Um
advérbio de encher
Cabrião!
Cabrião! Vocês são todos uns cabriões! ululam os povos esmagachados pelos
motores de nações [1]. Nefas! A prima de todas
as injustiças, quando, nuptiae demonstrant, demonstrado pelas ininterruptas
núpcias, eleitorais, os eleitos bandeiam a bem do Bem superior [2]. No carteio dos povos, cada qual enaipou cada uma
das qualidades, o Orgulho, a Luxúria, a Bebedeira, a Paixão, como trunfos
nacionais: “O Orgulho, primeiro Par e Presidente do Inferno, / Teve em quinhão
a Espanha, a província maior… // A Luxúria escolheu a zona tórrida da Itália, /
Onde o sangue fermenta em violações e sodomias… // A Bebedeira, cara favorita
do Inferno, / Escolheu a Germânia para seu domínio… // A Paixão desenfreada
morou primeiro em França, / Onde as pessoas vivem à pressa, prosperam por
acaso. / Nação dançarina, volúvel e mentirosa”, Daniel Defoe, em “The True-Born Englishman”
(1701). Dormentes nos temperamentos os povos pouco “Wake Up” (pop rock
de Nova Iorque, Someday Static ▬ “I Would” ♫ “Paparazzi”).
Nicolas
de Fer, geógrafo de sua majestade católica Luís XIV e de sua alteza, Luís, o
Grande Delfim, em 1708, desenhava outras europeias caraterísticas: “os polacos
são corajosos, gostam das letras e das artes, um pouco da pândega e são todos
católicos”. “Os húngaros são bem feitos, gostam da guerra e dos cavalos, são
ousados, intratáveis e grandes beberrões. As suas pessoas gradas são
magníficas, as mulheres são belas e ajuizadas”. “Os suecos são boas pessoas e
valentes, e gostam das artes e das ciências”. Os suíços são corajosos,
sensatos, leais, de estatura robusta, dão bons soldados, mas querem ser bem
pagos, “sem dinheiro não há suíços”. Os alemães são agressivos, excelentes
soldados se se disciplinarem. Com queda para o negócio e atinados no trabalho.
São dóceis, pouco dispostos à revolta, afeiçoam-se ao tipo de governação a que
estão habituados [3]. Nas raias da Europa, Madonna
amostrou a teta direita aos turcos [4], Bossuet
amostrara-lhes uma prece: “ó Jesus, Senhor dos Senhores, árbitro de todos os
impérios e Príncipe dos reis da terra, até quando suportareis que o vosso
inimigo declarado, assentado no trono do grande Constantino, sustenha com
tantos exércitos as blasfémias do seu Maomé, abata a vossa cruz sob o crescente
e diminua todos os dias a cristandade com armas tão afortunadas?”. Soltem os
cavalos pela Europa, “Take the
Reins” (punk rock de Petaluma, Califórnia, Tsunami Bomb ▬ “Dawn on a
Funeral Day” ♫ “5150”).
“Eis
uma lição que deveriam ensinar na escola, / Quando uma rapariga ganha curvas e os
rapazes babam-se” [5], uns povos matam e comem,
outros matam e matam. John Locke cozinhava, em “Ensaio sobre o entendimento
humano”, os carabídeos: “noutros sítios os pais comem os próprios filhos. Os
caribes acostumaram-se a castrá-los, para os cevar e comer. E Garcilaso de la Veja conta que certos povos
do Peru tinham o costume de guardar as mulheres que faziam prisioneiras para
delas fazerem concubinas, e que alimentavam tão delicadamente como podiam os
filhos que tinham delas, até à idade de treze anos; depois do que os comiam, e
tratavam do mesmo modo as mães desde que não tinham mais filhos”. Escalando no
mapa, o povo com carte blanche para matar. Os americanos embutiram
um presidente com poder de vivo ou morto, de preferência morto, e o centro da sua
política de segurança é o patíbulo das forças
de operações especiais: “o Comando de Operações Especiais (USSOCOM) com as
suas forças constituintes – Boinas Verdes, Rangers do Exército, SEAL, e que
tais – predaram a presidência por décadas. Contudo, é apenas na atalaia de
Obama que estes guerreiros secretos atingiram o pináculo do prestígio da
hierarquia militar”. E o prémio Nobel da Paz, no remanso da sua superior ética,
desempata matar mulheres e crianças na ‘Lista para Matar’ [6], sem engasgar ninguém com apple pie moral. Porque
os Estados Unidos têm a maior máquina de informação e contra-informação da
História, Jay Carney, secretário de imprensa da Casa Branca: “posso dizer-lhe
que, como sabe, trabalhamos muito duro, os nossos militares no Afeganistão,
para fazer tudo o que pudermos para evitar vítimas civis”.
Duas palavritas, “fazer tudo”, sancionam uma contabilidade de só 15
000 civis mortos no Afeganistão, seriam muitos mais sem o conceito “fazer
tudo”. “The Fear” (rock
inglês, Evarane).
Bons
homens que arrecadam alôs [7]. Deles se talhou um
povo amiguinho. Salazar nos “Princípios fundamentais”: “Portugal é um Estado
que ama a paz, tem o espírito civilizador, colabora no fortalecimento da ordem
universal, estigmatiza a guerra ambiciosa, perfilha a arbitragem para a
liquidação das questões entre os Estados, integra o seu direito público no
quadro dos fins superiores da humanidade, e pretende o desenvolvimento
harmónico, pacífico, produtivo das faculdades dos cidadãos, para o
aperfeiçoamento e progresso das relações internas e externas da Nação. O seu
sistema educativo tem de ser dominado pelos princípios do dever moral, da
liberdade civil e da fraternidade humana”. Um povo multíloquo, bafejado pelo verbo
e que do advérbio fez a sua casa. Luís Figo, um dos seus maiores génios: “a
importância da música na minha vida é muito importante”, “figamente”, frase
sim, frase sim, patati patata, brindava com um “logicamente”. “Be My Slave” (heavy metal dos anos 80 de Los Angeles, Bitch).
Um
povo em risco de ser um verbo-de-encher, transmuta-se num advérbio-de-encher. O
ministro Álvaro “alvaramente” orgulhoso no Parlamento: “hoje é um dia
histórico que assinala uma viragem clara nas políticas energéticas, em
linha com o compromisso do Governo para com os portugueses. (…). O Governo
assumiu desde o primeiro momento que a estratégia de consolidação das contas públicas
portuguesas exigiria um sacrifício de todos os portugueses, sem exceção, de
todos! particularmente na área da energia. (…). Importa aqui sublinhar,
que não houve por parte do Governo, qualquer tipo de decisão unilateral, não se
rasgaram contratos, este Governo não o faz. (…). Anualmente, prevê-se que
permitam todas as medidas reduzir os custos do sistema elétrico nacional entre
180 e 190 milhões de euros. Adicionalmente podemos anunciar a decisão do
Governo em consignar ao setor elétrico 80% das receitas das licenças CO2, com
origem no setor elétrico, de modo a compensar os sobrecustos com as energias renováveis.
(…). Com este conjunto de medidas, o Governo coloca a energia ao serviço das famílias
e da economia e não o que se passou anteriormente nos últimos anos. (…).
Prometemos cortar nas rendas e cumprimos! já o fizemos. Fomos o primeiro
Governo a fazê-lo. Nós entendemos de forma inequívoca que os sacrifícios são para
todos. E esta medida é a prova que ninguém fica de fora dos sacrifícios
exigidos”. (Aplausos entusiastas da claque). Nas respostas aos deputados: “eu gostaria
de referir finalmente que hoje é verdadeiramente um dia histórico
para o nosso país, porque mais uma vez estamos a provar que o Governo não teme interesses
instalados. O Governo está aqui totalmente determinado que todos
partilhem os sacrifícios. (…). E é exatamente nesta mensagem que eu
gostaria de terminar, é que nós estamos a mostrar, os parceiros, os partidos,
Governo, trabalhadores e empresas, trabalhando juntos nós iremos vencer a crise
atual. Porque só assim é que conseguiremos ultrapassar esta crise verdadeiramente
histórica e nós em Portugal estamos a mostrar muito claramente muito claramente
ao mundo que ao jogarmos todos em conjunto, ao jogarmos em equipa, ao
unirmo-nos neste momento de crise, conseguiremos sem dívida nenhuma sair da situação
atual”. “Quando ninguém te escuta…”, “The Air Is Thin” [8].
Historicamente
obviamente é o advérbio de afirmação mais querido de Portugal. Por causa da resposta
de Humberto Delgado, durante a candidatura à presidência da república ,
numa conferência de imprensa, no café Chave D’Ouro, em novembro de 1958, sobre
o destino de Salazar: “mas obviamente, demitia-o”. João Almeida, deputado do CDS,
“joãoalmeidamente”: “há previsões que apontam p’a crescimento no próximo ano,
todas, exceto a da OCDE. Olhamos com atenção p’a a da OCDE, obviamente,
é relevante, e olhamos pra ‘quilo que são dados. Uma coisa são previsões, outra
coisa são dados, nos dados concretos nós temos no ano de 2011 a o cresc a recessão
foi muito menor do que qualquer previsão”. José Manuel Silva, bastonário da
Ordem dos Médicos, “josémanuelsilvamente”: “não é de forma nenhuma compatível,
diria que é insustentável que a interrupção voluntária da gravidez seja
suportada a 100% pelo Estado, ainda por cima nalgumas circunstâncias a
legislação permitindo que seja transformada num método anticoncepcional por
algumas mulheres. É obviamente necessário e urgente alterar a legislação
da IVG (…) não é um cuidado básico de saúde, pode ajudar sobretudo nas pessoas
mais carenciadas, mas não pode estar a desviar para a interrupção voluntária da
gravidez financiamento que agora é essencial para tratar doentes e para ajudar
os doentes mais carenciados”. Dinheiro é “Our Deal” (vídeo realizado por Drew Barrymore, surf pop de Los Angeles, Best Coast ▬ “When I’m With You”).
Atualmente
a língua flexibiliza-se com novos advérbios. O advérbio de verdade. São advérbios
justificados “verdademente” por uma pessoa e um acólito. Na salgalhada Miguel
Relvas / jornalista do jornal Público pressionada, o gabinete do ministro-adjunto
e dos Assuntos Parlamentares produziu dois: “… totalmente destituídas de
fundamento, repudiando-as categoricamente”. Miguel Relvas “relvasmente”:
“nunca fiz pressões, nem tinha conhecimento, pessoal! eu não conheço a
jornalista em causa, não! falei com a jornalista em causa. Não tenho
conhecimento sobre aspetos da vida pessoal, nem da sr.ª jornalista, nem doutros
srs. jornalistas. Seria mau! em Portugal, se alguma vez isso acontecesse”. Luís
Menezes “luísmenezesmente”: “note-se aqui uma discrepância forte de opinião,
entre o conselho de redação, entre os editores e entre a redação, isto é um
problema também, daquilo que eu pude ver, interno do Público. O ministro Miguel
Relvas, tanto quanto sei, já veio confirmar que estas ameaças não têm
fundamento, foi o, eu acabei de entrar antes de ter essa essa informação eee
mas uma coisa é certa, aquilo sobre o qual a notícia se debruçava, que era
a questão das secretas, foi tratado como deve ser tratado com toda a
transparência”.
O
advérbio de não somos gregos. São advérbios de cada macaco no seu galho ou cada
devedor na sua dívida. Nuno Melo “nunomelamente”: “eu questiono o processo
eleitoral que, para começar, dá representatividade particula parlamentar a um
partido de extrema-direita de inspiração assumida neonazi, que agride pessoas
na rua e ataca imigrantes. Bom, isto para mim não é jogo po, um partido desses
em Portugal não era sequer candidato, ponto final, parágrafo, porque a cons a
constituição o proíbe. E um partido, e um país que se permite levar ao Parlamento
movimentos anarco-sindicalistas de rua, que vivem como, enfim, claramente
percebido, mais que não seja do ponto de vista ideológico e doutrinário, não é?
cujo objetivo não é o de provocar essa mesma estabilidade, e sem Governo a
Grécia não sai seguramente da austeridade”.
O
advérbio de investimento. São advérbios com capital associado. Paulo Portas “pauloportasmente:
“os investidores que queiram fazer transferências de capital importantes para o
nosso país de modo estável, os investidores que queiram fazer aquisições na
área da propriedade ou do turismo no nosso país, os investidores que aqui criem
postos de trabalho serão, não só bem tratados pelo Governo português, como
terão acesso a vistos especialmente favoráveis, o que chamamos, na lei, abertamente:
vistos de investimento”.
O
advérbio kit de Sherlock Holmes. São advérbios
de mistério solucionado. Álvaro Santos Pereira: “se olhar p’o memorando de entendimento,
que existe entre o Estado português e e os nossos parceiros internacionais verá
que muitas das medidas estão em curso, e que agora, neste momento, parecem que
não estão concretizadas, mas já estão em curso. Portanto ,
este é um acordo de concertação social para os próximos 2, 3 anos. Nós entendemos
que é importante avançar com as medidas o mais rapidamente possível, ‘tamos
a fazer tudo o que podemos para esse acordo ser cu en eh cumprido integralmente
o mais rapidamente possível … nós estamos em recessão então nós temos a
economia a contrair de uma forma bastante significativa, quando a economia
contrai as empresas naturalmente têm que se reestruturar, muitas delas
vão à falência, nós sabemos disso. ‘Tamos em recessão, portanto isso não há
nenhum mistério”.
O
advérbio com dono. São advérbios não orçamentados. Passos Coelho “passoscoelhamente”:
“a cultura não tem donos, muito menos donos políticos. Se noutra ocasião tive a
oportunidade de dizer, que o valor da cultura não se mede pelo montante da sua
conta no Orçamento de Estado, agora afirmo que os domínios do espírito e de a
cri e da criatividade não pertencem a ninguém e certamente não ao Estado”.
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[1] Injusto muito injusto. Um
grande líder europeu, José Maria Aznar, “entachado” como presidente da Fundação
para a Análise e Estudos Sociais de Espanha, em Lisboa, para parlapié com
Cavaco Silva, outro líder europeu grande, despejou de sua boca soluções para os
últimos dias da Europa, falou de… futebol: “são momentos complicados e difíceis
para todos e expresso também os meus votos para Portugal e, se me permitem, não
farei mais nenhuma declaração, mas quero sim expressar essa gratidão e esses
votos que incluem também a
presença e participação de Portugal no Campeonato Europeu de
Futebol, tal como a Espanha, desejo o melhor para os dois”. Mariano Rajoy,
outro europeu grande líder, após o resgate: “ontem, venceu a credibilidade
do euro. Ontem, venceu o futuro do euro. Ontem, venceu a União Europeia e
ontem, venceu a possibilidade de que, rapidamente, em Espanha, se possam
recuperar os níveis de crédito que são necessários para melhorar o investimento
e o emprego” e … foi ver seleção espanhola jogar contra a Itália. “Afinal
de contas, vou fazer seis horas e meia de voo, vou lá estar duas horas e meia e
regresso. Mas considero que a seleção espanhola merece”.
[2] Os senhores selecionam a
informação na mesa dos camponeses. Aumentam os pedidos para que Deus Google
retire “discurso político”, Dorothy
Chou, analista sénior de política da Google: “é alarmante, não só porque a
liberdade de expressão está em risco, mas porque algumas dessas solicitações
vêm de países insuspeitos – as democracias ocidentais, não tipicamente
associadas com a censura”.
[3] Nos séculos XX-XXI serão o
motor da Europa. O ministro da Economia do Governo de
Hitler, Walther Funk, em julho de 1940, numa feira comercial em Könisberg, discursava
sobre a necessidade de consolidação política da Europa, como a solução final de
uma “intensificação de toda a vida económica no espaço vital europeu”. Numa
feira em Viena uns dias depois precisou: “a política económica alemã tem por
objetivo acabar com a atomização económica da Europa, considerando uma loucura
a autarcia excessiva na qual todo o país pequeno deseja fabricar tudo, desde o
botão até à locomotiva pesada”.
[4] E aos italianos o rabo…
“fiodentalado”. No concerto de Coimbra impôs um camarim com 100 m2 , lírios e rosas
brancas e cor-de-rosa cortados exatamente com 15,24 cm . Bebeu vinho
Bacalhoa e levou o ADN. Álvaro Campos da produtora Ritmos & Blues: “Só
podemos aceder (aos camarins) depois da equipa de esterilização deles sair. Não
vai haver lá nada do ADN da senhora, qualquer cabelo, qualquer coisa, limpam tudo”.
[5] “I Never Met a Wolf Who Didn’t Love to Howl”, na série “Smash”, no episódio “The
Cost of Art” com Nick Jonas: “Eis uma lição que deveriam ensinar na escola, /
Quando uma rapariga ganha curvas e os rapazes babam-se, / se matemática e
ciências não são o teu estilo, / Dá um sorriso com um piscar de olhos àquele
professor, / Não terás de esperar pela nota, / Agradece depois quando
terminares, // Porque eu nunca conheci um lobo que não gostasse de uivar! / Não,
eu nunca conheci um homem que não estivesse à caça / se um diploma queres, /
Bem, então, faz daquele professor o animal de estimação da aluna”.
[6] “Mr. Obama é o professor
liberal de direito que fez campanha contra a guerra do Iraque e a tortura, e
depois insistiu em aprovar cada novo nome numa ‘Lista para Matar’ em expansão,
debruçado sobre as biografias de suspeitos de terrorismo, no que um funcionário
chama os macabros ‘cromos de basebol’ de uma guerra não convencional. Quando
surge a rara oportunidade para um ataque com um avião não pilotado
contra um terrorista de topo – mas a sua família está com ele – é o presidente
que tem reservado para si o cálculo moral final”.
Matar que barateia: “funcionários do Pentágono disseram que o Departamento de
Defesa está em vias de poupar 259 mil milhões de dólares nos próximos cinco
anos e 487 mil milhões nos próximos dez. O orçamento pedido pelo Pentágono é
525 mil milhões para o ano fiscal de 2013, com 88.4 mil milhões mais para
operações de contingência no ultramar, principalmente no Afeganistão. Isto é
uma descida de 531 mil milhões e 115 mil milhões no ano fiscal de 2012”.
[7] Antonis Samaras, líder da
Nova Democracia grega: “digam alô ao Coelho da minha parte. É um bom homem.
Vivemos tempos difíceis, mas vamos conseguir juntos, pois temos de progredir,
temos de abrir caminho à esperança, temos de respeitar os princípios europeus,
temos de respeitar o euro e, simultaneamente, precisamos de recuperar a bem do
nosso povo, é muito importante, porque o desemprego está a atingir níveis inéditos.
E vamos todos lutar juntos por isso, no seio da Europa e do euro. Hoje é
pois um dia grande para a Europa”.
[8] “When nobody
listens to you / Does your heart remain / With the unsettled few / That are
true”, de Jesse Sykes &
The Sweet Hereafter, banda formada em 2002 por Phil Wandscher e Jesse: “conhecemo-nos
num bar logo após o Phil se mudar para Seattle. Foi em 1998 e ele perguntou-me se eu queria uma bebida… eu disse ‘não,
obrigada’ e o resto é história”.
cinema:
“Foolish Wives” (1922): interpretado,
escrito e realizado por Erich von Stroheim, com a ideia de um filme entre 6 a 10 horas. Quando o entregou
à Universal Pictures “tinha 32 bobines e 8 longas horas, mas von Stroheim insistia
que agora era ‘uma história perfeita’. Quando questionado sobre como poderia
ser possível exibir 32 bobines numa noite, ele repostou: ‘isso é um detalhe que
eu não tive tempo para me preocupar’ (a revista Photoplay sugeriu que o filme
fosse rebatizado ‘Foolish Directors’ e lançado como um serial). A Universal
tomou conta do filme e encurtou-o para 14 bobines, com 210 minutos. Von
Stroheim odiou a versão mais curta, protestando que tudo o que restava da sua
obra-prima eram ‘os ossos’”. Hoje sobram 130 minutos. “O drama mudo conta a
história de um homem que se autodenomina conde Wladislaw Sergius Karamzin, a
fim de seduzir mulheres ricas e extorquir-lhe dinheiro. Ele fixou-se em Monte Carlo e as suas
parceiras no crime (e possíveis amantes) são as suas primas: a falsa princesa
Vera Petchnikoff e a falsa sua alteza Olga Petchnikoff”. “Inicialmente
orçamentado em 250 000 dólares, a produção do filme voou acima de um milhão,
graças aos excessos de Erich von Stroheim. Ele principiou as filmagens em julho
de 1920 e continuou por onze meses, até que foi retirado do filme em junho de
1921. Com medo de que o filme pudesse falir a Universal, o chefe do estúdio
Carl Laemmle, despachou o seu assistente de 21 anos, Irving Thalberg, de Nova
Iorque para Hollywood, para diligenciar que von Stroheim terminasse o filme.
Quando Thalberg ameaçou substitui-lo por outro realizador, von Stroheim riu-se-lhe
na cara, notando que ele era a vedeta do filme assim como o realizador, se ele
fosse substituído, o filme nunca seria acabado. Contudo, Thalberg foi mais
esperto. Atentamente, vigiou a produção do filme e, quando julgou que tinham
sido filmadas sequências suficientes para construir uma história, tirou as
câmaras a von Stroheim, lembrando ao realizador que elas eram propriedade do
estúdio. Por ter provado a sua coragem contra von Stroheim, Laemmle promoveu
Thalberg a novo chefe de produção da Universal Pictures”. “Os excessos de Erich
von Stroheim no filme também incluíram pedidos de luxuosos vestidos de noite de
Paris, meias de seda e roupa interior de seda, com monograma, para os seus
atores vestirem, para que se pudessem ‘sentir mais como aristocratas’. Ele
decorou os cenários com porcelana verdadeira, tapeçarias e lustres de cristal.
Nas cenas do banquete, insistiu em usar champanhe e caviar verdadeiros. Quando
um executivo do estúdio lhe perguntou, porque não podia substituir Ginger Ale e
doce de amora como adereços para o champanhe e o caviar, von Stroheim replicou:
‘porque os meus atores notarão a diferença, eu notarei a diferença e a câmara
notará a diferença’”. – “Bela Lugosi Meets a Brooklyn Gorilla”
(1952): filmado em 9 dias com um orçamento de 50 000 dólares, realizado por
William Beaudine, “que ganhou a alcunha de William ‘One Shot’ Beaudine, quer
devido à sua relutância de filmar mais do que um take de qualquer coisa, ou pela sua plena confiança em
intermináveis, longas cenas estáticas, para filmar a maior parte da ação”.
Argumento: “na viagem para uma atuação em Guam, Duke Mitchell e Sammy Petrillo
encontram-se presos numa ilha aparentemente traiçoeira, conhecida pelos nativos
como Kola Kola. Os indígenas são bastante amigáveis, especialmente Nona (Charlita),
a filha do chefe tribal, que tenta ajudar os dois a saírem da ilha. Embora
encontrassem o paraíso, por enquanto, a dupla descobre que um cientista louco
chamado dr Zabor (Bela Lugosi) vive no
outro lado da ilha”.
É o único filme com a dupla Mitchell e Petrillo no seu número de imitação de
Dean Martin e Jerry Lewis. “Sammy Petrillo teve a sorte, ou talvez o azar, de
carregar uma forte semelhança física com Jerry Lewis. Ele também foi abençoado
com o talento para fazer uma mortal imitação do inicial, mais engraçado, Jerry Lewis”.
“Jerry processou Sammy por, essencialmente, roubo do seu número e havia,
supostamente, uma ordem de cessar e desistir, emitida. Curiosamente antes deste
filme e o envolvimento do bonifrate num fato grande de macaco, Sammy
representava, ou o irmão mais novo de Jerry, ou o Jerry enquanto puto, numa
rábula com o verdadeiro Jerry no programa de TV Colgate Comedy Hour”.
Sobre o colega símio, explicou Sammy numa entrevista: “Ramona, a chimpanzé, era
realmente Cheetah, o macaco. Era a Cheetah no momento da fama de Tarzan. Eu
acho que eles tinham um monte de Cheetahs. Esta era a vulgar Cheetah e era
realmente um rapaz. E chamamos-lhe Ramona, a macaca, porque queríamos uma moça
macaca em ‘Bela
Lugosi Meets A Brooklyn Gorilla’ para se apaixonar por mim”. – Jayne Mansfield:
a “Marilyn Monroe da classe operária”, “vencedora dos concursos de beleza: miss Photoflash, miss Magnesium Lamp, miss
Fire Prevention Week, Gas Station Queen, miss
100% Pure, miss Analgesin, miss Cherry Blossom Queen, miss Third Platoon, miss Blues Bonnet de Austin, miss
Direct Mail, miss Electric Switch, miss Fill-er-up, miss Negligee, miss Nylon
Sweater, miss One for the Road
coffee, miss Freeway, miss Electric Switch, miss Geiger Counter, miss 100% Pure Maple Syrup, miss July Fourth, miss Texas Tomato, miss
Standard Foods e miss United
Dairies”. “No dia 28 de junho de 1967,
Mansfield, o seu amador Sam Brody, o seu motorista Ronnie Harrison e os filhos
da atriz (Miklós, Zoltán e Mariska), num Buick Electra 225 de 1966, dirigiam-se
para Nova Orleães, onde Mansfield tinha programado aparecer numa entrevista
matinal na televisão. (…). A 29 de
junho, cerca das 02:25, na US Highway 90, a leste da ponte Rigolets, o carro colidiu
com a traseira de um trator reboque que tinha abrandado por causa de um camião
que pulverizava fumo antimosquito. O automóvel atingiu a retaguarda do reboque
e ficou debaixo dele. Os três adultos que estavam no banco dianteiro morreram
instantaneamente; as crianças no banco traseiro sobreviveram com ferimentos
ligeiros”. A filha de Mansfield, Mariska Hargitay, a detetive Olivia Benson na
série “Law & Order”, ainda tem uma cicatriz desse acidente sofrido aos 3
anos de idade. O atestado de óbito declarou como causa de morte de Mansfield
“caveira esmagada com arrancamento do crânio e cérebro”. Como consequência
desta cruel mutilação de um tão premiado corpo, a National Highway Traffic
Safety Administration institui a obrigatoriedade da instalação da barra ICC ou barra
Mansfield: “é uma proteção que é colocada por baixo na retaguarda de um
reboque. Destina-se a fornecer alguma proteção para os carros que choquem
contra a traseira do reboque. A parte inferior da traseira do reboque está
perto do nível da cabeça de um adulto num carro, e sem o resguardo, a única
proteção para a cabeça de um adulto neste tipo de acidente seria o pára-brisas”.
– “Argoman” (1967):
filmado em Londres e na Cinecittà. Argoman é o playboy Sir Reginald Hoover e os seus poderes são: força
sobre-humana, telequinesia, capacidade de implantar mentalmente sugestões nas
mentes mais fracas, audição supersensível, perde todos os poderes
aproximadamente seis horas depois de praticar sexo. “Ele usa-os principalmente
para fazer os seus inimigos matarem-se uns aos outros e forçar mulheres bonitas
a virem à sua ilha (algures no mediterrâneo) e terem sexo com ele. E quando usa
os seus poderes para o bem, cobra às pessoas (e Governos) pelos seus serviços.
Exemplos de preços incluem a caixa de rapé de Pedro, o Grande (que ele
reconhece à primeira vista), a Mona Lisa e outros tesouros sem preço, os quais
ele utiliza para decorar a sua própria impossivelmente moderna toca”.
Argumento: “Londres, a coroa de santo Eduardo foi roubada, o inspetor Laurence,
responsável pela investigação, recorre a Sir Reginald, um conhecido
criminologista. A imprensa afirma que Argoman é culpado do roubo. Enquanto
isso, o ministro dá ao inspetor uma nota assinada por Jenabell, a Rainha do Mundo,
que reclama a troca da coroa por um enorme diamante descoberto após uma explosão
atómica e capaz de refratar os raios com consequências incalculáveis”.
– Amanda Gifford aka country girl: “a maioria das raparigas
chamam-me labrega e, honestamente, eu aprecio uma boa canção country, andar nas estradas secundárias
num camião, ou pulverizar um trilho montada numa bicicleta suja, mas eu sou
realmente algo mais do que isso. Raramente uso alguma maquilhagem, e sou um
pouco totó, e adoro ler. Sou uma otária por piadas foleiras e adoro a praia. Um
dia, adoraria viajar pelo mundo, embora eu saiba que o meu coração permanecerá
sempre no campo”.
música:
Medvedev dança – numa reunião universitária em 2011, bamboava-se o dançarino ao som de
um hino da era perestroika: era em
que a Rússia arrimou à “economia
regulada pelo mercado” açorando novas aspirações no povo: “Eu toco a
balalaica / É o mais russo dos instrumentos / Eu sonho em viver na Jamaica / Na
Jamaica não há balalaicas”, e o Pravda, fundado em 1912 por Lenin, sob um
aumento de 500% dos custos de produção, consequência da liberalização de preços
decretada por Boris Yeltsin, faliu em 1992, debutando o baile, máxime tango, entre
os necessários dois Medvedev e Putin. Esse hino era “Onde está você meu
príncipe estrangeiro / American
Boy” das “Комбинация,
Kombinaciya, é uma banda pop russa. O
nome significa ‘associação’, mas a palavra russa tem um duplo sentido, também
se refere ao negligée, e numa atuação
do grupo em 1988, em Moscovo, elas foram forçadas a cantar sob um nome
diferente porque ‘Kombinaciya’ foi considerado demasiado sugestivo para nome de
banda” ► “Russian Girls”
♫ “Cereja nove / Вишнёвая девятка”.
Mayakovski
na “Autobiografia”: “o nevoeiro rasga-se, a nossos pés nasce um brilho mais
claro que o céu: a eletricidade. A fábrica de aduelas para tonéis, pertencente
ao príncipe Nakachidzé. Depois da eletricidade, a natureza fica sem interesse
para mim. Não suficientemente aperfeiçoada”. Cegueira de poeta. A. O. Avdienko:
“eu escrevo livros. Sou escritor. Tudo graças a ti, Ó grande educador, Stalin.
Eu amo uma jovem mulher com um amor renovado e devo perpetuar-me nos meus
filhos – tudo graças a ti, grande educador, Stalin. Eu serei eternamente feliz
e alegre, tudo graças a ti, grande educador, Stalin. Tudo te pertence, chefe do
nosso grande país. E quando a mulher que eu amo me presentear com uma criança a
primeira palavra que pronunciará será: Stalin”. Lucidez poética. A natureza
russa foi aperfeiçoada, apesar de Mayakovski, nessa máquina de construção macia
que enamorava A. O. Avdienko: a mulher
russa. Elas acamaradarão com classe, sejam as modelos
russas – como Natalia
Mikhailovna Vodianova
(Наталья
Михайловна Водянова) 1,76 m , 87-63-89, sapato 38,
olhos azuis, cabelo castanho claro: “na adolescência Vodianova ajudava a mãe a
vender fruta na rua e mais tarde montou uma barraca com uma amiga para ajudar a
sua família a sair da pobreza” – ou
as moças
de ringue das Mixed Martial Arts [1] ou as
concorrentes de uma singela eleição.
Causarão uma revolução nas calças masculinas, uma priápica “Giant Galactic
Space Dick” [2]. “Щас хуй
пойдешь сосать”, traduz Deus Google: “agora vá chupar pau”:
“Lições
viris de Vladimir Putin”: os homens pescam, praticam artes marciais, guiam
motas, fazem férias rústicas, nadam estilo mariposa, disparam armas, apoiam a
conservação da vida animal, falam línguas estrangeiras, andam em tronco nu e
arremessam bestas. A varonilidade atrai inevitavelmente as mulheres e o par de Medevdev,
um herói de ação, é um hotspot, tem mel. “Se não querem Putin,
Medevdev foder-vos-á. Eles são um tandem, sabem?”, aferventava, contra a canção
georgiana “We Don’t Wanna
Put In”, retirada pela Eurovisão 2009, a ambição loira, Maria
Sergeyeva.
Estudante de filosofia, em 2009, sonhava liderar a Rússia: “adoro Thatcher e
Churchill porque são líderes autodidatas. Acho que Thatcher e eu temos algumas
semelhanças. Eu não gosto da minha voz quando faço discursos e li que Thatcher
corrigia as suas cordas vocais para que a sua voz soasse melhor – eu posso
fazer o mesmo. Ela trabalhou duro. Ela é um bom exemplo para mim. (…). Estou numa
conferência. Bêbeda e depois do banya
(sauna). São 3:00. Um copo de plástico com champanhe numa mão e whisky de
malte, 12 anos, na outra. E vestindo nada exceto meias e a bandeira de Cuba.
Esta é a minha maneira de encontrar aventuras. (…). Eu era muito gorda e não
tinha amigos. Nós vivíamos muito mal. Também não tinha brinquedos. Com este
tipo de desespero, li e ponderei muito”. Maria, sobre o desequilíbrio populacional,
na Rússia há mais 10 milhões de mulheres do que homens: “as mulheres russas são
as mais bonitas e ternas do mundo. Podemos atrair os melhores especialistas do
ocidente com a ajuda das nossas mulheres. É assim que se resolve o problema demográfico”.
Beleza e ternura que propende, tal como Maria, para apoiar Putin. Núbeis
estudantes da universidade de Moscovo: “uma dúzia de brasas criaram o
‘aVVtomoika’ – significa lavagem de carro – mas com um duplo ‘v’ em cirílico
para corresponder aos dois primeiros nomes de Putin, Vladimir Vladimirovich.
Patrioticamente, elas só oferecem os seus serviços aos condutores de Ladas,
Volgas e outros carros russos” [3]. Alunas do
curso de jornalismo da Universidade Estatal de Moscovo ofereceram a Putin, pelo
seu aniversário em 2010, um calendário
delas, seminuas, com frases sugestivas, Ksenya Salezneva, mês de Dezembro: “Vladimir
Vladimirovich quero felicitá-lo pessoalmente. Ligue 8-925-148-17-28” .
A
lendária
beleza russa nos microfones: Ангел-А (Angel-A)
[4]: “Anya Angel-A (antes Anna Voronina) nasceu
em Moscovo a 10 de maio de 1987. Desde a infância, estudou música,
representação, coreografia, participou em diversos concursos e filmes de
televisão. Formou-se na escola de música, no departamento de arte pop-jazz na State Music School, em canto
pop-jazz” ► “Eu não
sou eu / Я не твоя” ♫ “Adeus
/ Proschay”. Рефлекс (Reflex): são Zhenya Malakhova, Alyona
Torganova e Anastasia Studenikina, (Ирина Нельсон (Irene
Nelson) abandonou o grupo), “o trio disparou para o estrelato em 1999 com o
single ‘Dalni Svet’ (Luz Distante). A
canção conquistou o top da rádio
Europe Plus e estabeleceu o grupo como uma força da música pop europeia”.
Na capa da Playboy
► “Soiti S Uma” ♫ no progama
de TV “Phantom of the Soap
Opera” ♫ “Meninavento / Девочка-ветер” ♫ “Enlouqueça
/ Сойти с ума”. Анна Седакова (Anna Sedokova): “cantora pop ucraniana-russa, atriz e
apresentadora, e agora também escritora. (…). Nasceu a 16 de dezembro de 1982,
em Kiev numa família russa originária de Tomsk. Em pequena cresceu com o irmão
e a mãe, sem o pai, nos arredores da capital ucraniana. Quando Anna tinha cinco
anos o pai abandonou a família. A mãe de Anna consegui alimentar os seus dois
filhos com dificuldade. Anna empregava os seus tempos livres na dança e na
música. Terminou com honra o liceu. Como consequência foi frequentar a
Universidade Nacional de Cultura e Artes”. Na Maxim
Rússia ► “Drama
/ Драма” ♫ “Acostumando
/ Привыкаю”. Via Сливки (Via Slivki = via
creme): “a história do grupo começou quando Karina Koks queria fundar uma banda
e combinar os estilos hip-hop, jazz e pop. Karina escolheu os membros Ira e Daria. Apesar da sua falta de
educação musical, elas trabalharam com sucesso em clubes de St. Petersburgo com
DJs e músicos de jazz sob o nome
‘Discovery’, que rapidamente ganhou popularidade nos clubes noturnos.
Eventualmente encontraram um produtor e mudaram o nome para Slivki” ► “Basta
/ Hvatit” ♫ “Venus” ♫
“Detstvo” ♫ “Eu ainda
/ Я Другая”. Блестящие
(Blestyashchie = as resplandecentes): “é um dos primeiros e mais duradouros
grupos femininos a cantar na Rússia” ► “Palmy” ♫ “Agent 007”
♫ c/ Arash “Contos
orientais / Восточные сказки” ♫ “Nuvens / Облака”. Фабрика (Fabrika): “o grupo foi formado a
partir de quatro raparigas, que participaram na primeira temporada do programa
de talentos russo Star Factory em 2002, chamadas Sati Kazanova, Irina Toneva,
Alexandra Savelieva e Maria Alalykina. (...). Após filmar o primeiro vídeo do
grupo, “Sobre o amor /
Про любовь”, Maria Alalykina saiu para completar os seus estudos na
universidade”. Na capa da Playboy ► “Sobre filmes de amor /
Фильмы о любви” ♫ “Я тебя
зацелую” ♫ “Acenda as
luzes / Зажигают огоньки”. Оксана Геннадьевна Фёдорова
(Oxana Gennadyevna Fedorova): 1,78
m , 88-64-93, “miss
St. Petersburgo 1999, miss Rússia
2001, miss Universo 2002, (destronada), apresentadora
de TV, cantora, polícia reformada, antiga professora universitária, atriz e
embaixadora da boa vontade da UNICEF. (…). O seu pai era um físico nuclear e a
mãe trabalhava como enfermeira num hospital psiquiátrico. Na academia de
polícia, Fedorova tocava saxofone como membro da banda de metais” ► “Tudo por
sua causa / Оксана Федорова” ♫ “Numa etapa / На шаг один”.
Серебро
(Serebro = prata): “trio
formado em Moscovo pelo produtor Maxim Fadeev em 2006. Elas são conhecidas como
a banda que terminou em 3º lugar no festival da Eurovisão 2007 em Helsínquia,
com a canção ‘Song #1’”.
“Consiste em Elena
Temnikova , finalista do projeto Star Factory-2. Marina
Lizorkina, pós-graduada da academia pop-jazz,
voz principal do grupo Formula, (substituída por Anastasia Karpova), e Olga
Seryabkina, estuda ballet desde os sete anos e
cantava coros para outro cantor famoso Irakli”
► “Respirar / Дыши” ♫
“Diz-me
não te cales / Скажи не молчи” ♫ “Sem tempo / Не время” ♫ “Ópio / Опиум” ♫ “Mãe Luba / Мама Люба”. Юлия Ахонькова (Julia
Kova): 1,71 m ,
91-61-91, nascida a 5 de Fevereiro de 1985, em Tuchkovo, na região de Moscovo,
cantora e modelo, aos 17 anos venceu o concurso miss Rússia 2003, encetou a carreira musical como Джульетта (Julieta)
► “Pad Dazdiom” ♫ “Candy Boy
/ Конфетный мальчик”. Шпильки (Shpil’ki):
“o grupo Saltos Stiletto é particularmente popular entre o público jovem. Elas
cantam lindamente e as suas danças são dinâmicas, emocionais e muito sexy” ► “Ah,
meninas / Ой,девки” ♫ “Sam
é a Natasha / Сам Ты Наташа” ♫ “Puta / Стерва”. Наташа
Вараксина (Natasha Varaksina) / Кукла (Boneca) ► “Metrossexual
/ Метросексуал” ♫ “Boneca
/ Кукла” ♫ “Amorzinho /
Мало любви” ♫ c/ o grupo de metal ВЕНДЕТТА (My Vendetta): “Порочный роман / Bad
Romance”.
As
t. A. T.u., (um acrónimo de “Эта девочка
любит ту девочку” = “esta cachopa ama aquela cachopa”), duo russo de faux lésbicas [5],
Yulia Volkova e Lena Katina. Em 2003, na praia Barceloneta, à sombra do Hotel
Arts, em Barcelona, vestidas num sumário uniforme liceal, blusa branca, gravata
e mini-kilt, rabeavam-se na areia de
gatas e nalgumas fufices para uma sessão fotográfica, elas “vendiam uma sexualidade
manifestamente pedófila-amiga com um travo lésbico”. Um produto manufacturado
por Ivan Shapovalov formado em 1988, em psicologia, na Saratov Medical School.
Especializado em psicologia infantil identifica, com facilidade, as roldanas do
cérebro do consumidor moderno. “Os padrões de beleza para as mulheres estão
baseados na forma do corpo na adolescência. Se alguém como Kyle Minogue pode
sacar do truque, de estar na casa dos trinta, mas tendo um rabo de adolescente,
ela será objeto de fascínio, admiração e inveja”. “A editora colocou as raparigas
no estúdio com o lendário produtor inglês Trevor Horn – o homem por detrás dos
Frankie Goes To Hollywood – para gravar as versões em inglês das suas canções.
Dezoito anos depois de usar a homossexualidade masculina para gerar fervor à
volta de ‘Relax’,
Trevor volve-se lésbico e atinge ouro outra vez com a sua produção de ‘All The Things She Said’
das t.A.T.u. (…). Quanto ao lesbianismo, Trevor concorda que é ‘inegavelmente
erótico. Como a minha filha diz, elas beijocarão a sua senda pela Europa’”, na
revista The Face janeiro 2003. Na venda da pop,
como na venda de políticos, a ilusão é mestra. O site pop russo www.
ntvru.com: “Lena Katina e Julia Volkova irão incorporar um casamento legal.
Isto é um facto muito invulgar para a Rússia, razão pela qual o evento
acontecerá na Holanda. O casamento realizar-se-á no fundo de uma piscina. Elas
estão a ensaiar o processo – treinar a beber champanhe debaixo de água e a
enfiar os anéis”. Num fansite: “Elton
John enlouqueceu sob o encanto das moças Tatu. E ficou tão sério que ele
decidiu adotar ambas as raparigas imediatamente! Ele já enviou cartas a cada
uma das famílias das raparigas, nas quais disse que oferece 100 milhões de
dólares para receber os direitos de cuidar das moças como filhas. De acordo com
as últimas notícias, nem os pais de Lena, nem os de Julia foram capazes de
rejeitar tão generosa oferta. As raparigas também não estão contra, porquanto que
tendo um cantor tão famoso como seu ‘pai’, abrir-lhes-ia todas as portas do show business”.
Elas próprias vendiam-se como “adolescentes
difíceis”. Na promoção do produto pelos EUA em 2003, país nessa data ainda
sem uma Tiazona Sam, looking for sinais
lésbicos ou gays nas entranhas de
veados, Jay Leno censura o chocho, Jimmy Kimmel compensa com toques na crica ► “Friend or
Foe” ♫ “Show me
love” ♫ “Kosmos".
Julia Volkova (Юля Олеговна Волкова):
“nasceu na família de um empresário de sucesso em Moscovo a 20 de fevereiro de
1985. Aos 7 anos, paralelamente à escola normal, Julia entrou numa escola de
música, aula de piano. Quando tinha 9 anos, Julia tornou-se membro do famoso
grupo vocal e instrumental infantil Neposedy (Crianças
Travessas)”. Bissexual, em 2004, do namorado de longa data Pavel Sidorov tem uma
filha, Viktoria Pavlovna
Volkova. Em 2007, do empresário Parviz Yasinov repete a dose com o filho Samir e
converteu-se ao Islão ► “Sacrifice”
♫ “All
Because of you”. Lena
Katina (Елена Сергеевна Катина): “nasceu em Moscovo a 4 de outubro
de 1984 na família do famoso músico, Sergey Katin, que colaborou com os Dyuna,
Marina Khlebnikova e
outros representantes do espetáculo russo. A partir dos 4 anos, Lena começou,
por iniciativa do pai, a frequentar vários clubes de música e desportivos, com
o objetivo de fomentar as artes plásticas e talentos artísticos. Quando tinha 7
anos, Lena entrou na escola normal e um ano depois, na escola de música, aula
de piano. Aos 10 anos, tornou-se solista no famoso grupo infantil Avenue, onde
cantou durante três anos. Aos 13, Lena torna-se membro do grupo vocal e instrumental
Neposedy,
onde conheceu Julia Volkova e se tornaram amigas” ► “Lost in this Dance” ♫ “Never Forget”.
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[1] Lista
das 50 raparigas de ringue mais quentes da história… americana (link foi retirado).
[2] O grupo de arte de rua Voina (Война = Guerra) venceu o prémio Inovação
para as artes visuais no ano de 2011, com a “Pichota
capturada pelo FSB”, desenhada na ponte de S. Petersburgo. Que erectou, na
sua pujança viril, em frente do quartel-general do FSB (ex-KGB), quando o
tabuleiro móvel subiu pelas 1:40, antes de ser apagada pelos bombeiros. O valor
do prémio, 400
000 rublos, foi para os presos políticos. Andrei V. Yerofeyev, membro do
júri: “tenho dificuldade em imaginar uma situação semelhante na Alemanha ou
França ou Estados Unidos, onde dão prémios estatais por este tipo de arte.
Nesse sentido, a liberdade na Rússia tem alguma espécie de terceira dimensão”.
[4] Quiçá a irmã perdida do
nosso Angel-O ► “Só quero
que saibas”: “Aquilo que eu sinto por ti é demais / Prometo que não vou
contar aos teus pais”. O artista no “5 para a meia-noite” c/ Nilton: “isto é
uma coisa que eu trago já há bastantes anos, só agora é que me senti maduro o
suficiente para mostrar ao público, essa minha vertente, percebes? (…). Isto é
uma sonoridade agradável, podes chamar, podes apelidá-la como pop, se quiseres ser redutor, mas inclui
vários estilos, desde o pop, o
R&B, o eletro, portanto é o que
eu sou”. A efemeridade da fama efémera de ter pertencido ao elenco dos
“Morangos com açúcar”: “eu nunca fiquei cagão, porque tive uma boa educação,
sempre tive os pés no chão, portanto nunca me deixei iludir por essas coisas”.
[5] “Os anos 70 tiveram o hustle, os 80, o moonwalk.
Nós temos o faux lesbian dance”, na
série “Veronica Mars”
(2004-2007), c/ Kristen
Bell, 1,55 m , 46 kg , 91-58-86, olhos azuis,
sapatos 36, atriz #9
no top das mais desejadas, que se quer
nua e é obcecada por
preguiças. Veronica Mars é uma detetive adolescente: “esta é minha escola.
Quem a frequenta, ou tem pais milionários, ou os pais trabalham para os
milionários. Neptune, Califórnia, uma cidade sem classe média. Se se pertence
ao segundo grupo, arranja-se emprego: fast
food, cinemas, minimercados ou são
como eu. O meu trabalho depois das aulas é seguir cônjuges infiéis ou investigar
processos falsos por lesões”. “Querem saber como perdi a virgindade? Também eu.
Fui a uma festa da Shelly Pomroy para mostrar a todos que segredinhos e
traições não me afetavam, foi um erro. Não sei quem me deu a bebida. Oxalá
soubesse. Era o básico rum, cola e drunfo”. Veronica frequenta a Neptune High, na
primeira aula, a professora: “parabéns! És a minha voluntária, Pope, ‘Ensaio sobre o homem',
epístola um”; Veronica: “A esperança brota eternamente no peito do homem: / Ele
nunca é, mas espera sempre ser feliz: / A alma, intranquila e de casa
confinada, / Descansa e divaga sobre a vida que virá”; prof: “e o que achas que
Pope quis dizer?”; Veronica: “que a vida é lixada até morrermos”. Concluído o
liceu, o baile de finalistas foi abrilhantado pelo conjunto feminino britânico The Faders.
16 Comments:
At 8:35 da manhã, Táxi Pluvioso said…
Isto era para ser apenas sobre o advérbio, algo tão português, e o advérbio de modo em particular, mas depois da introdução a caraterizar os povos, assustei-me com o tamanho do post que seria necessário para fazer distinções, então fiquei pelos advérbios terminados em “mente”, sejam ou não advérbios de modo.
A caraterização dos povos será antiga, Daniel Defoe ou Locke são antigos, mas não sei se desatualizados. Defoe é um poema satírico, que acertou: o Orgulho coube à Espanha, a verdade é que eles não querem chamar regaste ao resgate. Locke conta histórias que vinham das terras longínquas que a Europa estava a conhecer, e claro, as narrativas dos marinheiros, muitas, eram patranhas.
O ministro da economia de Hitler era um visionário ou então a Europa não avançou um passo, e continua-se a falar em integração económica (agora não é económica, é fiscal, bancária, etc. mas devia ser económica, pois o problema europeu é económico). A possibilidade de ter um filho pelo cabelo, quer dizer, os avanços científicos, que tornaram supérflua a velha queca e o derrame de sémen, e o material genético num cabelo ser suficiente para gerar um filho, ou um clone, obriga a que as vedetas protejam o seu ADN. A Madonna vem dar um concerto a Coimbra, mas leva o seu material genético, não fica nem uma célula morta.
Manuel desta vez não há muito link. O filme Foolish Wives, que é muito conhecido; o Argoman que é um bom superherói, mas é só o trailer; ao contrário do Bela Lugosi, o Lugosi só aparece como publicidade, o filme é do Mitchell e Petrillo, dois gajos que imitavam o Dean Martin e Jerry Lewis; a série Smash tem números musicais fantásticos; e das russas, a canção Mãe Luba, três malucas num carro, a fazerem maluquices, faz-se um vídeo barato e com hipóteses de ser viral, claro duas dão a ideia de ser um casal, o que aumenta o termómetro ou sitecounter. E a canção poderia ser um êxito.
At 8:38 da manhã, Táxi Pluvioso said…
... quero dizer "não querem chamar resgate ao resgate".
At 9:18 da tarde, Tétisq said…
Os caribes são um povo estranho;
Os portugueses são um povo que “estigmatiza a guerra ambiciosa”, mas há a exceção - Durão Barroso …
Obviamente voltarei para ler o resto, faltam-me a pessoa e o acólito para comprovar que este advérbio é de verdade, mas espero que acredites na minha palavra, pois afirmo-o Tétisqmente *
At 4:45 da manhã, Anónimo said…
lol! O Argoman promete!
At 10:01 da manhã, Rafeiro Perfumado said…
Aqui se mostra o quanto somos descriminados: a Madonna aos turcos mostra o seio, aos italianos o rabo e aos portugueses nem o chumbo do dente. A grande estúpida...
At 12:15 da tarde, São said…
Os aviões sem piloto são a maior cobardia existente!!
É como se quem os comanda à distância estivesse num jogo !!
Uma boa semana.
At 10:11 da manhã, Táxi Pluvioso said…
Tétisq: devem ser do lado da Bairrada, alimentam-se de novos e gordinhos. Pois, o nosso rapaz na Europa, o Durão, não saiu aos seus, destoou, mas isso é uma coisa que os portugueses fazem muito: porem-se em bicos de pés ao lado dos grandes para parecerem grandes.
At 10:12 da manhã, Táxi Pluvioso said…
Don Medina: um herói europeu que tanta falta nos faz.
At 10:12 da manhã, Táxi Pluvioso said…
Rafeiro Perfumado: acho que aos portugueses mostrou-lhes um bilhete de 90 euros (mínimo). Quando ela esteve cá em 2004, creio, fui comprar um bilhete, pediram-me 80 euros, e eu perguntei se era para ver o espetáculo ou dormir com ela? Como era só para ver o espetáculo fui-me embora sem o precioso retângulo de papel.
At 10:13 da manhã, Táxi Pluvioso said…
São: na guerra não há valentes, isso é depois, nos filmes ou na bazófia de militares. Aqueles terroristas como andam sempre com a família atrás, dão ao presidente Báráque uma boa estratégia: rebentar com a família toda e encerrar o assunto. Não acredito que ele não dê a ordem para disparar só porque estão mulheres e crianças na linha de fogo.
At 10:11 da manhã, São said…
Não acreditas e eu também não!
Quanto ao ministro Álvaro , gostei de o ver apupado e gostaria ainda mais de que se demitisse.Alías, como todo o Governo. Embora não veja o PS em condições de nada...
E Portas, onde anda Portas? A flanar pelo estrangeiro, seguro de que lá porque os corruptores alemães na venda dos submarinos foram condenados, ele continuará de asinhas.
Um bom dia te desejo
At 3:33 da tarde, José said…
Um post deste tamanho, com tanto para comentar, mas ao entrar aqui mesmo dentro de casa, dei uma olhadela nos comentários, e não pude deixar de me rir com o comentário do Rafeiro perfumado. Eu também estava pensando que ela ia mostrar aqui, o que não tinha aos Gregos e aos Italianos. Com certeza que isso ia encarecer o preço do bilhete. E para ver uma coisa velha já muitos têm casa.
At 7:01 da manhã, Táxi Pluvioso said…
São: o Álvaro, coitado, queria ir falar com os manifestantes, raciocinar com eles. Enfim, deve ser por andar nos corredores da universidade e pensa que as pessoas são assim: discutem ou sabem o que querem e como chegar lá.
O Portas será a nossa salvação. Ele vai vender todos os nossos produtos pelo mundo que será necessário ampliar Portugal para satisfazer a procura.
At 7:01 da manhã, Táxi Pluvioso said…
José: com a luz parece mais nova. Melhor foram os fãs. Apontei algumas coisas que disseram, haja tempo para um dia meter isso num post.
At 8:39 da manhã, Joice Worm said…
Vou tirar um dia de folga para te ler... :-) Vai ser um dia muito especial porque já percebi o meu entusiasmo, não pela folga mas sim pela quantidade de coisas que vou aprender. Bem haja!
Um beijo ao meu amigo, Táxi Pluvioso...
At 3:43 da manhã, Táxi Pluvioso said…
Joice como está você, tem andado desaparecida, não tem escrito muito ultimamente.
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