Pratinho de Couratos

A espantosa vida quotidiana no Portugal moderno!

domingo, outubro 09, 2016

Eu gostaria que os emigrantes que aqui trabalham e vivem razoavelmente não regressem ao país (tl;dr)

Desembarcam em Bruxelas, de mochila Violetta ou Soy Luna, bolsa de ombro Disney Frozen my sister my hero, os mais másculos, os governantes europeus, inconscientes e adamados, de incapacidade em incapacidade, diante de uma multa irrisória comparada aos lucros banqueteados a burlar pessoas choramingam. “A tensão em torno do banco germânico tem sido uma constante. Também Jeroen Dijsselbloem, quando falava no parlamento holandês disse estar «genuinamente preocupado» com as pesadas multas impostas pelo regulador norte-americano a bancos europeus. O presidente do Eurogrupo afirmou mesmo que esta situação pode ser «prejudicial e arriscada para a estabilidade financeira» mundial. Citado pelo jornal holandês Financieeldagblad, salientou que os bancos que cometeram erros, devem ser multados. Mas não faz sentido, acrescentou, as multas serem pesadas a ponto de colocarem os bancos numa situação tão débil que sejam forçados a recorrer a ajudas públicas e, logo, a dinheiro dos contribuintes [1]. Ainda assim, mostrou-se confiante de que o banco terá capital suficiente para acomodar a penalidade que eventualmente venha a ser fixada em definitivo. O Departamento de Justiça dos Estados Unidos quer aplicar ao Deutsche Bank uma multa no valor de 14 mil milhões de dólares [reduzido para metade]. Tudo para encerrar um processo ligado aos créditos imobiliários de baixa qualidade (subprime), que provocaram a crise de 2008, sendo o banco acusado de ter vendido produtos tóxicos aos clientes sem os avisar”, em jornal Negócios n.º 3347. 
1984. Maio. Terça-feira, 8 de maio “a chama dos «jogos desunidos» nas instalações das Nações Unidas, Nova Iorque, Gina Hemphill (neta do famoso campeão olímpico Jesse Owens) e Bill Thorpe Jr. (neto de Jim Thorpe) tocam o facho na pira: depois, são quinze mil quilómetros de percurso até Los Angeles, em que sucessivas passagens de testemunho que, vendidas a xis o metro, defraudaram (pelo sentido comercial) todo o ideário da Carta Olímpica e o espírito do barão Pierre de Coubertain, ao criar a maior festa de confraternização mundial.” No dia seguinte, o Comité Olímpico Soviético divulga um comunicado: “O Comité Olímpico Nacional da URSS fez uma análise global da situação em torno dos Jogos da 23.ª Olimpíada em Los Angeles e estudou a questão da participação neles da delegação desportiva soviética. Como é sabido, na sua declaração de 10 de abril de 1984, o Comité Olímpico Nacional da URSS manifestou séria preocupação sobre as rudes violações pelos organizadores dos Jogos das regras da Carta Olímpica e da campanha antissoviética lançada por círculos reacionários nos Estados Unidos, com a conivência das autoridades oficiais, e pediu ao Comité Olímpico Internacional (COI) para estudar a situação emergente. (…). O COI considerou a posição do Comité Olímpico Nacional da URSS como justa e fundamentada. Mas, desrespeitando a opinião do COI, as autoridades dos Estados Unidos continuaram rudemente a interferir em questões pertencentes exclusivamente ao Comité Organizador Olímpico de Los Angeles. É sabido que, desde os primeiros dias de preparativos para os presentes Jogos, a administração norte-americana fixou como rumo utilizar os Jogos para os seus objetivos políticos. Sentimentos chauvinistas e uma histeria antissoviética estão a ser desencadeadas em todo o país. Organizações extremistas e agrupamentos de todos os tipos, procurando abertamente criar «condições insuportáveis» para a estada da delegação soviética e a atuação de atletas soviéticos, incrementaram substancialmente a sua atividade, com conivência direta das autoridades norte-americanas. Manifestações políticas hostis à URSS estão a ser preparadas, ameaças não disfarçadas estão a ser feitas contra o Comité Olímpico Nacional da URSS, atletas e responsáveis soviéticos. Chefes de organizações antissoviéticas e antissocialistas são recebidas por funcionários da administração norte-americana e a sua atividade é largamente publicitada pelos meios e comunicação. (…). Nestas condições, o Comité Olímpico Nacional da URSS é compelido a declarar que a participação de desportistas soviéticos nos Jogos da 23.ª Olimpíada, em los Angeles, é impossível.”
“O anúncio surgiu quatro anos depois de a administração Carter ter deliberado boicotar os Jogos de Moscovo, como medida de protesto contra a intervenção militar soviética no Afeganistão. O boicote liderado pelos norte-americanos foi seguido por 64 outras nações e os soviéticos acreditam que a adesão à sua não participação será ainda maior. (…). Em Washington, o presidente do Comité Organizador dos Jogos de Los Angeles, Peter Ueberroth, declarou: «Parece que estamos a pagar o preço de 1980». Ueberroth fez esta declaração após uma reunião na Casa Branca, com o presidente dos Estados Unidos Ronald Reagan e o presidente do COI, o espanhol Juan Antonio Samaranch. «Tal como os Jogos de Moscovo, os atletas serão os mais prejudicados», acrescentou o presidente do Comité Organizador dos Jogos, que se declarou «muito desiludido com a decisão soviética: as acusações da URSS são infundadas».” Os Jogos Olímpicos de Los Angeles foram boicotados por 14 países: Afeganistão, Angola, Bulgária, Cuba, Checoslováquia, Alemanha de Leste, Etiópia, Hungria, Laos, Mongólia, Coreia do Norte, Polónia, União Soviética, Vietname. A Albânia, Irão e Líbia também não compareceram por outras razões políticas que não o apelo soviético.
“A hipótese de a União Soviética e outros países do leste europeu organizarem uns Jogos Olímpicos alternativos foi levantada pelo jornal londrino Evening Standard. O vespertino publica na 1.ª página uma informação nesse sentido prestada por Victor Louis, considerado porta-voz oficioso da URSS. A informação aponta a Bulgária como país escolhido para «esses Jogos Olímpicos comunistas, já preparados até aos detalhes mais insignificantes». Por questões legais chamaram-se Jogos da Amizade e realizaram-se entre 2 de julho e 18 de setembro desse ano em vários países que não se apresentaram Los Angeles: União Soviética, Checoslováquia, Cuba, Alemanha de Leste, Hungria, Polónia, Bulgária, Coreia do Norte e Mongólia. Porém, vários países do Ocidente Livre enviaram equipas constituídas por atletas que falharam a qualificação para Los Angeles. “Embora os Jogos tenham começado a 2 de julho com o torneio de ténis na Coreia do Norte, a cerimónia da abertura oficial realizou-se a 18 de agosto em Moscovo. A cerimónia de duas horas incluiu «miúdas em collants brancos girando bolas de praia vermelhas e brancas em sincronia. (…). Dezenas de crianças em trajes tradicionais das repúblicas soviéticas», «um esquadrão de jovens artistas» que criou «um tear humano mergulhando e girando as suas bandeiras coloridas para se entrosarem» e «raparigas vestidas de vermelho com hula hoops prateados», os quais diziam «URSS» e «paz». A cerimónia foi descrita como sendo «reminiscente das galas olímpicas».”      
Quarta-feira, 9 discursava o presidente da República, Ramalho Eanes, em Estrasburgo: “Eu gostaria que os emigrantes que aqui trabalham e vivem razoavelmente não regressem ao país.” “Considerou Eanes que os «estímulos» que os governos francês e alemão-federal estão a conceder aos emigrantes portugueses com vista ao seu regresso ao país de origem, «embora aliciantes» não são do seu interesse (…). «Vim a Estrasburgo como convidado do Conselho da Europa, e não me permitiria visitar esta área sem vos dizer que o Estado e o povo português têm por vós admiração e orgulho. (…). Que a vossa frustração seja transformada em agressão, mas em Portugal todos os órgãos de soberania vos olham com carinho». O presidente da República afirmou ainda que «a comunidade portuguesa no estrangeiro deve unir-se, o que é essencial tanto a nível local como nas relações com as autoridades portuguesas e dos países de acolhimento».”
Segunda-feira, 14 de maio “o traficante de cocaína que, no princípio da semana passada, foi detido no aeroporto da Portela, com dois quilos de estupefaciente, no valor de 25 mil contos, chama-se de facto Juan Manuel Spieha, tem 24 anos, está naturalizado argentino, mas não é fotógrafo de modas como afirmou, mas sim descendente de nobres polacos que estão exilados desde a Segunda Guerra Mundial em França. Juan Manuel Spieha, cuja mãe vive, atualmente, com grande fausto em Biarritz, declarou ser de nacionalidade suíça ao ser detido pelos Serviços Alfandegários na Portela, no momento em que acabava de chegar do Rio de Janeiro num voo da Varig, acompanhado por um cão da raça Scotchs Terrier, que dava pelo nome de Hitler e que posteriormente, a pedido do dono, foi enviado para Málaga. A droga era transportada em quatro sacos dissimulados numa pequena mesa de fórmica com fundo falso. De acordo com a Polícia Judiciária, Juan Manuel Spieha, que desde o início do ano já entrara mais duas vezes em Portugal, tem-se recusado a revelar o destino da droga, apenas tendo referido como presumível local de contacto um prédio no Bairro Alto e como previsão para a sua hospedagem, por três ou quatro dias, um hotel na rua Castilho, em Lisboa.” [2]
Quarta-feira, 16 de maio «Algo daquilo que nos foi dado observar, e somente entre uma pequena parte das casas de entretenimento de Lisboa, leva-nos a constatar que temos vivido num mar de sorte, em não termos tido algumas tragédias como têm ocorrido lá fora» assinala-se num relatório da Assembleia Municipal elaborado especialmente por uma comissão nomeada para o efeito. (…). O Xénon, situado numa cave [3], não tinha saída de emergência, no Mundial [4], a saída de emergência foi fechada por ter sido vendida uma sala contígua; que nessa mesma sala o ar condicionado e o sistema de ventilação não funcionavam por avaria. Se isso não basta veja-se o caso do City [5]: «a saída de emergência conduz a um alçapão, no chão dos lavabos, o qual tem uma porta de saída com cerca de 0,8 metros de altura. Para cúmulo, essa saída está no fundo do corredor do centro comercial respetivo. O caso do Cine 222 [6] também é exemplar: a saída de emergência está prevista por uma escada de ferro vertical, de difícil subida, só o podendo fazer os mais aptos. Claro que idosos, mulheres e deficientes ficam eliminados. (…). No Trumps, ninguém sabia da chave para fugir do local; no Happenings o rés-do-chão e a cave estão ligados por uma escada em caracol. Algumas boas situações foram constatadas em alguns locais de divertimento deste tipo: por exemplo, no Banana Power [7], onde um botão permite abrir de uma só vez meia dúzia de portas de emergência; ou no Stone’s, onde houve a preocupação de dissimular, ao fundo da sala, uma ampla porta de saída.”
Segunda-feira, 21 de maio “a Câmara Municipal de Lisboa deliberou, por unanimidade, mandar encerra o centro comercial City, por falta de condições de segurança. É o segundo encerramento de um centro comercial determinado pelo município lisboeta, com o intervalo de uma semana. O centro comercial Habib, na avenida Almirante Reis, foi mandado fechar há uma semana, com o mesmo fundamento de falta de condições de segurança. Mas continua por cumprir a expetativa no que se refere ao Gália, situado na mesma artéria lisboeta. (…). O City encontrava-se a funcionar em termos ilegais, «pois além de outras deficiências graves, o cinema que lá funciona não tem saída de emergência [8]. Por outro lado, tem havido por parte dos responsáveis daquele estabelecimento total desrespeito pelas instruções emitidas pela Câmara, encontrando-se há cerca de dois anos, para pagamento, a respetiva licença de construção». (…). O centro emprega cerca de 200 pessoas. No caso do restaurante, são ali servidos diariamente um número indeterminado de almoços e uma centena de jantares nos «melhores dias». Além do restaurante, funciona um pub, um sandwich bar, um cabeleireiro, um centro de estética, uma livraria e uma ourivesaria, entre várias lojas de modas.”
Domingo, 20 de maio custa mais caro molhar o pão no leite. O papo-seco aumenta para 3$25 (antes era 2$75). O litro de leite pasteurizado custa 38$50; o ultrapasteurizado 47$50 (antes 39$50); o esterilizado (1,5 litros) gordo 66$00 (antes 55$00), o meio gordo 61$50 (51$00) e magro 57$00 (57$00). O litro do especial pasteurizado passou de 47$00 para 55$00. Quinta-feira, 24 de maio “o metro cúbico de água fornecida pela EPAL - Empresa Pública de Águas Livres - passa a custar um mínimo de 27$00, segundo a portaria ontem publicada em suplemento ao Diário da República. O anterior preço era de 17$50. Este preço mínimo aplica-se aos consumos até cinco metros cúbicos por mês, elevando-se o preço para 97$50 no caso de consumos superiores a 25 metros cúbicos por mês.” Segunda-feira, 28 de maio o transporte aéreo interno passou a praticar os seguintes preços: Lisboa-Faro: 4000$00; Lisboa-Porto: 4000$00; Lisboa-Funchal: 10 080$00 (ida e volta, em excursão: 13 110$00 / ida e volta, residente: 10 590$00); Lisboa-Açores: 16 270$00 (ida e volta, excursão: 21 150$00 / ida e volta, residente: 17 090$00). Sexta-feira, 1 de junho sobem os transportes rodoviários. Passes sociais: L 1320$00 (preço antigo 1100$00); L-1 1750$00 (1460$00); L-2 1260$00 (1050$00); L-12 2110$00 (1760$00; L-23 1680$00 (1400$00); 23 1260$00 (1050$00); L-123 2400$00 (2000$00); 3.ª idade L 660$00 (550$00); 3.ª idade L-1 875$00 (730$00); 3.ª idade L-12 1055$00 (880$00); 3.ª idade / fins de semana 275$00 (230$00). Os módulos da Carris passam de 11$25 para 13$50 e os bilhetes dos autocarros com preço único passam de 50 para 60 escudos. “A partir de 1 de junho, atravessar o Tejo nos barco da Transtejo custará em média mais 25 %. Nos termos da portaria respetiva, as carreiras da zona estreita, cujos bilhetes custam 30$00, passarão a ter o preço de 37$50. A zona estreita da Transtejo compreende as carreiras entre Terreiro do Paço-Cacilhas Cais do Sodré-Cacilhas, Belém-Trafaria, Belém-Porto Brandão e Porto Brandão-Trafaria. Os bilhetes pré-comprados para estas carreiras passam a custar 27$00 contra os 22$50 anteriores. Os bilhetes das carreiras Terreiro do Paço-Montijo e Terreiro do Paço-Seixal, que atualmente têm o preço de 85$00 e 65$00, respetivamente, passam a custar 100$00 e 80$00, respetivamente.” Sexta-feira, 1 de junho “a bandeirada dos táxis passa para 50$00, de acordo com um despacho normativo dos ministérios do Comércio e do Turismo e do Equipamento Social publicado em suplemento ao Diário da República de ontem. O preço das frações mantêm-se nos 3$00 e corresponde agora a uma distância de 121 metros (anteriormente eram 142) no serviço diurno e a 100 metros no serviço noturno (anteriormente eram 118). (…). Este é o 10.º aumento das tarifas dos táxis desde 1974, altura em que a bandeirada custava 5$00 e as frações eram de cinco tostões.”
Sábado, 19 de maio “o número de alcoólicos nas camadas mais jovens, em especial entre as mulheres, aumentou nos últimos cinco anos, afirmou o presidente da SAAP (Sociedade Antialcoólica Portuguesa), Silva Neves. Causas? Várias, entre as quais os problemas de ordem social, disse aquele médico que acrescentou que o consumo de bebidas brancas cresceu ultimamente devido à propaganda de multinacionais que monopolizam a indústria desses produtos. Entre os 30 ou 40 casos de jovens alcoólicos contactados nos últimos anos pela SAAP, em 1983 somente foi possível recuperar dois. (…). Quanto às mulheres, o maior número de doentes alcoólicos encontra-se entre as que não têm ocupação profissional e que, por conseguinte, passam a maioria do dia em casa, isoladas. A solidão é uma das causas do alcoolismo. Silva Neves esclareceu que o caso do tratamento das doentes alcoólicas é mais difícil do que nos homens, dado que a sociedade não está preparada para isso e também porque há uma inibição da parte das pessoas do sexo feminino. (…). A grande maioria dos doentes alcoólicos, os que por si só não conseguem deixar de beber, são tratados no Centro António Flores, a funcionar no hospital Júlio de Matos, em Lisboa. (…). Portugal continua a ocupar o segundo lugar dos países europeus, logo a seguir à França, entre os que têm mais bebedores de álcool. Aliás, esclareceu Silva Neves, na maioria dos países latinos está provado que 10 % da população é alcoólica.”
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[1] A gestão criativa do Deutsche Bank para obtenção de luteranos lucros máximos e falsa solidez de negócio valeu-lhe uma condenação em 2015 de 1,9 mil milhões de dólares. Lista dos bancos condenados por causa do subprime: Bank of America (2014) – 16,7 mil milhões de dólares: JP Morgan Chase (2013) – 13 mil milhões de dólares; Citigroup (2016) – 7 mil milhões de dólares; Goldman Sachs (2016) – 5,1 mil milhões de dólares; Deutsche Bank (2015) – 1,9 mil milhões de dólares; Morgan Stanley (2016) – 1,25 mil milhões de dólares; UBS (2015) – 885 milhões de dólares
A Comissão Europeia, uma feliz confluência de maus políticos e piores técnicos, fritam o tempo multando empresas americanas operando em paraísos fiscais europeus. Na Holanda, Starbucks (20 a 30 milhões €); no Luxemburgo, Amazon (198 milhões €); no Luxemburgo, McDonald’s (450 milhões €); na Irlanda, Microsoft (2 mil milhões €); na Irlanda, Google (3 mil milhões €); na Irlanda, Intel (1060 milhões €); na Irlanda, Apple. “Bruxelas decidiu aplicar uma multa de 13 mil milhões de euros à Apple por impostos não cobrados entre 2003 e 2014, e, em resposta, recebeu por parte dos principais grupos empresariais americanos o aviso de que poderá haver represálias, nomeadamente no que respeita ao investimento. O Business Roundtable, uma das organizações mais influentes no mundo já começou a enviar várias cartas a todos os governos europeus a pedir que intervenham na decisão que foi tomada pela Comissão Europeia. O influente grupo conta com 185 presidentes de importantes empresas como a Catterpillar, AT&T ou Walmart”, em jornal i n.º 2269. O amigo americano, “o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos acusa a Comissão Europeia de assumir funções de fiscalização que não são próprias da entidade e de mostrar preconceito relativamente às empresas americanas.”
[2] Lisboa visitada por facínora de futuro, Juan Manuel Sapieha, dito el Sapo. “Os agentes da Brigada Central do Crime Organizado do Comissariado Geral da Polícia Judiciária deu como terminada a operação iniciada juntamente com a Guardia Civil em 2009, com a qual conseguiram desmantelar o bando de Ángel Suárez Flores «Cásper», uma das organizações criminosas mais violentas e com maior capacidade operacional em Espanha. Em maio de 2011, deu-se a detenção do cabecilha, que residia na comarca de Alicante e cometeu na província os assaltos através de buracos em bancos e roubo a narcotraficantes mais espetaculares de uma trajetória criminosa que remonta à década de 90, e que teve no roubo dos quadros de Esther Koplowitz o maior efeito mediático por se tratar de um dos roubos de arte mais importante da história de Espanha. (…). Entre os detidos encontra-se o seu lugar-tenente, Juan Manuel Candela Sapieha, de 59 anos, nascido em San Sebastián, criado em França e conhecido nos círculos criminosos como «Sapo», «Napo» ou «Cris». Este último, aliás, tirou-o do protagonista de uma conhecido filme de ação de um grupo de ladrões e assaltantes de bancos. [Provavelmente “The Heat” (1995)]. Foi preso em Elda a 10 de novembro de 2011, mas a Polícia Nacional manteve a importante captura sob o mais absoluto segredo para que a operação não se prejudicasse, evitando, desse modo, que outros membros do grupo mafioso, que estava sendo vigiados, pudessem fugir. El Sapo, braço direito de Cásper, foi localizado por um carro patrulha do Comissariado do Corpo Nacional de Polícia de Elda-Petrer. Circulava na avenida do Mediterrâneo num Porsche Cayenne no valor superior a 90 000 euros. Estava acompanhado de outro homem, não foi detido mas, desde o primeiro momento, levantou suspeitas aos agentes que o seguiram de forma discreta. Depois de o mandarem parar, identificou-se com um nome francês e mostrou um crachá do Centro Nacional de Inteligência, assegurando que era um espião imerso numa importante operação, pelo que pediu aos polícias que o deixassem ir embora para não pôr em risco a missão confiada.” “Escreveu durante o tempo em que cumpre a pena. O título da obra é sugestivo: Por amor al arte. E a capa está ilustrada com «El columpio» de Goya, uma das obras que subtraiu da residência da empresária madrilena. Agora, Napo procura um editor atrevido que ponha o seu livro no mercado. (…). Juan Manuel Candela, que nasceu em San Sebastián em 1953, criou-se em França e quando um dos seus professores do colégio jesuíta onde estudava lhe perguntou que queria ser quando fosse grande, respondeu rápido e claro: «Quando for grande quero ser gangster». O seu professor, segundo Candela, não lhe recriminou a escolha, mas aconselhou-o: «Terás que estudar muito».”
[3] Av. da Liberdade, 8, tel. 368480, exiba suspense e ineditismo no melhor de John Carpenter “Christine, o carro assassino”.
[4] Rua Martens Ferrão, 12-A, tel. 53 87 43 exibia às 21h20 “Laços de ternura (1983), real. James L. Brooks.
[5] City Cine, rua Tomás Ribeiro, 34, tel. 54 99 99 exibia às 21h30 “Fanny e Alexandre (1982), real. Ingmar Bergman.
[6] Av. Praça da Vitória, 37, tel. 57 94 60 exibia “Finalmente ao domingo” (1983), real. François Truffaut.
[7] “Certa noite o então primeiro-ministro, Francisco Pinto Balsemão, chegou com a namorada, Tita Presas, para mais uma noite de descontração e muita dança. Ao deparar-se com Manecas Mocelek, um donos da boîte, Balsemão disse em tom de brincadeira: «Então Manecas como vai a noite?». O outro retorquiu em tom irónico: «A noite vai bem, não sei é como vai o dia. Você trate do dia que eu trato da noite». A gargalhada foi geral e o episódio ficou para a história do Banana Power conhecido, simplesmente, como Bananas (…). Entre os novos investidores encontrava-se Tomás Taveira. Com a construção das torres das Amoreiras, o arquiteto estava na berra e tinha conseguido entrar em certos círculos da alta sociedade. Todos juntos à frente dos desígnios do Bananas duraram pouco. Primeiro saíram Manecas Mocelek e Jorge Caiado, depois o escândalo sexual que envolveu o arquiteto e a abertura da discoteca Alcântara-mar a poucos metros de distância encarregaram-se de afastar a clientela e de acabar com a boîte mais famosa de Lisboa.”
[8] A fome de arte do português médio supera o medo, e é capaz dos maiores atos de coragem para consumir alta cultura, e o City Cine continuou a iluminar o grande ecrã. Sexta-feira, 25 de maio de 1984 “Victor, Victoria” (1982), real. Blake Edwards. Sexta-feira, 1 de junho “Frankenstein Jurnior” (1974), real. Mel Brooks. Quinta-feira, 12 de julho “O leopardo (1963), real. Luchino Visconti. Quinta-feira, 19 de julho “Poltergeist” (1982), real. Tobe Hooper. Quinta-feira, 26 de julho “Taxi Driver (1976), real. Martin Scorsese. Quinta-feira, 9 de agosto “Um cadáver à sobremesa (1976), real. Robert Moore. Quinta-feira, 23 de agosto “Artur, o alegre conquistador” (1981), real. Steve Gordon. Sexta-feira, 7 de setembro “Feliz Natal, Mr. Lawrence (1983), real. Nagisa Oshima. Quinta-feira, 13 de setembro “O espetáculo vai começar…” (1979), real. Bob Fosse. Quinta-feira, 20 de setembro “Vingança selvagem (1984), real. J. Lee Thompson. Quinta-feira, 27 de setembro “Prego a fundo” (1983). Real. Hal Needham. Quinta-feira, 11 de outubro “Só contra todos” (1983), real. Alain Delon e Robin Davis. Sexta-feira, 26 de outubro “Academia de Policia (1984), real. Hugh Wilson. Sexta-feira, 30 de novembro “Momento da verdade” (1984), real. John G. Avildsen. Sábado, 22 de dezembro “Os amigos de Alex” (1983), real. Lawrence Kasdan. Sexta-feira, 8 de março de 1985 “America 1998 (1979), real. Neal Israel. Sexta-feira, 22 de março de 1985 “O lugar do morto” (1984), real. António-Pedro Vasconcelos. Quinta-feira, 18 de abril de 1985 “A Educação de Rita” (1983), real. Lewis Gilbert. Quinta-feira, 2 de maio de 1985 “O dueto da corda” (1980), real. John Landis. Quinta-feira, 16 de maio de 1985 “O meu tio da America” (1980), real. Alain Resnais. Quinta-feira, 23 de maio de 1985 “Aeroplano” (1980), real. Jim Abrahams, David Zucker, Jerry Zucker … e continuará por muitos anos.

na sala de cinema

Beaches” (1988), real. Garry Marshall, adaptação de Mary Agnes Donoghue do romance homónimo de Iris Rainer Dart, c/ Bette Midler, Barbara Hershey, John Heard … com o título local “Eternamente amigas” estreado quinta-feira, 25 de maio de 1989 nos cinemas Mundial e Star. “A história de duas amigas de origens sociais diferentes, cuja amizade se estende por mais de 30 anos através da infância, o amor e a tragédia: Cecilia Carol «C.C.» Bloom (Bette Midler), uma atriz e cantora de Nova Iorque, e Hillary Whitney (Barbara Hershey), uma herdeira e advogada de São Francisco. O filme começa com C.C., de meia-idade, a receber um bilhete durante um ensaio de «Under The Boardwalk» para o seu próximo concerto em Los Angeles. Ela abandona o palco em pânico e tenta desesperadamente viajar para junto da sua hospitalizada amiga. Incapaz de conseguir um voo para São Francisco por causa do nevoeiro, aluga um carro e conduz durante a noite, rememorando a sua vida com Hillary. É 1958, a menina rica Hillary (Marcie Leeds, trocará a carreira de atriz pela de cirurgiã) conhece a criança-artista C.C. (Mayim Bialik) na bancada da praia em Atlantic City, New Jersey, onde debaixo, C.C. fumava um paivante. Hillary está perdida e C.C. esconde-se da sua autoritária mãe (Lainie Kazan) [1]. Elas tornam-se rapidamente amigas, crescendo e criando laços através de cartas para se apoiarem uma à outra. Já adulta Hillary torna-se advogada dos direitos humanos, enquanto a carreira de cantora de C.C. não está exatamente a avançar. Elas escrevem regularmente uma à outra contando novidades das suas vidas. Hillary aparece no bar nova-iorquino onde C.C. está a atuar, no seu primeiro encontro desde Atlantic City. Ela vai morar com C.C. e arranja trabalho na ACLU. C.C. está agora a trabalhar nos telegramas cantados, conduzindo a uma oferta de emprego de John (John Heard), o diretor artístico da companhia de teatro Falcon Players, depois de ela cantar, vestida de coelho, o telegrama de aniversário dele.” Factos: “Mayim Bialik não cantou no filme embora tivesse boa voz. Bette Midler queria alguém que soasse como ela naquela idade, assim usaram a voz de Melissa Garcia.” “Barbara Hershey levou injeções de colagénio nos lábios para fazê-la parecer mais nova (ela tinha 40 anos na altura e estava a interpretar Hillary desde a idade da faculdade até os trinta e tal).” “Dead Ringers” (1988), real. David Cronenberg, baseado no romance “Twins” de Bari Wood e Jack Geasland, c/ Jeremy Irons, Geneviève Bujold, Heidi von Palleske … com o título local “Irmãos inseparáveis” estreado quinta-feira, 25 de maio de 1989 nos cinemas Alfa Club, Amoreiras sala 5 e Mundial sala 2. “Elliot e Beverly Mantle são gémeos idênticos e ginecologistas que, em conjunto, gerem uma muito bem-sucedida clínica em Toronto, especializada no tratamento de problemas de infertilidade feminina. Elliot, o mais confiante e cínico dos dois, seduz as mulheres que consultam a Mantle Clinic. Quando se cansa delas, passa-as ao tímido e passivo Beverly, sem que as mulheres tenham consciência da substituição. Uma atriz, Claire Niveau, vem à clínica por causa da sua infertilidade. Acontece que Claire tem um «colo trifurcado», que significa que provavelmente não será capaz de ter filhos. Elliot seduz Claire e incita Beverly a dormir com ela. Porém, Beverly liga-se emocionalmente a Claire, e isto perturba o equilíbrio entre os gémeos. Beverly começa também a partilhar do abuso de medicamentos prescritos de Claire, de que ele é cúmplice através do seu estatuto médico. Quando Claire descobre que Elliot tem se aproveitado sexualmente dela, fazendo-se passar por Beverly, fica furiosa e confronta-os num bar, mas depois decide continuar uma relação com Beverly, exclusivamente.” Factos: “Durante as filmagens, Jeremy Irons marcava se estava a representar Elliot ou Beverly, interpretando sempre um com o seu peso apoiado na sola dos pés e o outro com o peso apoiado nos calcanhares.” “Inicialmente, Irons tinha dois camarins e dois guarda-roupas separados, que usava dependendo da personagem que interpretava no momento. Depressa ele percebeu que «o objetivo da história era por vezes confundir quem é quem», depois disso, ele mudou-se para um único camarim e misturou os guarda-roupas, e encontrou um «caminho interior» para interpretar cada personagem de forma diferente usando a técnica Alexander para lhes transmitir «pontos de energia diferentes», o que lhes deu aparências ligeiramente diferentes.”Punchline” (1988), real. David Seltzer, c/ Sally Field, Tom Hanks, John Goodman … com o título local “O ponto final” estreado quinta-feira, 25 de maio de 1989 no Amoreiras sala 3 e Apolo 70. “Steven Gold (Hanks) é um esforçado estudante de Medicina que faz uma perninha como comediante de stand-up. Rapidamente torna-se evidente que ele é péssimo na primeira e excelente na segunda. E, todavia, quando lhe é dada uma oportunidade de estrelato, vai-se abaixo sob a pressão. Lilah (Fields) é uma devotada dona de casa que anseia ser comediante [2]. Ela tem o talento bruto, mas não o domínio da arte que Steven possui. De início, ele não lhe passa cartão. Steven flipa pela inesperada aparição do pai e do irmão, ambos médicos. O inabalável apoio de Lilah, ganha o reconhecimento de Steven, que lhe ensina os fundamentos da comédia de stand-up. Lilah gastou o seu pé-de-meia a comprar piadas. Steven aconselha-a a ligar-se ao público para revelar o humor real na sua vida como esposa e mãe. Lilah descobre o seu dom natural de fazer as pessoas rirem. Uma inconfortável amizade desenvolve-se entre os dois, enquanto partilham os conflitos pessoais que devem resolver. O desejo de Steven de sucesso contra a sua inabilidade de o conseguir, e o amor de Lilah pela comédia contra o seu amor pela família.” “Les possédés” (1988), real. Andrzej Wajda, argumento de Jean-Claude Carrière, com a colaboração de Andrzej Wajda, Agnieszka Holland e Edward Zebrowski, baseado no romance de Feodor Dostoievski c/ Isabelle Huppert, Jutta Lampe, Philippine Leroy-Beaulieu … estreado sexta-feira, 26 de maio de 1989 no Quarteto sala 3. “Na década de 1870, na Rússia. Um grupo de jovens niilistas brincam às revoluções. Na liderança estão Pierre Verkhovenski, filho de um professor humanista, e Nicolas Stavroguine, um aristocrata cínico que fascina Pierre pela sua beleza e desprezo pela vida e pelos outros. Stavroguine não hesita em matar a demente com quem outrora casara por provocação, e de seduzir Lisa, a filha do governador da cidade. Pierre, ele próprio, está possuído e cego pela raiva, que guia todos os seus atos. Sob as suas ordens, os jovens terroristas fanatizados assassinam Chatov, um dos seus, que exprimira intenção de abandonar o grupo.” O livro: “Publicado pela primeira vez em 1871, «Os possessos» são o resultado de um processo de escrita complexo: «A obra nasceu no meio de uma criação dolorosa; o autor estava literalmente possuído pela sua ideia que o comandava e levava nas direções mais imprevistas, fazendo-o descobrir horizontes desconhecidos, paisagens aterrorizantes». Os cadernos de trabalho deixados pelo autor testemunham os seus esforços de pesquisa e revelam as suas hesitações, as suas dúvidas e contradições. Segundo os comentários do editor, Dostoievski, movido pelo seu instinto nacionalista, desejava expressar os seus receios sobre o destino da Rússia, denunciando os movimentos revolucionários influenciados pelo liberalismo da Europa ocidental e o ateísmo. Inspirando-se no caso Netchaiev como ponto de partida do seu romance, Dostoievski, preocupado com todas as correntes da oposição, defende uma Rússia conduzida por «um homem russo novo», contaminada por aquela de uma Rússia pouco a pouco gangrenada pelo socialismo e o niilismo.” The Stepfather” (1987), real. Joseph Ruben, c/ Terry O’Quinn, Jill Schoelen, Shelley Hack … com o título local “Assassínios premeditados” estreado quinta-feira, 25 de maio de 1989 no Império e Politeama. “O filme começa com Henry Morrison lavando o sangue do corpo, na casa de banho, antes de mudar o seu aspeto físico e colocando a indumentária antiga numa mala. Após arrumar algumas coisas, Henry sai pela porta da frente da sua casa, passando indiferente pelos restos chacinados da sua família e outros, assobiando «Camptown Races». Embarcando num ferry, Henry atira borda fora a mala contendo os objetos da sua vida antiga. Um ano depois, Henry – agora vivendo como agente imobiliário chamado Jerry Blake – casou-se com a viúva Susan Maine. O relacionamento de Henry com a filha de Susan, Stephanie, de 16 anos, é tensa. O psiquiatra dela, o Dr. Bondurant, aconselha-a a dar uma oportunidade a Jerry.” Factos: “Filme vagamente baseado na história de John List, um homem de New Jersey, que matou a família em 1971, e esteve fugido até 1989, quando a exibição do seu perfil no programa de TV «America’s Most Wanted», resultou na sua captura.” “Stephanie pega na cassete dos U2, «Wide Awake in America» e coloca-a no leitor, para abafar os sons da formicação da mãe. Quando ela carrega no play, ouvimos «Run Between The Raindrops» de Pat Benatar.” “Stephanie tem 16 anos, mas Jill Schoelen, a atriz que a interpreta, tinha 23 na época, legalizando as cenas de nudez.” “O realizador Joseph Ruben pretendia, originalmente, Jerry Blake a assobiar a canção de Barbra Streisand, «The Way We Were», mas os direitos sobre a música revelaram-se demasiado caros.”
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[1] Entre os vários tipos de mãe – mãe galinha, mãe desleixada, mãe promíscua, mãe extremosa, mãe presente, mãe compulsiva, etc. – a stage mother é aquela mais amiga dos mercados da Cultura e das Artes e do desenvolvimento psicomotor da criança. “Stage mother é um termo para a mãe de uma criança-artista. Esta mãe, frequentemente, leva a criança a audições e ensaios, assegura-se que está no set a horas, paga-lhe formação, etc. O termo, por vezes, tem uma conotação negativa, sugerindo que a progenitora está propensa a grosseiramente reclamar tratamento preferencial para o seu rebento, ou sugerindo que colocou pressão imprópria na sua criança para esta ter sucesso. Alguns acreditam que a mamã de palco vive os seus sonhos através da criança.” O cinema retratou-as, por exemplo, no filme “Bellissima” (1951), real. Luchino Visconti, c/ Anna Magnani, Walter Chiari, Tina Apicella … estreado terça-feira, 24 de maio de 1955 no cinema Alvalade. Na vida mais real possível, algumas, celebrizaram-se, como Minnie Marx, mãe-agente dos Marx Brothers ou Dina Lohan, mãe-agente de Lindsey Lohan. Na Arte, não putrefaz a exploração do trabalho infantil, uma gangrena entre os pobres obrigados a trabalhar para comer, à cabeça, as agências de casting alistam oportunidades para os mais novos, na publicidade, propaganda política, reclames humanitários, moda, cinema, teatro, televisão, propulsionando eficácia na mensagem, sem gerar um grama de exploração infantil. Neste segmento sociológico, o canal TLC rende um grande serviço ao centro artístico do mundo, os EUA, franqueando múltiplos espaços para as mamãs de palco e os seus dotados frutos do seu ventre: “Toddlers & Tiaras (2009), “Cheer Perfection (2012), “Raising Fame” (2013) e, para as crianças pretas - uma sociedade evoluída erradicou totalmente a discriminação - “Little Miss Atlanta” (2016).
Thamiris Moço Saraiva, medidas aos 12 anos 1,60 m, 75-63-84, sapatos 36, “nasceu em 21 de dezembro de 1998 na cidade de Niterói, RJ. Aos 2 anos de idade veio com a sua família residir em Itaipuaçu, Maricá. Cidade na qual iniciou seu caminho ao mundo artístico. O seu primeiro concurso de beleza foi realizado em Itaipuaçu no ano de 2006, onde concorreu ao título de Garota Primavera sendo classificada em 1.º lugar. Logo após foi convidada a fazer parte de um grupo cover, onde dançava e dublava cantoras de sucesso, como Kelly Key, Perla, Calypson, Claudinha Leitte entre outras, em eventos na cidade de Maricá, Niterói e Rio de Janeiro. Participou de vários desfiles de moda para roupas de marca e era sempre convidada a participar de eventos na sua região, pois sua beleza e desenvoltura chamavam a atenção de todos. A sua família vendo que a garotinha levava jeito para esse mundo fashion resolveu matriculá-la num curso de Passarela Nit-Models em Icaraí com o renomado João Pedro Sampaio, e a cada dia que passava mais destaque ela ganhava, e era carinhosamente chamada pelos seus amigos de Gisele Bitchem mirim. Mas só isso não bastava, ela queria aprender muito mais, além dos palcos das passarelas, ela queria os palcos dos teatros, e aí a menininha não parou mais. [Legalmente autorizada pela mãe, Vera Lúcia]. (…). Entre seus trabalhos artísticos realizados de 2006 até hoje, consta participações especiais na novela: «Chamas da Vida» - Record / «Fantástico - Quadro Cilada» - Globo / Anúncios: Bradesco, Renault / Supermercado Mundial / Tang, e um para Austrália de uma rede de Departamentos. Além de um videoclip do cantor Gusttavo Lima. Na área de modelo fotográfico tem realizado trabalhos para revista Julie da França. Para o cinema, está para estrear o curta “O Hospede” onde ela é a personagem principal, interpretando a menina Laura.” Em 31 de julho de 2011, “Thamiris apresentou-se no show cover das Paquitas e também concorreu na categoria principal do concurso Mini Famosinhas, onde foi consagrada como grande campeã, conquistando o título de Top Model Famosinha.” {Desfile Lezon Models} {Thamiris entrevistada no programa Veredas}.
Nem todas as mães acompanham a sua prole na ribalta, muitas dotam na sombra do lar as descendentes de saber feminino de experiência feito, skills, que sobressairão entre a concorrência, triunfando na corrida para o degrau classe média, média alta, como, por exemplo, melhores atrizes da sua geração. Selina 18, 1,70 m, 53 kg, 86-64-89, sapatos 37 ½, olhos verdes, cabelo castanho, nascida a 14 de fevereiro de 1990 em São Paulo, Brasil. Sites: {Indexxx} {The Nude} {site}. Obra fotográfica: {fotos1} {fotos2} {fotos3} {fotos4} {fotos5} {fotos6} {fotos7} {fotos8} {fotos9} {fotos10} {fotos11} {fotos12} {fotos13} {fotos14} {fotos15 + Paulina} {fotos16} {fotos17} {fotos18 + Melinda} {fotos19} {fotos20 + Paulina} {fotos21 + Melinda} {fotos22 + Paulina} {fotos23} {fotos24} {fotos25} {fotos26}. Obra cinematográfica: {Selina 1} ѽ {Selina 2} ѽ {Selina 3} ѽ {Selina 4} ѽ {Selina 5} ѽ {Selina 6} ѽ {Selina 7} ѽ {Selina 8} ѽ {Selina 9} ѽ {Selina 10} ѽ {Selina 11} ѽ {Selina 12} ѽ {Selina + Melinda} ѽ {Selina + Paulina} ѽ {Selina + Melinda} ѽ {Selina + Paulina} ѽ {Selina + Paulina} ѽ {Selina + Paulina} ѽ {Selina + Melinda}. Paulina 18. Obra fotográfica: {fotos1 + Serena} {fotos2} {fotos3} {fotos4 + Serena} {fotos5} {fotos6} {fotos7} {fotos8 + Selina} {fotos9} {fotos10} {fotos11}. Obra cinematográfica: {Paulina 1} ѽ {Paulina 2} ѽ {Paulina 3} ѽ {Paulina 4} ѽ {Paulina 5} ѽ {Paulina + Melinda}. Serena 18, 1,65 m, 50 kg, 86-61-86, sapatos 38, olhos castanhos, cabelo ruivo, nascida a 3 de dezembro de 1990 em Cali, Valle del Cauca, Colômbia, t.c.c. Nagore Zabala, Tania, Tania Spice. Sites: {Babes and Stars} {Define Babe} {Nude Reviews} {All Solo Girls} {blog} {site} Obra fotográfica: {fotos1} {fotos2} {fotos3} {fotos4} {fotos5} {fotos6} {fotos7} {fotos8 + Maria} {fotos9 + Gigi Spice} {fotos11}. Obra cinematográfica: {Serena 1} ѽ {Serena 2} ѽ {Serena + Cassandra} ѽ {Serena 3} ѽ {Serena 4} ѽ {Serena 5} ѽ {Serena 6 + Gigi Spice} ѽ {Serena 7 + Isabella Martinez} ѽ {Serena 8 + Isabella Martinez + Gigi Spice}.
[2] «Dona de casa» é a abstração mais englobante da língua de Camões, nela chapuzam o trolha, o caixa de supermercado, o operador de call center, o rapaz da pizza, o escritor, o cientista, o comentador, o colunista público. O ato cultural mais influente da rua e da academia, em Portugal, foi a novela radiofónica “Simplesmente Maria”. “Emitido pela Rádio Renascença a partir de março de 1973, das 13:30 às 14:30, teve duzentos episódios, que passaram para além do 25 de abril de 1974, data da mudança de regime político no país, o que fez perigar a continuação da radionovela. Esta contava a história de Maria Ramos, uma rapariga de 20 anos, analfabeta e com oito irmãos, chegada de uma pequena aldeia a Lisboa para trabalhar como empregada (criada de servir, na designação da época), enviando todo o dinheiro ganho para a família. Maria (interpretada por Francisca Maria, já falecida) acabaria por conhecer um jovem de boas famílias a acabar medicina, Alberto (João Lourenço, atual responsável pelo Teatro Aberto), de quem engravidou e teve um filho, Tony (interpretado por Carlos Queiroz, a trabalhar atualmente no Reino Unido). A família de Alberto, que condenou o romance entre ele e Maria, mandou-o para África. Outras personagens principais seriam a patroa de Maria (Adelaide João no papel, já falecida), Teresa, a criada da casa ao lado (com Mimi Gaspar no papel), Carlos, o amigo de Alberto (desempenhado por Rui Mendes), que namorava Teresa. Se Teresa critica a jovem criada de trabalhar muito e lhe dava dicas para se relacionar com a patroa, Carlos gracejava sobre os avanços da conquista de Alberto. A radionovela traçava uma realidade social das décadas de 1950 e 1960, quando jovens mulheres arribavam à grande cidade para trabalhar em casas abastadas. Na história, Maria, por exemplo, trazia uma autorização do pai para trabalhar, marca significativa da época e da condição da mulher. Original da Argentina, com Tomé de Barros Queiroz como produtor e Paulo Renato como diretor, a radionovela teve um enorme impacto na sociedade portuguesa em grande transformação. Na altura, as alterações tecnológicas favoreciam a escuta, sendo habitual as pessoas levarem os seus pequenos rádios transistorizados ao ouvido, como hoje se veem as pessoas a telefonar. Não se conhecia a identidade das personagens. Esse segredo aumentava o mistério e a curiosidade em volta de «Simplesmente Maria». Só agora é que se terá revelado publicamente o nome de Francisca Maria, então com 29 anos, no papel de Maria Ramos. Mas, na época, o nome do ator que desempenhava o papel de Tony, o filho de Maria, foi revelado acidentalmente. Carlos Queiroz casou-se (na vida real) com Rossalyn Edwards e a revista Plateia conseguiu revelar que ele era a personagem Tony, o que o obrigou a pedir desculpas a toda a equipa de produção da radionovela, por ter quebrado a obrigação de não mostrar a sua identidade. Então, Francisca Maria vinha dos programas radiofónicos infantis da Emissora Nacional, Mimi Gaspar, a mulher do produtor Tomé de Barros Queiroz tinha 40 anos e uma atividade ligada ao canto lírico e ao teatro e João Lourenço e Rui Mendes eram já dois atores confirmados. A história, como escrevi acima, provinha da Argentina, assente em contornos reais, com a verdadeira Maria a chegar a ser proprietária de lojas de roupa, depois de se dedicar à costura, recebendo apoio de um homem mais velho.”
Esta radionovela temporalizou uma hora sagrada na sociedade portuguesa. E aligeirou a circulação de bens culturais. Primeiro, o tema de abertura cantado pela Tonicha, editado no singleParole, Parole”, (com João Perry, versão portuguesa Ary dos Santos) / Simplesmente Maria (música Augusto Algueró Dasca, letra Antonio Guijarro Campoy, versão portuguesa Ary dos Santos, orquestração e direção musical José Calvário) (Orfeu, 1972). “O maestro Algueiró fez questão que fosse a Tonicha a cantar o tema da radionovela que fora comprada a Espanha, visto que ele era o autor da música. Ele tinha orquestrado a «Menina» e trabalhou muito com a cantora em Espanha”. José Cheta também gravou o tema no EPSimplesmente Maria (Augusto Alguero, Guijarro, versão de António José) / História Sem Glória (Sequeira Afonso / José Cheta) / Amor Sobre A Neve (Sequeira Afonso / Paulo / Clareza) / Canção De Infância” (Sequeira Afonso / Paulo / Clareza) (Decca - SPEP 1429 - 1973). Depois, no campo editorial foi publicada uma revista semanal de enorme sucesso, diretor, José Maya, impressa em Espanha e distribuída pela Regimprensa. Naturalmente, o Parque Mayer encenou uma rábula, esta pela Ivone Silva editada no singleSimplesmente Maria (Aníbal Nazaré / H. Santana / J. Nobre / Parreirão / Vitor Bonjour) (Roda ‎- RPE 1285 - 1974). “A pobre Maria / Chegou à cidade,/ Só para servir / Tinha habilidade... // Não sabia nada / Chegou de Moncorvo / E foi pra uma casa / pra servir de estorvo..." Parte da revista “Ver, ouvir… e calar” (1973) em cena no teatro Maria Vitória, aquando do 25 de abril. Com a liberdade conquistada a 25 de abril de 1974, Aníbal Nazaré, Henrique Santana e Henrique Parreirão – os autores da revista que estava em cena nesta casa com o título «Ver, ouvir… e calar» – mudaram rapidamente o seu nome para «Ver, ouvir…e falar», assumindo um ponto de viragem na liberdade criativa e de expressão dos autores de revista.” E, por fim, o inestimável Cândido Mota deu ar da sua graça com o singleMaria… simplesmente” (Movieplay - SP 20 088 - 1973).
A telenovela “Simplemente María”, uma produção da Panamericana Televisón, Peru, baseada na história original da escritora argentina Celia Alcántara, com adaptação da dramaturga mexicana Caridad Bravo Adams. “María Ramos Flores (Saby Kamalich) é uma humilde camponesa que viva numa zona rural (Apurimac) com seu pai e vários irmãozinhos menores que deve sustentar. Viaja para Lima, cidade que nunca conheceu em busca de trabalho digno que lhe permita enviar dinheiro para os seus familiares. Na capital, consegue um emprego como empregada doméstica, faz amizade com Teresa (Mariella Trejos), a criada da casa ao lado, com quem começa a passear aos domingos, o seu dia de folga. Numa dessas tardes dominicais, as moças conhecem Roberto Caride (Ricardo Blume), um estudante de medicina aristocrático que, acompanhado do seu melhor amigo Carlos (Hernán Romero), propõe-se conquistar aquela humilde, mas bela mulher. Logo, Roberto seduz e engravida María. Ao tomar conhecimento da gravidez, o jovem abandona-a por pressão da família e amigos, que o induzem a deixá-la, porque casar com ela só lhe traria problemas, devido à simplicidade da moça provinciana, empregada doméstica e sem nenhum tipo de educação. Paralelamente a estes acontecimentos, Teresa conta a María que perto dali vive Esteban Pacciarotti (Braulio Castillo), um professor primário que no horário noturno ensina gratuitamente adultos a ler e escrever. Esteban vive com a mãe, dona Pierina (Elvira Travesi), e os seus quatro irmãos menores. Graças a Teresa, María conhece o professor que lhe propõe ensinar-lhe a ler e escrever. Com o apoio de Teresa, Esteban e dona Pierina, María segue em frente com a gravidez. Pouco depois do nascimento do filho Antonio, Roberto regressa para ela e promete que se casará mal termine os estudos. Com o tempo, Maria compra, com as suas economias, uma máquina de costura Singer (a Singer Corporation presenteou Saby Kamalich com uma máquina de costura de ouro pelo aumento de vendas no Peru), que termina de pagar a longo prazo graças à ajuda dos seus amigos mais queridos que vivem na pensão propriedade de dona Pierina. Entretanto, o tempo passa, María aprende a costurar e arranja trabalho de modista. Mas, quando Roberto se licencia casa-se com a frágil Angélica (Ines Sanchez Aizcorbe) e María, desenganada, decide esquecer o amor e seguir em frente.”
Extraído da telenovela o filme “Simplemente María” (1969), real. Carlos Barrios Porras, c/ Saby Kamalich, Ricardo Blume, Braulio Castillo … estreado segunda-feira, 1 de outubro de 1973 nos cinemas Aviz e Odéon*, provocou enormes filas nas bilheteiras, estimulando um próspero empreendedorismo de venda de bilhetes na candonga.
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* “Foi uma das maiores salas de cinema do país (uma das preferidas de Salazar), palco das estreias dos grandes clássicos portugueses como o «Pátio das Cantigas» ou o «Leão da Estrela» e local escolhido pelas estrelas da época como Madalena Iglésias ou António Calvário para as suas atuações. Inaugurado em 1927, o cinema Odéon, com 5 mil metros quadrados e situado numa das zonas mais nobres de Lisboa (tendo por vizinhos o Condes, atual Hard Rock Café, e o Ateneu de Lisboa, nas Portas de Santo Antão) foi durante décadas um espaço de cultura e glamour, ainda que tenha terminado os seus dias a passar filmes pornográficos. Está há 20 anos encerrado, num penoso processo de degradação que corre o risco de ser irreversível.” “Na sequência da estreia de «Uma hora de amor» (1964), quarta-feira, 24 de junho de 1964, de que eram protagonistas António Calvário e Madalena Iglésias, dois cantores que integrariam outros desses filmes durante quase uma década. Tantos foram os admiradores que os quiseram ver na noite de estreia do filme que a Presidência da República alertou os responsáveis do cinema Odéon, mítica sala de espetáculos onde, por norma, se exibiam melodramas portugueses, espanhóis e mexicanos e onde se apresentara «Uma hora de amor», para o facto de nunca em Portugal deverem concentrar-se mais pessoas, fosse para que evento fosse, em número superior ao verificado aquando de qualquer presença pública do Chefe de Estado, na época o almirante Américo Thomaz (1894-1987).”

no aparelho de televisão

Anna” (1987), real. Frank Strecker, c/ Silvia Seidel, (suicidou-se a 31 de julho de 2012, a sua mãe, Hannelore Seidel, suicidara-se em outubro de 1992), Patrick Bach, Eberhard Feik, João Ramosminissérie alemã de seis episódios transmitida na RTP 2 pelas 18h40, às quintas-feiras, de 19 de outubro / 23 de novembro de 1989. Anna, jovem aprendiz de bailarina, vê os seus sonhos tragicamente comprometidos ao sofrer um acidente de automóvel que a impede de continuar a dançar. Desmoralizada, sente o mundo desabar à sua volta, até ao momento em que Rainer Hellwig (Patrick Bach) entra na sua vida. Paraplégico, constrangido a viver numa cadeira de rodas, Rainer tem um inquebrantável gosto pela vida que acaba por contagiar Anna: pouco a pouco, recobra o ânimo e volta às aulas de dança. “A minissérie foi um dos programas de muito sucesso da estação ZDF transmitida todos os Natais. Uma sequência de tango, [canção: «My Love Is a Tango» (1988), p/ Guillermo Marchena], causou uma corrida às escolas de dança entre adolescentes e jovens adultos na Alemanha (1987-88).” [1]Pisca Pisca (1989), real. Nuno Teixeira, c/ Armando Cortez, Luísa Barbosa, Natalina José, Florbela Queiroz, Rosa do Canto, Júlio César, Fernando Mendes e Paula Cruz. Série portuguesa transmitida na RTP 1 pelas 22h40, aos sábados, de 23 de novembro / 9 de dezembro de 1989. “O centro de ação é a família Cabrita, cujos sonhos, anseios e devaneios são o ponto de partida para as «fantasias musicais» que se sucedem. Vítimas do problema da habitação, vivem todos num apartamento por cima da garagem que dá sustento à família. Quarto de dormir, só há um. Assim, os mais novos disputam, à noite, um sofá de napa para passar a noite. Todos os dias sonham, claro está, que poderão chegar a ser ricos e passar umas férias – sabe-se lá – em Badajoz… Em casa, é Cabrita (Armando Cortez) quem dá as sentenças e Berta (Luísa Barbosa) quem trabalha. Na garagem, João (Florbela Queiroz) sonha com um marido e recorda o seu amado Sebastião, que desapareceu no nevoeiro; enquanto isso, Miló (Rosa do Canto) controla os táxis pela rádio. Belarmina (Natalina José) conduz um deles e tem alguns problemas com os fregueses. Ao lado, no cabeleireiro, acontecem as coisas mais insólitas, em parte devido ao facto de Orlando (Júlio César) fingir que é homossexual para agradar as clientes. Enquanto isso, Juvenal (Fernando Mendes) tenta namorar a Alicinha (Paula Cruz). O membro mais sensato da família – ainda não referido – é o peixinho Peixoto, que estabelece a ligação com o público, fazendo o relato dos acontecimentos.”Water Under the Bridge” (1980), real. Igor Auzins c/ Robyn Nevin, Jacki Weaver, David Cameron … minissérie australiana, com o título local “Quanta água correu debaixo da ponte”, transmitida na RTP 1 pelas 18h05, aos dias de semana, de quinta-feira, 3 de agosto / quinta-feira, 10 de agosto de 1989. Baseada na novela homónima do escritor Summer Locke Elliott “Water Under the Bridge” é uma série produzida pela televisão australiana. A série conta a história de uma cantora que abdica de grande parte da sua vida privada e profissional para criar o filho de um casal amigo, vitimado pela epidemia de gripe de 1919.A tribo das penas brancas (1989), real. Jorge Cabral, série transmitida na RTP 1 pelas 13h10, aos sábados, de 5 de agosto / 16 de setembro de 1989. “Tudo começa quando Laura (Isabel Bernardo), uma jovem de 17 anos, vem morar para Portimão. Após alguns percalços iniciais de adaptação, acaba por se tornar amiga de dois irmãos, Ana (Rita Blanco) e Guilherme (João Cabral). Unidos pelo gosto pela aventura e tendo como sede um jipe abandonado, o trio autonomeado a Tribo dos Penas Brancas [2]. 2.º episódio “O segredo de Edward Simpson” / 3.º episódio “O resgate de Helen Simpson”: “O célebre físico-nuclear canadiano Edward Simpson (Ruy de Carvalho) vem a Portugal com a sua filha Helen (Suzana Borges) para uma conferência sobre física nuclear (apesar de canadianos, falam um português corretíssimo e sem qualquer sotaque). Um par de malfeitores composto por uma elegante vamp de sotaque espanholado (Manuela Carona) e um homem mal-encarado (João de Carvalho) raptam Helen para que o seu pai lhes entregue um dossier com informação top secret. Ana, Laura e Guilherme acabam por se envolver na intriga para resgatar Helen e impedir que os bandidos se apoderem do dossier.” [3]Een gang strømer... c/ Jens Arentzen, Jens Okking, Suzette Kempfsérie dinamarquesa, com o título local “Era uma vez um polícia…”, transmitida na RTP 1 pelas 21h35, às terças-feiras, de 13 de junho / 18 de julho de 1989. 1.º episódio: dois polícias diferentes têm um objetivo comum: descobrir o Mr. Big que eles julgam responsável por uma onda de crimes. O jovem e ambicioso Sten Dahl (Jens Arentzen) consegue a muito custo convencer os seus superiores a darem-lhe um pequeno grupo que o apoie nas investigações tentando descobrir ligações entre os vários crimes. 2.º episódio: o cunhado de Lis (Suzette Kempf) foge da prisão com Hassan (Sebastian Sabatt), o seu melhor amigo. Eles querem vingar-se. O que podia ser uma vulgar fuga atinge proporções trágicas. Entretanto o político Poul Bremer (Henrik Larsen) está a torna-se num peão de um jogo quase impenetrável – as ligações entre o grande capital e o crime violento. 3.º episódio: fugidos da prisão, Frank (Martin Rode) e Hassan apenas pensam em vingar-se. Certos de que existe uma ligação entre o dinheiro e o crime cometido, dirigem-se à casa que Poul Bremer possui na praia, e exigem-lhe que os ajude a sair do país. John Sparking (Torben Jensen), amigo de Bremer e dono de um estaleiro, promete ajudá-los. 4.º episódio: o chefe da polícia nunca gostou particularmente do trabalho de Sten Dahl e resolve dissolver a Brigada Especial, alegando que os resultados apresentados são insuficientes. Essa decisão é tomada precisamente na altura em que Sten está prestes a capturar Big. Os acontecimentos também afetam Karl (Jens Okking), o velho polícia, que, forçado a sair da apatia em que se encontra, resolve interferir no caso. 5.º episódio: Karl resolve tirar umas férias. Vai procurar desmantelar uma rede de contrabando com a ajuda dos informadores de Sten. Ele vai seguir uma pista que o leva ao Mónaco, França e Itália. 6.º episódio: Mr. Big está quase encurralado. Karl e Sten conseguiram reunir as provas de que necessitavam. Chegou a altura de o prender para que a sociedade possa respirar de alívio, com o desmantelar desta rede. Pelo menos é o que pensa toda a gente…
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[1] Nas sociedades de mercado evolucionado, os jovens expressam-se através da arte. Assim se expressa Penelope B, 1,68 m, 47 kg, 89-62-91, olhos e cabelo castanhos, nascida a 2 de março de 1992, t.c.c. Anna S (Euronudes), Evie (Errotica-Archives), Lilly (avErotica}, Linda (Amour Angels), Penelope (Rylsky Art), Penelope B (Met-Art) ∙ (Eurotic Beauty) ∙ (Met Models}, Rada (Just Teens Porn), Raia (Femjoy), Silvia (ePantyhose Land) ∙ (Lacy Nylons) ∙ (Nylon Feet Line) ∙ (Panty Job), Slava Foltos (Defloration), Synny (Fedorov HD}, Vinona (Domai) ∙ (Goddess Nudes) ∙ (Rigin Studio). “Estuda num instituto (uma especialização em Relações Públicas). Desde a infância que estuda música. Toca piano e violino perfeitamente. Estuda inglês e francês. Rapariga atlética. Profissionalmente está envolvida em corrida e participa em competições. Miúda alegre e sociável.” Sites: {Indexxx} {Porn Teen Girl} {Elite Babes} {The Nude} {Define Babe} {Euro Babe Index} {LiveSisters} {Motherless} {Nudes.cz}. Obra fotográfica: {fotos1} {fotos2} {fotos3} {fotos4} {fotos5} {fotos6} {fotos7} {fotos8} {fotos9} {fotos10} {fotos11} {fotos12} {fotos13} {fotos14} {fotos15} {fotos16} {fotos17} {fotos18} {fotos19} {fotos20} {fotos21} {fotos22} {fotos23} {fotos24} {fotos25} {fotos26} {fotos27} {fotos28} {fotos26} {fotos27} {fotos28} {fotos29} {fotos30} {fotos31} {fotos32} {fotos33} {fotos34} {fotos35} {fotos35} {fotos36} {fotos37} {fotos38} {fotos39} {fotos40} {fotos41} {fotos42} {fotos45} {fotos46} {fotos47} {fotos48} {fotos49} {fotos50} {fotos51} {fotos52} {fotos53} {fotos54} {fotos55} {fotos56} {fotos57} {fotos58} {fotos59} {fotos60} {fotos61} {fotos62}. Obra cinematográfica: {Flashing Outdoor 1} ѽ {Flashing Outdoor 2} ѽ {Flashing Outdoor 3} ѽ {Slava Foltos Solo 1} ѽ {Slava Foltos Solo 2} ѽ {Panty Job} ѽ {Shells} ѽ {Wizais}.
[2] No século XX, os diamantes foram os melhores amigos da mulher, no século XXI, são os melhores manos dos jogadores de futebol e a mulher amistou-se com novo cúmplice: a webcam. A arte de Talma de uma desconhecia, Keeaira Mckee, produtora de duas obras-primas {“Masturbates in Shower”} ѽ {“Teen Shower Head Fun”} ∙ {fotos}. Sem perfil, dados biográficos ou métricos na net, louva-se-lhe a excelência performativa. “O vício é tremendo nesta jovenzinha, basta ver as caretas que faz e como se vem de prazer. Inclusive chupa os dedos para lamber o seu delicioso fluxo orgásmico.”
[3] A vontade de saber. “Morrem mais pessoas todos os anos da queda de cocos do que de ataques de tubarão.” “Triscaidecafobia é o medo irracional do n.º 13. E o medo específico de sexta-feira 13 é a frigatriscaidecafobia.” “As corujas são os únicos pássaros capazes de ver a cor azul.” “O primeiro automóvel em Portugal foi um Panhard & Levassor, importado de Paris pelo conde de Avilez, em 1895.” “A idade média da mãe ao nascimento do primeiro filho, em Portugal, é de 29,7 anos.” “Em japonês, karaoke vem da junção das palavras «orquestra» e «vazia».” “O coração de uma baleia azul é do tamanho de um Volkswagen Carocha.” “O papagaio do presidente Jackson, dos EUA, foi expulso do funeral dele por dizer palavrões.” “Num dia, 20 de fevereiro de 1913, o México teve três presidentes: Madero, Lascuráin e Huerta.” “O ketchup chegou a ser vendido como medicamento por volta de 1835 nos EUA, em pílulas contra a diarreia e a icterícia.” “O Nepal é o único país no mundo que não tem uma bandeira retangular.” “O primeiro livro impresso em Portugal saiu da oficina de Samuel Gacon, no Algarve, em 30 de junho de 1487”.

na aparelhagem stereo

No fértil prado da imaginação a liberdade artística corre livre, “Não Papo Grupos”, p/ David Carreira, c/ o novel Herói Nacional, Ricardo Quaresma. Na trapeira com cheiro a fado o povo da arte de bem receber papa grupos, e às paletes. “O valor acumulado dos juros que as empresas públicas de transportes devem ao banco Santander Totta (BST) atingiu 396 milhões de euros em junho último, mais 27% que o registado no final do ano passado. Em dezembro, estas empresas deviam 311 milhões em juros não pagos ao BST. Estes encargos dizem respeito aos contratos de swaps assinados entre aquelas empresas e o banco entre 2005 e 2007 e cujos pagamentos de cupões forem suspensos por decisão do governo anterior em 2013, invocando que os mesmos eram inválidos, já que lesivos para as empresas públicas envolvidas. Esta decisão motivou o início de uma disputa judicial entre o Estado e o Santander, com o banco a levar a questão para os tribunais ingleses – conforme previsto pelo assinado entre as partes aquando da celebração dos contratos. O tribunal acabou por decidir a favor do BST em fevereiro último, tendo o Estado avançado com um recurso em março – recurso esse que ainda corre.” [1]
A carantonha da preocupação do Estado português sobre os dinheiros públicos fá-lo chover dinheiro em busca da decisão conhecida: o Estado português perderá o recurso. “A Cardigos apresenta uma fatura-extra de 215,8 mil euros, dos quais 105 mil serão suportados pela Metro de Lisboa. O resto será dividido entre as outras três empresas representadas: a STCP, a Carris e a Metro do Porto. Também a Lipman Karas apresentou nova conta, de 453 mil euros, não ficando na comunicação claro se este valor é só para a Metro de Lisboa ou a dividir pelas quatro empresas. A divisão, a fazer-se também neste caso, obedece ao rácio da exposição total das companhias aos swaps do Totta: 4% da Carris, 48,5% da Metro de Lisboa, 39,5% da Metro do Porto e 8% da STCP.” [2] Dinheiro que se evaporará como um perfume… Kenzo World (79.00 €). “Kenzo World de Kenzo é um perfume Floral Amadeirado Almiscarado Feminino. Esta é uma nova fragrância. Kenzo World foi lançado em 2016. O perfumista que assina esta fragrância é Francis Kurkdjian. A nota de topo é Frutas Vermelhas as notas de coração são Peônia, Notas florais e Jasmim egípcio a nota de fundo é Ambroxan.” – Especificações do vídeo, interpretação, Margaret Qualley, 1,75 m, 56 kg, 84-61-86, sapatos 40, olhos azuis, cabelo castanho claro, nascida a 23 de outubro de 1995 em Montana, filha de Andie MacDowell. Realizado por Spike Jonze, com música do seu irmão, Sam Spiegel. Jonze sacolejara Chistopher Walken no vídeo “Weapon Of Choice” (2001), p / Fatboy Slim.
Fragrância de 80:
Breathe HolyWhore Of Satan” (1997), p/ Rockbitch. “Quando uma mulher nem sequer se pode despir da cintura para cima e tocar um danado solo de guitarra de cabeça para baixo, estando a cantora principal a fodê-la com um strap-on, enquanto um membro do público lhe lambe os pés, sem que as autoridades queiram proibir maiores de 18 anos de virem vê-lo, bem, ao que chegou o mundo do rock e da rebelião?” “Rockbitch foi uma banda britânica de metal composta por expatriados, maioritariamente feminina, mais conhecida por atuarem nuas e incorporando atos sexuais e rituais pagãos nos seus espetáculos. Rockbitch foi originalmente formada em 1989, como Cat Genetica, pela baixista Amanda Smith-Skinner (The Bitch) e o guitarrista Tony Skinner (The Beast). A banda foi mais tarde rebatizada Red Abyss [3], e envolveu outros membros da comunidade matriarcal, poliamorosa, pagã e feminista, que os Smith-Skinner foram os primitivos fundadores. Musicalmente, os Red Abyss inspiravam-se no jazz, funk e rock, liderados pelos vocais, influenciados por Janis Joplin, de Julie Worland. Com o tempo, a sua música tomou uma forma punk pesado e metal. Os Red Abyss trocaram para o nome Rockbitch quando a formação mudou: o baterista masculino (Steve) foi substituído por Jo Heeley. A composição variou ao longo do tempo com personagens como «Luci a porca do palco», Kali [4], Martina e Chloe, as Sacerdotisas do Sexo Mágiko. As duas primeiras eram inicialmente uma combinação de artistas performativas sexuais e equipa de filmagem direta, captando grandes planos da ação no palco para serem exibidos no ecrã atrás. Elas também eram responsáveis pelo enredo dos vídeos artísticos dos assuntos relacionados com as canções. Estes incluíam imagens explícitas e perturbadoras de clitoridectomia infantil, apedrejamento de mulheres adúlteras, compulsão alimentar / modelos a vomitar, etc. No seu projetado último concerto (num festival motard), a decisão de materializar em palco o sexo orgiástico pagão da sua vida doméstica deu origem às Rockbitch. «Rockbitch Full Concert – Fist Fucking and Dildo Games on Stage». A banda fez uma tournée pela Alemanha, França, Suíça, Holanda, Suécia, Dinamarca, Reino Unido (mas foram banidos na Escócia), Itália, Finlândia, Eslovénia, República Checa e Estónia, e fizeram uma tournée promocional que envolveu o Canadá (mas acabaram sendo banidas das pretendidas salas sem terem tocado), enquanto divulgavam a sua nova filosofia de emancipação através da liberdade sexual. As Rockbitch tornaram-se infames não só por realizarem atos sexuais ao vivo, mas também por fazê-lo com membros do público através do «Preservativo Dourado». A determinado momento do seu espetáculo, um preservativo é atirado para a audiência e, seja quem for que o apanhasse (homem ou mulher), era levado para os bastidores para ter relações sexuais com um ou mais membros da banda. (…). Após o lançamento do seu primeiro álbum de estúdio, «Motor Driven Bimbo», que recebeu críticas favoráveis em muitos países (revista OOR na Holanda, Reino Unido e Japão), as Rockbitch foram despedidas pela sua editora. Um segundo álbum, com influência gótica, chamado «Psychic Attack», nunca foi publicado. (…). Em 2005, a formação completa dos últimos dias da banda emergiu sob o nome MT-TV. Este foi apenas um projeto musical, sem sexo ou nudez dos tempos das Rockbitch, mas que incorporava encenações em palco.” [5] “Babe” (Lisa Wills) em “This Is Rockbitch”: “Tocamos rock. Vivemos juntas numa comuna. Amamo-nos umas às outras. Fazemos sexo em conjunto. Somos principalmente mulheres. Somos exatamente o que afirmamos ser. Somos o que se obtém quando mulheres fortes [6] inteligentes decidem libertar-se das expetativas das outras pessoas, e vivem perto do coração, da verdade, do sexo. Acreditamos na emancipação através da liberdade sexual e através da evolução da mente e do espírito, exatamente através dela. A vertente Rockbitch foi um acidente. É o que se obtém quando feiticeiras do sexo decidem formar uma banda.”
Main dans la main” (1980) Le telephone” (1982), p/ Elli et Jacno. “É um duo de pop francês ativo no início dos anos 80, composto por Elli Medeiros (palavras e canto) e Denis Quilliard, t.c.c. Jacno (composição e teclados) [7]. O grupo formou-se em 1980 pela dupla motora dos Stinky Toys, grupo punk francês. A sua música é reconhecida pelas melodias minimais de Jacno, essencialmente composta por acordes obtidos no sintetizador e as palavras de Elli, evocando muitas vezes o amor, seja ele triste ou alegre. Multinstrumentista, Jacno tocava, depois misturava ele próprio sintetizador, guitarra e caixa de ritmos, na gravação, e acompanhava por vezes Elli nos coros. Da sua colaboração nascem três álbuns, dos quais «Les nuits de la pleine lune» (1984), banda sonora do filme homónimo de Eric Rohmer. O duo separa-se no início de 1985, Elli Medeiros prosseguiu a sua carreira de cantora e atriz. Quanto a Jacno, editou vários álbuns e continuou a sua carreira de produtor.” “Denis Quilliard, dito «Jacno», era um músico, cantor e produtor francês, nascido a 3 de julho de 1957 em Paris, falecido de cancro na mesma cidade, a 6 de novembro de 2009. Ele escolheu este nome artístico, porque nos maços de cigarros Gauloises, que apreciava, figurava um capacete gaulês, assinado «Jacno», do designer Marcel Jacno. Mesmo que ele nunca se assumisse como tal, foi o fundador de um dos primeiros grupos associados à primeira vaga do punk francês, os Stinky Toys, com Elli Medeiros, desde julho de 1976, donde resultarão dois álbuns publicados pela Polydor e produzidos pela Celluloïd, louvados entre outros por Alain Pacadis. Mudando radicalmente de estilo em 1979, alcançou sucesso a solo com uma peça instrumental tocada no sintetizador e guitarra, «Rectangle», que encontramos mais tarde na publicidade da marca Nesquik, e que conhecerá versões posteriores, incluindo uma de 1999, de Gigi d’Agostino sob o título «La passion». «Rectangle» impõe o «som Jacno», limpo e cristalino, cuja claridade e simplicidade acertam em cheio no início dos anos 80. O que ainda não se chamava um videoclip, mas que consistia numa espécie de curta-metragem promocional com duração de 8 minutos, chamada «Rectangle, deux chansons de Jacno», foi rodada por Olivier Assayas numa das torres Perspective do bairro Beaugrenelle, em 1979, para a nova etiqueta Dorian Le Disque Moderne, fundada por Jean-Luc Besson, que coproduzirá o primeiro 33 rotações de Jacno.” [8] Oh! tous les soirs” (1987) Natalie Wood” (1990), / Jil Caplan. Nascida Valentine Guilen, a 23 de outubro de 1965, em Paris, é uma cantora e compositora francesa. “Depois de um bacalaureato literário obtido por milagre, arrumo os meus estudos de literaturas modernas na Sorbonne para me inscrever na Cours Florent. Tenho 19 anos, e saio quase todas as noites para as discotecas mais underground de Paris, coleciono biscates, e vivo num cubico acanhado sob os telhados de St. Ambrose. Mas, enfim, curto tudo o que gosto. Encontro uma noite, depois de um concerto dos Fleshtones, Rico, Trambert e JP, que formavam um grupito de garagem, Les Innocents. Eu não sabia, naquele momento, até que ponto encontrá-los iria mudar a minha vida, e de forma definitiva. Um amigo de um amigo envia uma maqueta dos Inno a um músico, compositor, orquestrador… um tal Jay Alanski, que compôs «Banana split». O tipo em questão gosta particularmente da faixa «Jodie», que JP compôs escutando «Night Shift» dos Commodores, e desejava entrar em estúdio com o grupo. No verão de 1986, todo este pequeno mundo estava efervescente, a bombar. Naquela altura, eu trabalhava numa casa de moda para ganhar dinheiro, e junto-me a eles à tardinha no estúdio Garage, aninhado nos confins do 20.º arrondissement… Jay Alanski estava aos comandos. Bombardei-o com perguntas: Porque é que grava três guitarras em vez de uma? E por que é que mete eco no teclado? Resumindo, uma tagarela… Mas isso agradou-o, esta garota curiosa, que parece não ter medo. No final das sessões de gravação, ele propôs-me que nos voltássemos as encontrar, para fazer um teste numa das suas canções… Neste ponto da minha vida, faço audições para a publicidade de Mr Propre e outras biscas, vivo ainda no meu quarto de criada de 6x2 e sentia-me bem longe da atriz dramática em que iria tornar-me. No mês de janeiro de 1987, finalmente, o encontro com Jay acontece. Encontramo-nos no café Mac-Mahon e como me sentia muito nervosa, num gesto desajeitado, atiro o seu walkman ao chão. Bom, felizmente o resto passou-se bem. Escuto «Tard dans la nuit» e decidimos encontrarmo-nos para trabalhar na canção.” [9]   
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[1] O capitalismo obsequia oportunidades justas para todos, para as jovens é a Arte. Valentina, 1,73 m, 53 kg, 83-59-89, sapatos 39, nascida Irina Aleksandrovna Pischasova (Ирина Писчасова) a 4 de setembro de 1982 em Grozni. “No inocente corpo esguio desta miúda esconde-se o mistério do grande reino antigo do oriente. Aí, vive a graça felina e a feitiçaria enigmática da deusa egípcia Bastet. Você pode apanhar um vislumbre da sua implícita sexualidade em cada gesto, olhar, curva do corpo. Pernas bem torneadas, apetitosa forma das ancas, seios trémulos, lábios sensuais e olhos expressivos compõem uma imagem única de santidade e vício. Alegria cintilante e franqueza de alma refletem a luz que atrai os seus numerosos amigos e admiradores. A facilidade com que ela estabelece contactos pessoais é surpreendente e inconcebível. Sem nada fazer para atrair a atenção ela está sempre na encruzilhada de desejos secretos e impulsos sexuais. Aparência multifacetada, ela é brilhante e, escrupulosamente, cria uma realidade da ideia básica do artista. Ao ponto que, Valentina, com êxito, combina simplicidade elegante e requintada mestria, ela é uma serva dos admiradores da bela arte erótica.” Escreve Galitsin: “Digite no Google Valentina, Galitsin Valentina, Irina Pischasova, Irina Galitsina, Irina, Irishka, Kosulechka, e muitos mais outros ternos e doces nomes… Valentina é o nome da sua mãe, a sua fiel e honesta mãe… A sua amiga Julia também é conhecida sob o nome Valentina. (…). A sua amiga Julia Zankina apresentou-nos a 13 de março de 2001. Vivemos juntos desde 2004. Casámo-nos a 17 de janeiro de 2009. Ela é uma modelo insubstituível, uma talentosa organizadora e também uma amiga fiel. E agora ela é a minha esposa e também a mãe dos nossos filhos… Não tiramos muitas fotos… Sobretudo, gostamos de tirar fotos um ao outro. Também temos um sonho.” Sites: {jeuneart} {Galitsin’s Angels} {Round 2} {The Nude} {hqcollect} {Which Pornstar}. Obra fotográfica: {fotos1} {fotos2} {fotos3} {fotos4} {fotos5} {fotos6} {fotos7}. Entrevista: P: “Quais pensas que são as tuas melhores características?”, Valentina: “A minha bela personalidade, sou muito alegre e gosto do meu sorriso. Também gosto da interessante forma dos meus olhos.” P: “Cor favorita”, Valentina: “Dourado e laranja.” P: “Programas de TV favoritos, lista de nomes”, Valentina: “Silver Balls e Good Night, Kids.” P: “Livros favoritos, lista de títulos”, Valentina: “Anatom e Merciful, The Magus, John Fowles.” P: “Filmes favoritos, lista de títulos”, Valentina: “Kill Bill, Holidays in Rome.” P: “Música favorita, lista de títulos”, Valentina: “Gosto de trip-hop e música pop como os Europe.” P: “Altura favorita do dia, porquê?”, Valentina: “A manhã, levanto-me às 12h00, tenho muito tempo e estou com boa disposição.” P: “Qual é a tua formação? Curso?”, Valentina: “Aluna de uma escola de fotografia.” P: “Falas outras línguas?”, Valentina: “Não.”, P: “Lugar favorito para viajar, relaxar ou visitar”, Valentina: “A natureza nos arredores da cidade, a beira-mar (Lazarevskoye) e gosto de ir ao cinema à noite.” P: “Quais foram os locais que visitaste?”, Valentina: “Moscovo e Lazarevskoye.” P: “Qual é o teu feriado preferido? (Natal, dia dos namorados, dia de ação de graças, etc.)”, Valentina: “O dia dos namorados.” P: “Comida favorita, lanches, doces”, Valentina: “Arroz da Turquia, caviar preto, chocolate e panquecas com morangos frescos.” P: “Qual é o teu carro de sonho?”, Valentina: “Porsche Cayenne S.” P: “Qual é o teu emprego de sonho?”, Valentina: “Fotojornalista.” P: “Descreve o teu lugar favorito para fazer compras”, Valentina: “Park House.” P: “Quais são os teus passatempos?”, Valentina: “Gosto de ler, conhecer raparigas e convidá-las para trabalharem comigo e o Grig Galitsin.” P: “Ocupação?”, Valentina: “Assistente de Grig Galitsin.” P: “Tens algum animal de estimação?”, Valentina: “Na casa dos meus pais tenho um cão e dois gatinhos.” P: “Estado civil”, Valentina: “Vivo com o Galitsin.” P: “O meu pior hábito é…”, Valentina: “Morder.” P: “A única coisa que não suporto é…”, Valentina: “Eu aguento tudo.” P: “Que animal melhor descreve a tua personalidade e porquê?”, Valentina: “Um macaco, sou barulhenta e engraçada.” P: “As pessoas que me conheceram no liceu pensavam que eu era…”, Valentina: “Sensível e gentil.” P: “Como é que descontrais ou passas o teu tempo livre?”, Valentina: “Vou a cafés e ao cinema com o Galitsin, converso com os meus amigos.” P: “Qual foi o momento mais feliz da tua vida?”, Valentina: “A nossa viagem a Lazarevskoye.” P: “Quais são as tuas esperanças e sonhos”, Valentina: “Quero ser uma grande fotógrafa e publicar um livro com as minhas fotos.” P: “O melhor conselho que já me deram foi…”, Valentina: “Posar nua para o estúdio Galitsin, depois disso mudei a minha maneira de pensar e valores de vida.” P: “Que tipo de cuecas usas, se algumas”, Valentina: “Odeio usar cuecas.” P: “O tamanho importa? Qual é a tua medida ideal?”, Valentina: “Quanto a mim, o tamanho não importa nada.” P: “Descreve a tua primeira vez (pormenores, local, reflexões, satisfação, etc.)”, Valentina: “Foi numa grande banheira com o Galitsin, fiquei satisfeita.” P: “O que te excita?”, Valentina: “Corpos de mulheres bonitas.” P: “O que te desliga?”, Valentina: “Mãos sujas.” P: “O que te faz sentir mais desejada?”, Valentina: “Palavras sobre o amor.” P: “Melhor maneira de te dar um orgasmo?”, Valentina: “Não sei.” P: “Qual foi o teu melhor ou mais prazeroso orgasmo?”, Valentina: “Todos os meus orgasmos são muito prazerosos e inesquecíveis.” P: “Masturbas-te? Com que frequência? (dedo, brinquedos ou ambos)”, Valentina: “Não.” P: “Qual foi o teu primeiro fetiche, se algum?”, Valentina: “Com a minha boneca Barbie despida.” P: “Qual é o lugar mais exótico ou invulgar em que fizeste sexo? Ou onde gostarias que fosse?”, Valentina: “Num carro perto do lago Elton.” P: “Posição sexual favorita, porquê?”, Valentina: “A normal com algumas particularidades.” P: “Descreve um dia típico da tua vida”, Valentina: “Levanto-me as 11h00 ou 12h00. Em seguida, faço os exercícios matinais (quando o Galitsin me obriga a fazê-los) e tomo o pequeno-almoço. Então, ajudo o Galitsin a fotografar as modelos e verificar o site. À noite, geralmente, jantamos fora e vamos ao cinema.” P: “Tens alguma curiosidade sexual que gostasses de explorar ou tivesses explorado? Por favor, descreve com pormenores (rapariga / rapariga, voyeurismo, etc.)”, Valentina: “Gosto de posar com modelos novos, às vezes faço amor com elas ou faço-as fazer amor comigo (para boas fotos), mas não é por muito tempo.” P: “Descreve em detalhe a tua fantasia sexual favorita”, Valentina: “Quero fazer sexo numa casinha antiga que está situada no interior de uma floresta com o Galitsin (longe das pessoas). E encontrámos um lugar assim perto de um lago, então quero ir lá outra vez.” P: “Conta-nos a tua ideia de um encontro de sonho”, Valentina: “Às vezes, gostaria de ir a um belíssimo baile, pôr o meu melhor vestido, e encontrar lá o Galitsin vestido de smoking.” P: “Se pudesses ser fotografada de qualquer forma, em qualquer cenário, qual escolhias? O que te faria sentir mais desejada, mais sensual?), Valentina: “Gostaria de ser fotografada com todas as modelos; com as modelos que não tenho visto ultimamente.” Obra cinematográfica: {“Awakening” + Alice + Katia + Liza} ѽ {“A Model Agency” + Alice + Natcha + Valya} ѽ {“Hands Up” + Katia + Liza} ѽ {“Twins Interview 1” + Twins + Katia} ѽ {“No Name” + Alice + Liza + Sandra} ѽ {“Girls From Paris” + Belka} ѽ {“Bath Russian Traditions” + Alice + Katia} ѽ {“Fruit Desert” + Alice + Katia} ѽ  {“Healing From Masturbation 1” + Alice + Natia} ѽ {“Healing From Masturbation 3” +Alice + Natia} ѽ {“Naughty Cook 1” + Aksinya + Katia + Katrin} ѽ {“Naughty Cooks 2” + Aksinya + Katia + Katrin} ѽ {“Naughty Cooks 3” + Aksinya + Katia + Katrin} ѽ {“Dirty Games” + Abelina} ѽ {“Let’s Wash Now” + Abelina} ѽ {“Steppe Shower” + Abelina} ѽ {“Boat Trip” + Abelina} ѽ {“Examining the Housewife” + Alice} ѽ {“Hot Horsewomen” + Aksinya + Masha} ѽ {“Fishing Trip” + Alice + Liza} ѽ {“Picking Up Alice” + Alice + Katia} ѽ {“Sea Madcaps” + Alice + Liza} ѽ {“Julia Interview 2” + Julia + Katia} ѽ {“The Guerilla” + Katerina} ѽ {“Water Games” + Lina} {“Pool Fun”} ѽ  {“Indian Impressions”} ѽ {“Road to the Jungle”} ѽ {“First Shooting 2” + Katia + Gera} ѽ {“Call Girls 1” + Alice + Gera} ѽ {“Call Girls 2 Wet Course + Alice + Gera} ѽ {“Call Girls 3 Lesbian Games” + Alice + Gera} ѽ {“Call Girls 4 Bed Battle” + Alice + Gera} ѽ {“Tender Katia Washing” + Alice + Katia} ѽ {“Punishment For Disobedience” + Alice} ѽ {“Twins Interview 2” + Katia + Twins} ѽ {“Explicit Macro” + Alice} ѽ {“Dinner Time” + Katerina + Olesia} ѽ {“Two Nymphs in the Forest” + Julia}.
Belka, 1,67 m, 49 kg, 82-60-82, sapatos 49, nascida Svetlana Denisova (Светлана Денисова) a 6 de setembro de 1984, em Moscovo, t.c.c. Adel K, Belochka, Beryl, Danielle, Eira, Sibille, Sveta, Svetlana, Svetlana Belochkina (Светлана Белочкина), Zhanna. “O seu nome vem da palavra russa belka que significa esquilo. Veem alguma coisa em comum? Ela tem as mesmas orelhas engraçadas e cabelo ruivo. Esta miúda é muito viva e brincalhona. Você não a encontra a fazer sempre a mesma coisa. A modelo é muito espontânea e ninguém é capaz de prever o seu próximo passo. Belochka é extremamente tesuda. É por isso que o seu namorado tem medo de deixá-la vir fotografar sozinha. Ela adora sexo e pode violar alguém se estiver só. Esta miúda junta energia e modéstia. Ela pode fingir-se tímida, mas atacar nos 5 minutos seguintes. Nunca se consegue adivinhar do que ela é capaz. Belka irradia sexualidade e multidões de homens querem arrastá-la para a cama. Mas a visível inexpugnabilidade desta miúda permitiu-lhe construir uma reputação de pessoa que ferve em pouca água. Isto, sem dúvida, ajuda-a muito, e ela pode conseguir atingir os seus objetivos apenas olhando nos olhos de um homem e começando a ofegar. Ó, sim! Funciona na perfeição! O seu olhar é inocente e sedutor, alegre e convidativo, doce e sensual, ao mesmo tempo. E uma profundidade de carácter maior que todos os oceanos. O rosto de Belka é brilhante como o sol de verão, o seu brilho reflete a deslumbrante alma por trás dele. A beleza de Belochka é divina, e recorda a Grig a forma como os poetas e escritores clássicos descreviam algumas das belas mulheres mitológicas, com Helena de Troia ou Étaín dos mitos irlandeses, descrições de Afrodite ou Vénus. Alguma vez conheceu uma rapariga que é apaixonada e, ao mesmo tempo, fria? É a Belka. Ela consegue realmente provocar sentimentos discrepantes. Mas isto faz os homens voltarem para ela uma e outra vez, porque nunca se sabe se ela vai beijar ou bater. Se estiver com ela nunca ficará aborrecido. A miúda tem montes de passatempos e está sempre a inventar novos.” Sites: {jeuneart} {egafd} {iafd} {Indexxx} {The Nude} {Galitsin’s Angels} {hqcollect}. Obra fotográfica: {fotos1} {fotos2} {fotos3} {fotos4} {fotos5}. Obra cinematográfica: {“Gifts From Paris” + Valentina} ѽ {“Bathing”} ѽ {“New Year’s Light” + Valentina} ѽ {“Corridor Striptease”} ѽ {“Lewd Maid Leisure 2” + Valentina} ѽ {“Hardcore War”} ѽ  {“Golden Woman” (2004)} ѽ {“Романтика тёплого лета” (2005), real. Sergey Loginov} ѽ {Счастливые трусов не надевают” (2005), real. Sergey Loginov, c/ Ольга Миленина (Olga Milenina), Лиза Романова (Elizaveta Romanova), Люба Лав (Luba Love), Юля Стрелецкая (Yulia Streletskaya), Ксения Нестерова (Kseniya Nesterova), Светлана Белочкина (Svetlana Belochkina)} ѽ {“Summer Photoalbum” (2005), real. Sergey Loginov (Сергей Логинов), c/ Luba Love (Люба Лав), Elizaveta Romanova (Елизавета Романова), Olga Millennia (Ольга Миленина), Victoria Rusakov (Виктория Русакова), Elena Senezh (Елена Сенеж), Svetlana Belochkin (Светлана Белочкина), Elena White (Елена Белая), Svetlana Radishteva (Светлана Радищева), Milena Artest (Милена Артени)}.
[2] “Os argumentos das duas firmas de advogados são semelhantes, embora a Cardigos seja mais clara e longa na explicação apresentada. Por um lado, o julgamento demorou mais tempo do que o inicialmente estimado; «o Banco Santander Totta suscitou inúmeros incidentes processuais, v.g. correção de traduções, pedidos de invalidade de prova, que tiveram tramitação autónoma não constando de todo dos trabalhos inicialmente orçamentados»; «o volume acima do esperado da documentação factual junta aos autos - cerca de 100 mil documentos», entre vários outros argumentos. A Lipman Karas também cita a duração do julgamento e outros serviços-extra prestados, e chega mesmo a argumentar com o trabalho tido devido à «atitude agressiva e não-colaborativa dos especialistas do Banco Santander Totta». O adjetivo «agressivo» é aplicado também ao Banco Santander Totta e aos seus «conselheiros».”
[3] “Vermelho: para sangue; Abismo: uma profunda e insondável fenda na Terra, simbolizando uma vagina menstruada.”
[4] Kali: “Todas as mulheres são ninfomaníacas – eu tenho orgulho de o ser; para mim é um estado sagrado. O que quer dizer que não tenho receio de tomar a iniciativa quando me apetece foder. As mulheres são sexuais – por isso é que temos clítoris e certas culturas o cortam. Eu pus a minha cona no sítio a que pertence: num lugar sagrado, praticando sexo sagrado. A cona está na origem de toda a vida, e no entanto é incompreendida e demonizada.”
[5] “A banda britânica Rockbitch, (cuja baterista faleceu em janeiro de 2012 após sofrer de cancro de mama), era uma coletividade feminista lésbica que abraçou a música metal com «consciência vaginal» durante os anos 90. O grupo, que vivia conjuntamente numa beatitude doméstica poliamorosa na sua comuna em Metz, França, realizava rituais pagãos e atos sexuais explícitos umas com as outras ao vivo no palco, (e por vezes com um membro do público que fosse afortunado o suficiente para apanhar o «preservativo dourado» que elas atiravam para a multidão), e aplicaram uma política de fêmeas apenas, quando sentiram que as audiências masculinas ultrapassavam o lugar das mulheres, na generalidade secundário, nos espetáculos dos Rockbitch. Elas levaram o seu orgiástico roadshow através da Europa oriental e ocidental e Canadá até início da década de 2000, combatendo, ao longo do percurso, contra a oposição continuada da Interpol e contra as moralmente indignadas autoridades locais.” {“Rockbitch - Part 1” / “Rockbitch - Part 2” / “Rockbitch - Part 3”}.
[6] “Mulheres fortes”, a rica língua portuguesa tinha uma palavra precisa para este tipo de mulher, mulher independente, culta, audaciosa, protagonista, mulher à qual não fazem ninho atrás da orelha nem chora sobre leite derramado: a bela palavra “fressureira”. Entretanto caída em desuso pela adoção de estrangeirismos que encaracolam os nomes e massificam as coisas, furtando a mulher portuguesa da tradição pátria de Isabel Antónia, “a de veludo” (assim alcunhada por usar um instrumento de veludo, em 1576, degradada para o Brasil pela prática de tribadismo).
“– Até aos treze anos fiquei na prisão com raparigas de vida fácil. Já que sabes tantas coisas, diz o que são as diretoras e as ajudantes de professoras que têm vocação para viver a sua porca de vida num bordel de internato.
– Um pouco fressureiras?”, Pierre Louÿs, em “Tal mãe, tal filhas…”.
“Tão longe quanto remontam as minhas lembranças, vi enrabar a mamã. Ela era como eu, fazia tudo. De vez em quando, arranjava um homem que preferia que o chupassem. Ou então levava uma fressureira. Como possuía mais peito do que eu, tinha todas as semanas, aos domingos, um amigo a quem fazia uma punheta de mamas; isso divertia-me, porque ele descarregava-lhe na cara. Por fim, ela chegava mesmo a foder, pois teve três filhas. Mas tudo isso era exceção. A mamã era conhecida por levar no cu. Enrabavam-na, e eis tudo”, ibidem.
“–  Mais uma frase de menina. Não só chupas mas também falas como uma menina casadoira.
– É que tenho feito muita fressurice – disse Charlotte com um suspiro – molhei tanto os lábios com esporra de virgem que me encontras um ar inocente…”, ibidem.
“– Nesse ano tive mais um sucesso entre as fressureiras. Há raparigas que começam a gozar aos dezoito ou aos vinte anos ou até mais tarde. Eu comecei cedinho, e a ideia que a mamã tivera de rapar-me fazia de mim um fenómeno.
Uma fressureira que se estende sobre uma cama, em sessenta e nove debaixo de uma virgenzinha sem pelos, que lhe faz minete e que recebe na boca tanta esporra (e que esporra!) como uma ama pode dar leite… podes crer que fica excitada! Disse ‘e que esporra’… Sabes que há duas espécies de fressureiras: as que lambem o cu da criada, porque tem mais sabor do que o da amiga, e as que procuram, pelo contrário, tudo o que há de mais delicado. Para estas, uma virgindade sem pelos que se baba como a cona de uma cigana não poderia ficar sem elas por lá passarem a língua…”, ibidem.
“E, aliás, eu tinha fressureiras de todas as espécies: uma jovem inglesa que não se despia e que se masturbava enquanto me dava beijos de amor na fenda; uma mulher gorda que fazia fressura de costas e que dissimulava o primeiro gozo a fim de vir-se duas vezes pelo mesmo preço; uma gaiata de catorze anos que ainda não sabia vir-se e que a sua amiga nos fez trabalhar, à mamã e a mim, durante uma hora, e como ela tinha a rata coberta de saliva a mamã fê-la acreditar que se tinha vindo; enfim, uma tríbade, como se diz, que se vestia de homem e que me enrabava com um godemiché enquanto a mamã a enrabava com outro…”, ibidem.
“Quando eu tinha sete anos, a mamã aleijou-se no ombro e, como já não tinha agilidade, deixou o circo, as irmãs e tudo. Então arranjou-se com uma fressureira de Marselha, uma fressureira que era cem vezes mais puta do que ela e que se chamava Francine; uma bela moça, mas puta ao ponto de chupar um cão por vinte francos. Deitávamo-nos as três juntas. Francine arranjava os clientes à tarde. A mamã não fazia nada, era o chulo dela; comia-lhe o cu toda a noite e excitava-me para me desenvolver o botão”, ibidem.
“As minhas três filhas são o meu bordel. Ponho-as em pelo no salão, para mim, a mãe delas. Escolho uma delas, a que me tenta na altura, e essa, diante das irmãs chupa-me as pregas do cu, lambe-me a racha das nádegas, enfia-me a língua no traseiro, depois faz-me fressura no botão e engole tudo o que eu descarrego. E preparei-as tão bem que lhes cago na boca a esporra dos homens que me enrabam. Disse-te que há pouco tinha chamado Charlotte à parte. Não é verdade. Acordei as pequenas. Elas viram tudo! E Lili teve ciúmes! Foi lamber-me o cu em seguida porque ficara nele uma gota!”, ibidem.
“A mamã fez-me jurar que nunca mais retomaria o funesto hábito da «masturbação»! Uma palavra assim mesmo em cheio na cara! Em cima de uma rapariguinha, senhor!
– É permitido?... E nunca mais retomou esse funesto hábito?
– Não, porque só tenho uma palavra.
– E não se suicidou?
– Não, porque estava-me nas tintas, tal como para as minhas três virgindades. Já que não posso masturbar-me, faço fressura”, ibidem.
A expressão “fazer fressura”, numa casa portuguesa, plasmava a venustidade da amicícia feminina nos finalmentes quando, a importação do mais masculino “fazer amor”, do new oikos, insaciável de igualdade e emulando os machos, matou a cor da diferença. Na insensata luta pela paridade, a mulher cosmopolita massificada substituiu a harmonia da “fressura” da vida simples, pelo mecanicismo do “amor” das sociedades empilhadas em andares uniformizados.
“As poses estavam alteradas. As minhas sáficas mantinham-se escarranchadas uma na outra, buscando misturar as suas penugens espessas, esfregar as partes uma na outra. Atacavam-se, repeliam-se com um encarniçamento e vigor que só a proximidade do prazer pode dar às mulheres. Dir-se-ia que queriam fender-se, quebrar-se, de tal forma eram violentos os seus esforços, de tal forma a respiração ofegava estridente.   
– Ai! Ai! – exclamava Fanny –, não aguento mais, isto mata-me. Continua sozinha, continua!...
– Outra vez! – respondia Gamiani – alcanço a felicidade! Empurra! Aguenta aí! Aguenta!... Estou a esfolar-me, creio! Ah!, sinto, escorro!... Ah!... ah! ah!...
A cabeça de Fanny tornava a cair sem força. Gamiani rebolava a sua, mordia os lençóis, mastigava os cabelos que a cobriam”, Alfred de Musset, em “Gamiani ou duas noites de prazer”.
[7] Jacno produziu “Amoureux solitaires” (1980) para a voz da mangualdense de 17 anos, residente na Bélgica, Lio. Uma versão de “Lonely Lovers” dos Stinky Toys, traduzida e adaptada por Jacques Duvall. “Eh toi dis-moi que tu m’aimes / Même si c’est un mensonge et qu'on n'a pas une chance / La vie est si triste, dis-moi que tu m'aimes / Tous les jours sont les mêmes, j’ai besoin de romance // Un peu de beauté plastique pour effacer nos cernes / De plaisir chimique pour nos cerveaux trop ternes / Que nos vies aient l'air d'un film parfait.” “Lonely Lovers” (1977), “Come on, man! Tell me you love me, even if we know you're lying! / Come on! Let's add some romance to this dirty life! / Some plastic beauty to our dying bodies / Some chemical fun in our rotten brains / Let's make our lives look as perfect as a movie!”
[8] Olivier Assayas: “Enquanto isso, Elli apresentou-me a sua banda, Olivia Clavel, designer gráfica do coletivo Bazooka, Laurence Dupré, irmã de Loulou Picasso (Jean-Louis Dupré), que fez as roupas e, depois, o seu companheiro, Jacno. Ele impressionou-me imediatamente pela sua classe, inteligência, humor. Perguntei a Elli se ele não queria compor a música do filme. (…). Na época, os Stinky Toys tinham acabado de editar na Vogue o seu segundo álbum, que não funcionou. Não interessava nada à Vogue que as suas crias fizessem a música de um filme. Jacno teve então de utilizar o seu nome artístico em vez de o do grupo. Foi lá que interveio alguém muito importante: Jean-Luc Besson, um jovem que queria fundar uma etiqueta para contratar toda a cena emergente da new wave francesa. Ele propôs publicar a música do filme na sua nova etiqueta, Dorian, que seria o primeiro disco. (…). Para espanto de todos, uma das faixas explodiu nas discotecas e na radio: «Rectangle». De repente, a etiqueta Dorian tinha dinheiro, Jean-Luc contratou os Artfact (o grupo de Maurice G. Dantec), Mathématiques Modernes (de Edwige Belmore), Modern Guy e também o primeiro álbum dos Rita Mitsouko. Então, propusemos-lhe realizar um pequeno filme sobre «Rectangle». Na época, não duvidávamos que éramos pioneiros do videoclipe em France.”
[9] No inverno português, guardas da PSP têm medo de água fria. “A esquadra da PSP de Rio de Mouro, no conselho de Sintra, está há cerca de dois meses sem água quente. A situação tem obrigado os agentes a alguma ginástica para garantir a atividade normal – aquecer água em panelas foi uma das soluções – e está a gerar incomodo entre os elementos destacados para a esquadra. Neste momento há mais de 100 agentes a prestar serviço direto naquele espaço (onde opera a Divisão da PSP de Sintra). E há cerca de dois meses que as instalações estão sem água quente, desde que a caldeira avariou – um problema particularmente relevante para os agentes que ali costumavam tomar banho. As instalações onde a PSP se encontra foram inauguradas há menos de dez anos – altura em que esta força de segurança substituiu a GNR no patrulhamento daquela freguesia de Sintra, e não foi esta a primeira vez que o equipamento avariou nos últimos meses. Mas agora foi de vez. (…). Noutros casos, quando um elemento faz o turno da manhã e está escalado para o turno dessa mesma noite, em vez de ir a casa – «porque os agentes não vivem todos perto da esquadra» – aproveitava o tempo livre para fazer exercício na zona, com uma corrida ou um passeio de bicicleta. Mas no regresso o problema mantinha-se. «Não é muito agradável vestir roupa lavada quando estamos transpirados, da mesma forma que não é agradável tomar banho de água fria com este tempo», lamenta-se. Para remediar, alguns agentes improvisaram. Pegaram em tachos e panelas, aqueceram a água num fogão e tentaram tratar da sua higiene dessa forma. Mas essa solução, queixam-se os agentes, põe em causa a dignidade das forças de segurança”, no jornal i n.º 2070.