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quinta-feira, fevereiro 23, 2023

O sexo com neandertais tornou os humanos mais vulneráveis à Covid-19, mas com menos riscos de contrair HIV

Genes herdados dos homens de Neandertal podem reduzir a probabilidade de ser infetados pelo vírus HIV pessoas que adoecerem gravemente com a Covid-19, que o mesmo gene torna mais vulneráveis.

A herança neandertal voltou a dar cartas para explicar os muitos acasos da evolução humana. As pessoas que tiveram Covid-19 têm um risco 27% menor de contrair o vírus do HIV, concluiu um estudo da autoria de Hugo Zeberg, do Instituto Karolinska (Suécia), noticia o El País. As razões para tal ainda não são claras, porém podem estar relacionadas com o facto de esses genes herdados dos homens de Neandertal também protegerem contra a varíola.

Já noutra investigação, em conjunto com o geneticista Svante Pääbo, conclui que esta herança, encontrada no cromossoma 3, pode colocar algumas pessoas em maior risco de adoecerem gravemente com a Covid-19, e que foi introduzido na linha genética humana entre 50.000 e 70.000 anos atrás por causa do sexo dos homo sapiens com os neandertais. Os cientistas repararam que se encontra em 16 por cento da população europeia e em metade das pessoas do sul da Ásia e quase não existe em África e no leste da Ásia.

“A evolução é uma questão de equilíbrio”, recorda Cristian Cañestro, líder do grupo de investigação de Evolução e Desenvolvimento da Universidade de Barcelona, ao mesmo jornal. “É possível que esta mutação tenha dado algumas desvantagens, porque a proteína [CCR5, associada aos casos de Covid-19 mais grave] não desempenha bem a sua função, mas se der mais hipóteses de sobrevivência contra um vírus mortal, há uma vantagem frente ao resto da população”, acrescenta.

Ou seja, uma mutação benéfica numa circunstância pode não o ser noutra. Um estudo publicado na revista Science, em 2016, mostrou como um gene da espécie extinta tornou o sangue mais espesso e, portanto, facilitou o aparecimento de coágulos. Para os seres humanos sem médicos para suturar feridas de acidentes, essa coagulação rápida é uma vantagem decisiva, enquanto para os que têm estilos de vida que favorecem as doenças cardíacas, essa mesma variante genética é vista como um perigo para a saúde.

Esta ambivalência deve ser tida igualmente em consideração ao avaliar a possibilidade de modificar embriões. Em 2018, na China, nasceram duas meninas gémeas cujo gene CCR5 foi editado para desativá-lo. Questionado sobre se estão em maior risco de ter uma infeção por Covid-19 grave, Zeberg não tem ainda uma resposta: “No momento, não temos motivos para pensar que seja esse o caso”.

Fonte: Observador, 22 de fevereiro de 2022

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terça-feira, dezembro 06, 2022

Físicos nos EUA demonstram dilatação do tempo postulada por Einstein

Cientistas nos Estados Unidos conseguiram medir com a maior exatidão de sempre a dilatação do tempo, um dos efeitos da teoria da relatividade postulada por Albert Einstein, demonstrando que dois relógios atómicos separados por um milímetro medem tempos diferentes.

A investigação dos físicos do laboratório de astrofísica da Universidade de Boulder, no estado do Colorado, publicada hoje na revista científica Nature, propõe uma maneira de conceber relógios atómicos 50 vezes mais exatos do que os melhores atualmente existentes e uma maneira de procurar descobrir como a gravidade e a relatividade interagem com a mecânica quântica, uma das principais perguntas a que a Física moderna tenta responder.

A teoria que o físico alemão propôs em 1915 explica efeitos da gravidade no tempo e tem implicações práticas importantes, como a correção das medições feitas por satélites de sistemas de posicionamento global (GPS).

De acordo com a teoria da relatividade geral, relógios atómicos colocados em elevações diferentes medem o tempo em ritmos diferentes.

A precisão dos relógios atómicos deve-se ao facto de aproveitarem uma propriedade fundamental dos átomos, que quando mudam de nível de energia emitem ou absorvem luz com uma frequência comum para todas as partículas de determinado elemento.

Os relógios atómicos medem o tempo usando um laser sintonizado com este pulsar atómico, que em altitudes mais baixas é mais lento.

Os cientistas sugerem que podem servir como uma espécie de microscópios para observar as mais pequenas ligações entre a mecânica quântica e a gravidade e procurar a chamada “matéria escura” que se postula que constitua a maior parte do Universo.

Outros físicos da Universidade de Wisconsin-Madison construíram o que consideram ser um dos relógios atómicos mais precisos de sempre, permitindo-lhes estudar ondas gravitacionais e a elusiva matéria escura.

O instrumento, que utiliza átomos de estrôncio ultra-arrefecidos, é o que se chama um relógio atómico reticulado ocular e é capaz de funcionar com tal precisão que só se atrasa ou adianta um segundo a cada 300 mil milhões de anos.

A novidade dos investigadores da Universidade de Wisconsin-Madison é que o aparelho que criaram usa seis relógios diferentes no mesmo ambiente.

O grupo liderado pelo físico Shimon Kolkowitz inovou usando um laser de qualidade inferior para conseguir os mesmos resultados dos lasers mais sofisticados.

Fonte: Notícias ao Minuto, 16 de fevereiro de 2022

Foto: Dillion Harper na produção cinematográfica “No Squirting in Class” (2015).

Dillion Harper, tcc Dillon Harper, 1,65 m, 52 kg, 81-61-91, sapatos 37 ½, olhos e cabelos castanhos, nascida a 27 de setembro de 1991 em Jupiter, Florida.

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