Pratinho de Couratos

A espantosa vida quotidiana no Portugal moderno!

sábado, fevereiro 25, 2012


Ministros que fervem

O dr. Oliveira Salazar foi-o. Teixeira dos Santos era-o. Vítor Gaspar é-o. Penteados nos hairdressers internacionais com rasgadas riscas ao meio (meio, económico, não da cabeça). Oh! Terríveis anjos: Charlotte Gainsbourg. – O jornal Times de Londres, a 13 de Março de 1935, perolizava o primeiro: “este é seguramente um resultado de que qualquer país poderia orgulhar-se e que distingue o senhor Salazar como um dos grandes ministros das Finanças dos tempos modernos”. O segundo encodeava como o 16º melhor. E o terceiro enfolipa a concertina do orgulho nacional [1]. Que, para o Times de Oman, o país é um exemplo para a Grécia. Quanto mais cumpre, “Portugal vai mais fundo no buraco”. Um buraco: “Siente el frio en el interior”, em “Dentro” (rock mexicano, Ruido Rosa [2]), que arrefecerá com a opção económica europeia: recessão para todos e ridículos crescimentos, 0.6% para a Alemanha e 0.4% para a França.
No país dos descobridores – Miguel Sousa Tavares: “descobri que a cozinha pode ser o território de libertação dos homens” – diz o adágio popular “a vida são dois dias e o Carnaval nenhum”, não se esfugenta sobre desempregos e aumentos de preços desbragados, a enfiada de estupendos ministros das Finanças, pelo povo tão amados: “I Was Made For Love” (Linda Carter), aproejou muito progresso e bem-estar ao país, como… o direito a umas assoalhadas nos arrabaldes – Passos Coelho: “vivo em Massamá porque foi para onde as minhas economias me conduziram”. Massamá? um bom sítio como qualquer outro para ir Al koño de mi vecina” (punk rock de Cartagena, Kante Pinrélico [3]).
Na peça de Samuel Beckett “Waiting for Godot, Estragon queixa-se dos sapatos e Vladimir returque: “eis o homem todo atirando-se ao seu sapato enquanto que é o seu pé o culpado”. Também os políticos europeus esperam um por “evento” culpando a bota, escrevia Gregory Mankiw: “de acordo com Keynes, a raiz das crises económicas é a procura agregada insuficiente. Quando a procura total de bens e serviços declina, as empresas em toda a economia veem as vendas caírem. Vendas mais baixas induzem as empresas a cortar na produção e a despedir trabalhadores. O aumento do desemprego e queda dos lucros diminui ainda mais a procura, conduzindo a um ciclo com um final muito infeliz. A situação inverte-se, diz a teoria keynesiana, só quando algum evento ou política aumenta a procura agregada”. Sem ideias para políticas, os líderes europeus esperam por um milagroso evento, que o decorrer do tempo trará, inevitavelmente, entretanto, para entreter um período que poderá demorar décadas, receitam austeridade e a pepita teórica do limite ao défice nas Constituições dos países da zona euro. Paul Krugman [4] escrevia: “os defensores da austeridade preveem que os cortes nos gastos trarão dividendos rápidos na forma do incremento da confiança, e que haverá poucos, se alguns, efeitos adversos no crescimento e no emprego, mas eles estão enganados”.
Krugman cita Keynes: “a agudeza e a peculiaridade do nosso problema contemporâneo surge, por conseguinte, da possibilidade de que a taxa média de juro, que permitirá um razoável nível médio de emprego, é tão inaceitável para os proprietários da riqueza, que não pode ser prontamente estabelecida meramente manipulando a quantidade de dinheiro”, e conclui: “Keynes não conseguiu prever a ascensão no pós-guerra da ‘eficiência marginal do capital’ – a maneira que o crescimento económico, combinado com a inflação, criaria um ambiente no qual as taxas de juro eram o suficientemente altas em tempos normais, que a política monetária era efetiva no combate a depressões. (…) … a sua análise permaneceu tão válida  como sempre, nas condições certas. Essas condições reapareceram, primeiro no Japão durante os anos 90, agora elas estão em toda a parte” [5]. Este dejá vu é explicado por Richard Koo: no período recessivo, as empresas optaram pelo pagamento de dívidas, o que causou uma contração do investimento e consequentemente um aumento no valor da dívida. O pagamento de dívidas, em vez da maximização dos lucros, desce o valor da dívida ao nível da microeconomia, mas ao nível macroeconómico é um desastre, neste caso o Estado tem que fazer exatamente o oposto do setor privado através de estímulos fiscais. Uma opção menos má que imprimir e injetar mais dinheiro na economia.
A “teoria quantitativa da moeda”: os preços são determinados direta e proporcionalmente pela quantidade de moeda em circulação, mais dinheiro, mais inflação, mais dinheiro ainda, hiperinflação – ou a armadilha da liquidez: “é uma situação descrita na economia keynesiana, em que injeções de dinheiro no sistema bancário privado por um Banco central, falha baixar as taxas de juro e estimular o crescimento económico. A armadilha da liquidez é causada quando as pessoas poupam dinheiro, porque esperam um facto adverso como a deflação, procura agregada insuficiente, ou uma guerra” – não se confrontam no nível mitológico: “este mito é propagado hoje baseado na ideia de que este tipo de políticas da Reserva Federal são apenas temporariamente ineficazes porque o dinheiro está a ser acumulado em vez de ser gasto. Não importa que o dinheiro não está a ser impresso pela Reserva. Estes teóricos genuinamente acreditam que os bancos estão apenas sentados em MAIS dinheiro”. Confrontam-se com um fator novo emergido da “crise”: a honradez do banqueiro, que a livre concorrência de Adam Smith não mitiga, porque os Bancos são caucionados pelos impostos dos contribuintes, não são empresas concorrenciais normais, falindo quando… estão falidos [6].
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[1] As tetas no YouTube prejudicam a concentração no falar. Vítor Gaspar não tem tetas, o seu discurso é ciência da orelha. Sobre o rumo da política económica: “este problema foi subestimado, tendo Portugal adotado em 2008 e 2009 uma deliberada política orçamental de estímulo à atividade económica para amortecer os efeitos da crise. Esta política conduziu a uma deterioração acentuada do défice orçamental que atingiu o valor histórico de 10,1% do PIB em 2009. Estas políticas não evitaram que a economia entrasse novamente em recessão no final de 2010. Ex-post (latim = “depois do facto”), a recuperação económica revelou-se artificial e insustentável”. Sobre o corte dos subsídios: “é uma medida que, ao estar em vigor durante um período não negligenciável de tempo, permite certamente uma margem de tempo para a execução da agenda de transformação estrutural no setor público administrativo”. Sobre o Orçamento de Estado 2012: “ este orçamento é um orçamento necessário, é um orçamento de emergência, mas é um orçamento de convicção e de esperança”.
[2] Formada em 2006 na cidade do México por: Alejandra Moreno (voz), Carla Sarinana (baixo), Daniela Sánchez (guitarra) e Pablo Cantu (bateria, substituiu Maryluz Alatriste); “a banda surgiu dois anos antes, isto é, em 2004, quando Carla e uma amiga, Mariana, colegas de escola, decidiram formar um conjunto de rock com outras duas colegas”; “a sua filosofia resume-se a ‘mais rock and roll, menos aparência’”. Trabalhadoras, Daniela: “tocamos onde e quando quer que fosse, com quem quer que fosse, até onde fosse possível, trabalhamos muito”. Com um desejo: “gostaríamos que as pessoas nos conhecessem, já que, antes de sermos músicos, somos melómanas e gostaríamos de ir a concertos e sentir uma conexão por intermédio de uma canção ou de um riff de guitarra. Oxalá consigamos isso”; entrevista ► “Miedo a caer” ♣ “Nada” ♣ “Días de verano” ♣ “Consecuencias”.
[3] “Ao vivo ♣ “Soy Lesbiana” ♣ “1095 dias sin dormir” ♣ “Colmillos Largos” ♣ “Soy De Kartagena” ♣ “Ke mal me peino”.
[4]Prémio Nobel póstumo”: “contudo, a sua coluna é pura política e não economia. É o equivalente aos astrónomos Mather e Smoot – vencedores do Nobel da Física em 2006 – escreverem sobre astrologia”.
[5] A solução para a “crise” opôs Amity Shales: “os new dealers também insistem em salários mais altos quando as empresas mal os podem pagar. Roosevelt, por exemplo, assinou como lei, primeiro, a sua National Recovery Administration, cujos códigos forçaram as empresas a pagar um salário mínimo acima do mercado, e depois a lei Wagner, que deu aos trabalhadores sindicalizados mais poder. Como resultado de tal política, pagar por trabalhadores, nos finais de 1930, estava muito acima da tendência. (…). Os desempregados continuaram desempregados”, a Krugman: “suponha-se que os salários de toda a economia dos EUA tinham sido, digamos, 20% mais baixos do que realmente são. Pode-se ser tentado a dizer que isso faria a contratação de trabalhadores mais atrativa. Mas para uma primeira aproximação, os preços seriam também 20% mais baixos – por isso, o salário real não teria sido reduzido. Então, como é que baixar os salários levaria a uma maior demanda por trabalho?”.
[6] A “crise” estimulou a indústria da juventude eterna: a cirurgia plástica. Para serem mais competitivos no mercado do trabalho, os homens retiram a barriga e as mamas, rejuvenescendo a aparência e serem contratados. Por seu lado, as mulheres têm a boquilha antienvelhecimento Pupeko. Os jovens sempre têm o rock ‘n’ roll: Zoe Thomson (“Stratosphere”, dos Stratovarius), de 8 anos, é guitarrista na banda infantil The Mini Band ► “Find the Time”.

cinema:

Live and Die in L. A. ” (1985), realização William Friedkin: “se há algo a ser dito sobre William Friedkin, é que ele é um homem que destrói todas as expetativas. Nunca se está seguro no seu mundo”. “Friedkin decide fechar o filme sobre um último acto de violência emocional. Com Petersen (“Richard Chance”) morto, Darlanne Fluegel (“Ruth Lanier”) faz as malas para sair da cidade. Pankow (“John Vukovich”) diz-lhe que pretende mantê-la no mesmo arranjinho que Petersen tinha. A sua reação é impressionante. O filme termina – ou melhor, deveria ter terminado – no seu close-up. Friedkin detém-se por um momento na sua expressão atordoada, e pensamos que o filme vai desvanecer para preto (“fade to black”), como deveria. Em vez disso, Friedkin faz algo sem sentido. Corta para uma cena anteriormente utilizada de Petersen a conduzir até casa. A sua personagem está morta, então por que é este plano o último do filme? Desvanece para preto, fim do genérico, e de repente estamos a olhar para um ‘easter egg’ de Petersen num close-up obscurecido, com a sua melhor expressão de cãozinho ferido. Friedkin detém-se no rosto de Petersen até o filme parar. O que é que se passa aqui? Quando se rebobina na mente tudo o que se passou percebe-se que Friedkin focou um olho narcisista sobre Peterson nas últimas duas horas. Ao longo do filme fixou-se em Peterson mais do que deveria, algumas vezes, até a representação se transformar em postura. Friedkin não consegue tirar a câmara / olho da sua jovem estrela. Sem surpresa, o público encontrou ‘To Live and Die in L.A.’ difícil de gostar em 1985. Talvez fosse muito sórdido ou demasiado deprimente. Mais provavelmente, os espectadores não partilhavam a obsessão de Friedkin por Petersen”. Petersen conduz um Chevy Impala F41 de 1985 alugado ao LAPD na famosa perseguição de carro. Na banda sonora, a maior parte é Wang Chung, mas também The Blasters. – “Real Steel” (2011), “em 2020, os pugilistas humanos foram substituídos por robots pugilistas. Charlie Kenton (Hugh Jackman) é um ex-pugilista dono de um desses robots, Ambush, competindo em combates não oficiais e em exibições. Numa feira rural, Ambush é destruído por Black Thunder, um rufião pertencente ao promotor Ricky. Tendo feito uma aposta de que Ambush venceria, Charlie agora deve 20 000 dólares a Ricky”. – Madison Welch, modelo inglesa: 1,65 m, 81-60-81, very british: “não sou realmente uma party girl, prefiro ir ao meu pub local para uma cerveja”. Com Casey Batchelor, Sofia Chan e Holly Johnson somam a girl band Miss Millionaire. {canal YouTube}. Madison distraiu os espectadores, no Majorca Classic Car Rally, com James May, apresentador do “Top Gear”. E nas sessões de fotos “Sexy School” para a Zoo Weekly.
Grandes armazéns do ocidente lusitano: publicidade do início do Oeste, 1867-1918: browsing ▫ por palavra: o carro elétrico, o único garantido a percorrer 160 km com um carregamento; A. Lundberg, perna artificial; o petiz preto, os olhos movem-se mediante um motor, de um canto do olho para o outro e vice-versa, dando ao rosto uma expressão realista e cómica; Dr. Neitro's Normalizer, uma combinação científica de luz, calor e eletricidade, dando alívio imediato da dor, regula o coração mais fraco; sanitas Joseph Budde; laxativo Cascarets; Cliffton o grego, frenologista e psíquico; lavandaria a vapor Cascade, empregamos apenas trabalhadoras qualificadas; banho de aspersão; cerveja Rainier, benéfica para os novos e os velhos; fogões para cozinhar para mineiros do Alasca; remédio para o alcoolismo; curas do dr. Paul M. Brenan, especialista no tratamento de doença, astenia e desarranjo dos órgãos reprodutivos de homens e mulheres, incluindo doenças causadas pelas loucuras da juventude; bateria corporal dr. Pierce. ■ Anúncio “Tsunami”, “o tsunami matou 100 vezes mais pessoas que o 9/11”, da DDB Brazil para a World Wildlife Fund no Brasil. Interstate commerce. ■ Design You Trust. ■ Charlie para presidente. ■ Charlie o atum.

música:

Joe Meek – “Robert George ‘Joe’ Meek, (5 abril 1929 Newent, Gloucestershire  / 3 fevereiro 1967, Londres), foi um produtor musical e compositor inglês pioneiro. O seu trabalho mais célebre foi o êxito ‘Telstar’ dos Tornados em 1962, que se transformou no primeiro disco de um grupo britânico a atingir o número um no US Hot 100. Também permaneceu cinco semanas no top da lista de singles do Reino Unido, com Meek a receber um Ivor Novello Award por esta produção como ‘Best-Selling A Side’ de 1962. (…). O seu sucesso comercial como produtor foi de pouca duração e Meek gradualmente afundou-se em dívidas e depressão. (…). Meek era obcecado pelo oculto e pela ideia do ‘outro lado’. Montava gravadores em cemitérios numa vã tentativa de gravar vozes do além tumulo, uma vez captando os miados de um gato, afiançou que eram sons humanos, pedindo socorro. Em particular, ele tinha uma obsessão por Buddy Holly (afirmando que o falecido rocker americano tinha-se comunicado com ele em sonhos) e outros músicos de rock and roll mortos.
Os seus esforços profissionais eram muitas vezes prejudicados pela sua paranóia (Meek estava convencido de que a Decca Records iria esconder microfones por detrás do seu papel de parede para lhe roubar as ideias), uso de drogas e ataques de raiva ou depressão. (…). A homossexualidade de Meek – ilegal no Reino Unido na época – colocava-o sob mais pressão, ele fora condenado por ‘importunar para fins imorais’ em 1963 e multado em 15 libras. Ele foi, consequentemente, sujeito a chantagem. Em janeiro de 1967, a polícia de Tattingstone, Suffork, descobriu uma mala contendo o corpo mutilado de Bernard Oliver (17 anos). Segundo alguns relatos, Meek ficou preocupado de que seria implicado na investigação do assassinato, quando a polícia metropolitana disse que ia entrevistar todos os homossexuais conhecidos na cidade.
Os êxitos tinham secado e a depressão de Meek intensificou-se enquanto a sua situação financeira ficou cada vez mais desesperada. O compositor francês Jean Ledrut acusou Joe Meek de plágio, alegando que a melodia ‘Telstar’ havia sido copiada de ‘La Marche d’Austerlitz’, uma peça de uma partitura que Ledrut escrevera para o filme ‘Austerlitz’ de 1960. Esta ação judicial significou que Meek nunca recebeu royalties do disco durante a sua vida. A 3 de fevereiro de 1967, o oitavo aniversário da morte de Buddy Holly, Meek matou a sua senhoria Violet Shenton e depois a si mesmo, na sua casa/estúdio em Holloway Road, com uma espingarda de cano único, que ele tinha confiscado ao seu protégé, ex-baixista dos Tornados e artista a solo Heinz Burt [1]. Meek enfurecera-se e tirara a arma a Burt quando ele lhe disse que a utilizava em tournée para matar pássaros. Meek guardava a arma debaixo da sua cama junto com alguns cartuchos. Como a espingarda estava registada no nome de Burt, ele foi interrogado intensivamente pela polícia, antes de ser eliminado das suas investigações”.
“Ao longo do caminho, Meek teve um efeito poderoso sobre a indústria discográfica britânica, mudando fundamentalmente a forma como os discos eram feitos. Nos meados dos anos 50, os engenheiros britânicos de gravação eram, de facto, engenheiros, a tal ponto que vestiam batas brancas. Os produtores, por outro lado, vestiam fatos. Os engenheiros executavam procedimentos padrão que foram desenvolvidos para gravar sons com a maior fidelidade possível, enquanto os produtores, que eram encarregados de tomar as decisões criativas, raramente entendiam a tecnologia de gravação. Igualmente importante, ambas as classes profissionais eram funcionárias dos grandes estúdios e editoras de discos. Engenheiros e produtores verdadeiramente independentes eram desconhecidos naquele tempo”.
Jon Savage toca os finados pelos Tornados: “em 12 de Agosto de 1966, os Tornados lançaram o seu último disco com Joe Meek. Começando com o som de ondas e gaivotas, ‘Is That a Ship I Hear?’, trazia todas as marcas do produtor: os tambores marciais, o som de teclado extraterrestre, feroz, feroz compressão. Como o seu predecessor ‘Pop-Art Goes Mozart’, foi construído à volta de um truque. Meek esperava que o título e os efeitos do oceano convenceriam os radialistas das estações piratas – Rádio Caroline, Rádio London, Rádio City etc. – a colocarem o seu novo disco em alta rotação. Justamente quando a influência pirata nas listas britânicas estava no seu auge parecia um bom ângulo. Contudo, este não era o tempo dos Tornados. No dia 12 de Agosto, ‘Revolver’ estava na sua primeira semana nas lojas de discos britânicas. ‘Blonde on Blonde’ saiu no mesmo dia que ‘Is That a Ship I Hear?” ► em 2008, a vida de Meek deu um filme, “Telstar: The Joe Meek Story”, uma adaptação de uma peça de James Hicks ♫ a sua música ♫ “I Hear A New World” ♫ da caixa “Joe Meek: Portrait of a Genius-The RGM Legacy” ♫ “Valley of the Saroos”.
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[1] O protégé Heinz Burt foi o “Ron” no filme “Live It Up!” (1963) com música escrita e produzida por Joe Meek – canção final: “Don't You Understand”. Ele era o baterista nos Smart Alecks, um grupo de jovens carteiros londrinos fuçando pela ribalta na indústria fonográfica, constituído por John Pike (“Phil”), David Hemmings (“Dave Martin”) e um fresco Steve Marriott (“Ricky”), de 16 anos, o futuro guitarrista e vocalista dos Small Faces: grupo que se desfez após o concerto de Alexandra Palace a 31 de Dezembro de 1968. Marriott insatisfeito com a impossibilidade de reproduzir em palco o álbum “Ogdens' Nut Gone Flake” exige a contratação de um quinto elemento: Peter Frampton. Ronnie Lane e Kenney Jones recusam e Marriott e Frampton partem para os fabulosos Humble Pie: que mal sustentarão as compras de coca e brandy de Marriott. Faleceu em Abril de 1991, num incêndio, quando adormeceu com um cigarro aceso: o seu sangue continha valium, cocaína e álcool. (No álbum “Meddle” dos Pink Floyd, os latidos na faixa Seamus são do cão de Marriott que acoitava muitas vezes na casa de David Gilmour e que se chamava… Seamus). No filme toca uma banda instrumental The Outlaws, na guitarra abanava a protérvia anca Ritchie Blackmore, futuro guitarreiro herói dos Deep Purple e dos Rainbow. E ainda lhe pingam os dedos para as canções dos Purple em versão folk nos Blackmore's Night.

35 Comments:

  • At 8:27 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Após quase duas semanas com uma falha no serviço net, muito coisa se passou (em tempo real). Nem sabia que a Whitney Houston tinha morrido. Então, não há melhor para recomeçar do que um post elogiando os ministros das Finanças, todos foram muito bons, fenomenais, todos amados pelo povo nas estatísticas dos jornais, só por razões de espaço é que escolhi estes três representantes. O extrato do Beckett, não sei se está correto, pois, para manter o absurdo, só o li em francês.

    Manuel, um mapa dos links, se é que ainda estão ativos, pois há coisas que já foram escritas há um mês: a Charlotte Gainsbourg; as moças dos Ruído Rosa em “Dentro” – note-se que, como não sou crítico de música, a única vez que fui crítico, foi de cinema e fui expulso do jornal por incompatibilidade estética, como não sou crítico, não tenho que vender nada, uso critérios objetivos, matemáticos, quantificáveis, ainda dentro na Física de Galileu e Descartes, baseio-me nas medidas das artistas para avaliar da sua qualidade; o “I Was Made for Love” da Wonderwoman; a Zoe Thomson e os Mini Band, temos futuro no rock; a famoso perseguição de carros no “Live and Die in LA”; e na nota final Ritchie Blackmore em embaraçante gingar de anca.

     
  • At 11:14 da manhã, Blogger São said…

    Whitney Houston teve o fim prevísivel tal como Amy W.: é lamentável que gente com todas as possibilidades de se realizar bem, acabe tão mal!

    Já tinha saudades tuas, rrss

     
  • At 5:37 da tarde, Blogger tétisq said…

    E se há quem merece elogio são eles, ou então não...*

     
  • At 11:32 da tarde, Blogger Campista selvagem said…

    Meu caro, é verdae que quando fechamos os olhos um pouco as coisas mudam, é também verdade que tem que ser assim, caso cobtrário eram só barbaridades, só os pobres e alcoólicos do tinto morriam...
    Nunca acreditei em destinos, nem tão pouco em predestinados, as coisas acontecem, e nós algumas veses podemos contrariar as tendencias, outras, bem, será o tal "destino" a falar mais alto, desde o momento que um simples "barbeiro" sucumbeu após uma viagem virtual num mundo complicado, muitos anos à frente do seu tempo ("ANTONIO VARIAÇÕES") que fiquei com a sensação que os extras obrigam a algum imposto...
    Se reparar com calma vai reparar que são muitos casos em gente famosa, alguns sem explicação muito lógica, e não me venham com teorias da conspiração, já estou vacinado... ainda hoje tive que aturar duas Sras. dos "jeóvas" já cá tenho a minha dose...

     
  • At 12:30 da manhã, Blogger xistosa - (josé torres) said…

    Numa leitura apressada até apanhei um susto com o "post elogiando os ministros das finanças".
    Como as homenagens costumam ser "post mortem"..., mas não, ainda fuçam por aí (e de que maneira).
    O ranking ou rating ou lá o que é, é isso mesmo... depois de saírem do poleiro, todos se tornam deuses da gamela, criticando quem inicia o "próspero calvário" do enriquecimento rápido.
    Tenho que vir com mais tempo para ler o post.
    Para já um bom domingo.

     
  • At 10:27 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    São: mas são muito bons para o negócio. Morte significa vida para o comércio. Aposto que os discos da Whitney vendem-se bem e estão nos tops.

     
  • At 10:27 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    tétisq: oh se merecem. Eu é que já não lembro das boas obras de Cavaco enquanto tal profissão, ou será um elevador social para coisas melhores.

     
  • At 10:27 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Campista selvagem: também acredito que as coisas acontecem porque têm que acontecer, sem pouca intervenção das pessoas. (E até é possível criar modelos matemáticos para prever acontecimentos). Por isso, é que os líderes lol europeus vão aquecendo com declarações, entretendo o pagode, porque sabem que, no fundo, dentro de 10 ou 20 anos, as coisas serão diferentes, independentemente daquilo que eles façam ou não (nem têm capacidade para saber o que devem fazer). A Thatcher criou miséria, mas hoje é celebrada como grande figura, o que ela fez foi bom ou mau? A resposta é sempre foi bom para uns e mau para outros, como sempre em todos os tempos históricos.

    Ainda existem testemunhas de Jeová? Nunca mais vi nenhuma. Pensei que se tivessem todos juntado ao pescador de Roma.

     
  • At 10:27 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    xistosa - (josé torres): espero que durante muitos bons anos. É uma das nossas melhores produções, os ministros das Finanças. Todas as colheitas são boas. Até quando o Silva Lopes andava pelo país de carro, mais o Medina Carreira, atrás do Carlucci para ele se descoser com uns cobres, que as reservas do Banco de Portugal estavam nas lonas.

    É bem verdade, descem do poleiro e tornam-se gurus. De quem bebemos todas as palavras, como sábias e científicas abre-latas para os caminhos do futuro.

     
  • At 11:28 da tarde, Blogger atascadotijoao said…

    Boa semana ::))

     
  • At 2:07 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    atascadotijoao: pelo menos promete ser boa, espero que haja mais uma cimeira decisiva para salvar o euro: são sempre um grande pagode.

     
  • At 4:00 da manhã, Blogger .•♫•. Nancy .•♫•. said…

    *** Bonjour ! :o)
    Je découvre ton blog et je suis ravie !!!!
    Merci pour ce partage ! BISES de Paris ! :o) ***

     
  • At 4:14 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    .•♫•. Nancy .•♫•.: ça serait très bon ecrire en français, mais je crois que j'ai perdu le contact avec la langue.

     
  • At 9:01 da manhã, Blogger Rafeiro Perfumado said…

    Fiquei muito desiludido com o vídeo do Gaspar no Youtube, com o ministro alemão. Eu à espera de frases como "estamos a espremê-los tanto que até chiam", "eu também curtia o Hitler" ou coisas do género e vem-me uma conversa de circunstância? Pfff....

     
  • At 2:53 da tarde, Blogger Fernanda said…

    Nunca mais consigo apanhar este Taxi, damn it.
    Ainda cismo como consegues fazer isto!!!!!!!

     
  • At 8:52 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Rafeiro Perfumado: foi uma desilusão. Só os portugueses poderiam ver “algo” ali, uma notícia. Eu esperava que eles trocassem truques de culinária, aplicados do bratwurst ao bacalhau, ou vice-versa, ou dicas sobre como tirar nódoas de tecidos delicados, mas nada. Uma troca de palavras educadas entre um rico e um pobre. Isso vemos nas telenovelas há 30 anos.

     
  • At 8:53 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Fernanda: quando estamos a ser governados por cínicos temos que nos juntar a eles (ou arriscar a nunca ser chamado para uma comissão do Relvas).

     
  • At 6:25 da tarde, Anonymous oquemevierarealgana said…

    Reportando-me apenas à 1ª parte deste prolixo mas prodigioso texto - verdade, táxi1 -, só reiterar o que tacitamente muitos dizem: quem manda é o homem da álgebra, da aritmética e das estatisticas - que, penso, nem domina assim tão bem -, o homem k desconhece k as mesmas devem servir o homem; que só com este saudável e motivado, a saúde económica, bem como a financeira, surgirá... O outro, o nosso primeiro, ah hummm, o k sabe ele?
    Keynes, isso, recorramos a ele, pois está de novo actual o que defendia. Já agora dizei ao "soberano" Paços k não tenha pejo em espreitar a doutrina do homem supra referido, pois ele até nem era um "perigoso" comunista, muito pelo contrário.

     
  • At 10:22 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    oquemevierarealgana: Keynes seria uma boa ideia, mas esta crise é muito diferente das crises do capitalismo. Foi um cambalacho muito bem orquestrado e para complicar a reação de Bush, e o seu pupilo Obama foi desastrosa, mas eles foram eleitos para proteger os donos da riqueza, nem outra coisa poderiam fazer.

    A Portugal resta-lhe sair do euro, a bem ou a mal, pois não será possível ter algum bem-estar, nem nível de vida decente numa moeda tão forte, por mais medidas, como gostam estes governantes, que se tomem.

     
  • At 7:31 da tarde, Blogger José Sousa said…

    Amigo Taxi Pluvioso!
    Li o seu texto com muita atenção e constatei que o amigo não deixa passar mesmo nada! É assim mesmo, quem cala consente e devemos estar atentos e desabafar, como o fez e muito bem!

    Um grande abraço.

     
  • At 11:13 da tarde, Blogger Ana Casanova said…

    Meu amigo, muita coisa se passa dia após dia e infelizmente não é para melhor.
    Passei para te dar um beijinho e desejar um resto de boa semana. ;)

     
  • At 11:39 da tarde, Blogger scopitone said…

    Vai-te entretendo Táxi:

    http://www.youtube.com/watch?v=MefaDVr0HrE

     
  • At 9:17 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    José Sousa: temo que isto já não vá com desabafos mas a tiro. Só que teria que ser global…

     
  • At 9:18 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Ana Casanova: para melhor, acho que nem o Passos Coelho acredita, mas tem que nos animar, enquanto o tempo passa. Dentro de 50 anos já as cosas estarão melhores e ninguém se lembrará desta “crise”.

     
  • At 9:18 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    scopitone: upa! upa! que venha depressa o acordo ortográfico para percebermos o filme.

     
  • At 12:44 da tarde, Blogger São said…

    Gaspar nem de orelha tem ciência, meu amigo...

    Aquela teoria desmantelou-se face a uma pergunta numa escola inglesa!!

    Bom domingo

     
  • At 9:21 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    São: agora perdi-me. Fizeram perguntas numa escola ao Gaspar? (Se fosse Cavaco fugia a sete pés delas). Só vi os ensinamentos da avó Prazeres do sr. ministro quando ele foi visitar a santa terrinha.

     
  • At 10:38 da tarde, Blogger scopitone said…

    Rivelazioni di un maniaco sessuale al capo della squadra mobile:

    http://www.youtube.com/watch?v=Ua2nr1cgKAM

     
  • At 10:47 da tarde, Blogger scopitone said…

    The Mad Scientist:

    http://www.youtube.com/watch?v=AG0RmDA0U9w&feature=related

    Watusi Zombie

    http://www.youtube.com/watch?v=5JFh0r6Z96k&feature=related

     
  • At 7:14 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    scopitone: há anos que não ouvia falar no Farley Granger, nos tempos em que havia Europa e a Sylvia Koscina, nem sei se ainda está viva. O watusi ainda será a nossa dança nacional, quando Portugal ocupar o seu lugar na União Africana. Por alguma razão a canção dos Zanies parece dedicada aos nossos especialistas...

     
  • At 10:17 da manhã, Blogger São said…

    Gaspar, o fantasminha camarada, palestrou numa Universidade inglesa clamando os benefícios do empobrecimento de Portugal e das medidas do triunvirato.

    No fim, alguém lhe pergunto pelo dia seguinte, isto é, o que acontecia depois do empobrecimento e como é que o país se reerguia e começava a funcionar : a criatura titubeou.


    A mim parece-me que em vez de morremos da doença ,vamos morrer da cura!

    Um bom final de semana

     
  • At 10:30 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    São: ah, a eterna questão do economistas: o dia de amanhã. Creio que eles já a responderam: amanhã estamos todos mortos.

    Não tenho muito tempo para elaborações. Estou atolado no post, a tentar cortar, para que não fique grande, mas não posso cortar, ou as coisas passam demasiado do prazo. Agora sei o que sente o Gaspar ao acordar e não ter nada que cortar. É uma sensação… alvarinha (de ministro Álvaro).

     
  • At 5:07 da tarde, Blogger São said…

    rrsss rrss

    Boa semana, amigo

     
  • At 6:07 da tarde, Blogger scopitone said…

    Em qualquer ponto cósmico há um português Táxi:

    http://en.wikipedia.org/wiki/Fernando_Abrantes

     
  • At 6:58 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Holly cow! esta não sabia, e fui fã do Werk, e do Computer World.

    Ainda se descobrirá que o teclista dos Doors era português.

     

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