Pratinho de Couratos

A espantosa vida quotidiana no Portugal moderno!

quinta-feira, fevereiro 23, 2023

Declaração de voto sobre uma resolução sobre a glorificação do nazismo

Jason Mack

Conselheiro para Assuntos

Económicos e Sociais Missão dos EUA nas Nações Unidas

Nova Iorque

18 de novembro de 2020

Presidência - Os Estados Unidos juntam-se à comunidade mundial na comemoração do 75º aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial. Honramos as corajosas contribuições e o heroísmo e sacrifício das nações aliadas e dos seus militares na derrota da Alemanha nazi em 1945. Também nos juntamos à comunidade internacional na condenação da glorificação do nazismo e de todas as formas de racismo, xenofobia, discriminação e intolerância. Na luta contra a tirania assassina do nazismo, os Estados Unidos também lutaram pela liberdade, dignidade e direitos humanos de todos - incluindo o nosso firme compromisso com a liberdade de expressão.

Hoje, porém, os Estados Unidos devem expressar oposição a esta resolução, um documento muito notório pelas suas tentativas dissimuladas de legitimar narrativas de desinformação russas de longa data que denigrem as nações vizinhas sob o cínico pretexto de deter a glorificação nazi. O Supremo Tribunal dos Estados Unidos tem consistentemente afirmado o direito constitucional à liberdade de expressão e os direitos de reunião e associação pacífica, inclusive por nazis declarados, cujo ódio e xenofobia são amplamente desprezados pelo povo americano. Ao mesmo tempo, defendemos com firmeza os direitos constitucionais daqueles que exercem os seus direitos de combater a intolerância e expressamos uma forte oposição ao odioso credo nazi e a outros que abraçam ódios semelhantes.

Apesar de expressarmos consistentemente as nossas preocupações com a delegação russa e de propormos revisões para proteger contra restrições inaceitáveis à liberdade de expressão, as nossas recomendações, destinadas a melhorar e reforçar esta resolução, têm sido ignoradas. Desencorajamos os Estados a invocar o Artigo 4 da Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial e o Artigo 20 do Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e Políticos, numa tentativa de silenciar opiniões indesejáveis ou de desculpar a sua incapacidade de combater a intolerância.

Por estas razões, os Estados Unidos votaram contra cada nova versão desta resolução desde 2005 e são, mais uma vez, obrigados a votar "Não" nesta resolução, e apela aos outros Estados para que façam o mesmo.

U.S. Mission to the United Nations, 18 de novembro de 2020

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segunda-feira, novembro 07, 2022

Facebook

Dona do Facebook fecha contas de grupos pró-russos de desinformação

A empresa tecnológica Meta afirmou que grupos pró-russos estão a orquestrar várias campanhas de desinformação em redes sociais com perfis falsos ou contas pirateadas para retratar a Ucrânia como um peão nas mãos do Ocidente.

A Meta encerrou as contas falsas e bloqueou a partilha de endereços de Internet com ligação a ‘sites’ que difundem informações falsas, disse, no domingo, o chefe da gestão de ameaças da ‘holding’, que detém todos os produtos e marcas associados ao Facebook, David Agranovich.

Estes grupos “gerem ‘websites’ fazendo-se passar por entidades noticiosas independentes e criam perfis falsos em plataformas de redes sociais, incluindo Facebook, Instagram, Twitter, YouTube, Telegram e também [redes russas] Odnoklassniki e VK”, disse a Meta, num texto divulgado num blogue, observando que tinha bloqueado um grande número de contas falsas filiadas ao Estado russo.

“Em alguns casos, utilizaram imagens de perfil que (…) foram provavelmente geradas usando técnicas de inteligência artificial”, acrescentou o grupo.

A pequena rede de contas falsas nas redes sociais Facebook e Instagram visava pessoas na Ucrânia e ajudou a divulgar informações falsas sobre os esforços do país para se defender contra a invasão russa.

A rede foi identificada pela Meta como estando ligada a indivíduos na Rússia e na Ucrânia, bem como às organizações de comunicação social NewsFront e SouthFront na Crimeia, a península ucraniana anexada por Moscovo em 2014.

Fonte: Sapo24, 28 de fevereiro de 2022

Foto: a talentosa web model Bellamonroe18.

O Facebook cumpre o seu papel, consentaneamente, trata os seus utilizadores como estúpidos. 

A primeira regra da guerra, antes até de pegar nas armas, é a abolição da Informação e a ativação da Propaganda. Temos acesso a Propaganda, não Informação. O que lemos ou vemos, de ambos os lados, é Propaganda, a Informação virá, depois, talvez.

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Oleksandr Shputun

Igor Konashenkov

sábado, outubro 01, 2022


Ex-miss Ucrânia pega nas armas e junta-se ao exército: “Quem entrar nas nossas fronteiras morre”

Anastasiia Lenna está disposta a defender o seu país até às últimas consequências.

Anastasiia Lenna, a miss Ucrânia de 2015 que depois representou o país num concurso de beleza internacional, juntou-se ao exército ucraniano para lutar contra os russos, segundo escreve a imprensa internacional.

Nas redes sociais Anastasiia Lenna partilhou fotos armada e deixou uma mensagem nas stories do Instagram: “Quem entrar nas nossas fronteiras com a intenção de invadir vai morrer." 

Disposta a defender a Ucrânia até às últimas consequências, a antiga miss tem feito várias publicações a propósito da invasão russa. Numa delas considerou o presidente Volodymyr Zelensky "um verdadeiro líder”. Noutra deixou um apelo para que sejam feitas doações ao exército ucraniano.

Lenna fala cinco línguas e é licenciada em marketing pela universidade Slavistik, em Kiev. Trabalhou na Turquia como relações públicas e como tradutora.

Fonte: Correio da Manhã, 27 de fevereiro de 2022

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quarta-feira, setembro 07, 2022


 EA Sports remove seleção e clubes russos do FIFA22

“Solidária com o povo ucraniano”, a EA Sports, companhia que detém os videojogos FIFA, anunciou, esta quarta-feira, que vai remover a seleção russa e os todos os clubes russos presentes dos produtos do FIFA EA Sports, o que inclui: FIFA22, FIFA Mobile e FIFA Online.

Fonte: Sapo24, 2 de março de 2022

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É tão ingénuo, quase de Homem Novo sem maldade no coração, acreditar-se que em estado de guerra há informação sem o prefixo “des”. Numa situação de guerra existem os angelizados e os demonizados, desta ideia formada as pessoas formam um juízo, que é sempre doxa, nunca aleteia.

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terça-feira, setembro 06, 2022

China pediu à Rússia para adiar intervenção na Ucrânia para depois dos Jogos Olímpicos

O governo chinês pediu à Rússia, no início de fevereiro, que não iniciasse a invasão da Ucrânia antes do fim dos Jogos Olímpicos de Inverno que decorreram na China, noticia o The New York Times (NYT).

O diário, que cita fontes dos Estados Unidos e uma fonte de um Governo europeu, refere que um relatório dos serviços de inteligência ocidental disse que altos funcionários chineses pediram aos seus homólogos russos, no início de fevereiro, para não invadirem a Ucrânia antes do final dos Jogos Olímpicos de Inverno, em Pequim.

A invasão da Ucrânia pela Rússia começou a 24 de fevereiro, quatro dias depois da cerimónia de encerramento do evento desportivo.

As informações trocadas entre membros dos governos chinês e russo foram recolhidas por um dos serviços de inteligência de um país ocidental, segundo as fontes, e partilhada a alto nível durante as discussões sobre se o Presidente russo, Vladimir Putin, atacaria ou não a Ucrânia.

Fonte: Sapo24, 3 de março de 2022

China nega ter pedido à Rússia que adiasse invasão para depois dos Jogos Olímpicos

A China disse hoje ser “completamente falso” que tenha pedido à Rússia que esperasse pelo fim dos Jogos Olímpicos de Inverno, em Pequim, para iniciar a invasão da Ucrânia, conforme noticiado pelo jornal The New York Times.

“É completamente falso, e também desprezível, que a culpa esteja agora a ser transferida”, disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China, Wang Wenbin, em conferência de imprensa.

“Aqueles que instigaram esta crise devem tomar medidas concretas para aliviar as tensões”, acrescentou, numa referência implícita aos Estados Unidos.

Segundo The New York Times (NYT), os serviços de inteligência ocidentais informaram que altos funcionários do Governo chinês tinham “algum nível de conhecimento sobre os planos ou intenções russas”, antes do início da agressão militar, que começou em 24 de fevereiro, quatro dias depois de os Jogos Olímpicos de Inverno em Pequim terem terminado.

O Presidente chinês, Xi Jinping, recebeu, em 04 de fevereiro, o homólogo russo, Vladimir Putin, em Pequim. A declaração conjunta emitida depois do encontro indicava que a “amizade entre os dois Estados não tem limites e que não há áreas ‘proibidas’ de cooperação”.

Sem mencionar a Ucrânia, a declaração russo-chinesa opunha-se à expansão da NATO e às coligações que “intensificam a rivalidade geopolítica”, uma provável referência aos esforços do Presidente norte-americano, Joe Biden, para reforçar os laços com outras nações democráticas, perante a ascensão da China.

De acordo com autoridades britânicas citadas pelo The New York Times, esta declaração conjunta foi um sinal claro de apoio chinês, algo que Pequim teria recusado, se Putin ofuscasse os Jogos em Pequim com um ataque antes do encerramento.

O jornal ressalvou que as fontes não estão certas sobre o nível de liderança a que foram realizadas as conversas sobre a invasão.

Segundo uma fonte citada pelo jornal, os detalhes sobre o ataque não foram necessariamente discutidos entre Putin e Xi.

O jornal informou ainda que, segundo fontes do governo norte-americano, em meia dúzia de reuniões entre representantes de Washington e Pequim, incluindo uma com o embaixador chinês, horas antes do início da invasão, os responsáveis mostraram ceticismo, em relação a um possível ataque russo.

Segundo Pequim, a sua relação com Moscovo é a de “parceria estratégica”, mas isso não inclui “nem aliança, nem confronto”, nem “tem como alvo terceiros países”.

Fonte: Lusa, 3 de março de 2022

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