Samantha Fox - Freddie Mercury
Etiquetas: música
A espantosa vida quotidiana no Portugal moderno!
Luciana
Abreu fez subir a temperatura no Instagram com as suas últimas partilhas. A
cantora mostrou-se a ensaiar na garagem de sua casa… com uma mota como pano de
fundo.
Coreografias
sensuais, roupas sexy e muito talento são palavras de ordem
nos vídeos publicados pelo rosto da SIC.
Na
legenda das imagens, Luciana explica estar a preparar-se para os espetáculos
que tem agendados para o ano de 2022.
Fonte: Notícias ao Minuto, 18 de fevereiro de 2022
Etiquetas: música
A semana passada, ‘Barbie
Girl’ – o maior êxito da banda dinamarquesa Aqua – atingiu as mil milhões de
visualizações no Youtube, ao mesmo tempo que comemora o seu vigésimo quinto
aniversário. Estaremos perante uma música que “objetifica” a mulher?
Não é preciso ter nascido
nos anos 90 para que conheçamos, dancemos e vibremos cada vez que nas
discotecas, ou festas entre amigos, ouvimos o tão famoso refrão: “I’m a Barbie
girl in the Barbie world, life in plastic, it’s fantastic”.
Mesmo passados 25 anos,
quando a música começa a tocar, somos imediatamente transportados para o
videoclipe cor de rosa, exuberante e plástico, que nos faz, muitas vezes,
deixarmo-nos levar por o diálogo entre a Barbie e o seu companheiro Ken como se
efetivamente fossemos as personagens. A verdade é que o grupo dinamarquês Aqua
conquistou o ranking mundial com Barbie Girl, a música em que sua vocalista,
Lene Nystrøm, sarcasticamente se torna num “objeto feminino”. E há uma semana,
mostrou que “o passar do tempo não leva ao esquecimento”: no vigésimo quinto
aniversário da banda – a mais controversa das suas canções – atingiu a marca
histórica dos mil milhões de visualizações no YouTube.
O vídeo do single,
incluído no primeiro álbum da banda, Aquarium, de 1997, foi colocado na
plataforma em 2010, mais de dez anos depois de ter sido lançado. “Só podemos
dizer: ‘mil milhões de agradecimentos’!”, escreveram Lene Nystrøm, atualmente
com 48, René Dif, de 54, e Søren Rasted, de 52, três dos membros originais da
banda que, por incrível que pareça, ainda estão no “ativo” – apesar de não
lançarem um álbum desde 2011, Aqua continua em tournée pelo mundo, mantendo o
sucessos com músicas como Around The World , My Oh My, Happy Boys and Girls e,
claro, Barbie Girl, que ironiza a “vida perfeita” da famosa boneca e no final
dos anos 90 se tornou uma espécie de hino para os millennials.
A música levou o grupo
dinamarquês ao estrelato e ao topo das músicas mais ouvidas tanto do Reino
Unido como de outros países da Europa, além do Top 10 da Billboard Hot 100, nos
EUA. O vídeo do single foi lançado na MTV e foi dirigido pelo diretor holandês
Peder Pedersen, inspirando-se em desenhos animados. Contudo, ao longo do
percurso, nem tudo foi “cor de rosa”.
Fonte: jornal i, 28 de
fevereiro de 2022
Etiquetas: aqua, história, mulheres, música, odioso machismo, sexismo
Apesar do seu êxito, a música fez com que muitos
críticos “franzissem a testa”, questionando o tema da música, onde existe um
diálogo entre o casal: Barbie e Ken. Oi, Barbie!/Oi, Ken!/Queres dar uma
volta?/Claro, Ken!/Entra!/ Eu sou uma Barbie a viver no mundo da Barbie/A vida
de plástico é fantástica/Podes-me escovar os cabelos/ Despir-me em qualquer
lugar/ Usa a imaginação/ A vida é a tua criação!”, ouve-se no princípio do
single. No início, a maioria das pessoas achou muita piada ao vídeo
“cativante”, com cores “berrantes” e as vozes “exageradas”. Contudo, à medida
que o tempo foi passando, as opiniões foram-se tornando cada vez menos
unânimes, com algumas pessoas a defender que Aqua se encontra a “objetificar” a
figura feminina.
Aqua em Tribunal “Nós
nunca quisemos fazer uma música sexista”, começou por esclarecer à revista
Nylon, em 2017, Lene Nystrøm. “Para nós foi uma espécie de sátira ao tipo de
miúda como Pamela Anderson, que existia na época e que ainda existe. Ainda
assim, parece-me uma música inocente ao compará-la com outras músicas que por
aí andam”, acredita. Além disso, a vocalista garante que se orgulha do single,
que não se cansa de cantá-lo e que não tem problema nenhum quando os fãs a
chamam de barbie girl. Segundo a mesma, esta identifica-se “absolutamente” com
a sua música, apesar de não se considerar uma barbie.
Fonte: jornal i, 28 de fevereiro de 2022
Etiquetas: aqua, história, mulheres, música, odioso machismo, sexismo
No final dos anos 2000, a Mattel – a maior fabricante
de brinquedos do mundo que detém a marca Barbie – abriu um processo contra
Aqua, alegando que o grupo musical havia “arruinado a reputação da
marca”, que “a música se tornou tão conhecida que começou a afetar as suas
estratégias de marketing” e ainda que os artistas haviam “transformado a boneca
num objeto sexual”. Além disso, a multinacional acreditava que os
dinamarqueses não respeitaram “uma marca registada”, afirmando ainda que
falavam da boneca como uma “referência cultural, um conceito e não uma marca
específica”. Segundo a Mattel, a música fez com que as vendas da famosa Barbie
descessem consideravelmente.
Contudo, a MCA Records e a banda dinamarquesa não
ficaram de “braços cruzados” e processaram a empresa, por difamação. Em 2002, o
U.S. Circuit Court of Appeals decidiu que a música era apenas uma “sátira
inofensiva”, absolvendo a MCA Records e a banda das acusações. “O uso de
direitos autorais não é afetado, porque o Aqua usa a palavra barbie para
transmitir um conceito particular que eles têm”, lê-se num dos documentos, que
também menciona que o facto de “remover” a música só colocaria em causa a
liberdade de expressão.
Apesar disso, a Mattel conseguiu que Aqua não cantasse
Barbie Girl por alguns anos – não por imposição judicial, mas porque o grupo
decidiu separar-se voluntariamente. “São vocês que estão a impor um sentido à
letra da música”, defenderam os artistas na altura. Também o processo por
difamação contra a Mattel não obteve resultados, e o juiz Alex Kozinski afirmou
que “ambas as partes deviam relaxar”.
Fonte: jornal i, 28 de fevereiro de 2022
Etiquetas: aqua, história, mulheres, música, odioso machismo, sexismo
Uma carreira de separações Segundo
o jornal espanhol El Mundo, Aqua fez uma “pausa” na sua carreira entre 2001 e
2008, ano em que regressou para “oferecer” uma série de espetáculos. Ao
perceberem que continuavam a fazer “vibrar” o público, o grupo pensou em lançar
um terceiro álbum, em 2011. E assim nasceu Megalomania que se seguiu a Aquarius
(2000). Três anos depois, o grupo voltou a separar-se, pois todos os seus
membros queriam “aproveitar as famílias e os seus projetos a solo”.
Em 2016, os artistas decidem regressar, desta vez sem
Claus Norreen, que, embora declarasse que “amava os seus amigos
incondicionalmente”, tinha “outras aspirações musicais”. Mesmo assim, nada
conseguiu desencorajar os três integrantes restantes, que nos últimos seis anos
fizeram tournées pela Europa, Ásia e América com grandes espetáculos onde o
principal “anseio” é ouvir a música sobre as “futilidades” da boneca mais
famosa do mundo.
Desde pequena que Lene Nystrøm nutriu uma paixão pela
música. Esta treinou como cantora e começou a tocar em bares em adolescente. Em
1990 acabou por ganhar fama no programa de televisão Casino da TVNorge e,
quatro anos depois, a sua vida mudou radicalmente, quando trabalhava num
cruzeiro e conheceu o dinamarquês René Dif, que tocava com os seus amigos Søren
Rasted e Claus Norreen num grupo chamado Joyspeed.
Desta forma, René convenceu Lene a fazer parte da
banda e não foi preciso muito tempo para que Aqua nascesse. A banda estreou em
1996 com Roses Are Red e lançou o seu primeiro álbum Aquarium um ano depois.
Fonte: jornal i, 28 de fevereiro de 2022
Etiquetas: aqua, história, mulheres, música, odioso machismo, sexismo
Atualmente, continuam a atuar em palcos juntos, a
encher salas e a divertir o público, apesar das músicas lançadas depois de
Barbie Girl nunca terem tido o mesmo sucesso. Na sua página no Instagram
partilham regularmente fotografias dos seus espetáculos e é perfeitamente
visível a mudança dos artistas. Estes descartaram em grande parte as roupas
“descoladas” da época, vestindo-se de maneira “menos exuberante”. Recentemente
o grupo, agora com três elementos, revelou à BBC que olhava para as suas
conquistas da década de 1990, com nostalgia. Na legenda da fotografia
partilhada na rede social para anunciar a entrevista, estes escreveram:
“Tivemos uma ótima conversa com Ryan Saunders da BBC para o programa Top Of The
Pops 1994-1997 no outro dia. Isso fez-nos viajar por memórias! Uau!”.
De seguida foram muitos os fãs que partilharam da
nostalgia. Um internauta escreveu: “A rainha nunca envelheceu”. Enquanto outro
acrescentou: ‘Vocês estão ótimos”. Um terceiro seguidor “implorou” por uma nova
música. Em 2019, Lene disse que a banda estava a trabalhar em novas
músicas.
Em entrevista ao TMZ, a vocalista adiantou que o grupo
estava a trabalhar, mas que é o “juiz mais difícil”: “Não lançaremos nada até
que esteja absolutamente perfeito”, explicou acrescentando que os artistas
estão a “cruzar os dedos” para que do seu trabalho saia “algo incrível”. Em
julho passado, a banda lançou um cover de I Am What I Am para o Copenhagen
Pride.
Com novas músicas ou não, críticas e tentativas de
“cancelamento”, a verdade é que mesmo sem um dos elementos e, mesmo com o
passar dos anos que os podiam ter levado ao “esquecimento”, os Aqua continuam
“vivos” e, Barbie Girl não poderia deixar de ser tão “atual”.
Fonte: jornal i, 28 de fevereiro de 2022
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