que tinham passado à história sistemas que não fosse os da Evax, Reglex, Rolex, Simplex e assim sucessivamente.
    Tudo descartável como os sacos de plástico.
    Afinal as antiguidades, sendo bem manipuladas, cumprem a função com muito mais pundonor (de denodo).
    É que as coisas lubrificadas são mais fáceis de usar.
    É o princípio da manteiga na torrada.
    Leva a manteiga para lubrificar ...
    A sexualização da criançada lembra-me sempre a já velha do pedófilo que estava a ser julgado.
    O juíz quase no final, ao fazer algumas considerações, virado para o réu:
    - O snr. não merece pertencer ao reino animal, apesar de se ter comportado como um animal. O snr é um monstr, ter abusado da criancinha com 4 anos.
    Interrompe o pedófilo:
    - 4 anos, mas tinha um corpinho de 6!
    Mas a sexualização de crianças já vem de antanho, com lindas "vistas" em vitrais religiosos.
    Depois de ver aquelas (ou estas, depende do ponto de observação) "teens", cada vez me convenço mais de que a minha teoria está correcta.
    "Só há dois tipos de mulheres. As mortes e as vivas".
    Também, nem tanto ao mar, nem tanto à terra. Terá que ter mais de 30 kg.
    Que coincidência coincidente.
    Onde vim encontrar a voz duma série ... a Miley Cyrus.
    Já joguei no euromilhões.
    Se sair, pode contar com uma verba para a fita da máquina de escrever.
    Vá lá, para duas fitas ...
    Se é só para jovens, vou ter que esperar pela reincarnação.
    Já sobre a maninha ... nem digo nada sob pena de ser mal interpretado.
    Não gosto e pronto!!!
    Sou um fã incondicional do Gospel, gosto de me deliciar, no sossego da noite, quando estou a dormir.
    (Pensei que tinha sido o Isaac Asimov o inventor. Afinal terá sido o reinventor ...).
    Não é ser má-língua, mas estas coisas musicais, lembram-me sempre o "lambe Custódio" que em puto se entre ouvia nas igrejas.
    Não sei se aprendi alguma coisa por aqui.
    Só o futuro mo irá demonstrar.
    mas vi, li e até espreitei para muitíssimas ignorâncias minhas.
    Obrigado.

     
  • At 4:06 da tarde, Blogger xistosa - (josé torres) said…

    Agora para comentar nem necessito de ler o "post".
    O e-mail, traz-me logo aqui!!!
    "Esquizito", vai com "z" porque é mais do que esquisito.
    O que se passará???
    É tudo e p/mim, não é pouco.

     
  • At 5:18 da tarde, Blogger São said…

    Acho que o Haiti será laboratório para ensaiar muita coisa, não ?

    Abraço.

     
  • At 7:36 da tarde, Blogger Mariazita said…

    Meu amigo, "voz do povo é voz de Deus".
    Dá mais valor à voz do Vaticano do que à voz de Deus, ou seja, do povo???

    Esta é a terceira vez que cá venho...
    Embora não comente - já expliquei porquê - leio sempre tudo. Sou muito teimosa :)))

    Bom fim de semana

    Abraço
    Mariazita

     
  • At 8:37 da tarde, Blogger Carol Garcia said…

    aah esse texto achei até um pouco complicado de entender por não saber quase nada sobre esse assunto, mais acabei assimilando no final :D
    bj

     
  • At 8:45 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    José Torres: eu também pouco percebo disto, mas já me sucedeu, uma vez, receber também os comentários de um blog no e-mail. Não sei como isso sucedeu, na página dos comentários costuma haver uma opção que diz "receber resposta deste comentário no e-mail", ou algo parecido, pensei que talvez tivesse, inadvertidamente, clicado aí. Era capaz de jurar que não o fiz mas podia ter sucedido.

    Desactivei a opção, tirei o x lá do quadradinho e a coisa nunca mais sucedeu.

    Como isto está tudo ligado, é tudo da Google, a Google é a/o nossa/o dona/o, pode ter-se cruzado outro circuito qualquer. A partir de determinada altura as máquinas adquirem vida própria e só podemos seguir. Umas vezes o computador trabalha, obediente, como uma criança educada num colégio de freiras, outras, faz birras como o filho de um ministro rico (não confundir com rico ministro embora por cá serem sinónimos). Penso que será por as várias partes do Windows de vez em quando (ou muitas vezes) carregarem mal.

    Há um blog que só consigo aceder com o IE, deita-me abaixo o Mozilla e bloqueia-me a net, um mistério, mas esta coisa do blogger costuma ter falhas. Neste preciso momento, não consigo aceder à página dos comentários, dá error 404, vou desligar e voltar a ligar, chatice!!!!

    Quando me pedem cookies ou outra guloseima qualquer também digo sempre não, é que eu nem sei determinar se é a procedência duvidosa ou não. Nem que viesse do Patriarcado de Lisboa. (Não estou a ver que filme é que pediram cookies, a mim não me pediram nada, mas isto é cada computador cada sentença).

    Este ano, muita da carne desejada em Hollywood entra na idade da trancada legal, Tal como a Miley Cyrus que faz 18 anos, mas outras ilegais surgirão, o comboio não pára.

    Todos os brinquedos deviam ser pedagógicos, aspiradores, fogões, material de costura etc. para as meninas; carros, pistolas, pastas de ministro para os meninos, só assim todos serão educado pró futuro brilhante.

    Claro que Cristo foi o primeiro a sentá-las no colo, os vitrais celebram essa pureza. A net tornou todas teens, tenho visto muitas já trinteens ou quareteens metendo aparelho nos dentes, cabelo à frente dos olhos e dizendo que são teens. Para acabar com todo o abuso é proibir o sexo, actualmente com xBox ou Meo ou sexshop não serve para nada, e a procriação pode ser feita implantando os óvulos em úteros de vacas, salvo seja.

    Os 30 kg era um bom critério, matemático, objectivo, quantificável, estes modernos são muito complexos e induzem em erros. Continuo a dizer proíba-se o sexo.

    O gospel é música de beatos, se ligarmos às letras, então a coisa piora, mas aqueles que meti aqui vão um pouco além disso. E, já notei que em Portugal há um grupo, que no Natal, aparece na TV e arredores, muito felizes, a cantar gospel. Por cá deve-se ao facto dos homens serem malucos por usar saias ou algo parecido.

    Duvido que se aprenda algo, nem eu aprendo. bom fim de semana

     
  • At 8:48 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    São: sem dúvida, sem dúvida. Vou ter que falar disso, a talho de foice, no próximo post.

    Com a chuva de dinheiro, se alguns (os que podem, se calhar os mesmos) não enriqueceram, então algo vai mal no mundo.

     
  • At 8:52 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Mariazita: era uma chalaça, claro que existirão pessoas que fazem a diferença, e nem se lembra delas. Acho muita piada ao Vaticano, penso sempre, como passarão as noites, aqueles homens todos, que viveram sempre com homens. bom fim de semana

     
  • At 8:57 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Carol Garcia: apesar da língua ser semelhante, há muita diferença entre o português de Portugal e o português brasileiro. E, além disso, há as referências culturais, que tento que sejam universais quando escrevo, mas muitas vezes esqueço, e só quem vive por cá é que entende. Uma chatice. bom fim de semana

     
  • At 4:12 da tarde, Blogger xistosa - (josé torres) said…

    Neste blog:
    MAC - Tudo no nada
    sempre que lhe acedia, bloqueava-me, nem sei bem se o computador se a Net.
    Tinha que desligar e voltar a ligar a máquina.
    A "dona" alterou-o e nunca mais tive problemas.
    Mas não era só eu.
    Aqui, penso que fui eu que mexi onde não devia.
    Debrucei-me sobre o assunto e por vezes com o outro olho, não o da consciência, fazemos milagres (connosco próprios).
    Parece-me que está ultrapassado o problema.
    (vim de propósito ao e-mail, para verificar os mais amplos conhecimentos que coloquei ao serviço do Google)

    Bom fim de semana.

     
  • At 8:22 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Ah, também bloqueava, que coisa, coisas que estão para além da minha compreensão. E ainda não começou a cyberwar, quando os chineses avançarem, seremos neutralizados ou eliminados pelo computador.

    Acabei de ler uma boa notícia, que é recorrente na nossa sociedade, até já escrevi sobre ela, há muito tempo atrás, "imigrante morre de fome".

     
  • At 10:43 da manhã, Blogger Inês Brito said…

    Já li por alto, mas para uma recém recuperada é melhor voltar cá mais uma vez, certamente que não entendi tanto material à primeira! Foi um boost de inspiração? Um flash de genialidade?

    Bj,
    (i)

     
  • At 11:18 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    É mais uma plastic explosion. Começa por uma tema genérico, depois, junto-lhe tanta informação, que se perde a simplicidade e a leitura fácil.

    Neste que estou a escrever, sobre utilíssimas invenções que provocaram o desejo de tirar a roupa, estou a recuar tanto, que já vou na primeira tipa que se despiu, e ainda falta a coqueluche do momento: o Haiti. Já temo pelo comprimento do post.

     
  • At 4:45 da manhã, Blogger Ana Paula Duarte said…

    Olá, longo texto, mas não sou preguiçosa não, li todinho!!
    rsrs.
    Obrigada pela visita lá no blog!
    Comentando seu post, o achei complexo, gosto do que não entendo, pq procuro logo colocar meus cerebelo para funcionar, afinal, serve pra isso, né?
    Obrigada pela leitura produtiva!
    Abraço.

     
  • At 9:09 da manhã, Blogger Marco Rebelo said…

    Epa...fantástico post :)

     
  • At 11:18 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Ana Paula Duarte: acho que deve dar mais trabalho a ler do que a escrever :-))

     
  • At 11:19 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    O Madoff também começou com um pequeno investimento, I wish ter a mesma sorte.

     
  • At 11:21 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Marco Rebelo: só espero que o sentido de humor prevaleça.

     

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