Pratinho de Couratos

A espantosa vida quotidiana no Portugal moderno!

sábado, fevereiro 25, 2012


Ministros que fervem

O dr. Oliveira Salazar foi-o. Teixeira dos Santos era-o. Vítor Gaspar é-o. Penteados nos hairdressers internacionais com rasgadas riscas ao meio (meio, económico, não da cabeça). Oh! Terríveis anjos: Charlotte Gainsbourg. – O jornal Times de Londres, a 13 de Março de 1935, perolizava o primeiro: “este é seguramente um resultado de que qualquer país poderia orgulhar-se e que distingue o senhor Salazar como um dos grandes ministros das Finanças dos tempos modernos”. O segundo encodeava como o 16º melhor. E o terceiro enfolipa a concertina do orgulho nacional [1]. Que, para o Times de Oman, o país é um exemplo para a Grécia. Quanto mais cumpre, “Portugal vai mais fundo no buraco”. Um buraco: “Siente el frio en el interior”, em “Dentro” (rock mexicano, Ruido Rosa [2]), que arrefecerá com a opção económica europeia: recessão para todos e ridículos crescimentos, 0.6% para a Alemanha e 0.4% para a França.
No país dos descobridores – Miguel Sousa Tavares: “descobri que a cozinha pode ser o território de libertação dos homens” – diz o adágio popular “a vida são dois dias e o Carnaval nenhum”, não se esfugenta sobre desempregos e aumentos de preços desbragados, a enfiada de estupendos ministros das Finanças, pelo povo tão amados: “I Was Made For Love” (Linda Carter), aproejou muito progresso e bem-estar ao país, como… o direito a umas assoalhadas nos arrabaldes – Passos Coelho: “vivo em Massamá porque foi para onde as minhas economias me conduziram”. Massamá? um bom sítio como qualquer outro para ir Al koño de mi vecina” (punk rock de Cartagena, Kante Pinrélico [3]).
Na peça de Samuel Beckett “Waiting for Godot, Estragon queixa-se dos sapatos e Vladimir returque: “eis o homem todo atirando-se ao seu sapato enquanto que é o seu pé o culpado”. Também os políticos europeus esperam um por “evento” culpando a bota, escrevia Gregory Mankiw: “de acordo com Keynes, a raiz das crises económicas é a procura agregada insuficiente. Quando a procura total de bens e serviços declina, as empresas em toda a economia veem as vendas caírem. Vendas mais baixas induzem as empresas a cortar na produção e a despedir trabalhadores. O aumento do desemprego e queda dos lucros diminui ainda mais a procura, conduzindo a um ciclo com um final muito infeliz. A situação inverte-se, diz a teoria keynesiana, só quando algum evento ou política aumenta a procura agregada”. Sem ideias para políticas, os líderes europeus esperam por um milagroso evento, que o decorrer do tempo trará, inevitavelmente, entretanto, para entreter um período que poderá demorar décadas, receitam austeridade e a pepita teórica do limite ao défice nas Constituições dos países da zona euro. Paul Krugman [4] escrevia: “os defensores da austeridade preveem que os cortes nos gastos trarão dividendos rápidos na forma do incremento da confiança, e que haverá poucos, se alguns, efeitos adversos no crescimento e no emprego, mas eles estão enganados”.
Krugman cita Keynes: “a agudeza e a peculiaridade do nosso problema contemporâneo surge, por conseguinte, da possibilidade de que a taxa média de juro, que permitirá um razoável nível médio de emprego, é tão inaceitável para os proprietários da riqueza, que não pode ser prontamente estabelecida meramente manipulando a quantidade de dinheiro”, e conclui: “Keynes não conseguiu prever a ascensão no pós-guerra da ‘eficiência marginal do capital’ – a maneira que o crescimento económico, combinado com a inflação, criaria um ambiente no qual as taxas de juro eram o suficientemente altas em tempos normais, que a política monetária era efetiva no combate a depressões. (…) … a sua análise permaneceu tão válida  como sempre, nas condições certas. Essas condições reapareceram, primeiro no Japão durante os anos 90, agora elas estão em toda a parte” [5]. Este dejá vu é explicado por Richard Koo: no período recessivo, as empresas optaram pelo pagamento de dívidas, o que causou uma contração do investimento e consequentemente um aumento no valor da dívida. O pagamento de dívidas, em vez da maximização dos lucros, desce o valor da dívida ao nível da microeconomia, mas ao nível macroeconómico é um desastre, neste caso o Estado tem que fazer exatamente o oposto do setor privado através de estímulos fiscais. Uma opção menos má que imprimir e injetar mais dinheiro na economia.
A “teoria quantitativa da moeda”: os preços são determinados direta e proporcionalmente pela quantidade de moeda em circulação, mais dinheiro, mais inflação, mais dinheiro ainda, hiperinflação – ou a armadilha da liquidez: “é uma situação descrita na economia keynesiana, em que injeções de dinheiro no sistema bancário privado por um Banco central, falha baixar as taxas de juro e estimular o crescimento económico. A armadilha da liquidez é causada quando as pessoas poupam dinheiro, porque esperam um facto adverso como a deflação, procura agregada insuficiente, ou uma guerra” – não se confrontam no nível mitológico: “este mito é propagado hoje baseado na ideia de que este tipo de políticas da Reserva Federal são apenas temporariamente ineficazes porque o dinheiro está a ser acumulado em vez de ser gasto. Não importa que o dinheiro não está a ser impresso pela Reserva. Estes teóricos genuinamente acreditam que os bancos estão apenas sentados em MAIS dinheiro”. Confrontam-se com um fator novo emergido da “crise”: a honradez do banqueiro, que a livre concorrência de Adam Smith não mitiga, porque os Bancos são caucionados pelos impostos dos contribuintes, não são empresas concorrenciais normais, falindo quando… estão falidos [6].
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[1] As tetas no YouTube prejudicam a concentração no falar. Vítor Gaspar não tem tetas, o seu discurso é ciência da orelha. Sobre o rumo da política económica: “este problema foi subestimado, tendo Portugal adotado em 2008 e 2009 uma deliberada política orçamental de estímulo à atividade económica para amortecer os efeitos da crise. Esta política conduziu a uma deterioração acentuada do défice orçamental que atingiu o valor histórico de 10,1% do PIB em 2009. Estas políticas não evitaram que a economia entrasse novamente em recessão no final de 2010. Ex-post (latim = “depois do facto”), a recuperação económica revelou-se artificial e insustentável”. Sobre o corte dos subsídios: “é uma medida que, ao estar em vigor durante um período não negligenciável de tempo, permite certamente uma margem de tempo para a execução da agenda de transformação estrutural no setor público administrativo”. Sobre o Orçamento de Estado 2012: “ este orçamento é um orçamento necessário, é um orçamento de emergência, mas é um orçamento de convicção e de esperança”.
[2] Formada em 2006 na cidade do México por: Alejandra Moreno (voz), Carla Sarinana (baixo), Daniela Sánchez (guitarra) e Pablo Cantu (bateria, substituiu Maryluz Alatriste); “a banda surgiu dois anos antes, isto é, em 2004, quando Carla e uma amiga, Mariana, colegas de escola, decidiram formar um conjunto de rock com outras duas colegas”; “a sua filosofia resume-se a ‘mais rock and roll, menos aparência’”. Trabalhadoras, Daniela: “tocamos onde e quando quer que fosse, com quem quer que fosse, até onde fosse possível, trabalhamos muito”. Com um desejo: “gostaríamos que as pessoas nos conhecessem, já que, antes de sermos músicos, somos melómanas e gostaríamos de ir a concertos e sentir uma conexão por intermédio de uma canção ou de um riff de guitarra. Oxalá consigamos isso”; entrevista ► “Miedo a caer” ♣ “Nada” ♣ “Días de verano” ♣ “Consecuencias”.
[3] “Ao vivo ♣ “Soy Lesbiana” ♣ “1095 dias sin dormir” ♣ “Colmillos Largos” ♣ “Soy De Kartagena” ♣ “Ke mal me peino”.
[4]Prémio Nobel póstumo”: “contudo, a sua coluna é pura política e não economia. É o equivalente aos astrónomos Mather e Smoot – vencedores do Nobel da Física em 2006 – escreverem sobre astrologia”.
[5] A solução para a “crise” opôs Amity Shales: “os new dealers também insistem em salários mais altos quando as empresas mal os podem pagar. Roosevelt, por exemplo, assinou como lei, primeiro, a sua National Recovery Administration, cujos códigos forçaram as empresas a pagar um salário mínimo acima do mercado, e depois a lei Wagner, que deu aos trabalhadores sindicalizados mais poder. Como resultado de tal política, pagar por trabalhadores, nos finais de 1930, estava muito acima da tendência. (…). Os desempregados continuaram desempregados”, a Krugman: “suponha-se que os salários de toda a economia dos EUA tinham sido, digamos, 20% mais baixos do que realmente são. Pode-se ser tentado a dizer que isso faria a contratação de trabalhadores mais atrativa. Mas para uma primeira aproximação, os preços seriam também 20% mais baixos – por isso, o salário real não teria sido reduzido. Então, como é que baixar os salários levaria a uma maior demanda por trabalho?”.
[6] A “crise” estimulou a indústria da juventude eterna: a cirurgia plástica. Para serem mais competitivos no mercado do trabalho, os homens retiram a barriga e as mamas, rejuvenescendo a aparência e serem contratados. Por seu lado, as mulheres têm a boquilha antienvelhecimento Pupeko. Os jovens sempre têm o rock ‘n’ roll: Zoe Thomson (“Stratosphere”, dos Stratovarius), de 8 anos, é guitarrista na banda infantil The Mini Band ► “Find the Time”.

cinema:

Live and Die in L. A. ” (1985), realização William Friedkin: “se há algo a ser dito sobre William Friedkin, é que ele é um homem que destrói todas as expetativas. Nunca se está seguro no seu mundo”. “Friedkin decide fechar o filme sobre um último acto de violência emocional. Com Petersen (“Richard Chance”) morto, Darlanne Fluegel (“Ruth Lanier”) faz as malas para sair da cidade. Pankow (“John Vukovich”) diz-lhe que pretende mantê-la no mesmo arranjinho que Petersen tinha. A sua reação é impressionante. O filme termina – ou melhor, deveria ter terminado – no seu close-up. Friedkin detém-se por um momento na sua expressão atordoada, e pensamos que o filme vai desvanecer para preto (“fade to black”), como deveria. Em vez disso, Friedkin faz algo sem sentido. Corta para uma cena anteriormente utilizada de Petersen a conduzir até casa. A sua personagem está morta, então por que é este plano o último do filme? Desvanece para preto, fim do genérico, e de repente estamos a olhar para um ‘easter egg’ de Petersen num close-up obscurecido, com a sua melhor expressão de cãozinho ferido. Friedkin detém-se no rosto de Petersen até o filme parar. O que é que se passa aqui? Quando se rebobina na mente tudo o que se passou percebe-se que Friedkin focou um olho narcisista sobre Peterson nas últimas duas horas. Ao longo do filme fixou-se em Peterson mais do que deveria, algumas vezes, até a representação se transformar em postura. Friedkin não consegue tirar a câmara / olho da sua jovem estrela. Sem surpresa, o público encontrou ‘To Live and Die in L.A.’ difícil de gostar em 1985. Talvez fosse muito sórdido ou demasiado deprimente. Mais provavelmente, os espectadores não partilhavam a obsessão de Friedkin por Petersen”. Petersen conduz um Chevy Impala F41 de 1985 alugado ao LAPD na famosa perseguição de carro. Na banda sonora, a maior parte é Wang Chung, mas também The Blasters. – “Real Steel” (2011), “em 2020, os pugilistas humanos foram substituídos por robots pugilistas. Charlie Kenton (Hugh Jackman) é um ex-pugilista dono de um desses robots, Ambush, competindo em combates não oficiais e em exibições. Numa feira rural, Ambush é destruído por Black Thunder, um rufião pertencente ao promotor Ricky. Tendo feito uma aposta de que Ambush venceria, Charlie agora deve 20 000 dólares a Ricky”. – Madison Welch, modelo inglesa: 1,65 m, 81-60-81, very british: “não sou realmente uma party girl, prefiro ir ao meu pub local para uma cerveja”. Com Casey Batchelor, Sofia Chan e Holly Johnson somam a girl band Miss Millionaire. {canal YouTube}. Madison distraiu os espectadores, no Majorca Classic Car Rally, com James May, apresentador do “Top Gear”. E nas sessões de fotos “Sexy School” para a Zoo Weekly.
Grandes armazéns do ocidente lusitano: publicidade do início do Oeste, 1867-1918: browsing ▫ por palavra: o carro elétrico, o único garantido a percorrer 160 km com um carregamento; A. Lundberg, perna artificial; o petiz preto, os olhos movem-se mediante um motor, de um canto do olho para o outro e vice-versa, dando ao rosto uma expressão realista e cómica; Dr. Neitro's Normalizer, uma combinação científica de luz, calor e eletricidade, dando alívio imediato da dor, regula o coração mais fraco; sanitas Joseph Budde; laxativo Cascarets; Cliffton o grego, frenologista e psíquico; lavandaria a vapor Cascade, empregamos apenas trabalhadoras qualificadas; banho de aspersão; cerveja Rainier, benéfica para os novos e os velhos; fogões para cozinhar para mineiros do Alasca; remédio para o alcoolismo; curas do dr. Paul M. Brenan, especialista no tratamento de doença, astenia e desarranjo dos órgãos reprodutivos de homens e mulheres, incluindo doenças causadas pelas loucuras da juventude; bateria corporal dr. Pierce. ■ Anúncio “Tsunami”, “o tsunami matou 100 vezes mais pessoas que o 9/11”, da DDB Brazil para a World Wildlife Fund no Brasil. Interstate commerce. ■ Design You Trust. ■ Charlie para presidente. ■ Charlie o atum.

música:

Joe Meek – “Robert George ‘Joe’ Meek, (5 abril 1929 Newent, Gloucestershire  / 3 fevereiro 1967, Londres), foi um produtor musical e compositor inglês pioneiro. O seu trabalho mais célebre foi o êxito ‘Telstar’ dos Tornados em 1962, que se transformou no primeiro disco de um grupo britânico a atingir o número um no US Hot 100. Também permaneceu cinco semanas no top da lista de singles do Reino Unido, com Meek a receber um Ivor Novello Award por esta produção como ‘Best-Selling A Side’ de 1962. (…). O seu sucesso comercial como produtor foi de pouca duração e Meek gradualmente afundou-se em dívidas e depressão. (…). Meek era obcecado pelo oculto e pela ideia do ‘outro lado’. Montava gravadores em cemitérios numa vã tentativa de gravar vozes do além tumulo, uma vez captando os miados de um gato, afiançou que eram sons humanos, pedindo socorro. Em particular, ele tinha uma obsessão por Buddy Holly (afirmando que o falecido rocker americano tinha-se comunicado com ele em sonhos) e outros músicos de rock and roll mortos.
Os seus esforços profissionais eram muitas vezes prejudicados pela sua paranóia (Meek estava convencido de que a Decca Records iria esconder microfones por detrás do seu papel de parede para lhe roubar as ideias), uso de drogas e ataques de raiva ou depressão. (…). A homossexualidade de Meek – ilegal no Reino Unido na época – colocava-o sob mais pressão, ele fora condenado por ‘importunar para fins imorais’ em 1963 e multado em 15 libras. Ele foi, consequentemente, sujeito a chantagem. Em janeiro de 1967, a polícia de Tattingstone, Suffork, descobriu uma mala contendo o corpo mutilado de Bernard Oliver (17 anos). Segundo alguns relatos, Meek ficou preocupado de que seria implicado na investigação do assassinato, quando a polícia metropolitana disse que ia entrevistar todos os homossexuais conhecidos na cidade.
Os êxitos tinham secado e a depressão de Meek intensificou-se enquanto a sua situação financeira ficou cada vez mais desesperada. O compositor francês Jean Ledrut acusou Joe Meek de plágio, alegando que a melodia ‘Telstar’ havia sido copiada de ‘La Marche d’Austerlitz’, uma peça de uma partitura que Ledrut escrevera para o filme ‘Austerlitz’ de 1960. Esta ação judicial significou que Meek nunca recebeu royalties do disco durante a sua vida. A 3 de fevereiro de 1967, o oitavo aniversário da morte de Buddy Holly, Meek matou a sua senhoria Violet Shenton e depois a si mesmo, na sua casa/estúdio em Holloway Road, com uma espingarda de cano único, que ele tinha confiscado ao seu protégé, ex-baixista dos Tornados e artista a solo Heinz Burt [1]. Meek enfurecera-se e tirara a arma a Burt quando ele lhe disse que a utilizava em tournée para matar pássaros. Meek guardava a arma debaixo da sua cama junto com alguns cartuchos. Como a espingarda estava registada no nome de Burt, ele foi interrogado intensivamente pela polícia, antes de ser eliminado das suas investigações”.
“Ao longo do caminho, Meek teve um efeito poderoso sobre a indústria discográfica britânica, mudando fundamentalmente a forma como os discos eram feitos. Nos meados dos anos 50, os engenheiros britânicos de gravação eram, de facto, engenheiros, a tal ponto que vestiam batas brancas. Os produtores, por outro lado, vestiam fatos. Os engenheiros executavam procedimentos padrão que foram desenvolvidos para gravar sons com a maior fidelidade possível, enquanto os produtores, que eram encarregados de tomar as decisões criativas, raramente entendiam a tecnologia de gravação. Igualmente importante, ambas as classes profissionais eram funcionárias dos grandes estúdios e editoras de discos. Engenheiros e produtores verdadeiramente independentes eram desconhecidos naquele tempo”.
Jon Savage toca os finados pelos Tornados: “em 12 de Agosto de 1966, os Tornados lançaram o seu último disco com Joe Meek. Começando com o som de ondas e gaivotas, ‘Is That a Ship I Hear?’, trazia todas as marcas do produtor: os tambores marciais, o som de teclado extraterrestre, feroz, feroz compressão. Como o seu predecessor ‘Pop-Art Goes Mozart’, foi construído à volta de um truque. Meek esperava que o título e os efeitos do oceano convenceriam os radialistas das estações piratas – Rádio Caroline, Rádio London, Rádio City etc. – a colocarem o seu novo disco em alta rotação. Justamente quando a influência pirata nas listas britânicas estava no seu auge parecia um bom ângulo. Contudo, este não era o tempo dos Tornados. No dia 12 de Agosto, ‘Revolver’ estava na sua primeira semana nas lojas de discos britânicas. ‘Blonde on Blonde’ saiu no mesmo dia que ‘Is That a Ship I Hear?” ► em 2008, a vida de Meek deu um filme, “Telstar: The Joe Meek Story”, uma adaptação de uma peça de James Hicks ♫ a sua música ♫ “I Hear A New World” ♫ da caixa “Joe Meek: Portrait of a Genius-The RGM Legacy” ♫ “Valley of the Saroos”.
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[1] O protégé Heinz Burt foi o “Ron” no filme “Live It Up!” (1963) com música escrita e produzida por Joe Meek – canção final: “Don't You Understand”. Ele era o baterista nos Smart Alecks, um grupo de jovens carteiros londrinos fuçando pela ribalta na indústria fonográfica, constituído por John Pike (“Phil”), David Hemmings (“Dave Martin”) e um fresco Steve Marriott (“Ricky”), de 16 anos, o futuro guitarrista e vocalista dos Small Faces: grupo que se desfez após o concerto de Alexandra Palace a 31 de Dezembro de 1968. Marriott insatisfeito com a impossibilidade de reproduzir em palco o álbum “Ogdens' Nut Gone Flake” exige a contratação de um quinto elemento: Peter Frampton. Ronnie Lane e Kenney Jones recusam e Marriott e Frampton partem para os fabulosos Humble Pie: que mal sustentarão as compras de coca e brandy de Marriott. Faleceu em Abril de 1991, num incêndio, quando adormeceu com um cigarro aceso: o seu sangue continha valium, cocaína e álcool. (No álbum “Meddle” dos Pink Floyd, os latidos na faixa Seamus são do cão de Marriott que acoitava muitas vezes na casa de David Gilmour e que se chamava… Seamus). No filme toca uma banda instrumental The Outlaws, na guitarra abanava a protérvia anca Ritchie Blackmore, futuro guitarreiro herói dos Deep Purple e dos Rainbow. E ainda lhe pingam os dedos para as canções dos Purple em versão folk nos Blackmore's Night.