Pratinho de Couratos

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quinta-feira, fevereiro 23, 2023

Bruxelas quer criar “escudo cibernético” e dá Portugal como exemplo

A Comissão Europeia defendeu esta terça-feira a proteção das fronteiras cibernéticas da União Europeia (UE) de forma semelhante ao controlo das fronteiras terrestres, assegurado pela Frontex, dando Portugal como exemplo das consequências dos ciberataques de grande escala.

“Vimos recentemente, em Portugal, como os ciberataques podem fazer cair toda a rede e é por isso que é tão importante que tenhamos este sistema de apoio”, defendeu o comissário europeu do Mercado Interno, Thierry Breton, falando em conferência de imprensa à margem da sessão plenária da assembleia europeia, na cidade francesa de Estrasburgo.

Discursando na apresentação de propostas da Comissão Europeia sobre áreas críticas para a segurança da UE para assegurar a defesa europeia, como a cibersegurança, o responsável considerou que, “da mesma forma que se assegura a proteção das fronteiras físicas ou geográficas com a Frontex […], a União deveria estar em posição de proteger as fronteiras cibernéticas”.

Numa altura de ciberataques consecutivos a entidades portuguesas, tendência que já se registou também noutros países europeus, Thierry Breton defendeu que a proteção das fronteiras cibernéticas da UE deveria ser assegurada por “especialistas europeus que estariam lá para defender qualquer país que fosse atacado” e para “identificar potenciais ameaças”.

A ideia seria criar “um escudo cibernético” na UE que atuasse de forma semelhante à Frontex, agência europeia encarregue de controlar as fronteiras externas do Espaço Schengen em coordenação com as guardas de fronteira e costeiras dos Estados-membros.

(…).

União Europa apresenta propostas para reforçar cibersegurança

Para reforçar a cibersegurança e a ciberdefesa, a Comissão indica que irá propor “a Lei de Ciber-Resiliência e solicitará às organizações europeias de normalização que desenvolvam normas harmonizadas em matéria de cibersegurança e privacidade e, em conjunto com os Estados-membros, intensificará a preparação para os ciberataques em grande escala”.

No que toca ao reforço da resiliência europeia contra estes ciberataques, Bruxelas anuncia o lançamento futuro de uma caixa de ferramentas híbridas da UE e a identificação de peritos em áreas políticas relevantes.

Previsto está, também, que “a Comissão e o Alto Representante explorem a possibilidade de ativação de mecanismos de solidariedade, assistência mútua e resposta a crises em caso de ataques com origem no espaço ou de ameaças aos bens espaciais”.

Ao mesmo tempo, até final do ano, a Comissão pretende apresentar um plano de ação conjunto para reforçar a mobilidade militar dentro e fora da Europa.

Quanto aos investimentos, Bruxelas estima que, durante este ano, sejam mobilizados 1,9 mil milhões de euros do Fundo Europeu de Defesa para projetos de investigação e desenvolvimento de capacidades de defesa, verba à qual quer acrescentar investimentos dos Estados-membros em capacidades estratégicas de defesa.

Fonte: CNN Portugal, 15 de fevereiro de 2022

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segunda-feira, novembro 07, 2022

Soldados digitais

Hackers do mundo, uni-vos! Governo da Ucrânia recruta soldados digitais para ajudar na ciberguerra

Mykailho Fedorov, vice-primeiro ministro e ministro da Transformação Digital da Ucrânia, pediu no Twitter apoio para formar um exército digital. O grupo de hackers Anonymous já reivindicou a responsabilidade de vários ciberataques dirigidos a vários sites governamentais russos

Enquanto os confrontos se intensificam no terreno, com combates nas principais cidades da Ucrânia, há uma nova frente de batalha a decorrer na internet e na darkweb. Trata-se da ciberguerra, uma luta que pode ajudar a enfraquecer o inimigo e mobilizar as populações.

Ontem ao final do dia, Mykailho Fedorov, Vice-Primeiro Ministro e Ministro da Transformação Digital da Ucrânia, colocou um apelo no Twitter a recrutar todos os que se queiram juntar a este exército digital.

“Estamos a criar um exército de TI. Precisamos de talentos digitais. Todas as tarefas operacionais serão dadas aqui:https://t.me/itarmyofuraine. Haverá tarefas para todos. Continuamos a lutar na frente cibernética. A primeira tarefa está no canal para especialistas cibernéticos”, lê-se no tweet publicado ontem.

O exército armado da Ucrânia, assim é apelidado, utiliza o Telegram, um serviço alternativo de mensagens instantâneas, para partilhar informação. O canal já tem mais de 21 mil subscritores.

A ideia é estes voluntários do submundo hacker combaterem com armas digitais nesta guerra cibernética. O objetivo é criar uma unidade defensiva para proteger a infraestrutura ucraniana, como usinas de energia e sistemas de água. Além disso, esta unidade de voluntários vem também ajudar as forças militares ucranianas a realizar operações de espionagem digital contra as forças invasoras russas

Além do recrutamento de hackers, o governo ucraniano tem vindo a conduzir uma guerra de memes nas redes sociais, com caricaturas políticas e piadas sobre Putin e a Rússia. Segundo o New York Post, há também outro tipo de arma: a sedução digital. Os soldados russos estão a comunicar com mulheres ucranianas no Tinder, abrindo a possibilidade de inteligência militar criar perfis falsos e descobrir locais e movimentos de tropas.

Os danos causados por este tipo de guerra podem ser assinaláveis. Um conflito a este nível pode ter um forte impacto nos dois países, que embora protegidos, têm sempre vulnerabilidades nos seus sistemas.

Fonte: Visão, 27 de fevereiro de 2022

Foto: Asia Carrera, tcc Jessica Bennett / Asia / Asia Carera / Asian Carrera, 1,75 m, 50 kg, 91-66-91, sapatos 42, olhos castanhos, cabelos pretos, nascida Jessica Andrea Steinhauser a 6 de agosto de 1973 em Nova Iorque.

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