Pratinho de Couratos

A espantosa vida quotidiana no Portugal moderno!

quinta-feira, março 06, 2014

Ação que baste

1983. Domingo, 10 de abril, traços de balas sobressaltaram a moinha estrovinhada do 16.º congresso da Internacional Socialista (IS) em Albufeira, no Algarve. “São 09:05 de domingo, Issam Sartawi encontra-se no hall do Hotel Montechoro com o seu secretário, Anwar Eisheh (31 anos), junto à receção. Às 09:07, um homem alto, jovem, de fato acastanhado e de óculos entra no hall. O hall é uma superfície vasta, com uma fachada de vidro que permite que seja visto do exterior. O desconhecido, que se aproxima de Sartawi, alveja-o pelas costas, fazendo duas séries de disparos 9 mm com silenciador. Uma das balas, pelo menos, atinge Sartawi na nuca. [“A autopsia revelou que Sartawi foi atingido por duas balas na cabeça – uma na nuca e outra na testa – e uma no pulso”]. Outra, atinge na perna Eisheh, que se lança a chorar sobre o corpo do dirigente da Organização de Libertação da Palestina (OLP) [1]. Às 09:08, o autor do atentado está no exterior do hotel, de onde saiu num passo apressado. Dois agentes da PSP vão no seu encalço e disparam três tiros. Então começa a correr. Os guardas perseguem-no durante 150 metros, até que o assassino, saltando um muro, desaparece na zona de bungalows do aldeamento turístico de Montechoro [2]. Um dos guardas que perseguiu o autor do atentado, em declarações à Rádio Comercial, afirmou estar certo de o ter atingido com um tiro, ‘talvez num ombro’” [3].
“Entretanto, Issam Sartawi jaz, no hall do hotel, no meio de uma poça de sangue, Rui Mateus, dirigente do PS para os assuntos internacionais, chega ao local do atentado momentos depois deste se ter consumado e corre a informar do sucedido os membros do Burreau da IS reunidos numa sala perto [4]. Mário Soares, presente na reunião, informa de imediato o presidente da República Ramalho Eanes e o primeiro-ministro Pinto Balsemão, que ordenou a montagem de um regime de alerta especial em todas as fronteiras. (…) [5]. Cerca das 11:20, o corpo de Sartawi, coberto com um cobertor castanho-escuro, é transportado por uma ambulância dos bombeiros voluntários de Albufeira para uma casa mortuária desta vila. Anwar Eisheh é transportado para o hospital de Faro, ferido com uma perfuração da coxa por uma bala que, ao sair, raspou a outra perna”.
“Entretanto, agentes da secção de Justiça da Polícia Judiciária prenderam, às 17:30, no Hotel Fénix, do grupo Torralta, em Lisboa, o marroquino Al Awad Yousis (nome constante no passaporte) hospedado no quarto 504. A detenção seguiu-se a uma denúncia feita pelo próprio hotel (…). O marroquino, de 26 anos, residente em Casablanca, não ofereceu resistência aos agentes. (…). Sabe-se já que o passaporte de Yousis é falso. Quanto ao dinheiro, ele trazia consigo 10 990 escudos, algum dinheiro iraquiano, além de 2240 dólares americanos, entre os quais algumas notas de 100 são falsas [“Exames realizados nos laboratórios da polícia revelaram que o dinheiro ‘era legítimo’”]. Yousis entrou em Portugal no dia 8 de abril, por Valência de Alcântara, e chegou dia 10 ao Hotel Fénix, vindo de Albufeira, onde apanhou um táxi que o transportou até Lisboa. [No Algarve, depois do atentado, Yousis “dirigiu-se ao Hotel da Aldeia, pagou a conta e pediu um táxi para o transportar a Lisboa”. “O motorista do táxi que o transportou até à avenida da Liberdade, em Lisboa, sr. Domingos Bentes, da Rádio Táxis Albufeira, condutor do táxi Opel FU-73-15, disse a jornalistas da RTP que o seu cliente de domingo praticamente não falou durante a viagem, e que esta decorreu normalmente”]. Yousis apresentava uma esfoladela superficial na perna direita quando foi detido. Na sua bagagem, os agentes da PJ encontraram um par de calças castanhas e um camisolão aberto, da mesma cor, semelhante a um casaco. A sua mala é do tipo James Bond e não trazia arma consigo”.
Hussein Abdel Khalik, representante da OLP, em Madrid, afirmou à sua chegada ao aeroporto de Lisboa: “Estamos habituados a ouvir essas declarações, atribuindo este tipo de ações a grupos palestinianos, mas queremos afirmar, uma vez mais, como temos feito em outras ocasiões, que este foi um ato dos serviços de espionagem israelitas”. Provável, ganas não lhes faltavam, mas a impunidade dos agentes israelitas no mundo descarta qualquer conclusão. Houve duas reivindicações do assassinato. Uma tomada a sério. “‘Somos responsáveis pela operação de Montechoro. Confirmaram-nos telefonicamente o seu êxito. Publicaremos, em breve, um comunicado pormenorizado’. Este o conteúdo do telefonema, dirigido ao escritório da agência France-Presse, em Beirute, por um porta-voz do grupo Abu Nidal” [6]. Outra mais jocosa. “Às 14:30, a delegação da ANOP, no Porto, recebia também um telefonema no qual o atentado era reivindicado por um autodenominado Comando Ibérico Antiterrorista. Na chamada, que durou poucos segundos, um homem com forte sotaque castelhano, definiu o assassínio de Issam Sartawi como uma ação conforme aos ‘mais altos valores do patriotismo judaico’”.
Quarta-feira, 13 “a arma que se supõe ter sido ter sido utilizada no assassínio do dirigente da OLP foi encontrada ao meio da tarde, a cerca de trezentos metros do Hotel Montechoro pelo correspondente da ANOP no Algarve, Humberto Ricardo. Trata-se de uma Beretta, uma pistola italiana com o calibre de 9 mm”. Estava “num buraco coberto por um velho tronco de árvore, embrulhada num dos papéis que, habitualmente, os hotéis dispensam aos hóspedes para limpeza dos sapatos. O esconderijo fica junto a um muro de uma residência ao lado de um poço que fornece água a uma piscina particular”. No primeiro fim de semana de maio Al Awad Yousis confessa. “Mostrando-se orgulhoso pelo seu ato que considera simples execução de um adversário, admitiu pertencer à organização de Abu Nidal”. Também em maio, numa entrevista para a France-Presse, um dirigente do Abu Nidal, dizendo chamar-se camarada Yussef, definia as linhas do movimento: “Lutamos para quebrar os elos de uma solução de capitulação imposta pelo sionismo, pelos Estado Unidos e pela reação árabe. Temos atingido e vamos atingir os traidores palestinianos nos seus locais de trabalho. É o castigo e é também um aviso aos países europeus contra a sua participação numa tal solução”.
Segunda-feira, dia 18 na embaixada americana no Líbano. “Pouco passava das 11:00 locais quando um camião armadilhado com 227 kg de explosivos, portador de uma matrícula diplomática falsa, forçou o avanço até ao portão da embaixada, situada num moderno edifico da Corniche, junto do mar, na parte ocidental de Beirute. Pouco depois era a explosão. Segundo uma testemunha que se encontrava à janela de um edifício fronteiro ‘a embaixada parecia que se estava a levantar antes de voltar a cair com um ruído infernal’. (…). Sabe-se que o embaixador dos EUA que se encontrava no último piso do edifício, conseguiu sair ileso dos escombros, onde esteve bloqueado durante algum tempo. Visivelmente emocionado, porventura em estado de choque, o embaixador Robert Dillon abandonou o local a bordo de um veículo blindado”. Relato do correspondente da France-Presse: “Há mãos e pés pelo passeio, sangue por todos os lados, e muitos carros calcinados ou ainda a arder projetados a dezenas de metros”. No jardim das rosas, na Casa Branca, Ronald Reagan adjetiva com o habitual “vicioso atentado terrorista … ato cobarde”. “Setenta e nove mortos eis o balanço mais provável do atentado. Sabe-se que há vinte pessoas por identificar ainda sepultadas sob os escombros. Desconhece-se o paradeiro dos 40 empregados libaneses da embaixada, presumindo-se que estão mortos. Oito americanos pereceram também: um deles era Robert Ames, de 49 anos, agente da CIA para o Médio Oriente e Sudoeste Asiático, o qual se encontrava há dias no Líbano para ‘efetuar consultas’. O outro era Frank Johnston, de 47 anos, o qual desde janeiro passado exercia as funções de primeiro-secretário. Os outros americanos mortos eram fuzileiros”. [“Um total de 63 pessoas morreram na explosão: 32 funcionários libaneses, 17 americanos e 14 visitantes e transeuntes. Dos americanos mortos, 8 trabalhavam para a CIA, incluindo Robert C. Ames, chefe analista do Médio Oriente e diretor do Sudoeste Asiático, o chefe da delegação, Kenneth Haas, e a maior parte dos funcionários da CIA em Beirute”]. “Duas organizações reivindicaram: a Jihad Islâmica e um grupo desconhecido denominado Organização da Vingança dos Mártires de Sabra e Chatila”.
Líbano, atentados contra os americanos. “Em junho de 1976, o embaixador Francis Meloy, o adido económico da missão diplomática, Robert Waring, e um motorista da embaixada foram raptados e assassinados, num atentado nunca reivindicado. Em abril de 1979, a embaixada foi danificada por granadas e uma bomba rebenta frente ao centro cultural americano sem causar vítimas. Em agosto de 1980, desconhecidos baleiam a viatura do embaixador John Gunther Dean, em que se encontravam também a mulher e a filha do diplomata, sem danos pessoais. Em março de 1981, o embaixador Dean escapa mais uma vez a um atentado quando a embaixada é alvo de disparos de uma arma automática. Em abril de 1982, desconhecidos disparam sobre o adido militar, coronel Frederich Holf, ferindo-o quando atravessava a linha que separa Beirute leste e oeste. Em junho de 1982, o presidente da Universidade Americana de Beirute, David Stuart Dodge, é raptado por elementos xiitas pró-iranianos”, transportado para uma prisão perto de Teerão, só libertado um ano depois.
Domingo, 17 “o principal organizador do chamado Movimento Nacional de Resistência Moçambicana, Orlando Cristina, foi abatido a tiro, em Pretória, na Africa do Sul. Ex-agente da PIDE e íntimo colaborador de Jorge Jardim, Cristina participou na formação dos GEP e, mais tarde, dos Flechas, grupos paramilitares que durante a guerra colonial, cometeram atrocidades não só contra elementos da Frelimo como contra populações indefesas. (…). Cristina era um aventureiro e pretenso caçador na província do Niassa, situada no norte de Moçambique, entre 1950 e 1960. Mais tarde, tornou-se agente da PIDE, e tentou, por volta de 1963, infiltrar-se na Frelimo através da Tanzânia. (…). Cristina conseguiu ligação com o membro do Comité Central da Frelimo, Leo Milas, que arranjou forma de o mandar para um campo de treino para guerrilheiros na Argélia. No entanto, Milas não era moçambicano, mas um americano preto que não só conseguiu chegar até à Frelimo com enganar o próprio presidente Eduardo Mondlane, durante algum tempo. Agora é tido como agente da CIA. (…). Os Flechas foram responsáveis por algumas das piores atrocidades cometidas durante a guerra colonial, designadamente pelo conhecido massacre de apoiantes da Frelimo da cidade de Inhaminga, na província de Sofala, em 1973”.
Quinta-feira, 21 “Juan Fernández Krohn, o padre sedevacantista espanhol acusado de tentar matar o Papa em Fátima, transformou o seu julgamento no tribunal de Vila Nova de Ourém num autêntico comício anti-25 de abril, perante a passividade dos juízes e da segurança. Em dada altura chegou mesmo a puxar de um isqueiro com que tentou queimar um poster vermelho com a figura de João Paulo II ao lado de uma foice e um martelo. (…). Krohn apresentou-se com a sotaina verde-alface, desta vez bem mais desbotada, cingida por uma faixa vermelha ‘homenagem a quantos se bateram contra o comunismo’, acariciando com frequência uma flor amarela, ‘flor do amor, casto e pobre, revelado por S. Francisco de Assis’. (…). A sotaina verde-alface ‘sinal de vida, de esperança, de ressurreição’ foi confecionada numa alfaiataria da zona do Cais do Sodré, sob encomenda de uma cidadã alemã ocidental, Anne Lotte, há vários anos radicada em Lisboa. Casada com um português, Lotte já freguesa antiga da referida alfaiataria, onde mandava fazer fardamentos para empregados da indústria hoteleira, é uma pessoa das relações do pai de Krohn, antigo oficial da aviação franquista na Divisão Azul”. Seja qual for a pena, o padre Krohn beneficiará de quinze meses de amnistia decretada por motivo da… visita do Papa.
“Frente ao tribunal estava um homem em pose de profunda meditação, indiferente à chuva forte que caía, um homem de 30 anos, túnica de lã riscada, sandálias e cabelos sobre os ombros. Ao ser interpelado pelos jornalistas, disse ser a encarnação de Jesus e estar ali para ajudar Krohn e ‘para lhe mostrar que o seu único Papa é o sol’. (…). Afinal Jesus é de Setúbal, vende colares, e chama-se simplesmente Carlos da Cruz”. O padre Krohn é condenado a seis anos e meio de prisão por tentativa de assassinato do Papa João Paulo II, em Fátima, na noite de 12 de maio de 1982, e por uso de arma proibida, mais sete meses por desrespeito ao tribunal. “Após leitura da sentença Krohn, que envergava a mesma indumentária das sessões anteriores – sotaina verde atravessada de uma faixa vermelha – de dedo indicador em riste para o tribunal, apelidou os juízes de assassinos, os quais disse considerava ‘incompetentes para o julgar, uma vez que não condenaram os que fizeram derramar sangue em Africa’. Acto contínuo, o juiz presidente, Políbio Flores, ordenou a expulsão do padre Krohn da sala do tribunal, ao mesmo tempo que o delegado do procurador da República, dr. José Pereira Guerreiro, mandou que fosse exarada na acta o seu pedido de procedimento criminal contra o réu, pela sua atuação em tribunal. No início da audiência, Krohn dissera para os juízes que ainda que o condenassem se considerava inocente perante a Mãe de Deus. E a minutos da leitura do acórdão, virando-se para os jornalistas, lançara as seguintes frases: ‘Viva o Portugal católico’, ‘Morte ao 25 de abril’ e ‘Morte a Roma’. (…). O tribunal reuniu e condenou o réu, sem a sua presença, em julgamento sumário, a sete meses de prisão e 90 dias de multa, devido a ofensas aos magistrados no desempenho das suas funções, consubstanciadas nas expressões ‘fantoches’, assassinos’ e ‘comunistas’”.
Sexta-feira, 15 de julho “o padre Krohn e Maria Judite Lorena decidiram adiar o casamento até conseguirem as condições mínimas de privacidade que o ato merece, revelou a noiva”, uma senhora com uma vida muito calma, vivida entre a casa, o trabalho e a igreja [7]. Esclarece Judite: “Tínhamos pedido para que o casamento se realizasse no estabelecimento prisional, longe de repórteres. Quase ninguém sabia, apenas os familiares mais próximos, os meus filhos e os pais dele. Depois caiu-nos tudo em cima, os pais dele tinham reagido negativamente, temos religiões diferentes, tudo isso acabou por transformar a calma com que queríamos rodear o nosso casamento”. “Judite Lorena, tem ‘40 e poucos anos’ – como ela própria diz, é divorciada e mãe de dois rapazes. Refere-se a si mesma como uma pessoa ‘muito simples e calma’ que vive ‘uma vida para Cristo’, palavras que coincidem com o relato que vizinhos e colegas de trabalho fizeram. (…). Foi missionária dos Adventistas do Sétimo Dia, durante vários anos em Angola, particularmente na localidade de Bongo, onde deu aulas de português, francês, ciências e matemática [8]. Atualmente é chefe da secção de finanças num escritório de uma multinacional em Lisboa, facto que refere, fazendo questão de sublinhar a propósito que o cargo que exerce demonstra que vive com honestidade” [9].
“‘Na minha missão em Angola contam-se muitas visitas a reclusos, mas o meu caso com Juan Maria foi diferente. Quando o vi pela primeira vez na televisão senti que ele me transmitia alguma coisa, que precisava de mim, por isso decidi entrar em contacto com ele’. (…). Desde dezembro de 1982 até 20 de março, os noivos continuaram em contacto um com o outro apenas através de correspondência. ‘Nessa altura, o Juan Maria telefonou-me a dizer que havia autorização para o visitar. Até essa data nunca nos tínhamos visto’. Judite Lorena guarda consigo cerca de meia centena de cartas escritas pelo seu noivo, que recusa mostrar. ‘ Nunca, haja o que houver entre nós, divulgarei o que quer que seja do seu conteúdo que diga respeito à vida dele’. Admite divulgar uma única frase ‘tes lettres sont comme des roses qui caressent nom visage’ – mas faz questão que o seja em francês, língua em que estão escritas muitas das cartas, ‘porque de outro modo perderia o sentido especialmente espiritual puro’”.
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[1] Issam Sartawi (50 anos) “tendo nascido na Cisjordânia em 1933, Sartawi fez o ensino secundário em Djenine, deslocando-se depois para Bagdade, para estudar medicina, onde ficou até 1958, altura em que foi para os Estados Unidos. Foi neste país que se especializou em cirurgia cardiovascular, na Universidade de Ohio, Michigan”.
[2] Carolina Quina, uma testemunha ocular: “O homem que ia a fugir era jovem, era alto, magro e ia de fato cuja cor me pareceu castanha. Ia a correr com um passo firme e devia conhecer a zona, pois não hesitou sobre o caminho a tomar. Quando cheguei ao pé do hotel vi ainda um grupo de GNR que, pareceu-me, estavam numa atitude mais ou menos passiva, que se devia, talvez, ao facto de não entenderem bem qual era a situação”.
[3] Fanfarrear é típica da classe baixa. As elites, de xifoide língua, batem sempre no cravo. O presidente da EDP, António Mexia, faz luz: “Eu acho que Portugal irá conseguir acesso aos mercados. Pra isso é decisivo o quê? Que não se passem algumas decisões como houve. A do Tribunal Constitucional, acho que foram decisões relativamente complicadas que, no fundo, não têm em consideração o contexto, ou seja, nós temos que ter a noção que temos que ter acesso ao mercado, e a os direitos são também função daquilo que seja a capacidade que a economia tem de financiar. (…). Houve algumas decisões que me parecem desenquadradas, a leitura da Constituição tem que ter obviamente em conta aquilo são as restrições do mercado. (…). A decisão do Tribunal Constitucional vai ser decisiva, porque nós temos uma noção clara que a capacidade de discutir uma empresa portuguesa, ou mesmo um país, são momentos muito curtos junto dos investidores. E se se criasse uma noção de alguma dificuldade ou de alguma rigidez e de alguma intransigência interna sobre essa redução de custos, obviamente isso seria negativo, nesses poucos minutos, e as pessoas passam a discutir outro país, outra empresa, outro assunto qualquer. (…). Temos que ter noção, nós muitas vezes perdemos a noção daquilo que é o mundo, gigante, onde nós temos a dimensão que temos, e temos que ser pragmáticos nessa abordagem, ou seja, não falhar as oportunidades que temos, e evitar becos” (setembro 2013). Fenomenalmente, a posição portuguesa elitizada é a posição favorita de Franziska a).
a) Franziska Facella, 1,70 m, 48 kg, 81-63-86, sapato 38 ½, olhos cor de avelã, cabelo loiro, nascida a 28 de agosto de 1989 na Baviera, profissão: pornstar. O seu lema é “fumar erva o mais possível” e a sua obra distende-se por infinitos sites. Foi o doce do mês de março 2010 no Twistys. Noutros sites: Nubiles | 18eighteen | X-ART. Entrevista c/ Franziska – P: “O que fazias antes do porno?”, R: “nada… vivia como uma boa menina de liceu”; P: “Qual é a tua posição preferida?”, R: “À canzana”.
[4] Em 2013, o Hotel Montechoro participa do milagre económico português, ou seja, na redução do custo do trabalho. Os trabalhadores reclamavam o pagamento de 8 meses de salário. “‘Numa primeira fase a greve será de cinco dias, mas os trabalhadores estão decididos em continuar a luta até que lhes sejam pagos os salários em atraso’, sublinhou Tiago Jacinto, coordenador distrital do sindicato. De acordo com o sindicalista, os trabalhadores exigem também que sejam afixados os mapas de horários e de férias, bem como o respetivo contrato coletivo de trabalho. ‘Como a situação se arrasta sem que a administração manifeste disponibilidade para a resolver, os trabalhadores decidiram avançar para a greve, numa altura em que a unidade hoteleira está com uma ocupação elevada’, frisou. Segundo o responsável, o atraso no pagamento dos salários levou já à saída de cerca de 250 trabalhadores do quadro, ‘restando apenas cerca de 50 ao serviço’. Para Tiago Jacinto, o não pagamento dos salários ‘é uma forma de a administração obrigar os trabalhadores a saírem’, até, porque, sublinhou, ‘para preencher os lugares dos que saíram, foram contratadas empresas de trabalho temporário’. ‘Não se compreende como é que não há dinheiro para pagar aos funcionários do quadro e existe para as empresas de trabalho temporário’, questionou”.
[5] A velocidade de ação dos líderes portugueses não é defeito é apanágio. O 1.º ministro Passos Coelho: “Só podemos olhar com confiança os grandes espaços económicos do mundo, e estar próximos dos centros mais dinâmicos da economia global, se a nossa presença na Europa estiver firme e credível. Isso depende de escolhas que temos que fazer como país, e escolhas que temos de fazer agora e nos tempos mais próximos. Não se tratam pois de escolhas de um governo, nem sequer de uma coligação de partidos, mas de escolhas verdadeiramente nacionais. (….). Se estamos comprometidos com o projeto de sermos uma democracia europeia, livre e aberta, parceira das restantes democracias europeias, e economicamente integrada com elas, se é esse o nosso desígnio coletivo, então temos de mobilizar os meios indispensáveis para lhe dar seguimento. Este é portanto o nosso momento da verdade. (…). Esse grande compromisso nacional tem agora que ser confirmado com escolhas concretas, assentes em critérios de justiça e de equidade, e todos sabemos o que isso quer dizer, todos sabemos quais são as condições que temos de cumprir para fechar o programa de assistência económica e financeira em junho de 2014, recuperar a nossa economia e trilhar um caminho sustentável de crescimento e de prosperidade para todos os portugueses. (…). Sinto, como primeiro-ministro, que não estou a cumprir um programa partidário, mas nacional. E aqueles que vierem a seguir, mandato nacional terão de cumprir, para que os portugueses tenham, como merecem legitimamente, um futuro de prosperidade, como não tem tido nos últimos anos” (no Fórum Empresarial do Algarve, outubro, 2013). Infelizmente, Portugal não tem órgão que aplauda condignidade um homem assim, arraigado de missão – “Renatinha batendo palma com o bumbum”, canção “Bate palma com bumbum”, das Abysolutas do Funk b).
b) Renata Molinaro, 1,77 m, 62 kg, 90-63-90, sapato 39, olhos castanhos, cabelo castanho, nascida a 19 de janeiro de 1988 no Rio de Janeiro. Renata: “Perdi a virgindade com 16 anos no sofá da sala, com a empregada na cozinha. Foi estranho, porque era a primeira vez dos dois”. “Apaixonada por desportos, dança, são atividades que ela pratica nas horas vagas e tem experiência profissional em jazz, ballet e natação”. “Renata sempre se interessou por televisão e conciliando o com seu trabalho, escolheu cursar a faculdade de comunicação na PUC do Rio de Janeiro”. A sua mãe, Verónica: “Ela nasceu pronta, sempre gostou de posar”. Renata é uma funkeira assumida e uma das Panicat: “Ser Panicat é buscar ser o melhor que se pode ser e tomar cuidado para não beirar a vulgaridade”. Atividades: no Bertini Hair Studio, que tem um spa, na Barra da Tijuca, teve uma tarde com direito a esfoliação nos pés, massagem com pedras quentes e um sensual banho de banheira. Renata com apenas 13% de gordura no corpo no Paparazzo | Renata arruma o biquíni no camarim | exibe abdómen sarado e pernões num ensaio com microshorts.
[6] “Pseudónimo (que significa ‘Pai da Luta’) do advogado Sabri Khalid al Banna, adotado aquando da sua inscrição na Al Fatah, a seguir à guerra israelo-árabe de 1967. Nascido em Jaffa, na Palestina, em 1935, mas residente no Líbano a partir de 1948, Abu Nidal não tardou em subir na hierarquia da OLP, que representou no Sudão em 1970 e depois no Iraque. Por discordar da orientação dada à OLP por Yaser Arafat, de quem se tornou inimigo declarado, a seguir à guerra israelo-árabe de outubro de 1973, limitando as ações violentas a Israel e aos territórios ocupados, deixou esta organização e criou um grupo mais radical, o Conselho Revolucionário da Fatah, em 1974. (…). Desde 1974 tem procurado assassinar ou neutralizar os aliados de Arafat na OLP (Husayn Kamal em junho de 1982, Ismail Darwish em dezembro de 1984, Abu Iyad (Salah Khalaf), Abu Hol (Hayel Abd al Hamid), em janeiro de 1991, etc.”, em “Ação direta”, John Andrade. Abu Nidal morreu no Iraque, abatido pelo Office 8, o esquadrão das limpezas físicas dos serviços secretos iraquianos Mukhabarat. Foi enterrado a 29 de agosto de 2002 no cemitério islâmico de al-Karakh, em Bagdade, numa campa marcada M7.
[7] A esposa perfeita. Zahia Dehar 1,70 m, 55 kg, 90-68-90, sapato 40, olhos azuis, cabelo loiro, nascida a 25 de fevereiro de 1992 em Ghriss, na Algéria. Em 2008, aos 16 anos, despenteava-se a trabalhar na horizontal clientes famosos e ricos como Franck Ribéry, Sidney Govou ou Karim Benzema. “Ela explica que foi a Munique para se encontrar com Franck Ribéry. Foi ele que a fez vir de avião. Ficou alojada num palácio a 7 de abril de 2009 para celebrar o 26.º aniversário do jogador do Bayern e Franck Ribéry lhe terá pagado 700 €. Com Karim Benzema é diferente. Eles encontraram-se num hotel perto da Porte Maillot em Paris. Tocou-lhe 500 € por essa noite”. Os jogadores lixaram-se, 15 anos é a idade do consentimento em França e a prostituição é legal, mas uma jovem só pode iniciar a sua carreira profissional aos 18 anos. Zahia: “Dormi com os homens, mas não fui honesta sobre a minha idade. Amei-os todos. Eles trataram-me com o maior respeito e devem ser deixados em paz. Eles mimaram-me e cuidaram de mim, eles eram os meus homens”. Segundo a bófia, Zahia ganharia 20 000 euros brutos mensais, ela justifica estes honorários de gestor de topo: “Eu queria comprar roupas. Creio que todos os homens pagariam por sexo se pudessem”. Em 2010, Zahia assentava-se no Café Zaman, o famoso bordel dos Campos Elísios. Aos 21 anos, depois de muita rejeição de currículos – “Não conseguia arranjar um emprego normal, por aquilo que eu podia fazer? Ia a uma entrevista e as pessoas dizem Ó, olha, é você!” – é uma designer de lingerie. Elogia-a Karl Lagerfeld: “Uma cortesã muito francesa como Liane de Pougy ou a Belle Otéro”. Feitos vários: Zahia em The Cat Cave p/ Nick & Chloé | “Hollywood” real. Alix Malka c/ Eric Roberts | “Bionic” real. Greg Williams.
[8] Ensinar, uma missão divina. Nika, 1,70 m, 50 kg, estudante, ucraniana no site hegre-art | num “Blue Bikini” | nos “Momentos privadosc).
c) O constitucionalista Jorge Bacelar Gouveia: “A educação é um bem misto. A educação tem um lado que beneficia toda a sociedade, portanto, a educação tem um lado que beneficia toda a sociedade, e portanto é por isso que as pessoas que não têm filhos devem pagar uma parte da educação, porque ficam beneficiados da qualidade de vida por terem pessoas mais ilustradas e mais qualificadas à sua volta. Mas também é um bem individual, na medida em que beneficia diretamente quem tem acesso à educação” (dezembro 2012).
Vítor Gaspar: “A minha participação no Governo tem como único propósito retribuir ao país o enorme investimento que o país colocou na minha educação, a minha educação, foi extraordinariamente cara” (outubro 2012).
[9] Viver com honestidade. Lidia Savoderova, 1,70 m, 57 kg, 87-62-89, sapatos 39, olhos castanhos, cabelo castanho, modelo russa nascida a 5 de maio de 1991. fotos | fotos | fotosfotos | fotos | fotos | fotos | foto | foto | tumblr | tumblr. Vídeo: “Head”, canção “Minimal”, de Me & Kate. – Outra melodia dos Me & Kate, “Nerdy Blood”, em “Body” c/ Kristina Yakimova e Anastasia Tarakanova.

na sala de cinema

The Filthy Rich: A 24 K-Dirty Movie” (1980), c/ Vanessa del Rio, Samantha Fox, Jesie St. James, Lisa De Leeuw… [1]. “Era uma vez… Na terra dos muito muito, muito ricos, vivia a bela adormecida que ainda tinha de ser acordada, sexualmente. E, o seu muito frustrado príncipe encantado. Porquanto, nem mesmo todos os cavalos do rei nem todos os homens do rei conseguiam dar-lhe um orgasmo. A nossa história começa numa manhã, clara e festiva, quando encontramos o príncipe encantado beijando, lambendo e mordendo uma muito frígida bela adormecida…”. Estas ternas histórias de príncipes, princesas, rainhas e fadas, muitas fadas, novos clássicos em videocassetes VHS, ejetam Homero, Virgílio, Dante, a baronesa Emmuska Orczy de Orczi (autora de “O pimpinela escarlate”) das prateleiras e intumescem de sólida cultura as novas bibliotecas de Alexandria na sala de estar: a videoteca. “De acordo com John Heidenry (1997), a invenção do videogravador de cassetes (VCR) foi ‘o acontecimento mais significativo na História do cinema adulto e, junto com a ‘Garganta funda’ (1972), o impulso para uma revolução na pornografia hardcore’. Os primeiros VCR no mercado foram: o Betamax da Sony Corporation (10 de maio de 1975) e o Video Home Sistem (VHS) da Victor Company of Japan (JVC) [as vendas do HR-3300 começaram a 31 de outubro de 1976 em Akihabara, Tóquio]. A Sony Corporation recusou licenciar a sua tecnologia Beta aos pornógrafos, enquanto que a JVC tomou a estratégia contrária. Em parte, esta opção tornou as videocassetes VHS o formato mais popular, o mercado queria ver pornografia no recato do lar e, consequentemente, a Sony Corporation pagou o preço por não ter faturado com isso[2]. “Rockin' with Seka or... Seka's Cruise” (1980), estreia na sexta-feira, 9 de outubro de 1981 na sala de cinema de alta qualidade Cinebolso, sita na Rua Actor Taborda, 27-B. “É uma comédia hardcore vintage que se apresenta como uma série de quadros sexuais, protagonizada pela Seka [3], membro do AVN Hall of Fame, que interpreta uma hospedeira que relata quantos homens encontra e fode na sua profissão. Os quadros estão ligados de uma forma perfeita na história disponível, em oposição a algum tipo de sensação de compilação. Seka desempenha o seu papel muito bem. Ela exala borbulhante alegria e parece-se, a cada momento, com a hospedeira que só pode fazer os homens e as mulheres desejarem ter reservado um bilhete no seu avião. A colega de quarto de Seka, Brooke West, é uma mulher tímida e reticente que parece não conseguir encontrar homem algum. Felizmente, para ela, que tem a luxuriante Seka para protegê-la e mostrar-lhe os cordelinhos, enquanto Seka cogita e conta-lhe histórias das suas mais memoráveis conquistas sexuais passadas, relacionadas com o seu mester. O primeiro quadro é uma brincadeira de quatro figuras, protagonizada pelo multitalentoso Jamie Gillis, como o realizador porno europeu Franco, em cena com Seka, e Juliet Anderson e Liza Dwyer, onde a estrela principal é um dildo pneumático”. C/ admirável som eletrónico na banda sonora.
A década de 80 é úbere, tetuda de talento e fruta madura. A fornada de futuras atrizes nela nada, esbracejará, esperneará, mergulhará, dando cabeça aos benefícios do ensino em todas as posições (sociais). Dani Jensen, 1,55 m, 47 kg, 86-60-76, sapato 36, olhos azuis, cabelo ruivo, nascida a 26 de dezembro de 1987 em Ontario, Califórnia. Dani exemplifica bem esta importância da instrução como eréctil social, aplicando, aos seus explicandos, a estratégia pedagógica correta na revisão da matéria escolar, reforçando-a com um “Gangbang[4]. Outra obra em “Naughty” e fez o seu primeiro anal em 2012 para a produção de “Buttsluts” da Evil Angel [5]. Entrevista c/ Dani – P: “O que é que preferes, trio ou gangbang?”, R: “Um trio, porque sou bissexual. Tenho uma namorada e ela é capaz de comer rata melhor que qualquer gajo. Mas depois, quero sempre penetração”; P: “Consideras-te uma puma, milf, totó ou rapariga de festas?”, R: “Nenhuma dessas. Sou uma moça roqueira. Adoro rock clássico, como o Van Halen”; P: “Qual foi a coisa mais marota que alguma vez fizeste?”, R: “Fiz sexo no cinema durante uma matiné da Disney. Acho que o filme era o Madagáscar”. Anikka Albrite, 1,68 m, 57 kg, 86-60-99, sapato 38, olhos azuis, cabelo loiro, de descendência checa, francesa, alemã e dinamarquesa, nascida a 7 de agosto de 1988 em Denver, Colorado. Diz, Anikka: “A educação é muito importante para mim e pretendo ir até ao fim. Formei-me em Biologia e Gestão de Negócios. Vou tirar o meu mestrado em Negócios” [6]. Sobre a sua arte: “A minha cena favorita foi para ‘Sport Fucking 9’. Tive orgasmos intermináveis durante essa cena e a melhor lambidela… por um gajo… de sempre! Além disso, adorei a ideia das correntes penduradas no teto. Erik Everhard é muito criativo e visionário… para não falar de… uma grande foda!”. Sobre si própria: “Adoro fazer broche e brincar com a pichota… e rata!”. Obra, sempre prima: “Purple Haze”, com Juelz Ventura e Jenni Lee e interpreta Daenerys Targaryen em “Game of Bones: Winter is Cumming” (2013). Chanel Preston, 1,73 m, 59 kg, 81-71-76, sapato 39, olhos castanhos, cabelo castanho, nascida a 1 de dezembro de 1985 em Fairbanks, Alasca. Chanel “cresceu no Alasca com amor pela execução artística. Seja recitando versos de William Shakespeare no teatro da comunidade ou aterrorizando a sua família com recitais dos concertos de Sergei Rachmaninoff. Chanel alimentava-se da energia da multidão. Dança, pintura e tocar trompete foram opções adicionais que ela experimentou. Agora, ela capta a mesma sensação protagonizando filmes adultos”. Entrevista c/ Chanel – P: “Qual foi a cena mais hardcore que alguma vez fotografaste?”, R: “Fotografei muito para Kink.com e é material muito hardcore e intenso, enfiei um pepino no cu para eles no outro dia”; P: “Há alguma coisa que já recusaste fazer?”, R: “Pediram-me para fazer um clister de leite (o ato de injetar líquido no ânus para limpá-lo dos seus ‘conteúdos’)”. Obra, prima: para o siteBrazzers”, “Fuck the school teacher[7] e interpreta Lara Croft em “Tomb Rider XXX” (2012).
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[1] Vanessa del Rio, 1,68 m, 61 kg, 107-66-91, sapato 41, olhos castanhos, cabelo preto, nascida Ana Maria Sanchez a 31 de março de 1952 no Harlem, Nova Iorque. “Em 1974 comecei a fazer filmes, mas já tinha trabalhado como dançarina go-go. Comecei como programadora de computadores, mas não durou muito, porque eu não era do tipo trabalho de escritório”. “Num período de cerca de 25 anos, del Rio apareceu em mais de 100 filmes porno e em vários telediscos, designadamente ‘Get Money’ (1995) de Junior M.A.F.I.A., que também a refere na canção ‘I Need You Tonight’ (1995). Ela é conhecida por ter um clítoris particularmente grande”. E, afamada, como a “rainha do anal”: provas no filme “Joint Venture” (1977), de Gerard Damiano, “uma divertida e erótica paródia das Olimpíadas Sexuais realizadas todos os anos em New Jersey”. Em 2013, com som desenhado por Paul D’Amour, primeiro baixista dos Tool, Thomas Mignone escreve e realiza (ainda em processo) “Vanessa del Rio Featured Film Project”, “o filme segue a vida freneticamente emocionante da lendária ícone do cinema adulto Vanessa del Rio, situado no Times Square, controlado pelo crime organizado, durante os anos 70 e 80”.
Samantha Fox, 1,65 m, nascida Stasia Therese Angela Micula a 3 de dezembro de 1951, em Nova Iorque. “Atualmente é crítica da indústria do cinema adulto. Culpa o stress de nela trabalhar de a ter levado ao alcoolismo, que demorou vários anos a superar”. “Quando a indústria passou da rodagem em filme para o vídeo, Samantha não se saiu bem. Mulheres com corpos magros naturais, como Samantha, perderam os favores do público, que se virou para atrizes mais largas, aumentadas com silicone, que se tornaram proeminentes no final de 1980 e durante 1990. A sua integridade impediu-a de saltar nesse comboio (o seu carregado sotaque noo yawk também não ajudava nada)”. Conheceu o amor da sua vida, Bobby Astyr (1940-2002), no plateau de “Double Your Pleasure”; relembra Samantha: “Este tipo com cabelo encaracolado, um pouco mais baixo do que eu, passa-me à frente e vai ‘Ei, tetas, como estás? Ouvi dizer que és a nova brasa no bairro’. E eu pensei ‘Ó, poupa-me’”.
Jesie St. James, 1,70 m, 57 kg, olhos azuis, cabelo loiro, nascida a 23 de agosto de 1954 na Califórnia. “Durante o final de 1970 e início de 1980, a vedeta Jesie St. James foi uma das caras mais bonitas no porno. Uma beleza loira absolutamente deslumbrante, Jesie St. James trouxe um toque de classe a todos os seus papéis. Jesie St. James tinha o aspeto de uma rapariga de capa de revistas e a descarada natureza sexual de uma atriz porno inata. A silhueta, naturalmente curvilínea, perfeitamente proporcionada de Jesie St. James era uma visão que podia induzir luxúria em cinquenta passos. Boa atriz também, Jesie St. James tem um dos rostos mais expressivos da indústria. Jesie St. James entrou no hardcore em 1975, com uma breve aparição em “Blue Heat” (1978). (…). Jesie St. James era um pouco mais velha que algumas das suas contemporâneas, mas isso não a abrandou nada. Jesie St. James é conhecida como uma das mais confiáveis atrizes eróticas, e a sua energia e entusiasmo eram material de lenda na indústria. A especialidade de Jesie St. James era representar donas de casa insatisfeitas sexualmente ou professas que são introduzidas no mundo do prazer erótico”.
Lisa De Leeuw, 1,65 m, 60 kg, 96-76-91, olhos cor de avelã, cabelo ruivo, nascida a 3 de julho de 1958 em Moline, Illinois. Perdeu o cabaço, ainda na terrinha, antes dos 16 anos: “Na altura em que perdi a virgindade estava zangada com o meu namorado, mas os seus dois melhores amigos estavam disponíveis. Comeram-me durante cerca de três horas no banco de trás de um Firebird. Eles revezavam-se a conduzir e a foder-me nas estradas do campo, chocalhando e bombeando”. “Decidi que gostava da Califórnia e queria ficar aqui. Era muito mais caro do que viver no Illinois, calculei que tinha que ganhar muito dinheiro rápido e ser modelo soou como uma maneira de o fazer… Tinha 18 anos na altura, tinha acabado de fazer 19 quando comecei como modelo… Comecei a fazer girlie modeling em agosto de 1978. Não sabia que ia haver fotos nuas, mas as minhas mamas eram tão grandes que eles não se importaram que eu tivesse um pouco de peso a mais. Trabalhei todos os dias durante um mês, então havia tantas produções minhas nas revistas que tive de procurar noutro lado. Alguém disse-me que podia ganhar bom dinheiro no porno, então fiz um salto… Foi a primeira e única vez que um parceiro teve um acidente e veio-se dentro de mim demasiado cedo. Tivemos que esperar um bocado e fazê-lo outra vez… De certa maneira, fez-me sentir bem, porque o tipo tinha experiência e veio-se comigo imediatamente.”. “Só comecei a fazer bicos um ano antes, então como é que eu podia saber que o serviço de lábios era requerido quando eles ladravam ‘Levanta o gajo!’? Aprender a usar cintas de ligas também foi um pincel. Conheço mesmo artistas experientes que ainda, ocasionalmente, vestem as cuecas por debaixo das cintas, o que contribui para uma boa dose de comédia involuntária quando estamos a tentar removê-las em frente da câmara”.
[2] A tecnologia VHS murchou, e a vida sexual, tal como os telemóveis, descomplicou-se: “Autoerotic” (2011), real. Adam Wingard e Joe Swanberg, c/ Kate Lyn Scheil, Amy Seimetz, Lane Hughes, Kris Swanberg, Frank V. Ross. “Entrelaçando fragmentos de vidas de alguns casais brancos, urbanos, heterossexuais, o filme pinta o zeitgeist sexual contemporâneo como uma vívida ilustração de um dos mais confusos ditos de Lacan: não há relação sexual”. Na banda sonora “Candy Girl” (2001), do grupo retro eletrónico Soviet.
[3] Seka 1,72 m, 99-58-86, olhos cor de avelã, cabelo loiro platinado, nascida Dorothea Hundley Patton a 15 de abril de 1954 em Radford, Virgínia. Dorothea adotou o nom de plume Seka de uma croupier de blackjack de Las Vegas sua conhecida. (Ou, noutra versão, do termo servo-croata para “queridinha” ou “amorzinho”). “Entesando piças há três gerações”: “sexo nos anos 70 era Seka. Metade cherokee, metade irlandesa e parecendo um troféu perfeito de Hollywood ou uma adivinhação de morte dos deuses nórdicos, Seka era a miragem impiedosa de qualquer fantasia que se pudesse ter. A revista porno High Society alcunhou-a de ‘Marilyn Monroe do porno’. Os seus colegas também eram efusivos. Jamie Gillis: ‘Ela era porno, mas um pouco acima dele, uma espécie de rainha branca do lixo num sentido em que acho realmente erótico’. Veronica Hart: ‘Enquanto eu tiver cara, a Seka tem um lugar onde se sentar’”. Seka “tornou-se uma estrela na época em que o porno fazia a transição da película para o vídeo. A primeira atuação de Seka foi no filme de 1978 ‘Dracula Sucks’ (‘Lust At First Bite’ ou ‘Blonde Fire’), quando foi protagonista com John Holmes. Seka apareceu em 24 filmes só em 1980, e outros 37 em 1981, os anos mais importantes e prolíferos da sua carreira”. “As performances de Seka na tela incluem lesbianismo, sexo anal, dupla penetração e uso de brinquedos sexuais tais como vibradores, dildos e strap-ons. Ela é também conhecida por, algumas vezes, rapar os pelos púbicos, alguns 15 ou 20 anos antes de a prática começar a ser comum entre as estrelas porno americanas”. Relata, Seka: “Casei-me uma semana depois de completar 18 anos, queria sair de casa. Acho que estava apaixonada pelo rapaz, mas acabara de fazer 18 anos, pelo amor de Deus. Eu era uma criança. Quando me casei em 21 de abril de 1972, nunca tinha tido sexo. Era virgem. E não tive sexo na minha noite de núpcias, estava demasiado assustada. Escondi-me na casa de banho”. “Então, vi montes de filmes e pensava: Deus, estas mulheres têm uma aparência horrível! Não era culpa delas, não era que fossem mulheres feias. Os filmes representavam-nas mal: tinham borbulhas no rabo, pés sujos, sem maquilhagem e o cabelo parecia que precisava de ser lavado”.
Na sua autobiografia “Inside Seka”, sobre Woody Allen e Mia Farrow: “No princípio, pensei que era maravilhoso, mas eles eram realmente muito aborrecidos. Woody parecia desgrenhado e desleixado. O seu cabelo estava revolto e as suas roupas amarrotadas. Nunca suspeitei que ele andasse realmente assim no dia a dia. Mia era muito calma e tinha uma lindíssima pele de alabastro. Ela era muito apropriada e um pouco tímida para o meu gosto. Nunca pensei nela como uma mulher extremamente bonita, mas era bastante elegante”. Seka contratou a mãe de Whoopi Goldberg como figurante num dos seus filmes: “Assim mesmo. Ela apenas sentava-se no avião. Era um papel sem falas onde ela supostamente reagia ao piloto e à hospedeira a terem sexo, que não estava realmente a acontecer no momento. Apenas se via ela e o resto dos figurantes a esticarem o pescoço para verem a ação que supostamente estava a acontecer”.
[4] As estratégias pedagógicas boas, quentinhas, brotam da concorrência entre o público e o privado. O ministro da Educação Nuno Crato: “É necessário que os pais tenham uma maior liberdade de escolha, neste momento, exista uma maior concorrência entre o público e o privado, e que isto seja feito com regras de total transparência. Isto, este ehm diploma é um progresso neste sentido, porque este diploma estabelece que, progressivamente, deixarão de ser decididas centralmente as crianças que vão para um lado e as crianças que vão para o outro, mas passará a ser dada uma liberdade aos pais e uma concorrência de sistemas” (setembro 2013).
[5] No século XXI, nas sociedades de cama cristã, democrática, livre, a porta das traseiras é serventia da casa. Entre as filhas de Maria, muitas vezes, esta porta é a primeira a abrir-se aos convidados, para conservar a entrada principal intacta até ao sagrado enlace. “Joven y alocada” (2012), filme chileno, real. Marialy Rivas, c/ Alicia Rodríguez, María Gracia Omegna... “Daniela é uma rapariga de 17 anos criada no seio de uma família evangélica conservadora. Dividida entre a culpa cristã e a sua rebeldia congénita, Daniela vive uma noite traumática de excessos que lhe trará o castigo dos seus pais e seu próprio questionamento existencial. Nesse passo forçado para a idade adulta, Daniela tentará redimir-se do seu tórrido passado adolescente, encontrando, contudo, um novo obstáculo: a irrupção do seu primeiro amor homossexual”. Meditações metefísicas de Daniela: “Diziam-me: logo que te fodem pelo cu, cagas o dia todo. Diziam: a experiência mais dolorosa, depois do parto. E eu digo nada. Nada, sem muito pisco e cerveja no meu corpinho. Não sei em que momento fiquei de barriga no colchão. Disse: não, pá, por aí não. Mas enfiou-mo na mesma. Assim que voltei a dizer: por aí, não. O costume é fazer-se alguma oposição e eu faço o que as pessoas fazem. Resumo: meteu-mo um bocado, nem bom nem mau, só uma… como a maioria das minhas perdas. Vontade de cagar? Sim. Mas, mais me doíam os supositórios quando era pequena. Não foi uma perda total, não me ejaculou no cu, ainda espero o homem”. – “Esta é a lista de fornicação em lugares públicos de Joven y alocada: ‘A vez que chupei um pirilau atrás da faculdade de Arte da Universidade do Chile. Apoiada contra o lavatório, na casa de banho do colégio evangélico, enquanto o meu ex ex ex ex mo enfiava. Racha com racha no quarto andar de Filosofia e Humanidades. A vez que me punhetaram nos pastos de Juan Gómez Millas’”. Filme inspirado nos escritos do blog de Camila Gutiérrez, convidada como argumentista e vencedora do prémio de Melhor Argumento no Festival Sundance de 2012. Entrevista c/ Camila – P: “Acreditas realmente em Deus?” R: “Foda-se, já não, na verdade não. Quando ando sensível e estranha ponho-me pachamâmica [deidade máxima inca] e vejo energias e coisas estranhas, mas não tenho um discurso elaborado. Obviamente, como qualquer pessoa que foi educada muito religiosamente continua-se na onda, um ex-religioso, então estamos vinculados por negação”. – A atriz Alicia Rodríguez é rapariga de gostos banais: “Gosto muito do Dexter (agora estou na última temporada), também vejo o Dr. House, e soube que saiu a última temporada de Damages, que também me encanta pois entra a Glenn Close, (…), mas, sem dúvida, nenhuma série no mundo inteiro pode superar Six Feet Under. Também gosto muito de Big Love”. E, também dentro do mesmo padrão, a atriz María Gracia Omegna, gosta de David Bowie, Radiohead e Rubén Blades.
[6] Em Portugal, a importância da educação vê-se pelo andar do ministro. Nuno Crato: “Há uma maior autonomia das escolas, há um maior envolvimento dos pais, há um maior envolvimento da escola e dos pais em con e em conjunto com os pais e com os municípios, em toda a oferta curricular, e quando há autonomia é evidente que as decisões têm que ser tomadas pelos próprios e têm que ver como é que elas são aplicadas” (setembro 2013).
[7] Em Portugal, os professores têm tanto, molham tanto o pincel, que multidões concorrem à profissão. O que obrigou o ministro à introdução de taxas moderadoras para esfriar a excitação. Nuno Crato: “É uma taxa, é uma taxa, que é uma taxa bastante reduzida, repare-se que se compararmos esta taxa com taxas que são aplicadas em muitas outras áreas. É uma taxa, de facto… é uma taxa é uma taxa, é uma taxa de facto pequena… são 20 euros, são 20 euros pra dois exames, é uma taxa pequena” (novembro 2013) a).
a) “Durante as férias de Natal, muitas cantinas escolares continuam de portas abertas. Uma iniciativa de nove autarquias, que se preparam para servir mais de 20 mil refeições a pensar nos alunos mais carenciados. Braga, Faro, Gaia, Matosinhos, Mondim de Basto, Olhão, Porto, São João da Madeira e Setúbal são municípios que ‘sabem que as suas crianças só têm uma refeição diária se a cantina da escola permanecer aberta durante o período de férias’, explica António José Ganhão, vice-presidente da Associação Nacional de Municípios (ANMP), com o pelouro da Educação”: “Today we’re having vegetables / I’m in a nice mood / When you stick them in the pot”, “Vegetarhythm” (2012), de Tempura Kidz.
Com as barrigas forradas, o fim do eduquês e o advento do cratês nas escolas portuguesas, todos os alunos e alunas serão fisicamente reis como… Bianca King 1,60 m, 48 kg, modelo, atriz e realizadora filipina nascida a 18 de março de 1985 na Alemanha. “Esta rapariga pode apresentar, cantar, dançar e mesmo espancá-lo até à submissão se o papel o exigir. É esta dedicação ao seu ofício que a separa do vulgar bando faminto por fama”. Bianca diz: “Sou financeiramente independente desde os 17 anos. A minha carreira é algo pelo qual definitivamente trabalhei duro. Não sou a maior estrela e não aspiro ser a maior estrela. Quero expressar-me através da representação e ganhar algum dinheiro para que possa tirar uma folga e aprender a realizar. Esse é o meu objetivo de um ano neste momento. Pag marami na akong naipon (‘quando economizar bastante’), posso parar a representação seis meses ou um ano para me concentrar na realização”. O seu lema: “Seja fiel a si própria e simpática para todos, não importa o quanto tentam empurrá-la para baixo. Porque o karma é uma foda”. Bianca no filme “Wapakman” (2009).

no aparelho de televisão

Buck Rogers in the 25th Century” (1979-1981), 60 min, c/ Gil Gerard, Erin Gray, Mel Blanc na voz de Twiki… estrelas galácticas convidadas Dorothy Stratten, Julie Newmar, Jamie Lee Curtis etc. [1]. Série transmitida aos sábados cerca das 18:00, na RTP 1, 10 de março / 17 de novembro de 1984. Exclamou-lhe Mário Castrim: “Buck Rogers no século XXV, santo Deus, que bodega! Uma daquelas americanices que, no fim, nos deixa com remorsos de sermos telespetadores. A ficção científica é uma fraude, assim entendida. A tentação da coboiada é a suprema doença infantil dos americanos. No século XXV, praticamente a única mudança é que já não existe a sanduíche de queijo – meu Deus, que catástrofe!”. Peripécias: “em 1987, o capitão William ‘Buck’ Rogers é um solitário astronauta a bordo do vaivém espacial Ranger 3. É durante uma missão de cinco meses para investigar os confins do espaço, que ele suporta forças para além da imaginação e é congelado, colocado em animação suspensa, até que retorne à Terra quinhentos e quatro anos depois, em 2491. Buck é encontrado pela princesa Ardala e Kane, perfeitamente preservado, com o vaivém ainda intacto, e é levado para bordo da nave almirante Draconia. Buck acorda confuso e é interrogado pela princesa e por Kane. Em seguida, ele é enviado de regresso à Terra, desconhecendo que a princesa está a usá-lo como parte do seu plano para conquistar o planeta. Contudo, a Terra é agora um mundo muito diferente e a história de Buck é difícil de acreditar, o dr. Hauer e a coronel Deering suspeitam que ele possa ser um espião dos draconianos. As aventuras de Buck estão prestes a começar”: 1.º episódio. “Blue Thunder” (1984), 60 min, transposição para uma série de TV do filme com o mesmo nome realizado por John Badham em 1983. Transmitida nas quintas-feiras cerca das 21:45, na RTP 1, 8 de março / 24 de maio de 1984; reposta na RTP 2, cerca das 20:00, também às quintas-feiras, 25 de outubro / 27 de dezembro de 1984. Disparou-lhe Mário Castrim: “Raio Azul é a recuperação da antiga coboiada. Não será por acaso o título. Raio se chamava o cavalo de Tom Mix. Só que a violência de outrora era aquela coisinha artesanal, e esta de agora veste-se do terror do naplam, dos canhões elétricos, dos mísseis. Não há mais nada. Há só a perseguição, a morte e os sorrisos imbecis. São jogos vídeo-idióticos animados de figuras humanas. A tanto chega a degradação das pessoas”. Peripécias: “o tenente Frank Chaney (James Farentino), da polícia de Los Angeles, é um bófia rebelde com métodos pouco ortodoxo, que é destacado para a equipa Blue Thunder, que usa um helicóptero muito avançado [um Aérospatiale Gazelle modificado], cheio de engenhocas, na sua luta contra o crime. O Blue Thunder é capaz de grande velocidade e manobrabilidade, pode voar silenciosamente no ‘whisper mode’, e está armado com as armas experimentais mais poderosas. O seu companheiro é um caloiro cara de bebé com o nome improvável de Wonderlove (Dana Carvey), e o apoio em terra é prestado por dois ex-atletas, Richard ‘Ski’ Butowski (Dick Butkus) e Lyman ‘Bubba’ Kelsey (Bubba Smith), que conduz uma sofisticada carrinha”. “Bluebell” (1986), 50 min, série inglesa transmitida nas quintas-feiras cerca das 22:00, na RTP 1, 29 de janeiro / 19 de março de 1987. Resumo: “a história verdadeira, ora divertida, outras vezes dramática e romântica, movimentada sempre, de Margaret Kelly [2], uma órfã originária de Dublin que se tornou internacionalmente famosa como Miss Bluebell, a criadora das lendárias Bluebell Girls do Folies Bergère. Fascínio, coragem, amor e perigo são os principais ingredientes desta série de oito episódios que segue o percurso de uma jovem excepcionalmente determinada, desde o anonimato até à fama. Uma caminhada difícil para Miss Bluebell que se viu muitas vezes dividida entre a ambição e o amor e constantemente vítima de emoções instáveis – triunfo, desespero e medo”.
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[1] “A linha da cintura de Gil Gerard flexionava diária e semanalmente. Gil foi avisado, por Bruce Lansbury, sobre enfardar no bufete ‘aberto todo o dia’ da equipa de serviços da empresa. O macacão branco apertado de Buck atormentava Al Lehman (guarda-roupa) quando Lansbury perguntou se a roupa podia fazer o Gil ‘mais magro’. Al Lehman deu a Gil a alcunha de ‘a salsicha polaca branca’”.
Erin Gray, 1,71 m, 67 kg, 80-65-77, sapato 37 ½, olhos azuis, cabelo castanho claro, nascida a 7 de janeiro de 1950, em Honolulu, Havai. “Começou como modelo aos 15 anos, e aos 17 já era uma das modelos fotográficas mais solicitadas nos Estados Unidos. Logo enveredou pela representação e também conquistou essa área, com o auge da sua fama a acontecer no final dos anos 70 e início de 1980 com os papéis da coronel Wilma Deering na série de ficção científica ‘Buck Rogers no século XXV’, e como Kate Summers na comédia ‘Silver Spoons’ (1982-1987)”. Erin, sobre o guarda-roupa: “Eu tinha sido uma das primeiras modelos do Sports Illustrated, de modo que a minha sexualidade, mostrando o meu corpo, estava confortável como isso. A questão era, eu não me importava estar em frente da câmara dessa forma, mas não podia andar pelo estúdio com o meu spandex, tinha que usar sempre um roupão por cima. Nunca me esqueço, uma vez, estava em casa a ver um episódio de Buck Rogers, e havia um momento em que me afastava da câmara, então via-me por trás, e corei. Estava a pensar que era bastante… hum!”. – Erin fez sóbrio strip no episódio “The Specialist”, da série “Dark Justice” (1991-1993), e uma filha, Samantha Gray Hissong, que será Maddy, a namorada de Buck Rogers no episódio piloto da websérie “Buck Rogers”, produzida por James Cawley
No século XXV, o disco sound reinará o universo, nas reuniões das mais altas esferas, “roller disco”, espalhado por Buck Rogers, “disco dancing” – Twiki diz: “Biddi-biddi-biddi é expressivo”, Wilma responde: “É asqueroso”. Twiki: “Biddi-biddi-biddi, groovy, get down”. – A mais famosa voz dos desenhos animados, Mel Blanc, na aventura espacial de Tex Avery: “Duck Dodgers and the Return of the 24½th Century” (1953).
[2]Kelly, Margaret, conhecida como Bluebell, (1910-2004), dançarina e empresária, nasceu a 24 de junho de 1910 no Rotunda Hospital, Parnell Street, Dublin, filha de James Kelly e Margaret O’Brien. Três semanas após o nascimento, a mãe entregou-a a um padre, dizendo que estaria ausente no estrangeiro três meses. O bebé foi posto ao cuidado de Mary Murphy, uma costureira solteira, e os pais nunca mais foram vistos. Ela era uma criança frágil, com pernas finas, que não andou até aos três anos, o seu médico, impressionado pelos seus olhos azuis-claros, chamava-a a sua pequena ‘Bluebell’, e foi assim que ela será conhecida para o resto da vida. Em 1916, Mary Murphy, que adotou a criança, mudou-se com ela para Liverpool, e ela cresceu no subúrbio de West Derby”.

na aparelhagem stereo

“Exmo. Presidente da República – Queria formalizar o convite a V. Ex.ª para o espectáculo dia 29 de Outubro [2013] na Meo Arena”, tuítou Jared Leto, vocalista dos 30 Seconds To Mars, para o de facto fixe presidente Cavaco Silva [1]. A dura faina presidencial não lhe esfuracou uma frincha para ir chocalhar a casa junto das adolescentes que decifraram a convocação geral: “Portugal!! Vão para a Praça Luís de Camões AGORA! (dica: vamos levar as nossas guitarras)”. Esta banda de Los Angeles cruzou mares revoltos. Em 2008, “a Virgin Records processou o grupo em 30 milhões de dólares, dizendo que falharam em cumprir. (…). Alegando que eles se recusaram a entregar os três álbuns exigidos em contrato”. “O processo foi resolvido de acordo com uma defesa baseada num caso de contrato envolvendo a atriz Olivia de Havilland décadas antes. Leto explicou: ‘o Tribunal de Recursos da Califórnia decidiu que nenhum contrato de serviço na Califórnia é válido após sete anos, e ficou conhecida como a Lei De Havilland, depois de ela a usar para sair do seu contrato com a Warner Bros’”. E, o seu vocalista, Jared Leto, assanha a bicha americana e desatravanca canalizações como um Super Mário. “No verão passado [2008], Isabel Lucas [2] desfrutou relações próximas com Adrian Grenier e Shia LaBeouf, mas parece que Jared Leto é o homem de Hollywood de sua preferência. O hipotético duo romântico tinha sorrisos rasgados nos seus rostos, no domingo [1 de março 2009], quando visitaram uma mercearia em LA para comprar flores e alguns cestos da Páscoa. Jared já namorou tudo, desde Scarlett a Lindsey, por isso não é difícil apanhá-lo”. Por isso, por mar e por virilidade, em menos de 140 caracteres, intuiu Leto a profundíssima alma lusa: “Aqui os nossos sonhos não são realizados, são ganhos” [3].
Ter um supremo representante da nação tão solicitado pelos tuítes é salário para um povo de só grandes, de maiores, de macronautas – o invertido de The Micronauts “Reaction” (2007) {making of} [4]. Povo pleno de políticos que, pela Graça de Deus, nados com a Verdade Política, constrangê-los ao arcaísmo da separação de poderes, é cuspir no valor acrescentado. Rui Rio, líder polegar para cima, quer acabar com “isto de estarmos suspensos de medidas no Tribunal Constitucional” (dezembro, 2013). Fisicamente conduzido pelos que sabem (mesmo), isto é, uma classe política caramelizada, espiritualmente conduzido pelos que veem (mesmo), isto é, os locutores de TV, ferra o povo futuro certo. Diálogo sinestésico, no funeral de Mandela, a locutora da RTP Alberta Marques Fernandes: “Este abraço ahm que é um momento, que é um momento único, e este beijo na boca, ternurento, entre as duas mulheres de Nelson Mandela, Graça Machel e Winnie Mandela (pausa) António Mateus junta-se à conversa”. O locutor António Mateus: “É um momento único, Alberta, confesso que quase que senti um arrepio a assistir esta imagem nos monitores do estádio, todo calor por uns instantes, a imagem estava a ser espelhada em todos os ecrãs à nossa volta, as duas viúvas de Samor… perdão, de Nelson Mandela a cumprimentarem-se com carinho, um carinho assumido…”, Alberta: “O que a comunicação social faz, António Mateus, por que não é alheio o facto de esta cerimónia estar a ser transmitida para todo o mundo. Estas duas mulheres não se falam”.
E é deste úbere húmus que nasce um povo de maiores. Dos maiores, talham-se os melhores, depois de descoberta a Verdade Pedagógica pelo ministro Nuno Crato: “Todos nós somos avaliados por vários processos, e a avaliação melhora-nos a todos” (dezembro, 2013) [5]. Outrossim, os homens preferem os loiros… da política, a milhas da rota do SS Île de France. Gravatas azuis sobre peitaça saliente são as suas melhores amigas, porque se sentam no lado certo do salão, as mulheres, ignoradas, não baralham as notas do “Liebestraum nach dem Balle, Intermezzo Op.356” (Alphons Czibulka, 1890). Fazem de Portugal, estes novos príncipes, um destino turístico seguro. Na soalheira Madeira, “Sunny Madeira with Sapphira” (2013): modelo Sapphira A, 1,68 m, 53 kg, 88-58-88, olhos castanhos, cabelo preto, nascida em 1995 na República Checa. Qualquer donzela vai segura na Florida da Europa, seu pote intacto, tão só corre o risco de vozes varonis lhe perguntarem onde comprou o sainho de charmalote, a vasquinha de cote e a gravata do boyfriend. “Lila Lost in Paradise”: modelo Lila, 1,73 m, 89-62-92, nascida em 1988 na Ucrânia. “Maria Warm Up”, “Maria Blue Dream”: modelo Maria Ryabushkina, 1,70 m, 80-60-89, nascida em 1990 na Rússia. “Hi There I’m Emily”: modelo Emily, 1,68 m, 92-64-94, nascida em 1993 na Ucrânia. Emily Grey X Naz X EMS: fotógrafo Dave Naz, modelo Emily Grey, 1,68 m, 50 kg, olhos azuis, cabelo castanho. “Lilly Rae Rock Wall”: modelo Lilly Rae, 1,57 m, 46 kg, 81-66-88, sapatos 38, olhos azuis, cabelo preto, australiana de Melbourne; em “entrevista nua” para a Nude Muse Magazine, p/ encantadora Emily, 1,57 m, 78-68-81, olhos cor de avelã, cabelos castanhos.
Com um supremo dançarino da nação optimus homens focados fashion multiplica-se automaticamente a superstrutura cultural desenhada do melhor para o excelente. Cá não se ludibria os mercados, como Björk que desveste as tetas pela poesia – “Pagan Poetry” (2001), na capa do CD single; entre as amigas plantas – nem se desce dois palmos ao tutorial “How to play guitar with your vagina”, sobe-se, embrulhados em papel de glória. Do melhor, “Neca careca” (1981): “Neca careca / Todo o dia / De careca luzidia / Vai à discoteca / Cobre a nuca / Com peruca / Que mania / Que peruca mais maluca / Tem o Neca na careca / Penteado / Risca ao lado / Que coisa fina”. Para o excelente, “Quem quer amor” (2013): “Quem quer amor / Quem quer carinho ou paixão / Bata na palma da mão / Bata na palma da mão / Quem quer folia, alegria ou emoção / Bata na palma da mão”. Os Albatroz, “grupo de Gondomar formado em 1979. Em 1981 editaram os singles ‘Concerto no Porto’ e ‘O Júlio é um duro’ [inicialmente, chamava-se O Júlio é um chulo, “era só para rimar”, justifica Júlio Isidro]. Este último, inspirado no apresentador de televisão Júlio Isidro, obteve um grande sucesso. Em 1984 decidiram mudar de estilo musical face às exigências comerciais do mercado. Zé Mário, o fundador da banda, convidou músicos portuenses especialistas na música ligeira de baile, entre eles o vocalista Jorge Vilhena e assim seguiram para arraiais, festas e romarias, conseguindo cerca de 120 espectáculos anuais” → “Querida amiga” (2011) ♪ “Levante a mão” (2012).
No lado errado dos mercados:
Blizzardbanda de heavy metal de Algés, Lisboa, formada em 1983. Considerada uma referência no seu género pelo impacto dos seus concertos, fogo de artifício e pelas suas atuações ao vivo chocantes e inesquecíveis. A primeira formação foi: Pedro Sousa, voz / baixo, Luís Marques ‘Bola’, guitarra, Luís Filipe, guitarra e Pedro Barroso, bateria. Com esta formação, os Blizzard tocaram ao vivo pela primeira vez por volta de 1983 numa festa particular. ‘Mercado negro’, ‘Só tu’ faziam parte do seu repertório, cantado em português. Acabaram por vencer o Festival de Verão em Paço d’Arcos com a canção ‘Mercado negro’. A segunda formação foi: Paulo Boto, voz, Ilídio Praia, bateria, Paulo Azevedo, baixo e os guitarristas Luís Filipe e Luís Marques ‘Bola’, e Fernando Pires, teclados. No início de 1987, Luís Marques ‘Bola’, Ilídio Praia e Pedro Azevedo abandonam a banda a fim de transitarem para outro projeto. Com a terceira formação, consistindo em Paulo Boto, voz, Luís Filipe e Luís Moreno, guitarras, Pedro Santos, bateria e Rui, baixo, eles gravaram uma demo de 6 faixas que incluía ‘Blondie One’, ‘Tormentor’, ‘Angels Retiring’, ‘Back to Hell’, ‘Metal Advice’ e ‘Time to Rock’”. Arabian Penthouse, “banda do início dos anos 90, oriundos da Baixa da Banheira, Seixal. Tocaram ao vivo no Johnny Guitar no dia 9 de dezembro de 1992, com os Black Sheep e em 1993 lançaram uma cassete partilhada com os Ibéria, com a canção ‘Dream With Me”. O alinhamento consistia em Luís Silvério, voz, Paulo Miguel, baixo, Nuno CC, guitarra, Leonel Rosado, teclas e Rui Fernando, bateria”. Black Sheep, “fundados no verão de 1991 no Monte da Caparica, a formação inicial incluía Matias, baixo, Zé António, bateria, Pedro, voz e os guitarristas Sérgio e Zé Carlos. Ensaiaram até ao primeiro concerto que foi na escola secundária do Monte da Caparica, no final de novembro. Pouco depois a banda entrou nos estúdios Heaven Sound e gravaram duas faixas: ‘Blindman’ e ‘It’s Coming”. Morbid Death “é uma banda de thrash / gothic metal portuguesa, fundada em Ponta Delgada no ano de 1990. Inicialmente, a banda chamava-se ‘Mortuary’, mas como pouco depois descobriram que já existia uma outra com o mesmo nome mudaram para ‘Asphyx’, tendo que mais uma vez mudar de nome pelas mesmas razões. A banda formou-se na ilha de São Miguel, nos Açores, por Ricardo Santos e Dinis Costa, onde mais tarde entraram Veríssimo Pereira e Pedro Rodrigues. A sua primeira atuação foi a 31 de agosto de 1991, na freguesia da Achadinha, Nordeste, na ilha de São Miguel” ▬ “Miséria” (1993) ♫ “Darkest Side of Paradise” (1993).
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[1] Cavaco Silva é o presidente mais impactante da História Portuguesa, ele, com uma perna às costas, acrescentou valor ao país. “Tenho uma agenda muito intensa, normalmente ocupa-me durante 10 horas por dia, e muitas horas ao sábado e ao domingo. E há uma coisa que eu sei, por experiência, por ter sido primeiro-ministro e presidente da República: é que há uma relação inversa entre o protagonismo mediático dum presidente da República e a sua capacidade de influência nas decisões políticas” (março 2013). “Vou dispensar hoje o meu almoço, vou-me ficar pela degustação, porque já sei que tenho ali carne de vaca, carne de ovinos, tenho ali carne de porco, tenho ali ovos, tenho ali aves e tenho ali os laticínios. Portanto chegará para o meu almoço e provavelmente até vou dispensar o meu lanche, o meu chá, as minhas torradas, obrigado a todos vós” (palácio de Belém, abril 2010). “É sabido que para conseguir uma desvalorização, num país que não tem moeda própria, nós temos que jogar mão de impostos que incidem sobre o fator trabalho. Diminuindo os impostos que incidem sobre o fator trabalho e eventualmente aumentando os impostos que incidem sobre o consumo. Demonstra-se na economia, de que uma economia, de que é possível ganhar competitividade. Isso é uma matéria que está referida em termos gerais para o próximo governo [Passos Coelho] tomar decisões nessa matéria” (2011).
[2] Isabel Lucas, atriz australiana, 1,67 m, 50 kg, 81-60-86, sapato 37 ½, olhos verdes, cabelo loiro, cristã, nascida em Melbourne dia 29 de janeiro de 1985. Ela foi Tasha Andrews (2003-2006) na telenovela “Home and Away” (1988-presente). Em 2008 mudou-se para Los Angeles, para outros papéis, tais como: a cyborg Alice em “Transformers: Revenge of the Fallen” (2009); Alison Bromley em “Daybreakers” (2009); Gwen no episódio “Melbourne” da minissérie “The Pacific” (2010); Athena em “Immortals” (2011); Lena em “Careful What You Wish For” (2014).
[3] Os bancos ganham dinheiro comprando ativos de povos atrasados. “O banco de investimento norte-americano Goldman Sachs, onde trabalhou o secretário de Estado Adjunto do Primeiro-Ministro, Carlos Moedas, tem 5% dos CTT. O banco de investimento norte-americano Goldman Sachs é para já o maior acionista dos CTT, com 4,99%. A compra foi feita no dia 5 de dezembro, já depois da privatização. O Deustche Bank anunciou que detém 2,04%. (…). O banco alemão foi o primeiro a anunciar que tinha adquirido uma participação qualificada (acima dos 2%) nos CTT. O Deutsche Bank tornou-se acionista dos Correios antes da estreia em bolsa, durante a privatização, ao comprar três milhões de títulos, por 16,9 milhões de euros”.
[4] The Micronauts discotique, micronautique et politique. “The Micronauts é um projeto a solo do compositor e produtor Christophe Monier. Ele decidiu tornar-se músico aos 4 anos de idade depois de ouvir ‘O pássaro de fogo’ de Igor Stravinsky. Então, aprendeu piano clássico, guitarra clássica e guitarra jazz. Um dos seus professores na faculdade de arte foi Iannis Xenakis. Monier é também metade da banda de deep house Rituel e gere a etiqueta Micronauts”.
[5] Um dos grandes de Portugal, ministro da Educação maior, arguto a inovações pedagógicas. A incubadora da educação moderna está em Hogwarts. Noticiava o Daily Prophet: “Ministério deseja reforma educativa. Nova era começa em Hogwarts”, Nuno Crato abraçou logo os métodos do seu colega Pius Thicknesse: “Como vosso novo Ministro da Magia, prometo devolver este templo de tolerância à sua anterior glória. Portanto, a partir de hoje, cada funcionário terá de se apresentar para… avaliação, mas saibam que nada têm a temer, se nada tiverem a esconder”, em “Harry Potter e os talismãs da morte Parte 1” (2010).