Pratinho de Couratos

A espantosa vida quotidiana no Portugal moderno!

quinta-feira, março 15, 2012


O fruto nacional

“Quando tocamos no Ozzyfest, nalgumas cidades, e eu subia ao palco, e ainda não tinha tocado uma nota, alguns fãs gritavam ‘mostra-me as tuas mamas!’. Eu ficava tão zangada, que gritava de volta ‘mostra-me a tua piça primeiro!’”, Doris Yeh, dos Chthonic [1]. Empate técnico. Nem eles mostravam as suas, nem ela, as dela. Nas batalhas da linguagem, a maioria dos soldados, as palavras, morrem da boca para fora. No entanto, falar, é como se coçar, é essencial – redigia Martin Heidegger na sua “Carta sobre o humanismo”: “assim, a linguagem é ao mesmo tempo casa do ser e casa da essência humana” e trauteava Boris Vian no seu poema “Não se casem raparigas”: “Massajar a barriga e coçar as guedelhas”. No país da “comissão chapéu” [2], a cultura da palavra faz-se… fruticulturalmente, no pomar, e a principal fruta é a papaia. Quando não se sabe, ou se é preguiçoso para saber, manda-se uma papaia, quando se é valdevinos, manda-se uma papaia, quando se quer alardear erudição, manda-se uma papaia. Não há político, analista, comentador, perito, especialista, cientista, que não amande a sua papaia.
Cavaco Silva, o primeiro fruticultor do país, aduba rosalgarino os regos, viridente na proa do horto. As agências de rating reviram e corrigiram os seus indicadores avaliativos e agora são mais fiáveis. E ele, agrológo economista, embaralhado, sem água solvente da próxima bancarrota do país, percuciente amanda a papaia das agências de rating [3]. Cavaco é um easy, como uma moça gótica: “Goth Girls Are Easy” (rock inglês, Lesbian Bed Death: expressão cunhada pela socióloga Pepper Schwartz, para o facto de os casais lésbicos, em relações estáveis, trombicarem menos), outros são hard: “Play me Hard” (hard rock feminino sueco, Crucified Barbara). Duro como um croissant de duas semanas, Luís Menezes, um deputado PSD, amnésico de que Ferreira do Amaral, ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, de Cavaco Silva, em 1994 foi o arquiteto assinante do contrato “bastante equilibrado” de concessão das pontes sobre o Tejo à Lusoponte, esterquilínio amanda papaias: “muitos dos problemas que temos em mãos são fruto de contratos assinados no tempo do Governo socialista completamente armadilhados” [4].
Na área científica, mandar papaias, induz, deduzindo-o, o cientista junto da ignota população. Na área de serviço económico, para enxotar as negras nuvens e a vida seja um agradável passeio pelo parque ao som de uma louçã melodia dos Cure – H1 (baterista, Hélton, guarda-redes do Porto), os arúspices auguram o “ajustamento”: a substituição da produção de bens não-transacionáveis pela de transacionáveis, ou no tecido económico português, trocar os patos-bravos pelos tomates [5], isto é, desviar o crédito bancário da construção civil para a indústria transformadora e exportadora. Depois de aumentarem a idade da reforma, espipou uma grande papaia que é também uma grande ideia: despedir os velhos e contratar os novos. António Saraiva centrifuga essa papaia: “temos que dotar as nossas empresas de novos e melhores qualificações e elas residem seguramente nos jovens” [6]. Facilitar os despedimentos, escorraçar a velhada desqualificada, empatando postos de trabalho, tunanteará os jovens numa saturnal party (LMFAO c/ dança do melhor ator americano de sempre David Hasselhoff).
Ventruda floresta de papaiáceas germina na área de serviço sociológico. Os cientistas das ciências humanas afadigam-se em mandar cada vez mais longe a papaia. A faculdade de Economia do Porto bachucou estudiosa conclusão: a economia paralela é 25% do PIB, são 41 mil milhões que circulam não declarados, donde se deduz que se o Estado os abafasse eliminaria o défice [7]. Calcular o valor da economia paralela é impossível fora da casca da papaia, sem mandar um número ao ar, e o Estado com mais dinheiro na fazenda não arriaria dívidas, apenas engrandeceria a “obra feita”. Duas investigadoras da universidade de Coimbra amandaram a mais polpuda papaia, na cesta da fruta, fertilizada por muito perlimpimpim científico: de que existem 1.2 milhões armas ilegais por esse santo país [8]. E o ministro Álvaro estentórico também amanda a sua pesada papaia: “quem defende a saída do euro não tem noção do que diz”, é uma decisão na mão dos mercados, só eles têm noção que não sair será pior, quando a população estiver esturricada – “30 Watts to Freedom” (punk canadiano, Little Guitar Army [9]).
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[1] Na revista Terrorizer nº 213. Doris Yeh é uma das gajas boas do metal, (uma igual de Katherine Katz: “mais doom? sim, por favor”, vocalista dos Salome e nos Agoraphobic Nosebleed). Ela é baixista do grupo taiwanês Chthonic (do grego χθόνιος / chthonios = “debaixo da terra”, espíritos ou divindades do mundo subterrâneo). Compostos por: Freddy Lim, Left Face of Maradou (vocalista, erhu); Doris Yeh, Thunder Tears (baixo, vocalista suporte); Jesse Liu, The Infernal (guitarrista); Danny Wang, Azathothian Hands (baterria); e CJ Kao, Dispersed Fingers (piano, sintetizador). Conheceram-se na Universidade: “eu estudava Administração Pública. Achei-a muito chata para ser honesta, mas fez despertar o meu interesse em política e lei”. “O seu nome ‘Doris’ vem do liceu, quando o professor de inglês lhe pergunta qual o nome inglês que ela gostaria de usar (ela pensa no grupo The Cranberries e na sua cantora, Dolores), mas dizendo-o da seguinte forma: Do-Ro-Es. O professor percebeu ‘Doris’ e ela acabou por manter este nome”. Pela independência de Taiwan “a banda é conhecida também por queimar a bandeira do Partido Kuomintang, fê-lo pela primeira vez no vídeo de ‘49 Theurgy Chains’ em 2009. (…). Pacotes contendo uma bandeira e uma caixa de fósforos foram oficialmente feitos como ofertas mais tarde”. Da tournée americana em 2010 Doris recorda: “eles ficaram lá de bocas abertas e alguns gritaram que queriam ver a banda principal em vez”. Sobre a evolução musical: “Freddy e Jesse são os principais compositores da banda. À medida que envelhecem, eles estão a sentir um sentimento mais profundo pela música folclórica taiwanêsa – metade das canções nos seus iPods são canções folclóricas taiwanêsas por exemplo” (em Metal Hammer nº 222). Ela foi capa da FHM de dezembro, 2008: “um amigo apresentou-me ao editor e eles nunca tinha visto um rapariga como eu antes. Em Taiwan, o tipo mais popular de raparigas parece-se com uma princesa, mas eu parecia como um fantasma! Eles pensaram que era interessante, então escolheram-me para ter algo diferente. Antes da produção, os taiwaneses não sabiam muito sobre mim, mas depois perceberam que os Chthonic tinham um membro feminino”. {No GQ}. {Entrevista}. {Blog, em chinês} → “UMF” ♪ “Bloody Gaya Fulfilled” ♪ “The Gods Weep” ♪ “Satan’s Horns”. CONCERTO: “Intro & Indigenous Laceration” ♪ “Progeny of Rmdax Tasing” ♪ “The Breath of Ocean” ♪ “Decomposition of the Mother Isle” ♪ “Grab the Soul to Hell” ♪ Guitar SoloDrum Solo ♪ “Vengeance Arise” ♪ “Bloody Gaya Fulfilled” ♪ “Fuck or Die” ♪ Piano & Keyboard Solo ♪ “The Gods Weep” ♪ Oriental Violin Solo ♪ “Guard the Isle Eternally” ♪ “Where The Utux Ancestors Wait” ♪ “Floated Unconsciously in the Acheron” ♪ “Grievance, Acheron Poem” ♪ “Onset of Tragedy” ♪ “Relentless Recurrence” ♪ “Quasi Putrefaction”.
Cena metal taiwanêsa: Hakate (diz Danny: esta banda é espetacular e eles têm duas brasas!”) ♪ Alien Avenge (diz CJ: “adoro que a sua música inclua os valores que eles querem revelar ao mundo”) ♪ Beyond Cure (diz Jesse: “eles são brutais como o diabo!”) ♪ Flesh Juicer (diz Freddy: “eles misturaram alguma cultura lunática fixe taiwanêsa na sua música”) ♪ Crescent Lament (diz Doris: “belas melodias e composições de sombrias emoções) ♪ Dying ChelseaEmerging From The CocoonInfernal Chaos Solemn.  
[2] Passos Coelho, primeiro-ministro, sem explicações sobre onde desencantará a contribuição portuguesa para aceder aos fundos do QREN, arruma a chapelaria: “fazer uma comissão chapéu coordenada pelo sr. ministro das Finanças que dará as indicações estratégicas sobre a forma como depois serão feitas as reprogramações destes programas”.
[3] Culpa Cavaco Silva: “sabe, eu revejo-me muito numa frase que li há dias duma ex-ministra do Governo espanhol, disse ela, que a influência excessiva das agências de rating reflete cobardia política dos líderes europeus. E de facto, surpreende-me como é que 27 chefes de Estado e do Governo se deixam condicionar e até chantagear por agências de rating. Três agências de rating norte-americanas”.
[4] O filho d’algo Luís Menezes: “quanto a isto da Lusoponte não há confusão nenhuma. Os contribuintes não vão perder um cêntimo. O Estado não vai pagar um cêntimo a mais. Não há duplo pagamento por muito que o Partido Socialista e outros partidos de esquerda queiram lançar esse anátema para a opinião pública. O problema que temos em mãos, muitos dos problemas que temos em mãos, são fruto de contratos assinados no tempo do Governo socialista completamente armadilhados, impossíveis de mudar sem o acordo das contrapartes. (…). Quanto ao contrato, como é óbvio, enquanto deputado, eu não tenho acesso ao mesmo. O que posso dizer é que confio inteiramente! no discernimento e na equipa legal que o sr. secretário de Estado tem consigo e estou certo que os portugueses não vão pagar um cêntimo por causa desta situação”. A sua colega de bancada, a sexy vimaranense, advogada, deputada, Francisca Almeida, rediz: “o que acontece é que, como sabe, o Governo do Partido Socialista foi muito hábil ou inábil a fazer contratos e portanto os contratos não podem ser alterados de um dia para outro. Terá que haver aqui um reequilíbrio financeiro do próprio contrato, de forma que uma parcela seja abatida àquela que o Estado tem que pagar à Lusoponte”. (Parcerias Público-Privadas (PPP) definidas no Decreto-Lei nº 86/2003, do Governo de Durão Barroso, designam o arrimanço do setor privado nos ditos “empreendimentos de interesse público” e introduziram nos contratos de concessão de obras públicas uma cláusula estranha: subsidiação pelo Estado da incerteza, assegurando uma taxa de rentabilidade fixa, e o consequente imparável agravamento dos custos. O Governo de Sócrates, na efervescente onda da eleição do presidente Báráque, quando os Bancos portugueses faliram, imitou o novo procero da política e desata a injetar dinheiro na economia através de, subsídios sociais para os pobres, e PPP para os ricos: “o relatório sobre as PPP, feito para cumprir o memorando com a ‘troika’, acentua que nos dois últimos anos do Governo Sócrates os encargos líquidos mais do que duplicaram, ultrapassando os mil milhões de euros em 2010. Em percentagem do PIB, significa que, em 2008, os encargos representavam 0,3% do PIB e dois anos depois já representavam 0,7%. E vão continuar a aumentar”, e o contribuinte vai pagar: “o período mais duro é o triénio 2015-2018, em que se estima que os encargos do Estado ultrapassem os dois mil milhões por ano”).
[5] Louis Sarkozy, 15 anos, filho de Nicolas, atira-os à bófia de guarda ao palácio do Eliseu.
[6] António Saraiva, presidente da Confederação da Indústria Portuguesa: “temos que ter trabalhadores mais qualificados, com melhores competências. E por isso, esta ligação, os jovens desempregados, que têm hoje qualificações, que muitos seniores que residem hoje nas empresas não têm, temos que encontrar aqui políticas de redução, de reestruturação, mais do que de redução, de reestruturação dos tecidos empresariais. Temos que dotar as nossas empresas de novos e melhores qualificações e elas residem seguramente nos jovens”, depois de uma reunião da comissão para combater o desemprego entre os mais novos, presidida pelo conceituado Miguel Relvas.
[7] Óscar Afonso, investigador da faculdade de Economia do Porto, explicou o abracadabra que desopilou o oculto: o estudo tem em conta cinco rubricas: 1) a economia ilegal – vender armas, drogas, etc.; 2) a economia oculta – tudo o que não é declarado para fuga a impostos, crime económico, relação fraudulenta de empresas; 3) a economia informal – os biscates; 4) o autoconsumo – as hortas caseiras; 5) economia que não é registada por dificuldades de estatística. Têm variáveis causa que condicionam: 1) o peso da carga fiscal, impostos diretos e indiretos, contribuições para a segurança social; 2) o peso do Estado na economia como indicador de regulação; 3) a taxa de desemprego; estas variáveis refletem-se noutras: 1) a quantidade de moeda fora do sistema bancário; 2) o PIB. “As variáveis causa têm uma determinada consequência ou deveriam estar ligadas a um determinado nível de produto, não estando, surge aqui uma variável lateral, que é a economia paralela não registada, é assim que a gente chegou aos 24,8% para 2010”.
[8] As legais são 1.4 milhões. A investigadora Rita Santos: “Portugal está numa situação intermédia no contexto europeu, e portanto isto quer dizer que a nossa realidade se assemelha muito à realidade, por exemplo, verificada na Alemanha, na Sérvia e na Suécia, que têm mais ou menos entre 20 e 30 armas por 200 habitantes. E estamos numa situação bastante superior à situação verificada no reino Unido, por exemplo. Uma lei bastante restritiva, onde há 5 armas por 100 habitantes”.
[9] Cal Thompson: “eu tive esta ideia de que seria uma enorme, monstruosa orquestra desde o início. Mas não é fácil de fazer. É como pastorear gatos. Temos 11 pessoas a beber cerveja, tentando afinar estes árduos pequenos instrumentos. E nós temos algumas personalidades e opiniões muito fortes. Por isso, demorou um pouco pô-lo em pleno andamento, mas agora está a funcionar da forma que eu imaginava” → “Can't Fix Stupid”. Os Van Halen também tocaram “Little Guitars”. No nº. 91 Stoke Newington Church Street, Londres, na loja Tin-Tone, Jonathan Free fabrica pequenas guitarras a partir de caixas de lata dos anos 40 e pernas de mesa. {Site}.

cinema:

Project: S.E.R.A.” (2012): “uma jovem acorda num armazém abandonado enquanto soldados armados torturam o seu pai com uma arma biológica experimental”; curta-metragem de Benjamin Howdeshell, com a atriz e modelo canadiana Julia Voth 1,73 m, 86-63-86: a Jill Valentine no videojogo “Resident Evil” e a stripper Trixie em “Bitch Slap” (2009). – Maria Menounos (Μαρία Μενούνου), 1,73 m, 86-60-86, sapato 42, atriz, jornalista e apresentadora de TV, nascida a 8 de junho de 1978, em Medford, Massachusetts, filha de Costas e Litsa Menounos, imigrantes gregos. Maria limpava discotecas e bares de Bóston com os pais dos 3 aos 14 anos. Aos 17 anos era empregada no Dunkin Donuts. Frequentou a igreja ortodoxa grega Dormition of Virgin Mary em Sommerville e a Medford High School. Em 1995 começa a competir em concursos de beleza. No ano seguinte vence o título de miss Massachusetts Teen USA. Fluente em grego, espanhol e inglês. No seu livro “The EveryGirl’s Guide to Life” “fornece instruções, dicas privadas, guias ilustrados e anedotas pessoais que introduzem o leitor no mundo íntimo de Menounos”: “eu escolho gastar o meu dinheiro a cuidar dos meus pais e comprando propriedade, e preparando-me para o meu futuro, para que não olhe para trás e diga ‘uau, ganhei montes de dinheiro e espatifei tudo em coisas boas’. (…). Eu não quero esbanjar dinheiro assim. Quando vou para hotéis, vou à loja e compro água e lanches para ter no meu hotel para que não me cobrem 12 dólares por uma garrafa de água”. Com 17 anos produziu o conto de fadas “In the Land of Merry Misfits”, quando frequentava o Emerson College. Os negativos foram roubados e o filme ficou incompleto, em 2005 ela financia a sua restauração, seria estreado no festival de cinema de Tribeca em 2007. Ela foi uma repórter no episódio “Free Sabrina” na série “Sabrina, the Teenage Witch” (1996-2003), e a agente da DEA Jessie Renning no episódio “Fly by Knight” no renovado “Knight Rider” (2008-9). Pelas tropas “está disposta a ser espancada no ringue com as WWE Divas”: Maria Menounos, Alicia Fox, Eve e Kelly Kelly versus Beth Phoenix, Natalya e as gémeas Bella no 9º anual “WWE Tribute to the Troops” no Fort Bragg. Maria, (ferrenha fã dos New England Patriots), confiante, aposta apresentar o programa Extra num biquíni dos New York Giants se estes vencessem os Patriots na Super Bowl XLVI. E venceram.
Os dois picos da cultura americana, para os territórios exóticos ultramarinos: a guerra – Ambrose Bierce: “a guerra é a forma criada por Deus para ensinar geografia aos americanos” – para o familiar continente: a Super Bowl. Ambos espessam o ar com uma polvorosa agitação de estrelas e riscas e perito espetáculo de TV. A Super Bowl kicks off com o solene hino nacional – no ano passado Christina Aguilera tropeçou na letra: “ posso esperar que todos pudessem sentir o meu amor por este país e que o verdadeiro espírito do seu hino, ainda assim, transpareceu”. No intervalo do jogo desbagulha-se o patriotismo: Winter Magic na Super Bowl XXVI 1992 em Minneapolis. E a bagalhoça de milhões em publicidade transmitem-se aos canais de TV: 40 anos de anúncios da Super Bowl; alguns são sérios avisos: Hulu “um plano maligno para destruir o mundo”. Os artistas do entretenimento esgadanham-se por uma atuação nesse espaço / tempo místico visto por 111.3 milhões nos EUA. Neste ano, Madonna (fotos Steve Meisel) foi a artista contratada para a Super Bowl XLVI 2012, numa faustosa produção com comentários mistos – imagens gif: shufflin'Nicki MinajM.I.A.oops. M.I.A. brindou as audiências com um pirete, enquanto cantava “I don’t give a shit”, e a NBC desculpou-se aos espetadores americanos: “foi um gesto espontâneo que o nosso sistema de delay apanhou já tarde”. Os anúncios no intervalo têm maior audiência do que o próprio jogo, a NBC cobrou este ano 3.5 milhões por 30 segundos, 116,667 dólares por segundo:
Marshall McLuhan: “os anúncios são a arte rupestre do século XX”, e os da Super Bowl 2012 riscaram as rochas – Bud Light Platinum: Factory ▄ Audi: Vampire Party ▄ Pepsi: Respect: c/ Elton John, Melanie Amaro e Flava Flav ▄ Hyundai Veloster Turbo: Cheetah ▄ Bud Light Platinum: Work ▄ M&M's: Sexy and I Know It ▄ Best Buy: Phone Innovators ▄ Coca-Cola: Superstition ▄ Chevy Silverado: 2012 ▄ Bridgestone: Performance Balls and Puck ▄ Go Daddy.co: Body Paint c/ a colombiana de Meddelín Natalia Vélez, Danica Patrick e Jillian Michaels ▄ 2013 Lexus GS: Beast ▄ Budweiser: Prohibition ▄ Doritos: Man's Best Friend ▄ Chevy Camaro: Happy Grad ▄ GE: Turbine ▄ TaxACT.com: Bathroom Break ▄ Volkswagen Beetle: The Dog Strikes Back ▄ H&M: David Beckham Bodywear ▄ Coca-Cola: Catch, starring New England Bear ▄ Chevy Sonic: Stunt Anthem c/ os OK GO ▄ Teleflora.com: Adriana Lima ▄ Skechers: Go Run Mr. Quiggly ▄ Cars.com: Confident You ▄ Doritos: Sling Baby ▄ E-Trade: Fatherhood ▄ Toyota Camry: Connections ▄ Hulu Plus: c/ Will Arnett ▄ Bud Light: c/ LMFAO ▄ Chrysler: It's Halftime in America c/ Clint Eastwood ▄ JetBlue: Cubicle Workspace ▄ Fiat 500 Abarth: Seduction c/ a supermodelo Catrinel MenghiaPepsi Max: Check Out c/ Regis Philbin ▄ Toyota Camry: It's Reinvented ▄ Dannon Oikos Greek Yogurt: The Tease c/ John Stamos ▄ Century 21 Real Estate LLC: Donald Trump ▄ Acura NSX: Transactions c/ Jerry Seinfeld ▄ GE: Building Something Big in Louisville ▄ Budweiser: Eternal Optimism ▄ Bridgestone: Performance Basketball ▄ Honda CR-V: Matthew Broderick's Day Off ▄ MetLife: Everyone ▄ Hyundai Genesis Coupe: Think Fast ▄ Bud Light: Weego the Rescue Dog ▄ Kia Optima: Dream Car c/ Adriana Lima, Chuck Liddell e os Mötley Crüe; a KiaMotorsAmerica disponibiliza 5 horas de Adriana LimaCareerbuilder: Business Trip, chimpanzxplotation segundo a PETA ▄ Samsung Galaxy Note: Thing Called Love ▄ Cadillac ATS: Green Hell ▄ GoDaddy.com: Internet Cloud ▄ Century 21: c/ Deion Sanders ▄ Chevy Volt: Aliens ▄ Chevy Sonic: Joy ▄ Coca-Cola: Catch, starring New York Bear ▄ Coca-Cola: Penguin Thief ▄ Hyundai: All for One ▄ Hyundai Genesis R-Spec: Faster Acting ▄ Hyundai Elantra: Victory Lap ▄ Suzuki: Sled ▄ Budweiser: Flash Fans, uma flashmob num jogo entre os Amigos e os Generals, a marca foi acusada de palmar a ideia ao melhor jogo de sempre, em Hermosa Beach, Califórnia, entre os Mudcats e os Lugnuts. FILMES –  “Battleship” ▄ “The Avengers” ▄ “John Carter” ▄ “G.I. Joe: Retaliation” ▄ “The Dictator” ▄ “Act of Valor” ▄ “Transformers: The Ride” ▄ “The Hunger Games”.

música:

Esclerose múltipla – “a esclerose múltipla é uma doença inflamatória que não tem cura e é muito invasiva. Atinge as fibras nervosas que permitem ao cérebro transmitir os seus comandos às várias partes do corpo e pode ser de relativa benignidade até a incapacitante. Não tem nenhuma relação com o processo de envelhecimento com possível perda de memória ou outras limitações, sendo o termo “esclerosado”, inadequado. Acomete pessoas na faixa dos 20 a 40 anos, sendo a média maior nos 30 anos. Pessoas idosas raramente sofrerão dessa doença”, nessa doença os órgãos do corpo têm uma data de expiração desconhecida. É uma doença autoimune que “afeta mais frequentemente as mulheres do que os homens, é mais comum nos brancos do que nos outros grupos étnicos, e ocorre em maior número nos climas temperados do que nos quentes”.
Contra a doença Portugal tem uma major player: Nossa Senhora. Na term sheet assinada entre o Altíssimo e o Estado português, Ela cura, o Estado cobra taxas moderadoras dissuasoras de deslocações a hospitais e centros de saúde para farmacopolas melhoras. Fiados na Virgem os doentes curarão! os cegos verão! os paralíticos andarão! os disfuncionais erécteis ejacularão (sintonizados)! O salutífero Miguel Relvas, ministro-adjunto dos Assuntos Parlamentares, palia o seu colega da Saúde: “quem fez uma reforma como ele (Paulo Macedo) fez na área fiscal, sem confrontos, sem polémicas, mas com eficiência. E esta capacidade reformista de um excelente gestor se possa aplicar à Saúde. Nós em Portugal, precisamos, de, com os investimentos que temos feito ao longo das últimas décadas na Saúde, precisamos de ser capazes de pôr em causa muitos gastos inúteis e muita gordura que existe, na Saúde, como existe noutras áreas”. Paulo Macedo, ministro da Saúde, seringa um placebo: “os utentes que estarão isentos, ou não, será resultante da informação da Direção-Geral dos Impostos, e portanto a única informação que virá é se a pessoa, o utente, está isento ou não isento. Neste sentido não haverá modelação das taxas moderadoras de acordo com o valor do rendimento, ou seja, haverá isenção ou sujeição”.
Alguns célebres portadores de esclerose múltipla: Exene Cervenka, vocalista do grupo punk de Los Angeles X; a atriz e cantora Annette Funicello; Alan Osmond, o membro mais velho da família musical The Osmonds; a cantora country Donna Fargo; o poeta alemão Heinrich Heine; Don Van Vliet (i. e., Captain Beefheart); Chrissy Amphlett, vocalista dos Divinyls;
Lola Falana (Loletha Elaine Falana), 1,65 m, 86-60-91, cantora, atriz, bailarina, nascida a 11 de setembro de 1942, em Camden, New Jersey. “A primeira oportunidade de Falana ocorreu quando ela tinha 16 anos. Era 1958 e Dinah Washington estava a atuar em Filadélfia. Falana abordou-a implorando-lhe um emprego como bailarina. Ela apareceu no palco nessa mesma noite, vestindo uma roupa pregueada e com lantejoulas de fabrico caseiro. No meio da dança a alça do fato de banho de Falana rebentou. Atrapalhada mas irritada ao ouvir Washington rir, Falana segurou a alça com a boca e continuou a dançar, executando 16 jetés. O público aplaudiu freneticamente e Washington contratou-a. Um ano depois, Falana estava a dançar em nightclubs, escoltada pela mãe ou pelo seu instrutor de dança e ganhava 10 dólares por espetáculo. Ela retirou o nome Lola da canção ‘Whatever Lola Wants, Lola Gets’. Apesar das objeções do seu pai, aos 18 anos, Falana abandona a família para vencer em Nova Iorque. Dormindo nos vagões do metro até poder pagar um apartamento, Falana encontrou trabalho de dançarina no Small’s Paradise no Harlem. Em 1964 conseguiu o papel principal no musical da Broadway ‘Golden Boy’ de Sammy Davis Jr.”. Em 67 é uma grande estrela em Itália na canção e na dança e participa em três filmes: no western spaghettiLola Colt”, “Quando dico che ti amo” e “Stasera mi butto”. “Embora Falana tenha aproveitado a oportunidade para o papel principal no filme de 1970 ‘The Liberation of L. B. Jones’, este filme foi enjeitado como melodramático e sexualmente exploratório. As críticas ao filme sacudiram a sua consciência social e política e Falana rejeitou as seguintes 11 ofertas de cinema”. No mês de junho desse ano despe-se para a Playboy [1]. “Em junho de 1987 a visão de Falana começou a desfocar-se e tinha dificuldade em controlar a voz. Em dezembro, logo depois de gravar o especial de Natal da Motown com Redd Foxx, ela levantou-se da cama e caiu, levantou-se outra vez e caiu, num total de cinco vezes. Todo o lado esquerdo do seu corpo estava paralisado. Falana tinha esclerose múltipla” → “Proud Mary” ♪ “It Had To Be You” ♪ c/ Adriano Celentano ♪ c/ Julio Iglesias ♪ c/ os Sha Na Na ♪ c/ Mina ♪ c/ Rocky Roberts;
Terry Black (3 de fevereiro, 1949 / 28 de junho, 2009) cantor pop canadiano “originário do norte de Vancouver, iniciou a sua careira profissional a cantar num espetáculo local de Vancouver. O correio de fãs de Black foi tão impressionante que Bill Gilliland da ERC Records contratou-o”. “O single de estreia de Black nos EUA, “Unless You Care”, foi lançado em 1964, quando Black tinha 15 anos. A canção foi escrita e produzida por P. F. Sloan e Steve Barri e tem a cooperação de Glen Campbell na guitarra e Leon Russell no órgão, que eram na época músicos de estúdio. A canção foi um grande êxito no Canadá e também entrou no Billboard Hot 100 dos EUA, e Black venceu o prémio ‘Male Vocalist of the Year’ no Maple Music Awards em 1965”. “Devido a uma transferência de emprego, o pai de Black transferiu a família toda para Hollywood em Janeiro de 1966, o que pôs Black no coração do mundo do entretenimento. Em breve, um argumento de um filme foi escrito arrolando Black como irmão de Elvis Presley na esperança de torná-lo o próximo Fabian [2] ou Frankie Avalon. O filme não se realizou e a família de Black depressa se cansou do lado decadente do mundo do entretenimento e decidiu regressar ao Canadá por insistência de Gilliland. Em 1969, Black juntou-se ao elenco de Toronto da produção de ‘Hair!’. Casou com um membro do elenco, Laurel Ward, em 1970, e de 1972 a 1982 o par editou vários singles juntos como Black and Ward, tais como o moderado êxito ‘Goin’ Down (On the Rádio to L.A.)’. Ele também tocou, ao lado de Ward, com os Dr. Music, incluindo no sucesso canadiano de 1972 ‘Sun Goes By’. Em 1979, Black interpretou a canção ‘Moondust’ na banda sonora de ‘Meatballs’”. Morreu em 2009 consequência de esclerose múltipla.
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[1] A miss junho 1970 foi Elaine Morton: 1,65 m, 49 kg, 88-60-88, de Wichita Falls, Texas; paparoca preferida: bife e lagosta, comida mexicana, margaritas e daiquiris e ambicionava “trabalhar como hospedeira e ter uma vida feliz e interessante”.
[2] Fabian “foi alistado mas rejeitado para o serviço militar durante a guerra do Vietname. De acordo com o tenente-coronel Arthur Eppley do USMC, Fabian foi declarado 4F (inapto para o serviço), após apresentar um atestado declarando que o recrutamento no exército poderia levá-lo a desenvolver tendências homossexuais”.

44 Comments:

  • At 6:56 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Tive uma derrapagem no tamanho do post. Andei armado em Gaspar, a gasparizar, a vasculhar tudo para aplicar uns cortes, mas cortava de um lado, crescia do outro, tal como os encargos do Estado. E contive-me na escrita, nem falei no maior amandador de papaias, claro, o Durão Barroso. E o Marcelo Rebelo de Sousa também não destoaria.

    Várias razões contribuíram para a engorda do post: decidi meter mãos à obra com os Chthonic, estava para falar neles, desde que as Câmaras tiveram a ideia, não sei se realizada, de taxar tudo no subsolo, canos, fios, minhocas. Na religião grega antiga isso seria proibido pelos deuses, eles morreram e outros deuses nasceram. Também a Maria Menounos levou à Super Bowl e ao curioso facto da TV americana cobrar três milhões e meio de dólares por 30 segundos de airplay. E por uma questão de imparcialidade aflorar um pouco da relação de Sócrates com as PPP, embora não tenha encontrado a cronologia deste belo produto, parece que a 1ª foi a com a Lusoponte, não sei se o Catroga andou por lá, mas só o Governo do Barroso é que lhe definiu os termos. E também não podia falar de esclerose múltipla, para homenagear as taxas dissuasoras, sem meter uma citação do Relvas, aliás, acho que ninguém honesto pode escrever uma linha sem citar Relvas.

    Manuel, desta vez, nem eu conseguirei verificar todos os links, mas aqui vão alguns: os Chthonic; a banda do guarda-redes do Porto H1; os Little Guitar Army.

     
  • At 11:21 da manhã, Blogger São said…

    Ferreira do Amaral , Cavaco, Dias Loureiro, Duarte Lima, ... efim tudo bons rapazes!

    E as inteligentes cabeças portuguesas, votando sempre igual!!

    Tem bom dia

     
  • At 11:56 da manhã, Blogger {anita} said…

    Aquele poema do Boris Vian é um achado!

    olha que chic:

    http://www.retronaut.co/2011/08/designer-gas-masks/

     
  • At 10:16 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    São: nisso de votos, sempre pensei que as próximas presidenciais seriam um duelo entre Barroso e Guterres, embora este último, se lhe cheirar a derrota desiste antes de se candidatar.

    Cavaco não foi mau, fez um número razoável de ricos, tomara que lá para 2050 ou 2100, quando estiver a dar frutos o ajustamento, apareça um outro (talvez um netinho) a fazer o mesmo, com muita massa para obra e estradas e pontes.

     
  • At 10:17 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    {anita}: o poema é uma canção. Há várias versões no Tubo.

    São umas boas máscaras, não para defensa contra o gás lacrimogéneo da bófia, não há dinheiro para tal, nem manifestações que o justifiquem, mas para manter o anonimato na bicha da sopa dos novos pobres. Sempre disse que deveria haver sopa dos pobres para todas as classes, porque todas estão sujeitas a uma desgraça. A sopa normal para os mais desfavorecidos com a bifana e o arroz. A sopa da classe média, com um menu mais rico em variedade e nutrição, estilo, cozido, cherne, etc. e sopa dos ricos, que não se chamaria sopa mas consomé, com cozinhados do serviço comunitário do Olivier, do Chakall e daqueles que vencem o MasterChef.

     
  • At 8:49 da tarde, Blogger xistosa - (josé torres) said…

    O Guterres tem a sua cota ou quota.
    É um dos de luva branca que não volta ao local do crime.
    Penso que nunca mais será candidato a nada, mesmo que o de santa Comba recupere da morte que o tem afastado dos palcos.
    É o mal de se morrer.
    Passamos muito tempo longe das luzes da ribalta.
    Ando a fazer uma vida nova e tenho, por isso, estado ausente.
    peço desculpa de não dizer "nestes", mas tive mesmo que arranjar um secretário para me assessorar, (as secretárias fogem a sete pés. Querem tipos bonitos e com cartões de crédito que tenham crédito).
    Vou tentar aparecer.
    Para lhe interromper o próximo posto, deixo-lhe dois links.
    Um de filmes, aqui.
    O outro é para saber aquilo que já sabe, aqui.
    Desejo um bom fim de semana.
    Como já tenho a dentadura ao nível dos mortais, amanhã vou trincar um sarrabulho que acompanhado por uma garrafosa de tinto, verdasco carrascão, dá vida a um morto.
    Um quase... deverá chegar a Presidente da República.
    Não será???

     
  • At 8:51 da tarde, Blogger xistosa - (josé torres) said…

    O segundo aqui, parece-me que dava erro. E agora?

     
  • At 8:52 da tarde, Blogger xistosa - (josé torres) said…

    Se não dá, não se insiste mais, é aqui:
    Identificação de Seguros!!! (pela matrícula de um carro)


    http://www.isp.pt/NR/exeres/019EEB91-E357-4A7C-8BD2-B62293701692.html

     
  • At 11:01 da manhã, Anonymous Marco Rebelo said…

    este táxi farta-se de escrever ;) abraço

     
  • At 4:40 da tarde, Blogger tétisq said…

    Isto está fantástico! Ainda não tive tempo para ver tudo mas está muito bom... e grande,disse. Gosto muito do que dizes logo no inicio acerca da linguagem e do falar, são assuntos para os quais estou mais desperta agora,concordo...*

     
  • At 6:23 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    xistosa - (josé torres): Guterres, a boa alma, papador de missas, que desejava que todos os portugueses fossem empresários e lhes facilitava fundos, mas ainda não se falava muito em empreendedorismo, palavra de muitas letras, e toque de Midas atual. Cometeu um erro crasso que foi não ter chamado o FMI para pôr ordem nas contas e ensinar a governar o país. A coisa rolou mais uns anos e coube ao Sócrates esse papel histórico.

    Essa dos filmes dobrados em brasileiro está muito boa. Depois do sucesso que foi o Michael Knight e o seu carro Kitt, o sotaque na boca de atores americanos, já está embrenhado na nossa cultura.

     
  • At 6:23 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Marco Rebelo: epá, tens andado desaparecido do blog. A vida de cómico deve ter endurecido muito. Não consigo ver como é que se pode bater em humor os dirigentes, locais e internacionais. Um telejornal é a coisa mais cómica que se pode ver hoje em dia. E sempre com piadas novas.

     
  • At 6:23 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    tétisq: parece-me que o falar em Portugal é mesmo só da boca para fora. Lembro-me de um vídeo que aqui o amigo Xistosa tinha no seu blog, de uma comissão na Assembleia da República. Um secretário do Álvaro falava sobre os transportes públicos, dizia ele que em todas as cidades civilizadas, os transportes eram sustentáveis, sem dinheiros públicos, os privados faziam milagres, etc. etc. e um tipo do PC pede-lhe um exemplo de um desses paraísos civilizacionais. E o secretário manda uma papaia: Londres. Sucede que em Londres há várias verbas dos impostos que vão para os transportes públicos. Mas é muito comum mandar-se papaias. Dizer-se coisas como “em todos os países é assim”, ou “em tal sítio faz-se assim”, como nunca vamos confirmar, engole-se a papaia. Então na ciência nem se fala.

     
  • At 11:50 da manhã, Blogger São said…

    Por favor: nem um nem outro: segundo um Relatóro de há anos, foram os dois que levaram o país a um estado bem mau.

    Que Sócrates agravou, sendo Passos o coveiro.

    Bom domingo

     
  • At 3:37 da tarde, Blogger Paulo Sempre said…

    Ainda hoje,nas sociedades mais simples como nas mais complexas, o poder combina, na sua própria estrutura, elementos - embora com outra roupagem - aristocráticos e elementos democráticos, em termos de predominância variável.
    A realidade deste hibridismo, não permite a pureza da democracia sendo que, por isso, há por ai inúmeros «mascarados» que urje expurgar do nosso quotidiano politico.

    Paulo

     
  • At 7:52 da tarde, Anonymous oquemevierarealgana said…

    Táxi, quanto ao desafio k me colocaste no blog:

    :)
    Táxi, esse senhor quando lhe acabar o futebol tem carreira garantida na música. Não fica a dever nada a Lol Tolhurst.
    Já agora, Os Cure ainda são a minha banda preferida, e... já os vi no "meu" velhinho estádio!
    Abraço

     
  • At 9:29 da tarde, Blogger Fernanda said…

    Apanhei de novo um gande susto. Nunca me habituarei aos teus demasiado longooooooooooooooooooooos textos e tantos links, desculpa!!!

    The Cure, uma das minhas bandas de eleição.

    Barroso e Guterres, Cavaco ou Sócrates e toda essa corja, engordariam muitos peixes no fundo do mar...

    Abraço.

     
  • At 2:38 da manhã, Blogger scopitone said…

    Por falar em fruto nacional:

    http://ephemerajpp.files.wordpress.com/2012/03/precisamosdemerda.jpg

     
  • At 5:11 da manhã, Blogger .•♫•. Nancy .•♫•. said…

    *** Un petit bonjour en ce lundi matin ! BISOUS !!! :) ***

     
  • At 9:42 da manhã, Blogger Rafeiro Perfumado said…

    O Cavaco é especialista em coçar os cocos, ainda me lembro daquela reportagem em que o mostraram a trepar coqueiro acima. Infelizmente faltam-lhe os tomates (que até são mais moles que os cocos) para assumir em pleno a sua função, onde nem uma escola secundária consegue visitar sem pesar primeiro os "problemas de segurança". Abraço!

     
  • At 9:53 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    São: claro, quem deveria ter chamado FMI foi o Guterres, mas ele preferiu fugir do pântano para ajudar os necessitados. A inteligência nunca foi coisa em abundância por cá. Ainda bem que as portas da emigração estão abertas. Depois de ganharam experiência e competência voltarão para dar o seu lado melhor. Ou então ficaremos com esse pílulas apanhado da tola do Marcelo em Belém. Isso é que seria giro.

     
  • At 9:54 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Paulo Sempre: os Estados são uma organização do poder. E a sua organização visa defender os interesses das classes dominantes. Nunca será possível defender os interesses de todos, pode-se é dar uns paliativos para que não haja cenas de pobreza extrema à vista de todos, enfim, sempre há que acarinhar a ideia de progresso, de que há um caminho do pior para o melhor. Se o papel do Estado fosse defender os interesses de todos não seria possível uma excessiva acumulação de riqueza. Quem faz os ricos são os pobres. Sem pobres todos seriam pobres, pois o trabalho, ou as contas para pagar, como nesta “crise” mundial, ficariam sem quem o fizesse, ou pagasse.

     
  • At 9:54 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    oquemevierarealgana: gostei muito deles em idos tempos. Ouvi o álbum Pornography vezes sem conta. Não é má ideia os jogadores de futebol aproveitarem talentos, claro que a maioria poderia dedicar-se ao boxe, e não é piada ao Sá Pinto, o Ronaldo poderia abrir um bordel, se o sexo não fosse tabu em Portugal.

     
  • At 9:55 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Fernanda: no fundo, escrevo para o meu próprio umbigo, como os escritores portugueses, exceto… o Rodrigues do Santos e Sousa Tavares, que escrevem para ganhar a vida.

     
  • At 9:55 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    scopitone: um poeta. Não se percebe como não está junto de Camões e Pessoa, ou melhor, acima. Este é que o prior do Crato deveria ensinar nas escolas, e deixar o Camilo em paz, ele já morreu e a venda dos seus livros, não lhe tuge nem muge.

     
  • At 9:55 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    .•♫•. Nancy .•♫•.: les jours en Portugal sont toujours sympas, nous avons ministre des finances.

     
  • At 9:55 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Rafeiro Perfumado: é pena não haver um programa nas TVs que recuperasse dos arquivos todos os belos momento que os nossos políticos nos proporcionaram.

     
  • At 9:56 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    São: claro, quem deveria ter chamado FMI foi o Guterres, mas ele preferiu fugir do pântano para ajudar os necessitados. A inteligência nunca foi coisa em abundância por cá. Ainda bem que as portas da emigração estão abertas. Depois de ganharam experiência e competência voltarão para dar o seu lado melhor. Ou então ficaremos com esse pílulas apanhado da tola do Marcelo em Belém. Isso é que seria giro.

     
  • At 11:01 da manhã, Blogger São said…

    De facto, as perspectivas são desanimadoras.

    Seria muito cómico, sem dúvida, Marcelo em Belém!! Teríamos palhaçadas do tipo do mergulho no Tejo....

    Nem quero pensar!

    Boa Primavera

     
  • At 8:45 da tarde, Blogger scopitone said…

    Há qualquer coisa de português nisto:

    http://www.youtube.com/watch?v=Pcrxk47LMM8

     
  • At 12:34 da tarde, Blogger {anita} said…

    http://www.dudecraft.com/2012/03/off-record-turntable-drawing-machine.html


    bom fim-de-semana!

     
  • At 8:57 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    São: se houver lago, charco ou tanque em Belém ele mergulha de certeza. Marcelo é um corajoso. Também Santana não ficaria mal no poleiro mais alto da nação. Como isto só pode piorar, mesmo que as estatísticas digam que está a melhorar (e di-lo-ão fatalmente, e nada em a ver com “as reformas”, é a economia, ou seja, as pessoas, se não morrerem, desenrascam-se), uns bacanais no palácio de Belém, tipo Bill Clinton, aumentariam a autoestima lusa. E até saía barato, pois o Santana viaja com as suas santanettes, das quais, a ilustre Agustina Bessa-Luís.

    É que o Governo não terá massa para pagar nem empregadas da limpeza para a presidência. O presidente terá de trazer as suas. Os portugueses votaram num Governo para pagar as contas, contas acumuladas nos últimos 30 anos. E não remota a abril de 1974, porque os dirigentes dessa época eram muito bons, eram lixo, como sempre foram: Mário Soares, Freitas do Amaral, Sá Carneiro, que por sorte aérea ganhou efeito James Dean. As contas só não remontam a 74 porque esteve por cá o FMI, duas vezes, a limpar e estabilizar as contas, e no tempo do Cavaco choveram contos da moeda escudo.

     
  • At 8:58 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    scopitone: até parecem os nossos Eunice Muñoz ou Ruy de Carvalho, somos bons em tudo, só há bons na terra de Santa Maria.

     
  • At 8:58 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    {anita}: é muito boa ideia para Portugal apostar no mundo da arte. Que quadro não daria um Graciano Saga? Um Dino Meira? O José Malhoa (vivo) produziria quadro mais valioso que o José Malhoa (morto). E o Leandro? que Picasso não daria sua romântica voz.

     
  • At 10:55 da manhã, Blogger São said…

    Essa criatura chamada Agustina, também muito séria, que é feito dale?

    Sá Carneiro era um jesuítico argumentativo de meter medo, segundo o meu médico, que trabalhou com ele numa Dircção institucional.

    Bom fim de semana, com mudança de hora , lembra-te.

     
  • At 6:02 da tarde, Blogger Je Vois La Vie en Vert said…

    Depois desta longa leitura, estou muito cansado, ainda por cima de falar de política que não é o meu forte...
    Ficam os meus beijinhos

    Verdinha

    P.S. Com que então, recebeste a visita da Nancy !!!

     
  • At 6:04 da tarde, Blogger Dri Viaro said…

    Quanto tempo! Eu estava na correria, viajando, férias, etc, mas voltei!

    Então vim desejar um ótimo fim de tarde pra vc ;)

    beijos

    Dri Viaro
    www.driviaro.com.br
    www.ameliasdesalto.com

     
  • At 10:49 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    São: Agustina deve andar por aí como o Santana. Citando o Rafeiro Perfumado: ainda está viva? O Sá Carneiro teve a sorte de morrer cedo e ser o James Dean dos PSDs. Agora carregam-lhe a foto nos seus ajuntamentos e a estátua de bronze em todas as reuniões magnas, e louvam-lhe os feitos (que ele não fez mas que poderia ter feito se não morresse).

    Sopram as verdades de Bruxelas, o Governo apressa-se a desmentir sem convicção, os 13º e 14º meses acabaram, e acrescento: também não haverá mais aumentos nas pensões e salários públicos até, pelo menos, 2020, e estou a ser muito, mas mesmo muito, otimista.

     
  • At 10:49 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Je Vois La Vie en Vert: eu vejo a política como um ramo da comédia, daí ser muito mais fácil compreendê-la, e dar umas boas gargalhadas.

    Tem servido para desenferrujar o meu francês. Estudei-o tantos anos e já me estou a esquecer, as coisas do Sarko não chegam a Portugal. Ele é um homem com uma sorte dos diabos, a sua reeleição estava meio na dúvida, eis que aparece o atirador de Toulouse, e já estão quase no papo. Sortudo.

     
  • At 10:49 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Dri Viaro: férias, acho que por cá vamos esquecer o significado dessa palavra, no próximo acordo ortográfico terá de ser arranjado outro termo para Portugal.

     
  • At 1:51 da tarde, Blogger São said…

    Mesmo antes do funcionariozinho bruxelense ter decretado, já se tinha percebido que os subsídios tinham falecido de vez.

    Quem , segundo a vontade dos nossos amados dirigentem deveria falacer em definitivo eram os dez milhões de criatuars que teimam em ocupar este jardim à beira Atlântico. Com excepção, claro, de que tem cartão : CDS - PSD


    Te desejo uma Páscoa com muitas am~endoas e esperança. em óptima companhia.

     
  • At 9:02 da tarde, Blogger Mariazita said…

    Amigo, boa noite
    Não li! Não, nem uma linha.
    O meu tempo é contado ao segundo, porque a doença do meu marido me absorve quase completamente.
    Não queria, contudo, deixar de vir desejar uma boa Páscoa.
    Que seja passada com saúde e alegria junto dos entes queridos.

    Beijinhos

     
  • At 8:20 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    São: acho que a ideia é mesmo o falecimento, é um alívio para a Segurança social, e nem os cartões de partidos serão salvação. A não ser que haja um plano para salvar aqueles que são importantes, que o país não pode passar sem.

     
  • At 8:22 da manhã, Blogger Táxi Pluvioso said…

    Mariazita: só posso desejar as melhoras. Tenho que ir ao blog fazer uma visita. Passei três semanas a escrever um post e o tempo faltou-me.

     

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